LDP: 26/FEV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

26/Fev/2012 (domingo)

LEITURAS

Gênesis 9,8-15 (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou os Livros da Lei)

8Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9“Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, 10com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. 11Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. 12E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: 13ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. 14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. 15Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”.

Salmo 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. cf. 10) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

10Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.
4bMostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, 4ce fazei-me conhecer a vossa estrada! 5aVossa verdade me oriente e me conduza, 5bporque sois o Deus da minha salvação.
6Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! 7bDe mim lembrai-vos, porque sois misericórdia 7ce sois bondade sem limites, ó Senhor!
8O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

1 Pedro 3,18-22 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Didáticos)

Caríssimos: 18Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. 19No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. 21À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. 22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Marcos 1,12-15 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 12o Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre animais selvagens, e os anjos o serviam. 14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho”!

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim?
Conversão e fé. Eis o ponto central da Boa-Nova de Jesus. Devo renovar minhas ideias sobre o Reino. O anúncio de Jesus me chama à conversão. O bem-aventurado Alberione sentiu um apelo que transmitiu a toda a Família Paulina: “Vivam em contínua conversão”. Agora, num instante de silêncio, verifico em que devo me converter.
“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação.” (DAp 351).

… a VERDADE …

O que a Palavra diz?
Tomo contato com o texto de hoje, lendo-o, na Bíblia, em Mc 1,12-15.
O texto apresenta duas partes:
— as tentações de Jesus e,
— o início de sua evangelização.
Inicia dizendo que o Espírito fez com que Jesus fosse para o deserto.
— Todos os três evangelistas (Mateus, Lucas e Marcos) têm como principal autor desse retiro no deserto, o Espírito.
Jesus vai para o deserto.
— Deserto significa lugar desabitado, solitário, desamparado, abandonado.
— No sentido bíblico, deserto era terra da aridez, símbolo da privação de chuva e de fertilidade. É o lugar da purificação e da pobreza.
No deserto Jesus ficou quarenta dias.
— Este número recorda os quarenta dias e quarenta noites do Dilúvio, para um novo nascimento.
— Foram quarenta anos do Povo de Deus no deserto, rumo à libertação.
— Foram quarenta dias em que Moisés permaneceu no alto do Horeb diante de Deus para receber as tábuas da lei (Dt 9,9).
Sendo tentado por Satanás, diz o Evangelho.
— As tentações de Jesus eram para desviá-lo de sua missão messiânica.
Convivia com as feras.
— A frase indica que durante esse tempo Jesus não viu nenhuma pessoa humana.
E os anjos o serviam.
— O evangelho apresenta prova segura da existência dos anjos, não como mensageiros, mas como seres que servem.

Depois que João foi preso, Jesus veio para a Galileia, proclamando a Boa-Nova de Deus.
— O texto faz entender que Jesus estava na Judéia e retornou à Galileia onde faz a proclamação do Reino, resumida na conversão e fé no Evangelho.
“Convertei-vos. Arrependam-se”. O Evangelho, além da fé, exige de cada pessoa o desejo de modificar sua conduta segundo a Boa-Nova.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
O lema da Campanha da Fraternidade diz que “Que a saúde se difunda sobre a terra”. Meu novo olhar será de vida, rejeitando em mim e em volta de mim toda forma de doença.

REFLEXÕES:

QUARESMA É UM TEMPO DE CONVERSÃO

O tempo da Quaresma, com cinco semanas e quatro dias, e o tempo pascal que o sucede, com sete semanas, se inserem dentro do ano litúrgico, tendo como data de referência o domingo de Páscoa, o qual ocorre logo após a primeira lua cheia de primavera (a partir de 21 de março, no hemisfério norte).
A Quaresma é um tempo de aprofundamento da conversão, com seu apelo a uma mudança de valores recebidos da sociedade discriminatória e elitista em que vivemos. A partir da revelação em Jesus, em sua vida e sua prática, encontramos novos valores a serem assumidos em vista da promoção da vida plena para todos. O ato de conversão decorre do compromisso assumido no batismo.
O batismo de João e a pregação de Jesus se fundamentam nesta conversão: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova”.
No Antigo Testamento encontramos a simbologia da permanência no deserto como um tempo de conversão.
No êxodo do Egito, o povo indócil a Javé, no momento em que deveria entrar na Terra Prometida, acaba ficando quarenta anos no deserto, curtindo um tempo de reconciliação com a divindade.
Os evangelistas sinóticos (Mt, Mc, Lc) vão associar ao batismo de Jesus um tempo de permanência no deserto, quarenta dias, como tempo de sua conversão.
De fato, depois da prisão de João Batista, há uma mudança na vida de Jesus. Voltando para a Galileia, sua terra, abandona sua cidade de origem, Nazaré, e, acompanhado de discípulos em uma vida itinerante, passa a anunciar a chegada do Reino de Deus.
A sucinta narrativa de Marcos sobre a tentação de Jesus resume o seu ministério prestes a se iniciar: o convívio em confronto com seus adversários e o conforto da fraternidade dos discípulos, iniciados no aprendizado do serviço.
A aliança com Deus é apresentada na primeira leitura de uma maneira antropomórfica. O deus que, arrependendo-se de ter feito os homens sobre a terra, resolveu exterminá-los pelo dilúvio, agora promete que não voltará a exterminar seu povo pelas águas. Salvam-se apenas Noé, prefiguração de Abraão, e sua família, com quem é feita uma aliança, da qual, a partir de uma etiologia bíblica, o arco-íris passa a ser uma lembrança.
A “primeira carta de Pedro”, na segunda leitura, associa as águas destrutivas e saneadoras do dilúvio com a água do batismo que é fonte de salvação. É uma teologia que se distancia do batismo de João e de Jesus como conversão à prática concreta da justiça. A conversão a que somos chamados envolve mudanças de valores e práticas pessoais em interação com os relacionamentos comunitários e sociais. Cumpre rompermos com os valores impostos pela cultura consumista que atende aos interesses dos poderosos. Somos atraídos, caindo na rede das TVs, dos shoppings e similares, cedendo às tentações que se apresentam agradáveis aos sentidos, ao conforto, à segurança, à vaidade, estimulando o sucesso pessoal no usufruto do poder, levando à indiferença para com os humildes, explorados, carentes e sofredores. É tempo de, libertando-nos, nos voltarmos amorosamente para o nosso próximo, particularmente aquele excluído e empobrecido, na prática da justiça, na partilha e na comunhão de vida.

ARREPENDIMENTO E FÉ

Em Marcos, esta narrativa da tentação parece ser o prenúncio simbólico o ministério de Jesus, prestes a se iniciar: a agressão sucessiva dos líderes religiosos que se colocam como seus adversários é a provação de satanás e o convívio com as feras; e o conforto da fraternidade dos discípulos, iniciados no seu aprendizado, é o serviço dos anjos.
Mateus e Lucas apresentam a tentação por satanás em três etapas.
Transformar pedras em pães, adorar o tentador e apossar-se do mundo, e atirar-se do alto do Templo desafiando a Deus.
São as características de um messias que tem soluções enganosas para as aspirações populares, que se apossa do poder e que ostenta uma condição divina. Tal messianismo é descartado por Jesus.
O Espírito recebido no batismo conduz Jesus, o qual vence as tentações.
As tentações foram associadas à narrativa do batismo de Jesus como pedagogia catequética: os neobatizados devem estar preparados e fortalecidos para enfrentar as tentações após terem recebido seu batismo.
As duas primeiras leituras de hoje são alusivas ao batismo: “Nesta arca [de Noé], umas poucas pessoas… foram salvas, por meio da água. À água corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação”.
Pode-se ver que, em sua leitura alegórica do dilúvio, o autor da Primeira Carta de Pedro se ateve ao segundo momento do dilúvio, quando Noé e os seus sobrevivem, após a destruição total pelas águas.
O tempo litúrgico da quaresma, que se inicia hoje, tem uma característica de tempo forte de conversão. Resistir às tentações que se apresentam agradáveis aos sentidos, ao conforto, à segurança, à vaidade, estimulando o sucesso pessoal no usufruto do poder, levando à indiferença pelo próximo humilde e sofredor. É tempo de voltar-se amorosamente para o nosso próximo, particularmente aquele excluído e empobrecido, na partilha e na comunhão de vida.

CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!

“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” Esta frase marca o final do Evangelho do 1º Domingo da Quaresma.
Como ouvimos, Marcos narra o ambiente e as circunstâncias da tentação de Jesus. Estamos diante de três elementos: o deserto, os anjos e o diabo. Os três são elementos que representam o árduo caminho da Quaresma, iniciado na Quarta-feira de Cinzas, cuja grande missão nesse tempo é a conversão.
O deserto indica um local de provação. Jesus é o novo Israel que passa quarenta dias no deserto e vence a tentação, permanecendo fiel à vontade divina e à Sua Aliança.
O diabo e os anjos representam o interior de cada um de nós. Dentro de nós pode morar um anjo e um diabo. Quando nos damos de corpo e alma a Deus, em nós sobressai o lado angélico, mas quando nos damos aos prazeres da carne, então fala mais alto o lado diabólico.
Vivemos num mundo onde há pessoas com corações diversificados. Há aqueles que são mais compreensivos e curtem a paz, até mesmo em momentos críticos. São os que têm como razão viver o cultivo da vida interior com Deus e em Deus. Para estes, os anjos do Senhor, constantemente, os servem com a paz, a fortaleza, a sabedoria, o temor de Deus e assim por diante. Mesmo que tenham um temperamento forte, sabem controlar seus impulsos e instintos.
Todos nós sabemos que os animais reagem a impulsos e instintos. E isso também existe dentro de cada um de nós, quando não fazemos usa da nossa liberdade e vontade que, vindos de Deus, deveriam ser usados para escolher sempre o bem. Em alguns, aparece, esses dois elementos indomáveis. Trata-se de pessoas impulsivas, que “primeiro fazem e depois pensam”. O demônio acaba existindo em quem vive tão somente pelo instinto, incapaz de ter qualquer controle sobre si próprio.
No deserto – local da sede, da fome e da provação – Jesus é tentado por Satanás. Sendo um homem igual a cada um de nós, Cristo poderia ter se deixado levar pelo instinto e pela impulsividade do diabo. Mas não. Ele vence a tentação optando pelo serviço dos anjos; isso acontece pela fidelidade ao plano divino. Eis a diferença entre nós e Ele!
Enquanto, muitas vezes, nos deixamos vencer pelo diabo, Jesus o desafia. E então, “Aquele que é fiel”, envia os Seus anjos para servir a Seu Filho. O que vemos em Jesus é um exemplo para vencermos as tentações.
Os nossos desertos são muitos e podem ser localizados na nossa cidade, na nossa casa. Podem estar na nossa família, na escola ou no trabalho. Nos locais onde vivemos e trabalhamos, a tentação aparece e faz transparecer o controle que temos de nós mesmos.
Quero lembrar a você que esse tipo de reação não se trata com “controles mentais” ou “técnicas de relaxamento” ou por meio de uma consulta ao psicólogo ou psicanalista. Isso pode ajudar, mas a proposta da espiritualidade cristã diz que a vida interior só se resolve a partir do momento em que optamos por Deus.
É o que fez Jesus, pois existe dentro de nós uma duplicidade: ou optamos por Deus e Ele nos serve ou deixamos que nossos impulsos e instintos apareçam e tomem conta da nossa vida a ponto de nos “infernizar”. Desta forma, caímos nas malhas do diabo que procura nos dominar o tempo todo.
A vida interior só se torna divinizada à medida que formos capazes de nos esvaziar de nós mesmos, de tirar de nós os instintos e os impulsos, para acolher com simplicidade, humildade e no espírito de pobreza, o que Deus nos oferece por meio do Seu Filho manso e humilde de coração.
Portanto, neste tempo quaresmal, o nosso primeiro empenho é acolher o convite à conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho!” E converter-se, hoje, significa considerar a vida interior de cada um de nós.
Ver o que é mais saliente em nós: o lado divino ou o lado dos impulsos e instintos?
O lado divino ou o lado humano?
Lapidai-me, ó Deus, para que, convertido, eu possa acolher o vosso Reino. E que, acolhendo-o em minha vida, os vossos anjos me venham servir como fizeram a Jesus. Amém.

COMPLETOU-SE O TEMPO E O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

A vida dos mortais está cheia de armadilhas que nos fazem tropeçar, está cheia de redes de enganos […]
E como o inimigo teceu essas redes por todo o lado, e nelas apanhou quase todos os homens, era necessário que aparecesse Alguém mais forte para as dominar, as romper, e para trilhar o rumo àqueles que O seguissem. Eis porque, antes de vir unir-se à Igreja como Sua esposa, também o Salvador foi tentado pelo diabo. […]
Ensinava desta maneira à Igreja que não seria por ociosidade e prazer, mas através de provações e tentações, que ela haveria de chegar a Cristo.
Mais ninguém poderia, de fato, triunfar daquelas teias. Porque “todos pecaram”, como está escrito (Rm 3, 23) […]; Nosso Senhor e Salvador Jesus foi o único que “não cometeu pecado” (1Pe 2,22). Mas o Pai “O fez pecado por nós” (2Cor 5,21). […]
“De fato, Deus fez o que era impossível à Lei, por estar sujeita à fraqueza da carne: ao enviar o Seu próprio Filho, em carne idêntica à do pecado e como sacrifício de expiação pelo pecado, condenou o pecado na carne” (Rm 8,3).
Jesus entrou portanto naquelas teias, mas foi o único a não ficar nelas enleado. Mais ainda, tendo-as rompido e rasgado, deu confiança à Igreja, de tal forma que ela ousou, a partir de então, calcar aos pés as armadilhas, libertar-se das teias, e dizer cheia de alegria: “A nossa vida escapou como um pássaro do laço de caçadores; rompeu-se o laço e nós libertámo-nos” (Sl 123,7).
Também Ele sucumbiu à morte, mas voluntariamente e não, como nós, pela sujeição do pecado. Porque Ele foi o único a ter sido libertado de “entre os mortos” (Sl 87,6, LXX). E porque estava livre entre os mortos, venceu “aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,14) e levou-lhe os “cativos em cativeiro” (Ef 4,8) que estavam prisioneiros na morte. Não só Ele próprio ressuscitou dos mortos, como, simultaneamente, “nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo” (Ef 2,5ss); “ao subir às alturas, levou cativos em cativeiro” (Ef 4,8).

VOU ESTABELECER UMA ALIANÇA

1. O velho arco de guerra dá lugar ao arco-íris da paz e da esperança! E o deus dos exércitos e da vingança dá lugar ao Deus da nova aliança! Pela primeira vez, e por cinco vezes, a palavra aliança vem à superfície das águas, depois do grande dilúvio, que regenerou a Terra. Noé e a família, juntamente com os animais que ele pusera na arca, foram poupados pelas águas destruidoras! O arco-íris que aparece pendurado na parede das nuvens, em tempo de bonança, é agora o sinal desta nova aliança: Deus mostra ao mundo que depôs o seu arco. O pecado permanecerá ainda na terra. Mas Deus não permitirá jamais a destruição fatal da sua criação. O seu projeto de amor para a família humana vencerá. Deus tornou-se nosso aliado, passou-se para o nosso lado! Já nenhum pecado poderá levar Deus a destruir o mundo por Ele mesmo criado!
2. A história assim relatada, nas primeiras páginas da Bíblia, pode parecer-nos um conto colorido, para ouvido de criança. Mas é mais do que isso. Diz-nos que, no princípio dos tempos, como nos tempos de agora, este mundo, que havia de ser a casa da vida, se tornou um caos, lugar de desordem e de morte. Resta apenas a arca de Noé, como casa da vida, onde há um pequeno resto, que é posto a salvo! A arca torna-se então uma espécie de terra flutuante e em miniatura, onde todos os elementos essenciais da vida são guardados! Esta arca de Noé tem, pois, um valor altamente simbólico. Ela lembra um ventre materno, onde a vida é guardada e defendida perante o caos exterior. E Noé, o construtor da arca, é aqui apenas o chefe de um grupo mais vasto, que ele representa. Há ainda a sua mulher, os seus filhos e as esposas dos seus filhos, numa palavra, uma família, que é poupada à destruição e fica como semente de esperança, de uma nova humanidade, em paz com Deus, em Paz com a criação.
3. Também hoje “vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se veem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas” (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012). A intervenção de Deus, pela promessa e pela aliança, consiste em preservar a criação e a família humana dos “assaltos” da corrupção e do mal, que a põem em risco, como espaço vital de cada ser humano! Assim, esta aliança com Noé, posto a salvo com a família, dentro da arca da vida, sugere a ideia de que, no meio deste mundo, a meter água por todos os lados, é preciso poupar a família à destruição, guardá-la a protegê-la, como verdadeiro tesouro! Ela é verdadeiramente “o mais rico património da humanidade”. Sem família, não há futuro! Façamos tudo uns pelos outros, pois nesta arca ou nesta barca, ninguém se salva sozinho. Não deixemos “ir por água abaixo” esta arca de aliança e de paz, que é a família humana! A família há de ser, por isso, no meio do caos e da desordem social em que o mundo de hoje vive, a verdadeira “arca de Noé”, que nos serve de abrigo e refúgio!
4. Irmãos e Irmãs: renovemos em nós mesmos, especialmente neste período quaresmal, a consciência da nossa Aliança com Deus, nós que fomos salvos pelas águas do Batismo. O Batismo é, na verdade, o sacramento fundamental em que se atua a nova Aliança, estabelecida em Cristo, que por nós morreu e ressuscitou! E, no meio das ameaças e das tentações a que está exposta a nossa vida, dêmos particular atenção à família! Perante os dilúvios que nos esperam, toca-nos abrir mais os olhos e procurar nos céus, em Deus, um arco-íris de esperança.
5. E rezemos, em cada dia desta semana: “Senhor, guardai este tesouro, que é a nossa família, e que nunca se quebrem os laços do teu amor em nós! Senhor, fazei de mim um arco-íris de bem, de harmonia, de esperança. Ele será um sinal da vossa eterna aliança”!

LOGO DEPOIS, O ESPÍRITO O FEZ SAIR PARA O DESERTO. LÁ, DURANTE QUARENTA DIAS, FOI POSTO À PROVA POR SATANÁS

Hoje, a Igreja celebra a liturgia do Primeiro Domingo de Quaresma. O Evangelho apresenta Jesus preparando-se para a vida pública. Vai ao deserto onde passa quarenta dias fazendo oração e penitência. Lá é tentado por Satanás.
Nós temos que prepararmos para a Páscoa. Satanás é nosso grande inimigo. Há pessoas que não acreditam nele, dizem que é um produto de nossa imaginação, ou que é o mal em abstrato, diluído nas pessoas e no mundo. Não!
A Sagrada Escritura fala dele muitas vezes como de um ser espiritual e concreto. É um anjo caído. Jesus o define dizendo: “É mentiroso e pai da mentira” (Jn 8, 44). São Pedro compara-o com um leão rugente: “Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé” (1Pe 5,8). E Paulo VI ensina: “O demônio é o inimigo número um, é o tentador por excelência. Sabemos que este ser obscuro e perturbador existe realmente e que continua atuando”.
Como?
Mentindo, enganando. Onde há mentira ou engano, ali há ação diabólica. “A maior vitória do demônio é fazer crer que não existe” (Beaudelaire).
E, como mente?
Apresenta-nos ações perversas como se fossem boas, estimula-nos a fazer más obras; e, em terceiro lugar, sugere-nos razões para justificar os pecados. Depois de nos enganar, enche-nos de inquietude e de tristeza.
Não tem experiência disso?
Nossa atitude ante a tentação?
— Antes: vigiar, rezar e evitar as ocasiões.
— Durante: resistência direta ou indireta.
— Depois: se tem vencido, dar graças a Deus. Se não tem vencido, pedir perdão e adquirir experiência.
Qual tem sido a sua atitude até agora?
A Virgem Maria esmagou a cabeça da serpente infernal. Que Ela nos dê fortaleza para superar as tentações de cada dia.

ARREPENDIMENTO E FÉ

Estamos no tempo litúrgico que busca a conversão dos pecados e das atitudes que ferem o diálogo com Deus.
Momento oportuno para revermos nossas ações: estamos seguindo retamente os ensinamentos do filho do Homem ou estamos fazendo nossa caminhada paralela com o Evangelho?
O que podemos fazer para mudar a direção da vida, caso não esteja a contento com o Pai?
Se Deus fez a aliança com todos os seres e cumpriu sua palavra e Jesus foi tentado a deixar sua missão, mas manteve perseverante, qual lição possamos tirar desta lógica para amadurecer na fé?
Será que consigamos buscar o arrependimento dos pecados na construção de um Novo Reino?
Afinal, buscamos qual Reino: o reino da justiça ou da injustiça; o reino do amor ou do desamor?
Que atitude poderemos tomar a partir da nossa introspecção?
Diante de nossos olhos têm-se dois caminhos: o caminho do bem e o caminho do mal. O caminho do bem requer um pouco de atenção, solicitude, compaixão e amor com o próximo. Este, por sua vez, é um caminho lento, moroso e pesado, devido às atenções a serem contempladas. Enquanto que o caminho do mal é reto, limpo, colorido e cheio de pegadinhas. Não cansa muito, pois sempre nos chama a atenção para a distração. Além disso, o caminho do mal oferece uma deixa para resolver a situação amanhã e não cobra comprometimento um com o outro.
Agora, estamos numa bifurcação: qual dos caminhos devemos seguir?
Para muitos cristãos do mundo de hoje o caminho a ser seguido não é o caminho verdadeiro e correto, ou seja, o caminho de Cristo. Talvez pela exigência, pela renúncia, pelo compromisso com o outro não oferece atração inequívoca para a dedicação. São tantas atrações e tentações que o mundo mundano ofereça que enche os olhos dos descrentes e dos sem fé. São alegrias falsas como o carnaval desregradas a pura bebida, dinheiro, traição e vale tudo; são ostentações baratas dos realitys shows, nas observâncias das facilidades, nas entregas carnais e nos tramas da desunião a preço de conchavos que saltam pelos olhos, mais uma vez, dos descrentes e dos sem fé. Estes na verdade são caminhos desejados, maturados por muitos na intenção da luxúria e do status pessoal.
Jesus salientou que seguir os ensinamentos do Pai requer tolerância consigo mesmo. Não é fácil dispor das tentações e dos arrependimentos para construir nova vida. Estes que aventurarem por seguir os preceitos da justiça serão perseguidos, maltratados, violentados e achacados pelos covardes acobertados de peles de carneiros. Porém são lobos famintos e afoitos por víveres que não aprenderam a discernir.
Olha que os Hebreus viveram quarenta anos no deserto, tempo necessário para compreender o valor e a fé no Senhor. Ali no deserto foram colocados a prova do amor para com Deus. Sentiram-se fome, sede, frio, abandonados, mas provaram que estavam crentes na promessa feita ao Pai Abraão, Isaac e Jacó. Não arredaram o pé, mesmo em contratempo.
Foi também no deserto que Moisés teve a experiência com Deus e colocou diante de si os mandamentos que fundamenta até hoje nossa caminhada. Sem dúvida, tanto os hebreus quanto Moisés sentiram vontade de abandonar tudo e seguir outros caminhos. As tentações eram evidentes. O povo cobrava de Moisés alimentos, saída daquelas dificuldades, exigia respostas claras e objetivas. Porém, no abraço a missão e no caminho escolhido não deixou abalar por nenhuma tentação.
Jesus também foi tentado. No Evangelho de Marcos não encontramos uma tentação explicita, mas no conjunto do Evangelho percebemos que foram muitas as tentações que colocaram a prova o amor do Filho Amado para com os irmãos necessitados durante a sua vida. Em meios aos animais selvagens e o Satanás de um lado e os espíritos e anjos que os servem de outro, Jesus precisava discernir um caminho que levasse a construção de um Reino que contemplasse a felicidade. Assim a prática de Jesus vai mostrar como venceu as tentações e como foi fiel ao projeto do Pai até o fim.
Ao retirar-se para o deserto Jesus queria isolar do poder opressor dos grandes centros para abastecer das vitalidades. Sabia que o povo estava a sua espera. Não tinha como enfrentar o poder operante despreparados. Não que Jesus era desprovido da santidade, ele tinha poder para tal, mas ao afastar dos traidores o pensamento do Homem Libertador se concentrava no bem-fazer para uma legião de necessitados. Tanto que quanto fica sabendo que João foi morto, Ele segue para Galileia na pregação de que o Reino está próximo.
A proximidade do Reino está na sua morte. A completa eficácia da construção do Reino está na morte de Cruz que causará pavor entre seus seguidores. Somente os seguidores que tiveram fé e acreditaram nas suas palavras vão continuar na missão de evangelizar e denunciando todas as mazelas sociais que machucam o povo.
Pedro, o discípulo fiel e amado de Jesus afirmou: “Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus”.
Por que então Jesus morreu?
Ou seja, qual o motivo que levou Jesus a morte?
Jesus morreu por pregar severamente contra o domínio opressor, por rejeitar as propostas maléficas do poder dos fariseus e doutores da lei. Jesus morreu por querer uma sociedade justa, fraterna, solidária, saudável e sem tentações perniciosas. A escolha que Jesus fez foi da vida e da liberdade para atender a vontade do Pai. Ele foi fiel e deixou este legado para nos atentar seguir com discernimento o que fez.
Nesta quaresma, tempo de jejum, oração e esmola requer muito de nós. Procuremos atentar-se para os caminhos que nos levam ao Pai, mas antes tentamos compreender em nós o arrependimento das tentações que abraçamos por prazer. Colocamos em primeiro lugar a busca incessante de um Deus fraterno que nos quer o bem e a felicidade e/ou espelhamos nos Salmo 24 “mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sóis o Deus da minha salvação”.
As tentações estão nos cercando por todos os lados. Não desanimem de buscar o Verdadeiro Deus que é o caminho reto e honrado de todo o cristão. Quem ousar conhecer o caminho de Cristo Ressuscitado, for batizado para obter uma boa consciência, estará junto do Pai no céu. Que assim seja, Amém!
Arrependa-se, converta-se e tenha fé.

NO ACONCHEGO DO DESERTO

Neste primeiro domingo da quaresma, Deus nos chama ao deserto com Jesus, para uma conversa de pé de ouvido, a liturgia se reveste de roxo, que é a cor da paixão, não é tristeza, luto e desconsolo, como muitos pensam, é como se Deus, o amado de nossa vida, quisesse que ao longo de quarenta dias, prestássemos mais atenção nele, no seu jeito diferente de nos amar, roxo seria isso: um olhar para dentro, enquanto se olha para o céu, podendo evocar o poeta “De tudo ao meu amor serei atento…”, quaresma é tempo de deixar-se remodelar, permitindo que Deus refaça a nossa vida.
Quando se preside o Sacramento do matrimonio, podemos perceber que os casais têm dificuldade de se olhar nos olhos, na hora do consentimento, e não é só com quem está casando que isso acontece, um amigo confidenciou-me que sentiu um certo “desconforto” ao olhar nos olhos da esposa, na renovação do matrimonio, em uma missa de encontro de casais. Olhar nos olhos nos causa medo, porque é enigmático e misterioso, não se tem medo de olhar o corpo, que se torna facilmente objeto de desejo, em uma sociedade tão “erotizada”, mas quando se olha nos olhos, estamos diante da alma do outro, há comunhão de corpo mais não há comunhão de alma. A relação entre namorados, noivos, e até entre marido e mulher, fica na maioria das vezes banalizada, alguns conseguem emigrar do erótico para o Eros, e há outros, que na graça de Deus, confiada pelo Sacramento do Matrimônio, conseguem chegar no Ágape, que é o amor em toda sua plenitude, o Eros é o meio, e não o fim, é um caminho que tem de ser percorrido do começo ao fim da vida conjugal e que só será obstruído pela morte.
Nossa relação com Deus ás vezes também é assim, um tanto quanto banal, pois temos medo de contemplar o seu mistério. Na capela do Santíssimo, lugar sagrado em nossas comunidades, onde Aquele que é o Amor Absoluto se esconde em um pedaço de pão, sentimo-nos embaraçados e procuramos sempre dizer algo, fazer um pedido, recitar uma fórmula de louvor e adoração, daí somos capazes de ficar horas ali falando, porque este “Falar” nos dá a ilusão de que penetramos no mistério de Deus e podemos dominá-lo. Invertemos o jogo e queremos seduzir a Deus, diferente do profeta, relutamos em ser por ele seduzidos e dominados.
Deserto é lugar teológico do “namoro”, onde movidos pelo mesmo Espírito que conduziu Jesus, vamos ter nosso encontro pessoal com Deus, o esposo apaixonado que quer olhar nos nossos olhos, sussurrar em nossos ouvidos e nos envolver com a sua ternura, para sentirmos de novo o encanto do primeiro amor, como na visão do profeta Oséias: “Eis que eu mesmo a seduzirei e a conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração”. Deserto é lugar de fazer a experiência da esposa jovem, que manifesta a sua alegria ao colocar toda sua confiança no amado, e descobrir, como no Cântico dos cânticos, que somente Deus é a sua Segurança – “Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu Amado”?
É o Povo da antiga aliança, é o povo da nova aliança, é a Santa Igreja, somos eu e você, a razão do amor divino, que nos trouxe, com a encarnação de Jesus, a possibilidade real de experimentarmos em nossa vida a salvação. Deserto é, portanto lugar do encontro onde o amor se revela, é a mesma experiência do povo do Êxodo, que se repete em Jesus Cristo, porém, ao contrário do povo da antiga aliança, não mais se deixará enganar pela tentação, propostas sedutoras dos amantes, para fazê-lo perder o paraíso de delícias, onde o homem convivia com os animais selvagens, servido pelos anjos de Deus, evocando a proteção Divina do Eterno Amado sob o objeto do seu amor.
Revistamo-nos do roxo da paixão e não da tristeza, quaresma é dar um tempo para aquelas coisas que em nossa vida são secundárias, para nos ocuparmos com um Deus apaixonado, que suspira quando vamos ao seu encontro enquanto Igreja, na dimensão celebrativa. Quaresma é quarenta dias de amor, como um casal que retoma a lua de mel, após longa caminhada na vida conjugal, foi no deserto que Deus celebrou a aliança com seu povo, estabelecendo com ele uma relação única, “Eu serei o seu Deus e vós sereis o meu povo”, evocando o cerne da união conjugal – e os dois serão uma só carne.
É esse amor que salvará o mundo, verdade ignorada pelos que prenderam João Batista tentando sufocar um Amor que não se deixa aprisionar, e em Jesus irrompe ainda mais forte, no meio da humanidade, para levar o homem de volta ao paraíso! Nada irá deter a força desse amor, nem a miséria dos homens ou os pecados da igreja, o AMOR triunfará definitivamente! Pois o tempo se completou, o Reino está próximo. Converter e crer no evangelho, é uma forma contínua de corresponder a esse amor misterioso de Deus que em Jesus busca a todos os homens, sem distinção ou acepção de qualquer pessoa. Converter-se é dar um solene “basta” aos falsos amores de “amantes” mentirosos, que nos enganam, oferecendo-nos um falso paraíso, arrastando-nos à tristeza da morte do pecado, deixando-nos longe… bem longe Daquele que é o nosso único e verdadeiro Amor…

QUANDO MEU SERVO CHAMAR, HEI DE ATENDÊ-LO, ESTAREI COM ELE NA TRIBULAÇÃO. HEI DE LIVRÁ-LO E GLORIFICÁ-LO E LHE DAREI LONGOS DIAS

Meus queridos irmãos,
Vivemos o primeiro Domingo da Quaresma. Santa Quaresma! Tempo de perdoar e de amar. Amar como Jesus nos amou, entregando-se à tirania de seus algozes, submetendo-se a humilhações e ao Lenho da Cruz para a salvação da humanidade.
Refletimos hoje sobre a conversão, linha mestra deste tempo admirável que é a Santa Quaresma.
A Restauração da humanidade é feita em Cristo pelo batismo.
O mal tem muitas faces, mas uma coerência inferior faz pensar num ser pessoal, embora não identificável no mundo material. Chama-se Satanás, ou seja, adversário, ou ainda diabo, o destruidor. O diabo está presente desde o início da humanidade. Parece, às vezes, que Deus “solta as forças do mal”, por exemplo, quando ele permitiu que Satanás provasse o justo Jô. As águas do dilúvio representavam, para os nossos antepassados, um desencadeamento das forças do mal sobre a criação, o mundo dos homens. Deus soltou Leviatã, o demônio das águas. Mas quem tem a última palavra, a palavra final, na criação é o amor misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Deus não quer destruir o homem, por isso, imporá limites a Leviatã. Não mais voltará a destruir a terra, conforme nos ensina a primeira Leitura. Ao final do dilúvio, Deus repete o dia da criação, em que Ele venceu o caos original, separou as águas de cima e as águas de baixo e deu um lugar especial para o homem habitar. É uma nova criação que se realiza a partir do dilúvio, seguida por um pacto de proteção. O belo arco-íris que alegra generosamente todos os viventes, especialmente os homens, no fim do temporal, é o sinal natural da aliança entre Deus e os homens. Oito pessoas foram preservadas, na arca de Noé. Elas serão, graças à aliança entre Deus e os homens, o início de uma nova humanidade.
Caros irmãos,
A Primeira Leitura (Gn 9,8-15) nos apresenta o Dilúvio e a aliança com a humanidade. O dilúvio é o símbolo do juízo de Deus sobre este mundo. Mas repousa sobre este, também, a sua misericórdia, simbolizada pelo arco-íris. Deus faz uma aliança com Noé e a sua descendência, isto é, a humanidade inteira. Apesar do mal, Deus não voltará a destruir a humanidade. É significativo que esta mensagem foi codificada no tempo do declínio do Reino de Judá. A fidelidade de Deus dura para sempre.
Irmãos e irmãs,
O primeiro domingo da Santa Quaresma tem um Evangelho (cf. Mc 1,12-15) muito especial: aquela passagem que relata o episódio das tentações de Jesus, antes de começar a sua vida pública para pregar o Evangelho. Pode ser uma contradição para a compreensão humana pensar que o Filho de Deus passe por tentações.
Tentação é sempre ligada a pecado e como Jesus na tem pecado, achamos impossível ele ser tentado. Entretanto, até para os santos a tentação é colocada para que sejam aprimoradas a nossa confiança e a nossa perseverança em seguir Jesus Cristo.
O centro do Evangelho de hoje são os homens e as mulheres redimidos por Jesus que restaura a humanidade pela sua morte e ressurreição. Todos os homens permanecem em constante tentação: este é o retrato dos humanos. No deserto, onde se passa o relato do Evangelho deste dia, há o símbolo da natureza violentada, calcinada, amaldiçoada. Até a natureza deve receber o Messias que vem reconduzir as criaturas ao sentido que tinham na criação: obras boas saídas das mãos poderosas de Deus. Para elas, Jesus traz a boa nova.
O extremo mais longe é o diabo. O mais perto são os anjos, querubins e serafins. Entre os dois acontece a nossa vida. Entre os dois se põe Nosso Senhor Jesus Cristo, participando da sorte humana, dos animais e das plantas. O mais beneficiado é o homem e a mulher.
Meus irmãos,
Jesus exclama que “o tempo já se cumpriu”. Isso significa não o fim do mundo, mas a inauguração de um novo tempo de graça e de paz: o TEMPO DA SALVAÇÃO, momento da graça redentora. Terminamos o momento de espera; começa-se o tempo de certeza, que não dispensa o esforço, a conversão, a emenda de vida. Esse “hoje da salvação” não é o tempo histórico de Jesus, mas sim o dia de hoje, o tempo de cada um de nós, o hoje de cada um dos viventes.
Contudo, é necessário refletir ainda sobre o DESERTO. Todos os profetas se preparavam no deserto. O deserto passou a ser o lugar onde se pode encontrar Deus e tomar grandes decisões. E em Marcos, especialmente, é o lugar onde a gente se encontra com Deus. Compreende-se, então, que Marcos faça Jesus – mais santo que o profeta Elias, legislador maior do que Moisés, o Messias esperado – como que nascer do deserto e vir do deserto para começar a pregação do Evangelho. O DESERTO, entretanto, é um lugar inóspito, símbolo de maldição, lugar de feras e demônios. E é nesse local que o demônio vai tentar Jesus.
Nós, homens e mulheres, à imagem e semelhança de Deus, estamos sempre ameaçados pelo demônio que quer que nós vivamos no mundo do pecado e da maldição. E geralmente, quando atravessamos os desertos de nossa existência, ele investe contra nós, tirando-nos a paz de espírito, a tranquilidade de consciência, a comunhão com Jesus Cristo. Por isso, a grande mensagem de hoje é a volta do cristão para Deus, a volta do vivente – homem e mulher – para Deus. Isso, porém, só acontecerá com a nossa conversão e mudança de vida.
A Santa Igreja nos apresenta a Quaresma santa, tempo de conversão, de mudança de vida e de amor em abundância. Santa Quaresma é retorno para Deus, equilíbrio interior, vitória sobre as tentações do maligno. Confirma-o a Sagrada Liturgia, ao entoar o cântico que dá o colorido deste tempo: “Este é o tempo propício” (2Cor 6,2).
Jesus veio da terra dos pagãos. Israel esperava um messias triunfalista, chefe militar, mas veio um filho de carpinteiro, nascido na mais pérfida cidade de seu tempo. Isso nos leva a concluir que não importa qual a nossa origem ou a nossa condição social ou econômica. O importante é o nosso batismo. Pelo batismo, tornamo-nos cristãos e aí não tem diferença: todos somos cidadãos do céu.
Neste sentido, anima a celebração de hoje o espírito de confiança, acreditando que poderemos vencer o pecado e a tentação pela graça de Deus: “Ele guia ao bom caminho os pecadores; aos humildes conduz até o fim em seu amor”. Por esta razão, todos os batizados devem renovar, na celebração da Páscoa, o compromisso de seu batismo: um compromisso de coerência de vida, de anúncio do Evangelho e de engajamento na nova Evangelização, superando todas as exclusões, como dos idosos, lutando ainda para que todos tenham “o pão de trigo e o pão da palavra”, palavra que liberta e salva!
Caros irmãos,
A Segunda Leitura (cf. 1Pd 3,18-22) nos apresenta o Dilúvio e o batismo. A Primeira Carta de Pedro caracteriza-se por seu teor de catequese batismal. O batismo inclui a transmissão do credo. Cristo morreu e desceu aos ínferos, ressuscitou, foi exaltado ao lado de Deus, julgará vivos e mortos. Jesus tendo trilhado o nosso caminho até a morte, nós podemos seguir seu caminho à vida. O batismo, antítipo do dilúvio, purifica a consciência e nos orienta para onde Cristo nos precedeu.
Meus irmãos,
Conversão e batismo constituem as duas linhas mestras da Quaresma. Pelo batismo, o ser humano mergulha, por sua vez, na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Este mergulho nas águas da vida do batismo em Cristo exige, no entanto, a conversão, o compromisso solene de uma boa consciência para com Deus. Conversão, fé na boa-nova do Cristo e compromisso de vida nova constituem as linhas-força desta Quaresma que se inicia.
Que todos nós possamos viver intensamente este tempo de penitência, de jejum, de conversão e de oração. Que a palavra divina seja sempre a santa referência fundamental a orientar a vida cristã nas horas de provações e de dúvidas. Amém!

O DIABO RARAMENTE SE MOSTRA COMO DE FATO ELE É, A TENTAÇÃO VEM SEMPRE DISFARÇADA DE ALGO BOM, QUE VAI NOS FAZER BEM!

Entramos hoje no tempo da Quaresma, no tempo de rever as nossas atitudes, a nossa caminhada, e mudar de vida. Depois da grande folia do Carnaval, depois de tantos desvios do caminho da casa do Pai, é chegada a hora de pensar seriamente no grande enigma da vida: De onde venho e para onde vou?
Poderemos responder que viemos dos nossos pais, e estamos nos dirigindo para o nada, para o cemitério, para o fim, ou para a morte. Porém, nós que acreditamos nos mistérios de Cristo e nas promessas do Pai através do seu plano de salvação da humanidade, sabemos que a vida não termina com a morte. Sabemos que esta vida terrena é apenas uma pequena parcela da nossa vida, a qual continua depois da morte, e não estamos nos referindo a reencarnação. Estamos falando da Vida Eterna anunciada por Jesus Cristo. Então, nós viemos do Pai e devemos voltar para o Pai. Sabemos que muitos não voltarão para o Pai, mas sim, irão para o inferno. E quem disse isso foi o próprio Jesus.
Então temos na Quaresma, uma grande oportunidade de rever os nossos atos, de refletir sobre a nossa vida até aqui vivida, e com certeza chegaremos à conclusão de que está mais que na hora de mudar o rumo, de mudar de direção, de mudar para o lado da direita, que é a entrada para se atingir a estrada que nos leva para a Casa do Pai Eterno, e nos livrar do caminho da esquerda que leva ao inferno.
Se o Carnaval foi o tempo de pecar, de se afastar de Deus, a Quaresma é o tempo do Filho Pródigo, o tempo de voltar-se para Deus, através da conversão.

COM JESUS ENFRENTEMOS AS TENTAÇÕES

A quaresma é um tempo de graça para cada cristão. É o período em que somos convidados a nos prepararmos para o grande acontecimento de nossa fé: a páscoa.
O que este tempo litúrgico de quarenta dias nos lembra e qual o seu sentido?
— Os quarenta dias que durou o dilúvio no tempo de Noé: tempo de purificar a humanidade corrompida.
— Os quarenta anos de marcha do povo de Deus pelo deserto em busca da terra prometida: tempo de caminhada em busca da liberdade, é também tempo de purificação, de abandono dos falsos deuses e adesão ao Deus de Jacó.
— Os 40 dias de jejum e oração que Jesus Cristo passou no deserto, preparando-se para a vida pública: tempo de preparação para a missão.
Para vivermos bem este tempo litúrgico que dura 40 dias a Igreja nos propõe três instrumentos:
— a caridade,
— o jejum,
— a oração.
São gestos exteriores que devem ser realizados não para agradar aos homens, mas para agradar a Deus.
O jejum não é regime, não brota da necessidade estética, brota da necessidade que o homem tem de experimentar práticas ascéticas para purificar o próprio espírito e de se tornar solidário com os que sofrem privações das coisas essenciais da vida.
1- O jejum ajuda-nos a controlar os próprios desejos e instintos. Não podemos fazer tudo que queremos. Vários de nossos desejos não podem ser satisfeitos.
2- Ensina-nos a ser solidários. A partilhar, CARIDADE, que em nossas partilhas e gestos de caridade, saibamos valorizar o outro. Não posso dar ao outro aquilo que não quero para mim. Pobre não é lata de lixo. Lugar de lixo é no lixo.
3- Neste primeiro domingo o Espírito Santo nos conduz ao deserto para, juntamente com Cristo, enfrentarmos as tentações e sairmos vencedores.
O evangelho de hoje (Mc 1,12-15) é composto de duas partes:
a primeira tem como tema central a tentação de Cristo no deserto;
a segunda já nos mostra Cristo anunciando a chegada do Reino de Deus.
Marcos não cita o diálogo entre Jesus e Satanás tal como fazem Mateus e Lucas. Marcos nos faz notar que Jesus se deixa conduzir pelo Espírito de Deus. O Espírito o conduz ao deserto, lugar onde o povo de Deus também foi tentado e, ao contrário de Jesus, muitas vezes caiu.
Mesmo de forma breve, Marcos faz questão de mostrar que Jesus foi tentado por Satanás durante os quarenta dias em que passou no deserto, sua condição divina não o eximiu de fazer a dura experiência humana da luta contra o mal. Jesus não foi tentado somente durante estes quarenta dias, toda a sua vida foi uma constante e dura batalha contra o mal.
Toda a vida do Mestre foi de luta: às vezes era diretamente contra Satanás, outras, com seus adversários, outras ainda por parte de seus discípulos que por o amarem não o queriam ver pregado no alto de uma cruz (Mc 8,33). A tentação culminou no alto do Calvário, lá foi tentado a descer do madeiro e a salvar-se a si mesmo, traindo assim sua missão (Mc 15,29-32).
A Grande tentação que Cristo teve que encarar foi a de negar sua condição de ser filho obediente do Pai. Existem dois modos de entender o que significa ser filho de Deus: para o tentador equivale a ter poder e glória; para Jesus ser filho de Deus significa cumprir fielmente a vontade do Pai. Esta mesma tentação experimentamos a cada dia quando somos convocados a viver na glória, a ostentar poder e a abandonar o caminho da cruz, precisamos, como Jesus, optar por fazer a vontade do Pai.
Assim como Jesus, somos tentados quotidianamente a desobedecermos a Deus. O diabo raramente se mostra como de fato ele é, a tentação vem sempre disfarçada de algo bom, que vai nos fazer bem! Mas é só aparência, é como o pescador que para fisgar o peixe esconde a agulha dentro de um pedaço de carne. Precisamos ficar atentos e pedir forças a Deus para não nos curvarmos diante das tentações que o mundo nos apresenta. Não vale a pena ceder às tentações, não se arrisque, elas trarão somente destruição para sua vida e para a vida de sua família.
Jesus não ficou no deserto, foi em missão, à procura daqueles que dele precisava. E vai para a Galileia, um lugar insignificante ao norte da Palestina. Cristo anuncia a chegada do Reino de Deus, que significa a soberania universal de Deus. O Reino é um presente de Deus pela humanidade, a resposta esperada de quem quer adentrar neste dinamismo é conversão e fé. É justamente essa a mensagem central da quaresma: converter-se para chegar à páscoa de Cristo renovados.
O Reino de Deus vai acontecendo à medida que os nossos corações se converterem e se abrirem à ação divina. Que esta quaresma nos sirva para darmos espaço ao Reino de Deus.

FIEL A CRISTO, O CRISTÃO VENCE TODAS AS TENTAÇÕES!

Primeiro domingo da Quaresma! Inicia-se um tempo de graça para a vida da Igreja e de todos os cristãos que se dispõem a caminhar com o Cristo vencedor!
Somos chamados a viver esse tempo com mais intensidade e espírito de fé! A liturgia Quaresmal nos leva a transformar o nosso coração de pedra em um coração de carne, onde o amor, a paz e a misericórdia estejam sempre presentes!
No evangelho de hoje, vemos que Jesus foi tentado a desistir de sua missão, a abrir mão da salvação do povo em troca de bens matérias. A sua resposta foi imediata: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”!
Jesus foi tentado a aceitar e a confiar no poder do demônio, mas Ele respondeu com firmeza: “Não tentarás o Senhor teu Deus”!
Jesus enfrentou e venceu o demônio, pois Ele estava fortalecido pelo Espírito Santo e mesmo diante de tantas propostas sedutoras, manteve-se firme no propósito de levar em frente o plano de Deus: salvar a humanidade!
Assim como aconteceu com Jesus, acontece também com cada um de nós, a tentação do TER, do PODER, do PRAZER, está sempre nos rondando! Precisamos estar dia e noite vigilantes para não sermos pegos de surpresa, pois a tentação é oportunista, surge inesperadamente, principalmente quando nos propomos a mudar de vida, quando estamos enfraquecidos na fé, ou vivendo alguma dificuldade.
Para nos seduzir, o mal chega até a nós disfarçado do bem, por isto precisamos estar sempre atentos para não tornarmos presas fácies, deixando-nos enganar pelas aparências!
Ninguém está livre das tentações, elas estão presentes em toda parte, principalmente onde existe o bem. Para vencer a tentação, é importante estarmos sempre em sintonia com Deus, perseverantes na fé, munidos com a arma mais poderosa que temos ao nosso alcance: a oração!
Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensinou a pedir ao Pai: “E não nos deixeis cair em tentação”…
Que o Espírito Santo, que fortaleceu Jesus nas tentações, nos fortaleça também e que nenhuma proposta do mundo, nos convença a trocar o SER pelo TER.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Quaresma é tempo de conversão e preparação para celebrar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Iluminado pelo Espírito de Deus, Jesus vence as propostas tentadoras e nos aponta o caminho para levarmos adiante o reino que ele nos trouxe.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Deus tem proposta de amor para a humanidade, a fim de que não seja vencida pelas tentações diabólicas. Iluminados pelo seu Espírito, acompanhemos Jesus ao deserto e acolhamos seu anúncio da proximidade do reino.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus. O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90,15s).

Antífona da comunhão

Não só de pão vive o homem, as de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4,4).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

Deus é amigo, e não adversário da humanidade; propõe aliança e a cumpre, mesmo diante de nossa infidelidade. A ele dirijamos nossas preces confiantes, dizendo:

— Renovai, Senhor, o vosso povo.

— Cristo, doador do Espírito, renovai continuamente vossa Igreja na fidelidade, vos pedimos.
— Cristo, renovador da aliança, conduzi os ministros da Igreja no caminho do vosso amor, vos pedimos.
— Cristo, doador do reino, tornai-nos todos colaboradores na realização de vossa vontade, vos pedimos.
— Cristo, vencedor da tentação, tornai-nos fortes para vencer as propostas enganadoras, vos pedimos.
— Cristo, missionário do Pai, iluminai os catecúmenos que se preparam para o batismo, vos pedimos.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho, Jesus Cristo,
em sua misericórdia,
assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança
de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja,
para que ela, pela conversão,
se faça sempre mais solidária
às dores e enfermidades do povo
e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio (a tentação do Senhor)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz…

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

Acessem o meu Blog e faça a sua crítica, sugestão e comentário: https://liturgiadiariabyfegs.wordpress.com/

PROPOSTA

Você já leu a Bíblia?
Então vamos ver em quanto tempo podemos lê-La?
Estão relacionados abaixo os textos da Liturgia a partir de 01 de janeiro de 2012, e assim poderemos ver em quanto tempo podemos realizar a leitura de toda a Bíblia.
Mas vale lembrar! Não devemos apenas ler, devemos usar o que aprendemos com a PALAVRA em nossa vida.
Para melhor nos orientar, todos os textos do dia 01 de janeiro até hoje, já estão relacionados.

ANTIGO TESTAMENTO OU 1º TESTAMENTO

O Pentateuco ou os Livros da Lei

Pentateuco é uma palavra de origem grega e significa cinco livros ou cinco rolos referindo-se aos primeiros Livros da Bíblia que foram escritos por Moisés:
– Gênesis conta a criação do mundo e a história do povo hebreu;
– Êxodo conta a história da saída dos hebreus do Egito e a Instituição da Páscoa;
– Levítico que estabelece e organiza o culto;
– Números que conta a história do povo eleito desde a legislação no Sinai até a chegada à Palestina;
– Deuteronômio que é a repetição da Lei com exortações para a fidelidade a Deus.

Gênesis (Gn)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

8,9,10,11,12,13,14,15 (A nova ordem do mundo)

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

Cap 43

Cap 44

Cap 45

Cap 46

Cap 47

Cap 48

Cap 49

Cap 50

Êxodo (Ex)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Levítico (Lv)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Números (Nm)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

22,23,24,25,26,27 (O nazireato)

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Deuteronômio (Dt)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

15,16,17,18,19,20 (Os profetas)

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

15,16,17,18 (O escravo)

19,20 (Os primogênitos)

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Livros Históricos

Descrevem a história de Israel desde a chegada à Terra Prometida até o retorno do cativeiro na Babilônia. Este grupo é composto pelos Livros de: Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester – doze livros. Os livros de Tobias, Judite, 1 Macabeus e 2 Macabeus fazem parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus – 4 livros.

Josué (Js)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Juízes (Jz)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Rute (Rt)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

1 Samuel (1Sm)

Cap 1

A infância de Samuel

9,10,11,12,13,14,15,16,17,18 (A oração de Ana)

19,20 (Nascimento e consagração de Samuel)

Cap 2

1,4,5,6,7,8 (Cântico de Ana)

Cap 3

1,2,3,4,5,6,8,9,10,19,20 (Deus chama Samuel)

Cap 4

A Arca nas mãos dos Filisteus

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 (Derrota dos israelitas e captura da Arca)

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Instituição da realeza

4,5,6,7 (O povo pede um rei)

10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22 (Os inconvenientes da realeza)

Cap 9

1,2,3,4 (Saul e as jumentas de seu pai)

17,18,19 (Saul encontra Samuel)

Cap 10

1 (A sagração de Saul)

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

16,17,18,19,20,21,22,23 (Saul é rejeitado por Iahweh = Javé (Deus))

Cap 16

Saul e Davi — Davi na Corte

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Unção de Davi)

Cap 17

32,33,37 (Davi se apresenta para aceitar o desafio)

40,41,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51 (O combate singular)

Cap 18

6,7,8,9 (Origem da inveja de Saul)

Cap 19

1,2,3,4,5,6,7 (Jônatas intercede por Davi)

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21 (Davi poupa Saul)

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

2 Samuel (2Sm)

Cap 1

1,2,3,4,5,6,7,10,11,12 (Davi toma conhecimento da morte de Saul)

19,23,24,25,26,27 (Elogio de Davi sobre Saul e Jônatas)

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

12,13,14,15,17,18,19 (A Arca em Jerusalém)

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,13,14,15,16,17 (Segunda campanha amonita. O pecado de Davi)

Cap 12

1,2,3,4,5,6,7,10,11,12,13,14,15 (Natã repreende Davi. Arrependimento de Davi)

16,17 (Morte do filho de Betsabeia. Nascimento de Salomão)

Cap 13

Cap 14

Cap 15

13,14 (Fuga de Davi)

30 (Davi se certifica da colaboração de Cusai)

Cap 16

5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Semei amaldiçoa a Davi)

Cap 17

Cap 18

9,10,14 (Morte de Absalão)

24,25,30 (A notícia é levada a Davi)

Cap 19

1,2,3 (O sofrimento de Davi)

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

2,9 (O recenciamento do povo)

10,11,12,13,14,15,16,17 (A peste e o perdão divino)

1 Reis (1Rs)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

História de Salomão, o magnífico — 1. Salomão, o sábio

4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (O sonho de Gabaon)

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

1,2,3,4,5,6,7,9,10,11,12,13 (Transladação da Arca da Aliança)

22,23,27,28,29 (Oração pessoal de Salomão)

30 (Oração pelo povo)

Cap 9

Cap 10

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Visita da rainha de Sabá)

Cap 11

4. As sombras do reinado

4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (As mulheres de Salomão)

29,30,31,32 (Revolta de Jeroboão)

Cap 12

III. O cisma político e religioso

19 (A assembleia de Siquém)

26,27,28,29,30,31,32 (O cisma religioso)

Cap 13

33,34 (O homem de Deus e o profeta)

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

2 Reis (2Rs)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

9,10,11,12,13,14 (A cura de Naamã)

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

1 Crônicas (1Cr)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

2 Crônicas (2Cr)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Esdras (Esd)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Neemias (Ne)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Tobias (Tb)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Judite (Jt)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Ester (Est)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

1 Macabeus (1Mc)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

2 Macabeus (2Mc)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais

Também podem ser chamados de Livros Didáticos. Apresentam poemas históricos, cânticos sagrados e diversos exemplos de conduta e fé: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (em algumas edições este Livro é denominado Cântico de Salomão ou Cantares de Salomão) – cinco livros. Os livros do Eclesiastes e Sabedoria fazem parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus – 2 livros.

Jó (Jó)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

1,2,3,4,6,7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

Salmos (Sl)

Cap 1

1,2,3,4,5,6 (Os dois caminhos)

Cap 2

Cap 3

2,3,4,5,6,7 (Apelo matinal do justo perseguido)

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11(10)

Cap 12(11)

2,3,4,5,7,8 (Contra o mundo falso)

Cap 13(12)

Cap 14(13)

Cap 15(14)

1,2,3,4,5 (O hóspede de Iahweh)

Cap 16(15)

Cap 17(16)

Cap 18(17)

31,47,50,5l (“Te Deum” real)

Cap 19(20)

8,9,10,15 (Iahweh, sol de justiça)

Cap 20(19)

Cap 21(20)

1,2,3,4,5,6,7 (Liturgia de Coroação)

Cap 22(21)

Cap 23(22)

Cap 24(23)

7,8,9,10 (Liturgia de entrada no santuário)

Cap 25(24)

4,5,6,7,8,9,10 (Súplica no perigo)

Cap 26(25)

Cap 27(26)

Cap 28(27)

Cap 29(28)

1,2,3,4,9,10 (Hino ao Senhor da tempestade)

Cap 30(29)

Cap 31(30)

Cap 32(31)

1,2,5,6,7,11 (A confissão liberta do pecado)

Cap 33(32)

Cap 34(33)

1,2,3,4,5,6,7 (Louvor à justiça divina)

Cap 35(34)

Cap 36(35)

Cap 37(36)

5,6,30,31,39,40 (A sorte do justo e do ímpio)

Cap 38(37)

Cap 39(38)

Cap 40(39)

1,2,4,5,7,8,9,10 (Ação de graças. Pedido de socorro) 40,2-3.4-5.13-14 (R. 5b)

Cap 41(40)

1,2,3,4,5,13,14 (Prece do doente abandonado)

Cap 42(41)

Cap 43(42)

Cap 44(43)

10,11,14,15,24,25 (Elegia nacional)

Cap 45(44)

Cap 46(45)

Cap 47(46)

Cap 48(47)

Cap 49(48)

Cap 50(49)

8,9,17,19,21,22,23 (Para o culto em espírito)

Cap 51(50)

1,2,3,4,5,6,7,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19 (Miserere)

Cap 52(51)

Cap 53(52)

Cap 54(53)

Cap 55(54)

7,8,9,10,11,23 (Prece do caluniado)

Cap 56(55)

1,2,3,9,10,12,13 (O fiel não sucumbirá) 55(54),7-8.9-10a.10b-11a. 23

Cap 57(56)

1,2,3,4,6,10 (No meio de “leões”)

Cap 58(57)

Cap 59(58)

Cap 60(59)

Cap 61(60)

Cap 62(61)

Cap 63(62)

Cap 64(61)

Cap 65(64)

Cap 66(65)

Cap 67(66)

1,2,3,5,7,8 (Prece coletiva após a colheita anual)

Cap 68(67)

Cap 69(68)

Cap 70(69)

Cap 71(70)

Cap 72(71)

1,2,7,8,10,11,12,13 (O rei prometido)

Cap 73(72)

Cap 74(73)

Cap 75(74)

Cap 76(75)

Cap 77(76)

Cap 78(77)

Cap 79(78)

Cap 80(79)

1,2,3,4,5,6,7 (Oração pela restauração de Israel)

Cap 81(80)

10,11,12,13,14,15 (Para a festa das Tendas)

Cap 82(81)

Cap 83(82)

Cap 84(83)

3,4,5,10,11 (Canto de peregrinação)

Cap 85(84)

Cap 86(85)

1,2,3,4,5,6,11 (Súplica na provação)

Cap 87(86)

Cap 88(87)

Cap 89(88)

16,17,18,19,20,20,21,22,25,26,27,28 (Hino e prece ao Deus fiel)

Cap 90(89)

Cap 91(90)

Cap 92(91)

Cap 93(92)

Cap 94(93)

12,13,14,15,18,19 (O Deus justo)

Cap 95(94)

Cap 96(95)

1,2,3,7,8,10 (Iahweh, rei e juiz)

Cap 97(96)

Cap 98(97)

1,2,3,4,5,6,7,8,9 (O juiz da terra)

Cap 99(98)

Cap 100(99)

1,2,3,4,5 (Convite ao louvor)

Cap 101(100)

Cap 102(101)

Cap 103(102)

Cap 104(103)

Cap 105(104)

Cap 106(105)

3,4,6,7,19,20,21,22,35,36,37,40 (Confissão nacional)

Cap 107(106)

Cap 108(107)

Cap 109(108)

Cap 110(109)

Cap 111(110)

Cap 112(111)

1,2,3,4,5,6 (Elogio dos justo)

Cap 113(112)

Cap 114(111)

Cap 115(113)

Cap 116(115)

Cap 117(116)

1,2 (Convite ao louvor)

Cap 118(117)

Cap 119(118)

9,10,11,12,13,14,“Bet”, 67,68,71,72,“Tet”, 75,76,“Yod” (Elogio da lei divina)

Cap 120(119)

Cap 121(120)

Cap 122(121)

Cap 123(121)

Cap 124(123)

Cap 125(124)

Cap 126(125)

Cap 127(126)

Cap 128(127)

Cap 129(128)

Cap 130(129)

Cap 131(130)

Cap 132(131)

6,7,8,10 (Para o aniversário da transladação da Arca)

Cap 133(132)

Cap 134(133)

Cap 135(134)

Cap 136(135)

Cap 137(136)

Cap 138(137)

Cap 139(138)

Cap 140(139)

Cap 141(140)

Cap 142(141)

Cap 143(142)

Cap 144(143)

1,2,9,10 (Hino para a guerra e a vitória)

Cap 145(144)

Cap 146(145)

Cap 147(146)

1,2,3,4,5,6,12,13,14,15,19,20 (1,2,3,4,8,9) (Hino ao Onipotente)

Cap 148

Cap 149

1,2,3,4,5,6 (Hino triunfal)

Cap 150

Provérbios (Pr)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Eclesiastes (Coélet) (Ecl)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cântico dos cânticos (Ct)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Sabedoria (Sb)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Eclesiástico (Sirácida) (Eclo)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

Cap 43

Cap 44

Cap 45

Cap 46

Cap 47

2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Davi)

Cap 48

Cap 49

Cap 50

Cap 51

Livros Proféticos

Os Profetas apareceram em momentos difíceis e foram homens que tiveram a árdua tarefa de exortar, disciplinar e tirar o povo de Deus da rebeldia para trazê-lo novamente para o caminho correto. O povo havia esmorecido na fé ou havia se acomodado diante de determinadas situações, perdido a confiança no Senhor e estava seguindo a deuses estranhos. Os Livros Proféticos podem ser divididos em:
– Os quatro Profetas chamados “Maiores” em vista da importância de seus escritos: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel;
– Profetas “Menores”: são assim denominados pelo tamanho de suas obras: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
O livro de Baruc (Profeta “Menor”) faz parte das Bíblias Católicas Romanas e Bíblias Ortodoxas Orientais, e por isso são chamados de Livros Deuterocanônicos pelos católicos e os ortodoxos e Livros Apócrifos pelos protestantes e judeus.

Isaías (Is)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

1,2,3,4,6,7 (Primeiro canto do servo)

Cap 43

18,19,21 (Os prodígios do novo Êxodo)

22,24,25 (A ingratidão de Israel)

Cap 44

Cap 45

Cap 46

Cap 47

Cap 48

Cap 49

Cap 50

Cap 51

Cap 52

Cap 53

Cap 54

Cap 55

Cap 56

Cap 57

Cap 58

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12 (O jejum que agrada a Deus)

13,14 (O sábado)

Cap 59

Cap 60

1,2,3,4,5,6 (Esplendor de Jerusalém)

Cap 61

Cap 62

Cap 63

Cap 64

Cap 65

Cap 66

Jeremias (Jr)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

Cap 43

Cap 44

Cap 45

Cap 46

Cap 47

Cap 48

Cap 49

Cap 50

Cap 51

Cap 52

Lamentações (Lm)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Baruc (Br)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Ezequiel (Ez)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Cap 29

Cap 30

Cap 31

Cap 32

Cap 33

Cap 34

Cap 35

Cap 36

Cap 37

Cap 38

Cap 39

Cap 40

Cap 41

Cap 42

Cap 43

Cap 44

Cap 45

Cap 46

Cap 47

Cap 48

Daniel (Dn)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Oséias (Os)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Joel (Jl)

Cap 1

Cap 2

12,13,14,15,16,17,18 (Apelo à penitência)

Cap 3

Cap 4

Amós (Am)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Abdias (Ab)

Cap 1

Jonas (Jn)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

1,2,3,4,5,10 (Jonas rebelde à sua missão)

Cap 4

Miquéias (Mq)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Naum (Na)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Habacuc (Hab)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Sofonias (Sf)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Ageu (Ag)

Cap 1

Cap 2

Zacarias (Zc)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Malaquias (Ml)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

1,2,3,4

NOVO TESTAMENTO OU 2º TESTAMENTO

Livros Históricos

Evangelhos: relatam a vida de Jesus, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, testemunhas oculares dos fatos que se sucederam. No início os evangelistas foram guiados pelo Espírito Santo nas suas pregações para transmitir oralmente (o Evangelho tomou forma escrita após quarenta anos de pregações) tudo o que haviam vivido e presenciado: os ensinamentos, as parábolas, o poder, os milagres, a morte na cruz e a ressurreição. Testemunharam sua fé em Cristo com a preocupação de exporem detalhes tudo o que Ele havia dito e feito como o Messias prometido, o Ungido do Senhor, o Filho de Deus, o Divino Salvador, o Verbo que se fez carne e viveu entre nós. Quando os primeiros Apóstolos morreram, houve a necessidade de se registrar por escrito os ensinamentos deles recebidos. Os cristãos organizaram um conjunto de textos para auxiliar o trabalho de catequese nas reuniões litúrgicas (para divulgar a Palavra as reuniões utilizavam o Antigo Testamento em grego (tradução Septuagina), os textos escritos entre os anos de 250 e 50 a.C. (futuramente chamados de Livros Deuterocanônicos) e os Evangelhos. Posteriormente foram acrescentadas as cartas de Paulo, Pedro, João, Judas (Séculos V-VI d.C.) e Apocalipse para formar a Bíblia Católica. Com o tempo as reuniões deram origens às missas. Litúrgica vem do grego leitourgikós: culto público e oficializado) e a partir de 100 d.C. os Evangelhos (do grego euangelion que significa “a recompensa pela boa notícia trazida” ou “boa notícia”. No Novo Testamento o sentido da Palavra é “a boa nova trazida por Cristo” (Ver Lc 4,18). Em português a palavra alvíssara vem do árabe albissar que vem do hebraico bisar. No Século II a palavra Evangelho dá nome aos quatro Livros escritos pelos apóstolos) passaram a ter o mesmo valor do Antigo Testamento.
Atos (no Século II d.C. o nome do Livro mudou de “Atos” para “Atos dos Apóstolos”) dos Apóstolos: aborda as atividades missionárias para levar o Evangelho aos confins da terra, não por vontade humana, mas por desígnio divino. A princípio, as pregações permaneceram no âmbito judaico e depois universalizaram o Cristianismo pelo mundo greco-romano. O Livro apresenta os eventos que se iniciam com a ascensão de Jesus e descreve a escolha de Matias, o Pentecostes (a descida do Espírito Santo), os milagres, as perseguições, a instituição dos diáconos, a morte de Estevão, a conversão de Paulo, a conversão do centurião e as primeiras viagens missionárias. Grande parte do Livro de Atos descreve o trabalho feito por Paulo, levando “a boa nova”, difundindo o Evangelho aos outros povos.

Mateus (Mt)

Cap 1

Cap 2

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12 (A visita dos magos)

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

14,15 (Discussão sobre o jejum)

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Marcos (Mc)

Cap 1

A preparação do ministério de Jesus

1,2,3,4,5,6,7,8 (Pregação de João Batista)

9,10,11 (Batismo de Jesus)

12,13 (Tentação no deserto)

14,15 (Jesus inaugura a sua pregação)

16,17,18,19,20 (Vocação dos quatro primeiros discípulos)

21,22,23,24,25,26,27,28 (Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoninhado)

29,30,31 (Cura da sogra de Pedro)

32,33,34 (Diversas curas)

35,36,37,38,39 (Jesus deixa secretamente Cafarnaum e percorre a Galileia)

40,41,42,43,44,45 (Cura de um leproso)

Cap 2

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12 (Cura de um paralítico)

13,14 (Chamado de Levi)

15,16,17 (Refeição com os pecadores)

18,19,20,21,22 (Debate sobre o jejum)

23,24,25,26,27,28 (As espigas arrancadas)

Cap 3

1,2,3,4,5,6 (Cura do homem com a mão atrofiada)

7,8,9,10,11,12 (As multidões seguem Jesus)

13,14,15,16,17,18,19 (Instituição dos Doze)

20,21 (Providências da família de Jesus)

22,23,24,25,26,27,28,29,30 (Calúnias dos escribas)

31,32,33,34,35 (Os verdadeiros parentes de Jesus)

Cap 4

26,27,28,29 (Parábola da semente que germina por si só)

30,31,32 (Parábola do grão de mostarda)

33,34 (Conclusão sobre as parábolas)

35,36,37,38,39,40,41 (A tempestade acalmada)

Cap 5

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20 (O endemoninhado geraseno)

21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34,35,36,37,38,39,40,41,42,43 (Cura da hemorroíssa e ressurreição da filha de Jairo)

Cap 6

1,2,3,4,5,6 (Visita a Nazaré)

14,15,16 (Herodes e Jesus)

17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29 (Execução de João Batista)

30,31,32,33,34 (Primeira multiplicação dos pães)

53,54,55,56 (Curas na região de Genesaré)

Cap 7

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 (Discussão sobre as tradições farisaicas)

14,15,16,17,18,19,20,21,22,23 (Ensinamento sobre o puro e o impuro)

Viagens de Jesus fora da Galileia

24,25,26,27,28,29,30 (Cura da filha de uma siro-fenícia)

31,32,33,34,35,36,37 (Cura de um surdo-gago)

Cap 8

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Segunda multiplicação dos pães)

11,12,13 (Os fariseus pedem um sinal no céu)

14,15,16,17,18,19,20,21 (O fermento dos fariseus e de Herodes)

22,23,24,25,26 (Cura de um cego em Betsaida)

27,28,29,30 (Profissão de fé de Pedro)

31,32,33 (Primeiro anúncio da paixão)

34,35,36,37,38 (Condições para seguir a Jesus)

Cap 9

1 (Condições para seguir a Jesus)

2,3,4,5,6,7,8 (A transfiguração)

9,10,11,12,13 (Questão sobre Elias)

14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29 (O epiléptico endemoninhado)

30,31,32 (Segundo anúncio da paixão)

33,34,35,36,37 (Quem é o maior)

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

15,16,17,18 (Aparições de Jesus ressuscitado)

Lucas (Lc)

Cap 1

Cap 2

16,17,18,19,20 (Nascimento de Jesus e visita dos pastores)

21 (Circuncisão de Jesus)

22,23,24,25,26,27,28 (Apresentação de Jesus no Templo)

29,30,31,32 (O cântico de Simeão)

33,34,35 (Profecia de Simeão)

36,37,38 (Profecia de Ana)

39,40 (Vida oculta de Jesus em Nazaré)

Cap 3

Cap 4

Cap 5

27,28 (Vocação de Levi)

29,30,31,32 (Refeição com os pecadores na casa de Levi)

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

1,2,3,4,5,6,7,8,9 (Missão dos setenta e dois discípulos)

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

Cap 23

Cap 24

João (Jo)

Cap 1

O ministério de Jesus: 1. O anúncio da nova “economia” (a semana inaugural)

19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34 (O testemunho de João)

35,36,37,38,39,40,41,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51 (Os primeiros discípulos)

Cap 2

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 (As núpcias de Caná)

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Atos dos Apóstolos (At)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16 (Discurso de Paulo aos judeus em Jerusalém)

Cap 23

Cap 24

Cap 25

Cap 26

Cap 27

Cap 28

Livros Didáticos

As Epístolas Paulinas: Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), por volta do ano 10 d.C. Seus pais eram judeus de cidadania romana e lhe deram uma cultura helenística e educação baseada em rígidos princípios fariseus. Seus estudos, complementados em Jerusalém, o tornaram profundo conhecedor das Escrituras. Assim, Paulo combateu energicamente os cristãos, pois os considerava loucos e blasfemadores. Quando se dirigia a Damas, Jesus lhe apareceu e o convenceu da verdade sobre a qual os cristãos acreditavam (Ver At 9,1-19). Tem início sua atividade através das viagens e das epístolas (treze cartas escritas por Paulo a partir de 50 d.C. com respostas aos problemas específicos de cada Igreja: orientações, ensinamentos e exortações. Quanto a Epístola aos Hebreus, os estudiosos divergem se realmente ela é de autoria do Apóstolo. Pelo estilo do texto, é provável que o documento foi escrito em Alexandria por um dos seus discípulos (entre 80 90 d.C.) dirigidas às comunidades cristãs. As Epístolas Católicas (do grego katholikós e do latim catholicu. Significa universal, perfeito, certo, exato): as sete epístolas trazem mensagens de caráter universal destinadas à toda a Igreja, aos cristãos de modo geral. Trazem respostas e esclarecimentos sobre dúvidas, doutrina, heresias, fidelidade, etc. Elas se diferem das Epístolas Paulinas que foram escritas para cada uma das igrejas, em particular, com relação à problemas específicos.

Romanos (Rm)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

1 Coríntios (1Cor)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

4. A fornicação

13,14,15,17,18,19,20

Cap 7

Soluções para problemas: 1. Casamento e Virgindade

29,30,31,32,33,34,35

Cap 8

Cap 9

16,17,18,19,22,23 (O exemplo de Paulo)

Cap 10

31,32,33 (Conclusão)

Cap 11

1

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

2 Coríntios (2Cor)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

20,21 (O exercício do ministério apostólico)

Cap 6

1,2 (O exercício do ministério apostólico)

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Gálatas (Gl)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

4,5,6,7 (Filiação Divina)

Cap 5

Cap 6

Efésios (Ef)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

2,3,5,6 (Paulo, ministro do mistério de Cristo)

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Filipenses (Fl)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Colossenses (Cl)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

1 Tessalonicenses (1Ts)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

2 Tessalonicenses (2Ts)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

1 Timóteo (1Tm)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

2 Timóteo (2Tm)

Cap 1

1,2,3,4,5 (Endereço e ação de graças)

6,7,8 (As graças recebidas por Timóteo)

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Tito (Tt)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Filemôn (Fm)

Cap 1

Hebreus (Hb)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Tiago (Tg)

Cap 1

1 (Endereço e saudação)

2,3,4 (O benefício das provações)

5,6,7,8 (A súplica confiante)

9,10,11 (O destino do rico)

12,13,14,15 (A provação)

16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27 (Receber a Palavra e pô-la em prática)

Cap 2

1,2,3,4,5,6,7,8,9 (O respeito devido aos pobres)

14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,26 (A fé e as obras)

Cap 3

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Contra a intemperança na linguagem)

13,14,15,16,17,18 (A verdadeira e a falsa sabedoria)

Cap 4

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Contra as discórdias)

Cap 5

1 Pedro (1Pd)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

18,19,20,21,22 (A ressurreição e a descida à mansão dos mortos)

Cap 4

Cap 5

2 Pedro (2Pd)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

1 João (1Jo)

Cap 1

Cap 2

22,23,24,25,26,27,28 (Quarta condição: preservar-se dos anticristos)

Viver como Filhos de Deus

29

Cap 3

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 (Primeira condição: romper com o pecado)

11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21 (Segunda condição: observar os mandamentos especialmente o da caridade)

Cap 4

Cap 5

5,6,78,9,10,11,12,13 (À fonte da fé)

Complementos

14,15,16,17 (A oração pelos pecadores)

18,19,20,21 (Resumo da Epístola)

2 João (2Jo)

Cap 1

3 João (3Jo)

Cap 1

Judas (Jd)

Cap 1

O Livro Profético

Apocalipse: é a revelação que Deus deu a Jesus, que a enviou a seu servo João através deum anjo. Em forma de carta, o Livro é destinado às igrejas em Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica descrevendo os fatos que em breve se sucederão, ou seja, o fim dos tempos. As opiniões sobre a autoria de Apocalipse são divergentes:
– tradicionalmente o Livro é atribuído ao Apóstolo João;
– outros acreditam que a mensagem foi revelada ao apóstolo, mas redigida por um discípulo;
– em função do estilo do texto, muitos conferem à autoria a outra pessoa;
– a maioria dos estudiosos indica um judeu-cristão exilado na ilha de Patmos, chamado João, presbítero da Igreja de Éfeso e profeta conhecido pelas igrejas da Ásia.

Apocalipse (Ap)

Cap 1

Cap 2

Cap 3

Cap 4

Cap 5

Cap 6

Cap 7

Cap 8

Cap 9

Cap 10

Cap 11

Cap 12

Cap 13

Cap 14

Cap 15

Cap 16

Cap 17

Cap 18

Cap 19

Cap 20

Cap 21

Cap 22

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