LD – 02/06/11 (5ª Feira)

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

02/Jun/2011 (5ª Feira) – VI Semana da Páscoa
. . .
(branco – ofício da II semana)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos 18,1-8
Naqueles dias, 1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2Aí encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3E, como tinham a mesma profissão – eram fabricantes de tendas – Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. 5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias. 6Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: “Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos”. 7Então, saindo dali, Paulo foi para casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo. — Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial (Salmo 97(98))
O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.    

— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!.

Leitura . . .
. . . — Palavra do Senhor.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,16-20
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”. 18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’ 20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”. — Palavra da Salvação

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Como enfrento os momentos de provação: de dor, tristeza, solidão? Lembro-me de que, no Projeto de Deus, tudo isto vai ser transformado em alegria, desde que eu tenha fé e acredite na ação de Deus em minha vida? Os bispos afirmaram, em Aparecida: “Quando cresce no cristão a consciência de se pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas em compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunha-lo e anuncia-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8). (DAp 145). (PAULINAS)

… a VERDADE…
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 16,16-20, e observo as recomendações de Jesus. Jesus faz referência a uma outra missão do Espírito Santo: transformar nossa tristeza em alegria, a dor em festa. O Mestre fala de ausência, mas também de retorno, de morte e ressurreição. A Ressurreição de Jesus Cristo demonstra que a vida é mais forte do que a morte. É a presença do Espírito que traz ânimo, força e alegria para quem crê no Projeto de Deus. (PAULINAS)

… e a VIDA”.
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, que o meu testemunho de vida cristã seja tal, que as pessoas possam “ver” Jesus nas minhas palavras e nos meus gestos de amor ao próximo. (PAULINAS)

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar será consequência do meu “assumir o estilo de vida de Jesus” e suas motivações (cf. Lc 6,40b), viver seu destino e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas. (DAp 131). (PAULINAS)

REFLEXÕES

JESUS PERMANECE NOS DISCÍPULOS    
Após a ceia, em sua despedida Jesus fala sobre a sua glorificação e partida, a alegoria da videira, e a vinda do Espírito Santo. Agora, explicando a sua partida, a fala que se inicia é sobre o pouco de tempo que resta para não mais verem Jesus, e mais um pouco em que ele será visto de novo. Esta afirmação é repetida por três vezes neste rápido diálogo. No evangelho de João o projeto de Deus, revelado, segue a seguinte trajetória: a Palavra, o Filho, que estava em Deus, se faz carne e habita entre nós; convive conosco e é glorificado em sua missão libertadora e vivificante, como enviado pelo Pai; volta ao Pai mas mantém sua comunhão de vida com os discípulos, fazendo sua morada naqueles que o seguem, juntamente com o Pai e o Espírito Santo. Ao contrário dos evangelhos sinóticos, João não fala de uma outra “volta” de Jesus ao mundo no fim dos tempos, a Parusia, mas sim na permanência dos discípulos nele, e dele e do Pai nos discípulos, em comunhão de amor. (PAULINAS)

DA TRISTEZA À ALEGRIA       
A linguagem enigmática de Jesus deixava confusos os discípulos. Estando para concluir seu ministério, referia-se a um tempo de separação, seguido de um tempo de reencontro. Falava em ir para o Pai. No ar, pairava algo de abandono, de ruptura. Os discípulos não se sentiam preparados para enfrentar esta realidade. Também não estavam em condições de compreender o que se passava com Jesus.           

O pano de fundo das palavras de Jesus tem a ver com o destino de morte e de ressurreição que o esperava. O tempo da não-visão corresponderia à experiência de morte a ser enfrentada por ele. Sem o apoio de sua presença, a comunidade ficaria exposta à tristeza, à confusão, e à zombaria do mundo.     
Julgando ter alcançado seu objetivo de eliminar o Filho de Deus, seus inimigos teriam motivos para se alegrar com o desespero dos discípulos.    
O tempo da visão correspondia à Páscoa. Momento de reencontro do Senhor com sua comunidade, sem as limitações do tempo e do espaço. E, por isso, motivo de alegria para os discípulos. Pelo contrário, tempo de tristeza para o mundo, que verá frustrados todos seus intentos de eliminar o Filho de Deus. Ver-se-á derrotado, quando pensava ter sido vitorioso.    
A alegria sucede à tristeza. Ela é o ponto de chegada para o discípulo que sabe compreender o sentido da morte de Jesus, e se prepara para acolhê-lo na Ressurreição. (DOM TOTAL)

A NOSSA TRISTEZA SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA               
Diante da situação pela qual você está passando, Jesus diz no Evangelho de hoje: “Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.
Gostaria que você meditasse bem sobre o significado dessas palavras. A sua tristeza se converterá em alegria! Com fé, confiança e esperança entregue-se a Deus, pois Jesus subirá para o Seu e o nosso Pai. Para o Seu e nosso Deus. Pare de se maltratar e chorar!
Preste atenção nestas palavras de Jesus: “A vossa tristeza se transformará em alegria”. É promessa de Deus, na Pessoa do Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Então que seja uma realidade na vida de todos aqueles que creem em Jesus Cristo Salvador. Ele é o único que sabe verdadeiramente qual é o tamanho da sua tristeza e agonia. Ele vem para fortalecer e encorajar você. Saiba que a sua tristeza se transformará em alegria! Embora agora você esteja passando por alguma situação difícil, não se preocupe: Já que Cristo percebeu isso e por isso lhe diz: “Vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria”.
Meu filho, não existe tristeza no coração do homem que não possa ser transformada em alegria por Jesus Cristo. Todavia, mais fundamental que confiarmos no amor de Deus, é nos apegarmos a esse amor de forma sobrenatural, mesmo que as pessoas à nossa volta nos incentivem a desistir de nossos sonhos, mesmo que elas coloquem barreiras naquilo que nós temos buscado. Não importa! Deus é maior. Confie no Senhor e – somente assim – esta tristeza irá se transformar em alegria. E essa alegria não será tirada de seu coração por ninguém. Ela será a alegria plena.
Ao passar por alguma dificuldade, parece que ela não vai ter fim, não é mesmo? Mas olhe quantas tristezas você já superou. E eu creio que em todas elas você pensava que não era possível a superação. “Eu não vou sair dessa!”. “A minha casa caiu e já não a conseguirei levantar. Não vai passar, desta vez eu não vou aguentar!” Mas você as superou com força e coragem. Sobretudo com fé n’Aquele que venceu o mundo.
Muitas vezes – no momento da tristeza – fazemos perguntas ao Senhor. Por que disso, por que daquilo? E “de novo, Senhor?” E “por que só eu? Será que não posso ter sossego?”
Quero deixar bem claro para você, meu irmão: Se você deixar Jesus entrar no seu coração, se você confiar cegamente n’Ele, Ele então dirá a você: “No mundo sofrereis tribulações. Mas tende fé. Eu venci o mundo e comigo também vós vencereis“.
Portanto, se confiarmos ao Senhor nossas tristezas, chegaremos ao ponto de não O questionarmos mais. É necessário que nossa confiança esteja somente no Senhor, nosso Deus. Tire sua confiança do homem. Confie apenas no Senhor, porque Ele tem o poder de mudar tudo. Ele é o Senhor da vida, da alegria e da esperança. (HOMILIA DIÁRIA)

UM POUCO DE TEMPO
Os discípulos ficaram cheios de dúvidas diante da expressão enigmática de Jesus: “um pouco de tempo”. Por um pouco de tempo, não veriam o Mestre; mais outro pouco de tempo, e voltariam a vê-lo, pois estava indo para o Pai.     

As palavras de Jesus são dirigidas a todos quantos haveriam de aderir a ele pela fé. Portanto, a um grupo maior do que o presente na última ceia. A questão do “ver” diz respeito a todos os cristãos.          
Durante a sua existência terrena, os discípulos puderam “ver” Jesus, na sua expressão histórica. Foi o tempo da convivência humana com ele. A morte que se aproximava poria fim a esta experiência de proximidade. Algo de novo estava para acontecer: haveriam de ver novamente o Mestre, mas de maneira muito diferente. Como?           
A fidelidade do Pai era algo inquestionável para Jesus. Ele estava indo para o Pai, e tinha consciência de que o Pai não permitiria o fracasso de seu projeto de salvação. Isto aconteceu concretamente com a ressurreição, que permitiu a Jesus continuar presente em meio aos discípulos. O Ressuscitado tornou-se, assim, o centro da vida da comunidade.     
Ele continuou também a fazer-se presente, na história humana, na vida dos homens e das mulheres que o acolheram na fé. Além disso, Jesus pode ser visto no testemunho de fidelidade a Deus e de amor arraigado ao próximo dado pelos cristãos de todos os tempos. (MUNDO CATÓLICO)

UM POUCO TEMPO
Um pouco de tempo e os discípulos não verão mais Jesus, porque o mistério da cruz está próximo, e com ele, a morte e a separação. E mais um pouco e me vereis de novo, ou seja, todos os que acreditam farão a experiência do Ressuscitado, viverão sempre na sua presença, de modo que a tristeza da separação dará aos que têm fé lugar a uma alegria que jamais poderá ser tirada. Porém, por causa dos que não acreditam e por causa também dos nossos pecados, deveremos passar por diversas tribulações, mas, por piores que sejam, elas não podem vencer quem crê verdadeiramente. (A PALAVRA DE DEUS NA VIDA)

A TRISTEZA QUE GERA A ALEGRIA
Depois de ter derramado a alegria na alma dos Seus discípulos pela promessa que lhes fez de lhes enviar o Espírito Santo, o Salvador entristece-os de novo ao dizer: «Ainda um pouco, e deixareis de Me ver». Age desta forma para os preparar, através desta linguagem triste e severa, para a ideia da Sua próxima separação; porque nada é mais próprio para acalmar a alma mergulhada na tristeza e na aflição, do que o pensamento frequente dos motivos que produziram nela essa tristeza.       

Eles não compreendiam, quer por causa da tristeza que os impedia de pensar no que Ele lhes dizia, quer por causa da obscuridade das próprias palavras, que pareciam conter duas coisas contraditórias, mas que, na realidade não o eram. Pois se Te vemos, podiam eles dizer, como Te vais embora? E, se Te vais embora, como Te poderemos ver?  
Nosso Senhor, querendo depois mostrar-lhes que a tristeza gera alegria e, ainda, que aquela tristeza seria curta ao passo que a sua alegria não terá fim, toma a comparação da mulher que dá à luz. Com tal comparação, Ele quer também exprimir, de um modo figurado, que Se libertou dos constrangimentos da morte e que, assim, regenerou o homem novo. E não diz que não haverá tribulação mas que não Se lembrarão dela, tão grande vai ser a alegria que lhe sucederá. (EVANGELHO QUOTIDIANO)

VÓS FICAREIS TRISTES, MAS A VOSSA TRISTEZA SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA        
Neste Evangelho, Jesus anuncia aos discípulos a sua iminente partida e o seu breve regresso, que mudará a tristeza dos seus em alegria. Cristo não lhes diz adeus, mas até breve.          

“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo.” O primeiro “pouco tempo” é a sua morte, que estava próxima. O segundo “pouco tempo” e a sua ressurreição, pela qual ele reapareceu vivo no meio dos discípulos.  
Jesus reapareceu vivo, primeiro em seu corpo glorificado, e, após a ascensão, em seu corpo místico, a Igreja una, santa, católica e apostólica. Jesus dá a entender que o Espírito Santo é o Espírito da Alegria, aquele que traz alegria para os cristãos.           
O Espírito do Senhor ressuscitado vive em nós, animando a esperança e a alegria, ajudando-nos a entender de forma cristã todas as realidades, inclusive a cruz e a morte. “Cristo vive, Cristo reina, Cristo impera”. “Se fomos, de certo modo, identificados com Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. Sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo sujeito ao pecado” (Rm 6,5-6). “Estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir” (1Pd 3,15).         
Um cristão triste é um triste cristão. Nós precisamos testemunhar alegria, uma alegria permanente, fruto da fé na ressurreição de Cristo, e unida à paz e ao amor fraterno. O próprio Jesus nos fala: “Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,32).      
O Espírito Santo nos assiste, no nosso dia a dia, especialmente através dos seus sete dons:          
A sabedoria. Esse dom nos dá uma visão clara e correta de Deus e das coisas. A Bíblia está cheia de referências ao dom da sabedoria. Existe até um livro dela com este nome. Nós vivemos numa sociedade pluralista, em que o bem e o mal aparecem misturados e até trocados: o bem nos é apresentado como mal e o mal como bem. É o pecado que habita no mundo que faz isso. Vamos fazer nossa a oração de Salomão: “Senhor… dá ao teu servo um coração obediente…, capaz de discernir entre o bem e o mal!” (1Rs 4,7-9).           
O entendimento. O profeta Isaías chama esse dom de inteligência. Ele nos permite compreender os acontecimentos que vão se sucedendo conosco ou ao redor de nós. Como a própria palavra diz, é o dom de entender e aprender com facilidade as coisas. “Para o bom entendedor, meia palavra basta.” Quem, tem esse dom lê até nas entrelinhas, lê no coração aquilo que às vezes ele não consegue expressar em palavras. 
O conselho. E uma luz que nos mostra a decisão que devemos tomar em cada situação concreta da nossa vida. No mundo existe uma grande confusão de valores e, o que é pior, existe em muitos casos uma inversão de valores. Coisas certas e coisas erradas são misturadas e até invertidas. A falta do dom do conselho leva muita gente a agir como Pilatos: lavar as mãos e se posicionar em cima do muro. Agora, o cristão que vive o dom do conselho é como as placas das estradas, que mostra onde vai dar aquele caminho. Como é bom dizer a palavra certa, na hora certa e do jeito certo!     
A fortaleza. É a força de Deus para vencermos, nas situações difíceis. Quem tem esse dom nunca perde o rumo, a esperança, a calma, a alegria, a paciência e age sempre na paz. Nós não podemos ser maria-vai-com-as-outras. Não sejamos vagões, mas locomotivas. Jesus disse: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Com Deus tudo se torna fácil, e o cristão vive na alegria, mesmo no meio das maiores provações.           
A ciência. Esse dom é chamado também de conhecimento. E o dom de conhecer, tanto as coisas de D como as coisas do mundo, de maneira correta, aproximando-nos da onisciência divina. Por esse dom nós conhecemos a Deus, conhecemos a Sagrada Escritura e conhecemos a Igreja que Jesus fundou. Há muito cientista que é cego nesse dom, e há muito analfabeto que é doutor na ciência como dom do Espírito Santo.           
A piedade. É o dom que nos leva a ter Deus como o centro da nossa vida e a andar sempre na sua presença. Leva-nos a não apenas conhecer o caminho de Deus, mas a segui-lo levando uma vida voltada para a observância dos mandamentos. De fato, não basta apenas acreditar com a cabeça, ou apenas dizer “Senhor! Senhor!” Na Bíblia, a piedade anda junto com a justiça e a fidelidade. O contrário é o ímpio, aquele que tem o pescoço duro e não segue a Deus. “Todos os que quiserem viver piedosamente no Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3,12).    
O temor de Deus. É um dom que nos leva a ter certo medo de Deus e consequentemente a respeitá-lo e obedecer-lhe. É um medo filial, de quem sabe que Deus é um pai amoroso e compreensivo, mas é também justo. Por isso, a possibilidade do inferno para nós é real. A Bíblia fala isso de ponta a ponta. Esse dom nos leva a procurar conhecer sempre mais a vontade de Deus, para segui-la. O temor de Deus é fruto do amor a ele. Nós o tememos porque o amamos. Um sinal de falta de temos de Deus é chamar o seu nome em vão. O papa Pio XII dizia que o homem moderno perdeu o sentido do pecado. Isso é falta de temor de Deus. Quem tem esse dom, quando percebe que ofendeu o próximo, não fica em paz até que se reconcilie. Por exemplo, se morre uma pessoa, muitos logo dizem: “Foi para o céu”. Isso é falta de temor de Deus. Deus é que sabe quem vai e quem não vai para a sua casa. Nós temos esperança de que a pessoa, se andou no caminho certo, foi para o céu. Mas esperança não é certeza.
Havia, certa vez, um rei muito rico e muito generoso. Ele resolveu dar a um súdito um presente: todos os dias ele ia colocar na conta desse súdito mil quatrocentos e quarenta pesos, que era a moeda do reino. A doação era por tempo indeterminado. A única condição é que o súdito devia gastar todo o dinheiro naquele dia. Se n gastasse tudo, a sobra voltaria para a conta do rei.        
E assim aconteceu durante muito tempo. O súdito, feliz, deitava e rolava com aquele dinheiro todo. Num belo dia, sem aviso prévio, o rei interrompeu a doação.         
O rei é Deus, o súdito somos nós e o dinheiro é o tempo. A nossa vida é um tesouro valioso. Cada dia Deus nos dá mil quatrocentos e quarenta minutos. Isto é uma graça incalculável. Ele nos entrega esse tesouro, acrescentando ainda a ajuda e acompanhamento do Espírito Santo com seus dons. O que ele pede é que aproveitemos o nosso tempo, seja para construir a nossa felicidade, seja para o bem do nosso próximo. Não vamos enterrar os talentos que Deus nos dá diariamente! Assim, quando Deus bloquear a conta e nos chamar, ele sorrirá para nós e dirá: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor!”      
Nós pedimos a Maria Santíssima, a esposa do Espírito Santo e quem melhor acolheu os seus dons, que interceda por nós.    
Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. (LITURGIA DIÁRIA COMENTADA)

VOSSA TRISTEZA SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA 
Hoje contemplamos mais uma vez a palavra de Deus com a ajuda do evangelista João. Nestes últimos dias da Páscoa sentimos uma inquietação especial por viver esta palavra e entendê-la. A mesma inquietação dos primeiros discípulos que se expressa profundamente nas palavras de Jesus —«Um pouco de tempo, e não mais me vereis; e mais um pouco, e me vereis de novo» (Jo 16,16)— concentra a tensão de nossas inquietações de fé, da busca de Deus em nosso dia a dia.        

Os cristãos do século XXI sentimos essa mesma urgência que os cristãos do primeiro século. Queremos ver Jesus, precisamos experimentar a sua presença em meio de nós para reforçar a nossa fé, esperança e caridade. Por isso, sentimos tristeza ao pensar que Ele não esteja entre nós, que não podamos sentir e tocar sua presença, sentir e escutar sua palavra. Mas essa tristeza se transforma em alegria profunda quando experimentamos sua presença segura entre nós.           
Essa presença, era recordada pelo Papa João Paulo II na sua última Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia, concretiza-se —especificamente— na Eucaristia: «A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja». Ela experimenta com alegria, como se realiza constantemente, de muitas maneiras, a promessa do Senhor: `Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo’ (Mt 28,20). (…) A Eucaristia é mistério de fé, e ao mesmo tempo, “mistério de luz”. Quando a Igreja a celebra, os fiéis podem reviver, de algum jeito a experiência dos discípulos de Emaús: «Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram (Lc 24,31)».    
Peçamos a Deus uma fé profunda, uma inquietação constante que se sacie na Eucaristia, ouvindo e compreendendo a Palavra de Deus; comendo e saciando a nossa fome no Corpo de Cristo. Que o espirito Santo enche de sua luz a nossa busca de Deus. (EVANGELI)

. . .
. . . (ABC DA CATEQUESE)

. . .
. . . (CATEQUISTA)

MONIÇÕES

1ª Monição: Monição Ambiental ou Comentário inicial
A morte de Jesus, a princípio, provoca tristeza e desânimo; porém, quando se entende o mistério de sua missão, recuperam-se a alegria e a esperança. Cristo é sinal de vida nova, caminho para a glória definitiva em Deus.

2ªMonição: Monição para a(s) leitura(s) e o salmo
A boa-nova de Jesus e o testemunho apostólico superam barreiras e chegam a todos os povos. Tudo isso se dá graças à fé no Ressuscitado, capaz de transformar a tristeza em plena alegria.

3ª Monição: Monição para o Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.        

Eu não vos deixarei órfãos: eu irei, mas voltarei, e o vosso coração muito há de se alegrar (Jo 14,18).

ANTÍFONAS

1ª Antífona: Antífona da entrada
Ó Deus, quando saístes à frente do vosso povo, abrindo-lhe o caminho e habitando entre eles, a terra estremeceu, fundiram-se os céus, aleluia! (Sl 67, 8-9.20).

2ª Antífona: Antífona da comunhão
Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos, aleluia! (Mt 28,20).

ORAÇÕES DO DIA

1ª Oração: Oração do dia ou Oração da coleta
Ó Deus, que fizestes o vosso povo participar da vossa redenção, concedei que nos alegremos constantemente com a ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

2ª Oração: Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia
Lembrai-vos, Senhor, do vosso povo.       

— Senhor, assisti continuamente a vossa Igreja, para que guie o povo rumo à salvação.     
— Suscitai o desejo de conversão em todos os que se encontram distantes da fé.    
— Abençoai os que trabalham pela evangelização dos povos e pelo bem do próximo.          
— Ajudai-nos a compreender a morte como caminho que nos conduz à vida plena.
— Concedei a todos nós a força e o discernimento que provém do vosso Espírito.

3ª Oração: Oração sobre as oferendas
Subam até vós, ó Deus, as nossas preces com estas oferendas para o sacrifício, a fim de que, purificados por vossa bondade, correspondamos cada vez melhor aos sacramentos do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

4ª Oração: Oração depois da comunhão
Deus eterno e todo-poderoso, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o sacramento pascal e infundi em nossos corações a fortaleza desse alimento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s