LDP: 29/JAN/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

29/Jan/2012 (domingo)

LEITURAS

Deuteronômio 18,15-20 (Livro do antigo ou 1º testamento / Pentateuco)

Moisés falou ao povo, dizendo: 15“O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. 16Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. 17Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei, ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”.

Salmo 95(94),1-2.6-7.8-9 (R. 8) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!
1Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! 2Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!
6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.
8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: ‘Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras’.

1 Coríntios 7,32-35 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Epístolas ou Cartas de são Paulo)

Irmãos: 32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 1,21,28 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: “De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação” (DAp 394).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 1,21-28.
Este texto apresenta o encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado. Dois aspectos aparecem:
1º. O ensino de Jesus “com autoridade”.
2º. O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: “Você veio para nos destruir?” Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs. Usou de sua “autoridade”, ordenando ao espírito mau: “Cale a boca e saia desse homem”!
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo “espalhou” o fato por toda a Galileia.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.

REFLEXÕES

A PALAVRA DE JESUS É FONTE DE LUZ

Mateus, no seu evangelho, destaca que Jesus, após a prisão de João, por quem fora batizado, voltou para a Galileia e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum (Mt 4,12-13). Esta é uma cidade à margem do Mar da Galileia, que serviu de base para a irradiação do ministério de Jesus para a Galileia e territórios gentílicos vizinhos. O povo da região, gentios em geral, estava sujeito à opressão do império romano, e aqueles vinculados ao judaísmo, sujeitos à opressão dos seus chefes religiosos subservientes àquele império. Em Cafarnaum encontrava-se uma densa população em torno do comércio dos produtos que chegavam das regiões gentílicas vizinhas através do Mar da Galileia. Sendo um lugar de concentração de moradores judeus, aí, também, se localizava uma sinagoga.
No evangelho de Marcos encontramos apenas três narrativas envolvendo a presença de Jesus em sinagogas.
Na primeira vez, na narrativa de hoje, ele encontra um homem com espírito impuro.
Outra vez encontra um homem paralisado com a mão seca. Com estes tipos, Marcos indica o caráter alienante e excludente da religião oficial da sinagoga em relação a seus fiéis.
Na terceira vez, ensinando em uma sinagoga em Nazaré, Jesus admirou-se da incredulidade em suas palavras da parte dos que aí encontrou.
No evangelho de hoje, Jesus entra em uma sinagoga, em Cafarnaum, e se põe a ensinar.
O evangelista Marcos, então, menciona que “na sinagoga deles” estava um homem com um espírito impuro. Ao referir-se à sinagoga “deles” (v. 23), Marcos insinua que este não era o espaço de Jesus. Em sua narrativa, Marcos nos delineia o conflito de Jesus com o rígido sistema religioso judaico, com sua ideologia religiosa da superioridade do povo de Israel e do desprezo dos demais povos. Na sinagoga Jesus repreende severamente o espírito impuro com o qual se defronta. É uma contundente expressão que indica forte rejeição. Ela é usada com frequência nas narrativas de exorcismos e também na repreensão a Pedro (cf. 16 fev.), quando ele externa sua opinião de que Jesus é o messias esperado, ao qual se atribuíam poder e glória.
Na conclusão da narrativa fica em destaque o ensinamento novo de Jesus que vem subjugar os espíritos impuros. A palavra de Jesus é uma fonte de luz que dissipa das mentes as trevas alienantes da ideologia do poder. É um ensinamento novo que liberta e gera esperança e alegria entre todos. É a novidade do anúncio com a proposta de conversão de vida, abandonando uma religião estéril para aderir a uma prática do amor transformante das relações humanas, no desapego, na fraternidade, na justiça e na paz. Em continuidade a este episódio, Marcos narra a ida de Jesus, com os discípulos, para a casa de Pedro, que será a base da comunidade em seu convívio e em seu ministério. É a substituição da sinagoga pela igreja doméstica.

VENCENDO O MAL

O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.

SIRVO A UM DEUS VIVO QUE LIBERTA

O Senhor Jesus, durante Seu ministério terreno, orou por muitas pessoas perturbadas por espíritos imundos. Muitas vezes, expulsou demônios de pessoas religiosas, frequentadoras das reuniões nas sinagogas, como aquela mulher que havia dezoito anos sofria de paralisia. O espírito de enfermidade foi repreendido e a mulher tornou a andar de forma correta (cf. Lc 13,10-17).
No texto deste 4º Domingo do Tempo Comum, encontramos a narrativa da expulsão de um espírito impuro na sinagoga. É o início de uma série de conflitos de Jesus com o rígido sistema religioso judaico e com sua ideologia de superioridade. O conflito final se dará no confronto com as autoridades máximas no Templo de Jerusalém.
Na narrativa, há quatro menções ao ensino de Jesus. Com Seu ensinamento novo, Cristo causa admiração por Sua prática libertadora da doutrina legalista, elitista e excludente dos escribas, a qual se apossa dos fiéis como um espírito impuro. Jesus, que a todos ensina por meio de Sua prática, toca os corações com Seu amor misericordioso e acolhedor, expulsando deles aquele espírito impuro e libertando-os. É a mudança que vem pela Palavra libertadora e que orienta para uma nova prática nas comunidades.
A libertação é uma necessidade da Igreja, pois todos os que buscam Deus estão à procura de um socorro, seja a cura de uma doença ou enfermidade, seja o livramento de um vício, de uma perturbação, medo, depressão, angústia, ou de qualquer outro mal. Ao entrar em uma igreja, o necessitado precisa encontrar o alívio que veio buscar, ter um verdadeiro encontro com Deus.
A beleza do lugar, a liturgia ou qualquer dos atributos da Igreja devem ser coisas a ser contempladas após a libertação. Só os verdadeiramente libertos podem louvar ao Senhor de todo o coração. Não se pode dizer: “Sirvo a um Deus vivo que liberta” e viver perturbado, tendo visões de vultos e a doença como uma constante na vida. É bom lembrar também que todo aquele que busca a bênção de Deus deve crer que Ele existe (cf. Hebreus 11,6), pois “tudo é possível ao que crê” (cf. Mc 9,23); porém, a Igreja deve crer e aceitar a promessa do Senhor e buscar vivê-la.
A expulsão de demônios não é tão somente um ministério como alguns afirmam que seja, trata-se, na verdade, do primeiro passo na obra de libertação, está incluído no “ide e pregai” (cf. Mc 16,1). É uma ordem e não um pedido ou um ato facultativo a alguns que creem. É uma ordem taxativa. Ordem esta que é cumprida por todos aqueles que estão qualificados no critério “crê em mim”. Temos observado inúmeras pessoas que viviam doentes, tristes, depressivas, oprimidas, serem libertas após a oração da fé.
Os espíritos malignos convulsionam, caem por terra, são dominados e finalmente expulsos em nome do Senhor Jesus Cristo. O poder de Deus está onde há pessoas que creem, os demônios se manifestam diante do poder do nome de Jesus. Muitas vezes, mesmo antes da chamada “oração forte” feita com fé e em nome de Jesus, a libertação é necessária porque é certo que os males provêm de espíritos malignos, portanto, expulsos os demônios, o homem pode caminhar para grandes e poderosas bênçãos de Deus, o nosso Pai.

JESUS REPREENDEU-O, DIZENDO: ‘CALA-TE E SAI DESSE HOMEM’

“A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes” (Hb 4,12). Com estas palavras, o apóstolo mostra toda a grandeza, força e sabedoria da Palavra de Deus aos que procuram a Cristo – a Ele que é a palavra, a força e a sabedoria de Deus. […]
Quando pregamos esta Palavra de Deus, essa pregação dá à palavra exteriormente perceptível a força da Palavra interiormente percebida. Assim, os mortos ressuscitam (Lc 7,22) e este testemunho faz surgir novos filhos de Abraão (Mt 3,9). Esta Palavra é, por conseguinte, viva. É viva no coração do Pai, viva nos lábios do pregador, e viva nos corações cheios de fé e de amor. E, porque é uma Palavra viva, não há nenhuma dúvida de que também é eficaz.
Ela age com eficácia na criação do mundo, na sua governação e na sua redenção.
O que poderá ser mais eficaz ou mais forte do que ela?
“Quem poderá contar as obras do Senhor e apregoar todos os Seus louvores?” (Sl 106, 2). A eficácia desta Palavra manifesta-se nas suas obras; manifesta-se também na pregação. Porque ela “não volta sem ter produzido o seu efeito” (Is 55,11), mas aproveita a todos a quem foi enviada.
A Palavra é, por conseguinte, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes, quando é recebida com fé e amor. Com efeito, nada é impossível para quem crê, e nada é duro para quem ama.

UMA NOVA DOUTRINA E COM TAL AUTORIDADE!

1. Jesus surpreende, não tanto pelo que ensina, mas pelo modo como ensina: “porque os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mc.1,22). O que está em causa, não é a matéria de ensino; é sobretudo a viva “impressão” que a pessoa de Jesus, causa nos seus interlocutores! A sua autoridade não lhe vem da idade, nem do curso superior, nem do voto do povo, nem de um lugar de poder! Vem-lhe, afinal, de dentro, vem-lhe da coerência do seu testemunho: Ele diz e faz. Ele faz o que diz. A sua Palavra é eficaz e os seus gestos falam por si! Sem dúvida, “o testemunho da vida é a forma simples e espontânea de irradiar valores e a credencial das palavras que se comunicam”[1]!
2. Aqui está um verdadeiro desafio, para todos os educadores, para padres, pais, padrinhos, catequistas e professores: o de uma autoridade “que é mais do que um poder”. Assim o disse, aliás, um conhecido escriba da praça, o psiquiatra Daniel Sampaio. Num artigo publicado há oito dias[2], dizia ele: “Não se pode educar, ensinar ou dirigir sem autoridade! Um pai recebe um poder legítimo para educar; um professor é investido do poder para ensinar; um chefe democrático é escolhido para dirigir. A autoridade, todavia, é mais do que um poder, permite ir mais além se for legitimada pela dignidade pessoal de quem a exerce”. Há muito o tinham dito os Bispos Portugueses, numa Nota sobre a Educação: “A autoridade do «mestre» em educação, passa mais pelo que ele vive e faz e não só pelo que diz. Educar, como processo de conduzir e alimentar, não é substituir-se ao educando: é caminhar com ele. Nesse caminho comum, os modelos e a palavra testemunhada pela vida têm lugar relevante, mesmo insubstituível”[3].
3. Fala-se hoje muito de voltar a dar autoridade aos professores, até de penalizar os pais, que são permissivos na educação dos filhos, de investir na autoridade dos agentes de segurança. E a tentação, para repor a ordem na casa, na escola e na sociedade, pode ser a de um novo autoritarismo! Temos de parar para pensar! Todos reconhecemos que “numa sociedade em que os direitos são sempre realçados e onde não é usual falar de deveres, em territórios onde impera o individualismo e o narcisismo, o exercício da autoridade não é fácil”[4].
4. Todavia, “pais e professores lúcidos sabem que não podem voltar a espancar os mais novos, mas por vezes hesitam no caminho a seguir, deixando instalar a permissividade e o caos, como acontece em muitas casas e em tantas escolas. A pedagogia da submissão acabou, mas a pedagogia da liberdade organizada, tem ainda de fazer o seu caminho. Os adultos que educam ou ensinam, por vezes esquecem como o afeto e a exigência são as armas fundamentais a utilizar junto dos mais novos. Ser exigente sem afeto é introduzir a frieza das regras e dos castigos, onde deveria estar o amor e a compreensão. Ser afetuoso sem exigir, é acolher sem limites e impedir a autonomia e a resistência à frustração. A verdade é que a autoridade, face às crianças, tem de partir de uma base segura de entendimento, onde o mais novo, sinta confiança no mais velho e este esteja disponível para a viagem conjunta que é a construção de uma relação. Os pais com autoridade, sem autoritarismo, são calorosos com os seus filhos e educam com firmeza para a responsabilidade, pois não ignoram que o mais importante é ligar a disciplina ao ensino e ao autocontrolo da criança. Nunca ao medo do castigo, ou ao fantasma da retaliação. Por isso, a educação tem de se preocupar com a formação do caráter dos mais novos, para além do esforço exigido com a melhor aprendizagem dos conteúdos”[5].
5. Falo daqui a cristãos educadores e a educadores cristãos. E lembro-vos mais uma vez: “Na tradição cristã, o testemunho faz parte essencial do anúncio: o ser é o processo mais eficaz e o suporte didático mais autêntico do aprender a ser. Por isso se aplica a todo o educador cristão, esta máxima de vida: “crê o que lês, ensina o que crês, vive o que ensinas” (Pontifical da Ordenação de Diácono)[6]”. Esta, e não outra, é a verdadeira força da autoridade do educador cristão, que bem sabe que “a educação é coisa do coração e que só Deus é o seu dono!”[7]
[1] CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Nota Pastoral, Educação: Direito e dever, 6.01.2002, n.14
[2] DANIEL SAMPAIO, A deriva autoritária, in Pública, 22.01.12, pág.49
[3] CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Nota Pastoral, Educação: Direito e dever, n.14
[4] DANIEL SAMPAIO, A deriva autoritária, 49
[5] Ibidem
[6] Cf. CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, Nota Pastoral, Educação: Direito e dever, n.14
[7] SÃO JOÃO BOSCO, Epistolário, 4, 209; op. Cit. BENTO XVI, Discurso, 05.06.2005

UM ENSINAMENTO NOVO, E COM AUTORIDADE

Hoje, Cristo dirige-nos o seu grito enérgico, sem dúvidas e com autoridade: “Cala-te, sai dele!” (Mc 1,25). Disse-o aos espíritos malignos que vivem em nós e que não nos deixam ser livres, tal como Deus nos criou e desejou.
Se repararmos, os fundadores das ordens religiosas, a primeira norma que põem quando estabelecem a vida comunitária, é a do silêncio: numa casa onde se tenha que rezar, há-de reinar o silêncio e a contemplação. Como diz o ditado: “O bem não faz ruído; o ruído não faz bem”. Por isto, Cristo ordena àquele espírito maligno que se cale, porque a sua obrigação é render-se diante de quem é a palavra, que “se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14).
Mas é certo que com a admiração que sentimos diante do Senhor, se pode misturar também um sentimento de suficiência, de tal maneira que cheguemos a pensar tal como Santo Agostinho dizia nas próprias confissões: “Senhor, faz-me casto, mas ainda não”. A tentação é a de deixar para mais tarde a própria conversão, porque agora não encaixa com os nossos próprios planos pessoais.
O chamamento ao seguimento radical de Jesus Cristo é para o aqui e agora, para tornar possível o seu reino, que irrompe com dificuldade entre nós. Ele conhece a nossa tibieza, sabe que não nos gastamos fortemente na opção do Evangelho, mas que queremos contemporizar, ir tirando, ir vivendo, sem alarido e sem pressa.
O mal não pode conviver com o bem. A vida santa não permite o pecado. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque odiará um e amará o outro” (Mt 6,24), disse Jesus Cristo. Refugiemo-nos na árvore sagrada da Cruz e que a sua sombra se projete sobre a nossa vida, e deixemos que seja Ele quem nos conforte, nos faça entender o porquê da nossa existência e nos conceda uma vida digna de Filhos de Deus.

AS OBRAS QUE JESUS REALIZAVA NAQUELE TEMPO, TAMBÉM HOJE ELE AS REALIZA

A autoridade de Jesus provinha da Sua firmeza e convicção no poder de Deus que se manifestava n’Ele e também porque punha em prática aquilo que pregava. Assim sendo, Ele procurava as pessoas que eram prisioneiras e estavam sob o domínio dos espíritos maus e não se deixava acovardar porque tinha consciência do poder que Deus lhe concedera e da missão que lhe havia sido entregue. Até os demônios O temiam, pois sabiam que Ele era o Santo de Deus. Isso despertava a admiração do povo que frequentava a sinagoga.
Ele veio nos tirar das garras dos espíritos maus que teimam em desafiar os homens, mas não podem com Deus. As obras que Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza, e para isto, nós somos seus instrumentos. Em Nome de Jesus, nós também poderemos expulsar o mal e calar a boca dos impertinentes. Mas, precisamos refletir:
se Jesus veio nos restituir a dignidade de filhos de Deus, irmãos Dele; se Ele nos deu o Seu Espírito Santo que tem poder de fazer e desfazer; por que então nós também não usamos da autoridade que Ele nos dá para realizar milagres e prodígios?
Autoridade tem quem presta serviço e quem vivencia o que prega. Para que os ensinamentos que nós damos a alguém tenham credibilidade devem ser acompanhados da nossa ação e do nosso testemunho fiel ao que pregamos. Resta-nos, então, perceber que Jesus tinha autoridade porque não só ensinava, mas agia. A nossa autoridade nos vem do nosso testemunho, da nossa firmeza e convicção. Reflitamos:
Qual a diferença entre falar e agir?
Você é uma pessoa que tem autoridade ao falar?
As pessoas lhe dão crédito?
Você tem agido da mesma forma como você ensina aos outros a agir?
Quais as obras que Jesus tem realizado em você e na sua família?
Você também espalha a fama de Jesus contando as coisas boas que Ele já lhe fez?
Amém!
Abraço carinhoso.

JESUS ENSINAVA COM AUTORIDADE

Prezados irmãos. Na carta de Paulo notamos uma recomendação a respeito do celibato. Paulo não era contra a família, mais o que ele aqui defende é o fato de que um homem ou uma mulher solteira, terão mais tempo para se dedicarem às coisas de Deus, do que se fossem casados, pois teriam de se dividirem entre o cônjuge, os filhos, e o Reino de Deus. Talvez tenha sido esta mensagem inspirada de Paulo uma das grandes forças motoras que contribuíram para a existência do celibato tanto dos padres como das freiras.
A família é a célula da sociedade, é o núcleo social sagrado e abençoado por Deus. Mas, a bem da verdade, os solteiros têm mais disponibilidade para se entregar sem reservas, ao serviço do Reino de Deus.
Por outro lado, na sociedade atual existem muitos demônios que arrastam os jovens para outros caminhos, para o prazer ilimitado e irresponsável, dificultando assim, a sua plena dedicação a Deus.
Por isso, reflitamos nas palavras do Evangelho de hoje, o qual nos mostra o poder de Jesus sobre as forças inimigas, as forças contrárias de satanás. Jesus intimidou o espírito mau, o qual saiu no mesmo instante daquele homem possesso.
Teremos então mais coragem, e mais fé, na pessoa de Jesus, o qual prometeu estar conosco até o fim dos tempos.
O Evangelho de hoje mostra que Jesus ensinava com autoridade. E essa autoridade estava também com Paulo, depois da experiência na estrada de Damasco, quando ele ouviu a voz de Deus em Jesus: Paulo, por que me persegues?
Paulo ensinava com grande autoridade, pois suas palavras eram-lhe colocadas na mente e em seguida saía pela boca, pelo Espírito de Deus. Paulo foi aquele que depois de convertido, falou com outras palavras, o que Jesus tinha ensinado. Paulo, o inspiradíssimo, explicou o que Jesus disse. Paulo, esse gigante da nossa Igreja, viveu e levou o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo aos lugares onde até então ninguém tinha levado.
Irmãos. O exemplo de Paulo deve ser seguido por nós. Você que é catequista, padre, freira, também ensina com autoridade. E essa autoridade que é dada por Deus, será sempre maior, à medida em que estivermos mais perto de Jesus, à medida em que vivemos melhor e seguimos os seus ensinamentos. Amém.

ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE

Este Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.
O povo ficava admirado, porque Jesus falava com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança. Para falarmos com autoridade, precisamos ter fé e viver a fé que temos. Assim temos autoridade sobre o mal que está em nós ou nos outros.
Jesus curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este caso.
O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal. Essas pessoas, ou são medíocres, ou praticavam ações más. Essas forças do mal vêm do demônio, ou do mundo pecador, ou de dentro de nós mesmos, devido às consequências do pecado original que carregamos. Quanta gente hoje vive possuída por espírito mau!
Ao ouvir Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o mal que está nele.
Entretanto, o homem se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. As forças do mal conhecem quem é mais forte que elas, porque agem com a força de Deus, e assim pode destruí-las. Por isso atacam. Mas deu o contrário. Também hoje Deus nos defende, quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando em testemunho a nossa favor e a favor do Reino de Deus.
“Cala-te e sai dele”. Outras vezes, Jesus curou mudos para que falassem. Não é o homem que Jesus ataca. Jesus o amava. Precisamos saber distinguir entre a pessoa e o mal que está na pessoa.
Diariamente nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão a disposição de um só comando, que é o demônio. Eles procuram dissimular, e gostam quando as pessoas não acreditam na existência deles. Ele age ou diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado original que ficaram em nós. O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.
Na maioria das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à violência e a outros pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!
Esse nosso inimigo não dorme, e vê com antecedência quais as pessoas que podem debilitar o seu império. Assim, essas pessoas começam a agir, o demônio já se levanta e ataca. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.
Este foi apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Houve muitos outros, até o dia em que toda a sociedade judaica se levantou e matou o Filho de Deus.
Jesus é “o Santo”; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.
Mas para isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.” O mal não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.
Quem tem mais pré-disposição a ser conquistado pelo espírito mau é o medíocre. Este ou esta, quando está em dificuldade, facilmente deixam de lado valores absolutos e que envolvem a vida eterna, como a obediência aos mandamentos. Alguns deixam até a Igreja de Jesus.
A nossa missão é desmascarar o mal o mal que está nas pessoas. “Livrai-nos do mal”.
Certa vez, a rainha de Sabá recebeu uma importante visita em seu palácio: o rei Salomão, considerado na época o homem mais sábio do mundo. A rainha lhe propôs uma espécie de enigma: conduziu-o até um dos aposentos de seu palácio, onde artesãos admiráveis haviam enchido o espaço com flores artificiais. Era como se, num prado maravilhoso, flores das mais variadas espécies e dos mais diferentes aromas oscilassem suavemente ao sabor de uma brisa.
A rainha lhe disse: “Uma dessas flores, e apenas uma, é verdadeira. Pode me dizer qual delas”?
Salomão olhou atentamente, lançou mão de todos os recursos de sua sensibilidade, mas não conseguiu apontar a flor natural. Então disse à rainha: “Posso abrir uma janela?” Com a permissão, ele abriu, e eis que uma abelha entrou e pousou na única flor que era verdadeira.
Frequentemente acontece de o tentador nos colocar em um dilema, a fim de nos pegar para si. Nessa hora, é só nós rezarmos que Deus entra e encontramos a solução, como Salomão encontrou.
Maria Santíssima pisou a cabeça da serpente. Que ela nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus, depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.

ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE

Mais uma vez nos reunimos para meditarmos a Palavra de Deus, neste quarto domingo do tempo comum. No evangelho de hoje encontramos Jesus bem no início de sua missão evangelizadora. Na cidade de Cafarnaum, Jesus entra na sinagoga, e se põe a ensinar todos que lá se encontravam.
Para tudo existe uma primeira vez. Com Jesus também foi assim, Ele quis experimentar, passo a passo, todas nossas dificuldades. Assumiu a natureza humana com todos seus problemas e limitações.
O evangelista ressalta que Jesus ensinava de forma diferente. Os ouvintes ficam admirados, pois Ele fala com autoridade. Não fala só da boca para fora, fala com o coração.
Falar com o coração é falar com convicção. Jesus não se limita a repetir as belas palavras usadas pelos doutores da lei. Fala com naturalidade, porém com calor e entusiasmo. Deixa transparecer que conhece o assunto.
Esse é o segredo. Essa é a primeira lição que Jesus nos deixa no evangelho de hoje. Precisamos estar preparados para evangelizar. Frases feitas, palavras bonitas, podem até provocar lágrimas momentâneas, mas não convencem nem convertem.
Mais dias ou menos dias, as palavras desacompanhadas de exemplos caem no descrédito e no esquecimento. Mais do que falar, é preciso viver o que se diz. Neste evangelho, Marcos não se preocupou em relatar o que Jesus ensina, mas sim, o modo como ensina.
Marcos ficou entusiasmado com esse novo método de Jesus que fez até o espírito do mal tremer. Todos os presentes ouviram o próprio demônio testemunhando que ali se encontrava Jesus Nazareno, o Santo de Deus que tinha poderes para destruí-lo.
Cheio de ódio, tomado pelo medo de ser destronado e de perder o seu poder no mundo, o príncipe do mal tentou discutir com Jesus. Outra lição que aprendemos hoje é como reagir diante da provocação do demônio.
Precisamos estar preparados, pois no serviço voltado para o bem, o mal está sempre presente. O evangelizador é um inimigo mortal. Para não perder seus súditos, o demônio usa de artimanhas para atrapalhar e desencorajar. A oração é o escudo protetor, é o remédio que liberta da preguiça e do medo.
Neste evangelho Jesus ensina como evangelizar através de novos métodos e com renovado ardor missionário. O novo método de evangelização é falar com o coração, é lutar por justiça e paz, é viver a partilha e a fraternidade. Ardor missionário significa viver o evangelho, viver o amor.

QUAL É A NOSSA AUTORIDADE?

Jesus nos orienta a buscar caminhos que levem a supremacia do Pai. Nas pregações falava com autoridade e sabedoria diante dos opositores sem medo de errar. Tinha certeza de que estava fazendo as coisas corretamente. Tanto que os “espíritos maus” sucumbiram diante da força da Palavra do Mestre. Não tiveram a ousadia de permanecer incrustados nos irmãos de Jesus. Saíram sem deixar rastros por temer a fúria do sopro divino.
Na sinagoga Jesus pregava para milhares de ouvintes. Era sábado, dia do descanso para os judeus, era dia da oração com intuito de entrar em sintonia com o Senhor. Toda a cidade de Cafarnaum festejava a presença do Homem que falava em projeto de vida e de liberdade. Sua fama era enorme entre os pobres e pecadores, ou seja, entre os mazelados Jesus despertava simpatia e pureza. Entretanto, muitas pessoas de boas posses não tinham tanta certeza do festejo, pois Jesus condenava severamente aqueles que desfrutavam de vida boa na exploração do outro, como muitas pessoas importantes sobressaiam da espoliação dos frutos alheios, sentiam-se ameaçadas pelo discurso da igualdade promulgado pelo mestre.
Jesus falava prontamente para todos que estavam a ouvidos atentos. Mas um homem, ou seja, o encardido do satanás desafiou Jesus severamente. Não aceitava que as palavras de vida ressoassem serenidade nas pessoas.
O encardido prontamente se opôs ao projeto do Filho do Homem dizendo: que queres de nós, Jesus Nazareno?
Viestes para nos destruir?
Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus! Sabiamente o demônio conhecia aquele homem pregador e que era filho da pobreza, Jesus Nazareno. Nazaré era uma região em volta de Jerusalém muita pobre onde os filhos de Deus padeciam na miséria. Porém, foi naquela miséria que nasceu um homem com força nas palavras e que falava com autoridade. Aquele homem pregador estava afrontando as classes poderosas de Jerusalém, mais precisamente em Cafarnaum. Não poderia levar avante sua reflexão, pois muitos ouvintes subservientes deixariam de prestar auxilio para os magnatas da cidade. Rebelariam contra o poder estabelecido e cobrariam a justiça. Sim, a justiça! A justiça era a marca do Homem de Nazaré. Justo, correto, sem levar vantagem nos serviços. Justo com a dignidade do homem.
Jesus virou-se para o homem possuído pelo “espírito mau” e disse: “Cale-se e sai dele”. Num piscar de olhos o homem livrou-se do ‘espírito mau’. Isto, a liberdade do encardido era objetivo de Jesus quanto ao povo de Cafarnaum.
Libertar o homem do mal simboliza descarregar os fardos pesados dos filhos miseráveis de Deus. A libertação do homem começa quando assume postura de conversão, muda-se de vida na busca primária da vida em Cristo. Mesmo sendo no dia de sábado, sujeito a punição pelas autoridades religiosas da cidade, Jesus cumpriu a missão necessária do bom discípulo, profeta e anunciador do Reino da justiça: expulsou aquilo que incomodava o ser do homem. Claro que todos ficaram surpresos com a atitude de Jesus, pois Ele falou com maestria e discernimento, encurralou os maus que fritavam os pobres e postulou novas atitudes culturais: não existe dia ou hora marcada para servir o irmão. A qualquer hora, dia ou circunstâncias, o cristão deve estar livre para cumprir a vontade de Deus. E a vontade de Deus é o aconchego de todos diante da realidade excelente de vida. Não tem como sentir-se bem se encontramos no mesmo espaço irmãos morrendo de fome, consumidos pelo poder vigente ou sofrendo por não conseguirem o bem-necessário para a consolidação da vida. Só podemos sentir-se bem quando todos os irmãos compartilham da mesma felicidade e encantamento do mundo.
Diante deste Evangelho perguntamos:
Qual a nossa autoridade?
Será que impomos verbalmente diante dos “maus espíritos” que nos rondam?
Temos coragem de enfrentar o encardido de colarinho branco e denunciar suas atrocidades como Jesus fez?
Será que somos capazes de perceber os maus tratos de nossos irmãos e partirmos ao seu encontro com projetos aviltantes sinalizando uma saída convincente?
Afinal, qual é a nossa atitude diante de tantos maltratados, violentados, abandonados, destroçados e marginalizados?
Ainda não temos autoridade em nossas palavras para dar uma só resposta condizente com a prática real. Falta em nós discernimento, despojamento e entrega nas ações práticas. Vivemos atrás de sombras, tocos e arbustos, na espreita, relatando o que enxergamos, mas não tomamos atitudes nenhuma. Acovardamo-nos mesmo.
Fazer o que?
Os maus espíritos estão por todos os lados. São pessoas que denigrem a imagem de nossa Mãe Santíssima, são os governantes que usurpam o erário publico, são pessoas que manipulam os irmãos de pouco conhecimento, são religiosos que usam da má fé para fazer seu pé de meia a custas de falsas curas e direcionamentos de fé, são pessoas que usam a falsidade para aproximar do outro com segundas intenções… Entretanto, os “bons espíritos” urgem combater os “maus espíritos” com rapidez, pena que a coragem fraqueja diante do serviço e se deixa ser consumido pelo encardido.
Devemos sim ter autoridade diante de tantas injustiças que destrói a vida de milhares de irmãos. Não poderemos calar-se ou acovardar-se, devemos carregar o Nazareno em nossa alma e ouvir o clamor de nosso povo. Falta pouca coisa para ultrapassarmos a barreira da ignorância: basta-nos abastecer do Santo Evangelho e praticar as vicissitudes de Jesus. Ele tinha autoridade nas palavras, tanto que expulsou o demônio do moço e todos acreditaram que Ele era realmente o Filho do Homem.
Irmão em Cristo, vivenciamos a Palavra do Santo Evangelho e buscamos no Cristo Ressuscitado força para darmos testemunho de sua prática. Amém!
Felicidades.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Estamos reunidos para escutar o que Jesus tem a nos dizer. Atentos acolhemos seu ensinamento e reconhecemos sua autoridade de Filho de Deus. Somos convocados para celebrar o nome santo do Senhor, que vai nos alimentar com a eucaristia e nos fortalecer para o compromisso com seu reino.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O profeta tem a missão de transmitir a palavra de Deus. Mostra assim o significado dos acontecimentos e das situações à luz do projeto divino. Busca animar a realidade pela força que provém dessa palavra.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte (Mc 4,16)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47).

Antífona da comunhão

Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

Irmãos e irmãs, confiantes apresentemos a Deus nossas súplicas, dizendo:

— Senhor, escutai nossa prece.

— Pela Igreja, que busca no Senhor discernimento em sua missão, rezemos.
— Pelos profetas de hoje que, com fidelidade, anunciam a vontade de Deus, rezemos.
— Pelos jovens que se preparam para assumir uma vocação, rezemos.
— Pelos professores que ensinam com convicção valores que promovem a dignidade humana, rezemos.
— Pelos que acolhem com alegria os ensinamentos de Jesus, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s