LDP: 13/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

13/Jan/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

1 Samuel 8,4-7.10-22 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 4todos os anciãos de Israel se reuniram, foram procurar Samuel em Ramá, 5e disseram-lhe: “Olha, tu estás velho, e teus filhos não seguem os teus caminhos. Por isso, estabelece sobre nós um rei, para que exerça a justiça entre nós, como se faz em todos os povos”. 6Samuel não gostou, quando lhe disseram: “Dá-nos um rei, para que nos julgue”. E invocou o Senhor. 7O Senhor disse a Samuel: “Atende a tudo o que o povo te diz. Porque não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, para que eu não reine mais sobre eles”. 10Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedira um rei 11e disse: “Estes serão os direitos do rei que reinará sobre vós: Tomará vossos filhos e os encarregará dos seus carros de guerra e dos seus cavalos e os fará correr à frente do seu carro. 12Fará deles chefes de mil, e de cinquenta homens, e os empregará em suas lavouras e em suas colheitas, na fabricação de suas armas e de seus carros. 13Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14Tirará os vossos melhores campos, vinhas e olivais e os dará aos seus funcionários. 15Das vossas colheitas e das vossas vinhas ele cobrará o dízimo, e o destinará aos seus eunucos e aos seus criados. 16Tomará também vossos servos e servas, vossos melhores bois e jumentos, e os fará trabalhar para ele. 17Exigirá o dízimo de vossos rebanhos, e vós sereis seus escravos. 18Naquele dia, clamareis ao Senhor por causa do rei que vós mesmos escolhestes, mas o Senhor não vos ouvirá”. 19Porém, o povo não quis dar ouvidos às razões de Samuel, e disse: “Não importa! Queremos um rei, 20pois queremos ser como todas as outras nações. O nosso rei administrará a justiça, marchará à nossa frente e combaterá por nós em todas as guerras”. 21Samuel ouviu todas as palavras do povo e repetiu-as aos ouvidos do Senhor. 22aMas o Senhor disse-lhe: “Faze-lhes a vontade, e dá-lhes um rei”.

Salmo 89(88),16-19 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!
16Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! 17Exultará de alegria em vosso nome, dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.
18Pois sois vós, ó Senhor Deus, a sua força e sua glória, é por vossa proteção que exaltais nossa cabeça. 19Do Senhor é o nosso escudo, ele é nossa proteção, ele reina sobre nós, é o Santo de Israel!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 2,1-12 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, – disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Muitos, entre nós, não têm condições para encontrar a Cristo.
São pessoas que precisam de alguém que já fez a experiência do encontro com Deus para acompanhá-las até a casa onde Jesus as espera.
Às vezes, sou eu a pessoa necessitada de ajuda, mas devo também ser aquela que ajuda a quem precisa. Vou procurar na minha comunidade um ministério, movimento ou pastoral em que possa me engajar. Existem pastoral da saúde, da educação, da evangelização, da criança, da juventude, da comunicação e tantas outras. Vou dar também minha colaboração.
Os bispos, em Aparecida, falaram de uma “conversão pastoral”. Veja o que queriam dizer: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim, será possível que “o único programa do Evangelho siga introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária.” (DAp 370).
Existe “conversão pastoral” na minha comunidade?

… a VERDADE …

Entre as pessoas sofridas na sociedade onde Jesus vivia, estavam também os paralíticos. Impedidos pela própria doença, não tinham como se aproximar dele. Além disso, havia um grupo de pessoas “instaladas na casa”, ao redor de Jesus, que impediam a entrada de outros. Era necessária uma “conversão pastoral”. Havia, também, pessoas que, pela fé, descobriam formas para aproximar os sofredores de Jesus. O Evangelho diz que “vendo a fé que eles tinham” curou o homem. O Mestre não queria sentir-se prisioneiro de ninguém: ele veio para todos. Não só curou o doente, mas perdoou-lhe os pecados. A libertação foi total.

… e a VIDA …

Pai, cura os pecados que me paralisam e me impedem de caminhar para ti. Realiza em minha vida a maravilha do perdão.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas.

REFLEXÕES

REVELAÇÃO DO AMOR MISERICORDIOSO

O núcleo desta narrativa de milagre é a revelação do amor misericordioso de Deus, manifestado na prática de Jesus, que concede o perdão dos pecados. João Batista, no deserto, já anunciava o perdão dos pecados pela prática da justiça. Tal anúncio e tal prática chocam-se frontalmente com o sistema do Templo e das sinagogas, pois aqueles que integravam a casta religiosa se apresentavam como os legítimos e exclusivos representantes de Deus para, mediante ofertas e sacrifícios, perdoar os pecados. A acusação de blasfêmia é a preparação para a condenação de Jesus que ameaça os poderes e privilégios desta casta. A prática da misericórdia liberta os humilhados e oprimidos e restaura-lhes a dignidade e a vida.

FÉ E INCREDULIDADE

É chocante o contraste entre a fé do paralítico e dos que o traziam até Jesus, para ser curado, e a incredulidade de alguns escribas, presentes nesta ocasião.
Para que o homem fosse curado, pessoas de boa vontade superaram todos os obstáculos a fim de fazê-lo chegar até Jesus. Mas, a presença da multidão impedia-lhes o acesso. Por isso, resolveram abrir um buraco no teto, por onde puderam descer a maca do paralítico. Só uma fé profunda pode explicar este gesto quase desesperado. E Jesus o descobre, e o recompensa.
Por sua vez, os escribas ruminam, em seus corações, pensamentos malévolos a respeito da ação de Jesus. Tomam-no por usurpador de um poder exclusivo de Deus, porque perdoa os pecados daquele pobre homem, antes mesmo que lhe solicitassem a cura. Sua incredulidade leva-os a acusar Jesus de blasfemo. É que, no fundo, não suportavam conviver com a misericórdia que jorrava do coração do Mestre.
A incredulidade dos escribas não foi suficientemente forte para bloquear Jesus. Ele continuou a agir com absoluta liberdade, sempre conforme o querer do Pai. Não só perdoou todos os pecados do paralítico, como também, devolveu-lhe a saúde, recompensando-lhe a fé.
Os incrédulos podem até permanecer firmes em sua incredulidade. Só não podem dizer que não tinham motivos para crer. O milagre de Jesus não dava margem para dúvidas.

O PERDÃO É UMA LIBERTAÇÃO

Depois de percorrer a Galileia, Jesus volta a Cafarnaum. Novamente, a casa é centro de convergência da multidão. Jesus dirige-lhes a Palavra. As ações e diálogos que se seguem exprimem o núcleo do ensino e da prática do Senhor: o amor misericordioso de Deus com o perdão dos pecados. Os escribas se escandalizam, pois a casta religiosa de Jerusalém se apresentava como únicos e legítimos representantes de Deus para perdoar os pecados, diante de sacrifícios e ofertas. A acusação de blasfêmia será o motivo da condenação final de Jesus pela casta religiosa que se sente ameaçada pela ação libertadora de Cristo.
A Palavra de Jesus é sempre associada à Sua prática vivificante de cura e libertação. Não é só o corpo que necessita de cura, mas sobretudo o espírito. Jesus nos mostra isso ao curar um paralítico, que é levado à Sua presença. O homem não diz uma única palavra; é o Senhor quem toma a iniciativa e lhe diz: “Filho, os teus pecados estão perdoados”.
Jesus vê que o homem precisa, em primeiro lugar, de uma cura interior. Muitas vezes, são as feridas interiores que mantêm o homem paralisado. O perdão oferecido por Ele devolve ao paralítico toda a sua dignidade humana, torna-o capaz de “levantar-se” e de pôr-se de pé. O perdão é uma libertação.
O paralítico não esperava por essas palavras. Ele veio à procura da cura física e Jesus fala-lhe de perdão. Os escribas pensam então que o Senhor blasfema. Com efeito, segundo a fé do povo, só Deus tem o poder de perdoar os pecados. Mas Jesus fala indiretamente de si próprio como Filho do homem, uma expressão que pode significar “homem” (cf. Ezequiel 2,1) ou que pode ser utilizada para falar do próprio Deus (cf. Dn 7,13). Enquanto Filho de Deus, que se tornou Filho do homem, Jesus tem o poder de perdoar os pecados.
Jesus Cristo ajuda-nos a descobrir uma outra realidade importante: o pecado não é a causa da doença paralisante. O Deus que Jesus nos veio revelar não é um Deus que castiga. Jesus fala de um homem cego de nascença: “Nem ele pecou, nem seus pais” (João 9,3). Perdoado, curado, o homem paralítico levanta-se, pega sua cama (símbolo da sua doença) e sai diante de toda aquela gente. O perdão torna-nos livres para caminhar, mesmo com as nossas fragilidades, e livres para aprender a conviver com as fragilidades dos outros. Diante de uma tal novidade, não podemos senão exclamar com a multidão: “Nunca vimos coisa assim!” (v. 12).
O paralítico é transportado pelos amigos.
Quem são os que me “transportaram”, aqueles que, pela sua fé, conduziram-me a um encontro com Deus?
Diz o ditado: “Diz-me com quem tu andas e dir-te-ei quem tu és”.
Pois é, os meus amigos me ajudam a chegar e clamar por Deus ou me afundam cada vez mais?
O que me “paralisa”?
Em que aspectos sinto a necessidade de uma cura interior?
Jesus diz ao paralítico: “Levanta-te, pega tua cama e anda”.
Como posso compreender estas palavras na minha vida de hoje?
Que Deus lhe dê a graça e a força de se dirigir a Jesus e clamar: “Salva-me! Cura-me, Senhor Jesus”!

JESUS CURA O PARALÍTICO

As pessoas do tempo de Jesus têm muita dificuldade para acreditar que ele tenha poder de perdoar pecados. Isso acontece porque perdoar pecados é algo que compete unicamente a Deus, e as pessoas da época de Jesus, principalmente as autoridades religiosas, não o reconheceram como o Filho de Deus. Hoje em dia, porém, vemos acontecer o contrário. Parece que o perdão dos pecados é algo tão “comum” que a maioria das pessoas não valoriza mais isso como algo excepcional que Deus realiza em nossas vidas, vulgarizando a graça sacramental e não dando o devido valor ao Sacramento da Reconciliação.

VENDO A FÉ DAQUELES HOMENS, PERDOOU-LHE

“Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’”. Como é grande o Senhor! Por causa de uns, perdoa aos outros; de uns recebe a oração, a outros perdoa os pecados.
Por que razão, ó homem, não poderá o teu semelhante interceder por ti, quando é um servo que do Senhor alcança e obtém, pela súplica insistente, a graça?
Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós, e, em consideração a ela, o Senhor vos concederá o perdão que podia ter-vos recusado. Não negamos a realidade histórica da cura do paralítico, apenas queremos aqui realçar, sobretudo a sua cura interior, por causa dos pecados que lhe foram perdoados. […]
O Senhor quer salvar os pecadores e demonstra a Sua divindade através do conhecimento que tem dos corações e dos prodígios das Suas ações: “Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?” E assim faz-lhes ver a imagem completa da Ressurreição, uma vez que, ao curar as feridas do corpo e da alma […], é o homem todo que fica curado.

FILHO, OS TEUS PECADOS SÃO PERDOADOS(…)LEVANTA-TE, PEGA A TUA MACA E ANDA

Hoje, vemos novamente Jesus rodeado de uma multidão: “Ajuntou-se tanta gente que já não havia mais lugar, nem mesmo à porta” (Mc 2,2). O Seu coração abre-se perante as necessidades dos outros e faz-lhes todo o bem possível: perdoa, ensina e cura ao mesmo tempo. Dá-lhes certamente ajuda a nível material (no caso de hoje, fá-lo curando-o de uma paralisia), mas – no fundo – procura o melhor e o primeiro para cada um de nós: o bem da alma.
Jesus Salvador quer deixar-nos uma esperança certa de salvação: Ele é capaz até de perdoar os pecados e de se compadecer da nossa debilidade moral. Antes de mais, diz taxativamente: “Filho, os teus pecados são perdoados” (Mc 2,5). Depois, contemplamo-lo associando o perdão dos pecados – que dispensa generosa e incansavelmente – a um milagre extraordinário, “palpável” aos nossos olhos físicos. Como uma espécie de garantia externa, para nos abrir os olhos da fé, depois de declarar o perdão dos pecados do paralítico, cura-o da paralisia: “Eu te digo: levanta-te, pega a tua maca, e vai para casa! O paralítico se levantou e, à vista de todos, saiu carregando a maca” (Mc 2,11-12).
Podemos reviver frequentemente este milagre na Confissão. Nas palavras da absolvição que o ministro de Deus pronuncia (“Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”) Jesus oferece-nos novamente – de maneira discreta – a garantia externa do perdão dos nossos pecados, garantia equivalente à cura espetacular que realizou com o paralítico de Cafarnaum.
Começamos agora um novo tempo comum. E recorda-se a nós, os crentes a necessidade urgente que temos de um encontro sincero e pessoal com Jesus misericordioso. Neste tempo, Ele convida-nos a não fazer “descontos”, a não descuidar o perdão necessário que Ele nos oferece no Seu seio, na Igreja.

HOJE VIMOS COISAS MARAVILHOSAS

Este Evangelho narra a cura do paralítico descido pelo telhado. Ao ver o milagre, “todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: Hoje vimos coisas maravilhosas”!
Nós também, se tivermos fé como aquele paralítico e os homens que o carregavam, veremos coisas maravilhosas. Aliás, o próprio nascimento de Jesus, para cujo aniversário estamos nos preparando, é a coisa mais maravilhosa que Deus fez para nós.
O único jeito que aqueles homens encontraram de levar o paralítico até de Jesus foi descê-lo pelo telhado, fazendo este enorme sacrifício. Nós não precisamos ir tão longe. Jesus está ao nosso lado, principalmente nas nossas igrejas, presente na Eucaristia. E está ali com a mesma força e bondade que tinha naquele tempo.
Ao ver aquele paralítico sendo descido do telhado na sua frente, Jesus ficou admirado com a fé deles e diz: “Homem, teus pecados estão perdoados”. Jesus tinha consciência de que este era o maior presente que ele podia dar a alguém, muito mais valioso do que a cura física, pois esta até o médico pode nos dar.
Ao ver Jesus dizer: “Os teus pecados estão perdoados”, os escribas e fariseus se escandalizam, pensando que é uma blasfêmia, pois só Deus pode perdoar pecados. Eles não acreditavam que Jesus era Deus. Mas a cura do paralítico veio provar que Jesus é Deus mesmo. No fundo, a cena é um relato de epifania, isto é, é manifestação da divindade de Jesus.
Esse poder, o Senhor ressuscitado transmitiu-a à sua Igreja, quando disse aos Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,22).
A santa Igreja é a depositária e mensageira do perdão de Deus para o homem pecador, função que ela exerce no sacramento da Reconciliação ou Penitência. A perda do sentido de pecado que o homem moderno tem é a principal prova do pecado em que vive mergulhado, e da necessidade que ele tem de ser perdoado, salvo e regenerado. No meio de um mundo secularizado, queremos anunciar e testemunhar as realidades transcendentes, que são eternas.
Em nossa Comunidade cristã, nós queremos valorizar ao máximo este grande presente que Jesus nos trouxe que é o perdão dos pecados. Valorizá-lo e usufruirmos dele.
Para que uma Comunidade seja reconciliadora, é necessário que seus membros se perdoem mutuamente. “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos…” Os agentes da reconciliação precisam estar reconciliados entre si e com Deus. Infelizmente, o pecado é uma realidade sempre possível na Igreja, que é santa e pecadora. Devemos não só nos perdoar, mas ter misericórdia uns dos outros: “Não devias tu ter piedade do teu companheiro como eu tive de ti?” (Mt 18,33).
A confissão é chamada o sacramento da alegria. Isso porque ela é irmã do batismo. Este nos dá a graça de Deus, a confissão recupera essa para quem perdeu e aumenta para quem não a perdeu. Pelo batismo nós nascemos para Deus; na confissão nós renascemos para ele. Com o batismo nós ingressamos na Família de Deus; pela confissão somos reintegrados nessa Família.
Que escutemos o apelo do Senhor à conversão e deixemos que ele nos transforme, ele que é capaz de fazer brotar rios no deserto. E que a consciência de que somos pecadores nos torne mais humildes.
S. Francisco de Sales viveu na França, no Séc. XVI. Durante muitos anos foi pároco numa paróquia do interior. Havia um rapaz que se confessava frequentemente com ele, e sempre contava o mesmo pecado. Todas as vezes, o padre, com a maior bondade, dava a absolvição e dizia:
— Vá em paz, filho!
Na confissão seguinte, o jovem pensava: agora ele vai dar bronca. Mas nada. Sempre com a mesma bondade, o padre dizia:
— Vá em paz, filho!
Um dia, após a confissão, foi o moço que perdeu a paciência com o padre e disse:
— Sr. padre, o senhor está me conhecendo, e lembra-se das outras vezes que me confessei?
Pe. Francisco respondeu com bondade:
— Sim, filho, lembro-me muito bem.
— Então – continuou o jovem – por que o senhor não fica bravo comigo, pelo fato de eu sempre contar o mesmo pecado?
Pe. Francisco respondeu:
— Filho, cada vez que você cair, levante-se. O importante é que, quando Deus vier buscá-lo, o encontre em pé!
Aí está o grande segredo da vida cristã: o importante não é nunca fazer pecado – o que ninguém consegue – mas é levantar-se cada vez que cai, porque assim, quando Deus vier nos buscar, estaremos em pé. Cair num buraco, todo mundo cai. Mas ficar lá dentro, isso não. Podemos pecar um milhão de vezes que Deus sempre nos perdoará. O que ele quer é que sempre nos levantemos.
Maria Santíssima é coração de Mãe, que sabe e quer perdoar. Que ela nos ajude a sempre buscar o perdão do seu Filho.
Hoje vimos coisas maravilhosas.

JESUS CUROU O PARALÍTICO

Jesus nos ensina um jeito novo de amar e expressar esse amor para com as pessoas com quem convivemos.
Chama-nos atenção, hoje, a ordem de Jesus ao paralítico. Com apenas uma palavra Ele curou aquele homem: “Levanta-te, pega o leito e vai para casa!” Não foram os parentes que levaram o paralítico a Jesus, foram os seus amigos, mas Jesus o enviou primeiramente à sua casa. Deus está querendo resgatar as famílias e é na nossa casa, junto à nossa família, onde primeiro nós precisamos espalhar o amor que recebemos de Deus. O maior objetivo de Deus é nos curar e curar os nossos amigos para que tenham uma nova vida no seio da sua família. O pecado nos paralisa, por isso, todos que estão paralíticos precisam conhecer Jesus para que sejam libertos, a começar dentro da nossa casa e de nós mesmos.
Somos curados para amar, Jesus nos tira da paralisia que nos impede de expressar carinho e atenção para com aqueles que nos são mais preciosos e nos convida a pôr em prática um projeto novo de reconciliação e entendimento junto à nossa família. Pegar o leito significa assumir a vida, os encargos, o jeito de ser e enfrentar a família e o mundo com “outros olhos”. O Senhor quer nos ensinar um jeito novo de amar e expressar esse amor para com as pessoas com quem convivemos. Perdoar as suas faltas, ter compreensão com as suas falhas e ajuda-las a caminhar ajudando-as a levar a sua carga. Esse é o projeto de Deus para a sua família! Reflitamos:
— Você tem tido o cuidado de tornar convincente o projeto de Deus dentro da sua casa?
— Você é daqueles que se sentem melhor com os de fora?
— Você ainda está paralítico?
— Você sente-se preso dentro da sua casa?
— O tempo do Natal é tempo de reconciliação: você precisa se reconciliar com alguém?
Amém!

JESUS CURA O PARALÍTICO

Por onde Jesus andava se encontrava sempre um ou mais fariseu, ou mestres da Lei, ou saduceus para observar se Ele transgredia os regulamentos, se infringia a Lei de Moisés, a qual foi alterada ou acrescentada pelos doutores da Lei.
Naquele dia em que Jesus curou o paralítico que desceram pelo telhado, também estavam lá os mestres da Lei e os fariseus que começaram a pensar:
— Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder.
Bem. Os líderes judaicos inventaram de tudo para poder ganhar dinheiro. E para o perdão dos pecados, também não foi diferente.
Para os judeus, o pecado não era necessariamente uma falta de amor a Deus e ao próximo, mas sim uma desobediência à Lei. Pecado para eles significava a transgressão dos inumeráveis preceitos que, foram incorporados à Lei de Moisés pelos mestres ou doutores da Lei, a mando dos poderosos saduceus, proprietários de terras que comiam junto com os invasores romanos, em troca de benefícios próprios.
Para o perdão desses pecados, eles inventaram muitos expedientes ou rituais, com a intenção de explorar o povo e aumentar a sua riqueza. Assim o perdão dos pecados, devia ser feito através dos sacerdotes, e, pasmem: Era efetuado pelo pagamento das ofertas prescritas pelas leis inventadas por eles e por rituais próprios no Templo de Jerusalém.
Portanto, para eles, o que Jesus fez foi uma grande blasfêmia.
Proclamar o perdão dos pecados fora do Templo?
Aquele ato de Jesus feriu as autoridades religiosas e os interesses das elites dominantes. Porém, eles não disseram nada. Somente pensaram. E Jesus que era Deus, sabia de todos os seus pensamentos, e em seguida mostrou que Ele tinha o poder de perdoar os pecados, pois o Pai lhe deu todo o poder no Céu e na terra. Poder até de curar aquele paralítico de nascença. E foi isso o que ele fez para calar as bocas daqueles que em vês de praticar a caridade, só pensava na observância da Lei com o objetivo de ganhar dinheiro.
Será que nós já pecamos por causa do dinheiro?
Será que alguém já se vendeu por dinheiro?
Será que alguém já colocou o dinheiro acima de Deus em sua vida?
Existem várias formas de prostituição. E todas elas são envolvidas pelo fascínio, pela ilusão, pelo poder do dinheiro. Em muitas situações de nossas vidas o dinheiro é que fala mais alto. Por dinheiro se mata, por dinheiro tem gente que se vende, por dinheiro muitos traem os entes queridos, e a Deus, por dinheiro se arriscam até a própria vida. E se faz isso com um único objetivo: ser feliz nesta vida. Porém, o que se consegue é mais infelicidades. Processos, separações, cadeia, etc.
Seja feliz, mas nem tanto! Prepare-se para a verdadeira felicidade Eterna!

JESUS CURA O PARALÍTICO POR INTEIRO

O evangelista Marcos continua falando de Jesus que está servindo a comunidade. Em Cafarnaum está em casa com seu povo. Sente-se acolhido e protegido. Não era para menos: de tanto esclarecer e conscientizar o povo da situação de miséria, Jesus atraia multidões para ouvi-lo. Tanto que os fariseus, doutores da Lei e os sacerdotes se rendiam para ouvir suas mensagens.
Cercados por muita pessoa, numa casa pequena, Jesus falava de um Reino que abraçaria todos para uma vida feliz. A fala de Jesus sempre esclarecia as atitudes dos poderosos da cidade que geravam morte com ações interesseiras. Os homens que eram colocados em xeque na proposta de Jesus, estavam na casa disputando espaço para aprender algo. Não que os poderosos iriam converter-se para atender a fala do mestre.
Diante da assembleia assistindo sua pregação aconteceu uma cena inusitada. Um paralítico desce do telhado sustentado por quatro homens para pedir a cura da enfermidade. A fé era tamanha que todo o sacrifício valeria a pena. O desejo da cura nada poderia impedir. Mas sua fé o curou. Jesus ordenou que levantasse e carregasse sua cama.
Aos olhos dos fariseus o que Jesus tinha acabado de fazer era uma blasfema. Somente os sacerdotes poderiam aliviar os pecados e jamais curar um enfermo. Jesus fez ao contrário: além de perdoar os pecados Ele também libertava os males pela raiz para não se alastrar. Para confirmar o acerto cometido Jesus fala para seus opositores: o que é mais fácil dizer ao paralítico: os seus pecados estão perdoados, ou dizer, levanta-se, pegue a sua cama e ande? Na verdade, Jesus está mostrando para os fariseus doutores que Ele tem o poder para perdoar e curar. Ele era realmente o Filho de Deus que veio assistir os irmãos necessitados. O serviço não consistia em somente mostrar oposição aos homens sabidos, mas orientar e indicar ações corretas para a humanidade.
Nesta ação de Jesus há indicativo da denúncia da hipocrisia dos fariseus. Sempre afirmando que os pecados seriam perdoados por Deus, mas para consolidar o perdão deveria ofertar algo valoroso para o templo. Assim, consumia o suor do povo a partir da falsidade usando o nome do Senhor. Não deixava a vida reina no seio do cidadão. Prezava a morte para acalentar os privilégios.
Ao contrário Jesus mostrou aos olhos dos aproveitadores a libertação do mal pela fé. Esta libertação se dá por dentro. Elimina todo vestígio da impureza que aniquila o individuo. Oferece vida, alegria e prazer para viver. Assim deveria ser a sociedade: livre para viver a solidariedade, a justiça e a fraternidade.
Assim, ao curar o paralítico diante dos olhos dos doutores da Lei Jesus está denunciando a sociedade dos fariseus que não atende as necessidades dos marginalizados. A sociedade deve prevalecer do bem-estar de todos e se alguém cair na caminhada, não pense duas vezes em ajudar, coloque-se a serviço para realizar o Reino da solidariedade. Amém.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Há ainda muitas doenças físicas a serem superadas, mas a sociedade de hoje é atingida também por males como a pobreza e a miséria, que causam doenças e são fruto do pecado e do egoísmo.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra de Deus transforma a realidade pecaminosa em realidade humanizada e cristianizada. As transformações devem se iniciar em cada um de nós para se estenderem à comunidade.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Antífona da comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.
— Para que a Igreja, povo de Deus, seja fiel à missão a ela confiada, peçamos.
— Para que os ministros ordenados sejam bom servidores do povo de Deus, peçamos.
— Para que a palavra de Deus torne frutíferas nossas ações em favor do reino, peçamos.
— Para que sejamos capazes de perdoar aos irmãos que nos ofenderam, peçamos.
— Para que nossos governantes sejam comprometidos com o bem comum, peçamos.

Oração sobre as oferendas

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

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