LDP: 10/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

10/Jan/2012 (terça-feira)

LEITURAS

1 Samuel 1,9-20 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 9Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. 10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. 11E fez a seguinte promessa, dizendo: “Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça”. 12Como ela demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios. 13Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14por isso lhe disse: “Até quando estarás bêbada? Vai curar essa bebedeira”! 15Ana, porém, respondeu: “Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho, nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora”. 17Eli então lhe disse: “Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”. 18Ela respondeu: “Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos”. E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque – disse ela – “eu o pedi ao Senhor”.

Salmo 1 Samuel 2,1b.4-8b (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

— Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.
1bExulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.
4O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. 5Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.
6É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; 7é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
8O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-lo assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 1,21b-28 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24”Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”! 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem”! 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: “De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação” (DAp 394).

… a VERDADE …

Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 1,21b-28.
Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado: 1º. O ensino de Jesus “com autoridade” e 2º. O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: “Você veio para nos destruir”? Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs, Usou de sua “autoridade”, ordenando ao espírito mau: “Cale a boca e saia desse homem”!
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo “espalhou” o fato por toda a Galileia.

… e a VIDA …

Pai, dá-me forças para que jamais eu permita ao poder do mal prevalecer sobre mim. Seja o meu coração totalmente voltado para ti e para o teu Reino.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.

REFLEXÕES

O “ENSINAMENTO NOVO”

As narrativas de milagres são uma das características dominantes dos evangelhos. Estas narrativas de milagres, em geral, vistas como afirmação de poder, são uma manifestação do amor libertador de Jesus. Com esta narrativa do evangelho, Marcos, após o chamado dos primeiros discípulos, apresenta o primeiro embate entre Jesus e a estrutura religiosa do judaísmo de seu tempo. O destaque, na narrativa, é o “ensinamento novo, com autoridade”. Isto significa que o “espírito impuro” é afastado pelo ensinamento de Jesus. É o “espírito impuro” da doutrina presente na sinagoga que discrimina e oprime o povo. Este espírito é afastado pela palavra de Jesus, cheio do Espírito de Deus, com seu novo ensinamento, sempre acompanhado de sua prática acolhedora. A palavra de Jesus é motivo da admiração de todos e da difusão de sua fama em toda a Galileia. O destaque está na palavra libertadora e amorosa e não no poder, e o povo é acolhedor desta palavra.

ENSINAVA COM AUTORIDADE

A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros.
Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito.
O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a para Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.
Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas.

JESUS NOS DEIXOU A GRAÇA DE LUTARMOS CONTRA O MAL

Com este gesto de expulsão do demônio, Jesus deixa-nos uma promessa e a seguinte certeza de que “estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas” (Marcos 16,17). Por outro lado, que também muitas coisas do mal podem influenciar o nosso dia a dia como, por exemplo, a mentira, a inveja, o orgulho, a infidelidade com o irmão, a falsidade, etc. Tudo isso é ação do mal dentro de nós, se nos deixarmos ser conduzidos por estes sentimentos e por essas más inclinações ficaremos longe de Deus e, ao ficarmos longe do Senhor, o nosso dia tende a ser péssimo. E se o dia é péssimo, a semana também pode ser. E, assim, o mês e o ano também podem ser péssimos!
No Evangelho de hoje, Jesus expulsa o mal de um homem. Trata-se de uma possessão e Jesus ordena que o espírito mau se cale e, no mesmo instante, o homem é liberto. Jesus nos deixou a graça de lutarmos contra o mal, quando percebemos que estamos agindo de forma errônea devemos também repreender esse mal dentro nós. Quando começo a mentir, quando começo a sentir inveja de alguém, quando começo até mesmo a me desanimar e a me culpar eu devo dizer assim: “Senhor Jesus, em teu nome eu repreendo todo espírito de desânimo, mentira, inveja, etc.”!
Percebam que o nome de Jesus deve vir em primeiro lugar, assim evitaremos lutar diretamente contra o mal. Por isso, dizemos o nome de Jesus “em primeiro lugar”, pois assim colocamos Jesus a nossa frente. Ele mesmo irá combater o espírito mau que nos guia para fazer uma ação contra alguém ou contra nós mesmos.
Podemos também repreender em nome de Jesus todas as pragas lançadas contra nós, todos os olhares que são lançados contra nós dizendo: “Senhor Jesus, em teu nome eu repreendo essas palavras e esses olhares”.
O ensinamento de hoje é muito importante para o nosso dia a dia, devemos colocar Jesus sempre à frente, se assim não o fizermos acumularemos fracassos, derrotas atrás de derrotas, porque estaremos aceitando o mau em nós e seu dia será ruim e assim sucessivamente. Por isso Jesus nos disse que todos esses milagres acompanharão aqueles que acreditarem em Seu nome, por isso a partir de hoje proclame o nome de Jesus na sua vida, em tudo repreenda a ação do mal “e o inimigo fugirá de vós” (Tiago 4,7).
A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, Ele se distinguia de todos os demais. Não era um “milagreiro” qualquer, nem um rabi como tantos outros.
Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e as ações de Jesus apontavam para algo que O superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito. O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que Ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar n’Ele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Seu Pai tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.
Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas.
E quando você fala, o que as pessoas reconhecem nas suas palavras?

ESTAVAM NA SINAGOGA

Jesus tem como costume ensinar nas sinagogas e o conhecimento da fé é a maior arma que o cristão tem para vencer o mal e o pecado, pois não só nos mostra o caminho para chegarmos até Deus e o valor da verdade para nós, além de nos revelar o amor que Deus tem por nós e a necessidade que temos de corresponder a esse amor por uma vida santa para que possamos vencer toda sorte de mal que venha a acontecer em nossas vidas e sentirmos o poder amoroso de Deus que se faz presente na vida de todas as pessoas que acolhem o que Jesus veio revelar a respeito de Deus e do seu Reino.

VIESTE PARA NOS ARRUINAR?

Por detrás da opção de desobediência dos nossos primeiros pais, há uma voz sedutora, oposta a Deus (Gn 3,1-5), a qual, por inveja, os faz cair na morte (Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja veem neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). Segundo o ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus. “O Diabo e os outros demónios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus” (Concílio de Latrão).
A Escritura fala dum pecado destes anjos (2Pe 2,4). A queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o Seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: “Sereis como Deus” (Gn 3,5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1 Jo 3, 8), “pai da mentira” (Jo 8,44). É o carácter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. “Não há arrependimento para eles depois da queda, tal como não há arrependimento para os homens depois da morte” (São João Damasceno).
A Escritura atesta a influência nefasta daquele a que Jesus chama “assassino desde o princípio” (Jo 8,44), e que chegou ao ponto de tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai (Mt 4,1-11). “Foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus” (1 Jo 3,8). Dessas obras, a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus.
No entanto, o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito, mas criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus.

ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE

Este Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.
O povo ficava admirado, porque Jesus falava com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança. Para falarmos com autoridade, precisamos ter fé e viver a fé que temos. Assim temos autoridade sobre o mal que está em nós ou nos outros.
Jesus curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este caso.
O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal. Essas pessoas, ou são medíocres, ou praticavam ações más. Essas forças do mal vêm do demônio, ou do mundo pecador, ou de dentro de nós mesmos, devido às consequências do pecado original que carregamos. Quanta gente hoje vive possuída por espírito mau!
Ao ouvir Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o mal que está nele.
Entretanto, o homem se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. As forças do mal conhecem quem é mais forte que elas, porque agem com a força de Deus, e assim pode destruí-las. Por isso atacam. Mas deu o contrário. Também hoje Deus nos defende, quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando em testemunho a nossa favor e a favor do Reino de Deus.
“Cala-te e sai dele”. Outras vezes, Jesus curou mudos para que falassem. Não é o homem que Jesus ataca. Jesus o amava. Precisamos saber distinguir entre a pessoa e o mal que está na pessoa.
Diariamente nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão a disposição de um só comando, que é o demônio. Eles procuram dissimular, e gostam quando as pessoas não acreditam na existência deles. Ele age ou diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado original que ficaram em nós. O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.
Na maioria das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à violência e a outros pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!
Esse nosso inimigo não dorme, e vê com antecedência quais as pessoas que podem debilitar o seu império. Assim, essas pessoas começam a agir, o demônio já se levanta e ataca. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.
Este foi apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Houve muitos outros, até o dia em que toda a sociedade judaica se levantou e matou o Filho de Deus.
Jesus é “o Santo”; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.
Mas para isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu”. O mal não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.
Quem tem mais pré-disposição a ser conquistado pelo espírito mau é o medíocre. Este ou esta, quando está em dificuldade, facilmente deixam de lado valores absolutos e que envolvem a vida eterna, como a obediência aos mandamentos. Alguns deixam até a Igreja de Jesus.
A nossa missão é desmascarar o mal o mal que está nas pessoas. “Livrai-nos do mal”.
Certa vez, a rainha de Sabá recebeu uma importante visita em seu palácio: o rei Salomão, considerado na época o homem mais sábio do mundo. A rainha lhe propôs uma espécie de enigma: conduziu-o até um dos aposentos de seu palácio, onde artesãos admiráveis haviam enchido o espaço com flores artificiais. Era como se, num prado maravilhoso, flores das mais variadas espécies e dos mais diferentes aromas oscilassem suavemente ao sabor de uma brisa. A rainha lhe disse:
— Uma dessas flores, e apenas uma, é verdadeira. Pode me dizer qual delas?
Salomão olhou atentamente, lançou mão de todos os recursos de sua sensibilidade, mas não conseguiu apontar a flor natural. Então disse à rainha:
— Posso abrir uma janela?
Com a permissão, ele abriu, e eis que uma abelha entrou e pousou na única flor que era verdadeira.
Frequentemente acontece de o tentador nos colocar em um dilema, a fim de nos pegar para si. Nessa hora, é só nós rezarmos que Deus entra e encontramos a solução, como Salomão encontrou.
Maria Santíssima pisou a cabeça da serpente. Que ela nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus, depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.

JESUS EXPULSA DEMÔNIO NO TEMPLO

Comunidade lugar de libertação!
Ninguém vai sair por aí falando que na comunidade tem uma pessoa possuída por um espírito imundo, ao contrário, sempre se procura fazer um bom marketing da nossa Igreja mesmo porque, sempre achamos que todo bem supremo está lá, e que temos de combater o Espírito do Mal que está presente no mundo e na sociedade.
O evangelista São Marcos não ficou tentando “tapar o sol com a peneira”, e afirma no texto que na sinagoga (comunidade judaica) havia um homem possesso de um espírito imundo.
Mas de início ele fez um bom marketing, lá estava também o melhor de todos os pregadores: Jesus de Nazaré que ensinava com autoridade, maravilhando a assembleia, que fazia comparação entre Jesus e os Escribas, concluindo que Jesus era um pregador coerente que vivia tudo o que pregava.
De um lado a presença de Jesus, Nosso Deus e Senhor, de outro aquele homem possuído por um Espírito impuro. Dizer que hoje também não é assim, estaríamos mentindo e enganando, temos as Fofocas, obra do Espírito Impuro, temos as calúnias e maledicências, obra do Espírito Impuro, temos as inimizades e divisões, obras do Espírito Imundo, temos as divisões e grupos fechados e sem comunhão com a Igreja, obra do Espírito Imundo. Temos adultérios, mentiras, disputas de cargos e concorrências, obra do espírito imundo, temos as Vaidades que desfilam na comunidade seus “Super Egos”, sempre buscando aplauso e prestígio, isso é obra do Espírito Imundo.
Interessante porque as pessoas possessas do Espírito Impuro (manifestado nessas e em outras obras que elencamos) são da comunidade, conhecem Jesus, sabem quem ele é e até, de boca para fora, testemunham que ele é de fato o Santo de Deus! Mas Jesus o manda calar a boca e sair daquele homem.
As nossas comunidades tem poder e autoridade para fazer calar as forças do mal e eliminá-las do coração e da vida das pessoas, ou nos deixamos dominar por elas?
Jesus apresenta um ensinamento novo e feito sempre com autoridade. Se pregarmos velharias cheirando a mofo, e não interpretamos a Santa Palavra de Deus na Vida do Povo, com a força do Espírito Santo, vamos continuar a ter que engolir os Espíritos Impuros que hoje deitam e rolam em muitas comunidades cristãs… sem serem incomodados.

JESUS EXPULSA O DEMÔNIO DO HOMEM NO TEMPLO

Era sábado, dia sagrado para os judeus. Este dia era reservado para ir ao Templo e louvar o Senhor com ternura. Entretanto, não era permitido pela Lei judaica de trabalhar, fazer cura ou qualquer movimento que demonstrasse serviço. Jesus quebra a tradição no templo e com autoridade expulsa demônios que atormenta um homem.
Na verdade o evangelista Marcos está refletindo para sua comunidade a força contra o mal envolto da fé. Nas reflexões de Marcos a luta contra os demônios, diabos, satanás e coisa do mal está em evidência. São personagens que representam o aniquilamento social e o atraso do bem-viver do povo. O homem possuído pelo demônio estava no templo. Não era para o mal fazer parte daquela estrutura. No templo esperam-se pessoas contritas com Deus. Já o demônio não pode estar lá no meio do povo. Mas além de estar no templo, possuía uma pessoa para enfrentar Jesus.
As pregações de Jesus carregavam desejo de libertação. Não poderia o homem viver na desolação e na morte. Os doutores da Lei falavam bonito, mas não convergia em palavras de ação concreta para desalienar o povo. Suas palavras ecoavam o nome do Senhor, mas suas práticas não valiam para abençoar e renovar os caminhos do servo de Deus. Contudo, Jesus falava como os doutores, mas com um diferencial: Jesus pregava com a convecção de que os olhos dos cegos enxergassem, os ouvidos dos surdos ouvissem e os coxos andassem retamente. Jesus não enganava ninguém, ele queria o bem e liberdade para todos.
Quantos são os doutores que hoje falam bonito, têm boa retórica e falam em nome de Deus. São os lobos cobertos com peles de cordeiros que aproveitam da simplicidade do povo para extorqui-lo. Aliena-se para ter o controle maciço nas mãos com intuito próprio. São os aproveitadores da singeleza de uma legião que acredita por saber falar bem. Estes doutores da Lei não estão distante do homem, estão dentro das igrejas, nas associações, nas escolas, nos clubes e na política partidária. São demônios apossando-se dos bens do povo para manter os privilégios a custa do trabalho árduo dos pobres.
Foram estes demônios que Jesus expulsou do homem possuído. Jesus exigiu que saísse do homem e o deixasse em paz. Encontrou resistência, mas com a severidade e com a missão do livramento, o demônio foi-se embora. Todos admiraram.
Como pode um homem ter tanto poder que até o demônio obedeceu?
Olha que o demônio sabia bem quem era Jesus e chegou a afirmar que era Filho de Deus, vindo de Nazaré. Sem sombra de dúvidas, Jesus veio de Nazaré para dar oportunidade para aqueles que encontravam-se rejeitado!
Portanto, o espírito mal tenta manter o controle do poder a qualquer custo. Para conservar a hegemonia popular afirma até conhecer e ser amigo de Deus. Todo cuidado é pouco para não cair na armadilha. Mas com a força no poder de que somente em Deus pode-se encontrar o alimento para fortificar contra o mal, nada apossará do filho destemido de Deus. A coragem de enfrentar o mal deve perfazer com destreza o ser espiritual do homem que agarrou o Cristo com determinação e levou a libertação do mal. Amém!

JESUS EXPULSA UM DEMÔNIO

As pessoas ficam admiradas com Jesus, porque ele ensina como quem tem autoridade.
De onde vem a autoridade de Jesus?
Não é uma autoridade política, pois Jesus não ocupava nenhum cargo importante na sociedade, e não é uma autoridade religiosa institucional, já que Jesus não tinha nenhuma função importante no templo ou na sinagoga. Podemos afirmar que a sua autoridade vem de si próprio, pois ele é Deus, mas o povo não sabia disso. O povo percebe a autoridade de Jesus a partir da coerência entre a sua pregação e a sua vida, compromissada com os pobres, necessitados e oprimidos, numa constante e vitoriosa luta contra todo tipo de mal. (CNBB)
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Até o espírito imundo dava testemunho de quem era Jesus.
“Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou”!
Jesus estava apenas começando a sua missão no dia em ele expulsou aqueles demônios. Eram vários. Porque um deles disse: O que você quer de nós?
Jesus estava em uma cidade da região da Galileia, e era dia de sábado quando Ele falava ao povo, e todos estavam muito admirados com a sua maneira de ensinar, pois Jesus explicava com autoridade. Jesus ordenou que o demônio calasse a boca e saísse do homem. O demônio sacudiu o homem e o jogou no chão antes de sair dele.
Todos os presentes ficaram pasmados com medo e respeito por Jesus , pelo que Ele tinha acabado de fazer. As pessoas questionavam uns aos outros sobre o poder das palavras usadas por Jesus. E uma grande admiração sobre o poder de Jesus era notada nas atitudes das pessoas ali presentes. Depois daquele dia a notícia sobre o poder de Jesus se espalhava em toda aquela região.
Precisamos pedir a Jesus que afugente para longe de nós toda ação diabólica. Que Jesus mantenha satanás distante do nosso lar, que não exerça nenhuma influência na mente dos nossos filhos e de todos os jovens. Precisamos também, com a ajuda de Deus, expulsar outros demônios da nossa vida Aqueles representados, por exemplo, pelas bebedeiras exageradas geralmente dos maridos que mais que uma vez por semana “enchem a cara” e ao chegar em casa, maltratam mulher e filhos. Beber moderadamente de preferência uma vez por mês, ou no máximo uma vez por semana, até que é relaxante e divertido. Só que o problema, é o “moderadamente”. É muito difícil ficar com uma cerveja apenas. Sempre se exagera um pouco, e é exatamente na dose que reside o perigo da ingestão de bebidas alcoólicas. O exagero na bebida, além de prejudicar o fígado, e vesícula, enfraquece o coração. Coração fraco não bombeia adequadamente o sangue para todos os órgãos do corpo, e estes com oxigenação deficiente, causam um mal-estar de cansaço, fadiga etc., que é um prenúncio de envelhecimento precoce, o que causa o péssimo desempenho na convivência conjugal, no trabalho, nos esportes, etc. Amigo. Se este é o seu problema, seria bom consultar um médico, e pedir ajuda ao seu confessor.

TODOS FICARAM ADMIRADOS COM SEU ENSINAMENTO, POIS ELE OS ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE, NÃO COMO OS ESCRIBAS

Hoje, primeira terça-feira do tempo comum, São Marcos apresenta-nos Jesus ensinando na sinagoga e, ato seguido, comenta: “Todos ficaram admirados com seu ensinamento, pois ele os ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas” (Mc 1,22). Essa observação inicial é impressionante. De fato, a razão dessa admiração dos ouvintes, por um lado, não é a doutrina, senão o mestre; não aquilo que se explica, senão Aquele que o explica; e, por outro lado, não é já o predicador visto globalmente, senão remarcado especificamente. Jesus ensinava “com autoridade”, quer dizer, com poder legítimo e irrecusável. Essa particularidade fica ulteriormente confirmada por meio de uma nítida contraposição: “Não como os escribas”.
Mas, num segundo momento, a cena da cura do homem possuído por um espírito maligno incorpora à motivação admirativa pessoal o dado doutrinal: “Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade” (Mc 1,27). Porém, notemos que o qualificativo não é tanto de conteúdo quanto de singularidade: a doutrina é “nova”. Está é outra razão de contraste: Jesus comunica algo inaudito (nunca como aqui este qualificativo tem sentido).
Acrescentamos uma terceira advertência. A autoridade provem, também, do fato que a Jesus “até os espíritos imundos lhe obedecem”. Estamos diante uma contraposição tão intensa quanto as duas anteriores. À autoridade do Mestre e à novidade da doutrina há que somar a força contra os espíritos do mal.
Irmãos! Pela fé sabemos que esta liturgia da palavra nos faz contemporâneos do que acabamos de escutar e que estamos comentando. Perguntemo-nos com humilde agradecimento:
Tenho consciência de que nenhum outro homem tenha jamais falado como Jesus, a Palavra de Deus Pai?
Me sinto rico de uma mensagem que não tem comparação?
Dou-me conta da força libertadora que Jesus e seu ensino tem na vida humana e, mais precisamente na minha vida?
Movidos pelo Espírito Santo, digamos ao nosso Redentor: Jesus-vida, Jesus-doutrina, Jesus-vitória, faz que, como lhe comprazia dizer ao memorável Ramon Llull, vivamos na continua “maravilha” de Você!

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

A ação demoníaca, presente nos atos corruptos e ilegais da sociedade, escraviza e aliena o ser humano, impedindo-o de pensar e agir por conta própria. Jesus liberta as pessoas das amarras do mal, dando-lhes consciência e liberdade.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Deus não deixa de atender aos pedidos e necessidades de seus filhos e filhas. A oração de Ana lhe traz nova vida e Jesus liberta do espírito opressor.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Antífona da comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.
— Para que a Igreja contribua para o triunfo da justiça e da fraternidade no mundo, rezemos.
— Para que as mães acolham com amor os filhos gerados, rezemos.
— Para que os professores ensinem com convicção valores humanos, rezemos.
— Para que os conflitos entre as pessoas sejam superados, rezemos.
— Para que sejamos comprometidos com o bem comum durante todo o novo ano, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiastes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

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