LDP: 07/FEV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

07/Fev/2012 (terça-feira)

LEITURAS

1 Reis 8,22-23.27-30 (Livro do antigo ou 1º testamento / Livros Históricos)

Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23“Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!

Salmo 84(83),3.4.5.10.11 (R. 2) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
3Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!
4Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, ✞ e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!
5Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! 10Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!
11Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 7,1-13 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: “Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje?
Qual lugar Deus ocupa na minha vida?
Meu coração está próximo de Deus?
Onde está Deus?
Se não estiver no 1º lugar, e presente em todos os outros momentos, alguma coisa está errada e deve ser revista.
“A importância única e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade, consiste em que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. “Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho e, ao não haver caminho, não há vida nem verdade”, disse Bento XVI. No clima cultural relativista que nos circunda, onde é aceita só uma religião natural, faz-se sempre mais importante e urgente estabelecer e fazer amadurecer em todo o corpo eclesial a certeza de que Cristo, o Deus de rosto humano, é nosso verdadeiro e único salvador.” (DAp 22).

… a VERDADE …

O que diz o texto. Leio atentamente na minha Bíblia: Mc 7,1-13.
Observo que Jesus propõe ter uma ordem de valores na vida. Como também, um forte senso de justiça. Nem sempre existe este equilíbrio na vida das pessoas. Nem coerência. Jesus lembra: “com a sua boca este povo diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim”. E, parece falar aos dias de hoje: “Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos”.

… e a VIDA …

Pai, coloca-me no caminho da verdadeira piedade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia contigo, realizando aquilo que, de fato, é do teu agrado.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para reconhecer o lugar de Deus acima de tudo na minha vida.

REFLEXÕES

O QUESTIONAMENTO SOBRE PURO E IMPURO

Temos aqui um longo texto de contestação das observâncias judaicas. O questionamento é sobre a lei de pureza no comer com mãos impuras. A resposta de Jesus é abrangente, removendo o mérito das leis de pureza e das demais tradições opressoras. Abandonam a lei de Deus, lei do amor, pelas tradições dos homens, isto é, tradições ideologizadas, criadas para garantir interesses pessoais. As centenas de exigências de pureza implicavam situações que os pobres não tinham condições de observar devido a suas carências e necessidades. Assim os pobres eram humilhados como impuros e submetiam-se à exploração econômica das elites religiosas e sociais. As leis eram criadas para gerar a exclusão e submissão que abriam as portas para a exploração dos pobres.

JESUS E A TRADIÇÃO DOS JUDEUS

Jesus, citando o profeta Isaías, diz: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim’. Precisamos saber se somos cristãos de palavras ou de coração. O cristão de palavras é aquele que vive uma religiosidade de cumprimento de preceitos, normas e rituais, que em nada difere dos rituais de alquimia e bruxaria que existem por aí; o que muda é que no lugar de abracadabra, fala frases bonitas com efeitos especiais. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

UMA FALSA PIEDADE

Certas atitudes dos escribas e fariseus deixavam Jesus irritado. O modo como praticavam a religião parecia-lhe inconveniente. Para umas coisas, eram muito severos; para outras, faziam o que lhes era mais cômodo. Assim, eram rigorosos quando se tratava da pureza exterior, a ponto de não se sentarem à mesa, sem terem lavado, cuidadosamente, as mãos. Quando, porém, se tratava de cuidar de seus pais, não tinham um mínimo de piedade filial. Assim, não tinham escrúpulos de distorcer a Lei de Moisés só para não ter que ajudar os pais carentes. Tal atitude impiedosa invalidava a preocupação com a pureza ritual e tudo o mais que faziam com a intenção de agradar a Deus.
Jesus não suportava um tipo de religião em que o indivíduo se esforça para mostrar-se piedoso diante de Deus, sem gestos de misericórdia em relação ao próximo.
E o que dizer, quando este próximo era o pai ou a mãe?
A Lei era severa quanto ao respeito devido aos pais. O mandamento – “Honrarás pai e mãe’ – era acompanhado de uma série de exigências bem concretas.
Assim, quando os escribas e fariseus consagravam a Deus o que era devido a seus pais, estavam se opondo à vontade divina. E nem tinham moral para criticar os discípulos que comiam com as mãos impuras.

QUANDO TIVERDES ELEVADO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO COMPREENDEREIS QUE EU SOU

Vinde, vós todos que amais a Deus; vede o que Nosso Senhor fez por vós. Vinde, vós todos que fostes resgatados pelo sangue puríssimo do Cordeiro inocente; vede e compreendei o que Ele sofreu por causa do nosso pecado. Hoje abre-se para nós o Livro da Vida, os sete selos são quebrados (Ap 6). A verdade resplandece, nela se manifestam os tesouros da sabedoria e da ciência (Ro 11,33); brota a fonte que contém os mistérios de Deus.
Hoje rompe-se o antigo véu (Mt 27,51), todas as aparências dão lugar à realidade. O Santo dos Santos abre-se de par em par, graças a Jesus, o Sumo Sacerdote (He 2,17). O sacrifício que Ele oferece não é senão o Seu próprio sangue. Hoje, em Jesus Cristo, é revelado o sentido de todos os símbolos, são descobertos todos os mistérios. Hoje abre-se o tesouro imenso do pai de família do qual fruirão plenamente todos os pobres, todos os fracos, todos os oprimidos. Cada um pode beber nas chagas do Senhor a graça de que mais necessita. […]
Hoje manifestou-se, acima de todas as coisas, o admirável mistério: o Rei dos homens faz-se o rebotalho da humanidade; o Altíssimo faz-se o último de todos; o Filho único de Deus oferece-Se livremente à cruz pelos pobres pecadores que somos nós. Ele quer pregar o pecado na cruz, matar a morte e, pelo Seu sangue precioso, destruir a nota da dívida onde estão registadas as nossas faltas (Col 2,14). […]
Não foi Ele que disse: “Quando Eu for elevado, atrairei tudo a Mim” (Jo 12,32)?
Tudo, quer dizer, todos os homens, em quem tudo se reúne. Muitos homens encontram a cruz; entre muitas tribulações, Deus leva-os a essa cruz, para os atrair a Si. Então eles carregam de bom grado a sua própria cruz e assim tornam-se verdadeiros amigos de Deus.

POR QUE OS TEUS DISCÍPULOS NÃO SEGUEM A TRADIÇÃO DOS ANTIGOS?

Hoje contemplamos como algumas tradições tardias dos mestres da Lei haviam manipulado o sentido puro do quarto mandamento da Lei de Deus. Aqueles escribas ensinavam que os filhos que ofereciam dinheiro e bens para o Templo faziam o melhor. Segundo este ensinamento, sucedia que os pais já não podiam pedir nem dispor destes bens. Os filhos formados nesta consciência errônea achavam que tinham cumprido assim o quarto mandamento, inclusive ter cumprido da melhor maneira. Mas, de fato, se tratava de um engano.
E Jesus acrescentou: “Vocês são bastante espertos para deixar de lado o mandamento de Deus a fim de guardar as tradições de vocês” (Mc 7,9): Jesus Cristo é o intérprete autêntico da Lei; por isso explica o justo sentido do quarto mandamento, desfazendo o lamentável erro do fanatismo judio.
“Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honre seu pai e sua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’” (Mc 7,10): o quarto mandamento lembra aos filhos as responsabilidades que têm com os pais. Tanto como possam, devem prestar-lhes ajuda material e moral durante os anos da velhice e durante as épocas de enfermidade, solidão ou angustia. Jesus lembra este dever de gratidão.
O respeito aos pais (piedade filial) está feito da gratidão que lhes devemos pelo dom da vida e pelos trabalhos que realizaram com esforço em seus filhos, para que estes pudessem crescer em idade, sabedoria e graça. “Honre a seu pai de todo coração, e não esqueça as dores de sua mãe. Lembre-se de que por eles o geraram. O que você lhes dará em troca por tudo o que eles deram a você?” (Sir 7,27-28).
O Senhor quer que o pai seja honrado pelos filhos, e confirma a autoridade da mãe sobre os filhos. Quem honra o próprio pai alcança o perdão dos pecados, e quem respeita sua mãe é como quem ajunta um tesouro. Quem honra seu pai será respeitado pelos seus próprios filhos, e quando rezar será atendido. Quem honra o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor dará alegria à sua mãe. (cf. Sir 3,2-6). Todos estes e outros conselhos são uma luz clara para nossa vida em relação aos nossos pais. Peçamos ao Senhor a graça para que não nos falte nunca o verdadeiro amor que devemos aos pais e saibamos, com o exemplo, transmitir ao próximo esta doce “obrigação”.

ESTE POVO ME HONRA COM OS LÁBIOS, MAS SEU CORAÇÃO ESTÁ LONGE DE MIM

Os fariseus e alguns mestres da lei se reúnem em torno de Jesus para questioná-lo sobre a maneira como se comportam seus discípulos. Depois de observarem que os discípulos de Jesus comiam sem lavar as mãos perguntam a Jesus porque eles não seguem a tradição dos antigos. O simples gesto de higiene que era lavar as mãos antes de comer acabou se tornando um peso para as pessoas. Para os fariseus e os mestres da lei o comer sem lavar as mãos era uma afronta as leis de Moisés. As tradições e costumes que foram adquirindo ao longo do tempo foram se incorporando as leis que Moisés deu a eles e isso acabou se tornando uma maneira de excluir aqueles que não conseguiam viverem tais leis. Se bem que nem os fariseus conseguiam cumprir toda a Lei.
Jesus chama a atenção deles para o quarto mandamento que é honrar pai e mãe. Os fariseus para não terem a obrigação de amparar os pais na velhice ofereciam a Deus seus bens e assim ficavam livres de ajudarem os próprios pais.
Jesus diz a eles que os mandamentos de Deus devem ser mais importantes que tais tradições excludentes e pecaminosas. Não devemos desprezar os próprios pais, e nenhuma pessoa em nome de um culto religioso.
Isaías profetizou que “este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim”. Como pode alguém dizer que honra a Deus e não viver o que Deus ensina que é o amor fraterno. O amor a Deus se resume no amor ao próximo. São João nos diz: “quem não ama seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê.” E ainda “quem possui os bens deste mundo e, vendo seu irmão passar necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?” Portanto quem quer seguir fielmente a Deus e honrá-lo verdadeiramente deve amar o próximo, esta é a lei que Jesus veio nos ensinar.
O amor a Deus e ao próximo é mais importante que todas as tradições e costumes exteriores.
Vale lembrar que estas tradições que são citadas neste Evangelho nada têm a ver com a Tradição Apostólica, que é a transmissão da mensagem de Cristo, realizadas desde as origens do cristianismo. Os Apóstolos transmitiram a seus sucessores, os bispos, e por meio deles a todas as gerações até o final dos tempos o que receberam de Cristo e aprenderam do Espírito Santo.
Tomemos cuidado com certas praticas religiosas que poderemos usar e que poderá discriminar ou excluir alguém, pois para Deus a pessoa humana está em primeiro lugar. O verdadeiro culto a Deus deve louvá-lo e bendizê-lo na promoção da vida.
Em Cristo.

LANÇAI AS VOSSAS REDES PARA PESCAR

Bom dia!
Primeiramente preciso explicar o sentimento que brota em meu coração nessa semana. É difícil explicar, mas o mover das palavras caminham para nos chamar a atenção quanto a nossa conduta, às vezes, já “viciadas”.
Quem já foi apresentado ao amor de Deus e a missão que cada um tem (e é chamado a realizar) não pode se “dar ao luxo” em parar no tempo, criar rotinas ou aprisionar o Espírito Santo em mesmices e justificativas. Engraçado! Temos mania de fazer isso sem ver! A física é cruel quando falamos de movimento, pois segundo ela um corpo tende a ficar parado se uma força superior a resistência e ao atrito não colocá-lo em movimento.
O que nos faz mover?
O que nos faz mudar de direção?
Jesus, no evangelho de hoje, usa toda sua sabedoria para fazer-se entender pelos os que os instigavam. Apresenta uma dura realidade do ser humano: tentar “COLOCAR UMA PÁ DE CAL” quando o assunto se refere as nossas ausências, fragilidades e erros, pois não gostamos de assumir nossas fraquezas.
Essa peculiaridade não é exclusiva desse ou daquele irmão, mas nossa. Quem nunca ouviu um irmão ou irmã que quase mora na igreja dizer: “Senhor toma conta dos meus que tomo conta dos Seus!”?
Sim! Devemos nos empenhar em fazer o mundo melhor, a começar pela comunidade a qual nos inserimos, ser sacerdote, rei e profeta, MAS não podemos deixar brechas nas nossas casas por nossas ausências. Temos tanto zelo pelos filhos dos outros, mas, às vezes, não dispensamos essa atenção aos nossos que “se criam sozinhos”. Com nossos erros também… Temos um telescópio pra enxergar o dos outros mas temos dificuldade de enxergar aos nossos.
Lembro um tempo em que acordava bem cedo e ao sair para trabalhar deixava meu filho dormindo e ao regressar já o encontrava dormindo novamente, pois já era tarde (…).
Meu filho me via apenas nos fins de semana e isso era “justificado” pelo excesso de trabalho que temos. Não se justifica também a forma dura que às vezes tratamos os da nossa própria casa que NÃO nos acompanham nos encontros, na missa, nas festas, (…), nossas ausências pode gerar neles inconscientemente a vontade a repudiar essa pessoa a qual me tornei, longe, afastado, desatualizado… Nossos filhos crescem e nem vemos!
O que adianta reclamar do bandido ou do coleguinha de rua que dá mais atenção que seus próprios pais?
“(…) Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus, para seguir os seus próprios ensinamentos”.
Sim! Temos que trabalhar, ajudar na comunidade, servir, fazer voluntariado, mas isso não pode ser uma válvula de escape para “fugir” dos problemas de casa. Se tenho um problema lá, devo sim me abraçar a Deus, mas também por a mão na massa para mover-me dessa inércia que insiste em me fazer parar. Muitos casamentos acabaram pelas horas desnecessárias além do expediente; de chegar em casa e não se atualizar das novidades dos filhos; de sair correndo com os amigos para o futebol; esquecer de ajudar a lavar a louça ou pelo menos não bagunçar o arrumado… (hunf).
Sabe! Como esse evangelho “bate duro” em nosso orgulho, mas não mente sobre nossa conduta no dia-a-dia. “(…) Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus”.
Reclamo com Deus as poucas oportunidades de emprego, mas não me movo a buscar águas mais profundas como um cursinho, voltar a estudar, um vestibular, (…); lamurio com Deus pelos negócios que não vão bem, mas não jogo a rede para o outro lado para ver as oportunidades num novo mercado.
“(…) subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, TRABALHAMOS A NOITE INTEIRA E NADA APANHAMOS; MAS POR CAUSA DE TUA PALAVRA, LANÇAREI A REDE. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia”. (Lucas 5, 3-6).
Um imenso abraço fraterno.

ESTE POVO ME HONRA COM OS LÁBIOS, MAS SEU CORAÇÃO ESTÁ LONGE DE MIM

Estamos sempre buscando uma definição sobre o amor, tão falado, mas às vezes tão pouco vivido!
Humanamente é impossível encontrarmos uma definição tão clara sobre o amor, como a que nos vem da ótica divina, onde o amor se define em fatos concretos.
Quantos de nós perdemos a oportunidade de vivenciar este amor concreto, por estarmos presos em pormenores, que na verdade não nos acrescenta nada, que apenas nos servem como pretextos para justificar o nosso não comprometimento com o bem maior.
Estamos constantemente observando uns aos outros, pena que a nossa observância se direciona mais para o exterior das pessoas, sempre destacamos mais os pontos negativos do outro, por isto não descobrimos os tesouros escondidos no seu interior.
Enquanto estamos na observância dos pontos fracos dos nossos irmãos, deixamos de cuidar do nosso interior, esquecendo de que não somos modelos de perfeição.
Por deixarmos ser levados por um olhar malicioso, que nos distancia do amor, vamos perdendo a capacidade de ver além das aparências, de ter uma percepção profunda dos fatos, das pessoas, ainda não aprendemos a ter um olhar de contemplação, fruto da fé, da esperança, da vivencia em intimidade com Deus.
O evangelho de hoje, narra um encontro dos fariseus e alguns mestres da lei com Jesus. Eles vieram de Jerusalém, com um único objetivo: descobrir que tipo de ensinamento Jesus passava como formação para seus discípulos, se Ele os incitava à não-observância das Leis. Pelo que chegou ao conhecimento deles, parecia que os ensinamentos de Jesus, não se enquadravam com os padrões religiosos da época, e que as suas orientações rompiam com o sistema religioso já estabelecido.
Para os fariseus, religião, era cumprir preceitos, normas, rituais estéreis, vazios, que aos olhos de Deus, não acrescentavam nada.
Eles observavam rigorosamente os preceitos, mas não agiam com misericórdia, suas atitudes eram totalmente contrárias a vida.
A pureza exterior tão observada por eles, escondia a dureza dos seus corações, em nada assemelhava à pureza interior que agrada a Deus.
O texto nos desperta para um questionamento a respeito da nossa fé e a nossa vivencia religiosa! Devemos ser coerentes entre o que falamos e o que vivemos. Deus não nos olha externamente, para Ele, não importa a nossa cor, nossa posição social e nem mesmo a nossa religião, para Deus, o que importa é o que cultivamos de bom no nosso interior, ou seja: a pureza do coração!
É de um coração puro, que brotam as mais belas atitudes de amor!
De nada adianta nossos atos externos se não retrata o que na verdade somos interiormente!
Aos olhos de Deus, a prática exterior, só encontra seu verdadeiro sentido, quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, do contrário, são práticas vazias, que nada significam, pois mostram o que na verdade não se é, e não se vive!
O que verdadeiramente agrada a Deus é um coração livre das maldades, das ambições…
Deixemos que o nosso coração se encha do amor que liberta, que nos torna sinal da presença de Deus no mundo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!

CONTRARIANDO A TRADIÇÃO…

Tradição em si não é coisa ruim que causa algum mal, ao contrário, a tradição é uma riqueza para a nossa vida e a nossa cultura, é no fundo a preservação de valores considerados importantes como elementos sócio culturais na vida de uma nação.
Jesus não é inimigo da tradição, aliás, em relação a Lei Mosaica, que está no centro da tradição religiosa de Israel, ele irá dizer “Não vim para abolir a lei, mas para levá-la á plenitude” isso é, mostrar o seu real significado. O que ele critica na condita dos Fariseus e Escribas é exatamente esta má compreensão daquilo que na lei é essencial. Vamos dar um, exemplo, alguém que comemora o aniversário, faz bolo, realiza uma festa, chama os amigos, canta-se o Parabéns á Você mas esta pessoa não dá valor ao dom da vida, vive de maneira irresponsável, não preservando a saúde, ingere bebidas alcoólicas e outras drogas, está sempre infeliz e deprimido. Para estes a festa de aniversário que estão fazendo ou que outros fizeram, não passa de um mero ritual ou formalismo social, porque o sentido verdadeiro da comemoração foi deixado de lado.
Assim faziam os Escribas e Fariseus, praticavam ou ensinavam a prática meticulosa de toda lei, entretanto não se davam conta de que aquele que é o verdadeiro sentido da Vida já está no meio deles. Comer com as mãos sujas ou contaminadas, e o judeu não usava talher, poderia no máximo contaminar-se com alguma doença provocada por algum vírus ou bactéria, mais nada tem a ver com uma conduta religiosa quando Aquele que irá purificar a toda humanidade já está no meio deles.
O homem não pode ser macaco de imitação, em uma liturgia, por exemplo, tem que se conhecer o sentido e o significado de cada gesto, ficar em pé, ajoelhar-se, inclinar-se, sentar-se, dar as mãos, dar o ósculo da paz, tudo isso não são apenas gestos mas há por trás dele um significado muito rico que não pode ser ignorado por aquele que o faz, senão o que é símbolo sagrado torna-se ridículo e um preceito meramente humano, como nos diz o evangelho.
Em resumo, Jesus transmite uma religião intimista, presente no coração do homem em sua relação sincera com Deus, e ao mesmo tempo condena o formalismo religioso, hoje muito presente em alguns sacramentos onde os cristãos que os recebem têm também esse comportamento farisaico, haja visto nossos crismandos e batizados, que somem da comunidade ou só aparecem em algumas ocasiões, levando uma vida totalmente desconectada com o evangelho, nessa mesma linha entram os Casamentos no Religioso onde ninguém quer mais compromisso e depois da cerimônia e da festa, cada um vive como quer e faz o que quer…
Como se percebe, escribas e fariseus é uma raça que se perpetuou e ainda está presente em n osso tempo infestando nossas comunidades, dizendo -se membros de uma Igreja, com a qual nunca se comprometeram, e portadores de uma Fé marcada pela superstição e magia.

COMER O PÃO COM AS MÃOS IMPURAS…

A higiene é realmente fundamental para a preservação da saúde. 85% das doenças são causadas por falta de higiene, principalmente por mãos mal lavadas ou esmo sem lavar. Porém, o sentido de impuro na escala de valores dos judeus era outro, diferente do que se conhece como falta de higiene.
Um dia em seu sermão, o padre Fernando contou uma parábola de um homem rico porém, muito infeliz que foi procurar o padre para uma orientação. O padre mandou-lhe olhar pelo vidro da janela, e perguntou a ele o que via. O homem disse que via a paisagem, as ruas, as casas… Em seguida o padre disse àquele homem que olhasse no espelho da sala.
— O que você vê?
Respondeu alegre e prontamente aquele homem.
— Eu vejo a mim mesmo!
Explicando esta parábola, podemos notar que o vidro é transparente e por isso vemos as coisas depois dele ou através dele. Ao contrário, o espelho, que nada mais é que um vidro pintado com uma tinta escura do lado oposto, não permite que vejamos as coisas do outro lado, mais sim, vemos a nossa imagem refletida nele.
O nosso egoísmo é uma espécie de sujeira que nos impede de vermos as demais pessoas, mas sim só vemos a nós mesmo. Os nossos interesses, as nossas ambições, as nossas preferências, como as músicas que gostamos, etc. E podemos notar isso quando passa um carro com o som bem alto, com motorista ouvindo e nos obrigando a ouvir, a sua música preferida. Sem se importar se estamos gostamos ou se aquilo está nos incomodando. Em nosso egoísmo, só enxergamos a nossa pessoa e os nossos interesses. Podemos até apreciar outras pessoas, porém, visando a nossa pessoa. Eu agrado alguém, que poderá me ser útil de alguma forma. E mando um cartão de Natal ou Ano Novo, para os clientes, visando um retorno econômico, isto é, estou mandando um cartão de Natal a mim mesmo. Do mesmo modo, dou um presente visando ganhar outro, e assim, estou presenteando a mim mesmo.
Você concorda, ou sem corda? Kkk!…
Não deixemos que as impurezas do egoísmo nos impeçam de enxergar Cristo na pessoa do irmão, com suas necessidades, com seus valores e defeitos.
Que Jesus nos ajude a aceitar os nossos irmãos como eles realmente o são, com suas qualidades e seus defeitos como nós também o somos.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

O Senhor está presente em nossa assembleia reunida, e nós queremos elevar a ele nosso louvor e agradecimento. Esta celebração nos mostra o valor dos mandamentos de Deus, que não devem ceder às tradições humanas.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Salomão reconhece a grandeza incomparável de Deus e lhe pede que seja presença favorável no meio do povo. Jesus nos ajuda a discernir entre o valor dos mandamentos de Deus e os valores da tradição humana.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso! (Sl 118,36.29).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Entrai, inclinai-vos e protrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6s).

Antífona da comunhão

Demos graças ao Senhor pó sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome (Sl 106,8s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Lembrai-vos, Senhor.

— Dos ministros ordenados e leigos da Igreja.
— Dois fiéis que se reúnem para celebrar.
— Dos legisladores de nossa nação.
— Das famílias que passam por dificuldades.
— Dos doentes e sofredores de nossa comunidade.

Oração sobre as oferendas

Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

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