LDP: 10/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

10/AGO/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios 9,6-10 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 6 “Quem semeia pouco colherá também pouco e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7 Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento; pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8 Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9 como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10 Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.

Proclamação do Salmo 111(112),1-2.5-6.7-8.9(R.5a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 5a Feliz o homem caridoso e prestativo.
— 1 Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! 2 Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!
— 5 Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. 6 Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!
— 7 Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. 8 Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos.
— 9 Ele reparte com os pobres os seus bens, + permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder.

Evangelho de Jesus Cristo segundo as palavras de João 12,24-26 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: 24 “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Neste texto está uma profunda explicação para todo cristão sobre o que significa seguir Jesus: servir. Não basta vê-lo ou contemplá-lo como quem assiste a um filme, mas é preciso segui-lo. É preciso assumir o compromisso de carregar com Ele a cruz, morrer com Ele e com Ele ressuscitar. Pergunto-me: é assim meu seguimento do Mestre? Sou uma pessoa comprometida com seu Projeto? Os bispos, em Aparecida, falaram das características do discípulo de Jesus Cristo: “Como características do discípulo, indicadas pela iniciação cristã, destacamos; que ele tenha como centro a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador e plenitude de nossa humanidade, fonte de toda maturidade humana e cristã; que tenha o espírito de oração, seja amante da Palavra, pratique a confissão frequente e participe da Eucaristia; que se insira cordialmente na comunidade eclesial e social, seja solidário no amor e um fervoroso missionário.” (DAp 292).

… a VERDADE …

O que diz o texto? Hoje, recordamos São Lourenço. Leio e observo as recomendações de Jesus. Jo 12,24-26: Jesus Mestre fala da “hora”. A hora em que o grão de trigo vai morrer para dar a vida. Falava de si mesmo comparando-se ao grão de trigo, à uma semente que, para germinar, precisa ser enterrada e morrer. Assim, Ele será morto, mas ressuscitará. O caminho de Jesus é o caminho do serviço até a entrega da própria vida. Assim quem o segue. “Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira”.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, a vida jorrou abundante de tua fidelidade até à morte de cruz. Possa eu beneficiar-me desta plenitude de vida.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é para “ver Jesus”, comprometer-me com Ele e levar outras pessoas a fazerem o mesmo.

REFLEXÕES:

1 – O GRÃO DE TRIGO QUE MORRE

Nos evangelhos sinóticos encontramos a parábola da semente que cai na terra, germina, e dá frutos. A semente, aí, significa a Palavra de Deus ou o Reino de Deus (Mc 4,26-34). João usa a mesma imagem, com o grão de trigo, porém seu significado é o próprio Jesus. Destaca o aspecto da “morte” do grão, para a transformação que dará origem à planta que germina e aos frutos que virão. É uma alusão a Jesus que entrega sua vida, com fidelidade total, até a morte, gerando os frutos das comunidades de discípulos que continuarão sua missão. Este “morrer” é a expressão do desapego completo da vida enquanto sua realização conforme os critérios deste mundo. É com este desapego que se dão frutos para a vida eterna. O encontro com a vida não se dá de forma individual e egoística. Este encontro se dá na comunhão solidária com os irmãos, particularmente os mais excluídos e carentes. Salva-se a vida neste mundo quando se compreende que a sua própria vida, sua alegria e felicidade são encontradas à medida que se empenha no resgate, na valorização e no desabrochar da vida dos irmãos, sem exclusões. O seguimento de Jesus se faz com o dom total de si mesmo, a favor da vida. Assim se estará onde Jesus estiver, junto ao Pai, na união do eterno Amor.

2 – DESAPEGAR PARA GANHAR A VIDA

Após sua entrada em Jerusalém, com a acolhida entusiástica da multidão de peregrinos que também vinham à cidade, Jesus anuncia que é chegada a hora de sua glorificação pelo seu cumprimento fiel da vontade do Pai, até o fim, sem temor das ameaças de morte que sobre ele pairavam. Os Evangelhos sinóticos narram a parábola da semente que cai na terra, germina e dá frutos. João usa a mesma imagem. O grão que não morre fica só. É o individualismo e o terror da solidão. O grão, para multiplicar-se em novos frutos, tem que cair na terra e morrer. É a comunicação, a fraternidade e o serviço à vida. A morte não é o último ato isolado da existência, mas é o termo de uma vida devotada ao amor. Apegar-se à vida é querer afirmá-la em conformidade com os critérios da ideologia de sucesso deste mundo sob controle dos poderosos, agentes da morte lenta ou violenta. Guardar a vida na vida eterna supõe o desprezo desta ideologia de sucesso e poder, que impõe a submissão pelo temor. Quem não teme a própria morte está livre para colocar-se totalmente a serviço da vida. O seguimento de Jesus se faz com o dom total de si mesmo, a favor da vida. Assim se estará onde Jesus estiver, junto ao Pai, na união do eterno Amor.

3 – SEMENTE CAÍDA NA TERRA

Hoje em dia, mais do que nunca, o testemunho dos valores do Evangelho se faz necessário até às últimas consequências. A partir daí percebemos uma das maiores responsabilidades do discipulado: a vivência de forma radical dos valores evangélicos e o testemunho da verdade anunciada por Jesus. Todas as pessoas que assumem esta radicalidade do Evangelho mostram ao mundo que existe a verdadeira esperança de superar todos os males que marcam o nosso tempo e construir uma nova realidade, fundamentada nos valores evangélicos, que pode trazer às pessoas humanas a verdadeira felicidade, e que, na sua busca, vale a pena o sacrifício até mesmo da própria vida.

4 – A GRAÇA DA RENÚNCIA AMOROSA

Meus caros irmãos e irmãs, uma das temáticas do Evangelho segundo São João é a hora de Cristo, a hora da glória. Já estando em Jerusalém e sendo procurado por gregos, o Senhor exclama, talvez sem a compreensão imediata do apóstolo Filipe e André: “Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto” (Jo 12, 24). Jesus Cristo chegou ali, mais do que para participar, mais uma vez, da Páscoa dos judeus, mas para celebrar e estabelecer a Sua hora, a Sua Páscoa gloriosa, inaugurando, potencialmente, a nossa páscoa. Pela Sua entrega total à vontade do Pai, que beneficiou a humanidade toda com a salvação! Pela Sua Páscoa, gregos e judeus, ou seja, todos os povos poderão ser redimidos e participarem da Páscoa Eterna. Uma maneira ordinária e eficaz para sermos atingidos por este dom salvífico foi registrado pelo Evangelista no versículo seguinte: “Quem se apega à sua vida, pede-a; mas quem não faz conta de sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna” (Jo 12, 25). De fato, Aquele que abraçou a todos pela Sua Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição, pede que seja abraçado também radicalmente. Para isto é preciso estar desapegado de tudo e de todos, que não significa descomprometido com o Reino, a Igreja e a humanidade. O doutor e místico da Igreja, São João da Cruz, ensinava que o verdadeiro amor consiste “na prática da renúncia perfeita e o sofrer pelo Amado”. Este testemunho de pobreza radical, sem dúvida, é dom do Alto, como a própria vivência de uma fé madura e em constante purificação. E a quem Deus nega as suas graças? Se desejamos, então… humildemente peçamos! Jesus não foi para Jerusalém somente para honrar o Pai das Misericórdias, mas, na força do Espírito Santo, viveu uma comunhão obediencial plena, a fim de também conquistar para nós, por Seus méritos, o direito de sermos, um dia, honrados pelo Pai, independente dos reconhecimentos humanos. no entanto, poderíamos dizer: “Eu não quero qualquer tipo de honrarias?”, mas este tipo de honra não massageia o nosso ego nem alimenta nosso orgulho, ao contrário, corresponde à vontade de Deus a nosso respeito: “Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 12, 26). Esta honra é expressa do amor de um Pai que quer recompensar os filhos amados, salvos pelo Filho Amado! Por isso todo e qualquer sofrimento que passarmos para viver aqui como verdadeiros filhos, servos e amigos de Cristo Pascal, será revertido em glória um dia. Para tal será preciso permanecer até o fim na busca orante e repleta do exercício da renúncia amorosa, da maneira ensinada também por São João da Cruz, acima citado. Portanto, existirá um caminho mais estreito e seguro do que este: “Se alguém quer me servir, siga-me; e onde eu estiver, estará também aquele que me serve” (Jo 12, 26). Por fim, diante da nossa pequenez e grande tendência a nos apegarmos a tudo o que é visível e palpável, como também prazeroso, no risco de perdermos o essencial salvífico e pascal, prossigamos o caminho como discípulos e missionários, recordando uns aos outros as palavras que nos recoloca humildemente em condições de luta e recompensa: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente” (2Cor 12, 9).

5 – QUEM SE AMA A SI MESMO, PERDE-SE; QUEM SE DESPREZA A SI MESMO, NESTE MUNDO, ASSEGURA PARA SI A VIDA ETERNA

Na Igreja de Roma, o bem-aventurado Lourenço exercia as funções de diácono. Era ele que distribuía aos fiéis o Sangue sagrado de Cristo e foi aí que derramou o próprio sangue pelo nome de Cristo. […] O apóstolo São João trouxe à luz o mistério da Ceia do Senhor quando disse: «Ele, Jesus, deu a Sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). São Lourenço compreendeu isso, meus irmãos, compreendeu-o e fê-lo; preparou esta oferenda para que fosse consumida nesta mesa. Amou a Cristo com a sua vida; e imitou-O na sua morte. E nós, meus irmãos, se O amamos verdadeiramente, devemos imitá-Lo. A melhor prova que Lhe podemos dar do nosso amor é imitar os Seus exemplos: «Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os Seus passos» (1Pe 2,21). […] No jardim do Senhor há verdadeiramente todo o tipo de flores: não apenas as rosas dos mártires, mas também os lírios das virgens, a hera das pessoas casadas, as violetas das viúvas. Absolutamente nenhuma categoria de pessoas, meus bem-amados, deve desesperar da sua vocação: o Senhor sofreu por todos. […] É pois preciso compreender como é que o cristão deve seguir Cristo sem derramar o seu sangue nem enfrentar os sofrimentos do martírio. O apóstolo Paulo diz a respeito de Cristo Senhor: «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus». Que majestade! «No entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem» (Fl 2,6s). Como Cristo Se humilhou! Cristo humilhou-Se. Eis portanto, cristão, aquilo que está à tua disposição. «Tornando-Se obediente» (v. 8): então por que és orgulhoso? […] Em seguida, depois de ter ido até ao fim do Seu rebaixamento e de ter derrubado a morte, Cristo subiu ao céu: sigamo-Lo.

6 – SE ALGUÉM QUER ME SERVIR, SIGA-ME, E ONDE EU ESTIVER, ESTARÁ TAMBÉM AQUELE QUE ME SERVE

Hoje, a Igreja por meio da Liturgia Eucarística que celebra o mártir romano São Lourenço nos lembra que «Existe um testemunho de coerência que todos os cristãos devem estar dispostos a dar cada dia, inclusive a custa de sofrimentos e de grandes sacrifícios» (João Paulo II). A Lei Moral é santa e inviolável. Esta afirmação, certamente, contrasta com o ambiente relativista que impera em nossos dias, onde com facilidade cada um adapta as exigências éticas à própria comodidade pessoal ou às suas próprias debilidades. Não encontraremos ninguém que diga: Eu sou imoral; Eu sou um inconsciente; Eu sou uma pessoa sem verdade… Qualquer pessoa que dissesse isso se desqualificaria a si mesma imediatamente. Mas a pergunta relevante seria: de que moral, de que consciência e de que verdade estamos falando? É evidente que a paz e a sadia convivência sociais não se podem basear em uma moral à la carte, onde cada um tira conforme lhe pareça, sem levar em conta as inclinações e as aspirações que o Criador dispôs para nossa natureza. Esta moral, longe de nos conduzir por «caminhos seguros» para os «verdes prados» que o Bom Pastor deseja para nós (cf. Sal 23, 1-3), nos levaria irremediavelmente às areias movediças do relativismo moral, onde absolutamente tudo se pode pactuar e justificar. Os mártires são testemunhas inapeláveis da santidade da lei moral: há exigências de amor básicas que não admitem nunca exceções nem adaptações. De fato, «Na Nova Aliança encontram-se numerosas testemunhas de seguidores de Cristo que (…) aceitaram as perseguições e a morte antes de fazer o gesto idólatra de queimar incenso diante a estátua do Imperador (João Paulo II). No ambiente da Roma do imperador Valeriano, o diácono «São Lourenço amou a Cristo na vida, imitou a Cristo na morte» (Santo Agostinho). E, uma vez mais, cumpriu-se que «quem não faz conta de sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna» (Jo 12, 25). Felizmente para nós, a memória de São Lourenço, ficará para sempre, como sinal de que o seguimento de Cristo merece que se dê a própria vida e, não admitir frívolas interpretações do seu caminho.

7 – VOCAÇÃO: CHAMADO E RESPOSTA!

Estamos no mês vocacional, um tempo que nos convida a refletirmos sobre a importância de descobrirmos qual é o nosso compromisso na família, na Igreja e na sociedade. Fomos criados e orientados por Deus, a direcionar a nossa existência, como uma flecha que busca seu alvo, o nosso alvo é o próprio Deus, Ele é o nosso único objetivo, aquele que dá o verdadeiro sentido a nossa vida. A princípio, nossos planos são diferentes dos planos que Deus tem para nós, mas quando descobrimos o verdadeiro sentido da vida, o para quê viemos ao mundo, o para quê Deus nos criou, descobrimos a nossa verdadeira vocação, reconhecendo dentro da nossa própria história, o projeto que Deus tem para cada um de nós. Cada um de nós tem uma missão a cumprir, esta missão parte do nosso compromisso primeiro: o compromisso com a vida. Colocarmos a serviço da vida, já é responder a nossa vocação, é posicionarmos contrários a qualquer atitude que provoque sinais de morte. Nossa primeira vocação é o chamado à vida. “Antes de formar você no ventre de sua mãe, antes do teu nascimento, eu o conheci; antes que você fosse dado a luz, eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações “(Jr 1,5)”. Vocação é um chamado de Deus, é um dom que Ele concede a cada um de nós, para realizar uma missão. Quem diz SIM, ao chamado de Deus, se alegra em gastar a vida, para que outros tenham vida! Deus ao nos chamar, nos propõe algo de concreto: dar um sentido a nossa existência, uma única e fundamental direção, idêntica para todas as vocações: a santidade como meta para chegarmos à vida eterna. Para isso, precisamos romper com o círculo egoísta em que projetamos a nossa vida, tendo como ponto de referência nós mesmo, para nos envolver no projeto de Deus, que tem como referencia: JESUS! A todo instante, somos chamados, ao exercício de um determinado serviço, a assumir livremente uma missão, das mais diferentes formas e lugares. A vocação nos direciona ao serviço, a sermos construtores de um reino de justiça e de paz, na família, na comunidade e na sociedade. A nossa felicidade está no plano de Deus, a nossa resposta ao seu chamado é que vai determinar o encontro desta felicidade, felicidade que muitas vezes, trazemos embrulhada dentro de nós, como uma semente que não foi lançada na terra. Precisamos nos colocar a caminho, sair do nosso “eu”, mergulhar no mistério da vida de Jesus, adentrar no desconhecido, sem medo, na certeza de que: quando damos o primeiro passo, os demais, Jesus caminha conosco. Vocação é um caminho de felicidade e de santidade, é chamado e resposta, é uma semente divina ligada a um “SIM” humano! LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

8 – SE ALGUÉM ME SERVE, MEU PAI O HONRARÁ

Somos chamados por Jesus, ao exercício de um determinado serviço, a assumir livremente uma missão, das mais diferentes formas e lugares! A vocação nos direciona ao serviço, a sermos construtores de um reino de justiça e de paz, na família, na comunidade e na sociedade! Quem diz SIM, ao chamado de Deus, se alegra em gastar a vida, para que muitos tenham vida! Enquanto que, quem não se abre ao amor, não gasta a sua vida em favor do outro, não experimenta a presença salvífica de Jesus, com isso perde a sua vida! No evangelho de hoje, Jesus nos adverte sobre o perigo do apego a nossa vida terrena! A sua mensagem é muito clara: somente quem é desapegado, desprendido, é livre para ser usado por Deus, como instrumento na construção do Seu reino, onde e como Ele quiser! A nossa vida não é só de Festa, mas felizmente também não é só de sofrimento! Foi num momento de sofrimento, na entrega total de sua vida pela vida de todos, que Jesus, prestes a sua morte, nos fala de vida, ao se referir sobre os frutos que seriam produzidos com a sua morte. No seu caminho para a cruz, Jesus nos fala, que uma semente, só produz frutos, quando cai na terra e morre: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito frutos”. Jesus fala de si mesmo, de sua própria morte. Ele é a semente que morrerá na terra para produzirá muitos frutos! Se Jesus recusasse em levar em frente do projeto salvífico do Pai, que teve como consequência a sua morte, hoje, os seus ensinamentos não chegariam até a nós. Foi depois da sua morte e ressurreição, que Ele tornou conhecido no mundo inteiro. Uma semente não plantada na terra permanece bonita, intacta, mas não produz frutos! Assim somos nós, quando resguardamos a nossa vida, podemos até nos sentir protegidos de muitos perigos, mas não seremos felizes, pois não produzimos frutos de amor aqui na terra! Como discípulos de Jesus, devemos nos espelhar no seu testemunho de vida! Principalmente na sua coragem de enfrentar desafios, para prosseguir levando em frente o projeto do Pai. Quem se apega a sua vida, não escuta o chamado de Jesus! Pois o apego nos escraviza, nos torna cegos, surdos! Uma pessoa apegada a sua vida, não se abre ao amor, não enxerga a necessidade do outro e com isso, se desvincula do evangelho! O primeiro passo de um seguidor de Jesus, consiste em renunciar a si mesmo, a deixar de lado, projetos pessoais, para que o Reino torne prioridade absoluta na sua vida de discípulo. A opção pelo Reino, não pode subordinar-se a nenhuma outra. Por isso, o verdadeiro discípulo deve apresentar-se a Jesus completamente livre de qualquer apego.

9 – DIA DO PADRE

Foi Deus quem te deu a graça de seres quem tu és! Deixar tudo para se entregar a serviço de Deus, é a mais bela resposta de amor que alguém pode dar ao amor Daquele que morreu por nós, o sacerdote Maior: Nosso Senhor Jesus Cristo! Ao entregar-se nas mãos de Deus, como instrumento, para ser usado por Ele, como e onde Ele quiser, o padre se faz o próprio Cristo, que entregou a sua vida por amor ao que é do Pai! Somente quem se esvazia de si mesmo, numa entrega total a Deus, é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai sabe fazer. Sei que a missão do sacerdote é árdua, mas sei também que a alegria do servir é maior do que todos os desafios! Não podemos esquecer que o padre precisa de nós, tanto quanto nós precisamos dele, pois tornamos a sua própria família! O padre precisa do nosso apoio, da nossa colaboração, compreensão, do nosso amor, da nossa amizade, nosso carinho e principalmente das nossas orações! Hoje, quero numa prece especial, pedir a Deus pelo senhor e por todos os padres que nos possibilitam a viver a maior de todas as alegrias: participar do Banquete da vida: A Eucaristia! Com a mão de Deus, nas suas mãos, com seus passos firmes na trilha aberta por Jesus, havereis de libertar do cativeiro, todos àqueles que o Pai confiou aos seus cuidados! Parabéns, que a presença de Jesus em sua vida seja a sua maior recompensa.

10 – É PRECISO MORRER PARA A GLORIFICAÇÃO

Jesus sabia de sua morte. Tudo encaminhava para a transformação, ou seja, o trabalho de Jesus produziu frutos a partir de sua morte. Porém, a morte simbolizou a vitória da vida em plenitude que levaria para a glorificação junto ao Pai. É preciso morrer. Assim, o grão de trigo só produzirá frutos se apodrecer para que a vida seja gerada. Ao gerar a vida após a morte do grão, as raízes do tronco do trigo alastrarão por toda a parte, fortalecendo ainda mais a vivacidade da vida. A libertação acontece após a morte do mundo egoísta e poderoso. Não poderá conceber a libertação, sem opressão e sem as mazelas, se o mundo em que vive preservar o grão sem a transformação. A transformação é essencial para a renovação da vida. A transformação é substancialmente para a vivência na dignidade e no respeito entre as pessoas. Logo, a morte é necessária para que a vida possa florescer na extensão da glória. Jesus morreu para dar a salvação ao mundo. Se a missão de Jesus não privilegiasse a morte de cruz, a mudança no seio da sociedade para melhor não aconteceria. Ele deu o primeiro passo. Foi corajoso e mostrou para todos que a vida terrena não tinha sentido se não tivesse uma meta: a salvação. Pensamos em nossa sociedade. Se o homem não comprometer-se em mudar de vida e não buscar a transformação da realidade, o mundo do pecado revigora com mais força. A mudança de atitude, de norte, deve começar com pequenas ações retas e justas. A justiça é imprescindível para alcançar o ideal que é Cristo. Mas, se continuar com o modelo de vida que gera a maldade, a corrupção, a violência, o ostracismo e a luxúria, a vida em Cristo não engendrará. Isto corresponde que o grão, ou o homem, não morreu para o mundo do pecado por não comprometer-se e por não acreditar na mudança. O evangelista João termina o Santo Evangelho afirmando palavras ditas por Jesus aos discípulos: “Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu pai o honrará”. O recado foi dito, se caso quiser seguir os passos de Jesus e trabalhar a favor do reino muitas glórias receberão, pois seu trabalho representa ação junto ao mundo que busca uma saída para todos. Seguir os passos de Jesus é ser ousado nas pregações e ser destemido, pois o mundo dos homens perversos não dará chance para que seus privilégios sejam questionados. Ao denunciar as formas da morte e do poder opressor o homem estará colocando sua cabeça ao inimigo, caso não queira transformar e nem inquietar o mundo dos privilégios, o homem estará concordando com as injustiças e as maldades. Enfim, espera-se que o homem não seja uma semente sem utilidade, inerte e sem valor, mas que seja alguém que busque a mudança para a libertação necessária. Amém! Claudinei M. Oliveira “É preciso morrer para a glorificação”.

11 – TODA A PALAVRA DE DEUS É TRANSFORMADORA E LIBERTADORA

Jesus veio nos ensinar que quanto mais a gente se apega à nossa vidinha, ao nosso viver egoísta, mais nós sofreremos as consequências. Se todos nós acolhêssemos esta verdade de coração a nossa vida seria muito mais plena. Toda a Palavra de Deus é transformadora e libertadora e aqui Jesus está nos ensinando o modo seguro para que possamos produzir muitos frutos. Perdemos tempo quando nos consumimos em coisas que não dão em nada. Perdemos dinheiro quando vivemos em função de nos curtir a nós mesmos. Perdemos amigos, família, quando egoisticamente só pensamos nas nossas dificuldades e nos isolamos como vítimas. Todo aquele que se fecha em si mesmo perde o gosto pela vida. A semente que cai na terra tem que primeiro morrer. Morrer no sentido de não fazer questão, de renunciar, de deixar-se exercitar, de desapegar-se dos bens, dos interesses e das pessoas. O grão que cai na terra só produzirá fruto se morrer, assim somos nós. Os frutos que vamos colher desde já são, alegria, paz, esperança, porém, nós temos que usá-los para alimentar os outros, não a nós mesmos. Seguir a Jesus significa servir desinteressadamente. Reflita – Você se liga às dificuldades das outras pessoas? – Você sofre com o que passa o seu irmão, ou está sempre girando em torno dos seus problemas? – Diante de Deus você se considera justa para com os Seus Filhos e seus irmãos? Amém! Abraço carinhoso!

12 – QUEM AMA A SUA VIDA, PERDÊ-LA-Á; MAS QUEM ODEIA A SUA VIDA NESTE MUNDO, CONSERVÁ-LA-Á PARA A VIDA ETERNA

A vida possui um valor supremo, superior. A vida, tomada em seu valor existencial, como realidade fundamental, permite alcançar um valor superior. Por isso, a pergunta do evangelho: “que preço tem a vida de uma pessoa?”, adquire um significado especial. Hoje nós vemos pessoas mudando de vida por diversão, fama, posição social, ou até por um salário melhor; mas, ainda que estas metas conservem algo positivo, não resolvem o enigma fundamental de cada ser humano: que sentido tem própria vida? O convite de Jesus é que cada um elabore um projeto de vida, de acordo com aquilo que Deus pensou ou sonhou para cada um de nós; mesmo que esse propósito implique em “carregar cruzes”. Perder a própria vida significa, então, tomar consciência da necessidade de deixar de lado a ansiedade e o preconceito que interferem no objetivo a ser alcançado: seja no desencanto quando o alcançamos ou na frustração por não alcançá-lo. O resgate do valor da vida acontece dando sentido à própria vida: ela é o valor absoluto e a fé nos ajuda a dar essa resposta.

13 – SE ALGUÉM ME SERVE, MEU PAI O HONRARÁ

Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Hoje nós celebramos a festa de S. Lourenço mártir. Ele viveu em Roma, no Séc. III, tempo do imperador Valeriano, um dos mais cruéis perseguidores dos cristãos. Lourenço era diácono e coordenava a assistência aos pobres da diocese de Roma. O imperador prendeu o papa, Sixto II. Alguns dias após a prisão, o Diácono Lourenço foi visitar o papa. Prevendo seu martírio e coisas piores para a Igreja de Roma, o papa pediu a Lourenço que vendesse todos os cálices e utensílios sagrados, para que não fossem profanados pelos pagãos, e desse o dinheiro aos pobres. Assim fez Lourenço. Dias depois, Sixto II foi decapitado. Logo em seguida, o imperador ordenou a Lourenço que reunisse todos os tesouros da Igreja e depois o avisasse, para ele fosse pessoalmente buscá-los. O que Lourenço fez. Reuniu na casa do papa os pobres que a Igreja atendia, e avisou o imperador de que os tesouros da Igreja já estavam reunidos. Sem saber, o imperador veio com suas carruagem, pensando encontrar uma grande fortuna. Lourenço o recebeu do lado da casa, depois abriu a porta, apontou para os pobres e disse: “Majestade, aqui estão os tesouros da Igreja. Pode levá-los. Aliás, Vossa Majestade os encontra em todas as ruas de Roma, deitados nas calçadas”. Diante do acinte, o imperador ficou furioso e mandou prender Lourenço. Logo depois foi condenado à morte, e executado com o suplício mais cruel: queimado vivo. Os soldados fizeram uma grande grelha, tipo churrasqueira, deitaram Lourenço em cima e puseram fogo na lenha. Lourenço era muito alegre e brincalhão. Movido por uma força especial de Deus, ele disse ao carrasco: “Pode virar-me, deste lado já está assado!” Isso aconteceu dia dez de agosto de ano 258. Na verdade, quando chamou os pobres de tesouro da Igreja, Lourenço não quis provocar o imperador, mas dizer a verdade. O grande tesouro da Igreja são os pobres. Eles são a maior riqueza das nossas Comunidades, e ao mesmo tempo a sua grande preocupação. No Evangelho, Jesus nos apresenta a bela comparação do grão de trigo: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto”. E ele mesmo explica a comparação: “Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna”. A nossa vida assemelha-se à semente: para produzir frutos, ela precisa morrer na terra úmida. O cristianismo é uma opção radical por Deus e pelo Evangelho, sacrificando até a própria vida, se necessário for, sabendo que ganharemos outra vida melhor, após a nossa ressurreição. Esta era a fé de S. Vicente, diácono. Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas, inclusive sobre a nossa vida terrena. Nós pedimos a Maria Santíssima e a S. Vicente que nos ajudem a seguir Jesus, como bons discípulos e discípulas. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Lourenço (Espanha, séc. III), diácono da Igreja primitiva, viveu profundamente a fé e dela deu testemunho com ousadia e bom humor, sobretudo no momento do martírio, depois de distribuir os bens da comunidade aos pobres, “o tesouro da Igreja”. É o padroeiro dos diáconos, que hoje comemoram seu dia.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra de Deus nos incentiva a ser generosos em nossa semeadura para podermos colher frutos abundantes. A pessoa generosa e prestativa será feliz.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12)

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

São Lourenço entregou-se a si mesmo ao serviço da Igreja. foi digno de sofrer o martírio e de subir com alegria para junto do Senhor Jesus.

Antífona da comunhão

Aquele que me serve, diz o Senhor, deve seguir-me. E onde eu estiver estará o meu servido (Jo 12,26).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedei-nos amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, ouvi-nos e atendei-nos.

— Tornai, Senhor, vossa Igreja sempre alegre e feliz no cultivo da generosidade.
— Iluminai os ministros da Igreja, para que se disponham a seguir fielmente a Cristo.
— Ensinai-nos a servir com alegria e humildade a comunidade e os irmãos.
— Ajudai-nos a produzir frutos à semelhança de Cristo, grão lançado à terra.
— Dai aos diáconos alegria em sua missão de serviço e disposição à terra.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Pai, com bondade, as oferendas que vos apresentamos com alegria na festa do diácono Lourenço e fazei que elas possam servir para a salvação do vosso povo. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, saciados por vossos dons, concedei-nos, ao vos prestar o devido culto na festa de são Lourenço, a graça de crescer na salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

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