LDP: 06/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

06/AGO/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura da profecia de Daniel 7,9-10.13-14 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho do homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

Proclamação do Salmo 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 1a.9a Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.
— 1 Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! 2 Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.
— 5 As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; 6 e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.
— 9 Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, + muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Marcos 9,2-10 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 2 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3 Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4 Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5 Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6 Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7 Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8 E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10 Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim? Preciso me aproximar mais e escutar a Palavra, condição para aprender do Mestre e ser seu/sua discípulo/a. Os bispos, em Aparecida, disseram: “Para aprender com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

… a VERDADE …

O que a Palavra diz? Leio atentamente a narrativa da Transfiguração em Mc 9,2-10. A transfiguração é manifestação da glória da Ressurreição. Observo neste trecho do Evangelho a revelação do Filho nas palavras do Pai: “Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz”. Observo alguns símbolos: “Monte muito alto” – a montanha indica o lugar de encontro com Deus. Roupa brilhante”, (“luz”) ¬ Quanto mais luz coloco num ambiente escuro, mais claro ele se tornará. Quanto mais Palavra de Deus tiver em mim, mais a luz de Deus brilhará em minha vida. “Tendas”- lugares de repouso e de oração. “Nuvem e sombra” simbolizam a presença de Deus. Jesus se revela como verdadeiro Filho de Deus, Mestre a quem devo escutar e seguir em seu caminho de cruz e ressurreição.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, que a contemplação de tua transfiguração me prepare para contemplar tua crucifixão, seguro de que és o Filho amado de Deus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Levo comigo a luz de Jesus transfigurado. Quanto mais luz levar em meus olhos, minhas mãos, minhas palavras, mais iluminado estará o mundo em que vivo.

REFLEXÕES:

1 – EXPERIÊNCIA DA TRANSFIGURAÇÃO

Esta narrativa da transfiguração revela a dignidade e a glória já presentes na humanidade de Jesus, o que não era ainda percebido pelos discípulos. Ela tem o objetivo pedagógico de instrução das comunidades, as quais vão compreendendo-o progressivamente. “O que significaria esse ‘ressuscitar dos mortos'”? Nenhuma resposta teórica esgota o seu significado. O que os discípulos experimentaram foi o amor de Jesus, Filho de Deus, que glorifica o Pai no cumprimento de sua missão. Envolver-se nos laços desse amor, nas relações humanas, na família, na comunidade, na sociedade, é entrar em comunhão com o amor e a vida eterna de Deus.

2 – JESUS SE TRANSFIGURA

A visão da transfiguração acontece quando Jesus e seus discípulos se dirigem a Jerusalém. Jesus já lhes falara sobre as provações por que passaria naquele centro religioso e político do judaísmo. Procurava esclarecer os discípulos que nutriam a falsa esperança, herdada da tradição messiânica do judaísmo, de que ele poderia ser um líder restaurador da glória e do poder de Israel. A transfiguração revela a dimensão gloriosa da humanidade de Jesus, assumida pelo Pai. O sofrimento e a morte são passageiros. Os discípulos não o entendem logo. Após a crucifixão é que perceberão o sentido da permanência de Jesus entre eles.

3 – A TRANSFIGURAÇÃO EM CRISTO FAZ DO CRISTÃO UM HOMEM MELHOR

Diante do “escândalo” da cruz, a Palavra de Deus nos apresenta o Cristo glorificado por meio de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos Sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Cristo levou Seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da lei e dos profetas, síntese da antiga aliança. Jesus condensa em si a lei e a profecia. Ele, em seu Sangue, sela a nova aliança (Lc 22,20). Nesse momento, “entraram na nuvem”, o que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como Seu Filho amado. O Evangelho da transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da aliança e transfiguração, participamos desta realidade. A obediência de Jesus Lhe deu a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé. Somos transfigurados por Jesus a partir do batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos d’Ele. Para chegar a isso, somos convidados a subir o monte que é Cristo. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai. O episódio da transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo, em plenitude, viveu, tendo podido assegurar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Trata-se da mudança radical do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo. Tanto os estudos sobre a pessoa de Cristo como a fé no Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de Sua santificação, modelo de todos os que se dizem Seus discípulos. Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignorantes – e isto em qualquer circunstância – dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunicou Seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele agia, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo por meio de Seus discípulos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1Cor 4,16). Deste modo, o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor. Jesus, sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um. Cristo, o ideal da vida do batizado, o objeto de sua aspiração, o ímã de seu coração. Para isso é necessário que cada um se interrogue a cada instante: “Que pensaria Jesus neste momento? Como Ele faria esta tarefa? Que quer Ele de mim aqui e agora? Como posso agradá-Lo neste momento?” Dá-se então “o vir a ser” do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele, no gotejar da renúncia a cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4,14). Não somos o fogo que deve arder nesta Terra, mas devemos ser os propagadores de Sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na Terra (Lc 12,49). Grandeza e responsabilidade do cristão. Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre suscetível de ser ouvido por todas as testemunhas que O veem. É a imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com Seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna Seu irmão melhor. Onde uma pessoa boa e submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha, há sempre uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes. Não basta “estar” cristão, é preciso “ser” cristão transfigurado no modelo que é Cristo Jesus.

4 – O SEU ROSTO RESPLANDECEU COMO O SOL

Será de espantar que o rosto de Jesus tenha resplandecido como o sol, pois se Ele mesmo era o sol? Ele era o sol, mas escondido atrás de uma nuvem. Agora a nuvem afasta-se, e Ele resplandece por um instante. Que nuvem é essa que se afasta? Não é a própria carne em si, mas a fraqueza da carne que desaparece por um momento. Essa nuvem é aquela de que o profeta fala: «O Senhor, montado sobre uma nuvem veloz […]» (Is 19,1): é a nuvem da carne que cobre a divindade, leve porque tal carne não traz em si nada de mal; é a nuvem que dissimula o esplendor divino, leve porque irá elevar-se até ao esplendor eterno. É a nuvem da qual se diz, no Cântico dos Cânticos: «Anseio sentar-me à sua sombra» (Ct 2,3). Leve nuvem, carne que é a do «Cordeiro que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29); e, tirado o pecado do mundo, eis que o mundo se eleva nas alturas dos céus, aliviado do peso de todos os seus pecados. O sol coberto por esta carne não é aquele que se levanta «sobre os bons e os maus» (Mt 5,45), mas o «Sol de justiça» (Ml 3,20), que se levanta apenas para os que temem a Deus. Estando habitualmente coberta pela nuvem da carne, essa «luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9) brilha hoje com todo o seu esplendor. Hoje, ela glorifica essa mesma carne; mostra-a deificada aos apóstolos, para que os apóstolos a revelem ao mundo.

5 – ESTE É O MEU FILHO AMADO

Hoje o Evangelho nos fala da Transfiguração de Jesus Cristo no monte Tabor. Jesus, depois da confissão de Pedro, começou a mostrar a necessidade de que o Filho do homem fosse condenado à morte e anunciou também a sua ressurreição ao terceiro dia. É neste contexto que devemos situar o episódio da Transfiguração de Jesus. Anastácio, o Sinaíta escreve que «Ele tinha se revestido com nossa miserável túnica de pele, hoje se colocou a veste divina, e a luz o envolveu como um manto». A mensagem que Jesus transfigurado nos traz são as palavras do Pai: «Este é o meu Filho amado. Escutai-o!». (Mc 9,7). Escutar significa fazer sua vontade, contemplar sua pessoa, imitá-lo, por em prática seus conselhos, tomar nossa cruz e segui-lo. Com o propósito de evitar equívocos e más interpretações, Jesus «ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos». (Mc 9,9). Os três apóstolos contemplam a Jesus transfigurado, sinal de sua divindade, mas o Salvador não quer que se divulgue até depois de sua Ressurreição, quando se poderá compreender a dimensão deste episódio. Cristo nos fala no Evangelho e em nossa oração; então poderemos repetir as palavras de Pedro: «Rabi, que bem estamos aqui» (Mc 9,5), sobretudo depois de ir a comungar. O prefácio da Missa de hoje nos oferece um belo resumo da Transfiguração de Jesus. Diz assim: «Porque Cristo, Senhor, tendo anunciado sua morte aos discípulos, revelou sua glória na montanha sagrada e, tendo também a Lei e os profetas como testemunhas, os fez compreender que a paixão é necessária para chegar à gloria da ressurreição». Lição que cristãos não devem esquecer nunca.

6 – ESTE É O MEU FILHO AMADO, ESCUTAI O QUE ELE DIZ

Estamos refletindo neste mês de Agosto, sobre a importância de vivermos bem a nossa vocação. Este tempo especial, nos convida a contemplarmos a luz de Cristo, para que, iluminados por ela, possamos viver a nossa realidade humana, dentro do plano de Deus, no respeito e no cuidado com a vida. Somos filhos amados de Deus, que mais uma vez deseja percorrer o caminho que Jesus percorreu, atualizando esta caminhada no contexto do mundo de hoje. O Evangelho que a liturgia nos apresenta, mostra-nos a belíssima cena da transfiguração de Jesus! “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”. A transfiguração de Jesus revelou aos discípulos a Sua intimidade com o Pai, assegurando-os da Sua ressurreição após Sua morte de cruz! Na transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai. A partir de então, eles, que andavam tristes, desapontados com as últimas revelações de Jesus, sobre a proximidade de sua morte, se encheram de alegria, com a certeza de que a vida e ação de Jesus, não terminaria com a sua morte. Hoje nós sabemos que a ação de Jesus no mundo, tornou mais forte ainda depois de sua morte, e com a ressurreição, sua vida se amplia cada vez mais, no coração humano. Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente desejaríamos o mesmo, essa pode ser a nossa grande tentação dos dias de hoje: buscar nossa comodidade, bem estar, sem pensar no outro. Jesus é muito claro: rezar, ouvir e meditar a palavra de Deus é muito bom e O agrada muito, mas precisamos descer do alto da “montanha”, ir mais além, andar com os pés neste chão duro, com olhar sempre voltado para as margens do caminho, pois é lá, que estão os rostos desfigurados de tantos irmãos, que contam conosco para se transfigurarem! Precisamos sair de nossas tendas, do nosso comodismo, descruzar nossos braços, desvendar nossos olhos e nos por à caminho! O episódio da transfiguração deve nos animar ao longo de toda nossa vida, especialmente quando esta transfiguração mostra o lado da cruz. Não precisamos temer a cruz, pois Jesus nos trouxe a certeza da vitória! Guardemos dentro de nós, o brilho do rosto transfigurado de Jesus, brilho que servirá como farol iluminando-nos nas travessias escuras de nossa vida! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

7 – VAMOS TRANSFIGURAR A NOSSA REALIDADE!

Vamos transfigurar a nossa realidade! Jesus transfigurou-se diante dos discípulos. Transfigurar é transformar, é mudar uma realidade. No caso de Jesus foi uma mudança para melhor. Prezados irmãos. Estamos em ano eleitoral, e muitos são aqueles que se candidatam, e prometem transfigurar ou mudar os municípios para bem melhor. E o povo acredita e votam neles. Depois, tudo continua como antes. O cidadão indignado garante que nunca mais vai votar naqueles que não fizeram o que prometeram! Estou me lembrando agora de uma viagem que fiz a uma estância balneária, na qual havia um rio com uma represa e muitos lagos com muitos peixes. Os turistas pescavam, mais segundo o regulamento, tinham de jogar o peixe pescado de volta na água. Fiquei observando aquela pescaria amadora, e percebi que quase ninguém conseguia fisgar um bom peixe. E por que? Porque os danados, uma vez fisgados, e em seguida devolvidos de volta à água, ficavam espertos demais e não mais mordiam a isca botando a boca na ponta do anzol, mais sim, mordiam-na de jeito que eles comiam toda a isca e saíam “dando risada” dos turistas bobos. Somente alguns sortudos conseguiam fisgar alguns pequenos peixinhos inexperientes. Os peixes daqueles lagos são mais espertos que os nossos eleitores. Porque em toda época de eleição, os candidatos aparecem com largos sorrisos e prometem, prometem, e prometem! E a grande maioria dos eleitores se esquecem da última eleição, em que muito foi prometido e nada foi cumprido, e acabam, ao contrário daqueles peixes, caindo novamente nas garras do anzol! Votam, botando fé que tudo vai melhorar, e nada acontece. Nós precisamos imitar aqueles peixes da estância balneária. Enganados? Uma só vez! Tudo se repete: Eu vou melhorar a qualidade do ensino municipal, se eleito for, o trabalhador terá transporte farto e barato! No meu governo não haverá mais violência! Meus amigos! Logo no primeiro ano do meu exercício público, vou mandar verbas para a saúde. Todos os pobres terão assistência médica gratuita… Não se revolte. Seja bonzinho! Seu candidato não tem culpa! Não? Não! Não tem! Veja porque o seu candidato não pode cumprir o que prometeu. Veja por que o seu candidato não pode mudar nada, daquilo que disse nos seus discursos e nos debates da TV.: Imagine que você teve um belo sonho! Sonhou que ganhou a eleição para prefeito da sua cidade. Você agora está de olho no… no? Dinheiro que vai ganhar, e que virá do imposto. Pois é com esse dinheiro que o novo prefeito eleito pela maioria humilde, vai melhorar a realidade daqueles que confiaram nele. Só que essa verba, não vem necessariamente dos pobres, mais sim dos da classe média e rica. Digamos que seus amigos ou familiares mais sensatos botem uma pressão enorme em você para cumprir as suas promessas de campanha. Então você decidiu começar pela educação. Em uma demorada reunião, discute o que se pode melhorar no ensino municipal, para que os filhos das classes: média e pobre tenham uma educação de qualidade. Logo em seguida os representantes das escolas particulares protestam, afirmando que desse jeito eles vão quebrar, pois seus alunos irão para as escolas municipais e de onde tirarão o dinheiro para pagar o imposto? Deixando esse projeto na gaveta, você parte para a melhoria dos transportes. Mais ônibus, e passagens mais baratas. Enfrenta outra barreira. Os donos das companhias de transportes urbanos declaram que assim não vai dar. Não terão de onde tirar dinheiro para pagar imposto… Você já começa a ser pressionado pelos seus cabos eleitorais, os quais você prometeu além do pagamento que fez, emprego para todos… Semana seguinte, você e seus assessores, meios desanimados, partem com tudo para a reforma da saúde pública. Tudo se repete. Impossível melhorar a assistência médico-hospitalar, pois os hospitais particulares serão prejudicados e não terão como pagar o imposto à prefeitura… E agora? Se puxar, rasga. Se deixar o gato come! Entre perder a arrecadação e perder a próxima eleição, é preferível não se arriscar, elaborar um projeto de pequenas melhorias, e contar com o esquecimento do eleitor e daqui a quatro anos, tudo se repetirá, e você se TRANSFORMARÁ em político profissional. Prezado leitor. Pense. Nem todos são corrompidos pela ganância e pelo poder. Procure-os. Vote. Mais não vote sem antes pensar!

8 – TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR – A CERTEZA DA VITÓRIA

Nem tudo o que reluz é ouro – Lembro-me bem deste provérbio que finalizava uma história no meu livro do antigo primário, ensinando-nos que nesta vida confundimos muita coisa com ouro valioso, mas que no fundo não passam de simples bijuteria. Há pessoas que passam esta vida correndo atrás de quinquilharias, sem nunca descobrir o tesouro que Deus quer nos dar. Os apóstolos pensavam que o Reino que Jesus havia implantado, era igual aos reinos deste mundo, e que ele seria um Rei muito rico e poderoso que iria dominar a todas as nações fazendo de Israel a mais importante de todas as nações da terra. Eles tinham muitos planos em seus corações e mentes, por causa de serem seguidores de Jesus, que naquele momento estava desacreditado, mas que em um futuro bem perto iria manifestar toda a sua força e poder. Muitas vezes como os apóstolos, buscamos um Jesus que atenda as nossas necessidades e realize os nossos sonhos neste mundo, essa fé tão distorcida nos impede de conhecer realmente quem é Jesus e para onde a sua graça nos leva. Podemos afirmar que esta narrativa da transfiguração do Senhor está no coração do evangelho de Marcos porque se trata de um momento de profunda comunhão dos discípulos com Jesus, que ao transfigurar-se diante deles os introduz no mistério de Deus, que por sua vez revela quem é Jesus: O filho amado do Pai! Ele não é simplesmente um profeta poderoso na linha de Elias, que foi arrebatado ao céu, nem um Líder como Moisés, principal protagonista da libertação do Povo da escravidão do Egito, esses dois personagens que aparecem ao lado de Jesus naquele momento representam todo o antigo testamento que preparou o coração dos homens para o tempo da plenitude inaugurado por Jesus. Quando a voz se fez ouvir do meio da nuvem que os envolveu, os discípulos olharam e só viram a Jesus, que estava sozinho. As escrituras antigas apontam para Jesus, pois nele Deus irá falar diretamente aos homens, sem intermediários. Pedro queria construir três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, que estavam ali no monte Tabor onde poderia ser instalado o QG do grupo, de onde partiriam as ordens dadas por eles. Fazer tendas significa acomodar-se e interromper a caminhada porque já se alcançou o objetivo. Na verdade o apóstolo não sabia bem o que estava falando pois o Reino de Deus, requer planejamento e não se pode queimar etapas. Jesus transfigurado, tendo Moisés e Elias ao seu lado, era tudo o que Pedro queria, não precisaria enfrentar as cruzes do caminho, nem tribulações ou desencantos, sofrimentos e tribulações, o Reino já chegara e era uma realidade bem ali diante dele. A humanidade toda iria se render à força do Reino de Cristo! Mas o brilho que seus olhos iriam contemplar no alto do monte, não seria do ouro e nem da prata com que talvez sonhasse mais à luz de Deus presente em Jesus, algo nunca visto, suas vestes ficaram brancas, de uma brancura jamais vista. No Cristo transfigurado e proclamado solenemente Filho amado do Pai, descobrimos o nosso destino, Deus nos quer transfigurados, com vestes brancas resplandecentes, envolvidos pela sua Santidade que em Jesus eles nos dá. Somos uma multidão de filhas e filhos amados do Pai que já participamos da vida de Deus ainda neste mundo, que um dia chegará para nós em plenitude. Jesus antecipou a glória que o envolveria na ressurreição, porém, nunca escondeu o que viria antes: a cruz da rejeição, o sofrimento e a paixão no calvário, e a morte na cruz. É disso que Pedro quer fugir ao construir as três tendas, é isso que às vezes nos causa angústia e medo. Compreender a cruz e aceitar o calvário de cada dia, percorrer os caminhos desta vida que parecem tortuosos, mas sem tirar o olhar da glória Futura, como o profeta Daniel na primeira leitura dessa liturgia, pois na perspectiva da ressurreição vivemos esta vida em uma Igreja que não se fundamenta em fábulas ou lendas, mas sim no relato do apóstolo Pedro, segunda leitura desse domingo, que foi testemunha ocular do Cristo Transfigurado, que segundo ele, fez clarear o dia e nascer a estrela da manhã em nossos corações antes envolvido pelas trevas do pecado.

9 – PALAVRA DE DEUS É QUEM DEVE DIRECIONAR A NOSSA CAMINHADA AQUI NA TERRA

A transfiguração de Jesus diante dos três apóstolos nos leva a refletir sobre o propósito de Deus quando nos chama para ficarmos a sós com Ele. Quando nós temos uma experiência com Jesus, na oração, nós também nos extasiamos diante da Sua beleza e a Sua glória preenche todo o nosso ser. Nesses momentos de silêncio e reflexão nós também podemos sentir a presença viva de Deus e a nossa alma é capaz de se transfigurar e de se tornar resplandecente. Quem já fez esta experiência sabe que é muito bom estar com Jesus, é muito bom subir o monte com Ele e sentir a Sua glória se manifestar. Porém, na oração o objetivo de Deus é também nos formar e nos exercitar para que nós possamos, descendo do Tabor, enfrentar a vida na planície e pôr em ação tudo o que Ele nos mandar fazer. “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”. A Voz do Pai se fez ouvir e a presença de Elias e Moisés representando a Lei e os Profetas é para nós uma manifestação de que a Palavra de Deus é quem deve direcionar a nossa caminhada aqui na terra. O Pai nos recomenda “ouvir” o Seu Filho amado, porque Ele sabe que só Jesus tem para nós as palavras que trazem vida eterna. Às vezes nós, como Pedro, queríamos nunca ter que descer e desejaríamos armar uma tenda e ficar na glória, vendo Jesus transfigurado, contemplando a Sua Beleza. Precisamos, porém, descer para enfrentar as dificuldades que nos esperam cá embaixo, onde há insegurança e incerteza. Antes de ressuscitar Jesus passou pela paixão, morte e sepultamento. Nós, também, para ressuscitarmos precisamos descer do Tabor a fim de enfrentar a realidade da nossa vida. Jesus se transfigurou para antecipar aos Seus discípulos a mensagem da Sua Ressurreição, porém eles não O compreenderam. Nós, no entanto, pela Palavra já temos consciência de que o Cristo Ressuscitado é a garantia que nós temos para com Ele subir ao monte e depois descer na certeza de que sairemos vitoriosos. Reflita – Qual é a mensagem que você tira desta passagem para a sua vida no momento atual? – Você tem aproveitado os seus momentos de Tabor para escutar a voz do Senhor? – Atualmente, você está no Tabor ou embaixo, na planície? Amém! Abraço carinhoso.

10 – TRANSFIGURAÇÃO

Bom dia! Tenho sido insistente em anunciar que precisamos vencer algumas barreiras. Algumas pessoas, que por ventura se encontram num estágio razoável ou maior de espiritualidade e amadurecimento cristão, precisaram estar alerta a influencia da inércia sobre esse crescimento. Uma reflexão e uma analogia: Grandes alpinistas, ao tentar escalar o Everest, precisam entender que o topo só será alcançado, mediante as paradas que existem. Ninguém até hoje, saiu da base ao cume sem fazer essas paradas. Precisamos ter essa verdade: O estágio seguinte só será vencido com certas adaptações. O próprio corpo precisa de um tempo para se adaptar. Escalar o Everest precisou primeiro de uma vontade, é o que chamam de “vontade de conversão individual”, ou seja, eu preciso querer mudar. A cada passo dado teremos que enfrentar os problemas e tribulações de cada fase e rapidamente se adaptar. O tempo pertence a Deus, portanto a adaptação, ou a conversão é dada a cada dia e dia após dia. Como o Dunga prefere chamar: Um PHN. Somos muitos, e ao mesmo tempo, e talvez de formas e métodos diferentes (pastorais, movimentos, ministérios) a tentar escalar esse Everest chamado Santidade. Somos, portanto como os alpinistas a deixar os pinos de segurança para que outros consigam ir por onde já passamos e às vezes deixar de subir, por um instante para resgatar algum outro que escorrega ou toma o caminho mais perigoso da escalada. Toda essa reflexão é para não cairmos na tentação de querermos ficar e montar tendas, pois aqui “esta muito bom”. Precisamos descer do monte e encarar que pessoas precisam de nós e às vezes o comodismo no faz ficar esperando por elas. Continuo a afirmar na minha crença que o bom pastor trás suas ovelhas, mas Ele antes de partir nos deu a missão de levar a boa nova a todo. Graças a Deus não sou o único a sentir isso em meu coração. “(…) Caríssimos Presbíteros, nós, pastores, nos tempos de hoje, somos chamados com urgência à missão, seja “ad gentes”, seja nas regiões dos países cristãos, onde tantos batizados afastaram-se da participação em nossas comunidades ou, até mesmo, perderam a fé. Não podemos ter medo nem permanecer quietos em casa. O Senhor disse a seus discípulos: “Por que tendes medo, homens fracos na fé?” (Mt 8, 26). “Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candeeiro, para que ilumine a todos os que estão na casa” (5,15). “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Não lançaremos a semente da Palavra de Deus apenas da janela de nossa casa paroquial, mas sairemos ao campo aberto da nossa sociedade, a começar pelos pobres, para chegar também a todas as camadas e instituições sociais. Iremos visitar as famílias, todas as pessoas, principalmente os batizados que se afastaram. Nosso povo quer sentir a proximidade da sua Igreja. Faremo-lo, indo à nossa sociedade com alegria e entusiasmo, certos da presença do Senhor conosco na missão e certos de que Ele baterá à porta dos corações aos quais O anunciarmos”. (Cardeal Cláudio Hummes – Arcebispo Emérito de São Paulo Fonte: Canção Nova 04/08/09). Esse pedido aos padres (presbíteros) foi reiterado por Dom Alberto no congresso da RCC a TODOS nós. Essa é a beleza de nossa igreja: um mover do Espírito para todos. Não somos convidados a viver uma direção diferente do que nossa igreja pede se assim o fizermos, corremos o risco de escalar o Everest sem ajuda, sem oxigênio… Algumas pastorais e movimentos sumiram ou deixaram de acontecer pela subida sem oxigênio; por lideranças com boas intenções, mas com pouca humildade na bagagem. Precisamos respeitar o tempo, a direção, a vontade de Deus. As vezes um tempo parado, pode significar amadurecimento para o próximo estagio a escalada. Continuemos subindo em busca do cume (santidade)… Mas talvez algumas etapas do trajeto não aconteçam sozinhas, que talvez a caminhada só seja concluída cercada de outras pessoas. Um fato: o passo mais difícil até o cume é o abandono de si mesmo. “(…) Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Marcos 8, 34-36). Um imenso abraço fraterno.

11 – ELEIÇÕES 2012 (NADA SÉRIO, APENAS UMA SÁTIRA)

Querido Diário, até que enfim começou a campanha eleitoral, confesso que não aguentava mais de tanta saudades dos belos gingels com marchinhas, sambas, paródias de viola e até forró e Aché, estou sendo sincero pois até gravei algumas para recordar , da última campanha. Mas o importante é que temos a campanha acontecendo há já duas semanas e onde a gente vai, ouvimos as musiquinhas que deliciam os meus ouvidos sedentos de novas mensagens políticas. Mas há uma coisa que me entristece querido diário, a campanha já entrou na segunda semana e nenhum candidato bateu á porta da minha humilde casa. Preparei uma grande surpresa para o primeiro que aparecer por aqui. Dez quilos de filé minhon, pãozinho Frances e de torresmo, maionese, alface e um arroz de forno recheadíssimo. No aperitivo teremos algumas batidas e um Wiskey Holandes. Ah… e nem precisa dizer que teremos uma banda que é quase uma orquestra, e que vai executar em estilo clássico a música de campanha do candidato. Só de penar me arrepia… A Festa já está preparada, a emoção é muito grande, só espero que eles se lembrem desse humilde eleitor e venham á minha casa porque seria uma decepção não dar esta festa. Estou escrevendo em um sábado, com o coração inchado de tanta alegria, pois acabei de voltar da nossa Feira Livre e lá as emoções rolaram pra valer, pois do começo ao fim da feira lá estavam eles, meus amigos candidatos. Fiquei super feliz, tirei fotos com todos eles, e quanto ao panfleto ou santinho, que me deram, já estou providenciando uma moldura para ornamentar a minha sala, pois cá entre nós, foi a primeira panfletagem em que eu fui lembrado pois eles vinham de todas as direções, dando aquele aperto de mão fraterno e carinhoso, ou aquele abraço sincero de quem quer o poder, apenas para ajudar a nós mais pobres. Perdoem-me, emociono-me quando falo. Mas isso é só o começo, ainda temos pela frente praticamente dois meses de festa onde vou me sentir realizado plenamente, com tantos candidatos de todos os partidos, de tão alta qualidade e empenho, pois sei que a maioria deles, ainda que o cargo de vereador fosse de graça e tivessem de trabalhar duramente 10 horas por dia, sei que eles seriam candidatos pois são sinceros, honestos, íntegros e quase heroicos. Por outro lado, começa também o meu dilema, na campanha eleitoral sou imensamente feliz mas também sofro as agruras da alma quando penso quem vai levar o meu voto. Saber que vou deixar de votar em centenas de ótimos candidatos para votar só em um… O STE poderia permitir que tirássemos até cem títulos de eleitores, para votar em todos eles. Vou parar de escrever querido diário, estão batendo á minha porta. Meu coração está saindo pela boca, tomara que seja um candidato. Bom dia!

12 – TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

Que traços compartilham estes três personagens tão diferentes entre si? O mais destacado é o lugar: uma montanha que se eleva acima das planícies da Galileia. A elevação é símbolo do encontro com a transcendência. Moisés e Elias são os únicos profetas que receberam revelações na “montanha de Deus”. Sua presença junto a Jesus significa precisamente a centralidade do evangelho do Reino: a mensagem da lei com Moisés e a mensagem profética com Elias. O símbolo das vestes resplandecentes recorda os símbolos batismais do vestido novo e branco. O rosto brilhante recorda a aparência de Moisés ao descer do monte com as tábuas da Lei. Que significado pode ter estes símbolos? Primeiramente, o lugar destacado e central na vida cristã. Em segundo lugar, a importância do evangelho para compreender a Lei e os Profetas. Em terceiro lugar, a urgência de se deixar transfigurar pela presença de Jesus na vida cotidiana e não se deixar enclausurar numa das três tendas mencionadas por Pedro.

13 – A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS

O sinal da vitória de Deus sobre a morte foi revelado para Pedro, Tiago e João na transfiguração de Jesus na montanha. Jesus veio para anunciar a liberdade para todos e difundir sobre o homem o projeto de vida. Logo, o projeto de morte dos homens deve ser banido para que o espírito da bondade penetre no seio do povo sofredor e o conduz para a vida feliz e fraternal. Na transfiguração as roupas de Jesus ficaram brilhantes e brancas como nenhuma lavadeira do mundo as poderia alvejar, na verdade está cena simboliza a vida em plenitude. Nada poderia corroer a bondade justa do Deus poderoso e, mesmo no sofrimento, Jesus levou adiante o projeto do Pai, Ele acreditava e tinha a certeza de que o mundo dos homens poderia mudar para todos. Acreditar era o lema evocado aos discípulos no momento da transfiguração. Tanto que Jesus estava no alto da montanha recordando o Monte Sinai, lugar das grandes revelações de Deus no Antigo Testamento. O sentido era para sacramentar a promessa feita os homens antigos e que Jesus estava ali para continuar o projeto da libertação. Para nós pecadores que lutamos para aproximar da santidade, pois somos filhos de Deus, temos que acreditar na Sagrada Escritura e executar os ensinamentos nos afazeres do dia a adia. Nosso Deus é maior do que o poder daqueles que mataram Jesus, porque nosso Deus é o Deus da vida e não da morte. Ao seguirmos as orientações dos mandamentos e da doutrina da igreja, estamos consolidando nossa fé no Deus que superou todas as barreiras do mal para dar vida nova para a humanidade. Mas nada chega tão fácil como esperamos. Não precisamos passar por privações ou aprovações para aproximar de Deus, porém, vai depender da nossa vontade de servir a Deus. Olha que Pedro se encantou e já pediu para construir três tendas e viver para sempre na glória. Claro, foi advertido por Jesus. Lembrando a Pedro que apossar da vida em plenitude significa entregar de corpo e alma no anúncio e na evangelização. Fazer esta tarefa não é tão fácil como se pensa, pois, pode contrariar muitos interesses dos poderosos. Neste caso, o servo servido do reino pode correr perigo, mas o enfretamento é necessário para conduzir a Santa Palavra do Deus misericordioso. Não podemos esquecer-nos do que Jesus disse e fez. Ele foi o exemplo de vida em plenitude. Lutou de braços abertos contra o mal e através de sua ação ajudou quem precisava. Não foi triunfalista em querer aparecer, Jesus, serviu corretamente todos e deixou um legado imenso para seguir com determinação as verdadeiras atitudes. Portanto, o recado de Jesus foi dado a nós e como servos fieis não devemos acomodar em nossas glórias pessoais e ainda debilitada, porque enquanto existirem a exploração, a marginalização e a escravidão, o Reino de Deus ainda não se instaurou por completo. Assim, somos convidados a voltar para essa realidade e continuar sua prática libertadora. Que assim seja, amém!

14 – É SE TRANSFIGURANDO EM CRISTO QUE O CRISTÃO PODE TORNAR OS HOMENS MELHORES

Diante do “escândalo” da Cruz, a Palavra de Deus apresenta-nos o Cristo glorificado através de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Jesus levou seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas, síntese da antiga Aliança. Jesus condensa em si a Lei e a Profecia. Ele, em seu Sangue, sela a Nova Aliança (Lc 22,20). Nesse momento, “entraram na nuvem”, o que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como seu Filho amado. O Evangelho da Transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da Cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da Aliança e Transfiguração participamos desta realidade. A obediência de Jesus deu-lhe a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé. Somos transfigurados por Cristo a partir do Batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos de Cristo. Para chegar a isso, somos convidados a subir o monte que é Jesus. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai. O episódio da Transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo em plenitude viveu, tendo podido assegurar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Trata-se da mudança radical do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo. Tanto os estudos sobre a pessoa de Cristo como a fé no Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de sua santificação, modelo de todos os que se dizem seus discípulos. Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignorantes – e isto em qualquer circunstância – dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunica Seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele agia, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo através de seus discípulos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1Cor 4,16). Deste modo, o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor. Jesus sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um. Cristo o ideal da vida do batizado, o objeto de suas aspirações, o ímã de seus corações. Para isso, é necessário que cada um se interrogue a cada instante: “Que pensaria Jesus neste momento? Como Ele faria esta tarefa? Que quer Ele de mim aqui e agora? Como o posso agradar neste momento?” Dá-se então “o vir a ser” do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele, no gotejar da renúncia a cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4,14). Não somos o fogo que deve arder nesta Terra, mas devemos ser os propagadores de Sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na Terra (Lc 12,49). Grandeza e responsabilidade do cristão! Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre susceptível de ser ouvido por todos as testemunhas que O veem. É a imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna seu irmão melhor. Onde uma pessoa boa, submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha há sempre uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes. Não basta “estar” cristão, é preciso “ser” cristão transfigurado no modelo que é Cristo Jesus.

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

No monte Tabor, Jesus se manifesta aos seus discípulos em todo o esplendor da vida divina existente nele. Esse esplendor é antecipação daquele que o envolverá por conta de sua morte e ressurreição. Na transfiguração, ele é proclamado filho querido e amado de Deus.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O Filho do homem, símbolo do povo fiel, recebe o poder, a glória e a realeza. Jesus é o Filho amado do Pai a quem precisamos ouvir e seguir.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Eis meu Filho muito amado, nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós! (Mt 17,5).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

O Espírito Santo apareceu na nuvem luminosa e a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho amado, nele depositei todo o meu amor. Escutai-o (Mt 17,5).

Antífona da comunhão

Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é (1Jo 3,2).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que na gloriosa transfiguração de vosso Filho confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias e manifestastes, de modo admirável, a nossa glória de filhos adotivos, concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do nosso filho amado e compartilhar da sua herança. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Iluminai-nos, Senhor.

— Transfigurai, Senhor, vossa Igreja e fazei-a brilhar pela santidade.
— Transfigurai as autoridades e ensinai-as a promover a justiça e a paz.
— Transfigurai os que sofrem e dai-lhes a força que provém do evangelho.
— Transfigurai nosso olhar e concedei-nos descobrir vossa presença nos necessitados.
— Transfigurai nosso coração e tornai-o semelhante ao vosso.

Oração sobre as oferendas

Santificai, ó Deus, as nossas oferendas pela gloriosa transfiguração do vosso Filho e purificai-nos das manchas do pecado no esplendor de sua luz. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que o alimento celeste por nós recebido nos transforme na imagem de Cristo, cujo esplendor quisestes revelar na sua gloriosa transfiguração. Por Cristo, nosso Senhor.

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s