LDP: 20/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

20/Jan/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

1 Samuel 24,3,21 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 3Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta 5e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. 6Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 7e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”. 8Com essas palavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te! Poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, 12e meu pai. Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos”. 17Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi?” E começou a clamar e a chorar. 18Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21Agora, eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel”.

Salmo 57(56),2-4.6.10 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Piedade, Senhor, tende piedade.
2Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se abriga a minh’alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a tormenta, Senhor!
3Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, a este Deus que me dá todo o bem. 4Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade!
6Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! 10Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 3,13-19 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
Sou livre para seguir Jesus?
Pelo batismo todo cristão é chamado a seguir Jesus de acordo com seu estado de vida. Os bispos, em Aparecida, falam deste chamado: “A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9,57). (DAp136).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 3, 13-19, e observo pessoas que Jesus chama e o que lhes recomenda.
A palavra “discípulo” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. A palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram a Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mt 28,18-20) para que fossem suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem.
Jesus não chamou para seu grupo de discípulos os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Há um provérbio popular que diz: “Deus não chamou os mais capacitados, mas capacitou os que chamou”. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações. Estes chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, autoridade para expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, missão de libertar as pessoas de todos os males.

… e a VIDA …

Pai, apesar da minha fraqueza, sei que contas comigo para o serviço do teu Reino. Vem em meu auxílio, para que eu seja um instrumento útil em tuas mãos.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

“Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo” (DGAE 2008-2009, no 21).
Como vou vivê-lo na missão?
Meu novo olhar me leva a viver a missão de apóstolo e missionário.

REFLEXÕES

ANÚNCIO DA NOVA ALIANÇA

Os lugares altos, montanhas, montes, colinas, sempre foram tidos pelas religiões como lugar de encontro com Deus. Templos antigos e também templos e conventos cristãos foram construídos sobre lugares altos. Nos evangelhos a “montanha” não é necessariamente um espaço geográfico, mas é o contexto da presença de Deus, na oração e no Espírito. No Primeiro Testamento, Moisés sobe ao monte Sinai para o encontro com Deus, recebendo o Decálogo, com a renovação da Aliança. Agora, Jesus, o próprio Deus, sobe a montanha e chama os que ele quer, para o anúncio da nova e eterna Aliança. Jesus já havia chamado os primeiros discípulos à beira-mar, isto é, dentro do mundo agitado e turbulento. Agora, em uma nova fase de seu ministério, completa o número de doze para que ficassem com ele, partilhando da sua missão e do seu destino. O novo discipulado é enviado, não para fazer cumprir a Lei gravada em pedras, mas para dar vida ao povo: anunciar a Boa-Nova e libertar os oprimidos, expulsando os espíritos opressores. É a palavra vivificante que desmascara a prática dos poderosos em humilhar, subjugar e explorar os pequenos e empobrecidos.

JESUS ESCOLHE OS DOZE APÓSTOLOS

A escolha dos doze apóstolos nos mostra a intenção que Jesus tem de formar o novo povo de Deus que irá substituir o povo da Antiga Aliança. De fato, a escolha dos doze não foi obra do ocaso, mas manifesta uma intenção. Assim como no Antigo Testamento, Deus forma o povo de Israel a partir das doze tribos dos descendentes de Abraão, a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança, formado a partir dos doze apóstolos de Jesus, que ele escolheu e enviou com poder para pregar e com autoridade para expulsar todo tipo de mal. Desse modo, entendemos que a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança.

O CHAMADO DOS DOZE

O chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus. Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham de que o Pai e seu Reino constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo quando ele dizia ou fazia.
A presença dos doze, no ministério de Jesus, expressa sua disposição de partilhar com eles a missão recebida do Pai. Como Jesus, os doze teriam a tarefa de pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e expulsar os demônios, manifestando, assim, a eficácia do Reino na vida de quem era oprimido por forças malignas.
Desde o início, o relacionamento entre Jesus e seus companheiros de missão foi de proximidade e confiança. Não era usual esta forma de os mestres tratarem seus discípulos. Em geral, a veneração do discípulo pelo mestre exigia que se mantivesse uma respeitosa distância entre eles. Era uma forma de sublinhar o desnível da relação: superioridade do mestre – inferioridade do discípulo, sabedoria de um – ignorância do outro etc.
Fazendo-se próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de sua missão e destino.

SEJA UM EVANGELIZADOR!

Jesus escolheu doze de Seus discípulos para serem Seus apóstolos, conforme também nos narra Mateus 10,1-4; 11,1; 26,20; e Lucas 6,13-16.
Após a Morte e Ressurreição de Cristo eles são onze, até ser escolhido um substituto para Judas – que O traiu e enforcou-se a seguir (cf. Mateus 28,16).
No livro do Apocalipse Jesus confirma-os como sendo doze na revelação a João: “O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 21,14). E para que não nos apresentasse somente uma quantidade de homens Jesus os denomina dizendo quem são e de onde são. Portanto, trata-se de pessoas bem conhecidas d’Ele.
Nesse trecho do Evangelho, Jesus escolhe alguns discípulos de Sua confiança, que tinham interesse por Ele e pelas coisas que Ele dizia. Esses discípulos, conhecidos como apóstolos, foram os primeiros e os mais autorizados discípulos do Mestre Jesus em passar adiante os ensinamentos d’Ele. Tradição esta que começou com os discípulos que O viram, que conviveram com Ele, que beberam de Seus lábios a Palavra do próprio Deus, inspiradas pelo Espírito Santo. Razão pela qual, sempre que vamos ouvir a Palavra ou meditar sobre ela com todo o arcabouço de fé que possuímos, costumamos pedir as luzes do Espírito Santo. Ele que falou de tantos modos aos patriarcas, profetas e apóstolos, que nos ilumine, para que a Palavra de Deus seja uma coisa viva em nós.
Quando Jesus escolheu os Doze seguidores, não estava dando a eles apenas um privilégio de estarem mais perto d’Ele, mas estava lhes conferindo um ministério apostólico, com a incumbência de levarem a todo o mundo a salvação trazida por Ele. E os discípulos entenderam muito bem; tanto que fizeram questão de guardar e transmitir com fidelidade a mensagem recebida a todos os homens e mulheres de boa vontade. Eu agradeço essa grande graça de ter recebido a mensagem de Jesus por intermédio de Seus apóstolos!
Como o chamado não parou com a eleição dos Doze e continua até os dias de hoje, eu e você somos também chamados a guardar e transmitir aos nossos irmãos – a começar pelos da nossa casa – a Boa Nova da Salvação. Eu tenho consciência plena e viva de que a Palavra do Salvador: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus” se aplica com toda verdade a mim e a você. Por isso, com São Paulo digo: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho”!
Quero confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar a todos os homens constitui a missão essencial minha e sua como Igreja; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade atual as tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da Sua morte e gloriosa ressurreição. Portanto, seja um evangelizador!

“ESTABELECEU DOZE PARA ESTAREM COM ELE”: OS BISPOS, SUCESSORES DOS APÓSTOLOS

Revestido da plenitude do sacramento da Ordem, o Bispo é o “administrador da graça do supremo sacerdócio” [oração da sagração episcopal no rito bizantino], principalmente na Eucaristia, que ele mesmo oferece ou providencia para que seja oferecida, e pela qual vive e cresce a Igreja. Esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis, as quais, aderindo aos seus pastores, são elas mesmas chamadas igrejas no Novo Testamento (At 8,1; 14,22-23). Pois elas são, no local em que se encontram, o novo Povo chamado por Deus, no Espírito Santo e com plena segurança (1 Ts 1,5). Nelas se congregam os fiéis pela pregação do Evangelho de Cristo e se celebra o mistério da Ceia do Senhor “para que o corpo da inteira fraternidade seja unido por meio da carne e do sangue do Senhor” [oração moçárabe].
Em qualquer comunidade que participa do altar sob o ministério sagrado do Bispo, é manifestado o símbolo do amor e da “unidade do Corpo místico, sem o que não pode haver salvação” [S. Tomás de Aquino]. Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja “una, santa, católica e apostólica” [Sto. Agostinho]. Pois “outra coisa não faz a participação no corpo e sangue de Cristo do que transformar-nos naquilo que recebemos” [S. Leão Magno] […]
Deste modo, os Bispos, orando e trabalhando pelo povo, espalham multiforme e abundantemente a plenitude da santidade de Cristo. Pelo ministério da palavra, comunicam a força de Deus para a salvação dos que creem (Rm 1,16) e, por meio dos sacramentos, cuja distribuição regular e frutuosa ordenam com a sua autoridade, santificam os fiéis.

JESUS SUBIU A MONTANHA E CHAMOU OS QUE ELE QUIS

Hoje o Evangelho condensa a teologia da vocação cristã: O Senhor elege os que quer para estarem com Ele ou para os enviar como apóstolos (cf. Mc 3,13-14). Em primeiro lugar, escolheu-os: antes da criação do mundo, destinou-nos a sermos santos (cf. Ef 1,4). Ama-nos em Cristo, e é nele que nos modela, dando-nos qualidades para sermos seus filhos. Apenas face à vocação se entendem as nossas qualidades; a vocação é o “papel” que nos deu na redenção. É no descobrimento do íntimo “porquê” da minha existência, quando me sinto plenamente “eu”, quando vivo a minha vocação.
E para que somos chamados?
Para estarmos com Ele. Esta chamada implica correspondência: “Um dia – não quero generalizar, abre o seu coração ao Senhor e conta-lhe a sua história -, provavelmente um amigo, um cristão igual a você, descobriu-lhe um panorama profundo e novo, sendo ao mesmo tempo velho como o Evangelho. E lhe sugira a possibilidade de se empenhar seriamente em seguir a Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenha então perdido a tranquilidade e não a recupere, convertida em paz, até que, livremente, porque quis – que é a razão mais sobrenatural -, responda que sim a Deus. E chega a alegria, magnífica, constante, que apenas desaparece quando se afaste dele” (São Josémaria).
É dom, mas também tarefa: Santidade mediante a oração e os sacramentos e, além disso, luta pessoal. “Todos os fieis, de qualquer estado e condição de vida, estão chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição na caridade, santidade que, mesmo na sociedade terrena, promove um modo mais humano de viver” (Concílio Vaticano II).
Assim, podemos sentir a missão apostólica: levar Cristo aos outros; tê-lo e levá-lo. Hoje podemos considerar mais atentamente a chamada e afinar algum detalhe da nossa resposta de amor.

JESUS É O NOSSO MODELO, O NOSSO MESTRE E COM ELE NÓS APRENDEMOS A VIVER, SEM TEMOR, O QUE DEUS NOS MANDAR FAZER

Eram muitos os que seguiam a Jesus, porém Ele chamou somente doze para o seguirem.
Por que será que tudo começou assim?
Jesus não fazia nada para impressionar nem provocar elogios, Ele tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai para que não se perdesse ninguém. Se Jesus tivesse chamado muita gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o trabalho do reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou aqueles que Ele quis para subir o monte com Ele. Nem todos poderiam subir.
A metodologia de Jesus é muito simples e profunda, Ele chamou aqueles que poderiam ficar muito perto de si, gozando da sua intimidade, recebendo um ensinamento partilhado concretamente para que fosse frutuoso e depois eles pudessem lançar sementes em terra boa. Jesus sabia que na Sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os Seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Esse é um valioso ensinamento para nós quando tivermos que fazer opções e usar critérios de escolha nos nossos empreendimentos.
Precisamos procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de Deus nas diversas circunstâncias da nossa vida. Às vezes nós nos atordoamos e nos confundimos porque queremos ser agradáveis ou então, seguimos os nossos sentimentos de afeição e fazemos escolhas erradas. Precisamos também nós, estarmos firmes e convictos em tudo quanto nos for revelado pelo Pai, em oração.
A Sua Palavra é a garantia para confirmar o que Ele nos confidenciar durante a oração. Não tenhamos medo de confiar na força do Espírito Santo quando precisarmos de orientação. Jesus é o nosso modelo, o nosso Mestre e com Ele nós aprendemos a viver, sem temor, o que Deus nos mandar fazer. Reflita:
E você, como é o seu critério quando tem que escolher alguém para uma missão específica?
Você quer agradar alguém ou ser agradado na sua escolha?
Você se revolta quando não é escolhido para um lugar importante ou espera a hora de Deus para você?
Amém!

JESUS CHAMOU E ESCOLHEU OS DISCÍPULOS

Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los.
Este Evangelho narra o chamado dos doze Apóstolos, palavra de origem grega que significa “enviados”. O número doze evoca as doze tribos de Israel.
O texto começa dizendo que Jesus “subiu ao monte”. É uma expressão com reminiscências bíblicas muito marcantes. Os montes da Bíblia, mais que acidente topográfico, são lugares de teofania, isto é, de presença, revelação e ação de Deus. Por exemplo, o monte Sinai, o monte Horeb, o monte das bem-aventuranças, o da transfiguração… Este citado no Evangelho de hoje se tornou o monte da investidura apostólica.
A intenção de Jesus não foi criar um grupo separado do povo, mas guias para a Igreja, o novo Povo de Deus, que ele começava a fundar.
“Chamou os que ele quis.” A vocação é de iniciativa divina. Por que Deus chama a este e não aquele ou aquela, é mistério que não entendemos. O certo é que, para uma missão ou outra, todos somos chamados. E a gente só é feliz, vivendo na vocação que Deus nos deu.
“Chamou-os para que ficassem com ele e para enviá-los.” Primeiro, nós ficamos junto de Jesus, a fim de aprender dele a Boa Nova do Reino de Deus. Aprender e viver. Depois é que somos enviados. Foi o que aconteceu com esses Apóstolos. Só mais tarde é que foram enviados a pregar. E mesmo depois de enviados, Jesus sempre os chamava para um descanso, confraternização e oração juntos. Se não fazemos isso, nós nos esvaziamos; ninguém dá o que não tem. “Como é bom, como é agradável os irmãos viverem juntos!” (Sl 133,1).
“Deu-lhes autoridade para expulsar demônios.” Ao enviá-los, Jesus os capacitou para a missão, dando-lhes todos os recursos e condições necessárias para cumprirem bem a tarefa.
Na lista dos Apóstolos, aparece em primeiro lugar Pedro, que é o chefe, o centro de unidade do grupo e de toda a Igreja. Judas Iscariotes aparece em último lugar porque foi o traidor. É importante pensar bem, antes de assumir uma vocação, porque precisamos perseverar até a morte, como fizeram os onze Apóstolos.
No grupo dos Apóstolos havia grande diversidade de caracteres, de temperamentos, de culturas, de mentalidades, de origem… São as diferenças que fazem a riqueza de um grupo. A convivência se torna, às vezes, difícil, mas é preferível.
Consta-nos que quatro deles eram pescadores: Pedro e André, Tiago e João. Mateus era funcionário público. Simão, o zelota, foi membro da resistência aos romanos. Filipe era um judeu aberto. Tiago era, ao contrário, muito conservador. E os outros eram gente simples e desconhecida do povo. Nenhum foi influente na sociedade nem intelectual. Como se vê, para realizar a sua obra, Jesus preferiu gente que não tinha peso social, para que se manifestasse melhor a ação e a força salvadora de Deus.
O Pe. Pedro Donders viveu no Séc. XIX no Suriname. Ele era diretor espiritual de um leprosário chamado Batávia, uma vila que abrigava quatrocentos doentes. Donders conhecia a todos e era amigo deles.
Um dia, o governo mandou que fossem retiradas da vila todas as crianças, para que não fossem contaminadas.
Os pais protestaram. Em toda parte, só se ouvia gritos e choro, e impediam a saída dos seus filhos. Nem a polícia deu conta de retirá-los.
Pediram a ajuda do Padre Donders. Ele reuniu os pais rebeldes e mostrou-lhes que se tratava da saúde dos seus filhos. Depois, com bondade e acolhimento, procurou ouvir cada um, resolvendo as dúvidas e esclarecendo. Resultado: o povo caiu em si, acalmou-se e permitiu a saída das crianças.
Sobrou apenas um senhor que havia fugido para o mato, prometendo se matar, se levassem o seu filho. Donders foi atrás dele e o convenceu. O homem voltou e entregou-lhe seu filho.
Donders é redentorista e foi beatificado. É o bem-aventurado Pedro Donders.
Quando Deus chama uma pessoa para determinada missão, capacita-a e dá-lhe todas as condições para exercer bem a sua vocação.
Quando Jesus subiu para o céu, os Apóstolos se sentiram muito confusos e até meio perdidos. Maria Santíssima foi ficar com eles, aguardando a vinda do Espírito Santo (Cf At 1,14). Que Maria nos ajude também a vivermos a nossa vocação, especialmente nas horas difíceis.
Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los.

JESUS ESCOLHE OS CATEQUISTAS

“Os escolhidos de Jesus”…
Conforme reflexão de ontem, sempre no evangelho de Marcos Jesus é acompanhado de uma verdadeira multidão mas para começar algo novo é preciso organizar-se e isso implica em uma instituição, tem muita gente que odeia essa palavra, quando aplicada á Santa Igreja, parece que Igreja e Instituição são coisas incompatíveis e não falta alguns “iluminados” que vêm na instituição uma estrutura diabólica…
Bom, a gente precisa saber que Jesus Cristo sendo humano, vai organizar-se com qualquer homem o faz, e por isso, com muito cuidado começa a formar o Povo da Nova Aliança exatamente no momento em que escolhe o grupo dos Doze. Os que atuam nas pastorais e Movimentos não são super homens e super mulheres, super dotados de carismas e imunes a todo mal, há quem pense em uma Igreja assim… Esses sofrem mais que os outros, porque a cada escândalo sentem -se frustrados e até pensam em mudar de Igreja…
Dizemos isso porque nos primeiros convocados desse Grupo seleto, está Judas, que o evangelista em seu escrito pós pascal faz questão de dizer que se trata daquele que o entregou… Poderia esconder o fato, dizer que Judas nunca havia sido escolhido, por a sua atitude não o fazia digno de ser mencionado como um discípulo do Senhor, mas o evangelista retrata a realidade pura e simples. Judas também foi escolhido, teve a mesma oportunidade dos demais mas acabou fazendo uma opção contrária ao Reino, conforme sua decisão e vontade própria… ninguém nesta vida está predestinado a ser mal e a perder-se, a prática do bem ou do mal, é decisão e escolha de cada um, por isso termos o livre arbítrio.
O fato é que os escolhidos se identificam mais profundamente com Jesus, permitindo até mudança de nome, como é o caso de Pedro e seu irmão João. Até agora a “cartilha” que todos tinham que ler, se quisessem se relacionar com Deus, era as práticas do Judaísmo, mas a partir de agora esse grupo vai ter de fazer uma releitura sobre Deus e a Salvação.
Essa releitura depende da comunhão de vida que tiverem com Jesus, e no final da caminhada serão enviados para evangelizarem e formarem outros grupos, e assim tem sido ao longo dos tempos, ouve-se falar de Jesus, aprofunda-se o conhecimento sobre ele, faz-se uma experiência profundamente cristã na vida em comunidade, junto com outras pessoas, que podem ser até mais santas ou pecadoras do que nós, mas foram também escolhidas para ser Igreja. Seria oportuno concluir a reflexão com uma pergunta:
Por que Jesus nos escolheu para sermos Igreja e vivermos em comunidade?
Certamente não é pelas nossas qualidades e carismas pois conhecemos pessoas, as vezes de fora da Igreja, que fariam o nosso trabalho pastoral muito melhor que nós, então porque nós e não elas?
E por que algumas pessoas, na nossa opinião desqualificadas, também foram escolhidas e fazem parte da comunidade?
É QUE DEUS ESPERA E TODOS UMA RESPOSTA AO SEU CHAMADO…
Devemos sempre responder positivamente, abrindo-nos á sua graça operante e santificante, sem nos preocuparmos com a resposta que os outros estão dando….O fato é que não renovarmos o nosso propósito e o nosso Sim a cada dia, podemos sim, acabar como Judas Iscariotes, que tomou a decisão sozinho, sem se importar com a comunidade…

A MESSE É GRANDE…

Na Sua peregrinação aqui na terra Jesus não se preocupou apenas com as curas e milagres que as pessoas buscavam, mas tinha um cuidado todo especial em promovê-las e suprir as suas necessidades vitais. Olhava as multidões e se compadecia das pessoas porque vivam abandonadas, cansadas e abatidas sem perspectivas. Jesus veio inaugurar o tempo da misericórdia e, para isso, conclamava os seus discípulos a serem trabalhadores da messe. Hoje, também, as pessoas continuam como ovelhas sem pastor, abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança, até dentro das nossas casas e Jesus nos chama a ser operários da Sua colheita e nos diz: “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”.
Assim como Jesus se compadeceu daquele povo que o acompanhava buscando cura para os seus males, Ele também se compadece do povo de hoje, que rasteja pelo mundo, sofrendo as consequências do pecado e não tem quem lhe dê a mão. Por isso, ele nos recomenda: “Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita.” Apesar de também sermos muitas vezes ovelhas desanimadas e cansadas, o Senhor nos convoca, nos alenta e nos dá poder para anunciar a proximidade do reino que já está acontecendo na nossa vida. Os doentes serão curados e os mortos ressuscitarão na medida em que nós atendermos ao pedido de Jesus. Nós seremos os primeiros a experimentar a cura e a libertação para as nossas enfermidades. Podemos ser trabalhadores da messe de Cristo fazendo o que Ele fazia: tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas abatidas, cansadas e sem esperança. O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. Reflitamos:
Você tem retribuído a Deus o que você tem recebido de graça?
Você já é um trabalhador da messe do Senhor?
Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança?
O que você diz a elas?
Como está você atualmente: como ovelha sem pastor ou como alguém que anuncia às ovelhas a existência do Pastor?
Em que você tem empregado o seu tempo livre?
Amém!

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

A missão salvadora de Jesus deve ser continuada mediante a obra da Igreja. Este é o convite que Jesus nos faz: comprometer-nos com Ele, anunciar seu reino de amor a todos e libertar as pessoas de tudo o que escraviza e causa alienação.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Não podemos levantar a mão contra os escolhidos e ungidos pelo Senhor. São eles que dão continuidade à missão iniciada por Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4).

Antífona da comunhão

Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4,16).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.
— A fim de que sempre surjam pessoas dispostas a evangelizar, peçamos ao Senhor.
— A fim de que os vocacionados à vida sacerdotal e religiosa sejam perseverantes, peçamos ao Senhor.
— A fim de que a justiça e a paz sejam priorizadas pelos governantes das nações, peçamos ao Senhor.
— A fim de que evitemos o espírito de vingança e sejamos acolhedores, peçamos ao Senhor.
— A fim de que, a exemplo de são Sebastião, sejamos fiéis à missão a nós confiada, peçamos ao Senhor.

Oração sobre as oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

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