LDP: 21/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

21/Jan/2012 (sábado)

LEITURAS

2 Samuel 1,1-4.11-12.19.23-27 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 1Davi regressou da derrota que infligiu aos amalecitas, e esteve dois dias em Siceleg. 2No terceiro dia, apareceu um homem, que vinha do acampamento de Saul, com as vestes rasgadas e a cabeça coberta de pó. Ao chegar perto de Davi, prostrou-se por terra e fez-lhe uma profunda reverência. 3Davi perguntou-lhe: “Donde vens?” Ele respondeu: “Salvei-me do acampamento de Israel”. 4“Que aconteceu?”, perguntou-lhe Davi. “Conta-me tudo!” Ele respondeu: “As tropas fugiram da batalha, e muitos do povo caíram mortos. Até Saul e o seu filho Jônatas pereceram!” 11Então Davi tomou suas próprias vestes e rasgou-as, e todos os que estavam com ele fizeram o mesmo. 12Lamentaram-se, choraram e jejuaram até a tarde, por Saul e por seu filho Jônatas, e por causa do povo do Senhor e da casa de Israel, porque haviam tombado pela espada. 19E Davi disse: “Tua glória, ó Israel, jaz ferida de morte sobre os teus montes. Como tombaram os fortes! 23Saul e Jônatas, amados e belos, nem vida nem morte os puderam separar, mais velozes que as águias, mais fortes que os leões. 24Filhas de Israel, chorai sobre Saul. Ele vos vestia de púrpura suntuosa e ornava de ouro os vossos vestidos. 25Como tombaram os fortes em plena batalha! Jônatas foi morto sobre as tuas alturas. 26Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. 27Como tombaram os fortes, como pereceram as armas de guerra”!

Salmo 80(79),2-7 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

4Resplandecei a vossa face, e nós seremos salvos!
2Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que a José apascentais qual um rebanho! Vós, que sobre os querubins vos assentais, 3aparecei cheio de glória e esplendor ante Efraim e Benjamim e Manassés! Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
5Até quando, ó Senhor, vos irritais, apesar da oração do vosso povo? 6Vós nos destes a comer o pão das lágrimas, e a beber destes um pranto copioso. 7Para os vizinhos somos causa de contenda, de zombaria para os nossos inimigos.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 3,20-21 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
O que o texto me diz no momento?
Sempre que alguém tem uma proposta nova, diferente, que incomoda, não é compreendido e pode ser até contestado e afastado do meio das demais pessoas. É preciso ter muita clareza de sua proposta e convicções para não se deixar levar pela acomodação ou abandonar o caminho que antes lhe era claro. Jesus nos ensina que não podemos nos afastar do caminho se temos clareza que é de Deus.
Os bispos, em Aparecida, nos ajudam a compreender este chamado: “Com perseverante paciência e sabedoria, Jesus convidou a todos para que o seguissem e introduziu aqueles que aceitaram segui-lo no mistério do Reino de Deus.” (DAp 276).
Minha vida reflete esta atitude?
Ou prefiro não incomodar?

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 3,20-21, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
A resistência está dominando também os mais próximos de Jesus: seus familiares. A atitude de ir buscá-lo e dizer que ele estava fora de si, é causada mais pela incompreensão do que pela hostilidade. No versículo 31 define-se melhor quem são estas pessoas: a mãe e os irmãos. Eles não conseguem assimilar o novo modo de ser. Parece que querem impedir sua missão. Julgam que ele esteja sonhando com algo irreal, impossível. A última expressão faz entender isso: “algumas pessoas estavam dizendo que ele estava louco”. Os critérios e atitudes de Jesus fugiam aos padrões em vigor.

… e a VIDA …

Pai, a manifestação de tua misericórdia, por meio de Jesus, é motivo de imenso júbilo. Que eu saiba expressá-lo, com todo o vigor, sem medo das censuras e maledicências.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Vou demonstrar pela vida a coerência com os valores do Reino.

REFLEXÕES

JESUS EM CASA

Com uma curta narrativa, de exclusividade sua, o evangelista Marcos faz uma referência à família de Jesus. Marcos a articula com outra, que virá em seguida, logo após a narrativa do conflito com os escribas. Depois da escolha dos doze, no alto da montanha, Jesus volta para casa e ajuntam-se, de novo, as multidões dos excluídos (ochlós). A “casa” é o ponto de convergência, não a sinagoga. Marcos insiste no contraste entre a sinagoga e a casa, entre a rejeição dos escribas e a aclamação das multidões. Jesus está acompanhado de seus discípulos. Eles “não podiam nem se alimentar”. Isto é, era-lhes perturbada a tranquilidade necessária para se alimentarem da palavra de Jesus. A notícia corre e os familiares de Jesus ficam sabendo. Vêm para detê-lo. Alegam: “Está ficando louco”. Pode-se pensar que sua família queria protegê-lo do risco a que se expunha, com seu procedimento. Tendo em vista a timidez do amor humano, discípulos e familiares de Jesus, empenhados em protegê-lo, teriam, em um dado momento, oferecido resistência à sua missão. Jesus lança-se em seu ministério após um processo humano de amadurecimento (“…crescia em sabedoria… e graça…” – Lc 2,52). Maria, sua mãe, e sua família também passam por um processo de crescimento para chegar à compreensão da missão de Jesus. Por este processo passaram os discípulos e passamos, também, cada um de nós e nossas comunidades.

DEDICAÇÃO TOTAL

A família humana pode fazer com que toda prática de uma pessoa seja vista apenas com olhos humanos, e o resultado disso é a interpretação incorreta dos fatos que devem ser analisados à luz da fé. Os parentes de Jesus não foram capazes de ver o dedo de Deus agindo, e, por isso, achavam que Jesus estava fora de si. Mas o povo foi capaz de ver o que realmente estava acontecendo, pois os corações de todos estavam abertos ao momento presente e à ação do próprio Deus, procurando ver a vida e os ensinamentos de Jesus à luz da fé. Por isso, o povo se reunia em número cada vez maior em torno de Jesus, de modo que ele e seus discípulos nem sequer podiam comer.

ACUSADO DE LOUCURA

O Evangelho relata, com muita simplicidade, que os familiares de Jesus consideravam-no “louco”. O interesse suscitado pela pessoa do Mestre, que atraía multidões, deixava-os perturbados. É possível imaginar toda sorte de atitudes por parte dos que o procuravam. Quem necessitava de sua ajuda e era atendido, deveria manifestar-se com exaltação, exageros, histerias, gritaria, barulho. Quem o via com suspeita, não devia poupar críticas, desprezo, maledicências. Por sua vez, os parentes não conseguiam entender o porquê de tudo isto. Nem tinham parâmetros para compreender as palavras de Jesus e captar lhes o sentido profundo. Tampouco tinham como explicar seu poder misterioso de fazer milagres e libertar os endemoninhados. Por isso, pareceu-lhes prudente prendê-lo em casa, de modo a evitar o espetáculo deprimente de ver aquele seu familiar falando e fazendo desatinos.
Na verdade, esses parentes já não eram mais os verdadeiros familiares de Jesus, que, agora, são outros: aqueles que ele chamou para ser seus companheiros de missão. Estes, sim, pouco a pouco, foram se tornando capazes de compreender a sabedoria escondida nos gestos e nas palavras do Mestre.
Enganaram-se os que pensavam estar diante de um louco, pois ali se encontrava a mais pura sabedoria manifestada por Deus à humanidade.

SOU CATÓLICO E NÃO DESISTO NUNCA

A multidão procura Jesus para O tocar e ser curada de sua enfermidade. Compreende e reconhece n’Ele um poder sobrenatural. Porém, os Seus parentes foram segurá-Lo, porque diziam: “Enlouqueceu”. Os familiares temem que essa maneira de agir possa comprometer o nome da família e decidem tomar o controle da situação.
Vendo a atitude de Seus parentes, podemos nos perguntar: “Quantas vezes somos chamados de loucos?”, principalmente as pessoas que assumem uma proposta de vida radical, deixando tudo para seguir o Senhor mais de perto, como consagrados, casais comprometidos com as pastorais, nas capelas, nas paróquias e na diocese, entre tantas outras pessoas que dedicam a vida para que haja esperança na comunidade.
São os nossos parentes que, muitas vezes, nos acusam de loucos, de “beatos e beatas de sacristia”.
Jesus se encontra dentro de casa, Seus parentes do lado de fora e a multidão está ao redor d’Ele ouvindo-O. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Jesus, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-Lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor” (Mc 6,34).
Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, à medida que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social.
Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa (cf. Mc 6,4). As pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de Sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e controla o sistema opressor.
Estar na casa é o principal foco e eixo de partida. Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por Seu projeto. O grau de parentesco é como um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Jesus se recusa a aceitar quem não aceita Sua missão!
Diante de uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” (Mc 3,33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não os reconhece como parentes. É preciso ser obediente a Deus, porque no centro está o ser humano e suas necessidades. Estar sentado à Sua volta é estar atento aos Seus ensinamentos. É a unidade em Jesus que se deve fazer evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente a fim de podermos chegar à terra onde jorra leite e mel. Chame-nos dos nomes que nos quiserem chamar. Digam o que quiserem dizer. É preciso dizer: Sou católico e não desisto nunca!
A oração que devemos rezar é: Ó Deus, assim como nos enviaste o Vosso Filho que se fez louco por amor à Vossa vontade, assim fazei de nós loucos. Loucos para aceitar qualquer tipo de trabalho e ir a qualquer lugar, sempre num sentido de vida simples, humilde, amando e promovendo a paz, a justiça, a restauração e a reconciliação entre as famílias.
Esta pequena oração retrata a opção de vida de Jesus, a quem a própria família chamou de louco. Ela tenta “impedir” que Cristo prossiga com a Sua missão, quando julga que Ele está fora de Si, devido à multidão que O acompanha. Esse aglomeramento da multidão suscita uma preocupação dos parentes e sua intervenção pode ser motivada pela Sua atividade e Seu modo de comportar-se, que fugia aos esquemas dos moldes comuns. “Ele fala com autoridade” ou ainda, “nunca alguém falou como este homem”.

JESUS, UM HOMEM QUE ALIMENTA

Quando Jesus veio a este mundo, amou-o tanto que deu a vida por ele. Ele veio saciar a nossa fome de Deus.
Como?
Tornando-Se Ele próprio Pão da Vida. Fez-Se pequeno, frágil, desarmado por nós. As migalhas de pão são tão minúsculas que até um bebé pode mastigá-las, até um moribundo pode comê-las. Ele transformou-Se em Pão da Vida para saciar o nosso apetite de Deus, a nossa fome de Amor.
Não me parece que tivéssemos sido capazes de amar a Deus se Jesus não Se tivesse tornado um de nós. E foi para nos tornar capazes de amar a Deus que Ele Se tornou um de nós em tudo exceto no pecado. Criados à imagem de Deus, fomos criados para amar, porque Deus é amor. Através da Sua Paixão, Jesus ensinou-nos a perdoar por amor, a esquecer pela humildade. Descobre Jesus e descobrirás a paz.

ESTÁ FICANDO LOUCO

Hoje vemos como os próprios integrantes da família de Jesus atrevem-se a dizer dele que “Está ficando louco” (Mc 3,21). Uma vez mais, cumpre-se o antigo provérbio de que “Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa!” (Mt 13,57). Esta lamentação não “salpica” Maria Santíssima, porque desde o primeiro até o último momento – quando ela estava ao pé da Cruz – manteve-se solidamente firme na fé e confiança para com seu Filho.
Agora bem, e nós?
Façamos exame!
Quantas pessoas que vivem ao nosso redor, que as temos ao nosso alcance, são luz para nossas vidas e, nós…?
Não é necessário ir muito longe: Pensemos no Papa João Paulo II: quanta gente o seguiu e, ao mesmo tempo, quantos o interpretavam como um “teimoso-antiquado”, ciumento do seu “poder”?
É possível que Jesus – dois mil anos depois – ainda continue na Cruz pela nossa salvação e, que nós, desde aqui embaixo, continuemos dizendo-lhe “desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!” (cf. Mc 15,32)?
Ou pelo contrário. Se nos esforçarmos por configurarmos com Cristo, nossa presença não resultará neutra para quem interagem conosco por motivos de parentesco, trabalho, etc. Ainda mais, para alguns será molesta, porque seremos um reclamo de consciência. Bem garantido o temos! “Se me perseguiram, perseguirão a vós também” (Jo 15,20). Através das suas burlas esconderão seu medo, mediante suas desqualificações farão uma má defesa de sua “poltronaria”.
Quantas vezes nos rotulam aos católicos de sermos “exagerados”?
Devemos lhes responder que não o somos, porque em questões de amor é impossível exagerar. Mas que é verdade que somos “radicais”, porque o amor é assim de “totalizador” ‘ou todo, ou nada’; ‘ou o amor mata o eu, ou o eu mata o amor’.
É por isso que o Santo Pai nos falou de “radicalismo evangélico” e de “não ter medo”: ‘Na causa do Reino não há tempo para olhar para atrás, menos ainda para dar-se à preguiça’ (João Paulo II).

JESUS ESTAVA FORA DE SI?

Os parentes de Jesus diziam que ele estava fora de si.
Este Evangelho narra a incompreensão dos próprios parentes de Jesus a respeito dele. “Nem os seus irmãos (primos e parentes) acreditavam nele” (Jo 7,5). A expressão “fora de si” significa o que dizemos hoje: “perdeu a cabeça”.
Jesus não perdeu a cabeça, mas que suas ideias eram muito diferentes da mentalidade do seu povo eram. Basta ver o discurso das bem-aventuranças, em que ele chama de felizes os pobres e os perseguidos por causa do Reino de Deus; o pedido para darmos a outra face para quem nos esbofeteia; o pedido de perdoarmos os nossos inimigos; o sentido que dá para a autoridade: é serviço e não poder; o pedido para darmos também a túnica a quem nos roupa ou toma a capa… Tudo isso, frente à mentalidade do mundo, não só daquele tempo mas também de hoje, é loucura.
A incompreensão de que Jesus foi vítima, até por parte de seus discípulos, ilumina-nos sobre a situação dos cristãos e da Igreja hoje. Muitos não a chamam de “louca”, mas quase.
Logo no versículo seguinte, Marcos fala: “Os escribas vindos de Jerusalém, diziam que Jesus estava endemoninhado”.
Na História da Igreja, todos os cristãos e cristãs que levaram a sério o Evangelho foram taxados de loucos. Por exemplo, S. Francisco, que foi chamado de louco por seu próprio pai, rico comerciante.
Como os parentes de Jesus, também nós queremos reduzir aos limites do “razoável” a chama abrasadora do Evangelho e o escândalo da cruz. Se os santos tivessem pensado em termos “razoáveis”, não teriam sido canonizados. Se nós não arriscarmos as nossas seguranças “razoáveis”, não iremos longe no seguimento de Jesus. Porque o “razoável”, aquilo que todo mundo faz, não passa de mesquinha mediocridade.
Para seguirmos bem a Cristo, precisamos nos deixar conduzir pelo amor, o qual é criativo, é livre, “desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará” (1Cor 13,7-8). Conhecer ou desconhecer Cristo é questão de fé ou incredulidade, de amor ou desamor. A fé e o amor são dons de Deus que ultrapassam o mundo.
“A pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é força de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes” (1Cor 1,18-19).
Certa vez, numa comunidade religiosa masculina, um irmão ficou com dó do padre superior que estava com uma gripe muito forte. Então resolveu fazer um chá para o padre, que era bastante nervoso.
Ele terminou de preparar o chá às 21:30 horas. Colocou numa bandeja o bule com o chá e uma xícara, subiu a escada e bateu na porta do quarto do superior. Este já veio super nervoso. Abriu a porta e o irmão lhe disse: “Eu vi que o senhor não estava bem de saúde e preparei um chá. Está aqui”.
Mas o superior naquele momento descarregou todo o seu nervosismo: “Eu já estava dormindo e você vem me acordar! Bem agora que estou doente. Onde já se viu!…” Quando ele fez uma pausa, o irmão perguntou: “Então o senhor não vai querer o chá”?
Batendo o pé, o padre respondeu: “Não quero saber de chá não…” Calmamente, o irmão lhe disse: “Então, padre, por favor, segure a bandeja para que eu possa tomar o chá”!
O superior não teve outra saída senão segurar a bandeja, enquanto o irmão, com um sorriso, tomava o chá na frente dele.
“Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lc 10,3). O cristão às vezes toma atitudes que parecem loucura diante do mundo pecador, mas não são nada mais que vivência do Evangelho.
Maria Santíssima tomou uma atitude bastante corajosa e incomum, ficando ao pé da cruz junto do Filho. Que ela nos ajude, quando estivermos sendo atacados e criticados por seguir o Evangelho.
Os parentes de Jesus diziam que ele estava fora de si.

JESUS NÃO ESTAVA FORA DE SI

A Insensatez de Sermos Igreja.
Nós podemos ir á igreja ou Sermos Igreja, duas coisas totalmente diferentes. Quando somos Igreja e vivemos em comunidade, nossas ações e modo de agir parecem loucura aos olhos do mundo.
Que sentido tem para o espírito consumista, o agente de pastoral dedicar-se ao seu trabalho em um final de semana, não achando tempo nem para o lazer ou o passeio?
Dia desses indaguei da Dona Maria – agente da Pastoral dos Enfermos – o por que de suas visitas a enfermos em dias de domingo e feriados, sendo que nesses dias os familiares estão em casa e têm a obrigação de estar junto ao doente. E ela respondeu-me que, em domingos e feriados, os familiares que trabalham nos dias de semana saem a passeio e o doente fica sozinho, é o dia em que ele mais precisa de alguém por perto. Que resposta espetacular, o amor autêntico pelos irmãos e irmãs, não cobra nem exige dos demais, mas vai de encontro as necessidades do outro.
Os parentes de Jesus julgam que ele está louco, querem levá-lo de volta para casa, fechá-lo em seu círculo reservado, cuidar dos interesses da Família, da mãe e dos irmãos de sangue, que aqui tratam-se de primos. Mas a casa e a Família é o lugar por excelência onde se experimenta a vida de amor e comunhão. Jesus inaugura um novo jeito de se relacionar e ser família, não mais a partir das obrigações e formalidades onde o grupo permanece junto apenas por interesses.
Não é esse o caso das famílias nos dias de hoje?
Nesse caso, os políticos ladrões e corruptos formam uma “Família”, os Traficantes e demais marginais também. Forma-se um grupo mas o que prevalece é o individualismo.
Família é um reflexo da Trindade Santa, que vive uma vida de amor e comunhão, sempre aberta a quem quiser ser acolhido. Essa é a vontade de Deus. Comunidade não defende e nem olha a conveniência ou o interesse de alguém, mas vive a Palavra de Deus e busca volver na prática a justiça e a igualdade no amor que sempre serve mas que nunca quer ser servido…

JESUS ESTAVA FORA DE SI?

Introdução: A família humana pode fazer com que toda prática de uma pessoa seja vista apenas com olhos humanos, e o resultado disso é a interpretação incorreta dos fatos que devem ser analisados à luz da fé. Os parentes de Jesus não foram capazes de ver o dedo de Deus agindo, e, por isso, achavam que Jesus estava fora de si. Mas o povo foi capaz de ver o que realmente estava acontecendo, pois os corações de todos estavam abertos ao momento presente e à ação do próprio Deus, procurando ver a vida e os ensinamentos de Jesus à luz da fé. Por isso, o povo se reunia em número cada vez maior em torno de Jesus, de modo que ele e seus discípulos nem sequer podiam comer. (CNBB)
O lado divino de Jesus se transbordava com tanta força, que até os seus familiares o estranhavam, achando que Ele estava fora de si. Hoje talvez alguém dissesse: Não está batendo bem, é doido, ou coisa parecida.
Quantas vezes também algum vizinho não tenha chamado alguém de maluco por ele estar reclamando do barulho, ou de qualquer outro tipo de abuso gerado pelo egoísmo das pessoas com as quais convive.
Às vezes precisamos dar um de louco para que os demais respeitem os nossos direitos. Buzinar para o cachorro do vizinho que não para de latir, queimar pneus naquele cruzamento onde todo dia ocorre um acidente, ou naquela avenida onde os pedestres são atropelados constantemente, tudo isso são formas de protestar, de reclamar quando nós não estamos sendo ouvidos pelas pessoas que nos incomodam ou pelas autoridades as quais nos devem respeito e explicação.
Mas não foi isso que Jesus estava fazendo. Sabendo do seu infinito poder de cura, aquele povo sofrido que não tinha assistência médica, se aglomerava em sua volta para apenas tocá-lo e ficar curado. A quantidade de pessoas que o procurava era tão grande que os evangelistas denominaram de multidões. E dessa forma, nem Jesus nem os apóstolos estavam tendo suas privacidades normais. Eles não conseguiam nem se alimentar por causa do assédio das pessoas em busca de uma cura par os seus males.
Também conosco pode acontecer de sermos criticados pelos próprios familiares quando a nossa dedicação pelas coisas de Deus é muito intensa. Assim podemos ser chamados de carolas, de beatas, papa-hóstias, etc. Não ligue para nada disso.
Sabe o que você faz?
Convida aquela pessoa para acompanhar você! Reze por ela e a entregue a Jesus.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Inês (Itália, séc. IV), adolescente convicta dos valores cristãos, decidiu desde cedo consagrar a vida a Deus, rejeitando os pretendentes mesmo diante de promessas e presentes. Martirizada aos 13 anos, é ilustre santa da Igreja, tendo merecido ser inscrita no Cânon Romano da missa.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Jesus exerceu seu sacerdócio, realizando a união entre Deus e a humanidade mediante a própria vida. Essa função às vezes não foi entendida nem pelos seus parentes.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Abri-nos, Ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

Antífona da comunhão

Eis que vem o esposo, ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25,6).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Ouvi-nos, Senhor.
— Para que encontremos em Deus força para superar a perda de pessoas queridas, peçamos.
— Para que os profetas de hoje tenham a atenção e o respeito da sociedade, peçamos.
— Para que os pais de vocacionados e vocacionadas aceitem a escolha de seus filhos, peçamos.
— Para que os missionários sejam abençoados e fortalecidos na missão, peçamos.
— Para que nossa comunidade viva o evangelho de Jesus com alegria e fidelidade, peçamos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Inês, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Inês, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Por Cristo, nosso Senhor.

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