LDP: 06/ABR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

06/Abr/2012 (6ª Feira)

LEITURAS

Isaías 52,13-15—53,1-12 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

52,13Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1“Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

Salmo 31(30) 2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23,46) (Livro do Antigo ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Lc 23,46Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
— 2Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! 6Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
— 12Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos; fogem de mim os que me veem pela rua. 13Os corações me esqueceram como um morto, e tornei-me como um vaso espedaçado.
— 15A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! 16Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!
— 17Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! 25Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais!

Hebreus 4,14-16; 5,7-9 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Didáticos)

Irmãos: 4,14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

Evangelho Jesus Cristo segundo as palavras de são João 18,1-40—19,1-42 (Livro do Novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

NarradorPaixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João. Naquele tempo, 18,1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Presidente: “A quem procurais?”
Narrador: 5Responderam:
Assembleia: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Ele disse:
Presidente: “Sou eu”.
Narrador: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
Presidente: “A quem procurais?”
Narrador: Eles responderam:
Assembleia: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: 8Jesus respondeu:
Presidente: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:
Presidente: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Leitor: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador: Ele respondeu:
Leitor: “Não”.
Narrador: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
Presidente: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador: 23Respondeu-lhe Jesus:
Presidente: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Assembleia: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Narrador: Pedro negou:
Leitor: “Não!”
Narrador: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Narrador: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Narrador: 30Eles responderam:
Assembleia: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador: 31Pilatos disse:
Leitor: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador: Os judeus lhe responderam:
Assembleia: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Narrador32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador34Jesus respondeu:
Presidente: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador: 35Pilatos falou:
Leitor: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”
Narrador: 36Jesus respondeu: Presidente: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador37Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “Então, tu és rei?”
Narrador: Jesus respondeu:
Presidente: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador: 38Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “O que é a verdade?”
Narrador: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Narrador40Então, começaram a gritar de novo:
Assembleia: “Este não, mas Barrabás!”
Narrador: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
Assembleia: “Viva o rei dos judeus!”
Narrador: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Narrador5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor: “Eis o homem!”
Narrador: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Assembleia: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador: 7Os judeus responderam:
Assembleia: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor: “De onde és tu?”
Narrador: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
Leitor: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Narrador11Jesus respondeu:
Presidente: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Assembleia: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Narrador13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor: “Eis o vosso rei!”
Narrador: 15Eles, porém, gritavam:
Assembleia: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Narrador: Os sumos sacerdotes responderam:
Assembleia: “Não temos outro rei senão César”.
Narrador16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Assembleia: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Narrador22Pilatos respondeu:
Leitor: “O que escrevi, está escrito”.
Narrador23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si:
Assembleia: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Presidente: “Mulher, este é o teu filho”.
Narrador: 27Depois disse ao discípulo:
Presidente: “Esta é a tua mãe”.
Narrador: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Presidente: “Tenho sede”.
Narrador: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
Presidente: “Tudo está consumado”.
Narrador: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham e faz-se breve pausa.)
Narrador: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido encontrar-se com Jesus de noite. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

– Nós vos adoramos, ó Cristo e vos bendizemos. / – Porque pela vossa santa cruz salvastes o mundo. / O que o texto diz para mim, hoje? Quem são os condenados injustamente? Quem carrega uma grande e pesada cruz no mundo de hoje? Quem são os crucificados na nossa sociedade? Os bispos, em aparecida, disseram: “Na história do amor trinitário, Jesus de Nazaré, homem como nós e Deus conosco, morto e ressuscitado, nos é dado como Caminho, Verdade e Vida. No encontro de fé com o inaudito realismo de sua Encarnação, podemos ouvir, ver com nossos olhos, contemplar e tocar com nossas mãos a Palavra de vida (cf. 1 Jo 1,1), experimentamos que “o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida, a humanidade doente e extraviada. Quando em suas parábolas Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha desgarrada, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro de seu filho pródigo e o abraça, não se trata só de meras palavras, mas da explicação de seu próprio ser e agir”136. Esta prova definitiva de amor tem o caráter de um esvaziamento radical (kenosis), porque Cristo “se humilhou a si mesmo fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,8). ” (DAp 242).

… a VERDADE …

Reflita em seu coração, onde apenas Deus consegue entrar: Quem você é? Pedro, aquele que nega? Judas, aquele que trai? Pilatos, aquele que é omisso? O povo, aquele que só pensa em si mesmo? O sacerdote, aquele que usa as Leis em seu próprio favor? Os discípulos, aqueles que fogem no momento de perigo? Maria, aquela que continua firme mesmo nos momentos de dificuldades? Isso não devemos levar apenas em um âmbito religioso não, devemos refletir em todos os momentos e situações de nossas vidas: em casa, com o marido, a esposa e os filhos; ou no serviço, com os patrões, os empregados, os companheiros; ou na escola, com os professores, os alunos, os funcionários; na Igreja, com os padres, com os diáconos, com a pastoral, com os “amigos” de pastoral, com a comunidade. Pense, reflita e seja sincero. Veja onde você pode melhorar a sua atitude.

… e a VIDA …

Pai, confirma minha condição de discípulo do Reino instaurado por Jesus na história humana, fazendo-me acreditar sempre mais na força da justiça e do amor.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou ter um olhar de compaixão para com as pessoas que sofrem e ajudar, como Cireneu, os que caem.

REFLEXÕES:

1 – AMOR QUE GERA A VIDA

Quem conviveu com Jesus foi testemunha de que nele havia uma fonte de vida a jorrar para todos. Com sua morte na cruz, a fonte parecia-lhes extinta. Os poderes deste mundo, religioso e civil, tentaram destruir a sua credibilidade, julgando-o blasfemo e subversivo, e promoveram sua morte. Contudo, haverá maior ilusão do que esta? Achar que Deus pode ser morto?! É o próprio Jesus, e seu Espírito, que iluminarão a comunidade: o dom e a participação na vida eterna de Deus não estão na continuidade temporal, mas na permanência na existência de Deus, na comunhão do Amor que gera a vida. A vida eterna se manifesta no confronto com a morte. É a vida que teima em resistir e se manifestar em um mundo onde os ambiciosos do poder acumulam riquezas e provocam a exclusão, a pobreza, a miséria, a guerra e a morte.

2 – JESUS É PRESO, FLAGELADO, MORTO

Conhecer Jesus significa conhecer também o mistério da cruz e a grande mensagem que esse mistério nos traz: Deus amou tanto o mundo que lhe enviou seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, e ele derramou o seu próprio sangue derramado na cruz, fazendo-se oferenda perfeita para expiação dos nossos pecados. Conhecer Jesus através do mistério da cruz significa tornar-se capaz de fazer-se também oferenda a Deus, amando até o fim, tornar-se uma perfeita oblação a Deus pela salvação da humanidade e, hoje, tornar-se oblação é antes de tudo tornar-se um missionário da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte.

3 – O REI ULTRAJADO

A paixão revelou a dignidade real de Jesus, embora, tenha havido uma radical contradição entre a interpretação de Jesus e a dos seus inimigos e algozes. / Ao ser interrogado por Pilatos, Jesus respondeu: “Eu sou rei”, depois de fazer a autoridade romana concluir, por si mesma: “Tu o dizes!” / A soldadesca insana ultrajou Jesus, servindo-se de mímicas burlescas próprias de uma investidura real: colocaram-lhe uma coroa de espinhos na cabeça, vestiram-no com um manto de púrpura. A seguir, prostraram-se, ironicamente, diante dele, saudando-o como rei dos judeus. / Por ordem de Pilatos, foi preparada uma inscrição, em três línguas, para ser afixada sobre a cabeça de Jesus, indicando a causa da condenação: “Jesus nazareno, rei dos judeus”. Alertado a mudar o teor da inscrição, Pilatos apelou para a sua autoridade: “O que escrevi, está escrito”. O evangelista observa que muitos judeus leram a inscrição, por ter sido Jesus crucificado perto da cidade. / O Mestre, porém, tinha consciência de que seu Reino não era deste mundo, e estava estruturado de maneira diferente. Fundava-se na fraternidade, na justiça, na partilha, no perdão reconciliador. Os reinos deste mundo não serviam de modelo para Jesus fazer os discípulos entenderem o que se passava com o seu Reino. Por conseguinte, nem Pilatos nem os judeus tinham condições de compreender em que sentido Jesus era rei.

4 – JESUS TAMBÉM ASSUMIU SOBRE SI A NOSSA CRUZ DE CADA DIA

Sexta-feira Santa ou simplesmente a Paixão e Morte de Jesus. Somos levamos a contemplar e vivenciar o mistério da iniquidade humana na pessoa de Cristo sim, mas – e sobretudo – o mistério do Seu triunfo definitivo. / O rito da apresentação e adoração da cruz vem como consequência lógica da proclamação da Paixão de Cristo. A Igreja ergue, diante dos fiéis, o sinal do triunfo do Senhor, que havia dito: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu sou” (Jo 8,28). / Enquanto apresenta a cruz, o celebrante canta por três vezes: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”. A assembleia, cada vez, responde: “Vinde, adoremos!”. Durante a procissão da adoração, entoam-se cânticos apropriados. / Jesus morre no momento em que, no Templo, se imolam os cordeiros destinados à celebração da Páscoa. A Sua imolação é “real”, um sacrifício realizado de uma vez por todas, porque a vítima espiritual tornou inúteis as vítimas materiais. / Outros pormenores completam o quadro: de Jesus não são quebradas as pernas, em conformidade com as prescrições rituais (Ex 12,46); do Seu lado transpassado, jorra o sangue, com o qual são misteriosamente assinalados os que pertencem ao novo povo, aqueles que Deus salva (cf. Ex 12,7.13). Cristo crucificado é, pois, o “verdadeiro Cordeiro pascal”: Ele é a “nossa Páscoa” imolada (cf. 1Cor 5,7). / Os profetas, especialmente o Segundo Isaías (1ª leitura), descrevem o Servo do Senhor no momento em que realiza Sua missão de libertar o povo dos pecados e torná-lo agradável a Deus, como um cordeiro inocente, carregado dos delitos do seu povo, e que, em silêncio, se deixa conduzir ao matadouro. E é de sua morte, aceita livremente, que provém a justificação “para todos”. / O dramático diálogo com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, neste momento a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide Sua morte e O condena. / Não seria completa a compreensão do mistério de Jesus se não contemplássemos também – como o Apocalipse de João – o Cordeiro glorioso, que está diante de Deus com os sinais das Suas chagas, dominador do mundo e da história (Ap 5,6ss); o Cordeiro que se imolou por amor da Igreja e para o qual ela tende cheia de amor. Na cruz se iniciaram as núpcias do Cordeiro, que terão sua realização plena na festa do céu (cf. Ap 19,7-9). / Neste dia, “em que Cristo, nossa Páscoa foi imolado” (1Cor 5,7), torna-se clara realidade o que desde há muito havia sido prenunciado em figura e mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava. / Com efeito, a obra da redenção dos homens e perfeita glorificação de Deus, prefigurada pelas Suas obras grandiosas no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da Sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dentre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério este pelo qual, morrendo, destruiu a nossa morte, e ressuscitando, restaurou a nossa vida. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o admirável Sacramento de toda a Igreja. / A celebração da “Paixão do Senhor” focaliza o significado original do sofrimento de Jesus que culmina em Sua morte na Cruz. Trata-se do amor em plenitude que é assumido na cruz. Mas, é importante ressaltar que, antes de assumir a cruz de madeira, Jesus assumiu outras grandes e difíceis cruzes. / Podemos ver neste mesmo dia muitas outras “cruzes” levadas por Nosso Senhor: uma é a “cruz” da traição de Judas e outra a da negação de Pedro. Há a “cruz” da condenação por parte de Pilatos e por parte do povo. E outras “cruzes” são a minha e a sua, meu irmão. / Portanto, celebrar a morte de Jesus na Cruz nos faz pensar nas muitas “cruzes” que, ainda hoje, colocamos sobre os Seus ombros através da injustiça, do egoísmo, da falta de ternura, da impiedade, da violência, dos vícios e assim por diante. / Faz-nos pensar também sobre as muitas “cruzes” que os filhos colocam sobre os ombros de seus pais; as “cruzes” que os pais colocam sobre os ombros frágeis de seus filhos; as “cruzes” que os esposos colocam-se mutuamente sobre os ombros um do outro e sobre seus próprios ombros; as “cruzes” que todos colocamos sobre os ombros da comunidade, da Igreja, da sociedade etc. / No entanto, não nos esqueçamos do mais importante: a Cruz de Cristo nos leva à glória da Ressurreição para a Vida Eterna.

5 – NINGUÉM TEM MAIS AMOR DO QUE QUEM DÁ A VIDA PELOS SEUS AMIGOS

O amor de Deus por nós é bem maior que o de um pai. É isso que comprovam as palavras do Salvador no Evangelho: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito» (Jo 3,16). E o apóstolo Paulo também refere: «Ele, que nem sequer poupou o Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele?» (Rm 8,32) Por isso nos ama Deus mais do que um pai ama o seu filho. É evidente que Deus nos estima para além da afeição paternal: por nós, não poupou o Seu Filho ─ e que Filho! Esse Filho justo, este Filho único, este Filho que é Deus. Poder-se-á dizer mais? Sim! Foi por nós, quer dizer, pelos maus, pelos culpados, que Ele não O poupou. […] / Por isso o apóstolo Paulo, para nos advertir, em certa medida, da imensidade da misericórdia de Deus, exprime-se assim: «De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente alguém morrerá por um justo» (Rm 5,6-7). Com golpe certeiro, basta esta passagem para ele nos mostrar o amor de Deus. Porque, se dificilmente alguém morreria por um grande justo, Cristo provou-nos ser superior, morrendo pelos culpados que nós somos. Mas porque agiu o Senhor assim? O apóstolo Paulo explica-no-lo imediatamente pelo que se segue: «mas é assim que Deus demonstra o Seu amor para conosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. E, agora que fomos justificados pelo Seu sangue, com muito mais razão havemos de ser salvos da ira, por meio dele» (v. 8-9). / A prova que Ele nos deu foi ter morrido pelos culpados: uma mercê tem mais valor quando é feita a indignos. […] Porque, se Ele a tivesse concedido a santos e a homens de mérito, não teria demonstrado que é Aquele que dá o que não deveria ser dado, mas teria sido como aquele que não faz mais do que render o que é devido. Que Lhe retribuiremos, então, por tudo isto?

6 – TUDO ESTÁ CONSUMADO

1. Acabaram-se “os trabalhos” da cruz e da paixão de Jesus! Jesus morre na cruz, o instrumento de suplício reservado, segundo os judeus, aos grandes blasfemos, ou segundo os romanos, aos escravos! Pregado ao madeiro, o crucificado não ficava, nem no céu, nem já sobre a terra; na sua nudez, era a representação cruel da ignomínia, da vergonha, o sinal da maldição extrema: um homem, que nem o céu nem a terra queriam para nada! Cabe, portanto, a Jesus, na morte de cruz, partilhar a sorte de todos os malditos da terra! / 2. Todavia, através daquela morte, não se revela apenas a força destruidora e desumana do pecado! Ali também se revela a força inerme do amor e da fidelidade de Deus, até ao extremo! Solidário com os injustiçados deste mundo, identificado com todas as vítimas do mal, o Filho de Deus não se retrai às consequências da injustiça e do pecado, mas assume-as e padece-as, por inteiro, no seu Corpo dado, no seu Sangue derramado! Na Cruz, Deus assume assim o lugar da vítima, “carrega sobre si as nossas dores” (Is.53,4), “é provado em tudo, à nossa semelhança” (Hb.4,15), experimentando a impotência humana, face à liberdade desumanizada. Desse modo, Jesus pôde salvar a humanidade inteira, porque, sendo Ele o Deus, feito homem, humilhou-Se até à morte de Cruz e assim mesmo entrou em comunhão com todos aqueles que morrem na ignomínia e na vergonha! / Esta é a surpresa comovente, que o Deus crucificado nos faz: pode estar crucificado, não apenas no Gólgota, mas em todas as cruzes do espaço e do tempo, sejam quem forem as vítimas e os crucificados! Todas as vítimas e todas as cruzes deste mundo são afinal um historial e um memorial da cruz de Cristo! / 3. Nesta celebração da Paixão, do difícil ano de 2012, e no espaço concreto da terra que pisamos, «os trabalhos de Jesus na Cruz» podem contemplar-se, em carne viva, em muitos âmbitos de sofrimento, de dor, de desespero, de fome, de pobreza súbita ou envergonhada. Mas de modo especial, façamos incidir a luz dos trabalhos de Cristo na cruz sobre a pesada cruz dos nossos trabalhos ou da falta dele! / 1.º Na verdade, a lei da cruz está inscrita no trabalho humano, esse bem árduo, útil e digno, realizado à custa do «suor do nosso rosto» (Gn.3,19)! Quando é feito, no amor e por amor, na fadiga e mediante a fadiga, silenciosamente oferecido a Deus, o trabalho torna-se uma pequena parcela da cruz de Cristo, e pode ser vivido, com o mesmo espírito de entrega, serviço e redenção, com que Cristo aceitou por nós a Cruz! / 2.º Mas o trabalho pode tornar-se aquilo que talvez a palavra sugira na sua raiz mais rude: um «tripalium», o antigo instrumento de tortura, usado pelos romanos! Assim acontece, quando o mundo do trabalho se torna o lugar onde se cristalizam a maior parte das injustiças e das violências da sociedade! Ou quando, em excesso ou em exclusivo, o trabalho toma conta da vida toda! O excesso de trabalho, ou o trabalho em condições desumanas, depressa imprime em nós o rosto desfigurado do servo “castigado, ferido e humilhado” (Is.53,4-5)! Pensemos, por exemplo, nas condições de trabalho pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, nos ritmos frenéticos de vida, na emigração à procura de um adequado sustento, se não mesmo da pura sobrevivência que acabam, por separar casais, pais e filhos! / 3.º Mas, no presente contexto social, como não entrever, na ferida aberta do lado de Cristo, a chaga social do desemprego, em que tantos se sentem na pele da “pessoa desprezível e sem valor” (Is.53,3), arrumada da vida, encostada ou esmagada na berma da estrada do progresso, como “um objeto abandonado”? É um problema que diz sobretudo respeito aos jovens, que sem trabalho ou emprego estável, têm dificuldade em formar uma família e em contribuir, com os seus valores e competências, para a construção duma sociedade nova! / 4. Podemos agora compreender como este mundo do trabalho e do desemprego, com o seu suor, sangue e lágrimas, clama hoje por redenção, por justiça e libertação! Por isso, na mais universal oração dos fiéis, que rezaremos já a seguir, não deixemos de fazer da última prece «pelos atribulados», a nossa oração primeira, por todas as vítimas do trabalho e do desemprego! / 5. E queira Deus que, da árvore da Cruz de Cristo, onde enxertamos todas as nossas penas e trabalhos, se vislumbre já, como fruto do trabalho humano, uma pequena parcela dos «novos céus e da nova terra» (Ap.21,1), o jardim da nova criação (Jo.19,41;Gn.2,8), onde habita a justiça e a paz para sempre (II Pe.3,13)! Amém.

7 – ELE TOMOU O VINAGRE E DISSE: “ESTÁ CONSUMADO”. E, INCLINANDO A CABEÇA, ENTREGOU O ESPÍRITO

Hoje celebramos o primeiro dia do Tríduo Pascal. Por tanto é o dia da Cruz vitoriosa, desde donde Jesus nos deixou o melhor de Ele mesmo: Maria como mãe, o perdão – também os verdugos – e a confiança total em Deus Pai. / Escutamos na leitura da Paixão que nos transmite o testemunho de São João, presente no Calvário com Maria, a Mãe do Senhor e as mulheres. É um relato rico em simbologia, onde cada pequeno detalhe tem sentido. Mas também o silêncio e a austeridade da Igreja, hoje nos ajudam a viver num clima de oração, atentos ao dom que celebramos. / Diante deste mistério tão grande, estamos chamados – mais que tudo – a ver. A fé cristã não é a relação reverencial a um Deus que está longe e abstrato que desconhecemos, senão a adesão a uma Pessoa, verdadeiro homem como nós e também verdadeiro Deus. O “Invisível” fez-se carne da nossa carne, e assumiu ser homem até a morte e morte de cruz. Foi uma morte aceitada como resgate por todos, morte redentora, morte que nos dá vida. Aqueles que estavam aí e o viram, nos transmitiram os fatos e ao mesmo tempo, nos descobrem o sentido daquela morte. / Ante isto, sentimo-nos agradecidos e admirados. Conhecemos o preço do amor: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos» (Jo 15,13). A oração cristã não é só pedir, senão – e principalmente – admirar agradecidos. / Para nós, Jesus é modelo que temos que imitar, quer dizer, reproduzir em nós as suas atitudes. Temos que ser pessoas que amam até darmo-nos e que confiamos no Pai em toda adversidade. / Isto contrasta com a atmosfera indiferente da nossa sociedade; por isso o nosso testemunho tem que ser mais valente do que nunca, já que o dom é para todos. Como diz Melitão de Sardes, «Ele nos fez passar da escravidão à liberdade, das trevas à luz, da morte à vida. Ele é a Páscoa da nossa salvação».

8 – PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

O Evangelho de hoje é uma narrativa de toda a Paixão e Morte e Sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meditando sobre este acontecimento nós poderemos tirar proveito de muitas mensagens para a nossa existência. Primeiramente, nós percebemos que, assim como aconteceu com Jesus, há um sentido para todas as ocorrências da nossa vida. Jesus Cristo não foi preso nem foi capturado, pelo contrário, Ele próprio se entregou aos homens para que se cumprisse tudo o que já estava escrito a fim de que a vontade do Pai se realizasse. Assim, quando Jesus se entregou aos homens, na verdade Ele estava se oferecendo ao Pai, pela humanidade. Na narrativa nós percebemos que Jesus estava consciente de tudo o que ia acontecer e, por isso, Ele próprio interpelou os guardas, dizendo: “A quem procurais”? E depois de saber que eles buscavam a Jesus, o Nazareno, Ele respondeu: “Sou eu”! Nós também precisamos estar atentos para as coisas que acontecem na nossa vida a fim de percebermos qual é a vontade do Pai para nós, principalmente nas situações em que nós temos que enfrentar os desafios. / Muitas vezes nós também temos consciência de que algo precisa acontecer e que para isso, nós temos que assumir nova postura e novo compromisso, no entanto, relutamos e não enfrentamos a “fera”. Se tivermos confiança nos planos de Deus para a nossa felicidade e consciência de que Ele precisa de nós para colaborar na salvação dos nossos irmãos e irmãs, nós também não fugiremos dos obstáculos e, como Jesus Cristo, nós também nos apresentaremos diante dos nossos algozes para “beber do cálice” que o Pai tem para nós. Com a continuação da história nós verificamos que todas as coisas aconteceram coerentemente com o que já havia sido profetizado conforme as Escrituras. / A Bíblia é um Livro de homens santos e pecadores e Nela nós nos identificamos quando agimos bem ou agimos mal. O mesmo Pedro que cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote para defender Jesus foi o que depois, por três vezes negou que O conhecesse. A atitude de Pilatos revela a nossa omissão diante das “coisas erradas” que presenciamos e, “lavamos as mãos” porque achamos que não compete a nós e não temos “nada a ver com isto”. Diante de Pilatos Jesus não se justificou nem tampouco se acovardou, mas somente esclareceu: “O meu reino não é deste mundo”. Aprendendo com o Mestre nós também podemos assumir compromissos e atitudes coerentes com o nosso desígnio e não nos abstrairmos do nosso ideal de vida. / Realmente, o nosso reino não é deste mundo e as dificuldades que enfrentamos nesta vida temporal são apenas pontes que nos levam a atravessar o vale para chegarmos ao reino definitivo. Somos os Pedro, Pilatos, Judas e Malco da nossa geração. Somos como Anás, Caifás e até como os guardas e a encarregada que guardava a porta do lugar onde Jesus estava. Todos nós temos o nosso posto, a diferença, porém, poderá estar no modo como nós enfrentamos os desafios da nossa missão, com os olhos voltados para o alto para beber o cálice que nos é apresentado ou olhando somente para a terra tentando nos livrar dos desafios e vivendo como qualquer um dos mortais, só para esta vida. / Faça hoje a sua leitura com bastante atenção e perceba os pontos que para você devem ser mais importantes e que servem de exemplo e mensagem para a sua vida atualmente:- As atitudes e as palavras de Jesus; a atitude dos discípulos, principalmente Judas e Pedro; as atitudes das autoridades; a omissão de Pilatos; a manifestação do povo, da multidão que antes proclamava Jesus Rei; a atitude dos soldados, enfim faça um paralelo dos acontecimentos da Paixão de Jesus com a sua vida cotidiana. / AS SETE PALAVRAS DE JESUS NA CRUZ: 1 – PAI, PERDOA-LHES, POIS NÃO SABEM O QUE FAZEM. / 2 – HOJE, ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO. / 3 – MULHER, EIS O TEU FILHO; FILHO EIS A TUA MÃE. / 4 – MEU DEUS POR QUE ME ABANDONASTES? / 5 – TENHO SEDE! / 6 – TUDO ESTÁ CONSUMADO. / 7 – PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO! / Amém! Abraço carinhoso!

9 – HOJE JESUS MORRE POR VOCÊ

Você já parou pra pensar o que faria se soubesse que sua mãe, esposa, marido ou alguém que você diz amar, tivesse apenas mais algumas horas de vida? Como você viveria esses últimos momentos? / “Ah, eu não sairia de perto nem por um segundo!”, talvez fosse sua resposta. Isso é importante, mas no fundo reflete uma sensação de dever não cumprido, de tarefa mal feita, pois você viveu bons anos ao lado daquela pessoa e pelo “fuzuê” do dia-a-dia, acabou não convivendo (vivendo com) tal pessoa! Se você, ultimamente, não tem estado muito com Jesus, o Pai lhe dá mais uma chance: nesta semana a Igreja nos convida, através da liturgia, a passarmos mais tempo com Jesus, convivendo mais com Ele. Por isso temos tantas celebrações. / Ontem, depois da ceia, Jesus com seus apóstolos segue para o Jardim das Oliveiras e convida Pedro, Tiago e João para vigiarem e orarem com Ele. Ao chegarmos à igreja hoje, notaremos, entre outras coisas, o sacrário vazio, o altar descoberto e não haverá celebração da missa. Por quê? Porque hoje refletiremos os últimos momentos de Jesus antes de sua morte e poderemos experimentar na pele sua ausência. O “vazio” na igreja quer simbolizar o vazio de uma vida sem Jesus, vida sem sentido. / Hoje Jesus morre por você! Morre por amor a você! E sabe onde? Na cruz? Claro que não! Jesus morre no Monte das Oliveiras assim que decide, no mais profundo de seu íntimo, fazer a vontade do Pai e não a sua própria. Enquanto ser humano, a vontade d’Ele está baseada no instinto de sobrevivência, que nada mais é do que o apelo egoísta da nossa natureza pela manutenção da vida. Jesus verdadeiramente morre por amor porque renuncia ao egoísmo de zelar pela própria vida, cedendo-a em nosso favor. Pense, num minuto, nas pessoas que você diz amar. Agora pergunte-se: por quais dessas pessoas eu teria a coragem de morrer se preciso fosse? Seja sincero consigo mesmo e não se envergonhe se não sobrarem muitas pessoas. ELE TEVE CORAGEM DE MORRER POR VOCÊ! Espelhe-se n’Ele! Ele sabe o que você sente porque já passou por isso! Peça-lhe essa graça hoje: SENHOR, FAZ-ME MORRER PARA O MEU EGOÍSMO E ME RESSUSCITE PARA O AMOR! Se assim viveres, serás feliz!

10 – A SEMENTE PLANTADA EM UM JARDIM, TORNARÁ REALIDADE O SONHO DE DEUS

Além de ótimo Teólogo, São João Evangelista era também poeta, aliás, o amigo Alex, professor de Teologia Moral sempre diz que Poesia e Teologia tem tudo a ver, com certeza porque ambas falam ao coração. Neste evangelho da Paixão do Senhor, João remonta ao Jardim do Éden onde começou o desígnio de Deus a respeito do homem, Deus plantou a humilde semente chamada Adão, como na parábola dos vinhateiros cuidou dela com todo amor e carinho, colocou em seu redor a melhor terra, protegeu-a com muros, fez uma torre de Vigia, preparou um lagar onde essa uva de primeira qualidade se tornaria o vinho inebriante e inigualável das Bodas de Caná, mas a uva ali produzida, em vez de doce tornou-se amarga…Como um lavrador sábio e paciente Deus se recolheu a seu canto, aparentemente abandonando a plantação que foi invadida e pisoteada pelos animais. Entretanto Deus esperou o tempo oportuno para de novo plantar a semente e esse tempo da plenitude chegou, com a encarnação do seu próprio Filho Jesus Cristo. / O evangelho de hoje, contrapõe tristeza e alegria, derrota e gloria , tragédia pleno êxito, João conta os fatos as avessas, olhando precisamente com os olhos de Deus. podemos ilustrar a reflexão dizendo que João se comporta como aquela mãe, que sentada em sua cadeira preferida faz paciente o seu bordado á mão, nós homens somos como a criança que olha por baixo e vendo o bordado as avessas não entende como a mãe se dedica a um trabalho que não tem nada de bonito. / Que pode haver de belo nessa narrativa da paixão do Senhor, em uma ceia marcada por momentos de tensão, a traição de Judas, o anuncio da negação de Pedro, a prisão de Jesus no Horto das Oliveiras, as falsas testemunhas diante do Sumo Sacerdote, e finalmente a sua caminhada até Pilatos de onde saiu açoitado, massacrado, com a cruz aos ombros até o alto do morro onde iria ser pregado no madeiro, e padecer um a morte horrível, vergonhosa e humilhante? / A Cristologia de João é alta e ele vê assim, de cima para baixo, e enxerga a beleza do amor de Deus manifestado plenamente em Jesus Cristo, que refaz em si Adão e nós todos, iniciando a nova criação, não mais subordinada ao Mal mais livre para tomar decisão, contrária as forças do mal… / No Jardim da torrente de Cedron tem início a tragédia e o inicio de uma Vitória definitiva, ao mesmo tempo, quando Judas vem até o Mestre acompanhado de seus inimigos para prendê-lo. Olhando por baixo do bordado, podemos dizer que o sonho do novo Reino começa ali a se desfazer, porém, nosso irmão João Evangelista não pensa assim, podem reparar na postura de Jesus… / “Consciente de tudo o que iria acontecer, saiu ao encontro deles….a quem procurais?” Jesus poderia ter pedido ajuda aos discípulos, se esconder para dentro da mata, fazer uma oração forte ao Pai para acabar com os seus perseguidores. Mas não ! Livremente vai ao encontro do seu destino, ninguém o prende, Ele se entrega. “Recuaram e caíram por terra…” A liberdade, a decisão e a firmeza que eles veem em Jesus os surpreende fazendo-os cair por terra. É Jesus quem novamente toma a iniciativa, é ele quem está no controle “A quem procurais?” e eles responderam “A Jesus de Nazaré !” / Aqui nota-se como é grande o amor de Jesus pelos seus, não porque intercedeu por eles, para que os soldados o deixassem ir em paz, mas porque deu a cada um deles a liberdade de decidir, de que lado queriam ficar…Pedro queria ficar com Ele, mas do seu modo, armado de uma espada e tentando resolver a situação pela violência. É o pensamento humano da pós modernidade que Pedro ali representa. Que solução a maioria das pessoas propõe, para resolver o problema da violência nas grandes metrópoles? Exatamente com mais violência, quando a sociedade depara nos noticiários sensacionalistas da TV muitos corpos de marginais mortos na invasão do morro, ou quando há algum massacre em um grande presídio, a população vibra e sente-se de certa forma “vingada”. Somos todos da mesma opinião de Pedro, de que a violência combate a violência. Para nossa decepção Deus não pensa assim pois a atitude de Jesus mandando o velho Pedro guardar a espada, manifesta isso claramente. / O episódio dramático e trágico tem o seu desfecho em um outro Jardim onde Jesus, pelo gesto piedoso de José de Arimatéia, irá ser sepultado. Agora a mãe terra receberá a semente definitiva do Novo Reino. Os que mataram Jesus pensavam que o estavam esmagando, e que tinham acabado com ele de vez, nem imaginavam, que apenas colaboravam na semeadura de um Reino que iria superar todos os Reinos do Mundo. José de Arimatéia e Nicodemos é o cristão paciente que ainda crê, apesar da grande tragédia que se abateu sobre eles, e porque creem se dispõe a “plantar a semente” esmagada, triturada, no seio da terra, alimentando no coração a esperança de que algo de novo vai acontecer, a história há de ter um final feliz. / Que destino aguarda a humanidade? De tragédia em tragédia, e por conta de uma violenta crise de valores e decadência moral, o homem se arrasta para o caos das trevas sem nenhuma luz. Será que Deus abandonou a humanidade? Uma grande maioria, inclusive de cristãos, perderam a esperança e fazem da religião do Cristianismo apenas um consolo para as dores e decepções desta vida, fechando-se em suas comunidades ou grupos, sentindo-se protegidos do terrível mal que aflige a humanidade….José de Arimatéia pensa diferente, ele entra no Palácio de Pilatos porque tem algo a dizer “Vai plantar a semente na profundeza da terra, Pilatos autoriza o sepultamento de Jesus, que mal pode fazer um cadáver ? Tudo o que Jesus representava de ameaça e perigo, contra a Religião Oficial e o Império Romano, agora não mais existia, sobrou de Jesus um corpo rígido, um cadáver cheio de marcas da violência, era preciso mesmo enterrá-lo para tirá-lo dos pensamentos, do coração e da consciência. Morto e enterrado! / Hoje os poderosos que também manipulam, enganam, mentem, massacram e oprimem, fizeram a sua opção por um Cristo morto, preso nas igrejas, e que não incomoda a ninguém, um Cristo impotente para influenciar o homem em suas decisões pelo Bem, uma lembrança de alguém que tornou-se célebre para toda humanidade, mas que já passou…. / A postura firme de Jesus diante dos seus inquisidores, a sua determinação em levar adiante a missão que o Pai lhe confiou, a sua firmeza diante dos poderosos desse mundo, e o seu despojamento para Servir a todos, resgatando todos os homens das garras do mal, deve servir nessa sexta feira como um grito de incentivo e alerta para nossas comunidades. Em meio a tanto desânimo e falta de esperança, entre tantos corações que perderam a capacidade de sonhar, precisamos nos arriscar como José de Arimatéia e transformar tantos enterros em semeaduras, confiantes de que a Vida é mais forte que a morte, e de que em cada tragédia a Vida se refaz e o Reino sem torna mais forte e indestrutível, os homens não conseguirão impedir que o Sonho de Deus se torne realidade, esta é a grande lição dessa Sexta Feira Santa, para todos nós.

11 – PAIXÃO DO SENHOR

Hoje é o dia em os cristãos católicos relembram a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje é o dia em quem muitos cristãos que ficaram o ano inteiro sem aparecer na igreja, vão à missa para se encontrar com Deus, mas do seu jeito. Digo isso porque esses irmãos, não foram devidamente catequizados. Eles têm em mente um Deus um pouco diferente do nosso. / Se você sair por aí perguntando às pessoas se elas vão à cerimônia de hoje, certamente muitos vão dizer que gostariam muito, porém não têm tempo. Não tem tempo? Bem, respondem elas. É que demora muito. Um dia, perguntei a uma professora. E aí? Nos veremos na cerimônia do lava pés? Não. Respondeu ela. Fui o ano passado, e demorou demais! / Nossa Igreja precisa ser atuante e atual. / Atuante: Precisa sair dos grandes centros, da orla da praia, e ir ao encontro das ovelhas perdidas da periferia. / Atual: Precisa falar o que Jesus diria se estivesse aqui fisicamente, é claro, diante da violência, da pornografia, e acima de tudo reduzir o tempo das cerimônias. Em vez de cerimônias longas e cansativas, mais catequese. Por que uma missa precisa durar 60 minutos? Poderia ser menos tempo e com mais catequese. Certos cantos, como o Glória, e o Santo poderiam ser reduzidos a metade. O amém, deveria ser lindo e curto. Já o canto de meditação deveria ser de tamanho normal, e lindo ao ponto de tocar a nossa alma, como nos tocam as músicas do padre Marcelo Rossi. Pois é um momento em que acabamos de receber Jesus sacramentado, e precisamos sentir aquele arrepio, do seu toque. Precisamos falar com Deus que está dentro de nós. Então este é o canto que deve ser escolhido a dedo! Sob a inspiração do espírito Santo. Do mesmo modo, o momento da consagração, momento da presença mais forte de Jesus no ambiente de oração comunitária, momento de profunda meditação, momento em que sentimos a presença de Jesus ali no meio de nós, o momento pós-consagração deveria ser um pouquinho maior. Só mais um pouquinho! A campainha nos diz que Deus está conosco de forma mais forte! Então, porque a pressa? Apressemos em outras partes como evitar certos comentários, ser mais objetivos e práticos nas mudanças de ritos, etc. Assim, sobraria mais tempo para um sermão mais profundo, consistente, um sermão que clama a conversão. Em vez de se pegar o microfone e pronunciar algumas palavrinhas memorizadas, terminar rapidinho. / Ah! Mais eu estou cansado. É sempre repetitivo! Acabou minha inspiração! Não tenho tempo de preparar… Tenho muitas outras coisas a serem feitas, muitas pessoas a serem atendidas… Então reze mais. Leia mais. Deita cedo e aguarde Jesus te acordar de manhãzinha para te dizer o que você vai falar hoje na missa. É sério! Isso existe assim como Deus existe! Não acredite nestas palavras… EXPERIMENTE. Experimente fazer isso e verá que seus sermões não serão mais os mesmos, não terá mais vergonha por repetir sempre a mesma coisa, por não ter mais o que dizer, porque já disse tudo… / A missa precisa ser solene. Porque na solenidade, na compenetração dos celebrantes, está a interiorização do participante, e consequentemente, o seu encontro com Deus. A missa não deve ser um espetáculo, um show, um evento social. A missa tem de ser o conjunto de orações que nos põe em contato com Deus. Porém, o que a missa não deveria ser, é maçante, demorada demais. / A nossa catequese está muito fraca! E uma prova disso é o grande número de cristãos que estão debandando, que estão mudando para outras religiões. Isto porque a fé é instintiva. O instinto da fé é forte como o instinto da sobrevivência ou da autopreservação. E o ser humano não fica sem Deus. Ele tem sede de Deus. E outras religiões estão explorando isso. Nos lugares onde a Igreja está falhando na sua atuação, na sua catequese, os evangélicos estão invadindo. Andando por este Brasil afora, principalmente no Nordeste, você ouve aqui e ali, sempre alguém dizendo as palavras chaves, que demonstram essa triste realidade! Aleluia! Glória a Deus! É uma benção. O que isso significa? Significa o aumento dos evangélicos, e a diminuição dos católicos, e isso é tudo culpa nossa. Cuidado! Estamos pecando por OMISSÃO! Isso é o resultado da nossa acomodação. Acomodados, ficarmos esperando o fiel na paróquia, e quando ele vem, fazemos muita encenação, muita celebração, muito incenso, e muito pouca catequese. / A nossa catequese precisa ser atuante e atual. Precisamos botar o dedo na ferida como o fez Jesus. Chega de demorar muito em explanações sobre a sociedade do tempo de Jesus, e partir para o dia de hoje, para o que aconteceu recentemente, ou o que está acontecendo, para o problema atual. Vamos denunciar, vamos conscientizar, vamos convidar o nosso irmão com muita verdade e fé, com muita vontade, e acima de tudo, com muita segurança do que estamos fazendo. Convidá-lo para seguir Jesus. Seguir os passos de Jesus como nós estamos fazendo. Será que estamos fazendo mesmo? Este é outro ponto de muita polêmica! Infelizmente. Se olharmos outras religiões por aí, notamos que são fogos de palha. O povo é arrebanhado para lá, porém logo descobre, o VAZIO existente dentro daqueles que gritam, que cantam, que falam porque é tudo da boca para fora! Para convencer alguém primeiro é preciso convencer a si mesmo! Para converter de verdade, primeiro eu devo me converter.

12 – …

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Jesus abraçou a cruz, fiel à missão que o Pai lhe confiou. Hoje nos unimos a ele, servo sofredor, e acompanhamos seus passos rumo à morte. Despojamento e silêncio marcam esta celebração, que consta de três partes: 1) liturgia da Palavra; 2) adoração de Cristo na cruz; 3) rito da comunhão.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O sofrimento faz parte da vida do cristão. Não é castigo de Deus nem deve ser desejado ou buscado. Pode, sim, ser caminho de vida, como a semente que morre para gerar vida nova.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus. Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

(Não há Antífona de entrada. O Presidente da Celebração faz a reverência diante do altar e prostra-se por alguns instantes em silêncio. Em seguida, levanta-se e reza a oração seguinte)

Antífona da comunhão

(Não há Antífona da comunhão)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— …

— …

Concluamos as preces com a oração da Campanha da Fraternidade:

Senhor Deus de amor, / Pai de bondade, / nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, / pelo amor com que cuidais de toda a criação. / Vosso Filho, Jesus Cristo, / em sua misericórdia, / assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, / sobre eles derramou a esperança / de vida em plenitude. / Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito. / Guiai a vossa Igreja, / para que ela, pela conversão, / se faça sempre mais solidária / às dores e enfermidades do povo / e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

Oração sobre as oferendas

Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

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