LDP: 08/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

08/AGO/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

Leitura do livro do profeta Jeremias 31,1-7 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 “Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2 Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”. 3 O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4 De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5 Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. 6 Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7 Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’”.

Proclamação do Salmo do profeta Jeremias 31,10.11-12ab. 13 (R. Cf. 10d) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 10d O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
— 10 Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: ‘Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!’
— 11 Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. 12a Voltarão para o monte de Sião, + entre brados e cantos de alegria 12b afluirão para as bênçãos do Senhor:
— 13 Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 15,21-28 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 21 Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22 Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23 Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24 Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25 Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26 Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27 A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28 Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Minhas disposições são como as da mulher cananeia? Quando converso com Jesus tenho a mesma humildade e confiança? Como acolho a salvação? Como vivo na comunidade cristã? Os bispos em Aparecida disseram: “A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. “Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor” (Bento VXI, em Aparecida). A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34). (DAp 159).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 15,21-28 e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Isto queria dizer que sua missão não era restrita a um grupo, mas aberta a todos. A salvação é para todos. Entre diversos aspectos que podemos considerar neste trecho do Evangelho, tomemos, de um lado a fala da mulher anônima, e de outro, a fala de Jesus.” – Senhor, Filho de Davi, tenha pena de mim! A minha filha está horrivelmente dominada por um demônio! Senhor, ajuda-me! Este grito da mulher manifesta a sua necessidade e a sua fé. A afirmação de Jesus: “Mulher, você tem muita fé!” Jesus vê o coração, vê a fé, vê a intenção. O evangelista Mateus diz que a mulher chegou perto de Jesus e gritou. Diz ainda que ela se ajoelhou aos pés dele. Implorou com humildade. Por isso Jesus acolheu seu pedido: “Que seja feito o que você quer!”

… e a VIDA …

Senhor Jesus, tira de mim todo preconceito que me impede de aceitar que muitas pessoas marginalizadas possam ter uma fé verdadeira em ti.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é iluminado pela fé que me faz me aproximar de Jesus com humildade e confiança.

REFLEXÕES:

1 – A CANANÉIA

Mateus adapta a narrativa de Marcos ao contexto de sua comunidade de cristãos oriundos do judaísmo. Jesus parte para a região de Tiro e Sidônia, que são cidades gentílicas execradas pela tradição do judaísmo. Uma mulher desta região, identificada simplesmente a Cananeia, vem a Jesus. Ela pede a libertação da sua filha. Está atormentada pelo demônio da exclusão religiosa do judaísmo. Os discípulos incomodam-se com a insistência da mulher, pedindo que Jesus a mande embora. Duas falas, uma seletiva, outra discriminatória, são atribuídas a Jesus. São próprias da instituição judaica. Porém, o lugar central é a mulher, sua fala, sua insistência. Revelam uma fé que move o coração de Jesus. A filha é libertada. A cananeia tem também direito ao pão que significa o banquete do Reino.

2 – A MULHER ESTRANGEIRA E SUA FÉ

O Evangelho de hoje nos revela a diferença fundamental entre o judaísmo e o cristianismo, entre as ideias do povo de Israel e as ideias que devem marcar a vida da Igreja. Para o povo de Israel, ele era o único povo de Deus e não poderia haver outro e as demais nações da terra não poderiam receber os benefícios de Deus. Para a Igreja, todos os homens e mulheres do mundo, de todas as classes, línguas e nações, são objetos da ação salvífica de Deus, de modo que a graça divina é para todos e a salvação é universal. No primeiro momento do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que é verdadeiramente um judeu, mas no segundo, nos mostra como verdadeiramente devemos ser e agir.

3 – GRANDE É TUA FÉ!

A fé da mulher pagã contrasta com a fé vacilante dos discípulos. A formação que receberam de Jesus não foi suficiente para ajudá-los a fazer frente às situações adversas. Fraquejaram! Em contraposição, ao missionar na terra dos fenícios, o Mestre deparou-se com uma mulher cuja fé deixou-o admirado. Vendo Jesus passar, ela pôs-se a gritar, implorando pela filhinha atormentada por um demônio, confiante de que somente Jesus poderia vir em seu socorro. Chamou-o de Senhor, filho de Davi, servindo-se de uma linguagem própria de quem tem fé e conhece as esperanças do povo judeu. A insistência da mulher pareceu não encontrar acolhida por parte de Jesus. Entabulou-se, então, um diálogo meio forçado. O Mestre declarou estar a serviço apenas do povo judeu. A mulher reforçou seu pedido. E foi repelida, com dureza, por Jesus o qual afirmou-lhe não ser sensato deixar de ajudar seu povo para preocupar-se com os pagãos. A mulher retrucou com um argumento que desarmou o Mestre: os pagãos têm direito de receber pelo menos as migalhinhas dos benefícios feitos aos judeus. Admirado diante de tamanha fé, Jesus atendeu o pedido da mulher, curando-lhe a filha. Portanto, também entre os pagãos havia quem tivesse fé autêntica em Jesus.

4 – PRECISAMOS TER UMA FÉ INSISTENTE

Depois de Jesus ter espalhado, pela Galileia, junto dos Seus apóstolos, a chegada do Reino dos Céus, decide-se a ir para terra estrangeira, para a região de Tiro e Sidon, ao norte da Galileia, no atual Líbano, uma terra estrangeira, onde a maior parte das pessoas eram não-judias, ao contrário da Galileia, onde quase todos eram judeus. Uma delas era esta mulher que foi ter com Jesus. Sem nome, o evangelista Marcos a chama de “siro-fenícia”. Mateus diz que ela é “cananeia”. Os dois títulos têm o mesmo significado: trata-se de uma mulher estrangeira. Ela tinha uma filha endemoniada. A mãe não sabia mais o que fazer para livrar a pobre coitada daquele sofrimento. O demônio não deixava a menina em paz em nenhum momento. A mãe da menina aproveitou que Jesus estava por ali, chegou e gritou: “Jesus, tenha pena de mim! Minha filha está horrivelmente dominada por um demônio!” Ela conhecia Jesus de nome, sabia que Ele era muito bom e tinha poder para mandar embora os demônios. A princípio, Jesus não falou nem fez nada. Também não parou de andar para dar atenção à mulher. Mas ela foi atrás d’Ele gritando: “Jesus, tenha pena de mim!”. Os amigos de Jesus entenderam o sofrimento dela e pediram para que o Senhor a mandasse embora. Jesus não a mandou embora, mas fingiu que não iria atender o seu pedido. Para provar a fé daquela mulher, Ele disse que curava gente de seu país, e não gente de outro país. A mulher, movida de uma fé que ultrapassa a dos discípulos, grita a Jesus: “Tem compaixão de mim, Senhor, filho de Davi! Minha filha tem uma doença maligna”. Jesus não responde. Os discípulos, incomodados, dizem-Lhe: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”. Ela, porém, jogou-se aos pés de Jesus: “Senhor, ajuda-me!”. Ele insiste em não querer se envolver no caso de uma estrangeira: “Não está certo tirar o pão dos filhos, para jogá-lo aos cachorrinhos”. Ela, porém, apesar de reconhecer que não tem esse direito, insiste na sua humilde “súplica”: “É verdade, Senhor, mas também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”. Então, Jesus respondeu: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres”. E, a partir daquela hora, a filha da cananeia ficou curada. A mulher cananeia é um modelo de súplica humilde, como o centurião de Cafarnaum (cf. Mt 8,5-13), e perseverante como o cego Bartimeu (cf. Mc 10,46-52). O centro do episódio é Jesus. Ele aparece livre, sereno, firme. No mesmo capítulo 15 de Mateus, Jesus se distancia das tradições dos escribas e fariseus. No episódio da cananeia, Ele é pressionado pelos próprios discípulos para que despeça a mulher importuna. Mas o Senhor se deixa vencer pela súplica de uma mãe angustiada. Não são os gritos da cananeia que O comovem, mas a perseverança da sua fé. Por ser pagã, ela não teria direito, mas a sua filha foi curada por pura graça. Jesus realiza um gesto soberano e profético, que anuncia o acesso dos pagãos (chamados de “cães” pelos judeus) à  salvação. A insistência e ousadia da mulher cananeia fez com que Jesus atendesse seu pedido. Com isso, provou para todos que, em Deus, não há diferença entre cultura, cor, raça, credo ou região. Uma grande lição para levarmos em nossas vidas é que precisamos ter uma fé teimosa, insistente, “chata”, daquelas que chega a incomodar, que não desanima nunca, que não se frustra. Pois assim, quando Deus provar a nossa fé, conseguiremos manter-nos firmes e fiéis. A perseverança da fé dessa mulher deve nortear também a sua. Insista que Jesus vai lhe atender. A promessa é mesmo d’Ele: “Batei, e a porta se vos abrirá, buscai e achareis”. Exercite sua fé na oração, na reflexão da Palavra e no testemunho de vida. Senhor, que eu seja mais sensível ao sofrimento dos pobres desta terra do que aos “direitos adquiridos” dos sábios e entendidos! Que nas horas em que o Senhor parece não responder à minha súplica, eu persevere, confiando na Sua misericórdia.

5 – MINHA FILHA ESTÁ CRUELMENTE ATORMENTADA POR UM DEMÓNIO

Esta cananeia pagã deixou de ter, pessoalmente, necessidade de ser curada, uma vez que reconheceu Cristo como Senhor e Filho de David, mas pede auxílio para a sua filha, isto é, para a multidão pagã prisioneira de espíritos impuros. O Senhor cala-Se, reservando com o Seu silêncio o privilégio de salvar Israel. […] Trazendo em Si o mistério da vontade do Pai, responde que não foi enviado senão às ovelhas perdidas de Israel, para que ficasse claro que a filha da cananeia é um símbolo da Igreja. […] Não é que a salvação não pudesse ser dada também aos pagãos, mas o Senhor tinha vindo «para os Seus e ao mundo que era Seu» (Jo 1,11), e esperava os primeiros indícios da fé deste povo de onde Ele próprio era originário, devendo os outros ser seguidamente salvos pela pregação dos apóstolos. […] E, para que compreendêssemos que o silêncio do Senhor provém da consideração do tempo e não de um obstáculo colocado pela Sua vontade, acrescenta: «Mulher, grande é a tua fé!» Queria dizer que esta mulher, já certa da sua salvação, tinha fé – melhor ainda – na reunião dos pagãos no tempo que se aproxima, em que, pela sua fé, eles serão libertados de todo o tipo de espíritos impuros tal como a jovem o foi. E isso confirma-se: com efeito, após a prefiguração do povo dos pagãos na filha da cananeia, homens prisioneiros de diversos tipos de doenças são apresentados ao Senhor na montanha pelas multidões (Mt 15,30). São homens incréus, isto é, doentes, que são levados pelos crentes a adorar e a prostrar-se, e a quem é dada a salvação, para estudarem, louvarem e seguirem a Deus.

6 – MULHER, GRANDE É TUA FÉ

Hoje, frequentemente, escutamos expressões como já não existe mais fé!, e o dizem pessoas que pedem às nossas comunidades o batismo de seus filhos ou a catequese das crianças ou o sacramento do matrimônio. Essas palavras refletem uma visão negativa do mundo, mostra o convencimento de que em qualquer tempo passado as coisas eram melhores do que agora e que estamos no fim de uma etapa em que não há nada novo a dizer, nem tampouco nada de novo a fazer. Evidentemente são pessoas jovens que, em sua maioria, veem com certa tristeza que o mundo mudou muito, desde o tempo de seus pais, que talvez vivessem uma fé mais popular, a qual eles não se souberam ajustar. Esta experiência os deixa insatisfeitos e sem capacidade de reação quando, na verdade, quem sabe, não estão às portas de uma nova etapa que deveriam aproveitar. Esta passagem do Evangelho chama a nossa atenção para aquela mãe Cananéia que pede uma graça para sua filha, reconhecendo em Jesus o Filho de Davi: «Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim: minha filha é cruelmente atormentada por um demônio!» (Mt 15,22). O Mestre é surpreso: «Mulher, grande é tua fé!», e não pode fazer outra coisa senão atuar em favor daquelas pessoas: «Como queres, te seja feito!» (Mt 15,28), ainda que isto não pareça estar em seus planos. Apesar da realidade humana, a graça de Deus sempre se manifesta. A fé não é patrimônio de uns quantos, nem tampouco é propriedade dos que se creem bons ou dos que o foram, ou de quem tem esta etiqueta social ou eclesial. A ação de Deus precede a ação da Igreja e, o Espírito Santo está atuando já em pessoas que não havíamos suspeitado que nos trouxessem uma mensagem de parte de Deus, uma solicitação em favor dos mais necessitados. Diz São Leão: «Amados meus, a virtude e a sabedoria da fé cristã são o amor a Deus e ao próximo: nada falta a nenhuma obrigação de piedade a quem procura dar culto a Deus e a ajudar a seu irmão».

7 – MULHER, GRANDE É A TUA FÉ!

Tudo que Deus mais quer, é estar conosco, principalmente nos nossos momentos mais difíceis, temos a maior prova disso, na sua encarnação. Jesus é a prova concreta da imensidão do amor Deus por cada um de nós, Ele é o próprio Deus que se humanizou para ficar mais próximo de nós, respeitando a nossa liberdade, só entrando na nossa vida quando chamamos por Ele! A fé é que nos impulsiona a ir ao encontro de Jesus, a buscar Nele a força, a coragem para enfrentar as dificuldades da vida. Só pela fé chegamos a Jesus! O que seria de nós sem a fé? Quando saímos de algum sofrimento e olhamos para traz, vamos perceber com maior intensidade, o valor da fé, pois somente pela fé, conseguimos atravessar os desertos de nossa vida! A fé é o pilar que nos sustenta, a força que nos move, a raiz que nos mantém de pé nos vendavais da vida! Ter fé, não significa simplesmente acreditar em Deus, é muito mais que isto, é comprometer-se com Ele, é depositar toda a nossa segurança Nele! A fé, é um dom de Deus, cabe a nós abraçá-la com firmeza, na certeza de que com Deus, venceremos todos desafios! Quem abraça a fé, nunca perde a esperança, não se deixa enganar pelos caminhos tortuosos, e nem se abate diante das dificuldades, pois carrega consigo a certeza de que em Deus, está o seu porto seguro! O Evangelho de hoje, nos fala da essencialidade da confiança em Deus, o Deus que liberta! O texto nos mostrar com clareza, que não é pela religião que se dá testemunho de fé, e sim, pela confiança no poder de Deus, manifestado em Jesus! Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia, e entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse que Ele estava ali. Mas a fé de uma mulher pagã, encontrou Jesus, e não O deixou ficar escondido. O episódio nos mostra, que pela fé, é possível vencer todas as barreiras que nos impede de aproximar desta Luz que é Jesus! Certamente aquela mulher, já tinha ouvido falar da bondade de Jesus, por isto não queria perder a única oportunidade de aproximar-se de Jesus, para ela, somente Ele, poderia dar fim ao sofrimento da filha. Movida pela fé, ela vence todos os obstáculos, prostrando-se diante Jesus e com grande humildade, suplica insistentemente que Ele expulsasse o mal que tanto afligia sua filha. “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. Estas palavras de Jesus, para alguns, pode soar como ofensa, como uma atitude impiedosa, a mesma do povo judeu, que discriminava os estrangeiros, considerados por eles como pagãos. Mas nós, que conhecemos a bondade de Jesus, sabemos que esta não é a sua postura, afinal, Ele veio abolir todo tipo de exclusão. Jesus não quis diminuir aquela mulher, pelo contrário, Ele quis elevá-la. Jesus sabia, que ao ser provocada, ela daria um dos mais belos testemunho de fé: “É verdade Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa do seus donos” Um belíssimo testemunho que encantou Jesus e que serviu de lição para os discípulos e hoje serve para nós: A fé não tem fronteira! A postura de Jesus, colocando um primeiro obstáculo mediante a suplica daquela mãe sofrida, não foi por não querer atende-la e sim, aproveitar aquela oportunidade para conscientizar aos discípulos que a salvação trazida por Ele, não é privilégio de um só povo, a misericórdia de Deus é para todos. Deste episódio, fica para nós um grande ensinamento: precisamos ter uma fé consistente, e insistente, a promessa é de Jesus: batei, e a porta vos abrirá, buscai e achareis. Exercitemos a nossa fé, na oração, na reflexão da palavra, na vivencia em comunidade e principalmente, na eucaristia. FIQUE NA PAZ DE JESUS!

8 – JESUS CURA A FILHA DA MULHER PAGÃ

A mensagem desta reflexão nos leva a compreender que “precisamos de todos para que a nossa vida seja completa”. Isto é, não estamos sozinhos no mundo e nem fazemos parte de um povo seleto para Deus, estamos sim, em consonância com todos os homens e mulheres do mundo com o mesmo objetivo: alcançar a salvação eterna. Prova disso está narrado no Santo Evangelho de Mateus. Uma mulher pagã implora para Jesus curar sua filha que está possuída pelo demônio. Jesus nem dá ouvidos, faz de conta que nada está acontecendo, ou seja, chega a firmar para seus discípulos: “eu fui enviado somente para as ovelhas perdidas da casa de Israel”. Para nós e para os discípulos Jesus não poderia agir desse modo. Mas na verdade Ele estava testando os seus discípulos para notar até que ponto estavam convencidos de que todos são importantes para o Pai, ou até que ponto a mulher asseguraria sua fé. Porém, a mulher comprova sua fé, mostrando que fora do povo de Deus, ou seja, também no meio dos pagãos, poderia haver muito mais entrega e confiança do que dentro do povo de Deus. Sua fé foi expressa na insistência da cura da filha e de joelhos aos pés de Jesus clama pela libertação desesperadamente. Pedir sempre para Deus sem temer do pedido. No momento certo será acolhido. Pode ser que até fique zangado com Deus num certo momento. Nada para provar a insistência na necessidade da súplica e o tamanho da fé. Como já foi citado, a insistência e a fé da mulher pagã curou a enfermidade da filha, pode remeter para cristãos na mesma medida. Na importa a religião, o credo, a cor, a raça para Deus, mas para este Criador dos céus e da terra, basta o desejo e a convicção da certeza no Cristo ressuscitado, ou seja, basta ter fé e comprometer-se com o projeto de vida para todos. Às vezes a fé fica distante das ações dos cristãos. Quase não aparece nos gestos concretos algo que possa assemelhar na prática da fé. Ao sentir que a vida está deixando de ser proveitosa para Deus, com certeza, é o sinal dado para que busque mudar de vida. O encardido penetra no ser das pessoas com muita felicidade. O mal provoca horrores na vida familiar ou social. O maligno não tem pudor. Ele adoece e mata o homem. A filha da mulher pagã estava possuída pelo mal que aproveitou da ausência da fé e a rotulou para si. Neste caso, são muitas pessoas que vivem na solidão, no desespero, no encalço das drogas, das bebidas e da prostituição. Não tem o amor e nem a fé para proteger da coisa ruim. Para que isso não ocorra é necessário acreditar no projeto divino e pedir para o Pai do Céu toda providência necessária. Deus nosso Pai que é bondoso e generoso vai atender ao pedido e proteger para nada de desacordo aconteça. Enfim, nunca desanime diante dos obstáculos, pois junto com Deus nada poderá barrar a caminhada para a vida na eternidade. Lute e viva na alegria do dia a dia para crescer na esperança e no diálogo com Deus. Amém!

9 – MULHER, GRANDE É A TUA FÉ!

Mulher, grande é a tua fé! Este Evangelho narra a cena de uma mulher pagã que pede a Jesus a cura de sua filha. De início, Jesus recusa, dizendo que foi enviado para as ovelhas perdidas da casa de Israel. E ele fala uma frase que, à primeira vista, parece dura, mas era um dito popular: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. Entretanto, a mulher não se deu por vencida e respondeu de forma criativa. “É verdade, Senhor, mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” Diante dessa resposta, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. Ter fé é vencer os obstáculos, venham de onde vierem, até da parte de Deus. Exemplos de obstáculos que podem chocar-se com a nossa fé: Aparente recusa de Deus em nos atender, como o caso de uma pessoa doença que reza e, em vez de sarar, fica ainda pior fisicamente. Claro que a cura de Deus é mais para o doente, não tanto para a doença. Mas a pessoa pode não conhecer essa distinção e pensar que Deus não lhe está atendendo. Jó (Cf seu livro, na Bíblia) é um exemplo nesse ponto, pois, mesmo não sendo atendido, persistiu na oração, na fé e na esperança. A nossa fé não fica parada. Ela é como uma planta: ou cresce ou morre. E ela cresce na direção da fidelidade, isto é, da firmeza diante dos obstáculos. Aquela mulher era pagã, não pertencia à descendência de Abraão, que era o povo eleito. Entretanto, ela tinha uma fé correta e bonita. Pagãos, para nós, são os não batizados. É uma situação cuja superação é aberta a todos e é facílima, basta receber o batismo. Já ser pagão no tempo de Jesus era um estigma indelével, uma barreira intransponível, pois dependia da raça, da família em que nasceu, que ninguém pode mudar. Sabemos que a primeira Aliança, feita com o povo hebreu, era provisória. Ela tinha o objetivo de preparar a vinda do Messias. Com a chegada de Jesus, ela caducou e passou a valer a nova e eterna Aliança, que Deus fez definitivamente com a humanidade toda, em Cristo. Esta não tem distinção de raça, é baseada na fé e na obediência aos mandamentos. Como disse S. Paulo: “Não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos vós sois um só, em Cristo Jesus” (Gl 3,28). Mas, apesar da primeira Aliança já ter caducado, Deus, na sua extrema fidelidade, quis que seu Filho, inicialmente, desse preferência ao povo de Israel. Entretanto, Jesus sempre acolhia bem os pagãos que o procuravam. Inclusive, várias vezes, elogiou a fé dos pagãos, como a do centurião romano: “Nunca encontrei tamanha fé em Israel”. Esta fato da mulher cananeia nos mostra a força que tem a oração perseverante e feita com fé. A oração é mais forte que as estruturas humanas, inclusive as religiosas. Pela oração, nós somos capazes de “transportar montanhas”, como disse Jesus. Contra tudo e contra todos, devemos continuar pedindo a Deus as coisas, mesmo com a impressão de que ele virou as costas para nós; e argumentar com Deus, como fez a mulher: “Os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” A mesma mensagem vemos em algumas parábolas de Jesus, como a da viúva pedindo para o juiz a solução do seu caso judicial (Cf Lc 18,1-8), a do vizinho que, altas horas da noite, bate na porta do outro pedindo pães (Cf Lc 11,5-8)… Havia, certa vez, um pequeno lago que tinha muitos peixes. Por isso faltava comida para eles. Viviam magros e famintos. Um peixinho não se conformou com a situação e queria sair dali. Como havia uma pequena corrente de água que saía do lago, ele arriscou e entrou nessa corrente. Para surpresa sua, chegou a um grande lago, onde havia comida à vontade, pois os peixes ali eram poucos. Que delícia! O peixinho estava exultante de alegria. Quanto espaço para nadar! Isso que é vida! Mas logo se lembrou dos colegas e ficou com dó. Decidiu: Quando der uma chuva grande e aumentar a água dessa corrente, voltarei lá para convidá-los. Assim ele fez. Após uma chuva, com grande esforço e destreza, subiu pela corrente de água e voltou ao pequeno lago onde nascera e vivera. Foi logo contando para os colegas a sua descoberta. Entretanto, teve uma surpresa: ninguém acreditou! Triste, voltou para o lago da fartura que havia descoberto. Dias depois, alguns peixes mais jovens, da sua turminha antiga apareceram. E começou um intercâmbio, que mudou a vida dos peixes dos dois lagos. Ter fé é ter coragem. Não podemos ficar acomodados ou desanimados, como aquele homem da mão seca que estava marginalizado, em um cantinho da sinagoga (Cf Mc 3,1-5). “Levanta-te e fica de pé no meio”, disse-lhe Jesus. Precisamos arriscar um pouco e enfrentar a correnteza. A vida é bela e cheia da fartura das bênçãos de Deus! Peçamos a Maria Santíssima: “Ensina teu povo a rezar, Maria Mãe de Jesus, que um dia teu povo desperta e na certa vai ver a luz!” Mulher, grande é a tua fé!

10 – A GRAÇA PODEROSA ATINGE A TODOS…

Se nos lembrarmos da reflexão do evangelho de ontem, vamos compreender que a Graça de Deus é Soberana e autônoma, não estando atrelada a nenhum sistema institucionalizado, ou estruturas humanas que aprimorem a sua eficácia. A Graça operante e santificante é eficaz em si mesma cabendo ao homem apenas acolhê-la em sua vida e seu coração, nada mais. Poderá o leitor questionar, com toda razão: “Então as instituições, inclusive a religiosa, não serve para nada, por causa da sua neutralidade na questão Salvífica?” As estruturas institucionais mostram o esforço do homem em buscar a Deus e a Graça que ele tem para nos oferecer, e como de fato nos oferece, através de Jesus Cristo. Nesse sentido a Igreja é o grande, único e verdadeiro Sacramento de Jesus Cristo para o mundo. A mulher Cananéia percebeu isso, que a Salvação estava em Jesus Cristo, e por isso não deu a mínima para a Rigorosa Instituição judaizante e aproximou-se de Jesus, que aqui, falando sob o ponto de vista da instituição religiosa, vai lembrar a mulher que a Salvação é exclusiva de Israel, Nação Santa e Raça escolhida. E nesse sentido o seu Messianismo estava focado na nação de Israel, e jamais fora dela. Mas a mulher não vê sob o olhar da instituição, ela crê na misericórdia Divina que tem algo precioso a oferecer a todas as pessoas, e não apenas aquelas que estão dentro de um sistema religioso. Então aquela mulher pagã ganhou definitivamente o coração de Jesus que percebe nela a grandeza de uma Fé, que não pauta pelos compromissos e obrigações decorrentes do legalismo Mosaico, mas que vislumbra a gratuidade do seu amor, capaz de salvar qualquer homem… E Jesus inverte a ordem estabelecida, até agora Israel é a única referência e modelo de Povo Salvo, porque cumpre a Lei de Moisés, mas doravante o modelo e referência é aquela mulher Cananéia, que vislumbrou a Salvação enquanto dom gratuito, oferecida por Deus em Jesus Cristo, e por isso ali diante da comunidade dos discípulos Jesus a exalta, colocando-a acima de Israel, onde ele próprio ainda não tinha visto, até o momento, alguém com uma Fé assim.

11 – A FORÇA DO NOSSO “QUERER” É SINAL DE FÉ E É UMA MOTIVAÇÃO PARA QUE JESUS REALIZE EM NOSSA VIDA OS MILAGRES QUE ALMEJAMOS

A mulher Cananéia não se rendeu diante dos argumentos de Jesus de que Ele fora enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel, mas com fé e convicção, mesmo não se reconhecendo merecedora pediu a Jesus as migalhas que sobrassem da “mesa dos judeus”, por isso, foi atendida. O Senhor faz em nós na medida do que nós queremos de coração. A força do nosso “querer” é sinal de Fé e é uma motivação para que Jesus realize em nossa vida os milagres que almejamos. Realmente Jesus foi enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel e nós também não pertencíamos àquela casa, porém Jesus nos acolhe como acolheu aquela mulher. Somos pecadores e, assim sendo, nós mesmos não temos merecimentos, não podemos cobrar nem exigir direitos porém “grande é a nossa fé” e isto basta para que Jesus venha também alimentar a nós e a todos que são humildes para reconhecê-lo e perseverantes quando não cessamos de gritar também: “Senhor, socorre-me!” Jesus, muitas vezes, não nos responde palavra alguma, contudo, nem por isso, nós podemos dizer que Ele nos abandonou, pois assim falando estamos dando provas de que não temos fé. A fé é o argumento que mantêm a nossa esperança na hora do desespero! Reflita – A sua fé também é grande como a da cananeia? – O que tem atraído você para Deus? – Você se acha um “caso liquidado” ou tem esperança de plantar e colher frutos de conversão? – Você se acha merecedor da Salvação que Jesus veio trazer ao mundo? Amém! Abraço carinhoso!

12 – MULHER, GRANDE É A TUA FÉ!

A comunidade de Mateus se depara com um dilema: atender primeiro aos necessitados “de casa” ou atender aos “de fora”? Para o evangelista a resposta é clara: a missão de Jesus deu prioridade aos “de casa”, às ovelhas perdidas de Israel; mas seus seguidores, seguindo seu exemplo, devem abrir-se aos “de fora”, às nações. A ação de Jesus com os de casa é o modelo a seguir com os de fora, com os estrangeiros, como com a mulher da passagem de hoje que surpreende a todos por sua persistência e pela extraordinária grandeza de sua fé. Jesus conhece os riscos de sua ação entre os pagãos, por isso dá uma resposta tirada da sabedoria popular. A mulher responde com a mesma sabedoria para mostrar como a oferta de Deus beneficia todas as pessoas, porque em se tratando da graça de Deus, até as migalhas são suficientes. Nós corremos o risco de dar importância às urgências internas de nossas próprias comunidades cristãs a ponto de esquecer que nossa vocação é um chamado pascal a nos abrirmos às urgências do “resto” da humanidade.

13 – PRECISAMOS TER UMA FÉ INSISTENTE

Depois de Jesus ter espalhado, pela Galileia, junto dos Seus apóstolos, a chegada do Reino dos Céus, decide-se a ir para terra estrangeira, para a região de Tiro e Sidon, ao norte da Galileia, no atual Líbano, uma terra estrangeira, onde a maior parte das pessoas eram não-judias, ao contrário da Galileia, onde quase todos eram judeus. Uma delas era esta mulher que foi ter com Jesus. Sem nome, o evangelista Marcos a chama de “siro-fenícia”. Mateus diz que ela é “cananeia”. Os dois títulos têm o mesmo significado: trata-se de uma mulher estrangeira. Ela tinha uma filha endemoniada. A mãe não sabia mais o que fazer para livrar a pobre coitada daquele sofrimento. O demônio não deixava a menina em paz em nenhum momento. A mãe da menina aproveitou que Jesus estava por ali, chegou e gritou: “Jesus, tenha pena de mim! Minha filha está horrivelmente dominada por um demônio!” Ela conhecia Jesus de nome, sabia que Ele era muito bom e tinha poder para mandar embora os demônios. A princípio, Jesus não falou nem fez nada. Também não parou de andar para dar atenção à mulher. Mas ela foi atrás d’Ele gritando: “Jesus, tenha pena de mim!”. Os amigos de Jesus entenderam o sofrimento dela e pediram para que o Senhor a mandasse embora. Jesus não a mandou embora, mas fingiu que não iria atender o seu pedido. Para provar a fé daquela mulher, Ele disse que curava gente de seu país, e não gente de outro país. A mulher, movida de uma fé que ultrapassa a dos discípulos, grita a Jesus: “Tem compaixão de mim, Senhor, filho de Davi! Minha filha tem uma doença maligna”. Jesus não responde. Os discípulos, incomodados, dizem-Lhe: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”. Ela, porém, jogou-se aos pés de Jesus: “Senhor, ajuda-me!”. Ele insiste em não querer se envolver no caso de uma estrangeira: “Não está certo tirar o pão dos filhos, para jogá-lo aos cachorrinhos”. Ela, porém, apesar de reconhecer que não tem esse direito, insiste na sua humilde “súplica”: “É verdade, Senhor, mas também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”. Então, Jesus respondeu: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres”. E, a partir daquela hora, a filha da cananeia ficou curada. A mulher cananeia é um modelo de súplica humilde, como o centurião de Cafarnaum (cf. Mt 8,5-13), e perseverante como o cego Bartimeu (cf. Mc 10,46-52). O centro do episódio é Jesus. Ele aparece livre, sereno, firme. No mesmo capítulo 15 de Mateus, Jesus se distancia das tradições dos escribas e fariseus. No episódio da cananeia, Ele é pressionado pelos próprios discípulos para que despeça a mulher importuna. Mas o Senhor se deixa vencer pela súplica de uma mãe angustiada. Não são os gritos da cananeia que O comovem, mas a perseverança da sua fé. Por ser pagã, ela não teria direito, mas a sua filha foi curada por pura graça. Jesus realiza um gesto soberano e profético, que anuncia o acesso dos pagãos (chamados de “cães” pelos judeus) à salvação. A insistência e ousadia da mulher cananeia fez com que Jesus atendesse seu pedido. Com isso, provou para todos que, em Deus, não há diferença entre cultura, cor, raça, credo ou região. Uma grande lição para levarmos em nossas vidas é que precisamos ter uma fé teimosa, insistente, “chata”, daquelas que chega a incomodar, que não desanima nunca, que não se frustra. Pois assim, quando Deus provar a nossa fé, conseguiremos manter-nos firmes e fiéis. A perseverança da fé dessa mulher deve nortear também a sua. Insista que Jesus vai lhe atender. A promessa é mesmo d’Ele: “Batei, e a porta se vos abrirá, buscai e achareis”. Exercite sua fé na oração, na reflexão da Palavra e no testemunho de vida. Senhor, que eu seja mais sensível ao sofrimento dos pobres desta terra do que aos “direitos adquiridos” dos sábios e entendidos! Que nas horas em que o Senhor parece não responder à minha súplica, eu persevere, confiando na Sua misericórdia.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Domingos de Gusmão (Espanha, 1170-1221), ordenado sacerdote aos 30 anos, foi, com são Francisco, um dos grandes reformadores da Igreja no século XIII. Respondendo aos desafios do seu tempo, fundou a Ordem dos Frades Pregadores (Dominicanos).

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Deus nos ama com amor eterno. Nunca se esquece de seus filhos e filhas e acolhe todas as pessoas que desejam fazer parte de seu convívio, sem excluir ninguém.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Antífona da comunhão

Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de são Domingos venham em socorro da vossa Igreja, para que o grande pregador da vossa verdade seja agora nosso fiel intercessor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.

— Para que a Igreja esteja sempre disposta a amar e acolher todas as pessoas, rezemos.
— Para que, a exemplo da mulher cananeia, sejamos vivificados e fortalecidos na fé, rezemos.
— Para que as Igrejas cristãs se empenhem em promover as mulheres, rezemos.
— Para que os jovens, neste mês vocacional, amadureçam sua vocação, rezemos.
— Para que, pela intercessão de são Domingos, sejamos atentos aos sinais dos tempos, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, atendeu com bondade, pela intercessão de são Domingos, as preces que vos apresentamos e, pela força deste sacrifício, confirmai com a graça da vossa proteção aqueles que lutam em defesa da fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, concedei à vossa Igreja o vigor do sacramento que nos alimentou na festa de hoje, para que ela se dedique inteiramente ao vosso serviço pela intercessão de são Domingos, que a fez florescer com a sua pregação. Por Cristo, nosso Senhor.

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