LDP: 25/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

25/Jan/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

Atos dos Apóstolos 22,3-16 (Livro do Novo ou 2º testamento / Atos dos Apóstolos)

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3“Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4Persegui até à morte os que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ 7Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. 12Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele’”!

Salmo 117(116),1-2 (R. Mc 16,15) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

Mc 16,15Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho
1Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!
2Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 16,15-18 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
O texto me diz que também eu sou uma pessoa cristã, convocada para ser discípulo/a e missionário/a de Jesus.
A fé e o encontro com Jesus Cristo, são o fio condutor de um processo que culmina na minha maturidade como discípulo/a e deve renovar-se constantemente pelo meu testemunho pessoal, e pela missão: “Vão pelo mundo inteiro”.
A conversão é a minha resposta inicial no seguimento de Jesus Cristo;
O discipulado, como amadurecimento no conhecimento, na fé e no seguimento de Jesus Mestre.
A comunhão, pois não pode haver vida cristã fora da comunidade: na minha família, na paróquia, no meu grupo.
A missão, que nasce do desejo de partilhar minha experiência de Deus com os outros.
Conta-se que cinco sapinhos estavam à beira da lagoa. Três decidiram saltar na água.
Pergunta-se: quantos ficaram de fora?
Alguém, pela lógica imediata, diz: “Ficaram dois”. Outra pessoa, um pouco mais reflexiva, disse que “nenhum ficou”, pois os dois se assustaram e desapareceram.
Na verdade, ficaram todos do lado de fora, pois três apenas decidiram. Não concretizaram a decisão, não se comprometeram realmente.
Não basta o desejo de partilhar, é preciso partilhar. Compromisso!

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Acolho a Palavra, cantando o refrão: “A Palavra está perto de ti, em tua boca, em teu coração” (Rm 10,8).
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 16,15-18, e observo as palavras de Jesus.
Este texto nos faz pensar que todo cristão, todo batizado, é chamado a um encontro com Jesus, a uma grande fé, à conversão, ao discipulado, à comunhão e à missão. Jesus diz que quem crer terá o poder de “fazer milagres”. Jesus envia os discípulos a uma missão universal.
Para que?
Não vão ensinar, pregar para serem mestres, mas para fazerem discípulos de Jesus. Receberão o poder de libertar as pessoas do mal, de restaurar a dignidade, mas “poder do meu nome”, diz Jesus.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar será iluminado pelo coração que se compromete com a missão de evangelizar a todos.
Com os bispos da América Latina e Caribe, sinto que posso procurar:
“a) Conhecer e valorizar esta nova cultura da comunicação.
b) Promover a formação profissional na cultura da comunicação de todos os agentes e cristãos.
c) Formar comunicadores profissionais competentes e comprometidos com os valores humanos e cristãos na transformação evangélica da sociedade, com particular atenção aos proprietários, diretores, programadores e locutores.
d) Apoiar e otimizar, por parte da Igreja, a criação de meios de comunicação social próprios, tanto nos setores televisivos e de rádio, como nos sites de Internet e nos meios impressos;
e) Estar presente nos meios de comunicação de massa: imprensa, rádio e TV, cinema digital, sites de Internet, fóruns e tantos outros sistemas para introduzir neles o mistério de Cristo.
f) Educar na formação crítica quanto ao uso dos meios de comunicação a partir da primeira idade;
g) Animar as iniciativas existentes ou a serem criadas neste campo, com espírito de comunhão.
h) Acompanhar leis protejam as crianças, jovens e as pessoas mais vulneráveis para que a comunicação não transgrida os valores e, ao contrário, criem critérios válidos de discernimento.
i) Ajudar tanto as pastorais de comunicação como os meios de comunicação de inspiração católica a encontrar seu lugar na missão evangelizadora da Igreja.” (DAp 486).
Refrão: Pela graça de Deus sou o que sou, Sou o que sou pela graça de Deus (1Cor 15,10)

REFLEXÕES

IMPACTO DA AÇÃO MISSIONÁRIA DE PAULO

O evangelho de Marcos termina no versículo 16,8 com a narrativa do encontro do túmulo vazio pelas mulheres. Tardiamente foi feito o acréscimo de 16,9-20, para inserir neste evangelho as aparições do ressuscitado, conforme ocorria nos outros três evangelhos, posteriores a Marcos. Este texto tardio destoa do evangelho de Marcos. Primeiro pela colocação do batismo como critério de salvação e condenação, o que fere a perspectiva universalista revelada em Marcos. Em segundo lugar por associar a fé à manifestação externa de poderes. Em Marcos são frequentes as passagens em que a fé humilde e frágil abre as portas do Reino. Dentre os sinais visíveis de poder, a alusão “pegarem em serpentes… não lhes fará mal algum” relaciona-se com At 28,3-6: uma serpente prende-se à mão de Paulo e ele nada sofre. Trata-se de um artifício literário para destacar o bem-sucedido impacto da ação missionária de Paulo, em um ministério exercido entre conflitos. Hoje, a festa da conversão de Paulo, conforme as narrativas de Atos, nos lembra que assim como Paulo percebeu a presença de Jesus vivo nos discípulos que ele perseguia, ele próprio tornou-se uma testemunha de Jesus entre as comunidades formadas em sua missão.

IR E ANUNCIAR O EVANGELHO

É comum ouvirmos pessoas rezarem pela conversão dos pecadores, mas é muito difícil vermos alguém rezar pela própria conversão. Isso acontece porque a maioria das pessoas acha que não precisa de conversão porque não comete aqueles pecados que possuem matéria mais grave e vive com certa constância uma religiosidade. Porém o Evangelho de hoje nos mostra que ser verdadeiramente cristão significa participar ativamente na obra evangelizadora da Igreja a partir do envio que foi feito pelo próprio Jesus. Portanto, só é verdadeiramente convertido quem participa da missão evangelizadora da Igreja.

IDE PREGAR O EVANGELHO

A ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre.
Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão.
Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.

NA DOR, LEMBRE QUE CRISTO PROMETEU ESTAR CONOSCO ATÉ O FIM DOS TEMPOS

Celebramos hoje com toda a Igreja a conversão de São Paulo apóstolo, o grande missionário que levou o Evangelho a diversos cantos do mundo, saindo dos limites da Terra Santa, fundando, formando e orientando comunidades cristãs. É conhecida sua mudança de vida: de perseguidor do Evangelho de Cristo a grande evangelizador das nações.
A questão central abordada no Evangelho de hoje é a do papel dos discípulos no mundo, após o retorno de Jesus ao encontro do Pai. O texto consta de três cenas: Jesus Ressuscitado define a missão dos discípulos; parte ao encontro do Pai; os discípulos partem ao encontro do mundo a fim de concretizar a missão que Cristo Ressuscitado lhes havia confiado.
Na primeira cena (vers. 15-18), Jesus Ressuscitado aparece aos discípulos, acorda-os da letargia em que se tinham instalado e define a missão que, doravante, eles seriam chamados a desempenhar no mundo.
A primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade. A missão deles destina-se a “todo o mundo” e não se deve deter diante de barreiras raciais, geográficas ou culturais. A proposta de salvação feita pelo Senhor e que os discípulos devem testemunhar destina-se a toda a terra.
Depois, o Senhor define o conteúdo do anúncio: o Evangelho.
O que é o Evangelho?
No Antigo Testamento, essa palavra está ligada à “Boa Notícia [Boa Nova]” da chegada da salvação para o povo de Deus. Depois, na boca de Jesus, a palavra “Evangelho” designa o anúncio de que o “Reino de Deus” chegou à vida dos homens, trazendo-lhes a paz, a libertação, a felicidade. Para os catequistas das primeiras comunidades cristãs, o Evangelho é o anúncio de um acontecimento único, capital, fundamental: em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o Seu amor, inseriu-os na Sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. Tal é o único e exclusivo Evangelho que muda o curso da história e transforma o sentido e os horizontes da existência humana.
O anúncio do Evangelho obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta que Jesus faz, chegará à vida plena e definitiva (quem acreditar e for batizado será salvo); mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação (quem não acreditar será condenado – vers. 16).
O anúncio do Evangelho que os discípulos são chamados a fazer vai atingir não só os homens, mas toda criatura. Muitas vezes, o homem, guiado por critérios de egoísmo, de cobiça e de lucro, explora a criação, destrói este mundo “bom” e harmonioso que Deus criou. Mas a proposta de salvação apresentada por Deus Pai destina-se a transformar o coração do homem, eliminando o egoísmo e a maldade. Ao transformar o coração do homem, o Evangelho, apresentado pelo Senhor e anunciado pelos discípulos, vai propor uma nova relação do homem com todas as outras criaturas – uma relação não mais marcada pelo egoísmo e pela exploração, mas pelo respeito, pela paz e pelo amor. Dessa forma, nascerá uma nova humanidade e uma nova natureza.
A presença da salvação de Deus no mundo tornar-se-á uma realidade por meio dos gestos dos discípulos de Jesus. Comprometidos com Cristo, os discípulos vencerão a injustiça e a opressão, “expulsarão os demônios em meu nome”, serão arautos da paz e do entendimento dos homens, “falarão novas línguas”, levarão a esperança e a vida nova a todos os que sofrem e que são prisioneiros da doença e do sofrimento. Quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados; e, em todos os momentos, Jesus estará com eles, ajudando-os a vencer as contrariedades e as oposições.
Na segunda cena (vers. 19), Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus Pai. A elevação de Jesus ao céu (ascensão) é uma forma de sugerir que, após o cumprimento da Sua missão no meio dos homens, Cristo Ressuscitado foi ao encontro do Pai e reentrou-se na comunhão d’Ele.
A intronização de Jesus “à direita de Deus” mostra, por sua vez, a veracidade da proposta de Cristo. Na concepção dos povos antigos, aquele que se sentava à direita de Deus era um personagem distinto a quem o monarca queria honrar de forma especial. Jesus, porque cumpriu com total fidelidade o projeto de Deus para os homens, é honrado pelo Pai e se senta à Sua direita. A proposta que Jesus apresentou – e que os discípulos acolheram e vão ser chamados a testemunhar no mundo – não é uma aventura sem sentido e sem saída, mas é o projeto de salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Na terceira cena (vers. 20), descreve-se, resumidamente, a ação missionária dos discípulos: eles partiram a pregar, ou seja, anunciar, com palavras e gestos concretos, essa vida nova que Deus ofereceu aos homens por intermédio de Jesus Nazareno por toda a parte, propondo a todos eles, sem exceção, a proposta salvadora de Deus Todo-poderoso.
O autor desta catequese assegura aos discípulos que eles não estão sozinhos ao longo dessa missão. Jesus, vivo e ressuscitado, está com eles, coopera com eles e manifesta-se ao mundo nas palavras e nos gestos dos discípulos.
É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo, os valores do Reino dos Céus, visto que estes, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e considera como prioridade da vida. Com frequência, os discípulos de Jesus são objeto da zombaria e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor, na fé, na paz e no dom da vida. Com frequência, os discípulos de Cristo são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida.
O confronto com o mundo gera, muitas vezes, desilusão, sofrimento e frustração nos discípulos. Nos momentos de decepção e de desilusão convém recordar-se das palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.

ESTAVA A CAMINHO E JÁ PRÓXIMO DE DAMASCO, QUANDO SE VIU SUBITAMENTE ENVOLVIDO POR UMA INTENSA LUZ VINDA DO CÉU

Saulo foi enviado pelo caminho de Damasco para se tornar cego, pois se ele cegou, foi para ver o verdadeiro Caminho (Jo 14,6). […] Perdeu a vista do corpo, mas o seu coração foi iluminado para que a verdadeira luz brilhasse, quer aos olhos do seu coração, quer aos do corpo. […] Foi enviado para dentro de si mesmo, para se procurar a si mesmo. Andava errante na sua própria companhia, viajante inconsciente, e não se encontrava porque interiormente tinha perdido o caminho.
Foi por isso que ouviu uma voz que lhe dizia […]: “Desvia os teus passos do caminho de Saulo, para encontrares a fé de Paulo. Despe a túnica da tua cegueira e reveste-te das vestes do teu Salvador (Gl 3,27). […] Eu quis manifestar na tua carne a cegueira do teu coração, para que pudesses ver o que não vias e não te parecesses com aqueles que ‘têm olhos mas não veem e ouvidos mas não ouvem’ (Sl 115,5-6). Que Saulo se afaste deles com as suas cartas inúteis (At 22,5), para que Paulo escreva as suas tão necessárias epístolas. Que Saulo, o cego, desapareça […] para que Paulo se torne a luz dos crentes.” […]
Paulo, quem te transformou assim?
“Ele respondeu: “Esse homem, que Se chama Jesus, fez lama, ungiu-me os olhos e disse-me: ‘Vai à piscina de Siloé e lava-te.’ Então eu fui, lavei-me e comecei a ver!” (Jo 9,11). Porquê esse espanto? Eis que Aquele que me criou me recriou; com o poder com que me criou, agora curou-me; eu tinha pecado mas Ele purificou-me”.
Portanto, Paulo, vem, deixa o velho Saulo, em breve também verás Pedro. […] Ananias, toca em Saulo e dá-nos Paulo; afasta para longe o perseguidor, envia em missão o pregador: os cordeiros já não terão medo, as ovelhas de Cristo viverão na alegria. Toca no lobo que perseguia Cristo, para que agora, com Pedro, ele leve a pastar as ovelhas.

IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI A BOA NOVA

Hoje, a Igreja celebra a festa da Conversão de São Paulo, apóstolo. O breve fragmento do Evangelho segundo São Marcos resume uma parte do discurso sobre a missão que confere o Senhor ressuscitado. Com a exortação de predicar por todo o mundo vai unida a tese de que a fé e o batismo são requisitos necessários para a salvação: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16,16). Além disso, Cristo garante que aos predicadores lhes será dada a faculdade de fazer prodígios ou milagres que irão apoiar e confirmar sua predicação missionária (cf. Mc 16,17-18). A missão é grande – “Ide por todo o mundo” -, mas não faltará o acompanhamento do Senhor: “Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20).
A oração coleta de hoje, própria da festa, nos diz: “Oh Deus, que com a predicação do Apóstolo São Paulo levaste a todos os povos ao conhecimento da verdade, concede-nos, ao celebrar hoje sua conversão, que, seguindo seu exemplo, caminhemos a Ti como testemunha de tua verdade”. Uma verdade que Deus nos tem concedido conhecer e que tantas e tantas almas desejariam possuir: temos a responsabilidade de transmitir até onde possamos este maravilhoso patrimônio.
A Conversão de São Paulo é um grande acontecimento: ele passa de perseguidor a convertido, isto é, a servidor e defensor da causa de Cristo. Muitas vezes talvez, também nós mesmos nos fazemos de “perseguidores”: como São Paulo, devemos nos converter de “perseguidores” a servidores e defensores de Jesus Cristo.
Com Santa Maria, reconhecemos que o Altíssimo também tem prestado atenção em nós e nos tem escolhido para participar na missão sacerdotal e redentora de seu Filho divino: Regina apostolorum, Rainha dos apóstolos, rogai por nós!; fazei-nos valentes para dar testemunho de nossa fé cristã no mundo que devemos viver.

IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI O EVANGELHO

Hoje a igreja comemora a conversão de São Paulo. Ele que era perseguidor dos cristãos, passa a ser seguidor de Jesus Cristo e aceita a missão de levar o nome de Jesus a todas as nações. Após sua conversão Paulo se deixa conduzir pelo Espírito Santo e vai forma varias comunidades. Por amor a Jesus ele não teme enfrentar os perigos do naufrágio, da espada, da fome, dos açoites. Nada poderá separá-lo do amor de Deus. Paulo é o apostolo dos pagãos, é o missionário que acolhe o mandato de Jesus de ir a todos os povos e nações e anunciar o evangelho a toda criatura.
Esta também deve ser a nossa missão como batizados discípulos e missionários de Jesus, anunciá-lo a todos e em todo lugar.
Antes de voltar ao Pai Jesus deixou esta ordem aos discípulos e também a todos que haveriam de acreditar em seu nome que deveríamos ser anunciadores de seu reino de amor e justiça.
Esta missão não conhece limites de espaço, nem de tempo e o objetivo é o de fazer discípulos ministrando-lhes o batismo em nome da Santíssima Trindade e o compromisso de observar os preceitos evangélicos. Jesus deixou para os seus seguidores esta missão. Ir além, romper as barreiras fazer de todo um só povo reunido em seu nome. A igreja deve ser missionária ou não estará cumprindo a missão que Jesus a ela confiou. Não esqueçamos a igreja sou eu, é você somos todos nós.
Eis o mandato missionário de nosso mestre: “Vão e façam discípulos todos os povos”. Escutemos Jesus como comunidade de discípulos missionários que experimentaram o encontro vivo com ele e queremos compartilhar todos os dias com os demais essa alegria incomparável. (D.A)
É através da adesão da fé em Jesus que a igreja caminha certa de sua missão evangelizadora com a confiança de que Jesus estará sempre conosco até o fim dos tempos.
Em Cristo!

IDE… E SÃO PAULO FOI…

Ir para fora (parece redundância) ir além das fronteiras, superar os limites, ter coragem de romper com o modelo tradicional, tudo isso São Paulo Apóstolo fez com maestria, tudo isso nós cristãos precisamos urgente fazer nos dias de hoje. Sem dúvida que qualquer experiência religiosa não pode deixar de lado a vida em comunidade, mas nunca podemos confundi-la com nossa missão, muita gente pensa que a missão do cristão está em viver em comunidade, se fosse assim., nunca Jesus teria dito IDE mas sim PERMANEÇAM, fiquem onde estão, preservem o grupo…
Há cristãos que pensam assim, há igrejas que agem assim, há grupos que pensam assim e se fecham em uma religião egoísta que não quer evangelizar coisa nenhuma mas sim formatar a todos, impondo um padrão de comportamento e de conduta, que aceite sem restrições aquilo que é proposto pelos dirigentes.
Paulo de Tarso fez essa experiência pessoal com Jesus, no caminho para Damasco, e depois de um longo retiro espiritual, orientado por Ananias, começou a sua pregação, sem preocupar-se com o modelo da Igreja Mãe presente em Jerusalém. Não foi perguntar aos outros apóstolos, como deveria fazer, mas teve a humildade de procurá-los quando viu a divisão ameaçar a comunidade. Embora com uma linha de pregação mais avançada, tendo até algumas diferenças com o Chefe dos Apóstolos, Paulo preservou a comunhão e a ela foi fiel até o último dia de sua vida.
Com coragem e ousadia levou o evangelho ao mundo Helenista, onde a sabedoria humana era a única Luz presente na existência do homem, anunciou também nos ambientes tradicionalmente judaicos como as sinagogas. Enfim, “teolofisou” a sua experiência cristã, que não foi a mesma dos demais apóstolos, e expandiu a Igreja para muito além dos muros de Jerusalém.
Foi o primeiro apóstolo a seguir a ordem do Senhor “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Paulo, poderia juntar-se aos demais da comunidade de Jerusalém, ser um membro fiel e benquisto por todos, revertendo o quadro anterior quando era um perseguidor da Igreja. Mas Paulo vai além e prega o Evangelho aonde a rejeição e a hostilidade era uma certeza, não pensando nos riscos que iria correr, nos perigos que teria de enfrentar, nas situações embaraçosas que poderiam ocorrer…
Hoje, para falar de Jesus e do seu evangelho, fora da Igreja, é preciso pensar duas vezes para não cair no ridículo, já soube de irmãos evangélicos que perderam até o emprego por causa do seu testemunho no ambiente de trabalho, o mesmo vi ocorrer com católicos, que tiveram de mudar de opinião e calarem a boca diante de certas Verdades Cristãs não aceitas pela Pós Modernidade. Já vi político cristão abrir mão do seu testemunho, para satisfazer as regras do seu partido, porque pleiteava uma carreira política.
A verde é que nós aqui do Segundo Milênio da Era Cristã, estamos no mesmo barco de Paulo, esse grande Apóstolo que a Igreja hoje celebra, ou arriscamos tudo e vamos pescar em águas profundas e perigosas onde os peixes são grandes e mais abundantes, ou ficaremos eternamente pescando na beira do rio, pegando de vez em quando algum lambarizinho… e alardeando que pegamos uma “Baleia”.
Peçamos a São Paulo que nos dê coragem, força e ousadia, para levarmos o evangelho aos ouvidos dos que não querem ouvi-lo, o apóstolo não botava Fé na sua sabedoria e conhecimento, mas fez tudo isso porque acreditou piamente que a Graça de Deus nunca lhe faltaria…
São Paulo Apóstolo, Rogai por todos nós!

EU VIM PARA QUE TENHAM VIDA E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA

“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.
A vida em abundância que Jesus está nos falando hoje, não se trata de vida opulenta, com fartura, com bens materiais além do que necessitamos. Mas sim, uma vida digna, com assistência médica, luz, água encanada, esgoto, salário que cubra as despesas básicas, empregos para todos, respeito ao idoso, uma vida sem discriminação, e sem exclusão.
A vida em abundância só se completa no viver na presença de Deus. Amando a Deus e ao próximo. Ter vida em abundância não é necessariamente ser rico em bens materiais, mais rico da graça de Deus.
“…eu sou a porta das ovelhas. Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem”.
Jesus é a única porta, a passagem para chegarmos a Deus, para chegarmos à vida eterna. Porque Ele é o próprio Deus que se fez homem, e veio até nós para nos dizer tudo o que deveríamos e o que não deveríamos fazer para um dia merecermos estar na glória eterna. Ele nos deixou de presente a Igreja, e através da qual nós temos sua palavra, o perdão, e todos os sacramentos como a Eucaristia, os quais nos preparam para sermos salvos.
Precisamos escutar a voz de Jesus, o único pastor do rebanho universal. Não vamos escutar a voz do demônio, nem da mídia, nem dos filmes, nem das más companhias, e tudo o que nos enganam, nos arrastam para o pecado nos tornando merecedores do inferno.
Vamos optar pela vida em abundância, pela vida da graça, pela vida com Cristo e com o Irmão.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Paulo, de perseguidor dos cristãos, passa a seguidor de Jesus. Apóstolo da comunicação do evangelho e responsável pela formação de muitas das primeiras comunidades cristãs, é o missionário dos povos pagãos.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Após examinar grande mudança em sua vida, Paulo deixa-se conduzir pelo Espírito de Deus e se põe a caminho do mundo inteiro para levar o evangelho de Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Eu vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Sei em quem acreditei; e estou certo de que o justo juiz conservará a minha fé até o dia de sua vinda (2Tm 1,12; 4,8).

Antífona da comunhão

Vivo da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2,20).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que instruístes o mundo inteiro pela pregação do apóstolo são Paulo, dai-nos, ao celebrar hoje a sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos e ser, no mundo, testemunhas do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito.

— Para que a Igreja saiba amar e acolher os povos como o apóstolo Paulo, rezemos.
— Para que os bispos, padres e diáconos sejam contagiados pelo entusiasmo do apóstolo das gentes, rezemos.
— Para que os povos e nações se deixem iluminar pela palavra de Deus, rezemos.
— Para que aprendamos com Paulo a dedicação ao anúncio do evangelho, rezemos.
— Para que são Paulo interceda a Deus pelos que evangelizam com os meios de comunicação, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que sempre iluminou o apóstolo são Paulo para anunciar o vosso nome aos povos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Que esta comunhão, Senhor nosso Deus, alimente em nós o ardor da caridade que inflamava o apóstolo são Paulo em sua solicitude por todas as Igrejas. Por Cristo, nosso Senhor.

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