LDP: 30/JUL/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

30/JUL/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Jeremias 13,1-11 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 Isto disse-me o Senhor: “Vai comprar um cinto de linho e põe-no em torno da cintura, mas não o deixes molhar na água”. 2 Comprei o cinto, conforme a ordem do Senhor, e coloquei-o à cintura. 3 E a palavra do Senhor dirigiu-se a mim pela segunda vez, dizendo: 4 ”Toma o cinto que compraste e tens à cintura, levanta-te e vai ao Eufrates, esconde-o lá na fenda de uma pedra”. 5 Fui e o escondi perto do Eufrates, conforme mandara o Senhor. 6 Ora, ao cabo de muitos dias, disse-me o Senhor: “Levanta-te, vai ao Eufrates, e retira de lá o cinto que te mandei esconder”. 7 Fui ao Eufrates, cavei e retirei o cinto do lugar onde o tinha escondido; mas eis que o cinto tinha apodrecido tanto que não servia mais para nada. 8 E a palavra do Senhor dirigiu-se a mim, dizendo: 9 ”Isto diz o Senhor: Assim farei apodrecer a grande soberba de Judá e de Jerusalém; 10 este povo perverso, que se recusa a ouvir minhas palavras, convive com a maldade no coração, e vai atrás de deuses estrangeiros, prestando-lhes culto e prostrando-se diante deles será como este cinto que não serve mais para nada. 11 Pois assim como o cinto se une à cintura do homem, assim quis eu que toda a casa de Israel e toda a casa de Judá se unissem a mim, diz o Senhor, para ser meu povo, honra do meu nome, louvor e glória. Mas não ouviram”.

Salmo Deuteronômio 32,18-19. 20. 21 (R. Cf. 18) (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou Os Livros da Lei)

— 18 Esqueceram o Deus que os gerou.
— 18 Desprezastes o Rochedo que te gerou, esquecestes o Deus que te criou. 19 E o Senhor viu e se irritou, aborrecido com seus filhos e filhas.
— 20 E disse: Esconderei deles meu rosto, e verei qual será seu fim. Pois são uma geração perversa, filhos sem lealdade.
— 21 Eles me provocaram com coisas, que não são deus, irritaram-me com seus ídolos. Também os provocarei com quem não é povo e os irritarei com gente insensata.

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 13,31-35 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 31 Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33 Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: ‘Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo’.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim? Percebo no meu dia-a-dia a presença do Reino de Deus? Por exemplo: num sorriso, numa palavra, num gesto, num acontecimento? Poderíamos até dizer que em tudo está presente o Reino de Deus, de forma simples, e, em potencial, como está na semente que vira árvore e no fermento que faz crescer a massa. Jesus veio instaurar o Reino. Os bispos, em Aparecida, refletiram assim sobre o Reino: “O Reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas. Se pretendemos fechar os olhos diante dessas realidades, não somos defensores da vida do Reino e nos situamos no caminho da morte: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Aquele que não ama, permanece na morte” (1 Jo 3,14). É necessário sublinhar “a inseparável relação entre o amor a Deus e o amor ao próximo”, que “convida todos a suprimir as graves desigualdades sociais e as enormes diferenças no acesso aos bens”. Tanto a preocupação por desenvolver estruturas mais justas como por transmitir os valores sociais do Evangelho, situam-se neste contexto de serviço fraterno à vida digna.” (DAp 358).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 13,31-35 – A linguagem das parábolas Jesus usa dois símbolos simples e, ao mesmo tempo, ricos de conteúdo, nestas duas parábolas: a da semente de mostarda e a do fermento. Um homem planta a semente. Uma mulher prepara a massa com o fermento. Símbolos muito simples, do quotidiano. E assim, falando do quotidiano, fala do Reino. Simplesmente porque o Reino de Deus está no meio de nós, no nosso dia-a-dia. Basta ter sensibilidade para percebê-lo e acolhê-lo.

… e a VIDA …

Pai, livra-me de desprezar os pequeninos e declará-los. Livra-me, também, do perigo de me subestimar. Faze-me compreender que o Reino se constrói pela ação dos pequenos.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Hoje, vou descobrir no meio em que vivo os sinais do Reino.

REFLEXÕES:

1 – O REINO DE DEUS É COMO O FERMENTO

O Reino dos Céus é comparado como algo que, de início, pouco se percebe, mas, depois, produz efeitos evidentes. A pregação de João Batista e a de Jesus mobilizaram as multidões que vinham a eles, com uma evidência que chamava a atenção das autoridades políticas e religiosas. Contudo, continuava pouco perceptível o sentido último do Reino, muitos tendo confundido Jesus com um messias em busca do poder e da glória. A exuberância das instituições religiosas ao longo do tempo também destoa da discrição da semente de mostarda. O país mais rico e poderoso do mundo fala em nome da civilização cristã, porém no seu culto ao dinheiro e em suas ações bélicas não se vislumbra o Reino de Deus. Compreender o grão de mostarda da parábola significa contemplar já a árvore que abriga as aves dos céus. Significa perceber a presença do Reino nas multidões dos empobrecidos e excluídos, onde o amor, como um fermento na massa, está presente em milhões de lares humildes e sofridos.

2 – AS PARÁBOLAS DO REINO

A nossa vida de fé é um processo de maturação espiritual que encontra seu início nas águas do Batismo e deve crescer durante toda nossa vida apesar de todas as dificuldades que marcam a existência humana. Este crescimento deve acontecer constantemente. Deve ser uma busca cada vez maior da perfeição, conforme nos diz o próprio Jesus: �Sede perfeitos como vosso Pai que está nos céus é perfeito�. O modelo para nós de perfeição é o próprio Jesus, e é por isso que São Paulo nos exorta ao crescimento até atingirmos a estatura de Cristo. O amor nos leva ao crescimento, já que a caridade é o vínculo da perfeição e quem ama permanece em Deus.

3 – DA PEQUENEZ À GRANDEZA

A parábola do grão de mostarda semeado no campo, vindo a tornar-se uma árvore frondosa, revela um aspecto importante na dinâmica do Reino. Este aparece pequeno e frágil ao despontar na história humana. Entretanto, seu destino é tornar-se grande na sua definitiva manifestação. A precariedade e a imperfeição do momento presente são etapas necessárias de um processo mais amplo. Só na escatologia despontará o Reino em sua real grandeza. O discípulo sabe conjugar pequenez e grandeza, sem se deixar iludir por imagens destorcidas do Reino. E não correrá o risco de se enganar, identificando com o Reino certas manifestações retumbantes de religiosidade, nem ficará iludido quando for incapaz de perceber o Reino lançando suas raízes, tamanha é sua pequenez. No primeiro caso, terá suficiente senso crítico para perceber a incompatibilidade de certos fenômenos com o projeto do Reino; no segundo, será capaz de detectar, ali onde parece que nada acontece, sinais evidentes do Reino, fermentando a existência humana. Historicamente, o Reino tende a manifestar-se em sua fragilidade. Caso contrário, correria o risco de impor-se aos seres humanos, prescindindo de uma opção livre. Quem for capaz de reconhecer a presença ativa de Deus no que há de mais fraco e pequenino, terá compreendido por que caminhos o Reino atua na História.

4 – NOSSA CONVERSÃO INTERIOR TESTEMUNHA O CRESCIMENTO DO REINO DE DEUS

A preocupação com o crescimento na gerência de empresas geralmente envolve uma fascinação por números e estatísticas. As empresas gostam de mostrar, com tabelas e gráficos, as vendas e a clientela crescentes. Jesus fala do crescimento em Seu Reino. Não o tipo de crescimento que pode ser medido com gráficos, mas, antes, com o crescimento interno dos discípulos e uma influência que ultrapassa as estatísticas: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda, que um homem pega e semeia na sua terra. Ela é a menor de todas as sementes; mas, quando cresce, torna-se a maior de todas as plantas” (Mt 13,31-32). O grão de mostarda que Jesus tinha em mente era, provavelmente, a mostarda preta, uma árvore que cresce até uma altura de aproximadamente cinco metros. Entre os rabinos, um “grão de mostarda” era uma expressão comum para qualquer coisa muito pequena. Era uma verdadeira maravilha que uma árvore bastante grande – para que as aves repousassem em seus ramos – pudesse sair de uma semente tão pequena. Poucos, nos dias de Jesus, poderiam ter imaginado como Ele e Seu não promissor grupo de apóstolos, virariam o mundo de “cabeça para baixo” dentro de poucos anos e mudariam o curso da história mundial com Suas palavras inspiradas, as quais contém o centro da vida. Para a semente de mostarda produzir uma grande árvore, ela precisa conter a maravilhosa fonte de vida. Ainda que a Palavra de Deus pareça insignificante para alguns, ela contém a fonte da vida espiritual que determina uma transformação radical na vida dos que creem. Ao pensar no desenvolvimento do Reino, alguns raciocinam em termos sectários e concentram a atenção no crescimento do número de indivíduos associados numa aliança de igrejas. O Reino, porém, não tem nada a ver com uma associação de igrejas locais. Antes, envolve o domínio de Cristo nos corações dos indivíduos. Portanto, o desenvolvimento do Reino pode ser mais bem visto não em crescimento estatístico numa “lista de Igrejas”, mas nas mudanças poderosas nos indivíduos que são libertados de vidas vazias e egoístas, para se tornarem potências para o bem no mundo. “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa”. A parábola do fermento mostra o modo penetrante pelo qual o Reino influencia tudo o que toca. Quando o fermento do Reino está em nossos corações, colegas de trabalho ou da escola perceberão a influência transformadora proveniente desse fermento em nossa vida. Concluindo: assim como os maravilhosos segredos da vida estão além de nossa compreensão, assim também está a ação da Palavra de Deus no coração de uma pessoa. Tanto numa como noutra, revela-se o Reino de Deus, realmente presente no mundo, na sua dimensão de humildade e simplicidade, mas que se torna universal.

5 – ATÉ QUE TUDO FIQUE FERMENTADO

Tenho vontade de recordar a grandeza de atuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece. Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades. Pelo contrário, não faltam ocasiões para demonstrarmos o nosso amor a Jesus Cristo através do que é pequeno, do normal. […] Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: «Por amor deles santifico-Me a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade» (Jo 17,19), percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que temos de ser santos para santificar. Simultaneamente, como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como instrumentos de muito fraca categoria. É verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e «um pouco de fermento faz levedar toda a massa» (Mt 5,13-14).

6 – NADA LHES FALAVA SEM USAR DE PARÁBOLAS

Hoje, o Evangelho apresenta-nos Jesus predicando aos seus discípulos. E o faz do jeito que nele é habitual, através das parábolas, quer dizer, empregando imagens simples e comuns para explicar os grandes mistérios escondidos do Reino. Assim todo mundo podia entender, desde as pessoas com maior formação até as menos formadas. «O Reino dos Céus é como um grão de mostarda…» (Mt 13,31). Os grãos de mostarda não se veem, são muito pequenos, mas se temos cuidado deles e os regamos… Acabam se tornando em grandes árvores. «O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha…» (Mt 13,33). O fermento não se vê, mas se não estivesse aí, a massa não subiria. Assim também é a vida cristã, a vida da graça: não se percebe no exterior, não faz barulho, mas… Se você deixa que se introduza no seu coração, a graça divina vai fazendo frutificar a semente e transformando assim às pessoas pecadoras em santas. Esta graça divina dá-se nos pela fé, pela oração, pelos sacramentos, pela caridade. Mas a vida da graça é, sobretudo, um dom que devemos esperar e desejar com humildade. Um dom que sábios e eruditos deste mundo não sabem valorar, mas que Deus Nosso Senhor quer fazer chegar aos humildes e simples. Tomara que quando nos procure, encontre-nos não no grupo dos orgulhosos, mas naquele dos humildes, que se reconhecem fracos e pecadores, mas muito agradecidos e confiando na bondade do Senhor. Assim, o grão de mostarda chegará a ser uma grande árvore; assim o fermento da Palavra de Deus dará em nós frutos de vida eterna. Porque, «quanto mais se abaixa o coração pela humildade, mais se levanta até a perfeição» (São Agostinho).

7 – O REINO QUE QUASE NÃO APARECE…

Um empreendimento humano, nos dias de hoje é monitorado, tem os seus resultados constantemente analisados, suas estatísticas verificadas, hoje em dia, com tanta tecnologia a serviço do homem, um grande empreendimento deixou e ser um risco, pois é feito todo um estudo para prever o quadro do início até o seu final, mostrando ao investidor se compensa levar o negócio adiante. Mas o Reino de Deus não tem como ser monitorado, pois é sempre uma semente, uma possibilidade real, uma pitada de fermento pronta para ser usada, em todas as circunstâncias e situações. A semente está pronta em si mesmo, traz o potencial do crescimento, dos ramos, folhas e frutos. Está tudo ali, ao alcance do homem que crê. Basta o homem querer e nesse caso ele deve entrar com o que o seu carisma dispõe, para alguns uma terra fértil sempre a espera da semente viçosa, para outros algumas porões de farinha, ou seja, as dimensões de sua vida, que precisam ser requalificadas, aprimoradas, para crescer e tornar-se pão saboroso, partilhado com todos. É enganosa a impressão de que o empreendimento do Reino de Deus é uma obra com dois sócios e duas quotas iguais, Deus dá a semente e o homem entra com a terra, a mão de obra e os implementos agrícolas, ou Deus dá o fermento e o homem entra com a farinha e a mistura dessa com o Fermento. Não! Deus dá tudo pronto, a semente e o fermento, pois se um projeto dessa magnitude dependesse do ser humano, essa obra estaria reduzida a ruínas há dois milênios. Ao contrário, o Reino está aí, acontecendo na surdina e sem alardes, as sementes vão sendo plantadas aqui, ali e acolá, o fermento vai sendo misturado á farinha do ser humano, seu existir, seu pensar, seu agir, tudo vai sendo levitado e transformado. Pois este reino que é semente e fermento, Jesus o plantou bem dentro do ser humano, no centro da sua vida e do seu coração, está por tanto, dentro do homem e não fora dele, de modo que é quase impossível impedi-lo de crescer, germinar e frutificar. O homem que deseja, facilita e permite que dentro dele cresça e se desenvolva essa semente, ou que vive a comunhão na Vida de Deus, Fermento puro e santo, que se mistura com a Farinha da nossa humanidade, torna-se pão saboroso, que alimenta ao faminto, dá esperança ao desesperado, dá luz e alegria ao que caminha na treva e na tristeza, são as aves que procuram abrigo nos ramos e o encontram. Olhemos ao nosso redor e encontraremos pessoas assim, dentro e fora de nossas igrejas, basta olhar com muita atenção e sobre tudo Fé, pois ao nosso redor a cada momento o Reino está acontecendo…

8 – A GRANDIOSIDADE DO REINO DE DEUS SE FAZ ATRAVÉS DO PEQUENO!

Por onde Jesus passava, Ele arrastava multidões, porém, conhecedor do coração de cada ser humano, Ele sabia que nem todos que estavam ao seu redor, tinham o coração aberto para acolher a sua mensagem! Junto com o povo simples, que gostava de ouvir os seus ensinamentos, estavam também àqueles que queriam apenas confrontá-Lo! Seu jeito simples de falar da grandiosidade do Reino de Deus, era de fácil compreensão para os “pequenos”, porém, difícil para os “grandes”, que não viviam a realidade dos pequenos. A grandiosidade do reino de Deus se faz através do “pequeno”! Se observarmos as coisas simples, presentes no nosso dia a dia, vamos perceber que elas estão sempre nos falando de Deus! Quantos de nós, passamos grande parte da vida, correndo atrás de coisas grandes, com isso não enxergamos os valores presentes nas coisas simples! O Reino de Deus se faz presente, em pequenos gestos que vivenciamos no nosso cotidiano, no sorriso de uma criança, na palavra de uma mãe, no abraço de irmãos, no desabrochar de uma flor, no germinar de uma semente, no amanhecer de um novo dia… As coisas grandes, nos fascinam, mas são nas pequenas coisas, que estão escondidos os nossos tesouros! Quem não observa as coisas simples, tem dificuldades para entender as comparações que Jesus fazia sobre o Reino de Deus! Enquanto ficamos na expectativa de grandes momentos de emoção, para sentir a presença do Reino, perdemos a oportunidade de vivenciá-lo na simplicidade do nosso dia a dia, na família, na comunidade, em todos os lugares onde o amor e a justiça se fazem presente! Através das parábolas, Jesus fala de um Reino de amor, de justiça e de paz, comparando-o com as coisas simples presente no cotidiano dos pequenos! Era assim, que Jesus confundia os doutores da lei, que não tinham contato com essas coisas simples, como: o plantio da semente, o preparar da massa do pão… O anuncio do Reino só encontra resposta naquele que se faz pequeno, naquele que se esvazia de si mesmo, para se tornar dependente da graça de Deus! Uma semente, por menor que seja, quando lançada na terra, germina cresce, produz frutos, assim também acontece com o Reino de Deus, uma pequena palavra de vida, quando acolhida no coração humano, pode crescer expandir e produzir muitos frutos! O evangelho de hoje, coloca diante dos nossos olhos, uma das mais belas características, próprias do Reino dos céus; Ele é algo que cresce lentamente, como uma pequena semente, ou uma porção de fermento. Quem quiser realmente encontrar o Reino de Deus, deve buscá-lo na simplicidade das pequenas coisas! O Reino de Deus é algo que cresce à mediada em que vamos compreendendo a sua dinâmica! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

9 – JERUSALÉM, JERUSALÉM! QUANTAS VEZES EU QUIS REUNIR TEUS FILHOS, MAS TU NÃO QUISESTE!

Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste! O Evangelho de hoje começa com alguém sugerindo a Jesus que fosse embora de Jerusalém, porque Herodes queria matá-lo. Herodes não se dava bem com profetas. Já tinha mandado matar João Batista, e agora tentava desfazer-se de Jesus, intimidando-o, para que se afastasse do seu território. Herodes tinha medo de os profetas, com a sua influência sobre o povo, desestabilizarem o seu poder e o seu prestígio. Mas Jesus é um profeta corajoso: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. Foi uma referência à sua ressurreição, três dias após a sua morte. Nenhuma ameaça detinha Jesus; ele continuava fazendo o bem e cumprindo a missão que o Pai lhe confiara. Jesus não procurou a morte, mas também não correu dela. Ele não queria morrer, como qualquer ser humano não quer morrer. Ele queria viver na terra noventa anos ou mais, a fim de consolidar bem o Reino de Deus. Mas quando colocaram a morte no seu caminho, ele não arredou o pé. Foi duro para ele, como para qualquer ser humano; chegou a suar sangue, mas ficou firme. Quando S. Pedro, diante do perigo da condenação de Jesus em Jerusalém, sugeriu a ele que não fosse para lá, Jesus lhe deu uma resposta pesada: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!” (Mt 16,23). “Coisas de Deus” é fazer a vontade de Deus, confiando nele e arriscando até a vida terrena. “Coisas dos homens” é querer salvar a vida terrena, mesmo que se afaste um pouco da vontade de Deus. Jesus caminhava para Jerusalém porque fazia parte da sua missão recebida do Pai. Que bom se nós fôssemos assim! “Tenham em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5). “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz…” (Mc 8,34). “Jesus Cristo me deixou inquieto, com as palavras que ele proferiu. Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu” (Música do Pe. Zezinho). Vamos renunciar aos nossos interesses pessoais, e acolher com generosidade as mensagens dos profetas católicos de hoje, ainda que exijam de nós mudanças profundas! Havia, certa vez, uma jovem, que cursava o primeiro ano de faculdade, e andava muito deprimida. Ela era, por sinal, uma garota muito bonita. Um dia, ela foi ao banheiro da faculdade, olhou-se no espelho e pensou: como estou feia! E deu-lhe vontade de chorar. Naquele instante, sentiu algo bater na sua perna. Olhou. Era uma moça cega, com a sua bengala, que lhe perguntou: “Moça, onde é a pia?” A cega também estudava na universidade, apesar da sua limitação. E, ali no banheiro, perdida, pediu ajuda a quem sentiu que estava na sua frente. A menina que estava deprimida recebeu aquilo como um sinal de Deus. Deus estava lhe dizendo que o sentido da vida não está em ser bonita ou feia; está em servir o próximo. O mundo está aí, em volta de nós, precisando de alguém que lhe ajude. Não podemos nos fechar em nosso mundinho! A garota ajudou a colega cega, da melhor maneira que pôde, e a fossa sumiu de uma vez. Deus nos manda profetas e profetizas, que nos falam das mais diversas formas. Que saibamos entender e acolher as suas mensagens, não imitando o povo de Jerusalém do tempo de Jesus. A firmeza de Maria Santíssima, cujo coração foi transpassado pela espada de dor, seja para nós um exemplo. E que ela nos ajude a seguir o seu Filho, para onde quer que ele vá. Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste!

10 – O REINO DOS CÉUS É UM ESTADO DE ESPÍRITO É UM MODO DE VIVER SOB A DEPENDÊNCIA DE JESUS CRISTO

Jesus nos revela coisas que estão escondidas desde a criação do mundo, na medida em que nós consentimos que o reino dos céus se estabeleça no nosso coração. O reino dos céus é o amor de Deus que como uma semente pequenina vai crescendo e se torna uma grande árvore capaz de abrigar os pássaros, isto é, pessoas que vêm, e fazem morada debaixo dos seus ramos. O reino dos céus é também comparável ao fermento que modifica o estado e a substância da nossa vida, dos nossos pensamentos, sentimentos e ações. Uma gotinha do amor de Deus é capaz de transformar qualquer situação, pois vai se infiltrando, vai acontecendo a ponto de nos fazer perdoar, aceitar, dar guarida, compreender e até dar a própria vida pelo irmão. O reino de Deus é, portanto, o Seu amor agindo no nosso coração e se manifestando em nós a partir das coisas criadas para a nossa felicidade. O reino dos céus é um estado de espírito é um modo de viver sob a dependência de Jesus Cristo, Rei Absoluto que é poderoso e onipotente, mas se abaixa para nos revelar os Seus mistérios. Por isso, Ele mesmo disse que o reino dos céus é dos pequeninos e quanto mais nos sentirmos assim mais compreendermos as coisas que estão escondidas desde a criação do mundo. Reflita – Você entende como é o reino dos céus? – Você já aceitou viver nesse reino? – O amor de Deus o (a) tem transformado? – Você já consegue perdoar a quem o (a) tem ofendido? – Você percebe o crescimento do reino dos céus em você? Amém. Abraço carinhoso.

11 – O AMOR DE DEUS AGE EM NÓS E ATRAVÉS DE NÓS

Da mesma forma que os mestres da lei e os fariseus, nós também vivemos esperando por sinais e queremos testar o poder de Deus na nossa vida. No entanto, neste Evangelho Jesus nos exorta para que tomemos consciência de que o grande sinal é o sinal do Seu Amor na Cruz. O sinal de Jonas, que esteve três dias e três noites no ventre da baleia, prefigura para nós o sinal da Fé na Morte e Ressurreição de Jesus e é a prova maior do Amor de Deus por nós. Os sinais do amor de Deus por nós são a vida, a liberdade, a misericórdia, a esperança, a motivação e se manifestam em nós pelo poder do Espírito Santo. Não precisamos de outros sinais para reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor da nossa vida, pois se entregou por nós e na Cruz derramou o Seu precioso Sangue para nos dar uma vida nova no Espírito. O Senhor nos mostra que o Seu Amor é a garantia de que nós necessitamos para usufruir de uma vida harmoniosa conosco mesmo e com as outras pessoas. O amor de Deus age em nós e através de nós. Por isso, quando nós nos deixamos motivar pela presença amorosa de Deus, nós encontramos sentido para a nossa existência e compreendemos qual é a nossa missão aqui na terra. Este Amor é como uma força interior que possuímos, porém não sabemos de onde vem, apenas sentimos que provém de uma fonte inesgotável. Não esperemos por sinais exteriores. Deus sinaliza o Seu amor dentro do nosso coração e, por isto, não precisamos enxergar nem tocar ou ouvir, mas somente perceber a sua intensidade e a sua eficácia em nós. Reflita – Você precisa de evidências para acreditar no poder de Deus na sua vida? – Você tem esperado por sinais mais claros ou você já reconhece que Jesus já trouxe a sua salvação? – Você tem fé em Jesus Cristo? – Para você o que representa o SINAL DA CRUZ? Amém! Abraço carinhoso.

12 – AS PARÁBOLAS

Dificilmente uma explicação soa melhor do que uma comparação simples. Jesus foi exímio contador de história para explicar uma realidade confusa, mas sempre colocou na história a sabedoria do encantamento do prazer em servir o reino da justiça. Ao ouvir a história que desvelava a relevância do reino o seguidor abria seu coração para receber a graça divina na intenção de fortalecer na caminhada para o Pai. Como o próprio Jesus afirmou nas pregações que diante do reino de Deus a grandeza não é fundamental, mas a essência enraizada no amor e na observância do preceito dos ensinamentos é valioso. Imagine uma semente de mostarda representar o reino dos céus. A mesma é pequena para representar o grandioso reino. Contudo, o tamanho não é fundamental em questão, mas a valia é o ensejo da semente, de sua proposta e missão. Depois de germinada a semente, crescerá numa frondosa árvore que acolherá ninhos de pássaros. Desse modo, a semente não fecundada não frutificará e nem servirá para a bondade. Mas depois de crescida sua utilidade é imprescindível. A mesma denotação é comparada ao homem. Diante do reino dos céus é pequeno, frágil, sem forças; mas este homem aparentemente frágil, pequeno e sem forças, abastecido com a vontade de servir e agir para a grandeza, torna-se gigante para Deus. Pois deixou o ódio, a cobiça, a miséria, a exploração e a ruindade bem distante de suas atitudes. Agora este homem serve a Deus e vive para Deus. A certeza de pertencer ao reino está na dedicação da justiça. O homem que busca engrandecer a custa do trabalho do outro não merece a glória do reino. Somente aquele que observa atentamente as necessidades do povo e participa ativamente para desbaratar as mazelas tem a chance de pertencer ao reino. Não que o reino de Deus é seletivo, mas é feito de filhos e filhas dedicados (as) ao serviço do bem. Assim, o reino de Deus é feito das pequenas ações que às vezes nem chamam atenção para a comunidade, mas para Deus vale ouro. Por isso, o homem deve ser construtores do reino do amor, da fraternidade, da alegria e da paz; deve ser homem e mulher que frutifiquem frutos abundantes no dia a dia e que zelem pelas criaturas animadas por Deus. Portanto, as parábolas de Jesus ensinaram a dar sentido para um mundo que viva sob o domínio dos injustos. Estes acreditavam representar o Senhor por terem posses e créditos. Porém, Jesus exemplificou na simplicidade que não basta querer impor, basta ser humilde e acreditar nas suas forças. A pitada de fermento misturada em colheres de farinha leveda a massa e propicia alimentar vários homens. Assim deve ser aquele que serve a Deus, não aparecer por aparecer, mas realizar ações concretas para servir na construção do reino dos céus. Amém!

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Deus nos pede que deixemos de lado a soberba, a maldade e os ídolos que nos escravizam; somente assim teremos condições de colaborar com Jesus na construção do seu reino, que precisa crescer e dar acolhida a todos os que o buscam.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Deus estabelece estreita relação com seu povo, ainda quando este lhe é infiel! Ele lança no coração de cada um a semente do reino, que precisa brotar e florescer.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Deus nos gerou pela palavra da verdade como as primícias de suas criaturas (Tg 1,18).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).

Antífona da comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, atendei nosso pedido.

— Senhor, que sois nossa rocha firme, ajudai a Igreja a continuar a ser construtora do vosso reino.
— Senhor, que sois compaixão, acolhei vosso povo mesmo quando vos é infiel.
— Senhor da criação, fazei que as sementes plantadas produzam frutos abundantes.
— Senhor, amigo das mulheres, amparai as mães que precisam “fazer milagres” para alimentar os filhos.
— Senhor, Deus da unidade, defendei as famílias das intrigas e da separação.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

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