LD-17/12/10 (6ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
17/Dez/2010 (6ª Feira) – III Semana do Advento
(roxo, prefácio do Advento II – ofício do dia)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Alegremo-nos todos no Senhor, porque nosso Deus virá e terá compaixão dos pequeninos. Estamos nos aproximando do Natal: isso nos motiva a andar com maior alegria e otimismo.

LEITURAS

Vamos ler o livro do Gênesis 49,2.8-10
O cetro não será tirado de Judá

Naqueles dias, 2Jacó chamou seus filhos e disse: “Juntai-vos e ouvi, filhos de Jacó, ouvi Israel, vosso pai! 8Judá, teus irmãos te louvarão; pesará tua mão sobre a nuca de teus inimigos, prostrar-se-ão diante de ti os filhos de teu pai. 9Judá, filhote de leão: subiste, meu filho, da pilhagem; ele se agacha e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará? 10O cetro não será tirado de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha Aquele a quem pertencem, e a quem obedecerão os povos”.

Vamos cantar o Salmo 71(72)
Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.

— Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
— Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.
— Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
— Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor
!

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,1-17
Genealogia de Jesus, filho de Davi

1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Ba­bilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zo­robabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 17Assim, as gerações desde Abraão até Davi são catorze; de Davi até o exílio na Babilônia catorze; e do exílio na Babilônia até Cristo, catorze.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Cabe recordar aqui, as palavras do Papa Bento XVI na abertura da V Conferência dos bispos da América Latina e do Caribe: “Comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações”. (DAp 14). (Paulinas Online)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto, na minha Biblia: Mt 1,1-17. Esta é a genealogia de Jesus ou, sua árvore genealógica. Faz parte também da sua identidade. O objetivo da descrição de Mateus é apresentar Jesus inserido dentro da história humana que, com sua vinda, enviado pelo Pai, se torna história de salvação. Entre tantos nomes, encontramos também pessoas cuja vida não era recomendável, gente não muito justa no trato com os demais. É no meio desta gente que Jesus nasce e vive, como um grande dom do Pai para a salvação de todos. (Paulinas Online)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, que a presença de teu Filho Jesus, na História, leve à plenitude a obra de tua criação, fazendo desabrochar, em cada coração humano, o amor para o qual foi criado. (Paulinas Online)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar é de busca e acolhimento do Dom de Deus para cada instante do meu dia. (Paulinas Online)

REFLEXÕES

JOSÉ NA GENEALOGIA DE JESUS
O Primeiro Testamento converge para dois temas ideológicos principais: a afirmação de um ramo da descendência de Abraão como povo divinamente eleito, e a preeminência de Davi como piedoso e poderoso rei modelar. O Judaísmo, surgido entre as elites exiladas na Babilônia e consolidado no retorno do exílio, recorre às elaborações genealógicas para afirmar-se como abraâmico e davídico. As genealogias foram utilizadas também para reivindicar pertença a estirpes sacerdotais originárias de Aarão e para identificar vocações messiânicas. Mateus, dirigindo-se a comunidades de cristãos convertidos do Judaísmo, insiste em vincular Jesus às suas antigas tradições, para convencer-lhes de que, nele, se realizavam suas expectativas messiânicas. Com esta intenção Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, em três blocos de sucessão: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, do exílio a José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado o Cristo”. Contudo, fica em aberto um espaço para a novidade: o menino que nasceu não é fruto de José, mas do Espírito Santo. (Paulinas Online)

A CRIAÇÃO CONSUMADA
O longo elenco genealógico forjado pelo evangelista para explicitar a linhagem davídica de Jesus – filho de Davi –, esconde, em suas entrelinhas, um rico filão teológico. Uma de suas vertentes é o tema da criação levada à sua plenitude com a irrupção de Jesus na história humana. A genealogia pretende ser uma releitura do Gênesis e não o resultado de uma pesquisa minuciosa a respeito dos antepassados do Messias. O cabeçalho da genealogia é introduzido pela expressão “livro do gênesis de Jesus Cristo”. Tudo nela gira em torno do verbo “gerar”, dar vida, trazer à existência, encaminhando-se para a geração de Jesus, como ponto para onde converge todo o dinamismo da História. Nele as gerações chegam a termo. Não se dirá “Jesus gerou …”, por se constituir o definitivo ponto de referência de tudo quanto existe. O evangelista também serviu-se de uma rica simbologia numérica, em voga nos círculos rabínicos da época, para alcançar seu objetivo. O número quatorze multiplicado por três corresponde a quarenta e dois, ou seja, seis vezes sete. Na aritmética teológica hebraica, o número seis indicava imperfeição, carência. Ele corresponderia aos seis dias da criação. Competia ao Messias Jesus inaugurar o sétimo dia para levar a criação à plenitude. Na concepção de Jesus, a presença do Espírito Santo, comparável ao vento que soprava sobre as águas por ocasião do primeiro gênesis, completa o simbolismo: em Jesus tem início a criação nova e verdadeira. É a criação consumada! (Dom Total)

QUE A PRESENÇA DE CRISTO ENVOLVAS NOSSAS GERAÇÕES
“O cetro não será tirado de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha Aquele a quem pertencem, e a quem, obedecerão os povos.” Com estas palavras a primeira leitura da liturgia dessa sexta-feira nos encoraja a acreditar que virá nosso salvador. O cetro é símbolo do reinado e quem o usará será Cristo, que governará todas as nações. Nós estamos às portas do Natal e precisamos crer que Jesus trará para nós seu reino de amor. É oportuna a pergunta: existe alguma realidade da nossa vida onde Jesus ainda não governa como rei e Senhor?
Possivelmente se pararmos para ver, notaremos em nossa vida e na vida de nossa família quantas realidades onde Jesus precisa agir e governar. É um tempo oportuno para examinar nossa consciência, nosso coração, nosso agir e com a luz do Cristo deixar que Deus tome a direção da nossa vida.
A leitura do Evangelho de hoje (Mt1,1-17), parece um emaranhando de nomes, de gerações sucessivas até chegar em Jesus. A sabedoria do autor é justamente a percepção da Providência Divina, que, ao longo dos tempos manifesta-se na história humana, fazendo com que tudo tenha sua plenitude na Encarnação do Verbo.
Já parou pra pensar como o curso de nossa vida tem uma linha mestra onde Deus foi conduzindo sabiamente as coisas e os fatos? Mesmo que em muitos momentos as nossas escolhas erradas tenham nos levado ao fracasso aparente, Deus em sua infinita misericórdia nos resgatou no sangue do seu Filho Jesus.
Deus manifesta seu amor em todas as nossas gerações. O Evangelho de hoje é um belo instrumento de oração de benção sobre as nossas gerações. Somos convidados hoje à luz do evento Cristo, deixar que sua presença envolva todas as nossas gerações e com Ele proclamarmos a benção que é nossa história, nossa família, nossa vida.
Cristo Jesus, o Bendito do Pai veio a nós para que a benção de Deus se estenda sobre a face da terra. (Homilia Diária)

. . .
. . .(Paróquia Nossa Senhora das Dores)

A HUMANIDADE DO MESSIAS
A genealogia de Jesus contém elementos importantes para a correta compreensão de sua identidade. Seu objetivo é mostrar a inserção de Jesus na história do povo de Israel e fazer sua presença, na história humana, ligar-se com a longa história da salvação da humanidade. Jesus, portanto, é apresentado como verdadeiro homem e não como um ser estranho, vindo do céu, não se sabe bem como.
A sucessão de gerações, que prepara a vinda do Messias Jesus, é um retrato da humanidade a ser salva por ele. Repassando a lista de nomes, encontramos gente de todo tipo: piedosos e ímpios, pessoas de comportamento correto e gente de vida não recomendável, operadores de justiça e indivíduos sem escrúpulos no trato com os semelhantes, judeus e estrangeiros, homens e mulheres. Todos eles formam o substrato humano no qual nasceu Jesus. Esta é a humanidade carente de salvação, para a qual ele foi enviado pelo Pai.
Jesus, porém, é apresentado como dom salvífico do Pai para a humanidade. O fato da concepção virginal aponta nesta direção. Quando a lista chega em José, diz-se que ele é o esposo de Maria da qual nasceu Jesus. A sucessão pela linha masculina é rompida, ficando implícito que o Pai de Jesus é o próprio Deus. Ou seja, a salvação não é obra do ser humano. Ela é oferecida pelo Pai por meio do Messias Jesus. (Mundo Católico)

A VINDA DE JESUS
A vinda de Jesus ao mundo foi precedida de uma história: a história do povo de Israel, que tem o seu início com Abraão, desenvolve-se até atingir o seu apogeu com o Rei Davi, depois entra em declínio até atingir o seu ponto mais baixo com Josias e o exílio da Babilônia, para depois evoluir até chegar à plenitude dos tempos com a Jesus, Deus presente e atuante na história dos homens, que vai ser a realização da promessa a Abraão que nele serão abençoadas todas as nações da terra e a salvação chega para todos os povos com a libertação do pecado e da morte e a presença do próprio Deus na vida de todos nós. (A Palavra de Deus na Vida)

. . .
. . . (ABC da Catequese)

MARIA, DA QUAL NASCEU JESUS
A Sagrada Escritura do Antigo e Novo Testamento e a venerável Tradição mostram de modo progressivamente mais claro, e como que nos põem diante dos olhos, o papel da Mãe do Salvador na economia da salvação. Os livros do Antigo Testamento descrevem a história da salvação na qual se vai preparando lentamente a vinda de Cristo ao mundo. Esses antigos documentos, tais como são lidos na Igreja e interpretados à luz da plena revelação ulterior, vão pondo cada vez mais em evidência a figura duma mulher, a Mãe do Redentor. A esta luz, Maria encontra-se já profeticamente delineada na promessa da vitória sobre a serpente (cf. Gn. 3, 15), feita aos primeiros pais caídos no pecado. Ela é, igualmente, a Virgem que conceberá e dará à luz um Filho, cujo nome será Emanuel (cf. Is. 7, 14; cf. Miq. 5, 2-3; Mt. 1, 22-23). É a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa Filha de Sião, passada a longa espera da promessa, se cumprem os tempos e se inaugura a nova economia da salvação, quando o Filho de Deus dela recebeu a natureza humana, para libertar o homem do pecado com os mistérios da Sua vida terrena. (Evangelho Quotidiano)

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