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Liturgia Diária 20/07/18

LITURGIA DIÁRIA 20/07/18


AS ESPIGAS ARRANCADAS EM DIA DE SÁBADO

  • Leitura do Livro do Profeta Isaías 
    (Is 38, 1-6.21-22.7-8): DOENÇA E CURA DE EZEQUIAS

1 Naqueles dias, Ezequias foi acometido de uma doença mortal. Foi visitá-lo o profeta Isaías, filho de Amós, e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Arruma as coisas de tua casa, pois vais morrer e não viverás”2 Então Ezequias virou o rosto contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: 3 “Peço-te, Senhor, te lembres de que tenho caminhado em tua presença, com fidelidade e probidade de coração, e tenho praticado o bem aos teus olhos”Ezequias prorrompeu num grande choro. 4 A palavra do Senhor foi dirigida a Isaías: 5 Vai dizer a Ezequias: Isto diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: ‘Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas; eis que vou acrescentar à tua vida mais quinze anos, 6 vou libertar-te das mãos do rei da Assíria, junto com esta cidade, que ponho sob minha proteção'”21 Então, Isaías ordenou que fizessem uma cataplasma de massa de figos e a aplicassem sobre a ferida, que ele ficaria bom. 22 Perguntou Ezequias: “E qual é o sinal de que hei de subir à casa do Senhor?” 7 “Este é o sinal que terás do Senhor, de que ele cumprirá a promessa que fez: 8 Eis que farei recuar dez graus a sombra dos graus que já desceu no relógio solar de Acaz”De fato, a marca do sol recuara dez graus dos que ela tinha descido.
Palavra do Senhor. Graças a Deus.

  • Salmo – Is 38, 10. 11. 12abcd. 16 (R. Cf. 17b) 
    CÂNTICO DE EZEQUIAS

R. 17b Vós livrastes minha vida do sepulcro, / a fim de eu não deixar de existir.

— 10 Eu dizia: “É necessário que eu me vá / no apogeu de minha vida e de meus dias; / para a mansão triste triste dos mortos descerei, / sem viver o que me resta dos meus anos”.
11 Eu dizia: “Não verei o Senhor Deus sobre a terra dos viventes nunca mais; / nunca mais verei um homem neste mundo!”
12a Minha morada foi à força arrebatada, / b desarmada como a tenda de um pastor. / c Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida, / d mas agora foi cortada a sua trama.
16 Senhor está sobre eles: eles vivem, / entre eles viverá o meu espírito. / Tu me restabelecerás e me farás viver.

  • † Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 
    Mt 12, 1-8: AS ESPIGAS ARRANCADAS EM DIA DE SÁBADO

1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado.”
Palavra da Salvação. Glória a vós Senhor.

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Liturgia Diária 19/07/18

Liturgia Diária 19/07/18

POIS O MEU JUGO É SUAVE E O MEU FARDO É LEVE
(áudio)
Is 26,7-9.12.16-19 – Sl 101(102),13-14ab.15. 16-18. 19-21 (R. 20b) – Mt 11,28-30

Bom dia. Apenas para começar, gostaria de realizar algumas perguntas para podermos refletir um pouco sobre este Evangelho que nos é apresentado no dia de hoje.

— Conseguimos colocar Jesus em tudo aquilo que fazemos?

— Qual o maior fardo que carregamos hoje?

— Qual é a atitude que colocamos no fardo que está tão pesado para nós? Humildade? Intolerância? Amor? Raiva? Simplicidade? Intransigência? Serenidade? Egoísmo?

— O fardo que nos pesa hoje, será que não está pesado por estarmos colocando nosso foco no “ponto” errado? No “local” errado? Na “pessoa” errada? No “ato” errado?

— Será que temos a consciência, que o fardo que está pesado para nós hoje, em muito, é por nossa culpa?

E exatamente por causa “deste fardo” que tanto nos pesa, por várias vezes ficamos cansados.

Podemos dizer, que existem o cansaço físico, o mental e o espiritual.

O cansaço físico, em sua grande maioria das vezes, podemos resolvê-lo com uma simples e boa noite de sono.

O cansaço mental, em sua grande maioria das vezes, irá nos consumir, pois, é um cansaço fatigante que nos rouba o sono, e consequentemente, irá nos enfraquecer o físico, já que a mente não para de pensar naquele problema ou situação.

O cansaço espiritual, em sua grande maioria das vezes:

— Irá nos consumir o físico, pois, não teremos vontade de fazer mais nada;

— Irá nos consumir a mente, pois, nada do que venhamos pensar irá nos afetar;

— Irá nos consumir o espírito, pois, deixamos de acreditar em Deus, na bondade humana, ou até mesmo que não somos capazes de realizarmos as coisas de Deus em nossa vida e na dos outros, onde que a nossa paz interior estará totalmente comprometida, ou por nossa causa ou por causa de outras pessoas!

Já paramos para observar a nós mesmos e àqueles que nos cercam, onde que, podemos dizer que, estamos vivendo um cansaço crônico ou até mesmo, quase que permanente? Sinceramente, o que você acha? Estamos dando mais atenção às dificuldades ou as graças acontecidas em nossas vidas?

Vejamos: Podemos dizer que estamos cansados:

— porque estamos desempregados?

— porque dependemos dos políticos corruptos de nosso país?

— porque estamos com problemas de saúde em nossa família?

— porque estamos passando por problemas financeiros?

— porque em nossas pastorais só existem discussões e os problemas continuam os mesmos?

— porque em nossa comunidade os problemas normalmente são culpa sempre das mesmas pessoas e não fazemos nada?

Diante dessas coisas e de tantas outras que nos acontecem, podemos então afirmar, que somos na grande maioria, um povo cansado físico, mental e espiritualmente?

Creio que sim, pois estamos cansados de tantas promessas, de sermos enganados por aqueles que elegemos, como administradores do nosso país, do nosso estado, do nosso município. Estamos cansados de vermos em nossas comunidades pessoas que sempre mostram ser uma coisa, mas na verdade são outra. Estamos cansados de vivenciar em nossas famílias um distanciamento ainda maior entre os que vivem em uma mesma casa, …

Por isso, que no evangelho de hoje somos convidados a refletirmos, que Jesus se mostra sensível diante de todos que sofrem destes cansaços, e que já não estão dando conta de carregar os seus fardos.

Meus queridos amigos e amigas, como é belo o olhar sensível de Jesus, que está sempre voltado para os pequeninos, os pobres, para aqueles que mais sofrem as consequências das injustiças cometidas pelos os que detém o poder. Jesus está nos trazendo uma grande consolação, um grande alívio, nos dando conforto em nos convidar para descansarmos Nele.

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e vos darei descanso.”

Descansar em Jesus, é estar num oásis repousante, bebendo da água viva que só Ele pode nos dar, o que não significa, nos isentarmos das nossas responsabilidades, pelo contrário, é descansando em Jesus, que repomos as nossas energias para levarmos em frente a nossa missão.

Com Jesus, o nosso fardo torna mais leve, com Ele, aprendemos a sermos manso e humilde de coração.

A nossa vida, deve ser marcada pela mansidão e acima de tudo, pela a humildade. A mansidão nos faz pessoas pacíficas, compreensivas, pacientes acolhedoras e tantos outros predicados mais! Ter um espírito de mansidão, nos faz sentir a vida mais leve, nos possibilitando a atravessarmos os nossos desertos, com mais serenidade.

A humildade, deve que caber na nossa vida, pois ela, é a virtude que mais nos aproxima de Jesus. Quem é humilde reconhece a sua pequenez, por isto se coloca inteiramente na dependência de Deus.

Dentre todas as virtudes, posso dizer que a humildade é a única que ignora a si mesma, pois, uma pessoa humilde, não presume que o é, pelo contrário, é o outro, quem percebe essa sua virtude!

“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.”

Meus irmãos e irmãs, Jesus nos chama e nos acolhe porque conhece a nossa trajetória de vida, e sabe que somos eternos necessitados do Seu refúgio e proteção. É feliz quem atende ao Seu convite e não duvida da Sua ação. Acreditem, pois, Ele chama a todos nós que nos sentimos cansados e fatigados com o peso das dificuldades da nossa vida e oferece o Seu jugo, isto é a Sua lei que é o amor, a mansidão e a humildade de coração. Ele quer nos ensinar a viver confiando na Sua proteção para que encontremos descanso para a nossa alma.

Os nossos fardos pesam, mas quando os colocamos sob o domínio de Jesus eles se tornam leves e suaves.

O nosso fardo mais pesado é justamente o pecado que nos encurva e tenta nos escravizar.

A nossa humanidade decaída é uma carga pesada e, por mais que nos esforcemos, na maioria das vezes, leva de vencida e nos derruba.

O nosso temperamento e a nossa maneira de ser e de agir, as nossas irreverências, a nossa rebeldia, impaciência, egoísmo e desamor são as causas maiores do nosso cansaço.

Temos cansaço da vida porque cansamos de nós mesmos e não nos aguentamos mais.

“Vinde a mim”, é o convite de Jesus e não podemos deixar de aceitá-lo, pois é conforto e segurança para nós.

O nosso Salvador está vivo e nos restaura. Não podemos desistir da vida! Vamos o Senhor nos chama!

“Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”!”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 18/07/18

Liturgia Diária 18/07/18

CONVERTER-SE, É SE TORNAR HUMILDE. A SOBERBA, É CAMINHO DE PERDIÇÃO.
(áudio)
Is 10,5-7.13-16 – Sl 93(94),5-6. 7-8. 9-10. 14-15 (R. 14a) – Mt 11,25-27

Bom dia. Liturgia Diária 18/07/18. Quarta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum. Evangelho de Mateus 11, 25-27.

Apenas para começar, gostaria de realizar algumas perguntas para podermos refletir um pouco sobre este Evangelho.

— Para nós, ter conhecimento em abundância significa ter sabedoria?

— Ser sábio é ter em si a sua sabedoria ou a sabedoria que vem de Deus?

— E ter sabedoria de Deus em nós, vinda como dom do Espírito Santo, requer de nós, apenas Esperar? Estudar? Falar? Agir? Orar? Perdoar?

— Será que conseguimos transformar o nosso conhecimento e experiências de vida em reflexos de ações de sabedoria de Deus?

— Será que temos o nosso coração aberto à Deus, ou nos fechamos apenas no nosso eu e nos sentimos superiores aos outros por termos muito conhecimento?

Sabem meus amigos e amigas, Jesus orava e louvava ao Pai não é mesmo? Mas, se Jesus é Deus, será que Ele realmente precisava orar?

Olhem, Jesus nos quis dar o exemplo, pois, se Ele sendo o próprio Deus ficava horas orando ao Pai, que dirá de nós, miseráveis pecadores e desejosos da vida eterna!

“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”.

Observaram que Jesus fez o seu louvor ao Pai por que Ele escondeu a verdade “aos sábios e entendidos e as revelou aos pequeninos” e humildes?

Hoje, em nossa vida, em nossa realidade, por sábios e entendidos, nós podemos interpretar como sendo aqueles que se acham os melhores, os superiores, os “bambambãs”, os tais, os arrogantes, os que acreditam apenas no poder aquisitivo, nas coisas materiais, apenas no seu conhecimento e desprezam a palavra de Deus.

Conseguimos visualizar quem são os soberbos, os autossuficientes, que em muito se assemelham aos doutores da Lei e aos fariseus, que já se consideram salvos, condenam os pobres por eles não saberem ler ou não terem um vasto conhecimento, e, portanto, não conhecem a Lei?

A dinâmica de Jesus é a prática da justiça, e é exatamente por isso, que aos olhos dos injustos, essa prática não é nem um pouco agradável.

É verdade, que alguns desses soberbos podem até conhecer a palavra, porém, eles não se dispõem em praticá-la.

Quantas vezes em nós mesmos, ou em nossa família, ou em nossas pastorais, ou em nossa comunidade, conseguimos visualizar pessoas que agem dessa forma, tentando sempre mostrar que as coisas só acontecem porque elas fizeram, estudaram, sabem mais, por terem uma posição de chefia, por terem um poder aquisitivo maior? Quantas vezes isso acontece?

Só que devemos lembrar do que Jesus nos disse: “quem não crer já está condenado”.

Podemos discernir nessa frase, no mínimo duas coisas básicas:

— 1ª: Jesus não está dizendo apenas crer, mas sim, crer, falar e praticar a Palavra de Deus.

— 2ª: Que ao dizer: “já está condenado”, Jesus está nos dizendo que a condenação é um processo automático, ou seja, nós mesmos é que nos condenamos.

Sendo assim: Deus não nos condena, e sim, nós mesmos, pois, ao rejeitarmos a prática de Jesus, damos a nós mesmos a nossa própria sentença, que é a CONDENAÇÃO ETERNA.

Que tenhamos então, marcado em nossos corações:

AS NOSSAS ESCOLHAS PODEM NOS SALVAR OU NOS SENTENCIAR.

Desprezar a palavra de Deus é escrever a nossa própria sentença. É optarmos pela condenação eterna.

Os soberbos, os sábios e entendidos como os fariseus e doutores da lei, os cheios de si e arrogantes, aqueles que se bastam a si mesmos, são assim. Eles pensam, e dizem:

— Eu não preciso de Deus! Eu preciso do outro apenas para me servir. Eu tenho dinheiro, e com ele eu compro o que quero, mesmo sem precisar, mas apenas para mostrar que posso! Com o poder que possuo, eu uso e abuso daqueles que me cercam, manipulando e os usando para que as minhas coisas sempre aconteçam, e não o que verdadeiramente deveria acontecer em nossa família, em nossa pastoral, em nossa comunidade, em nosso serviço.

SERÁ MESMO QUE ESTÁ FORMA DO SOBERBO É A CORRETA?

Meus irmãos e irmãs, essa nossa soberba diante da palavra de Deus e da prática de Jesus, nos impede de aceitar humildemente a Sua Palavra, pois, humildade é uma palavra que não existe nos vocabulários pessoais, quando a soberba toma conta de nós.

Para alguns, erroneamente acreditam, que ser humilde, significa ser pobre, manipulável, imbecil, fraco, incompetente, e acima de tudo um perdedor. Para alguns que possuem muitos bens e poder, acreditam que já são vencedores. Mas nós não devemos de nos esquecer que:

O MAIOR NO REINO DOS CÉUS TEM DE SER O MENOR…

Conseguimos perceber a discrepância, a diferença, a desigualdade daquele que apenas se acha, com aquele que verdadeiramente é humilde e pequenino aos olhos de Deus?

O sentir, o falar e o praticar a Boa Nova de Jesus não combina com a filosofia de vida do mundo, com os valores dos vencedores que estão diante de nós. Que então, assim seja: Palmas para eles, pois, já receberam a sua recompensa!

Hoje, Jesus louva ao Pai pelos pequeninos, pela sua humildade, pela simplicidade, pelo desarmamento interior, do abrir o nosso coração de pedra, que nos faz merecedores de ficar sabendo de como deveremos fazer para um dia estar na Glória Eterna. Pois nesta vida terrena, aqui na terra, a “glória” não foi dos fracos, mas sim dos poderosos!

Mas, segundo Jesus, na outra vida, aquela que verdadeiramente importa, as coisas se inverterão.

Se leu ou ouviu a reflexão até aqui, então você, como eu, está tentando estar do lado certo. E você está sendo um verdadeiro vencedor, pois está do lado Daquele que pode tudo, pois, você está seguindo Jesus, aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 17/07/18

Liturgia Diária 17/07/18

MUITOS JULGAM, MAS SERÁ QUE NÃO SOMOS NÓS, CORAZIM E BETSAIDA?
(áudio)
Is 7,1-9 – Sl 47(48),2-3a. 3b-4. 5-6. 7-8 (R. 9d) – Mt 11,20-24

Bom dia. Este texto tirado hoje do evangelho de Mateus, semelhante ao de Lucas 10, 13-16, sempre me fazem pensar, refletir, e repensar em toda a minha e a nossa caminhada em tentar ser um cristão melhor.

Longe de mim, fazer desta reflexão uma heresia, mas gostaria, que vocês pudessem junto comigo fazer as mudanças que irei fazer neste texto, pois, uma das coisas que aprendi com a Mãe Igreja e com as palavras de Jesus, é tentarmos trazer para o nosso dia, para a nossa realidade, para o nosso momento presente, aquilo que Deus quer nos dizer através da Sagrada Escritura. Que possamos, juntos, fazermos estas mudanças…

 

“Naquele tempo, Jesus começou a censurar aquelas pessoas e aquela comunidade onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não tinham se convertido.

— Ai de ti, Flávio! Ai de ti, Ana Paula! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós…,

Mas que milagres poderiam ser esses? Os milagres de nosso matrimônio, nascimento do Flávio Júnior, ter vivenciado o ECC, ajudado no EJC, ter nos tornados Ministros Extraordinários, doenças vencidas, problemas financeiros superados, orações e pedidos realizados, amigos presentes, termos devolvido um filho, meu sogro e a minha Mãe querida a Deus, e tantos outros milagres que tivemos a graça de vivenciar.

— se os milagres que se realizaram na vida de vocês, Flávio e Ana Paula, tivessem sido feitos na vida do “Siclano” e da “Fulana”, há muito tempo eles teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.

E por que vocês não fizeram nenhuma oração em agradecimento? Por que não se converteram totalmente ao Evangelho de Jesus? O por que desistiram de fortalecer a sua família na verdade? O por que tiveram medo de assumir a um chamado em sua comunidade de fé?

— Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, “Siclano” e “Fulana” serão tratados com menos dureza do que vós, Flávio e Ana Paula.

E continua o evangelho:

— E tu, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão! E tu casal do ECC! E tu jovem do EJC! E tu da pastoral do Dízimo, Batismo, Catequese, Carismático e todas as outras pastorais! E tu Comunidades que formam a Paróquia de São Judas Tadeu! Acaso serão erguidos até o céu?

Será que todos nós, estamos realmente tentando caminhar na estrada da Boa Nova de Jesus e reconhecendo os milagres que acontecem em nossa comunidade? Será que temos a consciência que temos muito ainda a fazer? Será que não desistimos quando a dúvida e medo tomam conta de nosso ser por sabermos o caminho que temos que percorrer?

Não Paróquia de São Judas Tadeu! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em outra paróquia, ela existiria até hoje! Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós, Paróquia de São Judas Tadeu!

 

Meus irmãos e irmãs, se vocês conseguiram como eu, se transpor para dentro deste Evangelho, infelizmente, nós por muitas vezes, somos como “Corazim”, “Betsaida” e “Carfanaum”. Em todos os momentos que expus anteriormente e por tantos outros que estão presentes apenas em nossos corações, sempre me questiono, me cobro, me julgo, me penitencio, e peço perdão a Deus pelos meus deslizes.

Não sei bem, quantas foram as vezes, que quis desistir de meu casamento, por um problema ou outro que aconteceu, mas sempre me coloquei diante de Deus, e consegui abrir meu coração, onde Ele sempre conseguiu tocar naquilo que me machuca ou enviava um de seus “anjos” na terra para nos ajudar.

Quantas vezes que nos trabalhos pastorais de nossa Igreja, pensei em desistir, de largar, de entregar e ficar sem responsabilidade sobre qualquer outra coisa. Mas aí, me colocando novamente diante de Deus, Ele me revela tudo o que de bom aconteceu. Ele me mostra as graças de ser um verdadeiro servidor como Ministro; das bênçãos e graças recebidas no EJC, das verdadeiras maravilhas de encontros, palestras, momentos vivenciados no ECC, e tantos outros nos diversos trabalhos e eventos de nossa comunidade.

Sinceramente, reflita comigo:

— Quantas vezes, que por causa do nosso medo, por causa da nossa preguiça, por causa do nosso egoísmo e soberba, deixamos de experienciar e vivenciar encontros e momentos de vida familiar?

— Quantas vezes deixamos de estar naquele momento, naquele local, apenas porquê, era em uma hora que nós queríamos estar em outro lugar ou fazendo outra coisa?

— Quantas vezes, apenas porquê aquele “Siclano”, “Fulano” e “Beltrano” estariam ali presentes, nós não fomos naquele lugar, na igreja, no encontro, na palestra, no retiro?

Por meio deste Evangelho, Jesus nos chama hoje, agora, neste momento, a repensar sobre as nossas ações e a nos comprometer com uma mudança em nossas atitudes. Não podemos continuar a sermos como “Corazim”, “Betsaida” e “Carfanaum”, que viam e presenciavam os milagres de Cristo em suas vidas, mas não se convertiam, não progrediam espiritualmente e davam contratestemunho diante das outras cidades, e nós hoje, é que damos este contratestemunho.

— O que adianta nós, falarmos que trabalhamos em tal pastoral, que somos casados a tanto tempo, que temos muito conhecimento sobre os Documentos da Igreja e da própria Palavra de Deus, mas, na verdade, não praticamos nada daquilo que falamos?

O Evangelho hoje quer nos deixar bem claro, que diante do que Jesus nos fala e nos pede, podemos ser “Tiro” e “Sidônia”, ou podemos ser “Corazim”, “Betsaida” ou “Cafarnaum”. Mas nada impede – a não ser nós mesmos –, que hoje sejamos “Corazim”, mas que amanhã, diante de uma verdadeira conversão, sejamos “Tiro”.

— Por isso, é necessário nos perguntar, de tempos em tempos, ou melhor, todos os dias, qual está sendo a minha relação diante de Jesus?

— Estamos examinando qual está sendo a nossa vida de cristãos?

— Estamos nos policiando em não decepcionar o projeto de Deus, que nos quer dar a vida eterna?

— Para mim, para você, para nós, haverá maior misericórdia no Juízo Final do que para com “Corazim”, “Betsaida” ou “Cafarnaum”?

— Se os milagres de Deus acontecem em nossa vida, porque não os reconhecemos?

— Porque, mesmo tendo os milagres em nossa vida, continuamos com os nossos mesmos erros e não mudamos?

— Porque, como as cidades de “Corazim” e “Betsaida”, nós não aceitamos a mudar o nosso jeito de ser, mesmo tendo exemplos de que isso irá nos levar para a perdição ou para o sofrimento?

— Será que é a vida que é dura ou será que é o nosso coração?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 16/07/18

Liturgia Diária 16/07/18

QUEREM SABER QUEM É A MÃE E OS IRMÃOS DE JESUS? JÁ SE OLHOU NO ESPELHO?
(áudio)
Zc 2,14-17 – Lc 1,46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R.Cf.54b) – Mt 12,46-50

Bom dia. Me lembro que muitas vezes, quando ouvia esta passagem do Evangelho, sempre me causava estranheza a forma da resposta de Jesus:

“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos”?

Eu pensava comigo:

“E isso é coisa que se fale, principalmente para a nossa mãe? Não concordo com isso não!”

Só que quando nós abrimos os nossos corações às coisas de Deus, perseverando em adentrar nos caminhos do Senhor, é que diante da sabedoria e discernimento da Fé, vindo do Espírito Santo, é que vamos compreender o que realmente Jesus quis dizer com isso. Você quer ver uma coisa:

— Você tem uma pessoa, homem ou mulher, e tem um sentimento tão grande por ela mesmo não sendo sua parente?

— Que não tenha nenhum laço sanguíneo?

Eu tenho pessoas assim, e creio que você também as tenha!

Não quer dizer que eu não ame o meu irmão, a minha irmã, meu pai, meus primos e tios, não é isso, mas a ligação que tenho com estas pessoas é tão grande, que transpassa o “sanguíneo”, que transpassa o “parentesco”.

— E onde foi que eu encontrei estas pessoas?

Algumas, eu por graça de Deus, encontrei no meu serviço, e não é apenas colega, é mais do que isso.

— Outras eu encontrei na caminhada de Igreja, na caminhada do Senhor.

Amar o meu pai (Celso), a minha mãe (Ana Lúcia), o meu irmão (Adriano) e minha irmã (Danielle), amar minha esposa (Ana Paula) e meu filho (Flávio Júnior) como todos aqueles que fazem parte da minha vida, é fácil. Isso não tem dificuldades. E olha que temos os nossos defeitos, e que são muitos, mas amá-los, é fácil sim.

Mas amar as pessoas que Deus coloca à minha frente para podermos caminhar juntos para levarmos a Boa Nova, isso é difícil. Por isso Jesus dá a resposta que deu. Ele não está desmerecendo, criticando ou desfazendo-se de sua mãe, Maria, e de seus parentes. Não! Ele está nos dizendo que todos nós somos chamados a ser seu irmão, a ser sua mãe, a ser seu parente, é só nos converter ao seu amor.

Eu fico admirado e agraciado quando tenho a oportunidade de fazer parte, no mínimo que seja, da vida de um seminarista, de um padre, de uma irmã, de uma consagrada, de um consagrado. Sabe meus irmãos e irmãs, a coragem deles de largar tudo para ajudar a quem não conhecem, ir para lugares e conhecer pessoas de todas as formas, de todos os cantos, sem saber como vão ser recebidos, eu vejo claramente Jesus, diante dos 72, enviando-os a messe de Evangelizar, de levar a Boa Nova. E olha, que eles, como eu e como você, também tem seus defeitos, tem as suas fraquezas.

Como nós temos que nos converter a todo dia, a toda hora, a todo momento, a conversão deles não pode ter descanso, pois, além de converterem a si mesmo, eles e elas devem com a sua palavra, com o seu exemplo, com o seu amor, ser luz também para nós.

Jesus nos faz este convite hoje, novamente:

Venha ser meu irmão, venha ser minha irmã, venha ser meu pai e minha mãe, venha fazer parte da minha vida, pois, se por um momento apenas, abrir o seu coração, ali estarei junto de Ti, para caminharmos juntos, vencermos juntos, lutarmos juntos.

Jesus está nos conscientizando de que, a exemplo de Maria, sua Mãe, eu e você, todos nós estamos sendo chamados a fazermos parte da Sua família, desde que, como ela, Maria, façamos a vontade do Pai.

Sabemos que Maria, desde a encarnação de Jesus até a Sua morte e ressurreição fez a vontade de Deus e soube confiar no Seu plano de Amor e Misericórdia. Ela é chamada de “corredentora”, exatamente por isso, pois contribuiu para que todo o projeto salvífico se realizasse.

E que fique para nós, fazer a vontade de Deus é, portanto, a condição que Jesus nos apresenta para que sejamos considerados membros da Sua família.

Lembre-se o que Ele nos disse:

“Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Além de Jesus nos convidar, Ele continua apontando para nós como assim o fez quando separou os Seus discípulos, pois, a vontade de Deus, é que todos nós, pelo Amor e pela Fé em Cristo Jesus, alcancemos a salvação e a vida eterna.

Se assim o fizermos, seremos todos nós, participantes da graça de filhos, de irmãos e irmãs. Devemos viver o nosso Batismo para que estejamos abertos a fazer tudo conforme Deus nos manda realizar.

Portanto, hoje, Jesus nos distingue como pessoas especiais, discípulos e discípulas dignos de ser chamados filhos de Deus Pai, tendo Maria como Mãe, pois Ele nos a entregou na Cruz, e seremos Seus irmãos e motivados pelo poder do Espírito Santo, a fazer a vontade do Pai.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 15/07/18

Liturgia Diária 15/07/18

DEVEMOS SER UNIDADE COM O IRMÃO
Am 7,12-15 – Sl 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. 8) – Ef 1,3-14 – Mc 6,7-13

Antes de tudo, é sempre bom lembrar, que as reflexões que envio para vocês são nada mais do que a minha compreensão sobre a Palavra de Deus, alicerçadas nas experiências de vida e naquilo que li, ouvi e aprendi na Igreja (em encontros, palestras, Santa Missas, retiros, livros, documentos), mas deixo bem claro, que de longe, as minhas reflexões devem ser consideradas como a “verdade” ou o “correto absoluto”, mas apenas uma forma diferente de você ou de outro refletir sobre essa ou aquela passagem, além do que, não estou isento de erros e más interpretações. Isso é diversidade de opiniões, mas se faz necessário, que o Espírito Santo possa nos preencher com a sua sabedoria, caso contrário, estaremos nós, apenas escrevendo, falando ou ouvindo, e em nada estaremos fazendo de bem. O que peço a você, é que reflita a Palavra de Deus e veja se o que estou te falando pode te levar a algo de bom, a algo de melhor, e me corrija se assim for necessário.

Nesse texto de hoje, Jesus nos mostra exatamente sobre isso, pois Ele não deseja que sejamos iguais, mas que as diferenças de pensamentos nos levem a um só caminho, ao Reino de Deus, de dois em dois, pois, “onde dois ou mais estiverem eu meu nome, eu estarei com vocês”, nos diz Jesus.

Para que o Reino de Deus possa se propagar, a melhor maneira para que isso aconteça, é justamente, que nós, possamos dar o nosso verdadeiro testemunho de Fé e de Confiança em nosso Senhor Jesus, provando isto através do nosso relacionamento com o próximo, pois, quando caminhamos em unidade com o irmão e conseguimos transmitir a Paz de Jesus nas nossas relações pessoais e comunitárias, estamos nós, mesmo que de uma forma singela, anunciando o Evangelho de Cristo e o poder de seu amor em nossa vida.

E foi isso que Ele fez ao chamar os doze Apóstolos e os enviar a dois a dois, para que saíssem pelo mundo pregando a Boa Nova do Evangelho e levando a Paz de Jesus a todos, e que para nós, abriu-se a possibilidade de vivermos em comunidade.

Jesus não mandou que cada um fosse para um lado e que se virassem sozinhos. Pelo contrário, a sábia dinâmica de Jesus, recomendou-lhes que cada um deles, pessoalmente, de despojassem de toda segurança material e intelectual e seguissem juntos, dois a dois, confiando apenas no poder que Ele, Jesus, lhes concedia sobre os espíritos impuros.

E isso, são coisas que deveríamos tomar como exemplo para a vida em nossa Família, em nossa Pastoral, em nossa Comunidade e até mesmo na Sociedade, pois Jesus com essa atitude deixa-nos claro que, quando estamos caminhando juntos, com o mesmo propósito, na mesma direção, imbuídos de realizar a nossa missão:

— Um não deixará que o outro peque, pois lhe dará o discernimento da caminhada;

— Um não deixará que o seu poder aquisitivo seja prioridade, mas sim o compartilhar o que cada um tem;

— Um não deixará que a sua opinião seja sempre a ouvida, pois a reflexão comunitária nós da possibilidade de vermos as diversas realidades com outros olhos;

— Um apoiará o outro nos momentos de dificuldades, pois, precisamos de ajuda;

— Um não deve ser superior ao outro, pois, a humildade deve ser servir e não mandar.

Meus queridos amigos e amigas, devemos nos lembrar, que o poder de Deus é o Amor, e é no Amor de Deus que se manifesta em nós os dons do Espírito Santo que irá nos motivar a anunciar ao mundo inteiro a salvação de Cristo Jesus, pois, nos unindo como filhas e filhos de Deus, seremos tão simplesmente, irmãos e irmãs.

Deus, em toda obra que realiza no mundo, Ele o faz através da unidade em nós, no entendimento, na harmonia e na paz, por isso, quando dois ou mais estão reunidos no nome Dele, Ele estará ali.

Hoje, agora, nós precisamos caminhar na messe do Senhor com o nosso irmão, e nunca sozinhos. Acreditem, ninguém se basta a si mesmo, nem mesmo Cristo trabalhou sozinho, pois Ele sabia que se faz necessário que nos esvaziemos das nossas falsas riquezas, do falso poder, da falsa influência, da falsa palavra, da falsa ação, pois, nos sentimos necessitados de ajuda do próximo e de Deus.

Quando permanecemos unidos, estaremos nós contribuindo para que o reino de Deus seja edificado aqui na terra e a Sua vontade realmente aconteça.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 14/Jul/18

Liturgia Diária 14/07/18 (Sábado)

JESUS NOS ENVIA E NÃO NOS ENGANA
Is 6,1-8 – Sl 92(93), 1ab. 1c-2. 5 (R.1a) – Mt 10,24-33

Bom dia. Olhem, Jesus hoje nos pede algumas ações, que na maioria das vezes, nós não fazemos mesmo.

E quais seriam essas ações?

— Levar a Palavra de Deus em todos os lugares. Nós levamos a todos os lugares? Tem certeza?

— Não fofocar. Nós não fofocamos em nenhuma hipótese? Sem nenhum julgamento?

— Dizer sempre a verdade. Ai, ai, ai. Será que em todas as circunstâncias, dizemos a verdade, ou será que temos medo da consequência que ela possa trazer?

Posso dizer a vocês, pessoalmente, que estas atitudes já me proporcionaram várias situações de tristeza e desconforto. Não apenas em minha comunidade, mas em minha família também, e creio que muitos de nós já passamos também por isso.

— Quantas vezes, me acovardei diante de alguma situação que precisava defender a minha fé, a minha Igreja, a Deus, e por medo fiquei calado?

— Quantas vezes falei algo que não deveria ser dito ou revelado, e apenas pensei em passar para frente, ou para criticar aquele que errou ou apenas para jogar alguém contra o outro?

— Quantas vezes omiti a verdade “verdadeira” apenas para não constranger ou perder uma amizade, e por livre consciência, deixei de ajudar àquele que precisava?

Jesus não nos engana. Ele sabe que todo aquele que O defender será criticado e julgado, pois:

— O “MUNDO” não quer esta atitude de bondade, de fraternidade, de comunhão;

— O “MUNDO” deseja é que o individualismo seja a meta;

— O “MUNDO” quer que a família seja destruída;

— O “MUNDO” quer que a comunidade seja despedaçada pelas desavenças, ciúmes, ódios e maldades.

Jesus não nos ilude, e pede que não levemos as coisas apenas na escuridão ou ao pé de ouvido, que as coisas não sejam feitas na surdina, no apagar das luzes, pois a “palavra mal + dita” pode matar o físico e o espírito de uma pessoa.

Jesus nos orienta, que a verdade deve sempre ser revelada.

Tenho a certeza que a “verdade” é dolorida, pois, eu – não sei você – não gosto de saber que errei, e por muitas vezes, não acredito que errei e permaneço no meu erro até que não tenha um retorno feliz ou menos doloroso.

Mas, então, como posso eu, saber qual verdade deve ser dita ou revelada?

Por experiência própria, e aqueles que me conhecem sabem bem disso, não queiramos falar a verdade de “bate-pronto”, de “pronta-entrega”, “à vista”, “na bucha”; pois, em pouquíssimas vezes, a verdade dita desta forma irá realmente surtir algum efeito positivo.

Depois de muita ajuda, de muito caminhar, sofrer, refletir, orar, a melhor forma de dizer a verdade é a forma de Jesus. É a forma que a maioria das pessoas não gostam: é quando você diz a verdade olhando nos olhos, sem elevar a voz e de forma serena. As pessoas não gostam desta forma, pois elas não terão como levar a discussão para o lado da raiva, do ódio, o lado de pelo menos, não querer refletir aquilo que foi dito.

Se tenho a coragem de levar a Palavra de Deus; se tenho a ética de não fofocar; se tenho a serenidade da verdade, estarei cada vez mais perseverando no caminho do Senhor.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 13/Jul/18

Liturgia Diária 13/07/18 (Sexta)

JESUS NOS ENVIA E NÃO NOS ENGANA
Os 14,2-10 – 50(51),3-4. 8-9. 12-13. 14.17 (R. 17b) – Mt 10,16-23

Bom dia. Meus irmãos e minhas irmãs, uma das coisas que mais me admira em Jesus, é que Ele não enganou os discípulos com relação ao que os esperava no cumprimento da sua missão, e não nos engana hoje. Quando Ele disse que quem deixasse tudo para o seguir teria cem vezes mais nesta vida e mais a vida eterna, Jesus acrescentou, COM DIREITO A PERSEGUIÇÕES. Isso me lembra da reflexão que fiz de minha vida a poucos dias atrás, onde fiz referência a isso.

— Mas, por que o cristão sofre perseguições?

— Não são pessoas de Deus ou que tentam realizar o que Ele pede?

—Não são mulheres e homens bons?

— Não são eles justos?

Meus queridos, mas, é aí que está a questão, é aí que mora o perigo!

É exatamente por serem ou tentarem ser justos e defenderem a justiça, por denunciar os injustos, é que eles poderão ser perseguidos. Um professor que conscientiza os seus alunos sobre o que realmente está por trás da realidade que os envolve; um repórter que fala sem medo, e explica quem são os culpados por tudo o que aconteceu; um padre que bota o dedo na ferida, e conta tudo o que está acontecendo, apontando os culpados; é aquele que vendo o que está acontecendo de errado em sua comunidade de fé se coloca de pé e declara que aquilo não está certo; é o marido ou a esposa que defende o ser Família mesmo que aquilo possa ferir… enfim, aqueles que denunciam os pecados, as injustiças dos poderosos, correm o grande risco de terem as suas bocas caladas de um momento para o outro. É por isso que Jesus disse: “Com direito a perseguições”.

Jesus adverte os discípulos para que tomassem cuidado: “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.” E isso aconteceu com Estêvão. Este gigante da Igreja que morreu bravamente defendendo a palavra de Deus dita por Jesus Cristo.

— Será que teríamos tamanha coragem?

Jesus garantiu sua proteção aos discípulos, quando eles fossem entregues, quando fossem levados aos tribunais, para que não ficassem preocupados como falar ou o que dizer para se defenderem, porque naquele momento o Espírito de Deus falaria por eles.

Jesus continua advertindo os seus seguidores, a respeito do que poderia vir, pelo fato deles serem defensores da justiça, da verdade anunciada pelo Filho de Deus: “O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão.”

Prezados irmãos e irmãs. A bem da verdade, nem sempre isso acontece. Mas como o sabemos, na nossa própria família, na nossa vizinhança, na nossa comunidade, no nosso serviço, podemos ser odiados por alguns, e discriminados por defender a verdade, e combater a injustiça, as coisas erradas, os abusos causados pelo egoísmo dos nossos irmãos que não seguem os caminhos ensinados por Jesus e desejam apenas o poder, a ambição, o desejo de ser mais do que os outros.

Podem nos chamar de “o encrenqueiro”, “o que gosta de confusão”, e ou “o chato” …, e nisso eu tenho experiência. Mas olhem, sermos “o chato” não deve ser apenas dizer “está errado”, o “não concordo”, o “que está fazendo não é para o bem”, etc., ser “chato” tem que ser pautado nos ensinamentos de Jesus, olhando sempre para a comum+unidade, para a família, para o próximo. Não adianta apenas dizer “não”, se tudo for para que aconteça da forma que eu desejo. Se for assim, qual a diferença entre o “bem” e o “mal”, ou aqueles que seguem Cristo e ou seguem a si mesmo?

Em nossa própria família podemos ser criticados duramente por frequentar constantemente a missa, por dar prioridade às coisas de Deus, por procurar a perfeição, etc. Ele é o dono da verdade, é o perfeito, e até pode acontecer de um filho seguir outra religião só para contrariar o pai.

“Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”.

Esta é a nossa esperança: Primeiro, de saber que o Espírito Santo Paráclito, o defensor, nosso advogado é que nos defenderá, é Ele que falará através da nossa boca na hora do aperto, e a certeza de que se preservarmos firmes na fé até o fim, seremos salvos.

Mas olhem, nós, nunca seremos dignos disso, nunca mereceremos a salvação, porém, Deus é paciente conosco, com os nossos vícios, com os nossos pecados. Ele espera pacientemente a nossa conversão. Ele nos disponibiliza e proporciona tudo o que o que necessitamos para a nossa salvação. Mais para isso é importante o nosso esforço. Precisamos fazer a nossa parte, pois, para Deus, nada é impossível.

Meus amigos e amigas, todos nós somos incentivados a viver o nosso dia-a-dia como ovelhas que escutam o Pastor e põem em prática os seus ensinamentos por onde nós formos.

Jesus enviou os Seus discípulos, como Ele nos envia hoje em missão e nos dá instruções: “não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer” e “naquele momento vos será indicado o que deveis dizer”!

O Espírito Santo é quem faz a Sua obra em nós: fé, prudência, simplicidade, discernimento, firmeza, sabedoria, convicção e principalmente perseverança! Ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas”, significa que não devemos ser alienados, passivos, confiantes demais, nem tampouco arrogantes, cheios de soberba e de sabedoria humana.

Na nossa caminhada humana, iremos encontrar várias pessoas que tentarão de alguma forma, nos fazer desistir de lutar e irão querer nos intimidar. Como humanos que somos, fracos e pecadores, nós temos a tendência de desanimar diante das situações adversas e de dificuldades, principalmente quando se trata das “coisas de Deus”. Ou será que estou mentindo ou inventando?

Creio que não, pois, tudo nos desestimula e ficamos, às vezes, parados sem saber o que fazer ou o que dizer. Porém, Jesus nos adverte e nos prepara: “mas quem perseverar até o fim esse será salvo” e, também: “mas o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós”.

Jesus já nos deu a maior arma para que possamos enfrentar “os lobos” no meio da trilha que caminhamos. Nós buscamos a santidade e o Espírito Santo é quem nos educa e nos ensina, nos prepara e nos conduz para que possamos perseverar até o fim. Vinde, pois, Espírito Santo de Deus! Jesus nos oferece salvação e nos chama à conversão, mas para isso, temos que enfrentar os lobos.

Mas para você hoje, quem ou o que são seus lobos?

Quais os desafios que lhes são impostos e que estão fazendo com que você desista?

O esposo ou a esposa? Aquele “amigo”? Aquele que está com você em sua pastoral? Aquele que trabalha na mesma seção? Será que não sou eu? Quem sabe se não é o seu orgulho? Sua ganância por poder? A sua autossuficiência? A sua ira? O medo de falar e de ser contrariado? O receio de estar errado?

Estes e tantos outros são os nossos lobos, os nossos desafios de nossa vida, mas que devemos todos os dias, buscar a Cristo, sem descansar, pois, a salvação de Jesus é para hoje!

E por último, deixo uma pergunta:

— Será que estamos defendendo a justiça e a verdade de Cristo ou estamos defendendo a verdade e a justiça que é minha? Reflita!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 12/Jul/18

Liturgia Diária 12/07/18 (Quinta)

IDE E PROCLAMAI QUE O REINO DO CÉU ESTÁ PERTO. MAS, QUAL TEM SIDO A NOSSA ATITUDE?
Os 11,1-4.8c-9 – Sl 79(80),2ac.3b. 15-16 (4b) – Mt 10,7-15

Bom dia. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”.

O Evangelho de hoje, Jesus nos dá a missão de anunciar o Seu Reino, de anunciar a Boa Nova. Mas para fazermos isso, primeiramente devemos acreditar em Jesus, sendo Ele o nosso Salvador.

— Mas Flávio, isso nós cremos.

— Verdade, muitos de nós cremos em Jesus, mas, será que somos verdadeiros cristãos?

— Ou pelo menos, estamos tentando ser?

Vamos observar as falas de Jesus e vamos refletir um pouco o nosso agir. Pode ser?

 

— “De graça recebestes, de graça deveis dar”!

Quando faço algo de bom na minha família, ou realizo alguma obra boa em minha comunidade, ou evangelizo no meu serviço, o que – seja sincero – espero das outras pessoas?

Será que apenas um “obrigado”, um “sorriso”, um “aperto de mão” me satisfaz?

Ou será que quero algo a mais?!

Será que apenas eu, saber o que fiz de bom, já não seria suficiente?

 

— “Não leveis ouro, nem prata, …”

Quando estou tentando ajudar a mim ou alguém da minha família, ou realizando algo em minha pastoral, ou exercendo a minha missão no meu trabalho, o que é que estou levando em meu coração?

O que é que vem em primeiro lugar?

Estou dando mais importância nos meus bens, nos meus conhecimentos, no meu bem-estar, ou estou colocando em primeiro lugar a missão que Jesus me deu?

O que é que chega primeiro ao coração do outro?

 

— “Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes… saudai-a…”

Quando estou querendo levar a Palavra de Deus, aquilo que recebi de graça, independentemente de onde seja, minha casa, meus parentes, meus amigos, minha comunidade, meu trabalho, na rua, como é que estou “saudando” estes a quem desejo mostrar um pouco das bênçãos recebidas de Deus?

Será que a Palavra de Deus não está sendo bem recebida, porque eu, exatamente eu, não estou sendo um verdadeiro exemplo de cristão?

 

E se lermos ainda, a continuação no próximo versículo, poderemos ver:

 

— “Sacudi a poeira dos vossos pés”.

Será que não seria incoerência de Jesus nos pedir para sacudir a poeira de nossos pés àqueles que não querem receber a Boa Nova, e, em outro texto – a ovelha perdida – que vamos nós procurá-la a qualquer preço?

Temos que sermos coerentes e sabermos refletir a Palavra de Deus?

Devemos sim, tentar resgatar a todos àqueles que desejam a conversão, àqueles que desejam nascer novamente em Cristo, mas como o próprio Deus nos ensina, que não devemos forçar a ninguém a aceitá-Lo e a segui-Lo, isso deve ser opção de cada um.

É exatamente por isso, que Jesus nos orienta que, caso alguém não aceite a Palavra de Deus em sua vida, que possamos sacudir a poeira e irmos novamente em missão, pois, “ali próximo” de nós, pode haver alguém que está precisando e esteja querendo esta conversão.

Jesus me deu uma missão, que é levar, refletir e contagiar a todos que me cercam com a Glória de seu nome. Todas as vezes que me aproximar da minha esposa, do meu filho, dos meus irmãos, dos meus amigos ou dos meus vizinhos e conseguir levar a eles este novo caminho, que se chama Jesus, estarei ali, naquele momento, cumprindo o Evangelho.

A minha recompensa será sem dúvida a Paz de Jesus em minha vida, e que vai se tornar o sinal de que o Reino de Deus está acontecendo diante dos nossos olhos, no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 11/Jul/18

Liturgia Diária 11/07/18 (Quarta)

JESUS NOS CHAMA PELO NOSSO NOME, COMO FIZESTE COM OS APÓSTOLOS. VAI DIZER NÃO?
Os 10,1-3.7-8.12 – Sl 104 (105),2-3. 4-5. 6-7 (R. 4b) – Mt 10,1-7

Bom dia. O texto do Evangelho de hoje (Mt 10, 1-7), nos mostra que Jesus gostava e gosta de nos chamar pelo nosso “NOME”. Ele gosta assim, pois acredita que possamos realizar a sua missão, e nada mais pessoal, íntimo e amigo, do que chamar o outro pelo seu próprio nome.

É verdade, que Jesus “mudou” o nome de Simão, mas não com um termo pejorativo e nem depreciativo, mas mudou o seu nome para algo que o representasse verdadeiramente nos objetivos de Deus e da Sua missão.

Jesus quis que participássemos junto à Ele neste trabalho missionário, e por isso, nos chamou, pelo nosso nome, para caminharmos juntos.

Ou será que fomos obrigados a trabalhar na messe do Senhor?

O Evangelho nos mostra – e é isso que eu acho lindo na Bíblia – que não devemos esconder os nossos erros, os nossos defeitos, pois, se fosse para ser assim, os autores dos Evangelhos poderiam simplesmente ter dito que Judas Iscariotes foi apenas o traidor, e poderiam ter ocultado que ele foi apóstolo de Jesus.

Não! Não são com mentiras e ocultações da verdade que deve ser o caminho do cristão. A verdade deve prevalecer sempre.

Mas Jesus não poderia ter escolhido melhor?

Não poderia ter escolhido alguém mais preparado?

Jesus escolheu os melhores para a sua missão, com certeza. Pois o que mais importa na missão de Jesus é ter o coração aberto às coisas de Deus, saber que se é pecador e ter a humildade em reconhecer que somos pequenos diante da missão, mas que não iremos desistir apesar da messe ser grande, pois Jesus me chamou pelo meu nome:

“Flávio, vem e siga-me”.

“………, vem e siga-me”.

Já que o nosso nome é tão importante para Jesus, pergunto:

— Quando o meu nome, Flávio, é falado em reuniões da minha família, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus familiares? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

— Quando o meu nome, Flávio, é falado na minha comunidade de fé, nas pastorais, nos encontros, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus irmãos? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

— Quando o meu nome, Flávio, é falado no meu serviço, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus companheiros ou pelo meu patrão, meu chefe? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

Diante do mundo, não somos nada, mas diante de Deus, somos tudo.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para levarmos a nossa missão de Família a todo momento, em todo lugar, para que juntos a Ele, possamos fortalecer ainda mais a nossa Igreja Doméstica nas Palavras do Senhor.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para prosseguirmos em sua missão de evangelizar e levar a Boa-Nova, por isso, não tenhamos medo ou temor quando Deus pede a nossa colaboração nas atividades de nossa paróquia.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para em nosso meio de trabalho, podermos ser ponte de ligação entre Deus e o mundo, com nossas palavras e nossas ações.

Então fica para mim hoje:

— Para Deus, para a minha família, para a minha Igreja, para o meu trabalho, para você que está lendo esta reflexão agora, o que significa o meu nome “FLÁVIO”?

E fica para você hoje:

— Para Deus, para a sua família, para mim, para a Igreja, para o seu trabalho, para você mesmo, o que significa o seu nome “……….”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 10/Jul/18

Liturgia Diária 10/07/18 (Terça)

A MINHA MESSE DEPENDE DE COMO RECEBO E VIVO COM JESUS
Os 8,4-7.11-13 – Sl 113B(115),3-4. 5-6. 7ab-8. 9-10 (9a) – Mt 9,32-38

Bom dia. Diante o Evangelho de hoje (Mt 9, 32-38), qual a nossa vontade diante do chamado à “messe” que nos é apresentada ou no primeiro momento de turbulência que ocorrer?

Naturalmente, me parece, que a nossa atitude é sempre de tentar recuar, desistir, achar desculpas que abone as minhas justificativas. Não sei você minha amiga e meu amigo, mas acredito, que deva acontecer isso muito, com muitos de nós.

Vejamos se algumas destas atitudes não fazem parte intrínsecas em nós:

— Se tenho um problema na minha família, não quero resolver, pois tenho medo que a verdade cause um desconforto com meus familiares.

— Se tenho na minha casa algo que meu cônjuge está fazendo de errado e está prejudicando o nosso lar, eu me calo para que nós não discutamos e deixo o problema para lá.

— Se tenho um problema na minha pastoral, não adianta resolver, pois eu nunca sou ouvido e sempre só o outro que manda, e caso eu queira falar algo poderei perder a amizade daquela pessoa.

— Se tenho um problema na minha comunidade paroquial onde estou vendo que pessoas estão manipulando outras e até mesmo os coordenadores e o sacerdote da minha Igreja, mas eu vou deixar para lá, pois, senão eles vão jogar os seus amigos contra a minha pessoa e poderei até ser afastado daquilo que amo fazer para Jesus.

— Se tenho um problema no meu serviço, não sou eu que tenho que resolver, e caso eu fale demais, posso até perder o emprego ou ficar marcado com o chefe.

Poderia ficar aqui, dando além destas, várias outras desculpas para que deixe de fazer a coisa certa, aquilo que vai ajudar à outras pessoas e que de uma forma ou de outra poderá me fortalecer ainda mais para permanecer na caminhada, de família, de Igreja, de comunidade. Desculpas, não nos faltam.

Mas, a maior desculpa que sempre damos a toda “messe” que somos chamados a trilhar, são sempre as outras pessoas que estarão ou poderão estar lá.

— Eu não gosto daquela pessoa porquê ela: me magoou; é falsa; arrogante; caluniadora; traíra; mentirosa, etc., e por aí vai.

Nós estamos sempre dando muita importância naquela pessoa que nos incomoda, mais até mesmo, do que as próprias dificuldades que cada “messe”, que cada trabalho possui.

Mas aí, vem Jesus, nos dando um “tapa com luva de pelica” e nos mostra, mais uma vez, que o verdadeiro caminho da conversão é continuar a fazer o bem, a fazer o que é correto, continuar a realizar a obra de Deus, e quem sabe, possamos fazer assim:

— em minha família, tentando resolver todos os problemas, tentando levar o amor entre todos nós;

— é continuar tentando a ser ouvido e resolver os problemas nas pastorais para que haja mais união e amor fraterno, e assim, que isso seja explícito a todos de nossa comunidade;

— é tentar sanar os problemas no meu serviço para que todos possam ter um local melhor para trabalhar e ganharmos o nosso sustento.

Jesus fazia o que era correto, ajudava as outras pessoas sendo ou não de Israel. As pessoas falavam D’ele, sempre o caluniando, tentando difama-Lo, tentando culpa-Lo por algo que não era verdade. Isso acontecia por medo, por inveja, por incompetência, por falta de fé, por falta de amor, por falta de realmente seguir o que Deus sempre nos pediu. E nem por isso, Jesus desistiu de sua “messe”. Ele permaneceu sempre firme, sempre em oração, sempre trabalhando e levando a Sua Boa Nova para nos salvar de nossos pecados.

— E o que seria de nós, se Jesus desistisse da sua “messe”?

Eu sempre tento me policiar e refletir bastante sobre as minhas palavras e ações para ver se eu não estou sendo ou me tornando àquelas pessoas a quem eu tanto faço críticas e não gosto, pois, infelizmente, em várias situações já me vi, me tornando uma delas. Eu estava me transformando naquilo que eu não gosto. Eu estava com os meus demônios.

Mas, Jesus é Jesus, não é mesmo?!

E nem por isso vou desistir, pelo contrário, hoje, ainda mais:

— Não tentarei fazer, eu farei e faço respeitando aos outros;

— Não tentarei falar, eu falarei e falo duro, mas com carinho;

— Não tentarei ser correto, eu serei e sou, mas, também sou aberto a correção fraterna;

— Não tentarei amar a todos, amarei e amo, pois, se não o fizer, estarei sendo apenas como os fariseus.

Se lermos o último versículo deste Evangelho de hoje, vamos poder observar, que além de Jesus não desistir da sua “messe”, Ele nos diz que não quer fazer isso sozinho, que Ele precisa de nós para continuarmos a sua missão em levar a Boa Nova.

Jesus nos mostra que sermos humildes é reconhecer que precisamos dos outros, não para sermos dependentes, mas para caminharmos juntos, para termos uma mesma direção, termos um mesmo objetivo. Opiniões e desejos todos nós temos, mas para saber se é correto ou não, é só perguntar para mim mesmo se o que estou falando ou fazendo é o que desejo que a outra pessoa fale ou faça para mim.

Jesus não se importava com estas pessoas, pois, para Ele, o que importa, é a colheita de frutos bons.

Hoje, eu tenho certeza, quero me tornar este “fruto bom”, de pouco em pouco, dia-a-dia, pois para conseguir expulsar os meus demônios que me atormentam, é permanecer firme da messe do Senhor. A minha conversão deve ser feita a cada dia, a cada manhã, a cada hora, a cada minuto, a cada momento de minha vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 09/Jul/18

Liturgia Diária 09/07/18 (Segunda)

A CURA PELA FÉ, É VIDA EM JESUS
Os 2,16.17b-18.21-22 – Sl 144(145),2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 8a) – Mt 9,18-26

Bom dia. O Evangelho de hoje, narra dois milagres realizados por Jesus. Duas demonstrações de poder daquele que é o próprio Deus, sob a forma humana.

Muitas vezes, nós pedimos uma graça a Deus e nada acontece.

Isso é porque pedimos com os lábios, pedimos ser crer, que para Deus tudo é possível. É a nossa Fé que faz com que alcancemos os milagres que pedimos.

Também pode acontecer que pedimos um milagre para testar o poder de Deus.

Pode estar certo de que esse milagre não irá acontecer. Jesus não fez milagres quando foi desafiado.

Também pode acontecer que pedimos em nossas orações, mas que não esteja de acordo com o Plano de Deus.

Um ente querido adoece ou sofre um acidente, e logicamente, iremos pedir a Deus a melhora da saúde para este nosso querido amigo e ou parente. Mas pode acontecer de que percamos a presença deste ente querido no meio de nós. Não se revolte contra Deus. Por que diariamente nós rezamos:

“Pai Nosso … seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu”.

Peçamos a Deus as graças que necessitamos, mas devemos ter a consciência der que quando fazemos as nossas orações com a frase que o próprio Cristo fez no Getsêmani:

“Contudo, oh Pai, seja feita a vossa vontade!”

— Quantos por aí zombam das velhinhas que vão à missa todos os dias?

— Quantos têm medo de pronunciar o nome de Jesus ou de Deus, pois os demais na empresa podem zombar deles?

Pois na empresa, o que prevalece, é a visão de negócios, é a habilidade em ganhar dinheiro. Deus para muitos, é uma realidade do Passado.

Caríssimos amigos e amigas, não tenhamos receio de nos apresentar como cristãos de fé onde quer que estejamos. Negar a nossa fé, negar a Jesus é falta muito grave! Isso pode ocasionar a nossa condenação!

Lembremos do que Jesus disse:

“Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do Pai. E aqueles que me negarem diante dos homens eu também o negarei diante do Pai”.

Minhas irmãs, meus irmãos, que a nossa fé nos salve hoje e sempre de tudo aquilo que nos afasta de Deus, de todo o nosso sofrimento, contudo, seja feita a vontade do Pai, que pode estar permitindo que passemos por alguma provação para o nosso próprio bem, para o perdão dos nossos pecados e para a nossa purificação.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 08/Jul/18

Liturgia Diária 08/07/18 (Domingo)

O PROFETA NÃO É BEM ACEITO EM SUA TERRA! E NÓS, ACEITAMOS?
Ez 2,2-5 – Sl 122(123),1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd) – 2Cor 12,7-10 – Mc 6,1-6

Bom dia. No evangelho que iremos refletir deste domingo (Mc 6, 1-6), o povo estava admirado com a sabedoria de Jesus, pois, Ele não cursou nenhuma “faculdade”, e, no entanto, sabia tudo sobre tudo.

Neste episódio da vida de Jesus, ele fez uma visita a sua terra natal, a vila de Nazaré, onde passou sua infância, um vilarejo sem importância política nem econômica. Era realmente, um lugar humilde.

Como de costume, Jesus vai a Sinagoga, faz a leitura das escrituras e em seguida fez um excelente comentário, uma excelente homilia ou como queira, um belo sermão. E todos ficaram de boca aberta, admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente por Ele ser apenas o filho do carpinteiro, e, portanto, dentro da lógica humana, não teria condições de falar daquele jeito, demonstrando uma sabedoria excepcional.

Todos ali sabiam que Jesus não teria estudado as escrituras, muito menos ter feito nenhum curso aprofundado como os doutores da Lei. Mal sabiam eles que Jesus era o próprio Filho de Deus feito homem, e por isso, sabia de tudo.

Muitos ficaram admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente os fariseus e doutores da Lei, pois não podiam se conformar com o que estavam presenciando. Ninguém poderia saber mais do que eles! E dessa forma, Jesus estava incomodando muito, pois sendo o próprio Deus, Ele sabia tudo.

Jesus, apesar de não ser aceito e autorizado pelos líderes judaicos, os quais o consideravam um impostor, continuava a fazer o seu trabalho pelos ensinamentos da verdade.

Os ensinamentos de Jesus não conferiam com os ensinamentos dos mestres judaicos, e pelo contrário, volta e meia Jesus rebatia aquela prática injusta da Lei de Moisés, vivida pela elite religiosa. Muitos daquele lugar, por causa disso já começavam a olhar Jesus com outros olhos, e foi aí que o Filho de Deus se proclamou Profeta, dizendo: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

As pessoas ali presentes na Sinagoga não se conformavam. E perguntaram: Este homem não é o filho do carpinteiro, filho de Maria?

Podemos até querer julgar a atitude do povo de Nazaré, ainda mais, por conhecer Jesus desde quando era criança, mas, devemos conter o nosso ímpeto de julgamento, pois, sejamos sinceros, no nosso meio também não acontecem coisas parecidas?

Quando um jovem bem-nascido, da classe média ou mesmo da alta, se manifesta com um excelente desempenho, todos do seu nível e abaixo, não acham isso normal?

Porém, se um “pobre financeiramente” esforçado, após muito tempo de estudo, fizer uma demonstração de competência, de sabedoria, uma proeza, todos também não vão questionar?

E muitos de nós poderiam responder:

— Ei, o que é isso, quem ele pensa que é?

— Ele não é apenas aquele rapaz que mora na favela?

— Não é o filho daquele que por não ter diploma, só faz um bico aqui ou ali?

— No nosso meio também não acontece em nossas famílias, quando um de nós resolve se converter à Boa Nova de Jesus, se arrepende de seus pecados, pede perdão e perdoa a quem o magoou, e sempre tenta levar a Palavra de Deus a todos, os da sua própria família, e eles não aceitam ou não acreditam que essa pessoa possa ter mudado?

— Onde é mais fácil, ouvir o que o vizinho, o jornal, a internet tem a falar, ou que dar ouvidos a ele?

— No nosso meio, também não acontece em nossas comunidades, quando aparece um fiel disposto a ajudar as pastorais, tentando dar uma dinâmica diferente, mas, por não possuir cursos e formações como tantos outros possuem, ou por, apenas ter chegado na paróquia agora, diferente de tantos outros que já estão ali há muito tempo, esse “novo” fiel, não é aceito e nem lhe é dado a devida oportunidade?

— Quantas vezes as nossas palavras e as nossas ações não são aceitas pelos seus familiares, amigos, pela pastoral que participa, mas inversamente proporcional, essas mesmas palavras e ações são observadas, refletidas e admiradas por pessoas de outras famílias, de outras pastorais, de outras comunidades?

Caríssimos irmãos e irmãs, não fiquemos tristes, nem desapontados quando tentarmos semear a palavra de Deus em nossa família ou comunidade e aí encontrar a maior resistência que se manifestará através de chacota, risos, e um ar de quem está pensando: “Olha só quem está falando isso”.

Em nossas famílias e em nossas comunidades, o mesmo pode ocorrer, e em vez de fazermos desabrochar novos valores paternais e responsáveis e ou, lideranças pastorais sadias, preocupadas verdadeiramente com o amor de Deus e preocupação em ajudar ao próximo física e principalmente, espiritualmente, estejamos talvez, manifestando descrédito por aqueles que fazem alguma coisa, sufocando dons e carismas do próximo, que tem algo a oferecer…

Se isso, realmente acontecer, não ligue, e pense em Jesus, aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra, mais que foi ignorado em sua cidadezinha natal, pelos amigos e familiares.

Infelizmente, isso é mais normal e corriqueiro do que imaginamos ou que gostaríamos, mas, que possamos fazer como Jesus, que possamos continuar e nunca desanimar de levar a sua Boa Nova de amor e misericórdia, e persistamos em ser um bom cristão em nossa família e em nossa comunidade, ou onde os caminhos do Senhor nos levar.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 07/Jul/18

Liturgia Diária 07/07/18 (Sábado)

OU NOS TORNAMOS NOVOS EM CRISTO, OU NOSSA VIDA RASGARÁ DIANTE À PERMANÊNCIA NAS COISAS DO MUNDO
Am 9, 11-15 – Sl 84(85), 9. 11-12. 13-14 (R. 9) – Mt 9, 14-17

Bom dia, e já lhes peço desculpas, pois sei que a reflexão está um pouco extensa, mas não sei, comecei a refletir e não parei, e espero que seja de valia para vocês como foi para mim.

Não sei se é do tempo de muitos que estão lendo estas linhas agora, mas, no meu tempo, muitos pobres remendavam as suas roupas para lhes dar um sobrevida maior naquilo que se vestia e até mesmo calçava, pois, normalmente as famílias eram maiores, tudo era mais “distante” e o dinheiro não dava para comprar uma roupa nova. Só que no tempo de Jesus, as coisas eram bem parecidas, pois, pobres faziam isso para sobreviver.

Por isso, usando dessa pedagogia, Jesus nos explica que se pegarmos uma roupa nova e nela, colocarmos um remendo de um pano novo, este remendo vai repuxar o tecido velho e rasgar. Gente, e a situação fica bem pior do que antes, acreditem.

Se nunca teve essa experiência, vejamos nos dias de hoje. Já pararam para observar quando estamos fazendo uma reforma em nossa casa e ela é malfeita? Quando o pedreiro vem e aplica uma massa nova em uma parede mais velha, ou simplesmente, lhe dá uma mão de tinta? No primeiro momento, tudo fica bom e maravilhoso aos nossos olhos, mas, depois de um tempo, ou logo após a primeira chuva que variavelmente irá umedecer toda a estrutura, aquele serviço malfeito começa a se desintegrar. E já notaram que vem de dentro para fora, pois, as paredes não foram devidamente preparadas, ou melhor, não foram devidamente limpas e a casa começa a ser como antes, e talvez até pior?

Meus irmãos e minhas irmãs, na nossa vida, no nosso dia-a-dia, em nossa convivência, quantas vezes tapamos o sol com a peneira, como fizemos com a nossa reforma, principalmente quando se refere à solução dos problemas que surgem em nossas famílias, em nossas pastorais, em nossa comunidade, em nosso serviço?

Apenas exemplificando, pois, talvez isso não aconteceu em nossa família, mas devemos ter conhecimento de algo parecido: alguém da família ou de nossos amigos mais íntimos, entraram no mundo das drogas; uma jovem engravidou ou o garoto engravidou uma garota; uma pessoa ficou desempregada; onde que um esposo ou esposa está traindo o seu cônjuge; os pais e ou filhos abandonam a sua família por uma dificuldade financeira, etc. Diante de familiares, amigos e até mesmo desconhecidos, quer dizer, diante de nossa vida social, muitos buscam esconder ou camuflar os problemas, tentando disfarçar e ou encobrir, fingindo para os outros ou até para si mesmo que os problemas não existem. Só que os verdadeiros amigos e familiares que participam realmente de nossa vida, estão percebendo que não é nada disso, e que tem algo muito errado.

Os problemas de nossas vidas devem ser confrontados de frente, e precisamos arrancá-los pela raiz, mesmo que isso venha a ser dolorido, mas não devemos ficar disfarçando ou tentar encobrir, dando inúmeras desculpas esfarrapadas.

É sério:

— Quantas vezes tentamos resolver ou consertar as coisas sem irmos direto à raiz dos problemas?

— Quantas vezes fazemos um remendo aqui, outro remendo ali, só que na verdade, não estamos atingindo verdadeiramente, a causa do problema?

— Quantas vezes que não atingimos de fato, a situação da forma que ela deveria ser encarada, pois, ficamos mais preocupados com que as outras pessoas irão dizer de nós, ou até mesmo, imaginamos que perderemos certas “amizades”?

— Quantas vezes fazemos isso como deveria ser feita, de frente?

Remendos novos (a nossa conversão) em panos velhos (nossa antiga vida), com certeza, irão fazer um rasgo maior, por causa da pressão produzida em cima do pano velho, por isso, que vemos em nossas famílias, em nossas pastorais, em nossas comunidade, tantas pessoas que se dizem convertidas e trabalhando dentro da igreja, dentro do seu matrimônio, dentro de sua família, mas, infelizmente, permanecem no seu interior da mesma forma ou até mesmo pior, pois, terão que mostrar a todos uma coisa que não são, terão que acreditar em suas próprias mentiras para poderem tentar convencer as pessoas que lhes cercam.

Olhem, para podermos resolver os problemas da nossa vida, independentemente de onde eles surgem, precisamos ter a coragem de botar o dedo na ferida, a coragem de sermos humildes em reconhecer o nosso erro, a coragem de enfrentar a situação de frente, e pedirmos a Deus nosso Pai, que nos ajude a resolvermos aquela situação que nos atormenta. E precisamos pedir com fé, e assim, o socorro do céu, nunca irá nos faltar, pois, a última palavra não é de nenhum médico (mas precisamos deles pela saúde), não é de nenhum delegado (mas precisamos deles pela segurança), não é de nenhum juiz (pois precisamos deles pela justiça), mas precisamos, da última palavra que vem de Deus.

Meus amigos e amigas, hoje, Jesus nos chama a mudarmos radicalmente a nossa vida, e para podermos viver a Sua Palavra, precisamos nos revestir com uma roupa nova, uma pele nova, um coração novo.

Quantas vezes ouvimos assim:

— Hoje, neste encontro, eu FUI TOCADO POR JESUS!

— Hoje, nesta celebração, eu ENCONTREI JESUS!

— Hoje, nesta adoração, eu PUDE SENTIR O ESPÍRITO SANTO DE DEUS EM MIM!

— Hoje, neste ECC, EJC, EAC, CATEQUESE, CRISMA, DIÁLOGO, RETIRO, ENCONTRO, MINISTÉRIO, FORMAÇÃO, NA MINHA FAMÍLIA, eu, pude realmente COLOCAR JESUS EM MINHA VIDA!

— Hoje eu quero entregar a MINHA VIDA A JESUS.

Eu particularmente, já ouvi isso muitas vezes. Até eu mesmo, já posso ter dito isso, uma ou várias vezes. Mas aí volto a me perguntar:

Se eu ENCONTREI JESUS; se eu SENTI O ESPÍRITO SANTO; se eu COLOQUEI JESUS NA MINHA VIDA:

— O porquê então eu continuo fazendo as coisas erradas?

— O porquê não consigo perdoar aquele que me magoou?

— O porquê não consigo ser humilde em reconhecer o meu erro e pedir perdão a quem eu magoei?

— O porquê não consigo sair do vício da bebida? Do fumo? Da traição? Do julgar sem olhar para mim mesmo? Do criticar sem ter conhecimento?

Sabem porque?

— Porque achamos que podemos remendar no tecido velho de nossa vida o tecido novo de Cristo.

— Porque achamos que podemos continuar a fazer as coisas erradas e vestirmos em nós a veste nova de Cristo.

Isso não vai funcionar. Não é assim que as coisas de Deus funcionam.

Não adianta, aos olhos dos outros, termos nos revestidos com um pano novo: a aliança do matrimônio, a camiseta do ECC, a opa do Ministro Extraordinário, o microfone do coral, as cestas dos vicentinos, uma família perfeita. Nada disso irá adiantar, pois as nossas ações “velhas” irão com o tempo, rasgar este novo pano que “vestimos”.

E sabem por que, mesmo, tentando fazer isso, não irá adiantar?

Porque, como temos o nosso coração fechado a Deus e aberto às coisas do mundo, cremos que podemos colocar o nosso vinho velho dentro dos odres novos, pois, mantendo os nossos olhos fechados ao amor de Deus e a conversão à sua Palavra, as “velhas” palavras que estão em nosso coração irão, rapidamente, rachar o odre novo da verdade da nossa vida.

Por conseguinte, como não nos convertemos realmente à Boa-Nova do Senhor, voltamos a fazer, falar e agir como fazíamos antes, pois, “o vinho velho é melhor” (v. 39c).

A nossa conversão tem que ser completa. Não que conseguiremos de primeira, ou de segunda, isso não importa. O que importa para Deus é que não desistamos da conversão ao seu amor, que não nos entreguemos ao desânimo diante das dificuldades que o mundo nos mostra, que tenhamos a perseverança e a fé, e que caso venhamos a cair, que tenhamos a humildade em reconhecer que erramos, nos levantar, e continuarmos a trilhar o caminho que nos leva a Jesus.

Jesus nos deixa bem claro, que não adianta “taparmos o sol com a peneira”, e apenas usar algumas de suas orientações nos dita na Palavra. Devemos nos converter por completo: corpo, alma e espírito. Por isso que as nossas ações, sentimentos e falas, devem estar em sintonia com Deus, e não com o mundo.

Não adianta apenas pensar; não adiante apenas falar; não adianta apenas sentir; pois isso, fora de sintonia com o Amor do Pai, não nos ajudará na caminhada. A maneira de como acolhemos as orientações de Deus, como encaramos os fatos (felizes ou tristes) de nossa vida e a mentalidade de como acolhemos as propostas de Deus, é que poderão nos dar a garantia de que nossas ações diante de Jesus e em seu Nome, é que terão valia, que terão peso, que serão realmente julgadas.

O velho é aprendizado, o novo é agora, é a nossa ação hoje. Precisamos que nosso espírito esteja aberto às coisas de Deus, pronto para acolher as novidades que o Evangelho nos traz e vivermos segundo os mandamentos que Jesus nos deixou. Se fizermos ao contrário, a “nossa roupa” rasgará ou o “nosso odre” rachará.

Apenas porque oramos, jejuamos e damos a esmola, não nos dá uma garantia absoluta de salvação. Sempre temos que nos perguntar quando fazemos estas coisas:

— O por que estou orando, jejuando e dando esmola?

— Qual o motivo?

— Qual a finalidade?

— É por Deus ou é por mim?

Se for por Deus, estou sendo vinho novo em odre novo; se faço por mim, estou sendo retalho velho em tecido novo.

Precisamos confiar mais em Deus, por Jesus. Precisamos entregar a nossa vida nas mãos de Deus, em vez de ficar confiando nos “amigos falsos”, no dinheiro, ou no uso da violência! Somente Deus tem o poder de nos libertar de todas as amarras, de todos os nossos problemas, e nos conduzir a uma vida em abundância. Acreditem!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 06/Jul/18

Liturgia Diária 06/07/18 (Sexta):
Am 8,4-6.9-12 – Sl 118(119), 2. 10. 20. 30. 40. 131 (R.Mt 4,4) – Mt 9,9-13

“… EU NÃO VIM PARA CHAMAR OS JUSTOS, MAS OS PECADORES”

Bom dia. Hoje, a Palavra nos fala do chamado e da vocação do publicano Mateus. Podemos ver, que Jesus está preparando um pequeno grupo de discípulos que continuarão a sua obra de salvação, e Ele escolhe a quem quer.

Alguns podem ser pescadores (humilde profissão); outro inclusive, Ele chama que lhe siga, um cobrador de impostos.

Mas vale lembrar que, esta profissão era desprezada pelos judeus, que se consideravam perfeitos observantes da lei, e viam esta profissão como muito próxima a ter uma vida pecadora, já que cobravam impostos em nome do governador romano, a quem não queriam submeter-se.

E hoje, quem posso dizer que sou:

— Sou aquele que está sendo chamado a continuar a obra do Senhor?

— Sou Pescador(a) ou Cobrador de Impostos?

— Sou Vendedor(a) ou Farmacêutico(a)?

— Sou Costureira(o) ou Cozinheira(o)?

— Sou Metalúrgico(a) ou Funcionário(a) Público(a)?

— Ou será que sou o fariseu que cumpre “perfeitamente as leis” e sou acusador dos pecados dos outros?

— Ou será que me reconheço pecador?

Podemos notar, que para Mateus, o convite de Jesus foi suficiente: “Segue-me”. Apenas com uma Palavra do Mestre, Mateus deixa sua profissão e muito contente o convida a sua casa para celebrar ali um banquete de agradecimento. E era natural que Mateus tivesse um grupo de amigos, do mesmo “ramo profissional”, e que foram participar daquele convite. Mas, segundo os fariseus, todas aquelas pessoas eram pecadoras reconhecidas publicamente como tais. E como os fariseus não podiam se calar, comentam com alguns discípulos de Jesus:

“Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?”

E sejamos sinceros, ou melhor, que eu seja sincero comigo mesmo: não é assim que faço hoje em minha comunidade?

Não sou o primeiro a julgar a presença de tal pessoa naquela pastoral? Naquele movimento? Naquela Equipe?

E será que, apenas eu tenho esta atitude?

Quem dera se eu tivesse em meu coração a resposta de Jesus, tanto em nas palavras como nas minhas ações:

“Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes”.

Por isso, a comparação perfeita é:

“De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores”.

As palavras deste Evangelho são de atualidade. Jesus continua convidando a segui-Lo, cada um segundo seu estado e profissão.

Seguir Jesus, com frequência, supõe deixar paixões desordenadas, mau comportamento familiar, perda de tempo, dedicar a momentos de oração, ao banquete eucarístico, à pastoral, à família. Enfim, “um cristão não é dono de si mesmo, e sim que está entregue ao serviço de Deus” (Santo Inácio de Antioquia).

Com certeza, Jesus me pede uma mudança de vida e, assim, me pergunto:

— De que grupo faço parte?

— Da pessoa perfeita?

— Da pessoa que se reconhece sinceramente pecadora?

— É verdade que posso melhorar?

Que fique bem claro, para Jesus, o que é decisivo, não é apenas o cumprimento de leis, de normas. Isso é importante sim, pois Ele mesmo nos falou que não veio tirar nem uma vírgula da Lei, mas dar a real visão, o real esclarecimento. O que Jesus deseja de nós, é o estar disposto a mudar de vida, a aceitar a sua proposta de vida nova, como fez Mateus!

A resposta decisiva de Mateus deve ser também a nossa resposta ao chamado de Jesus! Não podemos hesitar e nem pedir tempo para responder o seu chamado como muitos de nós fazemos. Jesus tem várias formas de nos chamar a fazer parte do Reino de Deus e nós deveríamos ter uma só forma de responder ao seu chamado:

“Eis me aqui Senhor”!

E qual o chamado de Jesus para você hoje?

Ou será que, você já está desistindo por seu mais fariseu do que Mateus?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 05/Jul/18

Liturgia Diária 05/07/18 (Quinta):
Am 7,10-17 – Sl 18(19),8. 9. 10. 11 (R.10b) – Mt 9,1-8

HOJE, QUEM NÓS SOMOS? OS AMIGOS? O PARALÍTICO? OS MESTRES DA LEI? O POVO?

Bom dia. Queridas irmãs e irmãos, acreditem, pela nossa Fé, é possível sim, transpor e vencer todos os obstáculos, todas as dificuldades que nos afastam de Cristo Jesus e de sermos tocados por Ele.

Quando nos deixamos ser tocados por Jesus, a nossa vida é transformada, nos libertando, e até poderemos fazer o caminho de libertação para aquele que está próximo a mim, desde que a nossa conversão seja sincera e completa nos ensinamentos do Pai.

Todos nós, a todo momento, a todo instante, somos chamados a fazermos a experiência do amor de Deus, a podermos partilhar a vida com o nosso próximo, nos transformando em um caminho, em uma ponte que o leve a Cristo Jesus, e repito, desde que a nossa conversão seja sincera e completa nos ensinamentos do Pai.

No Evangelho que a liturgia nos apresenta no dia de hoje (Mt 9, 1-8), ele nos leva a refletir outro milagre de Jesus, onde que um paralítico fora levado até Ele, por seus amigos, deitado em uma cama.

Quando Jesus viu tamanha fé, tanto do paralítico quando daqueles que o levaram, Ele disse: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”

Diante do que aconteceu, a multidão glorificou a Deus por ter dado a um homem o poder da cura, pois, até então, o povo não tinha clareza de que aquele que era chamado Jesus, não era um homem comum, mas sim, ele se tratava do Filho de Deus.

Enquanto por um lado, o povo glorificava a Deus, pelo outro, os mestres da lei, fechados apenas em si mesmos, não conseguiam enxergar a manifestação divina sendo realizada à sua frente, na pessoa de Jesus, onde preferiram fechar os seus olhos diante do milagre realizado, mas apenas tiveram a intenção de criticá-lo, alegando que Ele estava blasfemando.

E quantas vezes, em nossas vidas, não aceitamos uma ideia nova ou diferente da nossa, onde colocamos apenas o nosso desejo como sendo válido e correto?

Como os mestres da lei, nós até podemos ouvir o que as pessoas querem ou desejam falar, mas no fim, não é somente o nosso querer que é feito?

Observem, que não estamos muito longe das ações dos mestres da lei que muitos de nós, hoje, criticamos.

Porém, Jesus que conhecia o pensamento deles, e conhece o nosso, pergunta-lhes:

“Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: Os teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?”

Com suas palavras, Jesus mostra claramente aos mestres da lei, que o mais importante, era a libertação daquele homem, pois, as palavras ou a forma que Ele usou para convidar ao paralítico para retomar a sua vida, não fazia diferença.

E hoje, Jesus nos fala, que nem sempre as nossas vontades são corretas, pois, talvez os outros também possam ter razão no que tentam fazer ou realizar, não fazendo a diferença de como e quais palavras a serem usadas, mas o verdadeiro fim.

Na visão dos mestres da lei, somente Deus poderia perdoar os nossos pecados, e foi este o pretexto que eles usaram para contestar Jesus, utilizando uma forma de negar a sua divindade.

E quantas vezes nós acreditamos que apenas o nosso jeito é que pode fazer com que as coisas possam dar certo?

E quantas vezes fazemos de tudo em negar que a ideia do outro seja correta?

Mesmo diante de tantas evidências aos seus olhos, os mestres da lei se recusavam a reconhecer Jesus como verdadeiro Messias que fora anunciado pelos profetas e que era esperado por eles.

E quantas vezes, que diante as palavras de uns que diferem das nossas, e mesmo com o apoio de outros, nós teimamos em permanecer da mesma forma, sem termos o mínimo de discernimento e humildade, em pelos menos refletirmos o nosso desejo?

Estão vendo, o quanto somos parecidos com os mestres da lei?

Ainda hoje, são muitos, os que recusam a acreditar na verdade que liberta, para não terem que mudar de vida.

Ainda hoje, são muitos, os que recusam a darem o braço a torcer, como diz o ditado, a aceitarem que a sua verdade não é a verdade da comunidade ou de sua família.

Quantos de nós ficamos presos apenas em nosso mundo, com medo de perdermos o poder, a nossa importância comunitária e social, o nosso poder econômico como forma de sermos valorizados?

Por outro lado, o paralítico que vimos hoje no Evangelho, simboliza claramente, muitos paralíticos de hoje, que são impossibilitados de andar, mas não por problemas físicos, mas por falta de estímulos, de exemplos coerentes, de verdades alicerçadas na Palavra de Deus, pois, por muitas vezes, falta ao nosso redor, pessoas que nos mostre o seu verdadeiro valor diante de Deus e não diante dos homens, que lhes aponte algo novo e novas possibilidades.

De todas as paralisias, uma das piores, é aquela paralisia da indiferença, daqueles que se recusam a se moverem em favor do outro e ou da maioria, onde que nos tornamos “mestres da lei paralíticos”.

Queridos amigos e amigas, nós precisamos reaprender a amar, a nos tornar caminho de libertação para o outro, pois, o amor cria e recria vida, nos faz enxergar e nos aponta novos horizontes.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 04/Jul/18

Liturgia Diária 04/07/18 (Quarta):
Am 5,14-15.21-24 – Sl 49(50), 7. 8-9. 10-11. 12-13. 16bc-17 (R. 23b) – Mt 8,28-34

HOJE, EM NOSSA VIDA: QUEM É JESUS?
QUEM SÃO OS PORCOS? QUEM SÃO OS GADARENOS?

Bom dia. Mais uma vez, Mateus retoma uma história do Evangelho de Marcos (Mc 5, 1-20), contando-a de modo mais resumida. Por exemplo, ao falar dos porcos, ele se refere a uma grande vara, e não de cerca de dois mil porcos, como diz Marcos (5, 2ss.). Mas também detalha outras coisas. Por exemplo, em vez de um possesso, como faz Marcos, fala de dois.

Fundamentalmente, a cena pretende descrever um encontro de Jesus com os pagãos, dominados pelas forças do mal, como já aconteceu no episódio do centurião (Mt 8, 1-17). Mas, enquanto o centurião acreditou e aceitou Jesus, os habitantes de Gádara não creem e rejeitam-no.

A imagem dos “sepulcros”, a força de Jesus diante dos demônios e a sua “fraqueza” diante dos homens faz desta cena o claro reflexo de uma meditação sobre a paixão, incluindo a rejeição pelos homens, bem expressa no pedido dos gadarenos para que Jesus se retire da sua cidade.

A expressão “antes do tempo” (v. 29) também indica a relação desta cena com a paixão, quando Jesus, ainda que expulso da cidade santa, irá vencer sobre a força negativa da morte, da dispersão da Igreja, abrindo passagem para que fosse possível “passar por aquele caminho” (v. 28). O poder de Jesus só se revela no mistério insondável da cruz.

O inimigo de Deus nos persegue e o seu maior desejo é fazer com que nós, os Seus filhos, rejeitemos o nosso Criador. No entanto, Jesus Cristo veio à terra para nos salvar e nos libertar do Mau que é o demônio com toda a sua carga prepotente e violenta.

Os espíritos maus ainda hoje nos atormentam fazendo com que sejamos pessoas iradas, rebeldes, idólatras, materialistas, impacientes, murmuradoras, intolerantes, medrosas, arrogantes e, às vezes, tão violentas que podemos ser comparados com verdadeiras “feras”.

Jesus, porém, nos liberta do Mau para que possamos retornar ao caminho do bem e retomar a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus.

Olhando novamente para o Evangelho nós vemos que para salvar os dois homens Jesus expulsou deles o demônio e o mandou para a manada de porcos a qual “atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas”.

Os homens, às vezes, até inadvertidamente deixam-se apossar pelas obras do maligno, porém, nós que temos ciência de que Jesus já o derrotou quando venceu a morte que é a consequência do pecado, não podemos temer as suas investidas. Ele sabe que já foi vencido por Jesus, mesmo assim continua explorando o ser humano.

Se tivermos consciência de que Jesus já venceu a morte e que já nos deu a vida eterna, não cairemos nas malhas dos inimigos.

O povo daquela cidade não entendia que Jesus queria dar dignidade ao homem. E sabem por quê? Porque eles estavam presos aos seus interesses, pois, os porcos lhe rendiam dinheiro, e assim, Jesus causou um grande prejuízo aos criadores de porcos. Por isso, eles convidaram Jesus a se retirar imediatamente daquela região.

Vamos ser sinceros, tem gente que prefere muito mais os porcos do que a Jesus. Quantos de nós preferem o lucro, a riqueza, o poder, a ganância, do que viver uma verdadeira amizade com Jesus e seguir os seus ensinamentos?

Meus irmãos e irmãs, os próprios demônios reconheceram a Jesus. E estes, realmente, eram demônios. Digo isso, pois, sabemos que muitas das expulsões de demônios que Jesus realizou, não foram “demônios”, mas sim, foram curas de algumas doenças, e principalmente neste caso, epilepsia, onde que faziam as pessoas se debaterem e se jogar no chão.

Naquele tempo, o povo acreditava que praticamente todas as doenças eram causadas pelos nossos pecados e pela ação ou possessão do demônio.

Jesus realizou vários milagres desta forma, só que Ele respeitava os valores populares, e dizia que iria expulsar os demônios daquela pessoa doente.

Agora, os demônios do cemitério, ah, esses realmente eram demônios, e eram, “diabos propriamente ditos”. E eles reconheceram que Jesus era o Filho de Deus. Mas esse reconhecimento, não foi uma Profissão de Fé, mas apenas o reconhecimento de quem Jesus era.

E por falar nisso, é bom que tenhamos o conhecimento eu o diabo também acredita em Deus e em Jesus, só que ele não pratica a Palavra de Deus. Muito pelo contrário, o diabo faz tudo que contraria a Palavra de Deus, mesmo sabendo quem é Ele.

Quantas pessoas que conhecemos que acreditam em Deus, batem no peito, participam de pastorais, ajudam nas comunidades, tomam frente de muitas coisas, mas, pensam apenas no poder, na ganância, na manipulação das pessoas, e não praticam a Palavra do Evangelho? Estas pessoas não estão iguais ao diabo? Não basta apenas dizer que acreditam em Deus, pois, a fé deve vir sempre acompanhada da prática. A fé sem obras, é nada. É uma fé morta.

E povo daquela cidade, se parece em muito conosco hoje, onde, que não importa de onde vem o dinheiro, de onde vem poder, mas desde que estejamos o recebendo, deixamos as coisas como estão.

E para terminarmos, vocês notaram o que os demônios fizeram com aquela manada de porcos? O diabo também pode destruir a nossa vida da mesma forma, nos usa e depois nos joga em qualquer lugar.

Meus queridos amigos e amigas, em muitas ocasiões, a libertação e a comunhão com Deus, nos trará consequência de perdas e de despojamentos por isso, pois, sejamos sinceros, quantas vezes não queremos e nem nos esforçamos para sacrificar os bens, o nosso padrão de vida, a nossa comodidade que possuímos em troca da salvação da nossa alma?

Quantas vezes, preferimos a prisão, a violência, para podermos ter uma vida próspera? Vocês conseguem fazer uma analogia com o nosso atual momento que vivemos em nosso país com o Evangelho de hoje? Será mesmo?

Infelizmente, nos preocupamos mais com que os outros pensam de nós do que realmente somos.

O demônio nos engana, nos apresenta uma ilusão que no início parece ser a nossa melhor escolha. Devemos ter cuidado, e sempre, Vigiai e Orai, para que possamos nos livrar dessas artimanhas e nos aproximar cada vez mais de Deus, e viver o Evangelho com muita Oração e Eucaristia.

Assim estaremos protegidos, pois, se Deus é por nós, que poderá contra nós?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Obs.: Se puderem refletir o texto de Amós na primeira leitura de hoje, infelizmente, poderemos ver um dos grandes pecados que cometemos em nossas comunidades, pois, a tendência para separar o culto da vida é bastante espontânea. Facilmente, nós organizamos belas festas, pensando que elas agradam a Deus, enquanto na verdade, estamos vivendo de modo egoísta, procurando obter proveito mesmo à custa dos outros, da verdade e da justiça.

Os profetas nunca aceitaram esta separação entre o culto e vida real. Deus exige coerência entre o culto e a vida, e nesta leitura de Amós, ele denuncia o culto meramente exterior, sem coerência de vida.

Proclama Amós, fazendo-se arauto de Deus: “Detesto e rejeito as vossas festas; e não sinto nenhum gosto nas vossas assembleias… Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca” (vv. 22.24).

E não é somente Amós, Isaías e Jeremias vão na mesma linha. O culto que Deus exige de nós é uma vida em consonância com a sua vontade, com a sua justiça, com a sua generosidade. Se assim não for, de nada servem cerimônias pomposas: “Afastai de mim o vozear dos vossos cânticos, não quero ouvir mais a música das vossas harpas” (v. 23). O importante é buscar “o bem e não o mal” (v. 14).

Também o culto cristão não se pode limitar “a assistir” passivamente à Eucaristia, ou a participar em qualquer outra celebração religiosa. O cristão há de participar na celebração da Eucaristia acolhendo o dinamismo posto em ação por Jesus na Última Ceia: “Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo” (Jo 13, 1).

A Eucaristia encerra um extraordinário dinamismo de amor. Não faz sentido ir à missa sem se deixar envolver por esse dinamismo, sem, como Jesus, nos pormos generosa e humildemente ao serviço dos outros.

Celebrar a Eucaristia é pôr-se ao serviço de Deus, para que Ele nos ponha ao serviço dos irmãos. Não se trata de imolar animais, como nos sacrifícios que Amós criticava, mas de se imolar a si mesmo ao serviço de Deus e ao serviço do próximo. “Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual” (Rm 12, 1).

Admiro a fé, a coragem e a extrema coerência de João Paulo II, que fez da sua vida uma eucaristia, um culto espiritual agradável a Deus, e ao serviço da humanidade. Mas também me espantam tantos cristãos que, fascinados pela Eucaristia, vivem uma completa e sincera doação a Deus, no serviço às missões e aos mais carenciados dos homens.

Será possível que esta sua fé, a mentalidade que dela deriva, o estilo de vida em tantas obras ao serviço dos mais pobres e marginalizados dos homens, não tenha influência sobre o desenvolvimento do mundo?

Santos apóstolos, missionários, numerosos leigos cooperaram para o progresso de povos inteiros, não só como fundadores de escolas, hospitais, obras sociais, ensinando artes e ofícios, mas também dando Cristo como verdade, como amor, como perdão. É uma civilização do amor, uma civilização Eucarística que, centrada na liturgia e realmente vivida, transforma o homem a partir de dentro, “penetrado por aquele sopro de vida que provém de Cristo” (RH, 18).

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Liturgia Diária 03/Jul/18

Liturgia Diária 03/07/18 (Terça):
Ef 2,19-22 – Sl 116(117),1-2 (R. Mc 16,15) – Jo 20,24-29

E A NOSSA FÉ, É COMO A DE TOMÉ?

Bom dia. Tomé, aquele que não havia acreditado na ressurreição apenas pelos depoimentos de seus amigos, só veio a acreditar ao se ver diante dele, o Cristo, e ao tocar em suas marcas, e pôde dizer: “Meu Senhor e meu Deus!”.

Tomé precisou tocar em Cristo.

Tomé precisou ver Jesus, para apenas depois, vir a acreditar Naquele que havia ressuscitado.

Onde que Jesus disse, que bem-aventurados são todos aqueles – que hoje somos nós – que acreditam sem mesmo terem visto e ou tocado nas suas marcas.

Termos Fé, é simplesmente crer, mesmo sem ter visto.

Por isso, mesmo que não tenhamos visto com os nossos olhos físicos, tocados com nossas mãos físicas, conseguimos ver com os olhos de nossa Fé.

Podemos comparar a nossa Fé, à algumas coisas que nos são corriqueiras e fazem parte da nossa vida, dia-a-dia, a todo momento, e nos passa despercebidas:

— Você tem fome? Tem sede? Tem sono? Sim, acredito que todos nós.

— Você vê a fome? Vê a sede? Vê o sono? Acredito que nenhum de nós.

— Você sente a fome? Sente a sede? Sente o sono? É claro que sim.

— E como você acaba com a fome, a sede e o sono? Comendo, bebendo, dormindo.

— Você tem Fé? …

— Você a vê? …

— E você a sente? …

—E como se faz para tê-la cada vez mais forte? …

Essa resposta é você que vai ter que dar, pois, para as coisas normais, você dá um jeito, não é mesmo?

A nossa Fé é um dom, dom esse, que nos é dado por Deus. Mas como você pode ter essa Fé, se nem mesmo acredita em Deus? Não acredita em sua Palavra? Não acredita em seu amor?

A nossa Fé deve ser cultivada no nosso dia-a-dia, ao abrir os nossos olhos, ao caminhar, ao falar, ao agir, como fazemos diariamente com a nossa fome, com a nossa sede, com o nosso sono. Se não fizermos assim diante da Fé, dom de Deus em nossas vidas, ficaremos cada vez mais parecidos com Tomé antes de sua experiência com o Cristo Jesus.

Se não cultivamos a nossa Fé, ela não irá crescer e nem se desenvolver, como também, se nós não comermos, ficaremos fracos; se não bebermos, ficaremos desidratados; se não dormimos, ficaremos estressados; e se continuarmos perenes em nosso viver, ficaremos doentes e acabaremos definhando até morrermos.

Pegando um pouco da forma de Cristo nos falar, não é assim também com a semente que plantamos? Se não escolhermos uma boa semente, se não preparamos bem a terra, se não a adubarmos e a regarmos, o que acontece com a nossa plantação? Ela se perde ou os seus frutos não serão de boa qualidade.

Por isso, se é tão necessário que haja uma boa catequese, mas não apenas daqueles perseverantes e amados “catequistas de nossa paróquia”, mas sim, a todos que nós que somos chamados a divulgar a Palavra de Deus, a todos nós que somos batizados e chamados a dar o nosso testemunho dos que acreditam sem ter visto.

O nosso Testemunho verdadeiro, de nossa Fé verdadeira, se torna um Exemplo verdadeiro, e é bom que tenhamos a consciência disso, pois, isso fala muito mais alto do que a catequese da Palavra propriamente dita. Até mesmo, para uma boa evangelização, os “catequistas” tem que virem acompanhados de um, bom exemplo e testemunho pessoal, senão, como diz o ditado, “o tiro irá sair pela culatra”. O partilhar a Palavra na catequese paroquial, ou partilhar a Palavra em nossa vida no dia-a-dia, não surtirá efeito, pois, quem nos conhece, saberão que estamos apenas falando com os lábios e não com o coração.

— Meus irmãos e minhas irmãs, como anda a nossa Fé?

— Será que as vezes, nós nos sentimos como um “Tomé”?

— Será que as vezes nós não gostaríamos de ver um “milagre” acontecer para que possamos acreditar?

— Será que ainda nós temos dúvidas sobre algum dos mistérios de nossa Fé?

Então meus amados, quando nos bater a dúvida e questionarmos a nossa Fé, oremos.

Oremos e pensemos nos milagres de Jesus.

Oremos e tentemos agir como Jesus agiria.

Oremos e reconheçamos os milagres que Deus realiza em nossas vidas, do simples abrir dos olhos, ao abraçar um amigo, à levar uma boa palavra a quem está precisando, a doar algo ou nós mesmos a quem está pedindo ajuda, ver a dádiva de se ter um lar, de ser uma família.

Que tenhamos a certeza no mistério de nossa Fé, que Jesus, é para nós, a maior prova da existência de Deus, pois Ele, é o retrato visível de Deus invisível.

E será que Deus é tão invisível assim?

Eu creio que não, pois, podemos “vê-Lo” se aproximando de nós quando resolvemos aceita-Lo em nossa vida. Nós o sentimos quando abrimos o nosso coração. Nós falamos com Ele através dos acontecimentos e das pessoas presentes em nossa vida. Nós somos tocados por Ele, principalmente quando existem dificuldades em nossas vidas, e em seus braços somos carregados.

Por isso, Deus não está distante de nós, nem dormindo e nunca irá nos abandonar. Pelo contrário, Ele está no meio de nós, ao nosso lado, onde tudo vê, até mesmo o menor de nossos pensamentos.

Vamos aproveitar e falarmos com Ele neste momento?

Nos basta apenas, que nossa mente, nosso corpo e nosso coração esteja no Alto, onde que diante de nossas fragilidades e erros, poderemos pedir perdão, e de nossas dificuldades e problemas, um caminho para a solução.

Mas, vejamos, tem que ser com Fé, para que não sejamos como Tomé!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 02/Jul/18

Liturgia Diária 02/07/18 (Segunda):
Am 2,6-10.13-16 – Sl 49(50), 16bc-17. 18-19. 20-21. 22-23 (R.22a) – Mt 8,18-22

SEGUIR JESUS, É MUDANÇA DE VIDA NOS ATOS E NO CORAÇÃO,
E NÃO APENAS DIZER PALAVRAS DE ACEITAÇÃO

Bom dia. Meus queridos amigos e amigas, eu (Flávio), você (…), todos nós, como também os mestres da lei, às vezes queremos seguir a Jesus:

— Apenas para que tenhamos mais “poder” na comunidade;

— Apenas para que tenhamos mais a atenção das pessoas voltadas para mim;

— Apenas para que possamos dar um “show de conhecimento”, porque já lemos toda a Bíblia e os documentos da Igreja;

— Apenas para que sejamos “o coordenador ou integrante insubstituível” de alguma pastoral;

— Apenas para que sejamos “o melhor” catequista;

— Apenas para que sejamos o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão com mais anos em atividade;

— Apenas para que sejamos da Equipe de Dirigente do ECC, Diálogo Conjugal, Renovai, etc.;

— Apenas para que estejamos e sermos vistos sempre perto do padre; ou por qualquer outra razão supérflua.

 

Infelizmente, muitas vezes eu nem percebo a realidade da minha pretensão! Por isso, Jesus me abre os olhos para que eu possa observar a “minha promessa impetuosa” em segui-Lo e me esclarece que Ele me chama, mas não me engana. Se eu e você quiser segui-Lo, teremos que passar pelas dificuldades próprias da mentalidade evangélica. Seguir a Jesus nos tira das nossas raízes e nos desestrutura. Somos obrigados a renunciar à nossa existência pacata, medíocre e acomodada.

Para seguir a Jesus é preciso, também, não ter casa, não ter abrigo nem mordomia, isto é, não ter raízes em lugar nenhum. O discípulo que pediu a Jesus para primeiro sepultar o pai era alguém como nós que esperamos um tempo propício para nos desprender dos nossos apegos, dos nossos projetos. Para nós também Jesus diz, hoje: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

Enterrar os mortos significa resolver problemas, darmos desculpas e darmos definições à nossa vida apegando-se ao que nosso e de nossa responsabilidade. Quem espera que tudo esteja resolvido na sua vida para depois seguir Jesus, irá viver sempre a omissão.

Sempre que sou chamado à caminhar com Cristo, “as minhas mortes” sempre veem em primeiro lugar:

— Não vou naquela Missa, pois não gosto do padre ou da sua pregação;

— Não vou naquela Formação, pois não aguento mais aquele palestrante;

— Não vou naquele Retiro, pois vai ser só silêncio;

— Não vou participar naquela Pastoral, pois não gosto daquele coordenador;

— Não; não; não …

 

Seguir Jesus é viver conforme o Seu Evangelho, é viver o amor, é praticar o perdão, é não fazer questão por coisas que não têm valor diante de Deus. Por isso, não podemos nos acomodar esperando novas oportunidades. É tempo de amar e construir aqui na terra o reino dos céus, para que não sejamos também chamados de “mortos”.

A cada amanhecer, Deus coloca em nossas mãos, uma página em branco, na qual escreveremos mais um capítulo da nossa história, uma história, que só será bela, se colocarmos o seguimento a Jesus como prioridade em nossa vida!

Seguir Jesus, é estar sempre buscando algo novo, é sair das margens e avançar para águas mais profundas no desejo de atrair mais pessoas para o seguimento a Ele!

Seguir Jesus, é sermos desafiados a termos o verdadeiro discernimento ao desapego e a pobreza daqueles de quem O segue.

Seguir Jesus, é assumir o Seu jeito de pensar e viver, e essa escolha deve ser feita com coerência.

Mas então, como segui-Lo?

Existem várias e muitas formas:

— Na vida religiosa e laical com os compromissos próprios de vida e missão;

— Em família, com os compromissos próprios desta escolha;

— Na comunidade, na sociedade, com intensa atividade cujo parâmetro é a prática de Jesus.

O seguidor de Jesus não se contenta em precaver-se de fazer o mal, mas sua vida é marcada pelo serviço, ou seja, “ser para os outros” o bem necessário que nos leva pelo caminho estreito da salvação.

Deus nos oferece todos os meios para vivermos felizes através de um único caminho seguro: Jesus!

Com Ele, a nossa vida ganha cor e sabor!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 01/Jul/18

Liturgia Diária 01/07/18 (Domingo):
At 12,1-11 – Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5) – 2Tm 4,6-8.17-18 – Mt 16,13-19

QUE SEJAMOS REFLEXOS DE NOSSA FÉ, A EXEMPLO DE PEDRO E PAULO.

Boa noite. O evangelho que a liturgia de amanhã (domingo) nos convida a refletir, vem nos despertar sobre a importância de conhecermos bem Jesus, de nos tornarmos íntimos Dele! Se não nos aprofundarmos no conhecimento a Jesus, ficamos apenas na superficialidade da fé, não vamos entrar na dinâmica do Reino.

O texto nos diz, que Jesus, no desejo de saber se o povo e os seus discípulos, já haviam entendido o seu messianismo, pergunta-lhes: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?”

Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, é muito fácil responder em nome do outro, não compromete!

Já quando esta mesma pergunta, é voltada diretamente para os discípulos, vem o silêncio.

Desta vez, a pergunta requer uma resposta pessoal, e uma resposta pessoal, exige comprometimento!

Pedro foi o único que respondeu esta pergunta de Jesus, e respondeu com total firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.”

A resposta de Pedro agradou a Jesus, pois Ele sabia que esta afirmação, não vinha de outros, era fruto da sua convivência com Ele e da inspiração de Deus.

Todos nós também, podemos dar testemunho de fé na Palavra de Jesus e afirmar que a nossa Igreja Católica foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e com o poder do Espírito Santo, por isso, “o poder do inferno nunca poderá vencê-la”.

Por esta profissão de fé, pelo poder do Espírito Santo que Pedro identificou Jesus como o Messias, o Filho de Deus vivo, recebeu então o poder e a autoridade para chefiar a Sua Igreja, como pastor do rebanho de Deus aqui na terra. Pedro é, portanto, a pedra sobre a qual Jesus edificou a Sua Igreja e lançou os Seus fundamentos. Sendo assim, podemos estar firmes de que o sucessor de Pedro age também com o poder do Espírito Santo e tem plena convicção diante de Deus e daquilo que lhe é inspirado.

Nós somos a Igreja, e o Espírito Santo é quem nos motiva, inspira e convence a continuarmos firmes na fé em Jesus Cristo e na assistência que Ele dá àqueles a quem convoca.

O Evangelho também nos esclarece que só o Espírito Santo pode nos revelar a verdadeira identidade de Jesus e a vontade do Pai para a nossa vida. Quando somos inspirados pelo Espírito Santo nós também nunca nos enganamos e temos sabedoria para discernir todos os desafios que nos são propostos pela Palavra de Deus.

A Palavra de Deus nos interpela, nos questiona e nos motiva também a compreender quem somos nós e qual o nosso papel na edificação do reino de Deus. Somos pedras vivas na construção desta Igreja, e através dela o Pai nos revela o Seu amor e nos orienta na caminhada aqui na terra.

Este episódio chama a nossa atenção para a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus! Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, afirmar que conhece Jesus, implica em comprometimento com a sua causa!

Olhando a escolha de Pedro, como o alicerce da Igreja de Jesus, podemos perceber, que Jesus edificou a sua Igreja sobre a fragilidade humana! Jesus não edificou a sua igreja a partir de homens considerados grandes pelo o mundo, mas sobre Pedro, um homem frágil, sujeito a falhas, que hoje representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores!

Escolhendo Pedro para a liderança da sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana! Pedro era de um temperamento extremamente forte, Jesus sabia que mais tarde, ele o negaria, mas, mesmo assim, confiou no seu dinamismo, na sua fidelidade!

A escolha de quem conduziria a barca de Jesus, não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, dotado de virtudes e defeitos, como qualquer um de nós, o que nos mostra, quão é grande a diferença entre os critérios dos homens e os critérios de Deus; os homens escolhem pessoas capacitadas para os cargos de lideranças, enquanto que Deus capacita àquele que Ele escolhe.

Cada um de nós, portanto, tem uma missão muito especial aos olhos de Deus e é um instrumento Seu para a concretização do Seu Plano para a humanidade. Assim como conscientizou a Pedro da sua missão aqui na terra, Jesus quer nos direcionar para que sejamos fiéis ao Projeto do Pai através de nós e, também, nos dá a chave do Seu Amor que abre a porta dos corações a quem Ele quer conquistar por nosso intermédio.

Nosso Deus e nosso Pai, perdão, perdão por meus pecados e pelos pecados do mundo.

Obrigado Senhor, por tudo que sou, por tudo que tenho, pois é por vós Senhor, que sou e tenho!

Irmãos e irmãs, que possamos ser como Pedro, pecador, mas aberto à inspiração do Espírito Santo para nos iluminar e podermos caminhar alicerçados pela Palavra de Deus em nossas vidas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 30/Jun/18

Liturgia Diária 30/06/18 (Sábado):
Lm 2,2.10-14.18-19 – Sl 73(74),1-2. 3-4. 5-7. 20-21 (R. 19b) – Mt 8,5-17

SENHOR!, EU NÃO SOU DIGNO DE QUE ENTREIS EM MINHA MORADA.

Bom dia. Este Evangelho narra a cura do empregado do oficial romano e da sogra de Pedro.

Nos chamam a nossa atenção a fé e a humildade do oficial, resumidas na sua frase: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. Junto com Jesus, a Igreja expressa a sua admiração à atitude desse oficial, repetindo a sua frase em todas as Missas, na hora da Comunhão.

Ele tinha tanta certeza da divindade de Jesus e do seu poder sobre as doenças, que achava que apenas uma palavra de Jesus já devolveria a saúde ao seu empregado.

A fé é o segredo da felicidade. Quem tem fé “tira de letra” todas as dificuldades e obstáculos que aparecem na vida. Quem tem fé sabe que uma doença, por mais grave que seja, para Deus é um grãozinho de areia. A fé é uma graça que Deus dá a quem ele quer, do Oriente ou do Ocidente, do Norte ou do Sul. Jesus se referiu aos pontos cardeais, para dizer, primeiro, que todas as pessoas do mundo recebem as graças suficientes para ter fé, esperança e caridade, e para se salvar. Deus ama a todos e não faz distinção de qualquer espécie entre as pessoas.

Segundo, para dizer aos judeus que eles não eram o povo privilegiado de Deus, como pensavam. Não existe povo privilegiado diante de Deus. Simplesmente, Israel recebeu a missão de preparar a vinda do Messias, só isso. A fé é uma graça que Deus dá a todos os seres humanos indistintamente, sem nenhuma restrição em relação à raça, ao país ou a qualquer outra distinção.

Quem tem fé faz como o oficial fez: vai atrás de Jesus, expõe o seu problema e acredita que Jesus quer e pode resolver, portanto vai resolver. Por isso, quem tem fé não entra em pânico, não se revolta, não desilude, não alvoroça, não perde a alegria nem a esperança, mesmo nas situações mais desafiadores, pois sabe que nenhum problema é maior que Deus. Ter fé é muito mais que acreditar com a cabeça; é acreditar com o corpo inteiro; por isso já dá o primeiro passo no novo caminho que pediu a Deus. Mas, é claro, ter fé é seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós.

“A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). É caminhar “como se visse o invisível” (Hb 11,27).

O exemplo de Moisés, na travessia do Mar Vermelho, nos mostra bem o que é fé: “Moisés estendeu o bastão sobre o mar e durante a noite inteira o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte, fazendo recuarem as águas… E assim os hebreus puderam atravessar” (Ex 14,21-22). Dá impressão que no início as águas não se afastavam, mas Moisés ficou firme, com o seu bastão estendido sobre o mar. Deus quer que nós mostremos a fé nele, mesmo sem ver uma resposta imediata. Em vez de uma noite, ele pode demorar dias ou até anos para nos atender. Mas se permanecermos com o nosso bastão estendido, ele se manifesta e, com toda a certeza, separará as águas.

Nós queremos crescer na fé, porque dela nasce a esperança, e das duas nasce a caridade. Assim, vivendo as três virtudes teologais, seremos certamente felizes, agora e por toda a eternidade.

 

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs, já notaram que muitos se esquecem da segunda parte deste Evangelho? Da segunda cura de Jesus? Será que existe um bloqueio apenas porque era a cura da sogra de Pedro?

Tirando a brincadeira, é real, muitos se esquecem deste momento, mas, sinceramente, eu não posso esquecê-lo, pois, este é parte integrante da minha Fé: ser curado, levantar e cumprir a missão do Senhor.

Quantas vezes estamos doentes, com algum tipo de dificuldade, seja, financeira, espiritual, relacionamento conjugal, filial, amizade, pastoral, de serviço e de saúde, e por razões justificadas, nos acamamos ou nos afastamos para sermos curados ou resolvermos os nossos problemas?

Todos nós estamos fadados a algum momento termos dificuldades, mas, a sogra de Pedro nos dá uma grande lição daquilo que devemos fazer: ter Fé em Jesus, pois, se não fosse a Fé, ela não teria sido curada.

A sua próxima decisão dela, é um grande diferencial de um verdadeiro cristão daquele que só sabe pedir enquanto precisa e depois de receber o que necessitava, se esquece até mesmo de agradecer: levantar, se colocar à disposição. Essa é atitude que devemos ter, todos os dias, a todos os momentos, sempre que assim formos chamados: seja dentro de nossa família, no nosso serviço, na nossa roda de amizade, nas nossas pastorais, com os nossos vizinhos.

Mas a sogra de Pedro não parou apenas no levantar-se e colocar-se à disposição, não, ela foi além, ela foi no âmago do ensinamento de Jesus que é cumprir a missão que foi nos dada. Não é apenas levantar e ficar parado, não é apenas falar que vai fazer e se desmotivar, não é apenas aceitar a missão e desistir por causa das dificuldades. Nós temos que ir além, nós temos que ir onde nosso coração deseja e não onde nossos olhos apenas nos levam para um caminho suave.

 

Certa vez, em um mosteiro, um noviço chegou para o mestre e disse:

— Padre mestre, penso que não tenho vocação. Não consigo guardar na memória o que leio na Bíblia, nem as palestras do senhor.

O mestre não respondeu imediatamente à questão. Apenas disse ao jovem:

— Pegue aquele cesto de junco, desça ao riacho, encha-o de água e traga aqui.

O noviço olhou para o cesto, todo furado e sujo, e achou muito estranha a ordem. Mas obedeceu. Desceu ao riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Quando chegou até o mestre já não havia água, pois se escorreu toda pelos buracos.

O mestre lhe pediu que repetisse a viagem. O noviço voltou ao riacho, afundou o cesto na água, encheu-o e veio trazendo. Mas novamente chegou com o cesto vazio. Então o mesmo perguntou:

— Meu filho, o que você aprendeu?

O rapaz respondeu na hora:

— Que cesto de junco não transporta água.

O mestre lhe disse:

— Olhe para o cesto. Vê alguma diferença?

O noviço olhou e disse com um sorriso:

— Vejo que o cesto, que antes estava todo sujo e empoeirado, agora está limpo. Se a água não chegou aqui, pelo menos lavou o cesto!

O mestre concluiu:

— Nada importa que você não consiga guardar na memória os textos bíblicos e as palestras; o importante é que a sua vida fique limpa diante de Deus.

Em relação ao Evangelho de hoje, podemos dizer também: Importa obedecer às Leis de Deus, mesmo que não as entendamos na hora. Deus, o legislador, é mais inteligente que nós, e sabe que seus mandamentos, se não transportam água, pelo menos lavam o cesto.

Isabel elogiou a fé da sua prima Maria: “Feliz aquele que acreditou, pois aquilo que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45). Maria nunca vacilou na fé, nem na hora mais difícil, que foi a cruz. Que ela nos ajude a crescer na fé.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 29/Jun/18

Liturgia Diária 29/06/18 (Sexta):
2Rs 25,1-12 – Sl 136(137),1-2. 3. 4-5. 6 (R. 6a) – Mt 8,1-4

JESUS ESTENDEU A MÃO, TOCOU NELE E DISSE:
“EU QUERO. FICA LIMPO”.

Bom dia.

“Este Evangelho narra a cura de um leproso por Jesus.

A cena é breve, mas sua mensagem é importante: o poder de Deus age em Jesus de maneira visível. Basta que Jesus queira, os leprosos são curados. E do mesmo modo, são curados todos os outros que O buscam por causa de diferentes doenças físicas ou espirituais.

Aquele leproso já ouvira dizer que Jesus curara outros leprosos. Por isso foi ao encontro Dele, e pondo-se de joelhos, disse:

“Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Mt 8, 2cd).

Notemos o que o leproso desejava: “ser purificado”.

O que queria dizer?

A lepra, segundo a Lei, era motivo de impureza ritual. Um leproso jamais poderia participar de ritos religiosos enquanto não fosse curado. Ele devia se manter separado da comunidade. Ora, além da doença, isto era a morte social de toda pessoa contaminada pela lepra. Era um sofrimento a mais.

Jesus, sem segregar o leproso, curou-o, e, ao mesmo tempo, purificou-o.

Segundo a Lei, somente faltava ao leproso cumprir o restante da prescrição para seu caso: uma vez curado devia apresentar-se aos sacerdotes, que, vendo-o sem lepra, o declaravam limpo e pronto para retomar sua vida em sociedade. Podia voltar para sua família, podia frequentar a sinagoga aos sábados, podia ir em peregrinação a Jerusalém.

Tudo isto foi possível àquele homem porque Jesus o purificou.

A aplicação simples deste fato exemplar para nós está em reconhecermos, diante de Jesus, que somos doentes espiritualmente quando pecamos. Se Lhe dissermos: Senhor, se queres, tens o poder de me purificar. Jesus, que em primeiro lugar deseja nossa purificação, toma a iniciativa de nos consolar, purificando-nos de todos os pecados. Assim retornamos à união com Deus, ao Reino de Deus e merecemos um dia chegar à Vida Eterna com nossa Ressurreição.

E isto Jesus realiza no momento em que participamos dos sacramentos, de modo especial do da reconciliação numa confissão sincera de nossos pecados.

Longe de nós imaginar que Jesus não deseja nossa cura espiritual.

Tenhamos toda confiança e toda a liberdade de irmos até Ele.

E o resultado nos dará aquela imensa alegria que o leproso curado experimentou: voltou para o meio do Povo Eleito, curado e purificado.”

Esta reflexão tem em sua autoria, o Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 28/Jun/18

Liturgia Diária 28/06/18 (Quinta):
2Rs 24,8-17 – Sl 78(79),1-2. 3-5. 8. 9 (R. 9b) – Mt 7,21-29

VIRTUDES NECESSÁRIAS:
TER A VIDA HONESTA A INTEGRIDADE NA FÉ.

Bom dia. Com a afirmação de Jesus no Evangelho de hoje, ficamos impressionados, pois Ele não nos deixa dúvidas: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus”.

Meus queridos amigos e amigas, esta afirmação nos pede e nos impele a termos responsabilidade perante a nossa condição de cristãos, ao mesmo tempo que, sentimos a urgência de dar bom e verdadeiro testemunho da fé. Edificarmos a nossa casa sobre a rocha se mostra em uma imagem nítida, nos convidando a valorizarmos o nosso compromisso de fé, que não pode apenas se limitar em belas palavras, mas sim, fundamentá-las na autoridade de nossas obras, e que estejam impregnadas pela caridade.

A palavra nos dita hoje, é tão clara, tão firmada na caridade, que manifesta a autoridade de Jesus e desperta o assombro dos seus concidadãos, e a nossa também: “As multidões ficaram admiradas com o seu ensinamento. De fato, ele ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas”.

Meus amigos e amigas, a nossa prece e contemplação no dia de hoje, categoricamente, deve vir acompanhada por uma séria reflexão:

— Como estou falando e agindo na minha vida de cristão?

— Como estou concretizando o meu testemunho?

— Como estou concretizo o mandamento do amor na minha vida pessoal, familiar, laboral, etc.?

Não é saber a Palavra de Deus de cor e salteado, não é recitar e proclamar belas palavras e nem as nossas orações sem compromisso e sem profundidade que contam, mas, o conjunto do trabalho por viver segundo o Projeto de Deus. A nossa oração deveria expressar sempre o nosso desejo de obrar o bem e o nosso pedido de ajuda, uma vez que reconhecemos a nossa debilidade.

Por isso, que toda vez que leio ou ouço esta passagem, da casa sobre a rocha, eu me lembro da estorinha dos três porquinhos e da Thaís Germano – boa conversa a nossa sobre esta passagem. Mas voltando, sempre que posso, sempre usei, uso e sempre usarei esta ligação para compreender ainda mais o que Deus quer me falar. Vejamos:

— O primeiro porquinho construiu a sua casa de palha.

Ele sabia ser necessário um lugar para se proteger, mas como dava mais importância às coisas do mundo, construiu a sua “casa” o mais rápido possível. Veio o “lobo mal” e a derrubou.

— Na passagem bíblica, as primeiras tentações foram a chuva e a enchente.

A chuva representa o que os nossos olhos veem no mundo, e se não formos corretos, iremos também querer desfrutar aquilo que o mundo nos oferece.

As enchentes representam os nossos pés, as nossas pernas, o nosso caminhar. Se não nos detivermos na Palavra de Deus para nos alicerçar naquilo que serve para nos edificar e nos converter, os nossos “pés” nos levarão por caminhos que servem apenas para nos destruir, a nós e a nossa família.

Se estamos “cegos” e nossos “pés” não sabem para onde vão, pergunto: onde vamos parar?

— O segundo porquinho construiu a sua casa de madeira.

Ele sabia ser necessário um lugar para se proteger, e como já tinha aprendido com a experiência do seu “próximo”, tentou fazer algo um pouco melhor, mas como não tinha profundidade do ensinamento e nem quis saber algo a mais, veio o “lobo mal” e a derrubou.

— Na passagem bíblica, a próxima tentação é a ventania.

Vento que vem de todas as direções, com o simples desejo de nos derrubar, de mostrar ao mundo que não adianta sabermos falar das coisas de Deus, orarmos, cantarmos, trabalharmos, se no nosso interior, não existe Deus a nos guiar. Não adianta falarmos “Senhor, Senhor”.

Se apesar de termos o conhecimento da Palavra, mas o nosso coração está vazio, qualquer vento que nos toque irá nos derrubar.

— O terceiro porquinho construiu a sua casa de tijolo.

Ele sabia ser necessário um lugar para se proteger. Ele teve como aprendizado a vida de seus “próximos” e resolveu se aprofundar ainda mais nas coisas que realmente valiam a pena. “Perdeu” – ganhou – um pouco mais de tempo em procurar como fazer uma casa melhor e mais forte. Veio o “lobo mal” e não conseguiu a derrubar.

— Na passagem bíblica, é representada pela casa sobre a rocha.

Casa forte, que é alicerçada na Palavra de Deus.

Pode vir a “chuva”, mas os nossos olhos sempre se voltarão para as coisas de Deus.

Pode vir as “enchentes”, mas os nossos pés sempre retornarão ao caminho de Deus.

Pode vir as “ventanias”, mas o nosso corpo sempre estará disposto a se levantar e permanecer firme na Palavra de Deus.

Se lembram da Thaís? Nesse momento ela me pergunta:

— Uai, e lobo mal, ele não tenta entrar na casa pela chaminé?

Verdade, o “lobo mal” irá tentar entrar em nossa casa pela chaminé, mas aí, cabe a nós ferver a Água do Batismo em nosso ser e acender o Fogo do Espírito Santo em nossas palavras e ações, que quando o “lobo mal” vier, ele irá sair “voando” de nossas vidas, pois, em nossa casa, está presente o Senhor Jesus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 27/Jun/18

Liturgia Diária 27/06/18 (Quarta):
2Rs 22,8-13; 23,1-3 – Sl 118(119), 33. 34. 35. 36. 37. 40 (R. 33a) – Mt 7,15-20

LOBO EM PELE DE CORDEIRO, É RECONHECIDO PELAS SUAS OBRAS, NÃO PELAS SUAS FALAS.

Bom dia.

— Que tipo de fruto estou sendo em minha Comunidade?

— Será que não estou sendo um lobo feroz em minha Família?

Olha, em muitas das minhas reflexões desta passagem, eu normalmente a comparo com a “Mancenilheira da Areia” ou “Mancenilheira da Praia”. Talvez nem todos a conhecem, mas é uma árvore que tem o singelo apelido de “ÁRVORE DA MORTE”. Isso mesmo, tem um nome bem sugestivo. Vejam as fotos para terem o conhecimento e o cuidado.

 

 

 

Agora, vamos ver se conseguimos associarmos esta árvore com o texto bíblico de hoje e com a nossa realidade?

Vejamos, a mancenilheira, é uma árvore imponente, com uma sombra convidativa e com um fruto saboroso. Só que, com todos estes atrativos, tem uns “porquês” que tornam esta árvore tão perigosa.

PRIMEIRO: ela irá chamar a sua atenção por ser uma árvore grande, bonita, galhos fortes que se estendem em uma grande área, mas, caso se encoste em seus galhos, poderemos nos queimar.

SEGUNDO: como a sua área é bem grande, logicamente, teremos uma sombra maravilhosa a nos proteger do sol, da chuva, nos dando um refúgio do calor abrasivo ou da torrente de água que cai do céu, mas, se estivermos à sua sombra ou nos protegendo da chuva, com o contato da seiva com a água chuva a nos molhar, estaremos fadados a termos em nosso corpo várias erupções cutâneas graves.

TERCEIRO: a sua fruta, que se parece com uma pequena maçã verde, é saborosíssima, que irá nos aliviar do calor e da fome, mas, o melhor tem que vir por último, não é mesmo? Caso venhamos a comer a fruta, que como já disse, tem um sabor muito bom, depois de algum tempo, esta pequena maçã, pode causar vômitos e diarreia tão severos que desidratam o corpo até um ponto em que não há mais cura.

E então, já conseguem ver a singularidade entre a “mancenilheira” com nós, que somos “lobos” em pele de cordeiros?

Nós somos muitas vezes como os galhos desta árvore. Mostramos aos outros que somos imponentes, importantes, vistosos em nossa comunidade, onde trabalhamos muito, aparecemos demais, sempre somos vistos em primeiro lugar em quase tudo que acontece em minha pastoral, em meu grupo, …, só que, como não tenho nestas atitudes a caridade e humildade de um bom cristão, estarei “queimando” a muitos que chegam perto de mim, pois só o “meu querer” que é importante.

Nós somos muitas vezes como a seiva desta árvore. Falo coisas que não tenho em meu coração, digo palavras bonitas cheias de emoção, como os fariseus, somente da boca para fora, e quando as pessoas estão comigo, elas estarão com feridas abertas em todo o seu ser, pois a profundidade de minhas palavras são para que eu consiga apenas o que eu quero, e não o bem comum.

Nós somos muitas vezes como o fruto desta árvore. Conseguimos enganar os que estão ao nosso lado, fazendo que acredite em todas as coisas que falamos, e até que realizem as coisas da forma que eu quero, e quando conseguimos ver a verdade, já estamos “à beira da morte”, pois nossos “amigos” já não estão conosco, já não sou bem-vindo em minha família, estou longe de Deus, que é o meu refúgio.

— Querem conhecer que tipo de fruto você é?

— Querem conhecer que tipo de fruto eu sou?

Primeiro, olhem para si, para mim e para os outros com os olhos do Espírito Santo;

Segundo, vejam qual é a sua fala, a minha fala e a fala dos outros sobre algo em que não concordamos;

Terceiro, vejam qual é a sua reação, a minha reação e a reação dos outros quando acontece algo de ruim em nosso meio.

Peçamos a Deus, que nos dê o discernimento para cada um de nós, em nossa casa e em nossa comunidade, que ninguém se deixe enganar vendo os maus frutos dos falsos profetas. Que tenhamos a coragem de sermos a “verdade” de Cristo e frutos do seu amor.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 26/Jun/18

Liturgia Diária 26/06/18 (Terça):
2Rs 19,9b-11.14-21.31-35a.36 – Sl 47(48),2-3a. 3b-4. 10-11 (R. Cf. 9d) – Mt 7,6.12-14

A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA. A ESCOLHA É SUA, POIS,
UMA TE LEVA PARA A VIDA A OUTRA PARA O SOFRIMENTO.

Bom dia. Na Palavra de Deus nos revelada hoje, podemos observar três regras ou conselhos, que nos foram dados por Jesus. Mas será que somos capazes, além de observar estas “lições”, vivenciá-las em nosso dia-a-dia? Vejamos.

1ª LIÇÃO: “… não atireis vossas pérolas aos porcos …”.

Quantas vezes tentamos conversar com pessoas, mostrar o que a Palavra de Deus nos ensina, o que os Documentos da Igreja nos orientam, e parece que estamos apenas jogando “palavras” porta a fora. Onde que tudo o que nós dizemos, ela distorce e coloca apenas como a sua forma de ver. E não estou dizendo isso sobre outras denominações religiosas não viu, pois, se olharmos pelo outro prisma, diante daquilo que elas acreditam, nós também não aceitamos. Estou dizendo isso, para nós que somos católicos e que “vivemos” dentro da Igreja Católica. Nos parece que, muitas das vezes, àqueles que estão à frente ou que tem algum entendimento “maior” do que a maioria, começa a se interessar mais pelas suas próprias “palavras” do que pela “Palavra” de Deus. Não foi assim com Jesus? Quanto mais Ele falava com os doutores da lei e com os fariseus, menos eles se interessavam pelo ensinamento. Tentavam manipular as palavras de Cristo para usá-las contra Ele. E não é assim que vemos muitas vezes em nossas comunidades? Por isso, com esta lição, Jesus nos ensina que devemos manter a Fé e perseverar na paciência, pois a conversão pode aparecer a qualquer momento.

2ª LIÇÃO: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”.

Esta lição de Cristo para nós, é bem complicada, pois normalmente, quando não gostamos de uma pessoa, nós nem dirigimos as nossas palavras a ela. Ou ficamos em silêncio ou cortamos até o caminho para não a encontrar. Ainda mais, fazer algo a ela que seja bom. Mas que tenhamos a compreensão sobre isso, pois não é apenas desejar algo que seja de “bom”, mas que este desejo seja conforme a vontade de Deus. Se não for assim, não estaremos cumprindo a Lei e os Profetas. Se não fizermos o bem para o outro, independente de quem seja, a “perfeição” que Deus espera de nós nunca será encontrada e realizada. Devemos aprender, que com o mal feito a nós, apesar da dor e tristeza, devemos dar ao outro, aquilo que gostaríamos que ele fizesse a nós, que é o amor, o carinho, a ajuda, a escuta.

3ª LIÇÃO: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida!”

Jesus nos ensina com esta lição, algo que devemos realmente ter em nosso modo de viver, em nossas ações, em nossas palavras, em tudo o que fazemos. Ele nos deixa bem claro, e não nos esconde ou nos “engana” com palavras bonitas que o Reino de Deus é para todos, sem distinção. Não. Para se entrar no Reino de Deus, existe sim a distinção entre duas pessoas:

— Aquelas que querem entrar no Reino de Deus com os seus pecados, com os seus vícios, com as suas imperfeições religiosas – são as que escolhem o caminho mais fácil e espaçoso e que leva a perdição;

— Mas tem as outras pessoas, que aceitam realmente, todas as condições para se salvarem – são as que sabem que o caminho escolhido é mais difícil e com a porta estreita, mas que leva a salvação.

Sendo assim, Jesus nos diz que não adianta de forma “forçada” queremos entrar no Reino de Deus. Não existe uma passagem paga, um certificado de conclusão, um diploma de doutorado das coisas de Deus, pois a nossa ida para o Reino de Deus é conseguida na forma de como vivemos a nossa vida, no dia-a-dia, a todo momento. É sabermos que quando cairmos diante das tentações, sabermos sermos humildes em reconhecer e novamente nos levantar e nos pôr a caminho.

É triste saber que muitos de nós conhecem o caminho para se chegar ao Reino de Deus, mas que estas mesmas pessoas se condenam, pois, conseguem apenas “se ver”.

Portanto, aprendamos a escolher o melhor, como Jesus mesmo escolheu: o amor ao próximo.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 25/Jun/18

Liturgia Diária 25/06/18 (Segunda):
2Rs 17,5-8.13-15a.18 – Sl 59(60), 3. 4-5. 12-13 (R. 7b) – Mt 7,1-5

CONSEGUIMOS VER O CISCO NO OLHO DE NOSSO IRMÃO?
E NO NOSSO, CONSEGUIMOS?

Bom dia.

— NÓS temos o direito de termos a nossa opinião e ninguém tem nada a ver com isso.

— Eu penso assim e é assim que tem que ser, pois eu não vou mudar a minha forma de pensar.

— Se quiser ficar chateado que fique, não estou nem aí!

— Eu estou certo e você está errado. Você é tão “burro” que não está vendo aí na sua frente. Olha aí!!!

CALMA, NÃO SOU EU FALANDO…

MAS SERÁ QUE NÃO SOU EU MESMO?!

Nós temos essa atitude de dizer a “verdade” para os outros, mas nos esquecemos de colocar essa mesma “verdade” a nós mesmos. Sempre sou eu que tenho a razão sobre determinado assunto e quando alguém faz algo de diferente de mim, começo a julgá-lo como se fosse o mais correto de todos e de tudo. Como sou hipócrita!

É verdade, eu tenho a minha opinião, uma forma de ver as coisas, a minha “verdade” da vida, …

Só que eu sempre me esqueço, que o outro também tem a sua opinião, a sua forma de ver as coisas, de ter a sua “verdade”

Jesus nos mostra que: “Sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes e com a mesma medida com que medirdes”.

Assim, Ele nos mostra que Deus é justo, pois Ele, Deus, irá nos medir com a mesma medida com que medimos o comportamento dos outros, – e aí vem a “pancada” – Ele irá nos julgar no Juízo Final, utilizando o mesmo julgamento que EU, VOCÊ, NÓS, julgamos os outros. Em outras palavras, grave bem eu sua mente, em seu coração e principalmente em sua boca: não é Deus quem nos mede ou julga; somos nós mesmos.

E agora?

Como posso encontrar em mim mesmo uma forma de corrigir este erro que é tão frequente em minha vida?

Como posso eu, me livrar do julgamento injusto que faço das outras pessoas e que, com certeza, vai voltar para mim mesmo?

Como posso eu, me livrar desta medida errada, injusta e por muitas vezes cruel que faço das outras pessoas?

Primeiramente, devemos realmente acreditar em Deus. Termos Fé.

Depois, como acredito Nele, ter a consciência de que Deus não é injusto, e que, quando Ele for nos medir irá usar as nossas próprias medidas e o nosso próprio julgar. Então, se sou injusto, serei julgado com injustiça.

Ah, mas Deus é misericordioso e sempre irá nos perdoar!

Isso também é verdade, só que para isso acontecer, devemos reconhecer, aceitar os nossos erros. Depois, pedir de coração limpo e sincero, perdão a quem nós julgamos erradamente.

Jesus nos deixou bem claro, que devemos nos converter de corpo e alma.

Ainda nos adverte, que todas as vezes que julgamos mal os outros e que incentivamos ainda uma certa “punição” vinda de Deus – Deus vai te castigar; espero julgo de Deus; aqui se faz aqui se paga –, seremos nós, assim, julgados e punidos por Deus.

Minhas amigas e meus amigos, tudo o que queiramos dos outros precisamos também vivenciar em nós mesmo. Normalmente, nós nos acostumamos a cobrar das outras pessoas coisas que desejaríamos também realizar e não conseguimos, e além disso, quando olhamos para o outro e logo “enxergamos” as suas falhas, nós, inconscientemente, estamos descobrindo, também, as nossas limitações. É por isso, que o erro do outro desperta tanto a nossa atenção e tem tanto peso para nós.

A nossa maneira de julgar torna-se, então, um motivo para que sejamos também julgados.

A começar em mim, é para nós a receita para os nossos julgamentos. A rigidez com que olhamos para os defeitos dos outros, deve ser adotada para com os nossos pecados também, pois, na mesma medida em que medimos as ações dos outros, também seremos medidos.

Precisamos estar conscientes de que todos nós temos limitações e precisamos de ajustes. Todos nós temos a capacidade para grandes transformações, assim sendo, precisamos ajuizar somente a nós e às nossas atitudes com o intuito de melhorar nas nossas relações com os nossos irmãos.

“Portanto, antes de chegarmos à hora de nossa morte, arrependamo-nos por ter agido assim. E mais ainda: passemos a viver de maneira justa e honesta em relação à opinião que temos dos outros, para não sermos condenados no Juízo Final”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 24/Jun/18

Liturgia Diária 24/06/18 (Domingo):
Is 49,1-6 – Sl 138(139),1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a) – At 13,22-26 – Lc 1,57-66

JOÃO É O SEU NOME… E O SEU?

Boa noite. Para começar a nossa reflexão do evangelho de amanhã, domingo, gostaria de lhe perguntar:

— Qual é o seu nome?

— O que ele representa?

— O que sua mãe e seu pai pensaram ao colocar esse nome em você?

— Você gosta do seu nome?

A história judaica é cheia de simbolismos, inclusive nos nomes dados as pessoas. Zacarias era sacerdote e muito respeitado, deveria ele conservar a tradição sacerdotal colocando no seu filho o seu nome.

— Mas o que aconteceu?

Ao ser impelido pelo anjo que Isabel teria um filho em tenra idade, colocou-se em posição de dúvida sendo assim sentenciado a ver os fatos, sem poder falar uma só palavra. A mudez pela falta de fé calava Zacarias.

O plano de Deus estava acontecendo e forçadamente Zacarias não podia falar. Talvez a imagem de contemplação apenas com os olhos fosse frustrante, visto que aquele homem nasceu e fora impelido de anunciar as boas obras de Deus.

Ao sugerir um novo caminho, Deus começa pela mudança de paradigmas, pela quebra de um modelo predeterminado. Aquela criança precisaria outro nome e outro regime de vida. Não seria o sacerdote urbano como seu pai, mas alguém que clamaria no deserto; alguém que denunciaria novamente as arbitrariedades contra Deus e contra o povo; alguém que futuramente seria declarado como o maior dos homens nascidos.

— Quantas pessoas veem o plano de Deus sendo executado apenas com os olhos?

— Quantos, como Zacarias, não querem romper seus paradigmas, modos, atitudes e dar um novo caminho ou oportunidade a suas vidas?

“(…) O nascimento de João Batista nos mostra a atuação de Deus na história e que nem sempre entendemos esta atuação ou os nossos projetos são os mesmos dele. Quando existe discordância entre a vontade de Deus e a nossa vontade, nós nos tornamos limitados e incapazes de viver plenamente na graça divina e de comunicar esta graça aos nossos irmãos e irmãs, mas quando a nossa vida é conforme a vontade de Deus, a graça divina atua em nós, a mão do Senhor está conosco e a nossa boca se abre para anunciar suas maravilhas e proclamar os seus louvores”.

Reconhecer que temos muito ainda por crescer é tomar uma atitude como fez Zacarias ao escrever no pedaço de tábua o nome que Deus escolheu. Nossa fé não está no óbvio, mas no improvável. Nossa Igreja nos impulsiona a ver um mundo que precisa de gente proativa, destemida e empreendedora.

“(…) Talvez algum de nós possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. Mas é precisamente por ti que Deus espera! Só te pede a coragem de ires ter com Ele”. (Papa Francisco)

Certa vez enquanto apanhava para aprender a usar o WhatsApp, copiei uma frase instigante e que para mim naquele momento foi uma atitude de mudança que precisava em minha vida: “Esporte radical é ser cristão! Muita adrenalina! Quem tem medo pula fora!”

E essa mudança, me fez ser mais perseverante ainda, quando li em Filipenses 3, 14-16, o seguinte: “(…) Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”.

Quem dera se conseguirmos ser uma pequena fração do que foi João Batista nos dias de hoje. Ele, João, era um homem de grandes contrastes: vivia o silêncio do deserto, mas, de lá mesmo moveu as massas e as convidava com voz convincente à conversão; era humilde para reconhecer que ele é era tão somente a voz, não a Palavra. Não tinha medo de falar e era capaz de acusar e denunciar as injustiças até mesmos aos reis. Convidava seus discípulos a irem até Jesus, e não rejeitava conversar com o rei Herodes enquanto está em prisão, posto ali por ele.

Silencioso e humilde, mas também valente e decidido até derramar o seu próprio sangue. João Batista era e é um grande homem! O maior dos nascidos de mulher, assim dissera o próprio Jesus; mas, somente era o precursor de Cristo.

Talvez o segredo de sua grandeza esteja em sua consciência de saber-se elegido por Deus; assim o expressa o evangelista: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.” (Lc 1,80).

Toda sua infância e juventude estiveram marcadas pela consciência de sua missão: dar testemunho; e o fez batizando a Cristo no Rio Jordão, preparando para o Senhor um povo bem disposto e, ao final de sua vida, derramando seu sangue em favor da verdade. Com nosso conhecimento de João, podemos responder à pergunta de seus contemporâneos: “Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele”. (Lc 1,66).

Meus queridos, todos nós, pelo batismo, fomos escolhidos e enviados a dar testemunho do Senhor. Em um ambiente de indiferença, João Batista é modelo e ajuda para todos nós. Santo Agostinho nos diz: “Admira a João o quanto seja possível, pois o que admiras aproveita a Cristo. Aproveita a Cristo, repito, não porque lhe ofereces alguma coisa a Ele, e sim para que tu possas progredir Nele”.

Em João, suas atitudes de Precursor, manifestadas na sua oração atenta ao Espírito, em sua fortaleza e sua humildade, nos ajudam a abrir horizontes novos de santidade para nós e para nossos irmãos. Não fiquemos calados diante à verdade! Cada um tem um nome e uma missão! Assuma!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 23/Jun/18

Liturgia Diária 23/06/18 (Sábado):
2Cr 24,17-25 – Sl 88(89),4-5. 29-30. 31-32. 33-34 (R.29a) – Mt 6,24-34

NINGUÉM PODE SERVIR A DOIS SENHORES: POIS, OU ODIARÁ UM E AMARÁ O OUTRO, OU SERÁ FIEL A UM E DESPREZARÁ O OUTRO

Bom dia. Meus irmãos e minhas irmãs, devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais nos será dado por acréscimo. Podemos ver que neste Evangelho, Jesus nos pede duas coisas importantes.

A PRIMEIRA é para não servirmos a dois senhores, isto é, a Deus e ao dinheiro. Ninguém consegue fazer isso, pois acaba pendendo para um dos dois, deixando o outro de lado.

Veja que Jesus usa a palavra servir, não amar. Isso porque nós temos a tendência de separar o dinheiro da fé, dizendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Sendo que “a raiz de todos os males está no amor ao dinheiro. Por causa dele, muitos se afastaram da fé” (1 Tm 6, 10). O dinheiro traz uma felicidade ilusória.

Nós, na nossa malandragem de pecadores, poderíamos dizer que servimos ao dinheiro, mas não amamos a ele, e sim a Deus. Por isso que Jesus coloca a opção, não entre servir a Deus e servir ao dinheiro, mas entre servir aos dois e servir a Deus.

A SEGUNDA coisa que Jesus nos pede é: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.

Um pouco na frente, Jesus irá no pedir para sermos como as crianças. “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10, 15). A criança não se preocupa nem com o passado nem com o futuro. Ela vive o momento presente.

O passado e o futuro devemos jogar nas mãos de Deus. A nossa tarefa é cuidar do momento presente da nossa vida, e ponto final. Isso elimina grande parte das nossas preocupações, pois, mais ou menos 90% delas são, ou com o nosso passado, ou com o nosso futuro. E assim deixamos de lado o principal, que é a dedicação ao momento presente, o único que está em nossas mãos.

“Os pagãos é que procuram essas coisas”.

Isso, porque eles não têm fé, e por isso querem carregar toda a própria vida nas costas, o que ninguém dá conta.

A preocupação exagerada com o ontem ou com o amanhã nos causa stress, justamente porque não temos poder sobre esses dois períodos. E sabemos que a stress se transforma facilmente em depressão, tirando a nossa alegria e felicidade. E o pior: A preocupação exagerada com o passado ou o futuro nos afasta do principal, que é cuidar do momento presente. Se nós, por falta de confiança em Deus, queremos assumir também a parte dele, que é cuidar do nosso passado e do nosso futuro, certamente a nossa cruz se tornará muito mais pesada. E não precisa, porque Jesus disse: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

A lembrança de como Deus nos tem acompanhado até aqui, dá-nos tranquilidade em relação ao nosso futuro. O mesmo Deus que estava ontem comigo, estará amanhã também. Ele não muda, não morre e não trai a si mesmo. A única coisa que ele pede é a nossa confiança, que é fruto do amor.

Vamos deixar o amanhã para amanhã; lá Deus nos orientará. Ele não nos dá esta orientação hoje, porque a nossa memória é fraca e podemos nos esquecer.

Certa vez, um homem estava dirigindo o seu carro numa cidade grande e desconhecida, e se perdeu. Viu um senhor que vinha na calçada, encostou o carro e lhe perguntou: “Por favor, como que eu chego a tal lugar?”

O senhor começou a explicar: “Siga aqui em frente, na terceira travessa vire à esquerda e no segundo farol entre à direita. Você vai chegar a uma pracinha. Lá você…”

Nisso, o homem olhou para o rosto do motorista e percebeu que ele estava tão preocupado e confuso, que já havia se esquecido da primeira explicação. Olhou no seu relógio e lhe disse: “Pode deixar, eu vou com você até lá”.

O motorista deu um sorriso agradecido. O senhor entrou no carro e os dois foram conversando sobre os assuntos do momento. Quando ia chegando onde deviam virar, ele avisava: “Por favor, na próxima vire à esquerda”. O motorista nem precisava olhar as placas das ruas; sua preocupação era apenas com o trânsito, isto é, com o momento presente.

Em nossa vida de peregrinos, Deus é esse nosso acompanhante que sabe o caminho. Ele não nos explica o que vai acontecer amanhã, porque amanhã ele estará conosco e nos dirá na hora certa. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Olhai as aves do céu!”

Peçamos a Maria Santíssima que nos ensine a amar e confiar mais no seu Filho, como ela, que diante do chamado de Deus lhe disse: “Eis aqui a serva do Senhor”!

Meus irmãos, minhas irmãs, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.

Por isso, existe tanta beleza no Evangelho de hoje, tanta poesia e sabedoria no ensinamento de Jesus aos seus discípulos. Mas toda essa beleza só pode ser vista, compreendida e vivenciada, se estiver com o nosso coração aberto a esses ensinamentos de amor.

Não servir ao dinheiro em vez de servirem a Deus; confiar absolutamente na providência divina, sem nos preocuparmos com o que precisaremos comer ou beber; não devemos nos preocupar com o que precisaremos vestir? Isso é ter Fé, Amor, Confiança em Deus e desejarmos uma verdadeira conversão.

Além disso, Jesus nos diz que tais preocupações são vivenciadas pelos pagãos, pois não conhecem a Deus Pai, já nós, o conhecemos e acreditamos:

— Que Ele está no céu;

— Que nos dá o pão de cada dia;

— Perdoa nossos pecados;

— Não nos deixa cair em pecado;

— Nos livra de todo o mal;

— Porque Dele é o Reino e a Glória.

Por Pai temos o Pai de Jesus. Do que teremos medo? Por qual motivo teremos incertezas quanto a nosso futuro?

Acreditar em Deus e em sua providência para nós, não significa, que devemos ficar parados, de braços cruzados, esperando que o “maná” caia do céu e não tenhamos que fazer nada, pelo contrário, acreditar em sua providência, significa ficarmos atentos todos os dias e a todo momento, orando e vigiando.

Experimentemos a Providência divina nos momentos de nossas inseguranças. É desta maneira que aprendemos a depositar só em Deus nossa completa confiança.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 22/Jun/18

Liturgia Diária 22/06/18 (Sexta):
2Rs 11,1-4.9-18.20 – Sl 131(132),11. 12. 13-14. 17-18 (R.13) – Mt 6,19-23

…ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, AÍ ESTARÁ TAMBÉM OS TEUS PENSAMENTOS

Bom dia. Deus sempre vai aceitar as nossas ofertas de dinheiro e vai agradar-Lhe quando damos esmola aos pobres, mas, para que isso seja verdadeiramente reconhecido por Deus como ação realizada pelo coração, é que todo o pecador, quando vier a oferecer o seu dinheiro a Deus, é que Lhe ofereça também a sua alma. Que essa atitude tenha fé e não obrigação. Quando Jesus nos fala “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, Ele quer nos dizer que, tal como damos a César, nas moedas de prata, a sua imagem em efígie, devemos também dar, em nós mesmo, a imagem de Deus. Não foi isso dito na criação? “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”.

Assim como já ouvimos várias vezes Jesus nos dizer, quando formos distribuir dinheiro aos pobres, que ofereçamos a nossa alma a Deus, de maneira que, onde estiver o nosso dinheiro, possa também estar o nosso coração.

De fato, por que Deus nos pede para darmos dinheiro?

Seguramente, Ele, sabe que lhe temos um apreço especial e que não deixamos de pensar nele (dinheiro); Ele, sabe que, onde tivermos o dinheiro, teremos também o nosso coração.

Eis aí, bem claro, o porquê Jesus nos exorta a construir tesouros no céu através de dádivas e graças feitas aos pobres, pois desta maneira, o nosso coração estará se dirigindo e caminhando para onde tivermos enviado o nosso tesouro, de tal forma que, quando o sacerdote nos disser: “Corações ao alto”, possamos responder de consciência tranquila e com o nosso Espírito feliz: “Nosso coração está em Deus”.

E como podemos ter o nosso coração em Deus e juntar estes tesouros no céu?

Isso é simples, viver os ensinamentos do Evangelho; buscar o Reino de Deus em primeiro lugar; acreditar que Deus irá nos ajudar nos momentos de dificuldade.

Bem, isso é o que deveríamos fazer em acreditar e confiar na providência divina, mas sabemos que, infelizmente, não é assim que são as coisas. Nós mesmos não somos assim?

Dizemos que temos Fé em Deus, mas estamos vivendo sempre preocupados, apreensivos demais com o dia de amanhã, sem entregar a nossa vida nas mãos de Deus.

Não estou dizendo que não devamos nos preocupar com os problemas que a vida nos apresenta, mas que devemos sim, termos mais fé em Deus para que tenhamos forças para superar estes mesmos problemas.

Podemos ver, sempre perto de nós, ou em nós mesmos, que estamos vivendo apenas para esta vida, ignorando a vida eterna. Pessoas que só acumulam bens e riquezas, como se fosse viver o resto da sua vida apenas aqui. Tem aqueles que não se divertem; não cuidam da sua saúde; evitam – e evitam mesmo – pessoas abaixo do seu nível para evitarem “pedidos de ajuda”; evitam tudo para evitar os gastos, mas apenas se for investimento.

Quantos de nós hoje, temos uma casa “grande” com vários quartos e banheiros; um, dois, três até quatro carros na garagem; serviço “rentável”; geladeira cheia; …, mas que infelizmente não conseguimos ser felizes, nem conosco mesmo, nem com os outros, nem com Deus?

Somos pessoas que só nos afastamos cada vez mais das coisas da família, dos amigos e da comunidade.

Muitos de nós acabamos morrendo cedo e por não cuidar da saúde, ou por estragá-la em nossas aventuras insanas em busca de mais riquezas, vamos deixar toda a nossa “fortuna” acumulada para outros, que muitas vezes, nem merecem.

Mas achamos que nós é que estamos certos, e quem pensar o contrário é que está errado. Fazer o que?

Olha, podemos ser até boas pessoas, porém, não fugimos à regra geral do apego exagerado às coisas materiais, em detrimento dos valores espirituais. Jesus que dizia muito com poucas palavras, expressou muito bem este estado mental em que nos encontramos. Ele disse: “…onde estiver o teu tesouro, aí estará também os teus pensamentos”.

É dia e noite só pensando na riqueza. É 24 horas de pura dedicação com dois objetivos principais: preservar o que tem e, batalhar para aumentar os lucros e fazer novos investimentos. A nossa vida está se resumindo apenas e tão somente nestes objetivos. O resto em nossa volta não significa absolutamente nada! Que pena para nós!

Mas vou deixar bem claro, não estou dizendo que devemos ignorar o progresso e que todos deveriam ser pobres ou necessitados. Todos nós precisamos dos ricos, pois digo: se não houvesse o “rico” para criar o computador que uso e se não fosse o progresso que faz com que você esteja recebendo esta mensagem agora (PC, Celular, Facebook, WhatsApp), esta pequena reflexão e uma oportunidade de entrar em contato com você, não seria possível.

Essa é apenas uma pequena reflexão sobre o que nos disse Jesus, e não uma condenação àqueles que são “ricos” ou de melhores condições que muitos, mas apenas chamando a atenção para o apego exagerado para com o dinheiro, com a riqueza, e uma consequente indiferença que possa existir para com o Reino dos Céus! Devemos tomar cuidado, pois, quando vier o arrependimento ou o reconhecimento de nossos erros, pode ser tarde demais.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 21/Jun/18

Liturgia Diária 21/06/18 (Quinta):
Eclo 48,1-15 – Sl 96(97),1-2. 3-4. 5-6. 7 (R. 12a) – Mt 6,7-15

A ORAÇÃO DEVE SER UMA CONVERSA ÍNTIMA COM DEUS.

Bom dia. Jesus se preocupa realmente conosco, principalmente na forma que devemos “orar” ao Pai. Ele nos deixa bem claro em sua Palavra hoje, que não é a “altura”, a “forma” ou a “repetição” das palavras que vai fazer a nossa oração chegar à Deus.

— Não adianta nada, falarmos alto quando oramos, se o nosso pensamento é vazio.

— Não adianta nada, repetirmos as palavras quando oramos, se o nosso coração é duro.

— Não adianta nada, falarmos bonito quando oramos, se o que sai de nossa boca não é aquilo que está em nosso espírito.

Deixe-me perguntar:

— Quando você está na sua família e precisa resolver algo com sua esposa, esposo, filhos, como é que você dialoga com eles?

— Você tem mania de gritar?

— Tem mania de falar palavras bonitas como sendo superior?

— Sempre fica repetindo as mesmas coisas?

— Seja sincero, isso resolve?!

Creio que não – por experiência própria, não é Ana Paula e Flávio Júnior –, mas muitas vezes, são essas as formas de “conversa” que temos em nossa família, e são exatamente nestes momentos que as discussões pioram, extrapolam, o ódio e a raiva se afloram e todos os “antigos” problemas aparecem.

Mas quando um de nós, resolve fazer o que Cristo nos pede, que é mantermos a calma, saber ouvir, amar ao próximo, esta tranquilidade se transforma em Paz interior e exterior, onde que os ânimos se aquietam, a raiva diminui no compasso do coração, e a partir daí, novamente pode-se haver uma “oração” em família, uma “conversa” que nos ajude a resolver àquela situação, aquele problema.

Quando formos “falar” com Deus, devemos ter a mesma atitude.

Devemos abrir o nosso coração, dizer aquilo que nos aflige, que nos atormenta, se for o caso, até mesmo, “discuta” com Deus, pois Ele está ao seu lado para lhe ouvir e te ajudar. Mas, tudo isso, só vale a pena e vai ter efeito em nossa vida, se tivermos duas atitudes depois disso:

Primeira: Calar e ouvir a Deus. Sem isso, nada feito.

Segunda: Como oramos, devemos acreditar que o Espírito Santo irá nos ajudar e deste ponto em diante, fazer que cada palavra dita por nossa boca seja transformada em ação evangelizadora e que possa realmente me ajudar e ajudar àqueles que me cercam.

Querem um exemplo maravilhoso vindo de Jesus “homem”, de como deve ser a nossa oração?

— Jesus tinha um problema, e o que foi que Ele fez?

“Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar’.”

— Jesus viu que sozinho seria mais difícil, e Ele não se isolou.

“E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’.”

— Jesus sentindo sem chão, desamparado, se “derrama” diante do Pai:

“Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra”.

— Jesus quis contrariar ou desistir dos seus desígnios, literalmente, e “discutiu” com Deus. Ele falou abertamente de todos os seus problemas.

“Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice”!

— Mas Jesus, confiante na graça do Pai, houve, aceita e acredita que Deus possa ajudá-lo a passar por esta tormenta:

“Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

Tendo Cristo como exemplo, Fé na oração, Perseverança no caminho, que possamos, dia-a-dia, sermos um pouco mais verdadeiros cristãos no mundo de hoje.

Ah, e sobre o perdão, façamos a nossa reflexão das palavras ditas por Cristo na cruz:

“Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”.

E hoje, quem são aqueles “que não sabem o que fazem”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 20/Jun/18

Liturgia Diária 20/06/18 (Quarta):
2Rs 2,1.6-14 – Sl 30(31),20. 21. 24 (R. 25) – Mt 6,1-6.16-18

DÊ ESMOLA, ORE E JEJUE, PARA DEUS E NÃO PARA SE MOSTRAR

Bom dia. Este texto é muito usado durante o Tempo da Quaresma, e eu particularmente “adoro” refleti-lo.

No Tempo Quaresma, é o tempo que em toda a Igreja deve fazer penitência, jejuns e esmolas. É o tempo em que Deus vai nos dar graças especiais de conversão, não é isso? Será que é só isso mesmo?

Meus irmãos e irmãs, muitos de nós, e eu me incluo, pensamos que esta conversão é necessária apenas na quaresma, e é aí que estamos verdadeiramente errados. A nossa conversão deve ser realizada no dia-a-dia, em todos os momentos de nossa vida, e não apenas durante 40 dias.

Para este tempo quaresmal e principalmente no dia de hoje, é necessário sabermos como comportar-se adequadamente, agradando a Deus sem temer o que dizem os homens do mundo. É no Evangelho de hoje que Jesus nos mostra como este proceder penitente deve ser conduzido diariamente, e o mais importante é nosso arrependimento dos nossos pecados. Ou será que só pecamos e pedimos perdão durante a Quaresma?

Mas a penitência como arrependidos que devemos fazer, não deve ser pautada na hipocrisia, e Jesus enumera vários modos de como à utilizamos:

— Fazer penitência somente para sermos vistos pelas pessoas. Esta recompensa é inútil (Mt 6, 1).

— Dar esmolas para sermos elogiados pelos outros. Esta recompensa de nada serve (Mt 6, 2).

— Fazer oração penitente por exibicionismo que atrai a admiração dos outros. (Mt 6, 5).

— Fazer jejum e maquiar-se para demonstrar sofrimento pela fome, contentando-se com a admiração alheia. (Mt 6, 16).

São estes os exemplos de hipocrisia que Jesus repreende neste Evangelho, e olhem, não são os únicos.

Jesus, realmente, “é uma pessoa ímpar” em nosso meio. Não apenas como Filho de Deus, mas também como ser humano. Ele realmente nos conhece, e apenas quem conhece sobre algo, é que tem condições de falar aberta e verdadeiramente sobre o assunto. Jesus é homem como nós, e por isso mesmo, sabe quais são as condições que nos levam a pecar.

Nós – digo NÓS – por muitas vezes em nossa vida somos verdadeiros hipócritas quando realizamos algo em nossa família, em nossa comunidade, em nosso serviço e que dá certo. Queremos ser elogiados e ainda temos a soberba de dizer na cara de todos que:

— Fui em quem fiz;

— Foi por minha causa que a coisa deu certo;

— Só com a minha ajuda que a coisa aconteceu”;

— Só funciona mesmo porque as coisas que tenho são melhores do que a dos outros”;

— A minha oração é melhor;

— O meu canto é melhor;

— A minha fala é melhor;

— A minha reflexão é melhor;

— Fui eu quem fiz. (Ah, essa eu repeti mesmo, porque é o que mais nós falamos”.

— Tudo o que eu faço é melhor – coitado do outro.

E além do “meu ser melhor”, é também, sempre estar na frente e ser visto por todos.

Temos que estar em destaque, para que todos possam nos ver e nos elogiar.

Observem que, até quando realizamos nossos jejuns e abstinências, ficamos por fazer a barba, cortar o cabelo, fazer as unhas, como se isso, realmente fosse exemplo de espiritualidade.

Me desculpem, isso é apenas exemplo de “marketing”, “propaganda”, “merchandising”; e se pudéssemos ter, um tipo de “Código de Defesa do Consumidor”, NÓS seríamos autuados quase que diariamente, por exercermos “propaganda enganosa”.

Não só a hipocrisia é condenável. Todos os tipos de fingimento e pecados são condenáveis sempre, e por isso devemos evita-los não apenas no Tempo da Quaresma, mas, em todos os nossos dias.

É verdade, que na Quaresma é o tempo que devemos fazer penitência por todos os nossos pecados, mas, como não refletimos e erramos apenas neste tempo, mas sim, a todo momento, nada deve nos impedir de não nos tornarmos hipócritas nos outros 325 dias do ano. Ou será que é assim que nós dizemos que vivemos a seguir a Cristo?

É preciso repetir: Deus nos reserva graças especiais de conversão a todos os dias, a todos momentos, a cada oração, arrependimento, perdão e conversão que temos em nossa vida.

Uma vida bem vivida espiritualmente pode mudar os nossos rumos, nosso relacionamento com Deus e com o próximo, mas o viver nosso de cada dia, é que nos fortalece e nos transforma a podermos sermos imagem e semelhança de Deus nosso Pai. É no hoje, é no agora.

Na Segunda Carta aos Coríntios, São Paulo nos diz em uma pequena frase o que verdadeiramente devemos realizar:

“É agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação”.

No Salmo de hoje, notemos que o nosso amor a Deus deve ter exclusividade, pois, somos seus santos, e portanto, aquele que é orgulhoso de si mesmo não tem a benevolência de Deus, mas, os que temem o Senhor, Nele se refugiam e Dele alcançam proteção.

A misericórdia do Senhor é a tenda onde nos escondemos contra as línguas malditas que existem no mundo. Mesmo que nos reconheçamos pecadores, devemos confiar na bondade do Senhor, porque O tememos.

Meus queridos e amadas, as nossas vitórias devem ser sim exemplos de superação, de trabalho, de humildade, de ajuda mútua, de carinho e amor, mas estes exemplos devem ser relatados quando houver a possibilidade de que eles possam ser usados para ajudar a outros; para serem lembrados quando algo parecido estiver acontecendo; quando em um encontro, em uma palestra ou em uma conversa de amigos possamos testemunhar a graça que conseguimos receber de Deus por essa nossa ação. Quem dera se pudéssemos, realmente, termos Jesus como exemplo: seguir os seus passos, as suas falas e suas ações.

Observando Jesus em suas ações, em praticamente todas as situações que Ele começava a ser elogiado de mais, por suas ações, curas, bênçãos, …, vocês poderiam me dizer qual era a atitude Dele?

Ele se retirava para orar! Sabem porquê?

Para que Ele pudesse não começar a se vangloriar demais e pedir discernimento e humildade diante de suas ações ao Pai; para que a soberba não tomasse conta de seu coração; que Ele não deixasse que a tentação do mundo o dominasse e se afastasse dos caminhos da sua missão.

Apenas em oração, de joelhos ao chão, com o coração aberto ao Pai, é que como Jesus, podemos lutar contra as tentações do mundo e não sermos os “hipócritas” de hoje.

E devemos nos lembrar o que Jesus nos ensinou noutra ocasião: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

A oração, o jejum e a esmola, são vias que nos levam a Deus, desde que as pratiquemos desinteressadamente na total gratuidade, sem esperar por recompensa.

A esmola, no seu sentido amplo, é toda a nossa disponibilidade em ajudar o próximo, tanto materialmente quanto espiritualmente…

A oração é o nosso contato filial e íntimo com Deus, quando reconhecemos as nossas fragilidades e nos colocamos na dependência Dele.

O jejum é o exercício do autocontrole, uma forma de educar os nossos instintos, as nossas vontades.

Sendo assim, todas essas experiências, quando partidas do coração, nos possibilitam viver uma relação harmoniosa com Deus e com nossos irmãos, porém, se junto dessas práticas, estiver embutido o desejo de ser visto, de ser elogiado, estas práticas do bem, não serão reconhecidas por Deus.

Por isso: “Não sejamos como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 19/Jun/18

Liturgia Diária 19/06/18 (Terça):
1Rs 21,17-29 – Sl 50(51),3-4. 5-6a. 11.16 (R. C f. 3a) – Mt 5,43-48

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS E REZAI POR AQUELES QUE VOS PERSEGUEM!

Bom dia. “Amai os vossos inimigos e rezai porque aqueles que vos perseguem”.

Sinceramente: sem termos Deus verdadeiramente em nossos pensamentos, em nossas falas e em nossas ações, nos é possível fazer o que nos pede Jesus?

No Evangelho de hoje, Jesus nos diz que tudo que ouvimos, vemos e aprendemos no mundo não deve mais fazer parte do nosso padrão de vida de cristãos comprometidos com o Evangelho. O que outrora, antigamente, no ontem nos ensinaram, as regras que delimitaram as nossas ações no tempo da ignorância estão completamente obsoletas, ultrapassadas, vencidas para a nossa vivência de seguidores de Cristo.

Podemos perceber que a metodologia que o Pai utiliza conosco, é completamente diferente daquela que o mundo quis nos formatar, nos moldar, nos construir. É exatamente por isso, que Ele nos ensina a amar os inimigos e rezar pelos que nos perseguem! Ele, Jesus, quer ser o nosso referencial, o nosso “Norte”, a nossa direção e o nosso modelo de conversão, e nos convoca a agir com o nosso próximo da mesma maneira como Ele age conosco. Se assim o fizermos, verdadeiramente, nos tornamos filhos e filhas do Pai que está nos céus na medida em que formos perfeitos como Ele é perfeito.

Mas, infelizmente, por muitas vezes, porém, confundimos perfeição com perfeccionismo, e para quem me conhece, sabe que sou exemplo vivo dessa definição, e somente depois de compreender e discernir sob à luz do Espírito Santo, é que pude ver a diferença e ver o mau que fazia aos que me cercavam e principalmente a mim.

O perfeccionismo é quando desejamos fazer o que é perfeito e desejamos que todos acreditem e façam da mesma forma que estamos fazendo. Mas isso se torna tão obsessivo, tão orgulhoso, tão autossuficiente, que acabamos afastando os que nos cercam, pois, nunca, iremos fazer com que as pessoas pensem e façam “da mesma forma, iguais ao que nós fazemos”, em consequência, nós afastamos e as pessoas se afastam de nós.

Muitos de nós acreditamos que ser perfeito é fazer tudo muito certo para não dar margem a que outras pessoas nos julguem, pois temos medo e receio do julgamento ou apenas de críticas, e por isso, nos tornamos “perfeccionistas”.

Agora, Jesus nos ensina que ser perfeito é saber viver de acordo com a condição de filhos do Pai que nos criou e conformados e confirmados à sua imagem e semelhança.

“Assim como o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, sobre justos e injustos” somos chamados, eu e você, a imitá-Lo e, por conseguinte, aprender com Ele a perdoar, amar, acolher e aceitar o nosso próximo, do jeito que ele é, mesmo que esteja ele fora dos nossos “padrões de perfeição”. A perfeição, portanto, é a vivência do amor de Deus em todas as situações da nossa vida e com todas as pessoas e não somente, com aqueles a quem nos é apreciável e fácil fazê-lo.

Se assim o fizermos, seremos parecidos com o Pai, pois estaremos vivenciando o Seu Amor em todos os nossos relacionamentos, pois Deus ama incondicionalmente até mesmo o maior pecador.

Aos nossos olhos humanos, e principalmente, ao nosso coração mundano, o que Jesus nos ensina neste Evangelho é um verdadeiro contrassenso. Querem ver?

Na maioria das vezes:

— Damos o primeiro lugar na nossa vida às pessoas de quem mais gostamos?

— Só ou mais oramos por aqueles nossos mais queridos e queridas?

— Só ou mais cumprimentamos a quem simpatizamos?

— Só ou mais ajudamos às pessoas que podem nos recompensar?

— Gostamos sempre de permanecer no grupo perto das pessoas com quem mais nos identificamos?

E é assim por diante, ou estou falando alguma asneira?

As outras pessoas são como ilustres desconhecidos, isso, para não dizer inimigos, porque estão fora do nosso convívio.

Primeiramente, precisamos e com urgência, refletir a fim de descobrirmos quem são os nossos “verdadeiros inimigos”, quem são aqueles que nos estão “perseguindo” e se estamos rezando por eles.

Às vezes, os nossos inimigos e perseguidores estão muito perto de nós e até dentro da nossa casa e simplesmente porque não simpatizarmos muito com eles esquecemos também de rezar e pedir a Deus por eles.

E olha, que muitas vezes, o “nosso inimigo” existe apenas em nosso coração. Cuidado.

Conscientes disso, todavia, sabemos que a graça e o poder do Pai são bastante para que possamos cumprir com a ordem que Jesus nos manda obedecer.

Por isso, a partir de hoje, que possamos nós começar a “sermos perfeitos como o Pai” e obedecer a Sua voz rezando pelos nossos inimigos como se eles fossem “as pessoas melhores do mundo”.

Neste nosso mundo onde o que impera é o individualismo, a competitividade, nós estamos nos distanciando de nossa verdadeira origem, e consequentemente, nos tornando diferentes aos apelos de Jesus, que vem nos propor algo novo, uma  vida nova alicerçada nos valores do evangelho.

As palavras de Jesus hoje, está nos provocando a um grande desafio: “amar os nossos inimigos”!

Apesar de tudo que coloquei antes, refletindo e discernindo, torno a me perguntar:

— Como posso tornar isso possível se humanamente estamos sempre prontos para o revide?

Jesus vem quebrar esta barreira do ego humano, onde que Ele está nos convidando a pormos um fim neste círculo vicioso da vingança, dando ás ofensas que recebemos uma resposta de amor! E este é o ponto central do evangelho de hoje: o amor, o amor sem fronteira, o amor que não impõe condição, que é inteiramente gratuidade!

A palavra amor existe em todos os idiomas de nosso planeta, ecoando em todos os cantos, nas suas mais “variadas formas”, mas ela só encontra ressonância e total compreensão, no coração de quem se dispõe a seguir Jesus!

Meus irmãos, minha irmãs, o amor divino é a fonte que irriga o amor humano, nele, aí sim, encontramos um modelo de perfeição. Quem ama verdadeiramente, ama com o amor de Jesus, abraçando neste amor, até mesmo o inimigo.

Querer o bem do outro, independente de algum mal que ele tenha nos feito, é amar do jeito de Jesus, é amar o outro, pelo simples fato de sermos irmãos e filhos do mesmo Pai.

Não são as diferentes formas de comportamento das pessoas, que devem determinar como serão as nossas atitudes para com elas, e sim, a certeza da presença de Deus nelas! É este amor que nos leva a superar toda e qualquer forma de injustiça.

O amor é a presença de Deus em nós, e se Deus é amor, quem vive em Deus, vive o amor, ama com o coração de Deus!

Como seguidores de Jesus, temos que fazer a diferença no mundo, amar também aqueles que não nos quer bem.

— Se amarmos somente as pessoas que nos amam, que diferença faremos?

“Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu”.

Com estas palavras, Jesus nos convida a sermos santos! Sabemos que o caminho da Santidade não é fácil, pois nele inclui além da cruz, o desafio de amar quem não nos ama… Os santos percorreram este caminho, por isto chegaram a perfeição!

Ser Santo, é viver o amor, é o grande desafio de buscar a perfeição em meio às imperfeições do mundo.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 18/Jun/18

Liturgia Diária 18/06/18 (Segunda):
1Rs 21,1-16 – Sl 5, 2-3. 5-6. 7 (R. 2b) – Mt 5,38-42

QUEM SÃO VERDADEIRAMENTE OS NOSSOS INIMIGOS?

Bom dia. Bom dia. E só para começar bem, gostaria de perguntar:

— Quem são os nossos inimigos?

— Você realmente os conhece?

Posso fazer uma outra pergunta a você que eu me faço diariamente, e é com ela que tento me centrar na Palavra de Deus para conseguir “amar” as pessoas que estão ao meu redor?

— Aquela pessoa é minha inimiga ou sou EU que estou fazendo Dela de inimiga?

Vou explicar um pouco melhor.

Nós, humanamente falando, somos pessoas fracas na fé, egoístas nos desejos, soberbos no conhecimento, criticamos aos outros e nunca a nós mesmos. Pois bem, como tento lidar com todos estes sentimentos diariamente, sempre que algo me aborrece ou que me sinto contrariado naquilo que acredito, sempre me vem o desejo de repelir ou atacar aquilo que me aflige.

— Não é assim que nós reagimos quando nos sentimos intimidados?

A partir daquele momento, eis aí, meu novo inimigo. Eis aí minha nova inimiga.

É exatamente neste momento que os nossos inimigos começam a aparecer, não porque realmente os são, mas porque nós os “transformamos” em inimigos, em desafetos, em adversários. Como é difícil para nós, que por um minuto que seja, tentarmos discernir aquele acontecimento ou atitude que me entristeceu antes de que possamos responder ou reagir. Realmente, fazemos o contrário. Quando isso acontece começamos a ver em nossa frente apenas o ódio, o desrespeito, a raiva, o desprezo, etc.

Pois bem, o meu inimigo, sou eu mesmo. Na maioria das vezes os nossos inimigos são criados por nossas mentes:

— por que não sabem acreditar nas boas ações das pessoas;

— por que não sabem aceitar as críticas como uma forma de crescimento;

— por que não conseguimos ser ou fazer o que os outros são ou fazem, criamos uma barreira de divisão entre nós, onde há sempre apenas a crítica ou o desprezo;

— por que quando vemos uma atitude de mudança nas pessoas e que não conseguimos realizar em nós mesmos, apenas más palavras a elas iremos mostrar.

Querem ver algumas situações corriqueiras que acontecem em nossa vida de família e de comunidade cristã que sempre são causas de discórdias e de novos “inimigos”?

Podemos até achar que são coisas banais e sem sentido, mas se conseguirmos ver com um pouco mais de atenção, vamos ver que nós mesmos já podemos ter realizado algumas dessas ações. Criamos novos inimigos quando:

— Eu não oro a Deus, e critico àquele que hoje não sabe fazer nada sem orar;

— Eu não consigo para de fumar ou beber, mas critico ou me afasto daquele que conseguiu, dizendo que ele não pode mais fazer parte da minha “roda de amizade”, pois ele está fora de sintonia da maioria;

— Eu não trabalho na Igreja por que tem pessoas que estão lá e eu não “suporto” a forma delas serem – erradas ou não.

Uma vez, aconteceu algo na nossa comunidade, que foi como uma “rasteira” que fizeram conosco sobre certas atividades na nossa paróquia. Uma irmã e amiga – coincidentemente minha xará – como eu, havia ficado muito chateada com aquela situação que havia acontecido, e me perguntou assim:

— Flávio, você não vai fazer nada? Isso não está certo! E você vai ainda ajudar “eles” neste encontro?

Aí, eu respondi a ela:

— Sabe minha amiga, eu estou chateado sim, mas não é por causa disso que eu vou deixar de ajudar a nossa comunidade, pois, independente do que aconteceu, devemos trabalhar para Deus e não para “eles”.

Naquele momento, e sendo super hiper mega sincero, mesmo falando o que falei para ela, o meu desejo era de criar meus próprios inimigos, mas com oração dirigida a “eles” e principalmente a mim, eu consegui com a graça de Deus, mostrar a mim mesmo e a “eles” que podíamos trabalhar em prol de algo maior, que se chama Igreja, fundada e amada por Cristo Jesus, e onde que me sustento para continuar nesta caminha de Família e comunidade.

As palavras de Cristo para nós hoje, sempre quando a refletimos, parece algo inatingível, pois humanamente falando, é quase impossível não devolvermos na mesma moeda o mal que alguém nos fez. Este mal pode ter sido, por palavras ou por ações, isso independe, pois, a nossa primeira reação será sempre a de revidar.

O que Jesus nos pede hoje, não é que sejamos “bobinhos” ou submissos ao extremo diante das “violências” causadas a nós e a quem nos cerca, mas que sejamos humildes e sábios em ter o discernimento que, caso haja o revide, esta ação se perpetuará quase que para sempre, onde um sempre irá tentar revidar o que recebeu.

E a beleza da ação que Jesus nos pede, está exatamente no contrário, pois, Ele deseja que o revidar não seja com palavras “malditas” ou ações “violentas”, mas que o nosso revide seja de levar ao outro o amor, a compreensão, o carinho que a Boa Nova nos faz.

Nós, muitas vezes, por não termos compreendido o verdadeiro amor de Deus em nossas vidas, sempre tentamos impor as nossas vontades, os nossos quereres, não nos preocupando com aqueles que nos cercam, com aqueles que participam conosco em nossa comunidade. E quando somos confrontados a nossa primeira reação, é a de agir com “violência” nas palavras, para que as minhas ideias sejam aceitas e que os outros também a defendam.

— Caso alguém quem eu “confio”, mas não é partidário dos meus pensamentos, qual é a nossa reação?

— É de pensar, refletir e aceitar esta “diferença”, ou a nossa reação é de continuar a bater de frente impondo a minha posição?

— E partir daí, como é que fica a sua relação com aquela pessoa que você confiava?

Devemos lembrar, que por muitas vezes, a nossa “verdade” é apenas nossa, e não a VERDADE da comunidade ou do nosso grupo ou da nossa família.

Quando conseguimos discernir e agir diante das violências feitas a nós com uma atitude de amor, carinho e compreensão, as armas serão depostas ao chão, onde que aquele que estava “coberto por sua verdade”, naturalmente, será descoberto diante de todos pela “verdade” de Cristo: o AMOR.

REFLITAMOS: Será que não estamos, nós mesmos, sendo este “mal” em nossa comunidade? Em nossa família? Em nosso trabalho?

Somente a graça de Deus, aceita por nosso coração humano, será a solução para compreendermos que o AMOR é a verdadeira saída para resolvermos os nossos problemas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 17/Jun/18

Liturgia Diária 17/06/18 (Domingo):
Ez 17,22-24 – Sl 91(92),2-3.13-14.15-16 (R. Cf. 2a) – 2Cor 5,6-10 – Mc 4,26-34

O TERRENO QUE A SEMENTE É PLANTADA, É O NOSSO CORAÇÃO

Boa noite. O Evangelho deste domingo nos mostra que, apesar de Jesus sempre falar por meio de parábolas para que o povo compreendesse melhor, será que hoje, nós conseguimos entender realmente o que Ele quer nos falar?

Nestas duas parábolas que Jesus nos mostra, podemos fazer a nossa reflexão até mesmo seguindo os versículos, um a um, sem precisarmos ter um estudo, uma exegese ou uma hermenêutica tão avançada da Palavra. Mas, apesar destes textos serem de “fáceis” interpretações, mesmo assim, devemos ter o cuidado de não interpretarmos erroneamente olhando apenas com os olhos humanos, mas devemos ter o nosso coração aberto ao discernimento que o Espírito Santo nos dá. Se assim o fizermos, aí poderemos compreender o que Jesus quer nos dizer.

Sendo assim, não se apeguem a minha reflexão, mas que cada um de nós possamos fazer esta reflexão de conversão, perseverança, amor e missão.

— 26a “Naquele tempo, Jesus disse à multidão”:

Esse “tempo” é hoje. A “multidão” somos todos nós;

— 26b “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra”:

Este “alguém” é o próprio Cristo. A “semente”, é Palavra de Deus, e com seus milagres, seus exemplos, seu amor, Jesus nos traz explícito o caminho para o Reino de Deus. A “terra”, somos todos nós que estamos dispostos a caminhar na Palavra do Senhor, e nos converter à sua Boa Nova.

— 27 “Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”:

Jesus nos alerta que a nossa aceitação e conversão a sua Boa Nova, deve ser feita diariamente, todos os dias, independente do que realizamos ontem, mas devemos fazer hoje tudo de novo, sem desistir, sempre perseverando, onde que lentamente, iremos com a ajuda do Espírito Santo crescer cada vez mais na graça do Senhor. E é neste ponto que muitos de nós caímos em tentação, pois, por acharmos que já estamos no caminho, desejamos que as coisas devam acontecer rapidamente. Quantos de nós, quando resolvemos aceitar a missão de Jesus e começamos a participar de uma pastoral, desejamos que os resultados sejam rápidos? Ou quando iniciamos uma família, diante do Sacramento do Matrimônio, desejamos que somente a felicidade exista? Só que não é assim que as coisas de Deus acontecem. Por isso, aqueles que conseguem manter-se na oração e na fé, conseguem perseverar, pois, apesar de não saberem como acontece e como também, não estão preocupados com resultados rápidos, a graça de Deus vai começar a crescer em sua vida.

— 28 “A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga”:

Como podemos observar, quando existe a nossa conversão, mantendo a perseverança na oração, na fé e na missão, os frutos irão crescer e multiplicar. Quando conseguimos nos manter atentos aos sinais do Espírito Santo em nossa vida, crescendo cada vez mais no amor e na humildade, é o momento que estamos dispostos a darmos mais um passo adiante, onde que poderemos, humildemente, sermos exemplos de servos e trabalhadores da messe do Senhor.

— 29 “Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”:

Eis, aqui, onde que os frutos que desejávamos em nossas pastorais poderão ser colhidos; eis o momento em que as graças em nosso Matrimônio poderão ser alegres aos olhos do Senhor.

— 30 “E Jesus continuou: Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?”:

Como Jesus conhecia o nosso coração humano, e mesmo após, ele ter deixado bem claro como é a dinâmica para caminharmos no rumo da Salvação, Ele ainda quis nos deixar mais claro ainda, o que seria o Reino de Deus. Será que seria necessário mesmo está outra parábola? Será que o nosso coração, mesmo após esta primeira parábola, ainda continua fechada à Boa Nova do Senhor? Sinceramente? Para muitos de nós, a Palavra de Deus ainda permanece muito distante do nosso coração.

— 31 “O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra”:

A Palavra de Deus quando é semeada em nosso coração, ela é considerada como a menor das sementes, pois ela não deve ser aceita como obrigação, como imposição, não, a Palavra de Deus quando semeada em nosso coração, deve aceita por nós como graça, como água que refresca, como sombra que nos abriga, como o lar que nos acolhe. A Palavra de Deus é singela, pois ela não vai derrubar a porta de nossa casa, pelo contrário, ela bate mansamente e cabe a nós abrir a porta de nossa vida para que ela possa fazer morada em nosso coração.

— 32 “Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”:

Quando aceitamos nos converter ao Reino de Deus, diante da Palavra semeada em nosso coração, as graças e bênçãos alcançadas, nos dão a felicidade de ver que os nossos frutos são direcionados principalmente para aqueles que mais precisam de ajuda, sendo esta ajuda material ou espiritual, pois, como os pássaros do céu que são os animais que mais são postos à prova pelo mundo, tanto pelo tempo que os castiga, como ser indefesos aos tratos humanos, nós também, temos a missão de sermos “a mostarda” crescida e acolher aos que mais necessitam, sendo em nossa comunidade e principalmente em nossa família.

— 33 “Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender”:

Como Jesus fazia como o povo naquele tempo, nós também temos a oportunidade de ouvi-lo por meios das parábolas ainda hoje, diante das nossas Santas Missas.

— 34 “E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo”:

Nós também temos esta possibilidade, quando somos convidados a participar mais intensamente de uma pastoral, de um curso, de um ministério, de uma formação ou adoração.

 

Meus irmãos e irmãs, Jesus nunca deixa de nos convidar a ouvir a sua Palavra, nunca deixa de nos chamar à conversão, nunca deixa de nos acompanhar em nossa missão, pois Ele deseja, que todos nós, eu e você, façamos parte desta linda história de amor, onde que temos a missão de nos converter e levar aos outros as graças recebidas por Deus. Longe de nós querermos ser os melhores, longe de nós querermos ser os mais importantes, mas apenas que possamos ser, dia-a-dia, perseverantes em nossas orações, caindo e levantado diante aos nossos pecados, mas com o coração repleto do Espírito Santo, possamos ser humildes servos de nosso Senhor Jesus Cristo em sua messe de amor e misericórdia.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 16/Jun/18

Liturgia Diária 16/06/18 (Sábado):
1Rs 19,19-21 – Sl 15, 1-2a.5. 7-8. 9-10 (R. Cf. 5a) – Mt 5,33-37

SE É CRISTÃO NO CRER, NO FALAR E AGIR, OU NÃO SE É.
OU SOMOS SIM OU NÃO.

Bom dia. Pois bem, a Palavra de Deus hoje tem para nós, duas das, se não as duas mais complicadas de se realizar integralmente por um Cristão no mundo: uma é “não jurar” por uma verdade, pois a verdade deve ser o nosso reflexo, e a outra é sermos “a verdade”, pois não podemos ser as duas coisas.

Jesus nos mostra que não devemos “jurar” por nada, nem mesmo pelo céu, pois, se para os antigos “jurar” significa que aquilo que a pessoa estava dizendo era verdade, para Jesus ele nos ensina que “jurar” deve ser todos os pensamentos, proclamados com as nossas falas e serem realizados com as nossas ações.

Meus irmãos e irmãs, uma pessoa verdadeira, autêntica, cristã, não fica jurando a toda hora no momento que conta ou fala um fato aos amigos, parentes, colegas.

— Foi, sim! Eu juro por Deus.

Não façamos isso, pois é uma coisa muito feia! Conhecedores dos ensinamentos de Jesus, devemos dizer simplesmente o que aconteceu, e não há necessidade de jurar por nada! Está provado que somente os mentirosos vivem jurando após contar algo a alguém.

Nós não devemos jamais agir assim. Em nenhuma hipótese uma cristã, um cristão deve lançar mão do artifício da mentira para convencer alguém, muito menos para impressionar.

Podemos ver claramente que Jesus nos aconselha que o nosso falar seja SIM, ou NÃO. Nada mais do que isso.

Se o fato foi verdade, devemos dizer SIM.

Se não aconteceu, devemos dizer NÃO, e acabou. Ponto final.

A mentira é uma doença infecciosa que mata a quem prejudica, como a quem a faz.

Algum de nós já se calou à verdade apenas para não contradizer um “amigo”? Já deixamos algo de ruim acontecer e prejudicar uma outra pessoa por causa do que a verdade poderia fazer para nós?

Pois é, e a mentira também pode ser uma doença hereditária. Um pai e ou uma mãe mentirosa podem gerar alguns dos filhos também mentirosos. Normalmente, nas relações familiares, as filhas puxam os pais e os filhos puxam as mães, não é isso? Então, é normal, caso o pai seja mentiroso, as meninas também mentirem, e o inverso proporcional, se a mãe é verdadeira, os filhos não mentirão, pois a puxaram.

O mentiroso não tem credibilidade, e isso começa dentro de casa, juntos aos familiares, quando ele fala, se fica na dúvida.

Ou será que em nossa família não tem aquelas pessoas que de tanto mentirem acabam acreditando que a mentira é verdade? Mas quando aqueles que sabem a verdade estão pertos, ou não se toca no assunto ou as palavras são ditas de outras formas.

E essas pessoas que vivem mentindo, quando de um evento social (festa, encontro, reunião, etc.) já deixaram de te chamar porque você conhecia a verdade?

É mentira ou verdade? Perguntemos a nós mesmo.

A mentira está próxima da falsidade. O indivíduo falso, vive uma mentira em atos, palavras, no seu modo de ser e agir. Uns vivem contando vantagens, eles se mostram os tais diante dos demais. Outros, fingem ser seu amigo, mas lá no fundo, não é nada disso. As pessoas que vivem na mentira, quando estão num grupo de “amigos”, já notaram que ela sempre fala mais alto? Sempre fica criticando ou pegando no pé, principalmente a pessoa que sabe a verdade de uma ou outra situação? Observem.

Tanto o mentiroso como o falso, não são bem aceitos pela sociedade, a começar pelos familiares e amigos.

E o pior, é que os mentirosos podem inventar calúnias pesadas contra você, ou sobre a sua pessoa, complicando a sua vida, diante daqueles que ainda não os conhecem, como patrões, professores, chefes de sessão, credores, etc.

Em verdade vos digo. Assim começavam muitas das explicações de Jesus. Nós, cristãos seguidores daquele que é o caminho, a verdade e a vida, jamais podemos mentir. Mesmo que tenhamos a tendência a mentira, com a ajuda de Deus podemos combater esse cruel defeito, e dizer sempre a verdade.

Nossa vida pelo batismo, configurada ao Cristo, já é uma opção pela verdade em qualquer situação, mesmo que dizer a verdade nos custe a própria vida, somos obrigados a sermos verdadeiros.

“Tu és rei?” “Tu o dissestes”. Jesus não teve medo de dizer a verdade, mesmo que esta o condenasse.

Por isso é proibido jurar. E quem disse isso foi Jesus.

Quem jura dá ao outro a possibilidade de duvidar da sua palavra. Uma mulher, um homem verdadeiro nunca jura!

O nosso SIM tem de ser sim, e o nosso NÃO tem de ser não. Não há nenhuma necessidade de ficar jurando.

Se somos seguidores daquele que é o caminho, a verdade e a vida, não tem cabimento mentir, não faz nenhum sentido viver jurando a toda afirmação que fazemos.

Não minta! Não jure!

Por isso, encerro a minha reflexão com uma oração de João Paulo II: “Jesus, princípio e realização do homem novo, convertei a vós os nossos corações, para que, deixando as sendas do erro, sigamos os vossos passos no caminho que conduz à vida. Fazei que, fiéis às promessas do batismo, vivamos, com coerência, a nossa fé, testemunhando com solicitude a vossa Palavra, para que, na família e na sociedade, resplandeça a luz vivificante do Evangelho. Jesus, poder e sabedoria de Deus, acendei em nós o amor à Sagrada Escritura, onde ressoa a voz do Pai, que ilumina e abrasa, nutre e consola. Vós, Palavra de Deus Vivo, renovai na Igreja o ardor missionário, para que todos os povos cheguem a conhecer-vos como verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem, único Mediador entre o homem e Deus. Jesus, fonte de unidade e de paz, fortalecei a comunhão na vossa Igreja, para que, pela força do vosso Espírito, todos os vossos discípulos sejam um só. Vós que nos destes como regra de vida o mandamento novo do amor, tornai-nos construtores de um mundo solidário, onde a guerra seja suplantada pela paz, e a cultura da morte, pelo empenho em favor da vida. Amém”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 15/Jun/18

Liturgia Diária 15/06/18 (Sexta):
1Rs 19,9a.11-16 – Sl 26,7-8a. 8b-9abc. 13-14 (R. 8b) – Mt 5,27-32

NÃO COMETAS ADULTÉRIO. AH, NEM HOMEM E NEM MULHER!

Bom dia. Palavra difícil de ser refletida…

Somos felizes na medida em que vivenciamos a Palavra de Deus e andamos conforme os Seus ensinamentos. Jesus Cristo é a própria Palavra de Deus que veio ao mundo para nos ensinar a viver segundo a vontade do Pai e, assim ser feliz! A Palavra de Deus é o mapa que nos mostra o caminho para alcançarmos a santidade.

É necessário nos colocarmos primeiro no contexto à época, pois, na visão de Jesus, a maneira como era encarado o 6º mandamento do Decálogo era insuficiente, onde se transpirava uma atitude machista, que considerava a mulher um objeto, uma coisa ou um móvel de casa. Daí que se considerava o adultério como uma espécie de injustiça cometida contra uma propriedade alheia, um atentado ao bem mais precioso de um homem: sua mulher.

Sendo assim, nesta mesma perspectiva, o casamento era uma transação de compra e venda, pela qual um homem adquiria uma mulher como esposa, a qual passava a fazer parte de seus bens, e bem como um objeto, se por qualquer coisa que não gostasse, poderia jogar-lhe fora. O respeito pela mulher do próximo, portanto, colocava-se no contexto de respeito ao conjunto de seus bens. O mandamento assim interpretado fundava-se na coisificação da mulher, cuja dignidade não era reconhecida. Colocada no rol dos bens do marido, ela se via privada da igualdade com o homem, o que não correspondente ao desejo do Criador. Por isso, Jesus viu-se forçado a opor-se a isso, pois isso era contrário ao projeto de seu Pai.

Por isso, neste Evangelho Jesus nos adverte de que não somos adúlteros somente quando agimos, mas também quando “desejamos”, quando “imaginamos”, quando “contemplamos e cultivamos o mal dentro do nosso coração”. O mal pode nos escravizar mesmo que não pratiquemos ações más, dependendo da nossa maneira de encarar e de ver as pessoas e as coisas.

O ato de arrancar o olho e a mão, a que Jesus se refere, significa cortar pela raiz os pensamentos, os sentimentos e as ações que nos sãos agradáveis, mas nos desvirtuam do caminho de Deus. Os nossos julgamentos pelas aparências, os sentimentos de ódio e rancor que guardamos dentro do coração, as manifestações interiores de orgulho e de inveja que ruminamos quando ambicionamos as riquezas do mundo, são ocasiões de pecado. Por isso, Jesus, nos manda jogar fora e arrancar, cortar de uma vez por todas.

No matrimônio, o homem e a mulher firmam aliança com Deus que é para sempre e se propõem a cooperar para a construção de um mundo mais justo e feliz. A infidelidade gera infelicidade, a aliança rompida gera vidas quebradas, amor violado gera traição a Deus, por isso Jesus chama a nossa atenção para que tenhamos consciência do compromisso que assumimos com Ele.

Mas tomemos cuidado em não querermos ser juízes das ações “infelizes” de nossos irmãos. Todos nós temos em nosso meio de amizades, casais que tiveram que passar por essa tristeza e em muitas das vezes, a dor de uma separação. São filhos sofrendo, famílias destruídas, amigos divididos, sentimentos de ódio e rancor entre os dois. Se somos ou desejamos ser verdadeiros cristãos, devemos acolher a todos com o coração aberto de amor e os abraços repletos de paz, pois a eles – separados –, já basta a tristeza do rompimento da promessa eterna realizada diante de Deus.

Agora, se todo mal e todo pecado se inicia em nossos pensamentos, precisamos realmente cortar o mal pela raiz, disciplinando a nossa vontade, disciplinando o nosso modo de pensar, para que nossas palavras e obras sejam de acordo com a vontade do Pai, e que este mal não se aloje em nosso coração.

Devemos crer que o Pai, por sua vez, sempre nos dará forças para não cairmos em tentação, e podermos olhar a mulher do próximo – no caso os homens –, e olhar o homem da próxima – no caso das mulheres – com fraternidade, respeito, e não como um objeto de prazer. Além do fato dela – a pessoa, o próximo –, pertencer ao nosso irmão em Cristo, e por isso não podemos cobiçar o que pertence aos outros.

E que ninguém se ache forte o suficiente para ignorar a Força do Alto, pois somente Deus nos livrará das tentações, e das nossas inclinações erradas, das nossas paixões desenfreadas, e das nossas tendências desmedidas.

Jesus afirma que o adultério assim como todo pecado, começa dentro de nós, na nossa mente, nos nossos pensamentos.

Primeiro olhamos acidentalmente, sentimos pelo instinto. Depois, vem os pensamentos, os quais devemos controlar com a ajuda de Deus por Jesus. Somente em Deus temos a capacidade de dominar a força do instinto que junto com a tentação, nos arrasta tomar uma decisão de pecar, uma decisão de agir fora do Plano de Deus, fora do Evangelho.

É aqui que entra o poder da oração. Se você está sendo constantemente tentado a cair, se você se sente atraído ou atraída por uma pessoa que lhe é agradável, busque a força do Alto, busque a Deus, fuja daquela ocasião de pecado, faça alguma coisa, mas ore.

Ore com força e para valer!

Ore e confie, pois a ajuda do Pai não faltará, e cada um de nós poderemos e iremos vencer mais essa batalha contra o pecado.

Eu creio pessoalmente e intensamente, que não vale a pena um minuto de prazer que pode destruir a eternidade da sua alma e que destruirá a sua família, os seus filhos, a você mesmo.

Mas se isso foi inevitável, se isso vier lhe acontecer, não se esqueça do sacramento da confissão!…

Assim, volte a Deus, volte a Eucaristia, a qual lhe dará força total para resistir o pecado.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 14/Jun/18

Liturgia Diária 14/06/18 (Quinta):
1Rs 18, 41-46 – Sl 64(65),10abcd. 10e-11. 12-13 (R. 2a) – Mt 5,20-26

O QUE BROTA EM NOSSOS CORAÇÕES, REFLETIRÁ EM NOSSAS AÇÕES.

Bom dia. O evangelho de hoje é continuação de ontem, onde que a reflexão da Palavra nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

No texto do evangelho, Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens! “Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, utilizando-se do legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei.

O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’.”

É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro!

Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, pois, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal.

Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la!

Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”. Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

A justiça de Deus é o amor e este também é o termômetro para o nosso julgamento.

Seremos julgados pela justiça que praticamos, portanto, no final seremos ajuizados pelo amor que vivenciarmos segundo os critérios de Deus e conforme os Seus ensinamentos. A justiça de Deus é o Amor, é o perdão, é a reconciliação.

E a nossa? Olhando para dentro de nosso ser, qual a justiça que praticamos? Mesmo com quem não gostamos?

Lembremos: “Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.”

“Levar a oferta para o altar” é quando pensamos que estamos sem pecados, e colocamos a nossa soberba e orgulho acima de tudo e de todos, pois, acreditamos que possamos nos apresentar diante do Senhor.

“Lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti”, é quando sabemos que magoamos alguém, ou quem sabe, deixamos que certas mentiras se tornassem verdades. Diante disso, temos que ter o discernimento em aceitar o nosso erro.

“Deixa a tua oferta ali diante do altar”, é quando realmente aceitamos os nossos erros, não apenas superficialmente, mas vindo de um coração preenchido de humildade e arrependimento.

“Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”, é quando a graça do perdão nos move além do que os nossos sentimentos humanos e mundanos podem compreender, pois, aceitarmos o erro, e ir pedir perdão a quem magoamos é ter a mesma atitude que Cristo teve diante da Cruz. Ele se entregou pelos nossos pecados, e nós perdoamos para completar o nosso ser da graça de Deus.

“Só então vai apresentar a tua oferta”, é quando temos a noção e a percepção que Deus tudo nos conhece, e que não adianta fazer apenas para sermos vistos, mas, que sejamos bons frutos diante Dele.

E para mim, pessoalmente, essa não é a tarefa mais difícil, mas sim, quando você que foi prejudicado, e tem a graça de perdoar a quem te magoou, aí sim, posso lhe dizer, estamos no caminho certo.

O amor implica em acolhimento, ternura, compaixão, compreensão, tudo o que Jesus viveu e nos revelou como ensinamento.

Muitas vezes nós fazemos as nossas ofertas no Altar do Senhor, e não paramos para averiguar e refletir como está o nosso coração e se a nossa oferenda é justa diante de Deus. Estamos aqui a caminho do tribunal.

E é no final da nossa vida, diante do tribunal, que nós mesmos relembraremos as nossas ações e à Luz de Deus enxergaremos o que fizemos de bom e o que fizemos de mal. Aí, então, os nossos atos revestidos de ira, cólera, impaciência com os nossos irmãos serão medidas que nós mesmos usaremos contra nós na hora em que formos nos avaliar.

Jesus nos dá o entendimento a fim de que possamos agir enquanto é tempo: “procura reconciliar-te com o teu adversário enquanto caminha contigo para o tribunal”.

Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui, caminham conosco, os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem amamos e, também, aqueles a quem abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia.

Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida.

Jesus nos chama à reconciliação, portanto, comecemos dentro da nossa casa.

Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

Se somos filhos do amor, amor devemos ser!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 13/Jun/18

Liturgia Diária 13/06/18 (Quarta):
1Rs 18,20-39 – Sl 15(16),1-2a. 4. 5.8 11 – Mt 5,17-19

QUEREMOS SER SENHORES DA “LEI”

Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta?

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida.

Mas aí algum de vocês podem me perguntar: — Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus?

Ou melhor: — Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa, não é isso? Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser.

Querem ver? Posso provar isso a vocês, e a mim também? E deixo bem claro, eu não vou falar de situações inerentes ao nosso querer ou necessárias pela situação, mas na rotina de nosso dia, ok?

 — Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Nós tentamos alterar ou mudar – ao nosso bel querer – a “lei” para nos privilegiar de uma situação.

  • Será que chegar um pouquinho atrasado conta?
  • E quem sabe não participar de uma reunião?
  • Almoçar mais cedo?
  • Ou quem sabe, irmos para casa mais cedo apenas porque nós assim queremos?

Querem que eu coloque mais exemplos ou vocês podem colocar?

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

  • Será que mandarmos o filho desligar o celular para dormir e nós pais ligarmos os nossos, é um bom exemplo?
  • Ofender o nosso esposo, a nossa esposa, ou nossos filhos e exigirmos obediência e respeito dos mesmos é um bom exemplo?
  • Dizermos para os filhos não beberem ou fumarem, e infelizmente, chegarmos todos os finais em semana em casa embriagados e esfumaçados, é considerado um bom exemplo?

Posso expor outros ainda se quiserem…

 — Na política, em cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, anticorrupção, antirracismo, antipreconceito, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos imensamente destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos, e até cobramos que os servidores públicos as façam.

  • Será que burlamos as leis de trânsito, atravessando um sinal vermelho?
  • Ou quem sabe estacionar em lugar proibido?
  • Será que desfalcamos os cofres públicos ou da nossa empresa?
  • Já levamos, nem que seja apenas, um lápis que pertence a nossa empresa para uso pessoal?
  • Será que nos preparamos adequadamente para lecionarmos em sala de aula?
  • Será que chegamos atrasados em nossa repartição?
  • Quem sabe dar uma propina para o fiscal deixar passar o IPVA ou a CNH vencida?
  • Ou quem sabe para o fiscal da prefeitura aceitar o nosso projeto?
  • Ou quem sabe subfaturar os nossos caixas?
  • Dirigirmos e falarmos ao celular?
  • Quem sabe furar a fila do banco, do caixa lotérico, do cinema?

Será que preciso de mais exemplos?

— Na Igreja, em especial no ECC, no Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão e Liturgia, onde sou mais atuante – por isso me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc.

O que é que normalmente nós fazemos? Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, e deixamos que o nosso querer se sobreponha sobre tudo isso.

  • Não participamos das reuniões por acharmos que é a mesma coisa ou que não vai dar em nada?
  • Não nos atualizarmos nas leituras, orações e reflexões por já termos muito “conhecimento”?
  • Fazermos coisas erradas durante a Santa Missa e deixar assim mesmo, apenas porque nós queremos?
  • Apesar de “sermos de dentro da Igreja”, temos humildade em reconhecer os meus erros ou elevamos apenas o nosso querer?
  • Não damos oportunidade que outros cresçam?
  • Ou quem sabe, só aparecemos quando vamos ser visto por muitos?
  • E será que não somos aqueles que se apresentam a todo momento, tirando a possibilidade de que outros trabalhem, e no final das contas, aquilo que pegamos para fazer não é feito, ou mal feito?

E agora, será que temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre”, mas, “sempre mesmo”, tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguir cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção ao Reino dos céus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 12/Jun/18

Liturgia Diária 12/06/18 (Terça):
1Rs 17,7-16 – Sl 4 – Mt 5,13-16

SAL E LUZ, EIS A NOSSA MISSÃO

Bom dia. A Palavra de Deus hoje nos chama a realizarmos e sermos verdadeiras obras de louvor a Deus.

Jesus nos convida a fazermos a diferença no mundo, a priorizarmos os valores do Reino, nos quais devemos assentar a nossa vida! Somos convidados a dar um sentido novo a nossa existência, a sermos protagonistas de uma história de amor que nunca terá fim, e para sermos estes protagonistas, Jesus nos faz uma única exigência: a conversão do coração.

A conversão nos abre à luz de Cristo, nos tira da escuridão, nos faz, não somente enxergar, como também, a desmascarar os projetos contrários à vida!

Se o mal está ganhando força no mundo, é sinal de que não estamos deixando aflorar, o bem plantado por Deus em nossos corações, que estamos ofuscando a Luz de Cristo com as luzes artificiais do mundo! Não nascemos do acaso, somos frutos do amor de Deus plantados aqui na terra para produzir frutos, e só iremos produzir frutos de boa qualidade, se estivermos ligados a Jesus, Jesus é a seiva que nos liga ao Pai, Ele é a fonte de água viva que irriga todo o nosso ser, que nos transforma em fonte de luz no mundo!

Jesus veio mudar o rumo da nossa história, dar um sentido novo ao nosso existir, nos libertar de nossas próprias prisões, Nele e com Ele, a nossa vida ganha brilho e sabor!

Sermos o SAL como obra, é como aquele cozinheiro que sabe “aquela receita”. Uma receita maravilhosa, tanto aos olhos como no paladar, só que, em vez de fazer como está descrito, ele faz da sua maneira, sem se importar com os ingredientes e principalmente com o sal que lhe é vital para o sucesso da receita.

Mas aí você pode me perguntar: mas nós não podemos ter criatividade ao cozinhar?

Claro que devemos, e é necessário nos dias de hoje sermos criativos para que todos àqueles que se sentem à mesa possam reconhecer o valor do prato e experimentar o sabor agradável. Mas esta criatividade deve ser responsável, não fugindo à essência da receita, pois se deixarmos isso para o lado, com certeza, quando alguém for se deliciar com aquele prato, o excesso do sal ou da pimenta, ou até mesmo a sua ausência, pode vir a deixar o prato sem motivo de ser apreciado.

O SAL em nossa vida como cristão, deve ser aquele ingrediente que se transforma em amor, em carinho, em compreensão. Olhemos Cristo como exemplo: Jesus em todos os momentos junto conosco, sempre “salgou” a vida dos outros com palavras de amor, dando-lhes exemplo de como ser verdadeiros fiéis a Deus. Cristo nunca julgou às pessoas ou os seus atos, pelo contrário, Ele sempre mostrou e pediu que não mais pecássemos ou fizéssemos aquele erro.

Com esses gestos e ensinamentos, Jesus nos mostrou que Ele deseja a nossa conversão no dia de hoje. Ele não se preocupa com o ontem, mas com o agora. Ele quer no dia de hoje, saber se houve em meu coração, em minha fala, em meu agir, uma verdadeira conversão, onde que, a partir de agora, estarei eu sendo o SAL da Boa Nova na vida daqueles que me cercam.

Sermos a LUZ na vida das pessoas, não deve ser como um farol na estrada escura, pois esta luz pode nos cegar e acabarmos caindo na ribanceira do pecado. Nem tão pouco, devemos ser como a luz fraca que quando mais precisamos ela não consegue nos mostrar o caminho e acabamos tropeçando nas mazelas do mundo.

Nós devemos ser LUZ que nos ilumina, para que possamos sermos verdadeiros caminhos de paz e amor para o nosso próximo, onde que, com está LUZ, poderemos vislumbrar Jesus ao fim do caminho a nos esperar, de braços abertos e com o coração repleto de amor e misericórdia.

O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, verdadeiramente nos convida a refletir sobre a importância de darmos testemunho de Jesus no mundo, deixando que a sua luz brilhe em nós! “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.”

Com esta afirmação, Jesus sintetiza o caráter da nossa missão nos oferecendo diretrizes bastante precisas para a nossa caminhada missionária! Através de pequenas metáforas, Jesus nos diz algo muito significativo, Ele nos chama à responsabilidade de continuadores do anuncio do Reino! “Vós sois o sal da terra.” Ser sal da terra, significa ser uma presença discreta, porém, essencial no meio em que vivemos! Como sabemos, o sal não aparece, mas ele é imprescindível no nosso dia a dia, é o sal que dá o sabor ao nosso alimento!

Como continuadores da presença de Jesus no mundo, precisamos dar sabor a vida do outro, mas com o cuidado de estarmos no ponto certo: nem sem sal e nem salgado demais!

Quando nos omitimos diante às injustiças, ficando numa postura de meros espectadores dos acontecimentos, tornamos pessoas sem sal, ou seja, pessoas passivas, indiferentes, essa postura não agrada a Deus.

Por outro lado, quando queremos impor os nossos pontos de vista, considerando-nos donos da verdade, desconsiderando a opinião do outro, tornamos pessoas salgadas demais, a ponto da nossa presença se tornar indesejável!

“Vós sois a luz do mundo.” Ser luz no mundo, é dar testemunho da verdade! Se deixarmos de ser luz, a escuridão prevalecerá e o inimigo ganhará espaço para agir sem ser visto, enquanto que diante da luz, o mal não tem vez, pois as claras, nada fica oculto.

Em muitas situações, ser luz, pode até implicar em grandes riscos, porém, o pior risco, é o de não aceitar o desafio de ser luz, o que pode nos condenar a pior de todas as trevas: estar longe de Jesus!

“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo!” Como vimos, Jesus não nos pede para ser sal da terra e nem para ser luz do mundo, Ele afirma que nós somos o sal e a luz do mundo! Portanto, deixemo-nos temperar pelo sabor de Jesus e nos iluminar pela Luz do seu Espírito, dando continuidade à sua presença no mundo, dando sabor e sendo luz na vida do nosso irmão!

Será que a nossa presença está dando sabor de Jesus no meio em que vivemos?

Ou será que estamos salgados demais, a ponto de afastar as pessoas de junto de nós?

Estamos irradiando a luz de Cristo que brilha em nós?

Ou será que estamos sendo luz forte demais (aparecidos) ofuscando os olhos do outro?

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 11/Jun/18

Liturgia Diária 11/06/18 (Segunda):
At 11,21b-26; 13,1-3 – Sl 97 (98) – Mt 10,7-13

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

Bom dia. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”.

O Evangelho de hoje, Jesus nos dá a missão de anunciar o Seu Reino, de anunciar a Boa Nova. Mas para fazermos isso, primeiramente devemos acreditar em Jesus, sendo Ele o nosso Salvador.

— Mas Flávio, isso nós cremos.

Verdade, muitos de nós cremos em Jesus, mas, será que somos verdadeiros cristãos? Ou pelo menos, estamos tentando ser?

Vamos observar as falas de Jesus e vamos refletir um pouco o nosso agir. Pode ser?

— “De graça recebestes, de graça deveis dar”!

Quando faço algo de bom na minha família, ou realizo alguma obra boa em minha comunidade, ou evangelizo no meu serviço, o que – seja sincero – espero das outras pessoas? Será que apenas um “obrigado”, um “sorriso”, um “aperto de mão” me satisfaz? Ou será que quero algo a mais?! Será que apenas eu, saber o que fiz de bom, já não seria suficiente?

— “Não leveis ouro, nem prata, …”

Quando estou tentando ajudar a mim ou alguém da minha família, ou realizando algo em minha pastoral, ou exercendo a minha missão no meu trabalho, o que é que estou levando em meu coração? O que é que vem em primeiro lugar? Estou dando mais importância nos meus bens, nos meus conhecimentos, no meu bem-estar, ou estou colocando em primeiro lugar a missão que Jesus me deu? O que é que chega primeiro ao coração do outro?

— “Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes… saudai-a…”

Quando estou querendo levar a Palavra de Deus, aquilo que recebi de graça, independentemente de onde seja, minha casa, meus parentes, meus amigos, minha comunidade, meu trabalho, na rua, como é que estou “saudando” estes a quem desejo mostrar um pouco das bênçãos recebidas de Deus? Será que a Palavra de Deus não está sendo bem recebida, porque eu, exatamente eu, não estou sendo um verdadeiro exemplo de cristão?

E se lermos ainda, a continuação no próximo versículo, poderemos ver:

— “Sacudi a poeira dos vossos pés”.

Será que não seria incoerência de Jesus nos pedir para sacudir a poeira de nossos pés àqueles que não querem receber a Boa Nova, e, em outro texto – a ovelha perdida – que vamos nós procurá-la a qualquer preço? Temos que sermos coerentes e sabermos refletir a Palavra de Deus?

Devemos sim, tentar resgatar a todos àqueles que desejam a conversão, àqueles que desejam nascer novamente em Cristo, mas como o próprio Deus nos ensina, que não devemos forçar a ninguém a aceitá-Lo e a segui-Lo, isso deve ser opção de cada um.

É exatamente por isso, que Jesus nos orienta que, caso alguém não aceite a Palavra de Deus em sua vida, que possamos sacudir a poeira e irmos novamente em missão, pois, “ali próximo” de nós, pode haver alguém que está precisando e esteja querendo esta conversão.

Jesus me deu uma missão, que é levar, refletir e contagiar a todos que me cercam com a Glória de seu nome. Todas as vezes que me aproximar da minha esposa, do meu filho, dos meus irmãos, dos meus amigos ou dos meus vizinhos e conseguir levar a eles este novo caminho, que se chama Jesus, estarei ali, naquele momento, cumprindo o Evangelho.

A minha recompensa será sem dúvida a Paz de Jesus em minha vida, e que vai se tornar o sinal de que o Reino de Deus está acontecendo diante dos nossos olhos, no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 10/Jun/18

Liturgia Diária 10/06/18 (Domingo):
Gn 3,9-15 – Sl 129(130) – 2Cor 4,13-18- 5,1 – Mc 3,20-35

A FAMÍLIA DE JESUS E AS CALÚNIAS DOS ESCRIBAS

Boa noite. Como havia dito a vocês, tentarei sempre no sábado à noite enviar a liturgia, a minha reflexão pessoal e as outras duas reflexões do domingo.

O texto do Evangelho que nos é apresentado neste domingo é riquíssimo e por isso mesmo, tentarei, separá-lo em três partes. E por isso mesmo, antes de tudo, é sempre bom lembrar, que as reflexões que envio para vocês são nada mais que aquilo que compreendo pessoalmente sobre a Palavra de Deus, e de longe, deve ser considerada como a “verdade” ou o “correto absoluto”, mas apenas uma forma diferente de você ou de outro refletir sobre essa ou aquela passagem. Isso é nada mais que diversidade de opiniões. O que peço a você é que, reflita e veja se a forma que estou refletindo pode te levar a algo de bom, a algo de melhor.

Em Marcos 3, 20-21, podemos observar, que mesmo os parentes de Jesus tinham uma visão limitada da obra de Deus na vida dos homens e não alcançavam a grandiosidade da Sua Missão. Eles não entendiam que Jesus veio ao mundo revelar a glória e o poder de Deus e inaugurar o tempo da graça e libertação dos cativos, e por isso, todos os que tinham fome de Deus O procuravam e eram atraídos a Ele.

E nos dias de hoje, as pessoas que também se dedicam a evangelização, ao anúncio do reino, dificilmente são entendidas na sua própria casa, na sua família e pela sociedade. E sabem por que isso? Quando nós nos voltamos para as coisas do céu e começamos a desvalorizar as coisas terrenas as pessoas nos criticam porque “perdemos muito tempo” em coisas que não nos dão lucro. Dizem que somos fanáticos, carolas, alienados, quando saímos pelo mundo pregando o Evangelho e queremos ajudar a tanta gente que sofre.

Agora, se for o contrário, se aderimos às coisas que o mundo nos oferece e entramos na roda dos que valorizam os prazeres efêmeros, se nos colocamos a ganhar dinheiro para ter sucesso, aí então, nós somos aplaudidos, enaltecidos e incensados.

Isso acontece porque nós humanos, temos a nossa visão restrita e superficial e não nos deixamos esclarecer pelo Espírito de Deus que mora em nós. Fazemos coisas erradas, por ignorância e não entendemos a profundidade de Deus, ficamos no superficial e imaginamos esta vida como o objetivo central da nossa existência. Jesus também passou pelo crivo dos homens”.

Marcos 3, 22-30: Vejamos, os milagres que Jesus realizou, provaram verdadeiramente a sua divindade, porém, Deus obriga você a ter fé e acreditar nestes milagres? É claro que não! Mas você já ouviu várias pessoas dizendo, mesmo cristãos, que Jesus não realizou este ou aquele milagre, não é mesmo? A quem podemos comparar estes “cristãos” na leitura de hoje? A quem podemos nos comparar? Àqueles que acreditam em Jesus ou aqueles que são “anátemas” no meio do povo?

Essa é a grande questão que Jesus travava hoje no meio dos mestres da lei, pois, como eles não entendiam e não aceitavam estes milagres, a forma mais fácil de tentar denegrir ou rebaixar o que não compreendiam, era a forma que muitos de nós hoje, infelizmente, ainda utilizam: caluniar e tentar desmoralizar aquele que faz o bem, pois eles mesmos, não conseguem fazer o mesmo. Ou será que estou falando alguma asneira?

Devemos compreender que a Fé deve brotar em nossos corações vinda do Espírito Santo, como a água cristalina que jorra de uma fonte pura no ceio da terra, sem mácula ou sujeira, mas livre e límpida para servir a todos por onde esta água irá passar.

Os mestres da lei disseram que Jesus expulsava os demônios em nome de belzebu, pois como eles não acreditavam nos milagres que se realizavam diante de seus olhos e, podemos até a dizer, que como não conseguiam fazer o mesmo que Jesus, eles tentavam fazer a inversão de valores, procurando dar uma desculpa por aquilo que não compreendiam.

Quando Jesus começa a fazer a comparação de que um homem forte não terá a sua casa invadida, Ele está nos dando já o caminho que devemos trilhar, pois, o demônio é forte, acreditemos nisso, mas, se estamos verdadeiramente ligados à Jesus, tenhamos também a Fé, que Jesus é infinitamente mais forte e que sempre irá nos defender. De nada vai adiantar as maldades, as maledicências, as fofocas e as injúrias, pois, se o meu eu, está voltado ao Senhor Jesus, nada irá me afastar de seu caminho.

Jesus libertava as pessoas do poder maligno que os afastava de Deus, como também Ele faz isso hoje conosco. Diante do Sacramento da Confissão temos esta oportunidade de fazê-lo, pelo poder dado por Cristo Jesus aos sacerdotes para nos perdoar os pecados, conforme está no Evangelho de João 20, 22b-23: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos”. Mas que fique bem claro, como já disse isso em outra oportunidade, com os sacerdotes cheios do Espírito Santo de Deus, não são eles quem perdoam os pecados, mas o próprio Deus é que nos perdoa.

Meus irmãos e minhas irmãs, vejam, acreditem e utilizem da maravilha que é poder contar com o perdão dos nossos pecados sempre que precisarem estar em paz com vocês mesmos.

Não sejamos incrédulos ou autossuficientes, pois caímos todos os dias, por mais que tentamos caminhar sempre na Palavra de Deus, apesar de estarmos firmes nos trabalhos em nossas comunidades, apesar da perseverança e amor que desprendemos diante das nossas famílias, estamos, a todo momento, cercados por tentações deste mundo que nunca se cansa de tentar nos derrubar, nos enfraquecer. Hoje as tentações podem ser por motivos financeiros, amanhã pela sexualidade, ontem pela saúde, onde que o mundo nos mostra que a nossa satisfação pessoal a qualquer preço e qualquer hora é a coisa mais “natural” a fazer, sem nos preocupar com as outras pessoas, independentes se são de nossa família ou não, pois o que é mais importante é o “eu”.

E não fiquemos cegos e nem nos tornemos hipócritas, achando apenas que os piores pecados são os grandes, não, as nossas pequenas faltas, os nossos pecados leves, aqueles que cometemos no nosso dia-a-dia são os piores, pois eles começam a se tornarem uma coisa “correta”, uma coisa “normal”, e que vai levar àqueles que te cercam, a realizar estes mesmos pecados, pois, se você, que é exemplo dentro da sua família como bom esposo, esposa, diante dos seus filhos, ou na sua comunidade como coordenador ou agente de pastoral, ou no seu serviço como chefe e diretor, está fazendo “estas” coisas, imagina aquele que tem em você um espelho, um reflexo, um exemplo a ser seguido.

E diante desses grandes ou pequenos deslizes, podemos ser confrontados ou confrontar àqueles com quem nos importamos. Se formos confrontar a alguém, que sejamos pacientes, caridosos e nem um pouco arrogantes, como se fôssemos acusadores e juízes, mas apenas demonstrar que a nossa intenção é a de ajudar e não prejudicar.

Se formos confrontados por um pecado “verdadeiro” que estamos cometendo, de início iremos refutar de todas as maneiras estes nossos pecados, e a maioria de nós, poderemos ser injustos, exagerados, irados e revoltados com essa verdade. Que possamos com a ajuda do Espírito Santo, reconhecer estes nossos erros, pedir perdão a quem magoamos, pedir perdão à Deus e nos levantar novamente, e nos pôr no caminho do Senhor.

Agora, se formos confrontados por um pecado que não comentemos, por uma “calúnia ou mentira”, que tenhamos Jesus como exemplo, onde que se defendeu sem ofender, justificou sem agredir, manteve a calma, a paciência, e diante da tribulação na sua vida, manteve-se alicerçado na Palavra e no Amor de Deus. Sei, que para nós, essa atitude é muito difícil, mas que, conhecedores de nossos limites, não enfrentemos as acusações de cabeça quente, mas que tenhamos um momento de reflexão e oração, e apenas depois, com os nossos pensamentos e sentimentos, em comum acordo com as nossas reflexões e orações, possamos nos defender e mostrar a verdade sobre isso ou aquilo.

Em nosso caminho de conversão, a todo momento seremos colocados à prova, principalmente por aqueles mais próximos: se você consegue a graça de perdoar, haverá aquele que dirá na sua frente que não conhece ninguém que consiga; se você disser que não consegue fazer algo, haverá alguém que dirá que apenas ela consegue e faz até melhor que todo mundo; agora, se você disser que consegue realizar algo, haverá àquele que dirá que ninguém que conhece o faz. E não foi isso o que acabamos de refletir na passagem do evangelho de hoje?

O Documento de Aparecida no número 351 nos diz: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”.

Meus irmãos, minhas irmãs, Jesus, movido pelo Espírito Santo, desde seu Batismo se apresentou como enviado de Deus. E todos podiam reconhecer que Ele vinha de Deus. Os que não aceitaram que em Jesus agia o Espírito Santo, estes cometeram o pecado eterno de que Jesus os acusou, conforme lemos em Mc 3, 29: Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno. Por isso, demos graças a Deus que nos livra deste único pecado sem perdão pedindo: Jesus nos conserve sempre a seu lado e nos proteja do inimigo, livrando-nos deste pecado eterno.

Marcos 3, 31-35: “Jesus era humano e Divino, mas em toda situação que exigia Dele uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que falava mais alto. Podemos perceber isto claramente no evangelho de hoje, quando ao ser informado que a sua mãe e seus irmãos, Jesus não afasta da multidão para atendê-los, não interrompe a sua missão Divina, junto aqueles que o Pai lhe confiara, para atender a sua família, demonstrando assim, uma atenção igualitária para com a família de sangue e o povo de Deus!

Para muitos, esta atitude de Jesus, soa como um desprezo Dele, para com sua mãe, o que não é verdade, pois ao acolher o povo como membros de sua família, Jesus demonstrou um amor grandioso pelo Pai, gesto, que certamente alegrou Maria, pois assim como Ele, ela só queria agradar o Pai!

Certamente, Maria não estranhou a postura de Jesus, pois ela sempre soube que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, Ele pertencia ao povo, a todos que o Pai lhe confiara!

Mesmo sendo a escolhida para gerar o filho de Deus, ela sempre se portou humilde diante de Jesus, nunca reivindicou uma atenção especial por parte Dele, pelo contrário, se colocava como discípula Dele!

A partir do momento que Jesus ingressa na vida pública assumindo o seu Ministério, Maria passa a procura-lo, não mais na condição de Mãe e sim, de discípula que quer aprender com o Mestre.

Maria compreendia todas as atitudes do Filho, mais do que ninguém, ela sabia que Jesus havia vindo ao mundo para cumprir o que o Pai lhe designara.

Jesus disse: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”! Com estas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, pois ninguém mais do que Maria, tinha o desejo de fazer a vontade do Pai, pois ela se colocou como sua serva, desde o anúncio de que ela seria a mãe de Jesus! “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”!

Pensar que Jesus desconsiderou a sua mãe, é contradizer o que Ele pregava, vejamos em Mt 19, 19: “…honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo” e em Mt 15, 4: “Com efeito, Deus disse: Honra pai e mãe e Aquele que maldisser pai ou mãe certamente deve morrer”.

“Se devem morrer àqueles que maldisser algo sobre o seu pai ou sua mãe, imagina então, àqueles que maldizem sobre José e Maria, que são os pais de Jesus”.

Para não termos nenhuma dúvida quanto à consideração de Jesus para com sua Mãe, basta lembrar do seu cuidado com Ela no momento derradeiro à sua morte, quando na cruz, Ele a entrega aos cuidados do discípulo a quem amava, no Jo 19, 26-27: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis teu filho’!”

Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referência que Jesus faz de quem é a sua família, com isso não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é um convite a fazermos à vontade do Pai!

Quem for batizado e fazer a vontade do Pai, fará parte da família de Jesus!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 09/Jun/18

Liturgia Diária 09/06/18 (Sábado):
Is 61,9-11 – 1Sm 2,1.4-5.6-7 8abcd (R. cf. 1a) – Lc 2,41-51

CORAÇÃO DE MARIA

Bom dia. A Liturgia de hoje faz memória ao Imaculado Coração de Maria., onde que em Lc 2, 51 menciona o Coração da Mãe de Jesus.

Mas, não se trata de uma menção comum, mas sim, a um Coração de mãe voltado para seu Filho. E não se trata, igualmente, de um filho comum, mas sim, ao Filho de Deus. Em outras palavras, podemos dizer: o Coração de Maria vivia para Seu Filho, o Filho de Deus.

E este Seu Filho, Jesus, era um mistério, pois, desde o anúncio do seu nascimento, em que o Anjo Gabriel se referiu a Ele com palavras grandiosas; desde que o velho Simeão dissera a Maria palavras que lhe causaram apreensão.

Mas aquele Coração de Mãe não se entristeceu nem se afastou de Seu Filho e muito menos dos desígnios de Deus para a sua vida. Pelo contrário, levou ainda mais tempo meditando sobre Jesus, e, de modo especial, no que o Filho lhe disse em Jerusalém: “Não sabíeis que devo estar na casa de Meu Pai?” (Lc 2,49c).

Depois daquela angustiosa busca de Jesus no Templo de Jerusalém, Sua Mãe teve longo tempo para responder à pergunta feita por Seu Filho, até o dia em que Ele se despede de Sua Mãe, para ir anunciar o Reino de Deus, onde que ficou claro que aquele Filho tinha uma missão incomum e grandiosa: Ele a recebera de Seu Pai e Deus.

No dia em que Jesus é julgado pelo sumo sacerdote, Maria soube deste diálogo: “… o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.” (Mt 26,63-64).

Foi por confirmar sua filiação divina que o filho de Maria recebeu a sentença de morte. Foi um punhal de dor que atravessou aquele Coração de Mãe. O Velho Simeão já o tinha profetizado.

Mas quando Jesus, depois de morto e sepultado, ressuscita com vida divina igual a de Seu Pai, o Coração de Maria ficou cheio de alegria. E, com toda serenidade, Maria continuou meditando todas aquelas coisas em seu Coração.

Para aquela Mãe, o Filho estava sempre dentro de seu Coração. E isto, é para nós, uma outra instrução: tenhamos sempre Jesus em nosso coração, imitando a santidade de Sua Mãe.”

CORAÇÃO DE MARIA. Expressão que representa o nosso carinho especial por aquela que doou o seu corpo para ser a habitação de Deus no meio de nós.

Sim, é verdade, nós não estávamos lá. Mas foi graças ao seu SIM ao Anjo mensageiro, que hoje nós temos Jesus eucarístico no meio de nós, e em nós. É claro, que antes disso, Jesus por ser Deus, já estava em toda parte, incluindo em nosso meio.

A jovem Maria, empenhada na sua missão, desfrutava da infância de Jesus, da sua obediência, apesar de ser o Filho de Deus, Jesus tinha verdadeiro afeto filial a sua mãe terrena. E Maria guardava todas estas coisas em seu coração.  Ou seja, Maria guardava tudo isso em sua mente. O autor do Evangelho, assim como todos daqueles tempos, também acreditava que o coração era disposto de memória para guardar os acontecimentos e fatos.

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe santíssima, é também a nossa intercessora junto ao Pai. É ela que intercede por nós, quando precisamos de ajuda: para sermos castos, pois Maria é a rainha da castidade; para sermos servos, pois Maria é o exemplo de servidão; para sermos fiéis a Deus, pois Maria é a fidelidade em pessoa; …

Porém, não nos esquecemos das palavras de Jesus:

“Tudo o que pedires ao Pai em meu nome, vos será dado”.

“E ninguém irá ao Pai senão por mim.” (por meio de mim).

Desse modo, com todo respeito a Virgem Santa, Jesus é o nosso intercessor número um!

Sejamos devotos de Maria, recorramos à sua intercessão, porém, Jesus é mais…

Aliás, eu gosto sempre de exemplificar a relação de Maria e de Jesus com a dinâmica da Lua e do Sol, pois, o brilho de Maria é um reflexo da Luz que é Jesus, da mesma forma que o brilho da Lua só é possível por refletir o brilho do Sol.

Quantos de nós, pelo menos uma vez na vida, já olhou e admirou a Lua em seu esplendor? Em sua luminosidade plena, só se é possível se ela estiver voltada perfeitamente para o Sol, onde que este colocará todo o seu brilho nela.

E quantas vezes, nós, nos tornamos a Lua Nova ou Minguante, e se afastando de Deus, perdemos a luminosidade do amor, do carinho, do perdão, do aconchego, do acolher, de ser Luz na vidadas pessoas?

Agora, se seguirmos os passos de Maria, aquela que nos reflete a Luz de Jesus, o seu Filho amado que morreu por nós, mas no terceiro dia ressuscitou, seremos capazes de iluminar os nossos caminhos e quem sabe, levara Luz do Espírito Santo àqueles que tanto precisam de ajuda?

Agora, vocês conseguem compreender a relação da Lua e Maria, e do Sol e Jesus? Reflitam, abram seus corações aos dons que Deus lhes deu como Maria o fez, e assim poderemos discernir sobre esta dinâmica.

O Anjo saudou a Maria chamando-a de CHEIA DE GRAÇA, e a graça de Maria está exatamente na sua pureza, na sua inocência e santidade. Boa menina! E foi por isso que ela foi escolhida para tão sublime missão!

Quanto a nós, também somos escolhidos para qualquer missão por causa da nossa pureza de espírito, a nossa pureza de alma. Mas não nos iludamos, pois, muitos de nós – e eu me incluo – não somos lá muito puros… igualmente, como foi o caso dos discípulos. Porém o que mais conta para Deus, é a nossa fé, a nossa boa vontade, a nossa disponibilidade, a nossa conversão para nos dedicarmos ao serviço do Reino.

Meus irmãos e minhas irmãs, não se iludam e nem se menosprezem, pois, Deus conhece a cada um de nós, por dentro e por fora, Ele escolhe a quem achar melhor, segundo o que é do seu agrado, segundo o seu dom, segundo a sua entrega.

Às vezes, e na verdade, são muitas vezes, e me corrijam se eu estiver errado, pode acontecer de acharmos estranho que uma certa pessoa – àquela pessoa – esteja no altar a serviço da liturgia ou dos MESC, ou esteja naquela seção em meu serviço, ou esteja na casa daquele seu amigo que não se davam bem, … Meus queridos e amadas, cuidado para não julgarmos os desígnios de Deus para que não sejamos julgados, pois, somente Deus sabe o porquê daquela escolha.

Temos que tomar cuidado, pois, quantos não julgam Maria até hoje, mesmo ela não tendo nenhum pecado? E quantos que admiram e fazem de Davi um exemplo a ser seguido, apesar de tantos pecados que ele cometeu? Como no mundo de hoje, e por isso nos causa espanto e medo, conseguimos compreender a inversão de valores?

Será que somos capazes nos dias de hoje, termos a verdadeira essência do Coração de Maria?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 08/Jun/18

Liturgia Diária 08/06/18 (Sexta):
Os 11,1.3-4.8c-9 – Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.3) – Ef 3,8-12.14-19 – Jo 19,31-37

EM CRISTO TEMOS A LIBERDADE DE NOS APROXIMAR DE DEUS COM TODA CONFIANÇA

Bom dia, e que hoje, onde celebramos o Sagrado Coração de Jesus, que possamos derrubar as muralhas que criamos em nossos corações às coisas de Deus, e possamos nos alimentar e realmente meditar a Palavra.

Eu sei que nem todos irão LER, MEDITAR, ORAR e CONTEMPLAR NA VIDA A MISSÃO todas as leituras e nem mesmo esta reflexão, por ser grande, extensa e não ter ou não poder “perder um pouco do seu tempo”, pois, a grande maioria de nós reclama de uma Missa “demorada”, de uma palestra “repetida”, mas não reclamam de ficar vendo novelas das 18hs à 22hs, não reclamam de irem a um show e ficarem EM PÉ na fila desde às 15hs, … mas, isso é assunto para outro momento. Me desculpem…

Agora, para aqueles que irão se aventurar, poderão ver que na Segunda Leitura São Paulo nos diz: “Em Cristo nós temos, pela fé Nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança”. (Ef 3,12).

Mas, como Jesus Cristo pode nos fazer próximos de Deus?

É precisamente porque ninguém está próximo de Deus mais do que Ele. Quando Jesus nos aproxima do Pai, acompanha-nos nesta elevação ao céu.

Ora, Jesus ama o Pai. E quando nos eleva ao Pai, enche nosso coração com o amor que Ele tem pelo Pai.

É verdade que nosso amor por Deus é imperfeito. Sozinhos nada ou pouco podemos fazer, mas, como Jesus ama ao Pai, no maior grau possível ao ser humano, torna-se possível se a Deus formos levados por Jesus. Pois Ele mesmo disse: “Sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15,5).

O que Jesus deseja, precisamente, é que amemos o Pai como Ele O ama. É o cumprimento do Primeiro Mandamento, onde o vimos ontem no Evangelho, o Mandamento que para Jesus foi alimento espiritual. Ele mesmo o disse aos discípulos quando se encontrou com a samaritana: “O meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou e realizar a Sua obra”. (Jo 4,34).

Portanto, com Jesus podemos amar ao Pai da melhor maneira possível nesta terra.

E hoje, nesta Solenidade que celebramos o Coração de Jesus, podemos nos perguntar: O que este Coração significa?

Significa o amor perfeito do Filho pelo Pai e o amor do Filho pela humanidade que Ele salva com sua Paixão e Morte.

E como nós, todos nós, temos o nosso coração duro, poderíamos ainda perguntar: Que provas Jesus poderia nos dar de amar-nos tão perfeitamente?

Ele mesmo disse, referindo-Se a Si mesmo: “Ninguém tem amor maior do que Aquele que dá Sua Vida pelos amigos” (Jo 15,13).

Meus irmãos, minhas irmãs, a nossa elevação ao Pai pelo amor que por Ele e por nós o Filho tem, é nossa prova de que o próprio Pai nos ama.

Em tempos passados, antes de Cristo, para o Povo Eleito, este amor de Deus pelos seus escolhidos foi expresso pelo profeta Oséias, e podemos ver isso claramente quando lemos a Primeira Leitura que diz: “Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles” (Os 11,3).

Efraim, era o nome de uma das doze tribos de Israel, está dito aqui para dizer todo o Povo Eleito. Oséias revela a decepção de Deus com Seu Povo, porque dele não recebeu a resposta amorosa correspondente ao Seu amor. Muitas vezes o Povo Eleito se recusou a amar a Deus como devia. E, pior, Israel cometeu muitos pecados, inclusive o da idolatria, abandonando seu Deus em troca de ídolos. E nós, hoje, não estamos cometendo os mesmos pecados? Ou até mais graves do que esses?

Contudo, Deus sempre foi paciente. Mesmo punindo Israel demonstrava seu amor por ele. E não é que Deus era “mau” ou “rancoroso”, mas como um pai e uma mãe, deve corrigir os seus filhos ao que é certo e correto. E não é assim em nossas famílias? Ou será que quando nossos pais ou quando nós que somos pais chamamos à correção os nossos filhos, estamos fazendo isso por maldade?

Entendamos, abrindo os nossos corações, sobre o amor de Deus expresso nas palavras de Oséias: “Meu Coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, Eu sou Deus, e não homem; o Santo no meio de vós e não me servirei do terror” (Os 11,8c-9).

Assim se revela o amor de Deus Pai por nós. Assim podemos ver como nos ama Jesus, pois o amor que tem por nós é o mesmo do Pai por nós. Começamos a compreender por qual motivo a figura do “Coração” é a preferida de Jesus para expressar o mesmo amor que Ele tem por nós como o Pai tem por Efraim?

E “Coração”, para dizer, o amor do Filho e do Pai por nós, é a melhor maneira de nos fazer entender o quanto significamos para a Santíssima Trindade.

Observemos o que o Evangelho nos diz: “… um soldado abriu-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”. (Jo 19,34).

O mesmo São João Evangelista nos diz que “o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (1Jo 1,7). Era necessário então, que isto se tornasse visível aos nossos olhos, uma vez que Jesus derramara seu Sangue em Sua Paixão e Morte de Cruz. Novamente, podemos entender, compreender e acreditar, o que Jesus nos disse e que já consideramos aqui: “Ninguém tem amor maior do que Aquele que dá Sua Vida pelos amigos” (Jo 15,13).

Ora, derramando Seu Sangue, Jesus deu Sua vida por nós, apagando nossos pecados.

Mas, como ainda mantemos os nossos corações fechados e difíceis de se abrirem, podemos ainda querer questionar, e perguntar:

E por qual motivo então, saiu água do lado de Cristo?

Desde antiga tradição da Igreja, esta água que sai do lado de Jesus, simboliza nosso Batismo, no qual também somos lavados de nossos pecados.

A água, enquanto símbolo de morte, faz-nos morrer para os pecados cometidos antes, enquanto, que essa água saída do lado de Cristo, significa fonte de vida, a água que nos faz nascer para uma vida nova. Tanto morte ao pecado como vida nova, nos são dadas pela Graça de Deus que age em nosso Batismo. E São Paulo nos ajuda a entender isto, quando nos diz: “Pelo Batismo na Sua Morte, fomos sepultados com Ele [Jesus], para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela Glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova”. (Rm 6,4).

Meus amigos e amigas, esta “Vida Nova” normalmente é entendida uma vida em que, depois do Batismo, não se pode mais pecar. Porém, num sentido mais elevado, e não apenas mundano, significa a participação na vida santa do Cristo Ressuscitado, sentido que São Paulo também nos dá quando diz ainda em Romanos 6,11: “Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo”.

Em “vivos para Deus”, que é o primeiro Vivente, como Seu Nome significa, temos a maior expressão desta Vida no amor de Deus por nós e no nosso por Ele. Novamente aqui nos serve como símbolo o Coração, que em Jesus pulsa de amor pelo Pai e por nós.

Desta maneira, devemos contemplar o Coração de Jesus Cristo.

Vejamos nele tudo o que significamos para a Santíssima Trindade e o que Ela significa para nós. Isto é, Deus é Amor como nos diz 1Jo 4,16: “… nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos Nele. Deus é Amor: quem permanece no Amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele”.

Reflitamos e nos consolemos com estas palavras, e ainda, com o Salmo Responsorial, retirados do texto de Isaías, digamos: “Eis o Deus, meu Salvador; eu confio e nada temo …” (Is 12,2ª).

De fato, quem é acolhido e envolto pelo Deus, que é amor, como pode temer alguma coisa?

O Coração de Jesus, manifestação do amor de Deus por nós, é onde nos abrigamos.

Que desta morada jamais saiamos, uma vez que em Jesus Cristo temos liberdade de nos aproximar de Deus com toda confiança.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 07/Jun/18

Liturgia Diária 07/06/18 (Quinta):
2Tm 2,8-15 – Sl 24(25) – Mc 12,28b-34

O MAIOR MANDAMENTO

Bom dia. Fazendo uma pequena reflexão deste Evangelho, podemos vislumbrar com clareza absoluta: a grande maioria de nós, hoje, somos este “mestre da Lei”. É verdade. Querem ver?

Ele – o mestre da lei – tem o conhecimento de quais são os mandamentos mais importantes. Pois bem, nós também temos o conhecimento destes mesmos mandamentos, não é mesmo? E, sendo assim, sempre nos focamos mais naquilo que conhecemos e temos o entendimento.

Em nosso “achar” que apenas saber quais são estes mandamentos já nos basta, vem Jesus, e nos dá um pequeno toque que, não basta apenas conhecer, mas devemos viver.

Olhe bem o que Jesus disse ao “mestre da lei”: — Tu não estás longe do Reino de Deus.

Isso também serve para nós, pois, não basta apenas ter o conhecimento e falar para todos que nos cercam quais são estes mandamentos. Como no caso do mestre da lei, também nós, devemos colocar em prática naquilo que acreditamos como sendo o caminho para chegarmos à vida eterna em Jesus.

Um dos primeiros passos que devemos ter como meta, é tentarmos sermos humildes e sabermos ouvir à Deus em nossas orações e, com aqueles que nos cercam e tentam nos mostrar com bons exemplos quais são esses passos.

O mestre da lei nesse diálogo com Jesus não foi debater ou discutir sobre religiosidade ou política, mas sim, ter em esclarecimento se aquilo que ele compreendia das escrituras era verdadeiro.

Por outro lado, Jesus nesse diálogo com o mestre da lei não foi acusá-lo ou julgá-lo, mas sim ajudá-lo a compreender que para se chegar ao Reino de Deus não basta apenas saber, mas, viver.

“Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!”

O fundamento da Lei de Deus é o AMOR, portanto, Amar a Deus, a si mesmo e ao próximo é o resumo de todo o ensinamento divino. No entanto, só poderemos praticar o primeiro mandamento, se inicialmente, ouvirmos a Deus quando Ele se manifesta na Sua Palavra e nos ensina a fazer todas as coisas.

Como poderemos amar a Deus e aos irmãos se não soubermos como agir para entrar em comunhão com eles?

Ouvir o Senhor, escutá-Lo e atendê-Lo de todo o coração, alma e entendimento, é o mesmo que amá-Lo com toda a nossa força. Todo aquele que entende de coração essa verdade não está longe do Reino de Deus, e foi isto que Jesus disse àquele escriba. Portanto, poderemos ter a certeza de que estamos vivendo o reino dos céus aqui na terra, se estivermos ouvindo a Deus e acolhendo o mandamento do Seu amor, tendo-O como único Deus e Senhor dos nossos relacionamentos.

É com o Amor de Deus que conseguiremos amar ao próximo, como a nós mesmos.

A Palavra nos garante que Deus nos amou primeiro, e é por meio Dela que o Amor de Deus penetra no nosso coração e nos toca dando-nos o entendimento do amor que devemos ter para com os nossos irmãos e irmãs.

Quando nos amamos, nós nos aceitamos e praticamos o amor ao próximo por amor a Deus. Ai, então, podemos ter a plena consciência de que estamos realizando a vontade do Pai.

Maior que todos os holocaustos e sacrifícios, são o zelo, o cuidado e o carinho que dedicamos às pessoas em Nome de Deus. Não precisaremos mais fazer perguntas quando assim estivermos agindo porque o próprio amor que vivenciarmos será a resposta certa para as nossas dúvidas e inquietações.

“Ouve, ó Israel”, este é o apelo que o Senhor nos faz, hoje, quando tantas vozes se confundem ao nosso redor. Se entendermos isso, se escutarmos e colocarmos em prática os ensinamentos do Senhor vivenciaremos desde já o reino dos céus aqui na terra.

Vamos ser sinceros, honestos e humildes diante de Deus e de nós mesmo?

Não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar o próximo, nem amar verdadeiramente o próximo sem amar a Deus. Foi por isto que o Espírito Santo foi dado aos apóstolos por duas vezes: primeiro, pelo Senhor enquanto vivia na Terra, e depois, pelo Senhor quando reinava no Céu (Jo 20,22; At 2).

Foi-nos dado na Terra para amarmos o próximo, foi-nos dado do Céu para amarmos a Deus.

Mas podemos nos perguntar: porque foi primeiro na Terra e depois no Céu?

Para que compreendêssemos claramente as palavras de João: “Quem não ama o seu irmão, que vê, não pode amar a Deus, que não vê” (1Jo 4,20).

Assim, meus irmãos e minhas irmãs, amigos e amigas, cuidemos bem do nosso próximo; amemos aquele que está próximo de nós, para que nos seja possível amar Aquele que está acima de nós. Que o nosso espírito se exercite a dar ao próximo aquilo que deve a Deus, a fim de merecer gozar em Deus, com este mesmo próximo, de uma alegria perfeita.

Desta forma, alcançaremos então a alegria própria dos habitantes do Céu, cujo penhor recebemos já pelo dom do Espírito Santo. Tendamos com todo o nosso amor para este fim, onde rejubilaremos sem fim. Aí se encontra a assembleia santa dos cidadãos do Céu; aí se vive uma festa segura; aí está o repouso permanente; aí há uma paz verdadeira, que já não nos será apenas deixada, mas dada por Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 14, 27).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 06/Jun/18

Liturgia Diária 06/06/18 (Quarta):
2Tm 1,1-3.6-12 – Sl 122(123) – Mc 12,18-27

DEUS DOS VIVOS! TENS FÉ?

Bom dia. Pelo fato de impedir a realização temporal do seu projeto de futuro, a possibilidade da morte causa angústia e sofrimento ao ser humano. Mas sua consciência não se limita à realidade física, nem é absorvida por ela. A consciência a ultrapassa e projeta na dimensão futura seu desejo de unidade e de comunhão. O que lhe permite compreender-se como vida em comunhão e como comunhão de vida, perpetuada no amor e na misericórdia de um Deus, que, nas palavras de Jesus, “não é um Deus de mortos, mas sim de vivos; todos, com efeito, vivem para Ele”. Então, o homem do deserto sacia sua sede na inesgotável fonte de água viva.

De modo enfático, Jesus diz aos saduceus e fariseus que eles estão “no erro” e “não conhecerem as Escrituras”, e, com firmeza, declara que elas, desde o começo, revelam o poder do espírito, sopro vital, presença da vida que é mais forte que a morte. Nos diz S. Agostinho: “Uma vida sem eternidade é indigna do nome de vida. Verdadeira é só a vida eterna”. Para Jesus, a imortalidade é mais do que a sobrevivência, é vida feliz junto de Deus. Assim, ao pedido do bom ladrão: “Jesus, lembra-te de mim quando chegares ao teu reino”, Ele comunica-lhe esperança e conforto: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Último ato da vida terrena, a morte é também o momento do encontro do homem com aquele que é plenitude de vida. S. Hilário de Poitiers interroga-se: “Podia o Deus imortal dar-nos uma vida sem outro horizonte que a morte? Podia inspirar-nos tanto desejo de viver, se não pudéssemos ir além dos horrores da morte?”

Como no Evangelho de hoje, também somos questionados em várias situações em questões de nossa fé. Sei que não estarei expondo a seguir, a mais completa e mais profunda reflexão sobre o CREIO – que não é uma oração, mas sim, a AFIRMAÇÃO que resume fielmente os principais pontos da mensagem transmitida pelos Apóstolos. Foram eles que, reunidos em Jerusalém, estabeleceram o seu conteúdo, conforme o que aprenderam de Jesus Cristo e inspirados pelo Espírito Santo. Por isso a fórmula também é chamada de “Símbolo dos Apóstolos”.

Desde os primórdios da Igreja, para que uma pessoa pudesse ser batizada, ela era interrogada sobre as questões mais importantes da Fé Cristã. Ao final de cada pergunta, ela deveria responder, com firmeza: “Eu Creio”.

Ainda hoje é assim. No Batismo de crianças, os pais e padrinhos fazem a Profissão de Fé no lugar dos pequenos, e, na Crisma, os jovens e adultos confirmam pessoalmente a sua adesão ao catolicismo. Recitando o CREDO, o cristão se compromete a viver de acordo com o ensinamento da Igreja. Esta Oração também nos encoraja a manifestarmos publicamente a nossa Fé. Afinal, não devemos jamais nos envergonhar de Cristo e do que Ele nos ensina (Lc 9,26), para que também Ele não venha a se envergonhar de nós.

O conteúdo desta Oração/Afirmação, sempre que bem meditado e compreendido, protege os Católicos dos erros e heresias. O Credo proclama aquilo que, com certeza, todo católico deve sempre Crer, Amar e Defender.

— CREIO EM DEUS PAI TODO PODEROSO: Nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6,4; Marcos 12,29). PAI TODO-PODEROSO – O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18,27)

— CRIADOR DO CÉU E DA TERRA: No princípio, Deus criou o céu e a terra (Gênesis 1,1).

— E EM JESUS CRISTO: Ele é o resplendor glorioso de Deus, a imagem própria do que Deus é (Hebreus 1,3).

— SEU ÚNICO FILHO: Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna (João 3,16).

— NOSSO SENHOR: Deus o fez Senhor e Messias (Atos 2,36).

— CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Deus Altíssimo repousará sobre ti como uma nuvem. Por isso, o menino que irá nascer será chamado Santo e Filho de Deus (Lucas 1,35).

— NASCEU DA VIRGEM MARIA: Tudo isto ocorreu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito por meio do profeta: A virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que significa: Deus está conosco) (Mateus 1,22-23).

— PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS: Pilatos tomou então a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça de Jesus e o vestiram com uma capa escarlate (João 19,1-2).

— FOI CRUCIFICADO: Jesus saiu carregando sua cruz para ir ao chamado lugar da caveira (que em hebraico chama-se Gólgota). Ali o crucificaram e, com ele, outros dois, um de cada lado. Pilatos mandou afixar sobre a cruz um cartaz, que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus (João 19,17-19).

— MORTO E SEPULTADO: Jesus gritou fortemente: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! E, ao dizer isto, morreu (Lucas 23,46). Depois de baixá-lo da cruz, o envolveram em um lençol de linho e o puseram em um sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda havia sido sepultado (Lucas 23,53).

— DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS: Como homem, morreu; porém, como ser espiritual que era, voltou à vida. E como ser espiritual, foi e pregou aos espíritos encarcerados (1Pedro 3,18-19).

— RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA: Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1Coríntios 15,3-4).

— SUBIU AOS CÉUS; ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI TODO-PODEROSO: O Senhor Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus (Marcos 16,19).

— DE ONDE HÁ DE VIR A JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS: Ele nos enviou para anunciar ao povo que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10,42).

— CREIO NO ESPÍRITO SANTO: Pois Deus encheu nosso coração com o seu amor por meio do Espírito Santo que nos deu (Romanos 5,5).

— NA SANTA IGREJA: Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e Eu em ti; que eles sejam também um em Nós para que o mundo creia que Tu me enviaste (João 17,21; João 10,14; Efésios 4,4-5). A fé confessa que a Igreja… não pode deixar de ser santa (Efésios 1,1). Com efeito, Cristo, o Filho de Deus, a quem o Pai e com o Espírito Santo se proclama o Santo, amou a sua Igreja como sua esposa (Efésios 5,25). Ele se entregou por ela para santificá-la, a uniu a Si mesmo como seu próprio corpo e a encheu do dom do Espírito Santo para a glória de Deus (Efésios 5,26-27). A Igreja é, portanto, o povo santo de Deus (1Pedro 2,9) e seus membros são chamados santos (Atos 9,13; 1Coríntios 6,1; 16,1).

— CATÓLICA: E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e nem o poder da morte poderá vencê-la (Mateus 16,18). Possui a plenitude que Cristo lhe confere (Efésios 1,22-23). É católica porque foi enviada em missão por Cristo à totalidade do gênero humano (cf. Mateus 28,19). O Senhor Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a total consumação do Reino. Antes de mais nada houve a escolha dos Doze Apóstolos, tendo Pedro como cabeça (cf. Mateus 3,14-15), visto que representavam as Doze Tribos de Israel (cf. Mateus 19,28; Lucas 22,30). Eles são os fundamentos da Nova Jerusalém (cf. Apocalipse 21,12-14). Os Doze (cf. Marcos 6,7) e os outros discípulos (cf. Lucas 10,1-2) participaram da missão de Cristo, em seu poder e também em sua sorte (cf. Mateus 10,25; João 15,20). Com todas estas providências, Cristo preparou e edificou a sua Igreja (2Timóteo 2,2).

— NA COMUNHÃO DOS SANTOS: Depois disso, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7,9).

— NA REMISSÃO DOS PECADOS: Aqueles a quem perdoares os pecados ser-lhe-ão perdoados (João 20,23)

— NA RESSURREIÇÃO DA CARNE: Cristo dará nova vida a seus corpos mortais (Romanos 8,11).

— E NA VIDA ETERNA: Ali não haverá noite e os que ali vivem não precisarão da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque Deus, o Senhor, lhes dará sua luz e eles reinarão por todos os séculos (Apocalipse 22,5).

— AMÉM: Assim seja! Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22,20).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 05/Jun/18

Liturgia Diária 05/06/18 (Terça):
2Pd 3,12-15a.17-18 – Sl 89(90) – Mc 12,13-17

DAI A DEUS O QUE É DE DEUS! SERÁ QUE ASSIM O FAZEMOS?

Meus amigos e amigas, em especial, este tempo que vivemos hoje, é propício para refletirmos sobre o compromisso que assumimos com Jesus, a partir do nosso Batismo, e sobre a intensidade do seu amor por nós, um amor tão grande, que o fez passar pela a cruz, para nos devolver a vida!

No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, percebemos claramente, que os piores inimigos, são aqueles que querem nos distanciar de Deus, inimigos que podem estar presentes mesmo dentro de nós, como a ganância, a ambição o desejo do ter e do poder… Foram esses inimigos, presentes no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que não os deixaram enxergar, a presença do Messias, o Cristo Filho de Deus!

O crescimento da adesão do povo à Jesus, aumentava ainda mais a ira dessas autoridades que temiam perder o poder para Ele. Porém Jesus, não se intimidava diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente, sem medo.

Fariseus e partidários de Herodes, eram rivais, eles eram as lideranças dos povoados da Galileia, e esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados pela presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo objetivo: procurar um meio de eliminar Jesus, de tirá-lo do caminho deles, mas, tinham que evitar um confronto direto com o povo, pois, não era interessante para eles. Então, eles preferiram incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada contra Ele.

Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”

Esta pergunta maliciosa, revestida de elogios, de uma aparente fidelidade a Deus, era na verdade, uma intenção de acusar Jesus:

Se Ele dissesse: “Deve pagar” Jesus poderia ser acusado junto ao povo, como amigo dos romanos.

Se Ele dissesse: “Não deve pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo.

Portanto, o plano parecia perfeito, para esses dois grupos, Jesus não tinha saída. Porém Jesus, na sua infinita sabedoria, não perde tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?” Eles responderam: “É de César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Jesus disse isto, porque Ele sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que de fato lhes faltava, era eles devolverem a Deus o que era de Deus, isto é: devolver a Deus, o povo que eles oprimiam! Com isto, o plano arquitetado pelos opositores do projeto de Deus, mais uma vez, caía por terra, mostrando-nos que as forças do mal nunca sobrepõem o bem!

Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos fazendo o mesmo, tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo contra o nosso irmão?

Será que estamos acolhendo bem, aquele  novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade, ou ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar?

O que estamos dando a Deus?

Estamos entregando a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu?

A vida é a maior expressão do amor de Deus, não conduzi-la para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.

Quem já leu um pouco de Santo Agostinho, poderá ver o que ele nos lembra: Se o dinheiro traz o retrato e o nome de César e marca nossa relação econômica com ele, o Batismo é, em todo cristão, o sinal e o homem novo atestando a dependência e o fim de toda sua vida, pois, nós somos moedas de Cristo, destinadas ao serviço de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 04/Jun/18

Liturgia Diária 04/06/18 (Segunda):
2Pd 1,2-7 – Sl 90(91) – Mc 12,1-12

Vinhateiros Assassinos? E quem somos nós?

Bom dia. A Palavra nos dita hoje parece bem um daqueles filmes de romance dramático, onde um oferece todo o seu amor e todo o seu trabalho para a pessoa amada, mas que no fim do filme, o amor é vencido pela traição, pela ambição do poder, pelo egoísmo.

Só que hoje, em nossas comunidades, por muitas vezes, este filme, como na parábola, infelizmente notamos, como que por reprises (vale a pena ver de novo), este mesmo filme acontecendo. A diferença, é que nós estamos dentro deste filme. Nós que estamos na parábola dita por Jesus. Vamos ver?

A VINHA É A NOSSA COMUNIDADE.

Na vinha, para que ela funcione bem verdadeiramente, temos muitos trabalhos distintos que devem ser realizados para que ela produza e tenha-se uma boa colheita.

Na nossa comunidade, quantas pastorais, movimentos e serviços existem, com diversos trabalhos distintos, mas como um objetivo de ajudar e evangelizar a todos nós, que fazemos parte desta grande comunidade, que se chama Igreja.

Mas como na parábola, tem àquelas pessoas que, ou por terem vivenciado desde o início do crescimento da comunidade, ou que por estar à frente de pastoral, ou por ter “mais conhecimento” e ou “mais experiência” nas coisas da igreja, se sentem donos e, acabam “matando” àqueles que desejam também querer fazer parte desta grande messe do Senhor.

NÓS, EU E VOCÊ, NÃO SOMOS ASSIM?

Jesus nos chama a atenção e nos orienta, que devemos aprender a ver as coisas, os nossos trabalhos, as nossas ações, sempre pautadas e alicerçadas no amor de Deus e não na nossa ambição e desejo de poder.

Em nossas comunidades e até mesmo em nossas famílias, quantas vezes não conseguimos ajudar ou sermos ajudados por que temos o coração duro às boas ações que os outros nos trazem?

Não aceitamos as palavras amigas, por acharmos, que apenas a nossa forma de pensar é que está correta?

Não conseguimos ver as coisas novas que nos são apresentadas e ficamos presos às coisas “antigas” que deveriam nos dar um conhecimento para aprendizagem, e não, que ficássemos presos no passado.

A nossa conversão deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas naquilo que aprendemos no antigo. Temos que ter a humildade e reconhecer que, as pastorais e os trabalhos nelas vivenciados não são para que tomemos posse e nos tornemos donos, mas que nos transformemos ainda mais em servidores do irmão, mostrando em nossas palavras e ações aquilo que de verdade Cristo nos ensinou, ensina e sempre irá nos ensinar. Temos que ter coerência no que dizemos e fazemos; amor nos olhos e na palavra; calor no abraço e no espírito; sorriso na face e no coração.

E para terminar a minha reflexão, se me permitem, usarei as palavras de São (Padre) Pio de Pietrelcina, de sua Carta 3: “Vai trabalhar hoje para a minha vinha” (Mt 21,28)

“Bendigo a Deus de todo o meu coração, porque me fez conhecer almas verdadeiramente boas. Pude anunciar-lhes que também elas são a vinha do Senhor: a cisterna é a sua fé; a torre, a sua esperança; o lagar, a sua caridade; a sebe é a lei de Deus, que as separa dos filhos das trevas.

Vou ficar por aqui, porque o sino chama por mim; vou ao lagar da igreja, que é o altar. É de lá que brota continuamente o vinho sagrado desta uva deliciosa e única com que tão poucos têm a graça de poder inebriar-se. Ali, como sabeis, pois não posso agir de outra forma, apresentar-vos-ei ao Pai dos Céus, unido ao seu Filho; é nele e com Ele que sou inteiramente vosso, no Senhor.

Senhor Jesus, salva-os a todos! Ofereço-me como vítima por todos eles. Torna-me mais forte; toma este coração, enche-o do teu amor, e depois pede-me tudo o que quiseres.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 03/Jun/18

Liturgia Diária 03/06/18 (Domingo):
Dt 5,12-15 – Sl 80(81) – 2Cor 4,6-11 – Mc 2,23 – 3,6

É permitido … fazer o bem ou fazer o mal?
Salvar
uma vida ou deixá-la morrer?

Será que diante das dificuldades que encontramos em nossa vida, devemos nos abater e não seguirmos em frente? Eis, uma das principais causas de nossos deslizes diante da fé: a incoerência.

Esse é um dos grandes problemas que Jesus enfrentou em sua missão, que diante dos fariseus, ter que lhes mostrar qual era a verdadeira vontade de Deus, e não aquilo que acreditavam e faziam como sendo correto.

Neste pequeno texto grifado retirado no site da CNBB nos dá uma luz sobre isso: “A vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece, as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira bruxaria e “mágica”. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo”.

Por isso lhes pergunto: Compreenderam? Discerniram?

Pois bem, agora vejamos: será que este homem com a mão seca, se não tivesse sido visto por Jesus, ele teria alguma chance de cura? E de vida social? E de uma vida religiosa, de poder entrar no templo apenas para orar? Quem podemos concluir que encaminhou aquele homem se não o próprio Espírito Santo de Deus? Queridos irmãos e irmãs, não devemos nós, perseverar em busca daqueles afastados do Senhor, como quando perdendo uma das cem ovelhas, onde à procuramos e a trazemos de volta ao nosso convívio? Quando a achamos, não a colocamos em nossos ombros, e com grande alegria voltamos para casa e reunimos os amigos e nos regozijamos? E não foi isso, que mais uma vez, Cristo fez com o homem com a mão seca?

Para nós, é sempre um mistério tentar resolver ou entender a vontade que o Espírito Santo coloca em nossos pensamentos e ações. É Deus que nos move e nos empurra, mas, como o nosso coração está fechado ao seu amor, paramos e nos paralisamos, realizando apenas a nossa própria vontade. Já esse homem descrito no evangelho de hoje, ele não parou, ele aceitou o chamado de Jesus e ainda lhe deu a mão, para que tudo fosse feito em sua vida.

Tenhamos a consciência e a fé, que por amor, o Espírito Santo não irá permitir que ninguém desista ao seu chamado, mas que também, por esse mesmo amor, não nos obrigará caso assim não queiramos.

Nós não somos chamados a desistir dos planos de Deus e nem mesmo de nossos sonhos, nem tão pouco de sermos colocados em um canto para sermos esquecidos. Deus nos quer como os protagonistas de nossas vidas, e que tenhamos toda a perseverança, o amor, a oração e empenho que Ele merece.

Precisamos entender verdadeiramente, que a nossa luta deve ser diária, devemos nos colocar sempre a perseverar, pois, o que vivenciamos ontem passou para nos ensinar, mas o dia de hoje, é novo, e por isso temos que entender que o “hoje” tem um propósito maior sobre tudo o que aconteceu e acontece.

Mas aí, podemos nos perguntar: mas isso não é meio ilógico, termos que fazer tudo de novo? Quem ergue as suas mãos àquilo que parece ilógico?

Bem, somente os filhos de Deus poderão entender e estender as suas mãos! Vejamos o que nos mostra o texto em Romanos 8, 14-18 e reflitamos: “Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada”.

Sendo assim meus irmãos e irmãs, podemos compreender que devemos continuar mesmo que as dificuldades da vida nos apareçam, pois àqueles que serão vistos por Deus como os que se destacam, são os mesmos que não desistem com facilidade. Se o que desejamos é construir uma pessoa nova, uma família nova, uma comunidade nova, uma cidade nova, um país novo, um mundo novo, precisamos ter a atitude de perseverar na fé e termos a coragem de acreditar na Boa Nova de Cristo Jesus.

E quando houver as críticas, as perseguições, as calúnias e fofocas?

Não devemos nos abalar e nem nos martirizar, pois, para esses que vivem apenas como críticos e céticos, a única coisa que podem fazer é falar, pois em nada possuem além disso. Podemos ver, que infelizmente, a maioria deles, nem mesmo outra opinião para ser discutida possuem.

Acreditemos, que eu, você, todos nós, devemos ter a dignidade em nossa vida de filhos e filhas de Deus, isso é o que Ele deseja. Sendo assim, para Deus, é primordial a nossa cura, a nossa libertação, a nossa conversão para trilharmos o plano que Ele mesmo traçou para a nossa vida.

Aqueles fariseus que estavam ali, no sábado, na sinagoga, não estavam querendo orar, mas apenas criticar, julgar e condenar, pois eles não entendiam o amor de Deus e colocavam empecilhos para que o plano de salvação se realizasse.

Será, que alguém de nós, já não foi na Missa, no dia de Domingo, apenas com o intuito de criticar o coral, o leitor, o sacerdote?

Ou de julgar um irmão ou irmã que estaria ali presente?

Ou quem sabe, constranger alguém com a nossa presença?

Será que temos alguma diferença com os fariseus diante destas e outras atitudes?

Há sempre em nossa vida, em nossa fala, em nossa atitude, algo que precisa do olhar de amor de Jesus, de seu incentivo, de seu carinho e de sua atenção, pois Jesus, ainda hoje, continua desafiando a todos e o mundo, com o intuito de nos curar, para que abramos o nosso coração ao seu amor, que deixemos de ter a nossa “mão seca”, os nossos “olhos cegos”, o nosso “corpo paralítico”. Muitas vezes nos falta sermos caridoso com o irmão, sermos impotentes diante do pecado, da indiferença, do egoísmo, do medo, da indecisão, da incredulidade e de tudo aquilo que nos transforma em “doentes”. Por isso, devemos reconhecer os nossos erros, e como aquele homem, sermos humildes e mostrar à Deus os nossos pecados, para sermos curados por Jesus.

Mas, infelizmente – me corrijam se eu estiver errado – o que na maioria das vezes nós fazemos, é o inverso, onde o que queremos é fugir de nós mesmos e nos refugiarmos sobre uma máscara que nos impede de reconhecer os nossos erros, os nossos pecados, as nossas deficiências.

Será que, não é por isso que não conseguimos a nossa cura física ou espiritual, e continuamos como aquele homem de mão seca e tantos outros, que estão perdidos na multidão e apenas preocupados com o que poderão dizer ou se justificar quando for revelado as nossas limitações, os nossos erros ou pecados?

Por isso, posso perguntar a mim mesmo e a você:

“O que é permitido fazer nesse dia, em sua vida, o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?”

Será que, novamente, Jesus irá olhar com ira e tristeza porque ninguém respondeu?

Meus irmãos e minhas irmãs, apresentemo-nos diante de Jesus, nos coloquemos no centro da sala, e humildemente admitamos as nossas dificuldades, as nossas limitações e os nossos pecados, estendamos as nossas mãos para que Jesus possa nos curar!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 02/Jun/18

Liturgia Diária 02/06/18 (Sábado):
Jd 17.20b-25 – Sl 62(63) – Mc 11, 27-33

Com que autoridade fazes essas coisas?

Hoje, o Evangelho pede-nos que pensemos com que intenção vemos Jesus. Há quem vá sem fé, sem reconhecer sua autoridade: por isso, os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, lhe perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” (Mc 11,27-28).

Se não tratamos a Deus na oração, não teremos fé. Mas, como diz São Gregório Magno, “quando insistimos na oração com toda veemência, Deus se detém no nosso coração e recobramos a vista perdida”.

Se tivermos boa disposição, apesar de estar no erro, vendo que a outra pessoa tem razão, acolheremos suas palavras.

Se tivermos boa intenção, apesar de arrastar o peso do pecado, quando façamos oração, Deus nos fará compreender nossa miséria, para que nos reconciliemos com Ele, pedindo perdão de todo coração e, por meio do sacramento da penitência.

A fé e a oração vão juntas. Diz-nos Santo Agostinho que, “se a fé falta, a oração é inútil. Depois, quando oremos, criemos e oremos para que não falte a fé. A fé produz a oração e, a oração produz também a firmeza da fé”.

Se tivermos boa intenção e, acudimos a Jesus, descobriremos quem é e, entenderemos sua palavra, quando nos perguntar: “O batismo de João era do céu ou dos homens?” (Mc 11,30).

Pela fé, sabemos que era do céu e, que sua autoridade vem-lhe do seu Pai, que é Deus e, Dele mesmo porque é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Porque sabemos que Jesus é o único salvador do mundo, acudimos a sua Mãe que também é nossa Mãe, para que desejando acolher a palavra e a vida de Jesus, com boa intenção e boa vontade, para ter a paz e a alegria dos filhos de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Post Destacado

Liturgia Diária 01/Jun/18

Liturgia Diária 01/06/18 (Sexta):
1Pd 4, 7-13 – Sl 95(96) – Mc 11, 11-26

Amanheceu… e coitada da figueira?

Bom dia. Neste evangelho vemos que Jesus roga uma praga, essa é que é a verdade, em uma coitada de uma figueira que não tinha frutos a oferecer, pois não era tempo. Mas será que conseguimos refletir exatamente o que isso significa, pois, se não era tempo de frutos, o porquê Jesus então a amaldiçoou?

Vejamos: Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo, onde olhou tudo ao seu redor, mas não disse nada. O que será que ele viu? Depois foi pousar em Betânia, pois já era tarde.

Amanheceu, e, coitada da figueira…

Podemos começar a nossa reflexão, que, isso foi uma crítica à religião Oficial, vivenciada no templo, onde Jesus esteve ao chegar na cidade. Mas, tudo indica, que não foi bom o que Ele viu ali…

A grande árvore do Judaísmo (figueira) só tinha folhas e não estava produzindo nenhum fruto, ali não havia JUSTIÇA, MISERICÓRDIA, IGUALDADE, LIBERDADE, etc. A situação estava que nem massa de bolo com farinha velha: a massa desandara. Eram apenas “frutos” de fachada mesmo.

E aí, podemos nos perguntar: Se Jesus viesse hoje, em minha comunidade, nos visitar, será que Ele iria gostar do que estaria vendo?

A nossa linha de raciocínio deve ser esta, pois, que frutos a minha comunidade cristã, hoje, está produzindo? A verdadeira comunidade deve frutificar, evangelizar, educar, orientar, iluminar, conduzir e libertar. Deve ser exemplo.

Mas voltemos ao texto do evangelho: quando voltavam, na manhã seguinte e passando pela figueira, observaram que a “praga” foi daquelas “brabas”, pois a figueira havia secado até as raízes. Sendo assim, podemos ter a certeza de que, quando seca uma árvore até a sua raiz, a mesma morre. E se não há frutos, para que serve a raiz de uma árvore?

Devemos nos focar então, naquela árvore frutífera, da qual se espera o fruto.

Como naquela época, para os judeus, a promessa era um Messias Salvador. Só que Ele veio – Jesus Cristo –, então era o tempo do fruto novo, mas eles não o aceitaram e nem o reconheceram. A condição ideal para este fruto novo, era apenas aceitar a Cristo Jesus, nada mais, mas eles não o aceitaram, pois eles ficaram mais preocupados com seus bens, seus modos de agirem, de serem mais vistos e reconhecidos do que Àquele que é o filho de Deus.

O tempo da espera do Fruto, havia terminado. Deus investiu na figueira (Israel), e claro, gostaria de ter frutos justos, bons aos Seus olhos, bastava apenas a fé na pessoa de Cristo e que os frutos seriam abundantes.

Hoje, é Cristo que investe em nós, nos dando a sua graça, não se importando com quantos frutos estamos dando, mas sim, qual a qualidade que está este fruto.

Fica então uma pergunta inquietante e até certo ponto, desconcertante: como cristão em minha comunidade, tenho dado frutos, ou estou sendo apenas um amontoado de folhas que nada tenho a oferecer aos que me procuram?

Não nos esqueçamos que, os frutos que Deus espera de nós, deve vir do Espírito Santo presente na Igreja, portanto, condições de produzi-los, todos nós, como comunidade e como cristãos, temos, não há desculpa e nem justificativa para ser uma “árvore” infrutífera…

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Dia Internacional da Amizade

SER AMIGO, SE VIVE, NÃO SE EXPLICA!

Pergunte a Deus,
nos caminhos dos amigos seus,
Por qual graça recebida,
tenho esta amizade merecida?

Não sei por qual motivo,
mesmo na vida sofrido,
Tantas angústias e tristezas,
com os olhos de incertezas.

Mas Deus aqui te pôs,
como o poeta compôs,
“Que o amor de um amigo,
tem mais que o sol, um brilho”.

De um carinho sem ver,
de amor de sempre viver,
Em nada para trocar,
apenas amor para dar.

Um abençoado Dia da Amizade,
a todos meus amigos e amigas,
de longe ou de perto, de vento ou de brisa,
os que foram e os que virão,
sendo os mais importantes,
os que permanecem em meu coração.

Com a graça de Deus, agradeço,
a você minha irmã e meu irmão,
Em Cristo Jesus, em amor e união,
pela amizade vivida neste pedaço de chão!

By FEGS