LD – 19/06/11 (Domingo)

Vamos então nos preparar para a Leitura, orando juntos: Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em seu amor, eu aí estarei no meio deles”. Amém!

19/Jun/2011 (Domingo) — XII Semana Comum
SANTÍSSIMA TRINDADE
(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS

Leitura do livro do Êxodo 34,4-6.8-9          
(Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente)
Naqueles dias: 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. 8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”. — Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial (Daniel 3,52-56)         
— A vós louvor, honra e glória eternamente!       
— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.    
— Sede bendito, nome santo e glorioso.   
— No templo santo onde refulge a vossa glória.  
— E em vosso trono de poder vitorioso.   
— Sede bendito, que sondais as profundezas.     
— E superior aos querubins vos assentais.          
— Sede bendito no celeste firmamento.

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios 13,11-13          
(Deus de amor e da paz estará convosco)
11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós. — Palavra do Senhor.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,16-18  
(Deus tanto amou o mundo…)
16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. — Palavra da Salvação

COMENTÁRIOS

Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o CAMINHO…    
Qual o CAMINHO que a Palavra diz para mim? Posso fazer sempre minhas ações à luz. Sou transparente no que falo e faço? Os bispos, em Aparecida, falaram da Trindade como fonte da Igreja: “Os discípulos de Jesus são chamados a viver em comunhão com o Pai (1 Jo 1,30 e com seu Filho morto e ressuscitado, na “comunhão no Espírito Santo” (1 Cor 13,13). O mistério da Trindade é a fonte, o modelo e a meta do mistério da Igreja: “um povo reunido pela unidade do Pai do Filho e do Espírito”, chamado em Cristo “como sacramento ou sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”. A comunhão dos fiéis e das Igrejas locais do Povo de Deus se sustenta na comunhão com a Trindade.” (DAp 155).

… a VERDADE…  
Qual a VERDADE que a Palavra me diz? Leio atentamente o texto: Jo 3,16-18, e observo as palavras de Jesus.
Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.           
— Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus. 
Este texto faz parte da conversa de Jesus com Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. O nome Nicodemos vem do grego e significa “vitória do povo”. O Mestre lhe fala das coisas de Deus. Quando lhe fala que “Deus amou tanto o mundo” não se refere à criação, mas ao “mundo” das pessoas.    
Revela que Deus mandou ao mundo seu Filho não para condená-lo, mas para nos salvar.
Jesus fala também daqueles que preferem a escuridão à luz. Mas, os que vivem de acordo com verdade, aproximam-se da luz. Apresentam claramente, sem subterfúgios o que fazem segundo a vontade de Deus. O grande teólogo e doutor da Igreja, Santo Agostinho, tentou compreender o mistério da Trindade. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse compreender. Encontrou uma criança brincando na areia. Ela corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar. Voltava, enchia o copo e o despejava novamente. Agostinho perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. Então, o Santo lhe explicou ser isso impossível. A criança, então, lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que se compreender o mistério da Santíssima Trindade”. A criança, que era um anjo, desapareceu. Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a infinita dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só podemos aderir pela fé este mistério apresentado por Jesus no seu Evangelho.

… e a VIDA”.          
Qual a VIDA que o texto me leva a dizer a Deus? Pai, louvo-te e agradeço-te por nos teres amado tanto, a ponto de oferecer-nos a salvação, por meio de teu Filho, ao qual somos atraídos pela força do teu Espírito.

Qual deve ser a minha VIDA e MISSÃO hoje?      
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu novo olhar será transparente, orientado pela comunhão com a Trindade.

REFLEXÕES

DEUS ENVIOU SEU FILHO AO MUNDO    
Neste texto, como núcleo do discurso de Jesus a Nicodemos, João reapresenta a encarnação salvífica de Jesus, já anunciada no Prólogo de seu evangelho. “E o Verbo se fez carne e veio morar entre nós e vimos a sua glória, que ele recebe do seu Pai como Filho único” (Jo 1,14). “Ele estava no mundo. A quantos, porém, o acolheram deu o poder de se tornarem filhos de Deus: são os que creem no seu nome” (Jo 1,12). Temos aqui o anúncio fundamental que pregava o evangelho de João. Deus, no seu grande amor, enviou seu Filho ao mundo para comunicar a vida eterna a todos que nele creem. O objeto do amor de Deus é o mundo. A palavra “mundo”, principalmente nas cartas paulinas (1Co 2,12; 3,19; Ef 6,12) e no evangelho de João, significa a sociedade alienada de Deus pela dominação daqueles que são seduzidos pela ambição do dinheiro e do poder. No evangelho de João o mundo está submisso ao príncipe das trevas. Não é necessário pensar em entidades demoníacas. Trata-se do poder da morte. São os poderosos deste mundo que semeiam a morte em vista de garantir e consolidar suas riquezas, seu poder econômico, militar, e ideológico, apelando para contra valores seculares ou religiosos. Este “mundo” tem uma estrutura que se opõe a Deus, mas Deus vem, com amor, para transformar e libertar este mundo. O mundo é criação de Deus e Deus dá seu Filho único ao mundo para elevá-lo à plenitude da paz e da vida eterna. O Filho é a “luz do mundo” (Jo 1,9; 3,19; 8,12; 9,5; 12,46), e Jesus dá a vida pelo mundo (Jo 6,33). “Deus amou tanto o mundo que deu seu filho único”, enviando-o pela sua concepção no ventre de Maria, na encarnação. Jesus, o novo Adão, já é a realidade da nova humanidade: é o homem que, na condição de filho de Deus, já é divino e eterno. O fruto do amor não é a condenação mas a libertação de toda opressão, que é realizada por Deus com o dom gratuito da vida eterna, e alcançada pela fé. Jesus, a luz do mundo, vem como dom e prova do amor de Deus. Sua glória, que é a glória do Pai é a comunicação deste amor. Deus que “dá” seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo, foi entendido dentro das categorias do judaísmo, como oferta sacrifical. Jesus seria sacrificado na cruz nos moldes dos cordeiros no altar do Templo de Jerusalém ou como Isaac que é levado ao sacrifício por seu pai Abraão. Terrível compreensão! Deus é amor! Deus envia Filho Jesus não para julgar e condenar, mas como portador do amor divino, no Espírito Santo, para comunicar a vida aos homens e mulheres. É um renascer para a eternidade, é a ressurreição. “Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. A salvação, na tradição de Israel, é compreendida como sendo o resgate do castigo e da condenação dos ímpios pecadores, um povo de “cabeça dura”, sob o ponto de vista das elites religiosas (primeira leitura). Com Jesus esta ideia de salvação vai sendo didaticamente substituída pela ideia da libertação da opressão que impera no mundo e o anúncio do dom da vida eterna. O estar julgado ou não estar julgado é substituído pelas atitudes de não crer ou crer em Jesus, Filho único de Deus. Quem crer em Jesus não será julgado porque libertou-se e recebe o dom da vida eterna. Quem não crer é julgado por permanecer conivente com as estruturas de poder deste mundo, distanciando-se deste dom. Os discípulos eram do mundo, mas foram libertados de seu poder e de sua ideologia pela adesão ao projeto de Jesus. Eles são a semente da libertação do mundo. O crer é a porta para a vida eterna. Crer no nome do Filho é seguir Jesus. É ser portador da misericórdia e da vida ao mundo. Viver o amor na comunidade, desvelando a presença do amor de Deus no mundo.

SOMOS AMADOS POR DEUS 
A contemplação da Santíssima Trindade abre o nosso coração para o Deus amoroso, revelado por Jesus Cristo. Consciente de ser Filho, Jesus nos falou do Pai e prometeu o dom do Espírito Santo a quem tivesse fé. Revelou que tinha vindo do Pai e para o Pai voltaria, confiando ao Espírito Santo a missão de dinamizar a caminhada da comunidade de fé. Sempre que falava de Deus, referia-se à Trindade.        
O envio do Filho, por parte do Pai, foi uma prova de amor imenso ao ser humano corrompido pelo pecado. Visando libertar da morte a humanidade, Jesus veio, na qualidade de portador de vida eterna. Entretanto, a perfeita salvação – o dom da vida eterna – depende de como se acolhe Jesus, e se adere à sua pessoa. Deste modo, vive-se como verdadeiros filhos e filhas de Deus, regenerados pelo Espírito.
Engana-se quem atribui a Jesus a missão primordial de julgar e condenar o mundo. A condenação depende da incredulidade em relação ao Filho enviado pelo Pai. Rejeitar o Filho significa, por extensão, rejeitar o Pai que o enviou. Por sua vez, recusar a este comporta a rejeição da vida eterna, que só ele pode oferecer. Esta insensatez, em última análise, resulta do fechamento ao dom do Espírito Santo, o único que tem o poder de atrair o ser humano para Deus. Portanto, embora o desígnio primeiro da Trindade seja o de salvar a humanidade, resta sempre a possibilidade de o ser humano servir-se de sua liberdade para fazer-se prisioneiro de seu egoísmo.

VERDADE E AMOR, A COMUNICAÇÃO DE DEUS ENTRE OS HOMENS
Este é o domingo da Santíssima Trindade. O Pai se comunica consigo mesmo e, nesta comunhão, processa o Filho como gerado. A linguagem empregada nesta comunicação é a Verdade. Por isto, o Filho pode afirmar que veio dar testemunho da Verdade. O Pai e o Filho se comunicam entre si. E neste processo é inspirado o Espírito Santo, e a linguagem usada é o Amor, linguagem própria do Espírito. João resume comunicação e linguagem afirmando que a Graça e a Verdade constituem a característica do Filho entre nós (cf Jo 1,14).
Hoje Jesus nos descobre a verdadeira linguagem, a comunicação de Deus com os homens: a Verdade e o Amor. E nos ensina que linguagem do Pai ao Verbo feito carne é a mesma do Pai com o Espírito Santo. Foi, é e será a linguagem do Filho com os homens, seus irmãos. O Filho, por sua vez, quer que esta seja a mesma linguagem utilizada entre os homens.
Da parte divina, o Filho, assumindo corpo e alma humana – tornando-se carne – demonstra o apreço de Deus para com os homens. Da parte humana, é exigida a aceitação desta figura humana de Deus como Senhor e Cristo, constituída pelo Pai para a nossa Salvação.
Deste modo, a comunhão entre o Pai e o Filho se torna a comunhão entre Deus e o homem. A linguagem é a mesma: a Verdade e o Amor, o Filho e o Espírito. Com eles, Deus olha o mundo e suas circunstâncias de um plano único: a lente do amor. Por meio dela nós também descobrimos os desígnios de Deus no meio da realidade das coisas e dos fatos da história, que chamamos de Verdade.
Os males do mundo – pobreza, fome, doença, injustiça – se olhados com este prisma e sob a linguagem do amor, tem um significado de bondade e de bem.
Saiba, meu irmão, que Deus não salva o mundo enquanto este não tiver o reconhecimento do Salvador. Crer ou não crer, acreditar ou rejeitar a pessoa do Filho Unigênito de Deus, é a tábua ou condição de Salvação de todo homem. A Verdade é a luz de todo homem que vem a este mundo (Jo 1,9). Mas esta luz que se torna Vida (Jo 1,4) só entra em nosso interior se abrimos as janelas da nossa alma. Se realmente acreditamos que a causa formal da nossa Salvação é aceitar o Filho como enviado do Pai e, com esta crença, viver sob o manto da misericórdia de Deus.
Diremos, portanto, que o crer é a porta para a vida eterna. Crer no nome do Filho é seguir a Jesus. É ser portador da misericórdia, do amor e da vida ao mundo. É viver a caridade na comunidade, desvelando a presença do amor de Deus no mundo. Na solidariedade e na fraternidade, que geram a paz verdadeira que desmascara a “paz imperial”, que hoje sacrifica os pobres e excluídos da nossa sociedade brasileira e do mundo inteiro.
Creia no Filho do Homem e serás salvo, tu e a tua família..

DEUS É O AMOR QUE SALVA E COMUNICA A VIDA PLENA
Os três versículos do Evangelho de João proclamados na liturgia de hoje pertencem ao diálogo de Jesus com Nicodemos (cap. 3). É a catequese de Jesus que visa suscitar a fé nele. Os versículos de hoje estão unidos ao tema antecedente, ou seja, o amor de Deus manifestado na morte de Jesus. Sua morte insere o ser humano no mistério de Deus: ele dá a vida porque ama; a morte de Jesus é a conseqüência desse amor.
Quem é Deus? A I leitura no-lo mostrou caminhando com seu povo, perdoando seus pecados, assumindo-o como sua propriedade e herança. O evangelho de hoje vai além, porque nos faz ver não só o Deus que caminha com seu povo e lhe perdoa os pecados. Mostra-nos Deus superando e vencendo até aqueles limites próprios da condição humana, como a morte.
Deus ama a todos, indistintamente. Não só um povo particular. Ele ama o mundo. Neste caso, o mundo significa a humanidade toda, capaz de aceitar ou rejeitar o amor de Deus. Ora, o amor de Deus é oferta gratuita que atinge o ser humano em profundidade, antecipando-se à sua capacidade de amar. Ele nos ama não porque sejamos bons, mas porque ele é bom, quer salvar, quer comunicar vida em plenitude (v. 16).
A vida em plenitude se realizou na encarnação e morte de Jesus. O v. 16 mostra Deus desprendendo-se do Filho único, a ponto de entregá-lo em vista da salvação de quem nele crê. Jesus é a personificação do amor do Pai levado às últimas conseqüências: a entrega do Filho único. A salvação de Jesus não discrimina as pessoas: todos necessitam dela e todos têm acesso a ela, mediante a fé em Jesus, a fonte da vida: “Porque Deus enviou seu Filho ao mundo não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (v. 17).
Aquilo que encontramos de forma incipiente na I leitura adquire aqui seu pleno significado e realização: Deus não deseja que as pessoas se percam nem sente satisfação em condenar alguém. O prazer de Deus é salvar a todos, é desarmar a todos com a lógica do amor. Portanto, o sofrimento, a injustiça, o pecado, a opressão, tudo o que gera dor e morte é contrário ao projeto de Deus. Esse projeto visa erradicar essas forças de morte para criar canais que comuniquem vida em plenitude. É isso que Jesus veio revelar com sua vida e palavra. É isso que deseja criar com a força de sua morte e ressurreição, presentes e atuantes na comunidade cristã.
A vida de Jesus provoca as pessoas à decisão. Estar com ele é estar a favor da vida. Não estar com ele é patrocinar a morte. Para João, Jesus não julga. Ele simplesmente provoca o julgamento de Deus. As pessoas é que se julgam, ao se confrontarem com a prática de Jesus e tomarem partido a favor ou contra. Quem se posiciona a favor não é julgado; quem se decide contra já está julgado, porque não acreditou no Nome do Filho único de Deus (cf. v. 18). O nome revela o que a pessoa é e faz. No Antigo Testamento (Ex 3,14), Javé se mostrou o Deus libertador que caminha com o povo rumo à libertação e à vida. No Novo Testamento ele se mostrou libertador em Jesus (cujo nome significa Javé salva). Acreditar nesse nome é ser a favor da vida em todas as suas manifestações; é, conseqüentemente, ser contra tudo o que não promove a vida.

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TODO O QUE N’ELE CRÊ […] TENHA A VIDA ETERNA
Insensatos, que não cessais de revelar-vos indiscretos na procura da Trindade, sem vos contentardes em acreditar tão-só que Ela existe, tal como vos orienta o Apóstolo, que diz: «quem se aproxima de Deus tem de acreditar que Ele existe e recompensa aqueles que O procuram» (Heb 11,6). Que ninguém se ocupe de questões supérfluas, mas se contente em apreender o conteúdo das Escrituras, […] que dizem que o Pai é fonte — «o Meu povo abandonou-Me, a Mim, nascente de águas vivas» (Jr 2,13); «Abandonaste a fonte da sabedoria!» (Br 3,12) — e luz, segundo João: «Deus é luz» (1Jo 1,5). O Filho, com efeito, em relação a essa fonte, é rio, de acordo com o salmo: «Enches, a transbordar, o rio caudaloso» (Sl 65 /64,10), e em relação à luz é resplendor, quando Paulo diz que «é resplendor da Sua glória e imagem fiel da Sua substância» (Heb 1,3). Assim sendo, o Pai é luz, e o Filho o Seu resplendor. […] E é no Filho que somos iluminados pelo Espírito, como diz também Paulo: «que o Pai vos dê o Espírito de sabedoria e vo-Lo revele, para o conhecerdes, e sejam iluminados os olhos do vosso coração» (Ef 1,17-18). É, porém, Cristo quem nos ilumina n’Ele quando somos iluminados pelo Espírito, pois a Escritura diz: «O Verbo era a Luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9). Para além disso, sendo o Pai fonte e Cristo rio, é dito igualmente que bebemos do Espírito: «e todos bebemos de um só Espírito» (1Cor 12,13). Dessedentados, pois, pelo Espírito, é de Cristo que bebemos, porquanto bebemos «de um rochedo espiritual que os seguia, e esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4).  
Ora, sendo o Pai o «único Deus sábio» (Rm 16,27), o Filho é a Sua sabedoria, porque «Cristo é poder e sabedoria de Deus» (1 Cor 1,24). Por conseguinte, ao recebermos o Espírito de sabedoria, recebemos o Filho e adquirimos assim a Sua sabedoria. […] O Filho é a vida, pois Ele disse: «Eu sou a Vida» (Jo 14,6). Mas também se diz na Escritura que somos vivificados pelo Espírito quando Paulo nos diz que «o Pai, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do Seu Espírito que habita em vós» (Rm 8,11). Mas ao sermos vivificados pelo Espírito, é Cristo que Se faz vida em nós: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2,20).         
Existindo, assim, no seio da Trindade uma tal correspondência e uma tal unidade, quem poderá separar o Filho do Pai, e o Espírito do Filho, ou do Pai? […] O Mistério de Deus não é concedido ao nosso ser com discursos eloquentes, mas pela fé e por preces respeitosas.

SANTÍSSIMA TRINDADE         
A Santíssima Trindade é mais um dos mistérios que envolve a nossa fé católica, o qual não pode ser entendido e aceito pela nossa inteligência, mas sim com os olhos da fé. E a fé no mundo de hoje está desfigurada, enfraquecida, ignorada, prejudicada, substituída, mal informada, balançada, sofrida, subjugada, malvista, rejeitada, e amortecida, pelos meios de comunicações, os quais incitam a violência, a destruição da família, através do free sex. Por causa disso, estamos sofrendo as lamentáveis consequências, as quais tendem a se avolumar, pois as esperanças de melhoras são muito poucas. A menos que nós os catequistas do mundo inteiro acordemos para a triste realidade, e nos multipliquemos de alguma forma que só a Santíssima Trindade poderá nos inspirar.        
O estrago causado na fé principalmente dos jovens, está causando verdadeiras anomalias ou tragédias sociais, como podemos ver no que está acontecendo na Região Nordeste do Brasil.
Outro dia deu no noticiário que a Região Nordeste do Brasil, especialmente a Bahia, é a região mais violenta do nosso país. O Nordeste era lugar de muita calma, onde as pessoas em suas prosas sempre citavam o santo nome de Deus e de Jesus, pois o povo depositava em Deus sua esperança e confiança. Aquele povo sofrido por causa das secas ou pela baixa pluviosidade, era formado de pessoas conformadas, amigas e hospitaleiras e não obstante a dureza da vida, eram incapazes de roubar, ou de assaltar para sobreviver melhor.        
O Nordeste da romaria de Bom Jesus da Lapa na Bahia, Capital religiosa daquele lugar, perdendo só para Aparecida. O Nordeste do meu “Padim Cícero”, O Nordeste da devoção a São João, cuja festa monumental no mês de junho é igual ao carnaval no Sul. 
Mais o tempo foi passando, e as mentes dos jovens foram sendo contaminadas pelas ideias de anti-valores, e aquela religiosidade praticamente desapareceu. Hoje, a fogueira, a comemoração da festa de São João não existe mais no interior, ou no Sertão. Isto porque os jovens vão em massa para as cidades nas noites de São João, deixando os velhos tristes lembrando os velhos tempos da batata assada nas brasas da fogueira, do pula-brasas e das festas inesquecíveis. Hoje, o calor da fogueira e as bombas aquecem os corpos e explodem na sexualidade dos jovens sem freios e sem nenhum limite. Há uns tempos atrás, os jovens namorados se casavam cedo, dizendo que não aguentavam mais a espera… Hoje, simplesmente eles se acasalam, sem nenhuma responsabilidade, botando filhos no mundo sem condições de criá-los.    
Segundo informações dos próprios habitantes do lugar, a violência no Nordeste atingiu níveis catastróficos, perigosos e assustadores, com previsões muito ruins para o futuro. Ainda mais agora com a aprovação dessa lei que esvaziará as cadeias e encherá as ruas de bandidos. Sinceramente, eu não esperava uma coisa dessa!           
As causas do aumento da violência no Nordeste são as seguintes:     
1) A situação de penúria a que sempre viveu o nordestino por causa da irregularidade das chuvas;         
2) A redução da Catequese: Em toda a Região, especialmente ao longo da Chapada Diamantina, a quantidade de padres é quase nula. É triste ver as igrejas fechadas, mesmo nos dias de sábado e domingo, por falta de um sacerdote para celebrar. Em alguns lugares, a missa é substituída por celebração da palavra, realizada por leigos. Um padre tem de percorrer várias cidades celebrando várias missas por domingo, percorrendo vários quilômetros por estradas de terra;
3) A ausência de Deus leva o ser humano a fazer coisas absurdas, em suas vidas. Assim, a sexualidade precoce gera o aumento descontrolado da população. Desse modo, muita gente sem Deus e pouca comida, resulta no que estamos presenciando: Residências invadidas, assaltos nas estradas, entre tantos outros fatos lamentáveis e alarmantes que tem ocorrido naquele lugar de Deus, antes habitado por um povo temente a Deus, que hoje passou a tentar viver sem Deus.
4) Outro fato agravante que vem ocorrendo nos últimos tempos principalmente no litoral nordestino, é o seguinte: Os jovens daquela região migram para o Sul, São Paulo e Rio. Alguns retornam à sua origem, instalando lá um verdadeiro clima de terror. Pois para substituir Deus, o ser humano precisa embriagar-se das mais variadas maneiras, com vários produtos. E com o cérebro quimicamente alterado na tentativa de substituir a santa embriaguez da amizade com Deus, impulsionado pela lei da sobrevivência, incentivado pelos meios de comunicações que mostram duas coisas básicas: Violência e sexo livre de responsabilidade, seguros pela impunidade das leis, e seguindo as tentações de satanás, os jovens estão cada dia mais violentos.      
Consequências: Esse quadro de violência tende a piorar, e num efeito dominó, irá agravar ainda mais a situação de penúria do nordestino, pois o turismo é a principal fonte de renda daquela região, por causa da incrível beleza natural, principalmente na Chapada Diamantina e no litoral. E a violência irá afastar o turista.           
Também não funciona acabar com a violência com métodos violentos. Para mudar uma sociedade, temos de começar pela educação. Então, como faremos isso? Introduzir nos currículos escolares da tenra idade, matérias que restaure os valores da juventude? E o que faremos com a catequese negativa da Televisão, da Internet. Etc.?          
Roguemos a Santíssima Trindade que tenha piedade de nós. Pois só um grande milagre poderá libertar os nossos jovens das amarras a que estão escravizados. E por isso estão transformando este mundo em um lugar insuportável!

O AMOR DA SANTÍSSIMA TRINDADE PELO MUNDO 
O que você diria se alguém afirmasse que a Capela Sistina no Vaticano, pintada pelo grande Miguel Angelo, é uma obra indecente porque tem muita gente nua? Além do susto que levaríamos talvez a primeira observação que faríamos seria essa: “- indecente?! Você está louco?” No entanto, é preciso compreender. Há por aí uma espécie de puritanismo que desconsidera que esse mundo é obra da Santíssima Trindade – do Pai e do Filho e do Espírito Santo – e que, portanto, é bom. Como pode ser mal algo que saiu das mãos de Deus que é a bondade absoluta? Tudo o que é fruto da ação de Deus só pode ser bom. Não há alternativa!     
Caso não seja suficiente a afirmação veterotestamentária sobre a bondade da criação (cfr. Gn 1, 10.12.18.21), prestemos atenção nessas palavras do Evangelho: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).          
As conclusões implícitas nessas palavras são, entre outras, que o corpo humano é bom, que o sexo é bom, que todas as criaturas são boas. Ou seja, a cerveja e a pinga não são más. O cigarro não é do diabo. A televisão não é o olho de Satanás. As calças femininas não são o pecado encarnado. As pessoas enquanto tais não são más. No entanto, o mal se instalou no coração do ser humano por causa da malicia do pecado. Foi a partir desse momento quando, por exemplo, o sexo, que em si é bom, começou a ser utilizado fora das relações matrimoniais e fora das regras ínsitas na natureza humana. Particularmente, tudo o que se refere à questão sexual foi tomado muito em sério pelo inimigo da nossa salvação. É simples: o sexo deve ser expressão do amor entre um homem e uma mulher unidos em santo matrimônio. Há um interesse enorme para desvirtuar as relações sexuais, para colocar o corpo humano ao serviço do egoísmo e da depravação. Que absurdo quando se tolera o adultério como algo normal, a fornicação como algo normal ou as relações homossexuais como algo também normal! Não é sinal de modernidade afirmar a baixeza, é simplesmente sinal de pouca vergonha e perversão. A Igreja tem toda a compreensão para com o pecador, mas nenhuma tolerância com o pecado. Jesus salva o pecador destruindo o pecado.      
A criação da Trindade Santíssima não é algo pecaminoso. O que nos conduz ao mal é o coração depravado, não purificado, cheio daquilo que a Escritura chama “homem velho” (cfr. Ef 4,22). 
Alguns autores chegaram até mesmo a pensar que o versículo “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” do livro do Gênese (1,26) significa uma presença oculta da Trindade no Antigo Testamento. Sem dúvida, a Trindade é eterna e estava presente na antiga aliança; no entanto, a revelação do mistério de que em Deus há Pai e Filho e Espírito Santo só acontece no Novo Testamento. Cristo nos revelou essa grande verdade principalmente ao dizer que Deus é o seu Pai e que, portanto, ele é o Filho de Deus.       
O Pai e o Filho e o Espírito Santo sempre estiveram presente ao mundo. Por amor ao mundo, o Pai enviou o Filho para salvar-nos e é o Espírito Santo quem continua aplicando os méritos de Cristo aos homens para integrá-los ao Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.   
A Trindade ama o mundo e o cristão não pode não amá-lo. Não se pode ter uma visão pessimista das coisas que Deus criou. É preciso limpar os olhos e pedir ao Senhor que nos conceda a luz necessária para contemplar o mundo abençoado por Deus sobre o qual ainda paira o Espírito Criador. Falei que é preciso limpar os olhos, é isso mesmo! Frequentemente, vemos as coisas negativamente, de maneira pessimista, colocando a culpa em tantas coisas e em tantas pessoas porque o nosso olhar não é puro. O problema não está nas coisas, mas em nós, no nosso coração. Dá muito trabalho purificar o coração. É obra de Deus, mas cada um de nós pode colaborar com ele.

DEUS AMOU TANTO O MUNDO, QUE DEU O SEU FILHO ÚNICO  
Hoje voltamos a escutar que «Deus amou tanto o mundo…» (Jo 3,16) porque, na festa da Santíssima Trindade, Deus é adorado e amado e servido, porque Deus é Amor. Nele há relações que são de amor, e tudo o que faz, ativamente, o faz por Amor. Deus ama. Ama-nos. Esta grande verdade é daquelas que nos transformam que nos fazem melhores. Porque penetram no entendimento, e tornam-se evidentes. E penetram na nossa ação, e a vão aperfeiçoando para uma ação toda de amor. E como mais puro, torna-se maior e mais perfeito.         
São João da Cruz pode escrever: «Põe amor onde não há amor, e encontrarás amor». E isto é certo, porque é o que Deus faz sempre. Ele «enviou o seu Filho ao mundo (…) para que o mundo seja salvo» (Jo 3,17) graças à vida e ao amor até a morte na cruz de Jesus Cristo. Hoje o contemplamos como o único que nos revela o amor autêntico.        
Fala-se tanto do amor, que talvez se perca a sua originalidade. Amor é o que Deus nos tem. Ama e serás feliz! Porque amor é dar a vida por aqueles que amamos. Amor é gratuidade e simplicidade. Amor é esvaziar-se de si mesmo, para esperar tudo de Deus. Amor é acudir com diligência ao serviço do outro que precisa de nós. Amor é perder para recuperar cem por um. Amor é viver sem passar contas do que se está a fazer. Amor é o que faz com que nos pareçamos com Deus. Amor — e só o amor — é a eternidade já no meio de nós!    
Vivamos a Eucaristia que é o sacramento do Amor, já que nos dá o Amor de Deus feito carne. Faz-nos participar do fogo que queima no coração de Jesus, e nos perdoa e refaz, para que possamos amar com o mesmo Amor com que somos amados.

SANTÍSSIMA TRINDADE         
1. “O Senhor é um Deus clemente e compassivo, cheio de misericórdia e fidelidade” (Ex. 34, 6). Estas palavras dizem-nos a verdade sobre Deus; fazem-nos ver, com os olhos da mente, o rosto do Invisível; exprimem o nome do Inefável: este nome é «misericórdia e bondade, graça e fidelidade». São palavras que apontam para um Ser divino, em relação, para um Ser único, pessoal e vital, que Se oferece, que Se quer doar e perdoar, que deseja estabelecer um vínculo sólido e duradouro, com aqueles que ama! Está fora deste santo nome, qualquer ideia de um Deus solitário, abstrato, longínquo e indiferente à condição humana!           
2. No Novo Testamento, São João resume estas palavras, numa única palavra: «Deus é Amor»! (cf. 1 Jo 4, 8.16). Ouvimo-lo, da boca de Jesus, no Evangelho: “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigénito” (Jo 3, 16)! Neste doar-se de Deus, na Pessoa do Filho, está em ação toda a Trindade: o Pai põe à nossa disposição o que tem de mais querido: o Filho! O Filho, em comunhão com o Pai, despoja-se da sua glória, para Se dar por nós e Se doar a nós! O Espírito Santo sai do pacífico abraço divino, para irrigar os desertos do coração humano e assim renovar a face da terra! 
3. Por conseguinte, o Deus da Bíblia não é uma espécie de “superpotência divina”, orgulhosamente só, satisfeita por se bastar a si mesma! Não. O Deus que se revela em Cristo e que Se nos revela pelo Espírito Santo, é um Deus que deseja comunicar-se: é abertura, é relação, é dom, é aliança, é família, é comunhão de pessoas diferentes, naquele Amor infinito, que as une e distingue!    
4. Se Deus é assim, unidade num diálogo interpessoal, se Deus é assim um «Ser de relação, em relação e para a relação», então toda a pessoa humana, criada à imagem e semelhança deste Deus, é chamada a realizar-se no diálogo, na abertura, no encontro: cada pessoa é um ser em relação e para a relação, um ser de comunhão e para a comunhão. Nenhum de nós é, pois, um «eu solitário», nenhum de nós «é» nada, sozinho ou por si ou para si mesmo. À luz do mistério divino do Amor, dado do Pai, acolhido no Filho e comunicado pelo Espírito, a pessoa humana não se realiza numa autonomia absoluta, iludindo-se que é Deus ou que se pode bastar a si própria; pelo contrário, na luz deste mistério divino de comunhão, cada pessoa realiza-se e reconhece-se enquanto filho, criatura aberta, inclinada para Deus e para os irmãos, em cujo rosto, encontra a imagem do Pai comum. E por isso, cada pessoa cresce na medida em que aceita o desafio de renunciar ao «eu solitário», apostado em si próprio, para viver como um «nós solidário», em que o outro goza sempre de prioridade, sobre mim!       
5. Queridos irmãos e irmãs: Rezamos e rezemos à Santíssima Trindade, para não cairmos na tentação do conforto do «amor a dois», que pode tornar-se numa relação de perigosa «conveniência». A inclusão do “terceiro” é o critério de verdade do amor! «O terceiro é aquele que entra na relação entre um e outro e escancara a vida de um e de outro a uma lógica de pura gratuidade. Deste modo, já não sou eu próprio e o meu sentir. Nem conta apenas a satisfação de encontrar no outro, a parte que me falta! O terceiro obriga-me a descolar de mim, a fazer do centro da minha vida, não as minhas necessidades e desejos, mas o dom, a dádiva, o amor” (cf. J. Tolentino Mendonça, Um Deus que dança. 83)! Só deste modo, por exemplo, o amor conjugal se pode construir, por laços duradouros de mútua pertença e de abertura à vida! Só assim a família humana pode tornar-se o reflexo visível do Amor, que é e que há em Deus, eterna e verdadeira “família divina”!

MONIÇÕES

1ª Monição: Monição Ambiental ou Comentário inicial         
Sejamos todos bem-vindos à celebração da Santíssima Trindade. Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Sintamo-nos todos amados e acolhidos pela Trindade santa, com a qual queremos estabelecer firme comunhão de vida

2ªMonição: Monição para a(s) leitura(s) e o salmo    
Moisés sobe à montanha a fim de se encontrar com Deus e lhe pedir clemência para si e para o povo. Deus demonstra o amor que tem pela humanidade, enviando seu Filho, Jesus Cristo.

3ª Monição: Monição para o Evangelho   
Aleluia, aleluia, aleluia.      
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém! (Ap 1,8).

ANTÍFONAS

1ª Antífona: Antífona da entrada     
Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Deus foi misericordioso para conosco.

2ª Antífona: Antífona da comunhão
Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai (Gl 4,6).

ORAÇÕES DO DIA

1ª Oração: Oração do dia ou Oração da coleta   
Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da Verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

2ª Oração: Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia
— Glória ao Pai, ao filho e ao Espírito Santo.       
— Tornai, Senhor, fecundos no amor os ministros ordenados e leigos da Igreja. Nós vos pedimos.          
— Enviai o Espírito consolador e santificador sobre os seguidores de Jesus. Nós vos pedimos.      
— Ajudai-nos a perceber vossa presença em meio às aflições da caminhada. Nós vos pedimos.    
— Ensinai-nos a viver em paz com nós próprios e com todos os de nossa convivência. Nós vos pedimos.
— Amparai os que deixam sua terra em busca de melhores condições de vida. Nós vos pedimos.

3ª Oração: Oração sobre as oferendas
Senhor nosso Deus, pela invocação do vosso nome, santificai as oferendas de vossos servos e servas, fazendo de nós uma oferenda eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

4ª Oração: Oração depois da comunhão   
Possa valer-nos, Senhor nosso Deus, a comunhão no vosso sacramento, ao proclamarmos nossa fé na Trindade eterna e santa e na sua indivisível unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

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