LDP: 21/MAR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

21/Mar/2012 (4ª Feira)

LEITURAS

Isaías 49,8-15 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

8Isto diz o Senhor: “Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa; 9para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas trevas: ‘Mostrai-vos’. E todos se alimentam pelas estradas e até nas colinas estéreis se abastecem; 10não sentem fome nem sede, não os castiga nem o calor nem o sol, porque o seu protetor toma conta deles e os conduz às fontes d’água. 11Farei de todos os montes uma estrada e os meus caminhos serão nivelados. 12Eis que estão vindo de longe, uns chegam do Norte e do lado do mar, e outros, da terra de Sinim”. 13Louvai, ó céus, alegra-te, terra; montanhas, fazei ressoar o louvor, porque o Senhor consola o seu povo e se compadece dos pobres. 14Disse Sião: “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!” 15Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém não me esquecerei de ti.

Salmo 145(144),8-9.13cd-14.17-18 (R. 8a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

8aMisericórdia e piedade é o Senhor.
— 8Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. 9O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.
— 13cO Senhor é amor fiel em sua palavra, dé santidade em toda obra que ele faz. 14Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.
— 17É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. 18Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

… (…)

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são João 5,17-30 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 17Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 19Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. 21Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 24Em verdade, em verdade, eu vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. 26Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 30Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Qual é a minha escala de valores? Já nos falaram deste mistério de profunda comunhão da Trindade que experimentamos no Batismo, nos sacramentos, na Eucaristia: “É Deus Pai que nos atrai por meio da entrega eucarística de seu Filho (cf. Jo 6,44), dom de amor com o qual saiu ao encontro de seus filhos, para que, renovados pela força do Espírito, possamos chamá-lo de Pai: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu próprio Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da lei, para nos libertar do domínio da lei e fazer com que recebêssemos a condição de filhos adotivos de Deus. E porque já somos filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho a nossos corações e o Espírito clama: Abbá! Pai!” (Gl 4,4-5). Trata-se de uma nova criação, onde o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo, renova a vida das criaturas.” (DAp 241).

… a VERDADE …

Jesus começa falando das obras, aos líderes dos judeus. Não de conhecimento. É um discurso que revela a natureza e a missão do Mestre. E que revela também o Pai. O Pai ama o Filho, ressuscita, dá vida, não julga ninguém. É misericordioso. O Pai enviou o Filho e o Filho faz o que vê o Pai fazer. Quem não respeita o Filho, também não respeita o Pai. E o segredo da vida eterna é ouvir estas palavras e crer.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, faze-me compreender que tua união com o Pai prepara o caminho para que também eu viva em comunhão com ele.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Como discípulo/a de Jesus, deixo-me conduzir pela fé e pela certeza de que Deus é meu Pai.

REFLEXÕES:

1 – A FILIAÇÃO DIVINA DE JESUS

A ira dos chefes judeus, de início, resultava do fato de Jesus não observar o sábado. Não só curou um paralítico no sábado, como ainda o mandou carregar sua maca. Agora, quando Jesus refere-se a Deus como “meu Pai”, os judeus decidem matá-lo. De uma forma admirável, o evangelho de João nos mostra a filiação divina de Jesus. Ele não é “filho de Deus” como assim se afirmavam os faraós e imperadores. Ele é Filho do Deus, Pai e Mãe, carinhoso e misericordioso, autor da vida. Jesus continua a obra criadora de Deus. Esta continuidade implica a libertação dos oprimidos e a restauração da vida, onde ela é ameaçada. A vontade do Pai é que façamos o bem, que coloquemos nossa vida a serviço da vida para todos. A comunhão de vida com o irmão é a comunhão de vida eterna com Deus.

2 – QUEM CRÊ TEM A VIDA ETERNA

Jesus começa aos poucos a manifestar a sua origem e a sua natureza divina. Ele de fato é o Filho de Deus, que veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra, que é a salvação de todas as pessoas, salvação que significa ressurreição e vida eterna, libertação do jugo do pecado e da morte. Mas esta obra é somente para quem crê que Jesus é o Filho de Deus, é para quem crê que ele veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e vê na sua ação a ação divina em favor dos homens, de modo que a fé é essencial para a nossa salvação, para a nossa ressurreição e para que vivamos eternamente.

3 – O FILHO E O PAI

Elemento fundamental da ação de Jesus foi sua constante referência ao Pai. O Filho realizava as obras do Pai. O Pai expressava-se nas obras do Filho. O Filho não se fechava no seu mundo, limitando-se a cultivar um projeto terreno, cujas perspectivas não ultrapassavam seu próprio eu. Por sua vez, o Pai também não se fechava na sua transcendência, prescindindo dos seres humanos e sua história. A comunhão entre o Pai e o Filho acabava por entrelaçar Céu e Terra, divino e humano, transcendência e História. Apesar de terem sido educados numa tradição teológica em que Deus revela sua relação histórica com o povo de Israel, os contemporâneos de Jesus foram incapazes de compreender que, nele, Deus se aproximava da humanidade de um modo diferente. Eles não podiam suportar que um indivíduo, como eles, tivesse a ousadia de julgar-se tão próximo de Deus. Por isso é que decidiram eliminar o Mestre. A decisão violenta dos judeus obrigou Jesus a explicitar como se dá a relação Pai-Filho. É uma relação de amor, que leva o Pai a revelar ao Filho todos seus pensamentos, e como deve agir. O amor desemboca na ação. A paixão de Jesus deve ser contemplada nesta perspectiva: sua fidelidade extrema, corresponde à vontade do Pai.

4 – QUE TIPO DE FILHO VOCÊ QUER SER?

É muito bom saber que Deus é o nosso Pai e que esse Pai é muito amoroso. Ele é amor e misericórdia. Muitas vezes, vivemos tantas experiências ruins – até mesmo com nossos pais – que podemos até mesmo dizer: “Meu pai é um monstro!”. Mas o Pai do Céu não é assim. Ele nos ama e cuida de nós. Temos a dignidade de filhos [de Deus Pai]. Mesmo que você se esqueça disso – e que as pessoas se esqueçam dessa verdade – reconheça neste dia que você é um filho amado por Deus. É tão importante nos relembrarmos disso! É tão importante olharmos para o Evangelho de hoje e vermos que Jesus, ao ser questionado pelos judeus, lhes dá uma resposta bem contundente: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também” (Jo 5,19). Em nosso tempo faltam pais que queiram ser exemplo e referência para seus filhos! Muitos filhos estão se perdendo nas drogas porque os pais insistem em se ausentar e em dar mal exemplo. Você sabia que um filho tem vinte vezes mais chance de cair nas drogas por causa da ausência e do mau exemplo de seus genitores? Um pai presente – e que busca ser referência para seu filho – consegue diminuir consideravelmente esse risco. Como alguns de vocês sabem, meu pai já é falecido. Ele morreu antes de eu nascer. Ao conversar com pessoas que conviveram com ele o que mais eu ouvi foram “elogios” a respeito dele, porém, estes eram sempre sobre a sua fama de “garanhão”, de conquistador. Com isso, eu acabei tendo esta referência paterna em minha vida, até o momento em que o amor do Pai Celeste entrou em minha vida. Daí tudo mudou! Passei a ter como referência paterna este Pai que tanto me ama. Hoje somos chamados a ter como modelo Jesus Cristo. Ele que “faz apenas o que vê o Pai fazer”. Quando fui à Terra Santa, fiquei impressionado como o povo de lá valoriza e gosta das camisetas da nossa Seleção Brasileira. Eles também vendem camisetas do Brasil por lá. No entanto, quando você se aproxima dessas vestimentas para comprá-las, percebe que elas não são produtos originais, mas sim réplicas. Isso gera certa frustração para quem quer adquiri-las. E por que estou lhes contando isso? Porque o mesmo acontece diante das pessoas que fazem parte da nossa vida. Elas procuram por aquilo que é original, verdadeiro, e que só Deus, em Seu infinito amor, tem a nos oferecer. O mundo está farto de tantas “cópias”! Pergunto: “Que tipo de filho você quer ser?” Um filho “original” ou uma “réplica” – ou pior ainda – uma “caricatura” de filho de Deus? Pergunte às pessoas que estão ao seu redor: “Você consegue enxergar o Pai em mim?” Saiba que essas pessoas somente conseguirão enxergar essa linda realidade no momento em que você se decidir a ser um “espelho” capaz de refletir essa imagem amorosa do Pai existente em você. Assuma hoje aquilo que você é: filho de Deus, filho do Pai. E é dessa forma – assumindo essa condição de filho amado por Deus – que muitas pessoas também tomarão posse dessa maravilhosa herança reservada aos filhos de Deus: o céu. Há muitos filhos que se afastaram do Pai e do Seu amor. Eles precisam voltar à casa paterna. E isso somente acontecerá quando nos dispormos a ser filhos “originais” – e não meras “réplicas” – desse nosso Pai tão amoroso.

5 – “OS QUE ESTÃO NOS TÚMULOS HÃO-DE OUVIR A SUA VOZ”: “LÁZARO, VEM CÁ PARA FORA!” (Jo 11,43)

O Senhor tinha ressuscitado a filha de Jairo mas, numa altura em que o cadáver ainda estava quente, a morte ainda só tinha feito metade da sua obra (cf. Mt 9,18ss). […] Ressuscitou também o filho único duma mãe, mas detendo a padiola antes de esta chegar à tumba […], antes que esse morto entrasse completamente na lei da morte (cf. Lc 7,11s). Mas o que se passa com Lázaro é único […]: Lázaro, em quem todo o poder da morte já se tinha concretizado e em quem resplandeceu igualmente a imagem completa da ressurreição. […] Com efeito, Cristo ressuscitou ao terceiro dia porque era o Senhor; Lázaro, que era servo, foi chamado à vida ao quarto dia. […] O Senhor dizia e repetia aos Seus discípulos: “Vamos subir a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos-sacerdotes e aos doutores da Lei, que O vão condenar à morte. Hão-de entregá-Lo aos pagãos, que O vão escarnecer, açoitar e crucificar” (Mt 20,18ss). E, dizendo isto, via-os indecisos, tristes, inconsoláveis. Ele sabia que eles tinham de ficar subjugados ao peso da Paixão, até que nada das suas vidas subsistisse, nada da sua fé, nada da sua luz pessoal, mas que, pelo contrário, os seus corações ficariam obscurecidos pela noite quase total da falta de fé. Foi por isso que fez com que a morte de Lázaro se prolongasse por quatro dias. […] Daí que o Senhor tenha dito aos Seus discípulos: “Lázaro morreu; e Eu, por amor de vós, estou contente por não ter estado lá” (Jo 11,14-15) […] “para, assim, poderdes crer”. A morte de Lázaro foi, portanto, necessária, para que, com Lázaro, a fé dos Seus discípulos também se elevasse da tumba. “Por não ter estado lá». E haveria algum lugar onde Cristo não estivesse? […] Cristo Deus estava lá, meus irmãos, mas Cristo homem não estava. Quando Lázaro morreu, Cristo Deus estava lá, mas, agora, Cristo vinha para junto do morto, uma vez que Cristo Senhor ia entrar na morte: «É na morte, no túmulo, nos infernos, é aí que todo o poder da morte tem de ser abatido, por Mim e pela Minha morte”.

6 – EM VERDADE, EM VERDADE, VOS DIGO: QUEM ESCUTA A MINHA PALAVRA E CRÊ NAQUELE QUE ME ENVIOU POSSUI A VIDA ETERNA

Hoje, o Evangelho fala-nos da resposta de Jesus aos que viam mal que Ele tivesse curado um paralítico num Sábado. Jesus Cristo aproveita essas críticas para manifestar a Sua condição de Filho de Deus e, como tal, Senhor do Sábado. Essas palavras serão motivo de condenação, no dia do julgamento em casa de Caifás. Com efeito, quando Jesus se reconheceu como Filho de Deus, o grande sacerdote exclamou: “Blasfemou! Que necessidade temos, ainda, de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos parece?” (Mt 26,65). Por muitas vezes, Jesus tinha feito referências ao Pai, mas sempre marcando uma distinção: a Paternidade de Deus é diferente, caso falemos de Cristo ou dos homens. E os judeus que o escutavam entendiam-no muito bem: não é Filho de Deus como os outros, mas a filiação que reclama para Si mesmo é uma filiação natural. Jesus afirma que a sua natureza e a natureza do Pai são iguais, apesar de serem pessoas distintas. Manifesta assim, dessa maneira, a sua divindade. Esse fragmento do Evangelho é muito interessante para a revelação do mistério da Santíssima Trindade. Entre as coisas que hoje diz o Senhor, há algumas que fazem especial referência a todos aqueles que, ao longo da história, acreditaram Nele: escutar e crer em Jesus é ter já a vida eterna (cf. Jo 5,24). Certamente, não é ainda a vida definitiva, mas é já participar da sua promessa. Convém que o tenhamos bem presente, e que façamos o esforço de escutar a palavra de Jesus, como o que ela realmente é: a Palavra de Deus que salva. A leitura e a meditação do Evangelho devem fazer parte das nossas práticas religiosas habituais. Nas páginas reveladas, ouviremos as palavras de Jesus, palavras imortais que nos abrem as portas da vida eterna. Com efeito, como ensinava Santo Efrém, a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de vida.

7 – O PAI É MODELO PARA O FILHO E É DESEJO DO FILHO SER COMO O PAI

Neste Evangelho Jesus nos revela como acontece o trabalho do Pai e do Filho, no poder do Espírito Santo. Há uma simbiose completa na obra que a Santíssima Trindade realiza em nós. Portanto, podemos apreender que o Filho trabalha em comunhão com o Pai e tudo que Ele faz é dirigido pelo Pai. Assim sendo, Jesus (o Filho) faz apenas o que vê o Pai fazer e a vida do Pai, é a vida do Filho e tudo acontece entre Eles por força do Amor. O Amor entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo que mora em nós e é quem nos levará a fazer todas as coisas como Jesus fazia, a exemplo do Seu Pai. Pai e Filho, portanto, são para nós, modelo de Unidade e Comunhão no Amor. Um não é maior que o outro nem tampouco nenhum deles deseja superar o outro. O Pai é modelo para o Filho e é desejo do Filho ser como o Pai. Somos também chamados a encarnar em nós este exemplo de justiça e santidade aprendendo com Jesus e crendo Nele para que possamos possuir em nós a vida eterna. Jesus proclama a Sua Unidade com o Pai, sua dependência à vontade do Pai. A grande verdade que deve nortear a nossa vida é essa: Jesus veio ao mundo para nos ligar ao Pai e para que tenhamos a vida eterna desde já. A vida eterna depende da nossa adesão ao projeto de Jesus, crendo na Sua Palavra e não duvidando do Seu poder. Possuir a vida em si mesmo é possuir a vida divina. Fomos feitos à imagem e semelhança do Pai, portanto nós também unidos a Jesus estamos unidos ao Pai e o Seu poder permanece em nós. Não precisamos nos admirar, é palavra de Deus e aqueles que a acolhem já sentem o seu efeito na sua vida diária. Reflita: Você acredita nisso? Você tem consciência de que o poder de Deus está em você desde que você esteja unido ao projeto de Jesus? Você já assumiu o ser cristão? Você acha que também pode fazer as coisas que o Pai e o Filho fazem? Como será o jeito do Pai e do Filho agirem? Na sua vida, como tem sido a ação do Pai e do Filho? Você Os tem imitado em relação aos seus irmãos e irmãs? Amém! Abraço carinhoso.

8 – ASSIM COMO O PAI RESSUSCITA OS MORTOS E LHES DÁ A VIDA, O FILHO TAMBÉM O FAZ

Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também o faz. Neste Evangelho, Jesus responde aos que o criticavam porque, segundo eles, violara o sábado curando o paralítico da piscina de Betesda. Na resposta, Jesus acrescenta mais um motivo ao escândalo, chamando a Deus de seu Pai e fazendo-se igual a Deus: “Meu Pai trabalha sempre e eu também trabalho… O que faz o Pai, o Filho faz igualmente, pois o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que faz”. O Evangelho é um ótimo tratado sobre a união hipostática, isto é, sobre a união, na pessoa de Jesus, da natureza divina com a humana. Segundo o Gênesis, Deus descansou ao sétimo dia, depois de completar a criação. Daí a instituição judaica do sabbat, que significa descanso. Mas o seu repouso não foi inatividade, mas manutenção da vida de tudo o que criou. Do mesmo modo, Jesus dá saúde e vida, inclusive ao sábado, porque ele é o senhor do sábado, que foi instituído para o homem, e não o homem para o sábado. A obra principal de Jesus é revelar o amor que Deus tem ao homem e transmitir-lhe a vida divina. E ele a faz porque tem poder para isso. Esse amor de Deus cria vida, transforma e regenera. Experimenta-lo é passar da morte para a vida, isto é, a vida eterna. Por isso que Jesus disse: “Quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou, possui a vida eterna e não será condenado, porque passou da morte para a vida”. Deus se comunica com o homem, como faz todo mundo, através da linguagem. E a Palavra de Deus é Cristo. Aí está o motivo da Encarnação. Em Cristo, Deus Pai mostrou-nos o seu rosto. Assim, Jesus salva a humanidade a partir de dentro dela, como homem que é. O principal anúncio de Jesus como Palavra de Deus foi a Boa Notícia da salvação. Através de parábolas, ele nos falou do Reino de Deus, que é o caminho para a salvação. Deus continua transmitindo a sua Palavra hoje, através da Igreja, una, santa, católica e apostólica. É a Encarnação da Palavra de Deus estendida a todos os tempos e lugares. Deus sempre procurou dar-nos a vida, e o fez principalmente através da ressurreição. Ressuscitar, para os que creem, é levantar-se para começar uma vida nova. A ressurreição parte do poder e do amor do Pai e do Filho, no Espírito Santo. O principal trabalho de Deus no mundo é zelar pela vida humana. Foi para isso que ele fez, para o homem morar, uma casa, a terra, e o jardim o universo. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Nós não podemos agradar a dois senhores, nem ficar em cima do muro. A exemplo de Jesus, o nosso compromisso é com a vida. Certa vez, na Europa, na noite do Natal, aconteceu o seguinte fato: Estava muito frio e caía muita neve, junto com rajadas de vento. De repente, o dono da casa ouviu um barulho no vidro da janela. Era um passarinho que tentava entrar a fim de não morrer no frio, já que a casa estava aquecida. Várias vezes ele voou, bateu no vidro e caiu no chão. O homem ficou com dó. Abriu a janela, mas ao ver o homem o pássaro não entrou. O senhor foi lá fora, tentou pegá-lo, mas ele fugia. Tinha medo. Naquele momento lhe veio um enorme desejo de se tornar um pássaro. Assim, não só aquele, mas todas as aves que estavam por ali, não teriam medo dele e seriam protegidas da tempestade. Nesse momento, tocou o sino da igreja convidando todos para Missa do Galo. Ó noite feliz, noite abençoada! O que aquele homem não conseguiu, Deus o fez: tornou-se um de nós para nos proteger da grande tempestade em que a humanidade havia mergulhado. Moisés sentiu medo de Deus, o que não aconteceu com os Apóstolos que conviveram com Jesus. Isso por causa da Encarnação. Agradecemos a Maria Santíssima ter sido o grande instrumento de Deus para que acontecesse a Encarnação. Que ela nos ajude a entender quem é Jesus e a amá-lo, do jeito que ela o amou. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também o faz.

9 – JESUS: O ENVIADO DO PAI

O evangelista João continua falando da importância de observar a lei de Deus e não a lei dos homens. A Lei de Deus é pura, correta e justa, enquanto a lei dos homens é tendenciosa, truculenta, perniciosa e injusta. Jesus corresponde ao Pai por ser Filho com missão clara e objetiva: libertar seus irmãos dos pecados, já os judeus representam a lei do Senhor e de Moisés que por sua vez manipularam os ensinamentos verdadeiros a contemplar favores pessoais. Jesus não tem medo e fez tudo para agradar o Pai, mas os judeus são medrosos, temem a prática de Jesus e por isso querem matá-lo a qualquer custo. Contudo, para pegar Jesus no contrapé os judeus mantêm a crítica de tê-lo curado doente no dia de sábado. Para os judeus está prática era errada, jamais poderia fazer algo prático além das orações no dia sagrado. Jesus não temia está prática, o que importava era o bem da pessoa. Como poderia ver o sofrimento de um irmão e nada fazer por ser um dia sagrado? Acreditava-se que o sagrado não era o dia, deveria sim ter o respeito, mas o sagrado era fazer o bem e partilhar algo de bom para com os necessitados. Se alguém estivesse passando por situações lamentáveis e vexatórias a ajuda era bem vinda para driblar os males e isto era imprescindível na prática da justiça. Outra situação que incomodava os judeus era quando Jesus afirmava ser filho de Deus. Como pode um homem pobretão, andarilho, sem posses e bens sair falando que Deus era seu Pai? Olha que os judeus sentiam ofendidos, na verdade eles auto afirmavam serem filhos de Deus por fazer prevalecer seus ensinamentos. Sentiram injustiçados diante de o outro afirmar que era filho de Deus e não Eles. Para tanto, deveria então acabar com aquela angústia e o jeito era dar um fim na vida do Mestre. Mas Jesus fez o que o Pai pediu. Como pode Jesus fazer algo diferente do pedido do Pai? Seria lastimável. Porém, Jesus fazia com perfeição e carinho o que o Senhor fazia. Como poderia um filho não imitar o pai? Se o pai é correto, com certeza, o filho também vai ser correto; caso o pai tenha atitude inefável, o filho também terá atitude inefável. O pai é o espelho do filho por carregar toda a carga genética e cultura dos genitores. Para nós este Evangelho é de suma importância no dia-a-dia. Se formos filhos de Deus e cultuamos sua memória na fé e no amor, logo, não deveríamos ter atitudes que desabone o nosso Deus. Nossa prática deve sempre levar a Boa Nova e o cuidado de assistir a todos com serenidade. Veja como podemos colher uvas de um canavial? Impossível! Só colheremos uvas da parreira, pois do canavial podemos colher cana. Assim somos nós, somos filhos de Deus e temos a obrigação de seguimos o espelho de nosso Criador e não fazermos a vontade nossa distante do alcance de Deus. Jesus foi perseguido pelos opositores por puro capricho e deselegância. Mas Ele não arredou os pés da missão que foi enviado. Cabe a nós fazermos o mesmo: fazer a vontade de nosso Deus mesmo que outros não querem nem ouvir o que temos a dizer. Amamos nosso Deus.

10 – DIA INTERNACIONAL PARA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL E DIA FLORESTAL MUNDIAL

Waldeci Farias, no canto inicial para missa do Sagrado Coração de Jesus, escreveu um lindo hino inspirado neste texto, da 1ª leitura de hoje; para quem o desconhece damos algumas partes: “Não sei se descobriste a encantadora luz no olhar da mãe feliz que embala um novo ser (… A mãe será capaz de se esquecer ou deixar de amar algum dos filhos que gerou? Se existir, acaso, tal mulher, Deus se lembrará de nós em seu amor”. Aqui o profeta antevê a repatriação dos exilados (a volta do cativeiro na Babilônia): eles chegam a Jerusalém, reconstroem o templo, os muros da cidade… e aos poucos a vida vai voltando a seu normal rotineiro; agora as nações que antes oprimiam Israel se submetem a ele. Eis aqui mais uma prova de que Deus não abandona seu povo. Ele está sempre pronto a fazer valer sua Aliança de amor com a humanidade, com tantas belíssimas promessas que cumpre fidedignamente. São João mostra-nos precisamente que Jesus está comprometido com este plano de amor do Pai e sua missão é visibilizar o rosto misericordioso de Deus-Pai; primeiro Jesus vive impregnado deste amor porque está em comunhão de vida íntima com seu Pai. Nosso Deus é um Pai apaixonado por seu Filho/povo porque Jesus se encarnou na nossa humanidade e se fez nosso Irmão maior; Ele veio viver nossa vida, inserido na vida do povo dos pobres e marginalizados, andava com ladrões e prostitutas, vivendo em tudo a vida dos humanos, menos o pecado. Que a penitência quaresmal nos ajude a compreender este projeto amoroso do Pai apaixonado por nossa humanidade, do Pai do céu apaixonado por nós! Só assim, imbuídos e impregnados deste amor, venceremos a discriminação racial. E seremos irmãos de verdade, portanto! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

11 – JESUS É DEUS

Jesus é Deus, e que não paire nenhuma sombra de dúvida em nossas mentes. ”Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou;” Para Deus seria muito fácil Ele ter descido em algum ou vários pontos da Terra de forma espetacular com um grande clarão, e dissesse tudo o que precisaríamos ouvir para ter uma vida feliz e livre de encrencas. Mais será que iria funcionar? Será que não iríamos confundi-lo com um grande meteoro? Deus bolou um plano perfeito, vir a Terra sob a forma de um ser humano, nascido de uma virgem. Deus tomou as formas humanas se tornando VISÍVEL aos nossos olhos. Deu certo? Sim, com exceção da atitude dos teimosos judeus que continuam até hoje esperando o Messias. Deu muito certo também com exceção de alguns de nós que continuamos com sombras de dúvidas a respeito da divindade de Cristo. Isto sem falar naqueles que o despreza, que são indiferentes às suas palavras, que o troca pelo dinheiro, pela fama pessoal, por uma vida de puro prazer como que se pertencessem somente a esta vida terrena. Mas Jesus é categórico: “Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia.” Irmãos: vamos continuar levando ao mundo (Terra) a palavra de Jesus, ao mesmo tempo que rezamos pela conversão daqueles cabeças duras que como os judeus, continuam insistindo em ignorar Jesus que se faz presente no meio de nós através da Igreja, da Eucaristia, da sua palavra viva, e do nosso testemunho. Para que no último dia não seremos condenados no grande julgamento. Poderíamos dizer: Há! Isso é problema deles! Se não querem ouvir, que podemos fazer? Acontece que ninguém se salva sozinho, irmãos. É por isso que devemos repetir todo dia a frase de Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar”, e não me preocupar com os demais irmãos, ovelhas desgarradas, rezando por eles.

12 – EU NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS…

Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão. Este Evangelho narra a vocação de são Mateus, que aqui é chamado de Levi. A sua profissão – cobrador de impostos – era considerada impura, pelo fato de tocar em moeda estrangeira. Por isso, todos os cobradores de impostos eram considerados pecadores. Jesus não tinha esse preconceito. No grande banquete oferecido por Mateus, além de cobradores de impostos havia pecadores de verdade, e Jesus estava feliz no meio deles. Diante do protesto, ele explicou: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. A frase não exclui ninguém do chamado de Jesus. É apenas um convite aos que se consideram justos para a conversão, pois “o justo cai sete vezes por dia”. “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.” Os fariseus não entenderam essa frase pronunciada também para eles, os doentes terminais do orgulho, autossuficiência e hipocrisia. “Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos” (Ef 2,4-5.7-9). “Deus retira o pobre do monte de lixo…” (Cântico de Ana – 1Sm 2). “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Magnificat). Quando Davi cometeu um grande pecado, mandando matar Urias para se casar com a sua esposa Betsabéia, Deus o perdoou completamente. Tanto que escolheu Salomão, o segundo filho dele com Betsabéia (2Sm 12,24), para continuar a geração do Povo de Deus. “O Senhor é bondade e retidão. Ele aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25,8). Esse amor de Deus pelos pecadores nos encanta, seduz e nos dá esperança, pois quem não é pecador? “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20). Deus não nos trata conforme nossos erros (Sl 103,8-14). “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8). Nós temos amor, Deus é amor. “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1Jo 4,16). Esse grande amor de Jesus pelos pecadores é mostrado também no seu acolhimento à mulher adúltera, ao Zaqueu, à Samaritana, a S. Paulo… Ele não podia ver ninguém longe de Deus, que já se aproximava para o cativar. Jesus perdoou até os que o mataram, e rezou por eles: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem!” E ele nos pede para fazermos a mesma coisa: “Não julgueis…” (Mt 7,1-7). A misericórdia, que é o amor aos pecadores e aos que sofrem, é uma das Bem-aventuranças: “Felizes os misericordiosos…” (Mt 5,7). São Paulo nos pede: “Irmãos, tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus…” (Fl 2,6). Assim, as Comunidades cristãs são chamadas a continuar o amor misericordioso de Deus Pai, manifestado em Jesus. A Comunidade é compreensiva para com todos, é agente de inclusão dos pecadores. Diante de pessoas que praticam ações más, mesmo que sejam os piores crimes, devemos pensar: a misericórdia de Deus é maior que o erro dessa pessoa. E assim, amá-la, acolhê-la e ajudá-la a se levantar. A Igreja acolhe o pecador, não o pecado que ele cometeu, por isso o ajuda a vencer o pecado. “Quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9,13). Jesus criticava incansavelmente o culto vazio e hipócrita dos que se creem em ordem com Deus por cumprir determinados ritos cultuais, como sacrifícios, dízimos e jejuns, enquanto esquecem a disponibilidade perante Deus, o amor fraterno e a reconciliação fraterna. Faz parte do amor misericordioso usar o dinheiro não apenas em benefício de si mesmo e da família, mas dos que precisam para viver dignamente. É a economia a serviço da vida. Muitos adoram e servem ao dinheiro, como se ele fosse um deus. Cabe uma pergunta: quem é Deus em nossa vida? Em que lugar Ele está entre os valores que buscamos? Certa vez, numa sala de aula, uma menina perguntou à professora: “O que é amor?” A professora sentiu que não só aquela criança, mas toda a classe merecia uma resposta à altura. Como já estava na hora do recreio, ela pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram muito interessadas. Quando terminou o recreio, voltaram e começaram a apresentar os objetos que trouxeram. Uma trouxe uma flor, outra trouxe uma borboleta, outra criança pediu emprestado a uma funcionária a sua aliança e trouxe… Terminada a apresentação, a professora notou que uma menina estava toda envergonhada, porque não havia trazido nada. Então, dirigiu-se à aluna e perguntou: “Meu bem, por que você não trouxe nada?” A garotinha, timidamente, respondeu: “Desculpe, professora, eu vi a flor, mas não quis apanhá-la. Preferi que ela continuasse enfeitando o jardim da escola. Vi a borboleta, leve e colorida, mas eu nunca teria coragem de segurar um animalzinho tão bonito. Isso pode machucá-la. Vi também um ninho com filhotes de sabiá, mas nem mexi; se eu soubesse o que eles comem, até levaria alimento para eles”. Emocionada, a professora explicou para as crianças: “Esta aluna fez a melhor escolha: Não trouxe objetos, mas trouxe para nós, em seu coração, o perfume do amor”. E deu à menina a nota máxima. O respeito e a proteção da vida é o que mais desperta em nós o sentimento de amor. Na oração Salve Rainha, nós chamamos Maria Santíssima de Mãe de misericórdia. Ela é também o refúgio dos pecadores. Mãe de misericórdia, rogai por nós! Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.

13 – JESUS E A SUA ORIGEM

Jesus começa aos poucos a manifestar a sua origem e a sua natureza divina. Ele de fato é o Filho de Deus, que veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra, que é a salvação de todas as pessoas, salvação que significa ressurreição e vida eterna, libertação do jugo do pecado e da morte. Mas esta obra é somente para quem crê que Jesus é o Filho de Deus, é para quem crê que ele veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e vê na sua ação a ação divina em favor dos homens, de modo que a fé é essencial para a nossa salvação, para a nossa ressurreição e para que vivamos eternamente.

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Para permanecer firme na aliança feita com Deus no batismo, é preciso ouvir a voz de Jesus e sentir nos sacramentos a presença dele. A eucaristia nos conduz à experiência do amor divino e nos alimenta em nossa caminhada cristã.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O amor de Deus para com a humanidade é comparável e superior ao amor da mãe pelos filhos. A obra fundamental de Jesus é justamente revelar esse amor que nos comunica a vida divina.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! Eu sou a ressurreição, eu sou a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá (Jo 11,25s).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

A vós, Senhor, minha oração dirijo, no tempo em que me ouvis; respondei-me, ó Deus, com a largueza de vossa misericórdia e com a verdade de vossa salvação (Sl 68,14).

Antífona da comunhão

Deus não enviou seu Filho para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3,17).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que recompensais os méritos dos justos e perdoais aos pecadores que fazem penitência, sede misericordioso para conosco: fazei que a confissão de nossas culpas alcance o vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, abençoai-nos e fortalecei-nos.

— Conduzi, Senhor, a vossa Igreja na propagação do evangelho e na fidelidade à aliança com Cristo.
— Acompanhai com vossa proteção todos os que se dedicam ao anúncio da palavra de Deus.
— Fortalecei em nossa comunidade o verdadeiro sentido do mistério pascal.
— Lembrai-vos de todos os que procuram praticar o bem e a fraternidade.
— Ajudai-nos a respeitar a liberdade de escolha de cada pessoa.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus de clemência, que a força deste sacrifício nos lave da antiga culpa e nos faça crescer na vida nova, participando da vossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Nós vos pedimos, ó Deus: não permitais que a eucaristia, instituída para salvar-nos, possa levar à condenação aqueles que a recebem. Por Cristo, nosso Senhor.

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