LDP: 07/ABR/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

07/Abr/2012 (Sábado)

LEITURAS

Gênesis 1,1-31—2,1-2 (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou os Livros da Lei)

1,1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 3Deus disse: ‘Faça-se a luz!’ E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5E à luz Deus chamou ‘dia’ e às trevas, ‘noite’. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. 6Deus disse: ‘Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras’. 7E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo, das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8Ao firmamento Deus chamou ‘céu’. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. 9Deus disse: ‘Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!’ E assim se fez. 10Ao solo enxuto Deus chamou ‘terra’ e ao ajuntamento das águas, ‘mar’. E Deus viu que era bom. 11Deus disse: ‘A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra’. E assim se fez. 12E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. 14Deus disse: ‘Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as épocas os dias e os anos, 15e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra’. E assim se fez. 16Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. 20Deus disse: ‘Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu’. 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra’. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: ‘Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies’. E assim se fez. 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo as suas espécies e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e segundo à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra’. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra’. 29E Deus disse: ‘Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento’. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.

Salmo 104(103),1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c (R.30) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

30Enviai o vosso Espírito Senhor, e da terra toda a face renovai.
— 1Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! 2De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.
— 5A terra vós firmastes em suas bases, ficará firme pelos séculos sem fim; 6os mares a cobriam como um manto, e as águas envolviam as montanhas.
— 10Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes que passam serpeando entre as montanhas; 12às suas margens vêm morar os passarinhos, entre os ramos eles erguem o seu canto.
— 13De vossa casa as montanhas irrigais, com vossos frutos saciais a terra inteira; 14fazeis crescer os verdes pastos para o gado e as plantas que são úteis para o homem.
— 24Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas! 35cBendize, ó minha alma, ao Senhor!

Gênesis 22,1-18 (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou os Livros da Lei)

Naqueles dias: 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: ‘Abraão!’ E ele respondeu: ‘Aqui estou’. 2E Deus disse: ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar’. 3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: ‘Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós’. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7Isaac disse a Abraão: ‘Meu pai’. – ‘Que queres, meu filho?’, respondeu ele. E o menino disse: ‘Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?’ 8Abraão respondeu: ‘Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho’. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: ‘Abraão! Abraão!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou!’. 12E o anjo lhe disse: ‘Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único’. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: ‘O Senhor providenciará’. Donde até hoje se diz: ‘Sobre o monte o Senhor providenciará’. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: ‘Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste’.

Salmo 16(15),5.8.9-10.11 (R.1a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

1aGuardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
— 5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
— 9Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; 10pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
— 11Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Êxodo 14,15-31—15,1 (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou os Livros da Lei)

Naqueles dias: 15O Senhor disse a Moisés: ‘Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros’. 19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, 20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros. 21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: ‘Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós’. 26O Senhor disse a Moisés: ‘Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros’. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15,1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico.

Salmo Êxodo 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 15,1a) (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou os Livros da Lei)

1aCantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!
— 1Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: precipitou no Mar Vermelho o Cavalo e o cavaleiro! 2O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, + pois foi ele neste dia para mim libertação! Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei.
— 3O Senhor é um Deus guerreiro; o seu nome é ‘Onipotente’. 4Os soldados e os carros do Faraó jogou no mar; afogou no mar Vermelho a elite das tropas.
— 5E as ondas os cobriram, como pedra eles afundaram. 6Vossa direita, ó Senhor, é terrível em poder. Vossa direita, ó Senhor, aniquila o inimigo!
— 17Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte, no lugar que preparastes para a vossa habitação, no Santuário construído pelas vossas próprias mãos. 18O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!

Isaías 54,5-14 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

5Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. 7Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. 9Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. 10Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 11Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assentarei tuas pedras sobre rubis, e tuas bases sobre safiras; 12revestirei de jaspe tuas fortificações, e teus portões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. 13Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; 14terás a justiça por fundamento. Longe da opressão, nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti.

Salmo 30(29), 2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

2aEu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!
— 2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! 4Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!
— 5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! 6Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.
— 11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! 12Transformastes o meu pranto em uma festa, 13bSenhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

Isaías 55,1-11 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Assim diz o Senhor: 1Â vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. 2Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi. 4Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, chefe e mestre para as nações. 5Eis que chamarás uma nação que não conhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou. 6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. 10Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.

Salmo Isaías 12,2-3.4bcd.5-6 (R. 3) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

— 3Com alegria bebereis do manancial da salvação.
— 2Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. 3Com alegria bebereis do manancial da salvação.
— 4bE direis naquele dia: ‘Dai louvores ao Senhor, 4cinvocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, 4dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.
— 5Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 6Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!’

Baruc 3,9-15.32-38—4,1-4 (Livro do velho ou 1º Testamento / Livros Proféticos)

3,9Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. 10Que se passa, Israel? Como é que te encontras em terra inimiga? 11Envelheceste num país estrangeiro, te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. 12Abandonaste a fonte da sabedoria! 13Se tivesses continuado no caminho de Deus, viverias em paz para sempre. 14Aprende onde está a sabedoria, onde está a fortaleza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida, onde está o brilho dos olhos e a paz. 15Quem descobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? 32Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; aquele que criou a terra para sempre e a encheu de animais e quadrúpedes; 33aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. 34As estrelas cintilam em seus postos de guarda e alegram-se; 35ele chamou-as, e elas respondem: ‘Aqui estamos’; e alumiam com alegria o que as fez. 36Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. 37Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. 38Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens. 4,1A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei, que permanece para sempre. Todos os que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. 2Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, à sua luz. 3Não dês a outro a tua glória nem cedas a uma nação estranha teus privilégios. 4Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus.

Salmo 19(18),8.9.10.11 (R. Jo 6,68c) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

Jo6,68cSenhor, tens palavras de vida eterna.
— 8A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
— 9Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.
— 10É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
— 11Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.

Ezequiel 36,16-17a.18-28 (Livro do velho ou 1º Testamento / Livros Proféticos)

16A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 17a’Filho do homem, os da casa de Israel estavam morando em sua terra. Mancharam-na com sua conduta e suas más ações. 18Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do sangue que derramaram no país e dos ídolos com os quais o mancharam. 19Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos países. Julguei-os de acordo com sua conduta e suas más ações. 20Quando eles chegaram às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comentava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tiveram de sair do seu país!` 21Então eu tive pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profanando entre as nações para onde foi. 22Por isso, dize à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. 23Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor. – oráculo do Senhor Deus – quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.

Salmo 42(41),3.5bcd; 43(42),3.4 (R. 41,2) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

41,2A minh’alma tem sede de Deus.
— 41,3A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
— 5Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa.
— 42.3Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!
— 4Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

Romanos 6,3-11 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros didáticos)

Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

Salmo 118(117), 1-2.16ab-17.22-23 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— 1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 2A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’
— 16abA mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ 17Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!
— 22’A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. 23Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Marcos 16,1-7 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

1Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. 2E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. 3E diziam entre si: ‘Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?’ 4Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. 5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado do lado direito, vestido de branco. E ficaram muito assustadas. 6Mas o jovem lhes disse: ‘Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. 7Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito’.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Pergunto-me: para onde caminho? Para o túmulo vazio, no escuro? Ou sob o impulso do amor que me leva a descobrir a vida nova, Jesus Cristo vivo na minha comunidade? / Leio em voz alta para mim e para mais alguém que estiver comigo, a mensagem dos bispos, inspirada, no convite dos discípulos de Emaús: “”Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já se declina” (Lc 24,29). Fica conosco, Senhor, acompanha-nos ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-te. Fica conosco, porque ao redor de nós as mais densas sombras vão se fazendo, e Tu és a Luz; em nossos corações se insinua a falta de esperança, e tu os faz arder com a certeza da Páscoa. Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na fração do pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu tens ressuscitado e que nos tem dado a missão de ser testemunhas de tua ressurreição. Fica conosco, Senhor, quando ao redor de nossa fé católica surgem as névoas da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina nossas mentes com tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em ti. Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza. Tu que és a Vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural. Fica, Senhor, com aqueles que em nossas sociedade são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade. Fica, Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza de nosso Continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Oh bom Pastor, fica com nossos anciãos e com nossos enfermos! Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!” (DAp 554).

… a VERDADE …

Acolho a Palavra, cantando o refrão: “A Palavra está perto de ti, em tua boca, em teu coração” (Rm 10,8). Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 16,1-8, e observo as palavras de Jesus. Maria Madalena e as outras mulheres vão bem cedo, quando ainda era escuro, ao túmulo. Isto simboliza a crença de que as trevas apagaram a luz. Sua caminhada em direção ao túmulo significa as buscas das comunidades que anseiam a vida, mas que a procuram em lugar errado. No entanto, têm a alegre surpresa de encontrar o túmulo aberto. Mais: encontram o anjo que lhes comunicam a grande mensagem da Ressurreição. Tornam-se testemunhas da Ressurreição: “Vejam o lugar onde ele foi posto. Vão e levem este recado aos apóstolos… “Tornam-se elas também apóstolas levando a mensagem para os irmãos com a certeza de que Jesus está vivo, pois espera a todos na Galileia. Ele vai adiante”. Jesus Cristo vivo vai sempre adiante de nós quando o buscamos com amor.

… e a VIDA …

Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou cultivar um olhar que descobre na comunidade a presença de Deus, a Vida, os sinais de Vida.

REFLEXÕES:

1 – ANÚNCIO DA RESSURREIÇÃO

As mulheres, em um transbordamento de carinho que tinham por Jesus, dirigem-se ao túmulo para embalsamar seu corpo. Tinham esperado passar o sábado para poderem comprar perfumes para o embalsamento. Chegando ao túmulo, preocupadas, o encontram aberto e, dentro, um jovem vestido de branco. Trata-se de um anjo, o qual lhes anuncia que Jesus, que foi crucificado, levantou-se (egerthê, traduzido por “ressuscitou”). É o mesmo Jesus histórico que a partir da Galileia exerceu seu ministério de testemunhar a todos a presença do Reino de Deus, reino de amor, no mundo. Elas são enviadas pelo anjo para anunciar aos discípulos que Jesus vai à frente deles para a Galileia. É a retomada da missão, e o próprio Jesus, agora acima da condição temporal e histórica, continuará presente entre eles.

2 – MULHERES TESTEMUNHAM A RESSURREIÇÃO

São as mulheres, mais espontâneas e desinibidas em demonstrar amor e carinho, as primeiras a testemunhar a ressurreição de Jesus. De início, pensam em embalsamar-lhe o corpo. Mas, enfim, com sensibilidade, percebem que Jesus, que manifestou tanto amor, é divino e eterno. O amor constrói a vida e o sentido da vida é amar. O amor vem de Deus e é eterno, e assim também a vida cheia de amor. Jesus, o nazareno, está vivo. É o mesmo Jesus histórico que, a partir da Galileia, exerceu seu ministério de testemunhar a presença do Reino de Deus, reino do amor, no mundo. Aos discípulos é anunciado que deverão retomar este ministério, na Galileia, e o próprio Jesus, agora acima da condição temporal e histórica, estará à frente deles.

3 – A LUZ DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NOS ENVOLVE E ALEGRA NESTA NOITE SANTA

Grande é a nossa alegria ao ver a luz que brilha nas trevas. É a noite santa da “Vigília Pascal”. O símbolo predominante desta noite de Páscoa é a luz. / O amor de Deus é glorificado na luz das maravilhas da criação (cf. Gn 1,1-2,2). Aprisionados nas trevas da opressão egípcia, os filhos de Israel se alegram ao ver a luz da libertação que os conduz à glória da liberdade (cf. Ex 14,15-15,1). Com a ajuda do profeta Isaías, o Senhor reacende as esperanças de seu povo oferecendo-lhe, gratuitamente, a vida em prosperidade e, deste modo, a luz da salvação (cf. Is 55,1-11). / É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera. O produto das abelhas que toma uma nova dimensão com Cristo. Uma vez acesso, significa, ante os olhos do mundo, a glória do Cristo Ressuscitado. Por isso, grava-se, em primeiro lugar, a cruz no Círio Pascal. A cruz de Cristo devolve a cada coisa seu sentido. Por isso, o Cânon Romano diz: “Por Ele segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós”. / Ao gravar, na cruz, as letras gregas “Alfa” e “Ômega” e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, princípio e fim, alfa e ômega. D’Ele é o tempo e a eternidade. A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém”, exposta São Paulo. Ele expressa, com gestos e palavras, toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos. Nada escapa da Redenção do Senhor. Homens, coisas e tempo estão sob Sua potestade. / O Círio Pascal é decorado com grãos de incenso que, segundo uma tradição muito antiga, passaram a significar, simbolicamente, as cinco chagas de Cristo: “Por Suas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde, Jesus Cristo Nosso Senhor”. / O celebrante termina a cerimônia acendendo o fogo novo, dizendo: “A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração e do espírito”. / Após acender o Círio que representa Cristo, a Coluna de fogo e de luz que nos guia pelas das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio Pascal, escuta-se cantar três vezes: “Eis a luz de Cristo!” / Essas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela, mas vibrante, para estar em condições de entrar na mentalidade da Igreja nesse momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, pode-se dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir toda realidade com torrentes de Sua luz. / Já os profetas haviam prometido a luz: “O povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz”, escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Essa luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo que iluminará os Seus, e Seu Servo será “a luz das nações” (Is 42,6; 49,6). / O catecúmeno que participa dessa celebração da luz sabe, por experiência própria, que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e entrar em Sua luz maravilhosa (1Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, “Cristo será sua luz” (Ef 5,14). Passará das trevas à “luz no Senhor” (Ef 5,8). / Em seguida, é proclamada a grande ação de graças. Esse hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas. / Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja, por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial./ Nesta noite, a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a história da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus, que se dirige ao seu povo, e o povo que Lhe responde por meio de salmos e preces. / As leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave de leitura é a que nos deu o próprio Cristo: “… e começando por Moisés e por todos os profetas em todas as Escrituras o que a Ele dizia respeito” (Lc 24,27). / A Celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do Seu Corpo e do Seu Sangue como memorial da Sua Páscoa. / O apóstolo Paulo nos apresenta o batismo como um sinal real da nossa participação na morte e ressurreição de Cristo Jesus. Pelo batismo morremos para o pecado e ressurgimos para a vida. É a luz da vida nova em Cristo ressuscitado que brilha nas trevas do pecado (cf. Rm 6,3-11). / A verdade da Ressurreição é a certeza da luz que brilha nas trevas e aponta a vida nova. Na escuridão, não vemos nada, mas quando se acende a luz, enxergamos a vida que é fruto do amor. / A vida gerada pelo amor só pode ser vista na claridade. Neste sentido, afirmamos que “o amor foi glorificado na Luz”. De fato, a “Luz da Ressurreição” faz com que a vida gerada, com a força do amor, seja exaltada, glorificada, tornando-se esplêndida aos nossos olhos. / O amor presente nas mãos de Jesus, que lava os pés de Seus discípulos e está presente no pão que lhes é repartido, é o amor assumido na Cruz e, hoje, glorificado na Luz da Ressurreição. / Cristo ressuscitou como havia dito. Aleluia! Somos todos convidados a acolher esta “noite da Luz eterna” para que, em meio às trevas do pecado e de tantos outros problemas e desafios, brilhe e se abra a porta de saída para a vida, para o amor, para a alegria do Cristo Ressuscitado.

4 – EIS QUE RENOVO TODAS AS COISAS

O mundo inteiro, que celebra a vigília pascal durante toda esta noite, testemunha a grandeza e a solenidade da mesma. E com razão: nesta noite a morte foi vencida, a Vida está viva, Cristo ressuscitou dos mortos. Outrora, Moisés dissera ao povo, a propósito desta Vida: «Sentireis a vossa vida suspensa e tremereis noite e dia» (Dt 28,66). […] Que aqui se trata de Cristo Senhor, é Ele próprio que no-lo mostra no Evangelho, quando diz: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). Ele diz-Se o caminho, porque conduz ao Pai; a verdade, porque condena a mentira; e a vida, porque comanda a morte […]: «Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» (1Co 15,55) Porque a morte, que sempre fora vitoriosa, foi vencida pela morte d’Aquele que a venceu. A Vida aceitou morrer para desconcertar a morte. Da mesma forma que, ao nascer do dia, as trevas desaparecem, assim foi a morte aniquilada, quando se ergueu a Vida eterna. […] / Eis, pois, o tempo pascal. Outrora, Moisés falou ao seu povo dizendo: «Este mês será para vós o primeiro dos meses; ele será para vós o primeiro dos meses do ano» (Ex 12,2). […] O primeiro mês do ano não é, portanto, Janeiro, em que tudo está morto, mas o tempo pascal, em que tudo retorna à vida. Porque é agora que a erva dos prados, de certa forma, ressuscita da morte, é agora que há flores nas árvores e que as vinhas têm rebentos, é agora que o próprio ar parece feliz com o início dum novo ano. […] Este tempo pascal é, assim, o primeiro mês, o tempo novo […] e, também neste dia, o género humano é renovado. Pois hoje, no mundo inteiro, inumeráveis povos ressuscitam, pela água do baptismo, para uma vida nova. […] E nós, que acreditamos que o tempo pascal é, na verdade, o ano novo, devemos celebrar esse santo dia com toda a alegria e exultação e júbilo espiritual, para podermos dizer, verdadeiramente, este refrão do salmo: «Este é o dia da vitória do Senhor: cantemos e alegremo-nos nele!» (117,24).

5 – RESSUSCITOU. NÃO ESTÁ AQUI

1. Um jovem faz de “sentinela da manhã de Páscoa” e vem dizer-nos, nesta noite, «mais clara que o dia»: «Ressuscitou. Não está aqui. Vai adiante de nós! Ressuscitado, Ele é o verdadeiro Sol nascente, a erguer-se, por sobre nós mortais! Ele é o pascal cordeiro, que nesta manhã da nova criação, nos reconduz ao Paraíso! Ressuscitou”. E cada um de nós, que percorreu, de noite, o longo caminho da aliança e da esperança, pode exclamar: Esta, sim, é “a madrugada, que eu esperava, o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio e livres habitamos a substância do tempo” (Sophia). A Cristo pertence o tempo e a eternidade. Aleluia! / 2. Cristo ressuscitado vive, agora, infundindo em nós toda a sua energia vital. De maneira oculta, mas real, vai impelindo a nossa vida para a plenitude final. Ele é a lei secreta que dirige a marcha de toda a vida. Ele é o coração do mundo. Por isso a Páscoa é a festa para os que se sentem sós e perdidos, ou mortos por dentro. A festa para os que se sentem angustiados pelo peso da vida. A festa de todos os que se sabem mortais e que descobriram em Cristo ressuscitado, a esperança de uma vida de qualidade, de uma vida em cheio, que nunca mais acaba! Aleluia! / 3. Conscientes desta libertação trazida por Cristo, celebremos, em festa, e na gloriosa liberdade dos filhos de Deus, a alegria da Páscoa, que faz de nós criaturas novas, gente ressuscitada! É uma festa, que se renova em cada domingo, «o primeiro dia da semana», no mistério da Eucaristia! Se guardarmos «o Domingo», a páscoa semanal, maravilhados no repouso em Deus, com o tempo livre e liberto, para os outros, também o Domingo nos guardará! E iremos e viremos desta festa da Eucaristia, cada vez mais vivos e ressuscitados, repletos daquela paz e daquela alegria da Páscoa, que só Cristo nos dá! Cristo Ressuscitou! E está aqui! Aleluia!

6 – MEDITAR?

Hoje, propriamente, não há “evangelho” para meditar ou – melhor – deveríamos meditar todo o Evangelho em maiúscula (a Boa Nova), porque todo ele desemboca no que hoje recordamos: a entrega de Jesus à Morte para ressuscitar e dar-nos uma Vida Nova. / Hoje, a Igreja não se separa do sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e sua Morte. Não celebramos a Eucaristia até que haja terminado o dia, até amanhã, que começará com a Solene Vigília da ressurreição. Hoje é dia de silêncio, de dor, de tristeza, de reflexão e de espera. Hoje não encontramos a Reserva Eucarística no sacrário. Há só a lembrança e o símbolo de seu “amor até o extremo”, a Santa Cruz que adoramos devotamente. / Hoje é o dia para acompanhar Maria, a mãe. Devemos acompanhá-la para poder entender um pouco o significado deste sepulcro o qual velamos. Ela, que com ternura e amor guardava em seu coração de mãe os mistérios que não acabava de entender daquele Filho que era o Salvador dos homens, está triste e sofrendo: «Ela veio para a sua casa, mas os seus não a receberam» (Jo 1,11). É também a tristeza da outra mãe, a Santa Igreja, que sofre pela rejeição de tantos homens e mulheres que não acolheram Aquele que para eles era a Luz e a Vida. / Hoje, rezando com estas duas mães, o seguidor de Cristo reflete e vai repetindo a antífona da pregaria das Laudes: «Cristo humilhou-se a si mesmo tornando-se obediente até a morte e morte de cruz! «Por isso o exaltou grandemente e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome» (cf. Flp 2,8-9). / Hoje, o fiel cristão escuta a Homilia Antiga sobre o Sábado Santo que a Igreja lê na liturgia do Oficio de Leitura: «Hoje há um grande silêncio na terra. Um grande silêncio e solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra se estremeceu e se ficou imóvel porque Deus está dormindo em carne e ressuscitou aos que dormiam há séculos. “Deus morreu na carne e despertou os do abismo». / Preparemo-nos com Nossa Senhora da Soledade para viver a explosão da Ressurreição e para celebrar e proclamar – quando se acabe este dia triste – com a outra mãe, a Santa Igreja: Jesus ressuscitou tal como o havia anunciado! (cf. Mt 28,6).

7 – APESAR DE VOCÊ… AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA…

Difícil a gente se esquecer desse Samba do Chico Buarque de Holanda, cantor e compositor da MPB e dos melhores. Esse refrão era o grito de esperança que o poeta conseguiu arrancar da garganta de um povo triste e oprimido pelo poder que o deveria proteger. Deus arrancou do fundo da terra, da escuridão do sepulcro seu Filho Jesus, grito de alegria não mais apenas de uma nação, mas de toda humanidade. O poder religioso e imperialista daquele tempo tinham certeza de que haviam acabado definitivamente com Jesus de Nazaré e o seu sonho de um Reino Novo. A morte, a violência, a mentira, as falsas testemunhas, o grito de crucifica-o, crucifica-o, tudo havia ficado para trás, tudo havia passado como aquele sábado em Jerusalém, que mudou a história da humanidade e o destino de cada homem… / As mulheres compram perfumes para saudar a Vida Nova que estava chegando, era bem cedo, o primeiro dia da semana, ao nascer do sol… A primeira manhã da Nova criação, podemos imaginar o impacto positivo que aconteceu nas primeiras comunidades, ao lerem essa narrativa de São Marcos. Tudo novo, tudo renovado, bem longe vão as trevas da Sexta Feira Santa, agora tudo é luz, tudo é sol, tudo se refaz com o Cristo que sai da terra e ressurge glorioso./ No caminho das mulheres havia uma pedra e depois da pedra o corpo inerte de um homem que elas amavam e queriam prestar-lhe a última homenagem, ungindo com aroma agradável o seu pobre corpo. De repente não havia mais pedra e no sepulcro a agradável surpresa, em vez de um morto um Ser Vivente de vestes brancas que dialoga com elas não um diálogo de amargura, de choramingos pela tragédia ocorrida, mas de Vida, de Boa notícia, da melhor Boa notícia que o mundo precisava ouvir: Na escuridão da morte brilhou uma Luz que nunca mais irá se apagar! / O crucificado é o Ressuscitado! É o mesmo e não outro, o Cristo esmagado pelos homens ressurgiu na Glória de Deus, o túmulo está vazio. Algo de novo vai começar na Galileia e caberá aos discípulos fazer ao mundo esse anúncio. O Cristão não anuncia uma possibilidade de Vida no pós-morte: ele anuncia que a Vida verdadeira de cada ser humano está escondida em Cristo e que um dia será manifestada. Nele, um dia experimentaremos esse gosto de Vitória, e o Vale da Morte que pensamos ser o nosso fim, é apenas um caminho que vai mais além, lá onde a LUZ de Deus manifestada aos Homens em Cristo Jesus se tornará definitiva. / Apesar do Mal, apesar da mentira, apesar da violência, da injustiça, apesar dos desânimos e fracassos, AMANHÃ há de ser outro dia e agora vem o melhor da nossa reflexão: Em Cristo esse novo AMANHÃ já chegou, para todos os que Nele creem e percorrem o caminho do Discipulado alimentando essa esperança que não morre!

8 – ANÚNCIO DA RESSURREIÇÃO

As mulheres, em um transbordamento de carinho que tinham por Jesus, dirigem-se ao túmulo para embalsamar seu corpo. Tinham esperado passar o sábado para poderem comprar perfumes para o embalsamento. Chegando ao túmulo, preocupadas, o encontram aberto e, dentro, um jovem vestido de branco. Trata-se de um anjo, o qual lhes anuncia que Jesus, que foi crucificado, levantou-se (egerthê, traduzido por “ressuscitou”). / É o mesmo Jesus histórico que a partir da Galileia exerceu seu ministério de testemunhar a todos a presença do Reino de Deus, reino de amor, no mundo. Elas são enviadas pelo anjo para anunciar aos discípulos que Jesus vai à frente deles para a Galileia. É a retomada da missão, e o próprio Jesus, agora acima da condição temporal e histórica, continuará presente entre eles. / Oração: Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação.

9 – A MORTE DE UM POR TODOS

Não deixa de ser estranho o fato de o sentido da morte de Jesus ter sido explicitado exatamente por quem estava tramando eliminá-lo: Caifás. Sem dúvida alguma, o sumo-sacerdote não tinha a intenção de profetizar a respeito de Jesus. O evangelista, no entanto, assim o interpretou. / Tudo culminou com a ressurreição de Lázaro. Os sumos-sacerdotes e os fariseus, reunidos em conselho, decidiram matar Jesus, baseando-se num falso argumento. Eles temiam pela sobrevivência da nação, se os romanos ficassem revoltados com os sinais realizados pelo Mestre. Evidentemente, Jesus representava menos perigo para os romanos do que outros grupos, reconhecidos como refratários aos dominadores estrangeiros. / Caifás propôs que Jesus fosse eliminado, e, assim, fosse poupada toda a nação. Eles cuidariam de eliminar o perigo, antes que se acendesse a ira dos romanos. / Embora o raciocínio do sumo-sacerdote fosse infundado, suas palavras tinham um quê de verdade. De fato, Jesus haveria de morrer em favor de toda a humanidade. Seu sacrifício traria benefício para todos, sem exceção. Por sua morte, ninguém mais estaria fadado à morte eterna. Este seria o sentido último da cruz. / Oração: Espírito de gratidão, que eu seja profundamente grato a Jesus, cuja morte de cruz trouxe-me a salvação.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Em comunhão com todas as comunidades cristãs e com todo o universo, vamos celebrar a Páscoa de Jesus: sua passagem da morte para a vida. O grande e alegre anúncio desta noite é: JESUS RESSUSCITOU! Fazendo memória das ações maravilhosas de Deus na história da humanidade, renovamos nossa fé. A Vigília Pascal consta de quatro partes: 1) celebração da luz, 2) liturgia da Palavra, 3) liturgia batismal, 4) liturgia eucarística.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A liturgia da Palavra proclama as grandes maravilhas realizadas por Deus ao longo da história da humanidade, as quais continuam hoje a ser motivo de alegria e ação de graças.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Antífona da comunhão

Cristo, nossa páscoa, foi imolado; celebremos a festa com o pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia! (1cor 5,7s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, admirável na criação do ser humano e mais ainda na sua redenção, dai-nos a sabedoria de resistir ao pecado e chegar à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia



Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do mistério pascal, seja por vossa graça penhor da eternidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

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