LDP: 04/ABR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

03/Abr/2012 (3ª Feira)

LEITURAS

Isaías 50,4-9a (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar?

Salmo 69(68)8-10.21bcd-22.31.33-34 (R. 14cb) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Proféticos)

14cbRespondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.
— 8Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; 9eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. 10Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
— 21bO insulto me partiu o coração; +
 21cEu esperei que alguém de mim tivesse pena; 21dprocurei quem me aliviasse e não achei! 22Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!
— 31Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! 33Humildes, vede isto e alegrai-vos: + o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! 34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são Mateus 26,14-25 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”. 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?” 23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Qual é o meu Projeto? Pergunto-me: Quais são meus valores? Identifico-me com Jesus e seu Projeto? Dizem os bispos: “Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: “Onde eu estiver, aí estará também o meu servo” (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga” (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que tem chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida.” (DAp 140).

… a VERDADE …

De novo o Evangelho lembra que o traidor é um discípulo que acompanhou Jesus o tempo todo. Na verdade, ele pode ser qualquer um de nós que não tenha se decidido pelo Projeto de Deus, mas pelo projeto da riqueza, que gera exploração, miséria, doença, não vida, morte.

… e a VIDA …

Pai, reforça minha comunhão com teu Filho Jesus, de forma que nenhuma atitude minha possa colocar em risco este relacionamento profundo propiciado por ti.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é de amor para Jesus e de pedido de perdão por todas as traições que hoje ele sofre no mundo quando as pessoas se deixam vender.

REFLEXÕES:

1 – O SOFRIMENTO É CAMINHO NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO

O tom dramático e doloroso das narrativas dos últimos dias de Jesus, em Jerusalém, marca as celebrações da Semana Santa. Hoje temos o tema da traição de Judas na versão de Mateus.
A tradição da Paixão, elaborada na ótica da religião sacrifical do Primeiro Testamento, apresenta o sofrimento como caminho necessário para a salvação. Contudo, atentos à prática de Jesus, vemos que sua vida foi a plena manifestação do amor que liberta, removendo o sofrimento e promovendo a vida. Em consequência foi perseguido até a morte. Tanto o sofrimento das multidões de excluídos como de Jesus resultam do sistema opressor sob controle de minorias que cooptam pessoas como Judas.

2 – JUDAS TRAI JESUS

O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida.

3 – JUDAS TRAI JESUS

Hoje a liturgia nos apresenta a traição de Judas na versão de Mateus. O tom dramático e doloroso das narrativas dos últimos dias de Jesus, em Jerusalém, marca as celebrações da Semana Santa. A tradição da Paixão, elaborada na ótica da religião sacrifical do Primeiro Testamento, apresenta o sofrimento como caminho necessário para a salvação. Contudo, atentos à prática de Jesus, vemos que sua vida foi a plena manifestação do amor que liberta, removendo o sofrimento e promovendo a vida. Em consequência, foi perseguido até a morte. Tanto o sofrimento das multidões de excluídos como o de Jesus resultam do sistema opressor sob controle de minorias, que cooptam pessoas como Judas.

4 – DEVEMOS CORRESPONDER À GRAÇA DIVINA, MAS NÃO DESPREZÁ-LA

Na Quarta-feira Santa, a Igreja nos propõe meditar o Evangelho de Jesus segundo Mateus 26,14-25. Essa leitura nos apresenta a traição de Judas e nos descreve como ele foi se encontrar com os chefes dos sacerdotes e se oferecer para trair o Senhor. O traidor aceita trinta moedas de prata como recompensa por sua delação. Por apenas trinta moedas um dos doze apóstolos entrega o Mestre! Por quantas moedas temos vendido Jesus? É chegada a hora das trevas! Com um simples beijo, Judas planeja vender o seu Senhor. Por trinta moedas traça-se o poder financeiro, material e finito da vida, dom de Deus. Uma verdadeira contradição, pois o Dono de tudo é trocado por dinheiro. Ontem, assim como hoje, a opção pelo dinheiro e a rejeição da vida têm falado mais alto, essa é a característica de nossa sociedade neoliberal e globalizada. Os grandes impérios desse mundo fazem guerra e destroem a vida, movidos pela ambição do dinheiro. Eles produzem uma ideologia, uma cultura de ambição e violência que passa a ser assimilada por muitos. São Mateus nos revela, hoje, o modo como Jesus foi traído por um dos Seus homens de confiança. O Evangelho destaca que o gesto de Judas estava inserido num contexto maior do desígnio divino sobre o destino do Messias, mas nem por isso Sua responsabilidade foi menor. As palavras terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a esse respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!”. Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão já estivesse no contexto da vontade de Deus. A atitude cristã que devemos ter é de corresponder à graça divina, mas não desprezá-la, traindo o amor de Cristo como fez o apóstolo. Peçamos ao Senhor que nos conceda uma fé firme e permanente, a ponto de fazermos a diferença neste mundo cheio de ganância, no qual ainda o grito de Maquiavel – “o fim justifica os meios” – continua ditando normas. Tira-se a vida em troca de poder, prazer e posse. Jesus faz do dom de Sua vida – doada livremente por nós – a nova e eterna aliança com o Pai celeste, a fim de que, livres do pecado, vivamos na liberdade de filhos de Deus.

5 – DEUS TIRA DO MAL O BEM E DA INJUSTIÇA A JUSTIÇA

«Não vos escolhi Eu a vós, os Doze? Contudo, um de vós é um diabo» (Jo 6,70). O Senhor devia dizer: «Escolhi onze de vós»; terá ele escolhido um demónio, haveria um demónio entre os eleitos? […] Diremos nós que, ao escolher Judas, quis o Salvador cumprir através dele, contra sua vontade, sem que ele soubesse, uma obra tão grande e tão boa? Isto é próprio de Deus […]: fazer que as más obras dos maus sirvam o bem […]. O mau faz que todas as boas obras de Deus sirvam o mal; o homem de bem, ao contrário, faz que as más ações dos maus sirvam o bem. Haverá alguém tão bom quanto o Deus único? O próprio Senhor diz: «Ninguém é bom senão um só: Deus» (Mc 10,18) […] Haverá quem seja pior do que Judas? De entre os discípulos do Mestre, de entre os Doze, foi ele o escolhido para guardar a bolsa e prover aos pobres (Jo 13,29). Mas depois de tal dom, é ele quem recebe dinheiro para entregar Aquele que é a Vida (Mt 26,15); perseguiu como inimigo Aquele a Quem tinha seguido como discípulo […]. Mas o Senhor fez que tão grande crime servisse o bem. Aceitou ser traído para nos resgatar: eis como o crime de Judas se transmuta em bem. Quantos mártires terá Satanás perseguido? Mas, se não o tivesse feito, não celebraríamos hoje o triunfo daqueles […]. O mau não pode contrariar a bondade de Deus. Ainda que Satanás seja um artesão do mal, o supremo Artesão não permitiria a existência do mal se não soubesse servir-Se dele para que tudo concorra para o bem.

6 – EM VERDADE VOS DIGO, UM DE VÓS ME VAI ENTREGAR

Hoje, o Evangelho nos propõe – pelo menos – três considerações. A primeira é que, quando o amor ao Senhor se esfria, então a vontade cede a outros reclamos, onde a voluptuosidade parece oferecer-nos os pratos mais saborosos mas, na realidade, condimentados por degradantes e inquietantes venenos. Dada a nossa nativa fragilidade, não devemos permitir que o fogo do fervor diminua, que, se não sensível, pelo menos mental, nos une a Aquele que nos tem amado ao ponto de oferecer sua vida por nós. A segunda consideração refere-se à misteriosa escolha do lugar donde Jesus quer consumir sua ceia Pascal. «Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia Pascal em tua casa, junto com meus discípulos’» (Mt 26,18). O dono da casa, talvez, não fosse um dos amigos declarados do Senhor; mas devia ter o ouvido atento para escutar o chamado “interior”. O Senhor lhe teria falado intimamente – como frequentemente nos fala -, a través de mil incentivos para que lhe abrisse a porta. Sua fantasia e sua onipotência, suportes do amor infinito com o qual nos ama, não conhecem fronteiras e se expressam de modo sempre apto a cada situação pessoal. Quando escutemos o chamado devemos “render-nos”, deixando à parte as sutilezas e aceitando com alegria esse “mensageiro libertador”. É como se alguém estivesse se apresentado à porta do cárcere e nos convida a segui-lo, como fez o Anjo com Pedro dizendo-lhe: « Levanta-te depressa! As correntes caíram-lhe das mãos» (At 12,7). O terceiro motivo de meditação nos oferece o traidor que tenta esconder seu crime ante a presença examinadora do Onisciente. O próprio Adão já tinha tentado, depois, seu filho fratricida Caim, embora, inutilmente. Antes de ser nosso perfeito Juiz, Deus se apresenta como pai e mãe, que não se rende ante a ideia de perder a um filho. A Jesus lhe dói o coração não tanto por ter sido traído, mas por ver a um filho distanciar-se irremediavelmente Dele.

7 – JUDAS TRAIU A JESUS, NÓS TAMBÉM CORREMOS ESTE RISCO, QUEM O CONDENARÁ?

Estava escrito que Jesus deveria passar pelo sacrifício, teria que sofrer todo o tipo de humilhação até chegar à morte de cruz, mesmo depois de ter anunciado o Reino de Deus, consolado os aflitos, curado a muitos enfermos, e, depois de ter ensinado que o amor é mais importante que tudo, e, por amor entregou o seu corpo e derramou o seu sangue, para cumprir o plano de salvação de Deus para a toda a humanidade. O evangelho de hoje nos faz refletir muito sobre a situação de Judas diante do ato de traição ao Senhor. Temos a tendência primeira de julgar e até mesmo condenar, e, principalmente quando se trata da figura do traidor de Jesus, nós nos revoltamos, e questionamos porque alguém seria capaz de fazer o que fez com Jesus? E, nossa primeira atitude é de atirar a primeira pedra como na história da mulher adúltera. Por tradição, todos os anos no sábado de aleluia, realiza-se a malhação do Judas, representado por um boneco de trapos, que é queimado e surrado em grande festa, tudo por causa da traição do Judas Iscariotes. Nós humanos somos assim, às vezes o fazemos tomados por um impulso e, ou influenciados por outras pessoas, e nem sequer paramos um minuto para refletir por que estamos participando deste tipo evento? Será que Jesus aprovaria este tipo de manifestação, levando em consideração o que se passa no coração humano? Em Romanos 5:8 está escrito: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós”. Jesus veio para todos, o seu amor é para todos, inclusive para Judas Iscariotes a quem Ele mesmo escolheu para ser um de seus discípulos. Jesus amou Judas, e não queria a sua condenação, pois Ele veio para todos tenha vida e vida plenamente. Jesus não condenou o discípulo que o traiu, amou-o até o fim, pois foi por ele que Jesus também morreu na cruz. A atitude de Judas é a atitude de quem nega o amor de Deus, de quem não quer ouvir a palavra de Jesus. Às vezes também agimos assim, tapamos nossos ouvidos e fechamos o nosso coração à verdade, porque preferimos ouvir a voz do inimigo das nossas almas; ficamos fascinados pela riqueza e o poder que o mundo oferece. Jesus foi tentado no deserto por Satanás que lhe ofereceu o mundo, sua riqueza e o poder, passou por todo tipo de tentação, mas resistiu; Por ter passado por tudo isto entende as nossas limitações e fraquezas, como também entendeu a fraqueza de Judas. Portanto Jesus não o condenou, se houve uma condenação foi pela própria consciência do traidor que se sentiu indigno diante de sua atitude. Pedro também traiu Jesus ao lhe negar três vezes, mas se arrependeu e buscou a remissão de seus pecados. Nós também pecamos, e muitas vezes, e muitas vezes devemos fazer nosso exame de consciência buscando a nossa salvação, pois a salvação ou condenação de nossa alma vai depender de nós mesmos. A salvação não vem pelo nosso mérito, mas pela graça de Deus, entendendo o plano de salvação de Deus, reconhecendo as nossas fraquezas e aceitando Jesus como nosso salvador nos livramos da condenação. Para não nos perdermos nas trevas, nós devemos buscar nossa força na palavra de Deus, pois está escrito: “sua palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” (Salmos 119-105); “A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” – João 3:19. Busquemos, portanto, diariamente o estudo da palavra de Deus, nos firmando na rocha que é Jesus, fiquemos vigilantes e em oração para não cairmos em tentação, pois também corremos o risco de como Judas trair o nosso Senhor, em pensamentos e ações. Amém! A Paz de Jesus para todos!

8 – TRAÍMOS JESUS POR QUALQUER COISA, QUANDO ATRAIÇOAMOS AS PESSOAS A QUEM INVEJAMOS, CALUNIANDO-AS E POMOS EM PRÁTICA OS MAUS PENSAMENTOS DO NOSSO CORAÇÃO

Jesus sabia que iria ser traído e quem o iria trair. A narrativa de Mateus nos revela que enquanto Judas combinava com os sumos sacerdotes o preço da traição, (30 moedas), os outros discípulos combinavam com Jesus o lugar onde iriam comer a Páscoa! Cada um com o seu objetivo e interesse! Apesar de ter conhecimento do que se passava no interior do coração de Judas, Jesus expressava abertamente os Seus sentimentos em relação a ele e, continuava nos preparativos da Páscoa que marcaria o tempo em que iria ser entregue, por amor a nós. Por apenas trinta moedas de prata Judas traiu Jesus e se tornou cúmplice dos sumos sacerdotes, porém, com certeza, não foi somente pelo dinheiro que ele aceitou entregar Jesus, mas sim, porque dentro do seu coração o inimigo já havia plantado a semente da traição e ele se deixou corromper, passando do pensamento à ação. Mesmo assim, Jesus não discriminou ninguém e desejou comer a ceia com todos. Por isso, mandou dizer ao dono da casa que os acolheria: “Vou celebrar a Páscoa na tua casa, junto com meus discípulos”. Ele não dispensou a presença de nenhum discípulo e, na última Ceia ofereceu Seu Corpo e Seu Sangue na presença de todos eles. Hoje, somos nós os discípulos a quem Jesus oferece um lugar para celebrarmos com Ele a Páscoa da Ressurreição e Ele sabe também o que se passa dentro do nosso coração. Somos também aqueles que, costumeiramente, traímos Jesus por qualquer coisa, em qualquer ocasião quando atraiçoamos as pessoas a quem invejamos, caluniando-as e pomos em prática os maus pensamentos do nosso coração ou quando desprezamos os nossos irmãos e irmãs mais necessitados. Jesus falou que estava no irmão sofredor, no irmão com fome, no pobre, no excluído, por isso, todas as vezes que não reconhecemos Jesus nos nossos irmãos marginalizados estaremos também O traindo como Judas. Atraiçoamos e negamos os nossos irmãos por pouco mais ou nada, por ambição, por interesse, portanto traímos a Jesus. De alguma forma, estamos igualmente sendo outro Judas, no entanto, mesmo assim, nós não somos preteridos por Jesus, mas muito pelo contrário, somos até atraídos por Ele para o Banquete da Ressurreição que é o objetivo da Sua entrega. Por isso, arrependamo-nos e deixemos morrer o nosso pecado na Cruz com Jesus para que possamos ressuscitar com Ele e desfrutar da verdadeira alegria que Ele mesmo conheceu. Reflita – Para você o que significa deixar morrer o pecado? – Você já ofereceu a sua casa para que Jesus celebre a Páscoa com Seus discípulos? – Quem são hoje os discípulos de Jesus? – Você também reconhece que é traidor e traidora de Jesus? – Você tem tramado contra alguém? – A quem você poderá estar traindo a confiança?- Procure, hoje, descobrir em que você não está sendo fiel a Deus e peça perdão pelas suas traições. Amém.

9 – O MEU TEMPO ESTÁ PRÓXIMO

Na leitura de hoje Mateus nos narra a traição de Judas. Ele que escolheu o poder e o dinheiro desprezando o Deus da vida optando pela morte. Judas não correspondeu ao grande amor com que foi amado por Jesus. Preferiu abandoná-lo trocá-lo pelos bens deste mundo. Quantas vezes agimos como Judas, trocamos o amor de Jesus por “coisas” que nos dão uma alegria passageira. Jesus em seu imenso amor esvazia-se de si mesmo assumindo a condição de servo para nos redimir de nossas culpas. “Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem à barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções?” Embora o ser humano sempre caia na tentação de trair e desprezar o seu criador, Deus não desiste de nós. E prova disso é o maior ato de amor que já existiu. Deus amou tanto o mundo que enviou seu filho único para que todo que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna. Nem sempre nossa resposta a este amor tão imenso é de fidelidade e gratidão. Muitas vezes somos filhos ingratos que abandonamos Deus e seu projeto para seguir o que o mundo nos oferece. Deus, porém continua fiel ao seu amor pela humanidade. Nem nossas traições e infidelidades fazem com que Ele deixe de nos amar e desejar nosso retorno para ele. Que o amor de Deus por nós não nos deixe desanimar nas nossas quedas e nas perseguições e que firmes na fé assumamos a missão de levar o amor a todos os que encontramos pelo caminho. Em Cristo.

10 – O FILHO DO HOMEM VAI MORRER

O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair. Hoje, quarta-feira da semana santa, o Evangelho narra a traição do Apóstolo Judas a Jesus. Em mais um gesto de amor ao querido Apóstolo traidor, Jesus fala claro, na presença dele, tentando convencê-lo a desistir do enorme crime: “O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” Judas teve dúvidas se Jesus falava a respeito dele e perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”. Mas a última tentativa de Jesus de evitar que seu Apóstolo o traísse foi em vão! E ficou na história o maior traidor da humanidade. Deus acolhe o homem e a mulher como são, e confia neles, até mesmo na iminência de uma traição. Nós também, como irmãos e irmãs, devemos aceitar a todos, por indignos que sejam, porque a regeneração é sempre possível, e nada melhor para isso do que sentir-se amado. No fundo do nosso coração mora um possível santo ou um possível traidor. Cristo tem inimigos, amigos falsos e amigos verdadeiros. Os verdadeiros todos têm fraquezas e cometem deslizes; mas quando percebem, ou são advertidos, voltam atrás. Errar é humano, permanecer no erro é burrice. Que esse horrível pecado de Judas seja um alerta para nós. “Quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12). Nesta quarta-feira da semana santa, somos convidados a fazer uma acareação com o crucifixo, e rever a nossa resposta a esse amor imenso de Deus por nós, manifestado em Cristo. O pecado leva à morte, e ele nunca acontece de uma hora para outra, de improviso. Ele tem as suas raízes; começa aos pouquinhos, em pequenas infidelidades. Nada passa despercebido diante de Deus. Por isso, “cuidado com as coisas pequenas!” Jesus continua sendo traído hoje. Pessoas que dizem sim a ele para toda a vida, mais tarde se esquecem e viram as costas para ele e para a sua Igreja. S. Paulo descreve a força que o pecado exerce em nós: “Estou ciente de que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne… pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rm 7,18-19). A tentação é mentirosa e enganadora. Ela sempre chega com uma carinha bonita, dizendo que aquilo é bom para nós. Veja a conversa da serpente com Eva. A serpente começa incitando o casal a revoltar-se contra Deus: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comais de nenhuma das árvores do jardim?’” (Gn 3,1). Eva responde: “Nós podemos comer dos frutos das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’” (Gn 3,2-3). A serpente respondeu: “De modo algum morrereis. Pelo contrário… vossos olhares se abrirão e sereis como Deus” (Gn 3,4-5). Eva então comeu e deu para o marido que estava ao seu lado. Hoje, a tentação continua enganando do mesmo jeito; apenas as táticas são outras, e sempre novas, para nos enganar. Quanta gente fala, por exemplo: “Eu fiz isso (pecado) porque a outra pessoa insistia e eu não quis magoá-la”. Neste caso, a tentação usou justamente do coração bom daquela pessoa para levá-la a pecar. A tentação nos apresenta o pecado como coisa pequena, passageira e sem consequências. Mas, logo após, ela muda de cara e quer nos levar ao desespero, dizendo-nos que estamos num beco sem saída. Isso é mentira, porque todo pecado tem perdão e não nenhum problema maior que Deus. A graça de Cristo é mais forte que o pecado. E essa graça apenas não atua em quem não á quer, como foi o caso de Judas. Havia, certa vez, em um colégio de Irmãs, uma aluna adolescente que era indisciplinada. Ela vivia fazendo bagunça, desobedecendo aos professores e levando as colegas a fazerem o mesmo. Um dia, por causa de uma indisciplina maior, a Irmã diretora lhe deu um castigo: enquanto a classe ia fazer um passeio, ela devia ficar na sala, escrevendo cinquenta vezes a seguinte frase: “Maior mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Uma professora ia ficar na classe com ela. A menina sentou-se e escreveu a primeira vez. Depois parou e ficou meditando sobre frase. Pediu licença à professora, foi a um nicho, pegou a pequena imagem de Nossa Senhora e a colocou ao seu lado na carteira. Mais que depressa, escreveu as quarenta e nove vezes que faltavam. Em seguida, pediu à professora, foi à capela e rezou longamente. Voltou deslumbrada e agradeceu à professora. Esta pegou o seu carro e a levou imediatamente para o passeio. Às vezes, as crianças erram porque não sabem o catecismo e não conhecem os mandamentos de Deus. Cristo deixou todos os recursos para evitarmos o pecado, mas precisamos conhecê-los e usá-los. Campanha da fraternidade. Um dos critérios fundamentais para a construção da paz é a não-violência. Esta, porém, não pode ser entendida como omissão, ou não ação, ou passividade diante das agressões ou injustiças sofridas. Significa não pagar o mal com a mesma moeda, mas agir a partir de outros critérios, como recorrer ao poder judicial, a recusa de participação em atividades não construtivas, desobediência cívica, greve pacífica, passeatas, protestos pacíficos etc. Chamamos essa não-violência de não-violência ativa. Ela é um dos meios mais importantes à disposição de todos para quebrar a cultura da guerra, da vingança e do ódio, substituindo pela tolerância, pelo diálogo e pela misericórdia. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair.

11 – O FILHO DO HOMEM VAI MORRER

O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que o trair. Continua a narração da traição e entrega de Jesus por parte de Judas. O poder religioso e político se vale da fragilidade e da ambição humana para alcançar seus objetivos. A cobiça e o desejo de poder enchem o coração humano e os valores e princípios ético-morais mais profundos ficam vulneráveis. Além da visão fatalista que se deu à traição de Judas, temos que olhar nesse espelho para confrontar nossa vida. Quantas vezes vendemos nossos princípios por um posto, uma oferta, uma ascensão ou condecoração! Quantas pessoas, irmãs e irmãos nossos, abandonaram seus compromissos com os pobres e excluídos para evitar conflitos, perseguições ou perda de prestigio! Ser coerentes, chegar de verdade até as últimas consequências, não é fácil. Necessita da graça de Deus e da força fraterna da comunidade para não desanimar e não vender os princípios a qualquer posto. Também no interior da Igreja se dá este fenômeno de ambição de poder e de prestigio. Inclusive se chega a sacrificar pessoas para salvaguardar interesses particulares. Sacrifica a justiça e a verdade pela conveniência e segurança.

12 – UM DE VÓS VAI ME TRAIR…

É o mesmo relato de ontem, mas agora do jeito de MATEUS. No evangelho de ontem, quando Jesus vai anunciar que será traído, o texto fala que ele está angustiado e perturbado em seu espírito, lembram-se? Podem conferir o texto de João… Pois no evangelho de hoje, essa angústia e aflição muda de lado, são os discípulos que ficam angustiados e aflitos, e começam a indagar “Senhor, por acaso serei eu?”. E Pedro, logo ele, dá uma cutucada a João, que estava perto do Mestre, quer saber quem é o desavergonhado, quem sabe, para tomar uma providência… O Jesus de Mateus, que escreve para a comunidade Cristão Judaica, é firme e não demonstra nenhuma perturbação quando anuncia a traição. É que Mateus apresenta um Jesus fiel á missão, e que cumpre toda a Vontade do Pai, com firmeza e determinação. Entretanto, há algo que o leitor fica se perguntando, “Se ele cumpre a vontade do Pai, porque demonstrou sua indignação ao dizer “Ai daquele que irá trair o Filho do Homem, melhor seria que não tivesse nascido…”. Ora, se era vontade do Pai, então Judas estava fazendo o seu papel, e estava, por assim dizer “Colaborando” para que tudo acontecesse, conforme o previsto… Jesus até poderia tratá-lo bem, era preciso que alguém o traísse para que ele fosse condenado á morte, e Judas aceitou o papel de traidor… Esta seria uma leitura ingênua desse evangelho, pois facilmente podemos cair no fatalismo, “Deus quis assim… foi feita sua vontade”. Coitado do nosso Deus, quantas desgraças e tragédias jogamos em suas costas… Aliás, tem gente que se safa de situações apertadas jogando a culpa em Deus ou no Diabo. Com toda certeza, muitas vezes Jesus conversou com Judas, expôs sua missão, exortou-o a não entrar pelo caminho errado, disse-lhe do perigo que corria, ao confundir o seu Messianismo com alguma ideologia política e ali á mesa, deu-lhe a última dica… uma oportunidade para Judas pensar no assunto, rever a sua atitude, quem sabe, usar o seu livre arbítrio e mudar de vida, por fidelidade a Jesus, mesmo que não compreendesse bem o seu messianismo, pois Pedro também não entendia, mas o aceitou como ele era. Portanto, não se trata do anuncio de uma fatalidade, mas um jogo de palavras, mostrando que a questão estava em aberto e Judas ainda poderia dar outro rumo á sua vida. Assim que Judas saiu de cena, rompendo portanto com a comunidade, Pedro, querendo amenizar o mal entendido, e melhorar o clima do jantar, já no Horto das Oliveiras, quando Jesus anuncia que ele será motivo de queda para todos eles, vai apresentar-se como diferente, o melhor e o mais fiel de todos, “Para mim jamais serás motivo de queda, Senhor”. Com essas palavras Pedro estava dizendo que Jesus podia contar com ele sempre… Pobre Pedro, que ducha de água fria levou na cabeça, quando Jesus diz que ele irá negá-lo por três vezes, antes que o galo cantasse… Nossas mãos não tocam no mesmo prato, o pão com Jesus, mas tocam em Jesus que é o Pão da Eucaristia, somos tão íntimos dele como Judas o era, e todos os discípulos. Seria um erro pensarmos que o nosso pecado é bem menor que o de Judas e de Pedro, na própria comunidade caímos em contradição, quem dirá quando estamos fora dela. E por que agirmos dessa maneira, ao estilo de Pedro ou de Judas? Por que diferente de Jesus de Mateus, buscamos a nossa vontade, que coincide com a vontade de Pedro e de Judas: vencer pelo caminho mais fácil, chegar á glória da ressurreição, sem ter de passar pelo triste trajeto do calvário, que nos assusta e amedronta… “Nós vos adoramos Senhor Jesus, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”.

13 – JUDAS ISCARIOTES

O Evangelho de hoje fala ainda da traição de Judas. Judas foi um dos 12 apóstolos, de Jesus Cristo. Era ele quem tomava conta do dinheiro do grupo, e que por sinal roubava alguns de vez em quando. Judas foi aquele que impiedosamente entregou Jesus aos seus pela quantia de 30 moedas de pratas. Judas era filho de Simão de Queriote. Judas Iscariotes foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, sendo apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em último lugar. Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo. Pois sendo encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos: «tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava» (João 12, 6). Judas revelou que ele era, um apegado às coisas materiais em vez das coisas celestiais, em Betânia, na cena da unção dos pés de Jesus com óleo perfumado, onde declarou ou se revelou que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos de carinho, caridade, e amor ao próximo, como Jesus havia demonstrado e ensinado a todos eles. Interessante, que Judas entregou Jesus por 30 moedas de prata e esse era exatamente o preço de um escravo. E de acordo com o autor do Evangelho de Mateus, os principais sacerdotes decidiram não colocar essas moedas no Tesouro do Templo, mas, em vez disso compraram um terreno no exterior da cidade para sepultar defuntos. Isto significava que, segundo a leitura dos acontecimentos feita pelo evangelista Mateus, os líderes religiosos judaicos foram induzidos a avaliar a vida e ministério de Jesus de Nazaré como dotada de bem pouco valor.

14 – PERMANECER NA PALAVRA

Jesus está falando com um grupo de Judeus que a princípio acreditaram nele, entusiasmados pelas suas sábias palavras e pelos prodígios que realizava. Jesus os convida a darem um passo à frente: permanecer na Palavra que um dia acolheram… É aí que vem o grande desafio. Às vezes as pessoas vagam de paróquia em paróquia, principalmente nos grandes centros urbanos, á, procura de padres que sejam pregadores de primeira. O que essas pessoas buscam? A palavra transformadora ou palavras bonitas e frases de efeito, buscam um evangelizador ou um exímio orador? Claro que hoje em dia se exige um desempenho melhor dos nossos pregadores de celebrações, sejam eles sacerdotes, Diáconos ou Ministros Leigos, evidentemente nos estudos teológicos deve constar da grade curricular uma boa aula de comunicação, técnicas para aprimorar a oratória, postura, impostação da voz, pois a concorrência é muito grande e há pastores evangélicos que nesse particular são ótimos comunicadores. Mas uma pregação, para ser boa, depende de como ela é acolhida, conheço sacerdotes que não têm muita eloquência no falar, mas são sábios no pouco que dizem, pois o Espírito Santo não fica selecionando oradores para inspirá-los, não é esse o critério de Deus… Quando não se acolhe interiormente a Santa Palavra, mas apenas a ouve como algo bonito e comovedor, acontece o que aconteceu com esse grupo de admiradores de Jesus: não percebem que a Palavra de Deus manifestada em Jesus é essencialmente Libertadora! Em resumo, Jesus fala muito bem, prega muitas verdades, tem uma linha profética diferenciada e superior aos demais, entretanto, a pregação serve para o meu vizinho, pois em mim não há nada a ser mudado, está tudo muito bem… “Pertencemos a Tradição de Israel, somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém, não precisamos tanto assim da sua Palavra. É o homem da pós modernidade “escritinho”! Aprecia o cristianismo, é capaz até de frequentar a celebração dominical, vibra ao ouvir as leituras e a pregação (quando o pregador tem cultura e conhecimento teológico) entretanto, do jeito que entra ele sai, não sendo um crente sincero, mas apenas um admirador de Jesus e da sua Igreja. E quando esse grupo de fervorosos Judeus que haviam manifestado uma certa queda por Jesus, perceberam que seus ensinamentos e o seu modo de viver, contrariava certas regrinhas e normas importantes do Judaísmo, passaram a rejeitá-lo e agora articulam sua morte. E no final Jesus os chama de “Judeus de meia Pataca”, porque se diziam descendentes de Abraão, mas não seguiam o seu exemplo de Homem Santo, temente a Deus e fiel na sua Fé, quem é realmente de Deus, jamais apoia as forças da morte e da violência… Muitos cristãos há que, finda a celebração, guardam o seu cristianismo em uma das gavetas junto com a Bíblia, e vivem e pensam de um modo que contradiz tudo o que celebram aos domingos: aborto, pena de morte, desigualdade social, intolerância religiosa, opressão, exploração e violência. Filhos de Abraão ou Cristãos de meia tigela?

15 – A TRAIÇÃO DE JUDAS

O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Usar de nossa liberdade para promover o bem e a igualdade entre as pessoas é a melhor forma de estar em sintonia constante com o projeto de Deus, que não tolera a traição.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O servo fiel a Deus não foge ao sofrimento e não desanima na perseguição, mas se mantém confiante e firme na missão assumida.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha! Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e na mansão dos mortos, pois o Senhor se fez obediente até a morte e morte de cruz e por isso Jesus Cristo é Senhor na glória de Deus Pai (Fl 2,10.8.11).

Antífona da comunhão

O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos (Mt 20,28).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que fizestes vosso Filho padecer o suplício da cruz para arrancar-nos à escravidão do pecado, concedei aos vossos servos e servas a graça da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Conduzi-nos no bom caminho, Senhor

— Fazei, Senhor, que a Igreja oriente os fiéis na vida fraterna.
— Ajudai-nos a não trair e defendei-nos das traições.
— Fortalecei nossa Campanha da Fraternidade na defesa da saúde.
— Iluminai os políticos, para que tenham atuação ética e honesta em favor do bem comum.
— Nesta Semana Santa, renovai-nos na vivência dos mistérios pascais.

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, nossa oferenda e deixai agir vossa misericórdia, para que consigamos os frutos do sacramento em que celebramos a paixão do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Oração depois da comunhão

Ó Deus todo-poderoso, pela morte do vosso Filho, proclamada em cada eucaristia, concedei-nos crer profundamente que nos destes a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

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