LDP: 24/JUL/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

24/Jul/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Miquéias 7,14-15.18-20 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

14 Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; que eles desfrutem a terra de Basã e Galaad, como nos velhos tempos. 15 E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18 Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19 Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20 Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.

Salmo 84(85), 2-4. 5-6. 7-8 (R.8a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e Sabedoria ou Sapienciais)

8aMostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade.
— 2 Favorecestes, ó Senhor, a vossa terra, libertastes os cativos de Jacó. 3 Perdoastes o pecado ao vosso povo, encobristes toda a falta cometida; 4 retirastes a ameaça que fizestes, acalmastes o furor de vossa ira. — 5 Renovai-nos, nosso Deus e Salvador, esquecei a vossa mágoa contra nós! 6 Ficareis eternamente irritado? Guardareis a vossa ira pelos séculos? — 7 Não vireis restituir a nossa vida, para que em vós se rejubile o vosso povo? 8 Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, concedei-nos também vossa salvação!

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 12,46-50 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram de forma magnífica sobre a presença de Maria na família de Deus, como discípula e mestra. Vejamos um destes textos do Documento de Aparecida: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé(cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266). Sou, assim como Maria, da família de Jesus? Ou seja, digo “sim” à vontade de Deus, mesmo que seja contrária aos meus projetos? Busco descobrir e concretizar, a cada dia, qual é a vontade de Deus para mim, para minha família, para o mundo de hoje?

… a VERDADE …

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 12,46-50, e observo pessoas, relações e as palavras de Jesus. Este texto que medito hoje, traz a pessoa de Maria, Mãe de Jesus. Ela e seus parentes queriam falar com ele. E ele diz que são de sua família os que fazem a vontade do Pai. Numa primeira leitura pode parecer que Jesus é deselegante com sua mãe, mas, num momento de melhor compreensão, pode-se perceber que aconteceu o contrário. Ao dizer que são de sua família os que fazem a vontade do Pai, ele incluiu sua Mãe. Ela foi a primeira, no anúncio do anjo, que disse “sim” ao projeto e à vontade do Pai.

… e a VIDA …

Pai, reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai és tu.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus.

REFLEXÕES:

1 – A VERDADEIRA FAMÍLIA DE JESUS

Encontramos esta narrativa de Mateus, também, nos evangelhos de Marcos e Lucas. A figura central é a “mãe”. No processo de geração a mulher-mãe tem um papel fundamental. A própria Terra é tida como “mãe” em relação à vida que, sem cessar, desabrocha em sua superfície. Na narrativa há um confronto entre as multidões às quais Jesus fala e sua família, mãe e irmãos, que ficam de fora e procuram falar com Jesus. A família, tendo a mãe como geradora, está na base do conceito de Israel e é o elo fundamental da continuidade da tradição do judaísmo. Abraão e sua descendência, a partir de Sara, constituem o povo eleito. Em continuidade, Davi e sua descendência constituem a dinastia real escolhida por Javé. O sacerdote hereditário é a base do poder do Templo. Daí as genealogias que confirmavam as purezas racial e funcional, com seus privilégios e poder. Enquanto a pureza religiosa exigia o afastamento das multidões, Jesus se põe em íntimo contato com elas. Removendo a prioridade dos laços consanguíneos familiares, que garantiam o privilégio da eleição, Jesus, sem exclusões, constitui a grande família unida no cumprimento da vontade do Pai, que deseja vida plena para todos. A própria família de Jesus é chamada a esta conversão.

2 – A FAMÍLIA DE JESUS

Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida.

3 – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?

A ruptura com os laços familiares foi uma das exigências do serviço ao Reino, com as quais Jesus se defrontou. Também por exigência do Reino, foi levado a constituir, sobre novas bases, uma comunidade cujo relacionamento interpessoal deveria ter a profundidade do relacionamento familiar. A comunidade dos discípulos de Jesus pode ser definida como a família do Reino, cuja característica são os laços fraternos que unem seus membros. Nesta perspectiva, fica em segundo plano a consanguinidade. Doravante, ser mãe ou irmão de sangue não tem importância. O critério de pertença à família do Reino consiste em submeter-se à vontade do Pai, sendo-lhe obediente em tudo. Importa mostrar, com ações concretas, esta submissão. Aí o agir do discípulo identifica-se com o agir do Mestre, a ponto de Jesus poder considerá-lo como irmão: a vontade do Pai é o imperativo na vida de ambos. Assim, a ligação entre Jesus e os seus discípulos era muito mais profunda do que a sua convivência física com eles. Havia algo de superior que os unia, sem estar na dependência de elementos conjunturais, quais sejam, a pertença a uma determinada família, raça ou cultura. Basta alguém viver um projeto de vida fundado na vontade do Pai, para que Jesus o reconheça como pertencente à sua família. Para ele, estes são seus irmãos, suas irmãs, suas mães. São irrelevantes outros títulos de relação com Jesus, quando falta este pré-requisito.

4 – FAMÍLIA, UM PORTO SEGURO

Tem coisa melhor no mundo do que chegar em casa e ter alguém esperando por você? Alguém preocupado com você, perguntando sobre o seu dia, suas dificuldades, suas perdas e vitórias. Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para ouvi-lo e abraçá-lo. Se existem essas pessoas, elas são a sua família: pai, mãe, irmão, avô, avó, sobrinhos, filhos, netos. Sem dúvida, elas são importantíssimas na sua vida por diversas razões. Você se engana quando se acha forte o suficiente para lutar contra os seus problemas, “matando um leão por dia” nessa selva de pedras. E que selva! Dificuldades, sentimentalismos, angústias, medos. Enfim, a vida nos traz problemas e dificuldades mesmo sendo bela! A família não foi criada para recreação ou por engano, mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques a ela têm um objetivo único: destruir o ser humano. O educador brasileiro Paulo Freire dizia o seguinte: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a ‘tirania da liberdade’, na qual as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade”. Para que a sociedade seja o lugar de todos, na qual cada um se sinta livre – e por isso responsável pelo que acontece à sua volta – é fundamental revermos o conceito que temos de família. Quando mais precisamos, nossos familiares sempre estão solícitos em ajudá-lo. Porém, nem sempre encontramos a solução dos nossos problemas dentro de nós mesmos ou no meio deles. Mesmo sendo possível fazer algumas escolhas para nortear nossas vidas, devemos nos lembrar que, quando menos esperamos, haverá sempre uma pedra no meio do caminho. De repente, seus amigos não são mais amigos, algumas pessoas que você ama se foram, e você tem a família para ajudá-lo. É aí que nossos familiares e verdadeiros amigos fazem a diferença, abrindo nossos olhos, mostrando-nos que precisamos de ajuda externa; afinal, em certos problemas, a melhor coisa a se fazer é procurar um profissional que nos ajude com essas situações. O profissional é Jesus de Nazaré, o Bom Pastor que dá a vida pelas Suas ovelhas. Ele nos convida a ser seus irmãos e irmãs. É verdade que alguns têm preconceito e não procuram a ajuda deste “profissional”, pois pensam que é tempo jogado fora; outros, por acharem que religião é coisa de loucos, de fracassados. Mas eu lhe digo que, quem pensa dessa forma, está completamente enganado! Nesse mundo em que vivemos, somos bombardeados, diariamente, por problemas, dúvidas, incertezas e coisas semelhantes. Jesus, então, se apresenta como nosso Irmão, para nos indicar o verdadeiro caminho que nos conduz ao chefe da família: Deus, nosso Pai. “Pai, reforce os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo Pai é o Senhor. Amém.”

5 – TODO AQUELE QUE FIZER A VONTADE DE MEU PAI QUE ESTÁ NO CÉU, ESSE É QUE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

Querer somente o que Deus quer é lógico para quem está verdadeiramente apaixonado por Ele. Fora dos Seus desejos, nós nada desejamos, e se desejássemos, era apenas o que é conforme à Sua vontade; se assim não fosse, a nossa vontade não estaria unida à Sua. Mas, se estivermos verdadeiramente unidos, por amor, à Sua vontade, não desejaremos nada que Ele não deseje, não amaremos nada que Ele não ame e, abandonados à Sua vontade, ser-nos-á indiferente o que Ele nos envie ou onde nos coloque. Tudo o que Ele quiser de nós ser-nos-á, não apenas indiferente mas, mais do que isso, agradável. Não sei se me engano em tudo o que digo; submeto-me em tudo Àquele que entende estas coisas; digo somente o que sinto. Na verdade, não desejo mais nada a não ser amá-Lo e tudo o resto entrego nas Suas mãos. Faça-se a Sua vontade! A cada dia me sinto mais feliz, no meu completo abandono nas Suas mãos.

6 – O QUE CUMPRE A VONTADE DE MEU PAI CELESTIAL, ESSE É (…) MINHA MÃE

Hoje, o Evangelho apresenta-se surpreendente para nós logo no início: «Quem é minha mãe» (Mt 12,48), pergunta-se Jesus. Parece que o Senhor tem uma atitude depreciativa perante Maria. Não é isso. O que Jesus quer deixar claro aqui é que aos seus olhos — olhos de Deus! — o valor decisivo da pessoa não reside no aspecto da carne ou do sangue, mas na disposição espiritual de aceitação da vontade de Deus: «E, estendendo a mão para os discípulos», acrescentou: «Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe» (Mt 12,49-50). Naquele momento a vontade de Deus era que Ele evangelizasse aqueles que o ouviam e que eles o escutassem. Isso estava acima de qualquer valor, por mais caro que fosse. Para fazer a vontade do Pai, Jesus Cristo tinha deixado Maria e agora pregava longe de casa. Mas quem se empenhou em cumprir mais a vontade de Deus do que Maria? «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo atua palavra» (Lc 1,38). Por isso Santo Agostinho diz que Maria primeiro acolheu a palavra de Deus no espírito da obediência e somente depois a concebeu em seu seio pela Encarnação. Em outras palavras: Deus nos ama na medida da nossa santidade, Maria é santíssima, e por isto, amadíssima. Assim, ser santos não é a razão pela qual Deus nos ama. Pelo contrário, porque Ele nos ama, Ele nos torna santos. O primeiro a amar sempre é o Senhor (cf. 1Jo 4,10). Maria nos ensina isto ao dizer: «Pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,48). Aos olhos de Deus somos pequenos; mas Ele nos quer engrandecer e nos santificar.

7 – FAZER A VONTADE DE DEUS É PERTENCER A FAMÍLIA DE JESUS

Como Maria, nós também devemos estar sempre procurando por Jesus, mas sem nunca acharmos que somos merecedores de algum privilégio! A nossa procura por Jesus, deve ser na condição de discípulo, que atende o chamado do Mestre e Nele encontra o caminho que o leva ao Pai. A humildade é a condição essencial para nos aproximar de Jesus! Jesus não ama, uns mais, outros menos, Ele ama a todos igualmente, até mesmo aqueles que o rejeita, o Seu amor é universal! Maria sempre compreendeu as atitudes de Jesus, ela nunca reivindicou algum privilégio por tê-Lo gerado, pelo contrário, ela sempre esteve presente na vida de seu Filho, não somente como mãe, mas principalmente na condição de discípula, que aprende com o Mestre e se torna missionária. Maria foi uma grande colaboradora para que o plano de salvação, assumido por Jesus, se concretizasse! Podemos ver a sua significante participação no primeiro milagre realizado por Jesus, nas Bodas de Caná: (Jo, 2) Maria estava lá, foi ela que percebeu a falta de vinho e intercedeu a Jesus em favor dos donos da festa. Confiante no poder do Filho, Maria disse aos empregados: “fazei tudo o que Ele vos disser”! É importante que tenhamos sempre o cuidado de não ver em Jesus, um ser humano como nós, pois, se assim fizermos, corremos o risco de contestar os seus momentos de rigor, e até mesmo alguns dos seus ensinamentos, por analisá-los sob a nossa lógica. Quem de nós seria capaz de colocar o amor aos amigos, no mesmo patamar do amor que temos pela família? De forma abrangente, somente Jesus fez isso! Podemos perceber aí, a grande diferença entre o amor humano e o amor Divino. Jesus era humano e Divino, mas em todas as situações que exigia Dele uma posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Vemos isso claramente no evangelho de hoje, quando Jesus, ao ser informado que sua mãe e familiares queriam falar com Ele, Ele não se afastou da multidão para atendê-los, não interrompeu a sua missão de cuidar daqueles que o Pai lhe confiara! Para muitos, pode parecer um desprezo de Jesus para com a sua família, mas na realidade o que Jesus quis dizer, foi muito mais profundo: Ele quis ampliar a sua família, o que certamente alegrou sua mãe, que também era obediente ao Pai e compreendia todas as atitudes do Filho. “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”! Com essas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe e sim, a elevou, porque ela cumpria a vontade do Pai, colocando-se sempre a disposição Dele, desde o anuncio de que ela seria a mãe do Jesus!”Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”! Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados n referencia que Jesus faz, de quem é sua família, com isso, não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é um convite a fazermos a vontade de Deus! Quem for batizado e fazer a vontade de Deus, fará parte da família de Jesus! Para não termos nenhuma dúvida sobre a atenção e o carinho de Jesus para com sua Mãe, basta lembrarmos da sua preocupação com ela, manifestada na cruz, quando Ele confiou ao apóstolo João, os cuidados de sua mãe. E para nossa felicidade, ao dizer ao apostolo João: “Filho eis aí sua Mãe”, Jesus nos colocou também nos braços de Maria, oferecendo sua própria Mãe, como nossa Mãe! Fazer a vontade de Deus é o único requisito que Jesus nos apresenta para fazermos parte da Sua família! FIQUE NA PAZ DE JESUS

8 – A VERDADEIRA FAMÍLIA DE JESUS

“Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis -me aqui, eu vim ó Deus para fazer tua vontade” (Hb 10, 7). Jesus nos mostra como é formada a sua família. Quem quiser fazer parte desta família é preciso em primeiro lugar conhecer a vontade de Deus para sua vida e colocá-la em pratica. E como conhecer a vontade de Deus? Pela oração é que podemos discernir qual a vontade de Deus e obter a perseverança para cumpri-la. Jesus embora fosse Filho aprendeu o que significa a obediência pelo sofrimento (Hb5, 8). Com quanto maior razão nós, criaturas e pecadores, que nos tornamos nele filhos adotivos. Pedimos ao nosso Pai que una nossa vontade à de seu Filho para realizar sua vontade, seu plano de salvação para a vida do mundo. Somos radicalmente incapazes de fazê-lo; mas, unidos a Jesus e coma força do Espírito Santo, podemos entregar-lhe nossa vontade decidir-nos a escolher o que seu Filho sempre escolheu: Fazer o que agrada ao Pai. (CIC 279) Jesus não teve muitos parentes de sangue, mas todos nós que cremos nele fazemos parte de sua família espiritual. O Apóstolo Paulo nos diz que: “O próprio Espírito nos assegura que somos filhos de Deus e se somos filhos somos também herdeiros; herdeiros de Deus junto com Cristo.” Os parentes de Jesus estavam lá fora o chamando, talvez quisessem livrá-lo de algum conflito com os fariseus e doutores da lei. Pensaram em ajudá-lo como se ele precisasse de ajuda. Jesus não interrompe seus ensinamentos para ir atender sua família. Mas através daquele fato diz aos seus seguidores que doravante todos fazem parte de sua família só precisa de um requisito para ser membro desta família é fazer a vontade de seu Pai. Assim como Jesus que veio ao mundo para fazer a vontade de Deus, quer que seus irmãos também vivam esta alegria fazendo a vontade do Pai. Fazer a vontade de Deus era o alimento de Jesus, em todos os momentos de sua vida terrena sempre esteve em plena comunhão com o Pai. Na oração do Pai-Nosso rezamos muitas vezes sem prestar muita atenção nas palavras desta oração que o próprio Cristo nos ensinou. Nela pedimos que seja feita a vontade de Deus, mas será que na pratica nós desejamos que realize a vontade de Deus ou a nossa vontade? Será que Jesus olhando para cada um de nós pode apontar e dizer: este é meu irmão, esta é minha irmã, esta é minha mãe porque eles fazem a vontade de meu pai que está no céu? Peçamos a Deus a graça e a força de deixar morrer em nós a nossa vontade para unidos a Jesus fazer parte da família de Jesus Cristo e como a mãe santíssima dizer: faça-se em mim segundo a vossa vontade. Em Cristo

9 – POR QUE ACHAVAM QUE JESUS ERA LOUCO…

“Por que achavam que Jesus era Louco…” Neste evangelho, os parentes de Jesus, sua Mãe e seus irmãos, nos diz o texto, foram á sua procura pois queriam levá-lo de volta á casa. Havia um consenso de que ele estivesse louco, falando e fazendo coisas sem o saber. Jesus era uma ameaça constante á estrutura do templo, pois quebrava todas as regras e normas religiosas excludentes, curava as pessoas de todas as suas enfermidades, e a pessoa não precisava oferecer sacrifício algum pela sua cura. Como a Medicina não estava avançada e as doenças ou enfermidades psicossomáticas eram muitas, a clientela do templo era bem numerosa e as ofertas tinham que ser feitas, nem que fosse rolinhas e pombinhos, para os mais pobres, todos eram tarifados. Era uma forma de se obter a “pureza” institucionalizada. Quem ganhava com isso? A casta sacerdotal, que era em sua maioria Latifundiários proprietários doa animais, vendidos aos cambistas, que os revendiam por um alto preço nas portas do templo, e os sacerdotes ganhavam duas vezes, na venda para o atravessador e depois na oferta, onde uma boa parte lhes pertencia, segundo a lei. Ora, se eu sou beneficiado com um negócio assim, altamente lucrativo, qualquer pessoa que interferir nesse sistema, tirando a clientela, vou fazer de tudo para tirá-lo de circulação, daí taxaram de Jesus de Louco, e com certeza pressionaram seus familiares sobre os riscos que ele estava correndo, por mexer em um Vespeiro, quando tornava menos lucrativo o negócio dos poderosos. Agora fica fácil compreender a reação de Jesus diante da comunidade, quando alguém o comunica que sua mãe e seus irmãos estavam fora e queriam falar-lhe. Os que se deixam levar pelas orientações dos poderosos desse mundo, não pertencem á Cristo, não são portanto, sua Mãe e seus irmãos, uma vez que, não é sistema religioso que garante a salvação, mas trata-se de um Dom oferecido a todos os homens através de Jesus Cristo. A partir de agora Jesus estabelece laços fortes na união dos Homens com Deus, quem ouvir a sua Palavra e seguir seus ensinamentos, procurando fazer a Vontade de Deus, que quer a Vida para todos, este sim tem com ele intimidade, está com ele em sintonia, esse sim pode ser chamado de “sua Família” sua Mãe e seus irmãos. Não dá para pertencer a Cristo mais viver segundo a vontade do mundo… ditada por um sistema que se omite diante de injustiças e desigualdades, e que decreta a morte do mais pobre. Quem concorda ou se omite diante dessa estrutura social injusta, não pode e nem deve apresentar-se como cristão…

10 – VOCÊ SABE QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA A SUA VIDA?

Jesus tinha consciência de que a Sua Missão era oferecer a salvação a todas as pessoas, primeiramente aos judeus, e foi fiel às ordens do Pai que não queria que Ele perdesse nenhum daqueles que Ele tinha lhe dado. Assim sendo, neste episódio, nós percebemos que Ele não abandonou o povo que o seguia para atender a Sua família de sangue, pelo contrário, permaneceu entre eles e deu-lhes um grande ensinamento. Jesus nos esclarece que a nossa família não se restringe aos nossos parentes de sangue e que muitas vezes, para fazer a vontade de Deus, nós precisamos escolher permanecer no lugar onde estamos ao lado das pessoas que precisam de nós e do nosso testemunho. Não podemos viver somente dentro do nosso círculo fechado de “amigos e parentes”. O Senhor nos convoca a trabalhar na Sua messe onde estejam os mais necessitados. Às vezes, o apego à nossa família e às pessoas a quem amamos nos tira da missão do reino. Se aproveitássemos melhor o tempo que temos disponível para fazer com que aconteça a vontade de Deus na nossa casa, com certeza, não nos sentiríamos devedores e teríamos mais serenidade para ajudar as pessoas que fazem parte da “multidão”. O que mais importa não é o tempo que dispensamos na nossa casa, mas a qualidade da nossa convivência familiar. – Você é uma pessoa muito fechada no seu mundinho familiar? – Você tem interesse pela vida das outras pessoas que não são da sua família? – Você torce pelo sucesso dessas pessoas? – Você sabe qual é a vontade de Deus para a sua vida?

11 – QUEM FAZ PARTE DA FAMÍLIA DE JESUS?

Acredito que todos querem fazer parte da família de Jesus. Pensar não compor à família da Trindade Santa é imperdoável. Fazer parte da unidade Santa ou da família de Jesus é um sonho de qualquer cristão. Veja que enquanto Jesus falava para a multidão seus familiares aguardava do lado de fora procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e seus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. Surpreendo a todos disse que seus irmãos e sua mãe estava ali, no meio deles e completa: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Neste contexto Jesus foi um pouco ousado. Não reconheceu seus parentes legítimos no primeiro momento, mas afirmou que todos aqueles que simpatizam com a obediência do Pai são seus parentes. Claro que foi uma metáfora para a multidão. Jesus não vai excluir seus parentes de uma forma tão boba, mas quis mostrar para os presentes que todos os filhos de Deus são parentes e irmãos, pois acreditam nas palavras revelas por Deus. Logo, para fazer parte da família de Jesus deve priorizar os ensinamentos divinos como obedecer às regras da santa igreja, ser solidário com todos, amar sem distinção cada filho e filha de Deus, ser caridoso, espelhar na justiça sempre, buscar viver na simplicidade, ser um acolhedor, fazer o bem sem nada em troca e louvar sempre o nome de Deus. Observando atentamente a vontade do Pai e cumprindo-as na totalidade, com certeza, estará inserido no seio da família mais linda e mais unida: a família de Nazaré. Acontece que se olharmos para nossa realidade hoje, sem o cunho do julgamento, encontraria muitas pessoas que não estão fazendo a vontade do Pai. Carregam em seu coração a maldade, a violência, as injustiças, a exploração e a cobiça. São tantos adjetivos maléficos que listariam uma infinidade de nomes. O mundo de hoje parece distanciar do Pai no desejo de absorver poder, ostentação e privilégios. Nada sacia a vontade de ser maior do que o outro, o homem perdeu o sentido do amor diante da riqueza. Quanto a pertencer a família de Deus ficaria em segundo plano. Enfim, a família de Jesus é formada por todos que curtem a vontade danada de ser feliz e tem por capricho escutar a bondade enviada por Deus. São homens e mulheres que se respeitam, sabem educar seus filhos e vivem em harmonia na sua comunidade. Fazer parte da família de Deus é um privilégio tamanho que a recompensa não tardará com a salvação. Ademais, somente os parentes terão o privilégio de sentar ao lado do Mestre para gozar na eternidade. Amém!

12 – QUEM FAZ A VONTADE DE MEU PAI, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Hoje nós comemoramos com alegria a Apresentação de Nossa Senhora. Conforme antiga tradição, Maria, quando criança, foi apresentada pelos pais, S. Joaquim e Sant’Ana, a Deus, na sinagoga. Havia esse costume entre as famílias hebreias mais devotas, de apresentar a Deus todos os seus filhos e filhas. Quando, mais tarde, Maria e José apresentaram Jesus no Templo, certamente ela se lembrou que também foi apresentada por seus pais, e consagrada a Deus. Houve, portanto, uma continuidade: de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria, e de Maria para Jesus. Os pais geralmente são assim, eles continuam nos seus filhos aquilo que receberam de seus pais. Por isso que há o provérbio: Tal pai tal filho. Ou: Filho de peixe peixinho é. É essa continuidade na educação religiosa dos filhos que vai fazendo continuar, nas novas gerações, a fé e a vida cristã legítima, que vem desde o tempo dos Apóstolos. A caminhada das famílias cristãs é idêntica à caminhada de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria e de Maria para Jesus. A gente desenvolve mais tarde os valores que recebeu em casa na infância. Jesus falou sobre isso: “Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus nem uma árvore má dar frutos bons. E toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (Mt 7,16-19). É interessante também observar a caminhada de Maria na santidade. Foi um crescimento constante. Começou com a concepção imaculada e terminou com a Assunção, sendo assumida por Deus em corpo e alma. E no Evangelho de hoje, próprio da festa da Apresentação de Nossa Senhora, Jesus aproveita uma oportunidade para nos dar um ensinamento fundamental sobre a Santa Igreja: Somos a sua família. Não só família de Jesus, de Deus, mas família entre nós, os batizados. Como uma criança que já nasce dentro de uma família, nós, pelo batismo, nascemos dentro da Família de Jesus. “Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Não basta a pertença material à Igreja; precisamos fazer a vontade de Deus. Santo Agostinho, comentando este Evangelho de hoje, diz: “Não sei qual dignidade de Maria é a maior: Ser a mãe de Jesus na carne ou ser a sua discípula na fé”. Existe uma cena, acontecida no Calvário, que é intimamente ligada a esta, ou melhor, que esclarece o sentido desta narrada no Evangelho de hoje: Jesus estava na cruz e, vendo sua mãe e João Evangelista, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19,26-27). Nós sabemos que S. João ali representava toda a Igreja. Por isso a tradição da Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, entende que Jesus, naquele para a sua Mãe a missão de ser a nossa Mãe na fé. Santa Mãe Maria, que sejamos dignos filhos vossos, e assim façamos valer o provérbio: Tal mãe tal filho. Romeiro vela seu tamanho Um dia apareceu uma Sra. aqui na sacristia da Basílica, procurando um padre. Ela estava com uma vela do tamanhozinho dela. Eu achei engraçado porque vi certa semelhança entre a vela e aquela mãe de família: As duas iluminam, as duas aquecem, as duas servem. E, para fazer isso, as duas se consomem. Inclusive as duas tem lágrimas. Quantas vezes você vê uma mãe com o rosto cheio de rugas e os filhos todos bonitos, de rostos lisinhos. Ela está se consumindo, se desgastando para que os outros tenham mais vida. Quando v ver uma vela soltando lágrimas, lembre-se também de N. Sra, de J e de todas as pessoas que amam. Porque o amor sempre custa lágrimas. Mas voltemos à senhora. Ela me disse: “Padre, eu estou com pressa. O meu ônibus já está quase saindo lá na rodoviária. Eu queria rezar muita coisa aqui pra N.Sra., mas não tenho tempo. Por isso comprei esta vela. O senhor acende pra mim?” Claro que sim, disse eu. Deixe comigo e vá com Deus. E pode ter certeza que N.Sra. também vai com a sra. Fui lá na capela das velas e acendi a vela dela. Engraçado, não? A vela do tamanhozinho dela. Quer dizer que a vela era ela. Aquela senhora, viajando no ônibus, certamente foi pensando: Eu estou aqui, mas eu não saí do santuário. Estou lá rezando, naquela vela. Eu pergunto a você: esta oração é válida? Claro que é! Nós gostamos de usar símbolos, e Deus também gosta. A Bíblia é todinha cheia de símbolos. Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

13 – E, ESTENDENDO A MÃO PARA OS DISCÍPULOS, JESUS DISSE: “EIS MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS”

Como cristãos, continuamente nos defrontamos com o dilema de ficarmos fora ou entrar. Assim ocorre com muitas iniciativas na área da espiritualidade, como em retiros, conferências, programas de formação ou atividades de evangelização. Esse dilema se deve, fundamentalmente, às seguranças que já trazemos e ao fato das novas propostas parecerem pouco claras. Porém a questão não é sempre ficar fora ou participar de tudo. Temos um critério frente a isto: devemos nos perguntar em cada caso se essas iniciativas nos aproximam mais de Jesus, fazendo-nos partícipes de sua nova família e nos ajudam a compreender a vontade de Deus para nossas vidas. Se a resposta é positiva, não há dúvida: participamos; se a resposta é negativa, melhor não perdermos nosso tempo. Este mesmo critério de aproximação a Jesus nos permite, igualmente, avaliar muitos compromissos cotidianos. Se o fundamental em nossa vida é a busca da vontade de Deus no seguimento de Jesus, então muitas preocupações são supérfluas e muitas ações “grandes” se convertem em dificuldades das quais podemos aprender. Optar por entrar no círculo de Jesus, em sua casa, supõe acelerar certos processos e deter outros. Que o Senhor nos dê o dom do discernimento.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

A família de Cristo é formada por todos os que escutam a Deus e fazem a sua vontade, pondo-se na condição de filhos e filhas obedientes ao Senhor e confiantes na sua palavra.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

As leituras nos mostram a grandeza divina e a disponibilidade do Pai para perdoar aos que se arrependem sinceramente de suas culpas, inserindo-os assim na família de Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Antífona da comunhão

O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.

— Guardai, Senhor, a Igreja de todo mal e fazei que todos os fiéis nos sintamos seus membros ativos.
— Abençoai as mães que desejam construir famílias sólidas e felizes.
— Favorecei os jovens que estão em busca de estudo e trabalho.
— Iluminai os agentes de pastoral, que levam esperança às pessoas.
— Tornai as autoridades sensíveis às necessidades dos mais pobres.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

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