Liturgia Diária 18/Jun/18

Liturgia Diária 18/06/18 (Segunda):
1Rs 21,1-16 – Sl 5, 2-3. 5-6. 7 (R. 2b) – Mt 5,38-42

QUEM SÃO VERDADEIRAMENTE OS NOSSOS INIMIGOS?

Bom dia. Bom dia. E só para começar bem, gostaria de perguntar:

— Quem são os nossos inimigos?

— Você realmente os conhece?

Posso fazer uma outra pergunta a você que eu me faço diariamente, e é com ela que tento me centrar na Palavra de Deus para conseguir “amar” as pessoas que estão ao meu redor?

— Aquela pessoa é minha inimiga ou sou EU que estou fazendo Dela de inimiga?

Vou explicar um pouco melhor.

Nós, humanamente falando, somos pessoas fracas na fé, egoístas nos desejos, soberbos no conhecimento, criticamos aos outros e nunca a nós mesmos. Pois bem, como tento lidar com todos estes sentimentos diariamente, sempre que algo me aborrece ou que me sinto contrariado naquilo que acredito, sempre me vem o desejo de repelir ou atacar aquilo que me aflige.

— Não é assim que nós reagimos quando nos sentimos intimidados?

A partir daquele momento, eis aí, meu novo inimigo. Eis aí minha nova inimiga.

É exatamente neste momento que os nossos inimigos começam a aparecer, não porque realmente os são, mas porque nós os “transformamos” em inimigos, em desafetos, em adversários. Como é difícil para nós, que por um minuto que seja, tentarmos discernir aquele acontecimento ou atitude que me entristeceu antes de que possamos responder ou reagir. Realmente, fazemos o contrário. Quando isso acontece começamos a ver em nossa frente apenas o ódio, o desrespeito, a raiva, o desprezo, etc.

Pois bem, o meu inimigo, sou eu mesmo. Na maioria das vezes os nossos inimigos são criados por nossas mentes:

— por que não sabem acreditar nas boas ações das pessoas;

— por que não sabem aceitar as críticas como uma forma de crescimento;

— por que não conseguimos ser ou fazer o que os outros são ou fazem, criamos uma barreira de divisão entre nós, onde há sempre apenas a crítica ou o desprezo;

— por que quando vemos uma atitude de mudança nas pessoas e que não conseguimos realizar em nós mesmos, apenas más palavras a elas iremos mostrar.

Querem ver algumas situações corriqueiras que acontecem em nossa vida de família e de comunidade cristã que sempre são causas de discórdias e de novos “inimigos”?

Podemos até achar que são coisas banais e sem sentido, mas se conseguirmos ver com um pouco mais de atenção, vamos ver que nós mesmos já podemos ter realizado algumas dessas ações. Criamos novos inimigos quando:

— Eu não oro a Deus, e critico àquele que hoje não sabe fazer nada sem orar;

— Eu não consigo para de fumar ou beber, mas critico ou me afasto daquele que conseguiu, dizendo que ele não pode mais fazer parte da minha “roda de amizade”, pois ele está fora de sintonia da maioria;

— Eu não trabalho na Igreja por que tem pessoas que estão lá e eu não “suporto” a forma delas serem – erradas ou não.

Uma vez, aconteceu algo na nossa comunidade, que foi como uma “rasteira” que fizeram conosco sobre certas atividades na nossa paróquia. Uma irmã e amiga – coincidentemente minha xará – como eu, havia ficado muito chateada com aquela situação que havia acontecido, e me perguntou assim:

— Flávio, você não vai fazer nada? Isso não está certo! E você vai ainda ajudar “eles” neste encontro?

Aí, eu respondi a ela:

— Sabe minha amiga, eu estou chateado sim, mas não é por causa disso que eu vou deixar de ajudar a nossa comunidade, pois, independente do que aconteceu, devemos trabalhar para Deus e não para “eles”.

Naquele momento, e sendo super hiper mega sincero, mesmo falando o que falei para ela, o meu desejo era de criar meus próprios inimigos, mas com oração dirigida a “eles” e principalmente a mim, eu consegui com a graça de Deus, mostrar a mim mesmo e a “eles” que podíamos trabalhar em prol de algo maior, que se chama Igreja, fundada e amada por Cristo Jesus, e onde que me sustento para continuar nesta caminha de Família e comunidade.

As palavras de Cristo para nós hoje, sempre quando a refletimos, parece algo inatingível, pois humanamente falando, é quase impossível não devolvermos na mesma moeda o mal que alguém nos fez. Este mal pode ter sido, por palavras ou por ações, isso independe, pois, a nossa primeira reação será sempre a de revidar.

O que Jesus nos pede hoje, não é que sejamos “bobinhos” ou submissos ao extremo diante das “violências” causadas a nós e a quem nos cerca, mas que sejamos humildes e sábios em ter o discernimento que, caso haja o revide, esta ação se perpetuará quase que para sempre, onde um sempre irá tentar revidar o que recebeu.

E a beleza da ação que Jesus nos pede, está exatamente no contrário, pois, Ele deseja que o revidar não seja com palavras “malditas” ou ações “violentas”, mas que o nosso revide seja de levar ao outro o amor, a compreensão, o carinho que a Boa Nova nos faz.

Nós, muitas vezes, por não termos compreendido o verdadeiro amor de Deus em nossas vidas, sempre tentamos impor as nossas vontades, os nossos quereres, não nos preocupando com aqueles que nos cercam, com aqueles que participam conosco em nossa comunidade. E quando somos confrontados a nossa primeira reação, é a de agir com “violência” nas palavras, para que as minhas ideias sejam aceitas e que os outros também a defendam.

— Caso alguém quem eu “confio”, mas não é partidário dos meus pensamentos, qual é a nossa reação?

— É de pensar, refletir e aceitar esta “diferença”, ou a nossa reação é de continuar a bater de frente impondo a minha posição?

— E partir daí, como é que fica a sua relação com aquela pessoa que você confiava?

Devemos lembrar, que por muitas vezes, a nossa “verdade” é apenas nossa, e não a VERDADE da comunidade ou do nosso grupo ou da nossa família.

Quando conseguimos discernir e agir diante das violências feitas a nós com uma atitude de amor, carinho e compreensão, as armas serão depostas ao chão, onde que aquele que estava “coberto por sua verdade”, naturalmente, será descoberto diante de todos pela “verdade” de Cristo: o AMOR.

REFLITAMOS: Será que não estamos, nós mesmos, sendo este “mal” em nossa comunidade? Em nossa família? Em nosso trabalho?

Somente a graça de Deus, aceita por nosso coração humano, será a solução para compreendermos que o AMOR é a verdadeira saída para resolvermos os nossos problemas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 17/Jun/18

Liturgia Diária 17/06/18 (Domingo):
Ez 17,22-24 – Sl 91(92),2-3.13-14.15-16 (R. Cf. 2a) – 2Cor 5,6-10 – Mc 4,26-34

O TERRENO QUE A SEMENTE É PLANTADA, É O NOSSO CORAÇÃO

Boa noite. O Evangelho deste domingo nos mostra que, apesar de Jesus sempre falar por meio de parábolas para que o povo compreendesse melhor, será que hoje, nós conseguimos entender realmente o que Ele quer nos falar?

Nestas duas parábolas que Jesus nos mostra, podemos fazer a nossa reflexão até mesmo seguindo os versículos, um a um, sem precisarmos ter um estudo, uma exegese ou uma hermenêutica tão avançada da Palavra. Mas, apesar destes textos serem de “fáceis” interpretações, mesmo assim, devemos ter o cuidado de não interpretarmos erroneamente olhando apenas com os olhos humanos, mas devemos ter o nosso coração aberto ao discernimento que o Espírito Santo nos dá. Se assim o fizermos, aí poderemos compreender o que Jesus quer nos dizer.

Sendo assim, não se apeguem a minha reflexão, mas que cada um de nós possamos fazer esta reflexão de conversão, perseverança, amor e missão.

— 26a “Naquele tempo, Jesus disse à multidão”:

Esse “tempo” é hoje. A “multidão” somos todos nós;

— 26b “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra”:

Este “alguém” é o próprio Cristo. A “semente”, é Palavra de Deus, e com seus milagres, seus exemplos, seu amor, Jesus nos traz explícito o caminho para o Reino de Deus. A “terra”, somos todos nós que estamos dispostos a caminhar na Palavra do Senhor, e nos converter à sua Boa Nova.

— 27 “Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”:

Jesus nos alerta que a nossa aceitação e conversão a sua Boa Nova, deve ser feita diariamente, todos os dias, independente do que realizamos ontem, mas devemos fazer hoje tudo de novo, sem desistir, sempre perseverando, onde que lentamente, iremos com a ajuda do Espírito Santo crescer cada vez mais na graça do Senhor. E é neste ponto que muitos de nós caímos em tentação, pois, por acharmos que já estamos no caminho, desejamos que as coisas devam acontecer rapidamente. Quantos de nós, quando resolvemos aceitar a missão de Jesus e começamos a participar de uma pastoral, desejamos que os resultados sejam rápidos? Ou quando iniciamos uma família, diante do Sacramento do Matrimônio, desejamos que somente a felicidade exista? Só que não é assim que as coisas de Deus acontecem. Por isso, aqueles que conseguem manter-se na oração e na fé, conseguem perseverar, pois, apesar de não saberem como acontece e como também, não estão preocupados com resultados rápidos, a graça de Deus vai começar a crescer em sua vida.

— 28 “A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga”:

Como podemos observar, quando existe a nossa conversão, mantendo a perseverança na oração, na fé e na missão, os frutos irão crescer e multiplicar. Quando conseguimos nos manter atentos aos sinais do Espírito Santo em nossa vida, crescendo cada vez mais no amor e na humildade, é o momento que estamos dispostos a darmos mais um passo adiante, onde que poderemos, humildemente, sermos exemplos de servos e trabalhadores da messe do Senhor.

— 29 “Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”:

Eis, aqui, onde que os frutos que desejávamos em nossas pastorais poderão ser colhidos; eis o momento em que as graças em nosso Matrimônio poderão ser alegres aos olhos do Senhor.

— 30 “E Jesus continuou: Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?”:

Como Jesus conhecia o nosso coração humano, e mesmo após, ele ter deixado bem claro como é a dinâmica para caminharmos no rumo da Salvação, Ele ainda quis nos deixar mais claro ainda, o que seria o Reino de Deus. Será que seria necessário mesmo está outra parábola? Será que o nosso coração, mesmo após esta primeira parábola, ainda continua fechada à Boa Nova do Senhor? Sinceramente? Para muitos de nós, a Palavra de Deus ainda permanece muito distante do nosso coração.

— 31 “O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra”:

A Palavra de Deus quando é semeada em nosso coração, ela é considerada como a menor das sementes, pois ela não deve ser aceita como obrigação, como imposição, não, a Palavra de Deus quando semeada em nosso coração, deve aceita por nós como graça, como água que refresca, como sombra que nos abriga, como o lar que nos acolhe. A Palavra de Deus é singela, pois ela não vai derrubar a porta de nossa casa, pelo contrário, ela bate mansamente e cabe a nós abrir a porta de nossa vida para que ela possa fazer morada em nosso coração.

— 32 “Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”:

Quando aceitamos nos converter ao Reino de Deus, diante da Palavra semeada em nosso coração, as graças e bênçãos alcançadas, nos dão a felicidade de ver que os nossos frutos são direcionados principalmente para aqueles que mais precisam de ajuda, sendo esta ajuda material ou espiritual, pois, como os pássaros do céu que são os animais que mais são postos à prova pelo mundo, tanto pelo tempo que os castiga, como ser indefesos aos tratos humanos, nós também, temos a missão de sermos “a mostarda” crescida e acolher aos que mais necessitam, sendo em nossa comunidade e principalmente em nossa família.

— 33 “Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender”:

Como Jesus fazia como o povo naquele tempo, nós também temos a oportunidade de ouvi-lo por meios das parábolas ainda hoje, diante das nossas Santas Missas.

— 34 “E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo”:

Nós também temos esta possibilidade, quando somos convidados a participar mais intensamente de uma pastoral, de um curso, de um ministério, de uma formação ou adoração.

 

Meus irmãos e irmãs, Jesus nunca deixa de nos convidar a ouvir a sua Palavra, nunca deixa de nos chamar à conversão, nunca deixa de nos acompanhar em nossa missão, pois Ele deseja, que todos nós, eu e você, façamos parte desta linda história de amor, onde que temos a missão de nos converter e levar aos outros as graças recebidas por Deus. Longe de nós querermos ser os melhores, longe de nós querermos ser os mais importantes, mas apenas que possamos ser, dia-a-dia, perseverantes em nossas orações, caindo e levantado diante aos nossos pecados, mas com o coração repleto do Espírito Santo, possamos ser humildes servos de nosso Senhor Jesus Cristo em sua messe de amor e misericórdia.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 16/Jun/18

Liturgia Diária 16/06/18 (Sábado):
1Rs 19,19-21 – Sl 15, 1-2a.5. 7-8. 9-10 (R. Cf. 5a) – Mt 5,33-37

SE É CRISTÃO NO CRER, NO FALAR E AGIR, OU NÃO SE É.
OU SOMOS SIM OU NÃO.

Bom dia. Pois bem, a Palavra de Deus hoje tem para nós, duas das, se não as duas mais complicadas de se realizar integralmente por um Cristão no mundo: uma é “não jurar” por uma verdade, pois a verdade deve ser o nosso reflexo, e a outra é sermos “a verdade”, pois não podemos ser as duas coisas.

Jesus nos mostra que não devemos “jurar” por nada, nem mesmo pelo céu, pois, se para os antigos “jurar” significa que aquilo que a pessoa estava dizendo era verdade, para Jesus ele nos ensina que “jurar” deve ser todos os pensamentos, proclamados com as nossas falas e serem realizados com as nossas ações.

Meus irmãos e irmãs, uma pessoa verdadeira, autêntica, cristã, não fica jurando a toda hora no momento que conta ou fala um fato aos amigos, parentes, colegas.

— Foi, sim! Eu juro por Deus.

Não façamos isso, pois é uma coisa muito feia! Conhecedores dos ensinamentos de Jesus, devemos dizer simplesmente o que aconteceu, e não há necessidade de jurar por nada! Está provado que somente os mentirosos vivem jurando após contar algo a alguém.

Nós não devemos jamais agir assim. Em nenhuma hipótese uma cristã, um cristão deve lançar mão do artifício da mentira para convencer alguém, muito menos para impressionar.

Podemos ver claramente que Jesus nos aconselha que o nosso falar seja SIM, ou NÃO. Nada mais do que isso.

Se o fato foi verdade, devemos dizer SIM.

Se não aconteceu, devemos dizer NÃO, e acabou. Ponto final.

A mentira é uma doença infecciosa que mata a quem prejudica, como a quem a faz.

Algum de nós já se calou à verdade apenas para não contradizer um “amigo”? Já deixamos algo de ruim acontecer e prejudicar uma outra pessoa por causa do que a verdade poderia fazer para nós?

Pois é, e a mentira também pode ser uma doença hereditária. Um pai e ou uma mãe mentirosa podem gerar alguns dos filhos também mentirosos. Normalmente, nas relações familiares, as filhas puxam os pais e os filhos puxam as mães, não é isso? Então, é normal, caso o pai seja mentiroso, as meninas também mentirem, e o inverso proporcional, se a mãe é verdadeira, os filhos não mentirão, pois a puxaram.

O mentiroso não tem credibilidade, e isso começa dentro de casa, juntos aos familiares, quando ele fala, se fica na dúvida.

Ou será que em nossa família não tem aquelas pessoas que de tanto mentirem acabam acreditando que a mentira é verdade? Mas quando aqueles que sabem a verdade estão pertos, ou não se toca no assunto ou as palavras são ditas de outras formas.

E essas pessoas que vivem mentindo, quando de um evento social (festa, encontro, reunião, etc.) já deixaram de te chamar porque você conhecia a verdade?

É mentira ou verdade? Perguntemos a nós mesmo.

A mentira está próxima da falsidade. O indivíduo falso, vive uma mentira em atos, palavras, no seu modo de ser e agir. Uns vivem contando vantagens, eles se mostram os tais diante dos demais. Outros, fingem ser seu amigo, mas lá no fundo, não é nada disso. As pessoas que vivem na mentira, quando estão num grupo de “amigos”, já notaram que ela sempre fala mais alto? Sempre fica criticando ou pegando no pé, principalmente a pessoa que sabe a verdade de uma ou outra situação? Observem.

Tanto o mentiroso como o falso, não são bem aceitos pela sociedade, a começar pelos familiares e amigos.

E o pior, é que os mentirosos podem inventar calúnias pesadas contra você, ou sobre a sua pessoa, complicando a sua vida, diante daqueles que ainda não os conhecem, como patrões, professores, chefes de sessão, credores, etc.

Em verdade vos digo. Assim começavam muitas das explicações de Jesus. Nós, cristãos seguidores daquele que é o caminho, a verdade e a vida, jamais podemos mentir. Mesmo que tenhamos a tendência a mentira, com a ajuda de Deus podemos combater esse cruel defeito, e dizer sempre a verdade.

Nossa vida pelo batismo, configurada ao Cristo, já é uma opção pela verdade em qualquer situação, mesmo que dizer a verdade nos custe a própria vida, somos obrigados a sermos verdadeiros.

“Tu és rei?” “Tu o dissestes”. Jesus não teve medo de dizer a verdade, mesmo que esta o condenasse.

Por isso é proibido jurar. E quem disse isso foi Jesus.

Quem jura dá ao outro a possibilidade de duvidar da sua palavra. Uma mulher, um homem verdadeiro nunca jura!

O nosso SIM tem de ser sim, e o nosso NÃO tem de ser não. Não há nenhuma necessidade de ficar jurando.

Se somos seguidores daquele que é o caminho, a verdade e a vida, não tem cabimento mentir, não faz nenhum sentido viver jurando a toda afirmação que fazemos.

Não minta! Não jure!

Por isso, encerro a minha reflexão com uma oração de João Paulo II: “Jesus, princípio e realização do homem novo, convertei a vós os nossos corações, para que, deixando as sendas do erro, sigamos os vossos passos no caminho que conduz à vida. Fazei que, fiéis às promessas do batismo, vivamos, com coerência, a nossa fé, testemunhando com solicitude a vossa Palavra, para que, na família e na sociedade, resplandeça a luz vivificante do Evangelho. Jesus, poder e sabedoria de Deus, acendei em nós o amor à Sagrada Escritura, onde ressoa a voz do Pai, que ilumina e abrasa, nutre e consola. Vós, Palavra de Deus Vivo, renovai na Igreja o ardor missionário, para que todos os povos cheguem a conhecer-vos como verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem, único Mediador entre o homem e Deus. Jesus, fonte de unidade e de paz, fortalecei a comunhão na vossa Igreja, para que, pela força do vosso Espírito, todos os vossos discípulos sejam um só. Vós que nos destes como regra de vida o mandamento novo do amor, tornai-nos construtores de um mundo solidário, onde a guerra seja suplantada pela paz, e a cultura da morte, pelo empenho em favor da vida. Amém”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 15/Jun/18

Liturgia Diária 15/06/18 (Sexta):
1Rs 19,9a.11-16 – Sl 26,7-8a. 8b-9abc. 13-14 (R. 8b) – Mt 5,27-32

NÃO COMETAS ADULTÉRIO. AH, NEM HOMEM E NEM MULHER!

Bom dia. Palavra difícil de ser refletida…

Somos felizes na medida em que vivenciamos a Palavra de Deus e andamos conforme os Seus ensinamentos. Jesus Cristo é a própria Palavra de Deus que veio ao mundo para nos ensinar a viver segundo a vontade do Pai e, assim ser feliz! A Palavra de Deus é o mapa que nos mostra o caminho para alcançarmos a santidade.

É necessário nos colocarmos primeiro no contexto à época, pois, na visão de Jesus, a maneira como era encarado o 6º mandamento do Decálogo era insuficiente, onde se transpirava uma atitude machista, que considerava a mulher um objeto, uma coisa ou um móvel de casa. Daí que se considerava o adultério como uma espécie de injustiça cometida contra uma propriedade alheia, um atentado ao bem mais precioso de um homem: sua mulher.

Sendo assim, nesta mesma perspectiva, o casamento era uma transação de compra e venda, pela qual um homem adquiria uma mulher como esposa, a qual passava a fazer parte de seus bens, e bem como um objeto, se por qualquer coisa que não gostasse, poderia jogar-lhe fora. O respeito pela mulher do próximo, portanto, colocava-se no contexto de respeito ao conjunto de seus bens. O mandamento assim interpretado fundava-se na coisificação da mulher, cuja dignidade não era reconhecida. Colocada no rol dos bens do marido, ela se via privada da igualdade com o homem, o que não correspondente ao desejo do Criador. Por isso, Jesus viu-se forçado a opor-se a isso, pois isso era contrário ao projeto de seu Pai.

Por isso, neste Evangelho Jesus nos adverte de que não somos adúlteros somente quando agimos, mas também quando “desejamos”, quando “imaginamos”, quando “contemplamos e cultivamos o mal dentro do nosso coração”. O mal pode nos escravizar mesmo que não pratiquemos ações más, dependendo da nossa maneira de encarar e de ver as pessoas e as coisas.

O ato de arrancar o olho e a mão, a que Jesus se refere, significa cortar pela raiz os pensamentos, os sentimentos e as ações que nos sãos agradáveis, mas nos desvirtuam do caminho de Deus. Os nossos julgamentos pelas aparências, os sentimentos de ódio e rancor que guardamos dentro do coração, as manifestações interiores de orgulho e de inveja que ruminamos quando ambicionamos as riquezas do mundo, são ocasiões de pecado. Por isso, Jesus, nos manda jogar fora e arrancar, cortar de uma vez por todas.

No matrimônio, o homem e a mulher firmam aliança com Deus que é para sempre e se propõem a cooperar para a construção de um mundo mais justo e feliz. A infidelidade gera infelicidade, a aliança rompida gera vidas quebradas, amor violado gera traição a Deus, por isso Jesus chama a nossa atenção para que tenhamos consciência do compromisso que assumimos com Ele.

Mas tomemos cuidado em não querermos ser juízes das ações “infelizes” de nossos irmãos. Todos nós temos em nosso meio de amizades, casais que tiveram que passar por essa tristeza e em muitas das vezes, a dor de uma separação. São filhos sofrendo, famílias destruídas, amigos divididos, sentimentos de ódio e rancor entre os dois. Se somos ou desejamos ser verdadeiros cristãos, devemos acolher a todos com o coração aberto de amor e os abraços repletos de paz, pois a eles – separados –, já basta a tristeza do rompimento da promessa eterna realizada diante de Deus.

Agora, se todo mal e todo pecado se inicia em nossos pensamentos, precisamos realmente cortar o mal pela raiz, disciplinando a nossa vontade, disciplinando o nosso modo de pensar, para que nossas palavras e obras sejam de acordo com a vontade do Pai, e que este mal não se aloje em nosso coração.

Devemos crer que o Pai, por sua vez, sempre nos dará forças para não cairmos em tentação, e podermos olhar a mulher do próximo – no caso os homens –, e olhar o homem da próxima – no caso das mulheres – com fraternidade, respeito, e não como um objeto de prazer. Além do fato dela – a pessoa, o próximo –, pertencer ao nosso irmão em Cristo, e por isso não podemos cobiçar o que pertence aos outros.

E que ninguém se ache forte o suficiente para ignorar a Força do Alto, pois somente Deus nos livrará das tentações, e das nossas inclinações erradas, das nossas paixões desenfreadas, e das nossas tendências desmedidas.

Jesus afirma que o adultério assim como todo pecado, começa dentro de nós, na nossa mente, nos nossos pensamentos.

Primeiro olhamos acidentalmente, sentimos pelo instinto. Depois, vem os pensamentos, os quais devemos controlar com a ajuda de Deus por Jesus. Somente em Deus temos a capacidade de dominar a força do instinto que junto com a tentação, nos arrasta tomar uma decisão de pecar, uma decisão de agir fora do Plano de Deus, fora do Evangelho.

É aqui que entra o poder da oração. Se você está sendo constantemente tentado a cair, se você se sente atraído ou atraída por uma pessoa que lhe é agradável, busque a força do Alto, busque a Deus, fuja daquela ocasião de pecado, faça alguma coisa, mas ore.

Ore com força e para valer!

Ore e confie, pois a ajuda do Pai não faltará, e cada um de nós poderemos e iremos vencer mais essa batalha contra o pecado.

Eu creio pessoalmente e intensamente, que não vale a pena um minuto de prazer que pode destruir a eternidade da sua alma e que destruirá a sua família, os seus filhos, a você mesmo.

Mas se isso foi inevitável, se isso vier lhe acontecer, não se esqueça do sacramento da confissão!…

Assim, volte a Deus, volte a Eucaristia, a qual lhe dará força total para resistir o pecado.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 14/Jun/18

Liturgia Diária 14/06/18 (Quinta):
1Rs 18, 41-46 – Sl 64(65),10abcd. 10e-11. 12-13 (R. 2a) – Mt 5,20-26

O QUE BROTA EM NOSSOS CORAÇÕES, REFLETIRÁ EM NOSSAS AÇÕES.

Bom dia. O evangelho de hoje é continuação de ontem, onde que a reflexão da Palavra nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

No texto do evangelho, Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens! “Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, utilizando-se do legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei.

O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’.”

É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro!

Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, pois, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal.

Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la!

Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”. Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

A justiça de Deus é o amor e este também é o termômetro para o nosso julgamento.

Seremos julgados pela justiça que praticamos, portanto, no final seremos ajuizados pelo amor que vivenciarmos segundo os critérios de Deus e conforme os Seus ensinamentos. A justiça de Deus é o Amor, é o perdão, é a reconciliação.

E a nossa? Olhando para dentro de nosso ser, qual a justiça que praticamos? Mesmo com quem não gostamos?

Lembremos: “Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.”

“Levar a oferta para o altar” é quando pensamos que estamos sem pecados, e colocamos a nossa soberba e orgulho acima de tudo e de todos, pois, acreditamos que possamos nos apresentar diante do Senhor.

“Lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti”, é quando sabemos que magoamos alguém, ou quem sabe, deixamos que certas mentiras se tornassem verdades. Diante disso, temos que ter o discernimento em aceitar o nosso erro.

“Deixa a tua oferta ali diante do altar”, é quando realmente aceitamos os nossos erros, não apenas superficialmente, mas vindo de um coração preenchido de humildade e arrependimento.

“Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”, é quando a graça do perdão nos move além do que os nossos sentimentos humanos e mundanos podem compreender, pois, aceitarmos o erro, e ir pedir perdão a quem magoamos é ter a mesma atitude que Cristo teve diante da Cruz. Ele se entregou pelos nossos pecados, e nós perdoamos para completar o nosso ser da graça de Deus.

“Só então vai apresentar a tua oferta”, é quando temos a noção e a percepção que Deus tudo nos conhece, e que não adianta fazer apenas para sermos vistos, mas, que sejamos bons frutos diante Dele.

E para mim, pessoalmente, essa não é a tarefa mais difícil, mas sim, quando você que foi prejudicado, e tem a graça de perdoar a quem te magoou, aí sim, posso lhe dizer, estamos no caminho certo.

O amor implica em acolhimento, ternura, compaixão, compreensão, tudo o que Jesus viveu e nos revelou como ensinamento.

Muitas vezes nós fazemos as nossas ofertas no Altar do Senhor, e não paramos para averiguar e refletir como está o nosso coração e se a nossa oferenda é justa diante de Deus. Estamos aqui a caminho do tribunal.

E é no final da nossa vida, diante do tribunal, que nós mesmos relembraremos as nossas ações e à Luz de Deus enxergaremos o que fizemos de bom e o que fizemos de mal. Aí, então, os nossos atos revestidos de ira, cólera, impaciência com os nossos irmãos serão medidas que nós mesmos usaremos contra nós na hora em que formos nos avaliar.

Jesus nos dá o entendimento a fim de que possamos agir enquanto é tempo: “procura reconciliar-te com o teu adversário enquanto caminha contigo para o tribunal”.

Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui, caminham conosco, os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem amamos e, também, aqueles a quem abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia.

Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida.

Jesus nos chama à reconciliação, portanto, comecemos dentro da nossa casa.

Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

Se somos filhos do amor, amor devemos ser!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 13/Jun/18

Liturgia Diária 13/06/18 (Quarta):
1Rs 18,20-39 – Sl 15(16),1-2a. 4. 5.8 11 – Mt 5,17-19

QUEREMOS SER SENHORES DA “LEI”

Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta?

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida.

Mas aí algum de vocês podem me perguntar: — Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus?

Ou melhor: — Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa, não é isso? Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser.

Querem ver? Posso provar isso a vocês, e a mim também? E deixo bem claro, eu não vou falar de situações inerentes ao nosso querer ou necessárias pela situação, mas na rotina de nosso dia, ok?

 — Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Nós tentamos alterar ou mudar – ao nosso bel querer – a “lei” para nos privilegiar de uma situação.

  • Será que chegar um pouquinho atrasado conta?
  • E quem sabe não participar de uma reunião?
  • Almoçar mais cedo?
  • Ou quem sabe, irmos para casa mais cedo apenas porque nós assim queremos?

Querem que eu coloque mais exemplos ou vocês podem colocar?

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

  • Será que mandarmos o filho desligar o celular para dormir e nós pais ligarmos os nossos, é um bom exemplo?
  • Ofender o nosso esposo, a nossa esposa, ou nossos filhos e exigirmos obediência e respeito dos mesmos é um bom exemplo?
  • Dizermos para os filhos não beberem ou fumarem, e infelizmente, chegarmos todos os finais em semana em casa embriagados e esfumaçados, é considerado um bom exemplo?

Posso expor outros ainda se quiserem…

 — Na política, em cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, anticorrupção, antirracismo, antipreconceito, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos imensamente destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos, e até cobramos que os servidores públicos as façam.

  • Será que burlamos as leis de trânsito, atravessando um sinal vermelho?
  • Ou quem sabe estacionar em lugar proibido?
  • Será que desfalcamos os cofres públicos ou da nossa empresa?
  • Já levamos, nem que seja apenas, um lápis que pertence a nossa empresa para uso pessoal?
  • Será que nos preparamos adequadamente para lecionarmos em sala de aula?
  • Será que chegamos atrasados em nossa repartição?
  • Quem sabe dar uma propina para o fiscal deixar passar o IPVA ou a CNH vencida?
  • Ou quem sabe para o fiscal da prefeitura aceitar o nosso projeto?
  • Ou quem sabe subfaturar os nossos caixas?
  • Dirigirmos e falarmos ao celular?
  • Quem sabe furar a fila do banco, do caixa lotérico, do cinema?

Será que preciso de mais exemplos?

— Na Igreja, em especial no ECC, no Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão e Liturgia, onde sou mais atuante – por isso me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, e deixamos que o nosso querer se sobreponha sobre tudo isso.

  • Não participamos das reuniões por acharmos que é a mesma coisa ou que não vai dar em nada?
  • Não nos atualizarmos nas leituras, orações e reflexões por já termos muito “conhecimento”?
  • Fazermos coisas erradas durante a Santa Missa e deixar assim mesmo, apenas porque nós queremos?
  • Apesar de “sermos de dentro da Igreja”, temos humildade em reconhecer os meus erros ou elevamos apenas o nosso querer?
  • Não damos oportunidade que outros cresçam?
  • Ou quem sabe, só aparecemos quando vamos ser visto por muitos?
  • E será que não somos aqueles que se apresentam a todo momento, tirando a possibilidade de que outros trabalhem, e no final das contas, aquilo que pegamos para fazer não é feito, ou mal feito?

E agora, será que temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre”, mas, “sempre mesmo”, tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguir cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção ao Reino dos céus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 12/Jun/18

Liturgia Diária 12/06/18 (Terça):
1Rs 17,7-16 – Sl 4 – Mt 5,13-16

SAL E LUZ, EIS A NOSSA MISSÃO

Bom dia. A Palavra de Deus hoje nos chama a realizarmos e sermos verdadeiras obras de louvor a Deus.

Jesus nos convida a fazermos a diferença no mundo, a priorizarmos os valores do Reino, nos quais devemos assentar a nossa vida! Somos convidados a dar um sentido novo a nossa existência, a sermos protagonistas de uma história de amor que nunca terá fim, e para sermos estes protagonistas, Jesus nos faz uma única exigência: a conversão do coração.

A conversão nos abre à luz de Cristo, nos tira da escuridão, nos faz, não somente enxergar, como também, a desmascarar os projetos contrários à vida!

Se o mal está ganhando força no mundo, é sinal de que não estamos deixando aflorar, o bem plantado por Deus em nossos corações, que estamos ofuscando a Luz de Cristo com as luzes artificiais do mundo! Não nascemos do acaso, somos frutos do amor de Deus plantados aqui na terra para produzir frutos, e só iremos produzir frutos de boa qualidade, se estivermos ligados a Jesus, Jesus é a seiva que nos liga ao Pai, Ele é a fonte de água viva que irriga todo o nosso ser, que nos transforma em fonte de luz no mundo!

Jesus veio mudar o rumo da nossa história, dar um sentido novo ao nosso existir, nos libertar de nossas próprias prisões, Nele e com Ele, a nossa vida ganha brilho e sabor!

Sermos o SAL como obra, é como aquele cozinheiro que sabe “aquela receita”. Uma receita maravilhosa, tanto aos olhos como no paladar, só que, em vez de fazer como está descrito, ele faz da sua maneira, sem se importar com os ingredientes e principalmente com o sal que lhe é vital para o sucesso da receita.

Mas aí você pode me perguntar: mas nós não podemos ter criatividade ao cozinhar?

Claro que devemos, e é necessário nos dias de hoje sermos criativos para que todos àqueles que se sentem à mesa possam reconhecer o valor do prato e experimentar o sabor agradável. Mas esta criatividade deve ser responsável, não fugindo à essência da receita, pois se deixarmos isso para o lado, com certeza, quando alguém for se deliciar com aquele prato, o excesso do sal ou da pimenta, ou até mesmo a sua ausência, pode vir a deixar o prato sem motivo de ser apreciado.

O SAL em nossa vida como cristão, deve ser aquele ingrediente que se transforma em amor, em carinho, em compreensão. Olhemos Cristo como exemplo: Jesus em todos os momentos junto conosco, sempre “salgou” a vida dos outros com palavras de amor, dando-lhes exemplo de como ser verdadeiros fiéis a Deus. Cristo nunca julgou às pessoas ou os seus atos, pelo contrário, Ele sempre mostrou e pediu que não mais pecássemos ou fizéssemos aquele erro.

Com esses gestos e ensinamentos, Jesus nos mostrou que Ele deseja a nossa conversão no dia de hoje. Ele não se preocupa com o ontem, mas com o agora. Ele quer no dia de hoje, saber se houve em meu coração, em minha fala, em meu agir, uma verdadeira conversão, onde que, a partir de agora, estarei eu sendo o SAL da Boa Nova na vida daqueles que me cercam.

Sermos a LUZ na vida das pessoas, não deve ser como um farol na estrada escura, pois esta luz pode nos cegar e acabarmos caindo na ribanceira do pecado. Nem tão pouco, devemos ser como a luz fraca que quando mais precisamos ela não consegue nos mostrar o caminho e acabamos tropeçando nas mazelas do mundo.

Nós devemos ser LUZ que nos ilumina, para que possamos sermos verdadeiros caminhos de paz e amor para o nosso próximo, onde que, com está LUZ, poderemos vislumbrar Jesus ao fim do caminho a nos esperar, de braços abertos e com o coração repleto de amor e misericórdia.

O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, verdadeiramente nos convida a refletir sobre a importância de darmos testemunho de Jesus no mundo, deixando que a sua luz brilhe em nós! “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.”

Com esta afirmação, Jesus sintetiza o caráter da nossa missão nos oferecendo diretrizes bastante precisas para a nossa caminhada missionária! Através de pequenas metáforas, Jesus nos diz algo muito significativo, Ele nos chama à responsabilidade de continuadores do anuncio do Reino! “Vós sois o sal da terra.” Ser sal da terra, significa ser uma presença discreta, porém, essencial no meio em que vivemos! Como sabemos, o sal não aparece, mas ele é imprescindível no nosso dia a dia, é o sal que dá o sabor ao nosso alimento!

Como continuadores da presença de Jesus no mundo, precisamos dar sabor a vida do outro, mas com o cuidado de estarmos no ponto certo: nem sem sal e nem salgado demais!

Quando nos omitimos diante às injustiças, ficando numa postura de meros espectadores dos acontecimentos, tornamos pessoas sem sal, ou seja, pessoas passivas, indiferentes, essa postura não agrada a Deus.

Por outro lado, quando queremos impor os nossos pontos de vista, considerando-nos donos da verdade, desconsiderando a opinião do outro, tornamos pessoas salgadas demais, a ponto da nossa presença se tornar indesejável!

“Vós sois a luz do mundo.” Ser luz no mundo, é dar testemunho da verdade! Se deixarmos de ser luz, a escuridão prevalecerá e o inimigo ganhará espaço para agir sem ser visto, enquanto que diante da luz, o mal não tem vez, pois as claras, nada fica oculto.

Em muitas situações, ser luz, pode até implicar em grandes riscos, porém, o pior risco, é o de não aceitar o desafio de ser luz, o que pode nos condenar a pior de todas as trevas: estar longe de Jesus!

“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo!” Como vimos, Jesus não nos pede para ser sal da terra e nem para ser luz do mundo, Ele afirma que nós somos o sal e a luz do mundo! Portanto, deixemo-nos temperar pelo sabor de Jesus e nos iluminar pela Luz do seu Espírito, dando continuidade à sua presença no mundo, dando sabor e sendo luz na vida do nosso irmão!

Será que a nossa presença está dando sabor de Jesus no meio em que vivemos?

Ou será que estamos salgados demais, a ponto de afastar as pessoas de junto de nós?

Estamos irradiando a luz de Cristo que brilha em nós?

Ou será que estamos sendo luz forte demais (aparecidos) ofuscando os olhos do outro?

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 11/Jun/18

Liturgia Diária 11/06/18 (Segunda):
At 11,21b-26; 13,1-3 – Sl 97 (98) – Mt 10,7-13

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

Bom dia. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”.

O Evangelho de hoje, Jesus nos dá a missão de anunciar o Seu Reino, de anunciar a Boa Nova. Mas para fazermos isso, primeiramente devemos acreditar em Jesus, sendo Ele o nosso Salvador.

— Mas Flávio, isso nós cremos.

Verdade, muitos de nós cremos em Jesus, mas, será que somos verdadeiros cristãos? Ou pelo menos, estamos tentando ser?

Vamos observar as falas de Jesus e vamos refletir um pouco o nosso agir. Pode ser?

— “De graça recebestes, de graça deveis dar”!

Quando faço algo de bom na minha família, ou realizo alguma obra boa em minha comunidade, ou evangelizo no meu serviço, o que – seja sincero – espero das outras pessoas? Será que apenas um “obrigado”, um “sorriso”, um “aperto de mão” me satisfaz? Ou será que quero algo a mais?! Será que apenas eu, saber o que fiz de bom, já não seria suficiente?

— “Não leveis ouro, nem prata, …”

Quando estou tentando ajudar a mim ou alguém da minha família, ou realizando algo em minha pastoral, ou exercendo a minha missão no meu trabalho, o que é que estou levando em meu coração? O que é que vem em primeiro lugar? Estou dando mais importância nos meus bens, nos meus conhecimentos, no meu bem-estar, ou estou colocando em primeiro lugar a missão que Jesus me deu? O que é que chega primeiro ao coração do outro?

— “Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes… saudai-a…”

Quando estou querendo levar a Palavra de Deus, aquilo que recebi de graça, independentemente de onde seja, minha casa, meus parentes, meus amigos, minha comunidade, meu trabalho, na rua, como é que estou “saudando” estes a quem desejo mostrar um pouco das bênçãos recebidas de Deus? Será que a Palavra de Deus não está sendo bem recebida, porque eu, exatamente eu, não estou sendo um verdadeiro exemplo de cristão?

E se lermos ainda, a continuação no próximo versículo, poderemos ver:

— “Sacudi a poeira dos vossos pés”.

Será que não seria incoerência de Jesus nos pedir para sacudir a poeira de nossos pés àqueles que não querem receber a Boa Nova, e, em outro texto – a ovelha perdida – que vamos nós procurá-la a qualquer preço? Temos que sermos coerentes e sabermos refletir a Palavra de Deus?

Devemos sim, tentar resgatar a todos àqueles que desejam a conversão, àqueles que desejam nascer novamente em Cristo, mas como o próprio Deus nos ensina, que não devemos forçar a ninguém a aceitá-Lo e a segui-Lo, isso deve ser opção de cada um.

É exatamente por isso, que Jesus nos orienta que, caso alguém não aceite a Palavra de Deus em sua vida, que possamos sacudir a poeira e irmos novamente em missão, pois, “ali próximo” de nós, pode haver alguém que está precisando e esteja querendo esta conversão.

Jesus me deu uma missão, que é levar, refletir e contagiar a todos que me cercam com a Glória de seu nome. Todas as vezes que me aproximar da minha esposa, do meu filho, dos meus irmãos, dos meus amigos ou dos meus vizinhos e conseguir levar a eles este novo caminho, que se chama Jesus, estarei ali, naquele momento, cumprindo o Evangelho.

A minha recompensa será sem dúvida a Paz de Jesus em minha vida, e que vai se tornar o sinal de que o Reino de Deus está acontecendo diante dos nossos olhos, no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 10/Jun/18

Liturgia Diária 10/06/18 (Domingo):
Gn 3,9-15 – Sl 129(130) – 2Cor 4,13-18- 5,1 – Mc 3,20-35

A FAMÍLIA DE JESUS E AS CALÚNIAS DOS ESCRIBAS

Boa noite. Como havia dito a vocês, tentarei sempre no sábado à noite enviar a liturgia, a minha reflexão pessoal e as outras duas reflexões do domingo.

O texto do Evangelho que nos é apresentado neste domingo é riquíssimo e por isso mesmo, tentarei, separá-lo em três partes. E por isso mesmo, antes de tudo, é sempre bom lembrar, que as reflexões que envio para vocês são nada mais que aquilo que compreendo pessoalmente sobre a Palavra de Deus, e de longe, deve ser considerada como a “verdade” ou o “correto absoluto”, mas apenas uma forma diferente de você ou de outro refletir sobre essa ou aquela passagem. Isso é nada mais que diversidade de opiniões. O que peço a você é que, reflita e veja se a forma que estou refletindo pode te levar a algo de bom, a algo de melhor.

Em Marcos 3, 20-21, podemos observar, que mesmo os parentes de Jesus tinham uma visão limitada da obra de Deus na vida dos homens e não alcançavam a grandiosidade da Sua Missão. Eles não entendiam que Jesus veio ao mundo revelar a glória e o poder de Deus e inaugurar o tempo da graça e libertação dos cativos, e por isso, todos os que tinham fome de Deus O procuravam e eram atraídos a Ele.

E nos dias de hoje, as pessoas que também se dedicam a evangelização, ao anúncio do reino, dificilmente são entendidas na sua própria casa, na sua família e pela sociedade. E sabem por que isso? Quando nós nos voltamos para as coisas do céu e começamos a desvalorizar as coisas terrenas as pessoas nos criticam porque “perdemos muito tempo” em coisas que não nos dão lucro. Dizem que somos fanáticos, carolas, alienados, quando saímos pelo mundo pregando o Evangelho e queremos ajudar a tanta gente que sofre.

Agora, se for o contrário, se aderimos às coisas que o mundo nos oferece e entramos na roda dos que valorizam os prazeres efêmeros, se nos colocamos a ganhar dinheiro para ter sucesso, aí então, nós somos aplaudidos, enaltecidos e incensados.

Isso acontece porque nós humanos, temos a nossa visão restrita e superficial e não nos deixamos esclarecer pelo Espírito de Deus que mora em nós. Fazemos coisas erradas, por ignorância e não entendemos a profundidade de Deus, ficamos no superficial e imaginamos esta vida como o objetivo central da nossa existência. Jesus também passou pelo crivo dos homens”.

Marcos 3, 22-30: Vejamos, os milagres que Jesus realizou, provaram verdadeiramente a sua divindade, porém, Deus obriga você a ter fé e acreditar nestes milagres? É claro que não! Mas você já ouviu várias pessoas dizendo, mesmo cristãos, que Jesus não realizou este ou aquele milagre, não é mesmo? A quem podemos comparar estes “cristãos” na leitura de hoje? A quem podemos nos comparar? Àqueles que acreditam em Jesus ou aqueles que são “anátemas” no meio do povo?

Essa é a grande questão que Jesus travava hoje no meio dos mestres da lei, pois, como eles não entendiam e não aceitavam estes milagres, a forma mais fácil de tentar denegrir ou rebaixar o que não compreendiam, era a forma que muitos de nós hoje, infelizmente, ainda utilizam: caluniar e tentar desmoralizar aquele que faz o bem, pois eles mesmos, não conseguem fazer o mesmo. Ou será que estou falando alguma asneira?

Devemos compreender que a Fé deve brotar em nossos corações vinda do Espírito Santo, como a água cristalina que jorra de uma fonte pura no ceio da terra, sem mácula ou sujeira, mas livre e límpida para servir a todos por onde esta água irá passar.

Os mestres da lei disseram que Jesus expulsava os demônios em nome de belzebu, pois como eles não acreditavam nos milagres que se realizavam diante de seus olhos e, podemos até a dizer, que como não conseguiam fazer o mesmo que Jesus, eles tentavam fazer a inversão de valores, procurando dar uma desculpa por aquilo que não compreendiam.

Quando Jesus começa a fazer a comparação de que um homem forte não terá a sua casa invadida, Ele está nos dando já o caminho que devemos trilhar, pois, o demônio é forte, acreditemos nisso, mas, se estamos verdadeiramente ligados à Jesus, tenhamos também a Fé, que Jesus é infinitamente mais forte e que sempre irá nos defender. De nada vai adiantar as maldades, as maledicências, as fofocas e as injúrias, pois, se o meu eu, está voltado ao Senhor Jesus, nada irá me afastar de seu caminho.

Jesus libertava as pessoas do poder maligno que os afastava de Deus, como também Ele faz isso hoje conosco. Diante do Sacramento da Confissão temos esta oportunidade de fazê-lo, pelo poder dado por Cristo Jesus aos sacerdotes para nos perdoar os pecados, conforme está no Evangelho de João 20, 22b-23: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos”. Mas que fique bem claro, como já disse isso em outra oportunidade, com os sacerdotes cheios do Espírito Santo de Deus, não são eles quem perdoam os pecados, mas o próprio Deus é que nos perdoa.

Meus irmãos e minhas irmãs, vejam, acreditem e utilizem da maravilha que é poder contar com o perdão dos nossos pecados sempre que precisarem estar em paz com vocês mesmos.

Não sejamos incrédulos ou autossuficientes, pois caímos todos os dias, por mais que tentamos caminhar sempre na Palavra de Deus, apesar de estarmos firmes nos trabalhos em nossas comunidades, apesar da perseverança e amor que desprendemos diante das nossas famílias, estamos, a todo momento, cercados por tentações deste mundo que nunca se cansa de tentar nos derrubar, nos enfraquecer. Hoje as tentações podem ser por motivos financeiros, amanhã pela sexualidade, ontem pela saúde, onde que o mundo nos mostra que a nossa satisfação pessoal a qualquer preço e qualquer hora é a coisa mais “natural” a fazer, sem nos preocupar com as outras pessoas, independentes se são de nossa família ou não, pois o que é mais importante é o “eu”.

E não fiquemos cegos e nem nos tornemos hipócritas, achando apenas que os piores pecados são os grandes, não, as nossas pequenas faltas, os nossos pecados leves, aqueles que cometemos no nosso dia-a-dia são os piores, pois eles começam a se tornarem uma coisa “correta”, uma coisa “normal”, e que vai levar àqueles que te cercam, a realizar estes mesmos pecados, pois, se você, que é exemplo dentro da sua família como bom esposo, esposa, diante dos seus filhos, ou na sua comunidade como coordenador ou agente de pastoral, ou no seu serviço como chefe e diretor, está fazendo “estas” coisas, imagina aquele que tem em você um espelho, um reflexo, um exemplo a ser seguido.

E diante desses grandes ou pequenos deslizes, podemos ser confrontados ou confrontar àqueles com quem nos importamos. Se formos confrontar a alguém, que sejamos pacientes, caridosos e nem um pouco arrogantes, como se fôssemos acusadores e juízes, mas apenas demonstrar que a nossa intenção é a de ajudar e não prejudicar.

Se formos confrontados por um pecado “verdadeiro” que estamos cometendo, de início iremos refutar de todas as maneiras estes nossos pecados, e a maioria de nós, poderemos ser injustos, exagerados, irados e revoltados com essa verdade. Que possamos com a ajuda do Espírito Santo, reconhecer estes nossos erros, pedir perdão a quem magoamos, pedir perdão à Deus e nos levantar novamente, e nos pôr no caminho do Senhor.

Agora, se formos confrontados por um pecado que não comentemos, por uma “calúnia ou mentira”, que tenhamos Jesus como exemplo, onde que se defendeu sem ofender, justificou sem agredir, manteve a calma, a paciência, e diante da tribulação na sua vida, manteve-se alicerçado na Palavra e no Amor de Deus. Sei, que para nós, essa atitude é muito difícil, mas que, conhecedores de nossos limites, não enfrentemos as acusações de cabeça quente, mas que tenhamos um momento de reflexão e oração, e apenas depois, com os nossos pensamentos e sentimentos, em comum acordo com as nossas reflexões e orações, possamos nos defender e mostrar a verdade sobre isso ou aquilo.

Em nosso caminho de conversão, a todo momento seremos colocados à prova, principalmente por aqueles mais próximos: se você consegue a graça de perdoar, haverá aquele que dirá na sua frente que não conhece ninguém que consiga; se você disser que não consegue fazer algo, haverá alguém que dirá que apenas ela consegue e faz até melhor que todo mundo; agora, se você disser que consegue realizar algo, haverá àquele que dirá que ninguém que conhece o faz. E não foi isso o que acabamos de refletir na passagem do evangelho de hoje?

O Documento de Aparecida no número 351 nos diz: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”.

Meus irmãos, minhas irmãs, Jesus, movido pelo Espírito Santo, desde seu Batismo se apresentou como enviado de Deus. E todos podiam reconhecer que Ele vinha de Deus. Os que não aceitaram que em Jesus agia o Espírito Santo, estes cometeram o pecado eterno de que Jesus os acusou, conforme lemos em Mc 3, 29: Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno. Por isso, demos graças a Deus que nos livra deste único pecado sem perdão pedindo: Jesus nos conserve sempre a seu lado e nos proteja do inimigo, livrando-nos deste pecado eterno.

Marcos 3, 31-35: “Jesus era humano e Divino, mas em toda situação que exigia Dele uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que falava mais alto. Podemos perceber isto claramente no evangelho de hoje, quando ao ser informado que a sua mãe e seus irmãos, Jesus não afasta da multidão para atendê-los, não interrompe a sua missão Divina, junto aqueles que o Pai lhe confiara, para atender a sua família, demonstrando assim, uma atenção igualitária para com a família de sangue e o povo de Deus!

Para muitos, esta atitude de Jesus, soa como um desprezo Dele, para com sua mãe, o que não é verdade, pois ao acolher o povo como membros de sua família, Jesus demonstrou um amor grandioso pelo Pai, gesto, que certamente alegrou Maria, pois assim como Ele, ela só queria agradar o Pai!

Certamente, Maria não estranhou a postura de Jesus, pois ela sempre soube que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, Ele pertencia ao povo, a todos que o Pai lhe confiara!

Mesmo sendo a escolhida para gerar o filho de Deus, ela sempre se portou humilde diante de Jesus, nunca reivindicou uma atenção especial por parte Dele, pelo contrário, se colocava como discípula Dele!

A partir do momento que Jesus ingressa na vida pública assumindo o seu Ministério, Maria passa a procura-lo, não mais na condição de Mãe e sim, de discípula que quer aprender com o Mestre.

Maria compreendia todas as atitudes do Filho, mais do que ninguém, ela sabia que Jesus havia vindo ao mundo para cumprir o que o Pai lhe designara.

Jesus disse: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”! Com estas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, pois ninguém mais do que Maria, tinha o desejo de fazer a vontade do Pai, pois ela se colocou como sua serva, desde o anúncio de que ela seria a mãe de Jesus! “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”!

Pensar que Jesus desconsiderou a sua mãe, é contradizer o que Ele pregava, vejamos em Mt 19, 19: “…honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo” e em Mt 15, 4: “Com efeito, Deus disse: Honra pai e mãe e Aquele que maldisser pai ou mãe certamente deve morrer”.

“Se devem morrer àqueles que maldisser algo sobre o seu pai ou sua mãe, imagina então, àqueles que maldizem sobre José e Maria, que são os pais de Jesus”.

Para não termos nenhuma dúvida quanto à consideração de Jesus para com sua Mãe, basta lembrar do seu cuidado com Ela no momento derradeiro à sua morte, quando na cruz, Ele a entrega aos cuidados do discípulo a quem amava, no Jo 19, 26-27: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis teu filho’!”

Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referência que Jesus faz de quem é a sua família, com isso não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é um convite a fazermos à vontade do Pai!

Quem for batizado e fazer a vontade do Pai, fará parte da família de Jesus!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 09/Jun/18

Liturgia Diária 09/06/18 (Sábado):
Is 61,9-11 – 1Sm 2,1.4-5.6-7 8abcd (R. cf. 1a) – Lc 2,41-51

CORAÇÃO DE MARIA

Bom dia. A Liturgia de hoje faz memória ao Imaculado Coração de Maria., onde que em Lc 2, 51 menciona o Coração da Mãe de Jesus.

Mas, não se trata de uma menção comum, mas sim, a um Coração de mãe voltado para seu Filho. E não se trata, igualmente, de um filho comum, mas sim, ao Filho de Deus. Em outras palavras, podemos dizer: o Coração de Maria vivia para Seu Filho, o Filho de Deus.

E este Seu Filho, Jesus, era um mistério, pois, desde o anúncio do seu nascimento, em que o Anjo Gabriel se referiu a Ele com palavras grandiosas; desde que o velho Simeão dissera a Maria palavras que lhe causaram apreensão.

Mas aquele Coração de Mãe não se entristeceu nem se afastou de Seu Filho e muito menos dos desígnios de Deus para a sua vida. Pelo contrário, levou ainda mais tempo meditando sobre Jesus, e, de modo especial, no que o Filho lhe disse em Jerusalém: “Não sabíeis que devo estar na casa de Meu Pai?” (Lc 2,49c).

Depois daquela angustiosa busca de Jesus no Templo de Jerusalém, Sua Mãe teve longo tempo para responder à pergunta feita por Seu Filho, até o dia em que Ele se despede de Sua Mãe, para ir anunciar o Reino de Deus, onde que ficou claro que aquele Filho tinha uma missão incomum e grandiosa: Ele a recebera de Seu Pai e Deus.

No dia em que Jesus é julgado pelo sumo sacerdote, Maria soube deste diálogo: “… o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.” (Mt 26,63-64).

Foi por confirmar sua filiação divina que o filho de Maria recebeu a sentença de morte. Foi um punhal de dor que atravessou aquele Coração de Mãe. O Velho Simeão já o tinha profetizado.

Mas quando Jesus, depois de morto e sepultado, ressuscita com vida divina igual a de Seu Pai, o Coração de Maria ficou cheio de alegria. E, com toda serenidade, Maria continuou meditando todas aquelas coisas em seu Coração.

Para aquela Mãe, o Filho estava sempre dentro de seu Coração. E isto, é para nós, uma outra instrução: tenhamos sempre Jesus em nosso coração, imitando a santidade de Sua Mãe.”

CORAÇÃO DE MARIA. Expressão que representa o nosso carinho especial por aquela que doou o seu corpo para ser a habitação de Deus no meio de nós.

Sim, é verdade, nós não estávamos lá. Mas foi graças ao seu SIM ao Anjo mensageiro, que hoje nós temos Jesus eucarístico no meio de nós, e em nós. É claro, que antes disso, Jesus por ser Deus, já estava em toda parte, incluindo em nosso meio.

A jovem Maria, empenhada na sua missão, desfrutava da infância de Jesus, da sua obediência, apesar de ser o Filho de Deus, Jesus tinha verdadeiro afeto filial a sua mãe terrena. E Maria guardava todas estas coisas em seu coração.  Ou seja, Maria guardava tudo isso em sua mente. O autor do Evangelho, assim como todos daqueles tempos, também acreditava que o coração era disposto de memória para guardar os acontecimentos e fatos.

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe santíssima, é também a nossa intercessora junto ao Pai. É ela que intercede por nós, quando precisamos de ajuda: para sermos castos, pois Maria é a rainha da castidade; para sermos servos, pois Maria é o exemplo de servidão; para sermos fiéis a Deus, pois Maria é a fidelidade em pessoa; …

Porém, não nos esquecemos das palavras de Jesus:

“Tudo o que pedires ao Pai em meu nome, vos será dado”.

“E ninguém irá ao Pai senão por mim.” (por meio de mim).

Desse modo, com todo respeito a Virgem Santa, Jesus é o nosso intercessor número um!

Sejamos devotos de Maria, recorramos à sua intercessão, porém, Jesus é mais…

Aliás, eu gosto sempre de exemplificar a relação de Maria e de Jesus com a dinâmica da Lua e do Sol, pois, o brilho de Maria é um reflexo da Luz que é Jesus, da mesma forma que o brilho da Lua só é possível por refletir o brilho do Sol.

Quantos de nós, pelo menos uma vez na vida, já olhou e admirou a Lua em seu esplendor? Em sua luminosidade plena, só se é possível se ela estiver voltada perfeitamente para o Sol, onde que este colocará todo o seu brilho nela.

E quantas vezes, nós, nos tornamos a Lua Nova ou Minguante, e se afastando de Deus, perdemos a luminosidade do amor, do carinho, do perdão, do aconchego, do acolher, de ser Luz na vidadas pessoas?

Agora, se seguirmos os passos de Maria, aquela que nos reflete a Luz de Jesus, o seu Filho amado que morreu por nós, mas no terceiro dia ressuscitou, seremos capazes de iluminar os nossos caminhos e quem sabe, levara Luz do Espírito Santo àqueles que tanto precisam de ajuda?

Agora, vocês conseguem compreender a relação da Lua e Maria, e do Sol e Jesus? Reflitam, abram seus corações aos dons que Deus lhes deu como Maria o fez, e assim poderemos discernir sobre esta dinâmica.

O Anjo saudou a Maria chamando-a de CHEIA DE GRAÇA, e a graça de Maria está exatamente na sua pureza, na sua inocência e santidade. Boa menina! E foi por isso que ela foi escolhida para tão sublime missão!

Quanto a nós, também somos escolhidos para qualquer missão por causa da nossa pureza de espírito, a nossa pureza de alma. Mas não nos iludamos, pois, muitos de nós – e eu me incluo – não somos lá muito puros… igualmente, como foi o caso dos discípulos. Porém o que mais conta para Deus, é a nossa fé, a nossa boa vontade, a nossa disponibilidade, a nossa conversão para nos dedicarmos ao serviço do Reino.

Meus irmãos e minhas irmãs, não se iludam e nem se menosprezem, pois, Deus conhece a cada um de nós, por dentro e por fora, Ele escolhe a quem achar melhor, segundo o que é do seu agrado, segundo o seu dom, segundo a sua entrega.

Às vezes, e na verdade, são muitas vezes, e me corrijam se eu estiver errado, pode acontecer de acharmos estranho que uma certa pessoa – àquela pessoa – esteja no altar a serviço da liturgia ou dos MESC, ou esteja naquela seção em meu serviço, ou esteja na casa daquele seu amigo que não se davam bem, … Meus queridos e amadas, cuidado para não julgarmos os desígnios de Deus para que não sejamos julgados, pois, somente Deus sabe o porquê daquela escolha.

Temos que tomar cuidado, pois, quantos não julgam Maria até hoje, mesmo ela não tendo nenhum pecado? E quantos que admiram e fazem de Davi um exemplo a ser seguido, apesar de tantos pecados que ele cometeu? Como no mundo de hoje, e por isso nos causa espanto e medo, conseguimos compreender a inversão de valores?

Será que somos capazes nos dias de hoje, termos a verdadeira essência do Coração de Maria?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 08/Jun/18

Liturgia Diária 08/06/18 (Sexta):
Os 11,1.3-4.8c-9 – Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.3) – Ef 3,8-12.14-19 – Jo 19,31-37

EM CRISTO TEMOS A LIBERDADE DE NOS APROXIMAR DE DEUS COM TODA CONFIANÇA

Bom dia, e que hoje, onde celebramos o Sagrado Coração de Jesus, que possamos derrubar as muralhas que criamos em nossos corações às coisas de Deus, e possamos nos alimentar e realmente meditar a Palavra.

Eu sei que nem todos irão LER, MEDITAR, ORAR e CONTEMPLAR NA VIDA A MISSÃO todas as leituras e nem mesmo esta reflexão, por ser grande, extensa e não ter ou não poder “perder um pouco do seu tempo”, pois, a grande maioria de nós reclama de uma Missa “demorada”, de uma palestra “repetida”, mas não reclamam de ficar vendo novelas das 18hs à 22hs, não reclamam de irem a um show e ficarem EM PÉ na fila desde às 15hs, … mas, isso é assunto para outro momento. Me desculpem…

Agora, para aqueles que irão se aventurar, poderão ver que na Segunda Leitura São Paulo nos diz: “Em Cristo nós temos, pela fé Nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança”. (Ef 3,12).

Mas, como Jesus Cristo pode nos fazer próximos de Deus?

É precisamente porque ninguém está próximo de Deus mais do que Ele. Quando Jesus nos aproxima do Pai, acompanha-nos nesta elevação ao céu.

Ora, Jesus ama o Pai. E quando nos eleva ao Pai, enche nosso coração com o amor que Ele tem pelo Pai.

É verdade que nosso amor por Deus é imperfeito. Sozinhos nada ou pouco podemos fazer, mas, como Jesus ama ao Pai, no maior grau possível ao ser humano, torna-se possível se a Deus formos levados por Jesus. Pois Ele mesmo disse: “Sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15,5).

O que Jesus deseja, precisamente, é que amemos o Pai como Ele O ama. É o cumprimento do Primeiro Mandamento, onde o vimos ontem no Evangelho, o Mandamento que para Jesus foi alimento espiritual. Ele mesmo o disse aos discípulos quando se encontrou com a samaritana: “O meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou e realizar a Sua obra”. (Jo 4,34).

Portanto, com Jesus podemos amar ao Pai da melhor maneira possível nesta terra.

E hoje, nesta Solenidade que celebramos o Coração de Jesus, podemos nos perguntar: O que este Coração significa?

Significa o amor perfeito do Filho pelo Pai e o amor do Filho pela humanidade que Ele salva com sua Paixão e Morte.

E como nós, todos nós, temos o nosso coração duro, poderíamos ainda perguntar: Que provas Jesus poderia nos dar de amar-nos tão perfeitamente?

Ele mesmo disse, referindo-Se a Si mesmo: “Ninguém tem amor maior do que Aquele que dá Sua Vida pelos amigos” (Jo 15,13).

Meus irmãos, minhas irmãs, a nossa elevação ao Pai pelo amor que por Ele e por nós o Filho tem, é nossa prova de que o próprio Pai nos ama.

Em tempos passados, antes de Cristo, para o Povo Eleito, este amor de Deus pelos seus escolhidos foi expresso pelo profeta Oséias, e podemos ver isso claramente quando lemos a Primeira Leitura que diz: “Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles” (Os 11,3).

Efraim, era o nome de uma das doze tribos de Israel, está dito aqui para dizer todo o Povo Eleito. Oséias revela a decepção de Deus com Seu Povo, porque dele não recebeu a resposta amorosa correspondente ao Seu amor. Muitas vezes o Povo Eleito se recusou a amar a Deus como devia. E, pior, Israel cometeu muitos pecados, inclusive o da idolatria, abandonando seu Deus em troca de ídolos. E nós, hoje, não estamos cometendo os mesmos pecados? Ou até mais graves do que esses?

Contudo, Deus sempre foi paciente. Mesmo punindo Israel demonstrava seu amor por ele. E não é que Deus era “mau” ou “rancoroso”, mas como um pai e uma mãe, deve corrigir os seus filhos ao que é certo e correto. E não é assim em nossas famílias? Ou será que quando nossos pais ou quando nós que somos pais chamamos à correção os nossos filhos, estamos fazendo isso por maldade?

Entendamos, abrindo os nossos corações, sobre o amor de Deus expresso nas palavras de Oséias: “Meu Coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, Eu sou Deus, e não homem; o Santo no meio de vós e não me servirei do terror” (Os 11,8c-9).

Assim se revela o amor de Deus Pai por nós. Assim podemos ver como nos ama Jesus, pois o amor que tem por nós é o mesmo do Pai por nós. Começamos a compreender por qual motivo a figura do “Coração” é a preferida de Jesus para expressar o mesmo amor que Ele tem por nós como o Pai tem por Efraim?

E “Coração”, para dizer, o amor do Filho e do Pai por nós, é a melhor maneira de nos fazer entender o quanto significamos para a Santíssima Trindade.

Observemos o que o Evangelho nos diz: “… um soldado abriu-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”. (Jo 19,34).

O mesmo São João Evangelista nos diz que “o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (1Jo 1,7). Era necessário então, que isto se tornasse visível aos nossos olhos, uma vez que Jesus derramara seu Sangue em Sua Paixão e Morte de Cruz. Novamente, podemos entender, compreender e acreditar, o que Jesus nos disse e que já consideramos aqui: “Ninguém tem amor maior do que Aquele que dá Sua Vida pelos amigos” (Jo 15,13).

Ora, derramando Seu Sangue, Jesus deu Sua vida por nós, apagando nossos pecados.

Mas, como ainda mantemos os nossos corações fechados e difíceis de se abrirem, podemos ainda querer questionar, e perguntar:

E por qual motivo então, saiu água do lado de Cristo?

Desde antiga tradição da Igreja, esta água que sai do lado de Jesus, simboliza nosso Batismo, no qual também somos lavados de nossos pecados.

A água, enquanto símbolo de morte, faz-nos morrer para os pecados cometidos antes, enquanto, que essa água saída do lado de Cristo, significa fonte de vida, a água que nos faz nascer para uma vida nova. Tanto morte ao pecado como vida nova, nos são dadas pela Graça de Deus que age em nosso Batismo. E São Paulo nos ajuda a entender isto, quando nos diz: “Pelo Batismo na Sua Morte, fomos sepultados com Ele [Jesus], para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela Glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova”. (Rm 6,4).

Meus amigos e amigas, esta “Vida Nova” normalmente é entendida uma vida em que, depois do Batismo, não se pode mais pecar. Porém, num sentido mais elevado, e não apenas mundano, significa a participação na vida santa do Cristo Ressuscitado, sentido que São Paulo também nos dá quando diz ainda em Romanos 6,11: “Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo”.

Em “vivos para Deus”, que é o primeiro Vivente, como Seu Nome significa, temos a maior expressão desta Vida no amor de Deus por nós e no nosso por Ele. Novamente aqui nos serve como símbolo o Coração, que em Jesus pulsa de amor pelo Pai e por nós.

Desta maneira, devemos contemplar o Coração de Jesus Cristo.

Vejamos nele tudo o que significamos para a Santíssima Trindade e o que Ela significa para nós. Isto é, Deus é Amor como nos diz 1Jo 4,16: “… nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos Nele. Deus é Amor: quem permanece no Amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele”.

Reflitamos e nos consolemos com estas palavras, e ainda, com o Salmo Responsorial, retirados do texto de Isaías, digamos: “Eis o Deus, meu Salvador; eu confio e nada temo …” (Is 12,2ª).

De fato, quem é acolhido e envolto pelo Deus, que é amor, como pode temer alguma coisa?

O Coração de Jesus, manifestação do amor de Deus por nós, é onde nos abrigamos.

Que desta morada jamais saiamos, uma vez que em Jesus Cristo temos liberdade de nos aproximar de Deus com toda confiança.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 07/Jun/18

Liturgia Diária 07/06/18 (Quinta):
2Tm 2,8-15 – Sl 24(25) – Mc 12,28b-34

O MAIOR MANDAMENTO

Bom dia. Fazendo uma pequena reflexão deste Evangelho, podemos vislumbrar com clareza absoluta: a grande maioria de nós, hoje, somos este “mestre da Lei”. É verdade. Querem ver?

Ele – o mestre da lei – tem o conhecimento de quais são os mandamentos mais importantes. Pois bem, nós também temos o conhecimento destes mesmos mandamentos, não é mesmo? E, sendo assim, sempre nos focamos mais naquilo que conhecemos e temos o entendimento.

Em nosso “achar” que apenas saber quais são estes mandamentos já nos basta, vem Jesus, e nos dá um pequeno toque que, não basta apenas conhecer, mas devemos viver.

Olhe bem o que Jesus disse ao “mestre da lei”: — Tu não estás longe do Reino de Deus.

Isso também serve para nós, pois, não basta apenas ter o conhecimento e falar para todos que nos cercam quais são estes mandamentos. Como no caso do mestre da lei, também nós, devemos colocar em prática naquilo que acreditamos como sendo o caminho para chegarmos à vida eterna em Jesus.

Um dos primeiros passos que devemos ter como meta, é tentarmos sermos humildes e sabermos ouvir à Deus em nossas orações e, com aqueles que nos cercam e tentam nos mostrar com bons exemplos quais são esses passos.

O mestre da lei nesse diálogo com Jesus não foi debater ou discutir sobre religiosidade ou política, mas sim, ter em esclarecimento se aquilo que ele compreendia das escrituras era verdadeiro.

Por outro lado, Jesus nesse diálogo com o mestre da lei não foi acusá-lo ou julgá-lo, mas sim ajudá-lo a compreender que para se chegar ao Reino de Deus não basta apenas saber, mas, viver.

“Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!”

O fundamento da Lei de Deus é o AMOR, portanto, Amar a Deus, a si mesmo e ao próximo é o resumo de todo o ensinamento divino. No entanto, só poderemos praticar o primeiro mandamento, se inicialmente, ouvirmos a Deus quando Ele se manifesta na Sua Palavra e nos ensina a fazer todas as coisas.

Como poderemos amar a Deus e aos irmãos se não soubermos como agir para entrar em comunhão com eles?

Ouvir o Senhor, escutá-Lo e atendê-Lo de todo o coração, alma e entendimento, é o mesmo que amá-Lo com toda a nossa força. Todo aquele que entende de coração essa verdade não está longe do Reino de Deus, e foi isto que Jesus disse àquele escriba. Portanto, poderemos ter a certeza de que estamos vivendo o reino dos céus aqui na terra, se estivermos ouvindo a Deus e acolhendo o mandamento do Seu amor, tendo-O como único Deus e Senhor dos nossos relacionamentos.

É com o Amor de Deus que conseguiremos amar ao próximo, como a nós mesmos.

A Palavra nos garante que Deus nos amou primeiro, e é por meio Dela que o Amor de Deus penetra no nosso coração e nos toca dando-nos o entendimento do amor que devemos ter para com os nossos irmãos e irmãs.

Quando nos amamos, nós nos aceitamos e praticamos o amor ao próximo por amor a Deus. Ai, então, podemos ter a plena consciência de que estamos realizando a vontade do Pai.

Maior que todos os holocaustos e sacrifícios, são o zelo, o cuidado e o carinho que dedicamos às pessoas em Nome de Deus. Não precisaremos mais fazer perguntas quando assim estivermos agindo porque o próprio amor que vivenciarmos será a resposta certa para as nossas dúvidas e inquietações.

“Ouve, ó Israel”, este é o apelo que o Senhor nos faz, hoje, quando tantas vozes se confundem ao nosso redor. Se entendermos isso, se escutarmos e colocarmos em prática os ensinamentos do Senhor vivenciaremos desde já o reino dos céus aqui na terra.

Vamos ser sinceros, honestos e humildes diante de Deus e de nós mesmo?

Não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar o próximo, nem amar verdadeiramente o próximo sem amar a Deus. Foi por isto que o Espírito Santo foi dado aos apóstolos por duas vezes: primeiro, pelo Senhor enquanto vivia na Terra, e depois, pelo Senhor quando reinava no Céu (Jo 20,22; At 2).

Foi-nos dado na Terra para amarmos o próximo, foi-nos dado do Céu para amarmos a Deus.

Mas podemos nos perguntar: porque foi primeiro na Terra e depois no Céu?

Para que compreendêssemos claramente as palavras de João: “Quem não ama o seu irmão, que vê, não pode amar a Deus, que não vê” (1Jo 4,20).

Assim, meus irmãos e minhas irmãs, amigos e amigas, cuidemos bem do nosso próximo; amemos aquele que está próximo de nós, para que nos seja possível amar Aquele que está acima de nós. Que o nosso espírito se exercite a dar ao próximo aquilo que deve a Deus, a fim de merecer gozar em Deus, com este mesmo próximo, de uma alegria perfeita.

Desta forma, alcançaremos então a alegria própria dos habitantes do Céu, cujo penhor recebemos já pelo dom do Espírito Santo. Tendamos com todo o nosso amor para este fim, onde rejubilaremos sem fim. Aí se encontra a assembleia santa dos cidadãos do Céu; aí se vive uma festa segura; aí está o repouso permanente; aí há uma paz verdadeira, que já não nos será apenas deixada, mas dada por Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 14, 27).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 06/Jun/18

Liturgia Diária 06/06/18 (Quarta):
2Tm 1,1-3.6-12 – Sl 122(123) – Mc 12,18-27

DEUS DOS VIVOS! TENS FÉ?

Bom dia. Pelo fato de impedir a realização temporal do seu projeto de futuro, a possibilidade da morte causa angústia e sofrimento ao ser humano. Mas sua consciência não se limita à realidade física, nem é absorvida por ela. A consciência a ultrapassa e projeta na dimensão futura seu desejo de unidade e de comunhão. O que lhe permite compreender-se como vida em comunhão e como comunhão de vida, perpetuada no amor e na misericórdia de um Deus, que, nas palavras de Jesus, “não é um Deus de mortos, mas sim de vivos; todos, com efeito, vivem para Ele”. Então, o homem do deserto sacia sua sede na inesgotável fonte de água viva.

De modo enfático, Jesus diz aos saduceus e fariseus que eles estão “no erro” e “não conhecerem as Escrituras”, e, com firmeza, declara que elas, desde o começo, revelam o poder do espírito, sopro vital, presença da vida que é mais forte que a morte. Nos diz S. Agostinho: “Uma vida sem eternidade é indigna do nome de vida. Verdadeira é só a vida eterna”. Para Jesus, a imortalidade é mais do que a sobrevivência, é vida feliz junto de Deus. Assim, ao pedido do bom ladrão: “Jesus, lembra-te de mim quando chegares ao teu reino”, Ele comunica-lhe esperança e conforto: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Último ato da vida terrena, a morte é também o momento do encontro do homem com aquele que é plenitude de vida. S. Hilário de Poitiers interroga-se: “Podia o Deus imortal dar-nos uma vida sem outro horizonte que a morte? Podia inspirar-nos tanto desejo de viver, se não pudéssemos ir além dos horrores da morte?”

Como no Evangelho de hoje, também somos questionados em várias situações em questões de nossa fé. Sei que não estarei expondo a seguir, a mais completa e mais profunda reflexão sobre o CREIO – que não é uma oração, mas sim, a AFIRMAÇÃO que resume fielmente os principais pontos da mensagem transmitida pelos Apóstolos. Foram eles que, reunidos em Jerusalém, estabeleceram o seu conteúdo, conforme o que aprenderam de Jesus Cristo e inspirados pelo Espírito Santo. Por isso a fórmula também é chamada de “Símbolo dos Apóstolos”.

Desde os primórdios da Igreja, para que uma pessoa pudesse ser batizada, ela era interrogada sobre as questões mais importantes da Fé Cristã. Ao final de cada pergunta, ela deveria responder, com firmeza: “Eu Creio”.

Ainda hoje é assim. No Batismo de crianças, os pais e padrinhos fazem a Profissão de Fé no lugar dos pequenos, e, na Crisma, os jovens e adultos confirmam pessoalmente a sua adesão ao catolicismo. Recitando o CREDO, o cristão se compromete a viver de acordo com o ensinamento da Igreja. Esta Oração também nos encoraja a manifestarmos publicamente a nossa Fé. Afinal, não devemos jamais nos envergonhar de Cristo e do que Ele nos ensina (Lc 9,26), para que também Ele não venha a se envergonhar de nós.

O conteúdo desta Oração/Afirmação, sempre que bem meditado e compreendido, protege os Católicos dos erros e heresias. O Credo proclama aquilo que, com certeza, todo católico deve sempre Crer, Amar e Defender.

— CREIO EM DEUS PAI TODO PODEROSO: Nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6,4; Marcos 12,29). PAI TODO-PODEROSO – O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18,27)

— CRIADOR DO CÉU E DA TERRA: No princípio, Deus criou o céu e a terra (Gênesis 1,1).

— E EM JESUS CRISTO: Ele é o resplendor glorioso de Deus, a imagem própria do que Deus é (Hebreus 1,3).

— SEU ÚNICO FILHO: Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna (João 3,16).

— NOSSO SENHOR: Deus o fez Senhor e Messias (Atos 2,36).

— CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Deus Altíssimo repousará sobre ti como uma nuvem. Por isso, o menino que irá nascer será chamado Santo e Filho de Deus (Lucas 1,35).

— NASCEU DA VIRGEM MARIA: Tudo isto ocorreu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito por meio do profeta: A virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que significa: Deus está conosco) (Mateus 1,22-23).

— PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS: Pilatos tomou então a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça de Jesus e o vestiram com uma capa escarlate (João 19,1-2).

— FOI CRUCIFICADO: Jesus saiu carregando sua cruz para ir ao chamado lugar da caveira (que em hebraico chama-se Gólgota). Ali o crucificaram e, com ele, outros dois, um de cada lado. Pilatos mandou afixar sobre a cruz um cartaz, que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus (João 19,17-19).

— MORTO E SEPULTADO: Jesus gritou fortemente: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! E, ao dizer isto, morreu (Lucas 23,46). Depois de baixá-lo da cruz, o envolveram em um lençol de linho e o puseram em um sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda havia sido sepultado (Lucas 23,53).

— DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS: Como homem, morreu; porém, como ser espiritual que era, voltou à vida. E como ser espiritual, foi e pregou aos espíritos encarcerados (1Pedro 3,18-19).

— RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA: Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1Coríntios 15,3-4).

— SUBIU AOS CÉUS; ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI TODO-PODEROSO: O Senhor Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus (Marcos 16,19).

— DE ONDE HÁ DE VIR A JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS: Ele nos enviou para anunciar ao povo que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10,42).

— CREIO NO ESPÍRITO SANTO: Pois Deus encheu nosso coração com o seu amor por meio do Espírito Santo que nos deu (Romanos 5,5).

— NA SANTA IGREJA: Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e Eu em ti; que eles sejam também um em Nós para que o mundo creia que Tu me enviaste (João 17,21; João 10,14; Efésios 4,4-5). A fé confessa que a Igreja… não pode deixar de ser santa (Efésios 1,1). Com efeito, Cristo, o Filho de Deus, a quem o Pai e com o Espírito Santo se proclama o Santo, amou a sua Igreja como sua esposa (Efésios 5,25). Ele se entregou por ela para santificá-la, a uniu a Si mesmo como seu próprio corpo e a encheu do dom do Espírito Santo para a glória de Deus (Efésios 5,26-27). A Igreja é, portanto, o povo santo de Deus (1Pedro 2,9) e seus membros são chamados santos (Atos 9,13; 1Coríntios 6,1; 16,1).

— CATÓLICA: E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e nem o poder da morte poderá vencê-la (Mateus 16,18). Possui a plenitude que Cristo lhe confere (Efésios 1,22-23). É católica porque foi enviada em missão por Cristo à totalidade do gênero humano (cf. Mateus 28,19). O Senhor Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a total consumação do Reino. Antes de mais nada houve a escolha dos Doze Apóstolos, tendo Pedro como cabeça (cf. Mateus 3,14-15), visto que representavam as Doze Tribos de Israel (cf. Mateus 19,28; Lucas 22,30). Eles são os fundamentos da Nova Jerusalém (cf. Apocalipse 21,12-14). Os Doze (cf. Marcos 6,7) e os outros discípulos (cf. Lucas 10,1-2) participaram da missão de Cristo, em seu poder e também em sua sorte (cf. Mateus 10,25; João 15,20). Com todas estas providências, Cristo preparou e edificou a sua Igreja (2Timóteo 2,2).

— NA COMUNHÃO DOS SANTOS: Depois disso, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7,9).

— NA REMISSÃO DOS PECADOS: Aqueles a quem perdoares os pecados ser-lhe-ão perdoados (João 20,23)

— NA RESSURREIÇÃO DA CARNE: Cristo dará nova vida a seus corpos mortais (Romanos 8,11).

— E NA VIDA ETERNA: Ali não haverá noite e os que ali vivem não precisarão da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque Deus, o Senhor, lhes dará sua luz e eles reinarão por todos os séculos (Apocalipse 22,5).

— AMÉM: Assim seja! Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22,20).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 05/Jun/18

Liturgia Diária 05/06/18 (Terça):
2Pd 3,12-15a.17-18 – Sl 89(90) – Mc 12,13-17

DAI A DEUS O QUE É DE DEUS! SERÁ QUE ASSIM O FAZEMOS?

Meus amigos e amigas, em especial, este tempo que vivemos hoje, é propício para refletirmos sobre o compromisso que assumimos com Jesus, a partir do nosso Batismo, e sobre a intensidade do seu amor por nós, um amor tão grande, que o fez passar pela a cruz, para nos devolver a vida!

No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, percebemos claramente, que os piores inimigos, são aqueles que querem nos distanciar de Deus, inimigos que podem estar presentes mesmo dentro de nós, como a ganância, a ambição o desejo do ter e do poder… Foram esses inimigos, presentes no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que não os deixaram enxergar, a presença do Messias, o Cristo Filho de Deus!

O crescimento da adesão do povo à Jesus, aumentava ainda mais a ira dessas autoridades que temiam perder o poder para Ele. Porém Jesus, não se intimidava diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente, sem medo.

Fariseus e partidários de Herodes, eram rivais, eles eram as lideranças dos povoados da Galileia, e esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados pela presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo objetivo: procurar um meio de eliminar Jesus, de tirá-lo do caminho deles, mas, tinham que evitar um confronto direto com o povo, pois, não era interessante para eles. Então, eles preferiram incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada contra Ele.

Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”

Esta pergunta maliciosa, revestida de elogios, de uma aparente fidelidade a Deus, era na verdade, uma intenção de acusar Jesus:

Se Ele dissesse: “Deve pagar” Jesus poderia ser acusado junto ao povo, como amigo dos romanos.

Se Ele dissesse: “Não deve pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo.

Portanto, o plano parecia perfeito, para esses dois grupos, Jesus não tinha saída. Porém Jesus, na sua infinita sabedoria, não perde tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?” Eles responderam: “É de César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Jesus disse isto, porque Ele sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que de fato lhes faltava, era eles devolverem a Deus o que era de Deus, isto é: devolver a Deus, o povo que eles oprimiam! Com isto, o plano arquitetado pelos opositores do projeto de Deus, mais uma vez, caía por terra, mostrando-nos que as forças do mal nunca sobrepõem o bem!

Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos fazendo o mesmo, tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo contra o nosso irmão?

Será que estamos acolhendo bem, aquele  novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade, ou ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar?

O que estamos dando a Deus?

Estamos entregando a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu?

A vida é a maior expressão do amor de Deus, não conduzi-la para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.

Quem já leu um pouco de Santo Agostinho, poderá ver o que ele nos lembra: Se o dinheiro traz o retrato e o nome de César e marca nossa relação econômica com ele, o Batismo é, em todo cristão, o sinal e o homem novo atestando a dependência e o fim de toda sua vida, pois, nós somos moedas de Cristo, destinadas ao serviço de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 04/Jun/18

Liturgia Diária 04/06/18 (Segunda):
2Pd 1,2-7 – Sl 90(91) – Mc 12,1-12

Vinhateiros Assassinos? E quem somos nós?

Bom dia. A Palavra nos dita hoje parece bem um daqueles filmes de romance dramático, onde um oferece todo o seu amor e todo o seu trabalho para a pessoa amada, mas que no fim do filme, o amor é vencido pela traição, pela ambição do poder, pelo egoísmo.

Só que hoje, em nossas comunidades, por muitas vezes, este filme, como na parábola, infelizmente notamos, como que por reprises (vale a pena ver de novo), este mesmo filme acontecendo. A diferença, é que nós estamos dentro deste filme. Nós que estamos na parábola dita por Jesus. Vamos ver?

A VINHA É A NOSSA COMUNIDADE.

Na vinha, para que ela funcione bem verdadeiramente, temos muitos trabalhos distintos que devem ser realizados para que ela produza e tenha-se uma boa colheita.

Na nossa comunidade, quantas pastorais, movimentos e serviços existem, com diversos trabalhos distintos, mas como um objetivo de ajudar e evangelizar a todos nós, que fazemos parte desta grande comunidade, que se chama Igreja.

Mas como na parábola, tem àquelas pessoas que, ou por terem vivenciado desde o início do crescimento da comunidade, ou que por estar à frente de pastoral, ou por ter “mais conhecimento” e ou “mais experiência” nas coisas da igreja, se sentem donos e, acabam “matando” àqueles que desejam também querer fazer parte desta grande messe do Senhor.

NÓS, EU E VOCÊ, NÃO SOMOS ASSIM?

Jesus nos chama a atenção e nos orienta, que devemos aprender a ver as coisas, os nossos trabalhos, as nossas ações, sempre pautadas e alicerçadas no amor de Deus e não na nossa ambição e desejo de poder.

Em nossas comunidades e até mesmo em nossas famílias, quantas vezes não conseguimos ajudar ou sermos ajudados por que temos o coração duro às boas ações que os outros nos trazem?

Não aceitamos as palavras amigas, por acharmos, que apenas a nossa forma de pensar é que está correta?

Não conseguimos ver as coisas novas que nos são apresentadas e ficamos presos às coisas “antigas” que deveriam nos dar um conhecimento para aprendizagem, e não, que ficássemos presos no passado.

A nossa conversão deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas naquilo que aprendemos no antigo. Temos que ter a humildade e reconhecer que, as pastorais e os trabalhos nelas vivenciados não são para que tomemos posse e nos tornemos donos, mas que nos transformemos ainda mais em servidores do irmão, mostrando em nossas palavras e ações aquilo que de verdade Cristo nos ensinou, ensina e sempre irá nos ensinar. Temos que ter coerência no que dizemos e fazemos; amor nos olhos e na palavra; calor no abraço e no espírito; sorriso na face e no coração.

E para terminar a minha reflexão, se me permitem, usarei as palavras de São (Padre) Pio de Pietrelcina, de sua Carta 3: “Vai trabalhar hoje para a minha vinha” (Mt 21,28)

“Bendigo a Deus de todo o meu coração, porque me fez conhecer almas verdadeiramente boas. Pude anunciar-lhes que também elas são a vinha do Senhor: a cisterna é a sua fé; a torre, a sua esperança; o lagar, a sua caridade; a sebe é a lei de Deus, que as separa dos filhos das trevas.

Vou ficar por aqui, porque o sino chama por mim; vou ao lagar da igreja, que é o altar. É de lá que brota continuamente o vinho sagrado desta uva deliciosa e única com que tão poucos têm a graça de poder inebriar-se. Ali, como sabeis, pois não posso agir de outra forma, apresentar-vos-ei ao Pai dos Céus, unido ao seu Filho; é nele e com Ele que sou inteiramente vosso, no Senhor.

Senhor Jesus, salva-os a todos! Ofereço-me como vítima por todos eles. Torna-me mais forte; toma este coração, enche-o do teu amor, e depois pede-me tudo o que quiseres.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 03/Jun/18

Liturgia Diária 03/06/18 (Domingo):
Dt 5,12-15 – Sl 80(81) – 2Cor 4,6-11 – Mc 2,23 – 3,6

É permitido … fazer o bem ou fazer o mal?
Salvar
uma vida ou deixá-la morrer?

Será que diante das dificuldades que encontramos em nossa vida, devemos nos abater e não seguirmos em frente? Eis, uma das principais causas de nossos deslizes diante da fé: a incoerência.

Esse é um dos grandes problemas que Jesus enfrentou em sua missão, que diante dos fariseus, ter que lhes mostrar qual era a verdadeira vontade de Deus, e não aquilo que acreditavam e faziam como sendo correto.

Neste pequeno texto grifado retirado no site da CNBB nos dá uma luz sobre isso: “A vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece, as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira bruxaria e “mágica”. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo”.

Por isso lhes pergunto: Compreenderam? Discerniram?

Pois bem, agora vejamos: será que este homem com a mão seca, se não tivesse sido visto por Jesus, ele teria alguma chance de cura? E de vida social? E de uma vida religiosa, de poder entrar no templo apenas para orar? Quem podemos concluir que encaminhou aquele homem se não o próprio Espírito Santo de Deus? Queridos irmãos e irmãs, não devemos nós, perseverar em busca daqueles afastados do Senhor, como quando perdendo uma das cem ovelhas, onde à procuramos e a trazemos de volta ao nosso convívio? Quando a achamos, não a colocamos em nossos ombros, e com grande alegria voltamos para casa e reunimos os amigos e nos regozijamos? E não foi isso, que mais uma vez, Cristo fez com o homem com a mão seca?

Para nós, é sempre um mistério tentar resolver ou entender a vontade que o Espírito Santo coloca em nossos pensamentos e ações. É Deus que nos move e nos empurra, mas, como o nosso coração está fechado ao seu amor, paramos e nos paralisamos, realizando apenas a nossa própria vontade. Já esse homem descrito no evangelho de hoje, ele não parou, ele aceitou o chamado de Jesus e ainda lhe deu a mão, para que tudo fosse feito em sua vida.

Tenhamos a consciência e a fé, que por amor, o Espírito Santo não irá permitir que ninguém desista ao seu chamado, mas que também, por esse mesmo amor, não nos obrigará caso assim não queiramos.

Nós não somos chamados a desistir dos planos de Deus e nem mesmo de nossos sonhos, nem tão pouco de sermos colocados em um canto para sermos esquecidos. Deus nos quer como os protagonistas de nossas vidas, e que tenhamos toda a perseverança, o amor, a oração e empenho que Ele merece.

Precisamos entender verdadeiramente, que a nossa luta deve ser diária, devemos nos colocar sempre a perseverar, pois, o que vivenciamos ontem passou para nos ensinar, mas o dia de hoje, é novo, e por isso temos que entender que o “hoje” tem um propósito maior sobre tudo o que aconteceu e acontece.

Mas aí, podemos nos perguntar: mas isso não é meio ilógico, termos que fazer tudo de novo? Quem ergue as suas mãos àquilo que parece ilógico?

Bem, somente os filhos de Deus poderão entender e estender as suas mãos! Vejamos o que nos mostra o texto em Romanos 8, 14-18 e reflitamos: “Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada”.

Sendo assim meus irmãos e irmãs, podemos compreender que devemos continuar mesmo que as dificuldades da vida nos apareçam, pois àqueles que serão vistos por Deus como os que se destacam, são os mesmos que não desistem com facilidade. Se o que desejamos é construir uma pessoa nova, uma família nova, uma comunidade nova, uma cidade nova, um país novo, um mundo novo, precisamos ter a atitude de perseverar na fé e termos a coragem de acreditar na Boa Nova de Cristo Jesus.

E quando houver as críticas, as perseguições, as calúnias e fofocas?

Não devemos nos abalar e nem nos martirizar, pois, para esses que vivem apenas como críticos e céticos, a única coisa que podem fazer é falar, pois em nada possuem além disso. Podemos ver, que infelizmente, a maioria deles, nem mesmo outra opinião para ser discutida possuem.

Acreditemos, que eu, você, todos nós, devemos ter a dignidade em nossa vida de filhos e filhas de Deus, isso é o que Ele deseja. Sendo assim, para Deus, é primordial a nossa cura, a nossa libertação, a nossa conversão para trilharmos o plano que Ele mesmo traçou para a nossa vida.

Aqueles fariseus que estavam ali, no sábado, na sinagoga, não estavam querendo orar, mas apenas criticar, julgar e condenar, pois eles não entendiam o amor de Deus e colocavam empecilhos para que o plano de salvação se realizasse.

Será, que alguém de nós, já não foi na Missa, no dia de Domingo, apenas com o intuito de criticar o coral, o leitor, o sacerdote?

Ou de julgar um irmão ou irmã que estaria ali presente?

Ou quem sabe, constranger alguém com a nossa presença?

Será que temos alguma diferença com os fariseus diante destas e outras atitudes?

Há sempre em nossa vida, em nossa fala, em nossa atitude, algo que precisa do olhar de amor de Jesus, de seu incentivo, de seu carinho e de sua atenção, pois Jesus, ainda hoje, continua desafiando a todos e o mundo, com o intuito de nos curar, para que abramos o nosso coração ao seu amor, que deixemos de ter a nossa “mão seca”, os nossos “olhos cegos”, o nosso “corpo paralítico”. Muitas vezes nos falta sermos caridoso com o irmão, sermos impotentes diante do pecado, da indiferença, do egoísmo, do medo, da indecisão, da incredulidade e de tudo aquilo que nos transforma em “doentes”. Por isso, devemos reconhecer os nossos erros, e como aquele homem, sermos humildes e mostrar à Deus os nossos pecados, para sermos curados por Jesus.

Mas, infelizmente – me corrijam se eu estiver errado – o que na maioria das vezes nós fazemos, é o inverso, onde o que queremos é fugir de nós mesmos e nos refugiarmos sobre uma máscara que nos impede de reconhecer os nossos erros, os nossos pecados, as nossas deficiências.

Será que, não é por isso que não conseguimos a nossa cura física ou espiritual, e continuamos como aquele homem de mão seca e tantos outros, que estão perdidos na multidão e apenas preocupados com o que poderão dizer ou se justificar quando for revelado as nossas limitações, os nossos erros ou pecados?

Por isso, posso perguntar a mim mesmo e a você:

“O que é permitido fazer nesse dia, em sua vida, o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?”

Será que, novamente, Jesus irá olhar com ira e tristeza porque ninguém respondeu?

Meus irmãos e minhas irmãs, apresentemo-nos diante de Jesus, nos coloquemos no centro da sala, e humildemente admitamos as nossas dificuldades, as nossas limitações e os nossos pecados, estendamos as nossas mãos para que Jesus possa nos curar!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 02/Jun/18

Liturgia Diária 02/06/18 (Sábado):
Jd 17.20b-25 – Sl 62(63) – Mc 11, 27-33

Com que autoridade fazes essas coisas?

Hoje, o Evangelho pede-nos que pensemos com que intenção vemos Jesus. Há quem vá sem fé, sem reconhecer sua autoridade: por isso, os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, lhe perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” (Mc 11,27-28).

Se não tratamos a Deus na oração, não teremos fé. Mas, como diz São Gregório Magno, “quando insistimos na oração com toda veemência, Deus se detém no nosso coração e recobramos a vista perdida”.

Se tivermos boa disposição, apesar de estar no erro, vendo que a outra pessoa tem razão, acolheremos suas palavras.

Se tivermos boa intenção, apesar de arrastar o peso do pecado, quando façamos oração, Deus nos fará compreender nossa miséria, para que nos reconciliemos com Ele, pedindo perdão de todo coração e, por meio do sacramento da penitência.

A fé e a oração vão juntas. Diz-nos Santo Agostinho que, “se a fé falta, a oração é inútil. Depois, quando oremos, criemos e oremos para que não falte a fé. A fé produz a oração e, a oração produz também a firmeza da fé”.

Se tivermos boa intenção e, acudimos a Jesus, descobriremos quem é e, entenderemos sua palavra, quando nos perguntar: “O batismo de João era do céu ou dos homens?” (Mc 11,30).

Pela fé, sabemos que era do céu e, que sua autoridade vem-lhe do seu Pai, que é Deus e, Dele mesmo porque é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Porque sabemos que Jesus é o único salvador do mundo, acudimos a sua Mãe que também é nossa Mãe, para que desejando acolher a palavra e a vida de Jesus, com boa intenção e boa vontade, para ter a paz e a alegria dos filhos de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 01/Jun/18

Liturgia Diária 01/06/18 (Sexta):
1Pd 4, 7-13 – Sl 95(96) – Mc 11, 11-26

Amanheceu… e coitada da figueira?

Bom dia. Neste evangelho vemos que Jesus roga uma praga, essa é que é a verdade, em uma coitada de uma figueira que não tinha frutos a oferecer, pois não era tempo. Mas será que conseguimos refletir exatamente o que isso significa, pois, se não era tempo de frutos, o porquê Jesus então a amaldiçoou?

Vejamos: Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo, onde olhou tudo ao seu redor, mas não disse nada. O que será que ele viu? Depois foi pousar em Betânia, pois já era tarde.

Amanheceu, e, coitada da figueira…

Podemos começar a nossa reflexão, que, isso foi uma crítica à religião Oficial, vivenciada no templo, onde Jesus esteve ao chegar na cidade. Mas, tudo indica, que não foi bom o que Ele viu ali…

A grande árvore do Judaísmo (figueira) só tinha folhas e não estava produzindo nenhum fruto, ali não havia JUSTIÇA, MISERICÓRDIA, IGUALDADE, LIBERDADE, etc. A situação estava que nem massa de bolo com farinha velha: a massa desandara. Eram apenas “frutos” de fachada mesmo.

E aí, podemos nos perguntar: Se Jesus viesse hoje, em minha comunidade, nos visitar, será que Ele iria gostar do que estaria vendo?

A nossa linha de raciocínio deve ser esta, pois, que frutos a minha comunidade cristã, hoje, está produzindo? A verdadeira comunidade deve frutificar, evangelizar, educar, orientar, iluminar, conduzir e libertar. Deve ser exemplo.

Mas voltemos ao texto do evangelho: quando voltavam, na manhã seguinte e passando pela figueira, observaram que a “praga” foi daquelas “brabas”, pois a figueira havia secado até as raízes. Sendo assim, podemos ter a certeza de que, quando seca uma árvore até a sua raiz, a mesma morre. E se não há frutos, para que serve a raiz de uma árvore?

Devemos nos focar então, naquela árvore frutífera, da qual se espera o fruto.

Como naquela época, para os judeus, a promessa era um Messias Salvador. Só que Ele veio – Jesus Cristo –, então era o tempo do fruto novo, mas eles não o aceitaram e nem o reconheceram. A condição ideal para este fruto novo, era apenas aceitar a Cristo Jesus, nada mais, mas eles não o aceitaram, pois eles ficaram mais preocupados com seus bens, seus modos de agirem, de serem mais vistos e reconhecidos do que Àquele que é o filho de Deus.

O tempo da espera do Fruto, havia terminado. Deus investiu na figueira (Israel), e claro, gostaria de ter frutos justos, bons aos Seus olhos, bastava apenas a fé na pessoa de Cristo e que os frutos seriam abundantes.

Hoje, é Cristo que investe em nós, nos dando a sua graça, não se importando com quantos frutos estamos dando, mas sim, qual a qualidade que está este fruto.

Fica então uma pergunta inquietante e até certo ponto, desconcertante: como cristão em minha comunidade, tenho dado frutos, ou estou sendo apenas um amontoado de folhas que nada tenho a oferecer aos que me procuram?

Não nos esqueçamos que, os frutos que Deus espera de nós, deve vir do Espírito Santo presente na Igreja, portanto, condições de produzi-los, todos nós, como comunidade e como cristãos, temos, não há desculpa e nem justificativa para ser uma “árvore” infrutífera…

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 31/Mai/18

Liturgia Diária 31/05/18 (Quinta):
Ex 24, 3-8 – Hb 9, 11-15 – Mc 14, 12-16.22-26

CORPUS CHRISTI

– CELEBRAR O CORPO E SANGUE DE CRISTO É PERMANECER NA NOVA E ETERNA ALIANÇA COM DEUS

A Liturgia da Palavra desta solenidade do Corpo e Sangue do Senhor é toda instrução e consolação espiritual.  Deus tinha feito um pacto com o Povo Eleito. É o que lemos na Primeira Leitura. Este pacto foi selado pela entrega da Lei por Deus a seu Povo Eleito.  É o que se chama Aliança de Deus com seu Povo.  O modelo de alianças conhecidas pelos povos da Antiguidade foi o que Moisés adotou e o que Deus aprovou.

Quando um homem, um rei, um país, fazia um tratado com outro, precisavam da garantia de que o tratado seria respeitado. Porém, para prevenir qualquer descumprimento por traição ou rompimento daquele pacto, os dois lados se ameaçavam com sinais de morte. Era por isso que os contratantes faziam um ritual em que um animal era degolado, simbolizando a morte que teria o contratante infiel.

Quando Moisés espargiu o sangue dos animais sacrificados sobre o povo, disse: “Este é o sangue da Aliança que o Senhor fez convosco …” (Ex 24,8). Com isto Moisés e o Povo Eleito comprovavam a Deus que não iria desrespeitar o pacto feito com Ele e selado pela entrega da Lei. O mais importante, no entanto, era que Deus mesmo desejou que este pacto fosse feito desta forma. Ele se comprometeu a jamais romper esta Aliança com seu Povo Eleito. Esta é a instrução que recebemos hoje da Primeira Leitura.

Do Evangelho, Ele mesmo inaugurou a Nova Aliança na Última Ceia, dizendo: “Isto é Meu Sangue, o Sangue da Aliança, que é derramado em favor de todos” (Mc 14,24bcd).

O Evangelho de hoje, portanto, documenta esta ação de Jesus, Novo Moisés. Esta Nova Aliança tem uma diferença: o Sangue oferecido a Deus por Jesus é o Seu próprio, e não mais de novilhos, como o sangue colhido por Moisés. Esta diferença é fundamental. Como o entendemos?

Para entender a importância da oferta do Sangue de Jesus a Deus na Sua Nova Aliança, precisamos recorrer à Segunda Leitura. É o texto de Hebreus, que diz: Cristo veio como sumo sacerdote … (Hb 9,11a). … não com o sangue de bodes e bezerros, mas com Seu próprio Sangue, entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma Redenção eterna (Hb 9,12).

O pacto feito por Deus e Moisés na Antiga Aliança era somente para a existência terrena do Povo Eleito. O pacto feito por Jesus, Filho de Deus com Deus, na Nova Aliança, é eterno. É para manter a união do Povo Eleito – hoje todos os que creem em Jesus Cristo – com Deus.

Esta Segunda Leitura fala portanto de uma Redenção eterna, feita uma vez por todas. Foi este o valor do sacrifício de Jesus na Cruz. Com Sua Morte e Seu Sangue apagou todos os pecados da humanidade. Todos os homens que desejarem ser salvos por Jesus Cristo, entram na Nova Aliança da humanidade com Deus por meio do Filho de Deus.

Nós, os batizados, unidos a Jesus Cristo, fazemos parte desta Nova Aliança selada pelo Corpo e Sangue Dele. Neste dia do Corpo e Sangue de Cristo, portanto, nossa alegria é grande. Temos certeza de que, cumprindo nossa parte neste pacto com Deus, Deus, por meio de Seu Filho, será para sempre fiel e nos garantirá a Vida Eterna.

Tenhamos a disposição espiritual de gratidão que o Salmo Responsorial nos inspira: Elevo o cálice de minha Salvação  invocando o Nome Santo do Senhor [Sl 115(116B),13].

Na Quinta-Feira Santa celebramos, em ambiente penitencial, a instituição da Eucaristia em que cantamos o mesmo Salmo Responsorial da solenidade de hoje. E na Quinta-Feira Santa cantamos: O cálice por nós abençoado é a Nossa Comunhão com Sangue de Jesus.

Celebremos hoje a festa do Corpo e Sangue de Cristo. Com a firmeza de nossa fé celebramos nossa Nova Aliança com a Santíssima Trindade por toda a eternidade.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 30/Mai/18

Liturgia Diária 30/05/18 (Quarta):
1Pd 1,18-25 / Sl 147(147B) / Mc 10,32-45

É mais importante ser bom

Bom dia. Os discípulos queriam uma recompensa por seguir Jesus, participando de um lugar de honra e de muita importância ao seu lado, depois de tudo consumado. Eles queriam se sentir também importantes, como pagamento por todo o seu esforço e dedicação ao Plano de Deus.

Cada ser humano tem ânsia de poder. Sede e fome de poder, ao ponto de alguns se exporem ao ridículo de dizerem mentiras e prometer coisas que jamais irão cumprir, só pelo desejo de serem eleitos a cargos eletivos que lhes darão muita importância diante da sociedade, ou de serem elogiados em nossa comunidade.

Pergunto: Quem de NÓS não gostamos de ser elogiados? De sermos reconhecidos? De sermos vistos como “íntimo” do nosso sacerdote? Do Coordenador? De sempre estarmos presentes em momentos especiais em nossas missas, ou em vários momentos de nossos encontros, retiros, formação, jantares, reuniões?

Posso dizer, que todos NÓS. E isso não é errado. O errado é fazermos isso como meta, apenas para nos mostrar, apenas para nos elevar, onde que, a meta deveria ser a Palavra do Senhor, a Boa Nova, a humildade do trabalho, o amor ao próximo, o desprendimento do material. Mas, infelizmente, não é isso que conseguimos observar em nossas comunidades e por muitas vezes, em NÓS mesmos.

Observem, “Tiago e João” tem o desejo de serem vistos por todos; NÓS desejamos ser vistos por todos. Então cabe a NÓS refletir: O que de cristão tem nessa atitude?

Podemos observar que NÓS, quando nas diversas atividades de nossa comunidade, sempre desejamos e fazemos de quase um tudo para ficarmos sempre à vista dos outros. Quer alguns exemplos?

– Na missa: nós que somos Agentes de Pastoral ou responsáveis por aquela celebração, sempre nos movemos no momento das leituras, ou da homilia ou da consagração, ou sempre damos um jeito de sair e voltar pelo presbitério sem motivo algum. Isso acontece? Sim ou Não?

– Nos encontros: NÓS NUNCA trabalhamos em locais que não somos vistos, pois sempre queremos nos mostrar, e, caso eu esteja longe do “centro das atenções”, faço inúmeros “malabarismos” para que eu possa ir lá, dar uma olhadinha e ver quem está lá, e claro, sermos vistos. Isso acontece? Sim ou Não?

– Nas formações, palestras e estudos: se não fazemos parte da “turma” que preparou a atividade, NÓS, ou não a vivenciamos ou somente a criticamos para o máximo de pessoas possível, dizendo que “aquela” que EU fiz ou EU preparei é melhor do que essa, chamando a atenção sempre para MIM. Isso acontece? Sim ou Não?

Queremos e gostamos de sentir que somos importantes e buscamos sempre um lugar de honra. Porém, isso não pode acontecer com o cristão, principalmente o cristão atuante, pois, jamais podemos ou devemos almejar um lugar ao lado do sacerdote no altar, com o objetivo de apenas obter prestígio diante dos fiéis.

O maior e o melhor são aqueles que são humildes, que tem sabedoria e santidade. Não se iluda com “certos poderes” que poderá receber por causa de sua função ou coordenação, não se envaideça com a força que receberá de Deus, mais sim, veja isso como uma santa oportunidade de servir para a salvação do mundo, e não para satisfazer a sua ânsia de ser importante.

Reflitamos: É MUITO BOM SER IMPORTANTE. MAS, É MAIS IMPORTANTE SER BOM! Ser um bom padre, um bom médico, um bom pedreiro, um bom militar, um bom pai, um bom marido, uma boa esposa, um bom filho, uma boa filha, um bom colega de trabalho, um bom catequista, etc.

Só que por causa do NOSSO egoísmo pessoal e da soberba, nos esquecemos do que essas atitudes podem causar àqueles que nos cercam. É só observamos a consequência observando os discípulos: “Indignaram-se com Tiago e João”.

Talvez, quando NÓS refletirmos sobre nossas atitudes, vamos começar a ter a consciência do porquê muitas pessoas se afastaram ou estão se afastando de nós.

Que NÓS possamos aprender com a orientação do próprio Cristo: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, SEJA VOSSO SERVO; e quem quiser ser o primeiro, SEJA O ESCRAVO DE TODOS. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, MAS PARA SERVIR E DAR A SUA VIDA COMO RESGATE PARA MUITOS”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 29/Mai/18

Liturgia Diária 29/05/18 (Terça):
1Pd 1,10-16 / Sl 97(98) / Mc 10,28-31

A riqueza do Mundo e o Reino de Deus

Poderíamos claramente contradizer a Palavra do evangelho de ontem com a de hoje. Sabe por quê? Pois o nosso modo de pensar é sempre voltado para o humano, e não para as coisas de Deus.

Vejamos: ontem Cristo nos afirma que é muito difícil o “rico” entrar no Reino de Deus. Não foi isso?

Já hoje, Cristo nos afirma que, quem o seguir, receberá 100 vezes mais durante esta vida. E agora?

Como disse, o nosso modo de pensar é sempre voltado para o meu “umbigo” e aquilo que me traz uma felicidade efêmera, de posse, de egoísmo, de poder, pois, quanto mais temos, mais queremos.

Ou será que alguém deseja diminuir o seu padrão de vida que conseguiu depois de tanto trabalhar “honestamente” e dentro do que nos pede Jesus? Ninguém deseja isso.

Mas, então, como podemos verdadeiramente seguir a Cristo, se vamos receber 100 vezes mais do que temos e ao mesmo tempo o “rico” não consegue entrar no reino dos céus?

Nós só vamos conseguir realizar a Palavra de Deus em nossas vidas, recebermos 100 vezes mais e conseguir entrar na vida eterna, se realmente mudarmos as nossas atitudes, se nos convertermos e sermos servidores do próximo, se entrarmos “de cara” na messe do Senhor sem se preocupar com coisas alheias à nós, e confiarmos na graça de Deus.

Quando começamos a trabalhar nas coisas de Deus de coração aberto e o espírito cheio do amor do Pai, as coisas fluem de uma certa forma, que conseguimos notar as coisas aconteceram como se milagre o fosse. Coisas inexplicáveis aos olhos humanos impossíveis de acontecer, mas que aos olhos do Pai, são coisas simples, pois o que Ele vê em nossas atitudes são humildade e amor na sua Palavra.

Só que neste texto de hoje, tem uma “palavrinha”, que muitos de nós esquecemos de prestar atenção ou, fazemos a questão mesmo de esquecer, mas, seria importantíssima que fizéssemos a reflexão do que ela representa.

A Palavra nos afirma que vamos receber 100 vezes mais: casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos. É isso mesmo, não é?

Mas também nos é dito que vamos receber 100 vezes mais de “PERSEGUIÇÕES”. Olhe lá! Releia o evangelho.

Perseguições sim, pois àqueles que seguem a Jesus serão perseguidos: Salmos 119, 157; Mateus 5, 10; João 15, 20; Romanos 12, 14; 2 Coríntios 4, 8-9.

A Palavra avisa que quem ama Jesus será perseguido por causa de sua fé. Um viver santo causa desconforto em outras pessoas. Algumas pessoas irão se opor e lutar contra nós. Mas em Jesus podemos suportar e superar toda a perseguição!

Não precisamos ter medo da perseguição. Deus está conosco.

O perseguidor também precisa de Jesus.

Paulo antes era um perseguidor da Igreja, mas quando se converteu ele se tornou num grande evangelista! Devemos amar nossos perseguidores e orar pela sua salvação.

A vocação cristã não é apenas renúncia, mas privilégio, porque a terra ainda não é o céu!

Será que conseguimos compreender isso?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 28/Mai/18

Liturgia Diária 28/05/18 (Segunda):
1Pd 1,3-9 / Sl 110(111) / Mc 10,17-27

Quem pode ser salvo?

A Palavra de Deus nos apresentada hoje sempre causa espanto e medo, pois sempre nos perguntamos, como os próprios discípulos o fizeram:

— Quem pode ser salvo?

O próprio Jesus já nos deu a resposta:

— Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível.

Reflitamos: humanamente falando, é possível dizer:

— AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS?

Será que realmente conseguimos amar assim? Mais do que amamos nossos filhos? Seríamos capazes de ser Abraão e sacrificar nossos filhos à Deus?

— NÃO FALAR O NOME DE DEUS EM VÃO?

Será que nem por uma vez falamos “Deus” em algum momento que não fosse correto mencionar o seu santo Nome?

— LEMBRÁ-LO DO DIA DE SÁBADO E SANTIFICA-LO?

Após a vinda de Cristo junto a nós, o dia do Senhor é o domingo. Será que não houve um domingo em nossa vida que não fomos à missa apenas por que tínhamos uma desculpa?

— HONRA TEU PAI E TUA MÃE?

Vai me dizer que nunca discutistes com teu pai ou com tu mãe por coisas que estavam sendo orientadas a nós, mas colocamos os nossos bens quereres à frente da palavra deles e respondendo-os até mesmo grosseiramente? Será que nós não deixamos a desejar no momento que temos que cuidar de nossos pais, onde colocamos outros afazeres em primeiro lugar?

— NÃO MATARÁS?

Será que não “matamos” as pessoas ou as colocamos em situações de riscos apenas por palavras “mau ditas” àqueles que precisavam de nosso apoio ou nosso carinho, e a única coisa que fizemos foi “matar” a esperança dentro de seus corações? Ou será que achamos que existe apenas a morte física?

— NÃO ADULTERARÁS?

Será que nós, em algum momento de nossa vida, homem e mulher, não realizamos em nossos pensamentos um desejo secreto em realizarmos uma traição? Talvez porque meu matrimônio não vai bem; minha vida não está da forma que eu desejava?

— NÃO FURTAIS?

Será que nunca, pegamos um lápis, caneta, folha sulfite de nosso serviço, do local onde trabalhamos? Será que nunca utilizei dos equipamentos do meu trabalho para realizar coisas que não era própria do meu trabalho? Imprimir uma pesquisa, um trabalho, um texto que achei bonito, uma imagem maravilhosa? Um CD para gravar umas músicas?

— NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO?

Quer dizer que nós, nunca mentimos sobre algo para que não fôssemos descobertos como culpados? Será nunca dissemos nada sobre outra pessoa, mesmo sem conhece-la, mas julgamo-la culpada, por algo que nem mesmo sabíamos sobre o assunto?

— NÃO COBIÇARAS NADA DO PRÓXIMO?

Será que nunca desejamos que o reconhecimento de algo fosse meu e não de outra pessoa, mesmo eu não tendo direito sobre isso? Será que nunca olhamos com desejo a mulher e ou o homem daqueles que passam por nós nas ruas, nos bares, na TV, nos filmes? Suas casas? Seus carros? Até onde a cobiça pode nos levar?

Pois bem, até agora, para muitos, isso é fácil de fazer, como o foi para o “Jovem Rico”. Não é mesmo? Vocês não concordam comigo que tudo isso, até agora é fácil de ser feito se tivermos um pouco de esforço? Sim ou Não?

Então imagina que, conseguimos conquistar, honestamente, com muito esforço e trabalho, nossa casa, nosso carro, nossos móveis, um dinheirinho no banco, e aí, Jesus chega até ao nosso ouvido e diz:

— “JÁ QUE VOCÊ JÁ PRATICA TODOS OS MANDAMENTOS, DÊ TODOS OS SEUS BENS E ME SIGA”.

Qual seria a sua reação diante desta proposta de Cristo?

Humanamente falando, é impossível realizarmos todas essas coisas permanentemente todos os dias de nossas vidas, pois, apenas Deus, é que pode nos dar a salvação.

Infelizmente, quantas pessoas que fazem parte da nossa vida, que à ouvimos dizer que, para se chegar ao Reino de Deus, só depende dela mesmo? Quantas pessoas não acreditam em Cristo Jesus como o Salvador, e colocam elas mesmo como sendo “os seus próprios salvadores”?

Sabem porque o jovem ainda não estava no Reino de Deus, mesmo cumprindo todos os mandamentos? Porque ele fazia apenas pelo lado de fora, superficialmente. E já que ele fazia pelo lado de fora, a sua recompensa ele já havia ganho.

Mas como assim Flávio?

Meus irmãos e minhas irmãs, quando realizamos os mandamentos de Deus em nossas vidas, apenas pelo lado de fora, é para que os outros vejam e se admirem conosco. Pois bem, essa “admiração” já é a nossa recompensa.

A nossa verdadeira conversão e seguimento dos mandamentos, devem sim ser feita pelo lado de fora, mas principalmente pelo lado de dentro, em nosso coração, em nosso íntimo. Lembram o que Jesus nos disse: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. Mt 15, 11.

E para aqueles que possuem muitos bens, podem perguntar: então é errado ou pecado eu ter muitos bens?

Meus queridos, entendam, não é errado ou pecado terem o muito, mas a pergunta que lhes faço é a seguinte:

— O que você está fazendo com os seus bens?

— Você não faz nada com seus bens, e fica sempre em busca de mais?

— Você usa seus bens apenas para ser reconhecido?

— Ou você usa seus bens com você sua família, mas também realiza obras evangelizadoras com o coração ligado à Jesus, apenas em busca do verdadeiro caminho de Salvação?

Meus amigos e minhas amigas, por isso, cabe a cada um de nós, diante do Senhor, caminhar, cair, suplicar, levantar e continuar a caminhar. Essa ação deve ser diária, pois, o Cristo deseja de nós, o hoje. É verdade! Cristo nos quer hoje.

Quer ver uma coisa: procure uma vez sequer, que Jesus perguntou sobre o passado e ou o pecado já realizado na vida daqueles que estavam com Ele. Procurem.

Ele nunca perguntou sobre os pecados, mas sempre nos disse que, aceitando-O, os nossos pecados estavam perdoados e que não pecássemos novamente. Reflita…

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 27/Mai/18

Liturgia Diária 27/05/18 (Domingo):
Dt 4,32-34.39-40 / Sl 32(33) / Rm 8,14-17 / Mt 28,16-20

A Santíssima Trindade

A Trindade Santa é um mistério da nossa fé e que nos foi revelado pelo próprio Jesus Cristo, mais ou menos assim:

– DEUS PAI: Jesus por várias vezes se referiu ao Pai, dizendo que o que Ele dizia foi o que Ele ouviu do Pai que o enviou a Terra. Ele disse: “Eu e o Pai somos um”.

– DEUS FILHO: Jesus se referiu ao Pai COMO UM FILHO, por várias vezes, inclusive em suas orações, Ele disse: “Eu te louvo ó Pai” / “Pai, perdoai-lhes por que não sabem o que fazem…” entre muitas outras. E disse que a Ele foi dado, pelo Pai, é claro, todo o poder no Céu e na Terra…

– DEUS ESPÍRITO SANTO: A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade foi anunciada por várias vezes pelo próprio Jesus, que prometeu enviar o Espírito Santo como aconteceu no dia de Pentecostes. Foi o dia que o Espírito de Deus desceu sobre os apóstolos. Foi um fato histórico, cujos efeitos foram comprovados por judeus e estrangeiros que visitavam o Templo, os quais, pelo poder do Espírito Santo, ouviram o discurso de Pedro cada um em sua própria língua.

O mistério da Santíssima Trindade é inconcebível através da nossa inteligência, assim como não podemos assimilar pela razão pura e lógica. Mas felizmente, podemos assimilar, aceitar, entender e crer nesse mistério por meio da nossa fé. Mistério esse que não foi escrito ou inventado e publicado por nenhum homem mortal, mas sim, pelo próprio Deus. Foi o próprio Filho de Deus encarnado e ressuscitado, que nos disse que em Deus existem três pessoas. Foi Ele quem nos disse que Deus é uno e trino, que existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Foi o próprio Jesus que mandou os apóstolos batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

E o que Jesus disse, é inquestionável! Do contrário, a nossa fé também a é, e aí sim, fica questionável. Se nós acharmos que alguma coisa dita pelo Filho de Deus merece ser examinada, investigada, questionada, etc., na verdade, é a nossa fé que está precisando de uns reparos de uns consertos.

E sabem por quê? Porque JESUS É DEUS FEITO HOMEM, e Ele provou isso pelos milagres! Ou você acredita ou não acredita. “Ou és por mim ou és contra mim”. Ou és quente ou és frio! Ou você está do lado de Jesus ou está do lado de fora jogando pedras em quem está dentro.

Mas mesmo diante de tantas coisas que acontecem no mundo de hoje, não fiquemos preocupados, pois o Espírito Santo estará conosco até o fim dos tempos, e isso nos acontecerá desde que observemos tudo o que Jesus nos ordenou, desde que deixemos Deus entrar na nossa vida, e QUE DECIDAMOS QUAL ESPÍRITO DEVEMOS SEGUIR. Jesus nos recomenda a observar tudo o que Ele nos ordenou, e isso significa viver a nossa fé. E viver a fé é praticar os mandamentos, os ensinamentos de Cristo. Cristo nos mandou amar a Deus com todas as nossas forças.

Portanto, quem é jovem tem mais forças, por isso pode praticar muito mais a sua fé, ajudando na paróquia em tudo o que for preciso. Já aquele que está velho e adoentado, não tem tanta força para ser um cristão presente em todos os eventos da paróquia, principalmente aqueles eventos que exigem muito da sua disponibilidade física. Desse modo, não podemos exigir de um idoso, que ele seja disponível como um jovem ou adulto em pleno vigor físico, sob pena de não estar vivendo a sua fé. Por que nesse caso, quem não está vivendo a sua fé, é aquele que exige disponibilidade sem a devida caridade para com os enfraquecidos pelo tempo.

Jesus disse: “Ame a Deus segundo o teu entendimento…” / “Não julgueis e não sereis julgados.”, e, portanto, o julgamento da má vivência da fé não compete a ninguém, mas sim, a Jesus. Nós até podemos nos achar os tais, os melhores, os mais preparados para entrar no reino dos Céus, e na hora “H”, podemos ouvir de Jesus dizendo: “Não vos conheço. Ide para o fogo eterno…”.

É, meus irmãos, minhas irmãs, precisamos rever a vivência da nossa fé, e nunca ficar nos comparando com quem achamos que não está vivendo-a como o faziam os fariseus. Esforcemo-nos para viver em paz com Deus, em paz conosco, mas também em paz com o irmão e com a irmã. E para isso é preciso coerência, é preciso fazer introspecção ou uma auto reflexão, isto é, olhar para dentro de nós mesmo constantemente, e perguntar:

– Eu sou mesmo um cristão de verdade? – Eu acolho a Trindade Santa? – Eu acolho o meu irmão e a minha irmã do jeito que eles são? – Ou faço tudo para que eles sejam do jeito que eu quero que sejam?

Desejo a você e sua família um bom domingo.

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Liturgia Diária 26/Mai/18

Liturgia Diária 26/05/18 (Sábado) – Tg 5, 13-20 / Sl 140(141) / Mc 10, 13-16

Ser como uma criança?

Jesus é o filho de Deus feito homem; e uma das dimensões de sua missão na terra foi o de anunciar o Reino de seu Pai. Porém, quando Jesus anunciou o seu Reino, no mínimo foi decepcionante para a maioria das pessoas de sua época. Ainda mais ao afirmar que devemos ser como criança para recebê-lo.

E hoje, quem de nós aceita ser como criança, para receber o Reino de Deus? Pense bem!!!

Cada vez que lemos a Palavra de Deus, podemos correr o risco de pensarmos: “Ah! Este trecho eu já conheço!”; e não fazemos questão de retomá-lo devidamente. Porém é algo realmente fantástico, quando mais uma vez nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo; pois a Palavra de Deus é viva e atual; e isto é maravilhoso!

Jesus Cristo, no evangelho nos diz hoje que devemos ser como criança, para receber o reino de Deus. E no que isso implica?

Mais uma vez Jesus quebra os paradigmas (o menino Jesus entre os doutores da lei). Ele usa de um fato corriqueiro, para traçar o perfil dos receptores do Reino. Como sabemos a criança:

— confia nos seus pais; — não os questiona diante de um pedido; — é pura; — tem seus amigos pelo fato de poder compartilhar com eles a vida e não com segundas intenções; — não guarda rancor, do contrário, está sempre disposta a perdoar e recomeçar.

Mas isto não significa que devemos ser passivos a tudo, despreocupados; pois Jesus foi muito claro em falar: Aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele.

No acolhimento do Reino devemos ser dóceis como criança, mas assim como a criança cresce, devemos também nós, crescermos na fé, não só para podermos entrar no Reino de Deus, mas também para sermos verdadeiras setas que apontam o Reino para outras pessoas.

E isto é fácil? Basta olharmos ao nosso redor e veremos que não.

Parece que o “mundo”, não se cansa em pregar a individualidade, o não perdão, a malícia, a disputa e tantas outras coisas que vão contra a vida, ou seja: contra Jesus, que nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida;” (S. João 14, 6).

E o que fazer? Façamos como nos disse Santo Inácio de Loyola:

Façamos o que pudermos! Como se tudo dependesse só de nós, e quando não pudermos mais; confiar em Deus como se tudo dependesse somente d’ Ele”.

E valendo-se de uma das grandes características da criança; lhe peço Senhor:

Que possamos ser como crianças, para recebermos o vosso Reino. Amém!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS! Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 25/Mai/18

Liturgia Diária 25/05/18 (Sexta) – Tg 5, 9-12 / Sl 102(103) / Mc 10, 1-12

Uma aliança de amor e perdão

Meus irmãos e irmãs, o tema que nos leva a refletir a Palavra hoje é atual e muito importante para nós. E exatamente por isso, é perigoso, complicado, profundo e extremamente difícil de se dizer, pois, quem de nós não temos em nossas famílias, em nossas amizades, exemplos de casais que se separaram? Que tiveram em suas vidas e as de seus filhos e familiares, terem que passar por esta dor?

Mas como na época de Moisés, onde que, por causa do coração duro, foi permitido ao casal se separar; o que nos orienta hoje, infelizmente, também é o nosso coração duro em querermos “julgar” àqueles que passaram por uma separação.

Quantos de nós, não “julgamos de boca-cheia” as atitudes daqueles que estão ou já se separaram? Ou será que estou dizendo alguma bobagem?

Por isso, eu não vou fazer uma reflexão direcionada aos que já se separaram, sabem porquê? Eles já sofreram com isso e não cabe a mim a querer explicar ou argumentar algo que eu não vivi, presenciei, experimentei, essa reflexão deve ser realizada por cada um, pois, somente eles e Deus é que sabem exatamente o que motivou eles a se separarem.

E quantos se separaram, e hoje em sua segunda união, são tanto ou mais fervorosos na fé do que nós que dizemos com o “peito cheio” que ainda estamos casados?

O que posso dizer a eles, por mim, e pela minha Igreja, é que estamos de braços abertos a recebê-los, pois, como eles, eu também tenho meus pecados que somente eu e Deus conhecemos. Quem sou eu para julgá-los? Você pode bater no peito e ser justo em querer julgá-los? Tem certeza?

Agora, para nós que ainda estamos em matrimônio ou desejamos contraí-lo, temos uma responsabilidade de experienciar à nós e a Deus, o verdadeiro conhecimento e discernimento do que se trata o Matrimônio. Vale lembrar, que dos 7 (sete) sacramentos que podemos vivenciar em nossa Igreja, instituídos por Cristo, apenas este, o Sacramento do Matrimônio, não é realizado pelo sacerdote.

É verdade. Não é o sacerdote que o realiza, pois no Sacramento do Matrimônio, ele apenas preside. Quem realiza o Matrimônio são os noivos, pois são eles, que diante da assembleia (mundo), do sacerdote (representante de Cristo) juram ao seu esposo, a sua esposa e a Deus, a sua fidelidade, amor incondicional, companheirismo, lealdade, compreensão, humildade, sinceridade, carinho, um ao outro, tendo o dever de educar e evangelizar os seus filhos e a si mesmos na Palavra do Senhor.

Por isso, fica as perguntas:

— Será que realmente, posso julgar a alguém por ter se separado? — Será que tenho humildade o bastante para me colocar como pecador diante de Deus e diante do meu esposo ou da minha esposa, que não estou falando e vivenciando das promessas que fiz diante do altar?

Reflita…

Diante do que Jesus nos expõe neste Evangelho, nós verificamos que ainda hoje a aliança entre os casais se rompe por causa da dureza dos corações que não se rendem ao Amor e à graça de Deus que se derramam em forma de uma bênção especial no momento que assumem o compromisso um com o outro.

A verdadeira aliança se realiza no corpo e no espírito e uma coisa não pode estar dissociada da outra. Tem que ser em espírito e em verdade e não apenas de fachada e de aparência.

Quem quebra esta aliança está tentando quebrar um elo que Deus fez.

Muitos casamentos são falsos aos olhos de Deus, pois Ele conhece as intenções dos corações e percebe os interesses que estão ocultos por detrás do que aparentam. Quando não há sinceridade não há aliança, é fantasia, é utopia. Há que se ter uma formação humana e espiritual aprofundada para que haja uniões lícitas aos olhos de Deus.

Precisamos a cada dia nas nossas orações pedir ao Espírito Santo discernimento e sabedoria para fazermos as escolhas que serão abençoadas por Deus. E aos que já se consagraram diante do Altar, também cabe fortalecer esta aliança através de uma renovação constante porque o Senhor, todos os dias, nos dá as graças necessárias.

Somente em função de um amor abençoado por Deus, o homem, pode deixar seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher e vice-versa. A aliança é feita nos corações. Deus é quem une o homem e a mulher numa só carne através deste anel, através desta aliança.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS! Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 24/Mai/18

Liturgia Diária 24/05/18 (Quinta) – Tg 5, 1-6 / Sl 48(49) / Mc 9, 41-50

Sabeis fazer bom uso dos membros que Deus nos deu,
principalmente o coração?

Recebemos como dom de Deus os membros do nosso corpo, pois cada um deles tem funções específicas e maravilhosas. A nossa visão nos ajuda a enxergar tudo aquilo que entra em nós pelos nossos olhos. Nossas mãos são importantes para pegarmos o que necessitamos, servem para afastar e aproximar, para tantas coisas úteis que manuseamos no dia a dia! Os nossos pés direcionam nossos passos, vamos para cá e para lá, e assim por diante.

Só podemos louvar e agradecer a Deus por cada um dos membros que compõem nosso corpo e nossa vida! É importante lembrar que os membros são direcionados pela nossa cabeça, têm a função de coordenar, direcionar, orientar e dizer o que podemos ou não fazer. Nenhuma mão é desgovernada nem faz o que quer sozinha.

A primeira coisa: precisamos ter juízo na cabeça, porque ele vai coordenar as atitudes dos outros membros que compõem todo o nosso corpo. A Palavra de Deus, hoje, está nos ensinando a viver a disciplina, a vigilância e a ascese (*) em nossa vida. Se deixarmos nossos membros fazerem o que querem, pense que vida desordenada teremos! Pense que bagunça será a nossa vida! A desordem se instalará dentro do nosso coração e da nossa mente, viveremos confusos.

Por isso, se precisar disciplinar sua mão, seja firme com ela! Às vezes, sem querer ou sem prestar atenção, nossa mão começa a pegar coisas que não são para pegar. Apreciamos uma coisa aqui, achamos algo bonito ali e, quando vemos, já nos acostumamos a pegar, a levar. Às vezes, as crianças vão ao supermercado e, quando ninguém está olhando, a mãozinha pega um doce e come; faz isso pela primeira, segunda, terceira vez… A mão acostumou-se a fazer o que não deveria.

Às vezes, deixamos o nosso olhar solto, olhamos para tudo e todos os lados, olhamos para o que não devemos. A Palavra de Deus, que vem hoje ao nosso encontro, é um convite para revisarmos nossos atos e atitudes, para olharmos em que direção a nossa vida está indo. Quem comanda o nosso olhar é a nossa disciplina interior. Se o deixamos correr solto, irá olhar para onde não deve nem convém.

Precisamos ter disciplina com nossos passos: Onde devemos ir? Onde devemos entrar?

Por isso, meus irmãos e minhas irmãs, o Evangelho de hoje não é um convite para ninguém se mutilar. Deus nos quer completos e sadios! Ele nos deu duas mãos, dois braços, porém, pode ser que você, por algum acidente ou uma questão de genética, tenha nascido com alguma deficiência. O mais importante é que, tendo os dois olhos funcionando bem ou não, conseguindo enxergar a luz ou não, você a tenha dentro de si. O importante é que tendo um braço, dois ou até mesmo nenhum, que os nossos membros sejam disciplinados, façam o que é correto e justo. As mãos foram feitas para abençoar e não para amaldiçoar; foram feitas para apartar e não para causar a violência ou qualquer coisa nesse sentido.

A graça de Deus que temos em nós é para fazermos o bom uso dos membros que Deus nos deu. Trabalhemos na disciplina interior, para que tenhamos controle dos nossos atos e atitudes. Senão, o que restará de bom em nós?

Deus abençoe você!

(*) ascese: é a prática da renúncia ao prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias; é um processo de santificação pessoal; mortificação. Ascese cristã é o esforço que fazemos para dominarmos os nossos sentidos, corrigirmos as nossas más tendências e vivermos um processo de libertação interior. A Igreja propõe aos fiéis como algumas das práticas ascéticas, o jejum e a abstinência, penitenciais, Louvor, Adoração ao Senhor.

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Liturgia Diária 23/Mai/18

Liturgia Diária 23/05/18 (Quarta) – Mc 9, 38-40

Mestre, vimos alguém expulsar demônios em Teu nome

A atitude dos discípulos de proibir aquele homem de expulsar demônios em nome de Jesus, somente porque ele não os seguia, parece ter sido motivada pelo ciúme, porque o “outro” conseguia e eles mesmos não conseguiram. Não foi o que vimos no evangelho de domingo? Na nossa vida religiosa, por mais “santos” que sejamos, pode acontecer cena semelhante. Podemos impedir alguém de se ingressar nas pastorais, dificultando a sua inclusão discretamente, com uma atitude muito velada de ciúmes.

Nós não temos esse direito. Não podemos agir dessa maneira, pois o fato de criticar outros pregadores que falam em nome de Jesus somente porque eles não nos seguem, nada mais é de que uma postura egoísta, invejosa, uma atitude nada cristã. Precisamos também, tomar muito cuidado com nossas reações diante das irmãs e irmãos leigos, e de outras religiões, pois pode acontecer de estarmos nos considerando os únicos detentores da verdade, e condenar todos aqueles que não pertencem à nossa religião.

Não temos o direito de julgar ninguém. Mesmo porque, eu posso estar seguindo a religião fundada pelo próprio Jesus Cristo e não estar fazendo a vontade do Pai como deveria. E outro irmão ou irmã que não segue o cristianismo, pode estar vivendo uma vida correta, justa e muito mais “santa” do que a minha. Isso é possível? Com certeza.

Eu posso fazer parte da Liturgia, MESC, ECC, EJC, Batismo, RCC, Catequese, Familiar, Saúde, Canto, etc., ser um cristão ativo, conhecedor de toda a vida da paróquia, mas na verdade, lá no fundo, no meu íntimo, não sou lá uma flor que se cheire, principalmente com meus irmãos de comunidade e até mesmo familiares. Posso sentir inveja de outros leigos engajados, posso sentir ciúmes de quem se destaca pela devoção e competência no falar, pelo dom de cantar, pelo carisma, pelo exemplo de vida, pela simplicidade nos gestos, ou apenas por estar mais perto do sacerdote, do diácono, do coordenador, etc.

Por que quando somos contrariados em nossa opinião, queremos abandonar tudo? Só nós somos perfeitos? Donos da verdade? Precisamos reconhecer que um dia o Senhor, teve compaixão de nós, e estendeu sua destra poderosa sobre a nossa vida, pois, onde superabundou o pecado superabundou a graça. Assim foi conosco, e precisamos pedir o dom da paciência para que aconteça com os de nossa casa, com os nossos amigos e com os nossos colegas de trabalho e pastorais.

Por isso, não nos esqueçamos que somos humanos com muitos defeitos, e que na verdade devemos nos conscientizar, é que todos nós somos filhos de um único Pai, que nos ama e quer a nossa salvação eterna.

Vamos mostrar Jesus ao mundo, mas não vamos ter uma atitude de monopolizadores da fé, nada de competição, de atrito com os nossos irmãos que não nos seguem e muito menos com aqueles de nossas comunidades, pois a nossa missão é salvadora e não condenatória. Lembremos que Jesus não veio a esse mundo para nos condenar, mas sim, para nos salvar.

Façamos a nossa parte contribuindo pela salvação do mundo, e rezemos para que Jesus faça a sua parte em se tratando da conversão não só dos pecadores, mas pela salvação de todos nós. Amém.

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Liturgia Diária 22/Mai/18

Liturgia Diária 22/05/18 (Terça) – Mc 9, 30-37

As verdadeiras “celebridades” do Reino

No longo processo de sua formação, os discípulos foram sendo instruídos no modo de ser, característico de quem aderiu ao Reino. Jesus ensinou-os a serem solidários, a cultivar a união fraterna, a estarem sempre prontos para servir. Não tinham sido organizados a partir de critérios humanos de superioridade ou inferioridade, pois entre eles deveria reinar a igualdade.

As lições do Mestre nem sempre encontraram corações abertos para acolhê-las. Os discípulos mostravam-se reticentes em abrir mão de sua mentalidade. Daí a preocupação em saber quem, dentre eles, seria o maior. Ou seja, quem teria autoridade sobre os outros; quem seria mais importante objeto da reverência e do respeito dos demais. Tudo ao inverso do que lhes fora ensinado!

E então, Jesus resume, numa frase, um princípio de ação que deveria nortear a vida do discípulo: “Quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. Esta era sua pauta de ação. Ele se apresentava como Servo, e sua vida definia-se como serviço a todos, sem distinção.

Ele nunca esteve em busca de grandezas, muito menos reduziu os discípulos à condição de escravos seus. Não se preocupou em granjear a estima e a reverência alheias, a qualquer custo. Simplesmente seguiu o seu caminho de servidor, esforçando-se por satisfazer as carências e os sofrimentos humanos. Apresentou-se como exemplo a ser imitado!

Vivemos dias de muita insegurança e decepções, com respeito ao comportamento das pessoas. É muito comum, hoje, talvez muitos influenciados pelos meios de comunicação social em geral, a vontade incontestável de crescerem socialmente, subirem na vida, mas não no sentido espiritual e sim material, para se tornarem “celebridades”. A busca de glória, fama, cargo. Tudo isso porém, só se pode satisfazer plenamente quando for estruturado na sua raiz, pelo que é bom, pelo que é honesto, alicerçado em Deus.

Tu que buscas a gloria humana saiba que a celebridade social é muito falsa, fingida e cheia de interesses anexos, que vão frustrando aqueles que a alcançou. Até porque, num piscar de olhos se acaba e, a pessoa se sente completamente só e ignorada por aqueles que a aplaudiam enquanto lhes interessava.

Para que isso, nesse trecho do evangelho de Marcos, Jesus adverte os apóstolos que discutiam entre si, qual deles seria o maior, qual deles comandaria tudo após a partida do Mestre. E, Jesus lhes diz: “ Se algum de vocês quer ser o maior, seja o menor, seja o último, seja aquele  que serve.” E, quando nos atemos às palavras de Jesus e procuramos segui-las , colocando-as em prática na nossa vida, descobrimos , que servir  é mesmo melhor que ser servido.

Quando damos um presente como sinal de uma grande amizade, sentimo-nos plenamente realizados, só em sentir a alegria e contentamento de quem o recebeu; ele será, certamente, algo que nunca nos deixará esquecidos por aquele amigo, aquela família.

A doação sincera, seja ela material, na forma de presente, ou seja, espiritual, na forma de gesto ou palavra, de conselho, de companheirismo, realiza em nós, o gosto da presença de nosso Deus, que nos criou, principalmente, para amarmos a todos como Ele nos ama.

A realização pessoal verdadeira, não é essa que faz das pessoas celebridades sociais com tempo muito curto de glória, mas sim, aquela que nos realiza como verdadeiros seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus. Os apóstolos tornaram-se verdadeiras celebridades para as coisas de Deus. Todos simples, sem estudos nem preparo, foram chamados por Jesus e capacitados para o trabalho de divulgar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e, atravessaram o mundo inteiro e são e serão até o fim dos tempos as verdadeiras celebridades, simples, sem arrogâncias e nunca esquecidas. Tu e eu somos também chamados a sermos celebridades desde que na humildade, simplicidade, sem aspirações de grandezas e peçamos ao Pai do Céu que tire do meu e teu coração os ideais mundanos de glória, e nos coloquemos no verdadeiro caminho para ser glorificado por Ele, fazendo-nos servidor de todos.

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Liturgia Diária 21/Mai/18

Liturgia Diária 21/05/18 (Segunda) – Mc 9, 14-29

AUMENTA A MINHA FÉ

Os discípulos de Jesus, no exercício da missão, viram-se às voltas com situações delicadas onde estava em jogo sua credibilidade. Quem recorria a Jesus movido pela fé, era sempre atendido. O mesmo não acontecia com os discípulos. Houve casos em que estiveram impossibilitados de aliviar o sofrimento de quem buscava socorro junto deles.

O exercício da missão recebida de Jesus requeria muita fé. O anúncio da novidade do Reino exigia dos discípulos convicção visceral de ser aquele o caminho de acesso a Deus. A realização de gestos prodigiosos, a exemplo de Jesus, só se daria num contexto de uma certeza inabalável no poder recebido do Senhor para realizar milagres. O suportar das consequências da missão, tornava-se efetiva somente por parte de quem estava absolutamente convencido de estar servindo ao verdadeiro Senhor. Caso contrário, todo o projeto de missão iria de água abaixo.

Diante de exigências tão radicais, em certos momentos os discípulos fraquejavam e se tornavam impotentes para realizar o milagre solicitado. Senhor, eu creio! Mas vem ajudar minha falta de fé! A declaração sincera do pai da criança doente valia também para eles, e ficaria igualmente bem na boca dos discípulos. Quando a fé é pequena a missão fica comprometida. Jesus não se omite, quando solicitado, para reforçar a fé de seus discípulos.

E essa “carapuça” é amarrada em nossas cabeças, quando dizemos que não acreditamos mais nas coisas da fé, nas missões realizadas em nossas Igrejas, nas pessoas presentes em nossas pastorais e comunidades, pois, desta forma, nós somos os discípulos sem fé, o menino surdo-mudo são as dificuldades pessoais e comunitárias, e o pai do menino, é a nossa família e comunidade que grita por ajuda.

Somente se tivermos Jesus em nossos corações, alicerçados pelo Espírito Santo em nossas ações, é que poderemos ter aumentada a nossa fé, e assim, realizarmos os milagres que tanto a nossa Igreja Doméstica como nossa Igreja Comunidade terão a felicidade de ser realizados e vivenciados diante da missão de que Deus nos apresenta.

Por isso Senhor Jesus, eu lhe peço, torna a minha fé sempre mais forte e resistente, para que eu possa realizar bem a missão confiada por Ti.

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Liturgia Diária 20/Mai/18

Liturgia Diária 20/05/18 (Domingo) – Jo 20, 19-23

Recebei o Espírito Santo

Neste domingo, dia de Pentecostes, se realiza o cumprimento da promessa que Cristo fez aos Apóstolos. Na tarde do dia de Páscoa soprou sobre eles e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22). A vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes renova e leva à plenitude esse dom de um modo solene e com manifestações externas. Assim culmina o mistério pascal.

O Espírito que Jesus comunica cria no discípulo uma nova condição humana e produz unidade. Quando o orgulho do homem lhe leva a desafiar a Deus construindo a torre de Babel, Deus confunde as suas línguas e não podem se entender. Em Pentecostes acontece o contrário: por graça do Espírito Santo, os Apóstolos são entendidos por pessoas das mais diversas procedências e línguas.

O Espírito Santo é o Mestre interior que guia o discípulo até a verdade, que lhe move a obrar o bem, que o consola na dor, que o transforma interiormente, dando-lhe uma força, uma capacidade nova.

O primeiro dia de Pentecostes da era cristã, os apóstolos estavam reunidos em companhia de Maria e, estavam em oração. O recolhimento, a atitude orante é imprescindível para receber o Espírito. “De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2, 2-3).

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, puseram-se a predicar valentemente. Aqueles homens atemorizados tinham sido transformados em valentes predicadores que não temiam o cárcere, nem a tortura, nem o martírio. Não é estranho; a força do Espírito estava neles.

O Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a alma da minha alma, a vida da minha vida, o ser de meu ser; é o meu santificador, o hóspede do meu interior mais profundo. Para chegar à maturação na vida de fé é preciso que a relação com Ele seja cada vez mais consciente, mais pessoal. Nesta celebração de Pentecostes abramos as portas de nosso interior de par em par.

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Liturgia Diária 19/Mai/18

Liturgia Diária 19/05/18 (Sábado) – Jo 21, 20-25

O testemunho do discípulo amado

Diante de Deus nós somos únicos e temos um chamado pessoal e intransferível dentro dos Seus planos. Pedro dava sinais de dúvidas em relação ao “discípulo” que Jesus amava e queria saber o que iria acontecer com ele, por isso, Jesus esclareceu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me!”

Jesus nos deixa claro, que cada um de nós temos a nossa história e, por isso, o Senhor traz, para todos nós, um desígnio diferente.  Ele chama a quem quer, na hora que entender ser a melhor e da forma que Ele escolher. Desse modo, não precisamos nos importar com as pessoas que ainda não seguem Jesus ou não aceitaram ainda o Seu convite, pois o Senhor tem uma hora destinada a todos nós.

O plano de Deus para nós é perfeito e tem um sentido definido e uma marca singular, portanto, ao invés de nos preocuparmos com o projeto de Deus para as outras pessoas, nós devemos estar atentos à voz de Jesus que nos diz, simples e pessoalmente, “Tu, segue-me!”

É importante, para isto, que permaneçamos quietos e abandonados às sugestões do Espírito Santo, o qual perscruta o nosso coração e sabe precisamente do que necessitamos.

Devemos sempre nos alegrar quando o Senhor nos chamar particularmente, pois, assim, percebemos que a vontade de Deus está se cumprindo em nós.

Com efeito, nós também, dentro da realidade em que vivemos, daremos testemunho ao mundo das coisas que nos aconteceram, porque seguimos a Jesus, e cada um de nós nos tornamos o discípulo mais amado.

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Liturgia Diária 18/Mai/18

Liturgia Diária 18/05/18 (Sexta) – Jo 21, 15-19

O amor e a misericórdia de Deus são infinitos.

Quando se dirigiu a Pedro, Jesus quis dar-lhe prova de que, apesar das suas faltas, o amor e a misericórdia de Deus são infinitos. Não querendo deixar dúvidas no coração de Pedro, Ele o interpelou três vezes como que para confirmar a sua indulgência para com ele que o negara também três vezes. “Tu me ama mais do que estes?”

Por detrás dos acontecimentos da nossa vida, a certeza do amor de Deus por nós, faz toda a diferença e a sua medida é do tamanho da abertura do nosso coração a este amor. Deus nos ama sempre e muito, porém, o sentir o Seu amor está na proporção da nossa capacidade para acolhê-lo. Por isso, precisamos ter plena consciência deste Amor que nos faz também amar a Deus e aos nossos irmãos. Até o nosso amor por Deus é o resultado do Seu amor agindo dentro do nosso coração.

O amor que oferecemos a Deus vem do amor que Ele tem por nós. O amar mais que os outros é efeito do Seu grande amor por nós. Mas este amor de Deus não pode ficar encarcerado! Ele tem que transbordar, por isso, Jesus recomendou a Pedro e a nós também: “Apascenta as minhas ovelhas! É este o pedido do Senhor, pois, apascentar é levar a paz, é dar testemunho com atos concretos de que realmente o amor de Deus em nós tem o poder de nos deixar serenos e firmes, apesar de todas as intempéries em nossas vidas. Somos chamados a amar assim!

Todo cristão deveria se defrontar com a tríplice pergunta que o Ressuscitado dirigiu a Pedro. Ela é bem precisa: “Tu me amas?”, e não pode ser respondida com evasivas ou sem convicção. É sim ou não, com as respectivas consequências, tanto em termos pessoais – conversão interna -, quanto em termos sociais – testemunho público e seus riscos.

A melhor maneira de expressar nosso amor a Jesus é amar o próximo. E o ápice deste amor está em não poupar nada de si, quando se trata de servir, como fez Jesus.

Portanto, a pergunta do Ressuscitado poderia ser respondida assim: “Tu sabes que eu nutro profundo amor pelo meu próximo; podes ver como minha vida é toda vivida como doação; podes, igualmente, verificar como minha existência é tecida de gestos concretos de oblação. Esta é a prova de que, realmente, eu te amo”.

O Mestre não pode confiar no discípulo, cujo amor não é entranhado. Por isso, antes de confiar a Pedro a missão de presidir a comunidade dos cristãos, quis se assegurar do seu amor. Este procedimento de Jesus é plenamente acertado. O exercício do ministério, na pastoral, na Igreja, na sociedade, pressupõe o amor que ele exigiu de Pedro, quando lhe confiou a missão de conduzir o seu rebanho. Arrisca-se a descambar para a tirania a liderança de quem se põe à frente da Igreja sem amar, autenticamente, a Jesus! Jesus nos pergunta: “Tu me amas?”

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Liturgia Diária 17/Mai/18

Liturgia Diária 17/05/18 (Quinta) – Jo 17, 20-26

É preciso estar em Cristo.

Para evangelizar e fazer isso bem, necessitamos estar em Deus. precisamos viver em Deus e por Deus. Elevemos agora o nosso pensamento ao Pai, e o peçamos que nos ajude a passar pela porta estreia da negação de nós mesmo. A negação dos nossos instintos de forma errada, com a pessoa errada. A porta estreita de combater o nosso egoísmo, a inveja, a ânsia de poder, a nossa inclinação de passar por cima dos outros, de querer sempre fazer valer a nossa vontade, custe o que custar.

Para anunciar o Evangelho é indispensável que estejamos com Deus, e em Deus pela renúncia de nós mesmos, pelo desviar-nos dos pecados, e pela Eucaristia, para que  possamos receber a luz do Espírito Santo, o qual nos iluminará no que dizer ou escrever, para que a nossa catequese faça efeito positivo, e produza frutos de conversão.

Eu sua oração ao Pai, Jesus pede pelas gerações futuras, para que elas acreditem na sua palavra.  E isso só ocorrerá, se os anunciantes dessa palavra estiverem com Deus. Se os anunciantes dessa palavra estiverem com Deus, a nossa catequese produzirá muitos frutos.

Prezadas imãs, e irmãos. É indispensável que leiamos, que refletimos e absorvemos a palavra de Deus, porém, só isso não basta. É necessário e indispensável que a vivamos. É indispensável que façamos a vontade do Pai. A cada instante da nossa vida, precisamos ter em mente a palavra de Deus, precisamos ouvir Deus, e também devemos falar com Deus. As longas orações são boas, porém, com a vida que levamos, nem sempre dispomos  do tempo necessário para rezar ao Pai de forma demorada. Além disso, precisamos tomar cuidado com as longas orações, por causa das distrações que nos ocorrem, pelo cansaço, pelo sono, etc. Façamos de tudo para rezar o máximo que conseguimos. É indispensável estar sempre conectados ao nosso Pai através da oração. Por isso, durante o nosso caminhar, durante o nosso dia, paremos por instantes, fechemos os olhos, e falemos com Deus, e peçamos sempre em nome de Jesus. Peçamos com poucas palavras, porém, com muita fé!

Jesus hoje reza pelas gerações futuras, as gerações sucessoras dos apóstolos, as gerações na qual estamos incluídos. Também nós vamos rezar pelas gerações futuras, as quais estão correndo sérios perigos de se perderem nas estradas e caminhos desse mundo, tal é a falta de fé de muitos dos tempos atuais. Rezemos, pois, minhas irmãs e meus irmãos! O mundo está precisando de muita oração.

Jesus rezou por nós. Rezemos por nós e por nossos irmãos que seguem caminhos outros, caminhos tortuosos. Rezemos pelos nossos familiares. Rezemos sem cessar. O dia todo podemos de vez em quando elevar o nosso pensamento ao Pai e pedir. Por nós e pelos demais irmãos. Vigiai e orai sem cessar!

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Liturgia Diária 16/Mai/18

Liturgia Diária 16/05/18 (Quarta) – Jo 17, 11b-19

“Que sejam um”.

Palavras simples, que se moldam a todos nós que vivemos em comunidade e na sociedade, e perfeitamente a mim e aos meus irmãos e irmãs MESC/SJT.

“A unidade do grupo de discípulos foi uma preocupação contínua de Jesus. Ele não teve a ilusão de ter convocado um grupo de perfeitos, capazes de resistir às solicitações do mal. Também os seus discípulos seriam vítimas da mentalidade mundana desagregadora, pois não estavam imunes do egoísmo.

Jesus os incentivou a buscarem a mesma união que havia entre ele e o Pai. Os discípulos deviam viver unidos, como eram unidos Jesus e o Pai. Essa união consistia na comunhão das vontades: o querer de ambos estavam em perfeita sintonia. Nenhum traço de exclusivismo, competição, inveja havia entre eles. Os objetivos das ações de ambos se conjugavam. Nada havia que pudesse criar ruptura entre eles.

Este projeto de unidade, evidentemente, coloca-se como ideal para a comunidade dos discípulos. Mesmo que o egoísmo e o pecado possam se imiscuir na vida deles, a unidade Pai-Filho permanece, quer para questionar-lhes a divisão, quer para indicar para onde devem caminhar. Já na comunidade primitiva aconteceram casos de quebra da unidade. Um dos discípulos se comportou como filho da perdição, rompendo com o grupo. A implementação do projeto de Jesus, porém, exige comunidades que testemunhem a unidade.”

Por isso Senhor Jesus, lhe rogo, que possamos nós, nos colocar a serviço da unidade, a exemplo daquela que existe entre ti e o Pai.

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Liturgia Diária 15/Mai/18

Liturgia Diária 15/05/18 (Terça) – Jo 17, 1-11a

Ontem consideramos o encorajamento dado por Jesus aos seus apóstolos antes que fosse levado à morte. Hoje consideramos a fonte da coragem que Jesus infundiu a eles: é a própria presença de Deus no meio dos discípulos, como Ele diz com estas palavras: “Manifestei o Teu Nome aos homens que Tu Me deste do meio do mundo” (Jo 17,6).

Por qual motivo Jesus manifestou a Pessoa de Deus Pai aos discípulos?

Foi porque isto era indispensável à missão que Jesus lhes dera: eles saíram pelo mundo anunciando o Reino de Deus, tal como Jesus. E como Jesus conhecia o Pai, podia revela-Lo aos apóstolos. E fez isto, precisamente para aqueles doze, porque os escolhera um por um, mesmo tendo entre eles um que O trairia. Jesus os escolheu do “mundo”, que a Ele se opunha naquele momento, isto é, principalmente as autoridades religiosas de Israel. E serão estas autoridades religiosas que não acreditarão que Jesus manifestou Deus Pai a seus discípulos. Por isso aquele “mundo” de pessoas, que viviam longe de Deus, um dia passará a perseguir os apóstolos como perseguiram e mataram Jesus. As palavras de Jesus que nos reanimam contra os inimigos de nossa vida cristã são estas que Ele disse aos discípulos: … tende coragem! Eu venci o mundo”. (Jo 16,33).

Discípulos de Jesus somos nós hoje. Com Ele vencemos o mundo, firmes em nossa fé e no Poder Dele. De fato Ele disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28,18).

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Liturgia Diária 19/04/17

Liturgia Diária 19/04/17 (Quarta) – Lc 24, 13-35.

No evangelho de hoje, gostaria de compartilhar com vocês, pelo menos, duas formas de refletirmos essa passagem: a comunitária e a pessoal (individual).

Na primeira, a comunitária, gostaria que pudéssemos observar um esquema, praticamente completo da Sagrada Missa. Isso mesmo, a caminhada para Emaús, nos remete a Santa Missa. Se na Quinta-Feira Santa, Jesus instituiu a Eucaristia, podemos dizer, que a Caminhada de Emaús, foi literalmente, a primeira Missa, pelo menos em sua estrutura.

Não conseguem visualizar? Vejamos então esta estrutura?

Vejamos então (Lc 24, 13-14). “Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.”

Não é o momento em que nos dispomos em caminhar, muitas vezes perdidos em nossos pensamentos, e vamos em busca de algo para nos iluminar, algo para nos dar uma direção? E, normalmente, não é aos domingos que participamos ativamente da Santa Missa? Esses são os RITOS INICIAIS.

Vejamos então (Lc 24, 15-27). “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu.” Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

Não é o momento em que nós ouvimos as leituras do antigo testamento, dos salmos, das cartas e Evangelho, e logo depois, com a homilia, vamos refletir tudo aquilo que ouvimos? Essa é a LITURGIA DA PALAVRA.

Vejamos então (Lc 24, 28-31). “Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Não é o momento que vamos transformar tudo o que ouvimos e refletimos em pão e vinho, na Sagrada Eucaristia, o ponto ápice da vida de Cristo para a Igreja: que é a sua vida, morte e ressureição, transformada na Carne e no Sangue: a comunhão? Essa é a LITURGIA EUCARÍSTICA.

Vejamos então (Lc 24, 32-35). “Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.”

Não é o momento em que, repletos do Espírito Santo, com a compreensão da Palavra e fortalecidos pela Eucaristia, nos colocamos a caminho, levando a sua Palavra e colocando em prática o que ouvimos, refletimos e iremos agora agir? Esses são os RITOS FINAIS:

E agora, conseguiram vislumbrar por um pequeno momento, a Santa Missa?

Agora, na segunda forma, a pessoal ou individual, gostaria de refletir como nós somos fracos diante dos problemas e muitas das vezes, ingratos com Deus por aquilo que recebemos.

Nós, como os discípulos de Emaús, sempre estamos em busca da palavra de Jesus, para que Ela possa nos dar um direcionamento, uma sustentação em tudo aquilo que acontece em nossa vida e naquela (vida eterna) em que esperamos um dia entrar. Mas apesar de ouvirmos a Palavra – espero que sim – todos os dias, nas nossas dificuldades nos entregamos ao desespero, ao desânimo, não conseguindo compreender o porquê isto ou aquilo aconteceu conosco. Nos esquecemos realmente de nos entregar nos braços de Jesus, preferindo nos entregar no caminho do mundo, apenas reclamando ou deixando de refletir os acontecimentos de nossa vida.

E nessa, de deixar-se levar pelo mundo, nos esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor, que fazem parte da nossa vida, pessoas que como Jesus, tentam nos mostrar um caminho melhor e de mais compreensão, onde que eles tentam nos mostrar que vale a pena sim continuar com Jesus, na Igreja, na Família.

Os discípulos de Emaús, como a maioria de nós, gostaríamos que fôssemos libertados de nossas amarguras e de nossos sofrimentos, que tivéssemos algo mais, algo que realmente desejamos ter em nossa vida. Nisso podemos resumir algumas coisas: saúde, emprego, casa, casamento, carro, amizade e tantas outras coisas mais.

Só que, se recebemos algo, no mínimo que seja, diferente daquilo que pedimos ou desejamos, nos entristecemos, e como os caminheiros de Emaús, ficamos cegos, olhando apenas para o nosso “umbigo”, sem termos o discernimento em compreender que, a graça recebida foi dada por Deus, pois, tudo posso, mas nem tudo me convêm.

Para nós, que sabemos que Jesus está vivo, esta passagem do Evangelho de São Lucas lembra: mesmo que não O vejamos, Jesus Cristo está entre nós. Quando participamos da Eucaristia Ele está sacramentalmente entre nós e nos dá a participação em sua natureza divina.

Somos a Igreja que descobre o Cristo Ressuscitado, que com Ele se alegra e que Dele se nutre espiritualmente à espera da própria ressurreição. Feliz Páscoa!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 12/04/17

Liturgia Diária 12/04/17 (Quarta) – Mt 26, 14-25.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE JOSÉ SALVIANO, DEHONIANOS E HELENA SERPA.

Mais uma vez o Evangelho nos revela como foi a traição do discípulo que entregou Jesus à morte.

No contexto, podemos então, refletir que enquanto Judas combinava com os sumos sacerdotes o preço da traição, apenas 30 moedas, os outros discípulos combinavam com Jesus o lugar aonde iriam comer a Páscoa! Cada um tinha o seu objetivo e interesse!

Com certeza, não foi somente pelo dinheiro que Judas aceitou entregar Jesus, mas sim, porque dentro do seu coração o inimigo já havia plantado a semente da traição e ele se deixou corromper, passando do pensamento à ação. Jesus estava consciente de tudo, sabia que iria ser traído e quem o iria trair. No entanto, apesar de ter conhecimento do que se passava no interior do coração de Judas, Jesus expressava abertamente os Seus sentimentos em relação ao traidor e continuava nos preparativos da Páscoa que marcaria o tempo em que seria entregue por amor a nós.

Jesus não dispensou a presença de nenhum discípulo e, na última Ceia ofereceu Seu Corpo e Seu Sangue na presença de todos eles. Hoje, somos nós os discípulos a quem Jesus oferece um lugar para celebrar com Ele a Páscoa da Ressurreição e, assim nos propõe: “Vou celebrar a Páscoa na tua casa”.

Ele sabe também o que se passa dentro do nosso coração e tem conhecimento de que somos aqueles que, costumeiramente, O traímos, mas mesmo assim nos faz o convite.

Ele sabe que O traímos por qualquer coisa e em qualquer ocasião, quando atraiçoamos as pessoas a quem invejamos e, por isso as caluniamos. Quando pomos em prática os maus pensamentos do nosso coração ou quando desprezamos os nossos irmãos e irmãs mais necessitados. Atraiçoamos e negamos os nossos irmãos por pouco mais ou nada, por ambição, por interesse, portanto traímos a Jesus.

De alguma forma, estamos igualmente sendo outro Judas, e, mesmo assim, não somos afastados por Jesus. Muito pelo contrário, somos até atraídos por Ele para o Banquete da Ressurreição que é o objetivo da Sua entrega.

Por isso, arrependamo-nos, portanto, e deixemos morrer o nosso pecado na Cruz com Jesus para que ressuscitemos com Ele e desfrutamos da verdadeira alegria que Ele conheceu.

Acreditem, Jesus hoje está dizendo a mim, a você: “Vou celebrar a Páscoa em tua casa “.

É o seu desejo fazer isso, porque Ele nos ama, e quer entrar na nossa vida, quer participar da nossa família. Jesus se ofereceu para fazer a Páscoa na casa daquele certo homem, assim como quer participar da família minha, da sua e de todas as famílias. Jesus não é como nós, que quando fazemos uma festa, convidamos as pessoas do nosso agrado, do nosso convívio social, as pessoas da nossa família. E este nosso gesto sempre é motivado pelo interesse do “toma lá dá cá”.

“Quando fizeres uma festa, convide os pobres…”, por isso, Jesus está hoje te convidando a celebrar a Páscoa com Ele, em sua casa.

Amigos e amigas, a nossa Páscoa deve ser de perdão, de reconciliação com todos os que nos tenham ofendido. A nossa Páscoa deve ser uma conversão sincera, com firme propósito de mudar de verdade a nossa vida. E é bom aqui lembrar, que somente nós ganhamos ou lucramos com isso. Porque Jesus não precisa de nós. Nós é que precisamos de Jesus.

Muitos que estão sofrendo com alguma doença em sua família, em um mal relacionamento, as agruras do desemprego, da falta do necessário para sobreviver, nem se importam de recorrer ao Pai que nos ama e quer que tenhamos uma vida digna.

Aquele jovem que está sofrendo por ter perdido o emprego, o pai de família que está acamado, à jovem que está com problemas em seu trabalho, nem se lembram de rezar, de orar, nem se lembram de pedir ao Pai que tenha misericórdia do seu sofrimento. Deus sabe de tudo o que nós necessitamos. Porém, é do seu agrado que nós o peçamos.

Caríssimas, e caríssimos, Jesus quer celebrar a Páscoa na sua casa! É verdade!

Ele quer celebrar a Páscoa na sua vida, na sua família.

Aceite a sua proposta! Deixe Jesus vir. Receba-o de braços abertos, e tudo vai mudar em sua vida. Você vai ver que depois de aceitar Jesus, tudo vai passar, tudo será mais fácil passar, e você vai sorrir outra vez!

A sua vida só tem sentido se você viver ao lado de Jesus, seguindo o Evangelho, ou pelo menos tentando seguir, tentando ser cristão. Deus valoriza muito a nossa intenção.

Muitas vezes, nós tentamos ser fiéis e nem sempre o conseguimos. Porém, a nossa boa vontade, o nosso propósito de melhorar é bem visto por Jesus.

Por outro lado, podemos cometer um algum pecado leve, podemos agir mal, porém, se não tivemos a intenção de maltratar ou de ofender alguém, o nosso pecado poderá ser relevado, perdoado. Peçamos desculpas àquela pessoa, e perdão ao Pai por meio de Jesus. Com certeza, Ele vai reconhecer a nossa fragilidade, a nossa inocência, por causa da ausência da intenção de fazer mal ao próximo.

Queridos irmãos e irmãs, então, hoje ficamos sabendo de algo maravilhoso! Jesus quer comemorar a Páscoa em nossa companhia!

Mas veja bem, Ele não força a barra! Ele não invade a nossa vida, a nossa residência, como o faz satanás. Jesus apenas sugere, apresenta, mostra, fala, ama.

Agora, o resto, depende de nós, depende da nossa aceitação. Ele respeita o nosso livre arbítrio de querer ou não querer viver em sua companhia. Ele não nos obriga a ser bons, a ser cristãos, a aceitar a sua amizade.

Por isso, te pedimos Senhor Jesus Cristo, queremos, hoje, confessar-nos diante de Ti. Para isso, pedimos-Te um coração arrependido, e palavras humildes e sinceras. Também nós Te vendemos, mais do que uma vez. Todos os dias especulamos sobre a tua pessoa, e vivemos desse miserável lucro. Nós, que tu amas! Como podes suportar-nos ainda na tua casa, a comer o pão das tuas lágrimas e a beber o sangue do teu sofrimento? Vendido por nós, por quase nada, compraste-nos com o preço infinito do teu sangue. Que, através da ferida do teu Coração, possamos ser introduzidos e estabelecidos para sempre na comunhão do teu amor. Amém!

Agora, você é quem decide! Quer celebrar a Páscoa com Jesus? Ele pode fazer a ceia em sua casa?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, obrigado pelas suas orações direcionadas a Ana Paula e a nossa família, pois, como VERDADE, temos a certeza que as orações daqueles que nos querem bem fizeram e fazem muita diferença, e já tivemos a graça de ter o mistério da oração realizado em nossa frente e em nossos corações. Obrigado!

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Liturgia Diária 11/04/17

Liturgia Diária 11/04/17 (Terça) – Jo 13,21-33.36-38.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE HELENA SERPA, JOSÉ SALVIANO E MARIA ELIAN.

Jesus prosseguia na sua missão e, mesmo sabendo que iria ser traído por Judas e que Pedro o negaria, não desanimava diante da perspectiva de que seria abandonado pelos Seus servos. Ele tinha consciência de que viera ao mundo para viver aquele momento e Nele, o Pai seria glorificado. A glória de Deus manifestar-se-ia a partir do Seu sofrimento, por isso, tentava antecipar para os Seus discípulos o mistério que logo mais iria ser desvendado. Os discípulos, no entanto, não entendiam os seus sinais e somente pelas aparências tiravam conclusões precipitadas sobre muitos aspectos, inclusive, de quem iria trai-Lo.

Tendo este quadro como pano de fundo e fazendo uma analogia com a nossa vida pessoal, nós podemos observar que dentro do contexto das ações humanas sempre existirá alguém que poderá trair ou negar. Por isso, mesmo quando estivermos servindo a Deus necessitamos estar atentos, para que a nossa fraqueza não nos imponha o papel de traidores.

Todos nós temos dificuldades de entender os sinais de Deus e, por isso mesmo, muitas vezes, nós olhamos mais para as “evidências” e julgamos os outros, sem nos aperceber de que também somos capazes de trair a Deus. Nunca nos consideramos responsáveis pelas coisas que não dão certo, contudo, o Senhor que conhece os nossos corações, sabe, de antemão, quando havemos de trai-lo e de nega-lo, mas, também, tem conhecimento de quanto nós podemos glorifica-Lo quando cumprimos com a nossa missão.

Há momentos em que agimos como Pedro, em outros somos como Judas, traímos e negamos.

Nós traímos a Jesus quando seguimos os planos de satanás. Damos uma de Judas quando negamos a Deus e seus mandamentos, e seguimos os valores do mundo. A traição entre nós humanos, pode acontecer por vários motivos, ou causas. Vejamos:

— Ela disse que traiu seu marido, porque ele tendo enfraquecido pelo excesso de bebida, já não lhe correspondia mais no amor conjugal;

— Ele se defendeu dizendo que traiu sua esposa, por que ela o traiu;

— Aquela namorada explicou sem nenhum remorso, que traiu o seu namorado, pelo fato de ter conhecido outro mais bonito e mais ambicioso;

— Já o namorado que agora ficou sem ninguém, disse que tudo começou quando uns amigos lhes apresentaram umas garotas “livres” e ele não resistiu à tentação …

Esses são apenas exemplos de traição conjugal. E as traições de relacionamento profissional? E as traições existentes dentro de nossas pastorais? Traições em palavras e atitudes que leigos e sacerdotes, que, infelizmente, realizam dentro de nossas Igrejas?

Reparem que a traição entre as pessoas, podem até serem justificadas, pelo menos por elas, pelo fato da outra ou do outro também ser uma criatura humana e, por tanto com defeitos. De modo geral, o que percebemos é que quem ama de verdade não comete nenhuma traição.

No caso do nosso relacionamento com Deus, o problema da traição, é clara e simples: é sempre por culpa nossa. Deus nos ama sem distinção, sem nenhuma condição, e de forma gratuita. Quanto a nós, queremos um Deus que nos protege, que nos dê o que pedimos, que satisfaça os nossos desejos, e até nos permita certos pecadinhos…

Deus é bom, e sua bondade é infinita. Quanto a nós, nem sempre somos bons, e a nossa bondade é sempre interesseira. Ajudamos o próximo como Jesus mandou, porém ficamos esperando a recompensa cair do Céu.

A nossa traição a Deus, é coisa muito grave! E é movida sempre ou quase sempre pela ação do diabo, o qual entra na nossa vida, exatamente pela nossa fraqueza na prática da fé, ou mesmo pela nossa falta de fé.

Se relaxamos na oração, se nos desviamos dos caminhos de Deus, o demônio vai encostando em nós, e sugerindo que seguir Jesus é pura besteira. E mais. O diabo nos atenta até que acabamos por fazer uma CATEQUESE INVERTIDA, ou seja, sair por aí, criticando ou fazendo piadas dos padres, negando o Céu, negando o inferno, negando o próprio Deus, negando a pessoa de Jesus, dizendo que ele era um homem como outro qualquer. Há ainda aqueles que dizem que Jesus não fez nenhum milagre, que foram apenas “ações sociais”. Que Jesus foi apenas “alguém” mais espiritualizado do que a maioria. Sempre tentam transformar Jesus em um “homem qualquer”. Essa, é uma traição, igual ou pior a de Judas.

Para evitar que cheguemos a esse ponto, precisamos nos apegar cada vez mais ao Pai, e nunca descuidar da prática da fé, achando que já estamos salvos e que podemos relaxar que a nossa salvação já está garantida pelo amor infinito de Deus.

Cuidado, meus irmãos! Pois podemos ouvir de Jesus naquele dia do juízo:

“Não vos conheço. Afastai-vos de mim, e ide para o fogo eterno…”

Assim como Judas e Pedro nós também traímos e negamos Jesus, quando pecamos, quando erramos, quando esquecemos de agradecer, ou quando temos vergonha de assumir que acreditamos Nele e somos seus seguidores, e a cada vez que não somos fieis ao evangelho, aos ensinamentos de Cristo.

Não vamos aqui condenar e julgar Judas e Pedro. Devemos apenas refletir sobre tudo o que nos leva a negar e a trair Jesus. Refletir também sobre as nossas reações quando somos traídos, excluídos, negados e desprezados, quando sou Judas ou Pedro.

Tanto Pedro quanto Judas se arrependeram, mesmo tendo sido avisados por Jesus do que fariam. Judas não desistiu da traição e Pedro negou Jesus. Fizeram suas escolhas.

Jesus conhecia seus discípulos e suas fraquezas, e da mesma forma ele nos conhece também. Porém, quando reconheceram que tinham errado veio o arrependimento, e cada um teve uma reação diferente.

Pedro reconheceu seu erro, sofreu, mas teve muita coragem de voltar e pedir perdão.

Judas, também arrependido devolveu o dinheiro, fruto de sua ganância, mas não teve a mesma coragem de pedir perdão, não voltou.

Quantas vezes temos a mesmas atitudes. Nos falta coragem para pedir perdão. É difícil reconhecer que erramos, é difícil pedir perdão, como também é difícil perdoar.

Ouçamos Jesus, seus sinais de alerta. O Pai em sua infinita misericórdia nos perdoa, nos quer de volta, vamos abrir nossos corações para acolher e amar nosso próximo, como Jesus nos amou e nos ama.

Por isso, lhe peço Pai, que pelo seu Espírito Santo, abra meu coração que está fechado ao seu amor, e me faça viver em sintonia com Jesus, de modo que meus preconceitos e preceitos não venham a influenciar minha adesão a de segui-Lo. Aproxima-me de Jesus despojando-me de minhas ideias preconcebidas, a fim de que eu possa reconhecer o sentido de sua presença no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, obrigado pelas suas orações direcionadas a Ana Paula e a nossa família, pois, como VERDADE, temos a certeza que as orações daqueles que nos querem bem fizeram e fazem muita diferença, e já tivemos a graça de ter o mistério da oração realizado em nossa frente e em nossos corações. Obrigado!

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Liturgia Diária 24/03/17

Liturgia Diária 24/03/17 (Sexta) – Mc 12, 28b-34.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE HELENA SERPA.

A maioria de nós, hoje, somos este “mestre da Lei”. É verdade. Querem ver?

— Ele – o mestre da lei – tem o conhecimento de quais são os mandamentos mais importantes. Pois bem, nós também temos o conhecimento destes mesmos mandamentos, não é mesmo? E, sendo assim, sempre nos focamos mais naquilo que conhecemos e temos o entendimento.

Em nosso “achar” que apenas saber quais são estes mandamentos já nos basta, vem Jesus, e nos dá um pequeno toque que, não basta apenas conhecer, mas devemos viver.

Olhe bem o que Jesus disse ao “mestre da lei”:

— Tu não estás longe do Reino de Deus.

Isso também serve para nós, pois, não basta apenas ter o conhecimento e falar para todos que nos cercam quais são estes mandamentos. Como no caso do mestre da lei, também nós, devemos colocar em prática naquilo que acreditamos como sendo o caminho para chegarmos à vida eterna em Jesus.

Um dos primeiros passos que devemos ter como meta, é tentarmos sermos humildes e sabermos ouvir à Deus em nossas orações e, com aqueles que nos cercam e tentam nos mostrar com bons exemplos quais são esses passos.

O mestre da lei nesse diálogo com Jesus não foi debater ou discutir sobre religiosidade ou política, mas sim, ter em esclarecimento se aquilo que ele compreendia das escrituras era verdadeiro.

Jesus nesse diálogo com o mestre da lei não foi acusá-lo ou julgá-lo, mas sim ajudá-lo a compreender que para se chegar ao Reino de Deus não basta apenas saber, mas, viver.

“Ouve, ó Israel!”

“O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!”

O fundamento da Lei de Deus é o AMOR, portanto, Amar a Deus, a si mesmo e ao próximo é o resumo de todo o ensinamento divino. No entanto, só poderemos praticar o primeiro mandamento, se primeiramente, ouvirmos a Deus quando se manifesta na Sua Palavra e nos ensina a fazer todas as coisas.

Como poderemos amar a Deus e aos irmãos se não soubermos como agir para entrar em comunhão com eles?

Ouvir o Senhor, escutá-Lo e atendê-Lo de todo o coração, alma e entendimento, é o mesmo que amá-Lo com toda a nossa força. Todo aquele (a) que entende de coração essa verdade não está longe do Reino de Deus, foi isto que Jesus disse àquele escriba. Portanto, poderemos ter a certeza de que estamos vivendo o reino dos céus aqui na terra, se estivermos ouvindo a Deus e acolhendo o mandamento do Seu amor, tendo-O como único Deus e Senhor dos nossos relacionamentos.

É com o Amor de Deus que conseguiremos amar ao próximo, como a nós mesmos.

A Palavra nos garante que Deus nos amou primeiro, e é por meio dela que o Amor de Deus penetra no nosso coração e nos toca dando-nos o entendimento do amor que devemos ter para com os nossos irmãos e irmãs.

Quando nos amamos, nós nos aceitamos e praticamos o amor ao próximo por amor a Deus. Ai, então, podemos ter a plena consciência de que estamos realizando a vontade do Pai.

Maior que todos os holocaustos e sacrifícios, são o zelo, o cuidado e o carinho que dedicamos às pessoas em Nome de Deus. Não precisaremos mais fazer perguntas quando assim estivermos agindo porque o próprio amor que vivermos será a resposta certa para as nossas dúvidas e inquietações.

“Ouve, ó Israel”, este é o apelo que o Senhor nos faz, hoje, quando tantas vozes se confundem ao nosso redor. Se entendermos isso, se escutarmos e colocarmos em prática os ensinamentos do Senhor vivenciaremos desde já o reino dos céus aqui na terra.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 23/03/17

Liturgia Diária 23/03/17 (Quinta) – Lucas 11, 14-23.

REFLEXÃO DE OLÍVIA COUTINHO E HELENA SERPA.

Somos nós que tecemos a nossa vida, o segredo de nos tornarmos um belo e resistente tecido, está em sermos seletivos nas nossas escolhas. Não podemos nos enganar pelas linhas falsas que nos são oferecidas por aí. São essas “linhas” falsas, que comprometem a beleza e a resistência do nosso “tecido!” Optar pelo fio da graça de Deus, é a certeza de construirmos um belo tecido, isto é: construirmos uma vida frutuosa!

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos diz que, algumas pessoas que presenciaram Jesus libertando um homem possuído pelo demônio, disseram que Ele estava possuído pelo Belzebu:

“É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.”

Em resposta a esta ofensa absurda, Jesus diz:

“Todo reino dividido contra si mesmo, será destruído; e cairá uma casa por cima da outra.”

Estas palavras de Jesus, nos alerta sobre o perigo da divisão, o que pode acontecer na família, no grupo que participamos…

Uma família, ou um grupo, significa um todo, por isto se torna forte, mas a partir do momento, que essa família ou esse grupo se divide, as duas partes enfraquecem, ao invés de produzirem frutos juntas, passam a serem adversárias, é aí que damos abertura para o mal entrar em nós e estragar a nossa vida!

Muitos de nós trazemos da infância, a figura do demônio, (aquele que divide) como algo feio, hoje, mais amadurecidos na caminhada de fé, temos consciência, de que o demônio não se apresenta assim, pelo contrário, ele se faz sedutor, aparece de forma bonita e sutil para nos atrair!

Todos nós sabemos que o demônio existe e que ele tem poder e que só Deus é mais forte do que ele, por isso, é importante estarmos sempre fortalecidos em Deus, pois somente Nele, conseguiremos vencê-lo!

O mal e o bem estão sempre confrontando dentro de nós, somos nós que escolhemos qual dos dois queremos cultivar! Quando o mal encontra espaço dentro de nós, é sinal de que não estamos alimentando o bem que Deus plantou em nossos corações!

Assim como as plantas bem adubadas, conseguem crescer em meio as ervas daninhas, nós também, quando enraizados em Cristo, conseguimos crescer em meio aos adversários do projeto de Deus!

Estamos vivendo um tempo propício para fazermos uma revisão de vida, uma espécie de faxina geral no coração, para chegarmos livres, para celebrarmos de forma intensa a Páscoa do Senhor Jesus!

É confrontando o nosso comportamento com a palavra de Deus, que vamos aos poucos, nos conscientizando do quanto precisamos mudar! É ajustando os nossos passos nos passos de Jesus, que vamos construindo os degraus que nos levarão a plenitude da vida!

Temos ao nosso alcance um “antídoto” poderosíssimo contra todo tipo de mal, que é JESUS! Configurados Nele, venceremos o inimigo, por mais perigoso que ele seja!

O mal nunca sobreporá o bem, se estivemos sempre embebidos no amor do Pai, na força do Filho, sob a Luz do Espírito Santo.

A atitude dos fariseus naquela época, não difere muito da nossa atitude hoje.

Naquele tempo Jesus operava os milagres no meio do Seu povo, mas os homens não O reconheciam como enviado do Pai e duvidavam do Seu poder. Eles viam os acontecimentos, mas não “enxergavam” o porquê de tantas maravilhas, por isso, diante dos prodígios de Jesus eles se confundiam e atribuíam tudo ao “dedo de Belzebu”, o príncipe dos demônios. Assim, pois, eles tentavam a Jesus e pediam-lhe sinais do céu. A incredulidade encobria os seus olhos!

Diante disto, nós hoje os criticamos por causa da sua “falta de fé”, no entanto, precisamos ter consciência de que também temos dificuldades em admitir o poder de Deus na nossa vida. Da mesma maneira que eles, nós também apreciamos as coisas pelas aparências e com os olhos da “carne”. Somos pessoas questionadoras, intrigantes e não percebemos que os sinais do céu estão presentes nos pequenos e grandes milagres que Deus realiza dentro de nós.

Se parássemos mais para refletir também iríamos ver o “dedo de Deus” agindo em nós a partir do bem que praticamos e vivenciamos.

Como poderemos em nome do mal expulsar o mal?

Se agirmos em Nome de Jesus, as consequências naturalmente serão do bem e não do mal.

O Bem vem de Deus, o mal é decorrência do pecado.

Reconhecer o dedo de Deus nos milagres da nossa vida é também distinguir a chegada do reino de Deus e tê-Lo como nosso guardião e defensor. Precisamos estar atentos às nossas ações para sabermos a quem estamos servindo. Se fizermos o bem para com o nosso próximo, de coração e por amor a Deus, estaremos contribuindo na construção do reino dos céus aqui na terra.

O reino de Deus chega para quem está com Jesus e segue os Seus ensinamentos.

Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo nos ensinar a acolher o amor do Pai a fim de que tenhamos também relacionamentos saudáveis. Aquele que está em paz com os seus irmãos está em paz com Deus e consigo mesmo, por isso sente a presença do reino de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 22/03/17

Liturgia Diária 22/03/17 (Quarta) – Mateus 5, 17-19.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM VALDIR MARQUES.

Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta?

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quando ouvimos estas palavras de Jesus precisamos entendê-las corretamente, conforme a intenção Dele.

O cumprimento da Lei e dos Profetas era considerado por Jesus, em primeiro lugar, como obrigação Dele num sentido muito preciso. Este sentido era a plena vontade do Pai a Seu respeito.

Se Jesus não cumprisse o que a Lei prescrevia estaria em pecado contra a vontade de Deus Pai. E a vontade do Pai era que Ele anunciasse o Reino de Deus ao mundo, que sofresse a Paixão e Morte para apagar os pecados da humanidade contra a Lei, e ressuscitasse para nos dar a Vida Eterna.

Se não cumprisse o que os Profetas disseram sobre o Messias e Filho de Deus, não se realizaria diante do Pai e dos homens como o Salvador do mundo.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida.

Mas aí alguém pode me perguntar:

— Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus?

Ou melhor:

— Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa.

Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser.

Querem ver?

— Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Tentamos alterar ou mudar, nem que seja naquele momento a “lei” para me privilegiar de uma situação.

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

— Na política, em cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, anticorrupção, antirracismo, antipreconceito, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Burlamos as leis de trânsito, desfalcamos os cofres públicos, não me preparo para lecionar, chego atrasado em minha repartição.

— Na Igreja, em especial no ECC e no Ministério onde sou mais atuante – por isso me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, e deixamos que o meu querer se sobreponha sobre tudo isso.

Será, que agora, temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre” tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguirmos cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção ao Reino dos céus.

É verdade que se Jesus não aboliu nem a Lei nem os Profetas, nós devemos imitá-lo pelo que tanto a Lei de Deus como o ensino dos Profetas significam para nós, enquanto homens que amam a Deus.

Nosso cumprimento da Lei de Deus, portanto, deve ser uma imitação do modo como Jesus a cumpriu. Ele, enquanto Messias e Filho de Deus a cumpriu perfeitamente para a Salvação do mundo.

Nós, imitando Jesus, cumprimos tanto a Lei de Deus como os Profetas para completar, pelo que nos compete.

O que nos compete?

Ouçamos São Paulo na Carta aos Colossenses 1,24: “ … procuro completar, na minha própria carne [em minha pessoa] o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o Seu Corpo, isto é, a Igreja”.

São Paulo quer nos dizer que a Salvação do mundo não é missão somente da Cabeça da Igreja que é Cristo, mas também tarefa de seus membros que somos nós.

É neste sentido que devemos entender o que Jesus disse: não aboliu nem a Lei nem os Profetas. Com Ele fazemos nossa parte, e deste modo manifestamos nosso amor por Deus, que já é o ponto de partida para tudo o mais, pois é o cumprimento do Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 21/03/17

Liturgia Diária 21/03/17 (Terça) – Mateus 18, 21-35.

Como é difícil pedir perdão. Como é difícil perdoar. Eu sei!

Mas vou ser sincero com vocês meus amigos, o meu maior problema não foi pedir perdão ou perdoar. Não mesmo!

O meu maior desafio foi aprender como fazê-lo, para que realmente o meu coração pudesse ficar novamente “livre, leve e solto” para continuar amando aos outros, a Deus e a mim mesmo. Esse foi o meu maior desafio.

Depois que, iluminado pelo Espírito Santo, pedir ou dar um VERDADEIRO perdão, é tão gratificante e prazeroso, que apenas com a sua experiência, você vai poder definir e entender o que senti. Não que eu seja um poço de bondade ou, que alguém tente me ver como um bom exemplo, pois erros eu tenho e muitos, que me digam meus parentes e amigos mais próximos, mas já que a reflexão da Palavra de Deus deve ser inserida na minha vida para que eu possa caminhar cada vez mais alicerçado na graça do Senhor, me sinto tocado em falar com vocês sobre como o perdão fez diferença em minha vida.

O primeiro e verdadeiro perdão “fora de casa” que tive a graça de concretizar à luz de Deus, foi diante de uma pessoa próxima a mim e a minha família, que por muito pouco, por causa de sua ação, quase terminou com o meu matrimônio. As verdades apareceram e tudo foi resolvido, mas em meu coração a dor era grande, pois eu não conseguia tirar a raiva de meus pensamentos, do ódio do que tinha feito comigo. E cada vez mais, a angústia foi aumentando, pois, em vez de me alegrar com a verdade o que mais se mantinha comigo era o rancor, e onde eu ia, ele estava comigo, como o título de um filme eu “dormia com o inimigo”, e isso não me fazia bem nenhum.

À Luz do Espírito Santo, encontrei forças não sei de onde, pois, eu é que fui pedir perdão àquela pessoa, não pelo que ela me fez, mas, pelo que eu estava sentindo dela, pois naquele momento, com tanto sentimento ruim dentro de mim, eu não era mais o inocente, pois eu estava me tornando o culpado. Este foi o verdadeiro primeiro perdão de minha vida, pois além de pedir perdão pelo meu erro consegui também perdoar aquela pessoa, que hoje continua fazendo parte da nossa vida, continuamos amigos e sempre solícitos um com o outro, como verdadeiros cristãos devemos ser.

Talvez você me pergunte, como também outras pessoas já me perguntaram:

— Mas Flávio, seja sincero, você esqueceu mesmo?

Não, não esqueci, pois, esquecer você nunca esquece, mas aquele sentimento “ruim” não existe, o “ódio e o rancor” não existem. Hoje o que existe, é o ensinamento que o perdão fez em mim e naqueles que me cercam. Em vez de sempre me lembrar do lado negativo da ação, eu sempre me lembro do lado positivo do perdão.

Meus amigos, para tentar ser um pouco mais claro, sabem ao que eu posso comparar a um verdadeiro perdão?

Imagine você, manuseando uma faca, e por um descuido, você se corta profundamente. A dor é imensa, angustiante. Talvez você grite, ou apenas “uive” de dor. Este é o momento que alguém fez algo de ruim a você.

Você então vai procurar um médico para que possa fazer uma sutura ou dar pontos neste corte. Este é momento em que a raiva toma conta de seu ser, pois até haver o curativo e o remédio para passar a dor, em seu coração você não pensa em mais nada.

Após isso, existe o momento da cura, onde que com o repouso, cuidados e medicamentos, a ferida vai cicatrizando de fora para dentro, com a ajuda dos pontos e dos medicamentos. Este é o momento onde devemos ter a nossa reflexão espiritual, onde que diante da sabedoria e discernimento do Espírito Santo, possamos diante da nossa dor, aumentar o nosso desejo em perdoar e amar, e só quando este estado estiver chegado realmente ao nosso coração, é que teremos realmente cicatrizado o nosso corte.

Agora, olhe a cicatriz que ficou em você. Será que você está sentindo aquela dor de quando houve o corte? Claro que não! Mas você sabe o que causou aquela cicatriz, não sabe? É claro que sim. Então, eis aí o seu perdão.

Uma outra graça que consegui com o perdão, foi quando, diante de uma atitude de um sacerdote para comigo e outras pequenas atitudes que não concordava de sua pessoa. Este sentimento da discórdia diante dele me trazia avidamente sensações que não gostaria de sentir e, pela luz do Espírito, me veio o perdão novamente acender em meu coração, ainda mais, eu não podia deixar que aquilo viesse a prejudicar o nosso convívio comunitário, pois, além de ser um dos MESC, tinha uma responsabilidade ainda diante dos jovens da paróquia. Não podia deixar que estes fatos “pessoais” envolvesse estes dois expoentes de nossa comunidade com o meu sentimento. Por uma segunda vez, e creio que até foi mais fácil, pois, como dizemos em um ditado popular, “matei dois coelhos com uma cajadada só”. Foi pelo Sacramento da Confissão, que diante deste mesmo sacerdote, pedi perdão pelos maus sentimentos que nutria por ele, e pude expor a ele, quais foram as ações que me levaram aquilo. Diante dele e diante de Deus, pedi perdão e perdoei-o.

— Mas Flávio, você perdoou ele, mas as atitudes do sacerdote mudaram? E ele, te perdoou?

— O fato que tenho que me preocupar não é com a da outra pessoa, mas comigo mesmo. Tanto, que entre nós, por ele já ter uma referência do que eu pensava, ficou até mais fácil de “conversar” e ou “discutir” certas ações ou falas, tanto de um lado como do outro. Agora, eu pedir verdadeiramente o perdão e verdadeiramente perdoar a ele, é uma ação minha, que cabe apenas a mim realizar. Se ele ou você vai pedir perdão ou perdoar, é uma ação que cabe apenas a ele ou a você.

Já a terceira vez, foi com um casal amigo nosso, que os considero, como posso dizer, como irmãos mais velhos que Deus colocou em nossas vidas para nos ajudar e orientar, com seus exemplos e palavras. Ficamos sabendo que por algo que eu havia dito, eu os havia magoado muito, só que, sinceramente, eu não sabia o que tinha dito. Mas só que agora, não adiantava tentar explicar o que se achava certo ou não, o mais importante era diante de Deus, que a nossa amizade continuasse forte, sincera e saudável no amor e na Palavra. Era o momento de se reconhecer errado, e com o coração sedento de amor e os olhos cheios de lágrimas, pedir perdão àqueles amigos e irmãos a quem eu havia magoado. E desta vez, não fui sozinho, pois a Ana Paula estava comigo, pois se foi como casal errei, como casal também o perdão nos iríamos fazer.

— Flávio, e o casal, perdoou vocês?

— Sinceramente não sei, mas que continuamos até hoje a nos ajudar mutuamente nos trabalhos da igreja, nos aniversários familiares e nas confraternizações da “SFS”, com certeza estamos juntos. O que vocês acham?

Agora, o maior perdão que já pedi e ou tive que dar, é aquele que estou fazendo a mais de 29 anos. É o perdão que tenho de fazer com àquela que escolhi que caminhasse comigo, por toda a minha vida. Se no seio de uma família houver um perdão permanente, um pouco mais próximo da compreensão do amor de Deus por nós estaremos. Os erros todos nós cometemos; a correção nem todos conseguiremos; mas o perdão, somente com o Espírito de Deus a nos iluminar é conseguiremos discernir a sua verdadeira dimensão.

Por isso, faço este convite a você: faça a experiência do perdão. Ou será que você gosta de ter este sentimento “ruim” em seu coração?! Vergonha, não é pedir perdão, vergonha é não se reconhecer errado. Lembre-se: setenta vezes sete.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 20/03/17

Liturgia Diária 20/03/17 (Segunda) – Mateus 1, 1-16.18-24a.

O Evangelho de hoje nos apresenta a nossa vida, a nossa existência, a nossa história.

Primeiramente, a Sagrada Escritura faz questão de colocar “nome aos bois”, mostrando a todos de onde é que veio a genealogia de Jesus – particularmente eu amo isso na Bíblia. A Palavra deixa bem claro, que apesar das pessoas serem cheias de defeitos, erros e pecados, elas foram chamadas por Deus pelo NOME. Os Sagrados Escritores inspirados por Deus, não deixaram de fora nem mesmo aqueles mais pecadores. Apenas para explicitar o que digo, vamos pegar apenas dois personagens de nossa história, que são grandes nas boas obras, mas também grandes nos pecados: Davi e Salomão.

Resumidamente: Davi, o grande guerreiro, agraciado por Deus com grandes feitos e batalhas, mas se tornou assassino e adúltero. Salomão, grande rei, agraciado com sabedoria, grande fortuna, mais de 700 esposas e 300 concubinas, mas se tornou literalmente idólatra por permitir a construção de templos a outros “deuses”. Isso bem superficialmente, mas que nos deixa bem claro, que Deus sempre os acompanhou, mesmo no pecado e na glória.

E por que Deus faria algo de diferente conosco? Diferente comigo?

Deus não quer que eu esconda os defeitos meus e os da minha família, mas que com eles possa eu crescer ainda mais na fé e no seu amor. Hoje Deus me chama pelo meu nome: FLÁVIO, filho de CELSO e ANA LÚCIA, irmão de ADRIANO e DANIELLE, pai de seu filho FLÁVIO JÚNIOR com sua esposa ANA PAULA, filha de ADHEMAR e ANA DIRCE.

E qual é a sua história? Quem faz parte de sua genealogia? Quais os erros e pecados que ela possui?

Posso ser sincero com você? Deus não quer saber dos pecados que você ou eu, sua família ou a minha cometeram, mas qual a nossa atitude que hoje estamos tendo, se estamos dispostos a nos converter e aceitar o chamado que Ele nos faz.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e lutar pela nossa família como José fez? Ele apesar da incerteza e da dúvida, soube ouvir a Deus e aceitou Maria como sua legítima esposa, e criou o Filho de Deus como se seu o fosse. Trabalhou, perseverou, não desistiu de sua família, pois confiou nas Palavras do Senhor.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e perseverar nos trabalhos da Igreja com a mesma humildade e entrega que Maria o fez, mesmo sem ter o conhecimento do que deveria fazer, ou no nosso caso, sem saber o que devemos fazer nas pastorais? Maria nos mostrou com sua atitude que, apesar do medo e do não conhecer quase nada de sua missão, se entregou totalmente ao Senhor, e se tornou modelo de inspiração para todos aqueles que se aventuram em converter-se a Boa Nova do Senhor.

Este texto de Mateus, nos faz refletir sobre a minha existência como humano, pois, como Jesus teve a sua origem, eu também tive a minha. Na história de Jesus houve pessoas más e boas, e na minha, tem pessoas só boas ou só más? Meus amigos e amigas, todos aqueles que nos precederam e nós mesmos, não somos diferentes de Jesus. Pelo contrário, somos mais parecidos do que tudo neste mundo. Jesus veio como nós, de carne e osso, sentimento e desejos, vontades e quereres.

Agora, o que nos tornará mais parecidos e próximos de Deus é exatamente o que escrevemos de nossa história. José, Maria e Jesus se “ajustaram” ao plano de Deus, onde contribuíram para a consolidação do Reino de Deus em nosso meio.

José foi justo e perseverante, e por meio dele se cumpriu a promessa que Deus fizera a Davi.

Maria foi humilde e servidora, e por meio do seu amor, oração e silêncio, se tornou por excelência o modelo de coração entregue a Deus.

Jesus viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por acreditar e cumprir o desejo do Pai em salvar a todos nós.

E nós, o que estamos fazendo hoje para nos tornarmos um pouco mais próximos de Deus?

Conseguimos manter a nossa família unida mesmo diante das dificuldades e tentações do mundo?

Conseguimos aceitar o convite da Igreja quando somos chamados a trabalhar em prol do povo de Deus?

Conseguimos nos converter realmente diante do chamado de Jesus?

Não queiramos ser céticos e duros de coração e colocarmos inúmeros problemas e dificuldades diante do chamado de Deus para a nossa família e para a nossa comunidade. Ou será que achamos que José não tinha dúvidas? Ou será que acreditamos que em Maria tudo foi graça? Sabemos que não foi, mas tudo foi diferente quando prontamente atenderam as ordens do Pai e, mesmo sem as evidências e provas que nós costumamos exigir. Eles confiaram e obedeceram à risca tudo o que lhe foi proposto por Deus.

Hoje, as “ordens” de Deus nos chegam através das pessoas que nos cercam (família e amigos) e nos orientam (sacerdote e comunidade de fé). Tudo isso nos fala de Deus, portanto, precisamos com muita atenção, sondar os pensamentos que o Espírito Santo nos revela a fim de pôr em prática a vontade do Pai para a nossa vida, e assim, nos tornarmos justos e justas, como José, Maria e Jesus e todos os que nos precederam.

Precisamos crer nos mistérios de nossa fé e nos converter à Palavra do Senhor!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 19/03/17

Liturgia Diária 19/03/17 (Domingo) – João 4, 5-42.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE JORGE LORENTE.

No Evangelho deste domingo, através de seu diálogo com uma samaritana, Jesus nos dá o exemplo de como deve ser o relacionamento entre irmãos e, nos ensina como entrar em sintonia com uma pessoa necessitada de Deus. No diálogo com uma desconhecida, Jesus revela a fonte da verdadeira felicidade.

Este texto é rico de símbolos e significados. Naquele tempo, a água era valorizada e o poço tinha um significado todo especial. Longe do poço era impossível sobreviver. Hoje, temos água encanada. Nós a recebemos em casa sem nenhum sacrifício, por isso nem sequer nos damos conta do quanto a água é preciosa.

Basta abrir a torneira e a temos em abundância. Como num passe de mágica, ela aparece. Tornou-se tão cômodo o acesso à água, que ela acabou sendo desvalorizada e negligenciada. Sem o menor cuidado, desperdiçamos e poluímos. Pelo visto poucos se lembram que sem água, não há vida.

Antigamente o poço era um local de encontro. Junto ao poço os pastores se encontravam para dar de beber ao seu rebanho. Ali paravam os comerciantes com suas mercadorias e as mulheres vinham buscar água para os seus afazeres. Neste evangelho, Jesus despreza as normas e conversa com uma mulher.

Já pensou? Jesus conversando com uma mulher? E ainda mais naquela época?

Um judeu jamais falava em público com uma mulher e muito menos com uma samaritana, pois os judeus eram inimigos dos samaritanos.

Jesus se coloca acima de preconceitos e diferenças religiosas. Tudo que Jesus deseja é que a mulher se converta e viva. No gesto humilde de pedir-lhe água, ele lhe oferece da água viva que vai transformar sua vida e fazê-la feliz.

Jesus vai além, mostrando à mulher que o verdadeiro culto a Deus é bem diferente daquele culto que os judeus e os samaritanos lhe prestavam. Aos poucos ela vai conhecendo Jesus. Com um jeito de ensinar todo seu, Jesus leva a mulher a descobrir que ele é o Messias esperado.

Assim que encontrou Jesus, já convertida, a samaritana assume seu apostolado. Torna-se uma evangelizadora e vai logo procurar seus amigos e vizinhos. Quer que também eles se encontrem com Jesus, o Messias esperado, o único que pode dar da água viva, que jorra para a vida eterna.

Todo encontro com Jesus nos transforma. Na oração, na meditação de sua Palavra, Ele nos converte para o bem e nos desperta para o serviço ao próximo. A samaritana não se limitou a conversar com Jesus. Conversou, o tempo necessário e foi correndo anunciá-lo, pois todos precisavam saber que o Messias já havia chegado.

Essa samaritana deve ser imitada. Assim que entendeu a mensagem, ela correu para anunciar. Devemos fazer exatamente o que ela fez, pois é isso que Jesus espera de cada um de nós! Não basta ficar só conversando com Deus, é preciso divulgar, proclamar, é preciso anunciá-lo.

A oração nos fortalece. Sem ela nada é possível, porém a oração não deve tornar-se um ato isolado. A oração se completa através da ação. É preciso anunciar, apresentar Jesus ao mundo, pois todos precisam conhecê-lo e amá-lo. É missão do cristão sair a campo, subir nos telhados e gritar que o Messias já chegou.

Vamos ensinar o caminho da Fonte Inesgotável para todos aqueles que têm sede de justiça, de fraternidade e de amor. O mundo inteiro precisa saber desta verdade: Jesus, a Água Viva, é a verdadeira Paz e está presente no meio de nós!

Pense bem… poderia haver notícia melhor?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 18/03/17

Liturgia Diária 18/03/17 (Sábado) – Lucas 15, 1-3.11-32.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE VALDIR MARQUES.

Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho. (Lc 15, 21b).

De grande importância é a meditação sobre a parábola do Filho Pródigo neste tempo de Quaresma.

Jesus, desta vez, compôs uma estória tão clara, que dispensa explicações. Outras parábolas eram explicadas por Ele aos discípulos por sua complexidade e lições às vezes difíceis de entender. Desta vez imaginemos Jesus nos explicando o sentido espiritual que deu aos personagens, fatos e lições espirituais.

O pai do Pródigo representa Deus.

Sua casa representa o ambiente seguro em que vivem os que são de Deus.

Seus bens representam a Graça, o Amor, o Poder, a Sabedoria de Deus etc.

O Filho Pródigo representa o homem tentado à aventura no pecado de abandono de Deus.

A herança que lhe cabe são os bens que o pai acumulou, ou seja, todo o bem que Deus nos dá.

Pedir a parte da herança que cabia ao Pródigo representa o deixar-se levar pela tentação.

Sair para um mundo distante significa afastar-se de Deus preferindo o pecado.

Esbanjar a herança representa a vida de desperdício da Graça que apenas Deus pode dar.

Ficar sem nada para seu sustento é a tomada de consciência de ser incapaz de produzir o que sua herança lhe dava, isto é, o que a Graça lhe garantia.

Procurar emprego corresponde à tentativa de solucionar o problema de consciência por conta própria, uma vez que a Graça lhe falta.

Dar-se conta de ter-se degradado à condição de cuidador de porcos corresponde a ter consciência da decadência espiritual que o pecado provoca. É estar imerso na sujeira que o mundo do pecado significa, a penúria espiritual. É a condição de quem se atormenta pelo sentimento de culpa.

O patrão, dono dos porcos, e a pocilga, representam o demônio e o inferno.

Pensar em voltar para casa do pai corresponde ao primeiro sinal de humildade, a que leva ao arrependimento.

Preparar a confissão do pecado, a ser dita ao pai, equivale ao arrependimento.

Retornar à casa do pai é deixar-se mover pelo amor de Deus, pela Graça que volta.

Confessar ao pai o pecado é dar prova de arrependimento, desejo de livrar-se da culpa, e restabelecer-se no relacionamento normal com Deus.

O perdão do pai é o perdão de Deus.

A alegria do pai é a alegria de Deus e de todos os que já estão com Ele no céu (Lc 15, 7).

A festa é a comemoração da superação do pecado pela Graça de Deus.

Esperem, vocês acham que acabou? Não, ainda faltam dois personagens nesta estória. Isso mesmo. O Filho mais velho e o empregado.

O empregado significa aquele à serviço do diabo, pois nos tentará nos desviar da graça e da alegria de Deus em recuperar um de seus filhos, e assim, nos fará afastar de Deus e do irmão arrependido.

O Filho mais velho, somos nós, que por muitas vezes de tanto estarmos na “presença do Senhor”, em suas missões e trabalhos, que nos achamos dono e superiores e não conseguimos aceitar um novo irmão ou aquele irmão que teve a humildade de se reconhecer pecador e novamente está em nosso meio.

Agora, de coração aberto à sabedoria e discernimento vindo do Espírito Santo, imaginemos cada um de nós percorrendo este itinerário espiritual depois que constatamos verdadeiramente o pecado em nós.

A Graça de Deus nunca falta aos que o amam.

Precisamente por ter experimentado o amor de Deus em nossa vida é que nos deixamos mover pela Graça à conversão.

Que esta Quaresma termine com este final feliz: arrependidos, convertidos, perdoados pelo sacramento do perdão, voltamos a Deus para a festa que não deve mais terminar até o fim desta vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 17/03/17

Liturgia Diária 17/03/17 (Sexta) – Mateus 21, 33-43.45-46.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada: A vitória do Salvador sobre o Tentador e o Pecado, conforme, Gn 3, 15.

Desde então, a maior obra do Pai tem sido a de nos atrair novamente a Si, com o intuito de que gozemos novamente da Sua presença e do Seu grande amor.

O povo de Israel foi escolhido por Deus para começar a Sua obra de salvação. A ele foram enviados os patriarcas, profetas e os juízes a fim de formá-lo e prepara-lo para uma vida cheia de bênçãos dando frutos de verdadeira conversão. Mesmo assim este povo continuou virando as costas para Deus e não deu mais atenção às Suas sugestões.

Finalmente, o Pai mandou o Seu próprio Filho Amado e Escolhido, Jesus Cristo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte. Jesus veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia de Deus, Ele voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade.

Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós.

Somos, hoje os lavradores da vinha, somos nós aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a colheita.

Por isso, para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que possamos dar bons frutos, não só materialmente falando, mas na qualidade de vida humana e espiritual com santidade e justiça.

Muitas vezes, no entanto, nós preferimos construir o reino dos céus ao nosso modo e nos esquecemos de edificar aqui na terra segundo o projeto do coração do Pai.

Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé. Somos os responsáveis por entregar a colheita do nosso trabalho, na hora precisa, em que os mensageiros do Senhor, os anjos, se apresentarem, porém, se não levarmos em consideração os ensinamentos de Jesus para cuidarmos bem do Seu reino, também seremos dispensados e substituídos por outros mais fiéis ao compromisso assumido.

Às vezes, pensamos que edificar o reino dos céus aqui na terra é trabalhar somente para nós adquirindo mais conhecimento e sabedoria intelectual em relação às coisas de Deus e nos esquecemos de que toda a nossa ciência precisa divinizar a nossa humanidade a fim de que vivamos o mandamento do amor. Desse modo Jesus vem nos lembrar de que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é a vivência do amor que nos faz ser testemunhas de que o Pai preparou o mundo para todos nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 16/03/17

Liturgia Diária 16/03/17 (Quinta) – Lucas 16, 19-31.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ.

Recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males. Agora ele encontra, aqui, consolo e tu és atormentado.

Este Evangelho nos traz a parábola do rico e do Lázaro, aquele homem rico que se banqueteava todos os dias, sem nem ligar para o pobre Lázaro que ficava sentado no chão, à sua porta, querendo matar a fome com as sobras que caiam da mesa do rico. Certamente lhe davam algumas migalhas, mas isso não foi suficiente para o rico entrar no céu.

Na outra vida, Lázaro foi para o céu e o rico foi para o inferno. Além disso, a situação se inverteu: Lázaro tem nome, o rico não. Lázaro tem advogado (Abraão), o rico não. Lázaro é cidadão, o rico é excluído.

Nisso, o rico faz três pedidos, que lhe são negados:

— “Molhar a ponta do dedo para lhe refrescar a língua.”

Abraão lhe responde: Recebeste teus bens na terra e Lázaro os males; agora ele encontra consolo e tu és atormentado. Além disso, há um abismo intransponível entre nós.

— “Mande Lázaro à casa de meu pai, alertar meus cinco irmãos…”

Abraão lhe responde: Eles têm lá Moisés e os profetas, e os escutem!

— “Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter.”

Abraão lhe responde: Se não escutam a Moisés e aos profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos.

O nosso amor aos pobres é necessário para entrarmos no céu. Mas deve ser um amor prático, manifestado em obras de ajuda e de partilha do que temos. Em resumo, ver o necessitado como nosso irmão, nossa irmã. Apesar desta clareza, alguns ainda têm dúvida sobre o caminho para entrarmos no céu!

Sabem porque muitos permanecem com esta dúvida? Você sabe qual é a sua riqueza que não está à serviço do mais necessitado?

— Você tem dinheiro e bens?

— Você tem estudo e conhecimento?

— Você tem tempo e disponibilidade?

— Qual o bem ou carisma que você tem como “riqueza”, e não coloca à disposição dos irmãos?

Pense bem?

A nossa sociedade é parecida com a casa daquele rico: o povo usa todo tipo de segurança para se prevenir dos Lázaros: chaves, portões eletrônicos, cães bravos, polícia, condomínios fechados. Ela quer os Lázaros bem distantes, para não os ver. Assim, nem as migalhas eles ganham.

Vendo isso, os jovens, a nova geração que se prepara para entrar nessa sociedade, parte dela, se revolta e parte para a droga ou a delinquência. E isso, infelizmente, é uma realidade.

“Moisés e os profetas”, lembrados por Abraão ao rico, são a Sagrada Escritura (Moisés) e os pastores da santa Igreja (profetas). Nós damos pouco valor à Palavra de Deus; entra por um ouvido e sai pelo outro. Moisés e os profetas são os últimos alertas de Deus a nós. A sua próxima manifestação a nós será no Juízo Final.

A Quaresma, que são festas litúrgicas, não são simples recordações de fatos passados, como bodas de prata ou de ouro, celebração de aniversário etc. Na festa litúrgica o fato celebrado acontece de novo agora, em seus efeitos.

Na celebração da páscoa – a passagem de Jesus da morte para a vida – todos os seus frutos salvíficos se derramam sobre a Assembleia Cristã que a celebra.

A celebração repete-se todos os anos porque cada ano a nossa situação é diferente e há nova necessidade de conversão. Daí a necessidade da preparação, para que a nossa páscoa vá além do ovo de páscoa.

Certa vez, um homem, depois de muita luta, conseguiu ficar rico: casa boa, carro bom, filhos na faculdade e vários imóveis alugados rendendo o suficiente para ele viver. Mas o anjo da morte apareceu para ele e disse:

— Vim buscar você.

Ele respondeu:

— Ah, sr. anjo! Bem agora que eu ia começar a viver uma vida mais tranquila? Deixe-me viver pelo menos mais três anos!

O anjo respondeu:

— Não.

O homem insistiu:

— Por favor, sr. anjo, então me deixe viver apenas mais três dias!

O anjo respondeu:

— Também não.

— E três minutos de vida, o sr. me dá?

O anjo concordou.

Nesses três minutos o homem pegou um pincel e escreveu a seguinte frase:

— Não seja bobo, empregue bem a sua vida!

Jesus contou uma história bem parecida com essa, que está em Lc 12, 16-21. Aquela do homem que teve uma grande colheita, construiu novos celeiros e disse para si mesmo:

— Agora vou comer, beber, gozar a vida.

Mas Deus lhe disse:

— Tolo! Ainda nesta noite, sua vida será retirada.

Maria, a mãe de Jesus, humana como nós, era bastante sensível aos pobres e necessitados do seu tempo. Socorreu os noivos, ajudou a prima necessitada… e uma das páginas mais veementes da Bíblia sobre este assunto é o seu hino Magnificat. Que ela nos ajude com o seu exemplo neste tempo de conversão!

Nós devemos ter um olhar de contemplação, e este olhar, deve ser olhar de conversão, que irá cancelar tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim.

Nesta parábola, que Jesus nos contou e que acabamos de refletir, está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, perdão, justiça, fraternidade. Amanhã talvez, eu e você não tenhamos mais tempo.

Observem, reflitam e acreditem na Palavra de Deus: depois da morte este nosso tempo não existirá mais, e viveremos eternamente como fomos encontrados neste momento, no momento de nossa morte.

Creia, você tem uma oportunidade de converter-se à Palavra de Deus e caminhar rumo ao Seu Reino: essa oportunidade é o dia de hoje, agora, pois o ontem não volta, o amanhã não nos pertence. O hoje, eu é que sou responsável por ele. Entre os salvos e os atormentados, existe um abismo que ninguém consegue transpor, e não existe nada que fará isso mudar, exceto Deus. Mas Ele é tão amoroso e misericordioso e, principalmente justo, que, o nosso próprio julgamento será realizado por causa das nossas atitudes.

Deus é tão maravilhoso que Ele nos dá a oportunidade de escolhermos o nosso próprio advogado: quem sabe Abraão?

E o nosso próprio juiz de condenação: nós mesmos.

E aí, se hoje for o seu dia, está pronto para o seu julgamento? De qual lado do abismo você estará?

Por isso, transcrevo o que nos foi dito no Documento de Aparecida:

“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”. (DAp 351).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 15/03/17

Liturgia Diária 15/03/17 (Quarta) – Mateus 20, 17-28.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DE ALEXANDRE SOLEDADE.

Vamos ser sinceros? A Palavra hoje é dura para muitos de nós ouvir, e nisso me incluo, mas queiramos ou não, ela deve ser ouvida e refletida.

Já perdi as contas, de quantas vezes ouvi alguém dizer ou afirmar que os “piores estão dentro da igreja”.

De fato, estão e talvez também não estejam, depende do critério que adotamos. No entanto independentemente do critério, em ambos os casos, temos os piores exemplos.

Sim! Temos os piores exemplos em ambas as pontas. Vejamos!

Os piores exemplos dos “de fora” (…)

São aqueles que não estão na igreja e vê esse fato como vitória sobre quem tem um gosto diferente; quem ofende ou trata alguém diferenciadamente porque tem uma postura ou valores cristãos; quem caçoa ou ridiculariza o filho que quer ser coroinha, acólito ou seguir uma vocação religiosa; quem incentiva a outros (namorados, amigos, parentes) a se afastarem; quem só procura a benção da igreja movida por medo, status ou visualização social, ou seja, aqueles que só vão a igreja em datas festivas ou de profunda tristeza (casamento, sétimo dia, formaturas, batizados) e ainda ficam olhando no relógio “doidos” para ir embora. Que usam a catequese como babá dos seus filhos para poder ficar em casa assistindo futebol, (…).

Os piores exemplos dos “de dentro” são os narrados por Jesus no Evangelho de hoje.

Aquele que “vira dono da igreja”; que faz acordos para se eleger coordenador de um movimento ou pastoral; que só participa visando criticar; que afasta as pessoas; que implica por tudo e por coisas pequenas; que cobra regras, mas não as segue; que punem a comunidade por orgulho; que não vê seus próprios defeitos; que fazem da homilia um desabafo; que toca pensando que é show; que fala mais que o padre; (…).

Sabem o que é engraçado? Toda boa comunidade tem esses tipos “pitorescos”.

Mas, será que são os piores?

Não, não são! Como também não são aqueles que são criticados por esses “santos”.

Apesar de estarem equivocados quanto à forma de conduzir sua vida em relação aos outros, são pessoas que ainda buscam ficar do lado certo. O “dono da igreja” me lembra o namorado que de tanto amor “morre” de ciúmes da namorada. Não quer que ninguém converse com ela. É estranho, mas, amor demais pode virar ciúme!

Só ele está certo; só ela resolve… (risos), só eles serão salvos.

É um tremendo contrassenso com a mensagem de hoje.

“(…) Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido”.

Quantas vezes já nos pegamos fazendo algumas dessas situações também?

A Quaresma é um tempo propício para rever estas nossas posturas… Mas somente se estivermos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo e em nosso coração estivermos preparados para perdoar, converter e amar.

Se olharmos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo a Palavra de Deus nos dirigida hoje, ela nos fará refletir sobre os nossos trabalhos pastorais em nossa comunidade, até mesmo em nossos trabalhos profissionais.

Apesar do assunto poder ser amplo, e tentando dar uma sequência na minha realidade e de muitos que nos cercam, vou tentar me restringir aos nossos trabalhos pastorais, pois os trabalhos profissionais nem todos conheço e não tenho a consciência daquilo que cada um vive em sua realidade.

Já em nossos trabalhos pastorais em particular, – não que eu conheça a todos também – de nossa comunidade de fé, deveríamos ter uma mesma “direção”, um mesmo “pensamento”, um mesmo “objetivo”, que é a Boa Nova de Jesus.

Posso afirmar, categoricamente, que essa disputa de “poder” em nossas comunidades, se não é o maior, é um dos maiores problemas que geram grandes dificuldades na messe do Senhor. Que nos digam os nossos pastores: os bispos, os padres os diáconos, das dificuldades que eles têm em contornar o jogo de “poder”, que nós leigos, teimamos em travar, pois, de longe, bem de longe, ouvimos, refletimos e vivenciamos o que Jesus nos pede.

Existe uma “linha tênue”, “singela”, “sensível”, que separa o trabalho de “servidor” em trabalho de “servidão”, em trabalho de “doar” em trabalho de “ditador” em nossas comunidades. Existe um ditado popular, oriundo do grande pensador MAQUIAVEL, que se diz assim: “Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”.

E infelizmente, isso se torna cada vez mais concreto pelo lado negativo e não pelo positivo, pois em vez de eu ser uma pessoa cada vez mais parecida com Jesus quando “estou no poder”, eu me torno cada vez mais parecido como “um chefe de nação que oprime o seu povo”.

Em nossas comunidades nós reclamamos que são as mesmas pessoas que sempre estão à frente das ações, que sempre aparecem, que sempre “mandam”.

Mas quando sou chamado a assumir estas funções, qual é a resposta que eu dou?

Mas a questão não é esta. A questão, ou a pergunta seria outra:

Uma má ação pode justificar uma boa ação?

Ou, uma boa ação pode justificar uma má ação?

Jesus nos mostra que não. Nós devemos anunciar a sua Boa Nova, devemos “beber o cálice” que Ele bebeu, devemos ser servos, mas não podemos ser “o governo que oprime”, não devemos ser o “mal gestor”, não devemos ser o “mal patrão”, o “mal coordenador”, o “mal dirigente”, o “mal chefe”, etc.

Jesus deixa bem claro aos seus discípulos, e principalmente a João e Tiago, que o poder maior não é o de comandar, mas o de servir, de estar pronto em ajudar, de sempre estar à disposição daquele que necessita de nossa ajuda, e em nossas comunidades de fé. Uma das principais formas de tornarmos este poder “de sermos servos”, são as nossas pastorais, são os nossos serviços, são os nossos ministérios.

Devemos assumir esta responsabilidade como os discípulos assumiram a responsabilidade de evangelizar aos judeus e aos pagãos, com a graça de Deus em suas vidas, mas também com a perseguição daqueles que são contrários ao amor, a misericórdia, ao perdão. Não achemos que as dificuldades que passamos hoje seja diferente das que os discípulos passaram naquela época; ou os mártires de ontem e de hoje passam.

Não. As dificuldades são as mesmas, mas a maior diferença são as nossas atitudes diante destas dificuldades.

Após o episódio do texto de hoje, temos a absoluta certeza, que apesar de todos os erros que os discípulos tiveram, todos eles, exceto Judas Iscariotes, realmente entenderam, compreenderam e agiram conforme a orientação de Jesus. Apenas para podermos ver, de todos os 12, mais Matias que substitui Judas e Paulo, apenas João não morreu em martírio, mas isso não quer dizer que não houve dificuldades em sua vida.

Todos eles “beberam do cálice de Jesus”, conforme a Bíblia, a Tradição e textos apócrifos nos dizem.

Pois bem, sobre os apóstolos e vários dos discípulos que seguiram à Jesus, sendo servos e não servidores, somos conhecedores das atitudes que eles tiveram, nas dificuldades e nas graças, mas, será que você agora, pode descrever quem você é?

— Você é um bom “servo” do Senhor ou um mal “governante” em sua comunidade?

— Você é capaz de “beber o cálice de Jesus”, sempre perseverando no caminho do amor, da humildade e da misericórdia?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 14/03/17

Liturgia Diária 14/03/17 (Terça) – Mateus 23, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ (†).

Vocês conhecem este ditado popular: “FAÇA O QUE EU FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”?

Pois bem, agora sabemos de onde surgiu este ditado. Possivelmente quem o criou teve contato com a Palavra de Deus. E existe uma palavra que resume muito bem este ditado: HIPOCRISIA = ato de fingir que se tenha qualidades, ideias, sentimentos, crenças e virtudes, e que na realidade, não se possui.

Jesus nos orienta de uma forma linda, dura, é verdade, mas bem esclarecedora sobre esta situação, e ele já “pega pesado” desde o início. Ele não desvia ou pega atalhos em suas palavras. Ele como exemplo, já pega o mais alto grau naquela época, os mestres da lei e os fariseus.

E Jesus cita alguns contra testemunhos dos mestres da Lei e dos fariseus, cujo procedimento era bem diferente do que diziam e da “santidade” que mostravam. Também nós, frequentemente nos apresentamos como justos, bons cidadãos e bons cristãos, sendo que, às escondidas, não somos nada disso: enganamos, mentimos etc.

Eles gostavam de ser chamados com títulos de honra e de ocupar lugares de honra nas festas e até na sinagoga. Entretanto, “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4, 6; Pr 3, 34). Se queremos receber as graças de Deus, precisamos ser humildes.

Se fosse nos dias de hoje, Jesus iria nos dizer que, quando o sacerdote estiver paramentado, presidindo a Santa Missa, ouça o que ele está falando, pois naquele momento ele irá nos falar o que realmente as leituras e o Evangelho deseja nos transmitir, como ponto de crescimento e orientação, espiritualidade e conversão. Naquele momento ele não deve e nem irá falar – creio eu – de coisas pessoais para atingir algo ou a alguém, pois o importante ali é a Palavra de Deus e o Cristo vivo na Eucaristia.

Jesus nos pede coerência entre o que falamos e ensinamos, e o nosso próprio procedimento. Devemos dar testemunho da verdade e da justiça, não só pelas nossas palavras, mas também pela nossa vida.

Por isso que, Jesus também continuaria nos dizendo, que logo após o sacerdote sair da Santa Missa e voltar para o mundo, não façamos aquilo que ele faz, pois, diz uma coisa no presbitério e faz outra “nas ruas”.

Mas aí muitos poderão começar a criticar e a querer julgar os nossos sacerdotes, só que devemos ter calma, pois, nem todos sacerdotes são assim, mas na verdade, muitos de nós é que somos assim. Tomemos cuidado ao julgar as atitudes dos sacerdotes nestas questões, pois, nós somos tão ou mais hipócritas do que eles.

Por várias vezes nós que somos coordenadores de pastorais, equipes administrativas, catequistas e dirigentes em nossas comunidades, colocamos objetivos ou funções, desejos e limitações em certas pessoas ou grupos, acima daquilo que eles podem ou tem condições de assumirem, mas, nós mesmo não fazemos o mesmo dando um exemplo de humildade e perseverança!

Também nas Comunidades cristãs, quantas vezes falta humildade! Por exemplo, o líder de uma pastoral sofre uma humilhação, ou é vítima de uma fofoca, pronto, desanima e quer largar tudo. Imagine se Jesus tivesse feito assim! Logo no início de sua vida pública já teria desistido, e nós receberíamos esta Vida Nova em que vivemos pelo batismo!

“Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também do que é dos outros” (Fl 2, 3-4).

E ainda, existe o outro lado.

Muitas vezes cobramos atitudes destes mesmos coordenadores tentando leva-los a agir à luz do Espírito Santo, só que quando pedem a nossa ajuda ou a nossa presença, somos os primeiros a não aceitarem, ou pior, dizer que ajudaremos e nem aparecemos! Essas nossas atitudes são hipocrisia pura.

Em várias vezes dentro de nossas famílias, brigamos, discutimos e impomos aos nossos filhos certas coisas: falo com meus filhos para não fumar, mas não largo o cigarro. Falo com meus filhos para não beber, mas não consigo me divertir sem ter a bebida ou que ela seja em pouca quantidade. Falo para meus filhos serem educados ao conversarem com as outras pessoas, mas dentro de casa com eles só sei ser violento fisicamente e verbalmente.

Por vezes em nossos matrimônios posamos de bom esposo ou esposa, que temos vários anos juntos de uma feliz união, só que às costas um do outro, me entrego na pornografia, na saideira com amigos em lugares não condizentes com pais de família, ou até mesmo mantenho uma ou várias traições!

Inúmeras vezes julgamos e criticamos os nossos políticos por tanta corrupção que assola o nosso país, os nossos estados e municípios, só que somos os primeiros a dar uma “gorjeta” ao policial para não nos multar; atravessamos o sinal vermelho, estacionamos em local proibido, furamos as filas, não devolvemos o troco errado, instalamos antenas e pontos piratas de tv em nossas casas, cobramos preços abusivos em nossos comércios, pagamos propina para conseguir algo na frente de outros.

Por isso que eu disse que devemos tomar cuidado a quem nós julgamos, pois por inúmeras vezes, somos mais hipócritas do que os outros.

Que possamos deixar este ditado de lado e começarmos a utilizar este: “As palavras movem e os exemplos arrastam!” É assim que Jesus nos ensina, pois Ele nos fala o que devemos fazer e nos dá ainda o exemplo que vem Dele. Ele tem a coerência da palavra e da ação. Ele tem o verdadeiro exemplo a seguir, pois Ele fala e faz.

Para seguirmos a Cristo e levar a Sua Boa Nova ao mundo, precisamos “comer” a Palavra de Deus e digeri-La no nosso coração, a fim de que Ela seja vida na nossa vida. Para que tenhamos a certeza de que o conhecimento da Palavra que estamos vivendo é o verdadeiro caminho. É termos o discernimento à luz do Espírito Santo em reconhecer que nossas ações nos levam a viver da mesma maneira como Jesus viveu, assimilando as Suas virtudes, e gradativamente, nos conformando e convertendo à Sua pessoa.

Por inúmeras vezes, podemos errar ao transmitir a Palavra de Deus, sem ter nenhum compromisso com Ela na hora de agir. Caso isso ocorra, estaremos nós também, amarrando pesados fardos e os colocando nos ombros daqueles que nos cercam, onde estaremos exigindo algo que nós mesmos não conseguimos fazer. As nossas ações e atitudes ao pregarmos o Evangelho, devem acompanhar as palavras de Jesus, do contrário, haverá uma grande incoerência.

Jesus nos deixa bem claro para a nossa reflexão, e é nesse ponto, que devemos ser sinceros conosco, com os outros e com Deus:

— O que nós fazemos, é para sermos vistos pelos outros?

— O que nós cobramos dos outros, nós conseguimos fazer?

— As nossas atitudes, são para chamar a atenção para nós mesmos?

— Sempre desejamos estarmos em lugares de honra e nos primeiros lugares nas igrejas?

— Desejamos ser cumprimentados nas praças públicas e de sermos chamados de “mestre”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 13/03/17

Liturgia Diária 13/03/17 (Segunda) – Lucas 6, 36-38.

REFLEXÃO COMPARTILHADA DE JOSÉ SALVIANO E HELENA SERPA.

Criados à imagem e semelhança de Deus nós temos a missão de refletir, como um espelho, as características do nosso Criador. Por isso, Jesus nos esclarece que são quatro as condições para que sejamos misericordiosos como o Pai: não julgar, não condenar, perdoar e dar.

Para nós Jesus é o modelo do PAI e veio ao mundo para nos ensinar a ser parecidos (as) com Ele. Por conseguinte, podemos nos basear que ser misericordioso como o Pai é não julgar os nossos irmãos conforme o conceito que temos de nós mesmos. É também não condenar o nosso próximo na medida da nossa percepção e da nossa vontade de vingança.

Entretanto, é também o saber perdoar a quem nos ofende na mesma medida que precisamos receber perdão. É saber dar e ofertar ao nosso próximo tudo aquilo que lhe seja adequado, como se fosse a nós mesmos. Por isso, no final Jesus complementa a lição com uma máxima que resume tudo o que Ele deseja que apreendamos: “porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos! ”

Isto é, à medida que usamos com os nossos irmãos será a mesma que o Pai usará conosco. A toda ação corresponde uma reação, portanto, se não julgarmos, não seremos julgados, se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados e se dermos, também receberemos.

A mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos “calcada, sacudida, transbordante”, isto é, plena, cheia. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta em porção dobrada.

É uma lei natural, que vale tanto para o bem como para o mal. Se entendermos e apreendermos os conselhos do Mestre, com certeza, nós estaremos sendo misericordiosos (as) assim como o Pai é misericordioso.

Por isso, que devemos entender e compreender hoje, a diferença entre a justiça de Deus e a justiça dos homens.

A justiça dos homens é assim: DAR A CADA UM O QUE ELE MERECE, OU O QUE LHE PERTENCE. E nada mais.

Porém, geralmente, ao praticar a justiça com as próprias mãos, os homens e as mulheres, vão além do que o outro ou a outra merece. Pois, movidos pela raiva e pelo sentimento de vingança, extrapolam, e até acabam matando o seu adversário, por excesso na hora de praticar a justiça com as próprias mãos.

E também, mesmo que essa justiça esteja sendo praticada nos tribunais, nem sempre o pobre recebe a mesma justiça que um rico. Pois ele, o rico, pode contratar os melhores advogados, e como diz o ditado.

A CORDA SEMPRE ARREBENTA NO LUGAR MAIS FRACO. E o pobre quase sempre sai na pior, acaba perdendo, sem ter para quem reclamar. O poderoso pode roubar milhões, e muitas vezes não é condenado, ou recebe uma pena muito branda. Pois pode acontecer de ser julgado por um seu colega.

A JUSTIÇA DE DEUS, que é fruto do seu imenso amor, é a justiça que distribui todos os bens naturais para todos: bons e maus. Ele manda a chuva e o sol, não só para os justos, mais também para os injustos. Ele criou os rios, os lagos, os oceanos, as terras férteis, para que TODOS pudessem usufruir. E não somente para alguns espertos que se adiantaram e pegaram as maiores e melhores partes dos terrenos só para si.

Nós somos especialistas em julgar pessoas, e fatos. Principalmente com a desculpa de que estamos agindo em nome do Evangelho, em nome da verdade, e da justiça. É preciso tomar muito cuidado com nossas atitudes a esse respeito, para que não corramos o risco de nos condenar. Pois, na verdade, nos esquecemos sempre que também somos humanos, e cheios de defeitos. E partimos para o julgamento das pessoas, como se fôssemos juízes universais, como se tivéssemos o direito de condenar as pessoas que estão fazendo coisas erradas.

Com a intenção de nos mostrar como perfeitos aos olhos dos demais, muitas vezes concentramos as nossas energias, as nossas conversas em redor do mesmo assunto. Criticar, e apontar defeitos, com a desculpa de que estamos buscando a correção, em prol de uma administração adequada.

É verdade que Jesus nos ensinou a combater as injustiças, é verdade que precisamos corrigir os erros das pessoas, mas precisamos arrumar um jeito de fazer tudo isso como Jesus o fez. Com muita caridade. Lembrando sempre que amigo é aquele que vê os nossos defeitos, cita-os para nos corrigir fraternalmente e em seguida nos perdoa.

Assim como o limiar da justiça e da vingança, o limite entre o bem e o mal, polícia e bandido, estão próximos, a distância entre defender a justiça e julgar com nossos próprios conceitos, é apenas um pulo. Não podemos nos esquecer que também somos seres imperfeitos que cometemos erros uns atrás dos outros, e que não somos melhores que ninguém.

“Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

Falar mal por falar mal, para nos mostrar melhor, perfeitos, e superiores, não é uma atitude de cristão, mas sim, pelo contrário, estamos mostrando a nossa fraqueza, nossa frustração, nossa inveja, numa atitude de competição desleal, numa atitude de quem não tem competência de ser melhor, e para compensar essa deficiência, procura desvalorizar os demais, principalmente aqueles que são do mesmo nível que nós.

Cuidado! Quem nos escuta falar mal de uma pessoa pode pensar: ele ou ela também será capaz de falar mal de mim para as pessoas.

Vamos administrar, combater as injustiças e corrigir fraternalmente, mas não nos esqueçamos da caridade!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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