LDP: 02/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

02/AGO/2012 (quinta-feira)

LEITURAS

Jeremias 18,1-6 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2 “Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. 3 Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno; 4 quando o vaso que moldava em barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos. 5 Fez-se em mim a palavra do Senhor: 6 “Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”.

Salmo 145(146),1-2.3-4.5-6 (R.5a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 5a Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 1 Bendize, minh’alma, ao Senhor! + 2 Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar! — 3 Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. 4 Ao faltar-lhe o respiro ele volta + para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem.
— 5 É feliz todo homem que busca + seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança. 6 O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe.

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 13,47-53 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47 “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52 Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53 Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Não precisamos esperar o fim dos tempos para ir fazendo esta separação. É interessante que dia-a-dia façamos a avaliação do conteúdo de nossa rede. Uma boa oportunidade é, ao voltar pra casa depois de um dia de trabalho, num momento de oração, à noite, ao agradecer a Deus pelos dons que nos concedeu durante o dia.

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 13, 47-53 e observo Jesus que fala ainda de parábolas. – O Reino do Céu é ainda como uma rede que é jogada no lago. Ela apanha peixes de todos os tipos. E, quando está cheia, os pescadores a arrastam para a praia e sentam para separar os peixes: os que prestam são postos dentro dos cestos, e os que não prestam são jogados fora. No fim dos tempos também será assim: os anjos sairão, e separarão as pessoas más das boas, e jogarão as pessoas más na fornalha de fogo. E ali elas vão chorar e ranger os dentes de desespero. Verdades novas e verdades velhas. Então Jesus perguntou aos discípulos: – Vocês entenderam essas coisas? – Sim! – responderam eles. Jesus disse: – Pois isso quer dizer que todo mestre da Lei que se torna discípulo no Reino do Céu é como um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas. Quando Jesus acabou de contar essas parábolas, saiu dali. A parábola fala da rede de pesca. Quando fica cheia é levada à praia. Ali, os pescadores separam os bons em cestos. Os maus são jogados fora. Jesus diz que assim será no fim do mundo. De certa forma, Jesus diz que devemos buscar o Reino, trabalhar por ele, intensamente, até ter as “redes cheias”. Quando estas não suportam mais deve ser feita a separação dos bons e dos maus que “serão jogados fora”, ou seja, não gozarão do convívio com os bons.

… e a VIDA …

Pai, concede-me suficiente realismo para perceber que teu Reino se constrói em meio a perdas e ganhos, e que só tu podes garantir o sucesso final.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é para uma atitude de libertação ou reconciliação. Recordo-me dos bispos em Aparecida que disseram: “O sacramento da reconciliação é o lugar onde o pecador experimenta de maneira singular o encontro com Jesus Cristo, que se compadece de nós e nos dá o dom de seu perdão misericordioso, faz-nos sentir que o amor é mais forte que o pecado cometido, nos liberta de tudo o que nos impede de permanecer em seu amor, e nos devolve a alegria e o entusiasmo de anunciá-lo aos demais com o coração aberto e generoso.” (DAp 254).

REFLEXÕES:

1 – A REDE

Dentre as primitivas comunidades cristãs oriundas do judaísmo surgiram tradições sobre Jesus inspiradas a partir do Primeiro Testamento, como o escriba “que tira de seu tesouro coisas novas e velhas”. Os evangelistas elaboram seus evangelhos coletando estas tradições, marcadas pela ideologia do messianismo davídico de glória e poder, já descartado por Jesus. A parábola de hoje, com um estilo bem característico de Mateus, pretende descrever o juízo final, apresentando-o de maneira excludente e violenta. A separação entre bons e maus, e o cruel destino dos maus, na fornalha de fogo, com ranger de dentes, exprime mais o julgamento do deus do Primeiro Testamento, que, no “dia de Javé”, viria para exterminar os inimigos do povo eleito, o qual, purificado, seria elevado à gloria e ao poder sobre as demais nações. A grande novidade de Jesus, contudo, é a revelação do Deus de amor e misericórdia. A exemplo de Jesus, nossos julgamentos não são de condenação do mundo, mas, sim, de reconhecimento do amor pleno de Deus que tudo transforma e a todos acolhe em seu seio divino.

2 – VERDADES NOVAS E VERDADES VELHAS

A presença do Reino de Deus na nossa história não pode ser obscurecida pela presença do mal no mundo. As pessoas devem ser capazes de analisar toda a realidade a partir dos critérios do Reino para, à luz do Espírito Santo, ser capaz discernir o bem do mal e escolher o que contribui para que ela possa se aproximar cada vez mais de Deus. Mas esta distinção não dá ao cristão o direito de condenar os que erram, ao contrário, ele deve ser um instrumento nas mãos de Deus para que todos sejam capazes de fazer esta distinção e trilhar os caminhos do bem.

3 – A SEPARAÇÃO FINAL

Diante da pregação de Jesus, a comunidade dos discípulos pensou ser conveniente separar, o mais cedo possível, a humanidade em dois blocos. De um lado, estariam os bons, que se deixaram tocar pelo Reino e aderiram a ele com fidelidade. De outro, estariam os maus, os que foram insensíveis aos apelos do Reino e preferiram aderir à injustiça e toda sorte de maldade. Esta divisão nítida, no pensar deles, lhes daria segurança. Afinal, não haveria dúvida sobre o lugar onde se encontravam o bem e o mal. A mistura acarretaria sérios perigos para os bons. Ao contar a parábola da rede, Jesus mostrou-se contrário a esta mentalidade. Como a rede recolhe peixes de toda espécie, o mesmo se passa com o Reino. Gente de toda categoria e com as mais variadas intenções se fazem discípulas dele. Por ora, não é conveniente estabelecer uma separação entre elas. A ninguém é dado este poder. Ele é da competência de Jesus: só a ele cabe julgar as pessoas e separá-las segundo seu comportamento. Mas isto será feito apenas no fim do mundo. Até lá, os que se consideram bons e são impacientes com os demais, devem provar que o são, de fato. Uma maneira de prová-lo é ser paciente com quem é fraco na fé e ajudá-lo a descobrir o caminho da fidelidade a Jesus e ao Reino. A intransigência já é uma forma de maldade e poderá resultar em dano para o discípulo, quando se defrontar com o Senhor.

4 – SEJA MISERICORDIOSO ANTES QUE O JUSTO JUIZ CHEGUE

Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência. Suportou um traidor entre Seus discípulos até à Sua Paixão e disse: “Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo”. Para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse, sempre para a margem, todo o tipo de peixes: bons e maus. É o Reino comparado à grande rede lançada ao mar que, para nós, é o mundo. Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13). No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia. Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora. Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância. Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.

5 – RECOLHEM EM CESTOS O QUE É BOM E JOGAM FORA O QUE NÃO PRESTA

Hoje, o Evangelho constitui uma chamada vital à conversão. Jesus não nos poupa da dura realidade: «Os anjos virão para separar os maus dos justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo» (Mt 13,49-50). E a advertência é clara! Não podemos fraquejar. Agora devemos optar livremente: ou buscamos a Deus e ao bem com todas as nossas forças, ou colocamos nossa vidas à beira da morte. Ou estamos com Cristo ou estamos contra Ele. Converter-se significa, nesse caso, optar totalmente por fazer parte do grupo dos justos e levar uma vida digna de filhos. Porém, temos em nosso interior a experiência do pecado: sabemos o bem que deveríamos fazer, mas fazemos o mal; como podemos dar uma verdadeira unidade às nossas vidas? Sozinhos, não podemos fazer muito. Somente se nos colocamos nas mãos de Deus podemos fazer algum bem e pertencer ao grupo dos justos. «Por não sabermos quando virá nosso Juiz, devemos viver cada dia como se não houvesse o dia seguinte» (São Jerônimo). Essa frase é um convite a viver com intensidade e responsabilidade nossa vida cristã. Não se trata de ter medo, mas sim de viver com esperança esse tempo de graça, louvor e glória. Cristo nos ensina o caminho para nossa própria glorificação. Cristo é o caminho, portanto, nossa salvação, nossa felicidade e tudo o que possamos imaginar passa por Ele. E se tudo o temos em Cristo, não podemos deixar de amar a Igreja que nos o apresenta e é seu corpo místico. Contra as visões puramente humanas dessa realidade é necessário que recuperemos a visão divino-espiritual: nada melhor do que Cristo e o cumprimento de sua vontade!

6 – LANCEMOS A REDE EM ÁGUAS MAIS PROFUNDAS!

A mensagem que o evangelho de hoje nos trás, mostra-nos a incomparável tolerância de Deus com as fraquezas humanas, em especial, a sua paciência com aqueles que muitas vezes, nós condenamos de maneira precipitada. Jesus nos apresenta a parábola da rede lançada ao mar. Deus lança a sua rede, não uma rede qualquer e sim, uma rede ampla, que pesca tudo. Essa experiência, todo pescador tem: ao lançar a rede ao mar, ele sabe que não tem como evitar que os peixes não bons, entrem na rede, porque é impossível controlar o que acontece nas profundezas do mar. Só ao puxar a rede, é que ele poderá fazer a seleção. Deus também não controla as profundezas do “mar” humano, Ele respeita a liberdade de cada um, só fazendo a separação entre maus e bons, no dia do juízo final. Ao permite que bons e maus permaneçam juntos, Deus dá a todos a oportunidade de conversão. Assim como Jesus convidou os discípulos a serem pescadores de homens, hoje, Ele nos convida a deixar as margens e a lançar as redes em águas mais profundas, sem esquecermos, que além de pescadores, somos também os peixes trazidos pela rede que Deus lança no mar humano e que entraremos também na seleção que acontecerá no julgamento final. A salvação é graça de Deus, oferecida a todos e diante desta oferta de amor, cada um de nós tem que tomar uma decisão que requer uma resposta de coragem, de compromisso e de fé. Estamos todos nesta rede lançada por Deus, mas não compete a nós, fazer o julgamento entre bons e maus, nem acharmos que já estamos salvos. Nós temos a tendência de julgar o outro, pelo seu exterior, Deus, ao contrário, julga pelo seu interior, Ele conhece as intenções de cada um, e na hora certa fará o julgamento. E enquanto não chegar esse momento, é nosso dever trabalhar para que todos acolham o Reino. No final do evangelho, Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Com isso, Jesus quer nos dizer que o conhecimento do Reino dos céus, se faz de uma mescla de coisas novas e velhas, portanto, não se deve apregoar a mudança de tudo, ou seja, as coisas que se aprende no antigo testamento também tem o seu valor. Jesus não veio mudar as leis antigas, Ele veio aprimorá-las, na verdade, todos os seus ensinamentos, que é um convite a uma vida nova, são baseados no antigo testamento, porém, revestido de uma melhor interpretação. Jesus veio nos mostrar a face humana do Pai, fazer-nos conhecer o nosso Deus de amor, o Deus da vida, que caminha conosco, que quis experimentar as nossas dores e alegrias, ao contrario da imagem do Deus vingativo, distante do povo, que muitas vezes é mostrado no antigo testamento. A porta de entrada do reino dos céus é Jesus, longe Dele não há como pertencer o seu Reino! Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai, portanto, nossa salvação, passa por Ele. FIQUE NA PAZ DE JESUS!

7 – AS REDES FORAM LANÇADAS!

Jesus é fantástico! Como consegue reunir uma multidão para ouvir seus ensinamentos. Olha que ninguém arreda o pé do lugar onde está para deixar suas palavras penetrarem em seu ser. Faz bem ouvir as santas palavras de Jesus porque liberta o homem de tantos males. O ensinamento de Jesus provoca o repensar do cristão em suas atitudes, pois, muitas vezes a teoria não bate com a ação, ou seja, o cristão tem uma teoria e/ou ponto de vista, mas a ação contraria tudo o que pensa. Vamos explicar melhor: o homem afirma amar a Deus, ser caridoso, solidariza com os pobres, aconselha pessoas indefesas; teoricamente é um exemplo de cristão; mas na prática ou na vida real suas atitudes são bem diferentes: reclama de tudo, chacoteia as pessoas, dá a costa aos necessitados, distancia do mendigo e aproveita da situação para se dar bem ou mostrar seu poder de lobo. Na parábola de hoje Jesus afirma que o reino dos céus é como jogar as redes ao mar. Com muita sorte, ao puxar as redes, muitos peixes aparecerão, cabe aos pescadores separá-los. Os peixes bons serão aproveitados, mas os peixes ruins serão devolvidos ao mar. Neste caso, os pescadores só aproveitaram os bons porque servirão para a mesa do banquete, já os arruinados não servirão para nada. Do mesmo modo o povo de Deus passará por esta peneira. Somente aqueles que escutam, praticam e exemplificam sentar-se-ão junto ao Pai no Paraíso Eterno. Isto acontecerá devido à boa observância dos ensinamentos de Jesus. Este cristão soube amar e praticar a justiça; soube mensurar a palavra de Deus e na humildade colocou a disposição para Deus no serviço da comunidade. Já aqueles que blasfêmia a palavra de Deus, rejeita o amor cristão, desonra a Unidade Trina, despeja veneno na partilha e só pensam na ganância e no poder, serão “lançados numa fornalha de fogo e aí haverá choro e ranger de dentes”. Não tem como juntar os justos com os injustos. Os justos lutaram para a boa vivência e pela paz enquanto os injustos só penaram em si e se autodeclararam suficiente para viver. Não tem como conviver num mesmo espaço harmonioso os abençoados por Deus e os incrédulos! A separação, cedo ou mais tarde, vai acontecer. Somente a fé e o compromisso com o reino pode levar o cristão para perto do Pai. Enquanto pensa que nada vai acontecer e que Deus não existe, sua vida reinará tranquilamente, mas ao prestar conta com os anjos dos céus e com Deus, tudo será colocado à frente: aquele que merecer, viverá na gloria, mas aquele que não merecer sofrerá os castigos da ousadia. Portanto, as redes foram lançadas ao mar e na volta o pescador ficará contente com os bons peixes colhidos. Assim, somos nós na esperança de agir para transformar o mundo para melhor, onde todos possam viver bem e na justiça e no amor. Amém.

8 – RECOLHEM OS PEIXES BONS EM CESTOS E JOGAM FORA OS QUE NÃO PRESTAM

Recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Este Evangelho nos traz a parábola da rede lançada ao mar. A rede é a Santa Igreja que, em seu trabalho missionário, atrai milhares de pessoas ao santo batismo. Entretanto, muitos não obedecem aos mandamentos de Deus, por isso não pertencem ao Reino de Deus e vão, aos poucos, abandonando a vida em Comunidade. São os peixes que não prestam que Deus Pai joga fora. “Recolhem os peixes bons em cestos.” Para que sejamos peixes bons, precisamos ler ou ouvir a Palavra de Deus com o coração aberto, colocando em prática, com generosidade, aquilo que aprendemos. A oração é prática fundamental para sermos bons filhos e filhas de Deus. Nós temos esperança de sermos peixes bons, e assim não sermos “jogados fora”. Temos esperança, não certeza. No mundo, estamos misturados, maus e bons. Precisamos, além do esforço contínuo de conversão, ser sal, luz e fermento na massa, inclusive dentro da nossa família e da nossa Comunidade cristã. “Todo mestre da Lei, que se torna discípulo…, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.” Os mestres da Lei correspondem aos nossos catequistas. Eles tinham toda uma bagagem de sabedoria e de experiências colhidas do Antigo Testamento. Aqueles que se tornavam discípulos de Jesus ajuntavam as coisas novas que aprendiam de Jesus com as coisas velhas que já sabiam e faziam uma síntese, o que os tornava verdadeiros sábios. Também nós vamos somar as nossas experiências do passado com as de hoje, visando a nossa santificação. Precisamos estar sempre abertos ao novo, mas sem jogar fora a sabedoria antiga. A nossa fé é viva e dinâmica; estamos sempre revendo, abandonando o que ficou caduco e dando um passo à frente. Dos mais velhos, nós aprendemos a riqueza da sabedoria acumulada por seus longos anos de vida; e dos mais novos, aprendemos as novas conquistas do mundo moderno. “Os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançando os maus na fornalha de fogo.” Aqui na terra, os maus e os bons estão misturados, mas não lá no céu. Haverá uma seleção rigorosa, que chamamos de juízo final. Nós pedimos a Deus que, nessa seleção, nós fiquemos do lado dos justos. Havia, certa vez, um senhor que todos os dias, quando voltava do trabalho à tarde, antes de entrar na sua casa dirigia-se a uma árvore que havia na frente da casa e tocava nela com as duas mãos. Depois entrava. Um dia, ele veio com um amigo, que era colega de serviço, e, quase sem perceber, fez aquele gesto. Foi até a árvore, encostou as duas mãos nela, ficou um tempinho em silêncio, depois voltou e os dois entraram na casa. No dia seguinte, o amigo lhe perguntou por que ele havia feito aquilo. Ele explicou: “É que, no serviço, eu fico nervoso, tenso e não quero passar isso para a minha esposa e meus filhos. Com esse gesto, eu descarrego minhas tensões na árvore e entro em casa bem calmo”. Na verdade, o que aquele homem fazia era uma autossugestão. Mas é válida. Nós não podemos descarregar nervosismos em quem não tem nada a ver com isso. Entretanto, muito mais eficaz que tocar numa árvore é recorrer a Deus pela oração. E uma boa dica é pedir o auxílio de Maria Santíssima. Se queremos ser peixes bons na rede do Senhor, um jeito fácil e copiar de Maria o seu jeito de ser discípula fiel do Senhor. Maria Santíssima é a Mãe e modelo da Igreja, a Rainha do Céu e da terra. Que ela nos ajude a sermos peixes bons, a fim de que os anjos não nos excluam. Recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.

9 – QUANDO NÓS ADERIMOS À PROPOSTA DE JESUS NÓS NOS TORNAMOS DISCÍPULOS DO REINO DOS CÉUS

Jesus compara o reino dos céus a uma rede lançada ao mar que apanha peixes de todo tipo. Mediante esta figura, nós também podemos entender o reino dos céus como uma proposta lançada por Jesus para todos nós, independentemente de quem somos. Jesus nos acena com um jeito de viver novo, de acordo com a vontade do Pai, dentro dos ensinamentos evangélicos que transformam paulatinamente a nossa mentalidade, e, consequentemente a qualidade da nossa existência. Quando nós aderimos à proposta de Jesus nós nos tornamos discípulos do reino dos céus e acontece em nós uma verdadeira metamorfose que depende também de um processo que exige paciência e maturidade. É como uma intervenção cirúrgica que um especialista realiza para tirar imperfeições. A “cirurgia plástica” da nossa alma, porém, só quem a pode realizar é o Espírito Santo, pois Ele é o especialista na nossa matéria espiritual. Por isso, no reino de Deus, como diz Jesus, as coisas velhas se confundem com as novas e só um perito espiritual poderá nos ajudar a fazer o discernimento. Dentro de nós há o velho e o novo. O Pai que é o Oleiro, o Mestre é quem pode nos ajudar pelo poder do Espírito Santo a nos despojar do que é inútil, do que está apodrecendo em nós e fazer valer apenas as coisas que são do coração de Deus que trarão para nós a felicidade, a concórdia, o amor. Dentro de nós há confusão, há dúvidas, porém antes que chegue o fim dos tempos nós poderemos nos deixar esclarecer pelo Espírito que há em nós a fim de, eternamente, participarmos do reino dos céus. Reflita – Você tem buscado o auxílio de Deus para suas dificuldades? – Você percebe as coisas boas e más que estão dentro do seu coração? – Você acha que Deus tem poder para transformar você num vaso novo? Amém! Abraço carinhoso!

10 – SOMENTE O REINO É DEFINITIVO

Esta parábola fecha um conjunto que se inicia no versículo 1 com a Parábola do Semeador, o panorama muda mas o ensinamento é o mesmo: o Reino é uma iniciativa Divina. Ás vezes, na visão rigorosa de Mateus, tem-se a impressão de que o homem em nada participa mas esta é uma visão enganosa. O evangelista precisava usar esta linguagem radical pois os seus conterrâneos não abriam mão da tradição onde despontavam nomes sagrados como o Rei Davi, o libertador Moisés e mais na origem o Patriarca Abraão. Para eles, Jesus de Nazaré não poderia ser maior que esses, não aceitavam que ele era o próprio Filho de Deus, inaugurador do Reino definitivo, e muito menos que Deus se ocupasse de outros povos e nações que não Israel, raça eleita, Nação Santa. Na rede jogada ao mar caem peixes de todas as espécies, grandes, pequenos, peixes de ótima qualidade mas também peixes que não serviam para ser aproveitados. Haverá no final uma seleção dos convocados, e Israel não tem lugar garantido só porque tem suas raízes na tradição, sendo povo da antiga aliança. Possivelmente, o que pensava um judeu tradicionalista era que Israel não passaria por nenhum julgamento pois já estavam assegurados. Por isso Mateus dá ênfase ao julgamento e ainda as consequências trágicas que virão para quem não for selecionado. Quando refletimos este evangelho corremos o risco de pensar mal de Deus, uma vez que os coitados dos peixes que caem na rede, nem imaginam o destino que espera para os que não passarem no controle de qualidade dos anjos. Entretanto o versículo final, alinhado á primeira leitura do Profeta Jeremias desfaz esse equívoco. O Doutor da Lei que se torna discípulo de Jesus, têm á sua frente o Baú do Antigo Testamento de onde, ele poderá agora tirar coisas novas e velhas, como um pai de família que ao fazer uma bela faxina em casa, vai separar algumas coisas que são úteis e outras que já não servem mais. O Doutor da Lei que se tornou discípulo do Senhor, agora olha para o Antigo Testamento a partir de Jesus e consegue separar coisas novas e velhas, pois com Cristo as escrituras antigas revelam seu verdadeiro e real sentido. Jesus Cristo, o Messias Salvador e Redentor, é a plena realização da profecia de Jeremias, pois Nele todo homem será remodelado, refeito, como um barro nas mãos do oleiro. Conclusão da parábola: basta que o homem se torne flexível e disponível para deixar-se modelar pela Graça Operante e Santificante da Graça de Deus, e ele será totalmente transformado… e daí, os peixes de menor qualidade que caíram na rede do Reino, poderão sim, serem transformados em bons. Somente os egoístas, egocentristas, fechados a graça de Deus, e que recusam deliberadamente a Salvação, é que serão jogados fora do Reino, e quando se darem conta da grande bobagem que fizeram, ao recusar a Vida Nova que em Jesus Deus lhes ofereceu, irão se remoer por toda eternidade, em um choro e ranger de dentes, expressão que Mateus muito usava, como uma luz amarela de atenção, aos seus conterrâneos, e que hoje serve de alerta ao homem da pós-modernidade, que parece não crer no poder da Graça transformadora de Deus, manifestada em Jesus.

11 – PARA SER FELIZ VERDADEIRAMENTE

A sede de felicidade foi colocada em nosso coração pelo próprio Deus, porque ele nos criou para sermos felizes com Ele. Mas o pecado desvirtuou o sentido da felicidade; e agora, ao invés de buscarmos a felicidade que traz alegria, corremos atrás da felicidade que traz somente o prazer. Inventaram agora um tal SEGREDO, através do qual você pode satisfazer todos os seus desejos não atendidos até hoje; é um sonho, uma miragem no deserto. A felicidade não é esta proposta por esta magia fantasiosa. A Carta da Felicidade é aquela que Jesus nos ensinou no Sermão da Montanha. Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas; mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz é saber usar as pedras nas quais tropeçamos para reforçar as bases da paciência e da tolerância. Não é apenas se encantar com os aplausos e elogios; mas saber encontrar uma alegria perene no anonimato. Ser feliz não é voar num céu sem tempestade, caminhar numa estrada sem acidentes, trabalhar sem fadiga e cansaço, ou viver relacionamentos sem decepções; é saber tirar a alegria de tudo isto e apesar de tudo isto. Ser feliz não é só valorizar o sorriso e a festa, mas saber também refletir sobre o valor da dor e a tristeza. Não é só se rejubilar com os sucessos e as vitórias, mas saber tirar as grandes lições de cada fracasso amargo. Ser feliz é não se decepcionar e nem desanimar com os obstáculos e dificuldades, mas usá-los para abrir as janelas da inteligência e modelar a maturidade. Ser feliz é ser forte na hora de perdoar, ter esperança no meio da batalha árdua, lutar com bravura diante do medo, saber suportar os desencontros. É acreditar que a vida é a maior empresa do mundo. Ser feliz é jamais desistir de si mesmo e das outras pessoas. É jamais desistir de ser feliz; vivendo e crendo que a vida é um espetáculo e um banquete. Ser feliz é uma atitude de vida; uma maneira de encarar cada dia que recebemos como um lindo presente de Deus. É não se esquecer de agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida que se renova. Ser feliz é crer que há pessoas esperando o seu sorriso e que precisam dele. É saber procurar o que há de bom em tudo e em todos, antes de ver os defeitos e os erros. Ser feliz é não fazer dos defeitos dos outros uma distância mas uma oportunidade de aproximação e de doação de si mesmo. É saber entender as pessoas que pensam diferente de nós e saber ouvi-las atentamente, sem respondê-las com raiva. Ser feliz é saber ouvir o que cada pessoa tem a nos dizer, sem prejulgar ou desprezar o que tem para nos dizer. É saber sonhar, mas sem deixar o sonho se transformar em fuga alienante. Ser feliz é fazer dos obstáculos degraus para subir, sem deixar de ajudar aqueles que não conseguem subir os degraus da vida. É saber a cada dia descobrir o que há de bom dentro de você e usar isto para o seu bem e o dos outros. Ser feliz é saber sorrir, mas sem se esconder maliciosamente atrás do sorriso; mostrar-se como você é, sem medo. É não ter medo dos próprios sentimentos e ter coragem de se conhecer e de se amar. É deixar viver a criança alegre, feliz, simples e pacífica que existe dentro de você. Ser feliz é ser capaz de atravessar um deserto fora de si mesmo, mas ser sempre capaz de encontrar um oásis dentro no seu interior. Ser feliz é ter coragem de ouvir um Não e continuar a caminhada sem desanimar e desesperar. É ser capaz de recomeçar de novo quando se errou o caminho. É acreditar que a vida é mais bela do que a suas dores, desafios, incompreensões e crises. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se fazer autor da própria história. Ser feliz é ter maturidade para saber dizer “eu errei”; “eu não sei”; “eu preciso de você”… Ser feliz é ter os pés na terra e a cabeça nas estrelas; ser capaz de sonhar, sem medo dos sonhos, mas saber transformar os sonhos em metas. Ser feliz é ser determinado e nunca abrir mão de construir seu destino e arquitetar sua vida; não ter medo de mudanças e saber tirar proveito delas. Saber tornar o trabalho objeto de prazer e realização pessoal. Ser feliz é estar sempre pronto a aprender e se orgulhar de absorver o novo. Ter coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados. Sem medo de errar. Ser feliz é saber construir equipes e se integrar nelas. Não tomar para si o poder, mas saber compartilhá-lo. Saber estimular e fortalecer os outros, sem receio que lhe façam sombra. É saber criar em torno de si um ambiente de fé e de entusiasmo. Ser feliz é não se empolgar com seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto. É ter a percepção do todo sem perder a riqueza dos detalhes. Ser feliz é não se esquecer de agradecer o Sol, desfrutar gratuitamente dos encantos da natureza, do canto dos pássaros, do murmúrio do mar, do brilho das estrelas, do aroma das flores, do sorriso das crianças. Ser feliz é cultivar muitas amizades; é estar pronto para ser ofendido sem ofender, sem julgar e condenar. Ser feliz é não ter inveja e saber se contentar com o que se tem; é saber aproveitar o tempo que passa; é não sofrer por antecipação o que ainda não aconteceu; é saber valorizar acima de tudo a vida. Ser feliz é falar menos do que se pensa; é cultivar uma voz baixa. É nunca deixar passar uma oportunidade sem fazer o bem a alguém. Ser feliz é saber chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, rezar com os que rezam. Ser feliz é saber discordar sem se ofender e brigar; é recusar-se a falar das faltas dos outros; é não murmurar. Ser feliz é saber respeitar os sentimentos dos outros; não magoar ninguém com gracejos e críticas ácidas. Ser feliz é não precisar ficar se justificando; pois os amigos não precisam de explicações e os inimigos não acreditam nelas. Ser feliz é nunca se revoltar com a vida; é agir como a árvore que permanece calada mesmo observando com tristeza que o cabo do machado que a corta é feito de sua madeira. Ser feliz é ser como a raiz da árvore que passa a vida toda escondida para poder sustenta-la. Ser feliz é não deixar que a tristeza apague o seu sorriso; é não permitir que o rancor elimine o perdão; que as decepções eliminem a confiança; que o fracasso vença o desejo da vitória; que os erros vençam os acertos; que a ingratidão te faça parar de ajudar; que a velhice elimine em você o animo da juventude; que a mentira sufoque a verdade. Ser feliz é ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; é ter coragem para ter dúvida. Ser feliz é ter o universo como caminho; o amor como lei; a paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta. Ser feliz é amar a Deus e ao próximo.

12 – SEJA MISERICORDIOSO ANTES QUE O JUSTO JUIZ CHEGUE

Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência. Suportou um traidor entre Seus discípulos até à Sua Paixão e disse: “Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo”. Para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse, sempre para a margem, todo o tipo de peixes: bons e maus. É o Reino comparado à grande rede lançada ao mar que, para nós, é o mundo. Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13). No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia. Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora. Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância. Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade.  e a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.

13 – …

14 – …

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

A fé nos faz sentir a ação de Deus em nossa vida. Como barro nas mãos do oleiro, assim somos nós nas mãos do Senhor. Contudo ele respeita a individualidade de cada um e permite a convivência na diversidade.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

As leituras nos mostram que a história do povo de Deus se apoia na iniciativa gratuita do Senhor de ir ao encontro das pessoas e que o reino dos céus é como uma rede que acolhe a todos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36)

Antífona da comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.

— Conservai, Senhor, vossa alegria no caminho do bem.
— Ajudai-nos a tornar decisões responsáveis e refletidas.
— Dai-nos conhecer vossa vontade e deixar-nos conduzir por ela.
— Ensinai-nos a respeitar a liberdade e as opções de cada um.
— Iluminai nossos governantes, para que cresçam na honestidade e na solidariedade.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

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