LD – 13/03/11 (Domingo)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
13/Mar/2011 (Domingo) – I Domingo da Quaresma
(roxo, creio, prefácio próprio – I semana do saltério)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Conduzidos pelo Espírito de Deus, celebramos em louvor daquele que venceu as tentações. Em comunhão com Jesus, vamos nos alimentar com o pão da palavra e da eucaristia, para também nós podermos superar toda tentação e obstáculo em nossa caminhada.

LEITURAS

Vamos fazer a leitura do livro do Gênesis 2,7-9; 3,1-7
O Senhor Deus plantou um jardim em Éden

7O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente. 8Depois, o Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado. 9E o Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto atraente e de fruto saboroso ao paladar, a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 3,1A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim?’” 2E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário, morrereis’”. 4A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. 5Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. 6A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para se alcançar o conhecimento. E colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. 7Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira.

Vamos cantar o Salmo 50(51)
Piedade, ó Senhor, tende piedade, pois pecamos contra vós.

— Piedade, ó Senhor, tende piedade,/ pois pecamos contra vós.
— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão do vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa!
— Eu reconheço toda a minha iniquidade,/ o meu pecado está sempre à minha frente./ Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,/ e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso!/ Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!

Vamos fazer a leitura da carta de são Paulo aos Romanos 5,12-19
O pecado de Adão marcou toda a sua descendência

Irmãos, 5 12 como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram… 13 De fato, até a lei o mal estava no mundo. Mas o mal não é imputado quando não há lei. 14 No entanto, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não pecaram à imitação da transgressão de Adão (o qual é figura do que havia de vir). 15 Mas, com o dom gratuito, não se dá o mesmo que com a falta. Pois se a falta de um só causou a morte de todos os outros, com muito mais razão o dom de Deus e o benefício da graça obtida por um só homem, Jesus Cristo, foram concedidos copiosamente a todos. 16 Nem aconteceu com o dom o mesmo que com as consequências do pecado de um só: a falta de um só teve por consequência um veredicto de condenação, ao passo que, depois de muitas ofensas, o dom da graça atrai um juízo de justificação. 17 Se pelo pecado de um só homem reinou a morte (por esse único homem), muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo! 18 Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida. 19 Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 4,1-11
As três tentações de Jesus / Jesus vence todas as tentações

Naquele tempo, 1o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. 3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. 5Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, 6e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’” 8Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’”. 11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Conversão. Eis o ponto central da Boa-Nova de Jesus. Devo renovar minhas ideias sobre o Reino. O anúncio de Jesus me chama à conversão que é colocar Deus em primeiro lugar na minha vida. Tudo o mais me será dado por acréscimo: pão e o necessário para viver. Agora, num instante de silêncio, verifico se Deus tem o primeiro lugar na minha vida ou se devo me converter, em vista desta prioridade. (Paulinas)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Tomo contato com o texto de hoje, lendo-o, na Bíblia, em Mt 4,1-11. O texto apresenta duas partes: as tentações de Jesus e o início de sua evangelização. Inicia dizendo que o Espírito conduziu Jesus fosse para o deserto. Todos os três evangelistas (Mateus, Lucas e Marcos) têm como principal autor desse retiro no deserto o Espírito. Jesus vai para o deserto. Deserto significa lugar desabitado, solitário, desamparado, abandonado. No sentido bíblico, deserto era terra da aridez, símbolo da privação de chuva e de fertilidade. É o lugar da purificação e da pobreza. No deserto Jesus ficou quarenta dias. Este número recorda os quarenta anos do Povo de Deus no deserto, rumo à libertação. Foram quarenta dias em que Moisés permaneceu no alto do Horeb diante de Deus. para receber as tábuas da lei (Dt 9,9). Sendo tentado pelo diabo, diz o Evangelho. As tentações de Jesus eram para desviá-lo de sua missão messiânica. E os anjos foram servi-lo. O evangelho apresenta prova segura da existência dos anjos, não como mensageiros, mas como seres que servem. (Paulinas)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, como Jesus, quero ser fiel a ti, sem jamais exigir manifestações extraordinárias de teu amor por mim. Basta-me estar ciente de ser teu filho. (Paulinas)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar será para priorizar Deus em minha vida. (Paulinas)

REFLEXÕES

O DESERTO É LUGAR DE PURIFICAÇÃO E DECISÃO
Na tradição do Êxodo, no Primeiro Testamento, o deserto é o lugar de purificação e decisão, em um processo de mudança de vida. As condições ambientais de despojamento, próprias do deserto, são propícias à reformulação de valores pessoais ou comunitários, previamente assumidos. Assim, o povo hebreu, conforme a tradição, ao sair do Egito, permaneceu quarenta anos no deserto, que serviram como preparação para as novas condições de vida na “terra prometida”, que invadiram exterminando os povos que aí habitavam. Os três evangelistas sinóticos, fazendo analogia com os episódios na saída do Egito, narram que Jesus, após receber o batismo de João, passou também “quarenta dias” no deserto, como um tempo de provação. O agente da provação é o diabo, que propõe a Jesus, sucessivamente, que transforme pedras em pães, que se prostre diante dele e que se lance do alto do Templo. Estas tentações delineiam o perfil do messias glorioso: promessa demagógica de pão para todos, ostentar-se como o protegido pelo poder divino, e assumir o poder sobre todos os reinos do mundo. Assim, o evangelista associa tal messias ao projeto do diabo. E a “tentação” de Jesus exprime um momento de decisão de Jesus pelo início de seu ministério, optando por suas linhas mestras: Jesus vem para instaurar o Reino da partilha, da humildade e do serviço, com a comunicação do amor de Deus a todos os povos, sem exclusões. A quaresma é o tempo propício a um maior amadurecimento da fé em Jesus, que toca os corações por sua palavra. É a palavra humilde e amorosa que tem a força transformadora renovando a vida no mundo, pela prática da justiça e pela fidelidade à vontade do Pai que quer vida plena para todos. Fica assim removido o pecado do mundo (primeira e segunda leituras), libertando-o da dominação dos adoradores do dinheiro e do poder. (Paulinas)

A PROVAÇÃO DO FILHO DO HOMEM
A cena das tentações, inserida no início da vida pública de Jesus, é um claro indício de que o exercício de seu ministério seria pontilhado de provas e dificuldades. Na aritmética teológica da época, que consistia em atribuir valor simbólico-teológico aos números, o número três designava a constituição do ser humano (espírito – alma – corpo). A tríplice tentação significava que Jesus, enquanto ser humano, seria submetido a contínuas provações, pelas quais teria chance de dar provas de sua absoluta fidelidade a Deus. De fato, até os instantes finais de sua caminhada terrena, Jesus viu-se tentado. O tentador insistia sempre no mesmo ponto: “Se você, de fato, é Filho de Deus”, passando a fazer-lhe propostas extravagantes. Com isto, pretendia levar Jesus a exigir do Pai uma manifestação desnecessária de sua providência, bem como levá-lo a oferecer espetáculos formidáveis com os quais atrairia a atenção sobre si, granjeando a admiração das multidões, mas também o risco de ser vítima do orgulho e da vaidade. As tentações foram capciosas. Com uma interpretação superficial, podiam parecer inocentes, sem maiores consequências. Só uma leitura arguta, como a de Jesus, foi capaz de desmascará-las e revelar as verdadeiras intenções do tentador. O fato de vencer as tentações já foi um primeiro sinal da fidelidade de Jesus ao Pai. Por ser Filho de Deus, recusava-se a exigir do Pai manifestações insensatas de amor. (DOM TOTAL)

O MAL SEMPRE NOS OFERECE ATALHOS
Estamos diante de um tripé de tentações que se resumem em: poder, prazer e posse. Depois que Jesus foi batizado por João Batista, foi levado ao deserto pelo Espírito para ser tentado pelo diabo. Que paradoxo: Deus Pai confirma a identidade do Seu filho, já o inimigo se aproxima e logo em seguida desafia o Mestre colocando em dúvida sua divindade. Como vimos neste texto, Jesus inicia seu ministério com jejum, penitência e oração. Exercícios extenuantes e de grande esgotamento. O diabo aparece então para tentá-lo. Podemos perceber aqui que, esse momento, não se refere apenas às aflições normais do ministério. Há algo mais complexo que – creio eu – Jesus quer nos ensinar. Uma prova em particular. O dono da Salvação contra o pai da perdição. Vida contra a morte. Essa guerra não foi só exterior, como vemos relatado, mas também uma luta interior. Jesus não enfrentaria somente perdas materiais, desprezos, oposições de religiosos, mas, também, confrontos espirituais. A primeira tentação foi no deserto onde Satanás sugere a Cristo que as pedras se transformem em pão. Cristo teria poder de fazer isto. Se Ele transformou água em vinho, andou sobre as águas, fez paralíticos andar, ressuscitou mortos e acalmou tempestades, não poderia transformar pedras em pães? Com certeza, sim! Mas isto incluiria obedecer a Satanás e, em segundo lugar, teria “o alimento, o pão sem Deus”. Hoje isto significa conseguir riquezas sem Deus, trabalho desonesto, jogos de azar, burlar impostos, etc. A segunda tentação foi a do pináculo do Templo onde foi sugerido malignamente que saltasse dali e desse ordem aos anjos para que o guardasse e isso com base num princípio bíblico. Satanás é sagaz e usa a Bíblia também. Mas o grande erro seria usar as coisas divinas ao seu prazer. Adaptar a Bíblia ao nosso gosto. “A fama ou prestígio sem Deus”. Um atalho para ser aclamado. Um reconhecimento fora de ordem. Foi uma tentativa maligna de “provar” o que não é necessária nenhuma prova. A terceira tentação foi a do monte onde a glória deste mundo foi mostrada e ofertada, mas não gratuita e sim negociada. Ele poderia ter a glória deste mundo se prostrasse e adorasse a Satanás. Seria “poder ou governo sem Deus”. Se Jesus aceitasse, seria a glória do mundo sem a cruz, ou seja, sem Salvação. Hoje seria ter autoridade, reinar, subjugar, mas não sujeito a Deus e sim ao inimigo de Deus. Mas Ele venceu as três tentações com três frases “está escrito”. Não foi o que o físico, as emoções e o lado espiritual queriam, mas sim o que havia sido escrito. A primeira resposta foi nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. As necessidades físicas não podem suplantar a obediência a Deus. A verdadeira vida está na dependência divina. A segunda resposta foi de não tentar a soberania do Pai. “Não tentarás ao Senhor teu Deus”. Deus é bom demais para ser tentado por nós. É muita petulância da nossa parte, tentar ser “senhor” de Deus e não seu “servo”. A terceira e última resposta nos coloca onde devemos sempre estar que é ser um exclusivo adorador de Deus. “Só o Senhor adorarás e só a Ele servirás”. Ele é único e exclusivo. Sua glória é irrepartível. Somente no reconhecimento de Deus e no esvaziamento nosso é que podemos encontrar a verdadeira vida espiritual. Em todo esse relato, se analisado nos mínimos detalhes, podemos perceber inúmeros ensinamento para nós. Ao cumprir o “IDE” do Mestre com certeza seremos também provados. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto. Isso mostra uma permissão da parte de Deus. O inimigo afronta Jesus com a própria Palavra. Ele também conhece as Escrituras. Nossa vida espiritual deve ter também uma convalidação divina. Precisamos ter certeza de nossa missão no Reino de Deus. A preparação, a consagração (jejum) deve fazer parte de nossa vida espiritual. Termos consciência de que seremos tentados pelo inimigo e que isso será permitido por Deus. Em algum momento daremos de frente com ele e a Palavra de Deus deverá estar presente em nós, bem forte, para podermos vencer. Seremos também levados ao deserto. Ou melhor, quando se trata de espiritual, vivemos no deserto. Contra o príncipe das trevas, não há diplomas, mestrados, doutorados, grandes currículos que poderá nos salvar. Embora nós, seres humanos, valorizamos muito isso – e não é errado, ao contrário se faz necessário – mas somente a certeza do que cremos e a Palavra de Deus poderá nos livrar e dar a vitória. Temos necessidades e fraquezas e é em meio de nossas fraquezas que o inimigo virá para nos contrapor. É necessário então intimidade com Deus e com Sua Palavra. A grande lição das tentações de Jesus é que o mal sempre nos oferece “atalhos”. E são contra estes atalhos que devemos ter cuidado. Prazer (alimento, bebidas, sexo e drogas), Posse (fama, prestígios, o ter bens materiais) e Poder (governo) são coisas interessantes que mexe com o nosso físico, a nossa alma e o nosso lado espiritual. No entanto, nada disso terá valor para nós se for sem Deus. Qualquer coisa, por melhor que seja que nos afaste do Senhor, deve ser abandonado. Somente com Deus, na Sua presença e para a Sua glória, devemos viver. Jesus embora sendo o Filho de Deus, levava uma vida constante de oração. Ele nos ensinou como devemos orar. É na oração que alcançamos intimidade com Deus. Quanto mais oramos mais teremos certeza da Sua vontade. Pai, como Jesus, quero ser fiel a Ti, sem jamais exigir manifestações extraordinárias de teu amor por mim. Basta-me estar ciente de ser teu filho. (Homilia Diária)

PROPOSTA DE DEUS, PROPOSTA DO HOMEM
Neste primeiro domingo é proposta uma reflexão fundamental sobre o destino do homem. É uma meditação religiosa, uma vez que põe em causa o justo relacionamento com Deus, libertando-o duas concepções errôneas.
§  O homem é escravo de forças naturais ou históricas; sua presença no mundo é o fruto de um acaso que lhe pregou uma peça breve e cruel, dando-lhe a ilusão de felicidade e abandonando-o ao poder da morte;
§  O homem é árbitro absoluto de seu destino, senhor do bem e do mal, dominador das Forças cósmicas, único protagonista da história.
Uma opção que se repete
A Bíblia apresenta o homem como criatura de Deus, por ele modelado com amor, animado por seu sopro vital, colocado em um “jardim” onde tudo é ordem e harmonia, onde o diálogo com Deus é cheio de confiança e amor (1ª leitura).
Com o pecado, entra a desordem: é a desconfiança da palavra de Deus, a tentativa de “tornar-se como Deus”, definindo-se a si mesmo através do conhecimento (isto é, experiência intima) do bem e do mal. O resultado é a consciência da própria “nudez”, a incapacidade de dialogar com Deus e com os semelhantes (Já no relacionamento do casal), o sofrimento e a morte (2ª leitura).
Deus retoma seu plano pacientemente; o povo judeu, ao qual promete a “terra” do repouso e do bem-estar, é submetido à mesma prova e cai, porque lhe falta confiança no Deus salvador, procura deuses mais imediatos e menos exigentes, estabelece alianças com os povos pagãos, supõe a proteção divina, mas não retribui como amor filial. O deserto permanece o lugar real e simbólico de um diálogo fracassado total ou parcialmente.
Uma confiança sem condições
Cristo é conduzido pelo Espírito ao deserto para repetir a prova: nele se concentra a fidelidade de Deus a seu plano e a fidelidade do homem que lhe responde. Apoiando-se inteiramente na palavra de Deus (“está escrito”). Cristo sai vitorioso da provação; é uma antecipação da obediência incondicional do Filho bem-amado que se torna o primogênito da nova humanidade, fiel a Deus e chamado à sua intimidade (evangelho).
Todo homem, como toda geração e toda comunidade, é chamado a reviver a mesma opção fundamental.
“A mais temível tentação não é a que nasce da carne e do mundo, mas a que nasce de uma situação em que a bondade de Deus não entra no nosso campo de percepção. O cristão pode então dizer: ‘Onde então está Deus? Só encontra indiferença e silêncio: Deus se mostra tão distante que ele sente o abandono de Cristo. Vive naquela situação-limite em que viveram Abraão quando Deus lhe ordenou que sacrificasse Isaac, Jó durante a doença, e Cristo na agonia. A confiança incondicional é o único meio de salvação, mas ela toca as raias da revolta contra Deus. Tais situações são a tentação suprema para o espírito. Atacam a fé em sua própria raiz, e se compreende por que Cristo pede aos cristãos que fujam em caso de perseguição: a não-intervenção de Deus é sentida então de modo tão cruel que poderia destruir a fé. Não é pois de admirar que a Igreja e os cristãos orem todos os dias para que Deus saia de seu silêncio, que abrevia o tempo em que não manifesta seu poder”.
Tempo de teste
A Quaresma é o tempo do teste para nossa fidelidade na resposta ao plano de Deus; pode acontecer que o tenhamos traído, mutilado ou enterrado, e isso por covardia, interesse, hipocrisia, fraqueza, porque não soubemos vencer as tentações que hoje se nos oferecem. Toda civilização inclui elementos bons e elementos nocivos, expressão de sua ambiguidade, sua incapacidade para salvar-nos. Hoje esses elementos nocivos são a apatia diante das realidades espirituais, seu sufocamento “mórbido” para que não constituam mais problema e sejam relegados para os recantos da consciência e da vida; a total absorção no terrestre, nos valores e bens que nos são oferecidos em quantidade cada vez mais crescente e alienante: o “eficientismo”, gerado pelo ídolo do produzir-consumir e consumir-produzir, esse círculo vicioso implacável e destruidor de todo valor humano; o egoísmo e o espírito de opressão, a luta pela própria carreira, que reduz o próximo unicamente a mais um adversário a eliminar, um concorrente a superar, um degrau pelo qual subir. (Mundo Católico)

REFRESCA O TEU MUNDO
Assim conclui um interessante anúncio publicitário da Pepsi-cola, que, a baixo custo, nos quer vender o seu produto[1]! Mas todos já sabemos, que a bebida não mata a sede! Mais depressa nos mataria de sede!… Por isso, não fosse a bebida em causa, e eu teria a lata de retomar esta frase, precisamente, para resumir o espírito da nossa Quaresma de 2011: «Refresca o teu mundo»! Isto dito em linguagem cristã, significa: «volta à frescura do teu Baptismo! Regressa às fontes da vida nova! Faz do teu baptismo “não um rito do passado, mas um ato decisivo, para toda a tua existência”! E na frescura dessa água, refresca o teu mundo interior, para poderes renovar o mundo que te rodeia»!
O pior é que o anúncio troca-nos os líquidos e oferece, no fim, um remédio, cuja toma abusiva, só nos poderá criar dependência! Houve, por isso, quem chamasse à cultura da geração «rasca», dos anos 80 e 90, a cultura da «coca-cola», precisamente para definir a triste sorte da pobre gente, que, quanto mais procura uma felicidade instantânea, fácil e fora de si, mais depressa a perde, dentro de si. E pior ainda: aquela insatisfação do corpo, que podia até despertar os apetites da alma, é muitas vezes afogada na ressaca do dia seguinte, com mais bebida, ruído e “sexo sem compromisso”!
Porém, este anúncio publicitário desenvolve-se a partir de uma série de desafios, ou de provocações, que vistos de um lado, são tentações sedutoras. Tal como Diabo fez a Jesus, também a publicidade consegue fingir, que nos indica o melhor! Todavia, podemos, como Jesus, tomar as mesmas palavras, para dizer a verdade, se em vez do térreo líquido americano, pensarmos na água viva do nosso Baptismo. Atrevo-me, por isso, a dar, como Jesus, uma resposta, à altura destas provocações, que tomamos como teste e provação, à nossa opção, por uma vida cristã, essa sim, diferente e irreverente. Senão vejamos:
Diz o tentador da publicidade: «Estás ai»? Porventura, só e amarrado aos teus deveres, sem rumo certo no teu coração?! «Acorda, deixa-te de cenas! Sai do quadrado, é tempo de arriscar»! A cena – para usar a mesma linguagem da publicidade – é muito semelhante à do relato do pecado original, dos nossos primeiros pais, no Paraíso! O mundo que Deus lhes confiara parecia-lhes um quadrado muito estreito! E também eles são desafiados a “saltar a cerca” do jardim. O tentador desafia-os com astúcia: «revoluciona-te», «sê irreverente», «sê diferente», como quem diz: «escapa aos limites, dá asas ao desejo, experimenta o proibido, e arrisca a viver uma existência, sem exigência, sem Deus e sem lei». Todavia o salto, para fora de Deus, numa vida assim, autónoma e libertária, não lhes trouxe a felicidade prometida. Foram despejados do jardim da vida e despojados da sua dignidade filial e original de filhos de Deus!
A cena contrapõe-se à do evangelho: Também Jesus, despejado no deserto, lugar do silêncio e da prova, é «despojado» da sua grandeza divina, e tentado a seguir a mesma lógica de satisfação das necessidades imediatas, de convencimento dos indecisos através do espetáculo mediático, da tomada do poder, em benefício próprio. Mas Jesus faz outra opção: Jesus revoluciona o mundo, não pelo aparato da força e do poder, a pensar em si, mas pela via do amor humilde, que se entrega aos outros. Jesus venceu a tentação do proveito próprio, no lugar onde nós falhámos, e assim mostra-nos um caminho «diferente e irreverente», aos olhos deste mundo. É o único caminho, verdadeiro, certo e seguro, que nos dá acesso a Vida verdadeira! Só Ele nos guia por caminhos retos!
Por isso, Jesus pode dizer-nos as mesmas palavras finais da publicidade, mas agora, no seu justo sentido:
«Liga-te»! Liga-te a Deus, em oração, não como uma prisão que te enreda, mas como a um fio umbilical, que te dá Vida!
«Partilha» com os outros, o pedaço de pão, a que renunciaste, por amor.
E, se jejuaste para o poder dar com mais abundância, «sorri», para que não saibam, que o fizeste, mas conheçam claramente a tua alegria.
«De que estás à espera?» «É agora o momento»! São Paulo disse-o, de modo semelhante, no início desta Quaresma: «este é o tempo favorável, este é o tempo da salvação»!
Querido irmão: De cajado na mão, caminha então pelo deserto do silêncio e da Palavra, como quem procura cavar na rocha do teu coração, as fontes da vida nova, que se abriram, para ti, no dia primeiro do teu Baptismo! Só aí encontrarás a frescura que dá Vida. Daí, dessas fontes, «refresca o teu mundo»! (ABC DA CATEQUESE)

ALIMENTAR-SE DA PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS
O Salvador responde ao diabo: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus». O que quer dizer: «Não vive do pão deste mundo, nem do alimento material dos quais te serviste para enganar Adão, o primeiro homem, mas da Palavra de Deus, do Seu Verbo, que contém o alimento da vida celestial». Ora, o Verbo de Deus é Cristo Nosso Senhor, como diz o evangelista: «No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus» (Jo 1, 1). Por conseguinte, todo aquele que se alimenta da palavra de Cristo já não necessita de alimento terreno. Porque quem se renova com o pão do Senhor não pode desejar o pão deste mundo. Efetivamente, o Senhor tem o Seu próprio pão, ou melhor, o Salvador é Ele próprio pão, como nos ensina com estas palavras: «Eu sou o pão que desceu do Céu» (Jo 6, 41). É a este pão que o profeta chama «o pão que lhe robustece as forças» (Sl 103, 15).
Que me importa o pão que oferece o diabo, quando tenho o pão em que comungo com Cristo? Que me importa o alimento […] por causa do qual o primeiro homem perdeu o Paraíso, Esaú o direito de primogenitura […] (Gn 25, 29ss.), que designou Judas Iscariotes como traidor (Jo 13, 26ss.)? Com efeito, Adão perdeu o Paraíso devido ao alimento, Esaú perdeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas, e Judas renunciou à sua condição de apóstolo por um punhado de moedas; porque, no momento em que o tomou, deixou de ser apóstolo para se tornar traidor. […] O alimento que devemos tomar é aquele que abre o caminho ao Salvador, não ao diabo, o que transforma quem o toma em proclamador da fé e não em traidor.
O Senhor tem razão em dizer, neste tempo de jejum, que é o Verbo de Deus que alimenta, para nos ensinar que não devemos viver os nossos jejuns preocupados com o mundo, mas lendo os textos sagrados. Com efeito, o que se alimenta das Escrituras esquece a fome do corpo; o que se alimenta do Verbo celestial esquece a fome. Eis o alimento que alimenta a alma e alivia o faminto […], que confere a vida eterna e afasta de nós as armadilhas das tentações do diabo. A leitura dos textos sagrados é vida, como afirma o Senhor: «As palavras que vos disse são espírito e são vida» (Jo 6, 63). (EVANGELHO QUOTIDIANO)

FIEL A CRISTO, O CRISTÃO VENCE TODAS AS TENTAÇÕES
O Salvador responde ao diabo: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus». O que quer dizer: «Não vive do pão deste mundo, nem do alimento material dos quais te serviste para enganar Adão, o primeiro homem, mas da Palavra de Deus, do Seu Verbo, que contém o alimento da vida celestial». Ora, o Verbo de Deus é Cristo Nosso Senhor, como diz o evangelista: «No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus» (Jo 1, 1). Por conseguinte, todo aquele que se alimenta da palavra de Cristo já não necessita de alimento terreno. Porque quem se renova com o pão do Senhor não pode desejar o pão deste mundo. Efetivamente, o Senhor tem o Seu próprio pão, ou melhor, o Salvador é Ele próprio pão, como nos ensina com estas palavras: «Eu sou o pão que desceu do Céu» (Jo 6, 41). É a este pão que o profeta chama «o pão que lhe robustece as forças» (Sl 103, 15).
Que me importa o pão que oferece o diabo, quando tenho o pão em que comungo com Cristo? Que me importa o alimento […] por causa do qual o primeiro homem perdeu o Paraíso, Esaú o direito de primogenitura […] (Gn 25, 29ss.), que designou Judas Iscariotes como traidor (Jo 13, 26ss.)? Com efeito, Adão perdeu o Paraíso devido ao alimento, Esaú perdeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas, e Judas renunciou à sua condição de apóstolo por um punhado de moedas; porque, no momento em que o tomou, deixou de ser apóstolo para se tornar traidor. […] O alimento que devemos tomar é aquele que abre o caminho ao Salvador, não ao diabo, o que transforma quem o toma em proclamador da fé e não em traidor.
O Senhor tem razão em dizer, neste tempo de jejum, que é o Verbo de Deus que alimenta, para nos ensinar que não devemos viver os nossos jejuns preocupados com o mundo, mas lendo os textos sagrados. Com efeito, o que se alimenta das Escrituras esquece a fome do corpo; o que se alimenta do Verbo celestial esquece a fome. Eis o alimento que alimenta a alma e alivia o faminto […], que confere a vida eterna e afasta de nós as armadilhas das tentações do diabo. A leitura dos textos sagrados é vida, como afirma o Senhor: «As palavras que vos disse são espírito e são vida» (Jo 6, 63). (LITURGIA DIÁRIA COMENTADA)

O MAL SEMPRE NOS OFERECE ATALHO
Estamos diante de um tripé de tentações que se resumem em: poder, prazer e posse. Depois que Jesus foi batizado por João Batista, foi levado ao deserto pelo Espírito para ser tentado pelo diabo. Que paradoxo: Deus Pai confirma a identidade do Seu filho, já o inimigo se aproxima e logo em seguida desafia o Mestre colocando em dúvida sua divindade.
Como vimos neste texto, Jesus inicia seu ministério com jejum, penitência e oração. Exercícios extenuantes e de grande esgotamento. O diabo aparece então para tentá-lo. Podemos perceber aqui que, esse momento, não se refere apenas às aflições normais do ministério. Há algo mais complexo que – creio eu – Jesus quer nos ensinar. Uma prova em particular. O dono da Salvação contra o pai da perdição. Vida contra a morte.
Essa guerra não foi só exterior, como vemos relatado, mas também uma luta interior. Jesus não enfrentaria somente perdas materiais, desprezos, oposições de religiosos, mas, também, confrontos espirituais.
A primeira tentação foi no deserto onde Satanás sugere a Cristo que as pedras se transformem em pão. Cristo teria poder de fazer isto. Se Ele transformou água em vinho, andou sobre as águas, fez paralíticos andar, ressuscitou mortos e acalmou tempestades, não poderia transformar pedras em pães? Com certeza, sim! Mas isto incluiria obedecer a Satanás e, em segundo lugar, teria “o alimento, o pão sem Deus”. Hoje isto significa conseguir riquezas sem Deus, trabalho desonesto, jogos de azar, burlar impostos, etc.
A segunda tentação foi a do pináculo do Templo onde foi sugerido malignamente que saltasse dali e desse ordem aos anjos para que o guardasse e isso com base num princípio bíblico. Satanás é sagaz e usa a Bíblia também. Mas o grande erro seria usar as coisas divinas ao seu prazer. Adaptar a Bíblia ao nosso gosto. “A fama ou prestígio sem Deus”. Um atalho para ser aclamado. Um reconhecimento fora de ordem. Foi uma tentativa maligna de “provar” o que não é necessária nenhuma prova.
A terceira tentação foi a do monte onde a glória deste mundo foi mostrada e ofertada, mas não gratuita e sim negociada. Ele poderia ter a glória deste mundo se prostrasse e adorasse a Satanás. Seria “poder ou governo sem Deus”. Se Jesus aceitasse, seria a glória do mundo sem a cruz, ou seja, sem Salvação. Hoje seria ter autoridade, reinar, subjugar, mas não sujeito a Deus e sim ao inimigo de Deus.
Mas Ele venceu as três tentações com três frases “está escrito”. Não foi o que o físico, as emoções e o lado espiritual queriam, mas sim o que havia sido escrito. A primeira resposta foi nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. As necessidades físicas não podem suplantar a obediência a Deus. A verdadeira vida está na dependência divina.
A segunda resposta foi de não tentar a soberania do Pai. “Não tentarás ao Senhor teu Deus”. Deus é bom demais para ser tentado por nós. É muita petulância da nossa parte, tentar ser “senhor” de Deus e não seu “servo”.
A terceira e última resposta nos coloca onde devemos sempre estar que é ser um exclusivo adorador de Deus. “Só o Senhor adorarás e só a Ele servirás”. Ele é único e exclusivo. Sua glória é irrepartível. Somente no reconhecimento de Deus e no esvaziamento nosso é que podemos encontrar a verdadeira vida espiritual.
Em todo esse relato, se analisado nos mínimos detalhes, podemos perceber inúmeros ensinamento para nós. Ao cumprir o “IDE” do Mestre com certeza seremos também provados. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto. Isso mostra uma permissão da parte de Deus. O inimigo afronta Jesus com a própria Palavra. Ele também conhece as Escrituras.
Nossa vida espiritual deve ter também uma convalidação divina. Precisamos ter certeza de nossa missão no Reino de Deus. A preparação, a consagração (jejum) deve fazer parte de nossa vida espiritual. Termos consciência de que seremos tentados pelo inimigo e que isso será permitido por Deus. Em algum momento daremos de frente com ele e a Palavra de Deus deverá estar presente em nós, bem forte, para podermos vencer.
Seremos também levados ao deserto. Ou melhor, quando se trata de espiritual, vivemos no deserto. Contra o príncipe das trevas, não há diplomas, mestrados, doutorados, grandes currículos que poderá nos salvar. Embora nós, seres humanos, valorizamos muito isso – e não é errado, ao contrário se faz necessário – mas somente a certeza do que cremos e a Palavra de Deus poderá nos livrar e dar a vitória. Temos necessidades e fraquezas e é em meio de nossas fraquezas que o inimigo virá para nos contrapor. É necessário então intimidade com Deus e com Sua Palavra.
A grande lição das tentações de Jesus é que o mal sempre nos oferece “atalhos”. E são contra estes atalhos que devemos ter cuidado. Prazer (alimento, bebidas, sexo e drogas), Posse (fama, prestígios, o ter bens materiais) e Poder (governo) são coisas interessantes que mexe com o nosso físico, a nossa alma e o nosso lado espiritual. No entanto, nada disso terá valor para nós se for sem Deus. Qualquer coisa, por melhor que seja que nos afaste do Senhor, deve ser abandonado. Somente com Deus, na Sua presença e para a Sua glória, devemos viver. Jesus embora sendo o Filho de Deus, levava uma vida constante de oração. Ele nos ensinou como devemos orar. É na oração que alcançamos intimidade com Deus. Quanto mais oramos mais teremos certeza da Sua vontade.
Pai, como Jesus, quero ser fiel a Ti, sem jamais exigir manifestações extraordinárias de teu amor por mim. Basta-me estar ciente de ser teu filho. (VAGNE BITTENCOURT)

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