LDP: 06/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

06/Jan/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

1ª Carta de João 5,5-13 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Epístolas ou Cartas Católicas)

Caríssimos, 5quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue). E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade. 7Assim, são três que dão testemunho: 8o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. 10Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. 13Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.

Salmo 147(146-147B) 12-15.19-20 (1-5.8-9) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros poéticos ou sapienciais)

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!
12(1)Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13(2)Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.
14(3)A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. 15(4)Ele envia suas ordens para a terra e a palavra que ele diz corre veloz.
19(8)Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. 20(9)Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 1,7-11 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Não-Sinótico)

Naquele tempo, 7João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

A voz, que desce dos céus proclamando Jesus como filho muito amado, mostra a experiência que Jesus teve ao ser abraçado pelo amor do Pai, e neste abraço derrama sobre o filho o seu Espírito, “Espírito de Deus”.

… a VERDADE …

O Batismo nos mergulha no coração do mundo, à semelhança de Deus. O Espírito que em nós foi derramado o dia do nosso batismo nos arde e nos aquece, nos torna capazes de assumir todas as esperanças humanas.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, que eu possa acolher-te como filho querido do Pai e, em ti, fazer a experiência de Deus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é de atenção para perceber onde e a quem posso falar de Jesus.

REFLEXÕES

JESUS RECEBE DE JOÃO O BATISMO

Terminado o tempo de convívio de Jesus com sua família, com seus discípulos e com as multidões, as primeiras comunidades de fé passaram a cultivar suas memórias, procurando compreender o alcance de sua mensagem e de sua prática. Estas memórias eram transmitidas por comunicação oral ou em fórmulas litúrgicas usadas no culto cristão. Em meados da década de sessenta, cerca de trinta e cinco anos após a crucifixão de Jesus, Marcos elabora seu evangelho compilando fontes dentre estas memórias. Na década de oitenta, Mateus e Lucas também elaboram seus evangelhos, em parte usando Marcos, e, cerca de dez anos depois, João elabora o seu, de maneira bastante original. Estas memórias tinham algumas referências predominantes:
a) a pessoa de João Batista, como precursor;
b) as palavras e atos de Jesus, com destaque nas parábolas e narrativas de milagres;
c) a paixão, morte e ressurreição de Jesus.
João Batista tem uma importância fundamental no início e no conteúdo do ministério de Jesus. Jesus, reconhecendo o valor do anúncio e do testemunho do Batista, se faz seu discípulo, aceitando seu batismo. Nesta ocasião se dá o reconhecimento celeste do homem Jesus como sendo o Filho amado, do agrado do Pai.

O FILHO AMADO

A cena do batismo revela o traço fundamental da identidade de Jesus: sua condição de Filho amado de Deus. Outro elemento importante desta identidade é oferecido pelo quadro trinitário no qual a revelação é feita. Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. A origem divina de Jesus fica, assim, perfeitamente evidenciada. Ele provém do seio da Trindade, em cujo nome exercerá sua missão.
Daqui decorrem dois eixos da ação histórica de Jesus. Ela se desenrolará na mais absoluta fidelidade a Deus, refletindo-se nela o agir divino em favor da humanidade. Da fidelidade decorrerá a liberdade. Jesus não suportará que criatura alguma, nem mesmo as tradições religiosas se imponham em sua vida, de forma absoluta. Ele jamais suportou a tirania da Lei e dos costumes do povo quando, contrastavam com o projeto do Reino de Deus.
A pessoa e a ação de Jesus, sendo baseadas na fidelidade e na liberdade, suscitarão constantes conflitos. Apesar disto, como Filho amado, ele não abrirá mão do projeto traçado pelo Pai.

NOSSO BATISMO É UM COMPROMISSO DE SEGUIMENTO A CRISTO

João Batista não negava ser comandado pelo poder do Alto para operar a obra designada a ele por Deus desde a época dos profetas. Esse poder consistia na pregação do Reino e na remissão dos pecados pelo arrependimento, externado no rito do batismo nas águas.
Hoje nossa cultura religiosa limita o poder do Alto essencialmente à manifestação de milagres de cura e operações sobrenaturais pelo simples fato de que estes sinais aconteciam no ministério de Jesus. Mas releva-se que o contexto, onde estes eventos sobrenaturais aconteciam, eram no fundo para servir de confronto com a mentalidade religiosa e estas operações sempre serviram para que a consciência dos participantes e espectadores se convertesse de sua acomodação e limitação espiritual.
Reitero que creio em milagres e operações sobrenaturais, no entanto, não firmo minha fé exclusivamente nessas ocorrências. Deus pode não achar bom curar determinadas pessoas, por motivos que competem exclusivamente a Ele decidir. Mesmo diante desse contexto, Ele não deixará de ser Deus. Mas se firmar minha fé somente no que vejo de extraordinário, caso não aconteça o milagre de que necessito, minha fé correrá o sério risco de revelar-se superficial e inoperante para trazer paz à minha vida em momentos de aflição.
O ato de retirar as sandálias era uma função dos escravos da casa dos nobres, para a seguir lavarem-lhes os pés e ungi-los com óleo para que se reidratassem da caminhada no clima árido do deserto. Portanto, era uma posição de máxima subserviência ao amo. Observe-se que desamarrar era o mais simples ato deste costume comum à época, que implicava em se curvar, um sinal que no contexto espiritual significa reverenciar a Deus.
Por saber que o seu poder vem de Deus, João Batista submete-se à autoridade d’Ele, pois sabia que somente prenunciava o mais poderoso que haveria de vir, colocando-se numa posição de máxima subserviência, como os escravos que lavavam e hidratavam os pés do amo e seus convidados.
Mesmo com esse poder, João Batista sabia que, por mais que o batismo nas águas significasse que o interior do ser havia se conscientizado do pecado e do amor de Deus em implantar Seu Reino entre os arrependidos, este [batismo] não era suficiente para fazer o homem mudar seu instinto natural ao pecado. Razão pela qual necessitava da intervenção divina na vida do ser, o que só se realizaria com o batismo no Espírito Santo, promovido somente por Jesus.
Para que essa possibilidade se tornasse realidade, Jesus cumpriu o rito do batismo do arrependimento, mesmo sendo Ele um “Rabi”, que quer dizer Mestre. Esse batismo do arrependimento de Cristo foi também Seu batismo com e no Espírito Santo, uma vez que o Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Ele. E uma voz se fez ouvir: “Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”.
Pensemos: se Jesus, sendo um dos mestres judaicos, ao se “arrepender” e sob o ponto de vista demonstrado na Bíblia de que Ele padeceu na carne todo tipo de tentação e inclinação carnal – portanto passível de arrependimento também como homem – abriu a possibilidade para que Deus desse de Seu Espírito para Ele, então essa possibilidade também está aberta a todos que assim o desejam!
Esse objetivo divino – fazer com que Seu Espírito faça habitação em todos os que se arrependem – é cumprido em Cristo em Seu batismo no Rio Jordão. E o júbilo divino em ver esse objetivo cumprido em Jesus é traduzido por Seu inesperado rompante, declarando Sua alegria em ver Seu Filho amado cumprindo Sua vontade. O Espírito Santo é Deus nos guiando em toda a verdade, fazendo florescer os dons – em especial o do amor – e dando-nos a capacitação para mudarmos nossa mentalidade corrompida, frutificando em obras e vida plena.
Como você tem vivido o seu batismo?
Quero recordar a você que o nosso batismo é um compromisso de seguimento a Cristo, na transformação deste mundo pelo amor de Deus, incutido em nosso coração por Jesus hoje batizado no Jordão por João Batista.

UMA VOZ BRADA NO DESERTO: PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR

“Preparai os caminhos do Senhor”.
Irmãos, os caminhos do Senhor que nos pedem que preparemos preparam-se percorrendo-os, e é preparando-os que os percorremos. Mesmo que já tenhais progredido muito no caminho, tendes ainda assim de o preparar, a fim de que, do ponto aonde chegastes, avanceis sempre mais. E assim, a cada passo que dais, o Senhor cujo caminho preparais vem ao vosso encontro, sempre novo, sempre maior. É, pois, com razão que o justo reza dizendo: “Instruí-me, Senhor, nos Vossos mandamentos, e os guardarei com fidelidade” (Sl 118,33). Talvez se lhe tenha chamado “caminho eterno” porque, se é verdade que a Providência previu o caminho de cada um e lhe fixou um termo, também é certo que a bondade daquele para o Qual avançais não tem limites. É por isso que, ao chegar, o viajante sábio e decidido pensa que está apenas no princípio (Fil 3,13); esquecendo o que tem atrás de si, dirá todos os dias: “Hoje começo”. […]
Mas nós que falamos de progresso neste caminho, praza ao céu que tenhamos, pelo menos, começado! Em minha opinião, quem se pôs a caminho já está no bom caminho; mas é necessário que tenhamos realmente começado, que tenhamos “encontrado o caminho da cidade habitável”, como diz o salmo (106,4). Porque “são poucos os que o encontram”, diz a própria Verdade (Mt 7,14). E numerosos os que vagueiam na solidão. […]
E Tu, Senhor, preparaste-nos um caminho, basta que consintamos em o percorrer. Tu ensinaste-nos o caminho da Tua vontade quando nos disseste: “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30,21). Trata-se do caminho que o profeta tinha prometido: “O deserto será atravessado por um caminho que se chamará caminho sagrado; nenhum ser impuro passará por ele (Is 35,8)”. “Fui jovem, agora sou velho” (Sl 36,25) e, se bem me lembro, nunca vi seres impuros percorrerem o Teu caminho; embora tenha visto alguns puros que conseguiram percorrê-lo até ao fim.

JOÃO BATISTA ANUNCIA JESUS

Um Mergulho no coração de Deus!
Quando foi a uma confraternização em um dia de muito calor, se lá tiver uma piscina é o primeiro lugar em que eu chego. Um mergulho e a gente sai da água renovado, revigorado e até parece com uma nova vida, tal é a força revitalizante da água. O nosso pecado e as forças do mal coloca em nós esse Fogo abrasador da carência de Deus, quando descartamos Jesus de nossa vida, nos sentimos abrasar . Podemos dizer que toda a humanidade estava assim…
E naquele dia, com Jesus a Velha Humanidade mergulhou e saiu das águas totalmente renovada, Batismo é renovação, é esse refazer-se que ocorre todo dia. Não é atoa que neste evangelho aparece em todo o seu esplendor sinais teofânicos. O céu que se abre, o Espírito que desce, a voz que declara solenemente “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho a minha afeição…”.
O Espírito de Deus não tinha onde pousar, como a pombinha que Noé soltou, para sondar se as águas do Dilúvio tinham abaixado, agora em Jesus de Nazaré, que solidário se fez nosso irmão, o Espírito desde e o envolve totalmente. A voz do Pai fala ao coração do Filho, e ecoa no fundo do coração de toda a humanidade “Tu és o meu Filho amado, em ti me alegro”.
E o céu se abriu e nunca mais se fechou, os Querubins que Deus havia colocado á porta do paraíso, recolheram suas espadas de fogo e foram embora. Acabou a distância entre Deus e o Homem, Jesus nos abriu as portas para entrarmos com ele no coração de Deus, e lá fazermos morada eternamente…

NÃO PODEMOS SER TRISTES NEM DESANIMADOS, O MESMO ESPÍRITO QUE ESTÁ EM JESUS MORA TAMBÉM EM NÓS

— “Tu és o meu Filho amado”.
Este foi o testemunho dado pelo próprio Deus quando Jesus foi batizado no rio Jordão. Pelo Batismo nós também recebemos a filiação divina. No nosso Batismo também o Pai deu testemunho do Seu Amor por nós: “Tu és o meu filho, a minha filha amada”! Logo, somos irmãos de Jesus Cristo, adotados por causa da Sua Morte e Ressurreição. Não podemos ser tristes nem desanimados, o mesmo Espírito que está em Jesus mora também em nós.
O Batismo de João era de arrependimento, de conversão, de mudança de vida, e, embora que Jesus não tivesse pecado e não precisasse se arrepender Ele foi obediente e se submeteu para abrir o caminho para nós. Nós também fomos batizados em Jesus e recebemos todas as graças e bênçãos que o Pai derramou sobre Ele. Porém, para que nós percebamos a manifestação do Espírito Santo em nós precisamos nos arrepender e reconhecer os nossos pecados. Jesus veio nos ensinar a ser obedientes.
Reflitamos:
Você também seria capaz de somente por obediência se submeter a alguma coisa que não lhe fosse necessário fazer?
O que você achou deste gesto de Jesus?
Pare um pouquinho para escutar a voz que vem do céu apresentando você ao mundo como filho amado.
Você acredita?
Amém!

2012: ANO DE RESISTÊNCIA E DE RESISTÊNCIA

Os cenários da situação da humanidade, especialmente nos países centrais, são perturbadores. As crises escondem grande padecimento humano, especialmente dos mais vulneráveis dos quais quase ninguém fala.
Face a esta situação devemos resistir e viver a resiliência, vale dizer, aquela atitude de enfrentar com destemor os problemas, dar a volta por cima e aprender dos revezes da vida, pessoal e coletiva. Isso se impõe se a crise geral atingir também nossos pais, o que não é impossível. O importante é não se resignar mas manter a vontade de mudar e crescer. Neste contexto, lembrei-me de um mito antigo da área mediterrânea da Europa por mim já referido em outros escritos.
De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar próxima ao sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. Através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente. Volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito subjaz ao salmo 103 onde se diz: “O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.
Fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação. Segundo a psicologia do profundo de C. G. Jung, o fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher. Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.
A água nos faz pensar também nas grandes enchentes que temos assistido, estarrecidos, em janeiro de 2011 nas cidades serranas do Estado do Rio, especificamente na minha na qual vivo, Petrópolis. Assistimos aqui a um verdadeiro tsunami que carregou tudo que estava pela frente, matando centenas de pessoas e deixando um sem número de desabrigados. São tragédias, evitáveis mas que acontecem e que devemos enfrentá-las com coragem. O fogo nos faz imaginar as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que não é essencial, deixando ouro ou o ferro puros. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia dolorosa e purificadora, deixamos aflorar o nosso eu profundo. Então amadurecemos para aquilo que é autenticamente humano. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.
Mas indo diretamente ao assunto: que significa concretamente rejuvenescer como águia?
Significa entregar à morte tudo aquilo que de velho existe em nós para que o novo possa irromper e ser integrado. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem, como a falta de solidariedade para com os pobres, as palavras duras para com os familiares, a vontade de ter razão em tudo, o descuido para com o lixo, o desperdício da água e nossa surdez face ao que a natureza nos quer dizer. Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma sustentada de convivência entre os humanos e com os demais seres da criação. Numa palavra, significa morrer para ressuscitar.
Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas mas que lentamente se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar o caminho da vida.
Rejuvenescer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Em outras palavras, viver concretamente a resiliência.
Não é isso que nos propomos cada ano?
Que o ano de 2012 que acaba de se inaugurar, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão ou o quanto de águia ainda há em nós, disposta a rejuvenescer, a desenvolver resiliência e a confrontar-se corajosamente com os tropeços e as crises da vida.

O Batismo de Jesus

Sempre que falamos sobre o Batismo de Jesus, partimos de um questionamento certeiro: Jesus precisava ser batizado?
Naquele tempo, o batismo (que significa “imersão”) era um rito que simbolizava a conversão, a passagem para uma vida nova, que só poderia ser feita após o arrependimento sincero dos pecados cometidos. Por isso, a pessoa era completamente afundada na água, e em seguida deveria emergir voluntariamente, sendo assim lavado (purificado) de seus pecados.
Se Jesus não tinha pecado, não teria necessidade de ser “purificado”. No entanto, Ele quis ser batizado por João Batista. A pergunta natural que vem na sequência é: Por que Jesus quis ser batizado?
Primeiro devemos levar em consideração o que Ele mesmo disse: que deveria se cumprir todo o projeto do Pai. Mas então por que esse batismo fazia parte dos planos do Pai?
Para essa pergunta nós só podemos propor algumas respostas… Mas todas irão partir do mesmo ponto: O Batismo de Jesus aconteceu para que nós tirássemos alguma lição prática para as nossas vidas.
E por fim vem a pergunta mais importante do dia: O que Jesus queria nos ensinar ao querer ser batizado por João Batista?
Algumas palavras poderiam responder esse questionamento:
Humildade… Mesmo sendo mais importante que João e do que todos os que se batizavam ali (e ambos sabiam disso), Jesus se igualou aos pecadores. Quantas vezes nos consideramos superiores aos outros, e não aceitamos passar pelo mesmo que outras pessoas precisam passar?
Segurança… Jesus sabia que ser batizado não faria com que Ele perdesse a sua majestade e poder. Quantas vezes nos privamos (ou privamos outras pessoas) de algo, por pura insegurança? Temos medo de perder a autoridade, o respeito, ou até a posse de algo ou alguém! Jesus nos ensina que o que é dado por Ele, ninguém tira.
Obediência… Se o Batismo estava nos planos do Pai, então deveria ser cumprido. Da mesma forma devemos nos manter obedientes ao que Ele nos recomendou: Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a si mesmo.
Após o Batismo, contemplamos uma das situações da Bíblia em que estão representados o Pai (a voz vinda do céu), o Filho (Jesus, em carne e osso) e o Espírito Santo (a pomba que desce sobre Jesus). É a festa no céu e na terra para comemorar o início da vida pública e do anúncio do Evangelho a todos os povos!
Que o Batismo de Jesus nos inspire a sermos mais humildes, seguros e obedientes à vontade de Deus nas nossas vidas. Amém.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Deus enviou seu Filho ao mundo para realizar sua promessa de salvação. Na simplicidade e autoridade de Filho de Deus, Jesus veio para libertar a humanidade de toda e qualquer ambição, criadora de desigualdades.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O Espírito de Deus, recebido no batismo, dá testemunho de Jesus. Ele, que é a verdade, nos torna, a exemplo de Jesus, filhas e filhos amados pelo Pai celeste.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós! (Mc 9,7)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Para os retos de coração surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso (Sl 111,4).

Antífona da comunhão

Assim manifestou Deus o seu amor: enviou ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele (1Jo 4,9).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, sede a luz dos vossos fiéis e abrasai seus corações com o esplendor da vossa glória, para reconhecerem sempre o Salvador e a ele aderirem totalmente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa oração.
— Para que a fé em Deus não seja manifestada apenas em palavras, mas também em ações concretas, rezemos.
— Para que aceitemos com dignidade os planos de Deus para cada um de nós, rezemos.
— Para que sempre nos lembremos do nosso batismo e assumamos a missão com fidelidade, rezemos.
— Para que as diferenças sociais que dividem as pessoas sejam suprimidas por meio da solidariedade, rezemos.
— Para que reconheçamos em Jesus o Filho amado de Deus e nosso irmão, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que pela participação neste sacramento entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

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