LDP: 26/MAR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

26/Mar/2012 (2ª Feira)

LEITURAS

Isaías 7,10-14; 8,10c (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Naqueles dias, 10o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11“Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, 8,10porque Deus está conosco.

Salmo 40(39),7-8a.8b-9.10,11 (R. 8a.9a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

8aEis que venho fazer, 9acom prazer, a vossa vontade, Senhor!
— 7Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, + holocaustos por nossos pecados, 8aE então eu vos disse: “Eis que venho!”
8bSobre mim está escrito no livro: + 9“Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”
10Boas-novas de vossa justiça + anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
11Proclamei toda a vossa justiça, + sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.

Hebreus 10,4-10 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 4é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. 8Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei – 9ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Lucas 1,26-38 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Como acolho os “anúncios” de Deus na minha vida? Muitas vezes o anúncio é para uma mudança de vida, outras é o imprevisto que me faz trocar meus projetos, outras vezes um problema de saúde, no trabalho, em família. Respondo com fé e disponibilidade? O anúncio de Nazaré continua hoje, de muitas formas e através de muitas pessoas. Vejamos essa reflexão: “A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu filho até seu sacrifício definitivo. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,27). Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos.” (DAp 267).

… a VERDADE …

O lugar onde acontece este fato é uma pequena aldeia da Galileia: Nazaré. A pessoa a quem Deus envia seu mensageiro é uma jovem como as outras de seu tempo: Maria. Ela fica preocupada e pede explicações. Por isso, fica sabendo que o que lhe acontecerá é obra do Espírito Santo e que o Menino do qual será Mãe é o próprio Filho de Deus. Sabendo que a Deus nada é impossível, com fé, faz seu ato de disponibilidade ao Projeto de Deus: “Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!” Aprendo com Maria a buscar perceber os sinais de Deus, a dialogar com Deus, a ouvi-lo, a discernir a vontade de Deus e a dizer “sim”.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, que a contemplação da concepção imaculada de tua mãe desperte em mim o desejo de romper, definitivamente, com o pecado que maculou a humanidade.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Quero hoje perceber melhor os anúncios de Deus e com fé e disponibilidade vou dar minha resposta.

REFLEXÕES:

1 – O “SIM” DE MARIA

Na intimidade de uma casa pobre, no pequeno vilarejo de Nazaré, na Galileia, Deus revela seus planos. Com o “sim” da jovem Maria, céus e terra se unem. O humano é elevado ao divino e Deus se faz presente entre os humanos. A ação de Deus é sumamente discreta. As teofanias são coisas dos homens. No evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito dentre os canônicos, Jesus só começa a ser destacado a partir do encontro com os discípulos, no batismo de João. Seu nascimento e as primeiras décadas de vida ocultam-se entre os comuns dos mortais. Assim se dá a ação de Deus, nos homens e mulheres, no mundo, fomentando a vida de diversas maneiras na vida comum, entre todos os povos.

2 – O ANÚNCIO DO SENHOR

Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias.
Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem?
Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta “esterilidade”, Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas.

3 – A ANUNCIAÇÃO

Esta narrativa de Lucas, com a anunciação do anjo e a concepção do Filho de Deus no ventre de Maria, a partir do seu “Faça-se em mim segundo a tua palavra”, realça o realismo da encarnação em plena corporeidade. Deus, ao fazer-se humano, torna-nos divinos. O acontecimento se dá em uma casa simples da desconhecida cidade de Nazaré, na periférica Galileia. A protagonista é uma jovem e pobre adolescente. Estes são os grandes sinais de que o projeto de Deus é fazer-se presente no mundo de maneira simples e humilde, em comunicação e comunhão com os pequenos e marginalizados. São descartadas quaisquer aspirações de ostentação, grandeza e poder.

4 – GRAÇAS AO ‘SIM’ DE MARIA, PODEMOS PROCLAMAR: DEUS ESTÁ CONOSCO!

“Disse Maria: ‘Eu sou a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra’” (Lc 1,38).
Estamos celebrando, hoje, a Festa da Anunciação do Senhor, dia em que veneramos o começo da vida de Jesus Cristo, Verbo encarnado no seio de Maria. Começa, exatamente aqui, um novo período da história. Deus está conosco! Esta festa é uma das mais antigas solenidades marianas da história da Igreja. Já era celebrada, no Oriente, na metade do século V. Temos notícias de que, no século VII, era feita a procissão da Quaresma, neste dia, para a Igreja de Santa Maria Maior. Essa solenidade quer nos levar ao Cristo Redentor por meio do ‘sim’ dito por Maria Santíssima. Toda a obra redentora depende do “faça-se” de Maria. Disso, a Virgem tem plena consciência, pois sabe o que Deus lhe propõe. Então, ela consente no que Deus lhe pede, sem restrição nem condição. O seu “fiat” responde à amplidão das proposições divinas e se estende a toda a obra redentora. Foi fundamental a resposta de Maria, pois, naquele seu diálogo com o Anjo – certificada da sua virgindade -, ela ousa responder: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lucas 1,38). Trata-se de uma resposta admirável de bondade, mas também de humildade e prudência. Com essa atitude, Maria manifesta mais do que sua incomparável humildade e obediência; ela expõe a grandeza da sua fé, entregando-se inteiramente à ação divina sem questionamentos, muito menos tem a pretensão de penetrar o profundo mistério ou pensar, sequer, nas consequências das quais se arriscava.
E você, como tem respondido ao Senhor?
Em que você tem baseado sua resposta para Deus?
Por um “faça-se” apenas, o Verbo divino se encarnou no seio puríssimo e virginal de Maria. É, portanto, pelo seu ‘sim’ que Deus se fez homem. Desse modo, formou-se, no seio da Virgem Maria – por força do Espírito Santo -, o Corpo de Cristo, unindo-se ao corpo a Sua alma humana criada do nada e, consequentemente, a divindade unindo-se ao corpo e à alma de Deus humanizado – Jesus Cristo – passa a receber de Maria sangue do Seu sangue, carne da Sua carne. A partir daí, Aquele que é Deus verdadeiro tornou-se também verdadeiro Homem, num mistério chamado hipostático, e a bem-aventurada Virgem Maria tornou-se, na realidade, a Mãe verdadeira de Deus. Meus irmãos, veja que, se observarmos na história do mundo e dos homens, encontraremos dois ‘faça-se’ ou ‘sim’. O primeiro, no ato da criação, o próprio Deus pronunciando “faça-se!” e todas as coisas aparecerem do nada. No final, a Bíblia afirma que “Deus viu que todas as coisas eram boas”. O segundo “faça-se” é o de Maria. Uma resposta obediente e belíssima. Com o primeiro “faça-se”, Deus tirou do nada o Universo com a sua perfeição e ordem: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento a obra das suas mãos” (Sl 18,1). Com o segundo – o de Maria – “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14), num mistério de duas naturezas em uma mesma Pessoa. Quero lembrá-lo que o seu “sim” ou “faça-se” pode transformar vidas, libertar pessoas dos vícios, das drogas, da prostituição, do álcool, do adultério, da ganância, do roubo… O seu “sim” pode curar os doentes e ressuscitar os mortos. Pode introduzir os seus em Céus Novos e Terra Nova. Assim como nossa Mãe, Maria, somos chamados a levar a Boa Nova a todas as pessoas do mundo para irradiar neles o amor que Jesus nos proporciona junto com nossa Mãe. Neste mistério, aprendamos com a Virgem Maria o espírito de serviço para com o próximo. A exemplo dela – e reconhecendo a humildade de Maria no Magnificat – prometamos que seremos humildes e caridosos com o nosso próximo. Ainda mais por causa do nosso “faça-se”, do nosso “sim” ao chamado especial de Cristo. Peçamos ao Senhor que nos ajude a ser caridosos e solidários com o próximo, principalmente com os mais necessitados. Nesta Solenidade da Anunciação do Senhor, aprendamos com Maria a virtude da humildade. Que ela nos ajude a ser simples, humildes e generosos de coração para transmitir, com alegria, a Palavra de Deus. Maria quer nos ensinar também a sempre nos colocar a serviço do Senhor. Peçamos a Jesus que nos ajude a reconhecer a Sua presença no meio de nós. Que saibamos dizer “sim” – como fez Maria – à Sua vontade.

5 – NADA É IMPOSSÍVEL PARA DEUS

Hoje celebramos a admirável concepção de Jesus pela Virgem. Celebramos o início de nossa redenção e anunciamos o plano de Deus, formado com bondade e poder. Pois se o Senhor do universo tivesse vindo à procura de Seus servos em fuga para os julgar e não para lhes mostrar a Sua bondade, jamais Se teria revestido com este frágil invólucro de pó (Gn 2:7) no qual sofreu conosco e por nós. Para os gentios, isto parece, segundo as palavras de São Paulo, escândalo e loucura (1Cor 1,23.25), porque eles se baseiam na vã filosofia e formam juízos sobre o Criador segundo as leis da criação.
Pois haverá maior obra de poder que uma Virgem conceber, contra as leis da natureza? E, depois de ter tomado a nossa condição humana, reconduzir uma natureza mortal à glória da imortalidade, passando através da morte? É por isso que o apóstolo diz: “o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (v. 25) […] Hoje, o ventre da Virgem é a porta do céu, pela qual Deus desce até os homens para os fazer ascender ao céu.

6 – NÃO TENHAS MEDO, MARIA! ENCONTRASTE GRAÇA JUNTO A DEUS

Hoje, celebramos a festa da Anunciação do Senhor. Com o anúncio do anjo Gabriel e a aceitação de Maria da vontade divina expressa de encarnar nas suas entranhas, Deus assume a natureza humana – “assumiu em tudo a nossa condição humana, exceto no pecado” – para nos elevar à condição de filhos de Deus e fazer-nos assim participantes da Sua natureza divina. O mistério da fé é tão grande que Maria, perante este anúncio, fica como que assustada. Gabriel diz-lhe: “Não tenhas medo, Maria!” (Lc 1,30): o Todo-Poderoso olhou-te com predileção, escolheu-te para Mãe do Salvador do mundo. As iniciativas divinas destroem os débeis argumentos humanos. “Não tenhas medo!”, palavras que lemos frequentemente no Evangelho; o próprio Senhor as terá de repetir aos Apóstolos quando estes sintam de perto a força sobrenatural e também o medo ou susto perante as obras prodigiosas de Deus. Podemos perguntar-nos qual a razão deste medo.
Será um medo mau, um temor irracional?
Não!; é um temor lógico naqueles que se veem pequenos e pobres face a Deus, que sentem distintamente a sua fraqueza, a debilidade perante a grandeza divina e experimentam a sua penúria frente à riqueza do Onipotente. O Papa S. Leão pergunta: “Quem não verá em Cristo a sua própria debilidade?”. Maria, a humilde jovem da aldeia, acha-se tão pouca coisa…, mas em Cristo sente-se forte e o medo desaparece! Então compreendemos bem que Cristo «tenha escolhido o que para o mundo é fraqueza, para envergonhar o que é forte (1Cor 1,26). O Senhor olha-a, vendo a pequenez da sua escrava e realizando nela a maior maravilha da história: a Encarnação do Verbo Eterno como Cabeça de uma Humanidade renovada. Que bem se aplicam a Maria aquelas palavras que Bernanos disse à protagonista de “La alegria”: “Reconfortava-a e consolava-a maravilhosamente um sentido raro da sua própria fraqueza, porque era como se fosse o sinal inefável da presença de Deus nela; o próprio Deus resplandecia no seu coração”.

7 – NÃO CONFIEMOS EM NOSSAS FORÇAS NATURAIS, MAS NA CAPACIDADE INFINITA DO PAI

Nós podemos continuar refletindo este Evangelho na mesma perspectiva de que Deus está no meio de nós e que o Seu grande sinal já nos foi concedido. Maria ficou plena do Espírito Santo e concebeu Jesus no seu seio. Já sabemos de toda a história! Porém, o mais importante agora é tomarmos consciência de que o Espírito Santo que também mora em nós, age dentro do nosso ser e a sua força concebe em nós o próprio Jesus com todos os seus atributos nos dando vida nova e capacidade para termos uma vida plena. Portanto, precisamos nos apossar de todos os elementos que fazem parte de Jesus e que foram concebidos dentro do nosso coração: “A Sua natureza divina, a Sua natureza humana perfeita, a Sua vivência humana, a eficácia da Sua morte, o poder da Sua ressurreição, o poder transcendente da Sua ascensão e a Sua entronização”. O poder do Altíssimo também já nos cobriu com a Sua sombra e o Cristo que mora em nós nos dá a Sua capacidade, divina, humana, espiritual, para que tenhamos em nós, como Maria, a coragem para dizer sim a Deus, confiando, não nas nossas forças naturais, mas na capacidade infinita do Pai. “Porque para Deus nada é impossível”, é que cada um de nós pode proclamar: “Eis aqui a serva(o) do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” Reflita:
Você se sente na presença de Deus?
Como você o vê?
Como Jesus está dentro do seu coração?
Você sabia que dentro de você que foi batizado (a), existe a capacidade de Jesus, como um brilhante?
Você vive e age usando esses predicados de Jesus?
Pense nisso! Amém! Abraço carinhoso.

8 – ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! O Evangelho de hoje narra a cena da Anunciação, em que o anjo Gabriel lhe fala: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Deus quis que uma mulher contribuísse bem de perto na redenção da humanidade, já que uma mulher, Eva, havia contribuído no pecado. E a mulher que Deus escolheu não podia ser vítima de pecado, pois seria um sinal de fraqueza de Deus, diante das forças do mal. Como Davi venceu o gigante Golias (1Sm 17,49), Jesus derrotou o tentador. Não só derrotou, mas arrasou com ele completamente. Nem junto à sua mãe ele teve vez. Após o dilúvio, uma pomba trouxe em seu bico um raminho verde para Noé (Gn 8,11). Aquela pomba não estava suja de barro, ela não fora atingida pelo dilúvio. Nós também somos chamados a colaborar na redenção. Deus não gosta de gente manchada, suja.
Como podemos anunciar a vitória de Cristo, se até nós, os anunciadores, somos vítima do tentador?
Pecadores todos nascemos. Mas temos condições de nos purificar, usando os meios que Jesus nos deixou, entre os quais se destaca a Igreja, da qual Maria é Mãe. Assim, tirando a trave do nosso olho, temos condições de tirar o cisco que está no olho do nosso irmão. A concepção imaculada de Maria nos mostra que Deus não quer conviver com pecado. Ele quer o pecado longe dele. Ele nos suporta, quando pecamos, mas não queria isso, como qualquer pai que não quer ver o filho ou filha no caminho errado. Como podemos dizer a Deus: “Senhor, eu vos amo sobre todas as coisas”, e depois viramos as costas e já começamos a colocar outras coisas acima dele? Por isso que Deus fala na Bíblia: “Estou para vomitar-te da minha boca” (Ap 3,16). A Imaculada Conceição foi um fruto antecipado da redenção realizada por Jesus, o seu Filho. E o fato de ela ter sido isenta do pecado, já na sua concepção, mostra que a força da graça redentora supera infinitamente a força do pecado. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20). “Quando éreis escravos do pecado, praticáveis ações das quais hoje vos envergonhais. Agora, porém, libertados do pecado e como servos de Deus, produzis frutos para a vossa santificação, tendo como meta a vida eterna. Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6,20-23). Antes, quando reinava o pecado, o carro estava na frente dos bois, e dava tudo errado. Cristo veio, colocou os bois na frente do carro, e na direção certa, que é a nossa felicidade. Deus realizou plenamente a redenção na Mãe do seu Filho, para nos mostrar o que ele quer de todos nós. Ela se tornou assim a estrela da esperança, que nos anima a sempre nos levantar a caminhar. Santo Agostinho, quando estava mergulhado no pecado, leu, por sugestão de sua mãe, muitas biografias de santos. Um dia ele disse para si mesmo, em latim, que era a sua língua: “Potuerunt ii, potuerunt ee; cur non tu, Agostiné?” Em português é: “Puderam estes, puderam aquelas, por que não tu, Agostinho?” Impulsionado por este lema, venceu. Daqui a exatamente nove meses, celebraremos o nascimento de Maria. Rezemos, neste tempo, pelos nascituros, a fim de que sejam protegidos por suas mães. Havia, certa vez, um rapaz que trabalhava no centro de uma cidade grande e morava na periferia. Numa tarde, ao voltar para casa, enquanto atravessava um bairro de classe alta, viu numa lixeira uma caixa preta, parecida com caixa de sanfona. Ficou curioso, abriu a caixa, era mesmo uma sanfona! E estava boa de tudo. Tocava direitinho. Ele se lembrou de um vizinho, que sabia tocar sanfona e não possuía o instrumento, e levou-a para ele. O vizinho se alegrou com o presente, e começou a tocar belas canções. A casa toda se alegrou. Até algumas crianças apareceram na porta. À noite, algumas pessoas se reuniram na casa, e foi aquela festa. Daí para frente, de vez em quando o tocador de sanfona era chamado, seja para tocar em festinha de aniversário, em reza, até na Santa Missa. A sanfona tornou aquele bairro mais alegre. A sanfona representa a graça de Deus, que une as pessoas e alegra o ambiente. O rapaz que a achou somos nós que recebemos a graça no batismo, e a levamos a outros. Muitos jogam no lixo a graça batismal, e vivem tristes por aí, procurando a felicidade na riqueza, no prazer, no poder etc. Nós não queremos ser assim.
Uma pergunta: com qual desses personagens você mais se identifica?
Com o rapaz?
Com o homem que ganhou a sanfona?
Com os vizinhos que acorreram, ao som da sanfona?
Ou com aquele ou aquela que a jogou no lixo?
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós! Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

9 – EIS AQUI A SERVA DO SENHOR!

No Evangelho de hoje o anjo Gabriel anuncia a Maria à felicidade de ser a mãe do Salvador dos pobres. Este anúncio confirma o amor do Senhor com seu povo em enviar seu Filho para libertar toda a maldade que assola a maioria do homem na terra. O Senhor, no passado, Aquele que orientou o Pai Abraão, Isaac e Jacó, que libertou do Egito seu povo escolhido da escravidão, fez uma aliança comprometedora com todos: agora sua aliança estava sendo consumada. Maria, moça simples, de família humilde e trabalhadora de Nazaré ficou surpresa.
Como posso ser a mãe do salvador se não conheço homem algum?
Como ousa sair das minhas entranhas o libertador dos miseráveis?
Sou uma pobre mulher que labuta o dia todo para ajudar minha família e não tenho nada de especial! Não era para menos. Qualquer pessoa ficaria assustada com tanta relevância dada ao seu ser. Mas tudo tinha uma lógica. Tudo estava escrito para ser efetivado com carinho. Maria seria sim a mãe mais bela e amada do mundo por sua bravura e coragem de enfrentar todos os preconceitos e discórdia para acatar a missão do Senhor que a escolheu. Maria não foi escolhida por acaso. Primeiro pela simplicidade, segundo pela situação econômica e social da região onde morava. Enquanto os doutores da lei, judeus e escribas esperavam a vindo do filho do Senhor no palácio, cercado de ouro e pampas, Ele veio do meio da vida dos miseráveis, da pobreza, mas cercado de amor verdadeiro. Para anunciar a justiça da libertação de um Reino de paz e fraternidade, portanto, Jesus deveria ter nascido ali para dar exemplo de solidariedade e comprometimento com os marginalizados. Coberta pela luz do espírito santo Maria fortalecia a história do povo de Deus. Torna-se exemplo precioso para o crescimento da igreja e novas atitudes de muitas mulheres-mães. A igreja carrega na essência a preciosidade de Maria quanto ao acolhimento fraternal, ela torna-se a mãe com objetivo de disseminar a vida por muitas gerações no cuidado saudável; para as mulheres-mães são rochas enrijecidas para o trabalho árduo, mas compensador. Maria representa a vida renascida. O anjo retirou-se quando Maria disse: “eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”. Maria aceitou a ser a mãe do Filho do Altíssimo, Jesus que quer dizer Javé Salva. Seu sim colocou no meio de nós Jesus como irmão mais velho para nos proteger de todos os perigos. Seu sim também nos reporta para ação do bem, do amor e da solidariedade para com todos. Que o sim de serva do Senhor nos fortaleça e nos encoraja para o trabalho do Reino que Jesus começou, levando a mensagem de cura, do perdão e do acolhimento. Sejamos repletos deste sim maravilhoso e fazemos a vontade do Pai. Amém! Abraços.

10 – EIS AQUI A SERVA DO SENHOR

Estamos a poucos dias da grande festa: a Páscoa do Senhor Jesus! Já podemos sentir dentro de nós, o resplandecer da luz do Cristo ressuscitado! Vivendo a expectativa de Celebrarmos este grande acontecimento, não poderíamos deixar de referenciar aquela que contribui significativamente para que o plano de Deus se concretizasse: Maria, a Mãe do Salvador! Maria, hoje nos convida a entrar no mistério da encarnação, a deixar Jesus entrar na nossa historia e modificar a nossa vida! O evangelho de hoje nos fala do mistério sublime da encarnação, quando começa a história da salvação: Maria emprestando o seu ventre materno para gerar Àquele que a gerou! Àquele que viria realizar o sonho de Deus: resgatar a humanidade corrompida pelo pecado. O amor grandioso do Pai ultrapassa todos os limites; Deus se faz menino, se humanizando no ventre de uma mulher, se fazendo pequeno como um de nós! A iniciativa foi do Pai, o “SIM” de Maria! O “SIM” que marcaria o início da Redenção humana, que mudaria a história da humanidade, dividindo-a em antes e depois! A saudação do anjo surpreende aquela humilde jovenzinha de Nazaré, um povoado entre as montanhas da Galileia! Maria, na sua simplicidade, estava longe de compreender o projeto de Deus a se realizar através dela! Tudo que lhe fora comunicado pelo Anjo, era grande demais para o seu entendimento, mas mesmo assim, Maria não hesitou em dar o seu “SIM” a Deus! Um “Sim” que abre a ela, uma perspectiva nova com a promessa revelada pelo Anjo, de que O Espírito Santo lhe daria total assistência no mistério da encarnação. Maria sentiu-se segura com a certeza de que O Espírito Santo lhe daria a força que lhe permitiria levar em frente a missão divina que O Pai lhe confiara! Com o Sim, de Maria, abrem-se as cortinas de um novo tempo! O sonho de Deus torna-se possível! Inicia-se a construção de um novo Reino, onde o amor, a justiça e a paz triunfarão. A mais bela forma de agradecermos a Deus por tamanho amor, é responder ao Seu chamado com o “sim” de Maria! Um sim, que não deve ficar só na palavra, mas um sim, que nos coloque a serviço: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”! Da trindade Santa abre-se as portas para uma nova Era! O sol de um novo dia resplandece no coração da humanidade! O Pai envia O Filho, O Filho assume a missão, O Espírito Santo gera o Filho no ventre sagrado de uma Mulher! A oração proferida pelo Anjo no encontro com aquela que geraria o Filho de Deus, hoje está na boca e no coração de todos aqueles que veem em Maria, a ternura materna do Pai! Ave Maria, cheia de graça… Maria Santíssima: Rogai por nós! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

11 – ANUNCIAÇÃO

Eis que conceberás e darás à luz um filho. O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem… Maria foi a pessoa escolhida antes mesmo de ter nascido para ser o canal, a ponte o meio pelo qual Deus escolheu para assumir a natureza humana e vir ao mundo. Foi por isso que Maria já nasceu isenta, livre do pecado original. Pura, virgem e santa, ela apesar de estranhar o anúncio do anjo, aceitou prontamente aquela tão sublime missão. O anjo, então, disse-lhe: ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.
Quantas vezes Deus já nos chamou através de pessoas, de acontecimentos, para assumir o papel de evangelizador?
Você aceitou o convite de Deus?
E depois de aceitar você continuou ou já desistiu? Você que aceitou o chamado de Deus tem se aprimorado, se preparado através de leituras diárias, tem procurado levar uma vida digna de um catequista? Tem vivido os ensinamentos de Jesus os quais você ensina? Maria imaculada, a mulher mais perfeita do Planeta Terra, é para nós exemplo de vivência na santidade e de espiritualidade. Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?’ O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra… porque para Deus nada é impossível’. O anjo fala em nome de Deus, como será feita a santa fecundação, para aqueles que ainda teimam em não acreditar no mistério da encarnação, por meio de uma virgem. Maria aceita com toda humildade: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’ Para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus. (Catecismo da Igreja Católica)
Maria imaculada! Rogai por nós. Mãe puríssima. Ajuda-nos a sermos puros. Mãe castíssima, ajuda-nos a sermos castos. Mãe imaculada, ajuda-nos a evitar as causas do pecado. Mãe intacta, rogai por nós para que tenhamos forças para resistir as tentações e não nos expor às causas de quedas iminentes. Mãe poderosa rogai a Jesus por todos nós. Amém.

12 – MARIA DISSE SIM!

MARIA DISSE “SIM!” E NÓS, QUE RESPOSTA DAREMOS AO SENHOR?
“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Estas frases ecoaram pelos ares naquele tempo, após o “SIM” de Maria. Da mesma forma, essas duas frases continuam ecoando nos corações dos fiéis, de geração a geração, esperando pelo “SIM” de cada um de nós. Agosto é o mês das vocações. Mês em que todos nós, seres humanos, de forma especial, somos chamados com mais veemência por Deus Pai, para exercer a nossa missão cristã: em casa, na família, no trabalho, na comunidade, na paróquia, nas pastorais…
Você já sentiu o chamado de Deus em sua caminhada diária?
Já respondeu afirmativamente a esse chamado, colocando-se disponível para servir, tal como fizera Maria Santíssima à visita do anjo Gabriel?
Irmãos e irmãs em Cristo: todos nós já fomos ou somos chamados por Deus, para cumprir uma missão aqui na Terra. Afinal, a vida de todo ser humano é um dom de Deus, pois: “Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus” (Ef 2,10). Não existe homem que não seja chamado por Deus para servi-Lo através do relacionamento fraternal com os irmãos e consigo mesmo. Somos uma vocação; somos chamados assim como ocorreu também com Abraão, Moisés, Elias, reis e profetas…
Talvez com distintas funções de liderança e serviço, em diferentes contextos, é claro! Mas assim como Deus chamou Maria, que prontamente dissera “SIM”, fazendo a vontade do Pai, também nos chama pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas. E espera pela nossa resposta, que deve ser escolhida sem opressões, livremente, pois nos deu liberdade para segui-Lo ou não. Pensemos em quantas e quantas vezes as mãos do Senhor já nos tocou, nos indicou caminhos, nos abençoou. Quantas inúmeras vezes que Deus nos agraciou com o seu chamado, afirmando estar em nosso meio, junto conosco! Rememoremos alguns momentos marcantes em nossas vidas: a vocação para o matrimonio, para assumirmos a função de pais e educadores, para coordenar uma pastoral, para dirigir um coral na igreja… Que Deus nos inspire, através de seu filho Jesus Cristo, a abraçar livremente aos seus chamados de maneira que, à semelhança de Maria, possamos ouvir o sussurrar dos anjos: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo.” Amém! Abraços fraternos na paz do Senhor.

13 – FESTA DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Lucas condensa em um único momento algo que foi toda uma experiência de vida de Maria Santíssima, pois se permanecermos apenas com a narrativa Lucana tal como está, não vamos entender como é que em um momento de oração, que talvez durou uma hora ou alguns minutos, aquela adolescente de Nazaré abriu mão de todos os seus sonhos e projetos de vida, para aceitar algo que um ser humano comum nem cogitaria: Ser Mãe de Deus! Maria era uma pessoa conhecedora da Escritura e que estava sempre em oração, aberta ao conhecimento de Deus e sempre disponível para fazer a sua Santa Vontade. A anunciação do anjo, isso é, a manifestação da Vontade de Deus foi acontecendo de maneira gradativa, até que chegou o momento em que tudo estava mais claro sobre o que Deus queria daquela jovem… Mesmo assim, sem vídeo tape para ver o futuro, sem bola de cristal para ver tudo o que iria acontecer. Possivelmente aquele momento da anunciação tenha sido o instante em que na mente e no coração de Maria ela descobriu a vontade de Deus a seu respeito, mas considerando-se a sua tenra idade, também é possível que naquele momento tudo tenha se iniciado na sua vida, quando ela descobriu que a vontade de Deus era um pouco diferente dos seus planos de se unir para sempre com o noivo José. A menina tinha em seu coração essa dúvida, expressada na interrogação que fez ao anjo “Como isso vai acontecer se não conheço homem algum?”
Mais próximos de Maria, essa adolescente que tinha planos para sua vida, filha do Sr. Joaquim e Ana, pessoas que pertenciam á comunidade, fiéis na oração e na meditação da Palavra de Deus revelada nas escrituras antigas, a tarefa de meditar a Anunciação, fica bem mais agradável, porque vai mexer com a nossa vida e a nossa espiritualidade. Pois não sendo assim, corremos o risco de terminar a reflexão com uma pergunta boba e sem sentido “Com Maria, moça recatada e toda pura, virgem e temente a Deus, ornada de todas as virtudes celestiais, a predileta do Pai, foi assim”…
Mas e eu um vil mortal, frágil e pecador, nem sempre fiel na Fé, na oração e na meditação da Palavra de Deus, será que Deus quer alguma coisa de mim?
Será que há algo que eu possa fazer, para colaborar com Deus?
Não é necessário destacarmos o papel e a importância de Maria na História da Salvação, ela está acima dos Santos e Santas de Deus, ocupando um lugar de destaque na Vida da Igreja e na Fé dos Fiéis, claro que Maria não é deusa mas uma Filha muito especial Dele. Guardadas portanto, as devidas proporções, o que Deus realizou em Maria ele quer fazer também em cada um de nós e para tanto temos Maria como exemplo, ela é nossa Mãe, nossa irmã de caminhada, nossa companheira de luta, a primeira discípula e a primeira cristã. Nela aprendemos que devemos estar permanentemente abertos á Vontade de Deus, e isso se faz na oração, na escuta e na aceitação da Palavra de Deus. Não há problema confrontarmos a nossa vida com a Vontade de Deus, percebendo que nem sempre estamos afinados com Ele e em harmonia com o seu Plano. Sempre é tempo de corrigirmos a rota, de nos voltarmos totalmente para Deus, buscando a sua Graça e Santidade, nos moldando ao seu desígnio, abrindo espaço em nossa vida para a ação renovadora do seu Espírito, mas principalmente nos colocando como servos e servas de Deus, dispostos a servi-lo com a alma e o coração a nossa vida inteira, mergulhando assim no seu mistério, ainda que as vezes a compreensão nos falte, o que não pode faltar é a confiança Nele.

14 – ANUNCIAÇÃO

Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias. Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem? Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta “esterilidade”, Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – todos os direitos reservados!

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Com seu “faça-se”, Maria inaugura etapa crucial da história da salvação: abre as portas para Deus estabelecer morada em nosso meio. Ele não entrou no mundo pela força, quis propor-se; para tanto, contou com o sim de Maria. Nela o povo da promessa se torna o novo Israel.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O Senhor nos deu grande sinal: a virgem concebeu e deu à luz um filho. Jesus é o Deus conosco que procura cumprir a vontade do Pai. Maria foi fundamental para que Deus realizasse seus planos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor! A palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai (Jo 1,14).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade (Hb 10,5.7).

Antífona da comunhão

A virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado: “Deus-conosco” (Is 7,14).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Pela intercessão de Maria, ouvi-nos, Senhor.

— Iluminai, Senhor, vossa Igreja, para que caminhe sempre nos passos indicados por Jesus.
— Ajudai os ministros, para que amem vosso povo e sejam fiéis ao evangelho.
— Abençoai as pessoas consagradas na missão de levar Cristo ao mundo de hoje.
— Dai ao mundo inteiro a alegria da salvação e a paz verdadeira.
— Protegei e alegrai as mulheres que aguardam a chegada de nova vida.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Recebei, ó Deus onipotente, as oferendas de vossa Igreja, que comemora a sua origem na encarnação do vosso Filho, celebrando com alegria este grande mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, confirmai em nossos corações os mistérios da verdadeira fé, para que, proclamando verdadeiro Deus e verdadeiro homem aquele que nasceu da Virgem, cheguemos à felicidade eterna pelo poder da sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

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