LDP: 11/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

11/Jan/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

1 Samuel 3,1-10.19-20 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 1o jovem Samuel servia ao Senhor na presença de Eli. Naquele tempo, a palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes. 2Aconteceu que, um dia, Eli estava dormindo no seu quarto. Seus olhos começavam a enfraquecer, e já não conseguia enxergar. 3A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado e Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel”! Ele respondeu: “Estou aqui”. 5E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir”! E ele foi deitar-se. 6O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel”! E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir”! 7Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel”! Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala que teu servo escuta’”! E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel”! E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. 19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. 20Todo Israel, desde Dã até Bersabeia, reconheceu que Samuel era um profeta do Senhor.

Salmo 40(39),2.5.7-10 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor.
2Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. É feliz quem a Deus se confia; quem não segue os que adoram os ídolos e se perdem por falsos caminhos.
5Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; 7não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. 8E então eu vos disse: “Eis que venho”!
8Sobre mim está escrito no livro: 9“Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei”!
10Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 1,29-38 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Qual palavra mais me toca o coração?
Diante de grandes desafios, os bispos em Aparecida, disseram: “Os esforços pastorais orientados para o encontro com Jesus Cristo vivo deram e continuam dando frutos” (DAp 99).
Meus esforços para viver bem, estar bem, são orientados pelo encontro com Cristo vivo?
Ou, considero-me capaz e suficiente para enfrentar os desafios, dispensando a ação de Deus na minha vida?

… a VERDADE …

Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 1,29-39. Jesus andava por toda a Galileia, anunciando o evangelho nas sinagogas e expulsando demônios.
Bonito o encontro de Jesus com a sogra de Pedro que estava com febre alta. Observe a atitude: “Ele chegou perto dela, segurou a mão dela e ajudou-a a se levantar. A febre saiu da mulher, e ela começou a cuidar deles”. Interessante, é que Jesus não fala com a sogra, mas a segura pela mão e a ajuda a se levantar. A mulher imediatamente fica curada, e tão bem, que se põe a cuidar deles. Doentes e a multidão procuravam encontrar Jesus e Ele anunciava a boa notícia do Reino por toda parte.

… e a VIDA …

Pai, faz de minha vida espelhar-se no testemunho de Jesus, o primeiro a pôr em prática seus próprios ensinamentos, mostrando como é possível vivenciá-los.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Deixarei que o Senhor me tome pela mão como segurou a mão da sogra de Pedro.

REFLEXÕES

A SINAGOGA E A CASA

Marcos articula a narrativa da expulsão do espírito impuro na “sinagoga” com a narrativa da cura da sogra de Simão (Pedro) na “casa”. Esta é a dinâmica da primeira parte do seu Evangelho: Jesus revela que o encontro com Deus se dá não no espaço da sinagoga, mas, sim, no espaço da casa. Este é o sentido da expulsão do espírito impuro e da cura. A sinagoga é o lugar do homem de espírito impuro e de onde Jesus se afasta. A casa, onde se dá a cura da febre da sogra de Simão, é o lugar a ser resgatado para o serviço e para o encontro da comunidade. E é à porta da casa, e não na sinagoga, que se junta “a cidade inteira”. Com Jesus passa-se de uma religião cultual para uma fé de comunhão e serviço à vida.

E PÔS-SE A SERVI-LOS

O gesto da sogra de Pedro, após ter sido curada, chama a atenção para um aspecto, às vezes negligenciado por quem foi objeto da misericórdia de Jesus.
Como retribuir o benefício recebido, de forma a manifestar gratidão?
Colocando-se a serviço do próximo. Não existe maneira melhor de mostrar-se grato ao Senhor. Seria pura ingratidão se alguém, que foi libertado ou curado de algum mal, levasse uma vida egoísta, pensando só em si mesmo. Os gestos de Jesus traziam a marca do amor, de alguém que estava voltado para as necessidades e carências do próximo. Por isso, estava sempre pronto a servir quem quer que fosse. As multidões procuravam-no, trazendo seus doentes e gente possuída pelo demônio. A ninguém ele despedia, sem antes libertá-los de seus males.
Esta disposição de Jesus é uma lição de vida. A sogra de Pedro parece tê-la aprendida. Assim que se viu livre da febre, a qual poderia vir a ser fatal, pôs-se a servir Jesus e os discípulos que o acompanhavam. Servi-los, significou vir ao encontro de suas necessidades de missionários, cansados por causa das suas peregrinações por cidades e aldeias. Significou matar-lhes a fome, providenciar-lhes repouso, fazê-los recuperar as forças para continuar a missão. Esta foi a maneira concreta que ela encontrou para retribuir a graça recebida.

VOCÊ JÁ RECONHECEU QUAL É O SEU PROBLEMA?

Jesus andou por toda a Galileia ensinando nas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando as enfermidades e doenças graves do povo. As notícias a respeito d’Ele se espalharam por toda a região da Síria. Por isso, o povo levava até Jesus pessoas que sofriam de várias doenças e de todos os tipos de males, isto é, epiléticos, paralíticos e pessoas dominadas por demônios; e Ele curava todos. Grandes multidões O seguiam; eram gente da Galileia, das dez cidades, de Jerusalém, da Judeia e das regiões que ficam no lado leste do Rio Jordão.
No Evangelho de hoje, vemos Jesus com a concisa precisão que se dirige para uma casa. “Logo que saíram da sinagoga, foram para a casa de Simão”, o evangelista Marcos indica que Cristo descarta a sinagoga e afirma Seu ministério no espaço da “casa”. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão. Na “casa”, a mulher, libertada de sua exclusão, exerce a prática essencial das novas comunidades, que é o serviço. E é à porta da casa que se reúne a cidade inteira.
Jesus não se deixa reter por uma comunidade particular. Seu ministério missionário é dirigido amplamente a toda a Galileia e aos territórios vizinhos.
A sogra de Simão estava com febre. Identificada a doença, Jesus se aproxima dela e a cura.
O que falta para que Ele cure também a sua doença?
Identifique-a, procure saber qual é e clame por Jesus. Se for o pecado, lembre-se de que não precisa explicação. Se você quer ser curado do pecado, ele só precisa ser reconhecido e confessado a um sacerdote. Por favor, não jogue a culpa nos outros:
“Eu pequei porque estava muito sozinha”.
Assim como: “Porque meu marido me abandonou”.
Ou: “Pequei porque minha mulher me abandonou”.
Ou ainda: “Estou no pecado porque o meu pai não me compreende”.
Da mesma forma: “Eu estou nas drogas porque ninguém gosta de mim”.
Assim como: “Eu bebo porque a sociedade é injusta”, entre outros.
Enquanto você fica tentando explicar, acaba não dando o primeiro passo para sair do vício, do pecado. Se você quer ser verdadeiramente curado, transformado, só tem que dar um passo: dizer como o ladrão na cruz, ao lado de Cristo: “Este não fez nada, mas nós sim; nós merecemos porque somos ladrões, fizemos mal”.
Pergunto-lhe: você já reconheceu qual é o seu problema?
Talvez não seja o dinheiro, não seja a saúde, nem o marido ou a mulher; nem o filho ou o pai. Talvez seu problema não seja o chefe, nem a inflação. Pode ser que todas essas coisas sejam pretextos para esconder seu verdadeiro problema que tem raízes mais profundas.
Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e aceitá-la, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente que, apesar de dar esse primeiro passo, sente que nada muda.
Por quê?
Em algum momento temos que parar, reconhecer nossa situação e clamar ao Senhor pedindo-Lhe ajuda. Fale, em seu coração, com Deus: “Senhor, o meu problema sou eu, o meu temperamento, o meu caráter. Não tenho paciência, ‘estouro’ por qualquer coisa. Não tenho conseguido dominar meu temperamento. Meu problema não é meu patrão nem que os outros tenham oportunidades; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado e não tenho forças para sair desta situação sozinho. Preciso de Sua ajuda”.
Vejam agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: “Em verdade, em verdade te digo: Estarás comigo no Paraíso”. Percebam, queridos, o ladrão somente pede: “Lembra-te de mim”. Nada mais. Porém, Jesus lhe diz: “Eu te prometo que estarás comigo no Paraíso”. Nunca mais estará sozinho, nunca mais abandonado, rejeitado, nunca mais passará fome, nunca mais um ser querido morrerá. Você estará comigo para sempre – diz o Senhor – por toda a eternidade!

EM CASA

A centralidade da missão de Jesus encontra-se na revelação do Reino de Deus, de modo que para ele é mais importante a pregação do que a realização de curas e outros tipos de milagres. Os milagres estão relacionados com a revelação, pois explicitam o conteúdo principal da pregação de Jesus que é o amor que Deus tem por todos nós e o bem que ele concede a nós como manifestação desse amor. Sendo assim, o mais importante não é o milagre em si, mas a revelação que ele traz junto de si: Deus ama a todos nós com amor eterno e tudo faz pela nossa felicidade, e isso deve ser anunciado a todos os povos.

JESUS APROXIMOU-SE DELA E TOMOU-A PELA MÃO

É muito bom lermos o que se conta sobre a sogra de São Pedro no Evangelho. Esta boa mulher, sofrendo de uma doença grave, ouvira dizer que o Senhor estava em Cafarnaum, que fazia grandes milagres, curava os doentes, expulsava o demónio dos possessos e outras maravilhas. Ela sabia que o genro acompanhava o Filho de Deus e podia dizer a São Pedro: “Meu filho, o teu mestre é poderoso e tem o poder de me curar desta doença”. Algum tempo depois, eis que o Senhor veio até sua casa. Mas ela não mostrou impaciência com a sua doença; não se queixou, não intercedeu junto do genro nem mesmo do Senhor. Mas poderia ter-Lhe dito: “Sei que tens o poder de curar todo o tipo de doenças, Senhor; tem compaixão de mim”. No entanto não proferiu tais palavras. O Senhor, vendo a sua quietude, ordenou à febre que a deixasse e, nesse mesmo instante, ela ficou curada.
Não nos lamentemos de todas as coisas más que nos acontecem, deixemos tudo isso à Providência; seja suficiente para nós que o Senhor nos veja e saiba o que suportamos por Seu amor e para imitar os bons exemplos que Ele nos deu, em particular no Jardim das Oliveiras, quando aceitou o cálice. […] Porque, embora tivesse pedido que, se fosse possível, ele passasse sem que Ele o bebesse, logo acrescentou que a vontade de Seu Pai fosse feita (Mt 26,42).

DE MADRUGADA, QUANDO AINDA ESTAVA BEM ESCURO, JESUS SE LEVANTOU E SAIU RUMO A UM LUGAR DESERTO. LÁ, ELE ORAVA.

Hoje vemos claramente como Jesus dividia a jornada. Por um lado, dedicava-se à oração e, por outro, à missão de predicar com palavras e com obras. Contemplação e ação. Oração e trabalho. Estar com Deus e estar com os homens.
De fato, vemos Jesus entregado em Corpo e alma em sua tarefa de Messias e Salvador: cura aos doentes, como à sogra de São Pedro e muitos outros, consola os que estão tristes, expulsa demônios, predica. Todos levam-lhe seus doentes e endemoniados. Todos querem escutá-lo: “Todos te procuram” (Mc 1,37), dizem os discípulos. Seguro que tinha uma atividade frequentemente cansativa, que quase não lhe deixava nem respirar.
Mas, Jesus procurava também tempo de solidão para se dedicar à oração: “De madrugada, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e saiu rumo a um lugar deserto. Lá, ele orava” (Mc 1,35). Em outras partes dos Evangelhos vemos Jesus dedicado à oração em outras horas e, inclusive a altas horas da noite. Sabia distribuir o tempo sabiamente, para que sua jornada tivesse um equilíbrio razoável de trabalho e oração.
Nós dizemos frequentemente:
Não tenho tempo!
Estamos ocupados com o trabalho do lar, com o trabalho profissional e, com as inumeráveis tarefas que enchem nossa agenda.
Com frequência cremo-nos dispensados da oração diária. Fazemos muitas coisas importantes, isso sim, mas corremos o risco de esquecer a mais necessária: a oração. Devemos criar um equilíbrio para fazer umas sem desatender as outras.
São Francisco o propõe assim: “Há que trabalhar fielmente e com dedicação, sem apagar o espírito da santa oração e devoção, para o que hão de servir as outras coisas temporais”.
Deveríamos nos organizar um pouco mais. Disciplinar-nos, “domesticando” o tempo. O que é importante há de caber. Ainda mais o que é necessário.

JESUS, CUIDAVA, ESCUTAVA, ATENDIA A TODOS E TUDO FAZIA COM AMOR, CURAVA AS PESSOAS PARA QUE ELAS FOSSEM ÚTEIS E TIVESSEM UMA VIDA EFICAZ

Com as suas atitudes Jesus nos dá ciência de que a Sua Missão de Salvador se manifesta no dia a dia da nossa vida. Ele não deixava nada para o dia de amanhã e aproveitava todas as oportunidades para evidenciar a Sua ação libertadora. Ele tinha consciência de que precisava ir adiante, portanto, não se prendia aos lugares e tinha exclusivamente, como objetivo, cumprir a Missão que o Pai lhe confiara. Não tinha tempo para descansar e também não se apegava a ninguém, nem mesmo àqueles que O exaltavam. Ao sair da Sinagoga Jesus poderia muito bem ter ido descansar.
No entanto, ele se aproximou de uma mulher velha, doente, acamada. Tocou-a e com grande amor a curou fazendo com que ela voltasse a ser útil. Assim como curou a sogra de Pedro restituindo nela a capacidade de servir, Jesus curou também as diversas pessoas que O procuravam. Todos tinham vez na sua trajetória. Cuidava de todos, escutava a todos e atendia a todos e tudo fazia com amor. Não menosprezava os velhos, nem as crianças e curava as pessoas para que elas fossem úteis e tivessem uma vida eficaz.
Jesus não desiste da sua missão salvadora e hoje também Ele visita a nossa casa para curar-nos, percorre os caminhos para nos guiar. Somos curados para servir a Deus, por isso, Jesus nos deu o exemplo do que precisamos fazer ao “sair da sinagoga”. O louvar, o orar, o adorar a Deus é fundamental, porém não podemos ficar somente nisso: o Senhor nos envia a também tocar, curar, compreender, amar. Isto é também evangelizar! Precisamos entender que a salvação começa agora no nosso dia a dia. Reflitamos:
Tem alguém na sua casa que precisa ser visitado por Jesus, chame-O e Ele irá.
Como você vê as pessoas que já estão idosas?
O que você faz para que elas sejam úteis?
E você? Você acha que ainda tem jeito?
Qual tem sido o resultado prático e concreto da sua oração e adoração ao Senhor?
Amém!

CUROU MUITAS PESSOAS DE DIVERSAS DOENÇAS

Este Evangelho descreve dois dias de intensa atividade de Jesus em Cafarnaum:
1) Sai da sinagoga onde estava rezando.
2) Cura a sogra de Pedro.
3) Cura “muitas pessoas de diversas doenças e expulsa muitos demônios”.
4) Refugia-se para a oração.
5) Vai a “outros lugares, às aldeias da redondeza”.
E o evangelista resume: Jesus “andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios”. A oração e a união com Deus é a fonte do nosso amor ao próximo.
Jesus só fazia o bem; a sua alegria consistia em fazer o bem às pessoas. Depois que ele curou a sogra de Pedro, o evangelista diz: “Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los”. Aquela senhora, que convivia com Jesus bem de perto, pois ele frequentemente se hospedava na casa dela, havia aprendido com Jesus esta virtude do bom acolhimento. Certamente, lá da cama ela sentia um grande desejo de estar preparando a comida e o pouso dos queridos visitantes. Logo que foi curada, pôde realizar o seu desejo.
“À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes… A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças”. Descubra a felicidade de servir. Quem gosta de servir, faz aquilo que pode pelos outros. Jesus podia curar, curava. Diversas vezes, ele nos pediu: “Curai os doentes”.
“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto”. O seu amor maior mesmo é a Deus Pai. É este amor que o impulsionava a amar o próximo. Como é importante nós não nos deixarmos levar pelo ativismo, e dar umas fugidas para nos encontrarmos com Deus! O evangelista começa o Evangelho de hoje dizendo: “Jesus saiu da sinagoga…” portanto ele estava rezando. Só neste curto texto do Evangelho, Jesus aparece duas vezes rezando!
“Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: Todos estão te procurando”! Como quem diz: “Ontem o Senhor conquistou o povo; agora, que, está na hora de colher os frutos, o Senhor foge”? Jesus não buscava “frutos” nem glórias para si; o que ele queria era a glória de Deus Pai e o bem do povo.
“Jesus respondeu: Vamos a outros lugares”. O líder dá a mão, ajuda a pessoa a se levantar, mas quer que ela depois caminhe com as próprias pernas, e não fique dependendo daquele que a ajudou, ou batendo palmas para ele. Afinal, somos todos iguais. Deus é que faz as curas e dá as graças.
O grande modelo na cena, além de Jesus, é a sogra de Pedro que, logo que foi curada, “se levantou e pôs-se a servi-lo”. O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de servir”. Jesus trabalhava. Ele era carpinteiro, junto com o pai, S. José. Na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é trabalho. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho.
Jesus era um mestre religioso diferente dos outros mestres da época. Estes fundavam escolas para ensinar a interpretar a Sagrada Escritura. Jesus era itinerante, queria que seus discípulos vivenciassem a Sagrada Escritura, e passassem essa vivência para frente. Esse método continua até hoje, na Santa Igreja.
Nós queremos ser “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que os nossos povos tenham vida nele” (Documento de Aparecida). Somos chamados a levar a Boa Nova de Jesus até os confins da terra. A Comunidade cristã não é um grupo de pessoas em torno de um líder, mas são pessoas unidas em torno de Cristo, e organizadas entre si para a construção do Reino de Deus.
Certa vez, um menino da roça foi à cidade com o pai. E lá havia um palhaço na rua, fazendo propagando do circo. O garoto se encantou com aquele palhaço, e começou a acompanhá-lo, junto com as outras crianças.
Quando se deu conta, tinha se separado do pai. O menino começou a chorar, e a andar desesperadamente pelas ruas procurando o pai. Ele atravessava as ruas sem cuidado, correndo o risco de ser atropelado. Até que, por sorte, o pai, que também o procurava, o viu na rua e correu atrás.
Este mundo está cheio de gente andando sem rumo e desesperadamente, como aquele garoto. A sogra de Pedro não andou sem rumo, pois imitava e seguia Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida.
Maria Santíssima passou a vida servindo: dona de casa, esposa, mãe… Que ela nos ajude a servir na humildade, a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, e assim acertar o caminho do Céu.
Curou muitas pessoas de diversas doenças.

JESUS CUROU A SOGRA DE PEDRO

Jesus tinha uma agenda bem “cheia”, mas nela sempre havia um bom tempo para duas coisas muito importantes: o atendimento as pessoas enfermas, tristes, oprimidas, possessas do demônio, e também para entregar-se a oração, porque na oração que escuta, o Pai vai confirmando-o em sua missão libertadora.
Na agenda não faltava a participação na celebração, junto com seus discípulos (eles tinham acabado de sair da sinagoga) e ainda a visita a casa dos amigos onde tinha uma grande sensibilidade com alguém que estava enfermo, como é o caso da sogra de Pedro. Claro que há nessa cura um toque a mais da sua graça santificante, pois ao tomá-la pela mão e a pondo de pé, imediatamente a febre a deixou e ela começou a servi-los. Quem é tocado pela graça tem essa primeira reação: se dispõe a servir a comunidade…
As demais curas devem sempre ser compreendidas em seu verdadeiro significado, elas querem nos apresentar um Jesus com poderes divinos, que usa esse poder para libertar, desalienar e curar todos os que ainda jazem no pecado. Esses sinais confirmam a autenticidade do seu messianismo mas não são importantes em si mesmo.
Por isso mesmo que seus discípulos, não tendo compreendido a profundidade dessas curas, vão á sua procura com outra intenção, a de fazê-lo ver como estava conhecido e já era famoso pois as multidões o seguiam e se admiravam dos prodígios que realizava. Estava mais que na hora de “jogar a âncora” e estacionar o barco para uma pescaria abundante…
Entretanto Jesus foge desse popularismo, não foi para isso que veio, para armar uma tenda dos milagres, deixando que as pessoas necessitadas viessem até ele, mas sim para anunciar e pregar em todas as aldeias vizinhas. Nós também não viemos para fazer sucesso com nosso carisma nas nossas comunidades, mas sim para evangelizar a todas as pessoas de todos os lugares, a Igreja não pode ser um posto de atendimento esperando que os “clientes” venham até ela, antes, deve sair de si mesma e ir ao encontro dos que precisam descobrir o sentido da vida.
Afinal, Jesus Cristo não autorizou ninguém a mudar o ramo de atividade por ele estabelecido desde o início “Ide e Evangelizai…” Ele continua hoje a não querer ser Rei e nem o Maior de todos os milagreiros da humanidade. Os que descaracterizarem a Igreja, omitindo-se da sua missão primária, terão um dia que prestar contas Àquele que a instituiu…

JESUS CUROU A SOGRA DE SIMÃO

Ao entrar na casa de Simão Jesus encontra-se com a mulher com febre. Dirige-se a mesma, a sogra de Simão, pega em sua mão e a cura. Assim que se sentiu curada, levantou-se e se pôs a servir. De repente a notícia espalhou por toda redondeza e muitos procuraram Jesus para libertar do mal.
A febre representa o demônio apossando-se do corpo da pessoa. Ao apossar-se do corpo o indivíduo perde o interesse ao trabalho. A sogra de Simão, inerte na cama, não tinha atitude de servir os convidados por estar presa ao espírito do mal. Somente livre das tentações poderia ir ao encontro das pessoas. Caso contrário, morreria paralisada sem ação.
Jesus ajuda a levantar os caídos. Ajuda com determinação. Não aceita que o mal apodera do cristão que tem muito a servir. Ao levantar a sogra de Simão, Jesus mostra o caminho a seguir. Demonstra ação na atitude. O comodismo não faz crescimento da pessoa, prende-o e esgota-se no definhamento. Levantar da cama e servir os convidados revela-se atitudes de cristão que objetiva melhoria para si e para os próximos. Não suporta vegetar na sociedade enquanto muitos necessitam da ajuda.
Servir é a temática da cena na casa de Simão. Jesus foi um libertador dos pobres que serviu muito bem os necessitados. Diante de homens e mulheres rejeitados pelo poder centralizador, diante de enfermos, coxos, cegos, surdos e descrentes com o Divino, Jesus se colocou a disposição. Não exigiu nada em troca dos acertos concedidos. Ele mesmo, por si só, atraia os “curados” para dar continuidade no serviço do Reino. Jesus tinha adoração pelo Reino que estava em construção e tudo que fazia estava voltada para ele.
Todavia, ao finalizar o Evangelho Marcos apresenta um Jesus em oração. Ele saiu de madrugada e foi ao deserto rezar. Na oração pessoal, silencioso e em sintonia com o Pai, Jesus aproxima do Pai, abastece do poder espiritual para dar sustentabilidade no seu projeto de vida. A pequenez de Jesus torna-se grande pelo esforço do serviço. Nada é substancial importante do que a ação em prol da comodidade de um povo que está alienado pelo espírito do mal. Este espírito do mal é inteligente e sabe que Jesus tem poder de expulsá-lo, mas o que ele quer mesmo não é todo o sujeito, talvez uma pequena parte para incomodar o projeto de Jesus.
Enfim, o serviço pôs o projeto de Jesus a disposição de todos que libertaram das tentações. O mundo alienante cega e ordena o homem a fazer o que está a disposição do outro aproveitador. Para não ser atraído para o mal, somente crendo e aprendendo com o maior mestre do mundo que foi Jesus. Ele sim foi um excelente servidor dos excluídos, libertando-os dos demônios. Amém.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Cumprir a vontade do Senhor deve ser nosso norte. Para isso, precisamos estar atentos aos seus apelos e responder positivamente, sempre abertos aos sinais dos tempos.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O Senhor continuamente nos fala e nos convida a dar-lhe resposta, mostrando-nos atentos ao apelo dos sofredores.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo, 10,27)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Antífona da comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Ouvi-nos, Senhor.
— Iluminai, Senhor, as instituições de saúde, para que acolham com amor os doentes. Nós vos pedimos.
— Abençoai todos os que se dedicam ao cuidado dos enfermos. Nós vos pedimos.
— Dai coragem aos chamados, para que respondam com otimismo. Nós vos pedimos.
— Fortalecei-nos na luta contra o mal e contra tudo o que prejudica a saúde. Nós vos pedimos.
— Inspirai as famílias, para que, no conforto do lar, não esqueçam os necessitados. Nós vos pedimos.

Oração sobre as oferendas

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

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