LD-12/01/11 (4ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
12/Jan/2011 (4ª Feira) – I Semana do Tempo Comum
(verde – ofício da I semana)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

A ação demoníaca, que se manifesta nos atos corruptos e ilegais da sociedade, escraviza e aliena o ser humano, impedindo-o de pensar e agir por conta própria.

LEITURAS

Vamos ler a carta aos Hebreus 2,5-12
Que todos os anjos o adorem

5Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o Santificador, como os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”.

Vamos cantar o Salmo 8
Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.
— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.
— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

Vamos ler . . .
. . .

. . .

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,21-28
Um novo ensinamento / Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoniado

21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”! 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: “De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação” (DAp 394). (Paulinas)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 1,21b-28. Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado: 1º. O ensino de Jesus “com autoridade” e 2º. O espírito mau que dominava o homem. O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: “Você veio para nos destruir?” Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs, Usou de sua “autoridade”, ordenando ao espírito mau: “Cale a boca e saia desse homem!”. O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo “espalhou” o fato por toda a Galileia. (Paulinas)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino. (Paulinas)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. (Paulinas)

REFLEXÕES

“AUTORIDSADE” DE JESUS
Jesus encontra-se em Cafarnaum, onde havia uma sinagoga, a qual Marcos caracteriza como sendo sinagoga “deles”. O contexto é o do ensinamento com autoridade de Jesus. “Autoridade” significa competência, coerência e autenticidade. O gesto espantoso de exorcismo reside na força transformadora da sua palavra e de seu ensino, que liberta as mentes das ideologias religiosas que deformam a face de Deus. Em confronto com os ensinamentos de Jesus encontra-se na sinagoga um espírito impuro que o questiona: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir?”. É o espírito que reina na sinagoga e Jesus vem libertar os que ali estão submissos. Este espírito é afastado pela palavra de Jesus, cheio do Espírito de Deus, com seu novo ensinamento. A palavra de Jesus é motivo da admiração de todos e da difusão de sua fama em toda a Galiléia. A Palavra fecunda é a que renova as comunidades e a sociedade, promovendo a unidade em torno da justiça, da dignidade humana e da paz. (Paulinas)

VENCENDO O MAL
O Reino anunciado por Jesus provocou as fôrças do mal que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelas forças diabólicas do mal. Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela. A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar e sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os beneficiários de Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino. Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças demoníacas do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação. (Dom Total)

AQUELE QUE SE CONVERTE TORNA-SE BÊNÇÃO PARA O SEU LAR
Na narrativa de hoje, Jesus liberta um homem em território dos gentios, sob o domínio do Império Romano. A identificação do demônio, que o possuía pelo nome de “legião”, aponta para as legiões romanas que ocupavam essa região. Os porcos que se arremetem ao mar e perecem assemelham-se ao exército do faraó no Mar Vermelho, no Êxodo. O homem libertado por Jesus sai a anunciar a Misericórdia do Senhor, tornando-se um missionário gentio entre os gentios. Aquele episódio, entre tantos registrados na Bíblia, nos mostra a existência dos demônios, que são espíritos maus, anjos caídos, que estão na terra com o propósito de prejudicar a humanidade e afrontar Deus.
O gadareno vivia nos sepulcros, que eram cavernas. Ali não era lugar para pessoas vivas, mas o diabo o levou para lá. Nisso percebemos o propósito do maligno de roubar, matar e destruir (cf. João 10.10). A vida daquele homem possuído pelo mal estava encerrada, perdida. Estava separado da família, dos amigos e da sociedade. Era um morto-vivo morando no cemitério, sem esperança e sem perspectiva. Assim como Deus tem um plano para o ser humano, satanás também o tem; e esse homem atingira um estágio avançado da execução dos desígnios diabólicos. Quem não segue a Cristo está caminhando com o inimigo de Deus rumo à perdição eterna. Ainda que não esteja possesso, está influenciado e dominado pelo mal, podendo chegar a situações muito piores.
Ninguém podia fazer coisa alguma por aquele homem. Não podiam salvá-lo ou ajudá-lo de alguma forma. Então, tentavam prendê-lo, talvez com a intenção de protegê-lo de si mesmo. Entretanto, os demônios se manifestavam com fúria, despedaçando correntes e cadeias. Ele era incontrolável. Nenhum ser humano tem força para controlar um demônio. O que dizer de milhares? Aquele homem precisava conhecer Jesus Cristo.
O demônio reconheceu Jesus imediatamente e se prostrou para adorá-Lo, como fazia quando era um anjo de Deus. Naquele momento, o espírito mau deu o seu testemunho de que Cristo Jesus é o Filho de Deus. Algo tão difícil para as pessoas acreditarem e reconhecerem, era fato natural para aquela entidade maligna porque a sua essência é divina e que está sofrendo as consequências da sua rebelião.
Imediatamente, Jesus de Nazaré expulsou a legião [de demônios] daquele homem. Quando o gadareno encontra o Nazareno tudo muda.  Nosso Senhor Jesus Cristo faz o que ninguém mais pode fazer. O endemoniado não podia libertar a si mesmo da escravidão espiritual. Os outros também não podiam libertá-lo. Mas sim, o Filho de Deus. Ele, sim, veio trazer liberdade aos cativos, desfazendo as obras do diabo.
Jesus atendeu ao pedido daqueles espíritos, permitindo que eles entrassem nos porcos. Imediatamente, aqueles animais foram precipitados no despenhadeiro, caindo no mar e morrendo afogados. Creio que era isso que os demônios pretendiam fazer ao gadareno. Então, por que não fizeram? Eles só agem dentro dos limites da permissão divina (cf. Mc 5.13). Além disso, os demônios usavam aquele corpo como casa (cf. Mt 12.43-44) e não iriam destruí-lo tão cedo. O diabo utiliza seus escravos para fazer suas obras malignas neste mundo. Por isso, é útil para ele que suas vidas miseráveis sejam prolongadas por algum tempo.
Depois da libertação, o gadareno parecia outro homem. Foi encontrado assentado, vestido e em perfeito juízo (cf. Mc 5.15). A conversão é o início de uma nova vida, com equilíbrio, sossego, descanso, paz, dignidade, ordem e decência. Além de ter sido liberto, aquele homem foi salvo (cf. Lc 8.36).
Muitas pessoas foram vê-lo, mas não glorificaram a Deus por sua libertação. O momento era propício ao louvor e às ações de graças, mas houve murmuração. Os demônios adoraram a Jesus, mas o povo não O adorou. Muitos ficaram revoltados contra ele por causa da morte dos porcos! Portanto, aquele homem não tinha valor algum para o seu povo. Os porcos eram considerados mais importantes. A perda financeira foi mais sentida do que o ganho humano e espiritual. O materialismo dominava aquela gente.
Encontraram Cristo, mas não foram salvos. Resolveram expulsá-Lo daquela cidade. Que situação estranha! Jesus expulsou os demônios de um homem e depois foi expulso do lugar. Qual é a nossa atitude para com Jesus Cristo? Hoje, da mesma forma, cada pessoa deve tomar a decisão de acolher Jesus ou rejeitá-Lo.
O gadareno liberto pediu para seguir a Jesus, mas Ele não permitiu. Cristo havia atendido a um pedido dos demônios, mas não atendeu à oração daquele homem. Por quê? O Senhor tinha um propósito para ele naquele lugar. Vemos nisso o amor e a misericórdia para com aquele povo ímpio que rejeitou Jesus. Ele deixou o gadareno ali como o pregador, dando seu testemunho para todos, começando pela sua casa. Agora, que ele agora estava liberto, poderia retomar a normalidade da sua vida. Sua família também tinha sido abençoada por intermédio daquela libertação. Aquele que se converte torna-se bênção para o seu lar e para a sociedade.
Neste episódio, os discípulos nada fizeram, senão aprender com o Mestre aquilo que deveriam realizar após a Sua ascensão. Jesus subiu ao céu, mas encarregou Sua Igreja de continuar Sua obra de libertação. Assim, por meio de nós, Jesus continua libertando. Aqueles que alcançam a libertação e a salvação saem de uma vida de tormento e começam a usufruir a alegria de Deus em seus corações e se tornam Evangelhos vivos para os seus. (Homilia Diária)

QUANTO PODER TEM UM FILME
Uma coisa boa a fazer no tempo de férias é ver bons filmes. Reunir os amigos, estourar umas pipocas e abrir uns refrigerantes. Que belo programa! Gosto muito de ver filmes românticos, de aventuras, comédia e drama. Gosto de ambiente rústico e campestre. Prefiro filmes produzidos nas montanhas, nas pedras, na floresta… Gosto de filmes que trazem mensagens para a vida, para a família. Filmes que tratam de valores, religião e fé. Filmes assim tem um forte poder sobre nossas emoções. Gostaria de sugerir um DVD produzido em parceria com as TVs católicas. O filme se chama “TRAVESSIA DA SERRA QUE CHORA”. Produzido na Serra da Mantiqueira, esse filme tem fortes emoções e trata de valores familiares. É bom assisti-lo. E há outros filmes muito bons por aí. Recomende-os aos seus amigos…
No meu tempo de Seminário, vi alguns filmes que não são recomendados. Aqueles que tratam de exorcismos, muitas vezes, não são verdadeiros e criam medo e conceitos errados a respeito do espírito mau. Percebíamos que as possessões diabólicas não eram reais. Eram doenças psicológicas e traumas emocionais. Como não tinham conhecimentos sobre as novas descobertas das ciências, aqueles filmes passavam muitos conceitos errados sobre fé, bíblia, religião e até mesmo sobre o verdadeiro exorcismo.
No início da missão de Jesus Cristo, Ele teve que fazer muitas expulsões diabólicas. São Marcos fala da sinagoga de Cafarnaum onde Jesus libertou um homem das forças do espírito mau. Foi no dia em que se guardava o SÁBADO e por isso Jesus foi muito caluniado (Mc 1, 21 – 28). Expulsando o espírito mau Jesus não libertou apenas aquele homem, mas entrava em processo de libertação das mentes dos líderes da comunidade. O diabo faz muito mais violência nas mentes sadias. As manifestações do diabo não são espasmos, voz rouca, rolar no chão, quebrar as coisas, falar blasfêmias, ficar louco e descontrolado. Essas são reações de pessoas desequilibradas emocionalmente. Não precisam de exorcistas. Precisam, sim, de médicos, psicólogos e clinicas neurológicas.
As manifestações do diabo são as mais discretas possíveis. É sua estratégia para não assustar as pessoas. Ele é esperto. Vejam que ele foi tentar Jesus com boas propostas. O espírito mal está agindo entre nós não nas pessoas doentes, mas nas pessoas sadias, lindas, atraentes, ricas, inteligentes e poderosas. Quanta gente de boa aparência, com voz bonita e com belas propostas estão nos iludindo para o crime, para a droga… Gente fina e elegante, na calada da noite ou, até na luz do dia, está roubando, matando, adulterando, corrompendo, jogando crianças pelas janelas, matando pai e mãe para ficar com a herança… Isso sim é possessão diabólica. Estamos precisando de muitos exorcistas para libertar tantas vítimas do espírito mau. Rezem comigo. (Paróquia Nossa Senhora das Dores)

PERSONALIDADES INCOMPATÍVEIS
A pergunta desesperada do homem possuído por um espírito imundo revela a incompatibilidade radical que existe entre Jesus e tudo quanto lhe é contrário. A frase “Que temos nós contigo, Jesus de Nazaré?” pode ser assim desdobrada: “Que existe em comum entre nós?”; “O que você está querendo fazer conosco?”; “Qual a sua intenção a nosso respeito?”.
Evidentemente, entre Jesus e o espírito imundo nada havia em comum. Um libertava o ser humano, o outro o escravizava. Um recuperava as pessoas para Deus, já o outro as afastava sempre mais do projeto do Pai, numa aberta afronta a ele. Um restaurava no coração humano o sentido da vida fraterna e solidária, o outro, pelo contrário, gerava discórdia e divisão. Um encarnava a novidade da misericórdia de Deus, o outro insistia no caminho inconveniente da soberba. Por isso, a única intenção de Jesus era derrotar este espírito mau.
À ordem do Mestre, ele deixou o possesso, depois de agitá-lo violentamente e fazer grande alarido.
Esta é a imagem do que se passa no coração de cada um de nós: o mau espírito reluta em abandonar o espaço conquistado no nosso interior. Se não nos deixamos ajudar por Jesus, corremos o risco de permanecer escravos desse espírito do mal. O discipulado cristão exige que façamos a experiência de ser libertados pelo Mestre, pois é impossível compatibilizá-lo com as forças do mal que agem dentro de nós. (Mundo Católico)

ENSINAMENTO E CURA
Jesus tem como costume ensinar nas sinagogas e o conhecimento da fé é a maior arma que o cristão tem para vencer o mal e o pecado, pois não só nos mostra o caminho para chegarmos até Deus e o valor da verdade para nós, além de nos revelar o amor que Deus tem por nós e a necessidade que temos de corresponder a esse amor por uma vida santa para que possamos vencer toda sorte de mal que venha a acontecer em nossas vidas e sentirmos o poder amoroso de Deus que se faz presente na vida de todas as pessoas que acolhem o que Jesus veio revelar a respeito de Deus e do seu Reino. (A Palavra de Deus na Vida)

. . .
. . . (ABC da Catequese)

VIESTES PARA NOS ARRUINAR?
«Mas livrai-nos do mal». Nesta petição, o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo. «Assassino desde o princípio, […] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (Missal Romano). «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19). […]
A vitória sobre o «príncipe deste mundo» (Jo 14, 30) foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «lançado fora» (Jo 12, 31). «Pôs-se a perseguir a Mulher» (Ap 12, 13-16), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, «cheia da graça» do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte […]. Então, «furioso contra a Mulher, foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12, 17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20), já que a Sua vinda nos libertará do Maligno.
Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo n’Aquele que «tem as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1, 18), «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8). (Evangelho Quotidiano)

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s