LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA: 03/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

03/Jan/2012 (terça-feira)

LEITURAS

1ª Carta de João 2,29—3,6 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Epístolas ou Cartas Católicas)

Caríssimos: 29Já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. 3,1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4Todo o que comete pecado comete também a iniquidade, porque o pecado é a iniquidade. 5Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. 6Todo aquele que peca mostra que não o viu, nem o conheceu.

Salmo 98(97) 1.3b-6 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros poéticos ou sapienciais)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
3bOs confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. 4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
5Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! 6Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são João 1,29-34 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Não-Sinótico)

29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O nosso batismo deriva do batismo de Cristo. Ser batizado é ser enxertado em Cristo, é receber o Espírito Santo, é aceitar os desafios provenientes do anúncio do Evangelho. Ser testemunha de Cristo como João Batista é reconhecer que ele é o Filho de Deus. Ser imerso na água do batismo é aceitar morrer ao pecado. Aquele que recebe a água do batismo nasce para a ressurreição e para a vida eterna (Rm 6,4-5).
Em Aparecida, disseram os bispos: “Jesus é o Filho de Deus, a Palavra feito carne (cf. Jo 1,14), verdadeiro Deus e verdadeiro homem, prova do amor de Deus aos homens. Sua vida é uma entrega radical de si mesmo a favor de todas as pessoas, consumada definitivamente em sua morte e ressurreição. Por ser o Cordeiro de Deus, Ele é o Salvador. Sua paixão, morte e ressurreição possibilita a superação do pecado e a vida nova para toda a humanidade. N’Ele, o Pai se faz presente, porque quem conhece o Filho conhece o Pai (cf. Jo 14,7).
103. Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 102 e 103).

… a VERDADE …

Vendo Jesus que vem em sua direção, João testemunha, reconhecendo Jesus com três títulos: Cordeiro de Deus, “Quem batiza com o Espírito Santo” e Filho de Deus. É o Cordeiro de Deus que tem a missão do sacrifício para a expiação dos pecados. É o que batiza com o Espírito Santo, despertando uma vida nova. É o Filho de Deus de quem procede toda graça e salvação.

… e a VIDA …

Pai, tu enviaste Jesus com a missão de nos introduzir no Reino da fraternidade. Dá-me a graça de reconhecê-lo e fazer-me seguidor dele.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou viver a minha vida cristã coerente com meus compromissos de contínua conversão e de testemunho de minha fé.

REFLEXÕES

ELE É O FILHO DE DEUS

No evangelho de João não encontramos a narrativa do batismo de Jesus. Cabe a João Batista dar o testemunho dele: “Eu vi o Espírito descer do céu… e permanecer sobre ele… é ele quem batiza com o Espírito Santo… Eu vi… e dou testemunho: ele é o Filho de Deus!”. Ao escrever seu evangelho, João tem duas referências teológicas básicas: a preexistência e a filiação divina de Jesus. Estes dois temas, que estão presentes no Prólogo (Jo 1,1-18), reaparecem aqui, na fala de João Batista: “… antes de mim ele já existia…”, “… ele é o Filho de Deus…”. Em todo o evangelho Jesus é apresentado como Filho de Deus e não como filho de Davi. O batismo de João, com a água, está associado ao batismo de Jesus, no Espírito Santo. Este Espírito sobre Jesus significa o endosso divino da proposta de João Batista, a conversão para a prática da justiça que remove o pecado no mundo, pela qual se entra em comunhão com Deus. Esta é o testemunho de Jesus e é sua proposta para nossa prática missionária.

O MESSIAS RECONHECIDO

A atividade frenética do Batista, às margens do Jordão, não o fez perder a consciência de sua missão. No afluxo de penitentes à procura do batismo, ele se deu conta da presença do Messias Jesus. Por isso, advertiu a multidão para a presença do Cordeiro de Deus, enviado para abolir o pecado do mundo.
A situação do batismo de Jesus estava carregada de evocações. Sua exclamação lembrava o cordeiro pascal. As águas do Jordão recordavam o mar Vermelho. A eliminação do pecado do mundo aproximava Jesus de Moisés, condutor do povo de Israel para a terra prometida. Tudo isso servia para alertar a multidão acerca da presença do Messias.
João só reconheceu Jesus, por que movido pelo Pai, uma vez que já tinha declarado, por duas vezes, não ter um conhecimento prévio do Messias. Para não se enganar na identificação do Messias, João colocou-se numa atitude de contínuo discernimento. Teria sido desastroso um falso reconhecimento e a consequente atribuição do título de Cordeiro de Deus à pessoa indevida. João, ao contrário, não titubeou quando viu Jesus diante de si. Seu testemunho foi firme, pois estava certo de não ter sido induzido ao erro. Diante dele, estava, realmente, o Filho de Deus. Foi o Pai quem lhe revelara a identidade do Filho, e o movera a reconhecê-lo publicamente.

EIS O CORDEIRO DE DEUS!

O amor de Deus marcou para sempre nossas vidas. Ele nos tirou das trevas e nos fez enxergar a luz da eternidade. Não há mais razão para ficarmos tristes ou vivermos amargurados se Deus está conosco e no meio de nós. Grande significado tem para nós, hoje, o dedo indicador de João: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
“Cordeiro de Deus” em latim é Agnus Dei, uma expressão utilizada pela religião cristã para se referir a Jesus Cristo, identificando-O como o Salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icônica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de hoje, no qual João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacrifício a Deus para a remissão dos pecados. O sacrifício de animais era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus, teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais. O relato bíblico narra, contudo, que Deus não permitiu tal execução. A morte de Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, tornaria esses sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma Virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para a humanidade.
João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O batismo de João tinha características originais e sua proclamação foi tão marcante a ponto de torná-lo conhecido como “o Batista”. Enquanto as abluções de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com frequência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida para um compromisso perene com a prática da justiça, visando o fortalecimento da vida.
Jesus assume a proclamação de João dando-lhe um novo sentido de atualidade e eternidade, identificando-a com o projeto de Deus de conferir vida plena e eterna à humanidade. O Espírito sobre Jesus é a confirmação de Sua divindade e da divinização de toda a humanidade n’Ele assumida em todos seus valores e em toda sua dignidade. A presença de Jesus, Filho de Deus, entre nós renova a nossa vida e nos impele ao empenho na construção do mundo novo possível de justiça e paz.
Interpelado estou eu e está você também a ser este dedo a apontar para Jesus nos nossos dias. Hoje e agora, eu e você devemos ser a voz que clama e o dedo que aponta para Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

É AQUELE QUE BATIZA COM O ESPÍRITO SANTO

“Brotará uma vara do tronco de Jessé (pai de Davi) e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor” (Is 11,1-2). Esta profecia diz respeito a Cristo. […] Os judeus interpretam a vara e a flor que brotam do tronco de Jessé como sendo o próprio Senhor: para eles, a vara é o símbolo do cetro real e a flor o da Sua beleza. Nós, os cristãos, vemos na vara que brota do tronco de Jessé a santa Virgem Maria, a quem ninguém se uniu para a fecundar. Era a Ela que se referia anteriormente o mesmo profeta: “Olhai: a jovem está grávida e dará um filho” (7,14). E na flor reconhecemos o Senhor nosso Salvador, que diz no Cântico dos cânticos: “Eu sou o narciso de Saron, o lírio dos vales” (Ct 2,1). […]
Sobre esta flor que brota subitamente do tronco e da raiz de Jessé através da Virgem Maria, vai repousar o Espírito do Senhor, pois “n’Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9). Não de um modo fragmentado como nos outros santos, mas […] segundo o que se lê no evangelho de Mateus: “Aqui está o Meu servo, que escolhi, o Meu amado em Quem pus todo o Meu enlevo. Derramarei sobre Ele o Meu espírito e Ele anunciará a verdadeira fé às nações” (Mt 12,18; Is 42,1). Aplicamos esta profecia ao Salvador, sobre Quem o Espírito do Senhor veio repousar, o que significa que estabeleceu n’Ele a Sua morada eterna. […] Como testemunha João Batista, desce para ficar sobre Ele sem cessar: “Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas Quem me enviou a batizar com água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre Ele, é o que batiza com o Espírito Santo’”. […] Este Espírito chama-se “Espírito de sabedoria e entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de temor do Senhor” (Is 11,2). […] Ele é a única e mesma fonte de todos os dons.

EU VI, E POR ISSO DOU TESTEMUNHO: ELE É O FILHO DE DEUS

Hoje, esta passagem do Evangelho de São João imerge-nos plenamente na dimensão testemunhal que lhe é própria. Testemunha é a pessoa que comparece para declarar a identidade de alguém. Pois bem, João apresenta-se-nos como o profeta por excelência, que afirma a centralidade de Jesus. Vejamo-lo sob quatro pontos de vista.
Afirma-a, em primeiro lugar, como um vidente que exorta: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
Fá-lo, em segundo lugar, reiterando convictamente: “É dele que eu falei: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’” (Jo 1,30).
Confirma-o consciente da missão que recebeu: “Vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel” (Jo 1,31).
E, finalmente, voltando à sua qualidade de vidente, afirma: “‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi” (Jo 1,33-34).
Perante este testemunho, que conserva dentro da Igreja a mesma energia de há dois mil anos, perguntemo-nos, irmãos:
— No meio de uma cultura laicista que nega o pecado, contemplo Jesus como Aquele que me salva do mal moral?
— No meio de uma corrente de opinião que vê em Jesus somente um homem religioso extraordinário, creio nele como Aquele que existe desde sempre, antes de João, antes da criação do mundo?
— No meio de um mundo desorientado por mil ideologias e opiniões, aceito Jesus como Aquele que dá sentido definitivo à minha vida?
— No meio de uma civilização que marginaliza a fé, adoro Jesus como Aquele em Quem repousa plenamente o espírito de Deus?
E uma última pergunta:
— O meu “sim” a Jesus é tão profundo que, como João, também eu proclamo aos que conheço e me rodeiam: “Dou-vos testemunho de que Jesus é o filho de Deus!”?

O ESPÍRITO SANTO É O DOCE HÓSPEDE DA NOSSA ALMA, NO ENTANTO ELE É EDUCADO E NÃO QUER SE INTROMETER NAS NOSSAS AÇÕES

Às vezes não conseguimos entender muito os segredos de Deus, no entanto, precisamos nos firmar no que é essencial para que a mensagem evangélica se transforme em vida para a nossa caminhada. João Batista veio abrir o caminho para Jesus! Plano e estratégia de Deus Pai. Assim sendo, ele conclamava a todos, para que se arrependessem dos pecados, batizando-os com água a fim de acolher Àquele que existia antes dele, (embora não O conhecesse) e que viria tirar o pecado do mundo.
E o sinal dado por Deus Pai a João Batista, a fim de que reconhecesse Jesus, foi o Espírito Santo, em forma de uma pomba descida do céu.
Dessa forma, João Batista apontava com segurança para Jesus e dizia: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Depois do Batismo de Jesus, João Batista encerrou a sua missão, porque agora, Jesus, cheio do Espírito Santo, com poder iniciaria a Sua Missão. Jesus cheio do Espírito Santo iniciou sua vida pública e o Seu maior objetivo era realmente nos dar posse do poder do Seu Espírito. Ao mencionarmos o Batismo de Jesus, não podemos esquecer-nos do nosso Batismo e tomar consciência de que também nós temos a força do Espírito dentro de nós e o Seu sinal se faz notar através das nossas ações, reações, atitudes, gestos, etc…
Precisamos averiguar se o testemunho que damos ao mundo é realmente, o de alguém que vive pleno do Espírito Santo ou de quem já o guardou e não se importa com Ele! O Espírito Santo é o doce hóspede da nossa alma, no entanto Ele é educado e não quer se intrometer nas nossas ações, sem o nosso conhecimento. Deus Pai deu testemunho do Seu Filho Jesus, com o sinal do Espírito Santo. Assim também Ele só poderá dar testemunho ao mundo de que somos Seus filhos e filhas, se deixarmos que o Espírito Santo manifeste em nós o Seu poder e a Sua força. Seremos as pessoas mais insensatas se recusarmos essa grande ajuda do céu.
— Você tem deixado transparecer ao mundo que está cheio do Espírito Santo de Deus?
— As pessoas reconhecem em você a luz que vem do céu?
— Você tem feito as mesmas coisas, do mesmo jeito que as pessoas comuns do mundo fazem?
— Em que você tem agido diferente das pessoas das “novelas” da TV?
— Há alguma diferença?
Amém!

CORDEIRO DE DEUS

ANUNICE O CRISTO, CORDEIRO

O texto de hoje compreende o segundo dia e é muito curioso. Jesus vem andando em direção a João Batista, que ao vê-lo faz com que o pronunciamento que ele vem se preparando para a sua vida inteira: “Olha! É o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.”
O que é curioso é que existem apenas dois personagens identificados na passagem de João e Jesus. Não está claro que João Batista está se dirigindo a estas observações. Em face do que se poderia pensar que ele está tratando os sacerdotes e levitas, com quem tinha falado no dia anterior, mas eles informaram que estavam indo de volta para Jerusalém.
Outra possibilidade é que ele estava falando com seus seguidores e apontar Jesus para eles, como foi relatado por outros Evangelistas. Mas desde que o Batista faz isso no terceiro dia, podemos desconsiderar essa como uma explicação. É apenas João Batista e Jesus, que estão presentes e João dificilmente seria dizer algo de Jesus, ele já está bem ciente.
Mas uma outra maneira de olhar para isso é que talvez o João não esteja se dirigindo a ninguém em particular, mas sim a toda a humanidade, ou talvez mesmo de todo o cosmos.
Este anúncio por João marca a entrada de Jesus na cena que em seguida, chama os seus discípulos e começa um ministério de cura e de ensino que levam a seu grande ato de salvação. Podemos ver, portanto, que na verdade não ter um público claramente definido ternos propósito do Evangelista muito bem. João Batista está fazendo uma declaração para a humanidade inteira: passado, presente e futuro.
Não há nenhuma digressão dando o nascimento de Jesus ou de genealogias ou quaisquer outros detalhes preliminares com Mateus e Lucas. Jesus simplesmente caminha no palco e começa sua grande obra de salvação.
O importante aqui não é o Cordeiro. O significado do cordeiro, a vítima sacrificial é clara e facilmente compreensível para os leitores de João. O que é importante e novo é o ‘de Deus’. Jesus não é vítima de ritual. Ele é o Cordeiro de Deus, o sacrifício definitivo que tirais os pecados do mundo.
Isto é enfatizado na última frase do nosso texto, quando o Batista testifica que Jesus é o Escolhido de Deus. Ou como ele tem na maioria outras traduções, “o Filho de Deus”.
João Batista é um profeta, de fato o maior de todos os profetas. Mas nós somos profetas também. Nossa tarefa é a mesma que a sua para convidar as pessoas para olhar, para ver o significado de Jesus de Nazaré, para apontar que ele é o Cordeiro de Deus, no fato de que ele é o próprio Filho de Deus, o único que pode salvar nós.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO

João Batista aponta para Jesus e o chama de “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
No Antigo Testamento, os sacerdotes ofereciam cordeiros em sacrifício pelos pecados do povo. Matavam o animal, recolhiam seu sangue numa vasilha e o queimavam no Altar dos Sacrifícios. Não era só cordeiro, ofereciam também bodes. Se o pecado era muito grande, ofereciam um touro.
Diz a Carta aos Hebreus: “É impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes”. Por essa razão, ao entrar no mundo, o Cristo declara: ‘Não quisestes vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Então eu disse: “Eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”’ (Hb 10,4-7).
Aquelas ofertas de animais pelos pecados valeram como preparação do povo para receber Jesus. O seu sangue sim, apagou os nossos pecados, todos os pecados de todos os seres humanos de todos os tempos. Até os nossos pecados futuros já foram apagados por Cristo. Da nossa parte fica apenas o pequeno trabalho de “apertar o botão”, para que esse perdão venha até nós.
E nós nos perguntamos:
— Por que as pessoas vivem com sede, ao lado desta fonte cristalina?
Talvez faltem profetas como João Batista, para apontar com o dedo e dizer: “Eis aí o Cordeiro de Deus. Ele é melhor do que eu”.
Certa vez, um rapaz estava andando numa praia, antes do dia amanhecer, e viu no chão, apesar de estar escuro, um saquinho cheio de pedrinhas. É alguma criança que ajuntou isso ontem, pensou. Pegou o saquinho e, caminhando, começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar. Quando o dia clareou, havia apenas uma no saquinho. Foi aí que ele, observando, viu que era diamante! Algum garimpeiro certamente havia perdido o saquinho ali. Que pena! Agora não dá para recuperar as que ele havia jogado no mar!
Jesus, este presente que ganhamos no Natal, é como um saquinho de diamantes. Que não o desperdicemos!
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Maria Santíssima é modelo para nós no acolhimento ao Cordeiro de Deus.
Peçamos a ela que nos ajude a nos enriquecer com esse tesouro, e a distribuí-lo para os outros.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Santo Agostinho dizia: “Aquele que te criou sem ti não pode salvar-te sem ti”. Isso para dizer que Deus quer nossa salvação, porém exige nossa colaboração. Para tanto, podemos contar com o Espírito de Deus que veio sobre Jesus e sobre cada um de nós no dia de nosso batismo.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O amor infinito de Deus não exclui a possibilidade da ação do pecado na vida cotidiana. Neste caso, podemos contar com Jesus. Cordeiro que liberta e salva a humanidade.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. A Palavra se fez carne, entre nós ela habitou; e todos os que a acolheram, de Deus filhos se tornaram (Jo 1,14.12).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina (Sl 117,26s)

Antífona da comunhão

Pela grande caridade com que nos amou, Deus nos mandou o seu filho numa carne semelhante à do pecado (Ef 2,4; Rm 8,3).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, quisestes que a humanidade do vosso Filho, nascendo da virgem Maria, não fosse submetida à humilhação do homem decaído. Concedei que, participando desta nova criação, sejamos libertados da antiga culpa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Ficai conosco, Senhor.
— Tornai, Senhor, toda a Igreja missionária, anunciadora de Cristo, Cordeiro da humanidade, vos pedimos.
— Concedei-nos as graças necessárias para viver livres do pecado, vos pedimos.
— Ensinai-nos a reconhecer a presença e a ação de Jesus em nosso meio, vos pedimos.
— Fazei que nunca percamos o sentido do batismo que um dia recebemos, vos pedimos.
— Confortai os que sofrem pela perda de algum parente ou amigo, vos pedimos.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que pela participação neste sacramento entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

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