LDP: 18/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

18/AGO/2012 (sábado)

LEITURAS

Leitura da profecia de Ezequiel 18,1-10.13b.30-32 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Que provérbio é esse que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados?’ 3 Juro por minha vida — oráculo do Senhor Deus —, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4 Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer. 5 Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6 não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo, nem se aproxima da mulher menstruada; 7 se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8 se não empresta com usura, nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça, e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9 se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá — oráculo do Senhor Deus. 10 Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 11 embora o pai não as tenha praticado, e participa de refeições rituais sobre os montes, desonra a mulher do próximo, 12 oprime o pobre e o necessitado, pratica a rapina, não devolve o penhor, levanta os olhos para os ídolos, faz coisas abomináveis, 13b tal filho de modo algum viverá. Porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza, morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30 Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta — oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31 Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32 Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém — oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!”

Proclamação do Salmo 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. 12a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

— 12a Ó Senhor, criai em mim, um coração que seja puro!
— 12 Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— 14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! 15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.
— 18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19 Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19,13-15 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

COMENTÁRIOS

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Fala-me de ensinamentos e gestos de Jesus que devem ser assumidos por mim e por toda pessoa cristã. Disseram os bispos, em Aparecida: “A resposta a seu chamado (de Jesus) exige entrar na dinâmica do Bom samaritano (cf. Lc 10,29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente com o que sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus que come com publicanos e pecadores (cf. Lc 5,29-32), que acolhe os pequenos e as crianças (cf. Mc 10,13-16), que cura os leprosos (cf. Mc 1,40-45), que perdoa e liberta a mulher pecadora (cf. Lc 7,36-49; Jo 8,1-11), que fala com a Samaritana (cf. Jo 4,1-26). (DAp 135).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 19,13-15, e observo as atitudes e recomendações de Jesus. O relato da apresentação das crianças a Jesus, inicialmente repreendidas pelos discípulos, fazem refletir no sentido de que as crianças também fazem parte da família, assim como os idosos, os doentes. Jesus lhes responde com a frase: “Deixem que as crianças venham a mim”. As crianças também fazem parte da comunidade. E mais. Elas são modelo de transparência, pureza, de abandono nas mãos do Pai. E Jesus pôs as mãos sobre elas, ou seja, as abençoou.

… e a VIDA …

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, a canção Amar como Jesus amou, Pe. Zezinho, scj.
Um dia uma criança me parou / Olhou-me nos meus olhos a sorrir / Caneta e papel na sua mão / Tarefa escolar para cumprir / E perguntou no meio de um sorriso / O que é preciso para ser feliz? / Amar como Jesus amou / Sonhar como Jesus sonhou / Pensar como Jesus pensou / Viver como Jesus viveu / Sentir o que Jesus sentia / Sorrir como Jesus sorria / E ao chegar ao fim do dia / Eu sei que dormiria muito mais feliz / Ouvindo o que eu falei ela me olhou / E disse que era lindo o que eu falei / Pediu que eu repetisse, por favor / Mas não dissesse tudo de uma vez / E perguntou de novo num sorriso / O que é preciso para ser feliz? / Amar como Jesus amou / Sonhar como Jesus sonhou / Pensar como Jesus pensou / Viver como Jesus viveu / Sentir o que Jesus sentia / Sorrir como Jesus sorria / E ao chegar ao fim do dia / Eu sei que dormiria muito mais feliz / Depois que eu terminei de repetir / Seus olhos não saíram do papel / Toquei no seu rostinho e a sorrir / Pedi que ao transmitir fosse fiel / E ela deu-me um beijo demorado / E ao meu lado foi dizendo assim: / Amar como Jesus amou / Sonhar como Jesus sonhou / Pensar como Jesus pensou / Viver como Jesus viveu / Sentir o que Jesus sentia / Sorrir como Jesus sorria / E ao chegar ao fim do dia / Eu sei que dormiria muito mais feliz.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é orientado pelo que disseram os bispos na Conferência de Aparecida: “Jesus nos diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai, quem tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna” (cf. Jo 3,16)”. (DAp 101).

REFLEXÕES:

1 – O REINO DOS CÉUS PERTENCE AOS QUE SE PARECEM COM AS CRIANÇAS

Associado ao tema da família, anteriormente apresentado, Mateus introduz o tema da criança. Nas crianças encontramos uma das formas de exclusão. Elas integram o universo social dos fracos e excluídos, formado pelos impuros, pecadores, pobres e gentios. Os discípulos repreendem as crianças e aqueles que as levam a Jesus. Da mesma maneira eram repreendidos os dois cegos que clamavam a Jesus, na saída de Jericó (cf. Mt 20,31). O tema da criança também esteve em evidência como contraste às aspirações de poder dos discípulos. Os discípulos, ainda sem perceberem a novidade de Jesus, demonstram uma atitude gregária excludente. Esta atitude definha as pessoas por seu isolamento em relação à vida que germina no mundo em uma imensa diversidade de circunstâncias. A pessoas assim como as crianças é que pertence o Reino dos Céus. A observação de Jesus tem um duplo aspecto, o da inversão da ordem social e o da conversão interior de seus discípulos. A nova ordem social a ser instaurada com o Reino não é a dos adultos conformados ou satisfeitos, empenhados na busca de sucesso, status e riqueza. Na nova ordem estão integradas as pessoas simples, confiantes no Pai, comunicativas, em busca do novo, de um futuro promissor, de um mundo melhor para todos, sem exclusões.

2 – JESUS E AS CRIANÇAS

Muitas vezes, pelo fato de procurarmos viver de forma coerente os valores do Evangelho e percebermos os erros e os problemas que existem no mundo de hoje por parte de muitas outras pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer Jesus como nós o conhecemos, corremos o risco de fazer exatamente o contrário daquilo que Jesus exige de nós. Pode acontecer que nos coloquemos como intermediários entre Jesus e as pessoas não para aproximá-las dele, como é a sua vontade, mas para impedir que se aproximem dele por não serem dignas, negando a elas a oportunidade da graça da conversão e da vida nova em Cristo.

3 – VENHAM A MIM AS CRIANCINHAS

Ao apresentar seus filhos para serem abençoados por Jesus, algumas mães estavam rompendo um sistema de marginalização das crianças. Os discípulos repeliam-nas, de acordo com a mentalidade reinante: as criancinhas eram tidas como seres sem valor algum para ficar importunando o Mestre. Jesus se posicionou contra esta visão distorcida. O Reino anunciado por ele fundava-se na igualdade das pessoas. Era um Reino de comunhão e fraternidade. Portanto, não podia admitir a exclusão de quem quer que fosse. Às criancinhas, o Mestre disse estar reservado um lugar especial no Reino, pois este pertenceria a quem se parecesse com elas. O modo de ser dos pequeninos devia servir de modelo de comportamento do discípulo do Reino. Se dele as crianças fossem excluídas, o Reino ficaria privado de um referencial muito importante. Não que o ideal do discípulo é ser ingênuo e infantil, como se acredita serem as crianças. E sim, ser capaz de confiar plenamente em Deus, não buscar segurança por si mesmo, não ter o coração corrompido pela maldade. Ao impor as mãos sobre as criancinhas, Jesus reconhecia sua cidadania, no contexto do Reino. Por conseguinte, nas comunidades cristãs, as crianças teriam sua dignidade respeitada e não seriam inferiorizadas pelos adultos. Esta foi a vontade de Jesus que, ao implantar o Reino na história humana, recuperou o projeto de Deus para a humanidade.

4 – TODOS SÃO IGUAIS E FILHOS AOS OLHOS DE DEUS

A atitude dos discípulos, que impedem os pequeninos de se aproximarem de Jesus, significa incompreensão do ministério de Cristo. A relevância das crianças do Evangelho de hoje é diferente do Evangelho da terça-feira passada, que se tratava da conversão. Se tornar “pequeno como uma criança” para aqueles adultos que buscavam o poder e não a dependência de Deus tratava-se de conversão: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior do Reino dos Céus” (cf. Mt 18, 3-4). Na antiguidade, as crianças não eram consideradas seres significativos na sociedade. Jesus, porém, faz delas as privilegiadas do Reino de Deus. Admite-as de bom grado na vida da comunidade cristã. E, com elas, admite e ama com predileção os marginalizados, os desconhecidos, os desprezados, as viúvas, os leprosos e os excluídos da convivência humana. Pelo que podemos notar, os tempos de hoje não são tão diferentes do tempo de Jesus. “Porque deles é o Reino dos Céus”. Existem, hoje, códigos de direito e defesa das crianças mas, mesmo assim, elas ainda são “violentadas” de muitas formas pela nossa sociedade, que cada vez mais longe de Cristo se torna pagã e desumana. Além das crianças, deixamos de fora dos direitos do Reino adultos drogados, pobres marginalizados, idosos, que não “produzem” mais e, por isso, são um peso para o mundo comercial e competitivo e “aqueles que não compreendemos porque são assim”. Sem falar na mãe solteira, nas crianças que não tiveram nem o direito de nascer. As crianças estão no centro da família e são um sinal de esperança, de tempos melhores, de um futuro mais justo e humano. Portanto, toda espécie de “pré”-conceito contra quem quer que seja é contrário ao Reino de Deus ensinado por Jesus. É necessário evangelizar nossa sociedade, mas também nosso interior engessado com uma mentalidade de direitos exclusivos para determinado grupo ou classe social. Onde uns são melhores do que os outros. Todos são filhos e iguais aos olhos de Deus. Vejamos também o modo como nos julgamos e julgamos os outros. Ide, pois, aprender o que significa: “Eu quero amor e misericórdia mais do que sacrifícios e holocaustos” (cf. Mt 9,13).

5 – DEIXAI AS CRIANÇAS E NÃO AS IMPEÇAIS DE VIR TER COMIGO

Deus é a fonte e a origem de tudo; e porque é n’Ele, como está escrito, que «vivemos, nos movemos e existimos» (At 17,28), é d’Ele certamente que nos vem o afeto pelo qual amamos os nossos filhos. Todo o universo e todo o género humano são filhos do seu Criador; e assim, pelo afeto com que amamos os nossos filhos, Ele quis que compreendêssemos quanto Ele ama os Seus filhos. Porque está escrito que «o que é invisível nele – o Seu eterno poder e divindade – tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas Suas obras» (Rm 1,20): Ele quis fazer-nos compreender o Seu amor para conosco pelo amor que nos deu pelas nossas obras. E, como está escrito que d’Ele «recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra» (Ef 3,15), assim quis que reconheçamos n’Ele o afeto de um pai para conosco. Que digo eu, de um pai? O Seu amor é bem maior que o de um pai. Provam-no estas palavras do Salvador no Evangelho: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). E o apóstolo Paulo diz também: «Ele, que nem sequer poupou o Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele?» (Rm 8,32).

6 – LEVARAM CRIANÇAS A JESUS, PARA QUE IMPUSESSE AS MÃOS SOBRE ELAS E FIZESSE UMA ORAÇÃO. OS DISCÍPULOS, PORÉM, AS REPREENDERAM

Hoje podemos contemplar uma cena que, infelizmente, é demasiado atual: «Levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreenderam» (Mt 19,13). Jesus ama especialmente as crianças; nós, com os pobres raciocínios típicos de “gente crescida”, impedimo-los de se aproximarem de Jesus e do Pai: — Quando forem crescidos, se o desejarem, logo escolherão…! Isto é um grande erro. Os pobres, quer dizer, os mais carentes, os mais necessitados, são objeto de particular predileção por parte do Senhor. E as crianças, os pequenos são muito “pobres”. São pobres em idade, são pobres em formação… São indefesos. Por isso a Igreja — Nossa “Mãe” — dispõe que os pais levem cedo os seus filhos a batizar, para que o Espírito Santo ponha moradia nas suas almas e entrem no calor da comunidade dos crentes. Assim o indica tanto o Catecismo da Igreja bem como o Código do Direito Canônico, ordenamentos da mais alta esfera da Igreja (que, com toda a comunidade, deve ter ordenamentos). Mas não!: Quando forem crescidos! É absurda esta maneira de proceder. E, se não, perguntemo-nos: — Que comerá esta criança? O que a sua mãe lhe der, sem esperar que a criança especifique o que prefere. — Que língua falará esta criança? A que lhe falarem os seus pais (ou seja, a criança nunca poderá escolher nenhuma língua). — Para que escola irá esta criança? Para a que os seus pais o levarem, sem esperarem que o menino defina os estudos que prefere. — O que comeu Jesus? Aquilo que lhe deu sua Mãe, Maria. — Que língua falou Jesus? A dos seus pais. — Que religião aprendeu e praticou o Menino Jesus? A dos seus pais, a religião judia. Depois, quando já era mais crescido, mas graças à instrução que recebera de seus pais, fundou uma nova religião… Mas, primeiro, a dos seus pais, como é natural.

7 – DEIXEM VIR A MIM AS CRIANÇAS…

“Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças”. Assim como as mulheres, as crianças no tempo de Jesus não eram valorizadas. Jesus acolhe e valoriza-as, como o fez com as mulheres, dando a elas direitos iguais aos homens. Como são tratadas as nossas crianças de hoje? É muito triste ver que muitas crianças estão sendo violentadas por pedófilos, crianças que passam fome, que não podem ir à escola, crianças que têm de ficar em casa sozinhas, porque seus pais têm de trabalhar mais de oito horas por dia para trazer algum sustento para casa, crianças que estão a mercê de exploradores e mal intencionados, crianças jogadas no lixo, ou colocadas à porta de alguma residência, crianças que são revoltadas, agressivas, e problemáticas, indisciplinadas nas escolas por causa das brigas e das separações de seus pais… Prezados irmãos. Jesus disse que o reino do Céu é daqueles que forem, ou se tornarem puros como as crianças. Aqueles que são inocentes como uma criança, vão merecer entrar para a vida eterna. Será que vamos conseguir? Como poderemos nos tornar puros para merecermos o reino do Céu? O que fazer? Podemos começar pelo cultivo da nossa fé, e como Jesus disse que tudo tem  origem na nossa mente, começamos pelo estudo da palavra de Deus, lendo diariamente um trecho do Evangelho, ou das epístolas. Fazemos isso sem cessar até que a nossa mente esteja como uma esponja encharcada, embebida de água, que a nossa mente esteja cheia da palavra de Deus, nos fazendo pensar como Jesus pensava, e agir como Jesus agia. Desta forma, podemos nos perguntar sempre que estivermos diante de uma situação de risco: Como Jesus faria diante dessa situação? Assim, podemos dizer ao nosso irmão injusto o qual nos incomoda e ainda nos incrimina pelo fato de reclamarmos da sua injustiça, que ele não tem o direito de desrespeitar o nosso espaço, que ele tem de nos tratar como ele gostaria de ser tratado por nós. Podemos ser até um pouco enérgicos diante dos abusos do nosso irmão, fazendo como o Mestre nos ensinou, conversando com ele particularmente. Porém, se o nosso irmão nos abordou com palavras insultuosas, diante dos demais, podemos responder não com palavras ofensivas, mais sim, com palavras de Jesus, e mostrar a ele e aos ouvintes que é ele quem está errado e não nós, numa atitude de correção fraterna e nunca numa atitude de violência. Desta forma, os nossos atritos com nossos irmãos podem ser aquilatados desde que tenhamos o bom senso de não agir com vingança, nem com ameaças ou ofensas. Agir como Jesus fazia com os fariseus. Ele nunca deixava sem respostas as críticas maldosas daqueles que queria incriminá-lo. Conduzamos as nossas crianças para Deus e sejamos puros como elas para merecermos um dia a vida eterna.

8 – O SENHOR QUER QUE NÓS TENHAMOS ESSE CORAÇÃO DE CRIANÇA

Jesus nos dá a criança como um modelo para participarmos do Seu reino. Os homens, na sua maioria, não gostam de ser tratados como crianças, pois se consideram sábios e inteligentes. No entanto, Jesus mais uma vez nos fala sobre o valor de sermos como criancinha, isto é, simples, dependente e confiante. A criança é o símbolo do ser fraco sem pretensões sociais: ela é simples, não tem poder nem ambição, vazia de si mesma e pronta para receber o Reino. A dependência, a naturalidade, a confiança, a entrega nas mãos dos pais, o coração transparente, a alegria, o suplicar, o pedir, o querer estar perto dos seus, o carinho, a inocência, a falta de maledicência, tudo isto, faz a diferença entre a criança e o homem velho. O Senhor quer que nós tenhamos esse coração de criança, renovado, que não julga, mas espera confiante, que ora e suplica. Somente assim nós poderemos viver o reino dos céus, aqui! O mundo chama de tolos os que assim vivem, porém o que é tolice para o mundo é sabedoria para Deus. Reflita – Você quer ser como uma criança nas mãos do Pai? – Você confia plenamente que Deus é Pai e quer olhar por você a cada momento? – Para você o que significa ser criança? Você age como criança? – Qual a maior virtude da criança? Procure imitá-la. Amém! Abraço carinhoso!

9 – DEIXAIS AS CRIANCINHAS VIREM A MIM!

Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o reino dos céus (v. 14). Com estas palavras Jesus adverte seus discípulos que impediam que as crianças viessem tocá-lo. É na doçura e nas destrezas das crianças que o reino de Deus prevalece amável e libertador. A pureza dos pequeninos revela a capacidade do fazer acontecer a realidade divina. Ser cristão é ter a pureza e a ingenuidade de uma pequena criatura que no seu coração só carrega a bondade e alegria. Ser diferente é querer colocar Deus no xeque mate e querer que faça por nós coisas para nos alegrar. Ao tocar em Jesus as crianças penetravam na áurea sagrada do Pai e enchiam do espírito santo para enfrentar o mundo adulto. Este mundo carregado de realidade destorcida, onde o interesse dos adultos difere dos interesses das crianças, não permite que o cristão aproxime de Deus e busque a verdade. O reino de Deus não é feito por egoísmo e nem pela imposição da força do hábito de querer a qualquer custo a divinização. Voltar o espírito adulto ao mundo das crianças, redescobrir a bondade fraterna sem maldade e fazer sempre ações que levem ao mérito da proteção Daquele que recebe todos sem fazer distinção. Oportunidade de redimir dos algozes cometidos pela perversidade do mundo que nos incita a buscar sempre o encanto momentâneo não falta; colocar diante de um Deus que recebe todos de braços abertos, protege e caminha ao lado dando força na longa jornada é a meta de quem quer encontrar a salvação. Sejamos crianças de verdade; brincamos com a vida, pulamos de alegria quando encontrar a felicidade, não percebamos a maldade no outro, mas ajude-os. Somos convidados a rumar para nova vida, cheia de alegria e sem maldade. Aceitamos este convite para fazer parte dessa multidão de crianças. Não endureceis o coração, pois Deus está ao nosso lado para dar força e mostrar o caminho retamente. Amém.

10 – Ó MEU DEUS, CRIAI EM MIM UM CORAÇÃO PURO

Dizia um sacerdote na nossa paróquia, lá nos anos 80 uma frase que nunca esqueci “Comunidade sem crianças é comunidade sem futuro”. Trazendo para a nossa atualidade, a questão das crianças em nossas celebrações é um assunto polêmico. Uns dizem que elas atrapalham porque ficam correndo pelos corredores, brincando e distraindo a atenção da assembleia, o que não deixa de ser uma verdade. Há outras pessoas que fazem dura crítica ao pai ou a coitada da mãe que é maior culpada, porque é folgada e não sabe educar a criança. Uma saída que as comunidades têm encontrado é retirar as crianças do ambiente celebrativo, levando-as para outra sala onde um jovem ou alguma catequista os distrai com brinquedos e outros passatempos próprios de crianças. Essa prática que vem sendo incentivada por um grande número de comunidades dos grandes centros urbanos, resolve de imediato mais é muito perigosa, uma vez que a criança nunca irá fazer uma experiência comunitária na assembleia e certamente não se sentirão parte da igreja. No tempo de Jesus, nessa comunidade do evangelista Mateus, já tinha esse problema, e um dia os pais levaram as criancinhas até perto de onde Jesus estava e pediram que ele impusesse as mãos sobre elas porém, os coordenadores de liturgia, ministros, que eram os discípulos, não gostaram da ideia e acharam que iria atrapalhar a celebração. Em nossas comunidades muitas vezes os pais ou até catequistas tentam fazer com que as crianças se comportem, dizendo que o “padre” está olhando feio lá de cima do altar, “Olha que o padre vai xingar em”. Daí a criança cresce com medo do padre e some da Igreja… Jesus acolheu as crianças, as abençoou e ainda deu um “sabão” nos discípulos, dizendo que era para deixar as crianças virem até ele, porque o Reino dos Céus era para quem se parecesse com uma daquelas crianças. É preciso dizer que, essa afirmação de Jesus tinha uma razão de ser: naquele tempo as crianças eram insignificantes, nem eram contadas no censo, por isso Jesus as inclui no Reino e diz com isso que elas, e todos os pequenos, marginalizados e desprezados, são os prediletos do Pai. E assim, o ensinamento torna-se um apelo para que as nossas comunidades cristãs não deixem de acolher com amor as crianças, através de uma catequese que as insira cada vez mais na vida em comunidade.

11 – O ACOLHIMENTO FRATERNO AOS PEQUENINOS!

Vejam que mensagem bonita esse evangelho de apenas três versículos nos traz hoje: O acolhimento fraterno aos pequeninos! Mas, quem são os pequeninos? O evangelho nos fala de crianças. No entanto, se levarmos em consideração que as crianças e não só elas, também as mulheres, não tinham valor nenhum, perceberemos que Jesus acolhe, com imenso carinho, todos esses aos quais podemos chamar de pequeninos. A atitude de Jesus mostra que não devem existir diferenças entre nós, pois somos todos iguais perante Deus. Assim, ninguém é melhor que ninguém e todos precisamos uns dos outros, somos dependentes da caridade e da solidariedade de nossos irmãos e irmãs. Por isso, os ensinamentos de Jesus contrapõem toda a ideologia daquela sociedade marcada pela exclusão e opressão de seu tempo. Interessante, também, foi a atitude dos discípulos que repreendem as crianças que estavam se aproximando de Jesus. A atitude dos discípulos não foi a de acolhimento e sim de afastamento e exclusão. Por isso, em resposta à atitude de seus seguidores, Jesus diz: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. Dizendo essas palavras, Jesus nos ensina o acolhimento que para a realidade de seu tempo (já vista acima) e também para a nossa realidade hoje, deve ser um acolhimento que vai para além das aparências e exige uma grande abertura de coração e de consciência de valores que cada um de nós carrega dentro de si. Dessa maneira, o evangelho questiona as nossas atitudes diante das pessoas. Como tem sido o nosso acolhimento? O que está mais forte em mim, a atitude de Jesus ou a de seus discípulos? Que os ensinamentos de Jesus passem da mente ao coração e transformem o nosso jeito de ser, pensar e agir! Acolhidos por Jesus, sejamos também acolhedores!

12 – DEIXAI AS CRIANÇAS, E NÃO AS PROIBAIS DE VIREM A MIM, PORQUE DELAS É O REINO DOS CÉUS

A sinceridade e o entusiasmo das crianças contrastam com a atitude dos fariseus, seus opositores, que na cena anterior buscam complicar a vida de Jesus, ao apresentar um dilema jurídico sobre o divórcio. A sociedade em que Jesus vive é tremendamente conservadora e fechada, por isso qualquer abertura para o novo era muito difícil. Esse conservadorismo era muitas vezes encoberto por uma aparente erudição, como faziam os fariseus, ou com uma seriedade, como faziam seus discípulos. As crianças se aproximam para receber as bênçãos e orações de Jesus; a exagerada reação dos seus seguidores evidencia até que ponto eles mesmos estão tomados pelos mesmos preconceitos e interesses da cultura dominante de seu povo. A proposta de Jesus, ao contrário, fortalece uma aproximação entusiástica e sincera ao evangelho, correspondente à recepção de uma boa e nova notícia. O evangelho de Mateus mostra os “pequenos”, ou seja, as pessoas que vivem profundamente da fé na simplicidade da atividade cotidiana, como modelos da vida cristã. Assumir uma atitude de sinceridade e entusiasmo tendo como base a boa nova do evangelho, eis uma bela atitude de vida.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Jesus acolhe as crianças, símbolo da dependência e da sinceridade. Da mesma forma que elas não eram valorizadas no tempo de Jesus, hoje há muitos grupos minoritários desprezados e excluídos pela sociedade hipócrita.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A salvação não se concretiza com base em condições alheias à vontade da pessoa, mas depende de suas atitudes e disposição de coração. As crianças são apresentadas por Jesus como herdeiras do reino dos céus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Considerai, Senhor, vossa aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de que vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Antífona da comunhão

O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor (Jo 6,52).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Dai-nos, Senhor, a salvação.

— A fim de que a Igreja seja sempre fiel a Cristo, rezemos.
— A fim de que busquemos continuamente a conversão, rezemos.
— A fim de que sejamos solícitos com as necessidades do próximo, rezemos.
— A fim de que as crianças encontrem sempre acolhida e amor, rezemos.
— A fim de que as minorias sejam respeitadas na sociedade, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedeste à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os, por vosso poder, em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.
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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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