LD-28/11/10 (Domingo)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
28/Nov/2010 (Domingo) – I Domingo do Advento
(roxo, creio, prefácio do Advento I –I semana do saltério)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Irmãos e irmãs, com alegria iniciamos hoje o novo ano litúrgico. Advento é tempo de preparação para o Natal, quando celebramos o nascimento de Jesus. Ele já veio, mas continua nos visitando. Por isso precisamos estar atentos à sua nova vinda que se anuncia neste tempo especial de vivência da fé.

LEITURAS

A vós, meu Deus, elevo a minha alma. confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera (Sl 24,1ss)

Vamos ler o livro do profeta Isaías 2,1-5
Vinde, caminhemos à luz do Senhor, luz das nações

1Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor. 4Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

Vamos cantar o Salmo 121(122)
Que alegria quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”

— Que alegria, quando me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”
— Que alegria, quando ouvi que me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”/ E agora nossos pés já se detêm,/ Jerusalém, em tuas portas.
— Para lá sobem as tribos de Israel,/ as tribos do Senhor./ Para louvar, segundo a lei de Israel,/ o nome do Senhor./ A sede da justiça lá está/ e o trono de Davi.
— Rogai que viva em paz Jerusalém,/ e em segurança os que te amam!/ Que a paz habite dentro de teus muros,/ tranquilidade em teus palácios!
— Por amor a meus irmãos e meus amigos,/ peço: “A paz esteja em ti!”/ Pelo amor que tenho à casa do Senhor,/ eu te desejo todo bem!.

Vamos ler a carta de são Paulo aos Romanos 13,11-14
O cristão é “filho da luz”

Irmãos: 11Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. 12A noite já vai adiantada, o dia vem chegando; despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. 13Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14aPelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 24,37-44
Vigiar e ser fiel / Aguardar a vinda do Senhor

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos a vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação!” (DAp 351). E eu me interrogo: no exercício da minha liberdade, acolho a vida nova? (Paulinas Online) 

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Mt 24,37-44. Jesus fala de vigiar e ser fiel ao Projeto de Deus. Sobre a fidelidade, como exigência para o discípulo de Jesus, também os bispos falaram, em Aparecida: “Nossa fidelidade ao Evangelho, exige que proclamemos a verdade sobre o ser humano e sobre a dignidade de toda pessoa humana em todos os espaços públicos e privados do mundo de hoje e a partir de todas as instâncias da vida e da missão da Igreja.” (DAp 390). (Paulinas Online) 

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, à chegada de teu Filho que vem, quero encontrar-me preparado, por meio do amor gratuito a meu semelhante. (Paulinas Online) 

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre Verdade-Caminho-Vida. Terei no coração a esperança de que Deus vem a nós a cada instante. (Paulinas Online)

REFLEXÕES

JESUS, FILHO DO HOMEM
A liturgia de início e fim do ano litúrgico destaca os textos escatológicos dos Evangelhos, na perspectiva, respectivamente, do advento de Jesus e da manifestação gloriosa do Reino de Deus. O texto do Evangelho de hoje é extraído do “discurso escatológico” que abrange os capítulos 24 e 25 de Mateus. Neste discurso Mateus mistura sentenças e parábolas referentes à ruína de Jerusalém e à vinda apocalíptica do Filho do homem, com seus sinais precursores. A ênfase é dada sobre a atitude de vigilância que se deve ter, na expectativa da vinda do Filho do homem. Nos Evangelhos, Jesus identifica-se com o Filho do homem (significa: o humano) e não com um messias davídico glorioso. Jesus, Filho do homem, é o Jesus, filho de Deus Pai, encarnado, nascido de Maria, que viveu com seus pais em Nazaré, e, depois, envolve-se no ministério da libertação dos oprimidos, comunicando sua vida divina a todos que nele creem e a todos que amam, respeitam e promovem a vida. Meditar sobre o advento de Jesus é compreender a sua divina presença encarnada entre nós, no dia a dia, a partir de seu nascimento. Estar vigilante, desperto do sono (segunda leitura), é envolver-se no cumprimento da vontade do Pai, que nos é revelada por Jesus. Jesus humano não é um rei poderoso e guerreiro violento da estirpe davídica, mas, ao contrário, é aquele homem manso e humilde de coração, que inaugura um mundo novo, no qual se deve “fundir suas espadas, para fazer bicos de arado, fundir as lanças, para delas fazer foices” (primeira leitura). É o mundo novo no qual as fabulosas e incalculáveis riquezas que são gastas com as mais sofisticadas e poderosas armas, pelos países imperialistas, para promoverem a morte violenta ou lenta, serão aplicadas para acabar com a fome, com a ignorância, com o desemprego, com a morte prematura, proporcionando condições de vida digna para todos. A vida que, então, desabrocha é alegria, fraternidade, partilha, amor, com a participação na vida e na glória de Deus. (Paulinas Online)

PRONTOS PARA RECEBER O SENHOR
O tempo litúrgico do Advento convida-nos à preparação para acolher o Senhor que vem. O apelo insistente da Igreja questiona a tendência dos cristãos a serem acomodados, quando não contaminados pela mentalidade mundana, centrada na busca desenfreada do prazer e na consecução de interesses pessoais. Desconhecendo o dia e a hora em que o Senhor virá, o discípulo deve estar sempre pronto para recebê-lo. A prontidão cristã é feita de pequenos gestos de amor, na simplicidade do quotidiano. Nada de ações mirabolantes nem de tarefas heróicas a serem cumpridas! Exige-se do discípulo apenas amor sincero e gratuito a Deus e ao próximo. O episódio bíblico acerca da figura de Noé e do dilúvio ilustra a atitude contrária àquela do discípulo do Reino. A devastação diluviana tomou de surpresa a humanidade. Ninguém, além de Noé e de sua família, deu-se conta do que estava para acontecer. Por isso, comia-se, bebia-se e se celebravam bodas, na mais total ignorância da fúria destruidora da natureza que se abateria sobre a Terra. O Senhor espera encontrar os discípulos do Reino vigilantes, quando de sua chegada. A menor desatenção pode revelar-se perigosa. Por isso, o egoísmo jamais poderá ter lugar no coração de quem quer ser encontrado pelo Senhor. Só existe uma maneira de preparar-se para este momento: amar. (Dom Total)

ESTEJAMOS VIGILANTES, POIS O SENHOR NOS VISITARÁ
Amados irmãos e irmãs, neste final de semana estamos iniciando mais um Ano Litúrgico na vida da Igreja. Costumo dizer que nós cristãos católicos temos dois calendários diferentes: o calendário anual – secular – que se inicia a cada 1º de janeiro e o calendário litúrgico, que se inicia no 1º Domingo de Advento. Para nós católicos, este final de semana, é ano novo, é ano litúrgico novo, o por meio do qual somos, pela Igreja, convidados a nos prepararmos para a grande visita (Advento) d’Aquele que virá: o Salvador, Cristo Jesus, que virá no Natal, assumindo a nossa humanidade, nascendo de uma Virgem, se fazendo igual a nós em tudo – exceto no pecado – para redimir a cada um de nós. Mas a pergunta é esta: Jesus já não veio? Como assim: Jesus nos visitará novamente? Vamos meditar sobre essa visita nestes quatro Domingos do Advento.
A Palavra deste final de semana nos ajudará a entendermos essa vinda de Jesus, sendo que Ele já veio.
Na 1ª leitura, do profeta Isaías, percebemos que este emite uma profecia que, humanamente falando, é incabível para o momento histórico do povo de Judá. Judá encontra-se cercada de todos os lados; os povos vizinhos estão unidos para invadir e destruí-la. Do rei Acáz até o último do seu povo, todos estão tremendo de pavor e medo, pois sentem o cheiro da destruição e da morte que estão iminentes. É nesse contexto que Isaías profetiza dizendo que as armas se transformarão em objetos de cultivo; que Jerusalém – a capital de Judá – será elevada sobre todas as montanhas, cidades e lugares, e todos os povos a ela acorrerão… Humanamente falando, é um absurdo essa profecia. Mais ainda: passaram-se aproximadamente 2.500 anos e esta profecia ainda não se realizou. O que dizer sobre isso?
O milagre da profecia de Isaías, para Deus, é uma via de mão dupla, ou seja, para que isso aconteça é preciso que cada um faça a sua parte; para dizer que, no que depender de Deus, esta profecia já está realizada, basta a cruz redentora a nos dizer e informar; todavia, no que depende do ser humano realizar a sua parte, Deus não moverá uma pena para fazer o que cabe a nós. O Senhor não fará aquilo que é nosso dever fazermos, pois Ele respeita a nossa liberdade; o  amor é proposta, convite, oferta… Se não quisermos, o Senhor não quererá por nós nem nos obrigará a nada.
No Evangelho, vemos a resposta de um povo que não quer o milagre, por isso, não faz a sua parte. Na primeira impressão que temos parece que Jesus está falando de uma destruição escatológica que dentro de pouco tempo acontecerá. Não, Cristo está falando daquilo que acontece quando não vigiamos. E o que significa vigiar – e aqui está a alma da liturgia deste final de semana? Vigiar – tema deste 1º Domingo do Advento – significa acolher o Cristo que constantemente vem e está em nosso meio, a quem devemos reconhecer a presença e colaborar para que constantemente venha e se faça justiça, amor, fraternidade.
Sim, este mesmo Jesus que veio, virá novamente com poder e glória e aí será o fim de tudo aquilo que compete a este mundo. Todavia, até lá, Ele – constantemente – continua a vir, mas se fará presente se fizermos a nossa parte no milagre. Cristo está, mas façamos a nossa parte na vivência do amor, da justiça e da solidariedade, para que Ele se faça visível e presente em nosso meio, em tantos corações que ainda não O conhecem. (Homilia Diária)

. . .
. . .(Paróquia Nossa Senhora das Dores)

VIGIAI
Deus vem: na vida humana surge um acontecimento que transtorna tudo, lança por terra todas as nossas seguranças e nossos projetos. Repentinamente ele se aproxima de nós e faz parte da nossa história; reconhece-o presente aquele que tem os olhos abertos, que espera e prepara um mundo novo. O anúncio profético (1ª leitura) parte de uma realidade decepcionante: um pequeno povo, sem importância para ninguém, será o centro religioso e espiritual de todos os povos, finalmente em paz. Isso só pode ser obra de Deus, inspirador, norma e termo do caminho da humanidade. E só aos olhos da fé é possível discernir o desígnio que se vai formando através dos acontecimentos banais, obscuros, pouco significativos; um desígnio que Deus revela como proposta sua para o crescimento e o bem de seus filhos, uma realização cujo acabamento não nos é dado conhecer, mas que um dia certamente se completará.

Ficai preparados
Na expectativa daquele dia é preciso vigiar, ficar preparados, agir com prudência e desapego, mas com empenho, pois no seio da história amadurece o plano de Deus.
O tempo que se estende entre a vinda de Cristo e a sua manifestação na glória é reservado à conversão dos homens (At 3,19-21; Rm 11,25; 2Cor 6,2) e ao fortalecimento dos que creem (Ef 6,13; Rm 8,11), um tempo humano contendo em si o tempo de Deus, permitindo viver já na eternidade. Só a graça de Deus e a conversão nos podem libertar das trevas e introduzir na “luz” da salvação. Por isso, Paulo fala em “acordar”: a noite já passou; ninguém se comporta durante o dia como se estivesse dormindo! (2ª leitura).
A situação descrita pelo evangelho como insensatez e imprevidência – comer e beber, divertir-se, dormir, disputar, todos os desejos da carne – repete-se em nossas comunidades e em cada um de nós, e nos caracteriza perante o Deus que vem. Trata-se de tomar uma decisão fundamental, que depois encontrará nos diversos momentos a sua expressão concreta: tomar consciência da nossa pobreza, para esperar o Salvador; tomar consciência da responsabilidade que Deus nos confiou, despertando-nos do sono e iluminando-nos com sua palavra; esperar vigilantes sua vinda definitiva, quando se cumprirão todas as promessas e nos encontraremos com ele, a quem amamos sem tê-lo visto e no qual pusemos nossa fé (1 Pd 1,8).
A queda de Jerusalém surpreenderá os judeus como o ladrão da parábola surpreendeu o proprietário. Mas só para os negligentes, como eram os contemporâneos de Noé (evangelho), a vinda de Cristo se parecerá com a de um ladrão; para os que estiverem “vigilantes” na expectativa dos primeiros sinais do Reino, Cristo virá como um amigo (Ap 3,20-21).

Esperar o Cristo…
O ritmo da vida atual, cada vez mais agitado, as engrenagens de um sistema que pretende planejar todos os momentos do homem, mesmo o que há de mais privado, reduzem cada vez mais os limites do imprevisto. Tudo deve ser passado pelo computador, classificado, neutralizado, assegurado. Mas para o cristão, Cristo continua a ser um acontecimento revolucionador: quando irrompe em sua vida, impõe uma mudança radical que quebra e transforma a rotina cotidiana. Cristo não pode ser programado; deve ser esperado; devemos deixar em nossa vida um espaço para sua presença. A vigilância cristã permite ler em profundidade os fatos para neles descobrir a “vinda” do Senhor. Exige coração suficientemente missionário para ver essa vinda nos encontros com os outros.

…Senhor de Paz
O Senhor não vem no meio do ruído, não se encontra na agitação e na confusão. Veio na paz e para a paz. Uma palavra tão usada que se tornou banal: chama-se “paz” uma espécie de equilíbrio provocado pelo medo; todos falam de paz numa sociedade impregnada de violência e de opressão do homem pelo homem. Hoje desaparece até a paz mais simples, a da família. Só Cristo pode reunir os homens dispersos pelo egoísmo e fazer de todos um único povo pacifico a caminho do monte de seu Templo.
A hora de Deus chega até nós, porque cada instante da nossa vida contém a eternidade de Deus. É preciso não nos basearmos unicamente na sabedoria humana, e não esperarmos up a intervenção ostensiva da parte de Deus. E no momento atual que é dada a salvação. Toda opção que se faz no presente, entre a luz e as trevas, é um sinal da vinda do Filho do homem.
A assembleia eucarística é a Igreja em estado de vigilância, que aprende a ler a vinda do Senhor nos acontecimentos e que encontra o Senhor da glória na história da salvação e na dos homens. (Mundo Católico)

. . .
. . . (A Palavra de Deus na Vida)

Caminhemos à luz do Senhor
E caminhamos nós, neste Advento, de candeia na mão, para que o excesso de luz não nos cause cegueira, e possamos ver, de volta, as muitas estrelas que há no céu! Os nossos tempos são de pouca luz, é verdade! A crise, essa sombra persistente que teima em acompanhar o quotidiano dos portugueses, obriga sistematicamente a cortes, cada vez mais cortes, e é sem surpresa que vemos chegar essa lógica, à celebração do Natal. Em muitos lados, os gastos habituais com a iluminação de Natal serão aplicados no exercício da caridade. Não nos vamos entristecer, por isso. Pelo contrário. Teremos então menos luzes, mas haverá mais luz! Teremos menos negócio, mas iremos mais depressa ao essencial do Natal! No seio da crise, cada um é convidado a esvaziar o lixo, que foi acumulando à volta do Natal e a dispensar tudo o que é supérfluo, para ir ao encontro da diferença, da luz que irradia, a partir de dentro, e não tem preço e que, por isso, não se apaga. Tudo o resto tem de regressar ao seu verdadeiro lugar e, se for esse o caso, desaparecer! Basta uma luz, para salvar o Natal.
Este caminho – caríssimos irmãos – faz-se de noite, entre dúvidas, surpresas, medos, receios e tantas incertezas, quanto ao presente e mais ainda quanto ao futuro. Mas, uma coisa é certa e segura: de muitos modos e de muitos lados, o Senhor vem. Em dia incerto, numa hora que só Ele sabe. “O Senhor vem de onde e como não sabemos. Vem naqueles que nem se atrevem a espreitar pela janela da frente ou a entrar pela porta principal”. Pensemos na pobreza escondida ou envergonhada! Pensemos em tantas vidas, sem a luz divina da fé e sem o facho do calor humano! Para nos darmos conta da vinda do Senhor, precisamos então de acordar, para o essencial; precisamos de estar despertos, para a novidade deste tempo, sem nos distrairmos, nos afazeres comuns, ou nos afogarmos em preocupações, que estão a mais e são demais, na nossa vida. É preciso “vigiar”, para nos darmos conta até do mais pequenino sinal ou traço da presença de Deus, na nossa vida e na vida dos outros, que clamam por nós. Por isso, a luz, que acendemos esta semana, é uma “luz de vigia”. Não é uma luz forte. É uma luz ainda muito ténue, terna e suave, mas luz bastante para nos ajudar a perceber os riscos, no meio da noite, e a “andar dignamente” (Rm.13,13), de modo a não tropeçarmos no caminho!
E caminhemos, com esta Luz de vigia, pois isso mesmo quis Bento XVI ao convocar a Igreja, para iniciar este caminho de Advento, com uma vigília pela vida nascente. No fundo, trata-se também de um regresso ao essencial do mistério do Natal, pelo qual um Filho nos foi dado, como a Luz, que vindo a este mundo, ilumina todo o Homem! E, curiosamente, ou talvez não, por estes dias, é de outra luz, a «Luz do mundo», de que tanto se fala, a propósito de um livro que tem esse título. Aí Bento XVI surpreende-nos, de muitas maneiras, numa entrevista dada, ao jornalista alemão Peter Seewald. Ler e meditar este livro pode ser algo como acender, na vela, uma luz de vigia, para a minha noite!
As surpresas, como é evidente, estão onde menos se espera! Caminhemos ao seu encontro! Assim se faça luz! (ABC da Catequese)

VELAI, POIS, ORANDO CONTINUAMENTE… PARA APARECERDES FIRMES PERANTE O FILHO DO HOMEM
Este tempo do Advento representa as duas vindas do Senhor; em primeiro lugar, a dulcíssima vinda do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3), do «Desejado de todos os povos» (Ag 2, 8 [Vulgata]), do Filho de Deus que manifestou ao mundo, na carne, visivelmente, a Sua presença, de há muito esperada e desejada ardentemente por todos os Patriarcas — a vinda que O trouxe a este mundo para salvar os pecadores. Mas este tempo relembra-nos também a vinda que aguardamos com uma esperança firme e da qual devemos todos os dias relembrar-nos com lágrimas: aquela que terá lugar quando o próprio Senhor Se manifestar na Sua glória, ou seja, no dia do Juízo, quando ele Se manifestar para julgar. A Sua primeira vinda foi conhecida por muito poucos homens; na segunda, manifestar-Se-á aos justos e aos pecadores como o anuncia o profeta: «E toda a gente há-de ver a salvação de Deus» (Is 40, 5; Lc 3, 6). […]
Assim, irmãos caríssimos, sigamos o exemplo dos Patriarcas, reavivemos o seu desejo e inflamemos as nossas almas com o amor e o anseio de Cristo. Bem sabeis que a celebração deste tempo foi instituída para renovar em nós este desejo que os antigos tinham pela vinda do Senhor e para que, seguindo o seu exemplo, possamos nós também suspirar pelo Seu regresso. Consideremos todo o bem que o Senhor nos alcançou com a Sua primeira vinda — quanto maiores bens nos alcançará Ele quando regressar! Com este pensamento teremos ainda maior estima pela Sua vinda passada e um maior desejo pelo Seu regresso!
Se quisermos a paz quando Ele vier, esforcemo-nos por acolher com fé e amor a Sua vinda passada; demoremo-nos fielmente nas obras que então nos manifestou e nos ensinou; nutramo-nos, do coração, do amor de Cristo e, por ele, do Seu desejo, para que, logo que chegue o Senhor, o Desejado de todos os povos, possamos levantar os olhos para Ele com toda a confiança.
(Evangelho Quotidiano)

ESTUDO E CONHECIMENTO

DICIONÁRIO BÍBLICO
(Explicações rápidas sobre certo assunto, lugar, objetos e ou pessoas descritas dentro da Sagrada Escritura)

AMÉM
Palavra hebraica utilizada para se confirmar uma declaração. Expressa uma confirmação definitiva, isto é, “que assim seja!”, entendendo que o que foi dito é digno de fé. Veja em: Números 25,22; Deuteronômio 27,15-26; Neemias 5,13; 8,6; Jeremias 28,6; Romanos 1,25; Gálatas 1,5; Efésios 3,21; Hebreus 13,21; Apocalipse 3,14. Palavra quase sempre utilizada no final de bênçãos, orações e declarações. Mantém um sentido de alta reverência, de aprovação e, de certa forma, de humildade para com o que se está considerando como divino, Jesus é considerado, em Apocalipse, o amém de Deus.

QUEM É QUEM?
(Explicações mais detalhas e completas sobre as pessoas descritas dentro da Sagrada Escritura)

. . .
. . .

CATEQUESE
(Perguntas para se pesquisar na Sagrada Escritura)

Jeremias 39,16-17 – Qual o fim de Ebede-Meleque?
a) Foi preso
b) Foi morto
c) Foi levado cativo
d) Foi recompensado com vida

COMEMORAÇÕES

ANIVERSÁRIOS (Natalícios, Matrimoniais, …)
– . . .

DIAS COMEMORATIVOS (Nacionais e Internacionais)
– . . .

SANTO DO DIA
– . . .

PEDIDOS E AGRADECIMENTOS DE ORAÇÕES, GRAÇAS E MILAGRES

Independentemente de sua religião ou credo, todos nós precisamos de orações, e é com as orações onde podemos demonstrar a nossa preocupação com o próximo, onde podemos ser mais humanos e realmente fazermos um mundo melhor, começando por nós mesmos. A nossa oração deve ser a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus de bens conformes à sua vontade. A oração é sempre dom de Deus, que vem ao nosso encontro. A oração cristã é relação pessoal e viva dos filhos de Deus que é infinitamente bom, que habita no nosso coração.

PELA CURA DO CÂNCER
– Pedido por Marcelo e Corina por todos acometidos por esta doença

PELA PROTEÇÃO DAS FAMÍLIAS DE:
– Carlos e Vandir
– Celso Batista dos Santos
– Delmo Gonçalves da Silva
– Flávio e Ana Paula
– Jairo Felipe
– Messias e Helen
– Paola

PELA RECUPERAÇÃO DA SAÚDE
– Antônia Gomes Vieira
– Carlos Alberto Nunes
– Delmo Gonçalves da Silva
– Dr Paulo Leite
– Fabrício Nunes
– Helen Cristina de Melo Silva
– José Eustáquio dos Santos
– José Júlio
– Juvenal Leonel Filho
– Maria Alves
– Nilza Gomes Terra
– Pai de Aparecida Damião
– Pai de Maria Marlene
– Selmo
– Sílvia Galante Santos
– Tereza Maria de Melo
– Tia Lúcia dos Santos (Uberlândia)
– Waldir da Marlene

PELO PROFISSIONAL ABENÇOADO DA ÁREA DE SAÚDE
– Dr. Paulo Leite

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