LDP: 28/MAR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

28/Mar/2012 (4ª Feira)

LEITURAS

Daniel 3,14-20.24.49a.91-92.95 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Naqueles dias, 14o rei Nabucodonosor tomou a palavra e disse: “É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? 15E agora, quando ouvirdes tocar trombeta, flauta, cítara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?” 16Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: “Não há necessidade de te respondermos sobre isto: 17se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. 18Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer”. 19A estas palavras, Nabucodonosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente. 24Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. 49aMas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros. 91O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus ministros: “Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio fogo?” Responderam ao rei: “É verdade, ó rei”. 92Disse este: “Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus”. 95Exclamou Nabucodonosor: “Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele sua confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro Deus que não fosse o seu Deus”.

Salmo Daniel 3,52.53.54.55.56 (R. 52b) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Proféticos)

52bA vós louvor, honra e glória eternamente!
— 52Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— 53No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— 54Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— 55Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— 56Obras todas do Senhor, glorificai-o. A ele louvor, honra e glória eternamente.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são João 31-42 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. 33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” 34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. 39Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”. Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. 42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Já nos ajudaram a refletir sobre o compromisso com Jesus Cristo: “Necessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida de Cristo. A Igreja necessita de uma forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do Continente. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atrativo testemunho de unidade “para que o mundo creia” (Jo 17,21). “(DAp 362).

… a VERDADE …

Este fato, descrito por João, aconteceu depois do perdão à mulher adúltera. Jesus se apresenta como Filho Pai que é Deus: “Eu falo das coisas que o meu Pai me mostrou”. Os judeus se dizem filhos de outro pai: Abraão. A adesão a Jesus é difícil para as autoridades religiosas. Jesus tenta dialogar com eles no sentido de que ser filho de Abraão é parecer-se com ele, ou seja, estarem comprometidos com a justiça que promove e sustenta a vida e, não, tentam eliminá-la.

… e a VIDA …

Pai, liberta-me por tua palavra de verdade que afasta o egoísmo do coração, e capacita-me a amar meu semelhante, como amor total, a exemplo de Jesus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar orienta-me para deixar-me iluminar e marcar meus passos e decisões pela verdade que é Jesus. Assim faço o Oferecimento do Dia: Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração. Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde. Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade. E que eu faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas. Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal. Que a vossa graça, bênção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.

REFLEXÕES:

1 – A NOVIDADE DE JESUS

Neste capítulo oitavo do evangelho de João, a oposição entre a novidade de Jesus e a ortodoxia dos judeus é apresentada envolvendo agressivas acusações recíprocas. No texto de hoje, na primeira parte, Jesus está se dirigindo a judeus que creram nele. Em seguida, o diálogo é com judeus que o querem matar. Com a justaposição dos dois diálogos, o evangelista João faz uma advertência às comunidades de cristãos convertidos do judaísmo para que não retornem às sinagogas. Jesus afirma que a libertação verdadeira é ele quem traz, como enviado de Deus. Quem rejeita o Pai de Jesus, adota um deus de poder e passa a oprimir os pequeninos. Assim permanecem escravos do pecado. É Jesus quem fala a verdade que ouviu de Deus, não Abraão.

2 – A VERDADE LIBERTA

Em que consiste a liberdade? A resposta a esta pergunta sempre nos parece clara, mas só à primeira vista. O Evangelho de hoje nos mostra que os judeus pensaram que eram livres e, no entanto, não eram, porque existem muitas formas sutis de escravidão, sendo que as piores são as nossas tendências ao mal, as nossas imaturidades e as nossas fraquezas, e são piores porque brotam no nosso interior, nos enganando, porque pensamos que estamos fazendo a nossa vontade quando na verdade estamos cedendo aos nossos desejos, que não nos deixam ser livres. Somente permanecendo unidos a Cristo é que podemos vencer a nossa natureza e sermos verdadeiramente livres.

3 – ESCRAVIDÃO E LIBERDADE

Escravidão e liberdade resultam da postura que as pessoas assumem, diante de Jesus e de seu projeto. A liberdade brota da obediência ao Mestre, explicitada em forma de comunhão e solidariedade, de maneira especial, com os mais fracos e pequeninos. Este gesto de amor é possível quando o discípulo se liberta da tirania do egoísmo, e se projeta para além de si mesmo. A escravidão acontece quando, tiranizadas pelo egoísmo, as pessoas não são capazes de superar seus pequenos interesses, abrindo-se para Deus e para o próximo./Existem religiosidades falsamente libertadoras, que levam as pessoas a se apegarem a elementos secundários, tornando-se incapazes de acolher o projeto de Deus./Jesus entrou em atrito com gente deste tipo. O orgulho de pertencerem à descendência de Abraão levava certas pessoas a se oporem, abertamente, a Jesus, o enviado do Pai, e à sua proposta de conversão. Pensando ser filhos de Deus, acabavam por se fazer filhos de outro pai. Não pode haver contradição no agir de quem provém de Deus. Se rejeitam o Filho, é porque não estão enraizados no Pai./A missão de Jesus consistiu em libertar a humanidade, fazendo-a conhecer a verdade. Não podemos nos contentar com uma libertação apenas aparente e enganadora. Só Jesus pode tornar-nos, efetivamente, livres.

4 – À MEDIDA QUE SERVIMOS A DEUS SOMOS LIVRES

O Evangelho de hoje, dentre tantas coisas, nos traz o caminho de santidade que passa pelo seguimento a Cristo, pois esse é, na realidade, um caminho na liberdade e na verdade./De fato, Jesus diz: “Se permanecerdes fiéis à minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a verdade e a verdade libertar-vos-á” (João 8,31-32)./Propor a santidade de vida nada mais é do que oferecer o caminho da autenticidade e da liberdade. À luz da fé, ser santo é viver a verdade total, não limitada às realidades materiais ou apenas à vida terrena. Com efeito, o santo tem em consideração tanto os bens materiais como os espirituais; ele considera tanto a realidade terrena como a sobrenatural, contempla a própria vida não apenas na perspectiva temporal, mas também eterna. Por outras palavras, o santo vive a pureza de intenções, considerando todos os aspectos da própria existência./O aspecto mais importante é que quem deseja a santidade abre-se para Deus, o bem supremo e fonte verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Depois da Sua Morte e Ressurreição, o Senhor prometeu que nos enviaria o Espírito Santo como “o Espírito da Verdade” (Jo 16,13)./Diante de Pilatos, Jesus disse: “Foi por isso que nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). Seguindo radicalmente a Cristo, caminhamos na autenticidade total./A santidade de vida e a abertura à graça nos ajudam, na realidade, a compreender mais profundamente as verdades de Deus. São Paulo escreve: “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus; para ele são loucura, e não é capaz de as compreender” (1Cor 2,14). Ou ainda: “Todo aquele que peca não viu Deus nem o conheceu” (1Jo 3,6)./Não alcançamos a contemplação plena do rosto do Senhor unicamente com as nossas forças, mas deixando-nos guiar pela Sua graça. Só a experiência do silêncio e da oração oferecem o horizonte adequado, nos quais pode maturar e desenvolver-se o conhecimento mais verdadeiro, aderente e coerente ao mistério de Deus. Por este motivo, com frequência nos surpreende a compreensão perspicaz sobre Deus que os santos demonstram, mesmo os que não fizeram muitos estudos./No Evangelho, Jesus fala da liberdade espiritual. Na realidade, o olhar sobre todos os aspectos da nossa existência, ajuda-nos a encontrar uma justa escala de valores. Auxilia-nos, por conseguinte, a não nos tornarmos dependentes nem permanecermos escravos dos bens materiais e das nossas concupiscências, dos vícios, do pecado; mas nos estimula e nos torna capazes de desejar os valores mais importantes, indestrutíveis, perenes./Jesus, no Evangelho de hoje, responde aos judeus de maneira clara: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que cometer pecado é escravo do pecado”. Vem à nossa mente tantos jovens que, hoje, são escravos da droga, do sexo, do prazer, do dinheiro, do orgulho, da preguiça, da inveja, etc. Não são livres para desejar valores maiores./Contudo, quem de nós não experimentou – e não experimenta em maior ou menor medida – a escravidão de vários vícios e debilidades? Santo Agostinho, que depois de uma vida tão libertina teve que se esforçar bastante para encontrar esta liberdade espiritual, isto é, para partir as correntes dos seus maus hábitos e da paixão carnal, escreveu com convicção: “Ouso dizer que à medida que servimos a Deus somos livres, enquanto que, à medida que servimos a lei do pecado, somos escravos”./Santo Agostinho também tinha a consciência de que a liberdade espiritual não se alcança plenamente com as próprias forças, mas unicamente por meio da graça, da ajuda do Senhor. Contudo, Jesus afirma isso de maneira clara no Evangelho que ouvimos: “Por conseguinte, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres”./O caminho de santidade é para a liberdade espiritual, que pode se manifestar “até em condições de constrição exterior”, como nos ensina o Papa João Paulo II, na Carta Encíclica “Redemptor Hominis”, 12./A condição da sua autenticidade é “a exigência de uma relação honesta em relação a toda verdade acerca do homem e do mundo”, continua Sua Santidade. Assim, voltam à nossa mente as palavras de Jesus no Evangelho de hoje: “a verdade libertar-vos-á”./Peçamos ao Senhor que nos ajude a aceitar, seriamente, o convite à santidade nas nossas condições de vida cotidiana, que não é mais que um convite a caminhar na verdade total e na liberdade autêntica.

5 – FAZER AS OBRAS DE ABRAÃO

Em Mambré, três homens aproximam-se de Abraão e colocam-se de pé junto dele (Gn 18). Imaginai a cena: estes homens apresentam-se acima dele, não à face dele. Abraão submeteu-se à vontade de Deus, o que fica expresso pelo facto de Deus Se apresentar num nível superior ao dele. Portanto, Eles não se apresentam […] diante dele para o humilhar, mas acima dele, para o proteger. Abraão acolhe os três homens e serve-lhes três medidas de pão. Que explicação dar a isto, meus irmãos, se não a de que ele reconhece o mistério da Trindade? Também lhes leva um vitelo que não é duro, mas «dos mais tenros e gordos». Para ser assim tão bom, assim tão tenro, não pode senão tratar-se d’Aquele que Se humilhou por nós até à morte, Cristo. É mesmo Ele, o vitelo gordo que o Pai imola para celebrar o regresso do filho pródigo arrependido (cf. Lc 15,23): “Porque, tanto amou Deus o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito” (Jo 3,16)./Abraão vai, portanto, ao encontro dos três homens, mas Aquele que ele adora é único. […] Como já disse, aqui discernimos o mistério da Trindade; se ele se prostrou em adoração, como se, diante dele, estivesse apenas uma pessoa, foi porque sabia que Deus é único em três pessoas. Dirige-se apenas a uma pessoa, ao dizer: «Peço-te que não passes adiante, sem parar em casa do Teu servo» (v. 3); mas acrescenta, deixando que se pense que se dirige a várias pessoas: “Permite que se traga um pouco de água para Vos lavar os pés” (v. 4)./Que o bem-aventurado Abraão vos sirva de exemplo, irmãos, para receberdes os vossos hóspedes com amabilidade, e lhes lavardes os pés com humildade e respeito. […] Não negligencieis este propósito, irmãos, vós que não quereis mostrar-vos hospitaleiros, vós que recebeis o vosso hóspede como a um inimigo. De facto, devido à sua hospitalidade, o bem-aventurado Abraão mereceu receber Deus em pessoa, recebendo estes três homens. Cristo também confirma este propósito, dizendo no Evangelho: “Era peregrino e vós Me recolhestes” (Mt 25,35). Não negligencieis, pois, os viajantes, não seja que vos recuseis a receber o próprio Deus.

6 – CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS TORNARÁ LIVRES

Hoje quando estão faltando poucos dias para a Semana Santa, o Senhor pede-nos que lutemos para viver coisas concretas, pequenas, mas às vezes, não fáceis. Ao longo da reflexão as iremos explicando: basicamente trata-se de perseverar na sua palavra. Que importante é referir nossa vida sempre no Evangelho! Podemo-nos perguntar: que faria Jesus nesta situação que devo afrontar? Como trataria a esta pessoa que me custa especialmente? Qual seria a sua reação ante esta circunstancia? O cristão deve ser – segundo São Paulo – “outro Cristo”: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). O reflexo do Senhor na nossa vida de cada dia, Como é? Sou seu espelho?/O Senhor assegura-nos que se perseveramos na sua palavra, conheceremos a verdade e, a verdade nos fará livres (cf. Jo 8,32). Dizer a verdade não sempre é fácil. Quantas vezes se nos escapam pequenas mentiras, dissimulamos, fazemos como se não ouvíssemos? Não podemos enganar a Deus. Ele vê-nos, nos contempla, nos ama e nos acompanha no nosso dia-a-dia. No oitavo mandamento ensina-nos que não podemos fazer falsos testemunhos, nem dizer mentiras, por pequenos que sejam, ainda que podem parecer insignificantes. Tampouco tem cabimento as mentiras “de piedade”. “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não” (Mt 5,37), nos diz Jesus em outro momento. A liberdade, esta tendência ao bem, está muito relacionada com a verdade. Algumas vezes não somos suficientes livres porque na nossa vida há como um duplo fundo, não somos claros. Temos de ser contundentes. O pecado da mentira nos escraviza./“Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis” (Jo 8,42), diz o Senhor. Como se concreta nosso interesse diário por conhecer o Mestre? Com que devoção lemos o Evangelho, por pouco que seja o tempo de que dispomos? Que posso deixar na minha vida, no meu dia? Os que me veem poderiam dizer que leio a vida de Cristo?

7 – SE O FILHO DO HOMEM VOS LIBERTAR, SEREIS VERDADEIRAMENTE LIVRES

Neste Evangelho, Jesus, através da comparação com o escravo, mostra-nos que a liberdade que ele oferece é a única verdadeira e definitiva. No mundo, as coisas são passageiras, como o escravo naquele tempo que ficava passando de família em família. Jesus não é escravo, mas filho. As obras dele permanecem, como o filho permanece sempre na sua família. Além disso, a liberdade oferecida por Jesus é fruto da verdade, e esta não muda. Mas só conhece a verdade quem permanece na palavra de Jesus: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”./A verdade liberta e a mentira escraviza, da mesma maneira que o pecado. Temos de optar entre a verdade e a mentira. O próprio Cristo é a verdade. A mentira é a raiz de muitos pecados, assim como a verdade é a raiz de muitas virtudes./Jesus declara que a mera descendência natural de Abraão não é garantia de que a pessoa está com Deus. É Cristo que nos estabelece na autêntica linhagem de Abraão, pela fé. Entretanto, para sermos discípulos de Cristo, temos de por em prática a sua palavra./Abraão é o pai da fé, uma fé não só de cabeça, mas que o levou a jogar a sua vida na direção das promessas de Deus, apesar de não conhecer a fundo essas promessas. Os verdadeiros filhos de Abraão são os que o imitam, jogando-se agora no seguimento de Cristo./O mundo hoje tenta fazer a cabeça de todo mundo, como um rolo compressor. Essa massificação começa com as crianças, aprofunda-se nos jovens e nestes a massificação já começa a produzir frutos: drogas, sexo livre, gangues… A manipulação atinge também o setor religioso; quem não está firme na Palavra de Deus, não persevera na verdadeira Igreja de Cristo./É urgente sermos “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham vida nele” (Documento de Aparecida)./Os mártires testemunhos que o seguimento de Jesus leva à verdade e está liberta a pessoa. Mesmo morrendo, eles são mais livres do que muitos que andam pelas ruas./Certa vez, um senhor foi ao hospital visitar um amigo que estava internado, muito mal. O amigo estava com balão de oxigênio./O visitante chegou ao lado da cama e ficou em pé, parado, conversando com ele. Mas não percebeu que havia pisado na mangueirinha do oxigênio, e assim o doente não podia mais respirar./Logo o doente começou a sentir-se mal e, percebendo a causa, empurrou o visitante para trás. Foi só este se afastar, pronto, o doente começou a respirar normal e recuperou a tranquilidade./Existem certos “visitantes” que se aproximam de nós interessados no nosso dinheiro, e não hesitam em destruir a nossa vida, por exemplo, levando-nos ao vício e a outras coisas que matam./Quanto mais perto de Deus, mais livre é uma pessoa. Maria Santíssima era uma mulher livre. Ela não se submeteu aos tabus da época em relação à mulher: falava em público, denunciava, fazia longas viagens… Que ela nos ajude a permanecer e crescer na Palavra do seu Filho./Se o Filho do Homem vos libertar, sereis verdadeiramente livres.

8 – “SOMOS FILHOS DA PROMESSA DE DEUS!” DEUS É O NOSSO PAI E, SOMOS FILHOS LIVRES, QUANDO NOS EMANCIPAMOS DE NÓS MESMOS

Todos nós buscamos a verdade e ansiamos também por liberdade. Conhecer a verdade é ter uma experiência com o amor de Deus e conhecimento profundo dos Seus mistérios na nossa vida. Jesus Cristo é a verdade do Pai para nós. Ele veio ao mundo para nos revelar a face de Deus e nos comunicar o jeito de ser do Pai, e, assim, nos fazer desejar imitá-Lo, já que fomos feito à Sua imagem e semelhança. Só Jesus, que conhece o Pai, pode nos ensinar as coisas que O Pai nos deseja transmitir./Neste Evangelho Jesus nos afirma que quem conhece a verdade é livre. Assim, nós poderemos ser livres de nós mesmos, das nossas tendências pecaminosas e da nossa humanidade decaída pelo pecado, se cremos em Jesus como nosso libertador. Em Jesus, fomos livres do pecado que antes nos escravizava. Essa experiência nós podemos tê-la na nossa vida quando temos um encontro pessoal com a Sua Salvação que nos comunica o amor e a misericórdia do Pai./Deus tem um plano de amor para cada um de nós, pessoalmente, e quando começamos a perceber esse plano nós vamos nos tornando mais livres de nós mesmos, dos nossos projetos pessoais. Nunca mais seremos os mesmos e podemos afirmar com convicção: “somos filhos de Abraão”, “somos filhos da promessa de Deus!” Deus é o nosso Pai e, somos filhos livres, quando nos emancipamos de nós mesmos para confiar somente em Jesus Cristo, que é CAMINHO, VERDADE E VIDA! Reflita: Qual é a imagem que você tem de Deus, Pai? O que Jesus veio ensiná-lo em relação ao Pai? Você conhece a verdade sobre você mesmo? Você se considera uma pessoa livre? Você já começa a ter entendimento da verdade de Deus para você? Você sente-se livre de você mesmo ou ainda é muito preso aos seus planos e projetos pessoais?/Amém!/Abraço carinhoso.

9 – PREPARAR-SE PARA A PÁSCOA

O sentido da páscoa./Para o mundo de hoje, para a maioria das pessoas, a palavra Páscoa lembra apenas ovos de chocolate, um bom descanso na sexta-feira santa, e, quando muito, um almoço em família no domingo. Isso porque o comércio transformou a festa da ressurreição de Jesus, em uma oportunidade de se ganhar dinheiro./O significado original da palavra Páscoa era a passagem do Mar Vermelho, a libertação da escravidão do povo de Deus. Depois de Cristo a Páscoa passou a significar a passagem da morte para a vida, com a sua ressurreição./Para nós hoje, a Páscoa também significa a passagem da morte para a vida. A passagem do pecado para a vida da graça, ou o estado de graça./Sendo assim, que tal agora se preparar para fazer uma boa e santa confissão? Preparar-se para voltar a vida, preparar-se para ressuscitar com Cristo?/Esta preparação deve começar pela verificação de nosso interior, e consiste em fazer um EXAME DE NOSSA CONSCIÊNCIA para avaliar os danos causados à nossa alma pelos nossos pecados cometidos. Dessa forma, façamos uma observação à luz dos ensinamentos de Cristo, sobre os seguintes itens:/Ódio: Eu tenho tido ódio das pessoas? Tenho tido vontade de me vingar das injustiças que me fazem? Fico geralmente com raiva daqueles que me incomodam, me contrariam, me fazem qualquer tipo de mal?/Inveja: Tenho tido inveja da beleza de outra pessoa? Da sua riqueza? Do seu emprego, do seu salário, da sua posição social, da sua sabedoria que é maior do que a minha? Do seu jeito de ser descontraída, alegre, extrovertida? Etc.?/Gula: Tenho comido mais do que o meu organismo necessita? Não vejo a hora de sentar-me à mesa e bater um bom prato? Eu como para viver ou vivo para comer? Lembre-se que “Nem só de pão vive o homem e a mulher”. Mas da palavra de Deus…/Maledicência: Eu vivo fofocando, falando mal dos outros, com a desculpa de que estou zelando pelo bem da comunidade? Eu sou daqueles que ao perceber que alguém é mais talentoso de que eu, fico colocando defeito nele?/Mentira: Tenho mentido? As minhas mentiras têm prejudicado alguma pessoa? Não tenho combatido o meu hábito de mentir? Uma dica: se você é um mentiroso(a), escreva romances, dramas e aventuras. Experimente. Pois você é bom em inventar estórias!/Egoísmo: Tenho sido egoísta? Eu só penso em mim? Só defendo os meus direitos? É sempre eu, nada mais do que eu? Tudo por mim, nada fora de mim, nada contra mim? Não tenho pensado nos outros? Em suas necessidades? Não tenho o bom hábito de ouvir o que o outro tem a dizer? Falo em cima delas? Quero sempre mostrar que eu tenho a razão, que só eu estou certo? Etc./Orgulho: Eu sou daqueles que anda com o nariz para cima, não ligo para ninguém, e acho que eu sou o tal, que sou melhor que todos, que nunca vou precisar de nenhum deles, sempre acho que eu sou o máximo? Com o meu orgulho tenho humilhado as pessoas? Tenho ofendido as pessoas, magoando-as com o meu orgulho? Tenho faltado com a caridade desde o trato com as pessoas até o ato de ajudá-las? Tenho me compadecido do sofrimento dos outros? Tenho dado esmola? (cuidado com esse item! Lembre-se: Tive fome e não me destes de comer…)./Vaidade: Olhando o dicionário, podemos ver que a vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas, e para tal se enfeitam, se embelezam ou se arrumam de forma exagerada, criando uma bela imagem pessoal para se exibir ou se mostrar aos outros, com o objetivo de ser admirada./Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja aos outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vícios se complementam, e um é objeto do outro./Então está aí, porque a vaidade é um pecado, muito embora, dependendo da dosagem ou das circunstâncias, tenha bastante atenuantes, e portanto poderá ser uma pecado venial, ou leve./Sendo assim, eu me pergunto até que ponto eu tenho sido vaidoso, vaidosa? Até que ponto a minha vaidade tem menosprezado os demais?/Vícios: Eu tenho algum tipo de vício? Ele é exagerado? O meu vício prejudica o próximo de algum modo? Eu tenho combatido o meu vício? Já conversei com o sacerdote sobre o meu vício?/Desregramentos: Tenho sigo exagerada ou exagerado nas coisas que faço? Principalmente no modo de criticar as coisas e as pessoas? Tenho sido desregrado na comida, na bebida? Com os meus desregramentos tenho prejudicado alguém?/Preguiça: A preguiça pode ser considerada uma deficiência nata. Muitos daqueles que estão mendigando agora, são preguiçosos que não se esforçaram para vencer a preguiça para conseguir um lugar ao sol. Eu sou preguiçoso(a)? Tenho feito alguma coisa para combater a minha preguiça?/Avareza: Eu tenho me apegado excessivamente aos bens materiais e ao dinheiro? Tendo sido ganancioso, juntando dinheiro a qualquer custo, mesmo em prejuízo do próximo? Tenho sido sovino e não tenho me compadecido da necessidade dos meus irmãos pobres?/Sensualidade: Como tem sido o meu comportamento sexual? É normal o tenho algum desvio de conduta? Tenho me demorado em olhar a sensualidade na internet ou em outros meios de comunicações? Com mau o uso da minha sensualidade quantas pessoas já prejudiquei?/Soberba: Tenho sigo arrogante, me sentindo mais importante que os outros? Tenho tido atitude de superioridade sobre as demais pessoas? Tenho sido orgulhoso, vaidoso? Tenho me vangloriado, fazendo elogios na boca própria?(elogios a mim mesmo) Tenho desprezado alguma pessoa por não tão importante quanto ou como a mim?/Impaciência: O ser ativo, trabalhador, ligeiro, são virtudes bem quista aos olhos de Deus. Porém, não ser paciente diante das pessoas moles, lerdas, vagarosas, minuciosas, pode ser um pecado. Eu tenho agido assim? Tenho sido exageradamente impaciente diante dos meus filhos, dos meus pais, dos meus alunos, diante das coisas que demoram para acontecer? Não sei esperar e começo a reclamar? Etc./E etc. Reveja agora aqueles seus pecados os quais só Deus e você sabem. Arrependa! E agora estará pronto, pronta para a confissão./Boa Páscoa.

10 – CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ

Jesus nos chama a permanecer em sua palavra só assim poderemos ser livres. A o passo que vamos conhecendo melhor a Palavra de Deus e vamos colocando-a em pratica nossa vida vai se transformando. A fidelidade a Jesus e a sua palavra vai abrindo nossa mente e nosso coração para que nos tornemos discípulos/missionários livres de tudo que nos escraviza e nos faz viver no pecado. Os chefes judeus eram apegados ao poder e as riquezas que os levava a explorar a fé do povo mais pobre e simples e em consequência de suas normas rígidas e injustas excluía-os do reino dos céus. Jesus diz que quem age assim não poderá ser considerado filho de Abraão e filho de Deus, pois se fossem aceitariam seu projeto de vida e amaria aquele que Deus enviou./A escravidão que é gerada naquele que coloca sua vida na força do poder e do dinheiro leva para a morte. A liberdade trazida por Jesus nos liberta de tudo aquilo que antes parecia absoluto: riqueza, poder, ideais e estruturas que criam dependências e injustiças, que oprime e que mata. Esta escravidão às coisas passageiras deste mundo nos impede de fazermos a experiência do amor de Deus através do amor aos irmãos. O que tem nos mantido presos? Onde temos colocado nossa vida? Qual a verdade que estamos buscando? Só existe uma verdade; é Jesus a verdade e a vida./Jesus quando estava na presença de Pilatos lhe disse: Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade, ouve minha voz. Pilatos disse: O que é a verdade?/Jesus é a verdade que traz ao homem o conhecimento do verdadeiro Deus. Seu reino é o reino da verdade, onde a exploração dá lugar á partilha, e a opressão dá lugar á fraternidade. Que possamos conhecer e permanecer na verdade que é o próprio Jesus para que possamos nos libertar de tudo aquilo que tenta nos afastar de Deus. Se o Filho de Deus nos libertar, seremos verdadeiramente livres, livres para amar e para servir a Deus ao próximo como Jesus nos ensinou./Em Cristo.

11 – SE O FILHO DO HOMEM VOS LIBERTAR, SEREIS VERDADEIRAMENTE LIVRES

Se o Filho do Homem vos libertar, sereis verdadeiramente livres./Neste Evangelho, Jesus, através da comparação com o escravo, mostra-nos que a liberdade que ele oferece é a única verdadeira e definitiva. No mundo, as coisas são passageiras, como o escravo naquele tempo que ficava passando de família em família. Jesus não é escravo, mas filho. As obras dele permanecem, como o filho permanece sempre na sua família. Além disso, a liberdade oferecida por Jesus é fruto da verdade, e esta não muda. Mas só conhece a verdade quem permanece na palavra de Jesus: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”./A verdade liberta e a mentira escraviza, da mesma maneira que o pecado. Temos de optar entre a verdade e a mentira. O próprio Cristo é a verdade. A mentira é a raiz de muitos pecados, assim como a verdade é a raiz de muitas virtudes./Jesus declara que a mera descendência natural de Abraão não é garantia de que a pessoa está com Deus. É Cristo que nos estabelece na autêntica linhagem de Abraão, pela fé. Entretanto, para sermos discípulos de Cristo, temos de por em prática a sua palavra./Abraão é o pai da fé, uma fé não só de cabeça, mas que o levou a jogar a sua vida na direção das promessas de Deus, apesar de não conhecer a fundo essas promessas. Os verdadeiros filhos de Abraão são os que o imitam, jogando-se agora no seguimento de Cristo./O mundo hoje tenta fazer a cabeça de todo mundo, como um rolo compressor. Essa massificação começa com as crianças, aprofunda-se nos jovens e nestes a massificação já começa a produzir frutos: drogas, sexo livre, gangues… A manipulação atinge também o setor religioso; quem não está firme na Palavra de Deus, não persevera na verdadeira Igreja de Cristo./É urgente sermos “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham vida nele” (Documento de Aparecida)./Os mártires testemunhos que o seguimento de Jesus leva à verdade e está liberta a pessoa. Mesmo morrendo, eles são mais livres do que muitos que andam pelas ruas./Certa vez, um senhor foi ao hospital visitar um amigo que estava internado, muito mal. O amigo estava com balão de oxigênio./O visitante chegou ao lado da cama e ficou em pé, parado, conversando com ele. Mas não percebeu que havia pisado na mangueirinha do oxigênio, e assim o doente não podia mais respirar./Logo o doente começou a sentir-se mal e, percebendo a causa, empurrou o visitante para trás. Foi só este se afastar, pronto, o doente começou a respirar normal e recuperou a tranquilidade./Existem certos “visitantes” que se aproximam de nós interessados no nosso dinheiro, e não hesitam em destruir a nossa vida, por exemplo, levando-nos ao vício e a outras coisas que matam./Campanha da fraternidade. O homem foi criado perfeito e viveu assim até descobrir a maldade, que foi a causa da sua deterioração, da sua exclusão da presença de Deus. O desejo desenfreado do lucro, do poder e do prazer gera a violência e traz todo tipo de mal para a sociedade. São fonte de insegurança./Antigo Testamento nos mostra que fomos criados para a comunhão com Deus e com os irmãos, na vivência concreta do amor e somente a partir deste critério poderemos de fato ter segurança. Somente põe a sua confiança no Senhor aquele que faz a Sua vontade./Quanto mais perto de Deus, mais livre é uma pessoa. Maria Santíssima era uma mulher livre. Ela não se submeteu aos tabus da época em relação à mulher: falava em público, denunciava, fazia longas viagens… Que ela nos ajude a permanecer e crescer na Palavra do seu Filho./Se o Filho do Homem vos libertar, sereis verdadeiramente livres.

12 – A VERDADE NOS LIVRARÁ

Jesus nos convida a verdade e vida./”E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos livrará.”/Jesus está nos convidando a permanecer na verdade. Ele convida por que não nos obriga. Dá-nos o direito de dizer sim ou não./É o livre arbítrio, poder, dado por Deus ao homem, de agir e não agir, de fazer isto ou aquilo, de querer ou não querer, de crer ou não crer, de praticar por si mesmo ações deliberadas. E esta liberdade é que caracteriza os atos propriamente humanos. Quanto mais faz o bem, mais alguém se torna livre. A liberdade atinge a perfeição quando é ordenada para Deus, sumo Bem e nossa Bem-aventurança. A liberdade implica também a possibilidade de escolher entre o bem e o mal. A escolha do mal é um abuso da liberdade, que conduz à escravatura do pecado. Em outras palavras, pecar é usar de forma errada a nossa liberdade que nos foi dada por Deus, para fazer algo que no momento pode representar algo prazeroso, mas futuramente teremos de pagar caro, muito caro, pelas suas consequências./“Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo.”/Ficamos escravos do pecado, quando já não conseguimos mais forças para levantar-nos e voltar para a casa do Pai, forças para largar aquela vida que só me prejudica e me arrasta para o fundo poço cada vez mais./Mas “… a verdade vos livrará.” é isso aí. A verdade de Deus nos livrará. Quando e onde? É só prestar atenção que Deus está sempre nos dando a mão para nos levantar do chão. Esta leitura pode ser a mão estendida de Deus para você neste instante. Pois agora na Semana Santa é a grande oportunidade de fazer isso. Segurar na mão estendida de Deus. É a hora de voltar para Deus através de uma boa confissão. Amigo(a). Se você está atado(a) pelos laços de uma vida errada, Deus lhe convida a sair deste emaranhado de coisas que dificulta a sua liberdade, e partir para outra vida./Pois se tentarmos sempre seguir a sua palavra, seremos identificados como cristãos. Tentar. A gente tenta todo dia ser cristão. A Gente se esforça. Pois a vida da graça principalmente para os jovens, às vezes é um cair e levantar constante. Mas Deus está vendo que não é fácil ser cristão no mundo de hoje. Mas Ele conta mais o nosso esforço de tentar permanecer na sua palavra. E nada melhor que tentar seguir aquele que é: O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, E QUER QUE TENHAMOS VIDA EM ABUNDÂNCIA.

13 – PERMANECER NA PALAVRA

Jesus está falando com um grupo de Judeus que a princípio acreditaram nele, entusiasmados pelas suas sábias palavras e pelos prodígios que realizava. Jesus os convida a darem um passo á frente: permanecer na Palavra que um dia acolheram… é aí que vem o grande desafio./As vezes as pessoas vagam de paróquia em paróquia, principalmente nos grandes centros urbanos, á, procura de padres que sejam pregadores de primeira. O que essas pessoas buscam? A palavra transformadora ou palavras bonitas e frases de efeito, buscam um evangelizador ou um exímio orador?/Claro que hoje em dia se exige um desempenho melhor dos nossos pregadores de celebrações, sejam eles sacerdotes, Diáconos ou Ministros Leigos, evidentemente nos estudos teológicos deve constar da grade curricular uma boa aula de comunicação, técnicas para aprimorar a oratória, postura, impostação da voz, pois a concorrência é muito grande e há pastores evangélicos que nesse particular são ótimos comunicadores./Mas uma pregação, para ser boa, depende de como ela é acolhida, conheço sacerdotes que não têm muita eloquência no falar, mas são sábios no pouco que dizem pois o Espírito Santo não fica selecionando oradores para os inspirar, não é esse o critério de Deus…/Quando não se acolhe interiormente a Santa Palavra mas apenas a ouve como algo bonito e comovedor, acontece o que aconteceu com esse grupo de admiradores de Jesus: não percebem que a Palavra de Deus manifestada em Jesus é essencialmente Libertadora!/Em resumo, Jesus fala muito bem, prega muitas verdades, tem uma linha profética diferenciada e superior aos demais, entretanto, a pregação serve para o meu vizinho, pois em mim não há nada a ser mudado, está tudo muito bem… “Pertencemos a Tradição de Israel, somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém, não precisamos tanto assim da sua Palavra./É o homem da pós modernidade “escritinho”! Aprecia o cristianismo, é capaz até de frequentar a celebração dominical, vibra ao ouvir as leituras e a pregação (quando o pregador tem cultura e conhecimento teológico) entretanto, do jeito que entra ele sai, não sendo um crente sincero, mas apenas um admirador de Jesus e da sua Igreja./E quando esse grupo de fervorosos Judeus que haviam manifestado uma certa queda por Jesus, perceberam que seus ensinamentos e o seu modo de viver, contrariava certas regrinhas e normas importantes do Judaísmo, passaram a rejeitá-lo e agora articulam sua morte./E no final Jesus os chama de “Judeus de meia Pataca”, porque se diziam descendentes de Abraão, mas não seguiam o seu exemplo de Homem Santo, temente a Deus e fiel na sua Fé, quem é realmente de Deus, jamais apoia as forças da morte e da violência…/Muitos cristãos há que, finda a celebração, guardam o seu cristianismo em uma das gavetas junto com a Bíblia, e vivem e pensam de um modo que contradiz tudo o que celebram aos domingos… aborto, pena de morte, desigualdade social, intolerância religiosa, opressão, exploração e violência. Filhos de Abraão ou Cristãos de meia tigela?

14 – A LIBERDADE EM JESUS

Em que consiste a liberdade? A resposta a esta pergunta sempre nos parece clara, mas só à primeira vista. O Evangelho de hoje nos mostra que os judeus pensaram que eram livres e, no entanto, não eram, porque existem muitas formas sutis de escravidão, sendo que as piores são as nossas tendências ao mal, as nossas imaturidades e as nossas fraquezas, e são piores porque brotam no nosso interior, nos enganando, porque pensamos que estamos fazendo a nossa vontade quando na verdade estamos cedendo aos nossos desejos, que não nos deixam ser livres. Somente permanecendo unidos a Cristo é que podemos vencer a nossa natureza e sermos verdadeiramente livres. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – todos os direitos reservados.

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Sempre temos necessidade de nos libertar de alguma coisa. A verdade que nos liberta é o próprio Jesus e sua palavra. Devemos ter cuidado com os falsos libertadores do povo, que escondem propósitos interesseiros.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A proteção de Deus nem sempre é tão visível e maravilhosa como na história dos três jovens, mas ela é sempre real. Nossas obras vão mostrar se somos verdadeiros filhos de Deus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Vós me livrais, Senhor, de meus inimigos; vós me fazeis suplantar o agressor e do homem violento me salvais! (17,48s).

Antífona da comunhão

Deus nos transportou para o reino do seu Filho amado, no qual temos a redenção pelo seu sangue, o perdão dos pecados (Cl 1,13s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus de misericórdia, iluminai nossos corações purificados pela penitência. E ouvi com paternal bondade aqueles a quem dais o afeto filial. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, ouvi-nos e atendei-nos.

— Concedei, Senhor, à vossa Igreja e seus ministros serem discípulos fiéis a Jesus.
— Libertai-nos da escravidão do materialismo e da busca de poder e status.
— Ensinai-nos a respeitar outras crenças e religiões.
— Abençoai os profissionais da saúde e fortalecei os doentes.
— Confortai as pessoas que perderam seus entes queridos.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, as oferendas que nos destes a fim de que, oferecidas em vossa honra, possam tornar-se remédio para nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que o sacramento recebido nos seja um remédio do céu, para que expulse os vícios de nossos corações e nos mantenha sob a vossa proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

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