LD – 03/05/11 (3ª Feira)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
03/Mai/2011 (3ª Feira) – II Semana da Páscoa
(vermelho, glória, prefácio dos apóstolos – ofício da festa)
Santos Filipe e Tiago — Apóstolos e Mártires

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Filipe e Tiago (século I) foram autênticos seguidores de Cristo. Filipe era discípulo de João Batista e foi um dos primeiros a seguir Jesus. Tiago, chamado Menor, também é conhecido como “o irmão do Senhor”. Ambos sofreram o martírio por defenderem o evangelho até o fim.

LEITURAS

Vamos fazer a leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios
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1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras’; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo.

Vamos cantar o Salmo 18(19A)
Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.
— Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia.
— Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz.

Vamos fazer a leitura . . .
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Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,6-14
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida

Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? O que o texto diz para mim, hoje? É Deus, o Pai que age em mim? Deixo que ele me conduza? É importante recordar o que disseram os bispos, em Aparecida: “A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9,57). (DAp 136). (Paulinas)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 14,6-14, e observo como Jesus fala do Pai. Jesus respondeu: – Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao pai senão por mim. O que eu digo a vocês não digo em meu próprio nome; o Pai, que está em mim, é quem faz o seu trabalho. Creiam no que lhes digo: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Se vocês não crêem por causa das minhas palavras, creiam pelo menos por causa das coisas que eu faço. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai. E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que o Filho revele a natureza gloriosa do Pai. Eu farei qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome. Filipe queria vê-lo e Jesus . Veja no texto quantas vezes Jesus fala do Pai. Ele está no Pai e o Pai está nele. Ele fala em nome do Pai. O Pai é que nele realiza as obras. E Jesus, finaliza este texto, garantindo que toda coisa boa que pedirmos em nome dele, ele vai atender. (Paulinas)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de ti. (Paulinas)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar é de filho/a que, como dizia Alberione, “vive em Deus e comunica Deus” (Paulinas)

REFLEXÕES

FILIPE QUER VER O PAI
Os nomes de Filipe e Tiago aparecem na lista dos doze apóstolos nos três evangelhos sinóticos. Enquanto que o nome de Tiago reaparecerá várias vezes, nestes evangelhos, Filipe só aparece nesta lista. Por outro lado, no evangelho de João o nome de Tiago não é citado, enquanto que Filipe aparecerá várias vezes. Nas palavras de despedida, na última ceia, quando Jesus afirma “Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto”, Filipe pede que Jesus lhes mostre o Pai. A incompreensão de Filipe exprime a dos demais discípulos. Conviviam com Jesus, o conheciam, mas não reconheceram a dimensão divina de seu amor, que revela o amor do Pai. Somos, também, chamados a ver Jesus hoje, presente entre nós, revelando o Pai através das obras de amor que sustentam e promovem a vida neste mundo. (Paulinas)

VER JESUS É VER O PAI
O anseio de ver a Deus face a face é um anseio fundamental, latente no íntimo do ser humano. No entanto, Deus transcende as categorias humanas de tempo e espaço. E isto impossibilita a realização deste desejo. Então, a experiência de Deus transforma-se em experiência do mistério. Com Jesus, porém, dá-se um passo adiante. Ele foi a revelação de Deus para a humanidade. Por isso, o Pai tornou-se visível na pessoa de Jesus. Tudo o que Jesus dizia e realizava, era feito na mais total sintonia com o Pai. Nada do ser de Jesus escapava da comunhão com o Pai. Por isso, ele podia dizer-se estar totalmente radicado no Pai e o Pai totalmente radicado nele. Jesus tinha consciência de ser instrumento nas mãos do Pai. Suas ações eram ações do Pai, em benefício da humanidade. Suas palavras expressavam o projeto de vida proposto pelo Pai a todas as pessoas. Esta interação com o Pai é que dava relevância à vida de Jesus e lhe permitia apresentar-se como certeza de salvação. Neste contexto deve também ser entendida a Ressurreição. O Ressuscitado é a presença permanente do Pai junto à comunidade. A vida em comunhão com o Ressuscitado desemboca na comunhão com o Pai. Por sua vez, a comunidade, torna-se transparência de Deus na história humana. (DOM TOTAL)

QUEM ME VÊ, VÊ O PAI
“Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!” Esta foi a preocupação de Filipe no Evangelho de hoje e pode ser a de muitos diante de uma situação sem solução humanamente falando. Jesus, no quarto Evangelho, fala frequentemente da Sua relação com o Pai, da Sua união com Ele, pelo fato de ter sido enviado por Ele. Os discípulos, agora representados por Filipe, queriam algo mais: uma visão direta do Pai. E então, respondendo, Jesus Se lhes revela: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim!” Sua essência com o Pai é a mesma. Ele é o eterno Filho de Deus. N’Ele, por Ele e para Ele, foram criadas todas as coisas. Mas esse desejo estava em contradição com aquilo que já nos aparece no prólogo de João: A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer (Jo 1,18). Mas os discípulos não souberam reconhecer na presença visível do seu Mestre as palavras e as obras do Pai porque, para ver o Pai no Filho, é preciso acreditar na união recíproca que existe entre ambos. Só pela fé se reconhece a mútua imanência entre Jesus e o Pai. Por isso, a única coisa que havemos de pedir é a fé, esperando confiadamente esse dom. Jesus, ao apelar para a fé, apoia os Seus ensinamentos em duas razões: a Sua autoridade pessoal, tantas vezes experimentada pelos discípulos, e o testemunho das Suas obras. A obra de Jesus, inaugurada pela Sua missão de revelador, é apenas um começo. Os discípulos hão de continuar a Sua missão de Salvação, farão obras iguais e mesmo superiores às Suas. Jesus quer mesmo dar coragem, aos Seus e a todos os que hão de acreditar n’Ele, para que se tornem participantes convictos e decididos na sua própria missão. Jesus falou muito do Pai. Filipe entusiasmou-se e pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai. Mas o Senhor respondeu-lhe: “Quem me vê, vê o Pai”. Filipe queria ver o Pai, mas não conseguiu vê-lo em Jesus. Ao contemplar o Mestre ficou pela realidade externa, não conseguindo atingir o interior, a sua realidade íntima, com o olhar penetrante da fé. O verbo «ver», para João, indica duas ordens de realidades: a do sinal visível e o da glória do Verbo. “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”. Jesus é a revelação do amor, de um amor generoso que quer espalhar-se sem limites, que não tem ciúmes: “quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas”. Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de Ti. (Homilia Diária)

MOSTRA-NOS O PAI
O diálogo com os discípulos torna-se mormente delicado quando Filipe, falando em nome dos demais, pede a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta!” Pedido ousado, se considerarmos que a piedade bíblica excluía qualquer possibilidade de alguém ver Deus e permanecer vivo. Por isso, todos os relatos de manifestação de Deus – teofania – revelam que a pessoa que contempla a glória divina fica tomado de pavor, diante da possibilidade de morrer. Como, então, os discípulos de Jesus ousavam querer ver o Pai? O Mestre procura levá-los a pensar a questão de maneira correta, numa perspectiva nova. Os discípulos esperavam uma teofania, no melhor estilo das teofanias do Antigo Testamento. Jesus, porém, intervém com algo muito mais simples. Coloca-se a si próprio como mediação da visão do Pai: “Quem me viu, viu o Pai! Você não acredita que estou no Pai e que o Pai está em mim?” A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos. Bastaria dar um salto de qualidade para descobrir, na pessoa de Jesus, o rosto do Pai. E, para isso, era mister nutrir por Jesus fé idêntica à dedicada ao Pai. Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a querer vê-lo, mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contemplá-lo na pessoa de Jesus. (Mundo Católico)

CAMINHO – VERDADE – VIDA
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem Jesus, pois ele é verdadeiramente o único caminho que nos leva ao Pai. Ninguém pode de fato conhecer o Pai se não for através de Jesus, pois ele é a Verdade que nos revela o Pai, ele é o próprio Ícone do Pai, ele vive em perfeita comunhão com o Pai. Quem conhece Jesus, conhece o Pai e quem conhece o Pai, conhece Jesus. Nós também participamos dessa comunhão na medida em que nos tornamos ícones de Cristo e a participação nessa comunhão é que nos garante a vida em plenitude, a vida eterna. (A Palavra de Deus na Vida)

OS BISPOS, SUCESSORES DOS APÓSTOLOS
Cada um dos Bispos é princípio e fundamento visível da unidade nas suas respectivas igrejas, formadas à imagem da Igreja universal, das quais e pelas quais existe a Igreja católica, una e única. Pelo que cada um dos Bispos representa a sua igreja e, todos em união com o Papa, no vínculo da paz, do amor e da unidade, a Igreja inteira. Cada um dos Bispos que estão à frente de igrejas particulares desempenha a ação pastoral sobre o porção do Povo de Deus a ele confiada, não sobre as outras igrejas nem sobre a Igreja universal. Porém, enquanto membros do colégio episcopal e legítimos sucessores dos Apóstolos, estão obrigados, por instituição e preceito de Cristo, à solicitude sobre toda a Igreja, a qual, embora não se exerça por um ato de jurisdição, concorre, contudo, grandemente para o bem da Igreja universal. Todos os Bispos devem, com efeito, promover e defender a unidade da fé e disciplina comum a toda a Igreja; formar os fiéis no amor pelo Corpo místico de Cristo, principalmente pelos membros pobres, sofredores e que padecem perseguição por amor da justiça (cf. Mt 5,10); devem, finalmente, promover todas as atividades que são comuns a toda a Igreja, sobretudo para que a fé se difunda e a luz da verdade total nasça para todos os homens. […] O cuidado de anunciar o Evangelho em todas as partes da terra pertence ao corpo dos pastores, aos quais em conjunto deu Cristo o mandato, impondo este comum dever. […] Cada um dos Bispos, quanto o desempenho do seu próprio ministério o permitir, está obrigado a colaborar com os demais Bispos e com o sucessor de Pedro, a quem, dum modo especial, foi confiado o nobre encargo de propagar o cristianismo. (EVANGELHO QUOTIDIANO)

EU SOU O CAMINHO, EU SOU A VERDADE, EU SOU A VIDA
A primeira frase do Evangelho de hoje é uma resposta ao versículo que não aparece aqui, o versículo quinto. Nele está contida a pergunta de Tomé: como conheceremos o caminho, se não sabemos para onde vais? Jesus, por fim, define-se como alguém em quem se pode confiar. Eu sou o caminho, Eu sou a verdade, Eu sou a vida! A figura de Tomé só interage com Jesus no Evangelho de João, nos demais Evangelhos, somente é citado na lista dos doze apóstolos. Apesar de não estarmos celebrando a sua memória hoje, podemos dizer que ele foi um dos grandes seguidores de Jesus, que acreditou no projeto de um Galileu, que tinha tudo para ser frustrado. Foi um apóstolo corajoso, ainda que a tradição o tenha colocado como o homem das dúvidas, que sempre tem de ver para crer, ou seja, Tomé é transformado numa figura de cientista pós-moderno. Mas, na realidade, ele foi apenas uma pessoa apaixonada pelo projeto de Jesus, e queria algumas respostas do mestre. Nós também devemos agir como Tomé para que não sejamos enganados por falsas propostas. Tiago Menor, filho de Alfeu, é citado pelos Evangelhos. Foi martirizado em 62 d.C., e foi citado até por um historiador judeu chamado Flávio Josefo, que diz Tiago ser irmão de Jesus. Na carta aos Gálatas 1,19 – Paulo diz ter conhecido Tiago, o irmão do Senhor. É claro para nós que Tiago tinha grande importância para o mestre, pois fazia parte do círculo familiar de Jesus. Foi corajoso, pois dirigiu a Igreja nascente que já sofria perseguições – não teve medo da morte, quando os seus carrascos vieram para prendê-lo. Filipe, um outro apóstolo também citado por todos os Evangelhos, da mesma maneira que Tomé, só ganha um destaque maior neste Evangelho de João. Ele é o que convida Natanael para seguir aquele do qual Moisés havia falado nas escrituras, Jesus de Nazaré, filho de José. Filipe é a imagem de um missionário corajoso, que não teme anunciar o que ele acredita. Olhando para esses dois apóstolos, Filipe e Tiago, queremos pedir a proteção de nosso Deus, para que sejamos corajosos no nosso trabalho missionário de anúncio do Reino de Libertação para todos. Jesus se revela como aquele que conhece o Pai, que tem uma íntima relação com Deus, a ponto de demonstrar a sua tristeza ao apóstolo que ainda não havia entendido a beleza de sua missão. O Pai era revelado nas obras que Jesus fazia, e este é o convite que Jesus nos faz: quem crê em mim fará as obras que eu faço! E a nossa realidade de hoje? Perseguições às mulheres, em muitos países; maus tratos aos mendigos; corrupção nos tribunais e nos nossos governos; ignorância contra os homossexuais; intolerância com as outras religiões etc. Esses são alguns aspectos negativos que podem ser elencados para mostrar a força do Anti-Reino. Aqueles que não querem o projeto de amor pregado por Jesus fazem as obras citadas acima! Que são Filipe e são Tiago, juntamente com Tomé, sejam exemplos no seguimento do Caminho de Amor: Jesus Cristo! (LITURGIA DIÁRIA COMENTADA)

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. QUEM ME VIU TEM VISTO O PAI
Hoje celebramos a festa dos apóstolos Felipe e Tiago. O Evangelho refere-se àqueles diálogos que Jesus tinha somente com os Apóstolos, onde procurava ir formando-os, para que tivessem ideias claras sobre sua pessoa e sua missão. Os Apóstolos estavam imbuídos das ideias que os judeus haviam formado sobre a pessoa do Messias: esperavam um libertador terrenal e político, enquanto que a pessoa de Jesus não respondia absolutamente nada a estas imagens preconcebidas. As primeiras palavras que lemos no Evangelho de hoje são resposta a uma pergunta do apóstolo Tomé. «Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Esta resposta a Tomé dá pé à petição de Felipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta» (Jo 14,8). A resposta de Jesus é —em realidade— uma repreensão: «Jesus respondeu: ‘Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?» (Jo 14,9). Os Apóstolos não entendiam a unidade entre o Padre e Jesus, eles não podiam ver ao Deus e Homem na pessoa de Jesus. Ele não se limita a demonstrar sua igualdade com o Pai, mas também lhes recorda que eles serão os que continuarão com a sua obra salvadora: outorga-lhes o poder de fazer milagres, lhes promete que estará sempre com eles, e qualquer coisa que se peça em seu nome, será concedida. Estas respostas de Jesus aos Apóstolos, também estão dirigidas a todos nós. São José Maria, comentando este texto, diz: «‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. O senhor com estas inequívocas palavras nos demonstrou qual é a vereda autêntica que leva à felicidade eterna (…). Declara a todos os homens, e especialmente nos recorda a quem, como tu e como eu, lhe dissemos que estamos decididos a levar a serio nossa vocação de cristãos» (EVANGELI)

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