LD – 15/05/11 (Domingo)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
15/Mai/2011 (Domingo) – IV Semana da Páscoa
(branco, glória, creio – IV semana do saltério)
. . .

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

Irmãos e irmãs, neste domingo do bom pastor, queremos nos reunir em torno de Jesus, nosso pastor por excelência. Ele doou sua vida por nós e nos conhece a cada um. Sua presença manifesta-se também nos pastores que conduzem a Igreja na paz e na unidade. Rezaremos por todas as vocações para o serviço do reino de Deus.

LEITURAS

Vamos fazer a leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14a.36-41
Pedro e a conversão dos fiéis

No dia de Pentecostes, 14aPedro, de pé, no meio dos Onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 36“Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. 37Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que devemos fazer?” 38Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. 40Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho, e os exortava, dizendo: “Salvai-vos dessa gente corrompida!” 41Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles.

Vamos cantar o Salmo 22(23)
O Senhor é o pastor que me conduz;/ para as águas repousantes me encaminha

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ para as águas repousantes me encaminha.
— O Senhor é o pastor que me conduz,/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar./ Para as águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças.           
— Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra do seu nome./ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei;/ estais comigo com bastão e com cajado;/ eles me dão a segurança!   
— Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo,/ e com óleo vós ungis minha cabeça;/ e o meu cálice transborda.          
— Felicidade e todo bem hão de seguir-me/ por toda a minha vida;/ e, na casa do Senhor, habitarei/ pelos tempos infinitos.

Vamos fazer a leitura da primeira carta de São Paulo 2,20-25
Sobre a cruz, carregou nossos pecados

Caríssimos: 20bSe suportais com paciência aquilo que sofreis por terdes feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus. 21De fato, para isto fostes chamados. Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. 22Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. 23Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava; antes, colocava a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. 24Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. 25Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas.

Vamos proclamar o evangelho de Jesus Cristo segundo João 10,1-10
Eu vim para que tenham vida / Quem entrar por mim, será salvo

Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Na minha relação com Cristo vivo esta experiência de liberdade? Busco a verdadeira vida em Jesus? E o mundo de hoje para onde vai? Passa por esta porta ou prefere desvios? Os bispos disseram, em Aparecida: “A Igreja, que participa dos gozos e esperanças, das tristezas e alegrias de seus filhos, quer caminhar ao seu lado neste período de tantos desafios, para infundir-lhes sempre esperança e consolo”. (DAp 16). (PAULINAS)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE  que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto, na Bíblia: Jo 10,1-10, e observo Jesus que se define como “porta por onde as ovelhas passam”.
Jesus é a porta que dá acesso às ovelhas. É preciso “passar” por Jesus para viver a verdadeira vida. Posso considerar alguns detalhes:
1º A figura do porteiro – o recepcionista que responde pela segurança e não deixa entrar quem não deve: o ladrão e o bandido.
2º O texto fala de entrar e sair pela porta. Sugere liberdade, ausência de dominação ou escravidão.
3º A relação pessoal do pastor com cada ovelha – ele chama a cada uma pelo nome e elas conhecem a sua voz, ele as guia, elas o seguem e fogem dos estranhos. Ele oferece e preserva a vida das ovelhas. (PAULINAS)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, torna-me um discípulo dócil de Jesus, o verdadeiro pastor que arriscou a própria vida para me salvar. Somente ele poderá conduzir-me para ti. (PAULINAS)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar é o mesmo de toda a Igreja no Continente Americano: um olhar fraterno para todos os que sofrem e se alegram. (PAULINAS)

REFLEXÕES

BOM PASTOR     
Os evangelistas sinóticos, Mateus, Marcos, Lucas, mencionam apenas uma viagem de Jesus a Jerusalém no fim de seu ministério exercido na Galileia e regiões gentílicas vizinhas. Por sua vez, João, no seu evangelho, narra cinco viagens a Jerusalém no período das celebrações de cinco importantes festas religiosas do judaísmo, em torno do Templo. Em cada uma destas ocasiões, Jesus, com seu ensino e com sua prática, revela o Deus libertador e Deus de amor, questionando a doutrina e a prática do Templo. Jesus suscita, assim, a ira dos chefes religiosos de Jerusalém, apegados à sua tradicional doutrina que lhes conferia poder e prestígio. Na terceira viagem a Jerusalém, por ocasião da festa das Tendas, em um contexto de vários conflitos com os chefes do judaísmo, Jesus cura um cego de nascença (cf. 3 abr.). Então o homem que era cego passa a proclamar sua fé em Jesus, e por isto é expulso das sinagogas pelos chefes religiosos de Israel. Em continuidade à narrativa da cura do cego de nascença, com o longo diálogo conflitivo e revelador entre Jesus e os fariseus, João apresenta em seu evangelho a parábola da porta do redil. Neste contexto, o redil de ovelhas é imagem do povo oprimido que Jesus vem libertar e comunicar vida, desqualificando a sinagoga como local de encontro agradável a Deus. Jesus é a porta do redil onde se reúnem as ovelhas. Os autênticos pastores deste redil são aqueles que entram por Jesus. Os que vieram antes de Jesus, os fariseus e demais chefes religiosos do Templo, são ladrões e assaltantes. Não vieram para o bem das ovelhas, mas sim para roubar, matar e destruir. Esta parábola é, também, uma advertência aos fieis das comunidades para não retornarem às práticas e observâncias tradicionais, das quais foram libertados por Jesus. A sentença final exprime todo o sentido da encarnação do Filho de Deus: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”.
Se Jesus é a porta do redil, e os autênticos pastores são aqueles que entram através de Jesus, logo a seguir Jesus também se identifica como sendo o Bom Pastor, por excelência, que consagra sua vida ao cuidado do rebanho. Em Jesus, aqueles que andavam desgarrados como ovelhas, agora encontram o pastor que os protege e cuida deles (segunda leitura). Na primeira leitura, Pedro, como um autêntico pastor de Jesus, dirige sua pregação ao povo de Israel, a quem atribui a responsabilidade pela morte de Jesus, convidando-o à conversão. A vontade de Deus é que todos, sem qualquer discriminação, se unam pelo batismo em nome de Jesus, recebendo o Espírito Santo de Amor e Verdade, no empenho do resgate da vida e da dignidade humana neste mundo, como caminho para a vida eterna. (PAULINAS)

A QUEM SEGUIR?        
Os discípulos devem estar alertas. De todos os lados, surgem pressões, visando afastá-los do projeto de Jesus. Quem não está atento, corre o risco de ser enganado. O pastor das ovelhas age de maneira muito diferente dos salteadores e ladrões. Cada um é reconhecido por seu modo de proceder.
O pastor tem com as ovelhas um relacionamento feito de confiança e amizade. A intimidade permite que se conheçam mutuamente. As ovelhas conhecem-no pela voz. Ele as chama pelo nome. Cada ovelha tem um valor particular. Elas são levadas para pastar, sob a atenta vigilância do pastor, que lhes dá segurança e as defende.
Esta é a imagem do relacionamento de Jesus com seus discípulos.
Contrariamente ao pastor, agem os estranhos que não nutrem um autêntico interesse pelas ovelhas. Atuando com engodo, podem colocá-las em perigo. Sua única preocupação consiste em tirar proveito de sua ingenuidade, abandonando-as quando não se prestam às suas perversas intenções. A atitude natural das ovelhas é fugir, quando se aproxima um estranho, cuja voz não conhecem. Elas sabem que estão correndo perigo. Contudo, são suficientemente espertas para não se deixarem levar por quem é ladrão e salteador.
O discípulo de Jesus não se deixa enganar. Ele sabe distinguir muito bem entre o pastor e os ladrões e salteadores. Por isso, não hesita em fugir, quando estes se aproximam. (DOM TOTAL)

A PORTA DA SALVAÇÃO ESTÁ ABERTA E TEM NOME: JESUS CRISTO!
Em todos os Evangelhos, João é o único que nos apresenta Jesus como sendo a “porta das ovelhas”. E Cristo indica claramente que Ele é a única porta por onde devem entrar todos os pastores de Israel, ou seja, os reis ou dirigentes messiânicos de Israel devem se ajustar ao único verdadeiro Pastor, que é Jesus. Quem não entrar, como os apóstolos o fizeram, pela Sua porta não pode ser verdadeiro pastor. Por isso, na continuação, Jesus explica Seu papel de supremo e verdadeiro Pastor. A afirmação do Senhor – segundo a qual Ele é a porta do aprisco – é de tal modo absoluta, que nos obriga a mantê-la como uma verdade de fé. Todo aquele que não se compromete com Jesus e Seus ensinamentos não pode ser verdadeiro pastor das ovelhas, que constituem os súditos do Reino de Deus.
Essa porta é única, de modo que qualquer outra porta – moral ou dogmática – será o mesmo que entrar no aprisco por cima da cerca. E isso é roubalheira, é vandalismo, prática própria dos ladrões, que servem melhor a seus interesses do que ao bem das ovelhas a eles encomendadas.
Quem são esses ladrões? Evidentemente, aqueles que buscam o dinheiro como proveito de seus serviços, ou a fama para serem louvados como líderes. Quando Jesus coloca Seu serviço como “dar a vida”, Ele escolheu a morte para que elas tenham vida (cf. Jo 10,15). O Senhor dirá como os chefes da terra a subjugam e dominam, mas aquele que quiser ser grande entre seus discípulos deve servir a todos como Ele mesmo o fez (cf. Mt 20,25-28).
Não podemos esquecer que os primeiros pastores são os próprios pais. Neste mundo em que o bem-estar e o prazer substituem o amor e o serviço, é bom recordar as palavras de Jesus sobre como apascentar as ovelhas que, no caso, são os filhos.
“Em verdade vos declaro: Eu sou a porta das ovelhas.” Jesus acaba de abrir a porta que nos tinha mostrado fechada. Ele mesmo é essa Porta. Reconheçamo-Lo, entremos e alegremo-nos por ter entrado.
“Os que vieram antes são ladrões e salteadores”. É preciso compreender: “Os que vieram fora de mim”. Os profetas vieram antes d’Ele. Eram ladrões e salteadores? De forma alguma, porque não vieram fora de Cristo. Estavam com Ele. O Senhor os havia enviado como mensageiros.
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, diz Jesus (cf. Jo 14,6) Se Ele é a Verdade, os que estavam na verdade estavam com Ele. Os que vieram fora d’Ele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer. “A esses, as ovelhas não escutaram”, afirma o Mestre.
Os justos acreditaram que Ele viria tal como nós acreditamos que Ele já veio. Os tempos mudaram, a fé é a mesma. Uma mesma fé reúne os que acreditavam que Ele devia vir e os que acreditam que Ele já veio. Vemos entrar todos, em épocas diferentes, pela única porta da fé, quer dizer, Cristo. Sim, todos os que acreditaram no passado, no tempo de Abraão, de Isaac, de Jacó, de Moisés ou de outros patriarcas e profetas que, todos eles, anunciavam a Cristo, todos esses já eram Suas ovelhas. Neles se ouviu o próprio Cristo, não como uma voz estranha, mas com a própria voz d’Ele.
Portanto, quem entrar por Jesus encontrará pastagem, isto é, alimento para a vida. E vida em abundância, a vida eterna.
Pai, torna-me um discípulo dócil de Jesus, o verdadeiro Pastor, que arriscou a própria vida para me salvar. Somente Ele poderá conduzir-me para Ti, para ao Teu lado viver eternamente. (HOMILIA DIÁRIA)

JESUS CRISTO É A PORTA
O evangelho de hoje é a parábola da porta do rebanho e dos pastores. No contexto anterior, a história do cego (Jo 9), os fariseus mostraram ser os verdadeiros cegos Eles deveriam ser os pastores de Israel, mas não o são. Em continuidade direta com esse episódio – pois não há nenhuma nova indicação de cenário –, Jo 10 mostra quem não é e quem é o verdadeiro pastor. Os vv. 1-5 narram uma parábola: a cena campestre do redil comunitário, onde entram e saem os pastores e as ovelhas, mas onde também entram, por vias escusas, os assaltantes, para roubar e matar. As autoridades judaicas não entendem a parábola (v. 6), pois só entende quem crê em Cristo. Em seguida, nos vv. 7-18, a parábola é explicada em dois sentidos: Jesus é a porta (vv. 7-10), Jesus é o pastor (vv. 11-18). No trecho lido hoje, é apresentada a parábola introdutória e a primeira explicação: Jesus Cristo é a porta. Por ele, entram os pastores verdadeiros, por ele são conduzidas as ovelhas até os prados onde encontrarão vida. Antes dele vieram pessoas que entravam e saíam, não pela porta, mas por outro lugar: eram assaltantes, conduziam as ovelhas para a perdição, para tirar-lhes a vida. Pouco importa quem sejam esses assaltantes – Jesus parece pensar nos mestres judeus de seu tempo –, não os devemos seguir. O que importa é a mensagem positiva: que passemos pela porta que é Jesus Cristo. Só o caminho que passa por ele é válido. Essa porta se situa, portanto, na comunidade dos fiéis a Cristo. Na comunidade que representa o Cristo, depois da ressurreição, encontramos o que nos serve para sempre; teremos o mesmo acesso ao Pai que os apóstolos encontraram na pessoa de Jesus (cf. Jo 14,6-9). Jesus com a sua comunidade é a porta que dá acesso ao Pai. Jesus dá acesso ao caminho da salvação tanto aos pastores, para entrarem, quanto aos rebanhos, para saírem rumo às pastagens. Onde há vida, é por Cristo que chegamos a ela (cf. Jo 14,6). O prefácio da Páscoa II (Cristo, nosso guia para a vida nova) e a oração final (proteção e “prados eternos” para o rebanho) dão continuidade a esse tema. (MUNDO CATÓLICO)

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. . . . (A PALAVRA DE DEUS NA VIDA)

EM VERDADE, EM VERDADE VOS DIGO: EU SOU A PORTA DAS OVELHAS
Não foi somente a João, Teu discípulo bem-amado, que foi mostrada a porta aberta no Céu (Ap 4,1).  Declaraste-a a todos, publicamente […]: «Eu sou a porta: se alguém entrar por Mim, estará salvo».
Tu, portanto, és a porta […]. Vemos a grande porta aberta no Céu, nós que estamos na terra; mas a que se nos aproveita, a nós, que não podemos subir às alturas? Paulo responde: «Aquele que desceu é precisamente O mesmo que subiu» (Ef 4,10). Aquele é quem? Aquele é o Amor. De facto, Senhor, o amor que está em nós sobe até Ti, nas alturas, porque o amor que está em Ti desceu até nós aqui na Terra. Porque nos amaste, desceste até aqui, junto de nós; amando-Te, elevar-nos-emos às alturas, até Ti.
Pois que Tu mesmo disseste: «Eu sou a porta», por Ti Te peço, abre-Te a nós, para nos mostrares, com mais evidência, de que morada és a porta. […] A morada de que és a porta, já o dissemos, é o Céu; é onde o Pai mora, de quem nós lemos: «O Senhor tem nos céus o Seu trono» (Sl 10,4). Eis pois por que ninguém pode ir ao Pai senão por Ti (Jo 14,6), que és a porta […]. Para Ti tendemos, pois, a Ti aspiramos. Responde, peço-Te: «Mestre, onde moras?» (Jo 1,38). E logo tu respondes: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» (Jo 14,11). E noutro passo «Nesse dia, compreendereis que Eu estou no Meu Pai, e vós em Mim, e Eu em vós» (Jo 14,20). […] A Tua morada, portanto, é o Pai, e Tu és a do Pai. Mas não será apenas assim: porque nós somos também a Tua morada, e Tu, a nossa. (EVANGELHO QUOTIDIANO)

EU SOU A PORTA DAS OVELHAS
“…eu sou a porta das ovelhas.  Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem.”
Jesus é a porta, a passagem única para chegarmos ao Pai. Somente através dele conseguiremos um dia alcançar a verdadeira paz e a alegria eterna. Jesus é o Bom Pastor e suas ovelhas escutam a sua voz.
Mais infelizmente uma grande parcela do mundo de hoje não quer escutar a voz de Deus através de Seu Filho Jesus. Muitos viraram as costas, muitos o ignoram, e seguem os seus caminhos rumo à morte do corpo e da alma.  Estamos diante de uma verdadeira inversão da escala de valores. Dos valores pregados por Jesus Cristo.  Ele nos disse para amar a Deus e ao próximo. O mundo de hoje, aconselhado pelo demônio, em vez de amar a Deus sobre todas as coisas, ignoram a Deus e se apegam às coisas materiais. A frase de Jesus: amai-vos uns aos outros, foi substituída por: matai-vos uns aos outros. O conselho do Mestre: Trate os outros como você gostaria de ser tratado, foi invertido para: Trate os outros como você não gostaria de ser tratado. Não seja bobo, e sim esperto! O negócio é levar vantagem!
E dessa forma, assistimos estatelados os noticiários de T.V. mostrando diariamente os pais sendo assassinados pelos filhos. E pais enterrando os filhos mortos pela violência urbana.
A inversão dos valores está em todas as modalidades. Em vez de vermos na televisão notícias da beatificação do Papa, vemos eventos sociais, casamentos de personalidades consideradas por uns de muito importantes.
João Paulo II que foi beatificado diante de mais um milhão de pessoas, foi um verdadeiro Bom Pastor, um santo homem, e um Santo Papa, um dos substitutos do primeiro Papa ao qual Jesus disse: Pedro, apascenta minhas ovelhas.
E João Paulo II fez isso e muito mais. Por isso 800 padres e cem cardeais concelebraram a missa. Dez mil brasileiros estavam presentes à cerimônia.
João Paulo II foi beatificado em uma cerimônia emocionante. Agora ele é o beato João Paulo II, mas para a multidão já é santo. Karol Woitila foi beatificado diante de mais de um milhão de pessoas de várias partes do mundo em um ritual solene, com a proclamação em latim.
Mas, infelizmente, este grande e santo evento foi praticamente ignorado pela mídia dos nossos tempos que não quer ouvir a voz do Pastor, que nos fala de Deus.
O Evangelho deste domingo apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, ao ponto de dar a vida por elas. E uma parte das ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho universal. Porém, infelizmente, a outra parte do rebanho, prefere o prazer, a violência como solução dos problemas, e assim cava a sua própria sepultura.
O rebanho que fala o Evangelho de hoje representa a humanidade toda. Assim como o rebanho das ovelhas tem suas fragilidades, o lobo, o alimento, a água, também nós somos presas dos assaltantes, somos indefesos diante das fatalidades, principalmente agora com o efeito estufa gerando tempestades elétricas e deslizamentos de encostas, etc., e outros problemas que estão por vir. Dessa forma, somente o Bom Pastor, que é Jesus, pode nos livrar de tantas desventuras do mundo de hoje, o qual está seguindo uma estrada tortuosa rumo ao abismo.
Caríssimos: e nós catequistas até que ponto somos responsáveis pelas desgraças sociais do mundo de hoje?  Estamos levando a mensagem de Jesus aos nossos irmãos? Estamos vivendo de verdade o que transmitimos a eles? Estamos sendo palavra viva através do nosso comportamento? Da nossa vivência.
Outro dia um jovem seminarista, estava se lamentando para os amigos na porta da igreja: Estou perto do diaconato, e sinto que terei de desistir do seminário. Não estou conseguindo controlar, vencer as tentações da carne. É como um fogo ardente que explode em meu corpo de dentro para fora, e por mais que me apego com Jesus e Maria, volta e meia volto a cair em pecado…
Prezado irmão. Se isso está acontecendo com você, saiba que além da graça de Deus e a força da Virgem Maria, existem remédios que acalmam a desordem sexual, reduzindo o apetite exagerado e incontrolável. Fale com seu médico. Na homeopatia, por exemplo, existem alguns medicamentos que reduzem o apetite sexual. Um deles é o STAPHYSAGRIA 3CH.
Diante das decepções do mundo de hoje, de um lado a descrença, a indiferença de muitos, de outro lado, alguns daqueles que deveriam dar o exemplo de santidade e foram escolhidos para anunciar o Reino de Deus, são arrastados pelas torrentes de corpos desnudos, de convites ao prazer, de sugestões para o conforto, etc., poderíamos perguntar: porque Deus, o que tudo pode, não chama “eficazmente”? Por que não derruba do cavalo a tantos “saulos” com os quais poderia contar?
Prezados irmão. Esta é uma pergunta típica do incrédulo! Porque na verdade, nosso Deus através do Cristo ressuscitado, nos chama todos os dias a mudar de vida, à conversão. O problema é que os atrativos do mundo de hoje estão falando mais alto que a voz, ou as vozes daqueles que são escolhidos para evangelizar, e que são portadores do chamado de Deus. Nós que somos vocacionados, escolhidos, temos de fazer muito esforço para fechar os olhos às tentações do mundo e com a graça de Deus conseguir estar unidos a Cristo Jesus, para poder levá-lo eficazmente aos irmãos.
Porque a vocação é um convite para entrar de cabeça, para assumir o projeto de Deus de forma incondicional, mas antes é preciso receber a Vida inesgotável. E Jesus é a fonte da Vida. Para que dessa forma, a nossa voz seja ouvida pelo rebanho. E não devemos chamar o rebanho de forma ameaçadora, mostrando um Deus que nos castiga, um Deus que nos manda para o inferno, mas sim de forma sedutora, mostrando um Deus que nos ama e que quer a nossa alegria seja plena, e que a nossa vida seja uma vida em abundância. Vamos fazer como Jesus fez. Ele Seduz e promete a quem dirige sua voz que “não perecerão para sempre!” Quem me segue não andará nas trevas… Terás cem vezes mais nesta vida e ainda a vida eterna… Quem bebe da fonte da água viva nunca mais terá sede…   …não vos preocupeis com o dia de amanhã…    …busque o Reino de Deus em primeiro lugar e tudo o mais te será dado… Amém.
Caro leitor (a), Se você não acredita nestas palavras, experimente e verás…
Bom domingo. (LITURGIA DIÁRIA COMENTADA)

EU SOU A PORTA DAS OVELHAS
Hoje no Evangelho, Jesus utiliza duas imagens referentes a si mesmo: Ele é o pastor. E Ele é a porta. Jesus é o bom pastor que conhece as ovelhas. «Ele chama cada uma pelo nome» (Jo 10,3). Para Jesus, não somos um número; tem um contato pessoal com cada um de nós. O Evangelho não é só uma doutrina: é a adesão pessoal de Jesus conosco.
E não só nos conhece pessoalmente. Também pessoalmente ama-nos. “Conhecer”, no Evangelho de são João, não significa simplesmente um ato do entendimento,, senão um ato de adesão à pessoa conhecida. Jesus leva-nos a cada um no seu coração. Nós também lhe devemos conhecer assim. Conhecer Jesus não implica só um ato de fé, senão também de caridade, de amor. «Examinai-vos se conheceis —diz-nos são Gregório Magno, comentando este texto— se lhe conheceis não pelo fato de crer, senão pelo amor». E o amor mostra-se com as obras. Jesus é também a porta. A única porta. «Quem entrar por mim será salvo» (Jo 10,9). E mais adiante realça: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Hoje um ecumenismo mal entendido faz que alguns pensem que Jesus é um de tantos salvadores: Jesus, Buda, Confúcio…, Maomé, que mais dá! Não! Quem se salva se salvará por Jesus Cristo, ainda que em nesta vida não o saiba. Quem luta por fazer o bem, o saiba ou não, vai por Jesus. Nós, pelo dom da fé, sim que o sabemos. Agradecemos-lhe. Esforçamo-nos por atravessar esta porta, que se bem é estreita, Ele nos a abrirá de par em par. E demos testemunho de que toda a nossa esperança está posta em Nele. (EVANGELI)

EU SOU A PORTA
1. Bater à porta é também uma forma de chamar! E quantas portas, às quais batemos, com tanta insistência, não são mais do que muros de vidas cercadas, que não nos dão entrada, nem nos oferecem saída! Mas a porta, que se abre e se fecha, há-de ser, por sua natureza e missão, um meio de passagem, garantia de livre circulação, travessa pela qual se entra, na esperança de encontrar uma saída! É neste último sentido, que Cristo se declara, por duas vezes, no evangelho deste Domingo: “Eu sou a Porta!” (Jo 10,7.9)
Sim, Cristo bate à porta, e entra, com a nossa licença, pela nossa vida adentro! Entra pela porta da frente. Pela porta da verdade e da liberdade! Ele vai à frente, disposto a ser o primeiro sacrificado! Vem de frente, porque não ilude, nem desilude, não engana nem desengana. Não quer arrebatar ovelhas com pastos enganadores, com promessas de vida facilitantes!
Cristo é, assim, e no seu próprio dizer, Porta para os Pastores, que só podem sê-lo verdadeiramente, se aceitarem passarem por Ele, e passarem com Ele o que Ele passou por nós, dando a Sua vida, por amor!
Cristo é também Porta para as ovelhas! Pois, só atravessando o limiar dessa porta, encontrarão nEle, com Ele e por meio dEle, uma saída, para a Vida! A vida em abundância! Jesus conclui a palavra tomada e retomada, dizendo aos judeus, que pensavam tirar-lhe a vida: “Eu vim, para que tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10)!
2. Que vida é esta, que toda a pessoa deseja, em abundância? Onde a podemos realmente encontrar, sem sermos enganados por falsos mestres, que nos propõem, para tal, sair do corpo, do tempo e do espaço? Quando, e como teremos acesso, a uma Vida, que nos preencha verdadeiramente, sem cairmos na ilusão de paraísos artificiais, como o álcool e a droga, prometidos e vendidos pelos lobos da noite? Será que encontraremos essa Vida, desbaratando-a, como o filho pródigo, que dissipara todos os bens? Será que encontraremos essa Vida, apropriando-nos dela, só para nós, como o ladrão e salteador, que tomam, de assalto, tudo, para si? Não!
O Homem vive da Verdade e do ser amado, vive do ser amado pela Verdade. Tem necessidade de Deus, que vem ter com Ele e lhe explica o sentido e lhe indica o caminho da vida. No mais íntimo de si, cada pessoa precisa sobretudo da Palavra, do Amor, da própria vida de Deus. Quem lhe dá isto, dá-lhe vida em abundância! Quem não dá Deus, nunca dará a Vida verdadeira! Os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização – do Deus que Se mostrou em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida» (Bento XVI, Carta aos seminaristas). Ora, Cristo é a Porta estreita, que dá acesso às pastagens da vida verdadeira! Ele é também, e simultaneamente, o Pastor e a pastagem, que nos dá a Vida eterna, dando-Se a Si mesmo!
[Na festa da vida, acrescentar: Por isso a Cruz, que oferecemos aos adolescentes do 8º ano, é o grande sinal dessa vida, em abundância. A cruz é o sinal “mais” da vida. E é o sinal dessa “vida mais”, que é Cristo! Na Cruz, se cumprem, por inteiro, as palavras seguras de Jesus: “Ninguém me tira a Vida, sou Eu que a dou livremente” (Jo 10,17ss)].
3. Perante isto, surge-nos espontânea a pergunta: «E agora, que havemos de fazer, irmãos» (At 2,37)?Que é como quem diz: «que havemos de fazer da nossa Vida»? Esta é a chamada, que vem do alto, que cala fundo e pede uma resposta a partir do mais íntimo de cada um! E a resposta é simples: Cristo morreu e restaurou a Vida, «a fim de vivermos, não já para nós próprios, mas para Ele, que por nós, morreu e ressuscitou» (Oração Eucarística IV)! Por isso, esse mesmo Cristo faz ressoar a sua voz, diz-nos ao coração: «Eu estou à porta e chamo! Se alguém ouvir a minha voz, entrarei, cearei com Ele e Ele comigo» (Ap.3,20).
4. Permiti então dirigir-me hoje especialmente àqueles que bateram a muitas portas e ainda não encontraram a vida em abundância.
Eu digo-vos: Abri as portas a Cristo, que é a Porta da Vida e do Reino! «Quem faz entrar Cristo, quem lhe abre a porta, nada perde, nada, absolutamente nada daquilo que torna a vida livre, bela e grande. Não! Só na amizade com Cristo, se abrem de par em par as portas da vida. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da vida humana. Só nesta amizade experimentámos o que é belo e o que liberta» (cf. adapt. Bento XVI, Homilia no início do pontificado, 24.05.2005).
5. Assim, eu gostaria com grande força e convicção, partindo da experiência da minha vida pessoal, de vos dizer e propor hoje, queridas crianças, queridos adolescentes, queridos jovens:
«Não tenhais medo de Cristo, que bate à vossa porta! Ele não vos tira nada! Ele dá tudo! Quem se doa por Ele, recebe cem vezes mais» (cf. Ibidem). Sim, abri de par em par as portas a Cristo e entrareis na Porta, que dá acesso à vida em abundância! (ABC DA CATEQUESE)

RESSUSCITADO MANIFESTA-SE NOS PASTORES DA IGREJA
A Liturgia da Palavra deste 4º Domingo da Páscoa – A, vem dizer-nos que Jesus Ressuscitado manifesta-se nos Pastores da Igreja.
A figura do Pastor que guia as suas ovelhas era familiar em Israel, povo nómada, e alimentou em tempos sucessivos a meditação religiosa das relações pessoais com Deus. Seus chefes deviam ser servos do único pastor; mas, com muita frequência, seguindo interesses egoístas e perspectivas políticas erróneas, traíram, desviaram o rebanho de Deus.
Jesus apresenta-Se como Pastor segundo o coração de Deus, aquele que foi anunciado pelos profetas. Conhece intimamente o Pai e transmite esse conhecimento aos Seus.
Conduz os Seus com autoridade de quem ama e deu a Sua vida; e eles, na fé, escutam a Sua voz e seguem as Suas pisadas. O Seu sacrifício «pela multidão» exclui qualquer privilégio e abre a salvação a todos os homens.
A 1ª Leitura dos Atos dos Apóstolos diz-nos que Pedro proclama a Ressurreição de Jesus, mostrando as consequências que ela teve, quer para Jesus, quer para todos nós. Com a Ressurreição, Jesus é credenciado pelo Pai, pois, vencendo a morte, Ele manifesta bem que é o Messias, o Cristo esperado por Israel, o Senhor, que compartilha do poder do Deus único.
– «Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel: Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes».(…) Arrependei-vos e receba cada um de vós o Baptismo em nome de Jesus Cristo para vos serem perdoadas as vossas faltas.(1ª Leitura).
Com a Ressurreição, cumprem-se também as promessas messiânicas do perdão dos pecados, do dom do Espírito Santo, da constituição do novo Povo de Deus, em que entrarão todos aqueles que, pertençam ou não ao povo judeu, aceitarem o anúncio da salvação, transformarem a sua vida e receberem o Batismo.
Guiados pelo Bom Pastor, nada nos faltará, como proclama o Salmo Responsorial:

– “O Senhor é meu Pastor; nada me faltará”.
Na 2ª Leitura, S. Pedro diz-nos que éramos como ovelhas tresmalhadas, mas Jesus Cristo, tomando a nossa condição humana, tornou-Se nosso Pastor e, ao mesmo tempo, Cordeiro por nós imolado.
Pelo Seu Sacrifício Pascal, voluntariamente oferecido, Ele abriu-nos o caminho, pelo qual podemos passar da morte à vida e regressar à segura fraternidade do redil do Pai.
– “Para isto é que fostes chamados, pois Cristo sofreu também por vós, deixando-vos o exemplo, para Lhe seguirdes as pisadas.(…) Foi pelas Suas chagas que fostes curados”.(2ª Leitura).
Salvos pela generosidade e espírito de sacrifício do Bom Pastor, todos aqueles que aceitaram segui-l’O, devem tomá-l’O como modelo no meio das dificuldades, sofrimentos, calúnias e perseguições, que possam vir a suportar, pelo facto de serem cristãos.
O Evangelho é de S. João e diz-nos que Jesus é o «Bom Pastor» : o Pastor segundo o coração de Deus, anunciado pelos profetas. Ele conhece intimamente o Pai e transmite-nos esse conhecimento. Por isso, Ele é a «porta», o Mediador. Conhece também, profundamente, a nossa condição humana. Conhece-nos pessoalmente. Guia-nos com a Sua autoridade e dá a Sua vida por nós. O Seu sacrifício abre as portas da salvação a todos os homens.
– “Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este é que o porteiro abre, e as ovelhas escutam-lhe a voz.(…).«Em verdade, em verdade vos digo : Eu sou a Porta das ovelhas»”. (Evangelho).
Para aproveitar plenamente, da vida que nos trouxe, é necessário, porém, conhecer a voz do «Bom Pastor», responder à Sua chamada, seguir fielmente as Suas orientações. Antes de voltar para a direita do Pai, Jesus confiou ao colégio dos Apóstolos (e particularmente a Pedro, como chefe desse colégio) o seu ministério pastoral junto daqueles que já chegaram junto da porta do redil e aos que ainda hão-de vir.
Este serviço torna efetiva a presença de Cristo ressuscitado no meio dos seus, prolonga-a no tempo (sucessão apostólica) e no espaço (colegialidade). Como todas as realidades que pertencem à Igreja peregrina, o serviço pastoral é de ordem sacramental, e remonta ao Cristo Senhor que, invisível, leva os seus à comunhão de vida com o Pai através dos ministros da palavra e dos sacramentos.
Especialmente na Eucaristia, centro da instituição eclesial, aquele que preside à assembleia tem a consciência de personificar o Cristo enquanto, associando os batizados ao seu sacrifício, fá-los entrar numa fraternidade universal e funde-os numa comunhão de amor.
Mas também no “governo” e na responsabilidade perante as comunidades e cada irmão individualmente, os pastores sabem que a sua autoridade nasce da obediência a Cristo, a quem todo o corpo da Igreja deve buscar, e cuja voz lhes compete exprimir. Falar hoje dos “pastores” da Igreja não é fácil, devido às incrustações históricas que deformaram as perspectivas e as mentalidades, mesmo entre os fiéis.
Restituir aos pastores e às suas funções na Igreja, a verdade e a autenticidade, é hoje uma tarefa muito urgente. O papa, pastor supremo, ainda é visto em muitos ambientes como um chefe político, um diplomata, a expressão de um monolitismo e de um absolutismo ultrapassados.
Importa apresentá-lo como o centro da unidade e coesão da Igreja, como realmente ele é. O bispo não é um dignitário solene, um alto funcionário do espírito, distante e separado do seu rebanho; é o centro da unidade da Igreja local, o mestre e o pai da família diocesana.
O pároco e os sacerdotes empenhados no ministério pastoral não são burocratas e funcionários a quem nos dirigimos para pôr em dia as nossas “práticas”, não são altos personagens a quem se recorre para obter cartas de recomendação, nem distribuidores de esmolas ou de sacramentos.
São, acima de tudo “pastores” totalmente dedicados ao seu povo, a quem servem com amor, respeito e dedicação total. Delegada a alguns homens, a autoridade da Igreja não pode ser mais do que o sinal do governo do Senhor: não é absoluta; é uma autoridade que está em relação com Cristo ressuscitado.
A obediência do cristão é uma obediência de fé, oferecida ao Senhor, reconhecido nos sinais vivos, isto é, nas pessoas que dirigem a Igreja. Estar em completa obediência ao Magistério da Igreja é uma condição essencial para ter parte no plano da História da Salvação.
Diz o Catecismo da Igreja Católica:
754. – «Assim a Igreja é o redil, cuja única porta e necessário pastor é Cristo (Jo 10,1-10). E também o rebanho, do qual o próprio Deus predisse que seria o pastor, e cujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são contudo guiadas e alimentadas sem cessar pelo próprio Cristo, bom pastor e príncipe dos pastores, o qual deu a vida pelas suas ovelhas.
764. – «Este Reino manifesta-se nas palavras, nas obras e na presença de Cristo» (LG 5). Acolher a Palavra de Jesus é «acolher o seu próprio Reino». O germe e começo do Reino é o «pequeno rebanho» (Lc 12,32) daqueles que Jesus veio convocar em volta de Si e dos quais é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus. Àqueles que assim juntou à sua roda, ensinou uma nova «maneira de agir», mas também uma oração própria. (CATEQUESE CATÓLICA)

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