LD-10/12/10 (6ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
10/Dez/2010 (6ª Feira) – II Semana do Advento
(roxo, prefácio do Advento I – ofício do dia)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

A vida cristã não é permissiva nem rigorosa, pois consiste em seguir Jesus nas diferentes situações do cotidiano. Para seguí-lo, não bastam receitas morais; são necessários a sabedoria e o amor prudente, que orientam nossas atitudes.

LEITURAS

Vamos ler o livro do profeta Isaías 48,17-19
Ah, se tivesses observado meus mandamentos!

17Isto diz o Senhor, o teu libertador, o Santo de Israel: “Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas. 18Ah, se tivesses observado os meus mandamentos! 19Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar; tua descendência seria como a areia do mar e os filhos do teu ventre como os grãos de areia; este nome não teria desaparecido nem teria sido cancelado de minha presença”.

Vamos cantar o Salmo 1
Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida

— Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida.
— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispensada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,16-19
Pessoas que parecem crianças / Exemplos de falta de fé

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16“Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: 17‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ 18Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. 19Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Os bispos latino-americanos nos ajudam a trazer para nossa vida a Palavra: ” Para não cair na armadilha de nos fecharmos em nós mesmos, devemos nos formar como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir “à outra margem”, àquela na qual Cristo não é ainda reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente” (DAp 376). (Paulinas Online)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto, na Bíblia: Mt 11,16-19. Jesus compara as pessoas do seu tempo como crianças que brincam e se desentendem. São caprichosas e fazem birra. Refere-se aos dois grupos que se dividem entre o João penitente e austero, e, Jesus, liberal, a quem catalogam de beberrão, comilão, amigo de pessoas de má fama. João é criticado por não comer, nem beber. Jesus é criticado por comer e beber. E entre estes, há os que não querem brincar nem de uma forma, nem de outra. E Jesus fala de “resultados”. Resultados que a sabedoria de Deus revela. Numa palavra: são as ações concretas que revelarão os verdadeiros discípulos de Jesus. (Paulinas Online)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, que eu não me deixe bloquear pelas críticas, quando minha vida for um testemunho de serviço ao Reino, expressão de minha adesão a teu Filho Jesus. (Paulinas Online)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus, sem partidarismos ou parcialidades, sem cair na armadilha de me fechar em mim mesmo/a. (Paulinas Online)

REFLEXÕES

O REINO DOS CÉUS ESTÁ NO MEIO DO POVO
Tendo exaltado a figura de João Batista, Jesus apresenta a parábola das crianças nas praças, em cuja explicação volta a mencionar João. Ele visa aos chefes religiosos do Judaísmo, designados por “esta geração”. Na parábola, um grupo de crianças tenta comunicar-se com outro grupo, com brincadeiras de alegria ou de tristeza, porém o outro grupo o rejeita. O próprio Jesus explica a parábola. João Batista faz o seu anúncio da conversão de maneira austera, como um asceta, porém é chamado de louco (“tem um demônio”). Jesus, por sua vez, no seu anúncio do Reino dos Céus, apresenta-se simples e comum no meio do povo, dos pecadores e publicanos, e é chamado de comilão e beberrão. Na realidade os chefes religiosos tentam desacreditar João Batista e Jesus difamando-os, porque temem suas mensagens que vêm ameaçar o seu poder fundado na opressão e na injustiça, acobertado por uma imagem distorcida de Deus. Contudo, os pobres, pecadores e excluídos, que não são escravos da riqueza e do poder, acolhem João Batista e Jesus. Ao longo da história, os discípulos, nas comunidades, fiéis e comprometidos com o Reino, continuam a reconhecer a sabedoria de Deus, pela maravilha de suas obras, na Encarnação redentora. (Paulinas Online)

CRÍTICAS INFUNDADAS
Os destinatários da denúncia de Jesus eram todos os que não o acolheram, como também a João Batista. Isto é, os que, aferrados aos seus esquemas, fechavam-se para quem os questionava, propondo-lhes algo novo, mais condizente com a vontade divina. A incapacidade de converter-se era acobertada com críticas infundadas. A austeridade de João foi taxada de possessão demoníaca, de loucura. Por seu modo fraterno de ser, Jesus recebeu a alcunha de comilão, beberrão e amigo de gente de má vida. Assim, ambos eram desmoralizados e desautorizados a se apresentarem como referenciais para o povo. A credibilidade dos dois ficava minada nas bases. O testemunho de João exigia preparar-se para acolher o Messias vindouro, por meio de uma profunda transformação interior, em detrimento de certas práticas, ensinadas pelos líderes religiosos. Com isto, a imensa estrutura articulada em torno do templo e de suas instituições, bem como das sinagogas espalhadas pelo país, ficavam sem importância. E também seus mentores e propagadores. Já o testemunho de Jesus era uma aberta denúncia ao segregacionismo preconceituoso da religião da época. Ele foi se colocar exatamente junto dos que eram marginalizados, fazendo-se solidário com eles. Mostrava, assim, onde e como a salvação estava acontecendo, e de que modo o Reino, de fato, irrompia na História. (Dom Total)

JESUS, CURA A NOSSA HIPOCRISIA
Neste Evangelho, que hoje a Igreja nos apresenta, é narrada uma Palavra muito dura, mas a única capaz de nos curar verdadeiramente. Esta passagem bíblica nos diz que todos trazemos dentro de nós realidades de hipocrisia, porque queremos sempre apresentar aos outros alguém que não somos, mas que, na verdade, gostaríamos de ser. Esta é a verdade de cada um de nós. Como acusavam João de possuir um demônio! E como acusavam Jesus de ser comilão e beberrão, pois comia e bebia com os pecadores! Assim também nós vamos julgando e condenando, muitas vezes, nossos irmãos. Queiramos ou não, somos hipócritas.
O que gera essa hipocrisia é o medo que trazemos de não ser aceitos por Deus e pelos outros. E para que sejamos aceitos e quistos, colocamos máscaras e fantasias, instrumentos estes que nos dão uma imagem, que agrada a pessoa que  nos vê. O problema é que essas pessoas passam a conhecer apenas nossa imagem, mas não a nós mesmos. Um dia essas máscaras cairão.
Enquanto agirmos com hipocrisia, vamos colocando panos quentes sobre nossas feridas e traumas;  e nunca seremos curados se não tomarmos a decisão de nos assumirmos, amarmos  a nós e nossas enfermidades.
O que significa amar nossas enfermidades? Significa entender que essa ferida é o canal usado por Deus para se encontrar conosco, pois ela se tornará o ambiente de nosso encontro com o Senhor. Então, depois de termos feito a experiência do amor Divino, teremos condições de trazer cada pessoa necessitada de cura para este lugar, pois saberemos que, ali, o Senhor vai querer se encontrar com a pessoa ferida e machucada.
Quando passamos por esta experiência, tudo fica diferente. Em vez de julgar e condenar a pessoa ferida – atitude característica do hipócrita e do fariseu –, passamos a nos compadecer dela. Só julga e condena quem é fariseu, hipócrita, aquele que mente, o mascarado; ele, podre, reclama e aponta o mau cheiro do outro. Todavia, aquele que estava doente, quando curado – pois arrancou as máscaras da hipocrisia  – se compadece do irmão e passa a não olhar mais para a ferida deste, mas para a sua necessidade de amor e de cura.
A hipocrisia é fruto do amor não experimentado por Jesus. Quem faz uma profunda experiência com  Cristo, com o Seu amor, nunca mais precisará mendigá-lo, ou seja, não dependerá do amor dos outros – do falso amor – na ilusão de que será feliz. Carência gera escravidão e mentira, pois quem está nessa situação sempre terá de mentir: usar máscara apropriada para cada pessoa e situação. Todavia, quem é amado por Jesus não mendiga amor; é livre. Logo, nunca precisará mentir e se travestir para poder receber um pouco de amor, reconhecimento, status… Que pobreza!
A hipocrisia é a pior doença que existe, pois ela desfigura, arranca a identidade mais profunda do ser humano; a pessoa deixa de viver e de ser o que ela é para viver a vida e a vontade dos outros; ela nunca é livre! É escrava de tudo e de todos.
Quem ama, ama o outro a partir do que ele possui de pior. Então, não tenhamos medo de nos apresentar como somos diante dos outros, a começar diante de Deus. Aliás, o grande filtro capaz de filtrar os nossos relacionamentos se realiza quando nos apresentamos por inteiro diante de quem se aproxima de nós; nesse momento, só fica ao nosso lado quem nos ama. O resto, some!  Por outro lado, quando queremos nos apresentar como se fôssemos as melhores pessoas do mundo, sem defeitos e carências para agradar a todos, estas pessoas vão nos sugando, se aproveitando de nós, vão se amando em nós; mas quando viermos a precisar delas, elas se afastarão, pois descobrirão nossos defeitos e problemas que sempre procuramos esconder delas. (Homilia Diária)

. . .
. . .(Paróquia Nossa Senhora das Dores)

O PERIGO DA INCONSTÂNCIA
A censura que Jesus fez às multidões toda um ponto importante: a constância no seguimento, feito de desprendimento e abertura de coração. No início, o ministério de Jesus deixava as pessoas empolgadas. Seus milagres, seus ensinamentos, seu jeito de relacionar-se com as pessoas era algo novo na sociedade da época. Daí o entusiasmo com que se aproximava dele quem, de algum modo, era objeto de sua ação misericordiosa. E isto parecia predispor a pessoa para um discipulado sincero.
Todavia, na medida em que Jesus lhes apresentava as exigências do Reino, as multidões mostravam-se reticentes e até perdiam o entusiasmo inicial. E o Mestre tornava-se alvo de críticas malévolas, que colocavam em seque a sua pessoa.
Por outro lado, o modo não convencional como ele se comportava era outro ponto de contradição. Talvez esperassem dele atitudes semelhantes às dos rabinos da época. E ficavam frustrados!
Então, muita gente passou a ter uma imagem negativa de Jesus. Seu modo fraterno de estar com as pessoas e conviver com elas levava a confundi-lo com os comilões e beberrões, e os exploradores da boa-fé dos simples. Sua liberdade diante dos preconceitos e, conseqüentemente, a liberdade com que se aproximava dos pecadores e das pessoas de má fama, acabaram por suscitar suspeita a respeito de sua integridade moral.
Jesus, porém, superou tudo isto, sabendo que a sabedoria divina justificava seu modo de agir. (Mundo Católico)

CORRESPONDER AO QUE OUVIMOS
Muitas pessoas ouvem as mensagens do Evangelho, mas não se sensibilizam com elas, não correspondem a elas, de modo que elas não provocam eco em suas vidas. O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é tão importante como a comunhão de idéias e valores que deve haver entre os homens e Deus. O conhecimento nos ajuda a realizar esta comunhão de modo que ele é um meio necessário para que possamos atingir o fim, mas o conhecimento não é a finalidade em si. Se ficamos apenas no conhecimento, não dançamos com as flautas nem batemos no peito com o canto fúnebre, não comungamos as idéias de Jesus. (A Palavra de Deus na Vida)

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. . . (ABC da Catequese)

CONVERTER-SE AOS DIVERSOS CHAMAMENTOS DE DEUS
Meu Senhor Jesus, Tu cujo amor por mim foi suficientemente grande para Te fazer descer do céu para me salvar, querido Senhor, mostra-me o meu pecado, mostra-me a minha indignidade, ensina-me a arrepender-me sinceramente, perdoa-me na Tua misericórdia. Peço-Te, meu querido Salvador, que tomes posse da minha pessoa. Só o Teu perdão o pode fazer; não posso salver-me sozinho; não sou capaz de recuperar o que perdi. Sem Ti, não posso voltar-me para Ti, nem agradar-Te. Se apenas contar com as minhas forças, irei de mal a pior, vou fraquejar completamente, vou endurecer por negligência. Farei de mim o centro de mim próprio, em vez de o fazer de Ti. Adorarei qualquer ídolo moldado por mim, em vez de Te adorar a Ti, o único verdadeiro Deus, o meu Creador, se não mo impedires com a Tua graça. Oh meu querido Senhor, escuta-me! Já vivi o suficiente neste estado: a pairar, indeciso e medíocre; quero ser o Teu fiel servidor, não quero pecar mais. Sê misericordioso para comigo, faz com que me seja possível, pela Tua graça, tornar-me naquilo que sei que devia ser. (Evangelho Quotidiano)

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