LDP: 24/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

24/Jan/2012 (terça-feira)

LEITURAS

2 Samuel 6,12b-15.17-19 (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 12bDavi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. 13A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro. 14Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. 15Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. 17Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. 18Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. 19E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa.

Salmo 23,7-10 (R.8a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

8aDizei-nos: “Quem é leste Rei da glória? É o Senhor, o valoroso, o grandioso”!
7“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar”!
8Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” ✞ “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas”!
9“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar”!
10Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” ✞ “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo”!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 3,31-35 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram de forma magnífica sobre a presença de Maria na família de Deus, como discípula e mestra. Vejamos um destes textos do Documento de Aparecida: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266).
Sou, assim como Maria, da família de Jesus?
Ou seja, digo “sim” à vontade de Deus, mesmo que seja contrária aos meus projetos?
Busco descobrir e concretizar, a cada dia, qual é a vontade de Deus para mim, para minha família, para o mundo de hoje?

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Observo pessoas, relações e as palavras de Jesus.
Este texto que medito hoje, traz a pessoa de Maria, Mãe de Jesus. Ela e seus parentes queriam falar com ele. E ele diz que são de sua família os que fazem a vontade do Pai. Numa primeira leitura pode parecer que Jesus é deselegante com sua mãe, mas, em melhor compreensão, pode-se perceber que aconteceu o contrário. Ao dizer que são de sua família os que fazem a vontade do Pai, ele incluiu sua Mãe, e, em primeiro lugar. Ela foi a primeira, no anúncio do anjo, que disse “sim” ao projeto e à vontade do Pai.

… e a VIDA …

Pai, ensina-me a pautar minha vida pela fidelidade à tua vontade, para que eu faça parte de tua família, fundada pela ação de Jesus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus.

REFLEXÕES

COMPROMISSO COM JESUS

Anteriormente Marcos registrara uma tensão entre Jesus e um grupo íntimo seu, talvez seus seguidores ou seus parentes. Agora são nomeados, explicitamente, sua mãe e seus irmãos, e o texto sugere nova tensão. Jesus está em casa e sua mãe e irmãos permanecem do lado de fora. Pode-se perceber uma distinção entre a “casa” e a “família”. A casa é o espaço onde se reúnem as novas comunidades. A família é a expressão do vínculo por laços consanguíneos, pelos quais se definia a identidade da raça que se considerava eleita. Esta seletividade racial está associada a uma perspectiva excludente para com os que a ela não pertencem. As genealogias do Antigo Testamento tinham justamente o sentido de caracterizar a pertença a esta raça. Jesus revela que não se restringe aos laços consanguíneos tradicionais privilegiados. O que define as relações de intimidade com Jesus é o fazer a vontade de Deus. Esta narrativa de Marcos tem um alcance cultural no âmbito do sistema religioso do judaísmo. Ele não visa questionar as relações afetivas dentro da família, mas provocar uma mudança de paradigma. Não é a reivindicação de privilégios raciais transmitidos pela família que importa, mas sim o compromisso com Jesus no cumprimento da vontade de Deus.

QUEM É DA FAMÍLIA DE JESUS

Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno.

A NOVA FAMÍLIA

É bom possível que, no início do cristianismo, os parentes de Jesus tivessem querido exigir um lugar de destaque no contexto da comunidade. Eles podiam sempre apresentar como argumento o fato de terem com o Messias Jesus uma relação especial de parentesco de sangue, donde sua situação privilegiada em relação aos demais discípulos.
A comunidade, então, foi buscar, em sua própria experiência, um fato que tornava injustificada esta exigência. Quando, certa vez, foi procurado por sua mãe e alguns outros membros de sua família que desejavam vê-lo, Jesus deixou bem claro que fazia parte de sua família quem se predispusesse a fazer a vontade de Deus. Sim, a submissão à vontade de Deus é que estabeleceria laços profundos, como os de parentesco, entre Jesus e seus discípulos. Outros possíveis critérios careciam de sentido, talvez por se fundarem num mero sentimentalismo.
As palavras de Jesus não foram desrespeitosas para com sua mãe. Maria foi modelar na submissão à vontade de Deus. Sua figura apagar-se-ia se não fosse pensada a partir de seu enraizamento em Deus. Portanto, também pelo novo critério apresentado por Jesus, ela continuaria a ser sua mãe. E também mãe da nova família, encabeçada por Jesus, cujas relações se definem a partir da vontade do Pai.

FAZEMOS PARTE DA VERDADEIRA FAMÍLIA DOS DISCÍPULOS DE JESUS

Marcos, no início de seu Evangelho, apresentou a tensão entre “sinagoga”, da qual Jesus se afasta, e “casa”, que passa a ser o local de reunião das novas comunidades em torno do Senhor.
Vemos nos textos de Marcos 3,31-35 que Jesus se encontra dentro da casa, Seus parentes do lado de fora e a multidão está ao Seu redor ouvindo-O. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Cristo, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-Lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor” (cf. Mc 6,34).
Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social.
“Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa” (Mc 6,4). As pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de Sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
No relato de Marcos 3,20-21 encontramos que o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por Seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3,34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…” (Mc 3,31) enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus” (Mc 3,32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita Sua missão!
Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” (Mc 3,33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não os reconhece como parentes. É preciso ser obediente a Deus, porque no centro está o ser humano e suas necessidades. Estar sentado à Sua volta é estar atento aos Seus ensinamentos: “Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!” O Senhor, porém, respondeu: “Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.”” (Lc 10,38-42).
É a unidade em Jesus que se deve fazer evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”.
O evangelista Marcos nos deixa claro aqui que o importante é entrar na casa e conversar, dialogar e participar da vida com o outro. Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Portanto, as palavras de Jesus questionando quem é sua mãe e quem são seus irmãos têm o sentido de revelar que o dom de Deus, n’Ele presente, não se restringe a laços consanguíneos privilegiados. Jesus substitui estes laços estabelecidos na tradição pelos laços do amor verdadeiro e sem fronteiras, que vão muito além dos limites de família ou raça. A verdadeira família é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade de Deus, tornam-se discípulas de Jesus. A família consanguínea, pelo amadurecimento do amor, abre-se e solidariza-se com os mais excluídos e empobrecidos.

AQUELE QUE FIZER A VONTADE DE DEUS, ESSE É QUE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

As que se consagram inteiramente ao Senhor não devem afligir-se pelo fato de, guardando a sua virgindade como Maria, não se poderem tornar mães segundo a carne. […] Aquele que é o fruto de uma única Virgem santa é a glória e a honra de todas as outras santas virgens, pois, tal como Maria, elas são mães de Cristo, se fizerem a vontade de Seu Pai. A glória e a felicidade de Maria como Mãe de Cristo brilha sobretudo nas palavras do Senhor: “Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe.” Ele indica assim a paternidade espiritual que O liga ao povo que resgatou. Os Seus irmãos e irmãs são os santos homens e as santas mulheres que são coerdeiros com Ele da Sua herança celeste (cf Rm 8,17).
Sua mãe é a totalidade da Igreja, pois é ela que, pela graça de Deus, dá à luz os membros de Cristo, isto é, àqueles que Lhe são fiéis. Sua mãe é ainda toda a alma santa que faz a vontade de Seu Pai e onde a caridade fecunda se manifesta naqueles que dá à luz por Ele, “até que Cristo Se forme entre vós” (Gl 4,19). […]
Entre todas as mulheres, Maria é a única que é ao mesmo tempo virgem e mãe, não apenas pelo espírito, mas também com o corpo. Ela é Mãe segundo o espírito […] dos membros de Cristo, isto é, de nós próprios, porque cooperou com a sua caridade para dar à luz, na Igreja, os fiéis, que são os membros desse Chefe divino, nossa cabeça (cf Ef 4,15-16), de Quem Ela é verdadeiramente Mãe segundo a carne. Era preciso, com efeito, que o nosso Chefe nascesse segundo a carne duma virgem, para nos ensinar que os Seus membros deveriam nascer, segundo o espírito, doutra virgem, que é a Igreja. Maria é, assim, a única que é Mãe e Virgem ao mesmo tempo, tanto no corpo como no espírito. Mas também a totalidade da Igreja, nos seus santos que deverão possuir o Reino de Deus, é, segundo o espírito, mãe de Cristo e virgem de Cristo.

EIS MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS! QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

Hoje contemplamos Jesus – numa cena muito especial e, também, comprometedora – ao seu redor havia uma multidão de pessoas do povoado. Os familiares mais próximos de Jesus chegaram desde Nazaré a Cafarnaum. Mas, quando viram tanta quantidade de gente, permaneceram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram” (Mc 3,32).
Na resposta de Jesus, como veremos, não há nenhum motivo para rechaçar os seus familiares. Jesus tinha se afastado deles para seguir o chamado divino e mostra agora que também internamente renunciou a eles: não por frialdade de sentimentos ou por menosprezo dos vínculos familiares, senão porque pertence completamente a Deus Pai. Jesus Cristo fez Ele mesmo, pessoalmente, aquilo que justamente pede aos seus discípulos.
Em vez da sua família da terra, Jesus escolheu uma família espiritual. Passando um olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse-lhes: “Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mc 3,34-35). São Marcos, em outros lugares do seu Evangelho, refere outro dos olhares de Jesus ao seu redor.
Será que Jesus quer nos dizer que só são seus parentes os que escutam com atenção sua palavra?
Não! Não são seus parentes aqueles que escutam sua palavra, senão aqueles que escutam e cumprem a vontade de Deus: esses são seu irmão, sua irmã, sua mãe.
Jesus faz uma exortação a aqueles que estão ali sentados – e a todos – a entrar em comunhão com Ele através do cumprimento da vontade divina. Mas, vemos, também, nas suas palavras uma louvação a sua mãe, Maria, a sempre bem-aventurada por ter acreditado.

A FAMÍLIA DE JESUS

Ao contrario do que alguns irmãos de outras denominações dizem, Jesus de maneira nenhuma quis diminuir Maria sua mãe nesta passagem do evangelho. Ele nunca renegou os laços de sangue que o ligava a sua mãe. Pelo contrario, ele vai dizer que quem faz a vontade de Deus este sim é sua mãe, e seus irmãos. Jesus dá um sentido maior ao laço de amor que nos liga a Ele. A filiação adotiva que recebemos em Jesus e que nos torna filhos de Deus e seu irmão é muito mais importante do que simples laços de sangue.
Quem faz a vontade do pai este sim se torna filho de Deus e irmão de Jesus cristo.
E que criatura fez melhor a vontade de Deus que Maria?
Ela que na sua humildade abriu mão de seus planos para que o plano de Deus se realizasse. Colocou-se como a serva do senhor e deixou que a vontade de Deus se cumprisse nela inteiramente.
Os laços de amor em nome de Jesus são mais importantes que os laços de sangue. Quantas pessoas se tornaram nossos irmãos de verdade por causa do nome de Jesus. Quanta afinidade nós temos com pessoas das quais não temos nenhum parentesco. Quando nos aproximamos de alguém e o conhecemos vamos descobrindo como o amor de Deus vai unindo-nos a essas pessoas que até esquecemos que não somos parentes os irmãos de comunidade acabam se transformando em uma grande família.
São Guido Maria Conforti tinha um sonho; fazer do mundo uma só família em torno do irmão Jesus Cristo. Que coisa linda o amor de Deus vai unindo-nos, vai rompendo barreiras geográficas, barreiras de raças, línguas e nações. Tornamo-nos uma só família unida no amor de Deus. Todos os que seguem Jesus se tornam parte de sua família.
Nossa comunidade é sinal desta presença amorosa de Jesus?
É possível se sentir parte desta família em comunidade?
É preciso acolher e amar a todos, pois temos um só Pai e todos somos irmãos em Jesus Cristo.
Em Cristo!

QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

A exemplo de Maria, nós também devemos estar sempre procurando por Jesus, mas sem nunca achar que merecemos algum privilégio!
A humildade, é a condição essencial para nos aproximar de Jesus e nisso temos também Maria como Mestra! Mesmo sendo escolhida para gerar o filho de Deus, ela nunca reivindicou privilégio! Maria sempre compreendeu que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, ela sabia, que em obediência ao Pai, seu Filho tinha uma missão a cumprir!
Maria sempre esteve do lado Jesus, sempre intercedendo a Ele em favor do povo, se tornando a primeira discípula e missionária, uma grande colaboradora na história da salvação!
Vemos sua significante participação no primeiro milagre realizado por Jesus, nas Bodas de Caná: (Jo 2) Maria estava lá e logo que percebeu a falta de vinho, intercedeu a Jesus pelos donos da festa. E confiante no poder do Filho, ela disse aos empregados: “fazei tudo o que Ele vos disser!” Isso mais uma vez, comprova a importância de Maria, que continua a nos apontar Jesus e a nos pedir que façamos tudo que Ele nos disser.
A nossa procura por Jesus, deve ser sempre na condição de discípulo, que encontra no Mestre o caminho que o leva ao Pai!
Somente assim, vamos ser considerados membros de sua família!
É importante que tenhamos sempre o cuidado de não ver em Jesus, um ser humano como nós! Pois, se assim fizermos, corremos o risco de contestar os seus momentos de rigor, e até mesmo os seus ensinamentos, por fazer análises na lógica humana!
Quem de nós seria capaz de colocar o amor aos amigos, no mesmo patamar do amor a família?
De forma abrangente, somente Jesus fez isso! Podemos perceber aí, a grande diferença entre o humano e o Divino.
Jesus era humano e Divino, mas em todas as situações que exigia Dele uma posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia! E Maria, sua Mãe, compreendia tudo!
Podemos perceber isso claramente no evangelho de hoje, quando Jesus, ao ser informado que sua mãe e familiares queriam falar com Ele, Ele não se afastou da multidão para atende-los, não interrompeu o seu compromisso assumido de cuidar daqueles que o Pai lhe enviara!
Para muitos, pode parecer um desprezo para com a sua família, mas na realidade o que Jesus quis dizer era muito mais profundo, Ele quis ampliar a sua família, o que certamente alegrou Sua mãe, que O amava e amava o Seu povo!
“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe!” Com essas palavras, Jesus, não desconsiderou sua Mãe e sim, a elevou, porque ela cumpria a vontade do Pai, colocando-se a disposição de Deus, desde o anuncio de que ela seria a mãe do Salvador! “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”!
Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referencia que Jesus faz, de quem é sua família e não meditamos a mensagem principal do evangelho, que nos convida a fazer a vontade de Deus. Quem for batizado e assim agir, fará parte da família de Jesus!
É bom lembrarmos também, da grande preocupação de Jesus com Maria, manifestada na cruz, quando Ele confiou ao apóstolo João, os cuidados de sua mãe. Isso deixa claro, que Maria, a Mãe de Jesus, não tinha parente mais próximo, do contrário, Jesus não poderia agir assim, devido a lei vigente da época, que Ele observava fielmente. Pela lei, na falta do irmão mais velho, outros filhos ou esposo, deveriam se responsabilizar pelos seus. Portanto, conclui-se, que Maria além de não possuir outros filhos, era também viúva!
E para nossa felicidade, ao dizer ao apostolo João: “Filho eis aí sua Mãe”, Jesus nos lançou também nos braços de Maria, oferecendo sua própria Mãe, como nossa Mãe!
Fazer a vontade de Deus é o único requisito que Jesus nos apresenta para fazermos parte da Sua família!

QUEM SÃO MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS?

Fazer a Vontade de Deus…
Outro dia alguém desabafou perto de mim “Tem muita coisa boa nesta vida, que a gente quer fazer mais contraria a Vontade de Deus, parece que os maus, aqueles que não estão comprometidos com o Reino e nem frequentam Igreja nenhuma, são mais felizes, pois fazem o que querem nesta vida”.
Quando se fala na Vontade de Deus, dá-se a impressão de que Ele é um tremendo estraga-prazer, que vai contra tudo o que é bom de se fazer, e a vida de Fé nesta terra até parece aquela competição de Cabo de Guerra, Deus puxa para um lado, e nós para o outro…”
Se cristianismo fosse isso, nós cristãos seríamos os mais infelizes de todos os homens, o primeiro homem Adão e a mulher Eva, viviam na plenitude da comunhão com Deus, a finalidade para a qual Deus os criou estava em pleno acordo: eles eram objeto do amor de Deus e viviam em um paraíso, que antes de ser um lugar geográfico, é um estado de espírito do homem em sintonia com Deus Criador. Não tinham e nem preconizavam ter nenhuma ambição, tudo o que um Ser humano deseja ser nesta vida, realizando-se na plenitude do amor, nossos primeiros pais já tinham, até que… conheceram a possibilidade do mal e fizeram opção por ele…
No evangelho de hoje estamos diante do novo Povo que vai surgindo com Jesus, este retorno á vida de comunhão com Deus vai custar a Vida do Verbo Encarnado, mas o homem, que havia se perdido em si mesmo e não mais se achava, porque diante dele só estava o Mal, agora terá a possibilidade de optar pelo Bem, este Bem que está precisamente nas palavras e ensinamentos de Jesus, que por sua vez é a Palavra de Deus.
O retorno da humanidade aquele estado de vida inicial, passa por Jesus, aliás, só Ele é o caminho que conduz ao Pai, e nem um outro. Até aí tudo bem mais, sendo o homem um ser social, essa experiência de amor e de comunhão com Deus manifestado em Jesus, só se torna possível na relação com o outro, e aí a comunidade é o lugar por excelência, que nos conduz a esse paraíso, que não está lá atrás, perdido no passado, mas está á nossa frente, motivando-nos a caminhar sempre mais, alimentados pela Esperança que um dia transbordou do coração de Deus Filho naquela cruz, e inundou toda a nossa vida, permitindo-nos sonhar, desejar e alcançar essa plenitude feliz, que é eterna…

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Francisco (Itália, 1567-1622), homem de muita cultura, formou-se em direito antes de abraçar o sacerdócio. Grande orador e escritor, tornou-se bispo de Genebra. É o padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A comunidade, acolhendo a presença do Senhor em seu meio e fazendo sua vontade, torna-se a família amada e querida de Deus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,35).

Antífona da comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que são Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, atendei nossa prece.

— Pelos sacerdotes e religiosos que nos orientam, rezemos.
— Pela saúde e pela unidade de nossas famílias, rezemos.
— Pelos meios de comunicação que se preocupam com a evangelização, rezemos.
— Pelos políticos que atuam em favor do bem comum, rezemos.
— Pela nossa comunidade, família cristã, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, por este sacrifício de salvação, acendei em nós o fogo do Espírito Santo que inflamava, de modo admirável, o coração terníssimo de são Francisco de Sales. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos, por esta eucaristia, imitar a caridade e mansidão de são Francisco de Sales, para com ele chegarmos à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

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