LDP: 14/FEV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

14/Fev/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Tiago 1,12-18 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos / As Epístolas Católicas)

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

Salmo 94(93),12-13a.14-15.18-19 (R. 12a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
12É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, 13apara dar-lhe um alívio na angústia.
14O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: 15voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.
18Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor! 19Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 8,14-21 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim?
É assim que compreendo quem é Jesus?
Como os discípulos?
Sou capaz de segui-lo também na cruz?
Ou rejeito as cruzes, como me sugere o mundo?
Sigo Jesus partilhando os dons que Deus me concede?
“A vida se acrescenta, dando-a, e se enfraquece no isolamento e no comodismo”.

… a VERDADE …

O que a Palavra diz?
Leio com atenção, na Bíblia, o Evangelho de Marcos 8,14-21.
O texto narra um momento significativo no processo de incompreensão dos discípulos. Apresenta elementos tomados da tradição: de pães, a referência ao pão único, o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes. Marcos aprofunda a advertência de Jesus, chamando a atenção para a cegueira, a surdez e o coração endurecido dos discípulos que estão preocupados com a falta de pães e não percebem o significado do pão único presente entre eles.
Jesus não está sendo entendido e seguido de forma correta, por influência do “fermento” do sistema cultural da época. Compreender quem é Jesus – o único pão sem fermento -, implica em seguir o caminho da cruz e realizar sua proposta de partilha com os irmãos.

… e a VIDA …

Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual o meu novo olhar, a partir da Palavra?
Vou tentar compreender melhor Jesus, hoje, e para isto fazer algum gesto de partilha.
Bênção Bíblica:
“O Senhor nos abençoe e nos guarde! O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós! O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!” (Nm 6,24-27).
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES

JESUS É O ÚNICO PÃO

Após a narrativa da segunda partilha do pão com as multidões, Marcos apresenta a advertência de Jesus aos discípulos sobre o “fermento” dos fariseus e o “fermento” de Herodes. Os discípulos só tinham “um pão” consigo e pensavam que Jesus se referia ao fato de não terem mais pães. Os discípulos não entendem, e a reprimenda de Jesus a eles é contundente: “… não entendeis?… vosso coração continua endurecido?… não enxergais… não ouvis?…”. O simbolismo das palavras e da narrativa pode ser percebido. Uma parábola de Jesus já havia esclarecido que o Reino é como o fermento que leveda a massa. O fermento dos fariseus, e o de Herodes, é a doutrina da sinagoga e do Templo, bem como do império romano, que Jesus descarta por conduzirem à morte. Jesus é o único pão, com o fermento do Reino. É o pão da vida a ser partilhado entre todos.

O FERMENTO DOS FARISEUS E DE HERODES

Todos nós temos uma hierarquia de valores que servem como critério para a nossa vida e tudo o que temos e fazemos está subordinado a essa hierarquia. A maioria das pessoas orienta a sua vida para a satisfação das suas necessidades primárias e instintivas. Assim, os seus valores principais são a comida, a bebida e o sexo, de modo que essas pessoas, apesar de civilizadas, possuem a mesma hierarquia de valores que os animais: buscam apenas a satisfação dos próprios instintos. Essas pessoas não aceitam a Jesus e criticam a sua doutrina porque a sua dependência aos instintos lhes cega a vista e endurece os seus corações, de modo que não podem compreender a verdadeira hierarquia de valores que Jesus veio trazer para que as pessoas não vivam instintivamente, mas tenham vida em abundância.

AS MÁS INFLUÊNCIAS

A convivência diuturna com o Mestre não tornava seus discípulos imunes das más influências, especialmente, daquela dos fariseus. Estes tinham uma mentalidade contrária à de Jesus. Pelo modo como eles se apresentavam, havia o risco de contaminarem os discípulos.
Certos componentes da mentalidade farisaica traziam em si o germe do pecado, que debilitava o ser humano, inclinando-o para o mundanismo. Disto ninguém estava isento, nem mesmo quem privava da intimidade com Jesus.
Como os fariseus, os discípulos corriam o risco de ser hipócritas e insensíveis com os mais fracos e pequeninos, julgar-se superiores aos demais, praticar um tipo de religião manipuladora de Deus, ser exibicionistas e buscar o louvor e o reconhecimento das pessoas.
Este tipo de comportamento não se coadunava com a proposta de Jesus. Contudo, muitos discípulos estavam sendo tentados a seguir este rumo, ou seja, deixar-se convencer pelos adversários do Mestre, fermentados por uma mentalidade incompatível com o Reino.
Nem sempre o alerta de Jesus surtiu efeito. Aqui e acolá, os discípulos assumiram o modo de proceder farisaico. Infelizmente, o fermento do Reino parecia ser menos eficaz que o dos fariseus. O mau exemplo impunha-se!

A FÉ É A CHAVE DE ACESSO AOS TESOUROS CELESTES

Se perfurássemos o véu, e se estivéssemos vigilantes e atentos, Deus revelar-Se-nos-ia sem cessar e usufruiríamos da Sua ação em tudo quanto nos acontece, dizendo diante de todas as coisas: “É o Senhor!” (Jo 21,7). E descobriríamos em todas as circunstâncias um dom de Deus.
Consideraríamos as criaturas frágeis instrumentos nas mãos de um Obreiro onipotente e reconheceríamos, sem dificuldade, que nada nos falta e que a contínua atenção do Altíssimo O leva a proporcionar-nos em cada instante aquilo que nos convém. Se tivéssemos fé, teríamos boa vontade para com todas as criaturas. Haveríamos de acariciá-las, interiormente gratos pelo fato de elas servirem e se tornarem favoráveis à nossa perfeição, aplicada pela mão de Deus.
Se vivêssemos ininterruptamente uma vida de fé, estaríamos em permanente comunhão com Deus Pai, falando com Ele a todo o momento.
A fé é intérprete de Deus. Sem os esclarecimentos que ela proporciona, não compreendemos a linguagem das criaturas. Esta é uma escrita em números, na qual apenas vemos confusão. Uma amálgama de espinhos, de onde não nos ocorre que Deus possa falar. Mas a fé permite-nos ver, como Moisés, o fogo da caridade divina que arde no seio destes espinhos (cf. Ex 3,2).
A fé dá-nos a chave destes números permitindo-nos descobrir, no meio da confusão, as maravilhas da sabedoria do Alto. A fé confere um rosto celeste a toda a terra. É por meio dela que o coração é transportado, arrebatado, para conversar no céu. A fé é a chave dos tesouros, a chave do abismo, a chave da ciência de Deus.
Pai, Deus Todo-Poderoso, é a Ti que devo consagrar a principal ocupação da minha vida. Que todas as minhas palavras e pensamentos se ocupem de Ti. Porque sou pobre, peço aquilo que me falta. Farei um esforço desmedido para entender as palavras dos Teus profetas e dos Teus apóstolos. Baterei a todas as portas que me dão acesso a uma compreensão que me está vedada.
Mas é a Ti, meu Deus, que cabe atender o meu pedido, conceder o que procuro, abrir a porta fechada. Na verdade, vivo numa espécie de torpor por causa do meu adormecimento natural. Estou impedido de compreender os Teus mistérios por uma ignorância invencível devida à fraqueza do meu espírito.
Mas o zelo pelos Teus ensinamentos fortalece a minha percepção da ciência divina e a obediência da fé me ergue acima da minha capacidade natural para conhecer. Quero compreender as Tuas palavras no sentido com que os profetas e apóstolos as pronunciaram e proclamaram. Desejo empregar os termos exatos para transmitir fielmente as realidades que eles exprimiram. Concede-me o sentido exato das palavras, a luz da inteligência, a elevação da linguagem, a ortodoxia da fé. Aquilo em que acredito, concede-me que também o afirme e proclame. Eu me abandono nas Tuas mãos providentes e sei que não ficarei decepcionado.

CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS

Hoje – uma vez mais – vemos a sagacidade do Senhor Jesus. Seu agir é surpreendente, já que se sai do comum da gente, é original. Ele vem de realizar uns milagres e está-se trasladando a outro setor onde a Graça de Deus também deve chegar. Nesse contexto de milagres, ante um novo grupo de pessoas que o espera, é quando lhes adverte: “Atenção! Cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes” (Mc 8,15), pois eles – os fariseus e os de Herodes – não querem que a Graça de Deus seja conhecida, e mais bem eles propagam no mundo o mau fermento, semeando discórdia.
A fé não depende das obras, pois “uma fé que nós mesmos podemos determinar, não é em absoluto uma fé” (Bento XVI). Pelo contrário, são as obras as que dependem da fé. Ter uma autêntica e verdadeira fé implica uma fé ativa e dinâmica; não uma fé condicionada e que só fica-se no externo, nas aparências, na teoria e não na pratica. A nossa deve ser uma fé real. Temos que ver com os olhos de Deus e não com os do homem pecador: “Ainda não entendeis, nem compreendeis? Vosso coração continua incapaz de entender?” (Mc 8,17).
O Reino de Deus se estende no mundo como quando se coloca uma medida de fermento na massa, ela cresce sem que se saiba como. Assim deve ser a autêntica fé, que cresce no amor de Deus. Portanto que nada nem ninguém nos distraiam do verdadeiro encontro com o Senhor e de sua mensagem Salvadora. O Senhor não perde ocasião para ensinar e isso segue fazendo hoje em dia: “Temos que nos liberar da falsa ideia de que a fé já não tem nada que dizer aos Homens de hoje” (Bento XVI).

TENDO OLHOS, NÃO ENXERGAIS, E TENDO OUVIDOS, NÃO OUVIS?

Hoje notamos que Jesus – como já se passava com os apóstolos – nem sempre é compreendido. Às vezes torna-se difícil. Por mais que vejamos prodígios, e que se digam as coisas claramente, e nos seja comunicada a boa doutrina, merecemos a sua repreensão: “Ainda não entendeis, nem compreendeis? Vosso coração continua incapaz de entender?” (Mc 8,17).
Gostaríamos de lhe dizer que o entendemos e que não temos o entendimento ofuscado, mas não nos atrevemos. Se ousarmos, como o cego, fazer-lhe esta súplica: “Senhor que eu veja” (Lc 18,41), para ter fé, e para ser, e como o salmista diz: “Inclina o meu coração para as tuas ordens, e não para a ganância injusta” (Sal 119,36) para ter boa disposição, escutar e acolher a palavra de Deus e fazê-la frutificar.
Será bom também, hoje e sempre, ter atenção a Jesus que nos alerta: “Atenção! Cuidado com o fermento dos fariseus” (Mc 8,15), afastados da verdade, “maníacos cumpridores”, que não são adoradores do Espírito em verdade (cf Jo 4,23), e “do fermento de Herodes”, orgulhoso, despótico, sensual, que só quer ver e ouvir Jesus para seu prazer.
E, como guardamos este “fermento”?
Pois fazendo uma leitura contínua, inteligente e devota da palavra de Deus e, por isso mesmo, “sábia”, fruto de ser “piedosos como crianças: mas não ignorantes, porque cada um há de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, no estudo sério, científico da fé (…). Piedade de crianças, pois, e doutrina de segura de teólogos” (São Josemaria).
Assim, iluminados e fortalecidos pelo Espírito Santo, alertados e conduzidos pelos bons Pastores, estimulados pelos cristãos e cristãs fiéis, cremos no que temos de crer, faremos o que temos que fazer. Agora, há que “querer” ver: “E o Verbo se fez carne” (Jo 1,14), visível, palpável; há que “querer” escutar: Maria foi o “isco” para que Jesus tenha dito: “Ditosos os que escutam a palavra de Deus e a guardam” (Lc 11,28).

CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS

Quais são os fermentos danosos ou daninhos dos dias de hoje?
Será que precisamos detalhar aqui os seus estragos assim como os seus nomes?
Quais são os fermentos que estão fermentando ou envenenando as mentes dos jovens?
Aqueles fermentos emanados pelos fariseus de hoje que causam separações, mortes, assassinatos, assaltos, embriaguez de altíssimo risco, embriaguez que destrói o pâncreas, a vesícula, o fígado, o coração, e causa estragos não só às demais partes do corpo, mas também à convivência familiar, social, ao futuro dos próprios filhos, pois destrói o que há de mais importante na essência do seu humano, que é a fé em Deus. Esse fermento moderno está tornando as pessoas indiferentes às coisas de Deus, como o respeito pela pessoa humana e pela vida.
Os discípulos não entenderam o que Jesus estava dizendo quando falou do fermento dos fariseus. Os nossos filhos também não. Eles não entendem ou não querem entender, quando lhes avisamos dos perigos das baladas, dos bailes funk, do sexo sem a menor responsabilidade social, familiar e cristã. Outro dia, o telejornal estava mostrando uma menina que tinha esperado a mãe dormir para em seguida fugir para o baile funk. Ao chegar lá, foi estuprada… outras foram envolvidas em tiroteios na saída do baile…
Nossos jovens, por estarem “embaçados” pelo fermento dos atuais fariseus, não entendem quando lhes falamos que o ideal é levar uma vida santa, eles não aceitam mais o convite dos mais velhos para frequentar a Igreja, os grupos de jovens, etc.
“Ainda não entendeis e não compreendeis, vós tendes os corações endurecidos…”
Mais felizmente ainda existem os fiéis, os benditos, os que seguem a Deus. Conheço aqui perto um mosteiro de Dom Carmelo, onde estão freiras carmelitas, que são “para-raios” no mundo de hoje. Elas rezam sem cessar pela sociedade, pela conversão dos pecadores, pelos padres, pela Igreja, e por todos nós. São pessoas santas que tocam a Deus, aplacando a sua ira causada pelos infiéis dos fins dos tempos, aqueles que corrompem e escandalizam os pequeninos, e afastam de Deus e de seus caminhos, todo aquele que estando despreparados, atravessam os seus caminhos.
Reflitamos: como vai o grupo de oração da sua paróquia?
As pessoas estão se reunindo diariamente, ou semanalmente para pedir a Deus pelos pecadores, pelos excluídos, pelos que estão sendo arrastados pelas torrentes do mal?
Aqueles cuja “catequese” do mal está sendo mais forte que a catequese do bem. Aqueles que “catequizam” diariamente, 24 horas sem parar, estão ganhando a batalha contra a nossa débil catequese. Precisamos agir depressa, irmãos! Não fiquemos de braços cruzados, não fiquemos aí parados!
Façamos alguma coisa!

E O MESTRE PERDEU AS ESTRIBEIRAS…

Embora se trate de uma reflexão pós-pascal das comunidades, o evangelista Marcos é bastante realista e não bota “panos quentes” na reação de Jesus diante da atitude dos seus discípulos, que não compreendiam em profundidade os ensinamentos de Jesus.
Naquele dia o discípulo encarregado de levar o lanche esqueceu-se do pão e na barca só havia um único pão. Naquele momento Jesus retomou o ensinamento sobre o perigo do farisaísmo e do fermento de Herodes mas os seus discípulos estavam “voando”, e a única preocupação naquele momento era com o lanche e com o Jesus falou em fermento, pensaram que ele estava dando uma “indireta” pelo esquecimento confundindo alhos com bugalhos.
O que isso quer dizer para nossas comunidades de hoje?
Os discípulos só conseguiam enxergar o que estava diante deles e assim, também nós em nossas pastorais e movimentos, na catequese, ministério e na liturgia, corremos o risco de só olharmos aquilo que é aparente esquecendo o sentido daquilo que na ação pastoral é essencial: o amor que se traduz em serviço. Mas o que é pior, a toda hora a comunidade sofre a influência perniciosa do Farisaísmo e do fermento de Herodes, quando o servo se torna senhor, quando o serviço pastoral nos leva ao poder, ao sucesso e a fama.
O pão a que Jesus se refere, e que ele continua a multiplicar hoje é a eucaristia, que só é autêntica quando gera comunhão de vida no serviço prestado aos irmãos. A Eucaristia fortalece e aprimora os nossos carismas para sempre podermos fazer e oferecer o melhor de nós a comunidade, e não a sermos os melhores, os mais importantes, isso é deixar-se contaminar pelo fermento de Herodes, deixando de lado o pão bendito da Vida que Jesus multiplica entre nós.

O FERMENTO DOS FARISEUS E DE HERODES

Para os fariseus não entenderem os sinais de Jesus na terra por causa da avareza e concentração de riquezas até entenderemos, mas aos discípulos não compreenderem as ações de Jesus na essência da vivência, não é muito compreensível. Contudo, os mesmos demoraram assimilar que as práticas farisaicas deveriam ser abortadas para ascender à chama da libertação.
O fermento dos fariseus e de Herodes faz crescer o desdém às coisas dos humildes, faz crescer a arrogância, a altivez, o orgulho e a fatuidade. O fermento dos fariseus e de Herodes submerge outras ideias à vida de muitos inocentes, tornando-os alienados e sem direção. Por isso Jesus adverte seus discípulos para abandonar os pensamentos e a cultura da morte. Assim ao sair de barco para missão não se preocupe em levar muitas coisas, a não ser o necessário para o trabalho, algo a mais pode atrapalhar a boa convivência entre os missionários.
Desgarrar das coisas do mundo não é tarefa fácil. As facilidades da tecnologia, dos objetos criados para executarem tarefas fáceis tornou o homem dependente dos objetos. Não tem mais a relação facial e gestual entre pessoas. Tudo se tornou frias as relações entre pessoas. Distanciando uma da outra acabou a cumplicidade mesclada na ação entre os homens, ficando, assim, vulneráveis para o fermento do mundo egoísta agir sem medida.
Jesus não aceita que o homem se prenda aos sinais da terra da manipulação e da exploração. Ele pede que absorva os sinais da transformação, da indução do homem a ajudar o outro, de partilhar as esperanças e os sonhos de dias melhores através da ação coletiva. O homem deve preocupar-se com o semelhante na intenção de enxergar uma sociedade justa que ofereça o bem estar na esfera total. O fermento que Jesus usava nas pregações fazia crescer o amor e a compaixão entre os seguidores. Para tanto, a praticidade dos fariseus não era bem vindo, pois cegava o direcionamento rumo à salvação.
Quando os discípulos disseram: “É porque não temos pão” está se norteando no acúmulo de bens.
Por que encherem de pães para o trabalho, quando muitos passam necessidades?
Por que carregarem fortunas se para entrar no Reino basta apresentar boas obras de partilha, ajuda e amor para com outro?
Os excessos de bens não vão abanar o acesso ao mundo eterno! Nada do fermento mundano vai ajudar a conquistar a confiança e o amor do Pai Celestial. Para sermos fermentos do bem e fazermos crescer as coisas boas do Reino, precisamos compreender os sinais de Jesus em missão. Caso permanecermos na cegueira, na incompreensão, na falta do entendimento, outros fermentos cobrirão o nosso ser e não teremos mais forças para seguir Jesus amigo.
Portanto, esquivamo-nos do fermento dos fariseus e de Herodes no compromisso de seguirmos a solicitude do bem com objetivo da construção do Reino. Com fé poderemos passar os empecilhos e compreendermos a prática de Jesus. Amém!
Felicidades

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Os irmãos Cirilo e Metódio (Grécia, séc. IX) trabalharam juntos na missão com os povos eslavos. Traduziram a Bíblia e os textos da liturgia latina para a língua local. Por causa disso, enfrentaram muita resistência, mas o papa Adriano II aprovou sua obra. João Paulo II proclamou os padroeiros da Europa, junto com são Bento.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A vida cristã não preserva o fiel das tribulações da existência, mas dá força para superá-las com firmeza. Com a fé, podemos suportar e vencer os obstáculos e compreender a prática de Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Quem me ama realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Minhas palavras que coloquei em tua boca, diz o Senhor, não se afastarão jamais de teus lábios; e tuas oferendas serão aceitas em meu altar (Is 59,21;56,7)

Antífona da comunhão

O Filho do homem veio dar a sua vida para a salvação de todos (Mc 10,45).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, pelos dois irmãos Cirilo e Metódio, levastes a luz do Evangelho aos povos eslavos; dai-nos acolher no coração a vossa palavra e fazei de nós um povo unido na verdadeira fé e no fiel testemunho do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Atendei-nos, Senhor.

— Para que a Igreja viva a partilha e a comunhão, rezemos.
— Para que saibamos evitar a prática do acúmulo, rezemos.
— Para que nossas famílias estejam sempre dispostas ao diálogo, rezemos.
— Para que nosso coração seja sensível ao sofrimento dos outros, rezemos.
— Para que o exemplo de Cirilo e Metódio fortaleça os missionários dos novos tempos, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Dignai-vos, ó Deus todo-poderoso, impregnar com as bênçãos celestes estas oferendas de vosso povo, que vos apresentamos na festa de são Cirilo e são Metódio. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Alegrando-nos na festa de são Cirilo e são Metódio, recebemos, ó Pai, o penhor da salvação; fazei que ele nos ajude na vida presente e nos conduza à vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Acessem o meu Blog e faça a sua crítica, sugestão e comentário: https://liturgiadiariabyfegs.wordpress.com/

PROPOSTA:

 

Você já leu a Bíblia? Então vamos ver em quanto tempo podemos lê-La?

Vou relacionar os textos diários a partir de 01 de janeiro de 2012, e assim poderemos ver em quanto tempo podemos realizar isso.

Mas vale lembrar! Não devemos apenas ler, devemos usar o que aprendemos com a PALAVRA em nossa vida.

 

ü A BÍBLIA SAGRADA — ANTIGO TESTAMENTO OU 1º TESTAMENTO

  • O PENTATEUCO OU OS LIVROS DA LEI: Pentateuco é uma palavra de origem grega e significa cinco livros ou cinco rolos referindo-se aos primeiros Livros da Bíblia que foram escritos por Moisés:
    – Gênesis conta a criação do mundo e a história do povo hebreu;
    – Êxodo conta a história da saída dos hebreus do Egito e a Instituição da Páscoa;
    – Levítico que estabelece e organiza o culto;
    – Números que conta a história do povo eleito desde a legislação no Sinai até a chegada à Palestina;
    – Deuteronômio que é a repetição da Lei com exortações para a fidelidade a Deus.

    • Gênesis (Gn)
    • Êxodo (Ex)
    • Levítico (Lv)
    • Números (Nm)
      • Cap 6
        • 22,23,24,25,26,27 (O nazireato)
    • Deuteronômio (Dt)
      • Cap 18
        • 15,16,17,18,19,20 (Os profetas)
  • LIVROS HISTÓRICOS: Descrevem a história de Israel desde a chegada à Terra Prometida até o retorno do cativeiro na Babilônia. Este grupo é composto pelos Livros de: Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester – doze livros. Os livros de Tobias, Judite, 1 Macabeus e 2 Macabeus fazem parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus – 4 livros.
    • Josué (Js)
    • Juízes (Jz)
    • Rute (Rt)
    • 1 Samuel (1Sm)
      • Cap 1
        • A INFÂNCIA DE SAMUEL
          • 9,10,11,12,13,14,15,16,17,18 (A oração de Ana)
          • 19,20 (Nascimento e consagração de Samuel)
      • Cap 2
        • 1,4,5,6,7,8 (Cântico de Ana)
      • Cap 3
        • 1,2,3,4,5,6,8,9,10,19,20 (Deus chama Samuel)
      • Cap 4
        • A ARCA NAS MÃOS DOS FILISTEUS
          • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 (Derrota dos israelitas e captura da Arca)
      • Cap 8
        • INSTITUIÇÃO DA REALEZA
          • 4,5,6,7 (O povo pede um rei)
          • 10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22 (Os inconvenientes da realeza)
      • Cap 9
        • 1,2,3,4 (Saul e as jumentas de seu pai)
        • 17,18,19 (Saul encontra Samuel)
      • Cap 10
        • 1 (A sagração de Saul)
      • Cap 15
        • 16,17,18,19,20,21,22,23 (Saul é rejeitado por Iahweh = Javé (Deus))
      • Cap 16
        • SAUL E DAVI — DAVI NA CORTE
          • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Unção de Davi)
      • Cap 17
        • 32,33,37 (Davi se apresenta para aceitar o desafio)
        • 40,41,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51 (O combate singular)
      • Cap 18
        • 6,7,8,9 (Origem da inveja de Saul)
      • Cap 19
        • 1,2,3,4,5,6,7 (Jônatas intercede por Davi)
      • Cap 24
        • 3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21 (Davi poupa Saul)
    • 2 Samuel (2Sm)
      • Cap 1
        • 1,2,3,4,5,6,7,10,11,12 (Davi toma conhecimento da morte de Saul)
        • 19,23,24,25,26,27 (Elogio de Davi sobre Saul e Jônatas)
      • Cap 6
        • 12,13,14,15,17,18,19 (A Arca em Jerusalém)
      • Cap 11
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,13,14,15,16,17 (Segunda campanha amonita. O pecado de Davi)
      • Cap 12
        • 1,2,3,4,5,6,7,10,11,12,13,14,15 (Natã repreende Davi. Arrependimento de Davi)
        • 16,17 (Morte do filho de Betsabeia. Nascimento de Salomão)
      • Cap 15
        • 13,14 (Fuga de Davi)
        • 30 (Davi se certifica da colaboração de Cusai)
      • Cap 16
        • 5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Semei amaldiçoa a Davi)
      • Cap 18
        • 9,10,14 (Morte de Absalão)
        • 24,25,30 (A notícia é levada a Davi)
      • Cap 19
        • 1,2,3 (O sofrimento de Davi)
      • Cap 24
        • 2,9 (O recenciamento do povo)
        • 10,11,12,13,14,15,16,17 (A peste e o perdão divino)
    • 1 Reis (1Rs)
      • Cap 3
        • HISTÓRIA DE SALOMÃO, O MAGNÍFICO — 1. SALOMÃO, O SÁBIO
          • 4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (O sonho de Gabaon)
      • Cap 8
        • 1,2,3,4,5,6,7,9,10,11,12,13 (Transladação da Arca da Aliança)
        • 22,23,27,28,29 (Oração pessoal de Salomão)
        • 30 (Oração pelo povo)
      • Cap 10
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Visita da rainha de Sabá)
      • Cap 11
        • 4. AS SOMBRAS DO REINADO
          • 4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (As mulheres de Salomão)
          • 29,30,31,32 (Revolta de Jeroboão)
      • Cap 12
        • III. O CISMA POLÍTICO E RELIGIOSO
          • 19 (A assembleia de Siquém)
          • 26,27,28,29,30,31,32 (O cisma religioso)
      • Cap 13
        • 33,34 (O homem de Deus e o profeta)
    • 2 Reis (2Rs)
      • Cap 5
        • 9,10,11,12,13,14 (A cura de Naamã)
    • 1 Crônicas (1Cr)
    • 2 Crônicas (2Cr)
    • Esdras (Esd)
    • Neemias (Ne)
    • Tobias (Tb)
    • Judite (Jt)
    • Ester (Est)
    • 1 Macabeus (1Mc)
    • 2 Macabeus (2Mc)
  • LIVROS POÉTICOS E DE SABEDORIA OU SAPIENCIAIS: Também podem ser chamados de Livros Didáticos. Apresentam poemas históricos, cânticos sagrados e diversos exemplos de conduta e fé: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (em algumas edições este Livro é denominado Cântico de Salomão ou Cantares de Salomão) – cinco livros. Os livros do Eclesiastes e Sabedoria fazem parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus – 2 livros.
    • Jó (Jó)
      • Cap 7
        • 1,2,3,4,6,7
    • Salmos (Sl)
      • Cap 3
        • 2,3,4,5,6,7 (Apelo matinal do justo perseguido)
      • Cap 18(17)
        • 31,47,50,5l (“Te Deum” real)
      • Cap 21(20)
        • 1,2,3,4,5,6,7 (Liturgia de Coroação)
      • Cap 24(23)
        • 7,8,9,10 (Liturgia de entrada no santuário)
      • Cap 25 (24)
        • 4,5,6,7,8,9 (Súplica no perigo)
      • Cap 29(28)
        • 1,2,3,4,9,10 (Hino ao Senhor da tempestade)
      • Cap 32(31)
        • 1,2,5,6,7,11 (A confissão liberta do pecado)
      • Cap 37(36)
        • 5,6,30,31,39,40 (A sorte do justo e do ímpio)
      • Cap 40(39)
        • 1,2,4,5,7,8,9,10 (Ação de graças. Pedido de socorro)
      • Cap 44(43)
        • 10,11,14,15,24,25 (Elegia nacional)
      • Cap 50(49)
        • 8,9,17,19,21,22,23 (Para o culto em espírito)
      • Cap 51(50)
        • 1,2,3,4,5,6,7,10,11,12,13,14,15,16,17 (Miserere)
      • Cap 56(55)
        • 1,2,3,9,10,12,13 (O fiel não sucumbirá)
      • Cap 57(56)
        • 1,2,34,6,10 (No meio de “leões”)
      • Cap 67(66)
        • 1,2,3,5,7,8 (Prece coletiva após a colheita anual)
      • Cap 72(71)
        • 1,2,7,8,10,11,12,13 (O rei prometido)
      • Cap 80(79)
        • 1,2,3,4,5,6,7 (Oração pela restauração de Israel)
      • Cap 81(80)
        • 10,11,12,13,14,15 (Para a festa das Tendas)
      • Cap 84(83)
        • 3,4,5,10,11 (Canto de peregrinação)
      • Cap 86(85)
        • 1,2,3,4,5,6 (Súplica na provação)
      • Cap 89(88)
        • 16,17,18,19,20, 20,21,22,25,26,27,28 (Hino e prece ao Deus fiel)
      • Cap 94(93)
        • 12,13,14,15,18,19 (O Deus justo)
      • Cap 96(95)
        • 1,2,3,7,8,10 (Iahweh, rei e juiz)
      • Cap 98(97)
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9 (O juiz da terra)
      • Cap 100(99)
        • 1,2,3,4,5 (Convite ao louvor)
      • Cap 106(105)
        • 3,4,6,7,19,20,21,22,35,36,37,40 (Confissão nacional)
      • Cap 117(116)
        • 1,2 (Convite ao louvor)
      • Cap 119(118)
        • 9,10,11,12,13,14,“Bet”, 67,68,71,72,“Tet”, 75,76,“Yod” (R. 77a) (Elogio da lei divina)
      • Cap 132(131)
        • 6,7,8,10 (Para o aniversário da transladação da Arca)
      • Cap 144(143)
        • 1,2,9,10 (Hino para a guerra e a vitória)
      • Cap 147 (146-147)
        • 1,2,3,4,5,6,12,13,14,15,19,20 (1,2,3,4,8,9) (Hino ao Onipotente)
      • Cap 149
        • 1,2,3,4,5,6 (Hino triunfal)
    • Provérbios (Pr)
    • Eclesiastes (Coélet) (Ecl)
    • Cântico dos cânticos (Ct)
    • Sabedoria (Sb)
    • Eclesiástico (Sirácida) (Eclo)
      • Cap 47
        • 2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Davi)
  • LIVROS PROFÉTICOS: Os Profetas apareceram em momentos difíceis e foram homens que tiveram a árdua tarefa de exortar, disciplinar e tirar o povo de Deus da rebeldia para trazê-lo novamente para o caminho correto. O povo havia esmorecido na fé ou havia se acomodado diante de determinadas situações, perdido a confiança no Senhor e estava seguindo a deuses estranhos. Os Livros Proféticos podem ser divididos em: – Os quatro Profetas chamados “Maiores” em vista da importância de seus escritos: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel; – Profetas “Menores”: são assim denominados pelo tamanho de suas obras: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. O livro de Baruc (Profeta “Menor”) faz parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus.
    • Isaías (Is)
      • Cap 42
        • 1,2,3,4,6,7 (Primeiro canto do servo)
      • Cap 60
        • 1,2,3,4,5,6 (Esplendor de Jerusalém)
    • Jeremias (Jr)
    • Lamentações (Lm)
    • Baruc (Br)
    • Ezequiel (Ez)
    • Daniel (Dn)
    • Oséias (Os)
    • Joel
    • Amós
    • Abdias
    • Jonas
      • Cap 3
        • 1,2,3,4,5,10 (Jonas rebelde à sua missão)
    • Miquéias
    • Naum
    • Habacuc
    • Sofonias
    • Ageu
    • Zacarias
    • Malaquias
      • Cap 3
        • 1,2,3,4

ü A BÍBLIA SAGRADA — NOVO TESTAMENTO OU 2º TESTAMENTO

  • LIVROS HISTÓRICOS: Evangelhos: relatam a vida de Jesus, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, testemunhas oculares dos fatos que se sucederam. No início os evangelistas foram guiados pelo Espírito Santo nas suas pregações para transmitir oralmente (o Evangelho tomou forma escrita após quarenta anos de pregações) tudo o que haviam vivido e presenciado: os ensinamentos, as parábolas, o poder, os milagres, a morte na cruz e a ressurreição. Testemunharam sua fé em Cristo com a preocupação de exporem detalhes tudo o que Ele havia dito e feito como o Messias prometido, o Ungido do Senhor, o Filho de Deus, o Divino Salvador, o Verbo que se fez carne e viveu entre nós. Quando os primeiros Apóstolos morreram, houve a necessidade de se registrar por escrito os ensinamentos deles recebidos. Os cristãos organizaram um conjunto de textos para auxiliar o trabalho de catequese nas reuniões litúrgicas (para divulgar a Palavra as reuniões utilizavam o Antigo Testamento em grego (tradução Septuagina), os textos escritos entre os anos de 250 e 50 a.C. (futuramente chamados de Livros Deuterocanônicos) e os Evangelhos. Posteriormente foram acrescentadas as cartas de Paulo, Pedro, João, Judas (Séculos V-VI d.C.) e Apocalipse para formar a Bíblia Católica. Com o tempo as reuniões deram origens às missas. Litúrgica vem do grego leitourgikós: culto público e oficializado) e a partir de 100 d.C. os Evangelhos (do grego euangelion que significa “a recompensa pela boa notícia trazida” ou “boa notícia”. No Novo Testamento o sentido da Palavra é “a boa nova trazida por Cristo” (Ver Lc 4,18). Em português a palavra alvíssara vem do árabe albissar que vem do hebraico bisar. No Século II a palavra Evangelho dá nome aos quatro Livros escritos pelos apóstolos) passaram a ter o mesmo valor do Antigo Testamento.
    Atos (no Século II d.C. o nome do Livro mudou de “Atos” para “Atos dos Apóstolos”) dos Apóstolos: aborda as atividades missionárias para levar o Evangelho aos confins da terra, não por vontade humana, mas por desígnio divino. A princípio, as pregações permaneceram no âmbito judaico e depois universalizaram o Cristianismo pelo mundo greco-romano. O Livro apresenta os eventos que se iniciam com a ascensão de Jesus e descreve a escolha de Matias, o Pentecostes (a descida do Espírito Santo), os milagres, as perseguições, a instituição dos diáconos, a morte de Estevão, a conversão de Paulo, a conversão do centurião e as primeiras viagens missionárias. Grande parte do Livro de Atos descreve o trabalho feito por Paulo, levando “a boa nova”, difundindo o Evangelho aos outros povos.

    • Mateus (Mt)
      • Cap 2
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12 (A visita dos magos)
    • Marcos (Mc)
      • Cap 1
        • A PREPARAÇÃO DO MINISTÉRIO DE JESUS
          • 1,2,3,4,5,6,7,8 (Pregação de João Batista)
          • 9,10,11 (Batismo de Jesus)
          • 14,15 (Jesus inaugura a sua pregação)
          • 16,17,18,19,20 (Vocação dos quatro primeiros discípulos)
          • 21,22,23,24,25,26,27,28 (Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoninhado)
          • 29,30,31 (Cura da sogra de Pedro)
          • 32,33,34 (Diversas curas)
          • 35,36,37,38,39 (Jesus deixa secretamente Cafarnaum e percorre a Galileia)
          • 40,41,42,43,44,45 (Cura de um leproso)
      • Cap 2
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12 (Cura de um paralítico)
        • 13,14 (Chamado de Levi)
        • 15,16,17 (Refeição com os pecadores)
        • 18,19,20,21,22 (Debate sobre o jejum)
        • 23,24,25,26,27,28 (As espigas arrancadas)
      • Cap 3
        • 1,2,3,4,5,6 (Cura do homem com a mão atrofiada)
        • 7,8,9,10,11,12 (As multidões seguem Jesus)
        • 13,14,15,16,17,18,19 (Instituição dos Doze)
        • 20,21 (Providências da família de Jesus)
        • 22,23,24,25,26,27,28,29,30 (Calúnias dos escribas)
        • 31,32,33,34,35 (Os verdadeiros parentes de Jesus)
      • Cap 4
        • 26,27,28,29 (Parábola da semente que germina por si só)
        • 30,31,32 (Parábola do grão de mostarda)
        • 33,34 (Conclusão sobre as parábolas)
        • 35,36,37,38,39,40,41 (A tempestade acalmada)
      • Cap 5
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20 (O endemoninhado geraseno)
        • 21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34,35,36,37,38,39,40,41,42,43 (Cura da hemorroíssa e ressurreição da filha de Jairo)
      • Cap 6
        • 1,2,3,4,5,6 (Visita a Nazaré)
        • 14,15,16 (Herodes e Jesus)
        • 17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29 (Execução de João Batista)
        • 30,31,32,33,34 (Primeira multiplicação dos pães)
        • 53,54,55,56 (Curas na região de Genesaré)
      • Cap 7
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Discussão sobre as tradições farisaicas)
        • 14,15,16,17,18,19,20,21,22,23 (Ensinamento sobre o puro e o impuro)
        • VIAGENS DE JESUS FORA DA GALILEIA
          • 24,25,26,27,28,29,30 (Cura da filha de uma siro-fenícia)
          • 31,32,33,34,35,36,37 (Cura de um surdo-gago)
      • Cap 8
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Segunda multiplicação dos pães)
        • 11,12,13 (Os fariseus pedem um sinal no céu)
        • 14,15,16,17,18,19,20,21 (O fermento dos fariseus e de Herodes)
      • Cap 16
        • 15,16,17,18 (Aparições de Jesus ressuscitado)
    • Lucas (Lc)
      • Cap 2
        • 16,17,18,19,20 (Nascimento de Jesus e visita dos pastores)
        • 21 (Circuncisão de Jesus)
        • 22,23,24,25,26,27,28 (Apresentação de Jesus no Templo)
        • 29,30,31,32 (O cântico de Simeão)
        • 33,34,35 (Profecia de Simeão)
        • 36,37,38 (Profecia de Ana)
        • 39,40 (Vida oculta de Jesus em Nazaré)
      • Cap 10
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9 (Missão dos setenta e dois discípulos)
    • João (Jo)
      • Cap 1
        • O MINISTÉRIO DE JESUS: 1. O ANÚNCIO DA NOVA “ECONOMIA” (A SEMANA INAUGURAL)
          • 19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34 (O testemunho de João)
          • 35,36,37,38,39,40,41,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51 (Os primeiros discípulos)
      • Cap 2
        • 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 (As núpcias de Caná)
    • Atos dos Apóstolos (At)
      • Cap 22
        • 3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16 (Discurso de Paulo aos judeus em Jerusalém)
  • LIVROS DIDÁTICOS: As Epístolas Paulinas: Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), por volta do ano 10 d.C. Seus pais eram judeus de cidadania romana e lhe deram uma cultura helenística e educação baseada em rígidos princípios fariseus. Seus estudos, complementados em Jerusalém, o tornaram profundo conhecedor das Escrituras. Assim, Paulo combateu energicamente os cristãos, pois os considerava loucos e blasfemadores. Quando se dirigia a Damas, Jesus lhe apareceu e o convenceu da verdade sobre a qual os cristãos acreditavam (Ver At 9,1-19). Tem início sua atividade através das viagens e das epístolas (treze cartas escritas por Paulo a partir de 50 d.C. com respostas aos problemas específicos de cada Igreja: orientações, ensinamentos e exortações. Quanto a Epístola aos Hebreus, os estudiosos divergem se realmente ela é de autoria do Apóstolo. Pelo estilo do texto, é provável que o documento foi escrito em Alexandria por um dos seus discípulos (entre 80 90 d.C.) dirigidas às comunidades cristãs.
    As Epístolas Católicas (do grego katholikós e do latim catholicu. Significa universal, perfeito, certo, exato): as sete epístolas trazem mensagens de caráter universal destinadas à toda a Igreja, aos cristãos de modo geral. Trazem respostas e esclarecimentos sobre dúvidas, doutrina, heresias, fidelidade, etc. Elas se diferem das Epístolas Paulinas que foram escritas para cada uma das igrejas, em particular, com relação à problemas específicos.

    • Romanos (Rm)
    • 1 Coríntios (1Cor)
      • Cap 6
        • 4. A FORNICAÇÃO
          • 13,14,15,17,18,19,20
      • Cap 7
        • SOLUÇÕES PARA PROBLEMAS: 1. CASAMENTO E VIRGINDADE
          • 29,30,31,32,33,34,35
      • Cap 9
        • 16,17,18,19,22,23 (O exemplo de Paulo)
      • Cap 10
        • 31,32,33 (Conclusão)
      • Cap 11
        • 1
    • 2 Coríntios (2Cor)
    • Gálatas (Gl)
      • Cap 4
        • 4,5,6,7 (Filiação Divina)
    • Efésios (Ef)
      • Cap 3
        • 2,3,5,6 (Paulo, ministro do mistério de Cristo)
    • Filipenses (Fl)
    • Colossenses (Cl)
    • 1 Tessalonicenses (1Ts)
    • 2 Tessalonicenses (2Ts)
    • 1 Timóteo (1Tm)
    • 2 Timóteo (2Tm)
      • Cap 1
        • 1,2,3,4,5 (Endereço e ação de graças)
        • 6,7,8 (As graças recebidas por Timóteo)
    • Tito (Tt)
    • Filemôn (Fm)
    • Hebreus (Hb)
    • Tiago (Tg)
      • Cap 1
        • 1 (Endereço e saudação)
        • 2,3,4 (O benefício das provações)
        • 5,6,7,8 (A súplica confiante)
        • 9,10,11 (O destino do rico)
        • 12,13,14,15 (A provação)
        • 16,17,18 (Receber a Palavra e pô-la em prática)
    • 1 Pedro (1Pd)
    • 2 Pedro (2Pd)
    • 1 João (1Jo)
      • Cap 2
        • 22,23,24,25,26,27,28 (Quarta condição: preservar-se dos anticristos)
        • VIVER COMO FILHOS DE DEUS
          • 29
      • Cap 3
        • 1,2
        • 3,4,5,6,7,8,9,10 (Primeira condição: romper com o pecado)
        • 11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21 (Segunda condição: observar os mandamentos especialmente o da caridade)
      • Cap 5
        • 5,6,78,9,10,11,12,13 (À fonte da fé)
        • COMPLEMENTOS
          • 14,15,16,17 (A oração pelos pecadores)
          • 18,19,20,21 (Resumo da Epístola)
    • 2 João (2Jo)
    • 3 João (3Jo)
    • Judas (Jd)
  • O LIVRO PROFÉTICO: Apocalipse: é a revelação que Deus deu a Jesus, que a enviou a seu servo João através deum anjo. Em forma de carta, o Livro é destinado às igrejas em Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica descrevendo os fatos que em breve se sucederão, ou seja, o fim dos tempos. As opiniões sobre a autoria de Apocalipse são divergentes:
    – tradicionalmente o Livro é atribuído ao Apóstolo João;
    – outros acreditam que a mensagem foi revelada ao apóstolo, mas redigida por um discípulo;
    – em função do estilo do texto, muitos conferem à autoria a outra pessoa;
    – a maioria dos estudiosos indica um judeu-cristão exilado na ilha de Patmos, chamado João, presbítero da Igreja de Éfeso e profeta conhecido pelas igrejas da Ásia.

    • Apocalipse
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