LDP: 13/02/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

13/Fev/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Tiago 1,1-11 (Livro do novo ou 2º testamento / Carta ou Epístola de Tiago)

1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: Saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma. 5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada. 6Mas peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8o homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor, logo seca a erva, cai a sua flor, e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios.

Salmo 119(118),67.68.71.72.75.76 (R. 77a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sapienciais)

— Venha a mim o vosso amor e viverei.
67Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei!
68Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade!
71Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!
72A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
75Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor!
76Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 8,11-13 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Evangelho Sinótico)

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim?
Pergunto-me: como é meu relacionamento com Jesus?
Também eu fico a espera de sinais especiais de Deus?
Muitas vezes, como Jesus, preciso me retirar, me afastar, tomar distância de certas realidades e apelos que me colocam em contradição com meus princípios cristãos. É melhor ir “para a outra margem”, repensar.
“A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só veem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja reconhecer-se com a luz e a força do Espírito.” (DAp 11).

… a VERDADE …

O que a Palavra diz?
Faço, na Bíblia, a leitura atenta de Mc 8,11-13.
Vejo três momentos nesta passagem do Evangelho:
– Os fariseus para provar Jesus pedem-lhe um sinal do céu. O Mestre resiste a esta tentação.
– Jesus tem uma reação de tristeza: “deu um grande suspiro”.
– Jesus se afasta diante de tanta dureza de coração.

… e a VIDA …

Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou estar atento a princípios que entram em contradição com meus princípios cristãos. Renovarei minha fé.
Oremos com fé essa Bênção Bíblica:
“O Senhor nos abençoe e nos guarde! O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós! O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!” (Nm 6,24-27)
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES

OS SINAIS DE JESUS, SINAIS DO REINO

Na Galileia, onde Jesus viveu, predominava a presença de gentios. Os rabinos do judaísmo localizavam-se em algumas cidades maiores, onde construíam sinagogas. Enquanto a cúpula religiosa, formada por uma elite sacerdotal, estava sediada em Jerusalém, onde se localizava o Templo, na periférica Galileia os rabinos fariseus eram as autoridades locais. O anúncio de Jesus contradiz a doutrina destes chefes religiosos, os quais procuram eliminar Jesus. Constantemente acusavam Jesus de desrespeitar o sábado, bem como o acusaram de blasfemador, quando ele perdoou o pecado de um paralítico. Agora, para pôr Jesus à prova, querem simplesmente um sinal vindo do céu. Jesus dá um suspiro profundo de mágoa e nega qualquer sinal. O judaísmo (“esta geração”) está fechado ao seu anúncio da universalidade e da misericórdia do Reino. Marcos, com esta sua narrativa dirigida às comunidades, procura demover das comunidades a expectativa da manifestação de sinais extraordinários de Jesus. Os sinais de Jesus, que são os sinais do Reino, não são os atos de poder, na realização de coisas surpreendentes e espantosas, mas sim são os atos em vista da libertação dos oprimidos e da promoção da vida. O grande sinal é o testemunho de amor, que conquista as pessoas, as faz mudar de vida e comportamento, aderindo ao projeto vivificante de Deus, transformando o mundo.

GENTE DE CORAÇÃO DURO!

Quando Jesus foi tentado pelo demônio no deserto, a segunda tentação era que ele se atirasse do pináculo do Templo, uma vez que os anjos cuidariam dele. Mas a resposta que Jesus deu ao demônio foi: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. O Evangelho de hoje nos mostra que existem pessoas que sempre estão tentando a Deus, pois, assim como os fariseus pediam um sinal do céu para por Jesus à prova, muitas pessoas querem fazer chantagem com Deus, fazendo uma série de exigências e pedidos mesquinhos para satisfazer seus desejos e fundamentam a sua fé não no amor a Deus, mas na satisfação de suas exigências.

DISPUTANDO COM JESUS

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo em alguma palavra passível de ser mal interpretada, para poder acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se manteve vigilante para não se deixar enredar.
Mas o que eles não aceitavam em Jesus?
Entre outras coisas, a forma irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, marginalizados e gente de má fama.
Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade; a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino; a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.
O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão.

CRER EM JESUS, RECEITA PARA UMA VIDA FELIZ

Irmãos, vejam que amor o Pai nos consagrou! Enquanto os homens mergulham em suas audácias, Deus se nos apresenta com insondável bondade e em nós contempla toda a criação. Ele está em toda a parte, em tudo, e sem Ele não podemos existir.
Dirigindo-me a você: gostaria de lhe indicar esta receita para uma vida feliz: ajude o seu próximo com atos inspirados pelo amor, pois os frutos dessas obras serão graças suplementares que farão morada em sua alma. Você, então, começará, a desabrochar lentamente – tal qual uma linda flor! – e aspirará à alegria de amar a Deus.
Há tantas religiões e cada uma segue a Deus “à sua maneira”. Quanto a mim, sigo o caminho de Cristo: Jesus é o meu Deus, Jesus é o meu único amor, Jesus é o meu tudo!
Que sinal do céu devo pedir mais se já tenho a Árvore da Vida, o Sacerdote que entra no santuário, não com o sangue alheio, mas com o Seu próprio Sangue?
Que prova porei a Jesus se Ele é a prova maior de que Deus me ama?
Eis a razão pela qual nunca tenho medo! Faço o meu trabalho com Jesus, faço-o por Ele com dedicação. Por isso, os resultados são Seus e não meus. Se precisar de um guia, você só tem que voltar os olhos para Jesus Cristo. Deve entregar-se a Ele e contar inteiramente com Ele.
Quando você faz isso, a dúvida se dissipa e a segurança o invade. Não se esqueça de que o mais belo ato de fé é o que sai dos seus lábios em plena obscuridade, no meio dos sacrifícios, dos sofrimentos. O esforço supremo de uma vontade firme em fazer o bem. Como um raio, este ato de fé dissipa as trevas da sua alma. No meio dos relâmpagos, da tempestade, este ato de fé eleva e conduz seu interior a Deus.
A fé viva, a certeza inquebrantável e a adesão incondicional à vontade do Senhor. Eis a luz que guiou os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que resplandece a cada instante no espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os Reis Magos e os fez adorar o Messias recém-nascido. É a estrela profetizada por Balaão (cf. Nm 24,17), o archote que guia os passos de todo o homem que procura Deus.
Esta luz, esta estrela, este archote igualmente iluminam a sua alma e dirigem seus passos para o impedir de vacilar e fortificar o seu espírito no amor de Deus. Você não os vê, não os compreende, mas isso não é necessário. Tenha por certo que Jesus é o Sol que resplandece na sua alma. O profeta do Senhor cantou a seu respeito: “Na tua luz é que vemos a luz” (Salmo 36,10).
Não deixe o seu espírito sucumbir à tentação e à tristeza, porque a alegria do coração é a vida da alma. A tristeza não serve para nada e cria a morte espiritual. Acontece, por vezes, que as trevas da prova oprimem o céu da sua alma. Mas elas se convertem em luz com Cristo e em Cristo!
Você deve progredir na alegria de um coração sincero e de grande abertura para Deus. E se lhe é impossível conservar esta alegria, pelo menos não perca a coragem e conserve toda a sua confiança em Deus.
No texto de hoje vemos duas coisas: de um lado, obras divinas; de outro lado, um homem, um galileu. Só Deus pode realizar obras divinas, então preste bem atenção e veja se o Todo-poderoso não está escondido naquele “galileu”, ou seja, em quem está ao seu lado, conhecido ou não. Sim, esteja bem atento ao que vê e creia no que não vê. Aquele que chamou você a acreditar, não o abandonou e jamais o fará. Mesmo quando lhe pede que creia no que não pode ser visto, Ele não o deixou sem nada para ver, pois vê-Lo é ver o Pai.
Será que, para você, a própria criação é um sinal pobre, uma manifestação frágil do seu Criador?
Repara que Ele vem e realiza milagres. Você não podia ver a Deus, mas podia ver um homem. Então, Deus fez-se homem! Não perca tempo exigindo de Deus mais um sinal, quando já tem o maior sinal: Aquele que supera Jonas, Salomão e João Batista. Ele é Aquele que, levantado da terra, atrai tudo e todos para Si e, consequentemente, atrai também para Deus, o Seu Pai.
Jesus é o verdadeiro sinal que devemos querer e trazer no nosso dia a dia. Desta forma, é certo que veremos a salvação que vem de Deus.

OS QUE CREEM VEEM OS SINAIS

As características da fé. A fé e a inteligência: O motivo de crer não é o facto de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos “por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos”. “Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da Sua Revelação” (Vaticano I). Assim, os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade “são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos”, “motivos de credibilidade”, mostrando que o assentimento da fé não é, “de modo algum, um movimento cego do espírito” (Vaticano I).
A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. Sem dúvida que as verdades reveladas podem parecer obscuras à razão e à experiência humanas; mas “a certeza dada pela luz divina é maior do que a dada pela luz da razão natural” (S. Tomás de Aquino) “Dez mil dificuldades não fazem uma só dúvida” (Bem-aventurado J.H. Newman). “A fé procura compreender” (Santo Anselmo): é inerente à fé o desejo do crente de conhecer melhor Aquele em quem acreditou, e de compreender melhor o que Ele revelou. […]
Fé e ciência: “Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e comunica a fé, também acendeu no espírito humano a luz da razão. E Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade” (Vaticano I) “É por isso que a busca metódica, em todos os domínios do saber, se for conduzida de modo verdadeiramente científico e segundo as normas da moral, jamais estará em oposição à fé: as realidades profanas e as da fé encontram a sua origem num só e mesmo Deus. Mais ainda: aquele que se esforça, com perseverança e humildade, por penetrar no segredo das coisas, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todos os seres e faz que eles sejam o que são, mesmo que não tenha consciência disso” (Vaticano II).

EM VERDADE VOS DIGO: NENHUM SINAL SERÁ DADO A ESTA GERAÇÃO!

Hoje, o Evangelho parece que não nos diz muito, nem sobre Jesus nem sobre nós próprios. “Por que esta geração pede um sinal?” (Mc 8,12). João Paulo II, comentando este episódio da vida de Jesus Cristo diz-nos: “Jesus convida ao discernimento relativamente às palavras e às obras que testemunham (são “sinal de”) a chegada do reino do Pai”. Parece que aos Judeus que interrogam Jesus lhes falta a capacidade ou a vontade de pensar no sinal que – de fato – são toda a atuação, obras e palavras do Senhor.
Também hoje em dia se pedem sinais a Jesus: que nos mostre a sua presença no mundo ou que nos diga como devemos atuar. O Papa faz-nos ver que a negação de Jesus Cristo em dar um sinal aos judeus – e, portanto, a nós também – se deve a que quer mudar a lógica do mundo, orientada na procura de signos que confirmem o desejo de autoafirmação e de poder do homem”. Os judeus não queriam um signo qualquer, mas aquele que indicasse que Jesus era o messias que eles esperavam. Não esperavam o que viria para os salvar mas aquele que viria dar segurança às suas visões de como se deveriam fazer as coisas.
Definitivamente, quando os judeus do tempo de Jesus, como também os cristãos de hoje pedimos – de uma forma ou de outra – um sinal, o que fazemos é pedir a Deus que atue à nossa maneira, da forma que julgamos mais correta e, que por isso apoia o nosso modo de pensar. E Deus, que sabe e pode mais (e por isso pedimos no Pai-Nosso que se faça a “sua” vontade), tem os seus caminhos, mesmo que não nos seja fácil compreendê-los. Mas Ele, que se deixa encontrar por todos os que O procuram, também se lhe pedirmos discernimento, nos fará compreender qual é a sua forma de atuar e, como podemos distinguir hoje os seus signos.

JESUS NÃO DEU OUVIDOS PARA OS FARISEUS

Jesus encontra-se com os fariseus ao retornar do território pagão. Os judeus não perderam tempo e correram para atentá-lo. Não davam sossego para o Mestre. O objetivo dos judeus era tentar pegar Jesus em contradição. As conversas rendiam conflitos, pois a visão dos judeus era bem diferente da prática visionaria de Jesus.
Todavia, os judeus pediram um sinal dos céus para o mestre. Tentavam a todo custo incomodar Jesus com perguntas fora de si. Não que Jesus não soubesse dar respostas, mas não valeria a pena perder tempo com homens que não tinham capacidade de nem enxergar os sinais visíveis da terra, como entenderiam os sinais do alto. Veja, Jesus demonstrava sinais da cura, da libertação, da construção do Reino igualitário, da paz, da justiça. Eram sinais vivos do trabalho messiânico do Mestre. Porém, os fariseus não enxergavam estes sinais.
Sabe por quê?
Porque mexia com os poderes políticos, econômicos, religiosos e culturais deles. Estes sinais abriam os olhos, os ouvidos e a boca do povo. Agora os humilhados tinham alguém para defendê-los. Não estavam sozinhos a mercê dos lobos famintos. Entenderiam a jogatina dos poderosos.
Contudo, quanto mais o tempo passava mais os judeus enervavam. Jesus escapava de todo jeito. Afinal, eles não queriam entender os sinais de Jesus, então não compensava insistir com uma coisa que não tem mais volta. Os judeus era causa perdida. Eles já tinham opiniões formadas, suas ideologias já absorviam a totalidade do ser. Assim, seus olhos não conseguiam contemplar as magnitudes da presença divina no Filho do Homem.
Não distante da realidade da nossa época ainda encontramos pessoas que relutam a não entender as coisas de Deus. Vivem pedindo a Deus um sinal dos céus para crer e aumentar a fé. Ainda relembram a passagem de Jesus que afirmar se alguém tiver a fé do tamanho de uma semente de mostarda conseguirá mudar uma montanha por completo. Como não conseguem, claro, não têm o Deus no coração o Deus puro e verdadeiro acabam desfazendo do Filho Amado.
No entanto, falar de justiça, fraternidade, Reino, libertação não soam bem para ouvidos de quem não enxergam o próximo como irmão. Para muitos alienados, corrompidos nas práticas maléficas, o Outro é visto como inimigo, como lixo descartável, como empecilho e como estorvo. Para estes seguir Jesus é penoso. A vida no Evangelho é bem diferente da vida dos aproveitadores. A vida no Evangelho é a maturação da fé, é o desejo de servir, de ver os irmãos felizes e libertos.
No final do Evangelho Jesus dá as costas para os infortunos judeus, entrou na barca e saiu em missão. Que esta mensagem de não dar ouvidos para aqueles que atentam e seguir em frente na missão evangelizadora seja correta e constante no dia-a-dia de muitos profetas apaixonados com os sinais reais da vida. Que assim seja, amém!
Felicidades.

O CRISTIANISMO DOS SINAIS…

Nos dias de hoje vive muito um Cristianismo bem a moda “Fariseu”, assistindo os “testemunhos” das pessoas que migram para as novas igrejas da linha pentecostalista, todas sem exceção iniciaram sua caminhada com Jesus naquela denominação, porque receberam um grandioso milagre, coisa que em outras denominações cristãs não conseguiram, então agora se sentem realizadas e felizes porque enfim encontraram o verdadeiro caminho…
O Jesus criado de maneira estratégica pelos especialistas nesse marketing religioso, atende as necessidades dos “clientes”, é o Cristo do consumismo, da concorrência, e quem tiver o melhor Jesus terá como recompensa a casa cheia e o Ibope garantido nas telas da TV. Não há problema que fique sem solução com esse Jesus dos espertalhões, quando há falha, o fiel é culpado porque faltou-lhe Fé, e quando a urucubaca é demais, entra em cena o diabo, que precisa urgente ser expulso para que o fiel possa ser libertado… Mas até aí a concorrência é braba, pois só aquela entidade religiosa e aquele determinado Fulano tem a fórmula infalível para botar o diabo pra correr…
Este não é o caso das Igrejas Históricas que tem raiz e tradição, estas preservam o valor da FÉ e do testemunho cristão autêntico. Os fariseus exigem de Jesus um sinal estrondoso que confirme o seu messianismo. A Pessoa de Jesus, o que ele pensa e fala, suas atitudes de comprometimento com as pessoas, tudo isso não têm para o Farisaísmo a menor importância, o que importa mesmo é o milagre, pois só este irá convencê-los a ser também seguidores com os demais…
Mas o termo discípulo seguidor, nesse caso é uma grande piada, ao quererem ser convencidos pelos sinais prodigiosos, eles querem se tornar clientes que precisam ser atendidos em todas as suas necessidades físicas, morais, psíquicas, afetivas e materiais.
Não é por acaso exatamente esse o Jesus que inventaram na pós- modernidade?
Atitudes assim continuam fazendo Jesus suspirar profundamente em seu coração.

OS FARISEUS PEDIRAM UM SINAL…

Será que nós já pedimos um sinal de Deus?
Será que já colocamos Jesus à prova?
Será que já colocamos Deus à prova?
Costumamos dizer: Se Deus quiser, eu vou conseguir. Dependendo da ocasião, esta fala pode significar uma dúvida da existência divina, e de sua boa vontade para conosco.
Prezados irmãos. Aquele que coloca toda a sua vida nas mãos de Deus, sabe que Deus existe e que Ele é bom e que quer a nossa salvação, a nossa proteção, a nossa tranquilidade. Não duvidemos nunca da providência divina, da sua existência, a ponto de fazermos como os fariseus que pediram um sinal, para ver se Jesus era mesmo poderoso, se Ele era mesmo o Filho de Deus conforme havia dito. Ou você acredita, ou não acredita. Não precisa ficar pedindo um milagre a todo instante, para por Deus à prova.
Os sinais dos tempos estão aí em nossa volta. O Anticristo anunciado por Jesus já está no meio da sociedade, devorando a juventude em vida. No mundo de hoje, temos uma grande parcela da população que simplesmente ignora a presença e a existência de Deus, e vive como o diabo gosta, e o pior, está fazendo a cabeça da juventude para fazer o mesmo.
Outra parcela menor da sociedade, está combatendo frontalmente a Deus e a Jesus, seus ensinamentos como os valores morais, e castidade, a existência da família, etc.
Porém, ainda resta uma terceira parcela dessa sociedade decadente, que somos nós, os escolhidos, os que ainda têm fé, os que ainda continuam de pé, aqueles que se permanecerem firmes até o fim serão salvos, como disse Jesus.
Você que está lendo este texto agora, com certeza, é um deles. Você é um daqueles que não desistiu, que nunca duvidou do poder de Jesus, um daqueles que continua de pé, vivendo a sua fé do jeito que Jesus ensinou. Continue assim. Daí, para melhor. Cultive a fé, a esperança e a caridade. Nunca duvide! Leia! Medite! Reze! Comungue! E seja caridoso(a), mais também preocupe-se em fazer com que os outros sejam como você. Leve a eles a sua fé. Leve a eles a esperança, a caridade, através da sua conduta, da sua fala, e também pelas suas orações. Amém.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Deus se revelou por meio da encarnação de Jesus. Esse é o maior sinal do amor do Pai pela humanidade. Mesmo assim, muitos querem mais. Precisamos acreditar no Filho para não sermos como as ondas do mar agitadas pelo vento.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

As provações e os sofrimentos devem motivar nossa fé a ser perseverante e confiante, para assim aderirmos a Jesus sem depender de sinais extraordinários.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Antífona da comunhão

Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77,29s)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, ouvi nossa prece.

— Para que a Igreja seja perseverante na fé e na caridade, rezemos.
— Para que o papa e os bispos sejam autênticas testemunhas de Cristo, rezemos.
— Para que a dignidade humana seja assegurada pelas leis, rezemos.
— Para que o sinal dos cristãos na sociedade seja o amor, a fraternidade e o diálogo, rezemos.
— Para que a nossa comunidade busque sempre o Cristo libertador, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

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