LD-21/12/10 (3ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
21/Dez/2010 (3ª Feira) – IV Semana do Advento
(roxo, prefácio do Advento II – ofício do dia)
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Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Quem se deixa conduzir pelo amor transborda de alegria: o amado vai ao encontro da amada; Maria vai ao encontro de Isabel para auxiliá-la nos momentos que antecedem o parto e comunicar-lhe o grande acontecimento da chegada do Salvador.

LEITURAS

Vamos ler o livro do Cântico dos Cânticos 2,8-14
Eis o meu amado que vem saltando pelos montes

8É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! 11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem! 14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”.

Vamos cantar o Salmo 32(33)
Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!
— Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!
— Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança.
— No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
 

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-45
O encontro das duas mães / Jesus e João Batista, o mesmo plano salvífico do Pai

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45“Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: “Nossos povos encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Nela vem refletida a mensagem essencial do Evangelho. (…)Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.” (DAp 265). (Paulinas Online)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 21,20-28, e observo as palavras de Jesus. Lucas narra o encontro destas duas mães. Maria, mãe do Filho de Deus e Isabel, mãe do precursor, João Batista. Uma jovenzinha, Maria. E outra, de idade avançada, Isabel. Maria era virgem. Isabel, de idade avançada. Feita a saudação de Maria, Isabel responde profetizando: “Você é a mais abençoada de todas as mulheres. A criança que você vai ter é abençoada também. Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” Nestas palavras, Isabel manifesta fé, reconhece a maternidade e o Messias, quando diz “meu Senhor”. Ao dizer “você é a mais abençoada”, esta bênção traz alegria para Isabel e a seu filho: “a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga”. Esta bênção, fruto da fé, gera uma série imensa de louvores a Deus que Maria expressa no seu cântico. A visita de Maria a Isabel tornou-se a “visita de Deus ao seu povo”, diz o Catecismo da Igreja Católica (717). (Paulinas Online)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, a exemplo de Isabel, anseio conhecer a verdadeira identidade de Maria que, na sua humildade, tornou-se o ser humano abençoado por excelência. (Paulinas Online)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar é de reconhecimento das maravilhas que Deus faz em cada pessoa que encontrar hoje. (Paulinas Online)

REFLEXÕES

MARIA VISITA ISABEL
Há um consenso em que, nos Evangelhos, a insistente apresentação de João Batista como subordinado a Jesus é uma elaboração teológica dos evangelistas. Na realidade João Batista deflagrou um forte movimento renovador em confronto com a religião do Judaísmo de seu tempo. Jesus aderiu a este movimento e deu-lhe um novo impulso, com a característica transformadora do Espírito Santo que o habitava. Maria, advertida pelo anjo sobre a gestação de Isabel em seu sexto mês, sai para servi-la. Ao saudar Isabel, tanto esta, inspirada pelo Espírito Santo, como o menino que pula de alegria no seu ventre confirmam a presença de Jesus no ventre de Maria. Isabel, então, transborda em um hino de exaltação, proclamando Maria bem-aventurada por ter crido. Lucas é o único evangelista a destacar o ventre feminino como fonte de vida, e o faz por sete vezes. E fica realçada a grandiosidade deste ventre feminino quando se trata da geração da própria vida divina. É a sublime realidade da encarnação, da presença do Deus eterno entre nós, comunicando-nos sua própria vida. (Paulinas Online)

O PERFIL DE MARIA
As palavras inspiradas de Isabel, ao se encontrar com sua prima Maria traçam o perfil de quem tinha sido destinada a ser a mãe do Salvador. Maria é a mulher bendita por excelência. Repousando sobre ela as bênçãos divinas, sua vida estava indissociavelmente ligada a Deus. Sem deixar de ser humilde serva, sua humanidade revestia-se de um brilho especial. Tornava-se um modelo não apenas de mulher, mas de ser humano. Maria trazia em seu ventre um fruto santo. A prole era um dos indicadores seguros da bênção divina. A humilde Virgem de Nazaré recebera, porém, uma bênção suplementar: a de ser a mãe do Messias. Tudo isto por estar disposta a ser totalmente fiel a Deus. Maria é mulher de fé. Aqui reside a sua verdadeira grandeza, pois a maternidade decorre desta sua virtude. E sua fé se desdobra em forma de confiança e entrega disponível nas mãos de Deus. Porque crê, assume o projeto divino, embora desconhecendo como irá realizar-se. Joga-se, inteiramente, nas mãos de Deus, certa de não ficar decepcionada. Maria é a mãe do Senhor de todos os povos. A exclamação de Isabel: “Como posso merecer que a mãe de meu Senhor venha me visitar?” revela as reais dimensões da maternidade de Maria. O Senhor de Isabel é o Senhor do povo de Israel e Senhor de todos quantos haveriam de crer. Este Senhor de toda a humanidade estava ali, no ventre de Maria. (Dom Total)

APRENDER COM MARIA A ALEGRIA NA CAMINHADA
Estamos cada vez mais próximos da festa do Natal. Deixemo-nos iluminar pela luz de Deus e por Sua Palavra, pois é ela que nos sustenta e nos inspira sempre. Por isso, o povo de Sião canta de alegria e se rejubila. Isabel compreendeu que Deus fazia comunhão com o povo pobre e esquecido e por isso entendeu a saudação de Maria.
Alegremo-nos profundamente. Nada de tristeza, porque Deus está conosco! Ele é o Emanuel que sempre está no nosso meio.
As narrativas sobre a infância de Jesus deixam perceber a Sua origem humilde, numa casa pobre em Nazaré, longe de Jerusalém e de qualquer outra grande cidade onde se concentram as elites privilegiadas. Por outro lado, no Evangelho de Lucas, os paralelos feitos entre João Batista e Jesus são elaborados de maneira a destacar a primazia deste em relação àquele. Na época em que Lucas escreveu, o movimento dos discípulos de João Batista era expressivo e se mantinha à parte do movimento dos discípulos de Cristo. Com o destaque dado a Jesus, procurava-se trazer os discípulos de João para as comunidades cristãs.
Na narrativa de hoje, vemos o encontro de duas mulheres: Maria, esposa de um operário de Nazaré, na Galileia; e Isabel, esposa de um sacerdote do templo de Jerusalém. Contudo, o critério de “status” social é esvaziado. É a jovem e pobre mulher da Galileia que é bendita entre as mulheres, trazendo em seu ventre o Senhor, comunicador do Espírito Santo.
Duas mães de idades diferentes encontram-se em um único hino de louvor a Deus. Para Maria, o motivo do encontro é o desejo natural de comunicar o grande acontecimento que ela conhece, prestar auxílio a quem está em necessidade e reconhecer o sinal dado pelo Senhor por intermédio de Isabel, inserindo-se, assim, no grande plano de Deus.
A Santíssima Virgem compreende e age. Sua adesão à vontade de Deus e sua obediência não traduzem preguiça e dificuldade, mas sim alegria e decisão.
Quem segue Deus e está cheio de Seu Espírito caminha de coração alegre, de ânimo aberto, mesmo por estradas fatigantes. Nossa Senhora nos ensina isso nesta sua viagem em direção à região montanhosa onde Isabel vivia, e ao entrar na casa da prima e saudá-la, esta logo fica cheia do Espírito Santo. Imediatamente, dois mistérios acontecem: Deus entra no “cronos” e transforma-o em “Kairós”. A maternidade da Virgem Maria é o mistério de sua grandeza pessoal pela fé, na força e no poder da Palavra de Deus. A fé de Maria contrapõe-se à nossa incredulidade. Deste modo, no início do aparecimento da salvação, mostra-se a fé como uma adesão à Palavra, que anima e dá fé, chama e beneficia, gera e cria uma nova vida. (Homilia Diária)

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. . .(Paróquia Nossa Senhora das Dores)

UM ENCONTRO HISTÓRICO
O encontro das duas primas, Maria e Isabel, aconteceu numa cidade de Judá, povoado atualmente conhecido como Ain-Karin (Bíblia dos Capuchinhos), que fica a cerca de seis kilometros de Jerusalém. A visita de Maria santifica a casa de Isabel (ou Elisabete) com a presença do Senhor (título divino de Jesus Cristo).  Isabel fala profetizando e a interpretação profética menciona três elementos conjugados: fé, a maternidade, o Messias.
O encontro das duas futuras mães prenuncia o encontro dos dois filhos. A maternidade das duas primas tem como filhos sagrados João e Jesus; nenhuma maternidade da história, no entanto, pode ser comparada com a de Maria. A maior alegria de qualquer jovem mulher que está para ser mãe é indescritível; é algo que só a mulher sente e vivencia. Maria sentirá essa felicidade só que em grau maior, afinal ela está para ser a mãe do nosso Senhor.
Maria foi eleita por Deus para colaborar no projeto divino de salvação da humanidade. A criança que está para nascer é o instrumento divino para operacionalizar esse projeto de libertação. Somos todos alvos desse projeto de Deus, que deseja de todos nós uma vida de santidade. Somos todos convidados a reviver esse momento impar do renascimento de Cristo em nosso seio familiar.
O Natal do Senhor é para ser vivido, sobretudo, na família, com momentos de encontros e reencontros, de perdão sincero, de orações e de cura interior. Não deixe que esse momento seja ofuscado pelo luxo e pelas luzes coloridas, vazio de Deus em seu lar e em sua vida. (Mundo Católico)

A MULHER IDOSA E JOVEM. AMBAS GRÁVIDAS COM A GRAÇA DE DEUS
Vemos no evangelho de hoje o encontro de duas mulheres que estão grávidas sem que isso fosse possível. De um lado, Isabel, idosa e estéril, e de outro Maria, virgem. A idosa representando o Antigo Testamento, pois será a mãe do último profeta da Antiga Aliança. A virgem representando o Novo Testamento, pois será a mãe daquele que no seu sangue selará a Nova e Eterna Aliança entre Deus e os homens. Vemos a complementariedade entre as duas Alianças e vemos também em Maria a essência da missão evangelizadora: levar Jesus a todas as pessoas para que possam reconhecê-lo e acolhê-lo. (A Palavra de Deus na Vida)

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. . . (ABC da Catequese)

O SENHOR FEZ EM MIM MARAVILHAS
Como te amo, Maria, quando te dizes serva do Deus que conquistaste pela tua humildade (Lc 1, 38), tornou-te omnipotente essa virtude oculta. Trouxe ao teu coração a Santíssima Trindade e quando o Espírito de Amor te cobriu com a Sua sombra (Lc 1, 35), o Filho, igual ao Pai, em ti encarnou. Inúmeros serão os Seus irmãos pecadores, Uma vez que Jesus é o teu primogénito! (Lc 2, 7)
Ó Mãe muito amada, apesar da minha pequenez, trago em mim, como tu, o Todo-Poderoso, mas não tremo ao ver em mim tanta fraqueza. Os tesouros da Mãe pertencem aos filhos e eu sou tua filha, ó Mãe querida. As tuas virtudes e o teu amor não me pertencerão também? E quando ao meu coração chega a Hóstia santa, Jesus, teu suave Cordeiro, crê repousar em ti!
Fazes-me sentir que não é impossível seguir os teus passos, ó Rainha dos eleitos, porque tornaste o trilho do céu visível, vivendo cada dia as mais humildes virtudes. A teu lado, Maria, gosto de ser pequena para ver como são vãs as grandezas do mundo. Ao ver-te visitar a casa de Isabel, aprendo a praticar uma caridade ardente.
Aí escuto arrebatada, doce Rainha dos anjos, o canto sagrado que jorrou do teu peito (Lc 1, 46 ss.); ensinas-me a cantar os divinos louvores e a gloriar-me em Jesus, meu Salvador. Tuas palavras de amor são rosas místicas que perfumarão os séculos vindouros. Em ti, o Todo-Poderoso fez maravilhas, desejo meditá-las a fim de delas usufruir
. (Evangelho Quotidiano)

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