LDP: 02/FEV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

02/Fev/2012 (quinta-feira)

LEITURAS

Malaquias 3,1-4 (Livro do antigo ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Assim diz o Senhor: 1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

Salmo 24(23),7.8.9.10 (R. 10b) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— O Rei da glória é o Senhor onipotente!
7“Ó portas, levantai vossos frontões! ✞ Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar”!
8Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” ✞ “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas”!
9“Ó portas, levantai vossos frontões! ✞ Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar”!
10Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” ✞ “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo”.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Lucas 2,22-40 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim?
Hoje, Festa da Apresentação do Senhor, é também chamada, no Brasil, festa de Nossa Senhora da Luz ou de Nossa Senhora da Candelária. O povo, na sua fé, costuma acender uma vela em homenagem a Maria. Sei que quando deixo uma vela acesa diante do sacrário ou do santo de minha devoção, expresso minha fé e, embora não esteja presente fisicamente, estou presente, em espírito. Eu e você podemos, como Maria, ser um candelabro que apresenta Jesus, Luz do mundo. Os bispos, na Conferência de Aparecida, afirmaram: “Nestes últimos tempos, Ele nos tem falado por meio de Jesus seu Filho (Hb 1,1ss), com quem chega a plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a ser santos (cf. Ef 1,4-5).” (DAp 130).

… a VERDADE …

O que a Palavra diz?
Leio, na Bíblia, o texto Lc 2,22-40.
Alguns aspectos merecem ser destacados neste texto:
1º. Observo Jesus recém-nascido. Aparentemente em tudo é semelhante aos outros. Mas, não passa despercebido: O Espírito Santo abre os olhos da fé ao velho Simeão, que se aproxima e, tomando o Menino nos braços, reconhece nele o Messias. Este Menino, profetiza Simeão, será “sinal de contradição”.
2º. Para a Mãe surpresa, Simeão prediz que a salvação acontecerá através do sofrimento – “espada afiada” – do qual também ela participará.
3º. O tema da oferenda mistura-se com o tema da luz: “uma luz para mostrar o caminho a todos”. O Menino será luz das gentes e glória de Israel. Assim, Maria se revela como um candelabro que apresenta Jesus, “Luz do mundo”.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, possa eu aprender de ti e de tua família a obediência ao Pai e o serviço humilde à humanidade.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Iluminado/a pela Palavra, no dia de hoje, vou comunicar a luz de Deus em cada encontro, em cada palavra, a cada situação. Como a luz afasta toda escuridão, vou colaborar para que todo medo, dúvida, injustiça ou conflito sejam esclarecidos e substituídos pela graça e pela paz de Deus.

REFLEXÕES

LIBERTAR OS PEQUENOS E HUMILDES

Conforme a Lei, a consagração dos primogênitos era feita no ato da circuncisão, no sexto dia do nascimento (Ex 22,28s; Lv 12,3). A purificação da mãe era feita trinta e três dias depois da circuncisão (Lv 12,4.6s). Notam-se em Lucas pequenas falhas de conhecimento dos costumes judaicos.
No Templo de Jerusalém, por ocasião da purificação de Maria, o justo Simeão profetiza sobre o menino Jesus, que será sinal de contradição. Uma das características marcantes de Jesus em seu ministério foi o conflito com as tradições da Lei e com os chefes religiosos. O empenho em libertar os pequenos e humildes oprimidos sob o jugo da Lei levou Jesus à morte de cruz, momento culminante em que uma espada traspassa a alma de sua mãe.

JESUS É APRESENTADO NO TEMPLO

Deus está sempre vindo ao nosso encontro, mas precisamos estar abertos à sua presença, precisamos querer vê-lo. Simeão e Ana queriam ver o Messias e estavam abertos à ação do Espírito Santo. Por isso, tiveram a oportunidade de reconhecer o salvador da humanidade naquele menino que, juntamente com tantos outros de sua época, eram apresentados em cumprimento da Lei do Senhor. Quem quer ver Jesus hoje também deve estar aberto ao Espírito Santo que nos move constantemente para a caridade e nos leva a reconhecer a presença do divino Mestre nos pobres e necessitados que precisam na nossa caridade.

LUZ PARA ILUMINAR OS POVOS

A presença de Simeão e Ana no rito litúrgico da apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém serviu para explicitar a identidade e a missão do Filho de Deus. Ele era muito diferente dos inúmeros primogênitos trazidos ao templo para serem consagrados ao Senhor.
Simeão estava convicto de tratar-se do Messias. O Espírito Santo havia-lhe revelado que não morreria antes de vê-lo. Quando chegou no templo, também movido pelo Espírito Santo, e deparou-se com o menino Jesus, não teve dúvidas de que a promessa divina estava sendo cumprida. Daí seu hino de louvor, proclamando-o como presença da salvação na história do povo eleito, luz para iluminar todos os povos e ajudá-los a superar as trevas do erro, e motivo de glória para Israel. Posto como sinal de contradição, haveria de provocar divisão a seu respeito: enquanto seria reconhecido e acolhido por uns, tornar-se-ia motivo de escândalo e ódio para outros. Seria impossível manter-se neutro diante dele, pois sua presença revelaria os pensamentos escondidos no íntimo dos corações.
Por sua vez, Ana tornou-se uma espécie de apóstola do Messias Jesus, pois “falava do menino a quantos esperavam a redenção de Jerusalém”. Ela demonstrou estar absolutamente certa de quem se tratava. Daí ter-se empenhado em dizer a todos que, afinal, a salvação estava acontecendo.

A APRESENTAÇÃO DO SENHOR, NOSSO ÚNICO BEM!

A liturgia da Apresentação do Senhor evidenciou os dois grandes eixos da existência de Jesus:
Sua humanidade e Sua divindade.
Fora apresentado o homem Jesus, com todas as suas características socioculturais e familiares, em Sua fragilidade de recém-nascido, na pobreza dos pais, inferiorizado – em termos religiosos – por ser galileu. No menino Jesus expressou-se a humanidade de forma irrestrita. Ele não fora poupado em nada ao aceitar encarnar-se na história humana.
A narrativa de Lucas é envolvida pelo tema da contradição. Por um lado, o evangelista acentua o empenho dos pais de Jesus de inseri-Lo nas observâncias legais. Por cinco vezes é dito que tudo era feito conforme a Lei. Porém, na profecia de Simeão, o menino será um sinal de contradição. Quem era conduzido pelos pais na observância da Lei, crescendo em sabedoria e graça, será o profeta que denunciará a opressão da Lei e a corrupção do Templo, proclamando a libertação e a bem-aventurança dos pobres. O amadurecimento no amor liberta e cria novas relações justas e fraternas entre homens e mulheres.
Fiéis às tradições religiosas do povo, Maria e José cumpriram o rito de apresentação do Filho primogênito. Esse gesto simples revestiu-se de simbolismo. Quem tinha sido levado ao Templo, mais que o Filho de Maria e José, era o Filho de Deus.
Entretanto, ao consagrá-Lo a Deus e fazendo-O, daí em diante, pertencer-Lhe totalmente, a liturgia evidenciava a divindade de Jesus. Aquele menino indefeso pertencia inteiramente a Deus, em quem Sua existência estava enraizada. Era o Filho de Deus. Por isso, no Templo, estava em Sua casa. Suas palavras e ações são manifestações do amor de Deus. Por meio d’Ele é possível chegar até Deus. Uma vez que podia ser contemplada em sua Pessoa, a divindade de Cristo fazia-se palpável na história humana. Assim se explica por que Simeão viu a salvação de Deus.
Embora esta festa de dois de fevereiro caia fora do tempo litúrgico do Natal, é parte integrante do relato natalino. É uma faísca do Natal, é uma “epifania do quadragésimo dia”.
A Apresentação do Senhor é uma festa antiquíssima de origem oriental. A Igreja de Jerusalém já a celebrava no século IV. Era celebrada aos quarenta dias da festa da Epifania, em 14 de fevereiro. A peregrina Eteria, que conta isso em seu famoso diário, acrescenta o interessante comentário de que “se celebrava com a maior alegria, como se fosse Páscoa”. De Jerusalém, a festa se propagou para outras igrejas do Oriente e do Ocidente. No século VII, se não antes, havia sido introduzida em Roma. A procissão com velas se associou a essa festa. A Igreja romana celebrava a festa quarenta dias depois do Natal.
A festa da Apresentação do Senhor celebra uma chegada e um encontro: a chegada do Salvador esperado, núcleo da vida religiosa do povo, e as boas-vindas concedidas a Ele por dois representantes dignos da raça eleita: Simeão e Ana. Por sua idade já avançada, estes dois personagens simbolizam os séculos de espera e de fervoroso anseio dos homens e mulheres devotos da Antiga Aliança. Na realidade, representam a esperança e o anseio da raça humana.
A procissão representa a peregrinação da própria vida. O povo peregrino de Deus caminha penosamente através deste tempo, guiado pela luz de Cristo e sustentado pela esperança de encontrar finalmente o Senhor da glória em Seu Reino eterno.
A vela que levamos em nossas mãos lembra a vela do nosso batismo. E o sacerdote diz: “Guardem a chama da fé viva em seus corações. Que quando o Senhor vier saiam ao seu encontro com todos os santos no reino celestial”. Este será o encontro final, a apresentação, quando a luz da fé se converter na luz da glória. Então será a consumação do nosso mais profundo desejo, a graça que pedimos na pós-comunhão da Santa Missa.
Rezemos:
Por estes Sacramentos que recebemos, enche-nos com Tua graça, Senhor. Tu que encheste plenamente a esperança de Simeão. E assim como não o deixaste morrer sem ter segurado Cristo nos braços, concede a nós, que caminhamos ao encontro do Senhor, merecer o prêmio da vida eterna.
Ó Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe, te agradecemos pelo cuidado com que nos acompanhas ao longo do caminho da vida, enquanto te pedimos: neste dia volta a apresentar-nos a Deus – nosso único bem – a fim de que a nossa vida consumida pelo amor seja um sacrifício vivo, santo e do seu agrado. Assim seja!

EIS O VOSSO DEUS, QUE VEM PARA VOS VINGAR. […] ENTÃO SE ABRIRÃO OS OLHOS DO CEGO (IS 35,4-5)

O Pai das luzes convida os filhos da luz (cf Lc 16,18) a celebrar esta festa de luz: “Aqueles que O contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido”, diz o Salmo (34,6). Com efeito, “Aquele que habita numa luz inacessível” (1Tm 6,16) decidiu tornar-Se acessível; Ele abaixou-Se na nuvem da carne para que o fraco e o pequeno possam subir até Ele. Que descida misericordiosa! “Inclinou os céus”, isto é, os cumes da divindade, e “desceu”, tornando-Se presente na carne, “com densas nuvens debaixo dos Seus pés” (Sl 18,10). […]
Obscuridade necessária para nos dar a luz! A luz verdadeira escondeu-Se na nuvem da carne, (cf Ex 13,21), nuvem obscura pela sua semelhança com a nossa “carne, idêntica à do pecado” (Rm 8,3). […] Uma vez que a luz verdadeira fez da carne Seu esconderijo, nós, que somos seres de carne, aproximemo-nos do Verbo feito carne […] para aprendermos a passar, pouco a pouco, da carne ao espírito. Aproximemo-nos agora, pois hoje um novo sol brilha mais que o habitual. Até então tinha estado fechado em Belém, na estreiteza de um berço, e muito pouca gente O tinha conhecido; mas hoje, em Jerusalém, Ele apresenta-Se a um grande número, no Templo do Senhor. […] Hoje o Sol eleva-Se para irradiar sobre o mundo inteiro. […]
Se ao menos a minha alma pudesse arder com o desejo que inflamava Simeão, para que eu merecesse ser portador de uma tão grande luz! Mas, se a alma não for primeiro purificada dos seus pecados, não poderá ir ao encontro de Cristo “sobre as nuvens”, da verdadeira liberdade (1Ts 4,17). […] Só então poderá alegrar-se com Simeão na luz verdadeira e, como ele, partir em paz.

AGORA, SENHOR, SEGUNDO A TUA PROMESSA, DEIXAS TEU SERVO IR EM PAZ, PORQUE MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO

Hoje, aguentando o frio do inverno, Simeão aguarda a chegada do Messias. Há quinhentos anos, quando se começava a levantar o Templo, houve uma penúria tão grande que os construtores se desanimaram. Foi então quando Ageo profetizou: “O esplendor desta casa sobrepujará o da primeira – oráculo do Senhor dos exércitos” (Ag 2,9); e completou que “sacudirei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos e encherei de minha glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos” (Ag 2,7). Frase que admite diversos significados: “o mais apreciado”, dirão alguns, “o desejado de todas as nações”, afirmará são Jerônimo.
A Simeão “Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor” (Lc 2,26), e hoje, “movido pelo Espírito”, subiu ao Templo. Ele não é levita, nem escriba, nem doutor da Lei, é somente um homem “Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele” (Lc 2,25) O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito”. (cf. Jo 3,8).
Agora comprova com desconcerto que não se tem feito nenhum preparativo, não se veem bandeiras, nem grinaldas, nem escudos em nenhum lugar. José e Maria cruzam a explanada levando o Menino nos braços. “Levantai, ó portas, os vossos frontões, erguei-vos, portas antigas, para que entre o rei da glória” (Sal 24,7), clama o salmista.
Simeão avança para saudar a Mãe com os braços estendidos, recebe ao Menino e abençoa a Deus, dizendo: “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação. Que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel” (Lc 2,29-32).
Depois diz a Maria: “E uma espada traspassará a tua alma!” (Lc 2,35). Mãe! – digo-lhe – quando chegue o momento de ir à casa do Pai, leva-me nos braços como Jesus, que também eu sou teu filho e menino.

JESUS É APRESENTADO NO TEMPLO

Então os pais de Jesus levaram a criança para Jerusalém a fim de apresentá-la ao Senhor. Por que Jesus era o primogênito e segundo a Lei, eles tinham de fazer aquela cerimônia. Os pais de Jesus foram ao Templo com mais de um objetivo: Eles foram lá também para oferecer em sacrifício duas rolinhas ou dois pombinhos, como a Lei do Senhor mandava.
No mundo Atual ainda existem muitas pessoas dedicadas a apresentação de Jesus ao irmão. E fazem isso através da palavra, do exemplo, catequizando, cantando nos corais das igrejas e capelas, nos grupos de cantos, fazendo palestras nos grupos de jovens, e até em escolas, etc. São os profetas dos nossos tempos. Santas pessoas, que apesar de tanta crueldade, de tanta indiferença, e incredulidade dos dias de hoje, continuam firmes no caminho do Senhor, espalhando a semente da fé por onde passa.
Mais infelizmente, existem outros que além de não levantar uma palha pelo bem da humanidade, pela divulgação da palavra de Deus, muito pelo contrário, impedem a muitos de conhecer o Evangelho, lavam as mentes dos jovens, retirando delas os ensinamentos cristãos adquiridos na catequese, e colocando valores contrários, ou simplesmente desvalores, ou ausência total de limite nas suas mentes.
E você?
De que lado está?
Do lado daqueles que apresentam Jesus ao mundo, ou do lado contrário?
Prezado(a) leitor(a), vamos tentar melhorar esse mundo decadente, apresentando diariamente Jesus ao irmão. Ao colega de classe, ao colega de trabalho, aos seus alunos, – para que é professor – e aos nossos familiares, principalmente com o nosso testemunho e exemplo.

APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO

Dor e alegria tão juntas…
No natal cantamos uma bela música que traz em um de seus versos essa afirmativa tão profunda “Dor e alegria tão juntas, nosso Deus conheceu…”. Ali na porta do templo, o velho Simeão que aguardava com toda esperança, junto com seu povo, a chegada do Salvador, pode enfim contemplá-lo e vai fazer esta profecia tão solene, o menino será causa de muita alegria para muitos mais uma espada de dor irá traspassar o coração de Maria. Ninguém irá dizer a uma mãe no dia do batizado do seu filho, que ela vai sofrer muito na vida, por causa daquela criança. Simeão não era um velho agourento mais alguém que tem uma Fé bem madura, capaz de interpretar os acontecimentos da vida á luz da Revelação Divina onde o sofrimento e a dor não estão excluídos.
Imaginar um cristianismo sem a cruz, sem dores e sofrimentos, sem incompreensões e perseguições, seria uma grande fantasia, é em meio as dores e tribulações desta vida que o reino vai se concretizando. Maria, que também vive uma Fé madura e responsável, não maldiz sua sorte, ao contrário renova o seu sim e segue em frente, sempre confiante no seu Deus.
Cada vez ia ficando mais claro para os pais de Jesus o desígnio de Deus a respeito daquela criança. Confiaram sempre em Deus quando tudo vai bem e caminha para um final feliz, não é coisa tão difícil, mas confiar nele e renovar esta fidelidade mesmo quando há possibilidades de um grande fracasso e humilhação, aí é que se vê o tamanho da nossa Fé. Pois nenhum dos dois quis voltar atrás diante de certas revelações que iam acontecendo, sempre misteriosas como aquela profecia de Simeão ali na porta do templo, mas tocaram a vida em frente, voltaram a Nazaré onde o menino crescia em graça e sabedoria.
Dor e alegria, decepções, contrariedades e realizações, fazem parte da nossa vida e o cristianismo não nos isenta dessa realidade. O importante é que a cada momento renovemos a nossa Fé e tenhamos confiança plena nas ações que Deus vai realizando em nossa vida pessoal e de comunidade, ainda que nem sempre as entendamos muito bem… pois a Fé não tem resposta para tudo…

LUZ PARA ILUMINAR AS NAÇÕES

Hoje celebramos com alegria a festa da Apresentação do Senhor. O Evangelho narra a cena. É o que nós contemplamos no quarto mistério gozoso do terço.
Nós admiramos a fidelidade da Família de Nazaré em cumprir os mandamentos religiosos.
Maria e José foram ao Templo e entregaram o filho para Deus. Foi como se dissessem: “Senhor, tome este menino, ele é do Senhor. Pode fazer dele o que o Senhor quiser”.
Esse mesmo gesto os nossos pais fizeram conosco no dia do nosso Batismo, consagrando-nos a Deus. Dali para frente, passamos a ser propriedade de Deus. Nós não pertencemos a ninguém, nem a nós mesmos, mas exclusivamente a Deus. Não podemos fazer da nossa vida o que bem entendermos, pois ela não é nossa.
Entretanto, infelizmente acontece com frequência de nos esquecermos da nossa consagração batismal, e passamos a conduzir a vida como se ela fosse só nossa!
Por isso que dois de fevereiro é o dia em que nós acendemos uma vela e recordamos o nosso batismo, renovando os nossos compromissos batismais.
Conforme disse o Profeta Simeão, chegou a Luz que veio iluminar as nações. Essa Luz nos iluminou no Batismo e nos tornou um reflexo dela, para iluminar o mundo. Somos como uma antena de televisão: recebemos de Cristo as mensagens e as transmitimos para as pessoas. Hoje é dia de regular a antena, a fim de que esteja bem sintonizada em Cristo. “Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar. Deixa a luz do céu entrar”!
“Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos”. Ou como disse Maria Santíssima: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim conforma a tua Palavra”. A espada que atravessou o coração de Maria foi consequência da sua fidelidade a Deus.
Certa vez, uma professora primária deu um trabalho diferente para seus alunos. Pediu que, no dia seguinte, cada um pegasse um vasinho qualquer, tipo potinho de margarina vazio, colocasse terra nele e trouxesse para a escola.
No dia seguinte, ela levou um punhado de feijão bom para semente, deu um grãozinho para cada criança e disse: “Enterrem o feijãozinho, ponham o vasinho na quarto de dormir, reguem todos os dias, mas não mexam no vasinho”.
Algumas semanas depois, todas as crianças se surpreenderam com o mesmo fenômeno: o pezinho de feijão crescia, não reto para cima, mas inclinado para a janela. É a lei da botânica chamada heliocentrismo: o crescimento em direção à luz do sol.
Como as plantas precisam da luz, nós também precisamos da Luz de Deus, que é Cristo. A diferença é que nós somos livres, e devemos procurar por nossa iniciativa essa Luz, e formar as crianças e jovens em direção a ela.
Todas as mães e todos os pais têm muito a ver com o futuro dos seus filhos e filhas. A família é a formadora das pessoas. Não basta levar os filhos ao batismo, é preciso educá-los na fé cristã. “O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”.
Luz para iluminar as nações.

JESUS É APRESENTADO NO TEMPLO

Conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram o menino para ser apresentado ao Senhor no templo de Jerusalém. Já se passaram quarenta dias do nascimento e Jesus foi apresentado ao templo para consagrar a Deus suas magnitudes e o serviço missionário da libertação. Por isso celebramos também a “festa das luzes”, encerrando as celebrações natalinas e abrindo caminho à páscoa, ou seja, para a nova vida cheia de esperança.
Maria e José ofertaram em sacrifício um par de rolinhas ou pombinhos à purificação. Como viviam na situação de poucos recursos, suas oferendas conciliavam aquilo que o pobre poderia oferecer. Não foram de mãos vazias, mas, levaram o que poderia oferecer ao Senhor, sinal de humildade perante as classes dirigentes de Jerusalém.
No Evangelho de Lucas não há descrição à oferta para resgatar o primogênito, com isso Jesus continuou a vida inteira consagrada a Deus, e sua missão terminará com o sacrifício de sua própria vida. Contudo, Jesus cumpriu a missão do serviço para a salvação de toda a humanidade.
Por isso, Jesus é a luz que o povo de Israel esperava. A luz tem objetivo de dar segurança ao caminhante a fim de não deixá-lo tropeçar nos percalços da viagem. O povo de Israel esperava ansioso pelo messias, na ânsia de encontrar um novo rumo, pois não suportava a exploração dos detentores do poder. Suas vidas de sofrimento não enxergavam alternativas viáveis para a libertação.
Na pessoa de Simeão que representa o povo pobre a luz norteou sua morte, porque via a salvação que Deus lhe enviou através de Jesus. Simeão é a esperança cativante do angustiado que só deve partir depois de cumprido a promessa. O povo de Israel estava sedento por este encontro, entretanto, não significaria a luz somente para o pequeno povo escolhido, mas para todos os filhos de Deus sobre a face da terra.
Lucas abre as portas para a prática do Evangelho. Levou para sua comunidade a audácia de Simeão que soube esperar o encontro da Luz na porta do templo. Simbolizando assim a convicção da certeza de um povo que almeja a fé poderosa na pessoa da Salvação que é Jesus. A luz veio ao encontro, não os deixando nas trevas, mas mostrando o caminho reto a ser seguido. Um caminho de paz, amor, prosperidade e de respeito entre todos.
A alegria dos pais de levarem o filho ao templo, lugar sagrado e lugar da purificação, torna-se espantoso para os pobres. Este menino que alegremente recebeu o encanto de multidões, por ser o grande Messias, vai levar o povo a fazer escolhas decisivas: ou aceita a proposta de Deus na base da justiça de um novo Reino, ou continua na injustiça da minoria que aliena e corrói as forças dos pobres por benefícios próprios. Sinal de contradição, ou segue a libertação à Luz do Evangelho e do Pai Celestial, ou permanece no sofrimento, sugado pelos poderosos.
Caros irmãos, seguir a luz de Cristo não é tarefa fácil, ela exige renuncia e dedicação, ela exige novo olhar apaixonante de um servo que entendeu a significância do trabalho da entrega total. Diante de nós está o serviço para ser executado na tenacidade da Palavra; muitos já passaram por isso ao assumir o lado pobre de Jesus no vislumbramento da libertação. Não se enganaram quanto ao projeto e receberam a luz forte, a luz do serviço ou a luz do novo jeito de ser para nova realidade. Amém.

LUZ PARA ILUMINAR AS NAÇÕES

Hoje comemoramos a “festa das luzes”, Jesus é apresentado ao templo por Maria e José para se cumprir a lei mosaica.
Simeão movido pelo Espírito Santo vai ao templo e lá reconhece na fragilidade daquela criança o salvador. Depois de ter visto que a salvação chegou para Israel, Simeão louva a Deus porque seus olhos contemplaram o Messias por ele tão esperado. Deus se manifesta ao seu povo é ele a luz que ilumina as nações. “Eu Sou a luz do mundo quem me segue não anda nas trevas, mas possui a luz da vida”.
Um dia nossos pais nos levaram a igreja e fomos batizados em nome da Santíssima Trindade. Passamos a fazer parte da igreja de Jesus Cristo fomos iluminados pela sua luz.
O mesmo Espírito que fez com que Simeão se dirigisse ao templo para lá encontrar o Salvador, nos conduz à casa de Deus para nos encontrarmos com Cristo.
Naquela humilde criança Simeão cheio de fé na palavra de Deus reconheceu o salvador, que possamos nós também reconhecer Jesus presente na Eucaristia, na Palavra anunciada e no irmão.
Quem deseja possuir esta luz deve afastar-se das obras das trevas. “Jesus disse que somos a luz do mundo que nossa luz não pode ficar escondida, mas que deve brilhar diante dos homens, para que vendo nossas boas obras glorifiquem o Pai que está no céu”. Que a Luz de Cristo que um dia nos iluminou não se apague nunca. Quem está em Jesus permanece na luz e leva esta luz a outros. Deixemos esta luz penetrar nosso interior e dissipar todas as trevas. Iluminados pela luz de Cristo sejamos reflexos desta luz divina para iluminar e dar continuidade ao projeto de Jesus.
Onde houver trevas que eu leve a luz. Com muita fé e apaixonados por Jesus, luz do mundo levamos esta luz onde existem trevas do ódio, da solidão, do desespero da injustiça. Há tantos irmãos esquecidos as margens da sociedade, precisando da luz de Cristo para sair das trevas do pecado, irmãos que esperam nosso amor e nossa acolhida. Quem ama a Deus caminha na luz de Cristo e assume uma pratica libertadora semelhante à dele.
Abraço, Em Cristo!

JOSÉ E MARIA, EXEMPLOS DE OBEDIÊNCIA E ACEITAÇÃO

Neste relato da apresentação do menino Jesus ao Pai, no templo de Jerusalém, nós encontramos diversas mensagens para nossa reflexão.
Mesmo tendo sido escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus e tendo conhecimento de que Ele era o Salvador da humanidade, Maria foi obediente e quis cumprir tudo o que a lei de Moisés decretava. Por isso, juntamente com José que era um homem justo, foi a Jerusalém para apresentar Jesus no templo e oferecer ao Senhor o sacrifício que a lei ordenava. Eles poderiam achar-se dispensados de tal encargo, porém, mostraram coerência e cumpriram com a sua obrigação de judeus.
No entanto, Deus havia preparado para eles um cenário especial que se revelou no encontro que tiveram com Simeão e Ana, dois personagens que testemunhariam e confirmariam para os dois, o grande mistério da encarnação de Deus Salvador. Simeão, homem justo e piedoso esperava o dia em que iria ter um encontro com Jesus. Movido pelo Espírito Santo, ele foi ao templo, tomou Jesus nos braços e bendisse a Deus porque os seus olhos viam a salvação que Ele havia preparado para todos os povos. A profetisa Ana, que servia a Deus no templo, dia e noite, também louvou a Deus por ter visto O libertador de Israel e pôs-se a anunciá-lo a toda a gente.
Diante da manifestação dos dois, Maria soube silenciar e acolher a profecia de Simeão quando prognosticou o que iria acontecer com ela por causa de Jesus: “quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. Ela não mostrou inquietação nem tampouco rebateu as palavras de Simeão, pois, confiava plenamente que a vida daquele menino e a deles, José e Maria, estava nas mãos do Todo Poderoso. A lição que podemos tirar para a nossa vida é que nós também somos chamados a obedecer os sinais e as manifestações do Senhor que nos conduz com firmeza para uma vida coerente com a fé e a missão.
Assim como Maria acolheu as palavras de Simeão como verdadeiras nós também podemos apreender os ensinamentos que Deus nos dá por meio de alguém, para a nossa segurança. E, como Ana, que acreditou e, por isso, não se calou, nós podemos sair propagando a salvação que os nossos olhos veem quando nós obedecemos a Deus. Reflita:
Você acha que o homem pode caminhar sozinho, por conta própria?
Você é daquelas pessoas que não gosta que ninguém lhe diga o que tem que fazer?
Você se acha uma pessoa humilde?
Você tem medo de ouvir a verdade?
Amém.
Abraço carinhoso.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Após 40 dias do nascimento, Jesus é apresentado no templo pelo pais. A atitude de Maria e José se repete em cada eucaristia. A Apresentação do Senhor, também conhecida como a “festa das luzes”, encerra as celebrações natalinas e abre o caminho rumo à Páscoa.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Deus se manifesta ao seu povo e revela a sua salvação na fragilidade da criança recém-nascida. Ela será luz para as nações e sinal da glória divina.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2,32).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).

Antífona da comunhão

Meus olhos viram o Salvador, que preparastes, ó Deus, para todos os povo (Lc 2,30s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, que nossos olhos vejam vossa salvação.

— Jesus, glória de Israel, fazei vossa Igreja crescer no meio dos povos e ser sinal de união, vos pedimos.
— Jesus, luz que revela às nações, iluminai os que ainda não vos conhecem, vos pedimos.
— Jesus, desejado por nós, salvai a humanidade da indiferença e do individualismo, vos pedimos.
— Jesus, caminho para o Pai, orientai os que andam sem sentido e sem rumo, vos pedimos.
— Jesus, alegria das crianças, ajudai-nos na erradicação do trabalho infantil, vos pedimos.

Oração sobre as oferendas

Possam agradar-vos, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa, nas quais vos apresentamos vosso Filho único, que nos deste como cordeiro sem mancha para a vida do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Por esta comunhão, ó Deus, completai em nós a obra da vossa graça e concedei-nos alcançar a vida eterna, caminhando ao encontro de Cristo, como correspondestes à esperança de Simeão, não consentindo que morresse antes de acolher o Messias. Por Cristo, nosso Senhor.

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