LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA: 01/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

01/Jan/2012 (Domingo)

LEITURAS

Números 6,22-27 (Livro do Antigo ou 1º Testamento / Livro do Pentateuco)

22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.

Salmo 67(66) 2-3.5.7-8 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros poéticos ou sapienciais)

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ 3Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.
5Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.
7Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ 8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!

Gálatas 4,4-7 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Epístolas ou Cartas de são Paulo)

Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai! 7Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Lucas 2,16-21 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Devo crescer na minha devoção a Maria, minha querida Mãe.

… a VERDADE …

Neste primeiro dia do ano, celebramos Maria, Mãe de Deus. Com ela contemplamos Jesus e meditamos no nosso coração, deixando-o plenificar pelo amor de Deus. Esta foi a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Sua celebração começou em Roma no século VI. Em 431, o herege Nestório se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus. Por isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso – a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos – e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”. Na cruz, Jesus nos deu Maria como Mãe, ao dizer a João: “eis a tua Mãe”. Em nossa Mãe Maria encontramos o caminho seguro que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajuda a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mas não eu, é Cristo quem vive em mim”.

… e a VIDA …

Pai, dá-me a luz do teu Espírito, para que, como Maria, eu possa compreender o desígnio de amor que tens para mim, e ser-lhe fiel.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Contemplarei toda a criação com o olhar de paz, olhar do Criador que ama a cada uma de suas criaturas.

REFLEXÕES

FELIZ ANO NOVO! FELIZ VIDA NOVA! ALEGRIA! ALIMENTE COM MUITA FÉ A ESPERANÇA DE UM ANO NOVO MELHOR QUE O VELHO!

Prezados irmãos. Começamos hoje mais um ano de vida. Mais um ano de vida na presença de Deus, por Jesus seu Filho amado. Não vamos pensar em coisas desagradáveis, como: meus ossos estão doendo, a violência tomou conta do mundo, ninguém respeita mais a ninguém… etc. Mais sim, vamos pensar em coisas bonitas e positivas, tais como: É Ano Novo, tudo novo! Depois de mais um ano de vida, estamos mais velhos, porém mais experientes. E a cada dia de nossa vida, estamos nos aproximando cada vez mais de Deus. Este ano vamos levar mais a sério a nossa espiritualidade, através da aproximação mais profunda de Deus, através da caridade, da oração, da Eucaristia, e vamos nos dedicar à tarefa missionária de evangelizar: Em casa, no trabalho, da escola, na paróquia, na internet, onde quer que possamos levar a palavra de Deus seja pelo nosso exemplo de vida, seja através da explicação. Nenhum obstáculo poderá nos amedrontar. Pois Ele prometeu estar conosco até o fim dos tempos. E também prometeu que o Espírito Santo falará por nós, no caso de sermos levados ao tribunal. Ah! Ele também disse para darmos pulos de alegria, pois será grande a nossa recompensa no Céu, quando formos injuriados, e caluniados entre outras coisas, por causa do seu nome. Por causa de estarmos seguindo o seu caminho, a sua verdade e a sua vida em abundância. Coragem, irmão! Coragem, minha irmã! Nunca permita que o desânimo tome conta de você. Pois viver é vencer obstáculos, um após o outro, um ao lado do outro. Porém, se contarmos com a ajuda divina, se deixarmos que Deus entre na nossa vida, se permitirmos que Ele governe, administre e dirija os nossos passos, com toda certeza, tudo será muito mais fácil! Meu Deus! Eu vos louvo e agradeço por ter me confiado este trabalho, e por ter me enviado várias pessoas preparadas e dispostas a colaborar nesta caminhada missionária. Obrigado, Senhor. Obrigado porque ainda estou aqui, firme e disposto a continuar. Obrigado, muito obrigado! Feliz 2012, meus irmãos!

MARIA MÃE DE DEUS

O ano litúrgico tem início com o tempo do Advento, a partir de fins de novembro, em preparação do Natal, antecipando-se ao ano civil. A comemoração de Maria, Mãe de Deus, hoje, 1º de janeiro, oitava do Natal, abre o ano civil. O filho de Maria é o Filho de Deus! Este menino, nascido no ventre de Maria, é participante da vida divina e eterna, comunicada aos homens e mulheres. Em uma única passagem em uma de suas cartas, Gálatas, Paulo faz alusão à mãe de Jesus, na qual se destaca a íntima relação entre a divindade e a nossa humanidade, representada por Maria: “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher…” (segunda leitura). E pelo Espírito de Jesus que nos é dado, já somos filhos de Deus, ao qual chamamos, com carinho, Pai! A novidade de Jesus é a revelação da dignidade da criação, assumida na vida divina. Deus nos criou para a eternidade. Maria, mãe de Deus! Esta desafiante definição solene do Concílio de Éfeso (ano 431), sob o Papa Clementino, põe em relevo a perfeita união entre a divindade e a humanidade, revelada na encarnação. Com o título “mãe de Deus” a dimensão feminina de Maria fica associada à própria natureza divina e abre o espaço para a imagem de Deus Mãe. Podemos ver em Maria traços do rosto feminino e materno de Deus. O patriarcalismo tradicional das culturas antigas, particularmente e intensamente presente no Antigo Testamento, relega a figura da mulher e mãe à obscuridade. E isto se reflete na imagem de Deus, masculina, apenas Pai, revestido de poder. Nas devoções a Maria os fiéis buscam a dimensão materna, amorosa e carinhosa de Deus. O projeto de Deus, do qual Maria participa, tem como característica essencial a grande novidade: Deus comunica a vida plena e liberta de todas as ilusões e opressões promovidas pelos poderosos da terra. É o Deus que entra em comunhão com as mulheres e os homens não em uma relação de poder, mas em uma relação de amor, amor este manifestado na humildade da encarnação, como um de nós, no meio de nós. É significativo que o menino nasça no anonimato e que o anúncio de seu nascimento se faça, pelos anjos, a um grupo de pastores, humildes trabalhadores que estavam em vigília guardando os rebanhos de seu patrão. Os pobres e pequeninos merecem a atenção prioritária de Deus. Eles vão às pressas ao encontro do recém-nascido. É o início da revelação do Deus que eleva os humildes. Os pastores retiram-se louvando e glorificando a Deus. Certamente vão comunicando sua alegria a outros. Pela encarnação conhecemos a face de Deus: Deus é o amor que se faz presente entre os pobres, abrindo-lhes as portas para que sejam participantes de sua própria Vida divina. Maria e José deram a seu filho o nome de Jesus, um nome comum em sua época, de acordo com o projeto de Deus de nos comunicar a vida eterna através da humildade da encarnação. A presença de Jesus entre nós significa a presença da Paz no mundo. “O senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (primeira leitura). A Paz de Jesus é concedida a todos os povos e raças, sem exclusões, privilégios, ou eleições. É a paz interior que nos liberta da imagem de um deus opressor e acusador, animando-nos a tomar iniciativas na prática do amor e da justiça. É a paz exterior, a paz nos relacionamentos humanos, abolindo a ansiedade da riqueza e do poder e estabelecendo novos comportamentos de convívio, na misericórdia, na fraternidade, na solidariedade e na partilha. É a Paz da qual se excluem aqueles que, movidos pela ambição e pelo amor ao dinheiro, fazem a guerra, tornando-se loucos. Um ano novo é um convite a nos tornarmos homens e mulheres novos pela nossa adesão ao projeto de Deus de restaurar e santificar a vida, instaurando a paz na terra, a ser tecida no dia a dia, ao longo dos dias.

O MISTÉRIO DE DEUS EM MARIA

A figura de Maria foi toda envolvida pelo mistério de Deus. Ao aceitar ser a mãe do “Filho do Altíssimo”, ela estabeleceu um relacionamento profundo com a divindade. Lenta e gradativamente, Maria foi compreendendo a real dimensão desta experiência, que exigiu dela empenho e discernimento. A visita dos pobres pastores ao Menino Jesus, na gruta de Belém, ofereceu a Maria elementos de reflexão. Eles falavam do que lhes fora revelado sobre o recém-nascido, sua identidade e sua missão de Salvador, o Messias esperado. Sua origem divina evidenciava-se pela presença do Anjo do Senhor. Ele estava todo envolvido pelo mistério divino. A história do Menino ligava-se radicalmente à existência de Maria. Foi com ela que o Pai havia contado para a gestação física de seu filho amado, que haveria de ser, também, filho dela. A vida de Maria, portanto, definia-se pela relação com o Pai e com o filho Jesus, redundando em serviço exclusivo a ambos. Por que Deus escolheu aquela pobre mulher de Nazaré, para concretizar seu plano de amor em relação à humanidade? Nem mesmo Maria deve ter sabido dar uma resposta definitiva a esta questão. Por isso, ela guardava, no coração, todas as palavras dos pastores, tentando discernir o sentido e as exigências da presença de Deus em sua vida.

INICIE ESTE NOVO ANO DE MÃOS DADAS COM NOSSA SENHORA

O ano litúrgico antecipa-se ao ano civil, iniciando-se com o tempo do Advento que prepara o Natal. Na oitava do Natal, a Igreja dedica o dia 1º de janeiro a Virgem Maria, “Mãe de Deus”. Este título de Maria, atribuído pelo Concílio de Éfeso (431), realça a íntima união entre a divindade e a humanidade, revelada na Encarnação de Jesus. A maternidade divina de Nossa Senhora vem, de certo modo, preencher a carência do feminino na imagem tradicional de Deus, particularmente no Antigo Testamento. Nas devoções a Maria, os fiéis buscam a face materna de Deus. Nos Evangelhos, a Santíssima Virgem ocupa um papel mais discreto na Bíblia se comparado com a tradição católica. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem, quando concebeu Jesus, o Filho de Deus. Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa. O Evangelho de João menciona que, antes de Jesus morrer, Maria foi confiada aos cuidados do apóstolo João e a Igreja Católica viu aí que nele estava representada toda a humanidade, filha da nova Eva.
“A virgem engravidará e dará à luz um filho…” Mas José não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. “E ele lhe pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1,23-25)
“Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus… será chamado Filho do Altíssimo.” Maria pergunta ao anjo Gabriel: “Como acontecerá isso, se não conheço homem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que nascer será chamado santo, Filho de Deus.” (Lucas 1,26-35).
As passagens nas quais a Virgem Maria aparece no Novo Testamento são:
O aparecimento do arcanjo Gabriel, e anúncio de que seria ela a Mãe do Filho de Deus, o prometido Messias (cf. Lucas 1,26-56 a Lucas 2,1-52; compare com Mateus 1,2).
A visitação à sua prima Santa Isabel e o Magnificat (cf. Lc 1,39-56).
O nascimento do Filho de Deus em Belém, a adoração dos pastores e dos reis magos (Lc 2,1-20).
A Sua purificação e a apresentação do Menino Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-38).
À procura do Menino-Deus no Templo debatendo com os doutores da Lei (cf. Lc 2,41-50).
Meditando sobre todos estes fatos (cf. Lc 2,51).
Nas bodas de casamento em Caná da Galileia (cf. João 2,1-11).
À procura de Cristo enquanto este pregava e o elogio que Lhe faz (cf. Lc 8,19-21 e Mc 3,33-35).
Aos pés da cruz quando Jesus a aponta como mãe do discípulo e a este como seu filho (cf. Jo 19,26-27).
Depois da Ascensão de Cristo aos céus, Maria era uma das mulheres que estavam reunidas com restantes discípulos no derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e fundação da Igreja Cristã (cf. Atos 1,14; Atos 2,1-4).
Lucas é o evangelista da misericórdia e dos pobres. Em sua narrativa, são os humildes pastores que, movidos pela esperança da libertação e do resgate de sua dignidade, vão ao encontro do Recém-nascido. Maria acolhe o novo que se manifesta e, em oração, medita sobre seu significado. Em Jesus, que recebeu um nome comum em Sua época, revela-se o projeto de Deus de nos conceder a salvação por meio da humildade e da comum condição da encarnação. Convido você a dar o primeiro passo no novo ano de mãos dadas com Nossa Senhora, a Mãe de Deus e nossa Mãe. Ela nos dá segurança, porque traz em seus braços o Príncipe da Paz. Sem o acolhimento de Nosso Salvador, o mundo celebra inutilmente o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. Os homens têm provado, ao longo dos séculos, que são impotentes para construir a verdadeira Paz por si mesma. Continuam poderosos apenas para multiplicar a violência e provocar mortes. Por isso, hoje é um dia de súplica universal pela Paz e pela Fraternidade, as quais somente Jesus pode nos fazer construir. E nós suplicamos confiantes, porque ora conosco – e por nós – a Mãe de Deus, aquela que deu ao mundo a nossa única e verdadeira Paz: Jesus Cristo, o Príncipe da Paz! Maria Rainha da Paz, dai-nos a Paz!

GLORIFICANDO E LOUVANDO A DEUS POR TUDO O QUE TINHAM VISTO E OUVIDO

Vinde, sábios, admiremos a Virgem Mãe, a filha de David, esta flor de beleza que deu à luz a maravilha. Admiremos a fonte donde brota o princípio, a embarcação completamente carregada de alegrias que nos traz a mensagem vinda do Pai. No seu seio puríssimo, recebeu e trouxe este grande Deus que governa a criação, este Deus por Quem a paz reina na terra e nos céus. Vinde, admiremos a Virgem puríssima, maravilhosa em si mesma, a única criatura que deu à luz sem ter conhecido homem. A sua alma estava cheia de assombro, e todos os dias glorificava a Deus na alegria, por estes dons que parecia não poderem unir-se: a sua integridade virginal e o seu Filho bem-amado. Sim, abençoado seja Quem dela nasceu! […]
Ela tem-No dentro de si e canta os Seus louvores com suaves cânticos […]: «O Teu lugar, meu Filho, é acima de todas as coisas; mas, porque assim o desejaste, vieste repousar em mim. Os céus são demasiado estreitos para a Tua majestade, e eu, que sou tão pequena, trago-Te dentro de mim! Que venha Ezequiel e Te veja no meu regaço; que ele se prostre e adore; que reconheça em Ti aquele que viu sentar-Se no carro dos querubins (Ez 1) e que me proclame bem-aventurada, graças a Quem trago dentro de mim! […] Isaías, que proclamaste: «Eis, a Virgem concebeu e deu à luz um filho» (7,14), vem, contempla, congratula-te comigo. […] Eis que dei à luz mantendo intacto o selo da minha virgindade. Contempla o Emanuel, que permaneceu escondido para ti. […]
«Vinde a mim, vós, os sábios, chantres do Espírito, profetas que nas vossas visões tivestes a revelação das realidades escondidas, agricultores que, após terdes semeado, adormecestes na esperança. Levantai-vos, saltai de alegria vendo a colheita dos frutos. Eis nos meus braços a espiga de vida que dá pão aos que têm fome, que satisfaz os miseráveis. Congratulai-vos comigo: recebi uma braçada de alegrias!»

OS PASTORES FORAM A BELÉM VISITAR MARIA E JOSÉ

Prezados irmãos e irmãs. Constantemente estamos entrando em atritos com as pessoas: com o irmão, com o marido, com os vizinhos. Infelizmente isso faz parte da convivência social. Sejam atritos por injustiças, ou simplesmente aparas de arestas. Mas eles existem, eles estão sempre presentes em nosso dia a dia. Até nos meios mais santos, é preciso às vezes se dizer a verdade, corrigir, mas em seguida perdoar. Porque Jesus Menino veio nos ensinar a combater o erro e não a pessoa que erra. Em outras palavras, devemos sempre procurar a reconciliação, após a tempestade, após o atrito. Pois precisamos perdoar 70 vezes 7. Vamos saborear este santo texto sobre a reconciliação do Mons. Rómulo Emiliani, c.m.f. :

PROCUREMOS A RECONCILIAÇÃO

A reconciliação é um elemento necessário para a convivência humana, significando recuperar ou reconstruir o que se rompe em pedaços ou se deteriora. Reconciliação implica voltar a começar uma relação mais profunda e restabelecer com fundamentos mais sólidos o que está desmoronando. Significa voltar a construir uma ponte que conduza a uma melhor relação entre duas ou mais pessoas.
A criatura ou o homem vê tudo distorcido desde seus preconceitos ou formas negativas de apreciar as coisas que outros provocam em sua vida, por interesse ou manipulação mental, desde o dia que nascem e que definitivamente condicionam sua maneira de atuar. Desde muito pequenos acostumam-nos a assinalar a outros e a ser juízes, porque também nossos pais e avôs foram educados dessa maneira. Desde meninos acostumamo-nos a acusar a nossos irmãos ou amiguinhos para proteger-nos, manipulando a verdade para evadir castigo sem importar-nos que o receba outro. A cada vez que acusamos alguém, nos constituímos nos bons, santos e imaculados.
Todo mundo tem coisas feias e más, mas rapidamente e sem medir as consequências levantamos o dedo para assinalar e acusar aos demais. Vivemos nos sentido imaculados e inatacáveis, achando que somos os únicos perfeitos e isto é muito perigoso. Ao converter-nos em juízes, achamos que todos os demais merecem enfrentar nossa justiça e seguimos pela vida assinalando culpabilidades.
Satanás, que é o acusador por natureza, não quer que tenhamos uma visão positiva dos demais, senão que sejamos acusadores mórbidos. Satanás nos quer ver sempre assinalando a todo mundo, criticando a humanidade, dividindo, intrigando e cuidando deste ou daquele. Satanás quer que sejamos como cobras, injetando veneno, mordendo a consciência de outros e nos mantendo na espreita, na defensiva, protestando e mostrando os dentes para que ninguém se aproxime. Para Satanás convém que existam confrontos, crimes, batalhas e guerras, para que o Reino de Deus não se manifeste. O Senhor não quer um mundo assim.
Cristo Jesus é o único que pode romper o muro que divide, aparta e marginaliza os seres humanos, e faz com que se enfrentem uns a outros, se convertendo em rivais. Cristo Jesus veio eliminar a divisão e a intriga que nos divide e tanto dano faz dentro de nossas famílias. Cristo veio para romper o muro que nos divide em castas sociais e em raças; que nos divide muitas vezes de maneira fanática, a nível político dentro da vida nacional. Jesus veio para que voltássemos a nascer e nos convertêssemos em criaturas novas. Para poder voltar a nascer temos que ver as coisas de uma maneira diferente. O Espírito Santo proporciona-nos essa maneira nova de ver as coisas e, sobretudo, as pessoas. Mons. Rómulo Emiliani

Caríssimos: Hoje, é o primeiro dia do ano de 2011. Vamos começar este ano com o pé direito, não permitindo que Satanás nos convençam a viver em confrontos, crimes, batalhas e guerras, com nossos irmãos. Satanás quer isso para que o Reino de Deus não se manifeste. O Senhor não quer um mundo assim. Ele veio para que tenhamos vida em abundância, mas para isso precisamos “Tratar os outros como gostaríamos de sermos tratados por eles.

FORAM, POIS, ÀS PRESSAS A BELÉM E ENCONTRARAM MARIA E JOSÉ, E O RECÉM-NASCIDO DEITADO NA MANJEDOURA

Hoje, a Igreja contempla agradecida a maternidade da Mãe de Deus, modelo de sua própria maternidade para com todos nós. Lucas nos apresenta o “encontro” dos pastores “com o Menino”, o qual está acompanhado de Maria, sua Mãe, e de José. A discreta presença de José sugere a importante missão de ser custódio do grande mistério do Filho de Deus. Todos juntos, pastores, Maria e José, «Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura» (Lc 2,16) é como uma imagem preciosa da Igreja em adoração.
“A Manjedoura”: Jesus já está na manjedoura, numa noite alusiva à Eucaristia. Foi Maria quem o colocou lá! Lucas fala de um “encontro”, de um encontro dos pastores com Jesus. Em efeito, sem a experiência de um “encontro” pessoal com o Senhor, a fé não acontece. Somente este “encontro”, o qual se entende um “ver com os próprios olhos”, e em certa maneira um “tocar”, faz com que os pastores sejam capazes de chegar a ser testemunhas da Boa Nova, verdadeiros evangelizadores que podem dar a conhecer o que lhes haviam dito sobre aquela Criança. «Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino» (Lc 2,17).
Aqui vemos o primeiro fruto do “encontro” com Cristo: «Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores» (Lc 2,18). Devemos pedir a graça de saber suscitar este “maravilhamento”, esta admiração naqueles a quem anunciamos o Evangelho.
Ainda há um segundo fruto deste encontro: «Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito» (Lc 2,20). A adoração do Menino lhes enche o coração de entusiasmo por comunicar o que viram e ouviram, e a comunicação do que viram e ouviram os conduz até a pregaria de louvor e de ação de graças, à glorificação do Senhor.
Maria, mestra de contemplação —«Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração» (Lc 2,19)— nos dá Jesus, cujo nome significa “Deus salva”. Seu nome é também nossa Paz. Acolhamos coração este sagrado e doce Nome e tenhamo-lo frequentemente nos nossos lábios!

SOLENIDADE DE SANTA MARIA MÃE DE DEUS

1. Nós Te acolhemos, de braços abertos, ano novo de 2012! Nós Te saudamos, cheios de esperança e de confiança no Senhor, que irrompeu da Sua Eternidade, para abraçar o tempo e a história, e nos redimir, com o seu amor! Sem boas previsões à vista, sem seguranças certas, nem certezas que nos tranquilizem, nós Te recebemos, novo ano de 2012, com a esperança frágil da Virgem Mãe, que embala no seu regaço, o Deus Menino, acabado de nascer! Nós Te acolhemos e Te aguardamos, «mais do que as sentinelas pela aurora» (Sal.130,6)! Porque não perdemos mais tempo a esperar pelo tempo! Nós apenas esperamos, pelo Senhor, porque é no Senhor que está a misericórdia! E com Ele nos vêm a luz e a salvação!
2. É bem verdade que, no ano que termina, cresceu o sentimento de frustração por causa do agudizar da crise! Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo-nos de ver com clareza a luz do dia! Mas, nesta escuridão, o coração do homem, «não cessa de aguardar pela aurora» (cf. Salmo 130,6)! Esta expectativa mostra-se-nos hoje particularmente viva e visível nos jovens. As preocupações manifestadas por muitos jovens, no último ano, em várias regiões do mundo, como se viu, por exemplo, na chamada “primavera árabe”, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. E, por isso, neste Dia Mundial da Paz, o pensamento do Papa, volta-se para os jovens, considerando o contributo que eles podem e devem oferecer à sociedade, com o seu entusiasmo e idealismo! Mas para isso, – adverte o Papa – é necessário, que sejam conduzidos, para fora de si mesmos, guiados por testemunhas autênticas, que encarnem, na própria vida, o caminho que propõem, pautado por valores, como o respeito pela vida, a procura humilde da verdade, o uso reto e correto da liberdade, o exercício da justiça, que não se move apenas por relações de direitos e deveres, mas também e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A paz não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída, com fidelidade, constância, paciência, tenacidade, humildade e sacrifício, exigindo mesmo aos jovens a ousadia de caminhar em contracorrente.
3. Nesta urgência educativa, o Papa destaca a primária responsabilidade da família, sem ignorar as suas dificuldades: “Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustento, se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais”. Neste contexto, o Papa deixa palavras de alento: “Queridos pais: Não desanimeis! Com o exemplo da vossa vida, ajudai os vossos filhos a colocar a esperança, antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas”.
4. Na verdade, é árduo o desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, um bem nunca alcançado, uma meta sempre a aspirar! Podemos interrogar-nos como o salmista: «Levanto os meus olhos para os montes, de onde me virá o auxílio?» (Sal 121, 1).Não virá certamente das ideologias do poder! O próprio responde: «o nosso auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra», que fez descer o céu à terra! Permiti-me, por isso, que vo-lo diga: voltemo-nos para o Deus vivo, nosso Criador e Redentor! Só Ele é o amor eterno; só Ele nos dá a medida do que é justo; só Ele é a fonte da nossa liberdade; só Ele, o garante do que é bom e verdadeiro!
5. Maria, a Mãe de Deus, oferece-nos o frágil Menino, como nossa única esperança! Cheios de confiança, poderemos então rezar-lhe no início de um novo ano: “Tu, Deus da eternidade, Senhor do tempo e da história, és a nossa esperança certa; não permitais que jamais sejamos confundidos! Senhor, só a Ti e só em Ti esperamos, hoje e sempre. Pois só de Ti, nos vêm a salvação e a paz para todos os homens. Amém”!

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Com alegria nos reunimos para a primeira celebração do ano civil. Somos acolhidos por Maria, mãe de Deus e mãe da paz, e pedimos que ela nos acompanhe ao longo de todo este ano. Neste dia mundial da paz, queremos nos comprometer com a paz, para que ela faça parte do nosso dia a dia. Para isso precisamos – o papa nos alerta – “educar os jovens para a justiça e para a paz”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O povo pode contar sempre com as bênçãos de Deus. A maior bênção é a vinda do seu Filho, graças ao sim de Maria. A exemplo dos pastores, deixemos nosso comodismo e busquemos Jesus, o príncipe da paz.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho (Hb 1,1s)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos (Sedúlio).

Antífona da comunhão

Jesus Cristo ontem e hoje e por toda a eternidade (Hb 13,8).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Abençoai o vosso povo, Senhor.
— Abençoai, Senhor, vossa Igreja presente e peregrina no mundo, vos pedimos.
— Abençoai as autoridades e os responsáveis por promover a paz entre os povos, vos pedimos.
— Abençoai todas as pessoas que se empenham pela paz, vos pedimos.
— Abençoai os doentes e os injustiçados, os prisioneiros e os refugiados, as vítimas das tragédias e das guerras, vos pedimos.
— Abençoai a cada um de nós, para que tenhamos um bom ano, vos pedimos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, que levais à perfeição os vossos dons, concedei aos vossos filhos, na festa da Mãe de Deus, que, alegrando-se com as primícias da vossa graça, possam alcançar a sua plenitude. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus de bondade, cheios de júbilo, recebemos os sacramentos celestes; concedei que eles nos conduzam à vida eterna, a nós que proclamamos a virgem Maria mãe de Deus e mãe da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

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