LDP: 03/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

03/AGO/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

Jeremias 26,1-9 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 No início do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, foi comunicada da parte do Senhor esta palavra, que dizia: 2 “Assim fala o Senhor: Põe-te de pé no átrio da casa do Senhor e fala a todos os que vêm das cidades de Judá, para adorar o Senhor no templo, todas as palavras que eu te mandei dizer. Não retires uma só palavra; 3 talvez eles as ouçam e voltem do mau caminho, e eu me arrependa da decisão de castigá-los por suas más obras. 4 A eles então dirás: Isto diz o Senhor: Se não vos dispuserdes a viver segundo a lei que vos dei, 5 a escutar as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, 6 farei desta casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos os povos da terra”. 7 Os sacerdotes e profetas, e todo o povo presente ouviram Jeremias dizer estas palavras na casa do Senhor. 8 Quando Jeremias acabou de dizer tudo e que o Senhor lhe ordenara falasse a todo o povo, prenderam-no os sacerdotes, os profetas e o povo, dizendo: “Este homem tem que morrer! 9 Por que dizes, em nome do Senhor, a profecia: ‘Esta casa será como Silo, e esta cidade será devastada e vazia de habitantes’?” Todo o povo juntou-se contra Jeremias na casa do Senhor.

Salmo 68(69),5.8-10.14 (R. 14c) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 14c Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.
— 5 Mais numerosos que os cabelos da cabeça, são aqueles que me odeiam sem motivo; meus inimigos são mais fortes do que eu; contra mim eles se voltam com mentiras! Por acaso poderei restituir alguma coisa que de outros não roubei?
— 8 Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; 9 eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. 10 Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
— 14 Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha!

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 13,54-58 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 54 dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55 Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56 E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso? 57 E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58 E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração? São muitas, mas me detenho na última expressão: “Jesus não pode fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé”. Os bispos, na Conferência de Aparecida, disseram que se dissolve a relação com Deus: “Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus; “aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século… Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas” (Bento XVI, Discurso Inaugural). (DAp 44). Compreendo porque na minha vida também não acontecem muitos milagres? Tenho uma fé fraca, quero que tudo seja provado, justificado, da forma como penso. Não aceito o diferente, que o projeto de Deus seja diferente do meu. Tenho dificuldade em aceitar verdades de pessoas com quem convivo, iguais a mim.

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 13,54-58, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Jesus está na cidade onde havia sido criado: Nazaré. Ensina na sinagoga – casa de oração do seu povo – e todos se admiram com sua sabedoria. É a prova de que Jesus é o Filho de Deus e não apenas filho do carpinteiro. Seus conterrâneos, talvez por baixa autoestima, mas sobretudo, pela falta de fé, questionam a origem da autoridade dele: “De onde vem a sabedoria dele e o seu poder?” Não conseguem compreender que um conhecido deles seja Filho de Deus. E o rejeitam. O Mestre vive uma experiência semelhante à dos profetas que também foram rejeitados, desprezados, até mortos de forma cruel. “Porque eles não tinham fé”, Jesus, não pode fazer ali, em Nazaré, muitos milagres.

… e a VIDA …

Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é para ver além das aparências e reconhecer a presença de Deus nas coisas mais simples do meu dia.

REFLEXÕES:

1 – O PROJETO DE DEUS NASCE NO MEIO DO POVO

No tempo de Jesus o judaísmo tinha suas esperanças na vinda de um messias que restauraria o antigo império de Davi, glorioso, segundo dizia a tradição. Estas esperanças tinham suas raízes naquelas tradições que engrandeciam o antigo reinado de Davi e na teologia de poder elaborada pelas elites sacerdotais no retorno do exílio da Babilônia. Estas elites visavam consolidar seu poder e seus privilégios. O projeto de Deus não é o de estabelecer estruturas de realeza e poder. O projeto de Deus é resgatar e promover a vida entre os pobres e excluídos, criando laços pessoais e sociais de fraternidade e partilha. Este projeto nasce no meio do povo. Nasce em uma insignificante cidade da Galileia, na casa de um simples carpinteiro, José. Este projeto nasce com a proclamação de seu filho Jesus de Nazaré. Jesus reconhecidamente tem sabedoria e energia de comunicação. Mas sua origem humilde choca as pessoas submetidas à ideologia de poder do judaísmo. Rejeitado por aqueles seduzidos pelo poder, Jesus encontra acolhida entre os pobres e pequeninos.

2 – JESUS QUASE NADA PODE FAZER EM NAZARÉ

Nosso olhar está sempre voltado para as realidades aparentes e, normalmente, estas realidades se sobrepõem diante do que é invisível aos nossos olhos. É o caso do Evangelho de hoje, que nos mostra que as pessoas estavam com os olhos fixos nas aparências de Jesus, na sua origem, na sua família e na sua profissão, não sendo capazes de enxergar além e ver nele aquilo que as suas obras tornavam manifesto que é a sua divindade. O resultado disso tudo é que as pessoas do tempo de Jesus não foram capazes de reconhecê-lo na sua totalidade, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tudo isso aconteceu por causa da dureza de seus corações.

3 – O MESTRE SOB SUSPEITA

A sabedoria de Jesus deixou intrigada a população de Nazaré, onde ele vivera desde a infância: De onde lhe vinham tanta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não era possível que o filho de um carpinteiro, bem conhecido no povoado, manifestasse uma sabedoria maior que a dos grandes mestres. Era inexplicável como alguém, cujos parentes nada tinham de especial, falasse com tamanha autoridade. Os concidadãos de Jesus suspeitavam dele, e não acreditavam de que estivesse falando e agindo por inspiração divina. Por este motivo, o Mestre tornou-se para eles motivo de escândalo. A experiência de rejeição não chegou a desanimar Jesus. Ele se deu conta de estar vivendo uma situação semelhante à dos antigos profetas de Israel. Nenhum deles foi aceito e reconhecido pelo povo ao qual tinham sido enviados. Antes, todos foram desprezados e humilhados, quando não, assassinados de maneira perversa e desumana. Jesus não perdeu tempo com quem se obstinava em não aceitá-lo. Por isso, não realizou em Nazaré muitos milagres. Seria perda de tempo, acarretaria ainda mais maledicência, acirraria os ânimos do povo. Por isso, seguiu em frente, buscando quem estivesse aberto para deixar-se tocar por sua mensagem. O fracasso não o abateu nem atenuou o ardor com que realizava a missão que o Pai lhe tinha confiado.

4 – PEÇAMOS, HOJE E SEMPRE, UM REVIGORAR DO DOM DA FÉ

Irmãos e irmãs, no capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, encontramos Jesus Cristo em Sua plena atividade apostólica, a qual Ele estende para a localidade de Nazaré, sua cidade e lugar escolhido pela Divina Providência para a Sua vida oculta. Ali, Cristo viveu e cresceu humanamente, cumprindo a vontade do Pai secretamente, em meio aos seus: “E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Embora o texto sagrado correspondente ao Evangelho de hoje (cf. Mt 13,54-58) aparente uma admiração daquele povo, inclusive dos familiares do próprio Jesus – ou seja, pessoas do seu clã -, eles desconheciam a origem da ação miraculosa e sábia do Nazareno: “De onde vêm essa sabedoria e esses milagres?” (Mt 13,54). Nas entrelinhas, eles estavam testemunhando que a tradição religiosa e suas raízes culturais – tampouco a atividade laboral realizada na carpintaria – não poderiam servir como causa de tantas maravilhas na vida e na obra de Jesus, ou seja, de um concidadão. De certa forma, podemos estar de acordo com as interrogações daquele povo. Mas existem causas profundas que o texto vai desvelando e que não podemos concordar, caso queiramos ser os apóstolos dos tempos atuais. Vejamos: Da parte de Jesus Cristo, Ele testemunhou que não negava em seu mistério e ministérios as suas raízes religiosas, pois ensinava na sinagoga e sabiamente acolheu a sua procedência, ainda que não fosse numa localidade louvada, como o mesmo evangelista deu a entender sobre a região, onde também estava Nazaré: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galileia, entregue às nações pagãs! O povo que estava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu” (Mt 4,15). Jesus sempre esteve no lugar certo e na hora certa, para iluminar e salvar… Mas houve aqueles que, em Nazaré, preferiram as trevas (a exemplo de muitos ainda hoje). Uma reação que não correspondeu e nem está nos planos de Deus para ninguém mas, nem por isso, estas atitudes são desconhecidas pela ação da Palavra de Deus neste mundo: “Ela estava no mundo, e o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo 1,11). Por isso, o último versículo do Evangelho de hoje é esclarecedor ao fornecer o motivo pelo qual Jesus havia se tornado um “escândalo”, uma pedra de tropeço para aquele amado povo e não o orgulho da nação: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13,58). De fato, em relação ao mistério e ministério do Verbo encarnado para a salvação dos povos e de cada um, passa ordinariamente pela resposta da fé de cada um. Uma verdade que a Igreja Católica e Apostólica pode constatar através dos seus primeiros arautos, os quais não desistiram do anúncio, ainda que experimentando na própria pele o que significa ser “profeta desvalorizado e desprezado pelos seus” (cf. Mt 13,57). O exemplar São Paulo percebeu as consequências da incredulidade a não poupar nenhuma cultura ou nação: “Pois tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,22-24). Isto também traz uma verdade subjacente: o dom da fé vem do Alto e não nasce naturalmente com cada pessoa. Não é fruto de uma “geração espontânea”. Fé, é antes de tudo, um dom da Misericórdia Divina. A origem é divina e a recepção é humana. Por isso, neste tempo de Nova Evangelização, não podemos estranhar o desprezo de muitos e tampouco nos escandalizarmos com a incredulidade que ainda existe no mundo atual. Mas que os apóstolos de hoje possam prosseguir a missão segundo o zelo pela salvação das almas que ardia e – até o fim dos tempos – queima no Coração Sagrado e desprezado de Jesus Cristo, o qual sustenta o ministério apostólico de Sua Igreja, como fez com Paulo, o apóstolo das nações. Peçamos hoje e sempre um revigorar do dom da fé para todos os anunciadores de Jesus Cristo, como Igreja enviada a uma Nova Evangelização, e um despertar do mesmo dom aos batizados que não cultivam a fé. Quanto aqueles que não possuem ainda a fé, ou a desprezaram por completo, não esqueçamos daquela atitude misericordiosa de Jesus Cristo, que não negou ser de Nazaré e ali fez alguns milagres. Nesta reação de Cristo encontramos também uma palavra de revelação da vontade do Pai das Misericórdias a todos os profetas que já experimentam o desprezo e a desvalorização por causa da missão cumprida nos tempos atuais. Repito: para a Palavra de Deus, as piores reações humanas não são nem novidade e muito menos desmotivação para a missão de salvar almas: “Mas nem todos obedeceram à Boa Nova, pois Isaías diz: ‘Senhor, quem acreditou em nossa pregação?’ Logo, a fé vem pela pregação e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10,16).

5 – NÃO É ELE O FILHO DO CARPINTEIRO?

Irmãos lembrai-vos do patriarca José […], de quem José, o esposo de Maria, herdou não apenas o nome mas também a castidade, a inocência e as graças. […] O primeiro recebeu do céu a interpretação dos sonhos (Gn 40;41); o segundo não só teve conhecimento dos segredos do céu, como teve a honra de neles participar. O primeiro providenciou o sustento a todo um povo, fornecendo-lhe trigo em abundância (Gn 41,55); o segundo foi estabelecido como guardião do pão vivo que veio para dar pessoalmente a vida ao mundo inteiro (Jo 6,51). Não há dúvida de que José, que foi noivo da mãe do Salvador, foi um homem bom e fiel, ou antes, o «servo bom e fiel» (Mt 25,21) que o Senhor colocou à frente da Sua família para ser a consolação de Sua mãe, o pai nutrício da Sua humanidade, o colaborador fiel no Seu desígnio para o mundo. E era da casa de David […], descendente da estirpe real, nobre por nascimento, mas ainda mais nobre de coração. Sim, era verdadeiramente filho de David, não apenas pelo sangue, mas pela sua fé, pela sua santidade, pelo seu fervor no serviço de Deus. Em José o Senhor encontrou verdadeiramente, como em David, «um homem segundo o Seu coração» (1Sm 13,14) a quem pôde confiar, com toda a segurança, o maior segredo do Seu coração. Ele revelou-lhe «a sabedoria que instrui no segredo» (Sl 50, 8), deu-lhe a conhecer uma maravilha que nenhum dos príncipes desta terra conheceu; concedeu-lhe, enfim, ver o que «muitos profetas e reis quiseram ver […] e não viram», escutar o que muitos queriam «ouvir […] e não ouviram!» (Lc 10,24). E não apenas vê-Lo e ouvi-Lo, mas também levá-Lo nos braços, conduzi-Lo pela mão, apertá-Lo ao coração, abraçá-Lo, alimentá-Lo e cuidar d’Ele.

6 – UM PROFETA SÓ NÃO É VALORIZADO EM SUA PRÓPRIA CIDADE E NA SUA PRÓPRIA CASA

Hoje, como naquele tempo, é difícil falar de Deus àqueles que nos conhecem há muito tempo. No caso de Jesus, são João Crisóstomo comenta: «Os nazarenos admiravam-se Dele, mas essa admiração não os levava a crer, mas a sentir inveja, como se dissessem: `Porque Ele, e não eu´». Jesus conhecia bem aqueles que em vez ouvi-lo, escandalizavam-se por causa Dele. Eram parentes, amigos, vizinhos pessoas que Ele apreciava, mas justamente a eles não chegará a mensagem da salvação. Nós — que não podemos fazer milagres nem temos a santidade de Cristo— não provocaremos inveja (ainda se por acaso possa acontecer, se realmente nos esforçarmos por viver como cristãos). Seja como for, nos encontraremos, como Jesus, com aqueles a quem amamos ou apreciamos, são os que menos nos escutam. Neste sentido, devemos recordar, também, que as pessoas veem mais os defeitos do que as virtudes, e aqueles que estiveram ao nosso lado durante anos podem dizer interiormente — Tu que fazias (ou fazes) isto ou aquilo, o que vais me ensinar? Pregar ou falar de Deus entre as pessoas do nosso povo ou família é difícil, mas é necessário. É preciso dizer que Jesus quando ia a casa estava precedido pela fama de seus milagres e sua palavra. Talvez, nós precisaremos estabelecer um pouco de fama de santidade por fora (e dentro) de casa antes de “predicar” às pessoas da casa. São João Crisóstomo acrescenta no seu comentário: «Presta atenção, por favor, na amabilidade do Mestre: não lhes castiga por não ouvi-lo, mas diz com doçura: `Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa´(Mt 13,57). Resulta evidente que Jesus iria-se triste desse lugar, mas continuaria suplicando para que sua palavra salvadora fosse bem-vinda no seu povo. E nós (que nada vamos perdoar ou deixar de lado), igual temos que orar para que a palavra de Jesus chegue até aqueles que amamos, mas não querem nos ouvir.

7 – SANTO DE CASA

Quando Jesus chegou a sua “terrinha” de Nazaré, acompanhado dos discípulos, deve ter causado um verdadeiro “rebuliço”, pois a fama de suas pregações e milagres já tinha chegado por ali, e no sábado, como todo piedoso judeu, foi á celebração da palavra da comunidade, onde qualquer pessoa adulta poderia partilhar o ensinamento na hora da reflexão, e Jesus, usando desse direito, começou a pregar á sua gente fazendo a homilia. O povinho da terra nunca tinha ouvido uma pregação feita com tanta sabedoria, que superava o ensinamento dos Mestres da Lei e Fariseus, imaginemos que na comunidade, algum ministro da palavra pregue melhor do que o padre… E com o estudo teológico acessível aos leigos, isso hoje não seria novidade. Aquilo que causa muita admiração, também logo acabará despertando inveja e ciúmes. Basta que olhemos para os nossos trabalhos pastorais, onde o carisma das pessoas não deveria jamais perturbar o coração de ninguém, ao contrário, deveria motivar um hino de louvor, por Deus ter dado a alguém um carisma tão belo, colocado a serviço da comunidade. Mas logo surgem os questionamentos maldosos: Como é que ele faz isso? Onde aprendeu? Quem o ensinou, de onde é que vem todo esse saber? Será que o padre o autorizou? (esta última coloquei por minha conta) E a admiração, contaminada por sentimentos de inveja, vai logo se transformando em desconfiança aumentando o questionamento: “Quem ele pensa que é, para falar assim com a gente? Será que ele não se enxerga? E ainda tem gente que o aplaude…” Os que não gostam muito do padre, logo vão afirmar que o sujeito faz parte da sua “panelinha”, ou então, irão inventar alguma coisa para que o padre “corte a asinha” do tal. As pessoas, quando enxergam algo de extraordinário no carisma de alguém, começam a fazer do sujeito uma referência importante, acham que a sua oração é especial, que um toque de sua mão poderosa pode realizar curas prodigiosas, e em pouco tempo, a propaganda é tanta, que o tal não pode mais sair as ruas que é logo procurado para resolver os mais complicados problemas, inclusive de relacionamento entre as pessoas, apaziguar casais brigados, aconselhar jovens, e assim a sua palavra se torna poderosa e em consequência passa a ter poder religioso paralelo, e se na comunidade não houver um espaço para ele atuar, terão de criar um, pois ele precisa ser o centro das atenções. Jesus não quis formar um grupo só para ele, para bater de frente com os Doutores da lei, escribas e fariseus, e como ele pertencia a uma das famílias do local, a ponto de sua mãe e seus irmãos serem de todos conhecidos, começaram a vê-lo como um vulgar, que nada de extraordinário tinha feito em Nazaré, para que merecesse toda aquela fama. Na verdade, Jesus não quis assumir o papel de “Salvador da Pátria”, diferente de muitos cristãos, que se julgam o máximo naquilo que fazem, e pensam que sem eles, a comunidade estaria perdida. Essa rejeição á ele, suas obras e ensinamentos, iria se ampliar e lhe traria consequências muito trágicas na cruz do calvário, tudo porque suas palavras anunciavam um reino novo, que exigia uma total renovação e mudança de vida. Na sinagoga de Nazaré foi assim, e nas nossas comunidades, não é muito diferente. Quem prega mudanças de mentalidade e conduta, vai sempre arrumar uma bela de uma encrenca. Enfim, o Jesus que há dentro de nós, criado pelas nossas fantasias, ou fruto de nossas ideologias sociais ou políticas, não coincide com esse Jesus, Profeta de Nazaré, Ungido de Deus. E o pior, é que projetamos tudo isso nas pessoas que lideram a comunidade, nos cooperadores, nos coordenadores, nos ministros, nas catequistas, nos padres e diáconos e assim vai. Um dia, basta um desentendimento mais sério e o nosso Jesus idealizado “vai pro espaço” com a pastoral e o movimento. Quanto mais somos realistas em nossa fé, mais nos adequamos á comunidade aceitando-a como ela é, quanto mais nos iludimos com o Jesus da nossa fantasia, mais difícil será vivermos em comunidade, aceitando as pessoas do jeito que elas são. Daí, como em Nazaré, nenhum milagre acontece, por causa dessa fé infantil e ilusória…

8 – A FAMA DE JESUS SE ESPALHOU

Muito embora Jesus não pretendia ser famoso, sua fama se espalhou por todos os cantos, chegando aos ouvidos do governador Herodes, o qual sem entender nada, pensou que se tratava de João Batista que havia ressuscitado. Prezados irmãos. Nós devemos seguir Jesus e servir ao Reino de Deus, sem pretender ser famosos, mais sim anunciando sua palavra pelo testemunho e pela evangelização, sem nos importar com qualquer tipo de rejeição, resistência, chacotas e outras coisas que possam nos desestimular ou mesmo desanimar. Seguir Jesus é não buscar a glória pessoal, mais sim a glória de Deus Pai e a salvação dos nossos irmãos afastados da vida religiosa. Isto porque, diariamente Deus bate a nossa porta, e espera de nós uma atitude de resposta positiva em relação a uma mudança de vida. Do mesmo modo, os escolhidos para trabalhar na construção do Reino de Deus, precisam buscar Deus com todas as suas forças, pois sem o seu auxílio ninguém será capaz de anunciá-lo com eficácia. Pode até tentar, fazer belos discursos, gritar, fazer gestos, porém nada disso convence a quem está ouvindo ou assistindo. Pois são como os tambores. Fazem muito barulho porque são ocos por dentro. Tais evangelizadores uma vez não estando com Deus, embora façam bastante barulho, não conseguem levar Deus ao irmão. Porque ninguém pode dar o que não tem. Se você não tem Deus consigo, jamais poderá levá-Lo ao irmão. O cristão fiel é aquele que lê, escuta, pratica e depois ensina a palavra de Deus. E neste praticar está incluída muita oração. Por que sem se aproximar sinceramente de Deus, sem se aproximar da Luz, não podemos levar a luz aos outros. O Cristão fiel não se cala, não cessa de tentar levar Cristo ao outro, sem medir as dificuldades, sem buscar a fama, e mesmo em risco de morte, como o fizeram muitos santos da Igreja. E fazendo isso podemos de verdade ser chamados de cristãos, pois estamos imitando o missionário do Pai, o Cristo ressuscitado dos mortos.

9 – JESUS FOI REJEITADO EM SUA PÁTRIA

“Seguir a Cristo é não abster-se de testemunhar a palavra de Deus, mesmo que à custa de rejeição e sofrimento”. O maior legado dos primeiros cristãos foi a coragem de enfrentar os opositores de Cristo e falar abertamente a palavra da libertação. Sofreram muito, foram perseguidos, presos torturados e insultados. Entretanto, não desanimaram. Fincaram a palavra de Deus no coração de muitos povos e fez Cristo ser conhecido pelas atitudes de vida e amor. Agora, testemunhar a palavra de Deus é não temer a rejeição, mas conclamar o povo de Deus para abrir os olhos para não cair nas armadilhas do encardido. Levar a mensagem do Cristo libertador que lutou pelo seu povo e, a maior prova foi a entrega na cruz, sempre para encontrar o caminho certo que levará para ao Pai. Porém, testemunhar a Santa Palavra, não é somente falar, mas vivê-la na integridade, na partilha, na justiça e no amor. Para falar de Cristo, preciso viver no Cristo e sentir o que Cristo sentiu: as dores dos açoites e as dores das calúnias. Testemunhar é ser fiel no Criador. Elencar com maestria seus ensinamentos de vida, mesmo correndo o risco de ser coagido ou morto. Claro que ninguém quer ser um mártir e não precisa de tanto, mas quando assume e missão de levar a palavra de Deus aos pequenos e alertá-los dos bodes que estão à espreita, pode sim correr o risco de ser calado. Os malignos conseguiram calar Jesus ao transpassar a espada em seu peito, e não vão medir esforços para eliminar quem quer que seja, basta tocar na ferida ou falar das corrupções podres. Veja o que aconteceu com Jesus, foi rejeitado pelos seus compatriotas! Ao chegar à sua cidade não foi bem recebido pelo povo. Sabe por que Jesus foi rejeitado? Porque era filho de família pobre! Jesus nasceu num lugarejo paupérrimo e seus parentes continuaram na vida humilde e sofredora. O povo tem aversão pela pobreza, mas vive a pobreza. Enquanto Jesus pregava na sinagoga o povo ruminava: “não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então de onde vem tudo isso? Mesmo diante de tantas injurias Jesus não desanimou. Fez muitos milagres no lugarejo e mostrou para seu povo que um profeta só não é estimado em sua própria pátria e família, mas com certeza, o amor de outras famílias e povo, pôde enrijecer ainda mais no trabalho missionário. Portanto, não temais em pregar a palavra de Deus, pois ele fortalece o povo para conciliar na bondade, na justiça e na paz. Jesus foi perseguido não pelas injustiças, mas pela sua presença e pelo ardor missionário da libertação. Amamos os profetas ou rejeitamos?

10 – … DE ONDE LHE VEM TANTA SABEDORIA

Dificilmente, reconhecemos a sabedoria presente nas pessoas simples, preferimos acreditar nas palavras retóricas das pessoas de alto “nível intelectual”. Com isso, deixamos escapar as mensagens que Deus quer nos passar através dos “pequenos”. Esquecemos de que Jesus, o Mestre de todos os mestres, o profeta Maior de todos os tempos, serviu-se de meios humanos bem simples, para realizar as maravilhas de Deus no meio de nós! Todos nós sabemos que um profeta nunca é reconhecido no meio em que vive, muitas vezes, é preciso que ele deixe o seu lugar de origem, para levar a verdade do evangelho a lugares onde o que será avaliado, não é a sua pessoa, e sim, a mensagem de Deus dirigida ao povo através dele! Ninguém estudou para ser profeta e nem o é, porque escolheu ser, o profeta nasce de um anseio de alguém, que ao conhecer a verdade, não consegue calar diante da mentira e da injustiça! O que sai da boca do profeta, não são palavras suas, são palavras inspiradas por Deus, que tem como finalidade despertar a humanidade sobre os valores do Reino! Ele é a voz que grita em defesa de um povo, é aquele que não se intimida diante dos poderosos, que tem coragem de denunciar suas falcatruas, levando a público suas ações contrárias a vida. O verdadeiro profeta denuncia e anuncia, ele é um eterno insatisfeito, nunca se contenta com o que faz, está sempre acreditando que pode fazer algo mais. Um profeta nunca tem consciência de que é um profeta, ele é alguém que se sustenta de uma fé profunda, uma fé que ele nunca separa da vida. Ele é seguro naquilo que fala, tem a clareza da presença de Deus em sua vida e vive esta presença, por isto fala com autoridade. A vida de união e comunhão com Deus, vai impregnando a vida do profeta, de tal modo que ele vai aos poucos, aprendendo a interpretar os acontecimentos políticos, sociais e religiosos sempre à luz de Deus. Nenhum profeta teme pela sua segurança e nem deseja se destacar, o que ele deseja mesmo, é denunciar o que não está certo e anunciar a verdade que liberta. A sua maior aspiração é o bem comum, por isto, está sempre disposto a lutar por este bem maior, ainda que para isto, tenha que sacrificar sua própria vida! “Um profeta não é estimado na sua Pátria, entre seus parentes e familiares”. Estas palavras de Jesus, descritas no evangelho de hoje, nos desperta para um questionamento: estamos acolhendo bem o profeta que vive no nosso meio? Ou acolhemos somente o profeta que vem de fora? Jesus passou pela experiência dos muitos profetas do antigo testamento, além das autoridades políticas, religiosas, também seus conterrâneos o rejeitaram. É o que ainda acontece com muitos profetas de hoje, eles também passam por esta experiência que Jesus passou: rejeição, indiferença, hostilidade… Finalizando esta reflexão vou relatar um pequeno fato que pode nos mostrar claramente o não reconhecimento de um profeta no meio em que vive: Em uma comunidade, as pessoas se reuniam uma vez por semana, para um encontro de reflexão. Nestes encontros, lia-se uma mensagem, cujo nome do autor não era divulgado. A mensagem era bem acolhida por todos. Seu conteúdo, levava a crer, que eram escritas por alguém de grande sabedoria. Até que um dia, o povo descobriu quem era o autor de tais maravilhas: se tratava de um simples jardineiro, um grande observador da natureza. Suas mensagens tinham como finalidade conscientizar o povo da importância da preservação da natureza. A partir de então, tais mensagens, passaram a não ter o mesmo valor para o povo, pelo simples fato de serem escritas por um humilde jardineiro. FIQUE NA PAZ DE CRISTO!

11 – NÃO É ELE O FILHO DO CARPINTEIRO?

Não é ele o filho do carpinteiro? Hoje é o Dia do Trabalhador e a festa de S. José Operário. Parabéns a você, trabalhador ou trabalhadora, pelo seu dia! O Evangelho narra que Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, de modo que os ouvintes ficavam admirados. E comentavam entre si: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro?” Isso mostra que S. José era um profissional, um homem que amava o trabalho, amava tanto que era conhecido na cidade como “O carpinteiro”. Ele passou a vida toda fabricando ou consertando móveis domésticos. E mostra também que os ouvintes tinham preconceito contra a profissão de carpinteiro, que era uma profissão humilde e de gente pobre. É idêntico ao preconceito que muitos têm hoje contra o povo da roça, chamando-os de caipiras, roceiros, matutos etc. Sendo que são eles que plantam e colhem os alimentos que todos os dias vêm à nossa mesa. Queremos celebrar hoje todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem exceção. Do lixeiro ao prefeito da cidade, da professora à empregada doméstica, e na roça, do dono da terra ao último peão. Homenageamos S. José, carpinteiro, Maria, a esposa e dona de casa, e Jesus que também exercia, junto com o pai, a profissão de carpinteiro. E depois, na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é também trabalho. Isso mostra que a Família de Nazaré, colocada por Deus como nosso modelo, era uma família de trabalhadores. Maria Santíssima, além do seu trabalho em casa, ainda encontrava tempo para ajudar as pessoas, como a sua prima Isabel, os noivos de Caná etc. Deus trabalha, como vemos na Bíblia: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava deserta e vazia e as trevas cobriam o abismo… Deus disse: ‘Faça-se a luz’…” (Gn 1,1-3). E quando Deus criou o homem e a mulher, disse-lhes: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu…” (Gn 1,28). “Quem não quer trabalhar também não coma” (2Ts 3,10). O trabalho, além de garantir o sustento nosso e da nossa família, nos dignifica, nos realiza e desenvolve as nossas qualidades. O trabalho afasta as tentações. O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de servir”. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho. A sociedade deve ser organizada de tal modo que todos tenham oportunidade de trabalhar. O desemprego é um pecado social. É triste ver filas enormes de pretendentes ao um trabalho, filas desproporcionais ao número de vagas. Precisamos unir esforços para que haja reforma agrária e que os trabalhadores da cidade sejam capacitados para o serviço que exercem. A organização de cooperativas e de sindicatos são excelentes recursos que os trabalhadores têm em mãos para conquistar seus direitos. E queremos que haja justiça no trabalho. Que não haja desemprego nem trabalho informal, pois todos têm direito aos benefícios das leis trabalhistas. Quanto aos trabalhadores, que sejam honestos e dignos de confiança. “Quem madruga Deus ajuda”. Quem sabe, nós também possamos, além da nossa luta diária, colaborar um pouco na nossa Comunidade cristã. Nós sairemos ganhando e a Comunidade também. Certa vez, um padre comprou uma chácara e contratou um chacareiro que foi morar nela com a sua família. Um dia, o padre pediu a amigo seu agrônomo que fosse lá dar umas orientações ao chacareiro. Dias depois, o padre foi à chácara. Logo que encontrou o chacareiro, perguntou-lhe: “O meu amigo agrônomo veio aqui?” O chacareiro fez uma cara ruim, virou de lado o rosto e disse: “Veio”. Depois voltou o rosto para o padre e disse com firmeza: “Sr. padre, cuidado com esse pessoal que estuda muito; eles não entendem nada!” Precisamos fazer o contrário daquele chacareiro: não só aceitar orientações de profissionais, mas estudar e nos aperfeiçoar sempre, a fim de melhorar o nosso trabalho. S. José operário, rogai por nós! Não é ele o filho do carpinteiro?

12 – A NOSSA SABEDORIA VEM DO ALTO E NÓS SOMOS APENAS MEROS INSTRUMENTOS POR ONDE DEUS OPERA MILAGRES E PRODÍGIOS

Os conterrâneos de Jesus não entendiam o porquê dos Seus milagres nem de onde vinha a Sua sabedoria e se perguntavam sobre a origem da sua autoridade, admiravam-se de seus ensinamentos e de sua poderosa ação. Assim como os profetas do Antigo Testamento foram rejeitados, Jesus também o foi, principalmente na Sua terra, no meio do Seu povo e da Sua parentela. Ele era homem igual a todos os outros, conviveu no meio da Sua família, trabalhou, chorou, sofreu, e teve que encarar as mesmas dificuldades que nós hoje também enfrentamos. E o grande empecilho para que Ele, como Enviado do Pai, operasse milagres na sua cidade, era a falta de fé da sua gente. O seu povo não conseguia enxergar os sinais de Deus por meio de dele, por isso, também não usufruiu da Sua assistência e do Seu poder libertador. Ainda hoje acontece isto dentro da nossa casa e no meio da nossa família, quando, em Nome de Jesus nós também anunciamos a sua Palavra e queremos ver acontecer maravilhas que pessoas fora do nosso convívio conseguem vivenciar. Somos hoje também os “profetas que não são estimados em sua própria pátria e em sua família”, como disse Jesus. A nossa sabedoria vem do alto e nós somos apenas meros instrumentos por onde Deus opera milagres e prodígios. Precisamos também ter consciência de que aquele que fala em nome de Deus será perseguido, mas tem a assistência do Seu amor. Por outro lado devemos estar atentos para não banalizarmos as pessoas que dentro da nossa casa nos abrem os olhos e são canais do Senhor para nossa conversão. Ouvidos atentos e coração aberto, porque o Senhor fala por meio de quem nós nunca nem esperávamos que falasse. Reflita – Você tem “escutado” as pessoas observando se elas são instrumentos de Deus para você? – Você tem tentado dar a mensagem que Deus coloca no seu coração para alguém? – Por que você não se põe de pé e vai falar? – O Senhor está esperando por você! Amém! Abraço carinhoso.

13 – NA VOSSA IMENSA BONDADE, ESCUTAI-ME SENHOR

Quando Jesus chegou a sua “terrinha” de Nazaré, acompanhado dos discípulos, deve ter causado um verdadeiro “rebuliço”, pois a fama de suas pregações e milagres já tinha chegado por ali, e no sábado, como todo piedoso judeu, foi á celebração da palavra da comunidade, onde qualquer pessoa adulta poderia partilhar o ensinamento na hora da reflexão, e Jesus, usando desse direito, começou a pregar á sua gente fazendo a homilia. O povinho da terra nunca tinha ouvido uma pregação feita com tanta sabedoria, que superava o ensinamento dos Mestres da Lei e Fariseus, imaginemos que na comunidade, algum ministro da palavra pregue melhor do que o padre… E com o estudo teológico acessível aos leigos, isso hoje não seria novidade. Aquilo que causa muita admiração, também logo acabará despertando inveja e ciúmes. Basta que olhemos para os nossos trabalhos pastorais, onde o carisma das pessoas não deveria jamais perturbar o coração de ninguém, ao contrário, deveria motivar um hino de louvor, por Deus ter dado a alguém um carisma tão belo, colocado a serviço da comunidade. Mas logo surgem os questionamentos maldosos: Como é que ele faz isso? Onde aprendeu? Quem o ensinou, de onde é que vem todo esse saber? Será que o padre o autorizou? (esta última coloquei por minha conta) E a admiração, contaminada por sentimentos de inveja, vai logo se transformando em desconfiança aumentando o questionamento: “Quem ele pensa que é, para falar assim com a gente? Será que ele não se enxerga? E ainda tem gente que o aplaude…” Os que não gostam muito do padre, logo vão afirmar que o sujeito faz parte da sua “panelinha”, ou então, irão inventar alguma coisa para que o padre “corte a asinha” do tal. As pessoas, quando enxergam algo de extraordinário no carisma de alguém, começam a fazer do sujeito uma referência importante, acham que a sua oração é especial, que um toque de sua mão poderosa pode realizar curas prodigiosas, e em pouco tempo, a propaganda é tanta, que o tal não pode mais sair as ruas que é logo procurado para resolver os mais complicados problemas, inclusive de relacionamento entre as pessoas, apaziguar casais brigados, aconselhar jovens, e assim a sua palavra se torna poderosa e em consequência passa a ter poder religioso paralelo, e se na comunidade não houver um espaço para ele atuar, terão de criar um, pois ele precisa ser o centro das atenções. Jesus não quis formar um grupo só para ele, para bater de frente com os Doutores da lei, escribas e fariseus, e como ele pertencia a uma das famílias do local, a ponto de sua mãe e seus irmãos serem de todos conhecidos, começaram a vê-lo como um vulgar, que nada de extraordinário tinha feito em Nazaré, para que merecesse toda aquela fama. Na verdade, Jesus não quis assumir o papel de “Salvador da Pátria”, diferente de muitos cristãos, que se julgam o máximo naquilo que fazem, e pensam que sem eles, a comunidade estaria perdida. Essa rejeição á ele, suas obras e ensinamentos, iria se ampliar e lhe traria consequências muito trágicas na cruz do calvário, tudo porque suas palavras anunciavam um reino novo, que exigia uma total renovação e mudança de vida. Na sinagoga de Nazaré foi assim, e nas nossas comunidades, não é muito diferente. Quem prega mudanças de mentalidade e conduta, vai sempre arrumar uma bela de uma encrenca. Enfim, o Jesus que há dentro de nós, criado pelas nossas fantasias, ou fruto de nossas ideologias sociais ou políticas, não coincide com esse Jesus, Profeta de Nazaré, Ungido de Deus. E o pior, é que projetamos tudo isso nas pessoas que lideram a comunidade, nos cooperadores, nos coordenadores, nos ministros, nas catequistas, nos padres e diáconos e assim vai. Um dia, basta um desentendimento mais sério e o nosso Jesus idealizado “vai pro espaço” com a pastoral e o movimento. Quanto mais somos realistas em nossa fé, mais nos adequamos á comunidade aceitando-a como ela é, quanto mais nos iludimos com o Jesus da nossa fantasia, mais difícil será vivermos em comunidade, aceitando as pessoas do jeito que elas são. Daí, como em Nazaré, nenhum milagre acontece, por causa dessa fé infantil e ilusória…

14 – PEÇAMOS, HOJE E SEMPRE, UM REVIGORAR DO DOM DA FÉ

Irmãos e irmãs, no capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, encontramos Jesus Cristo em Sua plena atividade apostólica, a qual Ele estende para a localidade de Nazaré, sua cidade e lugar escolhido pela Divina Providência para a Sua vida oculta. Ali, Cristo viveu e cresceu humanamente, cumprindo a vontade do Pai secretamente, em meio aos seus: “E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Embora o texto sagrado correspondente ao Evangelho de hoje (cf. Mt 13,54-58) aparente uma admiração daquele povo, inclusive dos familiares do próprio Jesus – ou seja, pessoas do seu clã -, eles desconheciam a origem da ação miraculosa e sábia do Nazareno: “De onde vêm essa sabedoria e esses milagres?” (Mt 13,54). Nas entrelinhas, eles estavam testemunhando que a tradição religiosa e suas raízes culturais – tampouco a atividade laboral realizada na carpintaria – não poderiam servir como causa de tantas maravilhas na vida e na obra de Jesus, ou seja, de um concidadão. De certa forma, podemos estar de acordo com as interrogações daquele povo. Mas existem causas profundas que o texto vai desvelando e que não podemos concordar, caso queiramos ser os apóstolos dos tempos atuais. Vejamos: Da parte de Jesus Cristo, Ele testemunhou que não negava em seu mistério e ministérios as suas raízes religiosas, pois ensinava na sinagoga e sabiamente acolheu a sua procedência, ainda que não fosse numa localidade louvada, como o mesmo evangelista deu a entender sobre a região, onde também estava Nazaré: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galileia, entregue às nações pagãs! O povo que estava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu” (Mt 4,15). Jesus sempre esteve no lugar certo e na hora certa, para iluminar e salvar… Mas houve aqueles que, em Nazaré, preferiram as trevas (a exemplo de muitos ainda hoje). Uma reação que não correspondeu e nem está nos planos de Deus para ninguém mas, nem por isso, estas atitudes são desconhecidas pela ação da Palavra de Deus neste mundo: “Ela estava no mundo, e o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo 1,11). Por isso, o último versículo do Evangelho de hoje é esclarecedor ao fornecer o motivo pelo qual Jesus havia se tornado um “escândalo”, uma pedra de tropeço para aquele amado povo e não o orgulho da nação: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13,58). De fato, em relação ao mistério e ministério do Verbo encarnado para a salvação dos povos e de cada um, passa ordinariamente pela resposta da fé de cada um. Uma verdade que a Igreja Católica e Apostólica pode constatar através dos seus primeiros arautos, os quais não desistiram do anúncio, ainda que experimentando na própria pele o que significa ser “profeta desvalorizado e desprezado pelos seus” (cf. Mt 13,57). O exemplar São Paulo percebeu as consequências da incredulidade a não poupar nenhuma cultura ou nação: “Pois tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,22-24). Isto também traz uma verdade subjacente: o dom da fé vem do Alto e não nasce naturalmente com cada pessoa. Não é fruto de uma “geração espontânea”. Fé, é antes de tudo, um dom da Misericórdia Divina. A origem é divina e a recepção é humana. Por isso, neste tempo de Nova Evangelização, não podemos estranhar o desprezo de muitos e tampouco nos escandalizarmos com a incredulidade que ainda existe no mundo atual. Mas que os apóstolos de hoje possam prosseguir a missão segundo o zelo pela salvação das almas que ardia e – até o fim dos tempos – queima no Coração Sagrado e desprezado de Jesus Cristo, o qual sustenta o ministério apostólico de Sua Igreja, como fez com Paulo, o apóstolo das nações. Peçamos hoje e sempre um revigorar do dom da fé para todos os anunciadores de Jesus Cristo, como Igreja enviada a uma Nova Evangelização, e um despertar do mesmo dom aos batizados que não cultivam a fé. Quanto aqueles que não possuem ainda a fé, ou a desprezaram por completo, não esqueçamos daquela atitude misericordiosa de Jesus Cristo, que não negou ser de Nazaré e ali fez alguns milagres. Nesta reação de Cristo encontramos também uma palavra de revelação da vontade do Pai das Misericórdias a todos os profetas que já experimentam o desprezo e a desvalorização por causa da missão cumprida nos tempos atuais. Repito: para a Palavra de Deus, as piores reações humanas não são nem novidade e muito menos desmotivação para a missão de salvar almas: “Mas nem todos obedeceram à Boa Nova, pois Isaías diz: ‘Senhor, quem acreditou em nossa pregação?’ Logo, a fé vem pela pregação e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10,16).

15 – PARA SER FELIZ VERDADEIRAMENTE

A sede de felicidade foi colocada em nosso coração pelo próprio Deus, porque ele nos criou para sermos felizes com Ele. Mas o pecado desvirtuou o sentido da felicidade; e agora, ao invés de buscarmos a felicidade que traz alegria, corremos atrás da felicidade que traz somente o prazer. Inventaram agora um tal SEGREDO, através do qual você pode satisfazer todos os seus desejos não atendidos até hoje; é um sonho, uma miragem no deserto. A felicidade não é esta proposta por esta magia fantasiosa. A Carta da Felicidade é aquela que Jesus nos ensinou no Sermão da Montanha. Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas; mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz é saber usar as pedras nas quais tropeçamos para reforçar as bases da paciência e da tolerância. Não é apenas se encantar com os aplausos e elogios; mas saber encontrar uma alegria perene no anonimato. Ser feliz não é voar num céu sem tempestade, caminhar numa estrada sem acidentes, trabalhar sem fadiga e cansaço, ou viver relacionamentos sem decepções; é saber tirar a alegria de tudo isto e apesar de tudo isto. Ser feliz não é só valorizar o sorriso e a festa, mas saber também refletir sobre o valor da dor e a tristeza. Não é só se rejubilar com os sucessos e as vitórias, mas saber tirar as grandes lições de cada fracasso amargo. Ser feliz é não se decepcionar e nem desanimar com os obstáculos e dificuldades, mas usá-los para abrir as janelas da inteligência e modelar a maturidade. Ser feliz é ser forte na hora de perdoar, ter esperança no meio da batalha árdua, lutar com bravura diante do medo, saber suportar os desencontros. É acreditar que a vida é a maior empresa do mundo. Ser feliz é jamais desistir de si mesmo e das outras pessoas. É jamais desistir de ser feliz; vivendo e crendo que a vida é um espetáculo e um banquete. Ser feliz é uma atitude de vida; uma maneira de encarar cada dia que recebemos como um lindo presente de Deus. É não se esquecer de agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida que se renova. Ser feliz é crer que há pessoas esperando o seu sorriso e que precisam dele. É saber procurar o que há de bom em tudo e em todos, antes de ver os defeitos e os erros. Ser feliz é não fazer dos defeitos dos outros uma distância mas uma oportunidade de aproximação e de doação de si mesmo. É saber entender as pessoas que pensam diferente de nós e saber ouvi-las atentamente, sem respondê-las com raiva. Ser feliz é saber ouvir o que cada pessoa tem a nos dizer, sem prejulgar ou desprezar o que tem para nos dizer. É saber sonhar, mas sem deixar o sonho se transformar em fuga alienante. Ser feliz é fazer dos obstáculos degraus para subir, sem deixar de ajudar aqueles que não conseguem subir os degraus da vida. É saber a cada dia descobrir o que há de bom dentro de você e usar isto para o seu bem e o dos outros. Ser feliz é saber sorrir, mas sem se esconder maliciosamente atrás do sorriso; mostrar-se como você é, sem medo. É não ter medo dos próprios sentimentos e ter coragem de se conhecer e de se amar. É deixar viver a criança alegre, feliz, simples e pacífica que existe dentro de você. Ser feliz é ser capaz de atravessar um deserto fora de si mesmo, mas ser sempre capaz de encontrar um oásis dentro no seu interior. Ser feliz é ter coragem de ouvir um Não e continuar a caminhada sem desanimar e desesperar. É ser capaz de recomeçar de novo quando se errou o caminho. É acreditar que a vida é mais bela do que a suas dores, desafios, incompreensões e crises. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se fazer autor da própria história. Ser feliz é ter maturidade para saber dizer “eu errei”; “eu não sei”; “eu preciso de você”… Ser feliz é ter os pés na terra e a cabeça nas estrelas; ser capaz de sonhar, sem medo dos sonhos, mas saber transformar os sonhos em metas. Ser feliz é ser determinado e nunca abrir mão de construir seu destino e arquitetar sua vida; não ter medo de mudanças e saber tirar proveito delas. Saber tornar o trabalho objeto de prazer e realização pessoal. Ser feliz é estar sempre pronto a aprender e se orgulhar de absorver o novo. Ter coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados. Sem medo de errar. Ser feliz é saber construir equipes e se integrar nelas. Não tomar para si o poder, mas saber compartilhá-lo. Saber estimular e fortalecer os outros, sem receio que lhe façam sombra. É saber criar em torno de si um ambiente de fé e de entusiasmo. Ser feliz é não se empolgar com seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto. É ter a percepção do todo sem perder a riqueza dos detalhes. Ser feliz é não se esquecer de agradecer o Sol, desfrutar gratuitamente dos encantos da natureza, do canto dos pássaros, do murmúrio do mar, do brilho das estrelas, do aroma das flores, do sorriso das crianças. Ser feliz é cultivar muitas amizades; é estar pronto para ser ofendido sem ofender, sem julgar e condenar. Ser feliz é não ter inveja e saber se contentar com o que se tem; é saber aproveitar o tempo que passa; é não sofrer por antecipação o que ainda não aconteceu; é saber valorizar acima de tudo a vida. Ser feliz é falar menos do que se pensa; é cultivar uma voz baixa. É nunca deixar passar uma oportunidade sem fazer o bem a alguém. Ser feliz é saber chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, rezar com os que rezam. Ser feliz é saber discordar sem se ofender e brigar; é recusar-se a falar das faltas dos outros; é não murmurar. Ser feliz é saber respeitar os sentimentos dos outros; não magoar ninguém com gracejos e críticas ácidas. Ser feliz é não precisar ficar se justificando; pois os amigos não precisam de explicações e os inimigos não acreditam nelas. Ser feliz é nunca se revoltar com a vida; é agir como a árvore que permanece calada mesmo observando com tristeza que o cabo do machado que a corta é feito de sua madeira. Ser feliz é ser como a raiz da árvore que passa a vida toda escondida para poder sustenta-la. Ser feliz é não deixar que a tristeza apague o seu sorriso; é não permitir que o rancor elimine o perdão; que as decepções eliminem a confiança; que o fracasso vença o desejo da vitória; que os erros vençam os acertos; que a ingratidão te faça parar de ajudar; que a velhice elimine em você o animo da juventude; que a mentira sufoque a verdade. Ser feliz é ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; é ter coragem para ter dúvida. Ser feliz é ter o universo como caminho; o amor como lei; a paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta. Ser feliz é amar a Deus e ao próximo.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Seguir a Cristo é não abster-se de testemunhar a palavra de Deus, mesmo que à custa de rejeição e sofrimento. É procurar não a glória externa, mas a claridade interior, que nos faz enxergar o mundo com os olhos da fé.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O cristão fiel não se cala, ainda que sob risco de morte, quando a vontade de Deus é violada, e nunca deixa de reconhecer em Jesus o missionário do Pai.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

A palavra do Senhor permanece eternamente, e esta é a palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36)

Antífona da comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, ouvi-nos e atendei-nos.

— Iluminai, Senhor, vossa Igreja, responsável por práticas religiosas autênticas.
— Ajudai-nos a valorizar a simplicidade e ver as coisas com os olhos da fé.
— Dai-nos a coragem de abandonar tudo o que não condiz com vosso reino.
— Fortalecei as pessoas e as instituições que atuam em favor dos padres.
— Concedei a luz eterna a todos os que promovem vosso nome.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

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