LDP: 14/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

14/AGO/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura da profecia de Ezequiel 2,8-9—3,1-4 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

Assim fala o Senhor: 2,8 “Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: Nãosejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9 Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1 Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2 Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3 Depois disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4 Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirigi-te à casa de Israel e fala-lhes com asminhas palavras”.

Proclamação do Salmo 118(119),14.24.72.103.111.131 (R.103a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 103a Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
— 14 Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.
— 24 Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
— 72 A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
— 103 Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!
— 111 Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!
— 131 Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,1-5.10.12-14 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior do Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

Quero seguir Jesus Cristo e para isto jamais poderei deixar-me dominar pelo espírito de competição e pela tentação de julgar. Os bispos, em Aparecida, na V Conferência, lembraram também o perigo da globalização. Disseram: “Conduzida por uma tendência que privilegia o lucro e estimula a concorrência, a globalização segue uma dinâmica de concentração de poder e de riqueza em mãos de poucos. Concentração não só dos recursos físicos e monetários, mas sobretudo da informação e dos recursos humanos, o que produz a exclusão de todos aqueles não suficientemente capacitados e informados, aumentando as desigualdades que marcam tristemente nosso continente e que mantém na pobreza uma multidão de pessoas. O que existe hoje é a pobreza de conhecimento das novas tecnologias e do uso e acesso a elas. Por isso, é necessário que os empresários assumam sua responsabilidade de criar mais fontes de trabalho e de investir na superação dessa nova pobreza.” (DAp 62).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 18,1-5.10.12-14 – O mais importante, Os que decidem por seguir Jesus Cristo encontram alguns problemas. O primeiro é a competição. Está na pergunta feita a Jesus: “Quem é o mais importante no Reino do Céu?” E a resposta é dada por Jesus através de uma parábola viva: chama uma criança e a coloca na frente de todos. Diz que se não mudarem de vida e não ficarem como as crianças, nunca entrarão no Reino do céu. Naquele tempo, a criança não era considerada. Era símbolo dos pobres, fracos e humildes, pessoas sem pretensões. O segundo problema é o julgamento, ou seja, pensar que algumas pessoas estão irremediavelmente perdidas. O pastor deixa as 99 ovelhas que não se perderam e vai procurar a ovelha que se perdeu. Jesus veio ao mundo para salvar o que pensamos estar perdido.

… e a VIDA …

Pai, poupa-me de cair na tentação de querer fazer-me grande aos olhos do mundo, pois a verdadeira grandeza consiste em fazer-me amigo e servidor do meu próximo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Hoje, vou olhar as pessoas com olhar de fraternidade e não me permitirei sentimentos de competição ou juízos sobre as pessoas.

REFLEXÕES:

1 – CONVÍVIO COMUNITÁRIO E SOCIAL

Mateus, no capítulo dezoito de seu evangelho, apresenta um conjunto de textos que orientam os discípulos para assumirem disposições e práticas de bom convívio comunitário e eclesial. O conjunto é introduzido pelo debate dos discípulos sobre quem seria o maior. Removendo a ideologia de poder que os inspira, Jesus apresenta-lhes o modelo a ser seguido: uma criança. Marginalizada e frágil, com um mundo novo pela frente, cheia de alegria e esperança, a criança exprime a condição a ser assumida pelos discípulos. A parábola da ovelha perdida e reencontrada é a expressão da missão de Jesus, enviado do Pai, em acolher e restaurar o convívio comunitário e social daqueles excluídos e considerados marginais e pecadores pelo sistema religioso e social.

2 – QUEM É O MAIS IMPORTANTE?

A nossa vida é constantemente condicionada pelos valores e costumes da sociedade e nós temos a tendência de querer levar os valores do mundo para a Igreja e até mesmo para o Reino de Deus. Entre esses valores do mundo que nos influenciam, podemos citar a hierarquização e a competitividade no dia a dia, que fazem com que haja sempre entre nós um clima de disputa e de busca de superioridade em relação às outras pessoas. É esse clima o principal responsável por muitos mal estares na vida da comunidade. São os valores evangélicos que devem transformar o mundo e não os valores do mundo que devem transformar a Igreja.

3 – QUE NINGUÉM SE PERCA

A severidade e o desprezo dos líderes da comunidade em relação àqueles que davam os primeiros passos na vida de fé foram seriamente censurados por Jesus. Não era possível exigir deles uma maturidade própria de quem já havia feito uma longa caminhada. Os pequeninos deveriam ser tratados de maneira muito especial, com paciência e benignidade. Só assim sua fé haveria de se consolidar e se tornariam capazes de dar um testemunho autêntico de sua condição de discípulos. O carinho dos líderes pelos pequeninos não se parecia, por nada, com o amor do Pai para com eles. A parábola da ovelhinha desgarrada serviu de motivo para a compreensão deste amor paterno. Vale a pena deixar noventa e nove ovelhas, que estão em segurança, para ir em busca de uma que se desviou. O desinteresse pela ovelha desgarrada não tem justificativa. O pastor está em relação pessoal com cada ovelha. Por isso, não pode contentar-se com a perda de nenhuma delas. Para ele, o rebanho não é questão de número. As ovelhas são consideradas na sua individualidade. E a perda de uma só delas é motivo de dor. O mesmo se passa com o Pai. Ele não considera a comunidade de discípulos sob o aspecto numérico. Cada um deles, por menor que seja, é objeto de um carinho especial. Portanto, os líderes da comunidade não têm o direito de desprezá-los.

4 – QUEM É O MAIS IMPORTANTE NO REINO DOS CÉUS?

“Quem é o mais importante no Reino dos Céus?” Mateus não chega a dizer qual dos discípulos fez a pergunta, mas a verdade é que Jesus, de tanto falar bem do Reino dos Céus, fez com que todos os discípulos fizessem de tudo para entrar nele, e com o maior destaque possível! Ante a pergunta do discípulo, Jesus divide o Seu discurso em três partes. Primeiro, Cristo desmonta a grandeza dos pensamentos dos Seus discípulos, pois o Reino não é para aqueles que se fazem grandes, mas sim para os pequeninos. Depois, Ele ameaça a quem fizer qualquer mal a um desses pequeninos. Por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição superior a uma posição de igualdade com os pequenos. Em vez de valorizar o poder e a vaidade, eles são levados a se colocarem à disposição. Jesus faz tudo isso, porque percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus. O Evangelho conclui que Deus se agrada mais com um pequenino resgatado do que com noventa e nove que não precisaram ser resgatados. Eis aí uma boa pista para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar em Seu Reino: ir ao encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa – os quais, como ovelhas perdidas, andam longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo. Eis, portanto, as lições práticas que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e sempre: 1ª) Humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração, representados pela criança, a qual é símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e marginalizados pela sociedade; 2ª) A acolhida que se deve dar a estes excluídos condenados a comer “o pão que o diabo amassou”, ou seja, a acolhida dos pequeninos; 3ª) Por último, não só acolher, mas – e sobretudo! – sair em busca daqueles que se perderam e resgatá-los. Isso é deixar as noventa e nove ovelhas e ir ao encontro de uma única que se perdeu. Esta ovelha, um dia, foi você. Ovelha encontrada por Jesus e que, agora, Ele consagra para ser discípulo e missionário d’Ele com uma vocação específica.

5 – É DA VONTADE DE VOSSO PAI QUE ESTÁ NO CÉU QUE NÃO SE PERCA UM SÓ DESTES PEQUENINOS

A Escritura chama-nos a todos de «crianças»; quando decidimos seguir a Cristo recebemos o nome de «pequeninos» (Mt 18,3; 19,13; Jo 21,5). […] Quem é então o nosso educador, o pedagogo que nos ensina a nós, os pequeninos? Chama-Se Jesus. Dá a Si mesmo o nome de pastor; diz que é «o bom pastor» (Jo 10,11). Estabelece uma comparação entre os pastores que guiam as suas ovelhas e Ele próprio, o pedagogo que orienta as crianças, o pastor cheio de solicitude pelos pequeninos que, na sua simplicidade, são comparados a ovelhas. «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também tenho de as conduzir […], e haverá um só rebanho e um só Pastor» (Jo 10,16). O nosso pedagogo é, naturalmente, o Verbo, a Palavra de Deus, pois conduz-nos à salvação. Foi o que Ele disse claramente pelas palavras do profeta Oseias: «Eu sou o vosso educador» (5,2 LXX). A Sua pedagogia é a religião: ela ensina-nos o serviço de Deus, orienta-nos para o conhecimento da verdade, conduz-nos ao céu. […] O navegador dirige o barco com a intenção de levar os seus passageiros a bom porto; do mesmo modo, o nosso pedagogo indica aos filhos de Deus o modo de vida que conduz à salvação, devido à Sua solicitude por nós. […] Aquele que nos conduz é, pois, o Deus santo, Jesus, a Palavra de Deus, guia de toda a humanidade; é o próprio Deus que nos conduz, no Seu amor por nós. […] Durante o Êxodo, o Espírito Santo diz a Seu respeito: «Encontrou-o numa região deserta, nas solidões ululantes e selvagens; protegeu-o e velou por ele. Guardou-o como a menina dos Seus olhos. Como a águia vela pelo seu ninho, Ele paira sobre as Suas aguiazinhas; estende as asas para as recolher e leva-as sobre as Suas penas robustas. Só o Senhor o dirige» (Dt 32,10-12).

6 – O PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS NÃO DESEJA QUE SE PERCA NENHUM DESSES PEQUENOS

Hoje, o Evangelho volta a nos revelar o coração de Deus que nos faz entender com que sentimentos atua o Pai do céu em relação a seus filhos. A solicitude mais fervorosa é para com os pequenos, aqueles com os quais não se presta atenção, aqueles que não chegam aonde todo mundo chega. Sabíamos que o Pai, como bom Pai que é, tem predileção pelos filhos pequenos, mas hoje, nos damos conta de outro desejo do Pai, que se converte em obrigação para nós: «Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus» (Mt 18,3). Portanto, entendemos que o Pai não valoriza tanto o “ser pequeno”, mas o “fazer-se pequeno”. «Quem se faz pequeno (…), esse é o maior no Reino dos Céus» (Mt 18,4). Por isso, devemos entender nossa responsabilidade nesta ação de nos diminuirmos. Não se trata tanto de ter sido criado pequeno ou simples, limitado ou com mais ou menos capacidade, mas de saber prescindir da possível grandeza de cada um, para nos mantermos no nível dos mais humildes e simples. A verdadeira importância de cada um está em nos assemelharmos a um destes pequenos que Jesus mesmo nos apresenta com cara e olhos. Para terminar, o Evangelho ainda nos amplia a lição de hoje. Há, e muito perto de nós!, uns “pequenos” que estão mais abandonados do que os outros: aqueles que são como ovelhas que se desgarraram; e o Pai as busca e, quando as encontra, se alegra porque as faz voltar para casa e já não se perdem. Talvez, se contemplássemos a quem nos rodeia como ovelhas procuradas pelo Pai e devolvidas, mais do que desgarradas, seriam capazes de ver, mais frequentemente, e mais de perto, o rosto de Deus. Como diz Santo Asterio de Amasia: «A parábola da ovelha perdida e do pastor nos ensina que não devemos desconfiar precipitadamente dos homens, nem desistir de ajudar aos que se encontram em risco».

7 – NÃO DESPREZEIS NENHUM DESSES PEQUENINOS

Todos nós esperamos entrar no Reino dos céus, mas pode ser que ainda não conhecemos o caminho, ainda não aprendemos a nos tornar pequenos, como uma criança, que é totalmente dependente dos pais. Deus, por meio de Jesus, nos chama a construir um mundo melhor, começando a partir de cada um de nós. Para atendermos este apelo de Jesus, precisamos em primeiro lugar despir das nossas vaidades, manias de grandezas… Só assim, teremos um coração puro! Num coração puro, aberto ao amor, não existe espaço para a maldade! No evangelho de hoje, os discípulos dão a entender que eles ainda não haviam compreendido a mensagem de Jesus! Ao perguntá-Lo quem é o maior no Reino dos céus, eles demonstraram que mesmo estando junto de Jesus, estavam distantes da sua proposta. “Quem é o maior no Reino dos Céus?”. Jesus responde: “Em verdade vos digo, se não converterdes e não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus”. Jesus se identifica com os pequenos e essa identificação veio desde o seu nascimento. O Deus menino, nasceu pobre, sem ter uma roupinha para vestir, os primeiros anunciadores do seu nascimento, foram os pobres, os pastores, pessoas simples, que nem eram notadas pelos “grandes”. Todos nós sabemos, que os pequenos, são os prediletos do Pai, ser indiferentes a eles, é ser indiferente a Deus! Quem é pequeno aos olhos do mundo, é grande aos olhos de Deus! Jesus censurou a mania de grandeza dos discípulos, eles ainda não falavam a linguagem do amor. A preocupação deles, era saber qual deles ocuparia o melhor cargo, era puramente uma preocupação com a promoção pessoal, e não com a promoção de vidas! Jesus era itinerante, estava sempre à caminho, com os seus discípulos. Ele aproveitava todas as oportunidades, para passar os seus ensinamentos. No final do evangelho, Jesus conta para os discípulos e hoje para nós, a parábola da ovelha perdida. Esta pequena parábola, pode falar de duas intenções de Jesus: despertar-nos e tranquilizar-nos: despertar-nos para a importância do nosso acolhimento a todos aqueles que desviaram do caminho de Deus e querem voltar, e tranquilizar-nos; quando somos nós, a ovelha perdida, assegurando-nos, que o Pai nos acolherá com grande alegria. Para Jesus, ninguém é excluído, todos, que por alguma “razão”, tenha extraviado do caminho de Deus, tem a liberdade de voltar ao convívio do Pai. A parábola da ovelha perdida nos ensina que em hipótese alguma, devemos desistir do outro! Jesus está sempre a nos revelar a predileção do Pai, pelos pequeninos! E quem são os pequeninos que Jesus se refere? São todos aqueles que o mundo despreza. FIQUE NA PAZ DE JESUS!

8 – O PAI DE VOCÊS, QUE ESTÁ NO CÉU, NÃO QUER QUE NENHUM DESTES PEQUENINOS SE PERCA

Meus irmãos. Quantos pequeninos estão se perdendo hoje! Quanta criança criada em lares de pais “ficados” e não casados, cuja união carnal não foi abençoada pelo representante de Deus na Terra! Quantos inocentes que se tornam “maduros e experientes” cedo demais, chefes de gangs de assaltos a residências, pelo fato de presenciar todo dia os maus exemplos dos próprios pais! E também por causa deste absurdo chamado Estatuto do Menor e do Adolescente, o qual tornou-se para os adolescentes, um sinal verde para o crime! Quantos jovens que Assistem diariamente as brigas dos seus pais, tiroteios, mortes nos combates de irmãos contra irmãos! Quantos filhos cujos pais estão na penitenciária, e quantos pequeninos que estão sem pais, os quais morreram vítimas da violência! Então. Qual é a causa de toda essa triste realidade? É porque estamos muito longe de sermos puros como uma criança, como disse Jesus no Evangelho de hoje. Dentro da mente de muitos de nós está a maldade, o egoísmo, a falta de amor ao irmão, e tendência á corrupção, o ódio, que é o germe de toda violência, etc. É isso! Infelizmente, a grande maioria do mundo de hoje está assim. Vivendo sem Deus! Mais felizmente, uma boa parte, está se esforçando para viver na presença do Pai Eterno. Compete, pois a esses, aos quais eu e você estamos incluídos, nos esforçarmos para não nos desviarmos da nossa caminhada rumo ao Pai, e procurar salvar quantos irmãos nós pudermos. Precisamos correr atrás das ovelhas perdidas do mundo de hoje. Não é nada fácil. Pois poderemos ser repudiados. Talvez tenhamos de enfrentar a resistência, a ironia, e a indiferença daqueles que estão vivendo segundo a carne e não segundo o espírito. Prezados irmãos. Nunca nos esqueçamos da promessa de Cristo. “Estarei convosco até o fim dos tempos”. Vamos confiar na proteção de Deus por Jesus, deixar o medo e a preguiça de lado, arregaçar as mangas e nos atirar de corpo e alma na santa tarefa de levar Cristo à ovelhas desgarradas do Reino de Deus.

9 – QUEM É O MAIOR NO REINO DOS CÉUS?

A reflexão deste Evangelho nos faz pensar um pouco sobre a prática do homem, ou seja, qual a maior virtude na prática para aproximar do reino dos céus? Como devemos agir para construir um reino de justiça e de amor? Enfim, qual a tarefa aplicável para render a solicitude da paz no conforto da sociedade? Os discípulos perguntaram a Jesus quem é o maior no reino dos céus. A resposta foi enfática: ser como uma criança. Isto corresponde, de certo modo, que o homem deve agir como as crianças, ou seja, não carregar mágoa, ódio ou rancor em seu coração. A criança tem a pureza da inocência em seu ser, ela olha para o mundo e a constrói de acordo com seus ideais de bondade. Não pensa alto e nem maldade para realizar a sua tarefa. Na simplicidade a criança conquista o amor do adulto na maior harmonia possível. Logo, para estar no reino dos céus é preciso rever atitudes que negam a vida, a dignidade da pessoa, o respeito, a ética e a moral. Se não agir inocentemente (sem interesse em privilégios) não poderá estar no reino da glória celestial. Mas quando deve começar a agir para o bem estar da comunidade? Tudo deve ser observado nas pequenas práticas diárias. Um simples bom dia, boa tarde ou como vai, já mostra atitude de respeito, de complacência no meio social. Ser caridoso com o outro e não vê-lo como adversário, mas como companheiro que está na mesma batalha e tem a mesma missão. Ir ao encontro do outro, dos menos favorecidos que são rejeitados pela sociedade organizada, propor mudanças a partir de sua ação, isto é, agir com firmeza na espera da libertação. São várias maneiras que o homem pode agir para aproximar da atitude de uma criança na intenção de ser relevante no reino dos céus. Mas não se pode esquecer-se da pureza e da entrega que são característica da criança. O mundo ensina o homem a ser muito esperto. Dá aula de como vencer o outro ou de como conquistar a fama mesmo à custa do outro. O mundo insere o encardido no ego do homem somente para vê-lo forte e praticando o mal. O mundo quer destruir o homem sem o mesmo perceber que está sendo destruído. O mundo é perverso. Tanto que Jesus faz esta comparação do reino dos céus com uma criança porque no tempo dele o mundo já estava sendo corroído pelos poderosos que detinha o poder em suas mãos. A prática dos grandões não permitia que os pequenos abastecessem de ternura, de paz e de amor. Deixava o pequeno isolado e retirava o sangue para completar suas riquezas. Então Jesus observa essa podre sociedade e afirma que o verdadeiro pastor é aquele que vai ao encontro de sua ovelha perdida num rebanho de noventa e nove salvas. Isto é ternura, compromisso, simplicidade e ética. Já o homem rico, mesmo querendo ser o maior no reino dos céus não conseguirá porque sua prática inibe o crescimento do outro que tem a pureza. Portanto, o maior no reino dos céus será aquele que não guarda rancor em seu coração e faz tudo para agradar os filhos que lutam para uma vida melhor. Amém!

10 – O REINO DOS CÉUS NÃO É PARA OS AUTOSSUFICIENTES

O Reino dos Céus não é para os autossuficientes. Na mensagem de hoje, Jesus diz que devemos ser como crianças, depois diz que devemos receber uma criança como recebemos a Ele próprio, e depois diz que o Pai não quer que se perca nenhuma criança. É mais uma lição dividida em três partes… “Quem se faz pequeno como uma criança, este é o maior no Reino dos Céus.” Lendo essa afirmativa de Jesus, a pergunta que logo vem à mente é: Como se fazer pequeno como uma criança? E a resposta é a mesma que fez todos os santos, por mais velhos que fossem, entrarem no Reino dos Céus: todos eles confiaram no Pai do Céu, assim como uma criança confia no seu pai terreno. Assim como uma criança se atira nos braços do pai, confiando que ele não vai deixá-la cair, nós também devemos nos atirar nos braços do Pai, confiando que Ele não vai nos deixar cair. Só quem tem tamanha fé, e se faz pequeno assim, vai entrar no Reino dos Céus, e vai ser grande por lá. “E quem recebe uma criança como esta é a mim que recebe.” Em outras palavras, quem recebe uma criança, ou uma pessoa que se faz pequena como uma criança, recebe o próprio Jesus. Mas para acolher uma criança, precisamos ser responsáveis e maduros como adultos. Portanto, devemos ter o lado criança, mas também devemos desenvolver a nossa maturidade, afinal, sempre houveram e haverão muito mais ovelhas do que pastores… E por falar em ovelhas e pastores, Jesus conclui o Evangelho de hoje falando que o Pai ficará mais feliz com uma dessas “ovelhas” que foi resgatada, do que com as 99 que não se perderam. Mas para resgatar essa ovelha, é preciso um pastor zeloso… O Pai quer que tenhamos confiança nÊle, que cuidemos dos nossos, e que saiamos em busca daquele que se desgarrou… A média que Jesus coloca é até otimista. Imagine você, uma pessoa consciente do seu papel de líder, tendo um “rebanho de 100 ovelhas” para cuidar… Qual seria o mais lógico a fazer? Preparar outros líderes, para junto com você, conseguir dar conta da enorme quantidade de pequeninos que precisam ser resgatados. O Reino dos Céus não é para os que são autossuficientes, mas para os que confiam que Deus proverá.

11 – SER CRIANÇA É RECONHECER SEU NADA, ESPERAR TUDO DE DEUS, NOSSO PAI, É NÃO SE PERTURBAR COM NADA, NÃO JUNTAR FORTUNA…

Para Deus somos como filhos pequenos e amados, dependentes do Seu amor. Por isso, Ele coloca os anjos em nosso auxilio. Aquele que se compreende pequeno, pecador, ovelha fugida e necessitada, este é que é grande no reino de Deus. Não podemos nos apegar à ideia de que ser criança é ser tola, é ser infantil. Existe uma diferença entre ser infantil e ser como as crianças. Ser infantil é ser imaturo e incapaz de assumir a plena responsabilidade pelas próprias ações. Ser como a criança, no entanto, é assumir responsabilidade e ao mesmo tempo ser capaz de entregar-se, de abandonar-se e ser dependente de alguém, ser autêntica, ser transparente, viver as emoções. “Os atos infantis afastam, enquanto que as ações próprias das crianças atraem”. Santa Terezinha nos dá uma explicação muito simples e fácil de entender as palavras de Jesus: “Ser criança é reconhecer seu nada, esperar tudo de Deus, como uma criancinha espera tudo do pai; é não se perturbar com nada, não juntar fortuna…” “Ser pequeno é também não atribuir a si mesma as virtudes que pratica, julgando-se capaz de alguma coisa, mas reconhecer que Deus coloca esse tesouro na mão de seu filhinho para que se sirva quando precisar; mas ele pertence sempre a Deus”. “O elevador que deve me alçar até ao céu são vossos braços, ó Jesus! Para isso, não preciso crescer; pelo contrário, devo continuar pequena, devo sê-lo cada vez mais”. Reflita – Como você se sente aos olhos de Deus: grande ou pequeno? – Você já experimentou ser como uma criança? – Você acha que ser sábio nas coisas de Deus vai lhe ajudar na sua salvação? – Você se sente dependente de Deus, abandonado em Suas mãos? – Você é autossuficiente? – Em quem você confia? Amém! Abraço carinhoso!

12 – SERVIR COM ALEGRIA AOS MENOS IMPORTANTES

“Servir com alegria aos menos importantes”. A gente está habituado a servir, ser gentil e acolhedor, com gente importante, no trabalho profissional buscamos agradar ao chefe e demais superiores, quando mais importante o cargo e a função de quem nos pede algo, mais que vamos nos esforçar para atendê-lo. Talvez não só por questão de obediência, mas muito mais porque, sendo importante, aquela pessoa pode nos ajudar a subir dentro da empresa, nomeando-nos quem sabe para algum cargo. Quando esse modo de agir é uma obsessão, determinando nossas relações com essas pessoas, acaba se tornando puxa – saquice sem tamanho, mas no fundo é isso mesmo, gostamos de servir a quem pode nos retribuir com algo vantajoso. Podem reparar que trazemos esse modo de agir para a comunidade, o pessoal da liturgia trata o Padre de um jeito, o Diácono de outro, e o coitado do Ministro da Palavra é o último que fala e o primeiro que apanha. Por que isso? Por que se observa as pessoas através de uma visão hierarquizada. Conforme se tem um cargo maior, mais “servidores” vão aparecer. Não sou contra, dar uma atenção maior ao sacerdote, ao arcebispo, quando está em uma comunidade, são nossos pastores que nos orientam, nos apontam caminhos. Não há nada de errado nisso. Mas as pessoas são iguais e o espírito cristão tem que nos levar a agir dentro dessa igualdade. No evangelho de hoje Jesus vai além e coloca como referência as criancinhas e os meninos, que naquele tempo eram insignificantes na sociedade, além das mulheres. Criança nem entrava nas estatísticas e eram totalmente dependentes dos adultos, começando pelos pais e parentes. Não tinham nenhuma autonomia e só lhes restava obedecer e fazer o que os adultos mandavam, diferente de hoje quando há até leis específicas que garante o direito das pessoas, crianças, adolescentes, jovens e idosos. Os discípulos fizeram uma pergunta “Quem é o maior no Reino dos Céus?” porque seguiam essa lógica da submissão a quem é o maior. Jesus, entretanto desmonta esse esquema de domínio sobre as pessoas e afirma que no Reino, os pequenos, pobres, insignificantes, é que devem ser servidos. Esse ensinamento, tanto nos tempo dos discípulos e das primeiras comunidades, como em nossos dias, parece absurdo porque na lógica humana somente as pessoas importantes são valorizadas. Mas Jesus não está fazendo um belo discurso demagógico como o de alguns políticos, pois na conclusão do evangelho, com a parábola da ovelha desgarrada, ele nos mostra que o Pai do Céu age assim com todos nós, buscando a ovelha perdida e a valorizando mais que as outras.

13 – NÃO DESPREZEIS NENHUM DESSES PEQUENINOS

Nas sociedades antigas um dos valores fundamentais era a honra. E a desonra era fortemente temida, a ponto de muitas pessoas preferirem morrer a cair em desonra. Uma das maiores honras era ser importante e reconhecido, porque o individuo anônimo e desconhecido era desprezado. Jesus muda essa maneira de pensar, e o evangelista nos mostra isso pela imagem do “pequenino” e da “ovelha perdida”. O pequenino, não só representa a criança que, por sua dependência, ignorância e debilidade, era considerada insignificante. “Pequenino” era também uma alusão a todas as pessoas simples, pacíficas e anônimas que não tinham vontade nem meios sociais para ocupar um lugar na escala de honras. Jesus toma como modelo cristão essas pessoas que, sem se deixar contaminar pelos valores de sua época, colocam toda sua existência a serviço da vida. O mesmo ocorre com a “ovelha perdida”. O evangelho nos recorda que na comunidade não há lugar para exclusão e para a indiferença. Se alguém se perde, é dever da comunidade reintegrar essa pessoa perdida. Qual é nossa atitude ante as pessoas anônimas e ante os extraviados?

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Maximiliano Maria Kolbe (Polônia, 1894-1941) foi sacerdote exemplar e ardoroso devoto de Nossa Senhora. Prisioneiro no campo de concentração de Auschevitz, ali se ofereceu para morrer no lugar de um pai de família. João Paulo II proclamou-o “patrono de nosso difícil século”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra de Deus é doce como mel, mas ao mesmo tempo é exigente em favor dos pequeninos. Desprezados pela sociedade, eles são queridos por Jesus e símbolo do reino dos céus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor. Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor do meus irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25,34.40).

Antífona da comunhão

Não há maior prova de amor que dar a vida pelos amigos, diz o Senhor (Jo 15,13).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, inflamastes são Maximiliano Kolbe, presbítero e mártir, com amor à virgem imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação ao próximo. Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Ouvi-nos e atendei-nos, Senhor.

— Fortalecei, Senhor, o papa, os bispos, padre e diáconos em sua vocação.
— Ajudai-nos a buscar na vossa palavra a direção certa para nossa vida.
— Abençoai as crianças, para que cresçam na fé e procurem sempre fazer o bem.
— Congregai as nações, para que caminhem rumo à paz e à harmonia.
— Concedei saúde aos doentes e, aos saudáveis, senso de responsabilidade com a própria saúde.

Oração sobre as oferendas

Nós vos apresentamos, ó Deus, as nossas oferendas e vos suplicamos que, a exemplo de são Maximiliano Kolbe, aprendamos a oferecer-vos a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Restaurados na mesa do vosso filho, humildemente vos pedimos, ó Deus, que sejamos inflamados no mesmo amor que são Maximiliano Kolbe recebeu deste convívio. Por Cristo, nosso Senhor.

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