LD-01/01/11 (Sábado)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
01/Jan/2011 (Sábado)
(branco, glória, creio, prefácio de Maria – ofício da solenidade)
MARIA, MÃE DE DEUS

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Com alegria nos reunimos hoje para a primeira celebração do novo ano civil. Sintamo-nos todos acolhidos por Maria, mãe de Deus, e peçamos que ela nos acompanhe ao longo de todo este tempo. No dia mundial da paz, queremos colaborar para que a paz seja sempre parte do nosso dia a dia.

LEITURAS

Vamos ler o livro dos Números 6,22-27
Bênção de Deus a seu povo

22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.

Vamos cantar o Salmo 66(67)
Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.
— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra
.

Vamor ler a carta de são Paulo aos Gálatas 4,4-7
O Filho de Deus, nascido de uma mulher

Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai! 7Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,16-21
Sob a proteçaõ de Maria / Jesus, Filho de Maria

Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Devo crescer na minha devoção a Maria, minha querida Mãe. Hoje também é o Dia Mundial da Paz. Bento XVI nos faz uma saudação e um apelo: “NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis atos de violência e de intolerância religiosa. Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral sirio-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.” (Paulinas)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Lc 2,16-21. Neste primeiro dia do ano, celebramos Maria, Mãe de Deus. Com ela contemplamos Jesus e meditamos no nosso coração, deixando-o plenificar pelo amor de Deus. Esta foi a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Sua celebração começou em Roma no século VI. Em 431, o herege Nestório se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus. Por isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso -a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos- e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”. Na cruz, Jesus nos deu Maria como Mãe, ao dizer a João: “eis a tua Mãe”. Em nossa Mãe Maria encontramos o caminho seguro que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajuda a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mas não eu, é Cristo quem vive em mim”. (Paulinas)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, dá-me a luz do teu Espírito, para que, como Maria, eu possa compreender o desígnio de amor que tens para mim, e ser-lhe fiel. (Paulinas)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Contemplarei toda pessoa, independente de sua confissão religiosa, com o olhar do Criador que ama a cada uma de suas criaturas. (Paulinas)

REFLEXÕES

JESUS, EMANUEL, DEUS-CONOSCO
A comemoração de um ano-novo mobiliza multidões que se confraternizam e se alegram. É uma festa universal animada pela esperança de renovação. Nesse clima de alegria, na liturgia celebramos o oitavo dia do grande acontecimento que transformou céus e terra: o nascimento de Jesus, comemorado através de sua mãe, Maria, invocada como Mãe de Deus. O evangelho de hoje é o de Lucas, o evangelista da misericórdia e dos pobres. São os humildes pastores, movidos pela esperança da salvação, os primeiros a ir ao encontro do recém-nascido: Jesus, Emanuel, Deus-conosco. Eles narram o que lhes foi anunciado e, depois, retiram-se, louvando e glorificando a Deus. Maria, em quem Deus operou maravilhas, não fecha o coração diante do novo que surge, mas acolhe-o e, em oração, medita sobre o seu significado. Ela e José deram ao filho o nome de Jesus, comum em sua época, de acordo com o projeto de Deus de nos comunicar a vida eterna através da humildade da encarnação. (Paulinas)

O MISTÉRIO DE DEUS EM MARIA
A figura de Maria foi toda envolvida pelo mistério de Deus. Ao aceitar ser a mãe do “Filho do Altíssimo”, ela estabeleceu um relacionamento profundo com a divindade. Lenta e gradativamente, Maria foi compreendendo a real dimensão desta experiência, que exigiu dela empenho e discernimento. A visita dos pobres pastores ao Menino Jesus, na gruta de Belém, ofereceu a Maria elementos de reflexão. Eles falavam do que lhes fora revelado sobre o recém-nascido, sua identidade e sua missão de Salvador, o Messias esperado. Sua origem divina evidenciava-se pela presença do Anjo do Senhor. Ele estava todo envolvido pelo mistério divino. A história do Menino ligava-se radicalmente à existência de Maria. Foi com ela que o Pai havia contado para a gestação física de seu filho amado, que haveria de ser, também, filho dela. A vida de Maria, portanto, definia-se pela relação com o Pai e com o filho Jesus, redundando em serviço exclusivo a ambos. Por que Deus escolheu aquela pobre mulher de Nazaré, para concretizar seu plano de amor em relação à humanidade? Nem mesmo Maria deve ter sabido dar uma resposta definitiva a esta questão. Por isso, ela guardava, no coração, todas as palavras dos pastores, tentando discernir o sentido e as exigências da presença de Deus em sua vida. (Dom Total)

MARIA, MÃE DE DEUS E NOSSA
O ano litúrgico antecipa-se ao ano civil, iniciando-se com o tempo do Advento que prepara o Natal. Na oitava do Natal, em 1º de janeiro, a Igreja faz a comemoração de Maria, “Mãe de Deus”. Este título de Maria, atribuído pelo Concílio de Éfeso (431), realça a íntima união entre a divindade e a humanidade, revelada na encarnação de Jesus. A maternidade divina de Maria vem, de certo modo, preencher a carência do feminino na imagem tradicional de Deus, particularmente no Primeiro Testamento. Nas devoções a Maria, os fiéis buscam a face materna de Deus.
Nos evangelho Maria ocupa um papel mais discreto na Bíblia se comparado com a tradição católica. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem, quando concebeu Jesus, o Filho de Deus. Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, Maria foi confiada aos cuidados do apóstolo João e a Igreja Católica viu aí que nele estava representada toda a humanidade, filha da Nova Eva.
«A virgem engravidará e dará à luz um filho… Mas José não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus. » (Mateus 1,23-25), “Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. … será chamado Filho do Altíssimo.” Maria pergunta ao anjo Gabriel: “Como acontecerá isso, se não conheço homem?” O anjo respondeu: «O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que nascer será chamado santo, Filho de Deus.» (Lucas 1,26-35).
As passagens onde Maria aparece no Novo Testamento são:
O aparecimento do arcanjo Gabriel, e anúncio de que seria ela a mãe do Filho de Deus, o prometido Messias. (Lucas 1,26-56 a Lucas 2:1-52; compare com Mateus 1:2).
A visitação à sua prima Santa Isabel e o Magnificat (Lc 1,39-56).
O nascimento do Filho de Deus em Belém, a adoração dos pastores e dos reis magos (Lc 2,1-20).
A Sua purificação e a apresentação do Menino Jesus no templo (Lc 2,22-38).
À procura do Menino-Deus no templo debatendo com os doutores da lei (Lc 2,41-50).
Meditando sobre todos estes fatos (Lc 2,51).
Nas bodas de Casamento em Caná, da Galiléia. (João 2:1-11)
À procura de Cristo enquanto este pregava e o elogio que Lhe faz (Lc 8,19-21) e (Mc 3, 33-35).
Ao pé da Cruz quando Jesus aponta a Maria como mãe do discípulo e a este como seu filho (Jô 19,26-27).
Depois da Ascensão de Cristo aos céus, Maria era uma das mulheres que estavam reunidas com restantes discípulos no derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e fundação da Igreja Cristã. (Atos 1,14; Atos 21-4)
Lucas é o evangelista da misericórdia e dos pobres. Em sua narrativa, são os humildes pastores que, movidos pela esperança da libertação e do resgate de sua dignidade, vão ao encontro do recém-nascido. Maria acolhe o novo que se manifesta e, em oração, medita sobre seu significado. Em Jesus, que recebeu um nome comum em sua época, revela-se o projeto de Deus de nos conceder a salvação por meio da humildade e da comum condição da encarnação.
Convido-te a dar o primeiro passo no novo ano de mãos dadas com Santa Maria, a Mãe de Deus e nossa Mãe Ela nos dá segurança, porque traz em seus braços o Príncipe da Paz. Sem o acolhimento de nosso Salvador; o mundo celebra inutilmente o dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. Os homens têm provado, ao longo dos séculos, que são impotentes para construir a verdadeira Paz por si própria. Continuam poderosos apenas para multiplicar a violência e provocar mortes. Por isso, hoje é um dia de súplica universal pela Paz e pela Fraternidade, que somente Jesus pode fazer-nos construir. E nós suplicamos confiantes, porque ora connosco e por nós a Mãe de Deus, Aquela que deu ao mundo a nossa Paz! Jesus Cristo o Príncipe da Paz! Maria Rainha da Paz, daí-nos a Paz. (Homilia Diária)

. . .
. . . (Paróquia Nossa Senhora das Dores)

FOI-LHE DADO O NOME DE JESUS
As promessas de Deus haviam sido feitas a pastores tais como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Davi e outros. Por isso os anjos anunciam o cumprimento dessas promessas aos pastores nos arredores de Belém. O evangelho destaca o sinal da salvação: o recém-nascido está na manjedoura, lugar onde é posto o alimento. Jesus, desde o início, vem ao mundo como alimento, e o lugar do reconhecimento do Salvador dá-se na eucaristia, fonte e ápice da vida cristã.
Com a circuncisão, Jesus é inserido na comunidade judaica e na primeira aliança. Isso significa que Jesus não é um mito, mas participa em tudo da realidade histórica, é alguém inserido no mundo e sujeito às suas leis.
“Deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo” (v. 21). É o próprio Deus, e não os seres humanos, quem dá o nome Jesus (Salvador), e com isso o evangelho assegura que todas as promessas feitas a Israel agora foram realizadas, o tempo da espera pelo Messias terminou. (Mundo Católico)

CONHECER O SALVADOR
Assim que os anjos se afastaram dos pastores, eles foram para Belém a fim de conhecer o Salvador que havia nascido e, assim que o encontraram, passaram a anunciar a todos quem ele era. Deste modo. a presença do Salvador não ficou sendo apenas algo que os pastores ficaram sabendo, mas foram conhecê-lo pessoalmente, mostrando para nós que o conhecimento sobre Jesus não é suficiente para a nossa salvação, mas precisamos ir ao seu encontro para conhecê-lo pessoalmente e também nos tornar evangelizadores, mostrando a todos quem é Jesus, de modo que a sua salvação possa chegar a todos os cantos da terra. (A Palavra de Deus na Vida)

DIA MUNDIAL DA PAZ
1. Paz em Belém! Tudo conforme ao anúncio do Anjo, na noite Santa de Natal! Por enquanto, há liberdade religiosa, dentro e fora do Presépio! Maria conserva e guarda no coração, o testemunho dos pastores, que contam «tudo o que lhes tinham anunciado sobre Aquele Menino» (Lc.2,17)!No regresso, os Pastores, maravilhados, «glorificam e louvam a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto» (Lc.2,20)!Assim o primeiro cenário do Presépio, fala-nos de homens e mulheres livres, «para professar a sua própria fé e viver o seu amor a Deus, com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37)» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, 1)! Os pastores gozam, por assim, dizer, de plena liberdade religiosa! E não deixam de partilhar, em alta voz, as impressões do coração, depois de tudo viram, ouviram e viveram.Na verdade, por aqui se vê, pela palavra partilhada dos Pastores e pelo silêncio cúmplice de Maria, que “embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros» (Ib. 6)!
2. Em boa verdade, bem o sabemos, esta liberdade religiosa, será de curta duração. Percebemo-lo, desde logo, na tentativa homicida de Herodes, que procura matar o Menino e chega mesmo à loucura da matança dos inocentes. E logo depois, a mesma liberdade parece condicionada, na tentativa de extravio dos Magos, quando se propõe adorar o Menino, em Belém! Talvez pensemos, erradamente, que isto da perseguição a Cristo ou dos cristãos seja apenas uma página sangrenta dos primeiros séculos. Embalados num certo adormecimento da fé, nem nos damos conta que «os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa» (Ib.1). Imagine-se, sem poder sair de casa para ir à Igreja celebrar o Natal. E que, mesmo dentro casa, reunido com a sua família e amigos, poderá perder a vida… só pelo simples facto de ser cristão. Pois é disso mesmo que, neste momento, têm medo os católicos iraquianos. Ouvimos, ainda há poucos dias, em pleno tempo de Natal, falar de perseguições, aos cristãos da Nigéria, Filipinas e Paquistão!
3. Porque somos filhos de Deus, não podemos mais viver como escravos (cf. Gal.4,4-7), seja do fanatismo religioso, que quer impor a fé pela força, seja do laicismo, que a quer negar ou limitar na sua pública manifestação (cf. Ib.8). A liberdade religiosa é, pois, um direito tão enraizado na dignidade humana dos filhos de Deus, que deveria gozar de um estatuto especial: uma espécie de património comum, ao ponto de cada violação ser encarada como um crime contra a Humanidade. Quem o defende é o Papa Bento XVI, na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz. E fala disso a propósito do que se passa não só no Iraque, mas em várias regiões do mundo, onde não é permitido a cada um professar livremente a própria fé, sob pena de risco de vida. “De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida” (Ib.13).
4. Mas o Papa denuncia também ataques à liberdade religiosa, noutras zonas do globo, onde a perseguição surge de forma mais sofisticada e subtil, contra crentes e símbolos religiosos. É nesta lista que Bento XVI inclui a Europa, onde são visíveis «as hostilidades e preconceitos contra os cristãos que desejam orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho» (Ib.14). Trata-se de uma espécie de ditadura do pensamento dominante, que quer negar aos cristãos o direito à sua própria forma de ser, pensar e viver, pondo-os e expondo-os muitas vezes, ao ridículo, diante da sociedade!
5. Queridos irmãos e irmãs: Vivemos todo o ano de 2010, sob o signo da Missão. E temos motivos, como os Pastores, para dar graças, por tudo quanto vimos e ouvimos. Mas agora, e como sempre, «a Missão continua»! Se em outros lugares, a própria vida dos crentes, está em causa, por causa do seu testemunho de fé, não temos nós o direito de viver uma fé adormecida (cf.Mt.8,26). «Peçamos ao Senhor que nos acorde do sono de uma fé cansada e restitua à nossa fé o poder de mover montanhas, isto é, de conferir a ordem justa às coisas do mundo! (…) A nossa fé não é uma realidade do passado, mas um encontro com o Deus, que vive e actua agora! Ele chama-nos em causa e opõe-se à nossa preguiça, mas é precisamente assim, que nos abre a estrada para a verdadeira alegria» (Bento XVI, Discurso à Cúria Romana, 20.12.2010)!
Que a Mãe de Deus, de Menino ao colo, assim proposto e oferecido à nossa liberdade filial, nos guarde, firmes e fiéis, em seu coração! Maria nos atraia, de seu Filho Jesus, as maiores bênçãos de paz, de coragem e de alegria na fé, para mais um ano de graça e de missão! A todos desejamos, de alma e coração, um feliz ano de 2011. (ABC da Catequese)

MARIA, MÃE DE DEUS, MÃE DO PRÍNCIPE DA PAZ
A festa do Natal renova para nós os primeiros instantes da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria. E acontece que, adorando o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem. Com efeito, quando Cristo veio ao mundo, começou o povo cristão: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo.
Ora, que mais podemos encontrar nos tesouros da generosidade divina que seja tão adequado à dignidade da festa de Natal como esta paz proclamada pelo cântico dos anjos aquando do nascimento do Senhor (Lc 2, 14)? Pois é a paz que gera filhos de Deus, que favorece o amor, que produz a amizade, que é o repouso dos bem-aventurados, a morada da eternidade. A sua obra própria, o seu particular benefício, consiste em unir a Deus aqueles que separa deste mundo. […] Assim, pois, aqueles que «não nasceram do sangue nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13) devem oferecer ao Pai a vontade unânime dos filhos artesãos da paz. Todos aqueles que se tornaram membros de Cristo por adopção devem acorrer a venerar o primogénito da nova criação, Aquele que veio, não para fazer a Sua vontade, mas a Daquele que O enviou (Jo 6, 38). Os herdeiros adoptados pela graça do Pai não são herdeiros divididos nem separados; têm os mesmos sentimentos e o mesmo amor. Aqueles que foram recriados segundo a única Imagem (Heb 1, 3; Gn 1, 27) têm de ter uma alma que se assemelhe a Ele. O nascimento do Senhor Jesus é o nascimento da paz. Como diz São Paulo, «Ele [Cristo] é a nossa paz» (Ef 2, 14
). (Evangelho Quotidiano)

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