LDP: 17/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

17/AGO/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

Leitura da profecia de Ezequiel 16,1-5.60.63 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3 Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4 E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura nem envolvida em faixas. 5 Ninguém teve dó de ti, nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6 Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: “Vive!” 7 Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pêlos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8 Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo — oráculo do Senhor —, e tu foste minha. 9 Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10 Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11 Eu te enfeitei de joias, pus braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12 Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13 Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza. 14 Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri — oráculo do Senhor. 15 Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60 Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63 É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste, — oráculo do Senhor Deus”.

Proclamação do Salmo do profeta Isaías 12,2-3.4.5-6 (R.1c) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

— 1c Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
— 2 Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. 3 Com alegria bebereis no manancial da salvação. 4 E direis naquele dia: ‘Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.
— 5 Louvai cantando ao nosso Deus, + que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 6 Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!’

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19,3-12 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher — a não ser em caso de união ilegítima — e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Fala-me de ensinamentos e gestos de Jesus que são fundamentais para uma vida cristã. Os bispos, em Aparecida, recordaram: “O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim (cf. Jo 13,1; 15,9). O amor conjugal é a doação recíproca entre um homem e uma mulher, os esposos: é fiel e exclusivo até a morte e fecundo, aberto à vida e à educação dos filhos, assemelhando-se ao amor fecundo da Santíssima Trindade. O amor conjugal é assumido no Sacramento do Matrimônio para significar a união de Cristo com sua Igreja. Por isso, na graça de Jesus Cristo ele encontra sua purificação, alimento e plenitude (Ef 5,23-33).” (DAp 117).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 19,3-12, e observo as recomendações de Jesus. Jesus recorda neste trecho que a lei de Moisés (Dt 24,1-3) tentava proteger os direitos da mulher, mesmo concedendo vantagem ao homem. Os fariseus querem “conseguir uma prova contra ele, Jesus”. Apresentam-lhe a questão, partindo de Moisés, supondo que Jesus negue a lei. Jesus aceita o desafio. Refere-se ao Gênesis e ao Deuteronômio. Reporta-se ao projeto original de Deus (Gn 1,27) que busca a igualdade entre os cônjuges e a entrega total e duradoura que une. “Ninguém separe o que Deus uniu”, diz Jesus. Cônjuge vem de conjugar, significa “unir sob um jugo”, apegar-se e aderir.

… e a VIDA …

Pai, infunde nos casais cristãos o desejo de experimentarem a santidade do matrimônio, porque tu és a causa e a razão da comunhão que existe entre eles.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar e oração é orientado para as famílias que sofrem a desintegração e se encontram perdidas.

REFLEXÕES:

1 – UNIDADE ENTRE O HOMEM E A MULHER

Entre os rabinos discutia-se sobre quais motivos permitiriam ao homem despedir sua mulher. Os fariseus questionam Jesus com a intenção de pegá-lo em contradição. Evitando discutir a questão a partir da Lei, Jesus evoca a criação, com um sentido de igualdade e unidade entre o homem e a mulher, descartando o direito unilateral do homem de despedi-la. Os discípulos concluem pela pouca conveniência do casamento. Jesus corrige-os, afirmando que a renúncia ao casamento pode ocorrer por parte de alguém que deseja dedicar-se ao Reino dos Céus.

2 – JESUS FALA SOBRE O DIVÓRCIO

Quem comete adultério, peca duas vezes. O primeiro pecado é o da fornicação, do desrespeito da pessoa do outro ou da outra como templo do Espírito Santo, o que se constitui em profanação do sagrado, da propriedade divina pela consagração batismal. O segundo pecado é contra o vínculo matrimonial, é o rompimento de uma promessa que foi feita diante de Deus e da Igreja. E a causa de tão grave pecado encontra-se na dureza do próprio coração, que não é capaz de abrir-se à graça divina e aos verdadeiros valores e se torna escravo da luxúria, fazendo dela o verdadeiro deus da própria vida.

3 – RESPEITO PELAS MULHERES

É bem conhecida a situação de inferioridade das mulheres, na sociedade do tempo de Jesus. Juntamente com as crianças, eram consideradas como propriedade dos maridos ou dos pais. Nesta condição, eram discriminadas nas práticas religiosas; seu testemunho não tinha valor; ficavam à mercê dos homens. No casamento, tinham poucos direitos a exigir. A Lei do divórcio, como era interpretada por alguns rabinos, tornava-as vítimas do humor dos maridos. Os fariseus perguntaram a Jesus que motivos um homem poderia ter para repudiar sua mulher. E isto porque os homens tinham o direito absoluto sobre as esposas. Até podiam despedi-las por qualquer motivo, mesmo por uma ninharia. A resposta de Jesus, que sempre se posicionou na defesa dos injustiçados, defende a sacralidade do matrimônio, mas também representa uma tomada de posição em defesa das mulheres. A igualdade entre todas as pessoas provém da criação, quando Deus criou o ser humano, homem e mulher. Não se justifica, pois, a pretensa superioridade masculina. Quanto ao casamento, o projeto de Deus é que o homem e a mulher, ao se casarem, sejam ambos uma só carne. Esta união é indissolúvel por ser obra de Deus. Sendo assim, a união conjugal não pode ser desfeita por nenhum motivo. A indissolubilidade do matrimônio só acontece quando existe amor, que exige do marido respeito pela mulher.

4 – NA CONTRAMÃO ESTÁ A DIREÇÃO CERTA

Na contramão está a direção certa! Irmãos e irmãs, casados ou não, o Evangelho – como o Antigo Testamento – revela o Matrimônio como um bem criado por Deus, mas sustentado somente pelo mesmo amor que o inspirou. Jesus foi novamente experimentado por aqueles que não queriam viver da experiência do amor que compromete o ser humano com a verdade amorosa do amor verdadeiro. Mais do que um trocadilho, o Evangelho de fato nos apresenta o quanto a vocação ao Matrimônio comporta um compromisso indissolúvel com o cônjuge e perante Deus: “Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher, e os dois formarão uma só carne” (Mt 19, 5). Interessante que o Matrimônio, como um dom de serviço, somente alcança sua riqueza de significado original e eficácia na edificação da sociedade se realmente obedecer o seu princípio com os ditames estabelecidos por quem O criou, como recorda o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, ao responder a pergunta: “Para que fins instituiu Deus o Matrimônio?” A resposta continua atual: “A união matrimonial do homem e da mulher, fundada e dotada de leis próprias pelo Criador, está por sua natureza ordenada à comunhão e ao bem dos cônjuges e à geração e bem dos filhos. Segundo o desígnio originário de Deus, a união matrimonial é indissolúvel, como afirma Jesus Cristo: ‘O que Deus uniu não o separe o homem’ (Mc 10,9)” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica nº 338). Ainda mais, para os cristãos, este dom é apresentado como um enriquecimento alcançado pela centralidade em Cristo Jesus. Por isso, o mesmo Compêndio assim afirma no nº 341: “Jesus Cristo não só restabelece a ordem inicial querida por Deus, mas dá a graça para viver o Matrimônio na nova dignidade de sacramento, que é sinal do seu amor esponsal pela Igreja. ‘Vós maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja’ (Ef 5,25)”. Assim como o próprio Cristo foi questionado por pessoas movidas por um coração duro (cf. Mt 19,8), hoje e sempre os cristãos são experimentados por ideologias e maus costumes, que procuram fundamentar uniões entre as criaturas e os surgimentos de “novas famílias”, em contraposição à Palavra de Deus e ao único Salvador do gênero humano, da sociedade e do mundo. Vale sempre a pena recordar, nesta matéria, a atualidade da letra do Concílio Vaticano II que, tomado por um espírito de comunhão dialogal, procura dialogar com o mundo contemporâneo mas sem ir contra a fidelidade a Deus. Assim convoca, dia após dia, a Igreja e o mundo – inclusive os homens de boa vontade – a não negociar e nem renunciar o que a Palavra de Deus revela como necessário para o bem dos povos. Neste contexto, o Matrimônio precisa de muita coragem vinda do Alto para não deixar de seguir contra a correnteza em ritmo de uma “piracema”, que não desiste da nascente das instituições Divinas: “(…) a dignidade desta instituição não resplandece em toda a parte com igual brilho. Encontra-se obscurecida pela poligamia, pela epidemia do divórcio, pelo chamado amor livre e outras deformações. Além disso, o amor conjugal é muitas vezes profanado pelo egoísmo, amor do prazer e por práticas ilícitas contra a geração. E as atuais condições econômicas, sócio psicológicas e civis introduzem ainda na família não pequenas perturbações. Finalmente, em certas partes do globo, verificam-se, com inquietação, os problemas postos pelo aumento demográfico. Com tudo isto, angustiam-se as consciências. Mas o vigor e a solidez da instituição matrimonial e familiar também nisto se manifestam: as profundas transformações da sociedade contemporânea, apesar das dificuldades a que dão origem, muito frequentemente revelam de diversos modos a verdadeira natureza de tal instituição” (Constituição pastoral Gaudium et Spes nº 47). De fato, “tirar a poeira” que vai se acumulando pela rotina ou pelas tentações do tempo presente e, mais do que isto, fazer brilhar o dom do Matrimônio para a Igreja é e sempre será, antes de tudo, tarefa de quem procura ouvir, meditar e orar diariamente com a Palavra de Deus, pois estes haverão de encontrar no Espírito Santo a esperança que renova e atualiza os dons da criação, sem contudo ferir a sua essência e missão. Existem sim, muitos pecados que estão a serviço de uma desfiguração da instituição matrimonial, mas felizmente, até na Escritura, a origem destes males não precederam este dom (cf. Gn 2-3). Sinal de que respeitando o primado da Graça, poderemos contribuir, cada um a seu modo, para a conservação e propagação deste autêntico e sempre atual patrimônio da humanidade. Dom e tarefa para todo o organismo civil e religioso instituído pelo Criador, assumido e elevado por Cristo, no poder do mesmo Espírito Santo, que nos pode salvar de “micro organismos” permissivos à vontade de Deus para o Matrimônio. Se parece ser a meta de muitas ideologias – e pessoas que as servem apaixonadamente – a desconstrução das tradições e sacramentos embasados na Palavra de Deus, procuremos unir esforços para preservar o corpo social da “falência múltipla” dos “órgãos” que constroem o sadio convívio humano. Para tal, continuemos intercedendo, semana após semana, por uma eficaz e eficiente Pastoral Familiar. Sem contudo, nos desviarmos dos apelos pessoais do Espírito Santo, em prol desta causa, que precisa ser abraçada com grande paixão.

5 – SERÃO OS DOIS UMA SÓ CARNE. GRANDE É ESTE MISTÉRIO; E EU INTERPRETO-O EM RELAÇÃO A CRISTO E À IGREJA

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças sempre e em toda a parte, por Cristo, Nosso Senhor. Na Vossa bondade, criastes o género humano, e o elevastes a tão grande dignidade, que na união nupcial do homem e da mulher imprimistes a imagem viva do Vosso amor. Por amor lhe destes a existência, e o chamais incessantemente à lei do amor, para que se torne participante do Vosso amor eterno e, neste mistério admirável, o sacramento que consagra o amor humano seja sinal e penhor do Vosso amor divino. Por isso, com os anjos e todos os santos, proclamamos a Vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo…

6 – PORTANTO, O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE

Hoje, Jesus responde às perguntas dos seus contemporâneos sobre o verdadeiro significado do matrimônio, ressaltando a indissolubilidade do mesmo. Sua resposta, no entanto, também proporciona a base adequada para que nós, cristãos, possamos responder a aqueles cujos corações teimosos os obrigam a procurar a ampliação da definição de matrimônio para os casais homossexuais. Ao fazer retroceder o matrimônio ao plano original de Deus, Jesus ressalta quatro aspectos relevantes pelos quais só se pode unir em matrimônio a um homem e uma mulher: 1) «O Criador, desde o início, os fez macho e fêmea» (Mt 19,4). Jesus nos ensina que, no plano divino, a masculinidade e a feminilidade têm um grande significado. Ignorar, pois, é ignorar o que somos. 2) «Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher» (Mt 19,5). No plano de Deus não é que o homem abandone os seus pais e vá embora com quem ele queira, mas sim com uma esposa. 3) «De maneira que já não são dois, e sim uma só carne» (Mt 19,6). Esta união corporal vai mais além da pouco duradoura união física que ocorre no ato conjugal. Refere-se à união duradoura que se apresenta quando um homem e uma mulher, através do seu amor, concebem uma nova vida que é o matrimônio perdurável ou união dos seus corpos. Logicamente, que um homem com outro homem, ou uma mulher com outra mulher, não pode ser considerado um único corpo dessa maneira. 4) «Pois o que Deus uniu, o homem não separe» (Mt 19,6). Deus mesmo uniu em matrimônio ao homem e à mulher e, sempre que tentamos separar o que Ele uniu, estaremos fazendo por nossa própria conta e por conta da sociedade. Em sua catequese sobre Gênesis, o Papa João Paulo II disse: «Em sua resposta aos fariseus, Jesus Cristo comenta aos interlocutores a visão total do homem, sem o qual não é possível oferecer uma resposta adequada às perguntas relacionadas com o matrimônio». Cada um de nós está chamado a ser o eco desta Palavra de Deus em nosso momento.

7 – O CASAMENTO É PARA VIDA TODA

Na reflexão de hoje buscamos compreender o diálogo entre os perversos e o Mestre a cerca do relacionamento entre o homem e a mulher. Assim os fariseus tentam revelar quem é Jesus. Bem que os fariseus podiam aquietar-se diante de um homem que puxava multidões, mas a curiosidade era tamanha que renderam advertência espetaculares. O questionamento feito a Jesus é se podia um homem divorciar-se de sua esposa. Jesus respondeu prontamente que não. Esta lei foi criada por causa do coração de pedra dos homens e do desassossego pertinente a Moisés como relata o evangelista: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher e se casar com outra comete adultério” (vv 8-9). Assim, não suportando mais a pressão dos traidores Moisés rendeu-se diante do pedido. Mas Jesus adverte o que Deus uniu, o homem não separe! (v. 6). O matrimônio é a expressão íntima de um homem e uma mulher. Desde a criação Deus fez o homem e a mulher para viver juntos e gozar os prazeres da criação. Mas a cobiça, a inveja e a avareza provocam a separação de uma união que seria para toda vida. Feitos um para o outro as promessas de fidelidade e a entrega em todas as circunstâncias da vida deverá ser para sempre. Não pode acabar num simples pedaço de que papel assinada por um juiz. No mundo moderno em que vivemos estamos diante cada vez mais da desunião entre os casais. A telenovela ensina a cada capitulo que a fidelidade num casal é ser piegas demais. Para que viver juntos se tem algo melhor? Para que ser fiel? Não devemos ser careta, é enjoativo permanecer com o mesmo parceiro (a) para sempre! Como a carne é fraca e a fé é pouca, logo cai nas graças da traição, do adultério, do ficar por umas horas no motel e tudo voltará ao normal quando pisar na casa. Sabendo ele (a) que estará cometendo um grande erro aos olhos de Deus. Seja na alegria, na tristeza ou na saúde, o casal é a dádiva de Deus para regulamentar o amor fraterno. Quando alguém entra em nossa vida, estou também entrando na vida do outro. Portanto, esta união selada pela igreja deverá ser duradoura. É claro que muitas coisas o casal vão ceder um para o outro para tornar uma só carne e um só corpo. Mas quando um assume o outro a expressão de Deus está contrito nas ações do casal. Portanto, o sofrimento do casal que não vive bem chega aos filhos. O desrespeito e a violência se apegam em toda a família. O rastro deixado não agrada quem deu a vida e ofereceu o amor para partilhar nas horas difíceis. Logo, o homem é a mulher foram feitos um para o outro com intuito de viver as Graças do Pai. Que assim seja. Amém!

8 – O QUE DEUS UNIU O HOMEM NÃO SEPARA

Os fariseus fizeram a seguinte pergunta tentando conseguir alguma prova contra Jesus: “Será que pela nossa Lei um homem pode, por qualquer motivo, mandar a sua esposa embora?” É importante lembrar que naqueles tempos a mulher não tinha nenhum direito, ao contrário, o marido tinha plenos poderes sobre a mulher, a qual era apenas um objeto de procriação, em uma sociedade patriarcal. Portanto, o marido tinha o direito de largar ou deixar a mulher em casos de: adultério, prostituição, falta de habilidades em cozinhar ou o uso de vestimentas, como o véu. Jesus respondeu àquela pergunta lembrando o trecho das escrituras, onde diz que: “… o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu”. Olhando os casais do mundo de hoje, notamos que muitas são as causas das separações: Traição, situação financeira, descuido com as aparências tanto por parte dela como dele, influência indevida dos familiares, entre outras. Porém a causa mais grave, é a falta de amor fraterno, a falta de uma vivência cristã, a falta de fé, a falta de Deus nas mentes dos casais. Porque se os cônjuges estão conscientes que tanto ele como ela é a pura representação do seu semelhante, que outro é o seu próximo, que se trata de uma pessoa filha de Deus, portanto sua irmã, seu irmão em cristo além de ser esposa ou marido. Se ambos entendessem assim, tudo seria diferente. Ambos pensariam dez vezes antes de fazer uma observação crítica sobre o comportamento do outro para não ofender, pois todo aquele relacionamento estaria ocorrendo de acordo com dos ensinamentos de Jesus Cristo: “trate o outro como você gostaria de ser tratado”. Porém, infelizmente, o que temos hoje em sua maioria, são uniões puramente carnais frutos da atração sexual, sem o mínimo de religiosidade, onde Deus fica de fora de tudo o que acontece na vida dos dois jovens sem limites. Isso sem pensar ou dizer, o que acontecerá com os frutos daquela união sem Deus, onde os filhos ao ver e viver aquela vida desprovida de qualquer religiosidade, uma vida sem orações, onde não se ouve a palavra de Deus, onde não se respeita os direitos uns dos outros, onde ninguém vai à missa… O resultado dessas uniões sem Deus, está nos noticiários diariamente: Ele matou a amante, ou a namorada, por não aceitar o fim do relacionamento. Ela o matou por que foi traída. O padrasto estuprou a filha da mulher da sua segunda união conjugal. Meu Deus! Onde vamos parar com isso? Como será o futuro quando esses jovens filhos dessas “famílias”, (se é que podemos chamá-las de famílias), tiverem constituído suas famílias, digo suas uniões? Jesus. Vem aqui! Jesus não nos abandone! Sabemos que vós quereis a felicidade de todos!… Jesus quer que: maridos e mulheres tenham direitos iguais em tudo, pois todos somos filhos de Deus. Naqueles tempos o marido tinha plenos poderes sobre sua mulher. Hoje, está acontecendo o mesmo, porém de forma bem pior. Os machos se acham com o direito de “ficar” com suas fêmeas mesmo contra a vontade delas. Caso contrário, elas morrem. Que fazer? Pastorais da família, orações pelas famílias, encontro de casais e que mais?

9 – UMA VEZ UNIDOS, JUNTOS, COMPLETADOS, PELA VONTADE DE DEUS, QUEM PODERÁ SEPARÁ-LOS?

Cada matrimônio é certamente fruto do livre consenso do homem e da mulher, mas a sua liberdade traduz em ato a capacidade natural inerente à sua masculinidade e feminilidade. A união realiza-se em virtude do desígnio do próprio Deus, que os criou homem e mulher, dando-lhes o poder de unir para sempre aquelas dimensões naturais e complementares das suas pessoas. A indissolubilidade do matrimônio não deriva do compromisso definitivo dos contraentes, mas é intrínseca à natureza do “poderoso vínculo estabelecido pelo Criador” (João Paulo II, Catequese de 21 de Novembro de 1979, n. 2). O que mantém a integridade do matrimônio são a reciprocidade, a amizade, e a vivência de um mesmo ideal em conformidade com a Palavra de Deus. Deus faz aliança com o homem e a mulher para perpetuar a espécie, não apenas procriando, mas difundindo o Seu amor no mundo e deu a esse homem e a essa mulher o encargo de se unirem para povoar a terra e nela espalhar a semente do Seu amor, por meio dos filhos que gerarem. Por isso, Jesus recusa ver o matrimônio a partir de permissões ou restrições legalistas. Ele reconduz o matrimônio ao seu sentido fundamental: aliança de amor e, como tal, abençoada por Deus, e com vocação de eternidade. Marido e mulher são igualmente responsáveis por uma união que deve crescer sempre. No entanto, Jesus mesmo é quem nos fala: “existem homens incapazes para o casamento”. Nem todos estão preparados para enfrentarem os desafios de uma vida a dois, por isso, percebemos que em muitos casamentos não foi bem aprofundada a questão da complementaridade entre o homem e a mulher. Jesus adverte para que o compromisso seja conscientemente assumido diante de Deus que faz dos dois, uma só carne. “O que Deus uniu o homem não separe”. Esta Palavra deve servir de base para um discernimento muito maior entre aqueles que escolhem a sua vocação. Uma vez unidos, juntos, completados, quem poderá separá-los? Reflita – Se você escolheu ou ainda não escolheu sua vocação, o que é que o Espírito lhe revela sobre isso? – Você está certo (a) de que o que Deus une o homem não separa? Amém! Abraço carinhoso!

10 – A DECISÃO DE AMAR POR TODA A VIDA, NÃO PODE SER REVOGADA

Eis aqui um evangelho que seria melhor tirar do Novo Testamento, pois falar sobre ele e a verdade que proclama, é arranjar encrenca até em família. Como é que vamos falar desse evangelho em família se temos um filho ou uma filha, um sobrinho ou neto, que está nesta situação? Na própria comunidade, já vi pregadores da Palavra tentar amenizar a pregação, para não ofender casais em segunda união, levando estes ao desanimo na Fé. Para a pós-modernidade esse ensinamento evangélico é uma velharia do passado, pois hoje em dia não dá mais para se falar em adultério. Prestemos atenção nessa palavra tão pesada “Adultério”, que significa “Falsa” ou que foi adulterada, mudada, como os ladrões de veículos fazem com o número do chassi, tentam assim, fazer com que o veículo roubado passe por outro e não mais aquele original em sua numeração saída da fábrica. Com dinheiro falso é também essa atitude, não ficamos escandalizados quando compramos algo e o caixa examina a nota de cem ou cinquenta para certificar de que ela é original e não falsificada. Também na compra de peças para veículos ou outro equipamento, exigimos peças originais, porque sabemos que têm qualidade, não são imitação, não foram adulteradas. Mas quando tratamos das coisas de Deus, e principalmente desse ensinamento sobre a vida Conjugal dos que se uniram diante de Deus, deixamos de lado nosso rigorismo e exigências, e começamos a achar que tanto faz casar-se na igreja ou não, e uma vez casados, a separação é sempre uma possibilidade, e a união com outra pessoa também é coisa normalíssima em nossos dias. A confusão e o desconhecimento é tão grande nessa área, (com certeza culpa da nossa própria igreja) que amasiados ou divorciados procuram os Ministros Ordinários do Matrimônio, para pedir uma bênção, ás vezes em um salão durante a festa. E tem mais ainda, quando o caso acontece com a filha ou o filho da vizinha, logo alardeamos que se trata de um adultério, quando, porém, é com o nosso filho ou filha, daí não é adultério pois temos uma justificativa. Claro que Bênção também significa compromisso, mas para a maioria é um modo de envolver o Divino em nossos interesses humanos, e se ter dele a necessária proteção ou ter “sorte” no casamento, como me dizia um amigo, nessa situação, e que queria que eu fosse ministrar a bênção para ele e a sua Terceira esposa… Esse descompromisso total que têm marcado a vida conjugal de tantos casais, mesmo os cristãos, nada mais é do que influência do Néo-ateísmo que impera em nossa sociedade, onde se crê em Deus, mas Ele não tem nada a ver com minha vida da qual faço o que quiser… Sacramento do matrimonio é uma Graça Santificante e Operante, que eleva o amor humano dando a este a mesma força e grandeza do amor Divino. No altar, homem e mulher dizem o SIM não para um amor sentimental ou somente do Eros, mas trata-se de uma decisão sagrada, manifestada naquele sim e que significa “Sei das minhas fraquezas, mas diante de Deus e da Igreja, tomo a decisão de amar para sempre, até a morte esta pessoa que Deus colocou na minha vida, confiando que só conseguirei isso com a Graça de Deus que vou agora receber”. O SIM dos noivos supõe exatamente isso, daí que neste evangelho, Jesus manifesta o desejo e a vontade, de que este projeto original, iniciado para o casal precisamente no dia do casamento, seja mantido até o fim. Quando ocorre o contrário, e a união com uma segunda pessoa quebra e rompe este vínculo, esta união foi adulterada, falsificada e nem por isso Deus manda do céu a sua Ira na vida do casal. E então, perante a Santa Igreja, que acolheu a decisão dos nubentes no dia do casamento, a comunhão de vida do casal já não existe, e como a Igreja não pode voltar atrás em sua decisão, ela precisa sinalizar que a ruptura aconteceu e por isso, casais em segunda união são orientados a não receberem a Eucaristia, que é a expressão mais alta e por Excelência, da nossa comunhão com Deus, uma vez que, recebendo-a, não podem vivê-la na vida conjugal de maneira autêntica já que a pessoa com quem se vive, não é aquela que diante de Deus e da Igreja decidiu amar para sempre. E se foi um casamento errado, celebrado diante de Deus em cima de mentiras e falsidades, compete ao Tribunal Eclesiástico verificar cada caso, dando as pessoas envolvidas o direito de recomeçar a sua vida conjugal.

11 – QUAL É A IMPORTÂNCIA DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO?

Bom dia! Qual é a importância do sacramento do matrimônio para nós católicos? Qual é o grau de seriedade que temos por ele? Meus irmãos! Talvez o fato, que ao longo dos anos, o casamento não tenha sido valorizado, seja culpa nossa. Vemos artistas de TV (modelos de nossa juventude) casando e descasando inúmeras vezes; vemos ainda pessoas empurrando seus filhos para fora de casa; vemos ainda pessoas “escolhendo” maridos e esposas pelo poder aquisitivo, (…); em contra partida também vemos casais se unindo e juntos construindo ou reconstruindo seus sonhos. Quando casamos, fazemos ou tomamos uma decisão madura: “Sim! É essa pessoa que escolhi e com ela quero construir uma história”! No entanto muitos casais não abraçam a ideia que agora sua família se reduziu a uma pessoa. Não tenho mais mãe e nem pai, tenho agora uma esposa ou um marido. É a ele (a) que tenho que focar meu pensamento, até que um dia essa família volte aos poucos a crescer com a vinda dos filhos. “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Quantos casais sucumbem pelo fato de sua família começar com mais gente que o esperado? Não estou dizendo ou falando dos filhos que por ventura às vezes são concebidos, mas sim do não abandono de suas casas. Maridos que insistem em comparar sua esposa com sua mãe, cunhados de ambos os lados, que sugerem como o casal deve se comportar e sem querer acabam causando intrigas; esposas (os) que não desapegam de suas casas fazendo com que essa família almoce e jante na casa dos sogros (…). Como católicos temos que fazer o possível para não estragar esse sacramento. Mas como? Dando importância a essa instituição sagrada e frágil que é a família. “(…) porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles”. (Mateus 18, 20). “Estragar” ou desvalorizar a instituição família é talvez não reconhecer sua importância para nossa fé cristã. Uma instituição sagrada e também Frágil. Certo dia em reunião do nosso grupo de discernimento, quando pedíamos a Deus a direção para o trabalho com as famílias, uma de nossas irmãs via um pé de pimenta. Talvez nossas crendices do passado pudessem lembrar-nos do famoso olho-gordo, mas a botânica e a biofísica comprovam que essa planta sofre muito com a influência externa. Sendo assim, casais e futuros casais! Coloquemos Deus em nossas relações diárias. Não nos escondamos Dele; não corramos de sua presença; não vivamos a procura da eterna adolescência; cresçamos juntos, conquistemos juntos, eduquemos juntos, (…) Quem esta namorando ou procurando, apresente também seu Pai do céu a seu (sua) namorado (a). Não o apresente como aquele da propaganda da MASTERCARD (um urso), mas como alguém que tomará conta de nossas vidas. Se preocupe em mostrar aquilo que Deus te deu e te faz alguém diferente e não uma tatuagem tribal erótica, um piercing no umbigo, músculos (…); pois se é só isso que sou, não posso reclamar se ele (a) achar uma peça melhor que a sua! Homem que “presta” tá difícil concordo, mas é só fechar os olhos, que consigo ouvir o coração dos que são puros e verdadeiros. Tenhamos um santo e abençoado DOMINGO. Mãe Maria! Tu que sobes ao céu mais uma vez neste domingo, leva nossos pedidos a Jesus, por nossas famílias. Esse texto foi escrito ano passado… O que mudou? Um imenso abraço fraterno.

12 – MOISÉS PERMITIU DESPEDIR A MULHER, POR CAUSA DA DUREZA DO VOSSO CORAÇÃO. MAS FOI ASSIM DESDE O INÍCIO

Em Israel existia uma maneira de dissolver o matrimonio com a chamada de “ata de repudio”, mas somente os homens tinham direito a este privilegio. As causas do repudio iam desde as mais sérias como o adultério ou prostituição, até as mais triviais, como as habilidades em cozinhar ou o uso de vestimentas, como o véu. Desse modo, em uma sociedade patriarcal onde os homens tinham poder, as mulheres casadas tinham seus direitos ditados pela vontade do marido. O ensinamento de Jesus detém essas práticas e prega um retorno à unidade original, na qual homem e mulher são iguais por serem imagem de Deus. A dureza que Jesus atribui a seus interlocutores, ainda que autorizada pela lei, refletia mais a inflexibilidade da sociedade do que a vontade de Deus. Nossas sociedades atuais têm também maneiras questionáveis de distribuir o poder e muitas pessoas ficam subordinadas ou em estado de servidão por falta de recursos econômicos, educacionais ou de reconhecimento social, sem se importar se são mulheres ou homens, crianças ou anciões. Ainda existem costumes ou maneiras de pensar entre nós que são expressão do machismo e do patriarcalismo. Qual seria a atitude de Jesus diante desses costumes?

13 – NA CONTRAMÃO ESTÁ A DIREÇÃO CERTA

Na contramão está a direção certa! Irmãos e irmãs, casados ou não, o Evangelho – como o Antigo Testamento – revela o Matrimônio como um bem criado por Deus, mas sustentado somente pelo mesmo amor que o inspirou. Jesus foi novamente experimentado por aqueles que não queriam viver da experiência do amor que compromete o ser humano com a verdade amorosa do amor verdadeiro. Mais do que um trocadilho, o Evangelho de fato nos apresenta o quanto a vocação ao Matrimônio comporta um compromisso indissolúvel com o cônjuge e perante Deus: “Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher, e os dois formarão uma só carne” (Mt 19, 5). Interessante que o Matrimônio, como um dom de serviço, somente alcança sua riqueza de significado original e eficácia na edificação da sociedade se realmente obedecer o seu princípio com os ditames estabelecidos por quem O criou, como recorda o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, ao responder a pergunta: “Para que fins instituiu Deus o Matrimônio?” A resposta continua atual: “A união matrimonial do homem e da mulher, fundada e dotada de leis próprias pelo Criador, está por sua natureza ordenada à comunhão e ao bem dos cônjuges e à geração e bem dos filhos. Segundo o desígnio originário de Deus, a união matrimonial é indissolúvel, como afirma Jesus Cristo: ‘O que Deus uniu não o separe o homem’ (Mc 10,9)” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica nº 338). Ainda mais, para os cristãos, este dom é apresentado como um enriquecimento alcançado pela centralidade em Cristo Jesus. Por isso, o mesmo Compêndio assim afirma no nº 341: “Jesus Cristo não só restabelece a ordem inicial querida por Deus, mas dá a graça para viver o Matrimônio na nova dignidade de sacramento, que é sinal do seu amor esponsal pela Igreja. ‘Vós maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja’ (Ef 5,25)”. Assim como o próprio Cristo foi questionado por pessoas movidas por um coração duro (cf. Mt 19,8), hoje e sempre os cristãos são experimentados por ideologias e maus costumes, que procuram fundamentar uniões entre as criaturas e os surgimentos de “novas famílias”, em contraposição à Palavra de Deus e ao único Salvador do gênero humano, da sociedade e do mundo. Vale sempre a pena recordar, nesta matéria, a atualidade da letra do Concílio Vaticano II que, tomado por um espírito de comunhão dialogal, procura dialogar com o mundo contemporâneo mas sem ir contra a fidelidade a Deus. Assim convoca, dia após dia, a Igreja e o mundo – inclusive os homens de boa vontade – a não negociar e nem renunciar o que a Palavra de Deus revela como necessário para o bem dos povos. Neste contexto, o Matrimônio precisa de muita coragem vinda do Alto para não deixar de seguir contra a correnteza em ritmo de uma “piracema”, que não desiste da nascente das instituições Divinas: “(…) a dignidade desta instituição não resplandece em toda a parte com igual brilho. Encontra-se obscurecida pela poligamia, pela epidemia do divórcio, pelo chamado amor livre e outras deformações. Além disso, o amor conjugal é muitas vezes profanado pelo egoísmo, amor do prazer e por práticas ilícitas contra a geração. E as atuais condições econômicas, sócio-psicológicas e civis introduzem ainda na família não pequenas perturbações. Finalmente, em certas partes do globo, verificam-se, com inquietação, os problemas postos pelo aumento demográfico. Com tudo isto, angustiam-se as consciências. Mas o vigor e a solidez da instituição matrimonial e familiar também nisto se manifestam: as profundas transformações da sociedade contemporânea, apesar das dificuldades a que dão origem, muito frequentemente revelam de diversos modos a verdadeira natureza de tal instituição” (Constituição pastoral Gaudium et Spes nº 47). De fato, “tirar a poeira” que vai se acumulando pela rotina ou pelas tentações do tempo presente e, mais do que isto, fazer brilhar o dom do Matrimônio para a Igreja é e sempre será, antes de tudo, tarefa de quem procura ouvir, meditar e orar diariamente com a Palavra de Deus, pois estes haverão de encontrar no Espírito Santo a esperança que renova e atualiza os dons da criação, sem contudo ferir a sua essência e missão. Existem sim, muitos pecados que estão a serviço de uma desfiguração da instituição matrimonial, mas felizmente, até na Escritura, a origem destes males não precederam este dom (cf. Gn 2-3). Sinal de que respeitando o primado da Graça, poderemos contribuir, cada um a seu modo, para a conservação e propagação deste autêntico e sempre atual patrimônio da humanidade. Dom e tarefa para todo o organismo civil e religioso instituído pelo Criador, assumido e elevado por Cristo, no poder do mesmo Espírito Santo, que nos pode salvar de “micro organismos” permissivos à vontade de Deus para o Matrimônio. Se parece ser a meta de muitas ideologias – e pessoas que as servem apaixonadamente – a desconstrução das tradições e sacramentos embasados na Palavra de Deus, procuremos unir esforços para preservar o corpo social da “falência múltipla” dos “órgãos” que constroem o sadio convívio humano. Para tal, continuemos intercedendo, semana após semana, por uma eficaz e eficiente Pastoral Familiar. Sem contudo, nos desviarmos dos apelos pessoais do Espírito Santo, em prol desta causa, que precisa ser abraçada com grande paixão.

14 – …

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Nesta semana da família, somos convidados a reconhecer que o matrimônio, em que pesem suas dificuldades, deve ser reconduzido ao seu sentido fundamental: aliança entre marido e esposa fundada no amor e abençoada por Deus.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Apesar de sua infidelidade, o povo de Israel é escolhido por Deus como “esposa predileta”. Deus une homem mulher no matrimônio para que vivam um relacionamento de amor indissolúvel.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Considerai, Senhor, vossa aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de que vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Antífona da comunhão

O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor (Jo 6,52).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Nós vos pedimos, Senhor.

— Fazei, Senhor, que a Igreja, esposa de Cristo, seja sempre fiel.
— Abençoai o trabalho do nosso bispo e dos padres da diocese.
— Fortalecei no amor e na fidelidade os casais da comunidade.
— Dai força e coragem às famílias, para que vivam a alegria da união.
— Abençoai e animai os que levam à frente projetos sociais.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedeste à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os, por vosso poder, em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites, blogs a que pertencem dos textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

 BÍBLIA SAGRADA

Encontro de amigos com Cristo
Liturgia Diária
A Palavra de Deus na vida
DomTotal.com
Paulinas
Homilia Diária
Evangelho Quotidiano
Evangeli.net
Liturgia
Diária Comentada
RCC São Rafael
NPD Brasil

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