Liturgia Diária 19/04/17

Liturgia Diária 19/04/17 (Quarta) – Lc 24, 13-35.

No evangelho de hoje, gostaria de compartilhar com vocês, pelo menos, duas formas de refletirmos essa passagem: a comunitária e a pessoal (individual).

Na primeira, a comunitária, gostaria que pudéssemos observar um esquema, praticamente completo da Sagrada Missa. Isso mesmo, a caminhada para Emaús, nos remete a Santa Missa. Se na Quinta-Feira Santa, Jesus instituiu a Eucaristia, podemos dizer, que a Caminhada de Emaús, foi literalmente, a primeira Missa, pelo menos em sua estrutura.

Não conseguem visualizar? Vejamos então esta estrutura?

Vejamos então (Lc 24, 13-14). “Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.”

Não é o momento em que nos dispomos em caminhar, muitas vezes perdidos em nossos pensamentos, e vamos em busca de algo para nos iluminar, algo para nos dar uma direção? E, normalmente, não é aos domingos que participamos ativamente da Santa Missa? Esses são os RITOS INICIAIS.

Vejamos então (Lc 24, 15-27). “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu.” Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

Não é o momento em que nós ouvimos as leituras do antigo testamento, dos salmos, das cartas e Evangelho, e logo depois, com a homilia, vamos refletir tudo aquilo que ouvimos? Essa é a LITURGIA DA PALAVRA.

Vejamos então (Lc 24, 28-31). “Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Não é o momento que vamos transformar tudo o que ouvimos e refletimos em pão e vinho, na Sagrada Eucaristia, o ponto ápice da vida de Cristo para a Igreja: que é a sua vida, morte e ressureição, transformada na Carne e no Sangue: a comunhão? Essa é a LITURGIA EUCARÍSTICA.

Vejamos então (Lc 24, 32-35). “Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.”

Não é o momento em que, repletos do Espírito Santo, com a compreensão da Palavra e fortalecidos pela Eucaristia, nos colocamos a caminho, levando a sua Palavra e colocando em prática o que ouvimos, refletimos e iremos agora agir? Esses são os RITOS FINAIS:

E agora, conseguiram vislumbrar por um pequeno momento, a Santa Missa?

Agora, na segunda forma, a pessoal ou individual, gostaria de refletir como nós somos fracos diante dos problemas e muitas das vezes, ingratos com Deus por aquilo que recebemos.

Nós, como os discípulos de Emaús, sempre estamos em busca da palavra de Jesus, para que Ela possa nos dar um direcionamento, uma sustentação em tudo aquilo que acontece em nossa vida e naquela (vida eterna) em que esperamos um dia entrar. Mas apesar de ouvirmos a Palavra – espero que sim – todos os dias, nas nossas dificuldades nos entregamos ao desespero, ao desânimo, não conseguindo compreender o porquê isto ou aquilo aconteceu conosco. Nos esquecemos realmente de nos entregar nos braços de Jesus, preferindo nos entregar no caminho do mundo, apenas reclamando ou deixando de refletir os acontecimentos de nossa vida.

E nessa, de deixar-se levar pelo mundo, nos esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor, que fazem parte da nossa vida, pessoas que como Jesus, tentam nos mostrar um caminho melhor e de mais compreensão, onde que eles tentam nos mostrar que vale a pena sim continuar com Jesus, na Igreja, na Família.

Os discípulos de Emaús, como a maioria de nós, gostaríamos que fôssemos libertados de nossas amarguras e de nossos sofrimentos, que tivéssemos algo mais, algo que realmente desejamos ter em nossa vida. Nisso podemos resumir algumas coisas: saúde, emprego, casa, casamento, carro, amizade e tantas outras coisas mais.

Só que, se recebemos algo, no mínimo que seja, diferente daquilo que pedimos ou desejamos, nos entristecemos, e como os caminheiros de Emaús, ficamos cegos, olhando apenas para o nosso “umbigo”, sem termos o discernimento em compreender que, a graça recebida foi dada por Deus, pois, tudo posso, mas nem tudo me convêm.

Para nós, que sabemos que Jesus está vivo, esta passagem do Evangelho de São Lucas lembra: mesmo que não O vejamos, Jesus Cristo está entre nós. Quando participamos da Eucaristia Ele está sacramentalmente entre nós e nos dá a participação em sua natureza divina.

Somos a Igreja que descobre o Cristo Ressuscitado, que com Ele se alegra e que Dele se nutre espiritualmente à espera da própria ressurreição. Feliz Páscoa!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 12/04/17

Liturgia Diária 12/04/17 (Quarta) – Mt 26, 14-25.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE JOSÉ SALVIANO, DEHONIANOS E HELENA SERPA.

Mais uma vez o Evangelho nos revela como foi a traição do discípulo que entregou Jesus à morte.

No contexto, podemos então, refletir que enquanto Judas combinava com os sumos sacerdotes o preço da traição, apenas 30 moedas, os outros discípulos combinavam com Jesus o lugar aonde iriam comer a Páscoa! Cada um tinha o seu objetivo e interesse!

Com certeza, não foi somente pelo dinheiro que Judas aceitou entregar Jesus, mas sim, porque dentro do seu coração o inimigo já havia plantado a semente da traição e ele se deixou corromper, passando do pensamento à ação. Jesus estava consciente de tudo, sabia que iria ser traído e quem o iria trair. No entanto, apesar de ter conhecimento do que se passava no interior do coração de Judas, Jesus expressava abertamente os Seus sentimentos em relação ao traidor e continuava nos preparativos da Páscoa que marcaria o tempo em que seria entregue por amor a nós.

Jesus não dispensou a presença de nenhum discípulo e, na última Ceia ofereceu Seu Corpo e Seu Sangue na presença de todos eles. Hoje, somos nós os discípulos a quem Jesus oferece um lugar para celebrar com Ele a Páscoa da Ressurreição e, assim nos propõe: “Vou celebrar a Páscoa na tua casa”.

Ele sabe também o que se passa dentro do nosso coração e tem conhecimento de que somos aqueles que, costumeiramente, O traímos, mas mesmo assim nos faz o convite.

Ele sabe que O traímos por qualquer coisa e em qualquer ocasião, quando atraiçoamos as pessoas a quem invejamos e, por isso as caluniamos. Quando pomos em prática os maus pensamentos do nosso coração ou quando desprezamos os nossos irmãos e irmãs mais necessitados. Atraiçoamos e negamos os nossos irmãos por pouco mais ou nada, por ambição, por interesse, portanto traímos a Jesus.

De alguma forma, estamos igualmente sendo outro Judas, e, mesmo assim, não somos afastados por Jesus. Muito pelo contrário, somos até atraídos por Ele para o Banquete da Ressurreição que é o objetivo da Sua entrega.

Por isso, arrependamo-nos, portanto, e deixemos morrer o nosso pecado na Cruz com Jesus para que ressuscitemos com Ele e desfrutamos da verdadeira alegria que Ele conheceu.

Acreditem, Jesus hoje está dizendo a mim, a você: “Vou celebrar a Páscoa em tua casa “.

É o seu desejo fazer isso, porque Ele nos ama, e quer entrar na nossa vida, quer participar da nossa família. Jesus se ofereceu para fazer a Páscoa na casa daquele certo homem, assim como quer participar da família minha, da sua e de todas as famílias. Jesus não é como nós, que quando fazemos uma festa, convidamos as pessoas do nosso agrado, do nosso convívio social, as pessoas da nossa família. E este nosso gesto sempre é motivado pelo interesse do “toma lá dá cá”.

“Quando fizeres uma festa, convide os pobres…”, por isso, Jesus está hoje te convidando a celebrar a Páscoa com Ele, em sua casa.

Amigos e amigas, a nossa Páscoa deve ser de perdão, de reconciliação com todos os que nos tenham ofendido. A nossa Páscoa deve ser uma conversão sincera, com firme propósito de mudar de verdade a nossa vida. E é bom aqui lembrar, que somente nós ganhamos ou lucramos com isso. Porque Jesus não precisa de nós. Nós é que precisamos de Jesus.

Muitos que estão sofrendo com alguma doença em sua família, em um mal relacionamento, as agruras do desemprego, da falta do necessário para sobreviver, nem se importam de recorrer ao Pai que nos ama e quer que tenhamos uma vida digna.

Aquele jovem que está sofrendo por ter perdido o emprego, o pai de família que está acamado, à jovem que está com problemas em seu trabalho, nem se lembram de rezar, de orar, nem se lembram de pedir ao Pai que tenha misericórdia do seu sofrimento. Deus sabe de tudo o que nós necessitamos. Porém, é do seu agrado que nós o peçamos.

Caríssimas, e caríssimos, Jesus quer celebrar a Páscoa na sua casa! É verdade!

Ele quer celebrar a Páscoa na sua vida, na sua família.

Aceite a sua proposta! Deixe Jesus vir. Receba-o de braços abertos, e tudo vai mudar em sua vida. Você vai ver que depois de aceitar Jesus, tudo vai passar, tudo será mais fácil passar, e você vai sorrir outra vez!

A sua vida só tem sentido se você viver ao lado de Jesus, seguindo o Evangelho, ou pelo menos tentando seguir, tentando ser cristão. Deus valoriza muito a nossa intenção.

Muitas vezes, nós tentamos ser fiéis e nem sempre o conseguimos. Porém, a nossa boa vontade, o nosso propósito de melhorar é bem visto por Jesus.

Por outro lado, podemos cometer um algum pecado leve, podemos agir mal, porém, se não tivemos a intenção de maltratar ou de ofender alguém, o nosso pecado poderá ser relevado, perdoado. Peçamos desculpas àquela pessoa, e perdão ao Pai por meio de Jesus. Com certeza, Ele vai reconhecer a nossa fragilidade, a nossa inocência, por causa da ausência da intenção de fazer mal ao próximo.

Queridos irmãos e irmãs, então, hoje ficamos sabendo de algo maravilhoso! Jesus quer comemorar a Páscoa em nossa companhia!

Mas veja bem, Ele não força a barra! Ele não invade a nossa vida, a nossa residência, como o faz satanás. Jesus apenas sugere, apresenta, mostra, fala, ama.

Agora, o resto, depende de nós, depende da nossa aceitação. Ele respeita o nosso livre arbítrio de querer ou não querer viver em sua companhia. Ele não nos obriga a ser bons, a ser cristãos, a aceitar a sua amizade.

Por isso, te pedimos Senhor Jesus Cristo, queremos, hoje, confessar-nos diante de Ti. Para isso, pedimos-Te um coração arrependido, e palavras humildes e sinceras. Também nós Te vendemos, mais do que uma vez. Todos os dias especulamos sobre a tua pessoa, e vivemos desse miserável lucro. Nós, que tu amas! Como podes suportar-nos ainda na tua casa, a comer o pão das tuas lágrimas e a beber o sangue do teu sofrimento? Vendido por nós, por quase nada, compraste-nos com o preço infinito do teu sangue. Que, através da ferida do teu Coração, possamos ser introduzidos e estabelecidos para sempre na comunhão do teu amor. Amém!

Agora, você é quem decide! Quer celebrar a Páscoa com Jesus? Ele pode fazer a ceia em sua casa?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, obrigado pelas suas orações direcionadas a Ana Paula e a nossa família, pois, como VERDADE, temos a certeza que as orações daqueles que nos querem bem fizeram e fazem muita diferença, e já tivemos a graça de ter o mistério da oração realizado em nossa frente e em nossos corações. Obrigado!

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 11/04/17

Liturgia Diária 11/04/17 (Terça) – Jo 13,21-33.36-38.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE HELENA SERPA, JOSÉ SALVIANO E MARIA ELIAN.

Jesus prosseguia na sua missão e, mesmo sabendo que iria ser traído por Judas e que Pedro o negaria, não desanimava diante da perspectiva de que seria abandonado pelos Seus servos. Ele tinha consciência de que viera ao mundo para viver aquele momento e Nele, o Pai seria glorificado. A glória de Deus manifestar-se-ia a partir do Seu sofrimento, por isso, tentava antecipar para os Seus discípulos o mistério que logo mais iria ser desvendado. Os discípulos, no entanto, não entendiam os seus sinais e somente pelas aparências tiravam conclusões precipitadas sobre muitos aspectos, inclusive, de quem iria trai-Lo.

Tendo este quadro como pano de fundo e fazendo uma analogia com a nossa vida pessoal, nós podemos observar que dentro do contexto das ações humanas sempre existirá alguém que poderá trair ou negar. Por isso, mesmo quando estivermos servindo a Deus necessitamos estar atentos, para que a nossa fraqueza não nos imponha o papel de traidores.

Todos nós temos dificuldades de entender os sinais de Deus e, por isso mesmo, muitas vezes, nós olhamos mais para as “evidências” e julgamos os outros, sem nos aperceber de que também somos capazes de trair a Deus. Nunca nos consideramos responsáveis pelas coisas que não dão certo, contudo, o Senhor que conhece os nossos corações, sabe, de antemão, quando havemos de trai-lo e de nega-lo, mas, também, tem conhecimento de quanto nós podemos glorifica-Lo quando cumprimos com a nossa missão.

Há momentos em que agimos como Pedro, em outros somos como Judas, traímos e negamos.

Nós traímos a Jesus quando seguimos os planos de satanás. Damos uma de Judas quando negamos a Deus e seus mandamentos, e seguimos os valores do mundo. A traição entre nós humanos, pode acontecer por vários motivos, ou causas. Vejamos:

— Ela disse que traiu seu marido, porque ele tendo enfraquecido pelo excesso de bebida, já não lhe correspondia mais no amor conjugal;

— Ele se defendeu dizendo que traiu sua esposa, por que ela o traiu;

— Aquela namorada explicou sem nenhum remorso, que traiu o seu namorado, pelo fato de ter conhecido outro mais bonito e mais ambicioso;

— Já o namorado que agora ficou sem ninguém, disse que tudo começou quando uns amigos lhes apresentaram umas garotas “livres” e ele não resistiu à tentação …

Esses são apenas exemplos de traição conjugal. E as traições de relacionamento profissional? E as traições existentes dentro de nossas pastorais? Traições em palavras e atitudes que leigos e sacerdotes, que, infelizmente, realizam dentro de nossas Igrejas?

Reparem que a traição entre as pessoas, podem até serem justificadas, pelo menos por elas, pelo fato da outra ou do outro também ser uma criatura humana e, por tanto com defeitos. De modo geral, o que percebemos é que quem ama de verdade não comete nenhuma traição.

No caso do nosso relacionamento com Deus, o problema da traição, é clara e simples: é sempre por culpa nossa. Deus nos ama sem distinção, sem nenhuma condição, e de forma gratuita. Quanto a nós, queremos um Deus que nos protege, que nos dê o que pedimos, que satisfaça os nossos desejos, e até nos permita certos pecadinhos…

Deus é bom, e sua bondade é infinita. Quanto a nós, nem sempre somos bons, e a nossa bondade é sempre interesseira. Ajudamos o próximo como Jesus mandou, porém ficamos esperando a recompensa cair do Céu.

A nossa traição a Deus, é coisa muito grave! E é movida sempre ou quase sempre pela ação do diabo, o qual entra na nossa vida, exatamente pela nossa fraqueza na prática da fé, ou mesmo pela nossa falta de fé.

Se relaxamos na oração, se nos desviamos dos caminhos de Deus, o demônio vai encostando em nós, e sugerindo que seguir Jesus é pura besteira. E mais. O diabo nos atenta até que acabamos por fazer uma CATEQUESE INVERTIDA, ou seja, sair por aí, criticando ou fazendo piadas dos padres, negando o Céu, negando o inferno, negando o próprio Deus, negando a pessoa de Jesus, dizendo que ele era um homem como outro qualquer. Há ainda aqueles que dizem que Jesus não fez nenhum milagre, que foram apenas “ações sociais”. Que Jesus foi apenas “alguém” mais espiritualizado do que a maioria. Sempre tentam transformar Jesus em um “homem qualquer”. Essa, é uma traição, igual ou pior a de Judas.

Para evitar que cheguemos a esse ponto, precisamos nos apegar cada vez mais ao Pai, e nunca descuidar da prática da fé, achando que já estamos salvos e que podemos relaxar que a nossa salvação já está garantida pelo amor infinito de Deus.

Cuidado, meus irmãos! Pois podemos ouvir de Jesus naquele dia do juízo:

“Não vos conheço. Afastai-vos de mim, e ide para o fogo eterno…”

Assim como Judas e Pedro nós também traímos e negamos Jesus, quando pecamos, quando erramos, quando esquecemos de agradecer, ou quando temos vergonha de assumir que acreditamos Nele e somos seus seguidores, e a cada vez que não somos fieis ao evangelho, aos ensinamentos de Cristo.

Não vamos aqui condenar e julgar Judas e Pedro. Devemos apenas refletir sobre tudo o que nos leva a negar e a trair Jesus. Refletir também sobre as nossas reações quando somos traídos, excluídos, negados e desprezados, quando sou Judas ou Pedro.

Tanto Pedro quanto Judas se arrependeram, mesmo tendo sido avisados por Jesus do que fariam. Judas não desistiu da traição e Pedro negou Jesus. Fizeram suas escolhas.

Jesus conhecia seus discípulos e suas fraquezas, e da mesma forma ele nos conhece também. Porém, quando reconheceram que tinham errado veio o arrependimento, e cada um teve uma reação diferente.

Pedro reconheceu seu erro, sofreu, mas teve muita coragem de voltar e pedir perdão.

Judas, também arrependido devolveu o dinheiro, fruto de sua ganância, mas não teve a mesma coragem de pedir perdão, não voltou.

Quantas vezes temos a mesmas atitudes. Nos falta coragem para pedir perdão. É difícil reconhecer que erramos, é difícil pedir perdão, como também é difícil perdoar.

Ouçamos Jesus, seus sinais de alerta. O Pai em sua infinita misericórdia nos perdoa, nos quer de volta, vamos abrir nossos corações para acolher e amar nosso próximo, como Jesus nos amou e nos ama.

Por isso, lhe peço Pai, que pelo seu Espírito Santo, abra meu coração que está fechado ao seu amor, e me faça viver em sintonia com Jesus, de modo que meus preconceitos e preceitos não venham a influenciar minha adesão a de segui-Lo. Aproxima-me de Jesus despojando-me de minhas ideias preconcebidas, a fim de que eu possa reconhecer o sentido de sua presença no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, obrigado pelas suas orações direcionadas a Ana Paula e a nossa família, pois, como VERDADE, temos a certeza que as orações daqueles que nos querem bem fizeram e fazem muita diferença, e já tivemos a graça de ter o mistério da oração realizado em nossa frente e em nossos corações. Obrigado!

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 24/03/17

Liturgia Diária 24/03/17 (Sexta) – Mc 12, 28b-34.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE HELENA SERPA.

A maioria de nós, hoje, somos este “mestre da Lei”. É verdade. Querem ver?

— Ele – o mestre da lei – tem o conhecimento de quais são os mandamentos mais importantes. Pois bem, nós também temos o conhecimento destes mesmos mandamentos, não é mesmo? E, sendo assim, sempre nos focamos mais naquilo que conhecemos e temos o entendimento.

Em nosso “achar” que apenas saber quais são estes mandamentos já nos basta, vem Jesus, e nos dá um pequeno toque que, não basta apenas conhecer, mas devemos viver.

Olhe bem o que Jesus disse ao “mestre da lei”:

— Tu não estás longe do Reino de Deus.

Isso também serve para nós, pois, não basta apenas ter o conhecimento e falar para todos que nos cercam quais são estes mandamentos. Como no caso do mestre da lei, também nós, devemos colocar em prática naquilo que acreditamos como sendo o caminho para chegarmos à vida eterna em Jesus.

Um dos primeiros passos que devemos ter como meta, é tentarmos sermos humildes e sabermos ouvir à Deus em nossas orações e, com aqueles que nos cercam e tentam nos mostrar com bons exemplos quais são esses passos.

O mestre da lei nesse diálogo com Jesus não foi debater ou discutir sobre religiosidade ou política, mas sim, ter em esclarecimento se aquilo que ele compreendia das escrituras era verdadeiro.

Jesus nesse diálogo com o mestre da lei não foi acusá-lo ou julgá-lo, mas sim ajudá-lo a compreender que para se chegar ao Reino de Deus não basta apenas saber, mas, viver.

“Ouve, ó Israel!”

“O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!”

O fundamento da Lei de Deus é o AMOR, portanto, Amar a Deus, a si mesmo e ao próximo é o resumo de todo o ensinamento divino. No entanto, só poderemos praticar o primeiro mandamento, se primeiramente, ouvirmos a Deus quando se manifesta na Sua Palavra e nos ensina a fazer todas as coisas.

Como poderemos amar a Deus e aos irmãos se não soubermos como agir para entrar em comunhão com eles?

Ouvir o Senhor, escutá-Lo e atendê-Lo de todo o coração, alma e entendimento, é o mesmo que amá-Lo com toda a nossa força. Todo aquele (a) que entende de coração essa verdade não está longe do Reino de Deus, foi isto que Jesus disse àquele escriba. Portanto, poderemos ter a certeza de que estamos vivendo o reino dos céus aqui na terra, se estivermos ouvindo a Deus e acolhendo o mandamento do Seu amor, tendo-O como único Deus e Senhor dos nossos relacionamentos.

É com o Amor de Deus que conseguiremos amar ao próximo, como a nós mesmos.

A Palavra nos garante que Deus nos amou primeiro, e é por meio dela que o Amor de Deus penetra no nosso coração e nos toca dando-nos o entendimento do amor que devemos ter para com os nossos irmãos e irmãs.

Quando nos amamos, nós nos aceitamos e praticamos o amor ao próximo por amor a Deus. Ai, então, podemos ter a plena consciência de que estamos realizando a vontade do Pai.

Maior que todos os holocaustos e sacrifícios, são o zelo, o cuidado e o carinho que dedicamos às pessoas em Nome de Deus. Não precisaremos mais fazer perguntas quando assim estivermos agindo porque o próprio amor que vivermos será a resposta certa para as nossas dúvidas e inquietações.

“Ouve, ó Israel”, este é o apelo que o Senhor nos faz, hoje, quando tantas vozes se confundem ao nosso redor. Se entendermos isso, se escutarmos e colocarmos em prática os ensinamentos do Senhor vivenciaremos desde já o reino dos céus aqui na terra.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 23/03/17

Liturgia Diária 23/03/17 (Quinta) – Lucas 11, 14-23.

REFLEXÃO DE OLÍVIA COUTINHO E HELENA SERPA.

Somos nós que tecemos a nossa vida, o segredo de nos tornarmos um belo e resistente tecido, está em sermos seletivos nas nossas escolhas. Não podemos nos enganar pelas linhas falsas que nos são oferecidas por aí. São essas “linhas” falsas, que comprometem a beleza e a resistência do nosso “tecido!” Optar pelo fio da graça de Deus, é a certeza de construirmos um belo tecido, isto é: construirmos uma vida frutuosa!

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos diz que, algumas pessoas que presenciaram Jesus libertando um homem possuído pelo demônio, disseram que Ele estava possuído pelo Belzebu:

“É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.”

Em resposta a esta ofensa absurda, Jesus diz:

“Todo reino dividido contra si mesmo, será destruído; e cairá uma casa por cima da outra.”

Estas palavras de Jesus, nos alerta sobre o perigo da divisão, o que pode acontecer na família, no grupo que participamos…

Uma família, ou um grupo, significa um todo, por isto se torna forte, mas a partir do momento, que essa família ou esse grupo se divide, as duas partes enfraquecem, ao invés de produzirem frutos juntas, passam a serem adversárias, é aí que damos abertura para o mal entrar em nós e estragar a nossa vida!

Muitos de nós trazemos da infância, a figura do demônio, (aquele que divide) como algo feio, hoje, mais amadurecidos na caminhada de fé, temos consciência, de que o demônio não se apresenta assim, pelo contrário, ele se faz sedutor, aparece de forma bonita e sutil para nos atrair!

Todos nós sabemos que o demônio existe e que ele tem poder e que só Deus é mais forte do que ele, por isso, é importante estarmos sempre fortalecidos em Deus, pois somente Nele, conseguiremos vencê-lo!

O mal e o bem estão sempre confrontando dentro de nós, somos nós que escolhemos qual dos dois queremos cultivar! Quando o mal encontra espaço dentro de nós, é sinal de que não estamos alimentando o bem que Deus plantou em nossos corações!

Assim como as plantas bem adubadas, conseguem crescer em meio as ervas daninhas, nós também, quando enraizados em Cristo, conseguimos crescer em meio aos adversários do projeto de Deus!

Estamos vivendo um tempo propício para fazermos uma revisão de vida, uma espécie de faxina geral no coração, para chegarmos livres, para celebrarmos de forma intensa a Páscoa do Senhor Jesus!

É confrontando o nosso comportamento com a palavra de Deus, que vamos aos poucos, nos conscientizando do quanto precisamos mudar! É ajustando os nossos passos nos passos de Jesus, que vamos construindo os degraus que nos levarão a plenitude da vida!

Temos ao nosso alcance um “antídoto” poderosíssimo contra todo tipo de mal, que é JESUS! Configurados Nele, venceremos o inimigo, por mais perigoso que ele seja!

O mal nunca sobreporá o bem, se estivemos sempre embebidos no amor do Pai, na força do Filho, sob a Luz do Espírito Santo.

A atitude dos fariseus naquela época, não difere muito da nossa atitude hoje.

Naquele tempo Jesus operava os milagres no meio do Seu povo, mas os homens não O reconheciam como enviado do Pai e duvidavam do Seu poder. Eles viam os acontecimentos, mas não “enxergavam” o porquê de tantas maravilhas, por isso, diante dos prodígios de Jesus eles se confundiam e atribuíam tudo ao “dedo de Belzebu”, o príncipe dos demônios. Assim, pois, eles tentavam a Jesus e pediam-lhe sinais do céu. A incredulidade encobria os seus olhos!

Diante disto, nós hoje os criticamos por causa da sua “falta de fé”, no entanto, precisamos ter consciência de que também temos dificuldades em admitir o poder de Deus na nossa vida. Da mesma maneira que eles, nós também apreciamos as coisas pelas aparências e com os olhos da “carne”. Somos pessoas questionadoras, intrigantes e não percebemos que os sinais do céu estão presentes nos pequenos e grandes milagres que Deus realiza dentro de nós.

Se parássemos mais para refletir também iríamos ver o “dedo de Deus” agindo em nós a partir do bem que praticamos e vivenciamos.

Como poderemos em nome do mal expulsar o mal?

Se agirmos em Nome de Jesus, as consequências naturalmente serão do bem e não do mal.

O Bem vem de Deus, o mal é decorrência do pecado.

Reconhecer o dedo de Deus nos milagres da nossa vida é também distinguir a chegada do reino de Deus e tê-Lo como nosso guardião e defensor. Precisamos estar atentos às nossas ações para sabermos a quem estamos servindo. Se fizermos o bem para com o nosso próximo, de coração e por amor a Deus, estaremos contribuindo na construção do reino dos céus aqui na terra.

O reino de Deus chega para quem está com Jesus e segue os Seus ensinamentos.

Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo nos ensinar a acolher o amor do Pai a fim de que tenhamos também relacionamentos saudáveis. Aquele que está em paz com os seus irmãos está em paz com Deus e consigo mesmo, por isso sente a presença do reino de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 22/03/17

Liturgia Diária 22/03/17 (Quarta) – Mateus 5, 17-19.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM VALDIR MARQUES.

Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta?

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quando ouvimos estas palavras de Jesus precisamos entendê-las corretamente, conforme a intenção Dele.

O cumprimento da Lei e dos Profetas era considerado por Jesus, em primeiro lugar, como obrigação Dele num sentido muito preciso. Este sentido era a plena vontade do Pai a Seu respeito.

Se Jesus não cumprisse o que a Lei prescrevia estaria em pecado contra a vontade de Deus Pai. E a vontade do Pai era que Ele anunciasse o Reino de Deus ao mundo, que sofresse a Paixão e Morte para apagar os pecados da humanidade contra a Lei, e ressuscitasse para nos dar a Vida Eterna.

Se não cumprisse o que os Profetas disseram sobre o Messias e Filho de Deus, não se realizaria diante do Pai e dos homens como o Salvador do mundo.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida.

Mas aí alguém pode me perguntar:

— Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus?

Ou melhor:

— Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa.

Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser.

Querem ver?

— Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Tentamos alterar ou mudar, nem que seja naquele momento a “lei” para me privilegiar de uma situação.

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

— Na política, em cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, anticorrupção, antirracismo, antipreconceito, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Burlamos as leis de trânsito, desfalcamos os cofres públicos, não me preparo para lecionar, chego atrasado em minha repartição.

— Na Igreja, em especial no ECC e no Ministério onde sou mais atuante – por isso me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, e deixamos que o meu querer se sobreponha sobre tudo isso.

Será, que agora, temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre” tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguirmos cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção ao Reino dos céus.

É verdade que se Jesus não aboliu nem a Lei nem os Profetas, nós devemos imitá-lo pelo que tanto a Lei de Deus como o ensino dos Profetas significam para nós, enquanto homens que amam a Deus.

Nosso cumprimento da Lei de Deus, portanto, deve ser uma imitação do modo como Jesus a cumpriu. Ele, enquanto Messias e Filho de Deus a cumpriu perfeitamente para a Salvação do mundo.

Nós, imitando Jesus, cumprimos tanto a Lei de Deus como os Profetas para completar, pelo que nos compete.

O que nos compete?

Ouçamos São Paulo na Carta aos Colossenses 1,24: “ … procuro completar, na minha própria carne [em minha pessoa] o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o Seu Corpo, isto é, a Igreja”.

São Paulo quer nos dizer que a Salvação do mundo não é missão somente da Cabeça da Igreja que é Cristo, mas também tarefa de seus membros que somos nós.

É neste sentido que devemos entender o que Jesus disse: não aboliu nem a Lei nem os Profetas. Com Ele fazemos nossa parte, e deste modo manifestamos nosso amor por Deus, que já é o ponto de partida para tudo o mais, pois é o cumprimento do Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 21/03/17

Liturgia Diária 21/03/17 (Terça) – Mateus 18, 21-35.

Como é difícil pedir perdão. Como é difícil perdoar. Eu sei!

Mas vou ser sincero com vocês meus amigos, o meu maior problema não foi pedir perdão ou perdoar. Não mesmo!

O meu maior desafio foi aprender como fazê-lo, para que realmente o meu coração pudesse ficar novamente “livre, leve e solto” para continuar amando aos outros, a Deus e a mim mesmo. Esse foi o meu maior desafio.

Depois que, iluminado pelo Espírito Santo, pedir ou dar um VERDADEIRO perdão, é tão gratificante e prazeroso, que apenas com a sua experiência, você vai poder definir e entender o que senti. Não que eu seja um poço de bondade ou, que alguém tente me ver como um bom exemplo, pois erros eu tenho e muitos, que me digam meus parentes e amigos mais próximos, mas já que a reflexão da Palavra de Deus deve ser inserida na minha vida para que eu possa caminhar cada vez mais alicerçado na graça do Senhor, me sinto tocado em falar com vocês sobre como o perdão fez diferença em minha vida.

O primeiro e verdadeiro perdão “fora de casa” que tive a graça de concretizar à luz de Deus, foi diante de uma pessoa próxima a mim e a minha família, que por muito pouco, por causa de sua ação, quase terminou com o meu matrimônio. As verdades apareceram e tudo foi resolvido, mas em meu coração a dor era grande, pois eu não conseguia tirar a raiva de meus pensamentos, do ódio do que tinha feito comigo. E cada vez mais, a angústia foi aumentando, pois, em vez de me alegrar com a verdade o que mais se mantinha comigo era o rancor, e onde eu ia, ele estava comigo, como o título de um filme eu “dormia com o inimigo”, e isso não me fazia bem nenhum.

À Luz do Espírito Santo, encontrei forças não sei de onde, pois, eu é que fui pedir perdão àquela pessoa, não pelo que ela me fez, mas, pelo que eu estava sentindo dela, pois naquele momento, com tanto sentimento ruim dentro de mim, eu não era mais o inocente, pois eu estava me tornando o culpado. Este foi o verdadeiro primeiro perdão de minha vida, pois além de pedir perdão pelo meu erro consegui também perdoar aquela pessoa, que hoje continua fazendo parte da nossa vida, continuamos amigos e sempre solícitos um com o outro, como verdadeiros cristãos devemos ser.

Talvez você me pergunte, como também outras pessoas já me perguntaram:

— Mas Flávio, seja sincero, você esqueceu mesmo?

Não, não esqueci, pois, esquecer você nunca esquece, mas aquele sentimento “ruim” não existe, o “ódio e o rancor” não existem. Hoje o que existe, é o ensinamento que o perdão fez em mim e naqueles que me cercam. Em vez de sempre me lembrar do lado negativo da ação, eu sempre me lembro do lado positivo do perdão.

Meus amigos, para tentar ser um pouco mais claro, sabem ao que eu posso comparar a um verdadeiro perdão?

Imagine você, manuseando uma faca, e por um descuido, você se corta profundamente. A dor é imensa, angustiante. Talvez você grite, ou apenas “uive” de dor. Este é o momento que alguém fez algo de ruim a você.

Você então vai procurar um médico para que possa fazer uma sutura ou dar pontos neste corte. Este é momento em que a raiva toma conta de seu ser, pois até haver o curativo e o remédio para passar a dor, em seu coração você não pensa em mais nada.

Após isso, existe o momento da cura, onde que com o repouso, cuidados e medicamentos, a ferida vai cicatrizando de fora para dentro, com a ajuda dos pontos e dos medicamentos. Este é o momento onde devemos ter a nossa reflexão espiritual, onde que diante da sabedoria e discernimento do Espírito Santo, possamos diante da nossa dor, aumentar o nosso desejo em perdoar e amar, e só quando este estado estiver chegado realmente ao nosso coração, é que teremos realmente cicatrizado o nosso corte.

Agora, olhe a cicatriz que ficou em você. Será que você está sentindo aquela dor de quando houve o corte? Claro que não! Mas você sabe o que causou aquela cicatriz, não sabe? É claro que sim. Então, eis aí o seu perdão.

Uma outra graça que consegui com o perdão, foi quando, diante de uma atitude de um sacerdote para comigo e outras pequenas atitudes que não concordava de sua pessoa. Este sentimento da discórdia diante dele me trazia avidamente sensações que não gostaria de sentir e, pela luz do Espírito, me veio o perdão novamente acender em meu coração, ainda mais, eu não podia deixar que aquilo viesse a prejudicar o nosso convívio comunitário, pois, além de ser um dos MESC, tinha uma responsabilidade ainda diante dos jovens da paróquia. Não podia deixar que estes fatos “pessoais” envolvesse estes dois expoentes de nossa comunidade com o meu sentimento. Por uma segunda vez, e creio que até foi mais fácil, pois, como dizemos em um ditado popular, “matei dois coelhos com uma cajadada só”. Foi pelo Sacramento da Confissão, que diante deste mesmo sacerdote, pedi perdão pelos maus sentimentos que nutria por ele, e pude expor a ele, quais foram as ações que me levaram aquilo. Diante dele e diante de Deus, pedi perdão e perdoei-o.

— Mas Flávio, você perdoou ele, mas as atitudes do sacerdote mudaram? E ele, te perdoou?

— O fato que tenho que me preocupar não é com a da outra pessoa, mas comigo mesmo. Tanto, que entre nós, por ele já ter uma referência do que eu pensava, ficou até mais fácil de “conversar” e ou “discutir” certas ações ou falas, tanto de um lado como do outro. Agora, eu pedir verdadeiramente o perdão e verdadeiramente perdoar a ele, é uma ação minha, que cabe apenas a mim realizar. Se ele ou você vai pedir perdão ou perdoar, é uma ação que cabe apenas a ele ou a você.

Já a terceira vez, foi com um casal amigo nosso, que os considero, como posso dizer, como irmãos mais velhos que Deus colocou em nossas vidas para nos ajudar e orientar, com seus exemplos e palavras. Ficamos sabendo que por algo que eu havia dito, eu os havia magoado muito, só que, sinceramente, eu não sabia o que tinha dito. Mas só que agora, não adiantava tentar explicar o que se achava certo ou não, o mais importante era diante de Deus, que a nossa amizade continuasse forte, sincera e saudável no amor e na Palavra. Era o momento de se reconhecer errado, e com o coração sedento de amor e os olhos cheios de lágrimas, pedir perdão àqueles amigos e irmãos a quem eu havia magoado. E desta vez, não fui sozinho, pois a Ana Paula estava comigo, pois se foi como casal errei, como casal também o perdão nos iríamos fazer.

— Flávio, e o casal, perdoou vocês?

— Sinceramente não sei, mas que continuamos até hoje a nos ajudar mutuamente nos trabalhos da igreja, nos aniversários familiares e nas confraternizações da “SFS”, com certeza estamos juntos. O que vocês acham?

Agora, o maior perdão que já pedi e ou tive que dar, é aquele que estou fazendo a mais de 29 anos. É o perdão que tenho de fazer com àquela que escolhi que caminhasse comigo, por toda a minha vida. Se no seio de uma família houver um perdão permanente, um pouco mais próximo da compreensão do amor de Deus por nós estaremos. Os erros todos nós cometemos; a correção nem todos conseguiremos; mas o perdão, somente com o Espírito de Deus a nos iluminar é conseguiremos discernir a sua verdadeira dimensão.

Por isso, faço este convite a você: faça a experiência do perdão. Ou será que você gosta de ter este sentimento “ruim” em seu coração?! Vergonha, não é pedir perdão, vergonha é não se reconhecer errado. Lembre-se: setenta vezes sete.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 20/03/17

Liturgia Diária 20/03/17 (Segunda) – Mateus 1, 1-16.18-24a.

O Evangelho de hoje nos apresenta a nossa vida, a nossa existência, a nossa história.

Primeiramente, a Sagrada Escritura faz questão de colocar “nome aos bois”, mostrando a todos de onde é que veio a genealogia de Jesus – particularmente eu amo isso na Bíblia. A Palavra deixa bem claro, que apesar das pessoas serem cheias de defeitos, erros e pecados, elas foram chamadas por Deus pelo NOME. Os Sagrados Escritores inspirados por Deus, não deixaram de fora nem mesmo aqueles mais pecadores. Apenas para explicitar o que digo, vamos pegar apenas dois personagens de nossa história, que são grandes nas boas obras, mas também grandes nos pecados: Davi e Salomão.

Resumidamente: Davi, o grande guerreiro, agraciado por Deus com grandes feitos e batalhas, mas se tornou assassino e adúltero. Salomão, grande rei, agraciado com sabedoria, grande fortuna, mais de 700 esposas e 300 concubinas, mas se tornou literalmente idólatra por permitir a construção de templos a outros “deuses”. Isso bem superficialmente, mas que nos deixa bem claro, que Deus sempre os acompanhou, mesmo no pecado e na glória.

E por que Deus faria algo de diferente conosco? Diferente comigo?

Deus não quer que eu esconda os defeitos meus e os da minha família, mas que com eles possa eu crescer ainda mais na fé e no seu amor. Hoje Deus me chama pelo meu nome: FLÁVIO, filho de CELSO e ANA LÚCIA, irmão de ADRIANO e DANIELLE, pai de seu filho FLÁVIO JÚNIOR com sua esposa ANA PAULA, filha de ADHEMAR e ANA DIRCE.

E qual é a sua história? Quem faz parte de sua genealogia? Quais os erros e pecados que ela possui?

Posso ser sincero com você? Deus não quer saber dos pecados que você ou eu, sua família ou a minha cometeram, mas qual a nossa atitude que hoje estamos tendo, se estamos dispostos a nos converter e aceitar o chamado que Ele nos faz.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e lutar pela nossa família como José fez? Ele apesar da incerteza e da dúvida, soube ouvir a Deus e aceitou Maria como sua legítima esposa, e criou o Filho de Deus como se seu o fosse. Trabalhou, perseverou, não desistiu de sua família, pois confiou nas Palavras do Senhor.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e perseverar nos trabalhos da Igreja com a mesma humildade e entrega que Maria o fez, mesmo sem ter o conhecimento do que deveria fazer, ou no nosso caso, sem saber o que devemos fazer nas pastorais? Maria nos mostrou com sua atitude que, apesar do medo e do não conhecer quase nada de sua missão, se entregou totalmente ao Senhor, e se tornou modelo de inspiração para todos aqueles que se aventuram em converter-se a Boa Nova do Senhor.

Este texto de Mateus, nos faz refletir sobre a minha existência como humano, pois, como Jesus teve a sua origem, eu também tive a minha. Na história de Jesus houve pessoas más e boas, e na minha, tem pessoas só boas ou só más? Meus amigos e amigas, todos aqueles que nos precederam e nós mesmos, não somos diferentes de Jesus. Pelo contrário, somos mais parecidos do que tudo neste mundo. Jesus veio como nós, de carne e osso, sentimento e desejos, vontades e quereres.

Agora, o que nos tornará mais parecidos e próximos de Deus é exatamente o que escrevemos de nossa história. José, Maria e Jesus se “ajustaram” ao plano de Deus, onde contribuíram para a consolidação do Reino de Deus em nosso meio.

José foi justo e perseverante, e por meio dele se cumpriu a promessa que Deus fizera a Davi.

Maria foi humilde e servidora, e por meio do seu amor, oração e silêncio, se tornou por excelência o modelo de coração entregue a Deus.

Jesus viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por acreditar e cumprir o desejo do Pai em salvar a todos nós.

E nós, o que estamos fazendo hoje para nos tornarmos um pouco mais próximos de Deus?

Conseguimos manter a nossa família unida mesmo diante das dificuldades e tentações do mundo?

Conseguimos aceitar o convite da Igreja quando somos chamados a trabalhar em prol do povo de Deus?

Conseguimos nos converter realmente diante do chamado de Jesus?

Não queiramos ser céticos e duros de coração e colocarmos inúmeros problemas e dificuldades diante do chamado de Deus para a nossa família e para a nossa comunidade. Ou será que achamos que José não tinha dúvidas? Ou será que acreditamos que em Maria tudo foi graça? Sabemos que não foi, mas tudo foi diferente quando prontamente atenderam as ordens do Pai e, mesmo sem as evidências e provas que nós costumamos exigir. Eles confiaram e obedeceram à risca tudo o que lhe foi proposto por Deus.

Hoje, as “ordens” de Deus nos chegam através das pessoas que nos cercam (família e amigos) e nos orientam (sacerdote e comunidade de fé). Tudo isso nos fala de Deus, portanto, precisamos com muita atenção, sondar os pensamentos que o Espírito Santo nos revela a fim de pôr em prática a vontade do Pai para a nossa vida, e assim, nos tornarmos justos e justas, como José, Maria e Jesus e todos os que nos precederam.

Precisamos crer nos mistérios de nossa fé e nos converter à Palavra do Senhor!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 19/03/17

Liturgia Diária 19/03/17 (Domingo) – João 4, 5-42.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE JORGE LORENTE.

No Evangelho deste domingo, através de seu diálogo com uma samaritana, Jesus nos dá o exemplo de como deve ser o relacionamento entre irmãos e, nos ensina como entrar em sintonia com uma pessoa necessitada de Deus. No diálogo com uma desconhecida, Jesus revela a fonte da verdadeira felicidade.

Este texto é rico de símbolos e significados. Naquele tempo, a água era valorizada e o poço tinha um significado todo especial. Longe do poço era impossível sobreviver. Hoje, temos água encanada. Nós a recebemos em casa sem nenhum sacrifício, por isso nem sequer nos damos conta do quanto a água é preciosa.

Basta abrir a torneira e a temos em abundância. Como num passe de mágica, ela aparece. Tornou-se tão cômodo o acesso à água, que ela acabou sendo desvalorizada e negligenciada. Sem o menor cuidado, desperdiçamos e poluímos. Pelo visto poucos se lembram que sem água, não há vida.

Antigamente o poço era um local de encontro. Junto ao poço os pastores se encontravam para dar de beber ao seu rebanho. Ali paravam os comerciantes com suas mercadorias e as mulheres vinham buscar água para os seus afazeres. Neste evangelho, Jesus despreza as normas e conversa com uma mulher.

Já pensou? Jesus conversando com uma mulher? E ainda mais naquela época?

Um judeu jamais falava em público com uma mulher e muito menos com uma samaritana, pois os judeus eram inimigos dos samaritanos.

Jesus se coloca acima de preconceitos e diferenças religiosas. Tudo que Jesus deseja é que a mulher se converta e viva. No gesto humilde de pedir-lhe água, ele lhe oferece da água viva que vai transformar sua vida e fazê-la feliz.

Jesus vai além, mostrando à mulher que o verdadeiro culto a Deus é bem diferente daquele culto que os judeus e os samaritanos lhe prestavam. Aos poucos ela vai conhecendo Jesus. Com um jeito de ensinar todo seu, Jesus leva a mulher a descobrir que ele é o Messias esperado.

Assim que encontrou Jesus, já convertida, a samaritana assume seu apostolado. Torna-se uma evangelizadora e vai logo procurar seus amigos e vizinhos. Quer que também eles se encontrem com Jesus, o Messias esperado, o único que pode dar da água viva, que jorra para a vida eterna.

Todo encontro com Jesus nos transforma. Na oração, na meditação de sua Palavra, Ele nos converte para o bem e nos desperta para o serviço ao próximo. A samaritana não se limitou a conversar com Jesus. Conversou, o tempo necessário e foi correndo anunciá-lo, pois todos precisavam saber que o Messias já havia chegado.

Essa samaritana deve ser imitada. Assim que entendeu a mensagem, ela correu para anunciar. Devemos fazer exatamente o que ela fez, pois é isso que Jesus espera de cada um de nós! Não basta ficar só conversando com Deus, é preciso divulgar, proclamar, é preciso anunciá-lo.

A oração nos fortalece. Sem ela nada é possível, porém a oração não deve tornar-se um ato isolado. A oração se completa através da ação. É preciso anunciar, apresentar Jesus ao mundo, pois todos precisam conhecê-lo e amá-lo. É missão do cristão sair a campo, subir nos telhados e gritar que o Messias já chegou.

Vamos ensinar o caminho da Fonte Inesgotável para todos aqueles que têm sede de justiça, de fraternidade e de amor. O mundo inteiro precisa saber desta verdade: Jesus, a Água Viva, é a verdadeira Paz e está presente no meio de nós!

Pense bem… poderia haver notícia melhor?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 18/03/17

Liturgia Diária 18/03/17 (Sábado) – Lucas 15, 1-3.11-32.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE VALDIR MARQUES.

Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho. (Lc 15, 21b).

De grande importância é a meditação sobre a parábola do Filho Pródigo neste tempo de Quaresma.

Jesus, desta vez, compôs uma estória tão clara, que dispensa explicações. Outras parábolas eram explicadas por Ele aos discípulos por sua complexidade e lições às vezes difíceis de entender. Desta vez imaginemos Jesus nos explicando o sentido espiritual que deu aos personagens, fatos e lições espirituais.

O pai do Pródigo representa Deus.

Sua casa representa o ambiente seguro em que vivem os que são de Deus.

Seus bens representam a Graça, o Amor, o Poder, a Sabedoria de Deus etc.

O Filho Pródigo representa o homem tentado à aventura no pecado de abandono de Deus.

A herança que lhe cabe são os bens que o pai acumulou, ou seja, todo o bem que Deus nos dá.

Pedir a parte da herança que cabia ao Pródigo representa o deixar-se levar pela tentação.

Sair para um mundo distante significa afastar-se de Deus preferindo o pecado.

Esbanjar a herança representa a vida de desperdício da Graça que apenas Deus pode dar.

Ficar sem nada para seu sustento é a tomada de consciência de ser incapaz de produzir o que sua herança lhe dava, isto é, o que a Graça lhe garantia.

Procurar emprego corresponde à tentativa de solucionar o problema de consciência por conta própria, uma vez que a Graça lhe falta.

Dar-se conta de ter-se degradado à condição de cuidador de porcos corresponde a ter consciência da decadência espiritual que o pecado provoca. É estar imerso na sujeira que o mundo do pecado significa, a penúria espiritual. É a condição de quem se atormenta pelo sentimento de culpa.

O patrão, dono dos porcos, e a pocilga, representam o demônio e o inferno.

Pensar em voltar para casa do pai corresponde ao primeiro sinal de humildade, a que leva ao arrependimento.

Preparar a confissão do pecado, a ser dita ao pai, equivale ao arrependimento.

Retornar à casa do pai é deixar-se mover pelo amor de Deus, pela Graça que volta.

Confessar ao pai o pecado é dar prova de arrependimento, desejo de livrar-se da culpa, e restabelecer-se no relacionamento normal com Deus.

O perdão do pai é o perdão de Deus.

A alegria do pai é a alegria de Deus e de todos os que já estão com Ele no céu (Lc 15, 7).

A festa é a comemoração da superação do pecado pela Graça de Deus.

Esperem, vocês acham que acabou? Não, ainda faltam dois personagens nesta estória. Isso mesmo. O Filho mais velho e o empregado.

O empregado significa aquele à serviço do diabo, pois nos tentará nos desviar da graça e da alegria de Deus em recuperar um de seus filhos, e assim, nos fará afastar de Deus e do irmão arrependido.

O Filho mais velho, somos nós, que por muitas vezes de tanto estarmos na “presença do Senhor”, em suas missões e trabalhos, que nos achamos dono e superiores e não conseguimos aceitar um novo irmão ou aquele irmão que teve a humildade de se reconhecer pecador e novamente está em nosso meio.

Agora, de coração aberto à sabedoria e discernimento vindo do Espírito Santo, imaginemos cada um de nós percorrendo este itinerário espiritual depois que constatamos verdadeiramente o pecado em nós.

A Graça de Deus nunca falta aos que o amam.

Precisamente por ter experimentado o amor de Deus em nossa vida é que nos deixamos mover pela Graça à conversão.

Que esta Quaresma termine com este final feliz: arrependidos, convertidos, perdoados pelo sacramento do perdão, voltamos a Deus para a festa que não deve mais terminar até o fim desta vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 17/03/17

Liturgia Diária 17/03/17 (Sexta) – Mateus 21, 33-43.45-46.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada: A vitória do Salvador sobre o Tentador e o Pecado, conforme, Gn 3, 15.

Desde então, a maior obra do Pai tem sido a de nos atrair novamente a Si, com o intuito de que gozemos novamente da Sua presença e do Seu grande amor.

O povo de Israel foi escolhido por Deus para começar a Sua obra de salvação. A ele foram enviados os patriarcas, profetas e os juízes a fim de formá-lo e prepara-lo para uma vida cheia de bênçãos dando frutos de verdadeira conversão. Mesmo assim este povo continuou virando as costas para Deus e não deu mais atenção às Suas sugestões.

Finalmente, o Pai mandou o Seu próprio Filho Amado e Escolhido, Jesus Cristo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte. Jesus veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia de Deus, Ele voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade.

Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós.

Somos, hoje os lavradores da vinha, somos nós aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a colheita.

Por isso, para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que possamos dar bons frutos, não só materialmente falando, mas na qualidade de vida humana e espiritual com santidade e justiça.

Muitas vezes, no entanto, nós preferimos construir o reino dos céus ao nosso modo e nos esquecemos de edificar aqui na terra segundo o projeto do coração do Pai.

Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé. Somos os responsáveis por entregar a colheita do nosso trabalho, na hora precisa, em que os mensageiros do Senhor, os anjos, se apresentarem, porém, se não levarmos em consideração os ensinamentos de Jesus para cuidarmos bem do Seu reino, também seremos dispensados e substituídos por outros mais fiéis ao compromisso assumido.

Às vezes, pensamos que edificar o reino dos céus aqui na terra é trabalhar somente para nós adquirindo mais conhecimento e sabedoria intelectual em relação às coisas de Deus e nos esquecemos de que toda a nossa ciência precisa divinizar a nossa humanidade a fim de que vivamos o mandamento do amor. Desse modo Jesus vem nos lembrar de que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é a vivência do amor que nos faz ser testemunhas de que o Pai preparou o mundo para todos nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 16/03/17

Liturgia Diária 16/03/17 (Quinta) – Lucas 16, 19-31.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ.

Recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males. Agora ele encontra, aqui, consolo e tu és atormentado.

Este Evangelho nos traz a parábola do rico e do Lázaro, aquele homem rico que se banqueteava todos os dias, sem nem ligar para o pobre Lázaro que ficava sentado no chão, à sua porta, querendo matar a fome com as sobras que caiam da mesa do rico. Certamente lhe davam algumas migalhas, mas isso não foi suficiente para o rico entrar no céu.

Na outra vida, Lázaro foi para o céu e o rico foi para o inferno. Além disso, a situação se inverteu: Lázaro tem nome, o rico não. Lázaro tem advogado (Abraão), o rico não. Lázaro é cidadão, o rico é excluído.

Nisso, o rico faz três pedidos, que lhe são negados:

— “Molhar a ponta do dedo para lhe refrescar a língua.”

Abraão lhe responde: Recebeste teus bens na terra e Lázaro os males; agora ele encontra consolo e tu és atormentado. Além disso, há um abismo intransponível entre nós.

— “Mande Lázaro à casa de meu pai, alertar meus cinco irmãos…”

Abraão lhe responde: Eles têm lá Moisés e os profetas, e os escutem!

— “Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter.”

Abraão lhe responde: Se não escutam a Moisés e aos profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos.

O nosso amor aos pobres é necessário para entrarmos no céu. Mas deve ser um amor prático, manifestado em obras de ajuda e de partilha do que temos. Em resumo, ver o necessitado como nosso irmão, nossa irmã. Apesar desta clareza, alguns ainda têm dúvida sobre o caminho para entrarmos no céu!

Sabem porque muitos permanecem com esta dúvida? Você sabe qual é a sua riqueza que não está à serviço do mais necessitado?

— Você tem dinheiro e bens?

— Você tem estudo e conhecimento?

— Você tem tempo e disponibilidade?

— Qual o bem ou carisma que você tem como “riqueza”, e não coloca à disposição dos irmãos?

Pense bem?

A nossa sociedade é parecida com a casa daquele rico: o povo usa todo tipo de segurança para se prevenir dos Lázaros: chaves, portões eletrônicos, cães bravos, polícia, condomínios fechados. Ela quer os Lázaros bem distantes, para não os ver. Assim, nem as migalhas eles ganham.

Vendo isso, os jovens, a nova geração que se prepara para entrar nessa sociedade, parte dela, se revolta e parte para a droga ou a delinquência. E isso, infelizmente, é uma realidade.

“Moisés e os profetas”, lembrados por Abraão ao rico, são a Sagrada Escritura (Moisés) e os pastores da santa Igreja (profetas). Nós damos pouco valor à Palavra de Deus; entra por um ouvido e sai pelo outro. Moisés e os profetas são os últimos alertas de Deus a nós. A sua próxima manifestação a nós será no Juízo Final.

A Quaresma, que são festas litúrgicas, não são simples recordações de fatos passados, como bodas de prata ou de ouro, celebração de aniversário etc. Na festa litúrgica o fato celebrado acontece de novo agora, em seus efeitos.

Na celebração da páscoa – a passagem de Jesus da morte para a vida – todos os seus frutos salvíficos se derramam sobre a Assembleia Cristã que a celebra.

A celebração repete-se todos os anos porque cada ano a nossa situação é diferente e há nova necessidade de conversão. Daí a necessidade da preparação, para que a nossa páscoa vá além do ovo de páscoa.

Certa vez, um homem, depois de muita luta, conseguiu ficar rico: casa boa, carro bom, filhos na faculdade e vários imóveis alugados rendendo o suficiente para ele viver. Mas o anjo da morte apareceu para ele e disse:

— Vim buscar você.

Ele respondeu:

— Ah, sr. anjo! Bem agora que eu ia começar a viver uma vida mais tranquila? Deixe-me viver pelo menos mais três anos!

O anjo respondeu:

— Não.

O homem insistiu:

— Por favor, sr. anjo, então me deixe viver apenas mais três dias!

O anjo respondeu:

— Também não.

— E três minutos de vida, o sr. me dá?

O anjo concordou.

Nesses três minutos o homem pegou um pincel e escreveu a seguinte frase:

— Não seja bobo, empregue bem a sua vida!

Jesus contou uma história bem parecida com essa, que está em Lc 12, 16-21. Aquela do homem que teve uma grande colheita, construiu novos celeiros e disse para si mesmo:

— Agora vou comer, beber, gozar a vida.

Mas Deus lhe disse:

— Tolo! Ainda nesta noite, sua vida será retirada.

Maria, a mãe de Jesus, humana como nós, era bastante sensível aos pobres e necessitados do seu tempo. Socorreu os noivos, ajudou a prima necessitada… e uma das páginas mais veementes da Bíblia sobre este assunto é o seu hino Magnificat. Que ela nos ajude com o seu exemplo neste tempo de conversão!

Nós devemos ter um olhar de contemplação, e este olhar, deve ser olhar de conversão, que irá cancelar tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim.

Nesta parábola, que Jesus nos contou e que acabamos de refletir, está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, perdão, justiça, fraternidade. Amanhã talvez, eu e você não tenhamos mais tempo.

Observem, reflitam e acreditem na Palavra de Deus: depois da morte este nosso tempo não existirá mais, e viveremos eternamente como fomos encontrados neste momento, no momento de nossa morte.

Creia, você tem uma oportunidade de converter-se à Palavra de Deus e caminhar rumo ao Seu Reino: essa oportunidade é o dia de hoje, agora, pois o ontem não volta, o amanhã não nos pertence. O hoje, eu é que sou responsável por ele. Entre os salvos e os atormentados, existe um abismo que ninguém consegue transpor, e não existe nada que fará isso mudar, exceto Deus. Mas Ele é tão amoroso e misericordioso e, principalmente justo, que, o nosso próprio julgamento será realizado por causa das nossas atitudes.

Deus é tão maravilhoso que Ele nos dá a oportunidade de escolhermos o nosso próprio advogado: quem sabe Abraão?

E o nosso próprio juiz de condenação: nós mesmos.

E aí, se hoje for o seu dia, está pronto para o seu julgamento? De qual lado do abismo você estará?

Por isso, transcrevo o que nos foi dito no Documento de Aparecida:

“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”. (DAp 351).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 15/03/17

Liturgia Diária 15/03/17 (Quarta) – Mateus 20, 17-28.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DE ALEXANDRE SOLEDADE.

Vamos ser sinceros? A Palavra hoje é dura para muitos de nós ouvir, e nisso me incluo, mas queiramos ou não, ela deve ser ouvida e refletida.

Já perdi as contas, de quantas vezes ouvi alguém dizer ou afirmar que os “piores estão dentro da igreja”.

De fato, estão e talvez também não estejam, depende do critério que adotamos. No entanto independentemente do critério, em ambos os casos, temos os piores exemplos.

Sim! Temos os piores exemplos em ambas as pontas. Vejamos!

Os piores exemplos dos “de fora” (…)

São aqueles que não estão na igreja e vê esse fato como vitória sobre quem tem um gosto diferente; quem ofende ou trata alguém diferenciadamente porque tem uma postura ou valores cristãos; quem caçoa ou ridiculariza o filho que quer ser coroinha, acólito ou seguir uma vocação religiosa; quem incentiva a outros (namorados, amigos, parentes) a se afastarem; quem só procura a benção da igreja movida por medo, status ou visualização social, ou seja, aqueles que só vão a igreja em datas festivas ou de profunda tristeza (casamento, sétimo dia, formaturas, batizados) e ainda ficam olhando no relógio “doidos” para ir embora. Que usam a catequese como babá dos seus filhos para poder ficar em casa assistindo futebol, (…).

Os piores exemplos dos “de dentro” são os narrados por Jesus no Evangelho de hoje.

Aquele que “vira dono da igreja”; que faz acordos para se eleger coordenador de um movimento ou pastoral; que só participa visando criticar; que afasta as pessoas; que implica por tudo e por coisas pequenas; que cobra regras, mas não as segue; que punem a comunidade por orgulho; que não vê seus próprios defeitos; que fazem da homilia um desabafo; que toca pensando que é show; que fala mais que o padre; (…).

Sabem o que é engraçado? Toda boa comunidade tem esses tipos “pitorescos”.

Mas, será que são os piores?

Não, não são! Como também não são aqueles que são criticados por esses “santos”.

Apesar de estarem equivocados quanto à forma de conduzir sua vida em relação aos outros, são pessoas que ainda buscam ficar do lado certo. O “dono da igreja” me lembra o namorado que de tanto amor “morre” de ciúmes da namorada. Não quer que ninguém converse com ela. É estranho, mas, amor demais pode virar ciúme!

Só ele está certo; só ela resolve… (risos), só eles serão salvos.

É um tremendo contrassenso com a mensagem de hoje.

“(…) Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido”.

Quantas vezes já nos pegamos fazendo algumas dessas situações também?

A Quaresma é um tempo propício para rever estas nossas posturas… Mas somente se estivermos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo e em nosso coração estivermos preparados para perdoar, converter e amar.

Se olharmos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo a Palavra de Deus nos dirigida hoje, ela nos fará refletir sobre os nossos trabalhos pastorais em nossa comunidade, até mesmo em nossos trabalhos profissionais.

Apesar do assunto poder ser amplo, e tentando dar uma sequência na minha realidade e de muitos que nos cercam, vou tentar me restringir aos nossos trabalhos pastorais, pois os trabalhos profissionais nem todos conheço e não tenho a consciência daquilo que cada um vive em sua realidade.

Já em nossos trabalhos pastorais em particular, – não que eu conheça a todos também – de nossa comunidade de fé, deveríamos ter uma mesma “direção”, um mesmo “pensamento”, um mesmo “objetivo”, que é a Boa Nova de Jesus.

Posso afirmar, categoricamente, que essa disputa de “poder” em nossas comunidades, se não é o maior, é um dos maiores problemas que geram grandes dificuldades na messe do Senhor. Que nos digam os nossos pastores: os bispos, os padres os diáconos, das dificuldades que eles têm em contornar o jogo de “poder”, que nós leigos, teimamos em travar, pois, de longe, bem de longe, ouvimos, refletimos e vivenciamos o que Jesus nos pede.

Existe uma “linha tênue”, “singela”, “sensível”, que separa o trabalho de “servidor” em trabalho de “servidão”, em trabalho de “doar” em trabalho de “ditador” em nossas comunidades. Existe um ditado popular, oriundo do grande pensador MAQUIAVEL, que se diz assim: “Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”.

E infelizmente, isso se torna cada vez mais concreto pelo lado negativo e não pelo positivo, pois em vez de eu ser uma pessoa cada vez mais parecida com Jesus quando “estou no poder”, eu me torno cada vez mais parecido como “um chefe de nação que oprime o seu povo”.

Em nossas comunidades nós reclamamos que são as mesmas pessoas que sempre estão à frente das ações, que sempre aparecem, que sempre “mandam”.

Mas quando sou chamado a assumir estas funções, qual é a resposta que eu dou?

Mas a questão não é esta. A questão, ou a pergunta seria outra:

Uma má ação pode justificar uma boa ação?

Ou, uma boa ação pode justificar uma má ação?

Jesus nos mostra que não. Nós devemos anunciar a sua Boa Nova, devemos “beber o cálice” que Ele bebeu, devemos ser servos, mas não podemos ser “o governo que oprime”, não devemos ser o “mal gestor”, não devemos ser o “mal patrão”, o “mal coordenador”, o “mal dirigente”, o “mal chefe”, etc.

Jesus deixa bem claro aos seus discípulos, e principalmente a João e Tiago, que o poder maior não é o de comandar, mas o de servir, de estar pronto em ajudar, de sempre estar à disposição daquele que necessita de nossa ajuda, e em nossas comunidades de fé. Uma das principais formas de tornarmos este poder “de sermos servos”, são as nossas pastorais, são os nossos serviços, são os nossos ministérios.

Devemos assumir esta responsabilidade como os discípulos assumiram a responsabilidade de evangelizar aos judeus e aos pagãos, com a graça de Deus em suas vidas, mas também com a perseguição daqueles que são contrários ao amor, a misericórdia, ao perdão. Não achemos que as dificuldades que passamos hoje seja diferente das que os discípulos passaram naquela época; ou os mártires de ontem e de hoje passam.

Não. As dificuldades são as mesmas, mas a maior diferença são as nossas atitudes diante destas dificuldades.

Após o episódio do texto de hoje, temos a absoluta certeza, que apesar de todos os erros que os discípulos tiveram, todos eles, exceto Judas Iscariotes, realmente entenderam, compreenderam e agiram conforme a orientação de Jesus. Apenas para podermos ver, de todos os 12, mais Matias que substitui Judas e Paulo, apenas João não morreu em martírio, mas isso não quer dizer que não houve dificuldades em sua vida.

Todos eles “beberam do cálice de Jesus”, conforme a Bíblia, a Tradição e textos apócrifos nos dizem.

Pois bem, sobre os apóstolos e vários dos discípulos que seguiram à Jesus, sendo servos e não servidores, somos conhecedores das atitudes que eles tiveram, nas dificuldades e nas graças, mas, será que você agora, pode descrever quem você é?

— Você é um bom “servo” do Senhor ou um mal “governante” em sua comunidade?

— Você é capaz de “beber o cálice de Jesus”, sempre perseverando no caminho do amor, da humildade e da misericórdia?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 14/03/17

Liturgia Diária 14/03/17 (Terça) – Mateus 23, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ (†).

Vocês conhecem este ditado popular: “FAÇA O QUE EU FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”?

Pois bem, agora sabemos de onde surgiu este ditado. Possivelmente quem o criou teve contato com a Palavra de Deus. E existe uma palavra que resume muito bem este ditado: HIPOCRISIA = ato de fingir que se tenha qualidades, ideias, sentimentos, crenças e virtudes, e que na realidade, não se possui.

Jesus nos orienta de uma forma linda, dura, é verdade, mas bem esclarecedora sobre esta situação, e ele já “pega pesado” desde o início. Ele não desvia ou pega atalhos em suas palavras. Ele como exemplo, já pega o mais alto grau naquela época, os mestres da lei e os fariseus.

E Jesus cita alguns contra testemunhos dos mestres da Lei e dos fariseus, cujo procedimento era bem diferente do que diziam e da “santidade” que mostravam. Também nós, frequentemente nos apresentamos como justos, bons cidadãos e bons cristãos, sendo que, às escondidas, não somos nada disso: enganamos, mentimos etc.

Eles gostavam de ser chamados com títulos de honra e de ocupar lugares de honra nas festas e até na sinagoga. Entretanto, “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4, 6; Pr 3, 34). Se queremos receber as graças de Deus, precisamos ser humildes.

Se fosse nos dias de hoje, Jesus iria nos dizer que, quando o sacerdote estiver paramentado, presidindo a Santa Missa, ouça o que ele está falando, pois naquele momento ele irá nos falar o que realmente as leituras e o Evangelho deseja nos transmitir, como ponto de crescimento e orientação, espiritualidade e conversão. Naquele momento ele não deve e nem irá falar – creio eu – de coisas pessoais para atingir algo ou a alguém, pois o importante ali é a Palavra de Deus e o Cristo vivo na Eucaristia.

Jesus nos pede coerência entre o que falamos e ensinamos, e o nosso próprio procedimento. Devemos dar testemunho da verdade e da justiça, não só pelas nossas palavras, mas também pela nossa vida.

Por isso que, Jesus também continuaria nos dizendo, que logo após o sacerdote sair da Santa Missa e voltar para o mundo, não façamos aquilo que ele faz, pois, diz uma coisa no presbitério e faz outra “nas ruas”.

Mas aí muitos poderão começar a criticar e a querer julgar os nossos sacerdotes, só que devemos ter calma, pois, nem todos sacerdotes são assim, mas na verdade, muitos de nós é que somos assim. Tomemos cuidado ao julgar as atitudes dos sacerdotes nestas questões, pois, nós somos tão ou mais hipócritas do que eles.

Por várias vezes nós que somos coordenadores de pastorais, equipes administrativas, catequistas e dirigentes em nossas comunidades, colocamos objetivos ou funções, desejos e limitações em certas pessoas ou grupos, acima daquilo que eles podem ou tem condições de assumirem, mas, nós mesmo não fazemos o mesmo dando um exemplo de humildade e perseverança!

Também nas Comunidades cristãs, quantas vezes falta humildade! Por exemplo, o líder de uma pastoral sofre uma humilhação, ou é vítima de uma fofoca, pronto, desanima e quer largar tudo. Imagine se Jesus tivesse feito assim! Logo no início de sua vida pública já teria desistido, e nós receberíamos esta Vida Nova em que vivemos pelo batismo!

“Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também do que é dos outros” (Fl 2, 3-4).

E ainda, existe o outro lado.

Muitas vezes cobramos atitudes destes mesmos coordenadores tentando leva-los a agir à luz do Espírito Santo, só que quando pedem a nossa ajuda ou a nossa presença, somos os primeiros a não aceitarem, ou pior, dizer que ajudaremos e nem aparecemos! Essas nossas atitudes são hipocrisia pura.

Em várias vezes dentro de nossas famílias, brigamos, discutimos e impomos aos nossos filhos certas coisas: falo com meus filhos para não fumar, mas não largo o cigarro. Falo com meus filhos para não beber, mas não consigo me divertir sem ter a bebida ou que ela seja em pouca quantidade. Falo para meus filhos serem educados ao conversarem com as outras pessoas, mas dentro de casa com eles só sei ser violento fisicamente e verbalmente.

Por vezes em nossos matrimônios posamos de bom esposo ou esposa, que temos vários anos juntos de uma feliz união, só que às costas um do outro, me entrego na pornografia, na saideira com amigos em lugares não condizentes com pais de família, ou até mesmo mantenho uma ou várias traições!

Inúmeras vezes julgamos e criticamos os nossos políticos por tanta corrupção que assola o nosso país, os nossos estados e municípios, só que somos os primeiros a dar uma “gorjeta” ao policial para não nos multar; atravessamos o sinal vermelho, estacionamos em local proibido, furamos as filas, não devolvemos o troco errado, instalamos antenas e pontos piratas de tv em nossas casas, cobramos preços abusivos em nossos comércios, pagamos propina para conseguir algo na frente de outros.

Por isso que eu disse que devemos tomar cuidado a quem nós julgamos, pois por inúmeras vezes, somos mais hipócritas do que os outros.

Que possamos deixar este ditado de lado e começarmos a utilizar este: “As palavras movem e os exemplos arrastam!” É assim que Jesus nos ensina, pois Ele nos fala o que devemos fazer e nos dá ainda o exemplo que vem Dele. Ele tem a coerência da palavra e da ação. Ele tem o verdadeiro exemplo a seguir, pois Ele fala e faz.

Para seguirmos a Cristo e levar a Sua Boa Nova ao mundo, precisamos “comer” a Palavra de Deus e digeri-La no nosso coração, a fim de que Ela seja vida na nossa vida. Para que tenhamos a certeza de que o conhecimento da Palavra que estamos vivendo é o verdadeiro caminho. É termos o discernimento à luz do Espírito Santo em reconhecer que nossas ações nos levam a viver da mesma maneira como Jesus viveu, assimilando as Suas virtudes, e gradativamente, nos conformando e convertendo à Sua pessoa.

Por inúmeras vezes, podemos errar ao transmitir a Palavra de Deus, sem ter nenhum compromisso com Ela na hora de agir. Caso isso ocorra, estaremos nós também, amarrando pesados fardos e os colocando nos ombros daqueles que nos cercam, onde estaremos exigindo algo que nós mesmos não conseguimos fazer. As nossas ações e atitudes ao pregarmos o Evangelho, devem acompanhar as palavras de Jesus, do contrário, haverá uma grande incoerência.

Jesus nos deixa bem claro para a nossa reflexão, e é nesse ponto, que devemos ser sinceros conosco, com os outros e com Deus:

— O que nós fazemos, é para sermos vistos pelos outros?

— O que nós cobramos dos outros, nós conseguimos fazer?

— As nossas atitudes, são para chamar a atenção para nós mesmos?

— Sempre desejamos estarmos em lugares de honra e nos primeiros lugares nas igrejas?

— Desejamos ser cumprimentados nas praças públicas e de sermos chamados de “mestre”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 13/03/17

Liturgia Diária 13/03/17 (Segunda) – Lucas 6, 36-38.

REFLEXÃO COMPARTILHADA DE JOSÉ SALVIANO E HELENA SERPA.

Criados à imagem e semelhança de Deus nós temos a missão de refletir, como um espelho, as características do nosso Criador. Por isso, Jesus nos esclarece que são quatro as condições para que sejamos misericordiosos como o Pai: não julgar, não condenar, perdoar e dar.

Para nós Jesus é o modelo do PAI e veio ao mundo para nos ensinar a ser parecidos (as) com Ele. Por conseguinte, podemos nos basear que ser misericordioso como o Pai é não julgar os nossos irmãos conforme o conceito que temos de nós mesmos. É também não condenar o nosso próximo na medida da nossa percepção e da nossa vontade de vingança.

Entretanto, é também o saber perdoar a quem nos ofende na mesma medida que precisamos receber perdão. É saber dar e ofertar ao nosso próximo tudo aquilo que lhe seja adequado, como se fosse a nós mesmos. Por isso, no final Jesus complementa a lição com uma máxima que resume tudo o que Ele deseja que apreendamos: “porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos! ”

Isto é, à medida que usamos com os nossos irmãos será a mesma que o Pai usará conosco. A toda ação corresponde uma reação, portanto, se não julgarmos, não seremos julgados, se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados e se dermos, também receberemos.

A mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos “calcada, sacudida, transbordante”, isto é, plena, cheia. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta em porção dobrada.

É uma lei natural, que vale tanto para o bem como para o mal. Se entendermos e apreendermos os conselhos do Mestre, com certeza, nós estaremos sendo misericordiosos (as) assim como o Pai é misericordioso.

Por isso, que devemos entender e compreender hoje, a diferença entre a justiça de Deus e a justiça dos homens.

A justiça dos homens é assim: DAR A CADA UM O QUE ELE MERECE, OU O QUE LHE PERTENCE. E nada mais.

Porém, geralmente, ao praticar a justiça com as próprias mãos, os homens e as mulheres, vão além do que o outro ou a outra merece. Pois, movidos pela raiva e pelo sentimento de vingança, extrapolam, e até acabam matando o seu adversário, por excesso na hora de praticar a justiça com as próprias mãos.

E também, mesmo que essa justiça esteja sendo praticada nos tribunais, nem sempre o pobre recebe a mesma justiça que um rico. Pois ele, o rico, pode contratar os melhores advogados, e como diz o ditado.

A CORDA SEMPRE ARREBENTA NO LUGAR MAIS FRACO. E o pobre quase sempre sai na pior, acaba perdendo, sem ter para quem reclamar. O poderoso pode roubar milhões, e muitas vezes não é condenado, ou recebe uma pena muito branda. Pois pode acontecer de ser julgado por um seu colega.

A JUSTIÇA DE DEUS, que é fruto do seu imenso amor, é a justiça que distribui todos os bens naturais para todos: bons e maus. Ele manda a chuva e o sol, não só para os justos, mais também para os injustos. Ele criou os rios, os lagos, os oceanos, as terras férteis, para que TODOS pudessem usufruir. E não somente para alguns espertos que se adiantaram e pegaram as maiores e melhores partes dos terrenos só para si.

Nós somos especialistas em julgar pessoas, e fatos. Principalmente com a desculpa de que estamos agindo em nome do Evangelho, em nome da verdade, e da justiça. É preciso tomar muito cuidado com nossas atitudes a esse respeito, para que não corramos o risco de nos condenar. Pois, na verdade, nos esquecemos sempre que também somos humanos, e cheios de defeitos. E partimos para o julgamento das pessoas, como se fôssemos juízes universais, como se tivéssemos o direito de condenar as pessoas que estão fazendo coisas erradas.

Com a intenção de nos mostrar como perfeitos aos olhos dos demais, muitas vezes concentramos as nossas energias, as nossas conversas em redor do mesmo assunto. Criticar, e apontar defeitos, com a desculpa de que estamos buscando a correção, em prol de uma administração adequada.

É verdade que Jesus nos ensinou a combater as injustiças, é verdade que precisamos corrigir os erros das pessoas, mas precisamos arrumar um jeito de fazer tudo isso como Jesus o fez. Com muita caridade. Lembrando sempre que amigo é aquele que vê os nossos defeitos, cita-os para nos corrigir fraternalmente e em seguida nos perdoa.

Assim como o limiar da justiça e da vingança, o limite entre o bem e o mal, polícia e bandido, estão próximos, a distância entre defender a justiça e julgar com nossos próprios conceitos, é apenas um pulo. Não podemos nos esquecer que também somos seres imperfeitos que cometemos erros uns atrás dos outros, e que não somos melhores que ninguém.

“Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

Falar mal por falar mal, para nos mostrar melhor, perfeitos, e superiores, não é uma atitude de cristão, mas sim, pelo contrário, estamos mostrando a nossa fraqueza, nossa frustração, nossa inveja, numa atitude de competição desleal, numa atitude de quem não tem competência de ser melhor, e para compensar essa deficiência, procura desvalorizar os demais, principalmente aqueles que são do mesmo nível que nós.

Cuidado! Quem nos escuta falar mal de uma pessoa pode pensar: ele ou ela também será capaz de falar mal de mim para as pessoas.

Vamos administrar, combater as injustiças e corrigir fraternalmente, mas não nos esqueçamos da caridade!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 12/03/17

Liturgia Diária 12/03/17 (Domingo) – Mateus 17, 1-9.

REFLEXÃO DE MARIA DE LOURDES CURY MACEDO.

Jesus estava preparando seus discípulos para a sua paixão, morte e ressurreição. Para eles era difícil entender e aceitar essa condição, pois haviam deixado tudo para segui-lo. Deixaram casa, família, trabalho porque viram nele uma grande esperança de dias melhores. Jesus exercia em todos uma enorme atração, cativava todos que se aproximavam dele. Agora Jesus falava em morte, sofrimento, dor, partida… Jesus ensinou-lhes o caminho do sacrifício que deveriam seguir para alcançar o céu. Jesus conhecia a dificuldade deles em assimilar essas ideias, que poderiam ser loucas aos olhos dos discípulos e de qualquer ser humano.

Passados uns dias depois de ter falado de sua paixão e morte, Jesus chamou Pedro, Tiago e seu irmão João, foi com eles para um lugar afastado, a um monte bem alto. E diante deles transfigurou-se, manifestando assim a sua glória, para que eles tivessem certeza de que ele era realmente o Messias e para terem esperança que depois da morte viria o céu, o encontro com o Pai, a vida eterna.

Lá na montanha, que é símbolo do encontro com Deus Jesus revelou para eles a sua verdadeira identidade: que além de homem, ele também é Deus.

Jesus se transfigurou, se transformou, deixou transparecer a sua divindade, possibilitando aos discípulos enxergar além da cruz, além da morte, isto é, o que aconteceria depois da morte, existe uma outra vida. Que a morte não seria o fim, mas o começo de uma nova vida. De uma vida gloriosa, bela, feliz, sem sofrimento, sem tristeza, sem angústia. Seu corpo mortal, sujeito ao sofrimento, semelhante em tudo a nós e por nós sofrer, se revestiu do corpo glorioso e que nós também poderemos ter um dia.

Nisso apareceram dois homens e começaram a conversar com Ele sobre sua morte. Eram Moisés e Elias, representantes do Antigo Testamento.

Moisés, o grande legislador, o libertador e guia do povo escolhido por Deus, que se curva na presença de Cristo, dando testemunho da missão divina do Messias, que veio completar e aperfeiçoar a Lei.

Elias representa os profetas, Jesus é o motivo das profecias. Elias foi o restaurador da fé em Javé, no Reino do Norte, no tempo do rei Acab. Elias libertou o povo da opressão e da idolatria. Sua presença na transfiguração de Jesus vem dar testemunho que Jesus é o libertador definitivo, prometido e prefigurado nos líderes do passado.

O Antigo Testamento, nas pessoas de Moisés e Elias, testemunha que Jesus veio para libertar a humanidade por meio da entrega total de sua vida.

No momento sublime da transfiguração, em que Jesus se revela divino, que Ele deixa transparecer sua divindade, momento de muita intimidade com o Pai, suas vestes ficaram resplandecentes, brancas, iluminadas, e de uma nuvem que se formou ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado, escutai-o”.

Era uma situação tão boa, tão bela, tão feliz, que Pedro sugeriu fazer três tendas para ficarem lá. Estes três discípulos tiveram a felicidade de experimentar antecipadamente o céu, a glória, o esplendor de Jesus e por isso queriam ficar lá. Queriam permanecer para sempre no alto do monte com o Filho de Deus transfigurado. Não queriam voltar ao cotidiano, ao dia-a-dia, à luta, ao trabalho…

Eles contemplaram e experimentaram a glória de Jesus, o seu esplendor. Para Pedro, João e Tiago foi uma experiência fascinante. Era desse jeito que eles queriam Jesus! Jesus glorioso, divino, sem sofrimento, sem tristezas, sem dor, sem cruz! Entretanto, era necessário descer o monte. Era necessário continuar a vida, passar pela cruz, para chegar à ressurreição, à glória eterna.

Pedro sugeriu para Jesus ficar no monte. Mas, por quê?

É muito bom estar na glória, no céu, na paz, na felicidade. Naquele momento, Pedro representava todo o ser humano, isto é, todos nós, que queremos viver a alegria da ressurreição, da páscoa, sem passar pela entrega e pela morte, sem passar pela dor, pelo sofrimento, pela cruz. Nós temos medo do sofrimento, da dor, da cruz, da morte, da tristeza, da contrariedade.

Também nossa natureza humana nos puxa para o comodismo, não queremos ter trabalhos ou dificuldades, queremos tudo que é fácil e prazeroso. Fugimos das situações difíceis e das que requerem esforço, sacrifício, doação. Nós não queremos cruz, sofrimentos, tristezas, compromissos, responsabilidades, morte.

Jesus nos ensina que não podemos ficar no monte, isto é, só na contemplação, no bem bom, desfrutando da glória de Deus. Mas é preciso descer do monte. É aqui embaixo, na planície, que temos de brilhar como Jesus, de ser luz para os irmãos, ser resplandecente para os nossos irmãos na nossa comunidade, através dos nossos gestos concretos de amor, de justiça, fraternidade, sinceridade.

Brilhar, apesar das tribulações da vida, das dores, dos sofrimentos, das decepções. Quem transforma o seu coração pela presença de Jesus apaga todo o ódio, todo o pecado e todo o rancor. É missão do discípulo de Jesus transfigurar o mundo, ser luz para o mundo.

A transfiguração de Jesus é sinal da sua vitória sobre a morte e a vitória do seu projeto. Jesus quis mostrar para os discípulos, que ele está além da cruz, do sofrimento, além da morte. Ele quis mostrar o grande amor de Deus pela humanidade e o que Deus preparou para esperar o homem depois da morte, todavia, para aqueles que ouviram Jesus, para aqueles que seguem a pessoa de Jesus, que atendem o Pai, ouvindo Jesus. E ouvir Jesus é viver de acordo com sua Palavra, com o Evangelho, dando credibilidade aos seus ensinamentos. Sendo perseverante, firme, tendo uma vida exemplar.

A transfiguração de Jesus nos mostra que todo aquele que se esforça para ser outro Cristo, também irá ressuscitar para a vida eterna e vai viver glorioso com Jesus e como Jesus. Isto é uma grande esperança para todos nós, é uma imensa alegria, é motivo de perseverança é a grande recompensa que Deus nos dará.

Vamos ser outro Cristo glorioso para nossos irmãos, transfigurado, através dos nossos gestos de amor, de paz, de compreensão, de solidariedade. Vamos brilhar, vamos ser luz, ser transparentes, vamos ter roupas alvas, claras, limpas, resplandecentes como as de Jesus.

Com a ajuda do Espírito Santo que Jesus já nos enviou, podemos nos transfigurar, nos transformar e conseguir inverter a situação atual do mundo em que vivemos, mundo de crimes, de violência, de ganância, de exploração, opressão, injustiça, de falsidade, de egoísmo, de inveja, corrupção, enfim, um mundo afastado de Jesus e que O despreza.

Com muita fé e confiança peçamos a Jesus ressuscitado: Jesus, transfigura o nosso coração. Ajuda-nos, Senhor, descer do monte, para brilharmos aqui embaixo, ser luz na planície, no meio dos nossos irmãos e da nossa comunidade. Ajuda-nos, Senhor, porque nós sabemos e cremos que o Senhor está vivo e presente no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 11/03/17

Liturgia Diária 11/03/17 (Sábado) – Mateus 5, 43-48.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

“Amai os vossos inimigos e rezai porque aqueles que vos perseguem”.

Neste Evangelho Jesus vem nos dizer que tudo que aprendemos no mundo não deve mais fazer parte do nosso padrão de vida de cristãos comprometidos com o Evangelho. O que outrora nos ensinaram, as regras que delimitaram as nossas ações no tempo da ignorância estão completamente obsoletas para a nossa vivência de seguidores de Cristo.

Já percebemos que a metodologia do Pai é completamente diferente daquela que o mundo quis nos formatar. Por isso, é que Ele nos manda amar os inimigos e rezar pelos que nos perseguem! Ele quer ser o nosso referencial e o nosso modelo e nos convoca a agir com o nosso próximo da mesma maneira como Ele age conosco. Tornar-nos-emos filhos do Pai que está nos céus na medida em que formos perfeitos como Ele é perfeito.

Muitas vezes, porém, confundimos perfeição com perfeccionismo. Acreditamos que ser perfeito é fazer tudo muito certo para não dar margem a que outras pessoas nos julguem. Jesus nos ensina que ser perfeito é saber viver de acordo com a condição de filhos do Pai que nos criou e conformados à sua imagem e semelhança.

“Assim como o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, sobre justos e injustos” somos chamados (as), a imitá-Lo e, por conseguinte, aprender com Ele a perdoar, amar, acolher e aceitar o nosso próximo, do jeito que ele é, mesmo que esteja ele fora dos nossos padrões. A perfeição, portanto, é a vivência do amor de Deus em todas as situações da nossa vida e com todas as pessoas e não somente, com aqueles a quem nos é apreciável e fácil fazê-lo.

Somos parecidos com o Pai quando vivenciamos o Seu Amor em todos os nossos relacionamentos, pois Deus ama incondicionalmente ao maior pecador.

Aos olhos humanos o que Jesus nos ensina neste Evangelho é um verdadeiro contrassenso, pois, na maioria das vezes, damos o primeiro lugar na nossa vida às pessoas de quem mais gostamos; só oramos por aqueles (as) nossos (as) mais queridos (as); só cumprimentamos a quem simpatizamos; só ajudamos às pessoas que podem nos recompensar; gostamos sempre de permanecer no grupo perto das pessoas com quem mais nos identificamos e assim por diante!

As outras pessoas são como ilustres desconhecidos para não dizer inimigos, porque estão fora do nosso convívio.

Precisamos, primeiramente, e com urgência, refletir a fim de descobrirmos quem são os nossos “inimigos”, quem são aqueles que nos estão “perseguindo” e se estamos rezando por eles.

Às vezes, os nossos inimigos e perseguidores estão muito perto de nós e até dentro da nossa casa e simplesmente porque não simpatizarmos muito com eles esquecemos também de rezar e pedir a Deus por eles.

Conscientes disso, todavia, sabemos que a graça e o poder do Pai são bastante para que possamos cumprir com a ordem que Jesus nos manda obedecer.

Por isso, a partir de hoje, nós podemos começar a “ser perfeitos como o Pai” e obedecer a Sua voz rezando pelos nossos inimigos como se eles fossem “as pessoas melhores do mundo”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 10/03/17

Liturgia Diária 10/03/17 (Sexta) – Mateus 5, 20-26.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM HELENA SERPA E OLÍVIA COUTINHO.

O evangelho de hoje nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

No texto do evangelho, Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens!

“Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, o legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei.

O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’. ”

É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro!

Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal.

Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la!

Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”.

Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

A justiça de Deus é o amor e este também é o termômetro para o nosso julgamento.

Seremos julgados pela justiça que praticamos, portanto, no final seremos ajuizados pelo amor que vivenciarmos segundo os critérios de Deus e conforme os Seus ensinamentos. A justiça de Deus é o Amor, é o perdão, é a reconciliação.

E a nossa justiça?

O amor implica em acolhimento, ternura, compaixão, compreensão, tudo o que Jesus viveu e nos revelou como ensinamento.

No final da nossa vida, diante do tribunal nós mesmos relembraremos as nossas ações e à Luz de Deus enxergaremos o que fizemos de bom e o que fizemos de mal. Ai então, os nossos atos revestidos de ira, cólera, impaciência com os nossos irmãos serão medidas que nós mesmos usaremos contra nós na hora em que formos nos avaliar.

Jesus nos dá o entendimento a fim de que possamos agir enquanto é tempo:

— “procura reconciliar-te com o teu adversário enquanto caminha contigo para o tribunal”

— “deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão”.

Muitas vezes nós fazemos as nossas ofertas no Altar do Senhor, e não paramos para averiguar e refletir como está o nosso coração e se a nossa oferenda é justa diante de Deus. Estamos aqui a caminho do tribunal.

Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui, caminham conosco, os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem amamos e também aqueles a quem abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia.

Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida.

Jesus nos chama à reconciliação, portanto, comecemos dentro da nossa casa.

Se somos filhos do amor, amor devemos ser!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 09/03/17

Liturgia Diária 09/03/17 (Quinta) – Mateus 7, 7-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA DE JOSÉ SALVIANO E HELENA SERPA.

As três ações a que Jesus se refere neste Evangelho, pedir, procurar e bater expressam os nossos desejos e os nossos anseios interiores.

Quem pede quer receber! Quem procura quer encontrar! Quem bate à porta, espera que lhe seja aberta!

São também as “ações” que podem permear o teor da nossa oração junto ao Pai. São motivações para que possamos nos prostrar diante do Pai, confiantes na Sua misericórdia e no Seu auxílio.

Pedi, procurai e batei, porque assim vos será dado, achado e aberto, nos recomenda Jesus. Com estas palavras de ordem e estas promessas Jesus nos dá a garantia de que os nossos pedidos têm valia diante de Deus. Portanto, “pedi, procurai e batei”, não são apenas uma sugestão de Jesus, mas, um imperativo!

Pedir, procurar e bater é o mesmo que insistir e perseverar com fé, na oração. A fé é quem move a nossa oração nesta ação de pedir, buscar e bater. De acordo com o grau da nossa fé também alimentamos a esperança de que as coisas acontecerão no momento certo. Atrelada ao nosso pedido, à nossa busca, e à nossa insistência, precisa estar, porém, a nossa paciência e abandono em Deus.

Muitas vezes não temos muita consciência do que pedimos, a quem buscamos e onde batemos e entendemos que, só o fato de pedirmos com fé já é suficiente para recebermos do Senhor tudo o que reivindicamos.

Rezemos com toda confiança, pois, “todo aquele que pede, recebe”.

Se não o recebemos, é porque não o merecemos, ou porque o que pedimos não está de acordo com o Plano de Deus, ou por que pedimos sem a devida fé, ou para testar o poder de Deus. Às vezes a única coisa que nos resta fazer por alguém querido que está perdido no caminho tortuoso, é rezar por ele. Aquela mãe desesperada ao ver o filho ser preso por ter seguido o caminho do crime, gritava dizendo que tinha feito tudo por ele! E agora tudo estava acabado!

Prezada mãe, prezado pai: Têm certeza de que vocês estão fazendo agora tudo o que podem fazer pelos seus filhos? Tudo aquilo que no futuro possam desviá-los do caminho errado?

Ah! Estão? Maravilhoso! Mas vamos analisar a situação detalhadamente.

Além das coisas materiais, além do carinho, além da mão firme, além da sua presença você tem dado bons exemplos?

Por acaso não se esqueceram de levar seus filhos para a Igreja, para o catecismo?

Para a missa? Ou melhor, vocês foram com eles, ou simplesmente os levaram até a porta?

Estão ensinando eles a rezar?

Estão rezando na presença deles para dar o exemplo?

Vocês têm brigado na presença deles?

Briguinhas sem importância da rotina do dia a dia, ou brigas feias com ofensas graves envolvendo parentes como os pais de vocês?

O viver na presença de Deus começa no viver em paz na presença do irmão. Do marido, da esposa, dos filhos, etc., com confiança, com humildade, com fé, com sinceridade. Rezemos várias vezes ao dia. Não só por nós, mas por todos nós. Rezemos ao Pai em nome de seu Filho.

Oremos com palavras, com pensamentos, com o coração.

E quando estamos orando, para mim, para minha família, para meus amigos, será que paramos para refletir se, de fato, o que estamos pedindo, procurando e batendo com insistência é ou não um benefício para nós?

Somente o Senhor sabe precisamente quais são as nossas reais necessidades.

Muitas vezes, não recebemos, não encontramos e não alcançamos o que pleiteamos porque estamos pedindo para o mal.

Podemos estar pedindo a Ele algo que na nossa maneira de entender é pão, mas na concepção divina é como uma pedra que irá nos machucar.

Ou então, achamos que pedimos peixe e não recebemos nada, porque, na realidade, estamos pleiteando uma cobra para nos picar.

Somos mestres em desejar coisas que nos machucam ou situações das quais sairemos feridos ou feridas, porém, Deus nunca nos dará nada que não seja bom para nós. Ele só deseja nos conceder graças e bênçãos para a nossa felicidade.

Na realidade o que o Pai almeja nos dar é o Seu Espírito Santo, e com Ele, todas as bênçãos que estão reservadas para nós. O Senhor deseja nos dar a vida em abundância que somente o Espírito Santo pode nos garantir. Portanto, pedir o Espírito Santo e desejar que a vontade de Deus se realize na nossa vida é o melhor que podemos pleitear para nós.

Não seremos decepcionados ou decepcionadas, pelo contrário, iremos entender que o Senhor tem os planos certos para realizar na nossa vida, nas horas certas, e não nas horas que desejamos ou achamos que são certas.

Será que nós, realmente confiamos no que nos disse Jesus?

Ou será que ainda paira sobre nós alguma dúvida, se seremos mesmos atendidos por Deus em nossas súplicas?

Temos tudo para sermos felizes, não precisamos enfrentar nossas dificuldades sozinhos, se temos um Pai que nos ama, que está sempre pronto para nos socorrer!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 08/03/17

Liturgia Diária 08/03/17 (Quarta) – Lucas 11, 29-32.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA DE VALDIR MARQUES E HELENA SERPA

““Aqui está quem é maior que Salomão” (Lc 11,31g).

“Aqui está quem é maior que Jonas” (Lc 11,32e).

Quantas vezes temos todas as condições para nos converter, para nos arrepender, para nos confessar de nossos pecados, mas por qualquer motivo não o fazemos? Nosso comodismo e indiferença às advertências de Deus são a causa disto.

Na vida espiritual corremos o risco de não dar a importância devida ao que Deus nos ensina, corrige, inspira, aconselha, tudo com amor de Pai. Isto pode ser de tal modo tão perigoso que corremos o risco de deixar passar a ocasião preparada por Deus para nossa conversão e morrermos em pecado. Podemos, finalmente, terminar na morte eterna, no inferno. Não pensemos que isto pode ser desconsiderado. Foi por motivos como este que Jesus condenou um grande número de judeus que em seu tempo não chegaram a entender que a Salvação era Ele quem trazia ao mundo. Foi por isto que a classe dirigente de Israel ignorou Jesus e o Reino de Deus, terminando por perder a Salvação que Jesus lhes trouxera.

Jesus não trouxe a Salvação para que nós não lhe déssemos a menor importância. Isto somente acontece quando somos ignorantes espirituais.

Podemos ficar fora do Reino de Deus e perder a Vida Eterna mesmo tendo vivido muitos anos dentro da Igreja. É para isto que o Evangelho de hoje nos adverte.

Assim como Jesus falou, nós também podemos fazer parte de uma geração má, quando vivemos pedindo ao Pai sinais e motivos para assumir a vida nova que Ele nos propõe. É a geração daqueles que querem um sinal para acreditar, que precisam ver para crer e por isso, não enxergam o que está um pouco além da mesma vidinha medíocre e sem objetivo do ter, do prazer, do poder, do divertir-se, do amealhar.

Muitas vezes colocamos como condição para a nossa conversão, os milagres que precisam acontecer na nossa vida e limitamos o poder de Deus às nossas necessidades e interesses pessoais. Os ninivitas se arrependeram e se converteram somente com a pregação de Jonas.

Se a rainha de Sabá foi, de sua distante terra, procurar a sabedoria de Salomão, mais ainda deviam procurar a Sabedoria de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, os judeus de seu tempo. Muitos dos que conviveram com Ele não O levaram a sério e foram condenados.

A rainha do sul (rainha de Sabá) limitou-se a seguir os conselhos de Salomão, e todos foram salvos. E nós? A quem devemos ouvir para não fazermos parte dessa geração que caminha para o mal?

Se os ninivitas se converteram após ouvir um profeta que foi a Nínive para lhes pregar a conversão e assim evitar a punição divina, muitos contemporâneos de Jesus não quiseram reconhecer Nele O Profeta que Moisés profetizara em Dt 18,18. Assim estes que desprezaram Jesus, O Profeta de Israel, terminaram condenados à morte eterna.

Temos a possibilidade de encontrar Jesus todos os dias.

Jesus veio como um sinal do Pai para a humanidade. Ele é, portanto, a grande manifestação do Amor do Pai por cada um de nós. É maior do que Jonas e maior que Salomão que atraiu para si reis, pela sua sabedoria.

Nós precisamos fazer parte de uma nova geração, que tenha Jesus como único sinal, por isso, não necessitamos de outros sinais para acreditar na força e no poder de Deus.

Nós temos hoje a Palavra de Deus como Sinal da Sua presença no meio de nós. Ela é a bússola de Deus para nós. Hoje, a geração má é aquela que é constituída de uma multidão de pessoas que não crê na Palavra de Deus e não segue os Seus ensinamentos esperando por alguma coisa que venha a acontecer e que seja visível aos seus olhos e sensível ao toque.

Olhemos para Jesus: Ele é o grande sinal do Pai para nós e nos quer dar salvação e vida abundante.

E todos nós podemos estar junto à Jesus todos os dias, pois Jesus está ao nosso alcance sempre que O procuramos, na Eucaristia. E procurá-Lo sempre, é que deve ser nossa maior ocupação.

Não foi isto que fez Maria, irmã de Marta, no dia em que Jesus as foi visitar?

Maria escolheu a melhor parte que não lhe foi tirada: ouvir dos lábios de Jesus a verdadeira sabedoria (Lc 10, 42).

Sejamos fiéis a Jesus Cristo: procuremos sua companhia e intimidade sempre, mesmo em meio a nossas maiores ocupações: nosso coração esteja atento a tudo o que Ele nos ensinar, para nos conduzir à felicidade da Vida Eterna.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 07/03/17

Liturgia Diária 07/03/17 (Terça) – Mateus 6, 7-15.

Jesus se preocupa realmente conosco, principalmente na forma que devemos “orar” ao Pai.

Ele nos deixa bem claro em sua Palavra hoje, que não é a “altura”, a “forma” ou a “repetição” das palavras que vai fazer a nossa oração chegar à Deus.

Não adianta nada, falarmos alto quando oramos, se o nosso pensamento é vazio.

Não adianta nada, repetirmos as palavras quando oramos, se o nosso coração é duro.

Não adianta nada, falarmos bonito quando oramos, se o que sai de nossa boca não é aquilo que está em nosso espírito.

Deixe-me perguntar:

— Quando você está na sua família e precisa resolver algo com sua esposa, esposo, filhos, como é que você dialoga com eles?

— Você tem mania de gritar?

— Tem mania de falar palavras bonitas como sendo superior?

— Sempre fica repetindo as mesmas coisas?

— Seja sincero, isso resolve?!

Creio que não – por experiência própria, não é Ana Paula e Flávio Júnior –, mas muitas vezes, são essas as formas de “conversa” que temos em nossa família, e são exatamente nestes momentos que as discussões pioram, extrapolam, o ódio e a raiva se afloram e todos os “antigos” problemas aparecem.

Mas quando um de nós, resolve fazer o que Cristo nos pede, que é mantermos a calma, saber ouvir, amar ao próximo, esta tranquilidade se transforma em Paz interior e exterior, onde que os ânimos se aquietam, a raiva diminui no compasso do coração, e a partir daí, novamente pode-se haver uma “oração” em família, uma “conversa” que nos ajude a resolver àquela situação, aquele problema.

Quando formos “falar” com Deus, devemos ter a mesma atitude.

Devemos abrir o nosso coração, dizer aquilo que nos aflige, que nos atormenta, se for o caso, até mesmo, “discuta”’ com Deus, pois Ele está ao seu lado para lhe ouvir e te ajudar. Mas, tudo isso, só vale a pena e vai ter efeito em nossa vida, se tivermos duas atitudes depois disso:

Primeira: Calar e ouvir a Deus. Sem isso, nada feito.

Segunda: Como oramos, devemos acreditar que com o Espírito Santo irá nos ajudar e deste ponto em diante, fazer que cada palavra dita por nossa boca seja transformada em ação evangelizadora e que possa realmente me ajudar e ajudar àqueles que me cercam.

Querem um exemplo maravilhoso vindo de Jesus “homem”, de como deve ser a nossa oração?

— Jesus tinha um problema, e o que foi que Ele fez?

“Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar’.”

— Jesus viu que sozinho seria mais difícil, e Ele não se isolou.

“E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’.”

— Jesus sentindo sem chão, desamparado, se “derrama” diante do Pai:

“Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra”.

— Jesus quis contrariar ou desistir dos seus desígnios, literalmente, “discutiu” com Deus. Ele falou abertamente de todos os seus problemas.

“Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice”!

— Mas Jesus, confiante na graça do Pai, houve, aceita e acredita que Deus possa ajudá-lo a passar por esta tormenta:

“Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

Tendo Cristo como exemplo, Fé na oração, Perseverança no caminho, que possamos, dia-a-dia, sermos um pouco mais verdadeiros cristãos no mundo de hoje.

Ah, e sobre o perdão, façamos a nossa reflexão das palavras ditas por Cristo na cruz:

“Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”.

Hoje, quem são “os que não sabem o que fazem”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 06/03/17

Liturgia Diária 06/03/17 (Segunda) – Mateus 25, 31-46.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

Precisamos tomar consciência enquanto é tempo, de que todos nós estamos destinados à eternidade, ou para a vida ou para a morte!

O próprio Jesus nos adverte de que irá voltar e reunir os povos da terra diante dele e, aí então, fará distinção entre os benditos do Pai e os malditos, os felizes e os infelizes.

O parâmetro para esta escolha tem como primícias ter ou não vivido segundo o Evangelho, cumprindo o mandamento do amor e agindo conforme o que Ele nos ensinou.

De nada valerá o que fizermos somente em prol da nossa própria subsistência, conforto e qualidade de vida.

O termômetro de Deus é o amor concretizado em ações.

Aqueles ou aquelas que não seguiram os seus ensinamentos e desprezaram os pobres, doentes, nus, estarão predestinados a um castigo eterno.

Aqueles, porém, que deram atenção aos encarcerados, nus, famintos, enfermos, embora não fossem os da sua própria casa, receberão a herança dos justos.

A herança que o Senhor nos promete é uma vida eternamente perto de Deus, junto a Ele no paraíso, para o qual fomos criados. Obter a vida eterna é viver plenamente na perfeição da santidade.

Jesus nos dá o roteiro para que possamos perseguir esta perfeição enquanto vivemos aqui. Cada orientação que Jesus nos dá é um aprendizado para que caminhemos passo a passo rumo ao céu.

Não podemos dizer que não conhecemos a receita nem o caminho porque o próprio Jesus nos dá todas as dicas, antecipadamente.

Perseguir a santidade é perseguir a vivência do amor com os nossos irmãos e irmãs, mesmo que sejam eles os piores e os mais marginalizados do mundo.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 05/03/17

Liturgia Diária 05/03/17 (Domingo) – Mateus 4, 1-11.

REFLEXÃO DO PADRE VALDIR MARQUES.

“Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”. (Mt 4, 4b).

Tentado no deserto, depois de quarenta dias e quarenta noites Jesus teve fome. Ao contrário de Adão e Eva que no paraíso não jejuavam, Jesus jejuou e sentiu fome.

O demônio não lhe apresenta um fruto proibido, como apresentara a Eva e Adão, mas lhe propõe, insidiosamente, que faça um milagre, “se for Filho de Deus” (Mt 4,3b).

Jesus se encontra diante da fome, da possibilidade de dar ouvidos ao tentador, de desobedecer à Lei de Deus, mas ao contrário de Eva e Adão, não cede à fome, não cede ao tentador e não desobedece à vontade de Deus.

Pelo contrário, usa de sua inteligência e sabedoria para dar a resposta exata ao tentador:

“Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”. (Mt 4,4b).

O que esta resposta de Jesus nos diz?

Pensemos devagar em suas palavras:

— Não só de pão vive o homem: isto é, o alimento material não é tudo. Há uma vida a ser garantida não pelo pão material, mas pela sustentação divina que somente Deus pode garantir. Era esta a vida que Adão e Eva tinham recebido de Deus ao serem criados no paraíso. Esta vida eles jamais deveriam perder.

— Mas de toda palavra: o que é “Palavra”? Nesta frase de Jesus é o pão que alimenta, que faz a vida persistir sem perspectiva de fim. Ora, deste modo esta palavra somente pode provir de Deus: que sai da boca de Deus.”.

Quando Deus criou Adão e Eva não se contentou em dar-lhes a vida. Faltava garantir a continuidade desta vida no paraíso. E isto Deus lhes deu por meio da Bênção:

“E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. E disse Deus ainda: “Eis que vos dou todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente. Isso será vosso alimento”.” (Gn 1, 28-29).

Jesus, tentado, com fome, mas ainda com forças para vencer a tentação, permanece vivo.

O jejum não o levou à morte. Permanecer vivo foi, para Ele, a confirmação da continuidade daquela vida que Deus prometera a Adão e Eva, por efeito da Bênção divina.

Jesus, portanto, jejuou, passou fome, não morreu, e, mais importante de tudo, permaneceu sem pecar: cumpriu a vontade de Deus mesmo em tempo de penitência e tentação. Foi em tudo diferente de Adão e Eva.

Pensemos em nosso tempo de jejum na Quaresma.

Seremos tentados a não jejuar e a não comer carne.

Seremos tentados pelas tentações cotidianas com que o inimigo nos persegue sempre.

Temos, porém diante de nós, tanto o pecado de Adão e Eva como a obediência de Jesus Cristo.

Vamos imitar Jesus Cristo. Venceremos as tentações, não faremos pecados e permaneceremos na União com Deus.

A Jesus que amamos, peçamos a conversão de vida, o perdão de Deus de todos os nossos pecados presentes e passados.

Sintamos a alegria de sermos salvos, e cantemos a Deus seus louvores [Sl 50(51),17b].

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 04/03/17

Liturgia Diária 04/03/17 (Sábado) – Lucas 5, 27-32.

REFLEXÃO COMPARTILHADA DE HELENA SERPA E VALDIR MARQUES

Este Evangelho trata do convite que Jesus fez a Levi, que será chamado Mateus, para ser seu discípulo.

Jesus se agradou de Levi um cobrador de impostos, pecador público, com a fama de explorador dos pobres e de ladrão, a ponto de chamá-lo para que O seguisse.

Jesus não olhou para o pecado de Levi, mas para alguém que precisava de perdão e de conversão. A mentalidade de Jesus não era conforme o que pensam os homens aqui em baixo. Era a mentalidade do céu!

Se compararmos as ações de Jesus em relação aos pecadores com as nossas reações diante do pecado dos nossos irmãos, verificaremos que ainda estamos muito longe de ser cristãos!

Quando seguimos as concepções do mundo e de como a maioria das pessoas pensam e agem, a Palavra de Deus nos confunde, pois fala justamente o avesso do que estamos acostumados a ouvir, e até mesmo o que fazemos.

Neste Evangelho Jesus nos esclarece e ensina que a Sua Missão tem uma finalidade muito diversa daquela que muitas vezes nós alcançamos. Por isso, Ele continua a nos dizer que não veio chamar os justos, mas os pecadores e é a estes que Ele procura.

Precisamos, pois nos reconhecer pecadores para que Jesus também nos diga: “segue-me” Então, Ele nos dará oportunidade de conversão e de vida nova. Mesmo que sejamos os piores pecadores e pecadoras, Jesus nos vê e nos chama. Levi atendeu prontamente ao chamado de Jesus e O seguiu.

Em virtude da sua atitude de acolhimento ao chamado de Jesus, ele pôde recebê-Lo para um grande banquete na sua casa e convidando, justamente, os que mais precisavam de ajuda. Ele não procurou outras pessoas para que Jesus pensasse ser ele “gente boa”, mas sim, os que estavam doentes como ele e necessitados de cura.

Quanto mais doente, isto é, quanto mais pecador for alguém, maior será o perdão e a sua cura.

Jesus nos diz: “os que são sadios não precisam de médicos, mas sim os que estão doentes!”

Quanto mais reconhecermos a nossa enfermidade mais teremos a Jesus como médico da nossa alma e conseguiremos a cura do nosso coração.

A nossa necessidade de conversão é perene e nunca podemos nos contentar com o que já progredimos. A cada dia precisamos ouvir o chamado de Deus.

Necessitamos recebê-Lo na nossa casa e sentarmo-nos na mesa com Ele, juntamente com aqueles com os quais convivemos.

Jesus, o Salvador, viera salvar. Salvar quem estava impuro, quem estava no pecado, quem estava espiritualmente doente. É por isto que Jesus responde aos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. (Lc 5,32).

Se os fariseus tivessem entendido bem, entenderiam que os pecadores eram eles:

— por soberba,

— por orgulho,

— por se colocarem acima dos outros;

— por pretensão de santidade.

Jesus viera também para eles.

Mas, como o orgulho é o maior pecado que endurece o coração, esta soberba fez com que os pecadores fariseus se considerassem justos, santos. Isso era falso, mas eles não se enxergavam cheios de pecado.

O que esta passagem do Evangelho nos ensina?

Nos ensina a não sermos como os fariseus. Nós consideramos os outros mais pecadores do que nós. No entanto somente Deus sabe qual é o pecado de cada um, quem é justo ou pecador.

Com humildade peçamos a Jesus para conhecermos nosso íntimo e reconhecer nossos pecados, sem julgar os outros e sim a nós mesmos.

Veremos então que em sua bondade Jesus veio mover nossos corações ao amor de Deus, então, estaremos convertidos e salvos por Ele.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 03/03/17

Liturgia Diária 03/03/17 (Sexta) – Mateus 9, 14-15.

REFLEXÃO DO SAUDOSO PADRE ANTÔNIO QUEIROZ E COMPLEMENTADA COM O SAUDOSO SÃO PEDRO CRISÓLOGO (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja.

Este Evangelho nos conta que um dia os discípulos de João Batista procuraram Jesus e lhe perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os teus discípulos não?” Jesus respondeu, que jejuara quarenta dias no deserto, comparando a sua presença física na terra com uma festa de casamento. Explica que não fica bem, numa festa de casamento, os amigos do noivo jejuarem, enquanto o noivo está com eles.

Jesus está se referindo à comparação que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o seu povo e o casamento. Veja o que diz o profeta Oséias:

“Naquele dia, ela (a família do Povo de Deus) passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu Baal”… Afastarei desta terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão dormir em segurança. Eu me caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça e o direito, com amor e carinho” (Os 1, 18-20).

Aplicando a profecia a si mesmo, Jesus se declara Deus, pois o casamento é entre Deus e o povo. A sua presença na terra foi a festa do casamento “para sempre”, isto é, uma aliança eterna.

O jejum praticado pelos judeus tinha um sentido de preparação para a chegada do Messias e do Reino de Deus. Como que os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se o Messias já estava com eles?

Mas “dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

O noivo é Jesus. Ele será tirado do meio dos discípulos pela sua morte violenta. Então os discípulos jejuarão em sentido figurado, isto é, sofrerão tristeza e desolação, dificuldades e perseguições, por lhe serem fiéis na missão recebida.

Hoje em dia, a Igreja suavizou sensivelmente a lei do jejum, por exemplo, o jejum quaresmal que era tão duro e prolongado. Mas continua em pé o jejum do domínio das nossas más inclinações.

Existem sete vícios capitais que são os geradores dos pecados: Soberba, avareza, erotismo, inveja, gula, ira e preguiça. O grande jejum para o cristão consiste também em perdoar ou pedir perdão, voltar a conversar depois de um atrito, conviver com pessoas difíceis…

Nós só conseguimos praticar tudo isso, se nos exercitarmos, inclusive com o jejum no seu sentido estrito, que é dominar o apetite.

Existe ainda outro tipo de jejum muito importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos fazem mal, incitam-nos à violência, ao ódio, à desordem, à luxúria…

Quantos filmes e revistas nos conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus. Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos olhos.

Muitos líderes cristãos dão aos jovens um conselho muito simples, mas eficaz: “Você sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco minutos. Recebeu uma carta? Não abra logo, mas espere cinco minutos…”

É um ótimo treinamento do domínio sobre os impulsos do nosso corpo, ferido pelo pecado. Os instintos são cegos, tanto podem levar-nos para o bem como para o mal

Existe ainda o jejum do espírito. É controlar a língua, o afeto, o humor, a disposição para o trabalho, o domínio das emoções, saber dar um abraço quando sentimos vontade de fazer o contrário, saber engolir seco e não dizer nada, quando a nossa vontade seria fazer o contrário. As pessoas são capazes de fazer grandes sacrifícios pelo seu amado ou amada. Os que amam a Deus devem fazer o mesmo por ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz era doce como o mel.

Na primeira Leitura, Isaías fala como é o jejum que agrada a Deus: “Acaso o jejum que prefiro não é outro? Quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição?… Então brilhará tua luz como a aurora.”

A exploração econômica é uma bofetada em Deus, pois prejudica os irmãos, especialmente os mais pobres. “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Para o cristão, o dinheiro está a serviço da vida, não para escravizá-la. Seria o maior absurdo alguém explorar o irmão e se considerar em ordem com Deus porque faz abstinência de carne. Ou alguém fazer gastos inúteis, comprando coisas supérfluas, furtando-se à ajuda aos necessitados.

O perdão também é uma penitência, que faz bem aos dois lados: a quem perdoa e a quem é perdoado.

O amor de mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49, 15).

Maria Santíssima, Mãe de Jesus e nossa, enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, a morte do Filho na cruz… Sinal de que ela se exercitava no autodomínio, a fim de promover a vida. Santa Maria, rogai por nós!

Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

“Há três atos, meus irmãos, em que a fé se sustenta, a piedade consiste e a virtude se mantém: a oração, o jejum e a misericórdia. A oração bate à porta, o jejum obtém, a misericórdia recebe. Oração, misericórdia e jejum são uma só coisa, dando-se mutuamente a vida. Com efeito, o jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum. Que ninguém os divida, pois não podem ser separados. Quem pratica apenas um ou dois deles, esse nada tem. Assim, pois, aquele que reza tem de jejuar, e aquele que jejua tem de ter piedade, escutando o homem que pede e que, ao pedir, deseja ser escutado. Pois aquele que não se recusa a ouvir os outros quando lhe pedem alguma coisa, esse faz-se ouvir por Deus.

Aquele que pratica o jejum tem de compreender o jejum; isto é, tem de ter compaixão do homem que tem fome, se quer que Deus tenha compaixão da sua própria fome. Aquele que espera obter misericórdia tem de ter misericórdia; aquele que quer beneficiar da bondade tem de praticá-la; aquele que quer que lhe deem tem de dar. […] Sê pois a norma da misericórdia a teu respeito: se queres que tenham misericórdia de ti de certa maneira, em certa medida, com tal prontidão, sê tu misericordioso com os outros com a mesma prontidão, a mesma medida e da mesma maneira.

A oração, a misericórdia e o jejum devem, pois, constituir uma unidade, para nos recomendarem diante de Deus; devem ser a nossa defesa, pois são uma oração a nosso favor com este triplo formato.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 02/03/17

Liturgia Diária 02/03/17 (Quinta) – Lucas 9, 22-25.

REFLEXÃO DO SAUDOSO PADRE ANTÔNIO QUEIROZ.

Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará.

Neste Evangelho, Jesus nos fala abertamente a respeito das perseguições que sofrerá, dos seus sofrimentos e morte, mas afirma que ressuscitará ao terceiro dia. E ele nos alerta que, se quisermos segui-lo, a nossa sorte será a mesma. Mas garante: “Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Ser cristão não é título honorífico, mas tem um alto preço: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me”.

Cada dia, porque o importante é a perseverança nos pequenos atos e acontecimentos de cada dia, anos a fio.

Os verbos renunciar, carregar a cruz e seguir a Jesus são sinônimos, como o são perder a vida e salva-la definitivamente.

Este é o segredo da quaresma: passar pela cruz para chegar à Páscoa; perder a vida para a ganhar, como Cristo e em plena solidariedade com ele. A ressurreição é um presente maravilhoso de Deus, mas tem um preço, que é o mesmo preço que Jesus pagou: a cruz, e a cruz até o fim, até a morte.

Como a nossa natureza é ferida pelo pecado, faz parte do seguimento de Jesus a renúncia a nós mesmos. Portanto, não é pouca renúncia; aliás, é a maior renúncia que existe. Por outro lado, a recompensa não será pequena: a vida eterna, isto é, a vida sem fim com Deus e com a sua e nossa Família, numa felicidade também infinita.

Concluindo, Jesus nos motiva a segui-lo, apesar desses tropeços:

“O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

Destrói-se a si mesmo porque sua vida abundante vai terminar na morte. Depois, será um eterno sofrimento.

Nós celebramos todos os anos a Páscoa, não é só para recordar e agradecer a Deus a redenção. O acontecimento, pela graça de Deus, se torna atual e a redenção, em seus efeitos, acontece novamente. Passado um ano, nós estamos em situação diferente, vivendo em contexto de vida, por isso precisamos ser novamente redimidos e transformados por Cristo.

Por isso que o batismo tem relevância na Páscoa.

É um reassumir do nosso Batismo, com suas glórias e compromissos.

A palavra penitência resume bem a caminhada quaresmal, porque é um esforço acentuado de vida nova e transformada pelo Evangelho.

Os três grandes sacramentos da renovação quaresmal são o Batismo, a Confissão e a Eucaristia, porque os três são eminentemente sacramentos pascais.

A nossa celebração da quaresma não consiste apenas no acréscimo de algumas devoções e exercícios de ascese. Somos parte de uma sociedade, e nela colaboramos em suas virtudes e pecados. Cada cristão que se santifica, santifica o mundo em volta de si.

Havia, certa vez, um senhor que morava no sertão, muito distante da cidade. Ele tinha um violino e gostava de tocá-lo. Mas o violino desafinou, e ele não tinha o diapasão, um instrumento que dá para o músico uma nota no tom natural, a fim de que, a partir dela ele afine o instrumento musical. Então o homem mandou uma carta para um radialista, de cujo programa ele gostava muito, pedindo que ele lhe desse, pelo rádio a nota “la”. Logo que recebeu a carta, o radialista tocou várias vezes a nota “la”, e o homem afinou o seu violino.

Quaresma é tempo de afinarmos o nosso violino com Cristo, nosso caminho, verdade e vida.

O radialista que nos traz a nota é a Sagrada Escritura, interpretada de acordo com quem a escreveu, que é a Igreja.

O Papa Bento 16, quando esteve em Aparecida, disse que a causa que leva um grande número de católicos brasileiros passarem para as outras religiões é a falta de catequese, especialmente catequese sobre a Igreja. Não podemos deixar de falar certas verdades sobre a Igreja, “para não ofender ninguém”.

Se estivermos junto com Maria Santíssima, ela não permitirá que morramos com o nosso violino desafinado, pois isto estragaria a beleza da orquestra do céu.

Se tivermos alguma nota perdida, peçamos a ela que com certeza nos ajudará a encontrá-la, pois, ela que gerou, criou, caminhou e acreditou em Cristo, também nos falará para crer Nele, repetindo as suas palavras: “Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 01/03/17

Liturgia Diária 01/03/17 (Quarta) – Mateus 6, 1-6.16-18.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE VALDIR MARQUES.

Iniciamos hoje a Quaresma. É o tempo que, em toda a Igreja fazemos penitência, jejuns e esmolas. É o tempo em que Deus vai nos dar graças especiais de conversão.

Para este tempo, portanto, é necessário saber como comportar-se adequadamente, agradando a Deus sem temer o que dizem os homens. É no Evangelho de hoje que Jesus nos mostra como este proceder penitente deve ser conduzido, e o mais importante é nosso arrependimento.

Mas a penitência que arrependidos fazemos, não deve ser hipocrisia, e Jesus enumera vários modos de hipocrisia:

— Fazer penitência somente para sermos vistos pelas pessoas. Esta recompensa é inútil (Mt 6, 1).

— Dar esmolas para sermos elogiados pelos outros. Esta recompensa de nada serve (Mt 6, 2).

— Fazer oração penitente por exibicionismo que atrai a admiração dos outros. (Mt 6, 5).

— Fazer jejum e maquiar-se para demonstrar sofrimento pela fome, contentando-se com a admiração alheia. (Mt 6, 16).

São estes os exemplos de hipocrisia que Jesus repreende neste Evangelho, e olhem, não são os únicos.

Jesus, realmente, é uma “pessoa” ímpar em nosso meio. Não apenas como Filho de Deus, mas também como ser humano. Ele realmente nos conhece, e apenas quem conhece sobre algo, é que tem condições de falar aberta e verdadeiramente sobre o assunto. Jesus é homem como nós, e por isso mesmo, sabe quais são as condições que nos levam a pecar.

Nós – digo NÓS – por muitas vezes em nossa vida somos verdadeiros hipócritas quando realizamos algo em nossa família, em nossa comunidade, em nosso serviço e que dá certo. Queremos ser elogiados e ainda temos a soberba de dizer na cara de todos que:

— Fui em quem fiz;

— Foi por minha causa que a coisa deu certo;

— Só com a minha ajuda que a coisa aconteceu”;

— Só funciona mesmo porque as coisas que tenho são melhores do que a dos outros”;

— A minha oração é melhor;

— O meu canto é melhor;

— A minha fala é melhor;

— A minha reflexão é melhor;

— Fui eu quem fiz. Ah, essa eu repeti mesmo, porque é o que mais nós falamos.

— Tudo o que eu faço é melhor – coitado do outro.

E além do “meu ser melhor”, é também, sempre estar na frente e ser visto por todos.

Temos que estar em destaque, para que todos possam nos ver e nos elogiar.

Observem que, até quando realizamos nossos jejuns e abstinências, ficamos por fazer a barba, cortar o cabelo, fazer as unhas, como se isso, realmente fosse exemplo de espiritualidade.

Me desculpem, isso é apenas exemplo de “marketing”, “propaganda”, “merchandising”; e se pudéssemos ter, um tipo de “Código de Defesa do Consumidor”, NÓS seríamos autuados quase que diariamente, por exercermos “propaganda enganosa”.

Não só a hipocrisia é condenável no Tempo da Quaresma. Todos os tipos de fingimento e pecados são condenáveis sempre, e por isso especialmente evitados na Quaresma. É na Quaresma que devemos fazer penitência por todos os nossos pecados.

É preciso repetir: é este o tempo em que Deus nos reserva graças especiais de conversão.

Uma Quaresma bem vivida espiritualmente pode mudar os rumos de nossa vida espiritual, nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Lembremos o que São Paulo nos diz na Segunda Leitura: É agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação (2 Cor 5, 2c).

O Salmo Responsorial é o 50(51), e este Salmo exprime o que um coração verdadeiramente arrependido pede a Deus:

— Ó meu Deus, tem piedade e misericórdia de mim (3a). É a súplica de confiança amorosa no perdão de Deus.

— Purificai-me, na imensidão de vosso amor (3b). É o reconhecimento da culpa pela impureza do coração que não amou suficientemente a Deus e se manchou por muitos pecados. A purificação do coração é indispensável para o passo decisivo no caminho de União com Deus.

— Meu pecado está sempre diante de mim! (5b). É o bloqueio, a muralha que impede de chegar a ver a luz de Deus. É o coração impuro que não pode ver a Deus (Mt 5, 8).

— Criai em mim um coração que seja puro (12a). A impureza é como doença infecciosa; torna a pessoa repelente, suja, imunda. Deus pode mudar esta situação e deixar o coração puro como a pele de Naamã, curado da lepra por Eliseu (2 Rs 5, 14).

— Dai-me de novo espírito decidido (12b). O arrependimento verdadeiro faz desejar um espírito decidido a não pecar mais e sim seguir sempre, e com firmeza, as inspirações de Deus. Aqui o homem encontra a perfeita alegria: amar a Deus sobre todas as coisas e cumprir Sua vontade a cada momento.

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo (14a). Todos temos experiência, em algumas ocasiões, de sentir a alegria de um coração puro e “ver a Deus”. Mas com o pecado esta alegria se apagou. O arrependimento leva a esta súplica: Dai-me de novo a alegria de ser salvo. Isto é, a alegria de estar em União com Deus.

— Então minha boca anunciará vosso louvor (17b). É o fim do caminho penitencial: a alegria leva a anunciar os louvores de Deus, com o coração pleno de gratidão.

Tiremos proveito de tudo o que este Salmo nos ensina. Que ele seja nossa oração constante nesta Quaresma.

As nossas vitórias devem ser sim exemplos de superação, de trabalho, de humildade, de ajuda mútua, de carinho e amor, mas estes exemplos devem ser relatados quando houver a possibilidade de que eles possam ser usados para ajudar a outros; para serem lembrados quando algo parecido estiver acontecendo; quando em um encontro, em uma palestra ou em uma conversa de amigos possamos testemunhar a graça que conseguimos receber de Deus por essa nossa ação.

Quem dera se pudéssemos, realmente, termos Jesus como exemplo: seguir os seus passos, as suas falas e suas ações. Vejamos que, em quase todas as situações que Jesus começava a ser elogiado de mais, por suas ações, curas, bênçãos, …, qual era a sua atitude?

Ele se retirava para orar! Sabem porquê?

Para que Ele pudesse não começar a se vangloriar demais e pedir discernimento e humildade diante de suas ações ao Pai; que a soberba não tomasse conta de seu coração; que Ele não deixasse que a tentação do mundo o dominasse e se afastasse dos caminhos da sua missão.

Apenas em oração, de joelhos ao chão, com o coração aberto ao Pai, é que como Jesus, podemos lutar contra as tentações do mundo e não sermos os “hipócritas” de hoje.

O tempo da Quaresma deve ter início na tristeza santa de arrependimento e conclusão na alegria santa do louvor de Deus pelo perdão dado.

Lembremos o que Jesus nos ensinou noutra ocasião: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

Assim entenderemos a Primeira Leitura de hoje.

O profeta Joel mostra como Deus mesmo convida ao arrependimento dos pecados de Seu Povo (Jl 2, 12-18). É o convite para o arrependimento de todos, de toda a comunidade do Povo Eleito. Ninguém deve ficar excluído. Todos devem atender a esta convocação para suplicar o perdão de Deus. Nós também devemos nos comportar desta maneira no tempo da Quaresma. Toda a Igreja, em todo o mundo, é o Novo Povo de Deus que Lhe pede o perdão dos pecados.

O texto do profeta Joel termina com estas palavras: Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou seu povo.

Peçamos também nós, a Deus, que nos perdoe, que nos encha de alegria por nosso retorno à casa paterna, como filhos pródigos arrependidos por amor ao Pai. Tendo mudado a tristeza pela alegria, entoemos os louvores de Deus: que Ele nos ouça e nos abrace em nosso regresso, para que com Ele todos festejemos, cantando seus louvores [Sl 50(51),17b].

As cinzas que hoje recebemos nos relembrem todas estas coisas nos quarenta dias desta Quaresma.

… e o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa (Mt 6,4b;6b;18b).

E para começarmos bem a nossa quaresma, de forma responsável e com bastante espiritualidade, pergunto a você:

— Você sabe o que é ABSTINÊNCIA?

— Você sabe o que é JEJUM?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 28/02/17

Liturgia Diária 28/02/17 (Terça) – Marcos 10, 28-31.

Poderíamos claramente contradizer a Palavra do evangelho de ontem com a de hoje.

Sabem por quê?

Pois o nosso modo de pensar é sempre voltado para o humano, e não para as coisas de Deus.

Vejamos: ontem Cristo nos afirma que é muito difícil o “rico” entrar no Reino de Deus.

Não foi isso?

Já hoje, Cristo nos afirma que, quem o seguir, receberá 100 vezes mais durante esta vida.

E agora?

Como disse, o nosso modo de pensar é sempre voltado para o meu “umbigo” e aquilo que me traz uma felicidade efêmera, de posse, de egoísmo, de poder, pois, quanto mais temos, mais queremos.

Ou será que alguém deseja diminuir o seu padrão de vida que conseguiu depois de tanto trabalhar “honestamente” e dentro do que nos pede Jesus?

Ninguém deseja isso.

Mas, então, como podemos verdadeiramente seguir a Cristo, se vamos receber 100 vezes mais do que temos e ao mesmo tempo o “rico” não consegue entrar no reino dos céus?

Nós só vamos conseguir realizar a Palavra de Deus em nossas vidas, recebermos 100 vezes mais e conseguir entrar na vida eterna, se realmente mudarmos as nossas atitudes, se nos convertermos em sermos servidores do próximo, se entrarmos “de cara” na messe do Senhor sem se preocupar com coisas alheias à nós, e confiarmos na graça de Deus.

Quando começamos a trabalhar nas coisas de Deus de coração aberto e o espírito cheio do amor do Pai, as coisas fluem de uma certa forma, que conseguimos notar as coisas aconteceram como se milagre o fosse. Coisas inexplicáveis aos olhos humanos impossíveis de acontecer, mas que aos olhos do Pai, são coisas simples, pois o que Ele vê em nossas atitudes são humildade e amor na sua Palavra.

Só que neste texto de hoje, tem uma “palavrinha”, que muitos de nós esquecemos de prestar atenção ou, fazemos a questão mesmo de esquecer, mas, seria importantíssima que fizéssemos a reflexão do que ela representa.

A Palavra nos afirma que vamos receber 100 vezes mais: casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos.

É isso mesmo, não é?

Mas também nos é dito que vamos receber 100 vezes mais de “PERSEGUIÇÕES”.

Olhe lá! Releia o evangelho.

Perseguições sim, pois àqueles que seguem a Jesus serão perseguidos: Salmos 119, 157; Mateus 5, 10; João 15, 20; Romanos 12, 14; 2 Coríntios 4, 8-9.

A Palavra avisa que quem ama Jesus será perseguido por causa de sua fé. Um viver santo causa desconforto em outras pessoas. Algumas pessoas irão se opor e lutar contra nós. Mas em Jesus podemos suportar e superar toda a perseguição!

Não precisamos ter medo da perseguição. Deus está conosco.

O perseguidor também precisa de Jesus.

Paulo antes era um perseguidor da Igreja, mas quando se converteu ele se tornou num grande evangelista! Devemos amar nossos perseguidores e orar pela sua salvação.

A vocação cristã não é apenas renúncia, mas privilégio, porque a terra ainda não é o céu!

Será que conseguimos compreender isso?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 27/02/17

Liturgia Diária 27/02/17 (Segunda) – Marcos 10, 17-27.

A Palavra de Deus nos apresentada hoje sempre causa espanto e medo, pois sempre nos perguntamos, como os próprios discípulos o fizeram:

— Quem pode ser salvo?

O próprio Jesus já nos deu a resposta:

— Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível.

Reflitamos: humanamente falando, é possível dizer:

— Amar a Deus sobre todas as coisas?

— Será que realmente conseguimos amar assim? Mais do que amamos nossos filhos? Seríamos capazes de ser Abraão e sacrificar nossos filhos à Deus?

— Não falar o nome de Deus em vão?

— Será que nem por uma vez falamos “Deus” em algum momento que não fosse correto mencionar o seu santo Nome?

— Lembrá-lo do dia de sábado e santifica-lo?

— Após a vinda de Cristo junto à nós, o dia do Senhor é o domingo. Será que não houve um domingo em nossa vida que não fomos à missa apenas por que tínhamos uma desculpa?

— Honra teu pai e tua mãe?

— Vai me dizer que nunca discutistes com teu pai ou com tu mãe por coisas que estavam sendo orientadas a nós, mas colocamos os nossos bens quereres à frente da palavra deles e respondendo-os até mesmo grosseiramente? Será que nós não deixamos a desejar no momento que temos que cuidar de nossos pais, onde colocamos outros afazeres em primeiro lugar?

— Não matarás?

— Será que não “matamos” as pessoas ou as colocamos em situações de riscos apenas por palavras “mau ditas” àqueles que precisavam de nosso apoio ou nosso carinho, e a única coisa que fizemos foi “matar” a esperança dentro de seus corações? Ou será que achamos que existe apenas a morte física?

— Não adulterarás?

— Será que nós, em algum momento de nossa vida, homem e mulher, não realizamos em nossos pensamentos um desejo secreto em realizarmos uma traição? Talvez porque meu matrimônio não vai bem; minha vida não está da forma que eu desejava?

— Não furtais?

— Será que nunca, pegamos um lápis, caneta, folha sulfite de nosso serviço, do local onde trabalhamos? Será que nunca utilizei dos equipamentos do meu trabalho para realizar coisas que não era própria do meu trabalho? Imprimir uma pesquisa, um trabalho, um texto que achei bonito, uma imagem maravilhosa? Um CD para gravar umas músicas?

— Não darás falso testemunho?

— Quer dizer que nós, nunca mentimos sobre algo para que não fôssemos descobertos como culpados? Será nunca dissemos nada sobre outra pessoa, mesmo sem conhece-la, mas julgamo-la culpada, por algo que nem mesmo sabíamos sobre o assunto?

— Não cobiçaras nada do próximo?

— Será que nunca desejamos que o reconhecimento de algo fosse meu e não de outra pessoa, mesmo eu não tendo direito sobre isso? Será que nunca olhamos com desejo a mulher e ou o homem daqueles que passam por nós nas ruas, nos bares, na TV, nos filmes? Suas casas? Seus carros? Até onde a cobiça pode nos levar?

Pois bem, até agora, para muitos, isso é fácil de fazer, como o foi para o “Jovem Rico”. Não é mesmo?

Vocês concordam comigo que tudo isso, até agora é fácil de ser feito?

Não?

Então imagina que, conseguimos conquistar, honestamente, com muito esforço e trabalho, nossa casa, nosso carro, nossos móveis, um dinheirinho no banco, e aí, Jesus chega até ao nosso ouvido e diz: “Já que você já pratica todos os mandamentos, dê todos os seus bens e me siga”.

Qual seria a sua reação diante desta proposta de Cristo?

Humanamente falando, é impossível realizarmos todas essas coisas permanentemente todos os dias de nossas vidas, pois, apenas Deus, é que pode nos dar a salvação.

Infelizmente, quantas pessoas que fazem parte da nossa vida, que à ouvimos dizer que, para se chegar ao Reino de Deus, só depende dela mesmo? Quantas pessoas não acreditam em Cristo Jesus como o Salvador, e colocam elas mesmo com sendo “os seus próprios salvadores”?

Sabem porque o jovem já não estava no Reino de Deus, mesmo cumprindo todos os mandamentos? Porque ele fazia apenas pelo lado de fora, superficialmente. E já que ele fazia pelo lado de fora, a sua recompensa ele já havia ganho.

Mas como assim Flávio?

Meus irmãos e minhas irmãs, quando realizamos os mandamentos de Deus em nossas vidas, apenas pelo lado de fora, é para que os outros vejam e se admirem conosco. Pois bem, essa “admiração” já é a nossa recompensa.

A nossa verdadeira conversão e seguimento dos mandamentos, devem sim ser feita pelo lado de fora, mas principalmente pelo lado de dentro, em nosso coração, em nosso íntimo. Lembram o que Jesus nos disse: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. Mt 15, 11.

E para aqueles que possuem muitos bens, podem perguntar: então é errado e ou pecado eu ter muitos bens?

Meus queridos, entendam, não é errado ou pecado terem o muito, mas a pergunta que lhes faço é a seguinte: O que você está fazendo com os seus bens?

— Você não faz nada, e fica sempre em busca de mais?

— Você usa seus bens apenas para ser reconhecido?

— Ou você faz obras evangelizadoras com o coração ligado à Jesus, apenas em busca do verdadeiro caminho de Salvação.

Meus amigos, minhas amigas, por isso, cabe a cada um de nós, diante do Senhor, caminhar, cair, suplicar, levantar e continuar a caminhar.

Essa ação deve ser diária, pois, o Cristo deseja de nós, o hoje.

É verdade! Cristo nos quer hoje.

Quer ver uma coisa: procure uma vez sequer, que Jesus perguntou sobre o passado e ou o pecado já realizado na vida daqueles que estavam com Ele.

Procurem.

Ele nunca perguntou sobre os pecados, mas sempre nos disse que, aceitando-O, os nossos pecados estavam perdoados e que não pecássemos novamente. Reflita…

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 26/02/17

Liturgia Diária 26/02/17 (Domingo) – Mateus 6, 24-34.

REFLEXÃO DO SAUDOSO PADRE ANTÔNIO QUEIROZ (†).

Meus irmãos e minhas irmãs, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.

Neste Evangelho, Jesus nos pede duas coisas importantes.

A primeira é para não servirmos a dois senhores, isto é, a Deus e ao dinheiro. Ninguém consegue fazer isso, pois acaba pendendo para um dos dois, deixando o outro de lado.

Veja que Jesus usa a palavra servir, não amar. Isso porque nós temos a tendência de separar o dinheiro da fé, dizendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Sendo que “a raiz de todos os males está no amor ao dinheiro. Por causa dele, muitos se afastaram da fé” (1 Tm 6, 10). O dinheiro traz uma felicidade ilusória.

Nós, na nossa malandragem de pecadores, poderíamos dizer que servimos ao dinheiro, mas não amamos a ele, e sim a Deus. Por isso que Jesus coloca a opção, não entre servir a Deus e servir ao dinheiro, mas entre servir aos dois e servir a Deus.

A segunda coisa que Jesus nos pede é: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.

Um pouco na frente, Jesus nos pede para sermos como as crianças. “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10, 15). A criança não se preocupa nem com o passado nem com o futuro. Ela vive o momento presente.

O passado e o futuro devemos jogar nas mãos de Deus. A nossa tarefa é cuidar do momento presente da nossa vida, e ponto final. Isso elimina grande parte das nossas preocupações, pois mais ou menos 90% delas são, ou com o nosso passado, ou com o nosso futuro. E assim deixamos de lado o principal, que é a dedicação ao momento presente, o único que está em nossas mãos.

“Os pagãos é que procuram essas coisas”. Isso, porque eles não têm fé, e por isso querem carregar toda a própria vida nas costas, o que ninguém dá conta.

A preocupação exagerada com o ontem ou com o amanhã nos causa stress, justamente porque não temos poder sobre esses dois períodos. E sabemos que a stress se transforma facilmente em depressão, tirando a nossa alegria e felicidade. E o pior: A preocupação exagerada com o passado ou o futuro nos afasta do principal, que é cuidar do momento presente. Se nós, por falta de confiança em Deus, queremos assumir também a parte dele, que é cuidar do nosso passado e do nosso futuro, certamente a nossa cruz se tornará muito mais pesada. E não precisa, porque Jesus disse: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

A lembrança de como Deus nos tem acompanhado até aqui, dá-nos tranquilidade em relação ao nosso futuro. O mesmo Deus que estava ontem comigo, estará amanhã também. Ele não muda, não morre e não trai a si mesmo. A única coisa que ele pede é a nossa confiança, que é fruto do amor.

Vamos deixar o amanhã para amanhã; lá Deus nos orientará. Ele não nos dá esta orientação hoje, porque a nossa memória é fraca e podemos nos esquecer.

Certa vez, um homem estava dirigindo o seu carro numa cidade grande e desconhecida, e se perdeu. Viu um senhor que vinha na calçada, encostou o carro e lhe perguntou: “Por favor, como que eu chego a tal lugar?”

O senhor começou a explicar: “Siga aqui em frente, na terceira travessa vire à esquerda e no segundo farol entre à direita. Você vai chegar a uma pracinha. Lá você…” Nisso, o homem olhou para o rosto do motorista e percebeu que ele estava tão preocupado e confuso, que já havia se esquecido da primeira explicação. Olhou no seu relógio e lhe disse: “Pode deixar, eu vou com você até lá”.

O motorista deu um sorriso agradecido. O senhor entrou no carro e os dois foram conversando sobre os assuntos do momento. Quando ia chegando onde deviam virar, ele avisava: “Por favor, na próxima vire à esquerda”. O motorista nem precisava olhar as placas das ruas; sua preocupação era apenas com o trânsito, isto é, com o momento presente.

Em nossa vida de peregrinos, Deus é esse nosso acompanhante que sabe o caminho. Ele não nos explica o que vai acontecer amanhã, porque amanhã ele estará conosco e nos dirá na hora certa. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Olhai as aves do céu!”

Peçamos a Maria Santíssima que nos ensine a amar e confiar mais no seu Filho, como ela, que diante do chamado de Deus lhe disse: “Eis aqui a serva do Senhor”!

Meus irmãos, minhas irmãs, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 25/02/17

Liturgia Diária 25/02/17 (Sábado) – Marcos 10, 13-16.

REFLEXÃO DE ADRIAN DIEGO.

Jesus é o filho de Deus feito homem; e uma das dimensões de sua missão na terra foi o de anunciar o Reino de seu Pai. Porém, quando Jesus anunciou o seu Reino, no mínimo foi decepcionante para a maioria das pessoas de sua época. Ainda mais ao afirmar que devemos ser como criança para recebê-lo.

E hoje, quem de nós aceita ser como criança, para receber o Reino de Deus?

Cada vez que lemos a Palavra de Deus, podemos correr o risco de pensarmos: “Ah! Este trecho eu já conheço!”; e não fazemos questão de retomá-lo devidamente. Porém é algo realmente fantástico, quando mais uma vez nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo; pois a Palavra de Deus é viva e atual; e isto é maravilhoso!

Jesus Cristo, no evangelho nos diz hoje que devemos ser como criança, para receber o reino de Deus.

E no que isso implica?

Mais uma vez Jesus quebra os paradigmas (o menino Jesus entre os doutores da lei). Ele usa de um fato corriqueiro, para traçar o perfil dos receptores do Reino.

Como sabemos a criança:

— confia nos seus pais;

— não os questiona diante de um pedido;

— é pura;

— tem seus amigos pelo fato de poder compartilhar com eles a vida e não com segundas intenções;

— não guarda rancor, do contrário, está sempre disposta a perdoar e recomeçar.

Mas isto não significa que devemos ser passivos a tudo, despreocupados; pois Jesus foi muito claro em falar:

“Aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.

No acolhimento do Reino devemos ser dóceis como criança, mas assim como a criança cresce, devemos também nós crescermos na fé, não só para podermos entrar no Reino de Deus, mas também para sermos verdadeiras setas que apontam o Reino para outras pessoas.

E isto é fácil?

Basta olharmos ao nosso redor e veremos que não.

Parece que o “mundo”, não se cansa em pregar a individualidade, o não perdão, a malícia, a disputa e tantas outras coisas que vão contra a vida, ou seja: contra Jesus, que nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida;” (S. João 14, 6).

E o que fazer?

Façamos como nos disse Santo Inácio de Loyola:

“Façamos o que pudermos! Como se tudo dependesse só de nós, e quando não pudermos mais; confiar em Deus como se tudo dependesse somente d’ Ele”.

E valendo-se de uma das grandes características da criança; peço:

Que possamos ser como crianças, para recebermos o vosso Reino. Amém!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1

slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 24/02/17

Me desculpem pelo atraso da liturgia de ontem e de hoje, mas assuntos particulares e de ordem de saúde em minha família, em especial da minha esposa Ana Paula, e por assuntos pendentes com os MESC da minha paróquia, me fizeram perder o rumo do tempo, e por isso, peço-lhes desculpas neste atrasado.

Liturgia Diária 24/02/17 (Sexta) – Marcos 10, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM HELENA SERPA

Meus irmãos e irmãs, o tema que nos leva a refletir a Palavra hoje é atual e muito importante para nós. E exatamente por isso, é perigoso, complicado, profundo e extremamente difícil de se dizer, pois, quem de nós não temos em nossas famílias, em nossas amizades, exemplos de casais que se separaram? Que tiveram em suas vidas e as de seus filhos e familiares, terem que passar por esta dor?

 Mas como na época de Moisés, onde que, por causa do coração duro, foi permitido ao casal se separar; o que nos orienta hoje, infelizmente, também é o nosso coração duro em querermos “julgar” àqueles que passaram por uma separação.

Quantos de nós, não “julgamos de boca-cheia” as atitudes daqueles que estão ou já se separaram?

Ou será que estou dizendo alguma bobagem?

Por isso, eu não vou fazer uma reflexão direcionada aos que já se separaram, sabem porquê, eles já sofreram com isso e não cabe a mim a querer explicar ou argumentar algo que eu não vivi, presenciei, experimentei, essa reflexão deve ser realizada por cada um, pois somente eles e Deus é que sabem exatamente o que motivou eles a se separarem.

O que posso dizer a eles, por mim, e pela minha Igreja, é que estamos de braços abertos a recebê-los, pois, como eles, eu também tenho meus pecados que somente eu e Deus conhecemos.

Quem sou eu para julgá-los?

Você pode bater no peito e ser justo em querer julgá-los? Tem certeza?

Agora, para nós que ainda estamos em matrimônio, temos uma responsabilidade de experienciar à nós e a Deus, o verdadeiro conhecimento e discernimento do que se trata o Matrimônio. Vale lembrar, que dos 7 (sete) sacramentos que podemos vivenciar em nossa Igreja, instituídos por Cristo, apenas este, o Sacramento do Matrimônio, não é realizado pelo sacerdote.

É verdade.

Não é o sacerdote que o realiza, pois no Sacramento do Matrimônio, ele apenas preside. Quem realiza o Matrimônio são os noivos, pois são eles, que diante da assembleia (mundo), do sacerdote (representante de Cristo) juram ao seu esposo, a sua esposa e a Deus, a sua fidelidade, amor incondicional, companheirismo, lealdade, compreensão, humildade, sinceridade, carinho, um ao outro, tendo o dever de educar e evangelizar os seus filhos e a si mesmos na Palavra do Senhor.

Por isso, fica as perguntas:

— Será que realmente, posso julgar a alguém por ter se separado?

— Será que tenho humildade o bastante para me colocar como pecador diante de Deus e diante do meu esposo ou da minha esposa, que não estou falando e vivenciando das promessas que fiz diante do altar?

Reflita…

Diante do que Jesus nos expõe neste Evangelho, nós verificamos que ainda hoje a aliança entre os casais se rompe por causa da dureza dos corações que não se rendem ao Amor e à graça de Deus que se derramam em forma de uma bênção especial no momento que assumem o compromisso um com o outro.

A verdadeira aliança se realiza no corpo e no espírito e uma coisa não pode estar dissociada da outra. Tem que ser em espírito e em verdade e não apenas de fachada e de aparência.

Quem quebra esta aliança está tentando quebrar um elo que Deus fez.

Muitos casamentos são falsos aos olhos de Deus, pois Ele conhece as intenções dos corações e percebe os interesses que estão ocultos por detrás do que aparentam. Quando não há sinceridade não há aliança, é fantasia, é utopia. Há que se ter uma formação humana e espiritual aprofundada para que haja uniões lícitas aos olhos de Deus.

Precisamos a cada dia nas nossas orações pedir ao Espírito Santo discernimento e sabedoria para fazermos as escolhas que serão abençoadas por Deus. E aos que já se consagraram diante do Altar, também cabe fortalecer esta aliança através de uma renovação constante porque o Senhor, todos os dias, nos dá as graças necessárias.

Somente em função de um amor abençoado por Deus, o homem, pode deixar seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher e vice-versa. A aliança é feita nos corações. Deus é quem une o homem e a mulher numa só carne através deste anel, através desta aliança.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 23/02/17

Liturgia Diária 23/02/17 (Quinta) – Marcos 9, 41-50.

REFLEXÃO PESSOAL E MESCLADA COM VALDIR MARQUES E HELENA SERPA.

Meus queridos irmãos e irmãs, como me alegro e me espanto em perceber que Jesus em suas falas, conseguia resumir um ou vários assuntos em poucas palavras, e quando nós, vamos tentar refletir e entender o que Ele quer nos mostrar, me parece que ainda falta palavras e exemplos para conseguirmos completar todo o seu raciocínio. Para mim, particularmente, é extraordinário. E isso me leva a ter ainda mais cuidado ao tentar fazer uma reflexão pessoal, caso eu venha pegar apenas um versículo ou parte dele como justificativa ou desculpa sobre algo que estou fazendo ou falando.

Por exemplo, este texto nos revelado hoje na Liturgia, podemos observar, vamos lá, no mínimo, quatro ensinamentos que Jesus vai nos passar.

No primeiro, Jesus, considerando outras pessoas que não estavam no círculo de suas relações pessoais e de seus discípulos, promete recompensa a quem os ajudar, mesmo dando-lhes apenas um copo de água.

Um copo de água, naquelas regiões desérticas por onde Jesus andava, era um tesouro. Os discípulos não podiam levar consigo água suficiente para viagens. Podemos imaginar que mais de uma vez Jesus e seus discípulos se encontraram diante da escassez da água.

Notemos a consideração de Jesus para com as pessoas que O ajudavam e a seus discípulos com uma caridade espontânea de quem sabe o que a sede significa depois de horas de caminhada sobre pedras e debaixo do sol escaldante do deserto.

Receberemos a recompensa ou a condenação de Deus, a partir do testemunho de vida que apresentarmos durante o tempo em que estivermos aqui na terra. Seremos recompensados por tudo o que fizermos em Nome de Jesus, mesmo que seja o menor gesto ou a ação mais simples, como dar um copo d’agua.

Agora, comparemos esta atitude de Jesus com a nossa.

Pessoas que não conhecemos, às vezes, nos surpreendem com gestos de ajuda inesperados. Podemos dizer que isto é resultado da bondade natural das pessoas. Mas podemos notar que mesmo em situações muito difíceis nós mesmos ou os outros, não encontramos o mínimo sinal de colaboração ou ajuda nesses momentos.

Imaginemos uma pessoa sendo assaltada por vários delinquentes em nossas ruas movimentadas. A maioria dos passantes, quer dizer, nós, não se preocupam em dar ajuda ou em chamar a polícia. Estou errado em afirmar isso? É uma situação difícil, não é mesmo?

Mas, Jesus nos disse que a caridade, mesmo só num copo de água, não ficará sem recompensa.

Demos, portanto, muitos copos de água a quem precisa mesmo que não nos peçam, e sintamos a alegria de aguardar a recompensa prometida por Jesus.

Na mesma proporção, mesmo que estejamos a serviço do reino, seremos condenados se formos uma pedra de tropeço na caminhada de alguém que procura Deus.

Já os outros três ensinamentos, podemos refleti-los em conjunto, mas, devemos ser sinceros em nossa reflexão, e aceitarmos que pecamos e muito diante às coisas do mundo, e nos afastamos bastante do caminho de Jesus.

Por isso, neste Evangelho Jesus nos exorta a cortar radicalmente toda e qualquer motivação que nos direcione ao pecado.

Se formos pegar à Palavra de Deus hoje, ao pé da letra, ninguém iria querer seguir a Cristo Jesus em sua caminhada de vida e salvação, pois, quem realmente teria a coragem de cortar uma mão quando pecar?

Quem teria coragem de cortar um pé quando pecar?

Quem teria coragem de retirar um olho quando pecar?

Assim, Ele nos fala de cortar a mão, o pé, o olho, como figuras que simbolizam o que fazemos, aonde vamos e a nossa maneira de ver as realidades do mundo. Será muito melhor cortar as ações que nos levam ao pecado do que perder definitivamente o nosso lugar no reino dos céus.

Quando pecamos, e pecamos, com as nossas mãos pegando em algo que não nos pertence ou que é do próximo, devemos sim arrancá-las.

Quando pecamos, e pecamos, com os nossos pés adentrando em caminhos de perdição, luxúria, corrupção, devemos sim arrancá-los.

Quando pecamos, e pecamos, com os nossos olhos desejando e cobiçando coisas e pessoas alheias, devemos sim arrancá-los.

Mas não é dessa forma física que devemos entender a Palavra de Deus hoje na liturgia. Essas atitudes são direcionadas a nossa forma de falar, refletir, agir e amar, e não de uma forma violenta fisicamente.

As nossas obras, vão nortear o nosso destino final, por isso, a mão, o pé, o olho, significam aqui, as nossas atitudes de agir, de ir, de olhar, concupiscências que nos arrastam para o pecado que é o mal que nos leva à morte eterna, isto é, ao inferno.

Quem nos direciona deveria ser a nossa razão em pensar, o nosso coração em sentir e nosso espírito em amar, tudo alicerçado pelo amor de Deus. Tudo aquilo que falamos e agimos reflete exatamente o que levamos em nossos corações.

Arrancar uma mão, um pé, um olho, significa reconhecer que a nossa atitude está errada, que esta atitude não é direcionada às coisas de Deus, mas sim, direcionada às coisas do mundo. Temos que ser conscientes que, as coisas que nos levam ao mal, podem e irão levar também, inocentes à perdição, não somente a nós.

Quando eu falo nas coisas de Deus, mas os meus pensamentos e as minhas ações são contrários a isso, é momento de reconhecer meu erro, arrancar aquilo da minha vida, e me salgar novamente com a Palavra do Senhor, me colocando de joelhos, pedindo perdão, e humildemente, reconhecer-me pecador.

Quando Jesus fala para que tenhamos sal em nós mesmos, é para que tenhamos amor, zelo, gosto, fervor, piedade, ação, humildade, porque assim damos vida nova ao mundo.

Quando eu conseguir ser humilde à Deus e reconhecer a mim mesmo como pecador, novamente poderei, com a graça de Deus, me levantar banhado pelo sal da vida e levar o sabor do Amor de Deus a todos aqueles que em meu caminho vierem a aparecer.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 22/02/17

Liturgia Diária 22/02/17 (Quarta) – Mateus 16, 13-19.

REFLEXÃO CONJUNTA DE OLÍVIA COUTINHO E HELENA SERPA.

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, vem nos despertar sobre a importância de conhecermos bem Jesus, de nos tornarmos íntimos Dele! Se não nos aprofundarmos no conhecimento a Jesus, ficamos apenas na superficialidade da fé, não vamos entrar na dinâmica do Reino.

O texto nos diz, que Jesus, no desejo de saber se o povo e os seus discípulos, já haviam entendido o seu messianismo, pergunta-lhes: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?”

Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, é muito fácil responder em nome do outro, não compromete!

Já quando esta mesma pergunta, é voltada diretamente para os discípulos, vem o silêncio. Desta vez, a pergunta requer uma resposta pessoal, e uma resposta pessoal, exige comprometimento!

Pedro foi o único que respondeu esta pergunta de Jesus, e respondeu com total firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” A resposta de Pedro agradou a Jesus, pois Ele sabia que esta afirmação, não vinha de outros, era fruto da sua convivência com Ele e da inspiração de Deus.

Todos nós também, podemos dar testemunho de fé na Palavra de Jesus e afirmar que a nossa Igreja Católica foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e com o poder do Espírito Santo, por isso, “o poder do inferno nunca poderá vencê-la”.

Por esta profissão de fé, pelo poder do Espírito Santo que Pedro identificou Jesus como o Messias, o Filho de Deus, vivo, recebeu então, o poder e a autoridade para chefiar a Sua Igreja, como pastor do rebanho de Deus aqui na terra. Pedro é, portanto, a pedra sobre a qual Jesus edificou a Sua Igreja e lançou os Seus fundamentos. Sendo assim, podemos estar firmes de que o sucessor de Pedro age também com o poder do Espírito Santo e tem plena convicção diante de Deus e daquilo que lhe é inspirado.

Nós somos a Igreja, e o Espírito Santo é quem nos motiva, inspira e convence a continuarmos firmes na fé em Jesus Cristo e na assistência que Ele dá àqueles a quem convoca.

O Evangelho também nos esclarece que só o Espírito Santo pode nos revelar a verdadeira identidade de Jesus e a vontade do Pai para a nossa vida. Quando somos inspirados pelo Espírito Santo nós também nunca nos enganamos e temos sabedoria para discernir todos os desafios que nos são propostos pela Palavra de Deus.

A Palavra de Deus nos interpela, nos questiona e nos motiva também a compreender quem somos nós e qual o nosso papel na edificação do reino de Deus. Somos pedras vivas na construção da Igreja, e através dela o Pai nos revela o Seu amor e nos orienta na caminhada aqui na terra.

Este episódio chama a nossa atenção para a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus! Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, afirmar que conhece Jesus, implica em comprometimento com a sua causa!

Olhando a escolha de Pedro, como o alicerce da Igreja de Jesus, podemos perceber, que Jesus edificou a sua Igreja sobre a fragilidade humana! Jesus não edificou a sua igreja a partir de homens considerados grandes pelo o mundo, mas sobre Pedro, um homem frágil, sujeito a falhas, que hoje representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores!

Escolhendo Pedro para a liderança da sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana! Pedro era de um temperamento extremamente forte, Jesus sabia que mais tarde, ele o negaria, mas mesmo assim, confiou no seu dinamismo, na sua fidelidade!

A escolha de quem conduziria a barca de Jesus, não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, dotado de virtudes e defeitos, como qualquer um de nós, o que nos mostra, quão é grande a diferença entre os critérios dos homens e os critérios de Deus; os homens escolhem pessoas capacitadas para os cargos de lideranças, enquanto que Deus capacita àquele que Ele escolhe.

Cada um de nós, portanto, tem uma missão muito especial aos olhos de Deus e é um instrumento Seu para a concretização do Seu Plano para a humanidade. Assim como conscientizou a Pedro da sua missão aqui na terra, Jesus quer nos direcionar para que sejamos fiéis ao Projeto do Pai através de nós e também nos dá a chave do Seu Amor que abre a porta dos corações a quem Ele quer conquistar por nosso intermédio.

Nosso Deus e nosso Pai, perdão, perdão por meus pecados e pelos pecados do mundo. Obrigado Senhor, por tudo que sou, por tudo que tenho, pois é por vós Senhor, que sou e tenho!

Irmãos e irmãs, que possamos ser como Pedro, pecador, mas aberto à inspiração do Espírito Santo para nos iluminar e podermos caminhar alicerçados pela Palavra de Deus em nossas vidas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 21/02/17

Liturgia Diária 21/02/17 (Terça) – Marcos 9, 30-37.

REFLEXÃO COMPARTILHADA COM A DA OLÍVIA COUTINHO.

Vivemos numa sociedade materialista, que ignora o ser, que tem parâmetro o ter. Uma sociedade fixada na ideia da competitividade, que insiste em nos convencer de que o errado é que é o certo. Por conseguinte, contaminados por esta mentalidade contrária ao evangelho, muitos de nós vão se desvirtuando dos bens eternos, chegando a assimilar a falta de esperteza, como causa do seu não êxito na vida. Em meio a tantos adversários do projeto de Deus, Jesus vem nos trazer algo novo, uma proposta de vida nova, que ao contrário do mundo, prioriza o ser!

Hoje, a Palavra de Deus nos faz refletir sobre o que carregamos em nossos corações, pois aquilo que nós levamos em seu interior é o que temos para apresentar àqueles que estão em nosso caminho. A liturgia de hoje nos convida a refletir, e vem nos alertar sobre um risco muito grande que corremos, quando desconectamos de Jesus, pois, quando nos desconectamos de Jesus entramos na onda do mundo, e as coisas de Deus vão ficando ultrapassadas.

A narrativa nos diz que Jesus distanciou-se temporariamente do povo, para estar a sós com os discípulos, era preciso orientá-los para a caminhada, que em pouco tempo, seria sem a sua presença física.

Jesus, conhecedor das fraquezas humanas, tinha um cuidado muito especial para com aqueles que dariam continuidade a sua missão aqui na terra, após a sua volta para o Pai, missão dada a nós hoje. Além de capacitá-los bem, Jesus estava sempre os alertando quanto ao perigo deles se deixarem levar pela autossuficiência, pela a vaidade e assim pôr a perder o projeto de Deus que deveria ser desenvolvido por eles.

Os discípulos, como nós hoje também, tinham muitas dificuldades em entender o messianismo de Jesus e mais dificuldades tiveram, quando Ele fala sobre o desfecho de sua trajetória terrena, da sua morte de cruz, faltava-lhes ainda, uma sintonia mais profunda com Jesus!

Mesmo estando juntos do Mestre, os discípulos ainda não haviam entrado na dinâmica do Reino, continuavam presos a mentalidade do mundo. Enquanto Jesus falava de sua morte e ressurreição, eles estavam em outra sintonia, estavam preocupados em se autopromoverem, querendo saber quem seria o maior entre eles, ou seja, quem ocuparia o lugar de Jesus após a sua morte.

Por isso, nós que somos verdadeiramente comprometidos com a Palavra, sinceramente, sabemos reconhecer de coração aberto às coisas de Deus e à luz do Espírito Santo:

— de onde vem a guerra que travamos entre as pastorais?

— de onde vem a briga que travamos com aqueles que não gostamos?

— de onde vem a não aceitação das opiniões dos outros?

— de onde vem a soberba de achar que só as coisas feitas por nós é que estão certas?

— de onde vem a crítica destrutiva para aquele ou aquela que possui limitações?

— de onde vem a ignorância de achar que não precisa saber de mais nada?

— de onde vem a autossuficiência em não saber pedir ajuda ou de não se deixar ser ajudado?

A Palavra é bem clara, forte e direta, tudo isso vem da nossa cobiça de poder, de ser reconhecido, de ser elogiado, de ser o melhor.

Jesus, pacientemente, adverte os discípulos: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último, aquele que serve a todos”.

E para mostrar o modelo de grandeza que agrada a Deus, Ele toma consigo uma criança e a coloca no meio deles dizendo:

“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim mesmo”.

Naquele momento, Jesus convidou os discípulos e também a nós, a fazermos a diferença no mundo, a despirmos do nosso orgulho da nossa vaidade, para nos tornarmos puros, puros como uma criança.

Aquela criança que Jesus colocou no meio dos discípulos, representa todos aqueles, que têm um coração puro, um coração que não guarda rancores, um coração isento da vaidade! A criança é o símbolo da pureza, da simplicidade…

Jesus nos deixa um grande ensinamento no dia de hoje, nos alertando, sobre a importância de cultivarmos a humildade e a simplicidade. As suas palavras nos convidam a eliminarmos tudo que o nos distancia do projeto de Deus.

Se realmente, desejamos e queremos de fato, seguir Jesus, precisamos desapegar das coisas do mundo, para nos tornarmos dependentes do Pai, assim como a criança é dependente dos seus Pais!

A nossa preocupação primeira, não deve ser com a nossa promoção pessoal e sim, com a promoção da vida, da vida em toda a sua dimensão.

A chave que abre a porta do céu para nós, são os pequenos, não somente a criança, mas todos aqueles que estão às margens desta sociedade. Estes, que são os últimos aos olhos do mundo, são os primeiros aos olhos de Deus, estando do lado deles, estamos em Deus!

Jesus, em sua permanência física aqui na terra nos deixou um grande exemplo de humildade; mesmo sendo o Filho de Deus, Ele se fez pequeno, a sua grandeza, estava em se sentir-se Filho! Um Filho totalmente dependente do Pai!

Coloquemos este exemplo no nosso viver e com certeza seremos muito felizes!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 20/02/17

Liturgia Diária 20/02/17 (Segunda) – Marcos 9, 14-29.

Refletindo a Palavra de Deus hoje para nós, me entristeço e me preocupo com a situação deste episódio e do que acontece conosco nos dias de hoje.

Como aquele pai, sabemos que temos um problema, mas infelizmente não exercitamos e não acreditamos na nossa fé.

O que mais podemos ver hoje, são cristãos vendendo ou oferecendo milagres em sua vida, e outros tantos querendo comprar. O que mais desejamos hoje, são que nossos problemas sejam resolvidos rapidamente, ou que as dificuldades possam ser amenas e que não precisemos nos labutar na Boa Nova de Jesus tanto assim. E não estou dizendo isso de outras igrejas cristãs não viu, estou dizendo de nossas Igrejas Católicas e comunidades. Se não estou feliz em minha comunidade, hoje, é mais fácil mudarmos para uma outra paróquia do que nos entregar ao verdadeiro trabalho que é vivenciarmos a nossa fé em nossa comunidade. Essa é, claramente, a disputa que havia entre os doutores da lei e os discípulos de Jesus.

Os discípulos não conseguiram a cura do menino, pois precisava para isso, de oração, como disse o próprio Jesus. Já os doutores da lei ficavam dizendo, com certeza, que o modo que eles viviam à Lei era a forma correta e não essa que os discípulos apresentavam, pois não conseguiam nem mesmo realizar uma cura. E não é isso que observamos em nossas comunidades hoje? Sejamos sinceros!

E é exatamente neste ponto que Jesus disse aos discípulos, o meu maior temor, pois, nós que trabalhamos na Igreja, que, cada vez menos, eu consigo observar o momento de oração: em nossas reuniões, em nossos encontros e formações, pois para muitos, isso é tempo perdido.

— Em nossas missas, quantas pessoas da “igreja” que não conseguem ficar paradas e participar completa e ativamente da Santa Missa?

— Em nossas formações, quantas pessoas não a vivenciam realmente por acharem que não precisam aprender mais nada?

— Em nossas reuniões, quantos de nós queremos apenas resolver as questões do agora, e nos esquecemos de ler e refletir um pouco a Palavra de Deus, colocando em primeiro lugar, aquilo que nos fortalece e nos dá o discernimento para que, aí sim, possamos resolver os problemas?

O problema daquele jovem, como disse o pai, vem desde a infância, isso quer dizer que, a maioria dos problemas que nos afligem, são pensamentos errados que persistimos em ter conosco, pois, como não nos colocamos em oração e nem refletimos a Palavra de Deus, por conseguinte, não colocamos em prática a nossa Fé, exorcizando os nossos demônios, que nos afastam de Deus, dos nossos irmãos e dos trabalhos em nossa comunidade, fazendo que procuremos saídas mais fáceis e que nos deem menos trabalho.

Que neste dia, possamos ser como aquele menino, que Jesus curou, deu a mão e nos levantou, para que possamos em pé, nos colocar a serviço, aumentando a nossa fé e fortalecendo-nos na oração.

Que sejamos capazes de entender, compreender e vivenciar a pergunta que Jesus nos diz:

“Tens fé!? … Tudo é possível para quem tem fé”.

A nossa resposta deve ser bem parecida com o homem da narrativa desse evangelho: “… Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda”!

Deus nos concedeu talentos, dons e carismas e dentre eles anunciar a cura ao doente, mas antes disso é preciso semear a Boa Nova, para que ele compreenda de fato de onde vem o poder de mudar sua vida, para mudar a nossa vida.

Por isso, rogo a ti Senhor: eu tenho fé, mas, me ajude a ter mais a fé ainda!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 19/02/17

Liturgia Diária 19/02/17 (Domingo) – Mateus 5, 38-48.

Bom dia. Quem são os nossos inimigos? Você realmente os conhece? Posso fazer uma pergunta que eu me faço diariamente, e é com ela que tento me centrar na Palavra de Deus para conseguir “amar” as pessoas que estão ao meu redor?

— Aquela pessoa é minha inimiga ou sou EU que estou fazendo Dela de inimiga? Vou explicar um pouco melhor.

Nós, humanamente falando, somos pessoas fracas na fé, egoístas nos desejos, soberbos no conhecimento, criticamos aos outros e nunca a nós mesmos. Pois bem, como tento lidar com todos estes sentimentos diariamente, sempre que algo me aborrece ou que me sinto contrariado naquilo que acredito, sempre me vem o desejo de repelir ou atacar aquilo que me aflige.

Não é assim que nós reagimos quando nos sentimos intimidados?

A partir daquele momento, eis aí, meu novo inimigo. Eis aí minha nova inimiga. É exatamente neste momento que os nossos inimigos começam a aparecer, não porque realmente os são, mas porque nós os “transformamos” em inimigos, em desafetos, em adversários. Como é difícil para nós, que por um minuto que seja, tentarmos discernir aquele acontecimento ou atitude que me entristeceu antes de que possamos responder ou reagir. Realmente, fazemos o contrário. Quando isso acontece começamos a ver em nossa frente apenas o ódio, o desrespeito, a raiva, o desprezo, etc.

Pois bem, o meu inimigo, sou eu mesmo. Na maioria das vezes os nossos inimigos são criados por nossas mentes:

— por que não sabem acreditar nas boas ações das pessoas;

— por que não sabem aceitar as críticas como uma forma de crescimento;

— por que não conseguimos ser ou fazer o que os outros são ou fazem, criamos uma barreira de divisão entre nós, onde há sempre apenas a crítica ou o desprezo;

— por que quando vemos uma atitude de mudança nas pessoas e que não conseguimos realizar em nós mesmos, apenas más palavras a elas iremos mostrar.

Querem ver algumas situações corriqueiras que acontecem em nossa vida de família e de comunidade cristã que sempre são causas de discórdias e de novos “inimigos”?

Podemos até achar que são coisas banais e sem sentido, mas se conseguirmos ver com um pouco mais de atenção, vamos ver que nós mesmos já podemos ter realizado algumas dessas ações. Criamos novos inimigos quando:

— Eu não oro a Deus, e critico àquele que hoje não sabe fazer nada sem orar;

— Eu não consigo para de fumar ou beber, mas critico ou me afasto daquele que conseguiu, dizendo que ele não pode mais fazer parte da minha “roda de amizade”, pois ele está fora de sintonia da maioria;

— Eu não trabalho na Igreja por que tem pessoas que estão lá e eu não “suporto” a forma delas serem – erradas ou não.

Uma vez, aconteceu algo na nossa comunidade, que foi como uma “rasteira” que fizeram conosco sobre certas atividades na nossa paróquia. Uma irmã e amiga, a “F”, como eu, havia ficado muito chateada com aquela situação que havia acontecido, e me perguntou assim: “Flávio, você não vai fazer nada? Isso não está certo! E você vai ainda ajudar “eles” neste encontro?” Aí, eu respondi a ela: “Sabe minha amiga, eu estou chateado sim, mas não é por causa disso que eu vou deixar de ajudar a nossa comunidade, pois, independente do que aconteceu, devemos trabalhar para Deus e não para “eles”.”

Naquele momento, o meu desejo era de criar meus próprios inimigos, mas com oração dirigida a “eles” e principalmente a mim, eu consegui com a graça de Deus, mostrar a mim mesmo e a “eles” que podíamos trabalhar em prol de algo maior, que se chama Igreja, fundada e amada por Cristo Jesus, e onde que me sustento para continuar nesta caminha de Família e comunidade.

As palavras de Cristo para nós hoje, sempre quando a refletimos, parece algo inatingível, pois humanamente falando, é quase impossível não devolvermos na mesma moeda o mal que alguém nos fez. Este mal pode ter sido, por palavras ou por ações, isso independe, pois, a nossa primeira reação será sempre a de revidar, e aí, iremos criar novos inimigos.

O que Jesus nos pede hoje, não é que sejamos “bobinhos” ou submissos ao extremo diante das “violências” causadas a nós e a quem nos cerca, mas que sejamos humildes e sábios em ter o discernimento que, caso haja o revide, esta ação se perpetuará quase que para sempre, onde um sempre irá tentar revidar o que recebeu.

E a beleza da ação que Jesus nos pede, está exatamente no contrário, Ele deseja que o revidar não seja com palavras “malditas” ou ações “violentas”, mas que o nosso revide seja de levar ao outro o amor, a compreensão, o carinho que a Boa Nova nos faz.

Nós, muitas vezes, por não termos compreendido o verdadeiro amor de Deus em nossas vidas, sempre tentamos impor as nossas vontades, os nossos quereres, não nos preocupando com aqueles que nos cercam, com aqueles que participam conosco em nossa comunidade e principalmente em nossa família. E quando somos confrontados, a nossa primeira reação, é a de agir com “violência” nas palavras, para que as minhas ideias sejam aceitas e que os outros também a defendam.

— Caso haja alguém em quem eu “confio”, mas não é partidário dos meus pensamentos, qual é a nossa reação?

— É de pensar, refletir e aceitar esta “diferença”, ou a nossa reação é de continuar a bater de frente impondo a minha posição?

— E a partir daí, como é que fica a nossa relação com aquela pessoa que eu confiava?

Devemos lembrar, quem, por muitas vezes, a nossa “verdade” é apenas nossa, e não a VERDADE da comunidade ou do nosso grupo ou da nossa família. Quando conseguimos discernir e agir diante das violências feitas a nós com uma atitude de amor, carinho e compreensão, as armas serão depostas ao chão, onde que aquele que estava “coberto por sua verdade”, naturalmente, será descoberto diante de todos pela “verdade” de Cristo: o AMOR.

REFLITAMOS:

— Será que não estamos, nós mesmos, sendo este “mal” em nossa comunidade, em nossa família, em nosso trabalho?

Somente a graça de Deus, aceita por nosso coração humano, será a solução para compreendermos que o AMOR é a verdadeira saída para resolvermos os nossos problemas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 18/02/17

Liturgia Diária 18/02/17 (Sábado) – Marcos 9, 2-13.

Bom dia. Ó Pai, como seria bom, se diante dos problemas que aparecem na minha vida, eu pudesse, realmente, agir como Jesus (feito homem), e não como Pedro, João e Tiago agiram. Vou tentar explicar um pouco melhor…

Mas antes de entrarmos de frente em nossa reflexão, devemos ter em nosso entendimento que, uma tônica em Jesus, é que Ele sempre, mas sempre mesmo, quando algo pode lhe tirar o rumo de sua missão, Ele, em sua humildade e fé no Pai, vai a um lugar esmo, afastado, normalmente um monte ou uma montanha, e ali, prostrando-se, abre o seu coração e despoja-se de todas as fraquezas, medos e dúvidas. Pois bem, …

ESTE É O PRIMEIRO PONTO.

Quem dera se quando eu me visse sendo direcionado por outros ou eu mesmo me inclinando para um caminho do pecado ou em dúvida sobre algo, em vez de enfrentar ou subestimar o problema, eu me abrisse primeiramente ao Senhor e pedisse uma luz e uma orientação. Infelizmente, tanto eu como a maioria de nós, só procuramos Deus depois que o problema já foi criado, gerou raízes profundas e aí fica difícil de arrancá-lo de nossa vida. Jesus não agia assim, pois quando os problemas apareciam, Ele sempre procurava a orientação de seu Pai. Vejamos:

— quando o elogiavam demais, Ele orava para que a soberba e o ego não tomassem conta de seu ser;

— quando o medo era demais, Ele orava para que a covardia e a insegurança não fossem maiores; etc.,

e quantos outros sentimentos Jesus teve, mas, sempre procurava a orientação do Pai!

E nós, o que fazemos diante desses sentimentos e situações? A quem procuramos? Ou pior, nós nos escondemos?

O SEGUNDO PONTO.

Jesus chamou seus “melhores” amigos para acompanha-lo, como também no Getsêmani, na noite em que será traído. Por coincidência, ou não, nos dois episódios, os três não conseguiram ficar acordados e permanecerem juntos à Jesus durante as orações.

— E quantas vezes os nossos “amigos” não conseguem também ficar junto de nós quando precisamos?

— E quantas vezes, nós que somos “amigos”, não conseguimos estar ao lado daqueles que precisam?

— Será que podemos julgar a atitude dos discípulos e de nossos amigos, antes de refletir sobre a nossa própria atitude?

O TERCEIRO PONTO.

Mesmo com as falhas de seus amigos, Jesus não deixou de estar com eles. Por isso acredito, que os “verdadeiros amigos” são uma das dádivas de Deus em nossas vidas, pois, mais ausentes e ou imperfeitos que somos, a amizade é um dos primeiros passos em aceitar que precisamos uns dos outros para estarmos mais próximos de Deus. Eis um grande motivo pelo qual devemos saber e reconhecer quem são nossos “verdadeiros amigos”.

— Os nossos verdadeiros amigos, não são aqueles que nos protegem da verdade por doer demais, e nos falam apenas mentiras para amenizar a situação, mas, os verdadeiros amigos são aqueles que, apesar da dor que a verdade pode causar, mesmo correndo o risco de se afastarem de nós, não deixarão de ser nossos amigos e nos dirão a verdade que precisa ser dita.

O QUARTO PONTO.

Quando os amigos acordaram, viram Jesus conversando com Moisés e Elias. Nesta conversa, Moisés está representando toda a Lei de Deus, e Elias toda a profecia, e Jesus aquele que irá sintetizar e cumprir tudo aquilo que é da vontade de Deus. Cabe a mim e a todos nós, neste momento, termos nossa fé alicerçada e orientada em Jesus, pois com a sua transfiguração, foi mostrado verdadeiramente o que nos espera na vida eterna, algo de tanta beleza, que a simples luminosidade do nosso ser, verdadeiramente convertidos no amor de Deus, cegam àqueles que se encontram nas trevas.

— Mas será, que estamos sendo luz na vida de nossos irmãos?

O QUINTO PONTO.

Pedro diz a Jesus para que se faça três tendas:

— uma para Moisés (a Lei),

— uma para Elias (a Profecia),

— uma para Jesus (o Messias),

mas como Pedro não sabia o que estava pedindo, tudo sumiu em uma nuvem, e de lá veio a voz de Deus dizendo, “que aquele que ali estava, era o Seu Filho, e que a Ele deveria ouvir”.

— Quantas vezes nós temos a mesma atitude de Pedro?

Aí algum pode me perguntar: como assim Flávio, qual a atitude de Pedro que nós sempre temos?

Pois bem, reflitam comigo:

— Qual deve ter sido a sensação de Pedro, de Tiago e de João naquela montanha?

— O que eles devem ter sentido ao ver ali, na sua frente, Moisés, Elias e Jesus transfigurado em todo o seu esplendor?

Se fosse eu, teria a mesma atitude de Pedro! Eu queria é ficar na “boa”, diante da felicidade e do amor, na tranquilidade. Eu não quero mais ficar na “labuta” do dia-a-dia, eu quero é descanso.

— E não é esse o nosso desejo quando vencemos ou conquistamos algo?

— Seja sincero, não é assim que nós fazemos?

O SEXTO PONTO.

Depois, Jesus apareceu sozinho e os discípulos ficaram em silêncio, revelando este acontecimento apenas após a ressurreição de Cristo. Neste momento, Cristo nos mostra que após a nossa vitória ou a nossa conquista, depois do nosso sentimento de felicidade, o nosso trabalho e o nosso caminhar nas coisas de Deus não devem cessar. É nesse momento que devemos descer a montanha e colocar-nos novamente a caminho, sendo agora exemplo de como podemos chegar um pouco mais perto de Deus, mostrando com a nossa própria experiência, com o nosso testemunho, sermos um pouco de luz àqueles que estão ao nosso redor. Temos a missão de revelar aos outros, que apesar da dificuldade da montanha que acabamos de subir, é possível ajudar aos outros a subirem também as suas. É necessário sermos humildes e pedir a ajuda dos nossos amigos e a orientação de Deus, em tudo o que acontece em nossa vida.

E pegando principalmente como exemplo os três trabalhos que mais realizo e gosto de fazer na minha comunidade, mas que também serve para as outras pastorais e serviços, gostaria que fôssemos sinceros, conosco mesmo:

— Após vivenciarmos o ECC, onde estamos vislumbrados com as coisas que Deus faz na vida dos outros e reconhecendo que faz na nossa também, qual a atitude que tenho quando sou chamado para assumir uma coordenação ou a Equipe Dirigente, fico no alto da montanha apenas vislumbrando a bela vista ou desço a montanha e assumo a minha responsabilidade diante do convite de Jesus?

— Após vivenciarmos o EJC, onde que cheios de orações, sorriso e choro, espiritualidade e reflexão, somos chamados a levar esta alegria aos outros jovens e famílias, mas, sinceramente, estamos realizando isso de coração aberto, sendo luz na vida de nossa comunidade?

— Após vivenciarmos a formação dos MESC, onde acolhemos o chamado de Deus, para com simplicidade e humildade, sermos àqueles a levarem o próprio Cristo transubstanciado aos que mais necessitam de ajuda, como uma palavra, com um abraço, com apenas um sorriso, estamos nós, verdadeiramente, dispostos a nos entregar nos caminhos que nos levam aos nossos irmãos enfermos, doando o nosso tempo, o nosso amor, o nosso corpo e espírito, ou desejamos apenas ficar no alto da montanha sem queremos descer?

— E o que você pode dizer sobre a sua missão? Que ficar onde está ou onde Cristo quer te levar?

O SÉTIMO PONTO.

Fica apenas, as perguntas:

— Estou tendo a perseverança de subir a montanha da minha vida, passar pelas pedras, e tentar alcançar o alto, ou já desisti?

— Estou conseguindo discernir tudo aquilo que já consegui de vitórias e aprendendo com as minhas derrotas na subida da montanha da minha vida?

— Estou disposto em deixar a minha comodidade e me colocar montanha abaixo e ajudar aquele que precisa?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 17/02/17

Liturgia Diária 17/02/17 (Sexta) – Marcos 8, 34 – 9, 1.

Bom dia. Meus amigos, minhas amigas, hoje, refletindo este texto que o Evangelho nos revela, estou confuso comigo mesmo, naquilo que seria a minha cruz. Sabem, Jesus está nos revelando qual a real condição para que sejamos Seus discípulos, que é renunciar a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e segui-Lo. E isso me causa medo, pois, muitas vezes, me sinto incapaz de carregar essa minha cruz, medo que não faça ou, que eu não esteja fazendo o que verdadeiramente Cristo deseja de mim.

Quando Cristo nos pede que deixemos tudo, não é largar o nosso emprego, largar a nossa família, largar os nossos amigos, não, não é isso, é mais do que isso. O que Ele quer nos dizer, é que, deixarmos tudo, é levarmos Jesus conosco para o nosso serviço, para nossa família, aos nossos amigos. E isso é muito difícil, pois Jesus nos faz uma promessa de salvação quando O levarmos a todos que nos cercam, só que os nossos medos de não sermos aceitos, de errarmos, e com isso sermos caluniados, sermos contestados, sermos contrariados, em muitas vezes, nos faz paralisar em nossas ações, em nossas falas, em nossos pensamentos, nos fazem até mesmo, que percamos a Fé em Deus e em nós mesmos. São em momentos como estes, que me sinto pequeno, me sinto fraco, me sinto incapaz de realizar algo em Seu nome.

Sabem, ontem, estávamos eu, a Ana Paula e o Flávio Júnior, assistindo ao filme Doutor Estranho, e eu sempre achei que filmes assim só nos traziam diversão, mas não foi bem isso que aprendi com este filme. Por várias vezes me vi naquele personagem, alguém que sempre se sentiu seguro de si mesmo, autossuficiente, em certos momentos (na verdade, em muitos momentos), arrogante e soberbo por achar que apenas o que sabia ou entendia já era o bastante, mas as circunstâncias da vida, lhe mostraram que ele não era tão significante assim ao mundo. Em certo momento, lhe fora revelado, que as cruzes que ele carregava não era somente sobre ele, mas sim, em torno dele, naquilo que ele poderia com tudo o que tinha aprendido fazer em prol do outro. Naquele momento, pude um pouco mais, compreender o que Cristo quis me dizer, “deixe tudo e Me siga”.

Renunciar a mim mesmo, não é me afastar dos problemas, não, é me aventurar a tentar resolvê-los, é diante das dificuldades, que podem ser:

— Dificuldade financeira: minha e da esposa;

— Dificuldade de doença na família: minha, do nosso filho e principalmente da minha esposa;

— Dificuldade de problema na pastoral: falta de coragem de alguns em não quererem assumir uma maior responsabilidade, de assumirem a Equipe, de aceitarem que podem fazer a diferença;

— Dificuldade em me relacionar com certas pessoas que só pensam em fazer as coisas como elas desejam e não como um bem comum, sabendo ouvir, respeitar e aceitar que a opinião do outro pode ser melhor, mais edificadora e evangelizadora do que a minha própria;

— Dificuldade em aceitar, que não é me afastando dos problemas que eles irão se resolver;

e diante destas dificuldades e tantas outras, eu atrevo a dizer à estas dificuldades e a mim mesmo:

— Eu, Flávio, renuncio a mim mesmo, e tentarei sempre diante de Deus e dos que me cercam (esposa, filho, parentes e amigos) me abdicar da minha opinião que seja direcionada apenas a mim, do julgamento que sirva apenas a mim, da maneira de ver que seja apenas a minha. Desejo renunciar a mim mesmo, e não seguir a minha própria razão humana, mas tentar seguir as razões de Deus, e me conduzir com segurança e me libertar de mim mesmo para ganhar a vida em Cristo Jesus.

E isso será fácil? Não, em hipótese alguma, pois, para que eu ou você, consigamos trazer Jesus para junto de nós, precisamos seguir os seus ensinamentos, abandonando as sugestões e tentações que o mundo nos dita e nos oferece.

E é só isso? Não, pois tomarmos a nossa cruz, significa passar pelas dificuldades que o mundo irá nos impor, pois ele deseja nos destruir, para que caiamos, não nos levantemos e nos afastarmos de Deus. Precisamos assumir os nossos encargos e não fugirmos de nossas responsabilidades, apenas por causa do sofrimento que possamos vir a passar. Isso é se acovardar, isso é se entregar ao mundo e rejeitar a Deus.

Quantos de nós hoje que por estarem preocupados com os males do mundo moderno, que, em vez de tentar resolver certos problemas, preferem de qualquer maneira se livrar deles, pôr os considerarem uma “desgraça” ou grandes demais, não querendo assim, assumirem as suas cruzes, os seus compromissos e fogem das missões que podem pesar sobre os seus ombros?

Quem quer sofrer pouco, acaba sofrendo muito, e toda a pessoa que quer se livrar de qualquer maneira dos seus problemas, está apenas procurando salvar a própria vida. Isto, infelizmente, não é pegar a nossa cruz e seguirmos Jesus.

A fidelidade no seguimento de Cristo tem de ser ilimitada, chegando inclusive a sacrificar a vida se necessário. Essa afirmação, por si, é óbvia, pois a vida eterna é muito mais importante e duradoura que esta vida terrena; se houver uma necessidade de escolha, claro que optamos pela vida futura.

Mas não sejamos cegos, pois está nas entrelinhas uma realidade que todos nós conhecemos: seguirmos Jesus provoca oposições, que vão se tornando cada vez mais fortes e orquestradas, que sempre tentarão nos derrubar. Só mesmo quem tem muita garra consegue ir em frente.

Por isso lhe convido: “Vamos pegar a nossa Cruz e seguirmos Jesus?”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 16/02/17

Liturgia Diária 16/02/17 (Quinta) – Marcos 8, 27-33.

Bom dia. A minha reflexão hoje repousará sobre Pedro, não como chefe da Igreja, não! Ainda mais que nem todos acreditam e tenham isso como dogma. Mas será sobre Pedro, o mais “humano” dos discípulos.

Primeiramente, Jesus falava, explicava e incentivava àqueles que havia chamado para caminhar junto a Ele, a refletirem e abrirem seus corações à Palavra de Deus. Quando Jesus faz a pergunta de quem os outros falam que Ele é, são várias as explicações vindas pelo que ouvem o povo dizer. Logo após as respostas, Ele pergunta a seus discípulos quem eles acham que Ele seria. Com esta pergunta, é uma forma de Cristo saber se eles realmente estavam compreendendo ou se ainda estavam com os corações fechados ao seu amor e seu ensinamento.

Mas Pedro respondeu… e como respondeu: “Tu é o Messias”.

Pois bem, como o próprio Jesus disse, que quem havia lhe mostrado não fora nenhum homem e sim o Pai, podemos notar, que algo de diferente Pedro tinha, pois apenas a ele fora revelado esse “segredo”, esse “mistério”, tanto que Jesus pediu sigilo sobre essa informação a todos.

Alguém já parou para pensar, como se sentiu Pedro diante deste “elogio”, confirmando, que no meio de todos, apenas a ele, Deus revelou que Jesus é o Messias?

— Como é que nos sentimos quando somos elogiados ou agraciados com algo que por nós foi considerado inexplicável ou até mesmo insignificante, mas que para os outros fez uma diferença enorme?

— Como nos sentimos quando fazemos ou falamos algo em um encontro, em uma palestra, em uma conversa familiar ou casual, onde que o que nós fazemos ou falamos, sem sabermos de onde surgir aquilo, e que, para aquelas pessoas foi uma ajuda, uma luz em seu coração?

Comigo já aconteceu, e creio que com vocês também.

Quando acontece isso, nos sentimos felizes, inchados, emotivamente diferentes, como que: “estou sendo instrumento de Deus”, “já estou discernindo a Palavra”, “como é bom ser elogiado”, etc., e por aí vai. Mas normalmente, a nossa “felicidade” pode se transformar em “ego”, “arrogância” ou um sentimento de “poder mais do que os outros”. Muitas das vezes podemos nos sentimentos “superiores” e queremos fazer coisas que ainda não são de nossa capacidade.

E podemos notar isso com as próximas atitudes de Pedro.

Primeiro, ele se sentiu no direito de chamar Jesus à parte, quer dizer, separados dos outros discípulos.

Essa atitude eu também não a tenho quando me considero mais importante do que os outros e vou falar com o meu padre, meu diácono, meu chefe, meu pai, com o chefe da pastoral? Eu não tento usar este “poder” ou esta “proximidade” para falar ou fazer algo que só a mim interessa? Quantas vezes, eu chamo meu chefe, ou o meu padre, ou o meu pai ou minha mãe, por “apelidos” ou nomes “casuais” diante de outras pessoas ou de meus irmãos, apenas para mostrar a todos esta minha proximidade e poder? E não foi isso que Pedro fez?

Depois, por se achar superior aos outros e bem mais “próximo” de Jesus, com uma grande intimidade, já que o Pai lhe havia revelado o “mistério”, Pedro se acha no direito de recriminar Jesus e dizer que nada daquilo iria acontecer, como se, apenas a ele se referisse, que apenas a ele dependesse que não deveria acontecer. E neste momento, Jesus colocou Pedro no “seu lugar”.

— Olha, tudo bem que meu Pai te revelou quem eu sou, só que com esta atitude, você está sendo um Satanás em minha vida, tentando me levar para um caminho que não é o caminho de Deus. Por isso, Pedro, sai de perto de mim.

E é exatamente por esta atitude de Jesus, que eu gostaria sinceramente, e peço a todos vocês, meus amigos, verdadeiros amigos, que chegassem para mim e me dissessem: “Flávio, vai para longe, Satanás!”, quando eu estiver sendo um instrumento do maligno.

E como havia dito antes, Pedro, o mais “humano”” dos discípulos, é assim que o vejo. É com os exemplos dele como homem pecador, que me apego e coloco ainda mais nos caminhos do Senhor.

Pedro é o mais “humano”, por várias razões:

— ele é curioso e sempre pergunta as coisas a Jesus! E nós não somos curiosos?

— ele é corajoso, tanto que pede para andar sobre as águas! E nós não somos nos caminhos na messe do Senhor?

— ele é medroso, tanto que começa a afundar quando os ventos lhe sopram! E nós não abandonamos os caminhos da messe do Senhor quando as dificuldades são muitas? Nos achamos até no direito de abandonarmos a nossa família!

— ele é violento para defender sua causa, até cortando a orelha do soldado romano! E nós não somos violentos, principalmente nas palavras quando queremos defender a nossa posição ou opinião?

— ele é infiel a Deus, negando-o três vezes! E nós, quantas vezes somos infiéis a Deus e à nossa família, quando os negamos por causa da infidelidade ou do medo de defendermos a Cristo e o nosso lar?

— ele é impetuoso, quando se despe e se joga ao mar para ir de encontro à Jesus! E nós não somos assim quando nos entregamos com humildade e simplicidade nos trabalhos do Senhor, sem nos preocupar com as dificuldades e perigos?

— ele é o conciliador e o orientador das coisas de Deus, quando no concílio em Jerusalém, que, apenas após a sua intervenção e fala, se fez ouvir e prevaleceu o ensinamento que o próprio Cristo lhe havia dado, na questão dos pagãos e dos judeus, se tornando então, um exemplo de conversão! E nós, não temos também está missão de sermos uma voz de conciliação em nossa comunidade e em nossa família? Nós não temos a missão de orientar e sermos exemplos verdadeiros da Palavra de Deus em nosso meio?

— ele é o mártir, o humilde, o servo, onde que com a sua vida se tornou um instrumento de Deus na vida de tantos, ensinando e evangelizando, até entregar a sua vida à morte, se desprendo do mundo e se entregando aos braços de Deus, pois, na vida eterna ele acreditava! E nós, será que podemos nos entregar desta forma, primeiro em nossa família, depois em nossa comunidade e àqueles que nos cercam, sendo exemplos de entrega e humildade nos caminhos que o Senhor nos apresenta?

Pedro é o “mais humano” dos discípulos, pois podemos nos ver nele. Eu posso me ver nele.

Eu tenho todos e mais alguns dos defeitos de Pedro, mas ele também me mostra que, apesar das quedas e dos vacilos que cometo, já cometi e ainda cometerei, se realmente me entregar ao amor de Jesus, me convertendo, dia após dia, tentando e nunca desistindo, caindo e me levantando, um dia eu poderei me entregar com todo o meu ser à morte física, pois, com a certeza da Fé na ressurreição em Cristo, eu estarei, em sua glória e em seus braços, feliz por toda a eternidade.

Jesus mostrou isso a Pedro, e por isso, te rogo Senhor: alivie meu ser das durezas da vida me dando a fortaleza para enfrenta-las; fortaleça o meu coração com o seu amor para superar as tristezas impostas pela vida; em todo o meu pensar e falar que com a sua sabedoria eu possa levar a sua Palavra a todos que estão em meu viver.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 15/02/17

Liturgia Diária 15/02/17 (Quarta) – Marcos 8, 22-26.

Bom dia. Meus queridos amigos e amigas, o Evangelho de hoje nos faz refletir se verdadeiramente estamos nos deixando ser curados, nos convertendo, se estamos caminhando na Boa Nova de Jesus, nos entregando por completo à esta nova vida, ou se estamos nos entregando àquilo que o mundo nos apresenta. E por isso, não vou entrar no contexto físico daquele cego, pois, Jesus usou dos gestos e de suas falas para nos orientar em nossa vida hoje, agora.

Jesus pode sim, nos curar de nossas enfermidades físicas, mas o mais importante para Cristo, não é apenas a cura física, mas sim cura espiritual, a cura do coração. Até poderíamos nos perguntar: Onde estarei sendo um exemplo edificador e de uma verdadeira conversão, na minha doença ou na minha cura? Na minha luta ou na minha entrega? Será que já paramos para pensar onde que primeiro eu deva ser curado, no meu físico ou no meu espírito?

E o texto de hoje, nos faz refletir sobre este aspecto da dinâmica de Cristo em nossa vida.

Neste episódio, o cego foi levado diante de Cristo para que fosse curado.

E nós, quando é que fomos apresentados à Cristo com o desejo de sermos curados, ou, de pelo menos, desejarmos a nossa conversão? Vocês se lembram, quando foram convidados para conhecerem um pouco mais à Cristo?

Vejamos: “Jesus pegou o cego pela mão”…

Jesus nos pega pela mão, quando acolhemos o seu 1º chamado. E por isso, pergunto, quando é ou foi que aconteceu este chamado na sua vida? No seu batismo? Na sua 1ª Eucaristia? Na Crisma? No Matrimônio? No ECC, EJC, Pastoral? Na Santa Missa? Quando foi o seu 1º chamado que você realmente aceitou a estar um pouco mais próximo de Cristo?

Pensou? Então podemos continuar: “Jesus, levou-o cego para fora do povoado”…

Já notamos que todos os nossos encontros, nossas formações são realizadas longe do mundo, por um determinado tempo, dias, horas? Já notamos que Jesus precisa deste tempo para que acolhamos o seu chamado? E aí, já havia notado sobre isso? Será que você alguma vez conseguiu se desapegar do mundo e ir de coração aberto a estes “encontros” com Cristo? Uma noite, um dia, um final de semana, todo sábado…

Reflitamos mais um pouco: “Jesus, cuspiu nos olhos dele, pôs as mãos sobre ele…”

É neste momento que conseguimos diante das leituras, das orações, dos cantos, dos testemunhos, das reflexões e homilias, que vemos e ouvimos em nossos chamados, em nossos encontros, que a Palavra de Deus começa a entrar em nossos corações, em nossas vidas, nos chamando a nos converter, a ser uma nova pessoa. São nestes momentos, que ficamos alegres, ficamos transbordando desejos e vontades, onde choramos e sorrimos, onde vislumbramos que a nossa vida pode ser melhor mais parte de Deus. Não é assim que nos sentimos?

Só que aí, neste momento, Cristo nos faz uma pergunta: “Estás vendo alguma coisa?”

Cristo tem o cuidado de saber de nós aquilo que conseguimos aprender, refletir e discernir diante de sua Palavra, pois, Ele sabe o quão difícil é, para nós, acolhermos verdadeiramente a sua Boa Nova, por isso, Ele tem a paciência em saber o momento correto e sempre se preocupa conosco. Ele conhecendo o nosso coração, tem o cuidado de saber se aquele momento não é apenas “fogo de palha” ou a semente que caiu à beira do caminho.

É neste momento que refletindo sobre tudo o que havia acontecido, “o cego, disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam”.”

É agora, que nos mostramos fracos diante de nossa conversão, por isso o cuidado e a paciência de Cristo com o cego e conosco hoje. Quando aceitamos ouvir a Palavra de Deus, o mundo, refletido nos “homens que o cego conseguia ver”, significam as tentações que o mundo continua a nos oferecer. São diante das mudanças de nossas atitudes, que o inimigo irá tentar nos tirar desta nova vida. Observem, se algo assim não aconteceu conosco:

— Aceitamos a Cristo, e por isso, não iremos mais trair ao nosso cônjuge… mas sempre aparece alguém para te chamar a dar uma saidinha com aqueles “amigos” ou “amigas”…

— Aceitamos a Cristo, e por isso, não iremos mais nos embriagar com bebidas, nos tornando apenas apreciadores responsáveis… mas sempre aparece alguém onde irá te chamar para dar um gole a mais, uma saideira a mais, que será apenas hoje para lembrarmos dos velhos tempos…

— Aceitamos a Cristo, e por isso, não iremos julgar mais as pessoas, mas em vez disso estaremos as acolhendo com o nosso carinho, amor e nossa ajuda… mas sempre aparece alguém querendo nos fofocar com alguma injúria ou difamação…

— Aceitamos a Cristo, e por isso, não iremos mais faltar à Santa Missa ou às nossas formações, espiritualidades e orações… mas sempre aparece alguém te convidando para algo justo naquele dia ou naquela hora e nos deixamos ser pegos pela preguiça, pela irresponsabilidade…

Por isso, que “Jesus voltou a pôr as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez.”

Como Jesus é santo e misericordioso, e sempre está pronto a nos perdoar e caminhar junto conosco, é que Ele voltou a pôr as mãos sobre o cego, e curou-o por definitivo. É neste momento, que diante de nossa queda, que precisamos sermos humildes em nossas atitudes e nos reconhecer pecadores, e realmente, aceitarmos que Jesus faça parte de nossas vidas, para que Ele nos cure o físico, sim, mas nos cure o espírito, nos cure por inteiro. Que sejamos restaurados pelo seu amor na sua Palavra, e que sejamos perseverantes ao caminhar na sua Boa Nova. Nós, precisamos verdadeiramente, nos transformar em novas criaturas, escolhendo de livre e espontânea vontade, a opção de viver no seu amor, na sua paz, de sermos para nós e para aqueles que nos cercam, o sal que dá o sabor do amor e a luz que ilumina o caminho, amparados pelo Espírito Santo, o paráclito do Senhor.

Mas não devemos parar por aqui, pois “Jesus mandou o homem ir para casa, e lhe disse: “Não entres no povoado”!”

Eis a grande questão de nossa conversão, o grande desafio que devemos combater diante do chamado de Cristo: não olhar para traz, pois, se desejarmos ainda às coisas do mundo, estaremos nós, mais uma vez, em pecado e longe de Cristo.

Será que, aquele que se diz seu “verdadeiro amigo”, sabendo que você está querendo uma nova vida em Cristo, ele irá te respeitar ou ele irá te oferecer as mesmas coisas que irão te fazer cair novamente?

Pense bem! Reflita! Não sou eu que vou te dizer o que é melhor para você, é você que têm de fazer esta escolha. É você que tem que escolher o que é mais importante em sua vida: a conversão em Cristo ou os prazeres do mundo!

Posso te dizer, e digo a mim mesmo, o Espírito Santo é que nos retira do meio do problema, e nos faz ver as coisas e os acontecimentos com os olhos da fé iluminando a nossa inteligência e nos dando o discernimento para que possamos voltar ao nosso lugar e agir conforme a vontade de Deus.

A cada dia o Senhor quer fazer em nós uma obra nova e é por isso, que necessitamos de cura. E isso, cabe apenas a nós, porque Cristo não nos obriga, Ele apenas nos ama.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 14/02/17

Liturgia Diária 14/02/17 (Terça) – Marcos 8, 14-21.

Bom dia. REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM A DA OLÍVIA COUTINHO

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos alerta sobre o perigo de estarmos na barca de Jesus e não nos sentirmos seguros, de nos deixarmos influenciar pela mentalidade dos opositores do projeto de Deus e com isso não compreendermos os ensinamentos de Jesus.

E olhem quantas maravilhas, Deus realiza em nossa vida, e nós nem sempre nos damos conta por estarmos voltados para o que vem do mundo.

Temos a tendência de colocar nossas expectativas, nossa segurança somente no humano sem contarmos com a providência Divina.

E mesmo vendo a generosa partilha de pães e peixes realizada por Jesus, seus discípulos são incapazes de reconhecer a divindade dele.

Para “despertá-los” da lerdeza em compreender, Jesus alertava-os sobre o perigo de se deixarem contaminar com o fermento dos fariseus e de Herodes, ou seja, a observância opressora da tradição humana e religiosa, a hipocrisia dos fariseus e com a mediocridade e o desejo de poder sem moral de Herodes. Eles, que estavam preocupados com a falta de pão, não compreenderam o que Jesus quis dizer, pois, pensaram que Ele os advertia por causa da falta de pão.

O fermento dos fariseus corresponde a suas ideias de um Messias nacionalista e político, dominador dos outros povos; o fermento de Herodes (e dos herodianos) é o poder sem moral, gerador de morte.

Os discípulos mantêm-se apegados a essa ideologia (acumular coisas para ter segurança) e têm dificuldades de dar um passo para reconhecer e acolher a novidade de Jesus (partilha e vida abundante para todos).

Veem os sinais, mas não enxergam a ação de Deus; ouvem magníficas palavras, mas não se entregam à mensagem libertadora do Mestre.

Este desencontro entre o que Jesus quis dizer e o que os discípulos entenderam, deixou transparecer a incredulidade deles, embora estando na barca de Jesus, eles não estavam em sintonia com Ele, continuavam presos à mentalidade egoística do mundo, o que contrariou Jesus.

Mesmo tendo acabado de presenciar o milagre da multiplicação dos pães, os discípulos não se deram conta de que a falta de pão, não seria um problema diante Jesus, afinal, o pouco de pão material, nas mãos do Pão da vida, se transformaria em muito!

Se tomássemos os ensinamentos de Jesus, como manual de instrução para dirigirmos a nossa vida, com certeza, não perderíamos tempo com preocupações com o alimento de amanhã, pois iríamos confiar na providência divina. Confiar na providência divina, não significa cruzar os braços e ficar esperando que as coisas caiam do céu, confiar na providência divina, é batalhar a vida, é enfrentar desafios, confiantes de que com Deus, tudo tem jeito, tudo se resolve!

Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina a pedir ao Pai “o pão nosso de cada dia”, mas na prática, nós queremos o pão “meu” de hoje e de amanhã também. Queremos acumular, garantir o pão para muito tempo, sem nos preocupar com a falta de pão na mesa do irmão!

Jesus usa de várias formas para nos falar, Ele nos fala através das pessoas, da natureza, dos acontecimentos, mas quando estamos voltados para as coisas materiais, não enxergamos os seus sinais, não captamos a sua mensagem.

A cegueira e a surdez espiritual têm raízes num coração endurecido fechado à partilha. Mas nunca é tarde para quebrarmos esta muralha, basta revermos as nossas atitudes e nos propor a mudarmos. Deus não desiste de nós, Ele está sempre nos dando uma nova chance!

Precisamos ficar atentos, pois são muitas as ciladas preparadas pelo inimigo, tentando nos tirar da barca de Jesus, querendo mudar a nossa rota. A única forma de não cairmos nestas ciladas, é estarmos o tempo todo configurados em Jesus.

E estarmos configurados em Jesus, é reconhecer que o “único pão” na barca, é o próprio Cristo, por isso devemos ter Fé no seu amor por nós, por isso devemos acreditar Nele quando nos parecer que as dificuldades e os problemas são muitos. Talvez hoje seja a falta de pão, amanhã uma doença ou a falta de emprego, uma tentação ou uma discórdia, mas, se estamos verdadeiramente na barca com Jesus, não nos deixemos ser tomados pelos medos que o mundo nos atormenta.

Estarmos configurados em Jesus, é reconhecer que as dozes cestas de pães, representa que, a nossa missão é amar e levar a Boa Nova de Jesus à todas as pessoas.

Estarmos configurados em Jesus, é ter certeza que apenas se estivermos ligados ao Pai, é que poderemos caminhar rumo ao Reino que à por vir, pois apenas Jesus é perfeito, por isso, que Ele está representado nas 7 cestas de pães que sobraram.

Hoje, Deus quer nos dar um alimento eterno, portanto, abramos os nossos olhos, os nossos ouvidos, e principalmente os nossos corações, para podermos enxergar, ouvir e sentir tudo ao modo de Deus e não com a nossa mente limitada e pequena diante das graças recebidas em nossa vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 13/02/17

Liturgia Diária 13/02/17 (Segunda) – Marcos 8, 11-13.

Bom dia. O Evangelho nos revelado hoje, realmente é pequeno na quantidade de versículos, apenas três, mas, posso ser sincero com vocês, poderia ficar o dia inteiro conversando sobre este tema, e com certeza, haveria assunto para conversarmos por mais alguns dias.

Vejamos, quem eram aqueles que sempre ficavam discutindo com Jesus por não aceitarem as coisas como Ele falava, pois, com seus ensinamentos, lhes tiravam da sua comodidade e lhes mostrava os erros que cometiam?

Os fariseus. Nisso todos concordam, não é mesmo? Mas, hoje, não somos nós que ficamos “discutindo” com Jesus por não aceitarmos os seus ensinamentos? Fugindo de nossa responsabilidade? Nos afastando de seu caminho por acharmos que não precisamos aprender mais nada? Nós não cobramos de Deus que os milagres sejam realizados em nossas vidas, mesmo quando não damos um exemplo de conversão, humildade e amor diante do seu chamado?

Para os fariseus, em raríssimas exceções, eles aceitavam o que Jesus ensinava, mas nem mesmo nos milagres realizados na vida dos outros, eles creram, e por isso, no Evangelho de hoje, os fariseus pedem que um sinal, um milagre, que fosse feito a eles para que assim, eles pudessem crer em Jesus.

No texto, não diz explicitamente, qual o “sinal”, ou qual o “milagre” que Jesus deveria realizar, mas algo que fosse visto aos olhos deles e, claro, com eles. Nós não somos assim? Só reconhecemos verdadeiramente um sinal de Deus em nossa vida se este sinal for comigo? Que de alguma forma modificou a minha vida ou de alguém muito próximo de mim?

Como dito no texto, e hoje também para nós, Jesus já realizou inúmeros milagres, então, já não é o caso Dele realizar um outro em nossa vida apenas para que possamos crer Nele, e nos satisfazer.

Como hoje diante dos fariseus, ou diante do povo em sua terra, ou diante de Herodes, Jesus não realizou nenhum milagre, pois, apesar de tudo aquilo que Ele realizava, tanto em seus ensinamentos como em seus milagres, já seria o bastante para acreditarem em Jesus e na Sua Palavra.

Como hoje diante de nós e daqueles que nos cercam, Jesus não vai realizar nenhum milagre, pois, se não acreditamos Nele diante de tudo o que já aconteceu e que acontece, porque Jesus faria diferente? Porque Ele iria realizar milagres em nossa vida se apenas queremos receber e não dar nada em troca?

Hoje Jesus, iria apenas nos responder: “a esta gente não será dado nenhum sinal”. (Mc 8,12).

Por isso, cabe a nós agora, refletirmos: O que faltou aos fariseus para que Jesus realizasse milagres em sua vida? O que falta a nós hoje, para que Jesus realize milagres em nossa vida?

O que faltava aos fariseus e a nós hoje, é boa vontade, a perseverança, o amor e a dedicação aos ensinamentos de Jesus, é sabermos reconhecer os milagres na vida dos outros e ficarmos alegres e gratos por isso ter acontecido, e não sermos como Caim, que ficou com ciúme de Abel, e o matou.

É acolhermos os ensinamentos de Jesus e termos o discernimento de todo o Seu amor por nós. Devemos nós, deixarmos que Jesus nos corrija, nos direcione, temos que ser humildes diante Dele, e aceitarmos a repreensão que Ele nos direciona.

Hoje, como naquela época, o que nos leva a não aceitar os sinais de Deus, é a nossa soberba, o nosso orgulho, o nosso complexo de superioridade, é o medo de perdermos prestígios popular, é nos apegar às lideranças religiosas em nossa comunidade, tudo isso, era para os fariseus e é para nós hoje, situações que nos impedem de aceitar Jesus.

Por isso pergunto a cada um dia de nós: Se os fariseus e os doutores da lei, naquela época, aceitassem Jesus, a história do Povo de Deus seria diferente? Se nós hoje, aceitássemos Jesus, a nossa história seria diferente?

Sinceramente, todos nós somos fracos, todos nós desejamos que os milagres realizem apenas em nossa vida. Reconheçamos. Sejamos honestos, e vamos olhar para dentro de nós. Abramos o nosso coração ao ensinamento de Jesus.

Quantos de nós, por não conseguirmos um emprego, ou por ter perdido um, nos afastamos da Eucaristia por estarmos “chateadinhos” com Deus?

Quantos de nós, por não ter conseguido uma cura diante de uma enfermidade, nos afastamos da Eucaristia por estarmos “magoadinhos” com Deus?

Quantos de nós, por termos “perdidos” um ente querido por causa de uma doença ou uma fatalidade, que nos afastamos da Eucaristia por acharmos que fomos esquecidos por Deus?

Quantos de nós, por não gostarem de uma pessoa da nossa pastoral, da nossa comunidade, ou até mesmo do padre, se esquecem que o mais importante é a comunhão com os irmãos e a presença diante do Senhor na Eucaristia?

Como os fariseus naquela época, como para muitos de nós hoje, é mais “fácil” não aceitarmos os ensinamentos de Deus e de sua casa afastarmos, pois, longe de tudo e de todos, não precisamos ser humildes, não precisamos ajudar, não precisamos trabalhar, não precisamos orar, não precisamos comungar o amor de Deus com os outros.

Como os fariseus, nós nos sentimos até mesmo, superiores a Jesus, onde que achamos que não precisamos dos Seus ensinamentos, que apenas por “orarmos” a Deus tudo está resolvido; que não precisamos obter mais conhecimento e transformar em sabedoria, pois o que sei já é o bastante; me afasto da comunidade e do meu irmão, porque não gosto de suas deficiências e me esqueço de toda a vontade que permanecem no Caminho do Senhor.

Meus irmãos e minhas irmãs, estamos sendo ou seremos piores que os fariseus, se deixarmos que o orgulho nos domine, que a prepotência nos afaste, que a autossuficiência nos direcione e não aceitemos o convite de Deus para que possamos nos converter, perdoar e nos santificar em Seu Nome. Devemos humildemente, diante do Senhor, nos apresentar a Ele e nos oferecer para permanecer em Seu caminho, mesmo que os grandes milagres não se realizem em minha vida, mas que o Espírito Santo nos faça reconhecer, que o maior milagre é podermos estar diante de Jesus, como o coração aberto e reconhecer, quem longe Dele, não teremos a possibilidade de sermos felizes.

“Quem crê em Jesus não precisa de sinais para assumir as Suas promessas como verdadeiras. Só a Sua Palavra já é motivo para que permaneçamos firmes na fé. Nós tentamos a Deus quando pedimos a Ele milagres e não percebemos os sinais deixado por Ele para nós. A Cruz e a Palavra de Deus são uma prova fiel do Seu amor por nós. São sinais de Fé!

O Espírito Santo é o grande motivador da nossa fé! O maior sinal de Deus para todos nós é Jesus Cristo que veio como enviado do Pai para nos dar vida e santidade e nos revelar a Sua face amorosa. Não precisamos de sinais, pois o amor de Deus foi derramado no nosso coração pelo Espírito que nos foi dado e é quem age em nós e nos dá sabedoria para discernirmos a nossas inquietações e os nossos desejos.”

A nossa vida espiritual será outra quando aceitarmos todos os ensinos de Jesus. É isto o que Ele sempre esperou de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 12/02/17

Liturgia Diária 12/02/17 (Domingo) – Mateus 5, 17-37.

Bom dia. Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta! Isso não é apenas um pequeno trecho, uma parábola, um único ensinamento, não, com o texto de hoje podemos dividi-lo em pelo menos 3 a 4 ensinamentos distintos entre si, mas interligados no caminhar da Boa Nova. Vejamos:

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida. Mas aí alguém pode me perguntar:

— Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus? Ou: — Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos o exemplo de Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa. Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser. Querem ver?

— Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Tentamos alterar ou mudar, nem que seja naquele momento a “lei” para me privilegiar de uma situação.

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

— Na política, cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, ser contrários à corrupção, racismo, preconceito, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Burlamos as leis de trânsito, desfalcamos os cofres públicos, não me preparo para lecionar ou só chego atrasado em minha repartição.

—Na Igreja, em especial no ECC, no MESC e na Liturgia, onde sou mais atuante – por isso, eu me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, então, sermos “comunidade”, e deixamos que o meu querer se sobreponha sobre tudo isso.

Será, que agora, temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre” tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguirmos cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção do Reino dos céus.

Continuando o Evangelho, a reflexão da Palavra nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens! “Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, o legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei. O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’. ” É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro! Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal. Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la! Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”. Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro! Se somos filhos do amor, amor devemos ser! ”

Já a continuação da Palavra, é difícil de ser refletida…

“Somos felizes na medida em que vivenciamos a Palavra de Deus e andamos conforme os Seus ensinamentos. Jesus Cristo é a própria Palavra de Deus que veio ao mundo para nos ensinar a viver segundo a vontade do Pai e, assim ser feliz! A Palavra de Deus é o mapa que nos mostra o caminho para alcançarmos a santidade. Por isso que Jesus nos adverte de que não somos adúlteros somente quando agimos, mas também quando “desejamos”, quando “imaginamos”, quando contemplamos e cultivamos o mal dentro do nosso coração. O mal pode nos escravizar mesmo que não pratiquemos ações más, dependendo da nossa maneira de encarar e de ver as pessoas e as coisas.

O ato de arrancar o olho e a mão, a que Jesus se refere, significa cortar pela raiz os pensamentos, os sentimentos e as ações que nos sãos agradáveis, mas nos desvirtuam do caminho de Deus. Os nossos julgamentos pelas aparências, os sentimentos de ódio e rancor que guardamos dentro do coração, as manifestações interiores de orgulho e de inveja que ruminamos quando ambicionamos as riquezas do mundo, são ocasiões de pecado. Por isso, Jesus, nos manda jogar fora e arrancar, cortar de uma vez por todas.

No matrimônio, homem e a mulher firmam aliança com Deus que é para sempre e se propõem a cooperar para a construção de um mundo mais justo e feliz. A infidelidade gera infelicidade, a aliança rompida gera vidas quebradas, amor violado gera traição a Deus, por isso Jesus chama a nossa atenção para que tenhamos consciência do compromisso que assumimos com Ele”.

Mas tomemos cuidado em não querermos ser juízes das ações “infelizes” de nossos irmãos. Todos nós temos em nosso meio de amizades, casais que tiveram que passar por essa tristeza e em muitas das vezes, a dor de uma separação. São filhos sofrendo, famílias destruídas, amigos divididos, sentimentos de ódio e rancor entre os dois. Se somos ou desejamos ser verdadeiros cristãos, devemos acolher a todos com o coração aberto de amor e os abraços repletos de paz, pois a eles – separados –, já basta a tristeza do rompimento da promessa eterna realizada diante de Deus.

E por último, Jesus nos deixa uma pequena explicação sobre como deve ser o nosso caminhar na Palavra de Deus, onde que por várias vezes pelos meios sociais na internet e nos celulares eu li uma frase que diz mais ou menos assim:

— O certo não deixa de ser certo ainda que ninguém pratique.

— O errado não deixa de ser errado ainda que todo mundo faça.

Já Jesus, é bem mais simples. Ele nos diz:

“Seja o vosso ‘sim’: “Sim”;

“Seja o vosso ‘não’: “Não”.

Tudo o que for além disso vem do Maligno.

O verdadeiro católico, o verdadeiro cristão, com a Palavra de Deus sendo seu alicerce, e diante das tentações e maquinações que o mundo nos oferece, não podemos ter outra resposta além do “SIM” ou do “NÃO”, pois um talvez, não vem de Deus.

Por isso gostaria de deixar uma perguntar:

“Se eu fizer o certo é o certo que me espera. Agora, se eu não faço o certo, o que é que me espera?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Publicado em Religião | Deixe um comentário

Liturgia Diária 11/02/17

Liturgia Diária 11/02/17 (Sábado) – Marcos 8, 1-10.

Bom dia. REFLEXÃO DE NOSSA IRMÃ HELENA SERPA.

“O mundo não consegue preencher o vazio que há no coração do homem moderno, mesmo que ofereça mil alternativas para que tenhamos uma vida feliz.

A multidão que povoa o universo se alimenta de tudo o que o mundo oferece, comemora os grandes feitos da ciência, celebra as grandes conquistas tecnológicas, mas na verdade continua triste, sem esperança, desalentada, ansiosa e carente.

Por isso, do mesmo modo que Jesus olhava para aquele povo do alto do monte, Ele continua olhando hoje, percebendo a situação da multidão que O busca, em diversos lugares e das mais diversas maneiras.

Ele conhece as nossas necessidades, e tem compaixão de nós, entretanto quer que tenhamos consciência do que já possuímos e já dispomos.

Por isso, antes de qualquer coisa, Ele nos pergunta: “quantos pães tendes?”

Assim dizendo, Jesus nos leva a refletir e questionar sobre a nossa real condição de vida.

É como se Ele estivesse falando para todos nós: você tem algo, você não é de todo carente; o que você tem eu abençoo e multiplico até que sobre!”

O pão representa o alimento que mata a nossa fome material, que sacia a nossa alma, os nossos desejos, mas também significam os dons e talentos que possuímos para bem usá-los e assim participar do aprovisionamento do pão espiritual e material do nosso cada dia.

O Senhor nos dá a capacidade de crescermos para que também possamos fazer o outro crescer.

Nós precisamos também colocar nas mãos de Jesus os sete pães e alguns peixinhos que são os nossos carismas e habilidades para que Ele, através de nós, possa alimentar a multidão carente que se encontra ao nosso redor.

São sete os dons infusos que recebemos no nosso Batismo: fortaleza, sabedoria, ciência, conselho, entendimento, piedade, temor de Deus.

São sete também as virtudes teologais e cardeais que o Senhor nos concede para crescermos em santidade: fé, esperança, caridade, prudência, temperança, fortaleza e justiça, por conseguinte, nunca poderemos dizer que nada temos para oferecer ao irmão.

Os peixinhos são também os frutos do Espírito Santo que cultivamos em nós e são preciosos para alimentar as pessoas que nos cercam: a caridade ou o amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão e a temperança.

Tudo isso colocado à disposição de Jesus servirá para mudar a vida de muitas pessoas no meio da multidão.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9