LD – 10/03/11 (5ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
10/Mar/2011 (5ª Feira) – IX Semana do Tempo Comum
(roxo– ofício do dia)
DESPOIS DAS CINZAS

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Na Quaresma o cristão tem uma oportunidade especial para renovar sua opção por Cristo. A liturgia reforça a necessidade de renúncia, aceitação da cruz e vivência fraterna. Só assim vamos conquistar a salvação.

LEITURAS

Vamos fazer a leitura do livro do Deuteronômio 30,15-20
O Senhor é a tua vida e prolonga os seus dias

Moisés falou ao povo dizendo: 15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obede­cerdes aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele – pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar aos teus pais Abraão, Isaac e Jacó”.

Vamos cantar o Salmo 1
É feliz quem a Deus se confia!

— É feliz quem a Deus se confia!
— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte!

Vamos fazer a leitura . . .
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Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,22-25
Desafio de assumir a causa de Jesus / Primeiro anúncio a Paixão e condições para seguir Jesus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Também eu posso seguir Jesus. Assumir a sua causa. Nos momentos de maiores dificuldades vou me lembrar que esta causa é primordial. O seguimento de Jesus requer renúncia, busca de justiça e doação da vida por uma boa causa.Podemos afirmar, a melhor causa. Os bispos, em Aparecida, lembraram muito bem: “Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e ao mesmo tempo o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes à voz do Pai, queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos, sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé, somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, nEle, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.”(DAp 103). (Paulinas)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Leio, atentamente, na minha Bíblia, o Evangelho do Dia: Lc 9,22-25. Aquele que quiser seguir a Jesus, participar de sua vida e de sua missão, deverá percorrer o mesmo caminho dele. E ainda, renunciar ao poder, ao reino de um messias glorioso e vencedor. A causa é dele, que afirma: quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. (Paulinas)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos. (Paulinas)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Vou deixar de lado toda vaidade e reconhecimento humano e ajudar alguém que sofre a carregar a sua cruz. Esta causa é de Jesus e minha também. (Paulinas)

REFLEXÕES

SEGUIR JESUS É RENUNCIAR…
Nos evangelhos de Marcos e Mateus, após esta fala de Jesus sobre o sofrimento que o espera em Jerusalém, da parte dos chefes do judaísmo, Pedro, sob a ideologia do messias poderoso, censura Jesus por se dispor a tal. Jesus retribui a censura de Pedro com outra mais contundente: a proposta messiânica que domina Pedro é de satanás, é uma pedra de tropeço, e é fruto de puros interesses humanos. Lucas, em seu evangelho, omite este conflito entre Pedro e Jesus. Jesus insiste em fazer seus discípulos compreenderem que sua missão é libertar os cativos e restaurar a vida dos excluídos, sem restrições de caráter religioso ou racial. Por isto Jesus adverte os discípulos de que, em Jerusalém, sofrerá a repressão dos representantes do poder religioso da Judéia, os anciãos, sumo-sacerdotes e escribas. O poder, quando se sente ameaçado, reage perseguindo e matando aqueles que promovem a libertação dos oprimidos. Neste tempo de quaresma o evangelho nos lembra que seguir Jesus é renunciar aos projetos de sucesso econômico oferecido aos incluídos no sistema neo-liberal e colocar sua vida a serviço dos excluídos, na construção de um mundo novo, fraterno e partilhado. (Paulinas)

A PERDA É A SALVAÇÃO
A conclusão da caminhada terrena de Jesus escondia um sentido dificilmente compreensível pelos discípulos. O horizonte messiânico no qual se moviam e com o qual interpretavam a pessoa do Mestre impedia-os de compreender, em profundidade, o que o fato requeria. Para ser entendida, em sintonia com o pensar de Jesus, era preciso fazer uma violenta inversão de valores. O esquema tradicional era insuficiente para explicá-la. Na lógica de Jesus, ou seja, na lógica do Reino, a perda é penhor de salvação, ao passo que a salvação, entendida à maneira do mundo, é fator de perda. Daí ser possível esperar que, da humilhação de Jesus resulte exaltação, do abandono por parte dos amigos e conhecidos provenha a solidariedade do Pai, do sofrimento redunde a mais plena alegria, e a morte seja superada pela ressurreição. O contraste entre o projeto de Jesus e a mentalidade de seus discípulos era flagrante. Não lhes passava pela cabeça a possibilidade de existir um Messias cuja glória fosse alcançada em meio a sofrimentos e, muito menos, num contexto de morte violenta. Só a fé na ressurreição pode nos levar a dar crédito às palavras de Jesus. Com ela, o Pai deu seu aval às palavras do Filho, assegurando-lhe sua veracidade. Jesus provou ser impossível experimentar a misericórdia do Pai sem abrir mão das ambições mundanas. Só quem é capaz de renunciar-se a si mesmo como ele, experimentará a salvação. (DOM TOTAL)

É PRECISO RENUNCIAR AOS PROJETOS PESSOAIS PARA ABRAÇAR OS DE CRISTO
Para Lucas, a Morte de Jesus Cristo é a garantia da Sua Ressurreição. Porque ele vê no anúncio a certeza desse fato. Pela confiança que ele próprio deposita nas palavras de Mestre:  O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado. Portanto, narra a Morte de Cristo como vitória sobre o sofrimento, sobretudo, sobre os poderes da morte, e a ideia de descer aos infernos e lutar com a morte era uma ideia bem conhecida no Oriente e no Ocidente. Faz parte da mitologia de muitos povos que a aplicavam aos seus heróis. Esta ideia penetrou no Judaísmo tardio e dali passou para o Novo Testamento. Nesta mesma perspectiva, também Cristo tem vencido os poderes da perdição. Ele conquistou a salvação descendo ao reino dos mortos, libertando os que aí estavam presos, desde Adão até o último homem. “A concepção é de que Cristo, na hora de sua morte, desce até ali e derrota – numa luta – o príncipe dos demônios. No Novo Testamento encontram-se vestígios desta visão mítica. Em Mt 27,51-53 se narra que no momento da morte de Jesus a terra tremeu e se abriu, muitos mortos saíram de suas sepulturas e entraram na cidade. Assim Jesus, pela sua morte liberta os mortos que lá estavam presos. Com esta visão mítica, personifica-se o poder que age sobre a morte. O diabo, a morte e as forças do mal se confundem. A morte de Jesus assim é vista como resgate e a destruição deste poder. Pela sua morte Jesus destruiu a morte (1Cor 15,24.26; 2Ts 2,8; 2Tm 1,10; Hb 2,14). “Assim, pois, já que os filhos têm em comum o sangue e a carne, também Ele participou igualmente da mesma condição, a fim de, por sua morte, reduzir à impotência daquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,14). Por intermédio de Sua Morte, Jesus destruiu o poder da morte, deixando o ser humano livre. Mas, antes da Ressurreição existe a cruz. E Ele quer advertir os Seus de que ficassem preparados para ela. Como os apóstolos também cada um de nós está sendo convidado a segui-Lo, passando por tudo o que Ele passou, a fim de que no final possamos ressuscitar com Ele para a eternidade. Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos. (Homilia Diária)

A PERDA É A SALVAÇÃO
A conclusão da caminhada terrena de Jesus escondia um sentido dificilmente compreensível para os discípulos. O horizonte messiânico no qual se moviam e com o qual interpretavam a pessoa do Mestre os impedia de compreender, em profundidade, o que o fato requeria. Para ser entendida, em sintonia com o pensar de Jesus, era preciso fazer uma violenta inversão de valores. O esquema tradicional era insuficiente para explicá-la. Na lógica de Jesus, ou seja, na lógica do Reino, a perda é penhor de salvação, ao passo que a salvação, entendida à maneira do mundo, é fator de perda. Daí ser possível esperar que, da humilhação de Jesus resulte exaltação, do abandono por parte dos amigos e conhecidos provenha a solidariedade do Pai, do sofrimento redunde a mais plena alegria, e a morte seja superada pela ressurreição. O contraste entre o projeto de Jesus e a mentalidade de seus discípulos era flagrante. Não lhes passava pela cabeça a possibilidade de existir um Messias cuja glória fosse alcançada em meio a sofrimentos e, muito menos, num contexto de morte violenta. Só a fé na ressurreição pode nos levar a dar crédito às palavras de Jesus. Com ela, o Pai deu seu aval às palavras do Filho, assegurando-lhe sua veracidade. Jesus provou ser impossível experimentar a misericórdia do Pai sem abrir mão das ambições mundanas. Só quem é capaz de renunciar-se a si mesmo como ele, experimentará a salvação. (Mundo Católico)

VIVER COM O PRÓPRIO JESUS
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que vive como o próprio Jesus e faz dele o modelo de sua vida. Jesus nunca viveu para si, mas sempre viveu para o Pai e para os seus irmãos e irmãs, fazendo do seu dia a dia um serviço a Deus e ao próximo. A exemplo de Jesus, nós devemos passar por esse mundo não para buscar a satisfação dos nossos interesses e necessidades, mas para deixar de lado tudo o que nos impede de ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs que precisam de nós, da nossa presença e do nosso serviço, e que também nos impede de ir ao encontro do próprio Deus para vivermos com ele a sua vida. (A PALAVRA DE DEUS NA VIDA)

O CAMINHO QUE CONDUZ CRISTO À SUA GLÓRIA
«Eis que subimos a Jerusalém. O Filho do Homem será entregue nas mãos dos pagãos, dos sumos-sacerdotes e dos escribas para ser flagelado, humilhado e crucificado» (cf Mt 20,18). Ao dizer isto aos Seus discípulos, Cristo anunciava o que estava de acordo com a predições dos profetas, pois eles tinham previsto a Sua morte, e que esta teria lugar em Jerusalém. […] Compreendemos porque é que o Verbo de Deus que, de outra forma não sofreria, teve de suportar a Paixão; porque o homem não podia ter sido salvo de outra forma. Só Ele o sabia, assim como aqueles a quem Ele o revelara. De facto, Ele sabia tudo o que vem do Pai, porque o «Espírito penetra até às profundezas dos mistérios divinos» (1Cor 2, 10). «Era necessário que Cristo sofresse» (Lc 24, 26): era completamente impossível que a Paixão não tivesse acontecido, como Ele próprio afirmou quando chamou «lentos a acreditar» e «sem inteligência» àqueles que não sabiam que Cristo tinha de sofrer assim para entrar na Sua Glória (Lc 24, 25). De facto, Ele veio para salvar o Seu povo, renunciando à «glória que tinha junto do Pai antes do início do mundo» (Jo 17, 5). Esta salvação era a perfeição que devia concretizar-se pela Paixão, e que será atribuída ao autor da nossa vida, segundo o ensinamento de São Paulo: «Ele foi o autor da nossa vida ao atingir a perfeição através dos Seus sofrimentos» (Heb 2, 10). Vemos como a glória de Filho Único, da qual tinha sido afastado durante algum tempo em nosso favor, Lhe foi devolvida pela cruz na carne que Ele tinha adoptado. São João afirma-o de facto no seu Evangelho, quando explica que foi sobre esta água que o Salvador disse que «brotaria como um rio do coração do crente. Ora, ao dizer isto, Ele falava do Espírito Santo que haviam de receber aqueles que acreditassem nEle. De facto, o Espírito Santo não tinha ainda sido dado, porque Jesus não tinha entrado ainda na Sua glória» (Jo 7, 38-39). Aquilo a que Ele chama a Sua glória é a Sua morte na cruz. Esta é a razão pela qual o Senhor, quando rezava antes de padecer na cruz, pedia ao Pai para Lhe dar esta «glória que Ele tinha junto dEle antes do início do mundo». (Evangelho Quotidiano)

QUEM PERDER A SUA VIDA POR CAUSA DE MIM, ESSE A SALVARÁ
“Maldita seja a cruz!” Esta frase, atribuída ao bispo Casaldáliga, é dirigida às cruzes impostas por uma sociedade injusta sobre os ombros sobrecarregados do povo pobre. Denuncia a injustiça, e também a resignação à qual foi levado o povo para justificar o julgo que lhe impunham os poderosos. Não é esta a cruz que Jesus nos convida a levar. Pela contrário, a cruz que Jesus quer que abracemos é a sua própria cruz. Ela nos é dada quando nos empenhamos a trabalhar para acabar com a cruz dos crucificados pela maldita opressão e injustiça. Por isso, o anúncio da paixão é acompanhado de uma proposta de vida, realizada no seguimento de Jesus, que não termina na morte, mas na ressurreição. Quem não compreende o Messias crucificado não compreende a missão de Jesus. Porém, quanto nos custa aceitar a cruz como força de vida! A religião do poder e a facilidade da lei do menor esforço nos atraem muito mais. Por elas deixar e só deixar-se levar comodamente observando as normas de um culto estabelecido, no qual tramitamos sem sobressalto. Que o evangelho nos ajude a despertar de nossa modorra espiritual e de nossa indiferença! (LITURGIA DIÁRIA COMENTADA)

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