LDP: 02/ABR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

02/Abr/2012 (2ª Feira)

LEITURAS

Isaías 42,1-7 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas proverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”. 5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.

Salmo 27(26) 1.2.3.13-14 (R. 1a) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1aO Senhor é minha luz e salvação.
— 1O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
— 2Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem.
— 3Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.
— 13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. 14Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são João 12,1-11 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?” 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia da minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. 9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Posso oferecer perfume de boa qualidade a Jesus, expressando meu amor. Ou disfarçar minha caridade, meu amor. Já nos falaram deste amor, em vários momentos: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35). (DAp 138).

… a VERDADE …

Esta cena de Betânia nos apresenta duas pessoas olhando para Jesus: Maria e Judas. Maria quer expressar todo seu amor. E o faz com um presente de qualidade, bastante caro. Judas, infelizmente, não entende a linguagem do amor. Só entende a linguagem do interesse, disfarçado em caridade: partilhar com os pobres. O perfume com que Maria unge os pés de Jesus é símbolo de unidade, de amor.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, a exemplo de Maria de Betânia, desperta em mim uma amizade autêntica, que me coloque em perfeita sintonia contigo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Proponho ter o olhar parecido verdadeiramente com o Mestre. Para isto quero assumir a centralidade do Mandamento do amor.

REFLEXÕES:

1 – O LUGAR DA VIDA

Em Betânia, a nova comunidade dos discípulos faz a ceia da celebração da vida que Jesus lhe comunicou. À “Jerusalém, que mata os profetas” (Lc 13,34), opõe-se Betânia, que é o lugar da vida, como a casa de Lázaro, Marta e Maria. Lázaro, ressuscitado por Jesus, é testemunha da vida que venceu a morte. Esta é a comunidade que serve e que ama. Judas é aquele que, apegado ao dinheiro, não compreende nem o serviço nem o amor. O perfume com que Maria unge os pés de Jesus enche a casa inteira com seu aroma. Não mais o odor do túmulo de Lázaro. Maria unge os pés de Jesus com vida, e não o seu corpo morto, que será ungido por Nicodemos. Na iminência de sua morte em Jerusalém, seis dias depois, também com a ceia da vida, Jesus celebra com os discípulos o cumprimento fiel de seu ministério.

2 – UM JANTAR EM BETÂNIA

A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

3 – A OUTRA CEIA

João narra em seu Evangelho duas ceias na última semana do ministério de Jesus: uma, seis dias antes da Páscoa dos judeus, em Betânia, e outra na véspera desta Páscoa, em Jerusalém, quando Jesus lava os pés dos discípulos. A ceia em Betânia, na casa de Lázaro, ressuscitado, de Marta e Maria, dá continuidade à ceia seguinte. É uma ceia de ação de graças a Jesus pelo dom da vida. A casa é o lugar da comunidade do ressuscitado; é a casa do Pai (14,2). Em lugar do cheiro da morte, a casa inteira enche-se do aroma de perfume. O perfume de Maria é o símbolo da vida e do amor da comunidade. É um amor que não tem preço e estará sempre voltado para os pobres. As comunidades de Jesus estabelecem-se no espaço do humano, e não no espaço oficial do sagrado.

4 – SEMANA SANTA, MOMENTO PROPÍCIO PARA ACOLHERMOS JESUS EM NOSSA VIDA

Estamos vivendo a Semana Santa, momento no qual celebramos a centralidade da nossa fé.
Nesta Semana Maior, celebramos o Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa salvação, para nos resgatar das mãos do demônio e nos transferir para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Jesus morreu na cruz para reconciliar o homem com Deus.
É a semana da nossa reconciliação com o Senhor. É o tempo da vitória da vida sobre a morte, da graça sobre o pecado. Quando os fiéis são batizados, aplica-se, a cada um deles, os efeitos redentores da Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, o cristão católico convicto celebra, com alegria, cada função litúrgica dessa semana que culmina na celebração do Tríduo Pascal.
Assim, recomenda a Santa Mãe Igreja que todos os seus filhos se confessem para que, morrendo com Cristo, possam ressuscitar com Ele, na madrugada do Domingo da Páscoa, para a vida eterna.
No Evangelho proposto para esta Segunda-feira Santa, Jesus volta a Betânia, seis dias antes da Páscoa, para manifestar o Seu amor e carinho pelos amigos.
Comove ver como o Senhor tem essa amizade tão divina e tão humana, que se manifesta num convívio frequente. Nessa visita de Jesus à Lázaro, Maria e Marta, vejo-me também na condição de acolher e receber Cristo em minha casa e em minha vida.
“Jesus, venha me visitar hoje. Eu quero recebê-Lo com o coração aberto, alegre e agradecido por merecer Sua amizade e confiança, assim como sempre foi muito bem recebido por Lázaro, Marta e Maria – em qualquer dia e a qualquer hora – com alegria e afeto. Como havia grande respeito, atenção e caridade entre eles, assim me comprometo a fazer também.”
São milhares de pessoas que negam hospedagem a Jesus Cristo em seu coração, mas escancaram-no para o mundo e suas vaidades. Esses vivem com a alma cheia de vícios, mas ela, sem a presença de Deus e dos anjos que nela jubilavam, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa ignomínia.
“Ai da alma se lhe falta Cristo que a cultive com diligência, a fim de que possa germinar os bons frutos do Espírito! Deserta, coberta de espinhos e de abrolhos terminará por encontrar, em vez de frutos, a queimada. Ai da alma, se seu Senhor, o Cristo, nela não habitar! Abandonada, encher-se-á com o mau cheiro das paixões, virará moradia dos vícios”, afirma São Macário.
Era costume da hospitalidade do Oriente honrar um hóspede ilustre com água perfumada depois de se lavar. Mas mal sentou-se Jesus, Maria tomou um frasco de alabastro que continha uma libra de perfume muito caro, de nardo puro. Aproximou-se por detrás do divã, onde Ele estava recostado, ungiu Seus pés e os secou com os seus cabelos.
O nardo era um perfume raríssimo, de grande valor; ordinariamente, encerrava-se em pequenos vasos de boca estreita e apertada. Quebrá-lo e derramar seu conteúdo sobre a cabeça de alguém, era, entre os antigos, sinal de grande honra e distinção.
Maria ofereceu o melhor para Jesus Cristo. Ela não ofereceu um perfume barato, mas sim o melhor e mais caro. E você? O que tem oferecido para seu Senhor?
Façamos também nós o mesmo: ofereçamos a Cristo aquilo que temos de melhor e mais precioso. O melhor cálice, a mais bela patena, o mais piedoso ostensório, os melhores paramentos, a nossa vida, tudo o que somos e temos, pois todo o luxo, majestade e beleza são poucos perante a tamanha grandeza de Jesus, nosso Mestre e Rei.
Acolhendo o mistério redentor de Cristo e Sua Palavra, meditando os acontecimentos da nossa redenção, só poderemos crescer na alegria e na paz do Deus que nos ofertou Sua vida. Deixemos, pois, que o Espírito de Deus tome conta de nossa existência, para que sejamos conduzidos à eterna alegria da salvação e da ressurreição.
Acolhendo o mistério central da nossa fé, desejo que essa Semana Santa seja um momento especial de graça para você e toda sua família.

5 – A CASA ENCHEU-SE COM A FRAGRÂNCIA DO PERFUME

A esposa do Cântico dos Cânticos diz: «o meu nardo dá o seu perfume» (1,12) […]; mas podemos ler também «o Seu perfume». […] A esposa aproximou-se do Esposo, ungiu-O com os seus unguentos e, surpreendentemente, foi como se o nardo não tivesse dado perfume enquanto estava nas mãos da esposa, mas o desse ao entrar em contato com o corpo do Esposo — de sorte que, segundo parece, não foi tanto Ele que recebeu o perfume do nardo mas foi antes o nardo que o recebeu, como se viesse d’Ele. […]
Apresentamos aqui a esposa Igreja, na pessoa de Maria: diz-se que ela trazia uma libra de nardo de alto preço e que ungiu os pés de Jesus, enxugando-os depois com os cabelos e que, de certo modo, também ela recebeu, através dos cabelos, um perfume impregnado da qualidade e do poder do corpo de Jesus. […] Ela impregnou a cabeça com um perfume requintado que vinha mais de Cristo que do nardo e disse [com a esposa]: «O meu nardo, derramado no corpo de Cristo, deu-me em troca o Seu aroma». […]
«A casa encheu-se com a fragrância do perfume.» Isso indica, seguramente, que a fragrância da doutrina que vem de Cristo e o agradável perfume do Espírito Santo encheram toda a casa deste mundo, ou a casa de toda a Igreja. Ou, pelo menos, encheram toda a casa através desta alma que recebeu a fragrância de Cristo, tendo-Lhe oferecido inicialmente o dom da sua fé como nardo puro, e recebendo, em retribuição, a graça do Espírito Santo e o agradável perfume da doutrina espiritual […], para que também ela pudesse dizer: «Somos para Deus o bom odor de Cristo» (2Co 2,15). Ora, porque esse nardo foi cheio de fé e dum amor de grande valor, Jesus presta-lhe esta homenagem: «Praticou em Mim uma boa ação!» (Mc 14,6).

6 – UNGIU OS PÉS DE JESUS E OS ENXUGOU COM OS CABELOS

Hoje, no Evangelho, apresentam-se-nos duas atitudes sobre Deus, Jesus Cristo e a própria vida. Perante a unção que Maria faz ao seu Senhor, Judas protesta: «Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que entregaria Jesus, falou assim: «Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres?» (Jo 12,4-5). O que disse não é nenhuma barbaridade, estava de acordo com a doutrina de Jesus É muito fácil protestar perante o que os outros fazem, mesmo quando não se têm segundas intenções como no caso de Judas.
Qualquer protesto deve ser um ato de responsabilidade: ao protestar devemos pensar como seria se nós o tivéssemos feito, o que estamos dispostos a fazer. Caso contrário o protesto pode ser apenas – como neste caso – a queixa dos que atuam mal perante os que procuram fazer as coisas o melhor que conseguem.
Maria unge os pés de Jesus e seca-os com os seus cabelos, porque acredita ser o que deve fazer. É uma ação pintada de excelente magnanimidade: fê-lo tomando meio litro de perfume de nardo puro e muito caro» (Jo 12,3). É um ato de amor e, como todo o ato de amor, difícil de entender pelos que não o partilham. Creio que a partir daquele momento, Maria entendeu o que séculos mais tarde Santo Agostinho escreveria: «provavelmente, nesta terra, os pés do Senhor ainda estejam necessitados. Pois, quem, fora dos seus membros, disse: “Tudo o que fizerdes a um destes mais pequenos… é a mim que o fazeis? Vós gastais aquilo que vos sobra, mas fizestes o que é de agradecer aos meus pés».
O protesto de Judas não tem nenhuma utilidade, apenas leva à traição. A ação de Maria leva-a a amar mais ao seu Senhor e, como consequência, a amar mais os “pés” de Cristo que existem neste mundo.

7 – SEMANA SANTA: A SEMANA DAS SEMANAS

Queridos Irmãos, ontem, Domingo de Ramos, demos início, como Igreja, à Semana Santa. Esta é a semana mais importante de todo o ano litúrgico. Dia-a-dia a liturgia nos convidará a viver com mais intensidade os últimos momentos da vida de nosso mestre Jesus, antes de sua gloriosa ressurreição, através da qual Ele inaugura um novo modo de presença entre nós, seus súditos.
Ontem, Jesus entrou em Jerusalém, aclamado pelo mesmo povo que irá gritar o “crucifica-o!” na sexta-feira próxima! Ao longo desta semana as leituras nos conduzirão a entender melhor porque Jesus foi tão firme e fiel até o fim.
A primeira leitura, do livro do profeta Isaías, trará o que chamam os estudiosos bíblicos de CÂNTICOS DO SERVO. São 4 cânticos que, se atualizados em Jesus, nos fazem compreender com mais profundidade sua missão.
Os salmos serão sempre de apelo ao PAI, como que buscando forças para não fraquejar diante dos eminentes desafios do sofrimento e da morte.
E as leituras do Evangelho, traçarão os últimos momentos de Jesus.
Portanto, com a liturgia, somos convidados pela Igreja a estarmos mais próximos de Jesus, a não o abandonarmos como farão quase todos os seus queridos, a mostrarmos a Ele que pode contar conosco.
A presença d’Ele é muito mais importante que qualquer bem, dinheiro ou posição social que este possa nos dar. Por isso, a começar de hoje, possamos gastar todo o “perfume” do nosso tempo para aproveitarmos a presença do Mestre!
UMA SANTA SEMANA A TODOS!

8 – COM JESUS NÓS APRENDEMOS A PERCEBER OS SINAIS DE MISERICÓRDIA QUE DEUS NOS DÁ QUANDO ESTAMOS NOS MOMENTOS CRUCIAIS DA NOSSA VIDA

A mesma Maria que antes já havia sentado aos pés do Mestre e que também vira seu irmão Lázaro ser ressuscitado por Jesus, nos dá, agora, uma demonstração de amor e gratidão. Ao derramar o seu perfume precioso e caríssimo nos pés de Jesus e enxugá-los com seus cabelos ela entregava a Ele o que tinha de melhor, a sua vida. Jesus sabia que estava prestes a ser entregue e que vivia os seus últimos momentos aqui na terra e já se despedia dos seus amigos, por isso, aceitou de bom grado aquele presente mesmo sob o protesto de Judas que querendo confundir os outros falava da necessidade de pessoas pobres. Jesus soube argumentar: “pobres, sempre terei convosco, mas a mim nem sempre me tereis”.
Neste Evangelho nós aprendemos com Maria e com Jesus. Com Maria nós apreendemos que a vida atual aqui na terra é o momento propício para que nós também façamos a oferta de tudo quanto temos de precioso: o perfume da nossa oração, da nossa adoração, mas também dos nossos atos concretos de amor, de despojamento. Com Jesus nós aprendemos a perceber os sinais de misericórdia que Deus nos dá quando estamos nos momentos cruciais da nossa vida e a aceitar os presentes e as dádivas que vêm do céu por meio das pessoas que nos oferecem algo precioso. Com certeza, o gesto de Maria foi para Jesus como o perdão que damos a quem nos ofende, a reconciliação que promovemos na nossa família, a compreensão que temos com os erros dos nossos irmãos, o tempo que dedicamos às causas justas.
Assim, portanto, nós ainda temos oportunidade de também derramar aos pés de Jesus o que temos de tão precioso, o tempo em que vivemos para demonstrar a alguém a nossa gratidão, perdão e reconciliação. Reflita – Como você tem aproveitado o tempo que você está vivendo? – A quem você tem se dedicado?- Você tem cuidado somente das suas “coisinhas” ou você tem tido interesse pela vida de alguém mais? – Você tem oferecido a Deus o momento presente da sua vida? – Você se preocupa com os pobres?
Amém!
Abraço carinhoso.

9 – O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO

Jesus compartilha uma ceia em Betânia, com seus amigos próximos. Cada um dos três irmãos atende Jesus de um modo particular. Lázaro, como interlocutor, Marta servindo e Maria com o gesto de acolhida comum naquele tempo, lavando e secando os pés como gesto de hospitalidade e acolhida.
Maria, ao utilizar perfume fino e caro, manifesta o imenso amor que sente por Jesus. Contrasta com a atitude de Judas, que não compreende o gesto da mulher e a questiona sob o pretexto de ser solidário com os pobres. Jesus defende o gesto da mulher e da um novo significado: o está preparando para a sepultura; já que, segundo o costume da época, os mortos eram embalsamados com perfumes.
Três aspectos sobressaem no texto: o amor incondicional a Jesus que implica lhe dar o melhor de si; pretender usar a solidariedade aos pobres para alcançar propósitos egoístas e mesquinhos; e tentar eliminar tudo que favoreça a conversão à Jesus. Nossa solidariedade com os excluídos deve surgir de um autêntico amor compassivo e um forte desejo de justiça, não como simples assistencialismo.

10 – A MUDANÇA NÃO COMEÇA NO OUTRO

Bom dia!
Certa vez ouvi frei Alceu dizer: “Pela oração vamos ao encontro de Deus e ao sermos expostos ao sofrimento, Deus vem a nosso encontro”. Sim! Deus bem sabe a quem envia os seus profetas, no entanto, mesmo sendo Deus a enviá-los, nem sempre serão bem recebidos, ouvidos, acolhidos (…).
Primeiro ponto…
Levar a palavra de Deus aos irmãos requer muita coragem, pois essa mesma palavra que edifica, consola e renova a vida também pode exortar, chamar a atenção, corrigir. Falo isso, pois enquanto as pessoas ouvirem palavras de edificação, consolo ou vida não terás problemas, mas todas as vezes que o profeta levantar sua voz para denunciar, causará a revolta daqueles que vivem na penumbra.
Devemos omitir a exortação? Não!
Anunciar a Palavra é “acostumar-se” com expressões “santo de casa não faz milagres”, “quem é você”, “quem você pensa que é”, entre outras. É acostumar ouvir criticas sem fundamento, apelidos pejorativos, ofensas, perseguições, deslocamentos e projeções. É “acostumar” com a ideia de isolamento social, fofocas, “disse-me-disse”, no entanto… VALE MUITO A PENA CONTINUAR…
Segundo ponto…
Deus nos manda, portanto devemos ir. Nunca disse que seria fácil. Nunca escondeu as perseguições e as dificuldades pelo caminho. Nunca disse que seria um mar de flores, (…), mas SEMPRE nos alertou. Alertou dos falsos profetas, das noites mal dormidas, das perseguições por causa do Seu nome. Ordenou que vigiássemos e orássemos; que não pulássemos do barco; que as inconstâncias seriam passageiras (…). Disse que pela fé caminharíamos sobre as águas, removeríamos montanhas, venceríamos o inimigo.
“(…) Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. (Mateus 10, 16)
Se tivermos que falar, falemos; denunciar, denunciaremos! Se pudéssemos buscar um culpado para a vida que o povo de Deus leva hoje em relação às diferenças sociais, pobres e ricos, assistidos e abandonados, teríamos muitos personagens, mas se procurássemos cúmplices teríamos começar por nós.
Reparemos como nos comportamos. Somos bem próximos àquele povo narrado na primeira leitura. Um povo que dificulta o trabalho de Deus! Um povo que sabe desestimular mais que ajudar a construir; um povo que fala, mas não consegue por em prática. Ainda nos falta coragem pra assumir que DE FATO o REINO DE DEUS É POSSÍVEL.
Espelho em Dom Bosco que “testava” a batina dos seus seminaristas para ver se eram resistentes aos puxões das crianças, se eram próprias e fortes o suficiente para a lida com os adolescentes.
Deseja o reino? Ponha-se a serviço! A começar em mim!
Isso me fez lembrar quando dois discípulos, através de sua mãe, foram citados para ocupar um lugar de destaque perante aos outros:
“(…) Jesus lhes disse: ‘Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber? Ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?’ Responderam: ‘Podemos’. Jesus então lhes disse: ‘Sim, do cálice que eu vou beber, bebereis, com o batismo com que eu vou ser batizado, sereis batizados. Mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não depende de mim; é para aqueles para quem foi preparado”. (Marcos 10, 38-40)
A mudança não começa no outro.
Um imenso abraço fraterno!

11 – A UNÇÃO EM BETÂNIA

Nesta semana os relatos dos evangelhos estarão direta ou indiretamente relacionados com a Paixão do Senhor. Hoje começamos com o episódio mais conhecido como a Unção em Betânia. O evangelista coloca essa ceia logo após Jesus ter ressuscitado Lazaro, em um jantar em sua homenagem.
Não é difícil imaginar que Betânia era uma comunidade muito acolhedora, pois ali Jesus se hospedava sempre que tinha necessidade. Se quisermos aprofundar um pouco mais, podemos dizer que essa comunidade, por alguma razão que não sabemos, passou por uma crise muito grave a ponto de quase se acabar (Lázaro morto e há quatro dias enterrado) e que Jesus a levantou dando-lhe Vida nova e Ressuscitando o que antes estava morto, e temos a clara alusão a Ceia da qual participam os que receberam esta Vida Nova que só Deus pode dar, essa ceia que celebra a Vida em sua plenitude, é a Eucaristia. João gosta de contar as coisas do seu jeito, mas no fundo está falando de coisas mais profundas do que aquilo que os seus relatos permitem nos ver. João faz como nos rodízios de carne, primeiro serve uma deliciosa salada, a gente não pode ir fundo logo de cara, pois com João, sempre o melhor vem depois.
Mas há algo que João dá um foco maior nesse evangelho, as atitudes de Maria e a de Judas Iscariotes. Comecemos por Maria, ela é irmã de Marta e Lázaro, portanto é também anfitriã, e poderia tranquilamente sentar-se em lugar de honra ao lado do Mestre e fazer até inveja aos demais convidados, a gente vê isso em jantar dançante da paróquia, quem tem a ventura de poder sentar-se na mesa do padre, sente-se importante, não é mesmo?
Porém, essa Maria deixou de lado o formalismo e principalmente o seu status, e rebaixou-se a condição de uma escrava quando inclinou-se diante de Jesus e começou a ungir seus pés com perfume, não um perfuminho qualquer, mas um de primeiríssimo qualidade, uma libra de nardo puro, que custava os “olhos da cara” e equivalia, sem exagero, ao salário de um ano de um trabalhador, ou seja, o que Maria tinha de melhor e mais valioso, ofereceu a Jesus naquele momento.
E aí entra em ação o agente de Pastoral Juiz e policial, aquele que fica só de olho no que o irmão faz, para criticá-lo, ainda mais se ele está aparecendo muito naquilo que faz: Judas Iscariotes, um irmão da comunidade mas que não era flor que se cheirasse, sempre arredio, misterioso, tomava conta da “bolsa” mas metia a mão sempre que podia. Pessoa calculista que sempre está pensando no que ele pode ganhar com a situação. O argumento, cheio de hipocrisia, foi o de que aquele dinheiro poderia ser ofertado aos pobres. Um detalhe importante, para chegar aos pobres o dinheiro primeiro teria que passar pelas suas mãos e daí… bom, o leitor já pode imaginar o resto da história…
Maria, uma mulher generosa, exemplo de agente de pastoral, que se entrega totalmente por amor a Cristo e a sua igreja, dá o que tem de melhor e mais valioso, manifestando amor Aquele que irá também dar o que tem de melhor e mais valioso á humanidade: a sua Vida.
Judas, mesquinho, interesseiro, calculista, tipo de agente de pastoral que FAZ mas CONTROLA, Faz mas quer sempre mandar no pedaço, FAZ mas quer sempre ser consultado e não admite nem que o padre tome decisões sem ouvi-lo. Não olhemos no passado, mas para nossas comunidades onde MARIA e Judas estão dentro de nós, eu e todos vocês, quantas vezes agimos assim, talvez como Maria, dando á pastoral ou ao movimento, o melhor de nós, mas também quantas vezes, a gente tem o comportamento de Judas, então não projetemos Judas nos outros, mas olhemos para nós, e peçamos ao Senhor que nesta Semana Santa, nossos atos e palavras consigam impregnar a toda comunidade com o doce e suave odor de Jesus Cristo, para que a nossa comunidade, como Betânia naquele dia, exale o doce aroma do amor doação, gratuito e incondicional.
“Nós vos adoramos Senhor Jesus, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”.

12 – JESUS FOI AO POVOADO DE BETÂNIA

Faltavam apenas seis dias para a Páscoa e Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. Depois do jantar, Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; Estando ali presente o Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, ficou revoltado com aquele desperdício e disse: – Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres? Na verdade, Judas não estava nem um pouco preocupado com os pobres, mas porque ele era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela.
Jesus, que nunca deixava sem resposta um agressão injusta à sua pessoa, respondeu: – Deixe Maria em paz! Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês.
LÁZARO DEPOIS DA RESSURREIÇÃO
Este evangelho de hoje também mostra Lázaro depois da ressurreição, convivendo normalmente com seus familiares, depois que foi ressuscitado por Jesus. Como seria maravilhoso a gente ter uma fé grande e aliviar o sofrimento dos nossos irmãos curando-os, seguindo as palavras de Jesus: “ “Se tiveres fé podereis fazer tudo o que eu faço”. Não nego que já tive algumas experiências impondo as mãos e rezando por algumas pessoas doentes.
Mas sabem por que às vezes é complicado a gente realizar um milagre?
Primeiro: A nossa fé não é grande o suficiente. Na hora em que decidimos impor as mãos e rezar pedindo a cura de uma pessoa, não obstante a nossa fé, lá no fundo mesmo a gente vacila e pensa: será que eu mereço mesmo fazer isto? O que esta pessoa pode estar pensando? Será que acredita no que está acontecendo? E coisas assim.
Segundo: Se muitos cristãos saírem por aí realizando curas, com certeza serão processados pelos laboratórios e pela comunidade médica, pois isto é medicina ilegal e concorrência desleal, que vai causar muito prejuízo para eles;
Terceiro: Se muitos cristãos do mundo inteiro impedir a morte de muitas pessoas e ressuscitar outras, ocorrerá um verdadeiro caos na população mundial. Não haverá comida para tanta gente! A verdade é que nós precisamos morrer para dar o lugar para outros. E o cristão não deve ter medo da morte, pois embora sejamos pecadores, índigos de merecer a Cida Eterna, devemos confiar na misericórdia divina, pois seremos salvos pela graça de Deus. Quem tem medo da morte é por que não tem a certeza de para onde vai.
Ah! Então por que Jesus ressuscitou Lázaro e outras pessoas?
Jesus precisava provar que Ele era Deus. Note que antes de ressuscitar Lázaro, Ele rezou dizendo mais ou menos assim: “Pai para que todos acreditem que tu me enviastes… … Em seguida Ele gritou: “Lázaro vem para fora…”
Mas, caríssimos irmãos: sempre que for preciso e possível, devemos ajudar nossos irmãos que sofrem! Jesus nos deu o poder de cura. Não para a nossa glória, nem para que sejamos fanáticos, mas para que acreditem n’Ele e para aliviar o sofrimento daqueles que padecem. Quando tiver uma oportunidade, imponha suas mãos sobre o irmão, irmã doente e reze por ele ou ela. Peça a Deus a sua cura, para lhe o alívio do seu sofrimento…
Amém.

13 – AS ATITUDES DE JESUS

A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Com o início da Semana Santa, temos a possibilidade de vivenciar mais de perto o clima de amor e penitência na comunidade. Somos convidados, ao longo destes dias, a contemplar mais profundamente os últimos passos de Jesus.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Compassivo e manso, o servo de Deus não esmoesse nem se deixa abater pelos obstáculos, pois foi ungido para resistir a qualquer dificuldade.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor! Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Acusai, Senhor, meus acusadores; combatei aqueles que me combatem! Tomai escudo e armadura, levantai-vos, vinde em meu socorro! Senhor, meu Deus, força que me salva!

Antífona da comunhão

Não oculteis de mim a vossa face, na hora em que a angústia me invadir; inclinai para mim o vosso ouvido; no dia em que vos chamar, respondei-me (Sl 101,3).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Concedei, ó Deus, ao vosso povo, que desfalece por sua fraqueza, recobrar novo alento pela paixão do vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Santificai, Senhor, vosso povo.

— Vós, Senhor, que nos mostrais o caminho para a vida nova, santificai vossa Igreja.
— Vós que passastes pela cruz, dai ânimo e coragem a todos os que sofrem.
— Vós que fostes ungido por Maria, abençoai as mulheres que se dedicam à comunidade.
— Vós que dais a vida a todas as criaturas, fazei-nos respeitá-la em todas as suas manifestações.
— Vós que criastes o céu e a terra, ajudai-nos a cuidar de vossas obras.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Considerai, ó Deus, com bondade, os sagrados mistérios que celebramos, e o remédio que destinastes a sanar o mal que cometemos produza em nós vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Visitai, ó Deus, o vosso povo e assisti com vosso amor de Pai aos que celebram os vossos mistérios, para que conservemos, pela vossa proteção, os remédios da salvação eterna que recebemos de vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

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