LDP: 18/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

18/Jan/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

1 Samuel 17,32-33.37.40-51 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 32Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos deste filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42quando pôde ver bem Davi desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultaste! 46Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47E toda esta multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. 51E, como não tinha espada na mão, correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.

Salmo 144(143) 1-2.9-10 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
1Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!
2Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.
9Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, 10a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 3,1-6 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
Mais uma vez me é apresentada a questão do legalismo, de um lado; e, de outro, a defesa da vida, da pessoa segundo o Projeto de Deus.
Os bispos, em Aparecida, disseram: “Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 103).
Minha vida reflete o que Jesus diz e faz ou há contradições?
O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 3,1-6.
Era sábado. Jesus entrou na sinagoga e ensinava. Lá também estava um homem que tinha a mão aleijada. E estavam lá pessoas espiando se Jesus curaria no sábado. Espreitavam, como diz o Salmo: “Homens cruéis estão fazendo planos contra mim” (Sl 59,4).O homem que tinha a mão aleijada centralizou as atenções. Para Jesus, a vida é mais importante que o sábado. E mais: ele é o Senhor do sábado. E já se manifestou sobre esta questão, afirmando que omitir socorro possível nestas situações, é fazer um mal. Primeiro, Jesus manda que o homem fique em pé e na frente de todos. Depois questiona: “é permitido neste dia fazer o bem ou o mal? Salvar da morte ou deixar morrer?” Disse ao homem que estendesse a mão. E, assim, o curou. Os fariseus, por falta de razão, e apegados à sua pretensa superioridade, “ficaram furiosos” e passaram a fazer planos para matar Jesus.

… e a VIDA …

Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Como dizem os bispos da América Latina: “nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.” (DAp 30).

REFLEXÕES

JESUS CURA E RESGATA A VIDA

Das narrativas de confronto entre Jesus e os líderes religiosos do Templo e da sinagoga emergem o perfil de Jesus e as características de seu Reino. Jesus elimina as exclusões pelos critérios de puro X impuro, perdoa os pecados, solidariza-se em torno da mesa de refeição com os pecadores e publicanos, excluídos da mesa dos religiosos judeus, e liberta das estritas observâncias do sábado que pesavam sobre a vida dos trabalhadores e das famílias pobres. Esta narrativa da cura do homem da mão seca na sinagoga, em dia de sábado, reforça a prática libertadora de Jesus. Logo no início de seu ministério, Jesus expulsa o espírito impuro do homem da sinagoga. Agora, entrando novamente na sinagoga, os fariseus e herodianos o observam para ver se cura em dia de sábado. O questionamento que Jesus faz tem o sentido de globalidade: as vossas observâncias são para o bem ou para o mal? São para dar a vida ou para matar?
E quando Jesus age para curar e resgatar a vida, os fariseus e herodianos retiram-se e tomam a decisão de matar Jesus.

JESUS CURA O HOMEM DA MÃO ALEIJADA

A vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece, as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira bruxaria. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo.

PUNIÇÃO PARA O BEM

É difícil de entender por que os fariseus e os herodianos combinaram uma maneira de matar Jesus, depois de tê-lo visto curar um homem cuja mão era seca. Se o indivíduo tivesse sido vítima de uma maldade, daria para compreender. Entretanto, havia recebido um benefício e, mesmo assim, seu benfeitor foi visto com maus olhos.
Por quê?
Tudo aconteceu por causa de um tipo de religião mal equacionada. Religião em que certos princípios acabam se tornando tão absolutos que, diante deles, o direito à vida fica em segundo plano. Que isto acontecia com a religião de Israel não dá para entender! Ao longo da história deste povo, Deus sempre se manifestara como o Deus da vida e da libertação, jamais se mostrava indiferente ao que dizia respeito a estes dois componentes da existência humana. Seus mandamentos visavam garantir vida e liberdade para o povo. E se irava contra quem os desrespeitava.
Em sintonia com o Pai, o Filho foi também defensor intransigente da vida. Sempre que estava ameaçada, aí estava ele para recuperá-la. Mesmo sendo dia de sábado, não se recusava a agir, quando se tratava de fazer o bem.
Os fariseus não abriam mão de sua visão desumana da religião. E quando se defrontaram com Jesus curando em dia de sábado, não hesitaram em puni-lo com a morte, num flagrante contraste com o modo divino de agir.

LEVANTE-SE, VÁ PARA O MEIO E ESTENDA A SUA MÃO!

Ao mencionar que “outra vez, Jesus entrou na sinagoga”, Marcos relaciona esse episódio com o do homem possuído de um espírito impuro, na sinagoga de Cafarnaum. Quando o Senhor liberta o homem, os demônios Lhe perguntam se Ele queria “destruí-los”. Agora, quando Ele cura o homem da mão seca, são os fariseus e os herodianos que decidem “destruir” o Messias.
Jesus, com Sua prática, mostra que o serviço à vida não pode ser barrado por preceitos legais que atentam contra a própria vida. Uma religião de rígidos preceitos se presta ao favorecimento dos privilégios e do poder de suas elites.
Hoje vemos as maiores potências do mundo, que acumulam poder financeiro e militar e, muitas vezes, promoverem a guerra, buscando um respaldo religioso nessas atitudes. Os povos colocam a sua esperança em uma ética mundial para salvar a humanidade do caos e da destruição. Qualquer ética, seja religiosa ou secular, terá como fundamento o compromisso com a justiça e a fraternidade, as quais devem levar a ações práticas de promoção da vida para todos.
Um dos grandes feitos de Jesus aconteceu quando Ele estava na sinagoga e encontrou ali um homem que tinha uma das mãos atrofiada. O Senhor se encontrava diante de um desafio, não em relação à cura, mas sim por causa da religiosidade.
A religiosidade, se mal interpretada, pode deixar profundas marcas de derrota e fracasso.
O que aquele homem estava fazendo dentro da sinagoga?
A sinagoga era o lugar de adoração. Provavelmente ele estava lá porque fazia parte do grupo. Mas não havia experimentado um milagre em sua vida, porque estava vivendo uma religiosidade vazia e não a verdadeira fé.
Isso acontece nos dias de hoje. Quantos vivem esse tipo de religiosidade…
Vivem debaixo de um jugo terrível. Aceitam viver a derrota simplesmente porque ainda não conheceram Aquele que era, que é e que há de vir. A atrofia na mão daquele homem, talvez tenha se agravado com o decorrer dos tempos. Talvez nascera assim. Era um quadro de conformismo.
O que eu posso fazer se minha vida não muda?
O que posso mais fazer se meu marido não se converte?
Hoje Deus vai curar “mãos atrofiadas”! Hoje o Senhor vai restaurar mãos infrutíferas! Uma mão atrofiada não encontra força para segurar um objeto, operar um equipamento. Satanás quer fazer com que sua mão fique sempre atrofiada para que você nunca consiga agarrar o milagre, por isso, neste momento, levante sua mão para o alto e receba um milagre de cura! Deus vai curá-lo de todas as suas atrofias espirituais e físicas!
Existe em nosso meio muita gente com suas habilidades atrofiadas, seus talentos enterrados e sem esperança alguma. Mãos paralisadas pela decepção, pelo medo, pela mágoa, pela falta de perdão. Mãos que não mais produzem porque satanás conseguiu convencer que sua mão não prospera. Mas Deus lhe fala neste momento que em tudo o que você colocar a sua mão o Senhor fará com que prospere! Mãos atrofiadas pertencem a religiosos fariseus que nunca experimentaram o milagre da ressurreição. Hoje Deus vai curar “mãos atrofiadas”! Aleluia! Hoje Deus vai restaurar!
Aquele homem estava numa posição lateral, porque Jesus o chamou para o meio. “Vir para o meio” significa abandonar a apostasia, a incredulidade, a indecisão. “Vir para o meio” significa deixar a religiosidade vazia, as impossibilidades, os preceitos humanos.
Três coisas importantes o Senhor manda fazer antes de curar-nos da atrofia:
“Levante-se, vem para o meio e estende a tua mão”.
Não existe nenhum registro na Bíblia de que Jesus tivesse curado alguém sem antes mandar que se levantasse. Até a menina de 12 anos, que havia morrido, filha do centurião recebeu uma ordem expressa de Jesus: “Talita cumi” (Menina a ti te digo: Levanta-te!). Outro episódio: o homem, que estava havia 38 anos deitado ao lado do tanque de Betesda, esperando que alguém pudesse ajudá-lo, ao encontrá-lo Jesus disse: “Levanta-te, toma a tua cama e anda”.
Você precisa se levantar neste momento! Deus não fará nada se você não se levantar. Levante-se agora em nome de Jesus! O seu passado não pode condená-lo porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo! A atrofia espiritual vai ser destruída agora porque o Senhor está mandando: “Levanta-te”!
Uma das coisas que não acompanharam o ministério de Jesus foi a timidez. Quando estava presente na sinagoga perceba que Ele se encontrava numa posição centralizada. Ele disse ao homem: “Vem para o meio”.
“Vir para o meio” implica você ter que deixar de lado a timidez, o desânimo, a preguiça, o medo. O milagre acontece quando você se apresenta diante do Trono! O Senhor está mandando você se levantar e vir para o meio! Aleluia! Saia agora mesmo da marginalidade espiritual e venha para o meio! Não se incomode com o que as pessoas vão dizer. Não perca a bênção! Venha para o meio agora em nome de Jesus!
Você precisa mostrar sua deformação para Jesus. Mostre sua “mão atrofiada”. Mostre para Ele sua dor, seu sofrimento. Quando aquele homem estendeu sua mão, aconteceu algo: ele foi curado! Hoje você vai apresentar ao Senhor suas angústias, suas decepções, as situações de atrofia e o Senhor vai restaurar a sua visão. Na restauração você verá que há muito tempo o milagre estava na sua mão. Aleluia! Satanás que o deixou atrofiado faz de tudo para você continuar assim, porque sabe que se você assumir a cura, ele terá que abandonar sua casa, seu marido, sua família. Em nome de Jesus estenda a sua “mão atrofiada” e receba a cura hoje!
Deus quer que sua situação de atrofia seja mudada agora mesmo! Não importa como as pessoas verão isso! Só sei que elas verão.
Neste momento está acontecendo neste lugar uma movimentação de anjos que já entraram aqui com você! Hoje o milagre visitará sua casa, sua família, sua vida, seu casamento, seus filhos, seu trabalho e toda atrofia vai sair em nome de Jesus! Aquele homem, que antes estava com a mão atrofiada, recupera todas as suas habilidades e isso significa que ele receberia tudo em dobro, porque uma pessoa com determinada deficiência, precisa se habilitar dentro de suas limitações para fazer coisas, para poder viver o máximo que puder independente. Quero dizer que hoje Deus devolverá suas habilidades, seus dons, seu ministério, sua prosperidade em dobro! Receba essa graça agora em nome de Jesus! Não se aflija mais! Levante-se, vá para o meio e estenda a sua mão e ela ficará curada por Jesus, o Médico dos médicos!

OBSERVAVAM-NO, […] A FIM DE O PODEREM ACUSAR

Na hora da oração coloca-te na presença da paz e do amor […]; oh paz de Deus, que ultrapassas toda a inteligência (Fl 4,7), doce e agradável, suave e preferível a tudo, em todo o lado onde penetras reina uma segurança imperturbável. Só tu tens o poder de pôr freio à cólera do soberano; tu ornas o trono do rei com a tua clemência; iluminas o reino da glória com a piedade e a misericórdia. Pela tua graça toma a teu cargo a minha causa, de mim que sou culpada e indigente. […] Eis que já o credor bate à porta […]; não é prudente da minha parte falar-lhe, pois não tenho como pagar a minha dívida.
Mui doce Jesus, minha paz, por quanto tempo permanecerás silencioso? […]
Pela Tua graça, pelo menos agora fala por mim, dizendo estas palavras caridosas: “Eu te resgatarei”. Tu que és seguramente o refúgio de todos os pobres. Não passas ao pé de ninguém sem lhe dares a salvação. Tu nunca deixaste partir aquele que se refugia junto de Ti sem que fique reconciliado. […]
Pela Tua graça, meu amor, meu Jesus, nesta hora do dia foste flagelado por mim, coroado de espinhos, lamentavelmente coberto de sofrimentos. Tu és o meu verdadeiro rei, para além de Ti não conheço ninguém. Tu fizeste-Te opróbrio dos homens, abjeto e repugnante como um leproso (cf Is 53,3) até a própria Judeia se recusar a reconhecer-Te como Seu rei (Jo 19,14-15). Por Tua graça, que pelo menos eu Te reconheça como meu rei! Meu Deus, dá-me esse inocente, tão ternamente amado, o meu Jesus, que por mim “pagou” tão plenamente “aquilo que não tinha roubado” (Sl 68,5); dá-Mo, para que Ele seja o apoio da minha alma. Que eu O receba no meu coração; que, pela amargura das Suas dores e da Sua Paixão, Ele reconforte o meu espírito. […]
E tu, paz de Deus, sê a amarra querida que me acorrenta para sempre a Jesus. Sê o sustentáculo da minha força […], para que eu não seja senão “um só coração e uma só alma” com Jesus (At 4,32). […] Por ti, ficarei para sempre ligada ao meu Jesus.

EM DIA DE SÁBADO, O QUE É PERMITIDO: FAZER O BEM OU FAZER O MAL, SALVAR UMA VIDA OU MATAR?

Hoje, Jesus ensina-nos que há de obrar o bem o tempo todo: não há um tempo para fazer o bem e outro para descuidar o amor aos demais. O amor que vem de Deus conduz-nos à Lei suprema que deixou-nos Jesus no novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei”. Jesus não derroga nem critica a Lei de Moisés, já que Ele mesmo cumpre seus preceitos e acode à sinagoga o sábado; o que Jesus critica é a interpretação estreita da Lei que fizeram os mestres e os fariseus, uma interpretação que deixa pouco lugar à misericórdia.
Jesus Cristo veio proclamar o Evangelho da salvação, mas seus adversários, longe de deixar-se persuadir, procuram pretextos contra Ele; “Outra vez, Jesus entrou na sinagoga, e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-lo” (Mc 3,1). Ao mesmo tempo que vemos a ação da graça, constatamos a dureza do coração de uns homens orgulhosos que acreditam ter a verdade do seu lado.
Experimentaram alegria os fariseus ao ver aquele pobre homem com a saúde restabelecida?
Não, pelo contrário, obcecaram-se ainda mais, até o ponto de fazer acordos com o herodianos – seus inimigos naturais – para ver perder a Jesus, curiosa aliança!
Com sua ação, Jesus libera também o sábado das cadeias com as que o tinham amarrado os mestres da Lei e os fariseus e, lhe restituem seu verdadeiro sentido: dia de comunhão entre Deus e o homem, dia de liberação da escravidão, dia da salvação das forças do mal. Santo Agostinho disse: “Quem tem a consciência em paz, está tranquilo e, essa mesma tranquilidade é o sábado do coração”. Em Jesus Cristo, o sábado abre-se já o dom do domingo.

A CURA DO HOMEM DE MÃO SECA

Para se fazer o Bem, não há dia nem hora…
No Preceito Sabático o Judeu fazia memória da ação libertadora que Deus havia realizado a favor do povo, através de Moisés. O que está, portanto no centro dessa ação Divina, é justamente a Vida enquanto dom Divino, e que tem a sua Dignidade. Jesus é o Libertador por Excelência, e a libertação por ele oferecida abrange todo homem. Nenhuma Lei ou norma, mesmo de caráter religioso, deverá impedir qualquer ação a favor da Vida.
Os escribas e Fariseus, obcecados pela ideia de condenar Jesus, só conseguem olhar o aspecto legal do Preceito Sabático, sem darem a mínima para o seu conteúdo e significado. Se de fato tivessem a consciência do ato libertador de Deus, o teriam reconhecido em Jesus, e longe de censurá-lo pela quebra da lei sabática, louvariam a Deus pela cura, sinal visível da ação libertadora de Deus a favor do homem.
Para nós cristãos, o Dia do Senhor é o domingo, que invadido pelo espírito consumista, vai perdendo totalmente o seu sentido, mesmo entre os cristãos, pois outros deuses são glorificados, os grandes shoppings e Magazines, tornam-se templos de luxo e de consumismo.
No futebol ou nos programas de auditórios, muitos ídolos recebem as honras e tributos dos seus fãs, e Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, que espaço tem ele em nosso domingo?
Será que não nos tornamos também ritualistas, de uma celebração formal, onde muitas vezes não passamos de meros assistentes?
Ao curar o homem de mão seca, e o colocá-lo no centro da assembleia, Jesus está nos ensinando que na comunidade a nossa comunhão tem que ter como referência central a Vida do outro, pois só assim a comunhão com Deus será completa. As pessoas são mais importantes do que qualquer norma ou regra…

JESUS NOS MANDA ESTENDER NOSSA MÃO SECA A FIM DE NOS CURAR ,NOS LIBERTAR DOS COMPLEXOS E DOS TRAUMAS QUE NOS DEIXAM DEFEITUOSOS

Jesus não se deixava intimidar pelas acusações do mundo, pois Ele sabia que salvar a vida do homem e tirá-lo da escravidão do pecado era a missão que recebera do Pai. O homem da mão seca representa para nós a situação de alguém que está no meio das outras pessoas, porém se sente incomodado porque não se acha digno de estar no mesmo lugar que os outros. É também o estado de espírito de quem está marcado pelo pecado, pelo erro, e por isso, se esconde para que não vejam nele um homem perdido, um caso liquidado. É a pessoa a quem ninguém dá mais crédito e de quem ninguém quer se aproximar porque acha que é perda de tempo. Foi justamente a este homem que Jesus se dirigiu embora soubesse que os fariseus o espreitavam para acusá-Lo de burlar a lei.
Os fariseus representam os homens e mulheres que procuram sempre “algo” para que o amor não prevaleça nas ações humanas e sim, a lei, o convencional e o que já foi formalizado como de praxe. Muitas vezes, nós, pelas conveniências da vida deixamos “morrer” alguém que precisava de tão pouco para sobreviver. Apenas uma palavra de coragem, um incentivo, uma ajuda; “Levanta-te e fica aqui no meio!” Quantas pessoas precisam sair do anonimato, do desalento, do complexo de inferioridade e nós nem percebemos que elas estão presentes no meio de nós, mas se mantêm escondidas! Jesus nos deu o exemplo para que nós agora quando chegarmos na “sinagoga”, isto é, na Igreja, na Comunidade, no nosso Grupo de Oração, possamos também, olhar ao nosso redor em busca daqueles que têm a “mão seca” e se escondem com vergonha de mostrar o seu defeito. Às vezes nos refugiamos sob uma capa e não reconhecemos as nossas deficiências, por isso, não conseguimos cura e continuamos como o homem da mão seca, perdidos no meio da multidão.
Cada um de nós tem em si alguma coisa do que se envergonhar, no entanto, Jesus deseja nos colocar no centro, bem à vista de todos e nos manda estender a mão, a fim de que a nossa “mão seca”, seja vista e aceita pelos outros e assim nós sejamos curados e libertados dos complexos e dos traumas que nos deixam defeituosos. Meu irmão, minha irmã, vamos refletir:
Você também se esconde na multidão para não deixar que percebam a “sua mão seca”?
Você costuma discriminar alguém e deixá-la de lado por causa da sua vida errante?
Você reconhece que é enfermo e que precisa de aceitação e de cura?
Faça isso hoje: apresente-se a Jesus, ponha-se no centro da sala e admita as suas dificuldades e as suas limitações. Peça a Ele que o cure!
Amém!

JESUS CURA UM HOMEM DA MÃO SECA

Jesus entra no templo e logo percebe um irmão excluído pelo defeito que tinha em uma das mãos. Sentado no chão, com vergonha e com pena de si, o pobre homem tentava se conformar com a cruz que tinha de carregar.
Era dia de sábado, e segundo a lei não era permitido fazer absolutamente nada.
Estavam presentes os lideres judaicos, escribas e fariseus, que se julgavam os puros observadores da lei de Israel, a observar se Jesus teria coragem de curar aquele homem em pleno dia de sábado. Eles não disseram nada. Somente estavam observando, mas Jesus percebeu os seus pensamentos e sem nenhum temor, pede ao aleijado que se levante. Todos de olhos nos dois, principalmente os escribas e fariseus. E Jesus então pergunta aos presentes, especialmente aos seus adversários:
“Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer”?
Em seguida, Jesus cura, aquele homem libertando-o daquele defeito que o marginalizava, que o humilhava.
Os lideres judaicos, furiosos, trocam entre si opiniões, sobre como eliminar Jesus, que segundo eles, estava desrespeitando a Lei.
Ao contestar a observância religiosa do repouso sabático, imposta pela Lei de Israel, Jesus mostra que o mais importante, é salvar a vida, é fazer o bem, e não observar cegamente um preceito religioso por observar. Este foi um dos quatro gestos de Jesus que Ele agride a ordem legal defendida pelos mandatários local. Jesus não se intimida e, ostensivamente, toma a iniciativa provocadora de passar por cima daquele preceito religioso e libertar aquele pobre homem do seu motivo de humilhação social. Enquanto que os seus oponentes, que se julgavam tão santos, tramam a morte de Jesus.

JESUS E O HOMEM DA MÃO SECA

Os Moralistas de plantão…
Na sinagoga havia muita gente piedosa, mas havia também os moralistas de plantão, aqueles que ficam de olho na vida das pessoas, quem são e o que fazem, para poder condená-las. Naquele dia havia um homem na celebração que sofria de uma enfermidade em uma das mãos, e como era sábado, a “turma do amendoim”, dos que gostam de fazer tudo certinho, ficaram de olho em Jesus porque sabiam que ele iria querer curar aquele homem e era dia de sábado.
Jesus sempre percebia as intenções dos seus adversários e então chamou para o meio da comunidade o homem da mão seca, e fez uma pergunta muito provocante: “No sábado é permitido fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou matar?”. Os seus adversários ficaram sem resposta…
O que está no centro da lei de Moisés é o homem e a sua vida, o resto é relativo. Todo dia e toda hora é hora de se fazer o bem, nenhuma lei poderá cercear a liberdade de se fazer o bem a uma pessoa. Para o homem que teve a sua mão curada, a partir daquele dia o Sábado passou a ter um significado especial, pois foi o dia em que ele fez a experiência com Jesus Cristo, o Deus da Vida que quer o bem de todos.
Já os Fariseus, cumpridores ferrenhos de toda a lei, naquele sábado, longe de estar perto de Deus em seu repouso, premeditaram o mal em seus corações, quando decidiram conspirar contra Jesus para prendê-lo. Quando somos moralistas em excesso, e agimos com rigor ao olhar o comportamento do irmão, não experimentamos o que Deus trem de mais especial para o homem: sua misericórdia e seu infinito amor.
Esse Cristo que coloca a Vida e a dignidade das pessoas acima de qualquer lei ou interesse, continua a incomodar a muitos que querem “matá-lo” no coração das pessoas, no seio da família e até nas comunidades.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Jesus se opõe à mentalidade desumana que torna a prescrição religiosa mais importante que o bem da pessoa. As exigências libertadoras do cristianismo serão sempre condizentes com o verdadeiro humanismo, que valoriza o ser humano.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O poderio bélico não é o recurso mais eficiente na luta contra o mal. O mal deve ser evitado acima de tudo e vencido com a força de Cristo na paz.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Jesus pregava a boa-nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4).

Antífona da comunhão

Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4,16).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, sede solícito para com o vosso povo.
— Fortalecei, Senhor, os cristãos na prática do bem e da solidariedade, vos pedimos.
— Iluminai os ministros leigos e os agentes de pastoral em sua missão, vos pedimos.
— Concedei perseverança aos seminaristas e a todos os vocacionados, vos pedimos.
— Alimentai em nós o respeito pela dignidade dos outros, vos pedimos.
— Abençoai nossa comunidade e suas ações em favor dos necessitados, vos pedimos.

Oração sobre as oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

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