LD-08/12/10 (4ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
08/Dez/2010 (4ª Feira) – II Semana do Advento
(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)
IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Irmãos e irmãs, com alegria celebramos hoje a solenidade da Imaculada Conceição. Maria se rejubila no Senhor, pois ele a revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de joias. Alegremo-nos com ela, nós que nos reunimos para celebrar as maravilhas do Altíssimo.

LEITURAS

Vamos ler o livro do Gênesis 3,9-15.20
E O SENHOR DEUS O EXPULSOU DO JARDIM DO ÉDEN

9O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias de tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

Vamos cantar o Salmo 97(98)
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!/ Sua mão e seu braço forte e santo/ alcançaram-lhe a vitória.
— O Senhor fez conhecer a salvação,/ e às nações, sua justiça;/ recordou o seu amor sempre fiel/ pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram/ a salvação do nosso Deus./ Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/ alegrai-vos e exultai!

Vamos ler a carta de são Paulo aos Efésios 1,3-6.11-12
Em Cristo, ele nos escolheu antes da fundação do mundo

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38
O anúncio do nascimento de Jesus

Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Como acolho os “anúncios” de Deus na minha vida? Muitas vezes o anúncio é para uma mudança de vida, outras é o imprevisto que me faz trocar meus projetos, outras vezes um problema de saúde, no trabalho, em família. Respondo com fé e disponibilidade? O anúncio de Nazaré continua hoje, de muitas formas e através de muitas pessoas. Os bispos nos ajudam nesta reflexão: “A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu filho até seu sacrifício definitivo. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,27). Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos.”( DAp 267). (DAp 278b).(Paulinas Online)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio com toda atenção o texto do Evangelho na minha Bíblia: Lc 1,26-38. O lugar onde acontece este fato é uma pequena aldeia da Galileia: Nazaré. A pessoa a quem Deus envia seu mensageiro é uma jovem como as outras de seu tempo: Maria. Fica preocupada e pede explicações. Por isso, fica sabendo que o que lhe acontecerá é obra do Espírito Santo e que o Menino do qual será Mãe é o próprio Filho de Deus. Sabendo que a Deus nada é impossível, com fé, faz seu ato de disponibilidade ao Projeto de Deus: “Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!” Aprendo com Maria a buscar perceber os sinais de Deus, a dialogar com Deus, a ouvi-lo, a discernir a vontade de Deus e a dizer “sim”. (Paulinas Online)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Senhor Jesus, que a contemplação da concepção imaculada de tua mãe desperte em mim o desejo de romper, definitivamente, com o pecado que maculou a humanidade. (Paulinas Online)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Quero hoje perceber melhor os anúncios de Deus e com fé e disponibilidade vou dar minha resposta. (Paulinas Online)

REFLEXÕES

JESUS NO VENTRE DE MARIA
A “Imaculada Conceição”, título atribuído a Maria, foi afirmada no dogma proclamado pelo papa Pio IX, em 1854. Pode-se considerar que a concepção (“conceição”) de Maria, fruto da união de amor de Joaquim e Ana, é o momento inicial do projeto salvífico de Deus, que se efetiva a partir da concepção do próprio Jesus no ventre de Maria. Nove meses após esta festa da concepção de Maria, a Igreja comemora, a 8 de setembro, o seu nascimento (natividade). É a agraciada Maria que, em torno dos seus quinze anos, adere ao projeto de Deus, aceitando ser mãe do Filho divino e eterno. Na escolha de Maria, jovem e pobre da periferia, Deus já insinua seu plano de elevação dos pequenos e humildes, comunicando a todos a vida eterna. (Paulinas Online)

ALEGRA-TE CHEIA DE GRAÇA
A saudação do anjo Gabriel surpreendeu Maria. Quem era ela senão uma humilde habitante de Nazaré, cidade sem importância das montanhas da Galiléia? Mulher sem maiores pretensões do que a de ser fiel a Deus; uma virgem já prometida em casamento a José, mas sem viver conjugalmente com ele, conforme as tradições de seu povo? Afinal, que méritos tinha para ser uma “agraciada”, “plena da graça” divina? Maria estava longe de compreender o projeto de Deus a seu respeito. Sua humildade de mulher simples do interior não lhe permitia pensar grandes coisas a respeito de si mesma. Quiçá tenha sido este o motivo por que fora escolhida por Deus para ser mãe do Messias. Livre de toda forma de orgulho e autosuficiência, Maria podia abrir seu coração para receber a graça de Deus que haveria de torná-la templo do Espírito Santo. Ela tornou-se objeto da atenção divina, no seu anseio de salvar a humanidade. Deus queria contar com alguma pessoa disposta a se tornar “escrava do Senhor”, e permitir que a vontade divina acontecesse em sua vida, sem objeções. Foi para Maria que se voltaram os olhares de Deus! Tudo quanto o anjo comunicara a Maria era grande demais para o seu entendimento, e superava sua capacidade de pô-lo em prática. Abriu-se para ela uma perspectiva nova, ao lhe ser prometida a assistência do Espírito Santo. Este seria a força que lhe permitiria levar a bom termo a missão divina que lhe fora comunicada pelo anjo. (Dom Total)

A IMACULADA CONCEIÇÃO
Hoje, dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, queremos lembrar a sua assunção. Sim, pois depois de assunta aos Céus, a Virgem Maria é esta que está junto do Filho, na glória do Pai, intercedendo por cada um de nós.
O Papa Pio XII, em 1950, proclama o ‘Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria’, que consiste no seguinte: “Cumprido o curso de sua vida terrena, Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma”. Para dizer que: 1º) Maria tem especial participação na ressurreição do Filho – Ela está unida à glória do Filho; 2º) Ela é a antecipação da sorte dos eleitos – primícias e exemplo da Igreja.
Segundo a Tradição da Igreja, logo após a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, João a teria levado para morar com ele, assumindo-a como mãe, numa cidade chamada Éfeso. Todavia, antes de Maria vir a morrer – entenda-se esta morte não como consequência do pecado, pois Maria não pecou, o termo “dormição” é para dizer de uma morte diferenciada, não como qualquer morte fruto de pecado; a verdade é esta: Maria morreu – João a teria trazido para Jerusalém. Maria morre e é assunta em Jerusalém; pode-se dizer que ela tenha sido velada no Monte Sião, em Jerusalém, e levada para ser sepultada ao lado do Monte das Oliveiras, túmulo este que se encontra vazio – obviamente – e que pode ser visitado e visto até hoje.
A Santíssima Virgem Maria participa da Glória do Filho e é a antecipação da sorte dos eleitos; isso significa que já existe uma criatura ressuscitada no Céu em corpo e alma: Maria. Mas tudo isso devido ao fato de Deus tê-La preparado para esta missão tão linda e particular: ser a Mãe do Filho d’Ele. Todavia, houve uma colaboração e uma correspondência da parte de Nossa Senhora. Para dizer que ela é modelo de como ser Igreja.

Conheça toda a história de Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Queremos, hoje, nos ater à festa que estamos celebrando: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. O dogma da Imaculada Conceição foi instituído pelo Papa Pio IX no dia 8 de dezembro de 1854, que declara: “Desde a sua concepção, Maria foi preservada do pecado original e de suas conseqüências pelos méritos de Cristo, que se chama redenção preventiva”. O devoto da Virgem Maria é aquele que toma a decisão de viver as virtudes dela. A saber:
Mulher do silêncio: Precisamos aprender com Nossa Senhora a silenciar o nosso coração de todas as agitações do mundo e de todo barulho, fruto das realidades que são contrárias à vontade de Deus na nossa vida. Silenciar é muito mais que não fazer barulho, é ter a coragem de retirar-se constantemente para encontrar-se com o Senhor, e aí escutar o Seu Coração.
Mulher da Palavra: A Santíssima Virgem rezava os salmos; era íntima da Palavra de Deus; prova disso é ela repetir o Cântico de Ana ao se encontrar com Isabel, cântico este lá do Antigo Testamento. Muito mais que o fato de narrar esse cântico, a prova de que a Virgem Maria é a mulher da Palavra é a sua total confiança na misericórdia e na providêcia de Deus, que regia toda a sua vida e a vida do mundo.
Mulher do serviço: Maria sobe a montanha para visitar a sua parenta Isabel; ela vai à casa da prima não tendo como prioridade tratar de serviços domésticos, mas para levar o mistério até a vida daquela que, com certeza, muitos traumas trazia pelo fato de ter sido estéril por muitos anos – fato tido como sinal de maldição para o povo daquela época e lugar. O mistério em Maria, que é o próprio Deus, a leva até a prima, para que esta possa ser curada. Isso nos diz que devemos ser, efetivamente, portadores e condutores do mistério, que é Deus, para as pessoas, pois Ele se encontra em nós, dentro de nós, desde o momento do nosso batismo.
Mulher da obediência: Maria só tinha olhos para a vontade de Deus, para obedecer ao Todo-poderoso nas circunstâncias ordinárias da vida; é ela quem diz a cada um de nós – única frase de Maria na Sagrada Escritura, de forma direta: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”
A Santíssima Virgem Maria é aquela que pode, verdadeiramente, nos ajudar a encher as talhas da nossa vida. Esta água viva é o Espírito Santo, o Esposo de Nossa Senhora. Quando o Espírito Santo percebe uma alma tomada de amor e da presença de Maria – a Sua esposa – o Ele vem e realiza maravilhas nessa alma, pois Ele não pode ficar separado da Sua esposa. As maravilhas que o Espírito realiza em nós nada mais são do que encher as talhas da nossa vida para que Cristo nos transforme neste vinho novo.
Viver esta festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ser devoto de Maria por excelência,  é obedecer a Deus e fazer com que Ele seja o Senhor, verdadeiramente, da nossa vida. (Homilia Diária)

. . .
. . .(Paróquia Nossa Senhora das Dores)

NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO
A proclamação do dogma da Imaculada Conceição foi feito solenemente em 1854, mas a história da devoção à Maria Imaculada é muito mais antiga. Precede de séculos, antes de quase dois milênios, à proclamação do dogma, que, como sempre, não introduziu novidade alguma, mas simplesmente reconheceu uma antiquíssima tradição.
Muitos padres e doutores da Igreja Oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado expressões que a colocavam acima do pecado original. Chamavam-na de intemerata, toda bela e formosa, a cheia de graças, o lírio da inocência, a mais pura que os anjos, mais esplendorosa do que o sol. Na Igreja ocidental, a doutrina da Imaculada Conceição encontrava certa resistência, não por aversão a Nossa Senhora, que sempre foi exaltada como a mais sublime de todas as criaturas, mas para salvaguardar a doutrina da redenção operada por Cristo em favor de todas as criaturas.
Foi Duns Scoto, grande teólogo do século XIII, que encontrou um silogismo que solucionava a dificuldade de admitir que também Nossa Senhora como filha de Adão e Eva devia estar sujeita ao pecado original, mas que foi dele preservada, em previsão dos méritos de Cristo, com antecipada aplicação da redenção universal de Jesus. Era sumamente conveniente que Deus  preservasse  Maria  do  pecado  original,   pois  era   Maria destinada a ser mãe do seu filho. Isso era possível para a onipotência de Deus; portanto, Deus, de fato, a preservou , antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.
Perante esta sutil, mas irretorquível argumentação, os teólogos concordaram em aceitar esta doutrina. De fato, desde 1300 a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio materno fez rápidos progressos na consciência dos fiéis, induzindo a Igreja a introduzir no calendário romano já no século XV a festa da Conceição Imaculada de Maria.
José de Anchieta foi o apóstolo desta doutrina no Brasil, que desde o início de sua colonização dedicou a este mistério inúmeras igrejas, inclusive 35 catedrais.
Em 1830 nossa Senhora apareceu a Catarina Labouré mandando cunhar uma medalha com a efígie da Imaculada e as palavras: “Maria concebida sem pecado, rogai por nós”. Esta medalha, difundida aos milhões em todo o mundo, suscitou grande devoção a Maria Imaculada, induzindo muitíssimos bispos a solicitar ao papa a definição do dogma que já estava sendo vivido nos corações dos fiéis. Assim, no dia 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX proclamou Maria isenta do pecado original, desde o primeiro instante de sua existência no seio de sua mãe, e isso por força de uma antecipada aplicação dos frutos da redenção de Cristo.
Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram prodigiosa confirmação do dogma. De fato, Maria proclamou-se explicitamente com a prova de incontáveis milagres: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. Cheia de graça. ainda no seio materno, Maria foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor que é o pecado. Em vista disso, a Imaculada foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus que se manifestou na morte e na ressurreição de Cristo.
Maria, na sua fidelidade ao projeto de Deus, na sua vocação de mãe do Salvador, nos ensina o caminho da santidade; por isso a Igreja hoje nos manda rezar: “Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por sua materna intercessão (Mundo Católico)

A INSERÇÃO DE JESUS NA HISTÓRIA
Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano. (A Palavra de Deus na Vida)

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO
1. Caminhamos, dia-a-dia, atravessando as frias noites do Advento, de candeia na mão! Afinal, apenas uma trémula luz, que se acende, num tempo que se quer de esperança! Porém, a mesma luz, que irradia, a partir de dentro, vai-se inflamando, pouco a pouco, de várias cores. Essa mesma luz pode reflectir todo o seu calor e beleza, através de quatro pequenas vidraças, a que a linguagem do nosso coração quis chamar simplesmente de «janelas»! Dizemos, então, com a simplicidade das crianças, que abrimos, domingo a domingo, mais uma janela, como quem abre os olhos e as portas do coração, em todas as direcções! Queremos que a Luz de Deus possa entrar em nós e irradiar, através de nós, por toda a parte!
2. Esta dinâmica de Advento não se destina nem confina a um entretenimento infantil. Ela quer lembrar-nos, a todos, e todos os dias, como é urgente deixar a luz de Deus entrar e reflectir-se na nossa vida. Pois todos os dias, facilmente nos escondemos de Deus, e lhe trancamos portas e janelas! Há em nós claras sombras desse medo tão antigo e original, de deixar Deus entrar e fazer brilhar em nós o esplendor da sua graça!
3. O negro quadro, que nos descrevia a primeira leitura, apresentava-nos, desde as origens da nossa condição humana, a imagem do homem e da mulher, escondidos, tomados por um medo ou pesadelo de Deus! Eles desconfiavam de Deus! Pensavam mesmo que Deus entraria nas suas vidas, para lhes tirar a vida, a alegria, o prazer de viver! E por isso, desafiando a própria Luz de Deus, ficaram cegos, sem norte e entregues à sua sorte, condenados a viver à sombra de uma vida destruída! Todavia, o mesmo quadro bíblico, mostra-nos como Deus sempre procura e bate à porta do coração, do homem e da mulher, mesmo se ambos temem expor-se à sua luz, e se cobrem, como quem encobre a sua fraqueza, para pôr a descoberto a culpa do outro. Mas Deus não desiste de nós. E nessa hora de escuridão absoluta, fez brilhar um raio de luz, a promessa de uma vitória esmagadora sobre o mal. Abre-se, para a humanidade, uma janela de oportunidade! E dessa mesma janela, vislumbra-se já a figura da Mulher, de cuja descendência, havia de nascer o único Salvador!
4. Caríssimos irmãos e irmãs: Esta janela de esperança abre-se à plena Luz, quando contemplamos, na cena do evangelho, a atitude de Maria, escolhida para ser a Mãe de Jesus! Que luminoso é este quadro da Anunciação, se comparado com o das origens: em vez de negros demónios de acusação, um anjo de boas novas! Em vez de castigos, a Promessa! Em vez da desgraça, a cheia de graça! Em vez de medos e dúvidas, a fé destemida! Em vez de uma fuga cobarde, a obediência amorosa! Em vez do orgulho da raça, a humildade da criatura! Em vez de Eva, «Ave»…Maria»! Maria é verdadeiramente a nova Eva, a Mulher que, no silêncio humilde da sua espera, abre todas as portas, para Deus entrar! Maria torna-se a esplêndida, a grandiosa janela, pela qual a luz de Deus pode entrar e irradiar em todo o seu esplendor! E Deus entra assim, em Maria, a cheia de graça, como a luz do sol, pela vidraça!
5. Irmãos e irmãs: Maria, com o seu «sim», imediato e incondicional, abriu a porta, para Deus, entrar neste mundo! E Deus entrou nEla, de tal modo, que Ela própria, cheia da Sua luz, se tornou a «janela do mistério», pura transparência da luz de Deus e da sua presença, no meio de nós! Num mundo trancado e fechado a Deus, como é ainda o nosso, tão convencido de se bastar a si próprio, Deus continuará a chegar até nós e nós até Ele, através de Maria! Em pleno Advento, a Mãe de Jesus é, por isso, a melhor «companheira em direcção à luz» (R.M.35). Maria é mesmo «a candeia que vai à frente» e mais alumia. Ela acolhe e irradia, a partir dentro, a luz de Deus, que não se apaga e a todos ilumina, para todo o sempre! Àmem. (ABC da Catequese)

SALVE, Ó CHEIA DE GRAÇA
Que dizer? Que elogio se há-de fazer à Virgem gloriosa e santa? Ela ultrapassa todos os seres, à excepção apenas de Deus; por natureza, é mais bela que os querubins, os serafins e todo o exército dos anjos. Nem as línguas do céu nem as da terra, nem as línguas dos anjos bastam para louvá-la. Virgem bendita, pomba pura, esposa celeste […], templo e trono da divindade! Cristo, sol esplendoroso do céu e da terra, pertence-te. Tu és a nuvem luminosa que fez descer Cristo, Ele o brilho resplandecente que ilumina o mundo.
Rejubila, ó cheia de graça, porta do céu; é de ti que fala o autor do Cântico dos Cânticos […] quando exclama: «És horto cerrado, minha irmã, minha esposa, horto cerrado, fonte selada» (4, 12). […] Santa Mãe de Deus, ovelha imaculada, tu trouxeste ao mundo o Cordeiro, Cristo, o Verbo encarnado em ti. […] Que maravilha espantosa nos céus: uma mulher vestida de sol (Ap 12, 1), trazendo nos braços a luz! […] Que maravilha espantosa nos céus: o Senhor dos anjos que Se torna filho da Virgem. Os anjos acusavam Eva; agora, cumulam Maria de glória, porque Ela levantou Eva da queda e abriu as portas do céu a Adão, outrora expulso do Paraíso. […]
Imensa é a graça concedida a esta Virgem santa. É por isso que Gabriel a cumprimenta dizendo-lhe: «Rejubila, cheia de graça», resplandecente como o céu. «Rejubila, cheia de graça», Virgem ornada de virtudes sem número. […] «Rejubila, cheia de graça», tu que sacias os sedentos com as doçuras da fonte eterna. Rejubila, Santa Mãe Imaculada, tu que geraste Cristo, que te precede. Rejubila, púrpura real, tu que revestiste o Rei do céu e da terra. Rejubila, livro selado, tu que deste a ler ao mundo o Verbo, o Filho do Pai
. (Evangelho Quotidiano)

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