LDP: 09/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

09/AGO/2012 (quinta-feira)

LEITURAS

Leitura do livro do profeta Jeremias 31,31-34 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

31 “Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32 não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33 Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34 Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

Proclamação do Salmo 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. 12a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 12a Ó Senhor, criai em mim, um coração que seja puro!
— 12 Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— 14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! 15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.
— 18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19 Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de Mateus 16,13-23 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20 Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21 Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Como vivo a minha fé? Onde encontro a porta de entrada para o Reino de Deus? Disseram os bispos, em Aparecida: “A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).” (DAp 101).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto Mt 16,13-23, e observo o diálogo de Jesus com os discípulos. Aparecem nesta narrativa dois símbolos relacionados a Pedro: as chaves e a pedra. Revela-se a missão de Pedro, sendo reconhecido como “porteiro do céu” – “eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu”. Jesus diz a Simão: “você é Pedro”. O Mestre pretende construir um templo ou uma comunidade nova na qual Pedro será a “pedra fundamental.” Mesmo assim, o apóstolo continua “pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa”. Isto é, precisa progredir na fé que acabava de professar.

… e a VIDA …

Pai, consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar será renovado a cada instante pela fé em Jesus Cristo.

REFLEXÕES:

1 – TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO

A profissão de fé de Pedro, “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, seguida do longo elogio de Jesus, é própria do evangelho de Mateus, não constando no evangelho de Marcos, que o antecedeu. A proclamação de Pedro como base da Igreja e portador das chaves do Reino é uma expressão eclesial de fé, o que sugere que este texto tenha surgido após o martírio do próprio Pedro. Em contraste, a seguir, quando Jesus fala das provações que o esperam em Jerusalém, Pedro censura Jesus, rejeitando que se exponha a tais perigos. Jesus, por sua vez, faz uma contundente repreensão a Pedro por sua atitude e incompreensão.

2 – PEDRO É A PEDRA FUNDAMENTAL

O Evangelho de hoje pode sugerir duas perguntas para a nossa vida pessoal. A primeira é: em que fundamentamos o nosso conhecimento no que diz respeito à nossa fé? A segunda pergunta é: quais são as consequências da nossa fé para a nossa vida? Quanto à primeira pergunta, podemos fundamentar o nosso conhecimento sobre as coisas da fé a partir da Palavra e do Magistério da Igreja, que nos garantem a verdade, mas podemos fundamentar este conhecimento na opinião de muita gente que fala muita coisa a respeito de Deus sem entender nada de nada ou até mesmo termos uma fé sem fundamento nenhum. Quanto à segunda pergunta, podemos fazer da nossa fé o motor da nossa vida ou podemos ter apenas uma fé discursiva ou indiferente, que não representa nada para a nossa vida concreta.

3 – CUIDADO COM A TENTAÇÃO

A tentação, na vida de Jesus, provinha também de seus amigos mais íntimos. Por isso, ele se mantinha atento, tanto em relação a seus inimigos declarados, quanto àqueles que estavam a seu redor. Até de Pedro, Jesus teve de se precaver. Este apóstolo reagiu forte, quando Jesus anunciou seu destino de sofrimento, morte e ressurreição. Pedro desejava para Jesus um futuro feito de glória e sucesso, não um fim trágico. Por isso, sugeriu-lhe não nutrir pensamentos que não convinham à sua condição de Messias. A preocupação do apóstolo aparentemente dava mostras de ser fruto de sua amizade sincera pelo Mestre. Todavia, Jesus não pensava assim; antes, percebeu, imediatamente, na intervenção do discípulo, a presença do tentador. Daí a dureza com que o tratou, chamando-o de Satanás, pedra de tropeço, insensível para as coisas de Deus. Se Jesus tivesse dado ouvido à sabedoria humana de Pedro, teria sido infiel ao Pai. Não era possível realizar o modelo de Messias glorioso, prescindindo da cruz, sem pactuar com projetos contrários àqueles do Pai. O Mestre não estava disposto a escolher o caminho da ambiguidade, servindo a dois senhores. Sua vida estava toda nas mãos do Pai. Não seria um discípulo, mesmo o escolhido para ser líder da comunidade, quem o desviaria de seu caminho.

4 – JESUS, COMPANHEIRO E AMIGO DA NOSSA VIDA

Estamos em Cesareia de Filipe. Jesus quer medir o “termômetro” sobre Si, então pergunta aos Seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Um profundo silêncio se espalha entre eles e, num tom celestial, Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus ganha um adjetivo. Ele é o Cristo, o Ungido. O termo deriva do fato de, no Antigo Testamento, os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, serem consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Cada vez mais claramente, na Bíblia, fala-se de um Ungido ou Consagrado especial que virá, nos últimos tempos, para realizar as promessas da salvação de Deus a seu povo. Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: “És tu o Cristo, o Filho do Bendito?”, Ele responde: “Sim, eu o sou”. Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a ideia que o Judaísmo havia construído sobre o messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domínio pagão e instauraria, pela força, o Reino de Deus na Terra. Jesus teve de corrigir, profundamente, esta ideia compartilhada por Seus próprios apóstolos antes de permitir que se falasse d’Ele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: “E começou a ensiná-los que o Filho do Homem devia sofrer muito…” A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-Lo de tais pensamentos: “Afasta-te de mim, Satanás!” é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos os casos, tratam-se, de fato, do mesmo objetivo de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou, o do Servo sofredor de Javé, por outro que é segundo os homens, não segundo Deus. Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens e mulheres da Igreja se comportaram – em certas épocas – como se o Reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio. Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesareia de Filipe o é de forma todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus há as mais diversas opiniões das pessoas: um Profeta, um grande Mestre, uma grande Personalidade. Converteu-se numa moda apresentá-Lo nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas. No Evangelho, Jesus não parece se surpreender com as opiniões das pessoas nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos e, assim, o faz também hoje: “Para vós, para você, quem sou eu?”. Existe um salto por dar que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus e é preciso acolhê-lo. A cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas – atores, atrizes, homens de cultura – e, então, são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não-crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade e pode dar-se que, em algum caso, seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão. Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada deste mundo. Mais ainda: surpreendem-se de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: “Antes de conhecer-te, eu não existia”. Tenho de proclamar o Seu Nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo! Foi Ele quem nos revelou o Deus invisível. É Ele o Primogênito de toda a criação, é n’Ele que todas as coisas têm a sua subsistência. Ele é o Senhor da humanidade e o Seu Redentor que nasceu, morreu e ressuscitou por nós. Ele é o centro da história do mundo. Conhece-nos e nos ama. É o companheiro e amigo da nossa vida, o homem das dores (Is 53,3) e da esperança. É Aquele que há de vir, que será finalmente o nosso Juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.

5 – SUMO-SACERDOTE DA NOVA ALIANÇA

A nossa alma é um templo de Deus e isso, só por si, abre-nos uma perspectiva vasta e completamente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreendermos a oração da Igreja. […] Cristo tomou parte no culto divino do Seu povo, levado a cabo publicamente no Templo e segundo as prescrições da Lei. […] Ele estabeleceu a mais profunda ligação entre essa liturgia e a oferenda da Sua própria pessoa e, ao atribuir-lhe assim o seu verdadeiro e pleno significado de ação de graças da Criação para com o seu Criador, conduziu a liturgia da Antiga à sua realização na Nova Aliança. Por outro lado, Jesus não tomou parte apenas no culto divino público prescrito pela Lei. Os evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à Sua oração solitária, no silêncio da noite, no cimo das montanhas ou em lugares desertos (Mt 14,23; Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16). Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a Sua vida pública (Mt 4,1-2). Retirou-Se para o silêncio da montanha antes de escolher os Seus Apóstolos (Lc 6,12) e de os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras, preparou a Sua subida ao Gólgota. O brado com que Se dirigiu ao Pai nessa mais penosa de todas as horas da Sua vida é-nos revelado em poucas palavras […], palavras essas que são como que um relâmpago que por um instante ilumina e torna mais clara para nós a vida íntima da Sua alma, o insondável mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai. Este diálogo durou toda a Sua vida, sem nunca sofrer qualquer interrupção. Jesus rezava interiormente, não só quando Se afastava das multidões, mas também quando Se encontrava entre as pessoas.

6 – NÃO TENS EM MENTE AS COISAS DE DEUS, E SIM, AS DOS HOMENS!

Hoje Jesus proclama afortunado a Pedro pela sua acertada declaração de fé: «Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. Jesus então declarou: ‘Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu’» (Mt 16,16-17). Nesta saudação Jesus promete a Pedro o primado da sua Igreja; mas pouco depois faz-lhe uma reconvenção por lhe ter manifestado uma ideia demasiado humana e errada do Messias: «Então Pedro o chamou de lado e começou a censurá-lo: «Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!». Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: «Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!» (Mt 16,22-23). Devemos agradecer aos evangelistas o fato de nos terem apresentado os primeiros discípulos de Jesus tal como eram: não como personagens idealizados, mas como gente de carne e osso, como nós, com as suas virtudes e os seus defeitos; esta circunstância aproxima-os de nós e ajuda-nos a ver que o aperfeiçoamento na vida cristã é um caminho que todos devemos fazer, pois ninguém nasce ensinado. Dado que já sabemos como foi a história, aceitamos que Jesus Cristo tenha sido o Messias sofredor, profetizado por Isaías e tenha entregue a sua vida na cruz. O que mais nos custa aceitar é que tenhamos de manter presente a sua obra a través do mesmo caminho de entrega, renuncia e sacrifício. Imbuídos como estamos numa sociedade que pugna pelo êxito rápido, por aprender sem esforço e de modo divertido, e por conseguir o máximo aproveitamento com o mínimo de trabalho, é fácil acabarmos vendo as coisas mais como os homens do que como Deus. Uma vez recebido o Espírito Santo, Pedro aprendeu por onde passava o caminho que devia seguir e viveu na esperança. «As tribulações do mundo estão cheias de penas e vazias de prémio; mas as que se padecem por Deus ficam suavizadas com a esperança de um prémio eterno» (Santo Efrén).

7 – JESUS REPREENDE SEVERAMENTE A PEDRO PARA QUE NÃO SE OPONHA AO PLANO DIVINO DE REDENÇÃO

Bom dia! Fico a imaginar o quanto Pedro ficou confuso após esse dialogo ou conjunto de diálogos. Independentemente se logo de imediato ou um pouco após a sua “elevação”, se assim posso dizer, de Pedro, Jesus o repreende severamente para que não se oponha ao plano divino de redenção. É claro e evidente que Pedro não queria impedir ou determinar o que Jesus deveria ou não fazer, mas que ele, Pedro, deixava nítido seu apego emocional a pessoa de Jesus por um sentimento que conhecemos bem. Vou explicar. É sabido que Pedro era um dos mais velhos (ou o mais velho deles), que seu jeito turrão de ser, como outras tantas pessoas que conhecemos, não se moldaria a um novo jeito se não fosse encantador ou valesse muito a pena. Suas palavras revelam um profundo desejo que o mestre não o deixe. Mais que um ato “egoísta” ou petulante, Pedro deixa escapar que na verdade tem medo. Jesus chamava na verdade a sua atenção para isso. “(…) Saia da minha frente, Satanás! Você é como uma pedra no meu caminho para fazer com que eu tropece, pois está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa”. Foi o medo que o fez afundar na tentativa de andar sobre as águas; por medo que negou Jesus três vezes, por medo também, após a crucificação, se escondeu no cenáculo com os demais (…). Temos muito de Pedro, mas se resolvermos, como ele, ligar algo na terra, também com certeza, será ligado no céu. Nós ligarmos? Sim! Nosso Senhor conhece bem a quem escolheu. Você, eu, ele, (…), conhece cada uma das nossas limitações e fraquezas, mas conhece também o que cada um pode fazer se, apesar das fraquezas, resolver continuar a acreditar que tudo é possível. “(…) Deus conhece o caminho para encontrá-la, é ele quem sabe o seu lugar, porque ele vê até os confins da terra, e enxerga tudo o que há debaixo do céu”. (Jó 28, 23-24). Ontem na reflexão quando grifei “surpreendido”, referindo-me a fé da mulher que não desistia de segui-lo, e que mesmo com todos os contras queria dizer o quanto Jesus ficara feliz de encontrar pelo menos uma que valha a salvação de todos nós. Diferentemente de Pedro, a jovem ou mulher do evangelho de ontem, não tinha medo, pois o motivo do seu empenho valia qualquer que fosse o esforço ou constrangimento imposto. Como não associar então a fé daquela moça ao evangelho de hoje? “(…) Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e O QUE PERMITIR NA TERRA SERÁ PERMITIDO NO CÉU”. Ela quis tocar o Senhor com sua fé e teve seu pedido acatado! Outro ponto importante… Pedro é um dos pilares da nossa igreja e sob seu testemunho de vida e de fé também celebramos. Caminhado para o dia dos pais, como não convocar aos pais a assumirem novamente a posição de pilar de sua família? Quantos pais, por medo de crescer, pavor da responsabilidade e receio do fracasso tornaram-se “melhores amigos” dos seus filhos esquecendo que primeiramente devem ser pais? Pai é também aquele que por seus filhos tenta andar sobre as águas e arrisca também a falhar; é aquele que clama a Deus que os guarde de todo mal, na esperança que isso também seja ligado no céu; é aquele que não omite seus medos nem suas falhas; aquele que após negar “troscentas” vezes, cai na real e volta a acreditar que Deus tem um plano traçado para sua vida na vida de outras pessoas que ele o confiou. Um imenso abraço fraterno!

8 – QUEM É JESUS?

A reflexão deste Evangelho nos instiga a pensar um pouco: quem é Jesus? Não que já temos as respostas prontas. Seria muita ousadia definir a pessoa de Jesus diante do enorme legado de luta deixado para as gerações. Nos Evangelhos Jesus é apresentado como um Messias que anuncia as coisas boas do Pai e ao mesmo tempo cobra de cada novo cristão discernimento e atitude de justiça. Ele não tem medo de falar a verdade e toma partido a favor dos pobres e desvalidos. É um homem de coragem. Tanto que sabia do sofrimento nas mãos dos doutores da lei, dos anciãos e dos sumos sacerdotes em Jerusalém. Mesmo sabendo das dificuldades projetou tudo aquilo que estava determinado pelo Pai. Jesus é um empreendedor. Por onde passava suas metodologias eram acatadas e vividas. Arremessava nos corações dos homens acalentos de cumplicidade. Prendia multidão e a fazia idealizar projetos descritos por ele. Na frente do povo demonstrava o necessário para consolidar suas metas através dos milagres, da cura e da expulsão do demônio. Assim, o que falava persuasiva o povo e este O seguia alegremente. O projeto de vida, de amor, de justiça, de solidariedade, de ajuda mútua era evidenciado por todas as cidades que Jesus passava. Sabia que seu gesto era levar o povo a compreender a libertação. Então Jesus foi um grande libertador. Sim, foi verdade. Pois na pedagogia de Jesus a instrução era clara e concisa: vinde a mim, conheça meus projetos e liberte de todas as injustiças. Ficava evidente para cada um que somente a crença e o serviço poderiam salvar o homem das mãos dos aproveitadores. Logo, essa saga deveria ser conhecida como: libertação. Portanto, confiar e acreditar em Jesus é ter a certeza de que vale a pena buscar a mudança através da libertação. No projeto de Jesus ao homem não pode ser negado as vicissitudes da alegria e bem estar social. O homem deve viver livremente para agir em comunidade e em harmonia com o céu. Veja que Jesus disse a Pedro, seu discípulo amado, a frase da confiança: “Tu és Pedro, e sobre está pedra construirei a minha igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus” (vv 18-19). Agora perguntamos para nós mesmo: temos está confiança em Jesus? Será o que estamos fazendo está agradando a Deus para que tenha confiança em nós? Somos igreja viva do Cristo? Plantamos o amor na comunidade? Somos leais aos projetos de Jesus? Enfim, Jesus foi o verdadeiro Mestre, Líder, Empreendedor, Messias, Servo a serviço do povo, ou seja, Jesus foi o grande anunciador e transformador de vidas num mundo corrompido pela vaidade. Seu exemplo de vida não é para ser apreciado, mas para ser vivido na prática. Amém!

9 – CHEGOU A HORA…

No coração dos discípulos havia chegado a hora tão esperada, depois de questioná-los sobre quem era ele, para o povão, agora Jesus pergunta direto a eles sobre a sua identidade “E para vocês, quem sou eu?. Parece que Jesus fazia a prova final para saber se eles haviam entendido tudo certinho, pois estava chegando a hora da verdade. Pedro fala em nome de todos, pareceu ser sempre um discípulo aplicado e bom, e a sua resposta está corretíssima sobre quem é Jesus “O Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Pedro tirou dez pois a resposta estava corretíssima contudo, faltava algo muito importante: Que Jesus era Deus, eles já o sabiam, na bela resposta de Pedro, mas como ele iria agir para libertar o povo? Na cabeça dos discípulos, estava chegando a hora do Mestre, ele iria manifestar quem era de verdade, os poderosos iriam tremer na base com o seu poder, e os discípulos, naturalmente, seria o seleto grupo do primeiro escalão. Israel voltaria a ser a grande Nação, que imporia as demais a sua grandeza e magnificência e todos os reinos da terra iriam se curvar diante de Israel e do Rei Messias, mais forte e poderoso do que o Rei Davi. Jesus pede-lhes que guardem aquele segredo Messiânico para que ele pudesse pegar todos de surpresa. Por isso dá para se imaginar a cara de decepção, os olhares de espanto e frustração dos discípulos sonhadores, quando Jesus começa a falar de sua paixão e morte em Jerusalém. Pedro percebe o clima que pairou sobre o grupo e indignado exclamou “Que Deus não permita tal coisa, Senhor! Isso não te acontecerá!”. Aqui a gente pode até pensar “Ah, mas esse Pedro não tem jeito mesmo, olha aí, querendo impedir que Jesus cumpra a sua missão de salvar a humanidade, que coisa, não é a toa que Jesus soltou os cachorros em cima dele, chamando-o de Satanás!”. Mas temos que nos perguntar, se por acaso não cometemos esse mesmo pecado, quando vivemos uma religião sem compromisso, a espera do “Dia do Senhor” quando Jesus vier nas nuvens para colocar as coisas em seu devido lugar…Imaginamos que neste dia os maus irão ver o que é bom prá tosse, e que nós, os bons iremos nos sentir confortados ao ver que o Senhor nos dará razão, pela nossa prática cristã. Quem vive essa religião da Glória e do gozo celestial já aqui nesta terra, quem se esconde nas comunidades para não enfrentar os desafios da Vida Cristã no meio do mundão, quem procura viver um cristianismo bem light, sem muito radicalismo e exageros. Quem vive se iludindo com o Cristo criado pelo consumismo. Todos esses ouvirão naquele dia o mesmo que Pedro ouviu ”Afasta-te de mim Satanás, pois não pensas as coisas de Deus”.

10 – QUANDO NOS ENTREGAMOS AO ESPÍRITO SANTO, FICAMOS CONVICTOS DO PODER DE DEUS

O mesmo Pedro a quem Jesus entregara as chaves do reino dos céus e a Sua Igreja, com o poder de tudo ligar e desligar na terra e no céu foi depois mandado para longe de Jesus como satanás. Primeiramente, diante da indagação de Jesus e inspirado pelo Espírito Santo, Pedro proclamou com a boca o que o Pai lhe revelara: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” e foi considerado “feliz”. Depois, diante do que Jesus prognosticava em relação ao sofrimento que deveria passar, a humanidade falou mais alto e ele caiu na tentação com pensamentos do mundo, por isso, foi repelido por Jesus. Somos também como Pedro! Na medida em que nos deixamos invadir pelo sopro do Espírito Santo, nós conseguimos também falar em Nome de Deus, profetizar e edificar o reino dos céus aqui na terra. Quando damos abertura à nossa humanidade, facilmente somos sugestionados pela nossa fraqueza e os nossos pontos de vista seguem a mentalidade que o mundo prega. Jesus conhece de que somos feitos. As nossas atitudes às vezes são motivadas pelo Espírito Santo, em outras vezes nos baseamos na nossa própria humanidade e saímos da sintonia com Deus e o Seu Espírito. Precisamos estar atentos e fazer o discernimento de quem realmente nos inspira para que sejamos discípulos convictos, segundo o coração do Mestre. Fomos escolhidos para edificar o reino dos céus aqui na terra e a nossa proclamação sobre a pessoa de Jesus e muito importante para que a nossa missão tenha êxito. Reflita – Você tem convicção no que prega e faz? – Procure recordar algum acontecimento em que você foi duvidoso e pergunte ao Espírito Santo como agir agora que você tem consciência disto. – Quem é Jesus para você? – Você já percebeu que tudo quanto você fizer na terra terá repercussão no céu? Amém! Abraço carinhoso!

11 – TU ÉS PEDRO. EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS

O que significa pensar como Deus? A cultura nos ensina a pensar unicamente em termos de conveniência econômica. Se for produtiva, se é rentável, ajustada ao orçamento, então qualquer coisa é boa. Dois mil anos atrás se pensava diferente. Nessa época, era bom aquilo que era socialmente reconhecido, que dava prestigio e fazia parte da tradição. Para Pedro, o anuncio da paixão era inaceitável, porque Jesus tinha que passar pela cruz. Isso era um castigo para foragidos e rebeldes. Os discípulos estavam convencidos que três coisas eram aceitáveis socialmente: cumprir a Lei, expulsar os romanos e salvar a nação. Mas nisso Jesus os contradiz, porque assume a vontade de Deus e não se submete à opinião generalizada. Para Jesus, o importante é o amor, a justiça e a verdade, quer dizer, ser obediente à vontade de seu amado Pai. E esse pensamento, naquela época como agora, era pouco popular. Ainda bem que Deus não está interessado na popularidade, mas na vida plena e abundante para todos.

12 – SER SANTO É SABER FAZER ESCOLHAS NOBRES

Não há, no mundo, nada que satisfaça as expectativas do coração de um jovem; nele, tudo é vão e passageiro. Um jovem feliz é aquele que busca, constantemente, suas respostas e anseios mais íntimos no coração de Cristo. Somente no lado aberto do Senhor pode-se encontrar toda riqueza espiritual e sentido para as aspirações. Santo Agostinho refletia sobre isso: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em Ti.” O coração do ser humano repousará alegremente, somente na eternidade, onde Deus será tudo em todos. Assim sendo, tudo que se refere às coisas desse mundo não pode, nem de longe, preencher o coração de um filho do Senhor. Nossa alma é grande demais; só um Deus imenso pode preenchê-la. Por isso, não podemos deixar os rumores do mundo invadir nosso coração, ditando nosso modo de vida. Na atualidade, o mundo olha o jovem como mero consumidor, descartando todos seus talentos e virtudes, a ponto de torná-lo escravo do consumo. Se seguirmos o modismo, os lançamentos que nos trazem satisfação, acumularemos dívidas sobre dívidas, mas, nem assim, seremos felizes. Tudo em nome da satisfação imediata. No entanto, pouco tempo depois, lá vamos nós às compras novamente. Então, compraremos o celular mais moderno, a calça e o tênis que estão em evidência, a tecnologia mais avançada. Não obstante, os jovens são bombardeados, diariamente, com propagandas apelativas, cada qual com sua estratégia e psicologia, tudo para atrair a clientela mais consumista do mundo: os jovens brasileiros. Deveríamos investir nosso tempo e dinheiro também em prol dos necessitados como recomenda a Igreja: “O quinto mandamento – ajudar a Igreja em suas necessidades – recorda aos fiéis que eles devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades” (CIC – 2043). Desse modo, enganamo-nos achando que as compras nos fazem felizes; pelo contrário, são paliativos para amenizar nossas angústias e decepções, tristezas e ressentimentos. Contudo, as novas gerações, cada vez com mais frequência, trocam os templos sagrados pelos shopping centers. Há de se ter tempo também para o culto a Deus, pois o domingo, mais do que um dia de lazer, é o dia dedicado ao Senhor. Vejamos o que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e meditação que favorecem o crescimento da vida interior cristã” (inciso CIC – 2186). Enquanto o próprio jovem não se convencer de que ele é muito mais importante do que um tênis de marca, um celular da moda ou um videogame atual, essa situação não mudará, e ele continuará vivendo uma vida vazia e sem sentido. Urge a necessidade de uma metanoia (arrependimento, conversão: espiritual como intelectual); mais do que isso, é preciso se deixar transformar pelo Espírito Santo de Deus, ouvindo-o e seguindo, com docilidade, suas orientações, pois Deus fala a quem quer ouvir e ouve quem está disposto a mudar. “O coração do ser humano repousará alegremente, somente na eternidade, onde Deus será tudo em todos”. Todavia, muitas pessoas costumam apresentar a crise do “ter” e do “ser”, ou seja, já não diferenciam essas duas situações. Os valores do mundo sempre nos motivarão a buscar o “ter” em nossa vida. Dizem que, quanto mais temos, melhores somos, porque, assim, teremos status diante da sociedade; estaremos incluídos numa determinada “tribo”, etc. Porém, os valores pregados por Jesus vão, justamente, na contramão desses pensamentos perversos. O Senhor nos pede para valorizarmos o “ser” filho de Deus, o “ser” uma pessoa de caráter, digna, honrosa, pois esses valores não estão à venda; somente Deus pode proporcioná-los a nós. Por outro lado, não podemos achar que o “ser” e o “ter” são tão opostos a ponto de não haver um ponto de equilíbrio entre ambos. Confúcio, filósofo chinês, dizia que “a virtude está no meio”. Então, nos esforcemos para buscar o equilíbrio em todas as nossas atitudes. Finalmente, não tenhamos medo de, por ventura, nos sentirmos excluídos de um grupo pelo fato de não termos determinado calçado, roupa ou eletrônico; apoiemos nossa vida nas coisas que não passam, como a Palavra de Deus, a Eucaristia, os valores cristãos. Podemos até ter uma grande satisfação ao comprar certo produto, porém será algo instantâneo, que não gerará vida em nós. “Jovens, sois fortes e vencestes o maligno” (cf. I Jo 2,14). Essa característica da identidade do jovem cristão basta para iluminar suas decisões. Se são fortes, podem vencer, tranquilamente, todas as barreiras impostas pelo consumismo sustentado pela sociedade moderna. Quem sabe sobre sua salvação é você mesmo, portanto, assuma sua identidade até as últimas consequências, pois ser santo significa saber fazer escolhas nobres.

13 – JESUS, COMPANHEIRO E AMIGO DA NOSSA VIDA

Estamos em Cesareia de Filipe. Jesus quer medir o “termômetro” sobre Si, então pergunta aos Seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Um profundo silêncio se espalha entre eles e, num tom celestial, Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus ganha um adjetivo. Ele é o Cristo, o Ungido. O termo deriva do fato de, no Antigo Testamento, os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, serem consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Cada vez mais claramente, na Bíblia, fala-se de um Ungido ou Consagrado especial que virá, nos últimos tempos, para realizar as promessas da salvação de Deus a seu povo. Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: “És tu o Cristo, o Filho do Bendito?”, Ele responde: “Sim, eu o sou”. Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a ideia que o Judaísmo havia construído sobre o messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domínio pagão e instauraria, pela força, o Reino de Deus na Terra. Jesus teve de corrigir, profundamente, esta ideia compartilhada por Seus próprios apóstolos antes de permitir que se falasse d’Ele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: “E começou a ensiná-los que o Filho do Homem devia sofrer muito…” A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-Lo de tais pensamentos: “Afasta-te de mim, Satanás!” é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos os casos, tratam-se, de fato, do mesmo objetivo de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou, o do Servo sofredor de Javé, por outro que é segundo os homens, não segundo Deus. Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens e mulheres da Igreja se comportaram – em certas épocas – como se o Reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio. Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesareia de Filipe o é de forma todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus há as mais diversas opiniões das pessoas: um Profeta, um grande Mestre, uma grande Personalidade. Converteu-se numa moda apresentá-Lo nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas. No Evangelho, Jesus não parece se surpreender com as opiniões das pessoas nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos e, assim, o faz também hoje: “Para vós, para você, quem sou eu?”. Existe um salto por dar que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus e é preciso acolhê-lo. A cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas – atores, atrizes, homens de cultura – e, então, são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não-crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade e pode dar-se que, em algum caso, seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão. Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada deste mundo. Mais ainda: surpreendem-se de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: “Antes de conhecer-te, eu não existia”. Tenho de proclamar o Seu Nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo! Foi Ele quem nos revelou o Deus invisível. É Ele o Primogênito de toda a criação, é n’Ele que todas as coisas têm a sua subsistência. Ele é o Senhor da humanidade e o Seu Redentor que nasceu, morreu e ressuscitou por nós. Ele é o centro da história do mundo. Conhece-nos e nos ama. É o companheiro e amigo da nossa vida, o homem das dores (Is 53,3) e da esperança. É Aquele que há de vir, que será finalmente o nosso Juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Deus sempre está disposto a renovar a aliança conosco, chegando a ponto de imprimi-la no coração de cada um para que nunca mais seja desfeita. Ele deposita toda a confiança em pessoas que possam levar à frente o projeto de Jesus.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

As leituras nos mostram que Deus ama seu povo e faz aliança com ele, confiando-lhe a missão de tornar a Igreja forte e resistente contra as adversidades.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja. E as portas do inferno não irão derrotá-la! (Mt 16,18).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Antífona da comunhão

Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo paladar (Sb 16,20).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Escutai nossa prece, Senhor.

— Tornai, Senhor, vossa Igreja sempre aberta para acolher e reconciliar as pessoas que a buscam.
— Confirmai na fé o papa, para que seja sinal de fidelidade e de unidade da Igreja.
— Orientai as autoridades, para que cumpram seu papel de atender às necessidades do povo.
— Ensinai-nos a amar sempre mais a Igreja e participar de sua missão com nossas orações e nossa ajuda.
— Iluminai as famílias, para que busquem a superação dos problemas pelo diálogo e pela compreensão.

Oração sobre as oferendas

Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

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