LDP: 20/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

20/AGO/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura da profecia de Ezequiel 24,15-24 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

15 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 16 “Filho do homem, vou tirar de ti, por um mal súbito, o encanto de teus olhos. Mas não deverás lamentar-te nem chorar ou derramar lágrimas. 17 Geme em silêncio, sem fazer o luto dos mortos. Põe o turbante na cabeça, calça as sandálias nos pés, sem encobrir a barba, nem comer o pão dos enlutados”. 18 Eu tinha falado ao povo pela manhã, e à tarde minha esposa morreu. Na manhã seguinte, fiz como me foi ordenado. 19 Então o povo perguntou-me: “Não nos vais explicar o que têm a ver conosco as coisas que tu fazes?” 20 Eu respondi-lhes: “A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 21 Fala à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Vou profanar o meu santuário, o objeto do vosso orgulho, o encanto de vossos olhos, o alento de vossas vidas. Os filhos e as filhas, que lá deixastes, tombarão pela espada. 22 E fareis assim como eu fiz: Não cobrireis a barba, nem comereis o pão dos enlutados, 23 levareis o turbante na cabeça, as sandálias nos pés, sem vos lamentar nem chorar. Definhareis por causa de vossas próprias culpas, gemendo uns para os outros. 24 Ezequiel servirá para vós como sinal: Fareis exatamente o que ele fez; quando isso acontecer, sabereis que eu sou o Senhor Deus”.

Proclamação do Salmo em Deuteronômio 32,18-19.20.21 (R. Cf. 18a) (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou Os Livros da Lei)

— 18a Esqueceram o Deus que os gerou.
— 18 Da Rocha que te deu à luz, te esqueceste, do Deus que te gerou, não te lembraste. 19 Vendo isto, o Senhor os desprezou, aborrecido com seus filhos e suas filhas.
— 20 E disse: Esconderei deles meu rosto e verei, então, o fim que eles terão, pois, tornaram-se um povo pervertido, são filhos que não têm fidelidade.
— 21 Com deuses falsos provocaram minha ira, com ídolos vazios me irritaram; vou provocá-los por aqueles que nem povo são, através de gente louca hei de irritá-los.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19,16-22 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17 Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18 O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”. 20 O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21 Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Qualquer que seja minha vocação: leigo, religioso, religiosa, sacerdote, devo estar dentro do Projeto de Deus. Digo, no dia-a-dia, “sim” ao plano de Deus para mim? Ou, ignoro este projeto? Especificamente para os religiosos, os bispos da América Latina disseram: “a vida consagrada é chamada a ser uma vida discipular, apaixonada por Jesus-caminho ao Pai misericordioso, e por isso, de caráter profundamente místico e comunitário. É chamada a ser uma vida missionária, apaixonada pelo anúncio de Jesus-verdade do Pai, por isso mesmo, radicalmente profética, capaz de mostrar a luz de Cristo às sombras do mundo atual e os caminhos de uma vida nova” (DAp 220).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio, na Bíblia, atentamente, o texto Mt 19,16-22, observando o que Jesus requer de quem o segue. Para seguir Jesus, viver seu Evangelho não basta cumprir os mandamentos. É preciso estar livre – “venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres e, depois, vem e me siga”. Livres de tudo, para ter tudo, estar com Aquele que é o Tudo. A Deus não se entrega pela metade. É o que diz padre Zezinho, scj, na canção Águia Pequena. (Ouvir Online):
Tu me fizeste uma das tuas criaturas
Com ânsia de amar
Águia pequena que nasceu para as alturas
Com ânsia de voar
E eu percebi que as minhas penas já cresceram
E que eu preciso abrir as asas e tentar
Se eu não tentar não saberei como se voa
Não foi a toa que eu nasci para voar.
Pequenas águias correm riscos quando voam
Mas devem arriscar
Só que é preciso olhar os pais como eles voam
E aperfeiçoar
Haja mau tempo haja correntes traiçoeiras
Se já tem asas seu destino é voar
Tem que sair e regressar ao mesmo ninho
E outro dia, outra vez recomeçar.
Tu me fizeste amar o risco das alturas
Com ânsia de chegar
E embora eu seja como as outras criaturas
Não sei me rebaixar
Não vou brincar de não ter sonhos se eu os tenho
Sou da montanha e na montanha eu vou ficar
Igual meus pais vou construir também meu ninho
Mas não sou águia se lá em cima eu não morar.
Tenho uma prece que eu repito suplicante
Por mim, por meu irmão
Dá-me esta graça de viver a todo instante
A minha vocação
Eu quero amar um outro alguém do jeito certo
Não vou trair meus ideais pra ser feliz
Não vou descer nem jogar fora o meu projeto
Vou ser quem sou e sendo assim serei feliz.

… e a VIDA …

Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois este é o caminho da salvação.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo. Meu novo olhar é iluminador, ou seja, com minha vida, vou iluminar com a luz de Cristo as sombras do mundo atual e indicar às pessoas com quem convivo os caminhos de uma vida nova. Afinal, esta a missão de todo cristão.

REFLEXÕES:

1 – O QUE É PRECISO PARA ENTRAR NA VIDA ETERNA

Aquele que se dirige a Jesus, neste evangelho de Mateus, é um jovem. A vida eterna que tem em vista é aquela prometida na salvação futura. A resposta de Jesus limita-se ao “entrar na vida”. Jesus apresenta os mandamentos a serem cumpridos. O jovem afirma que já os cumpre, mas sabe que ainda falta algo. Jesus já havia dito: “Se queres entrar na vida…” e agora diz: “Se queres ser perfeito…”. O entendimento do “ser perfeito” como sendo o empenho em conquistar virtudes morais elevadas ou em grandes êxtases espirituais resulta de uma compreensão tardia, já na perspectiva de uma religiosidade eclesial. Aqui se trata da plenitude do humano, ser o “homem” perfeito, à semelhança de Jesus, Filho de Deus. Está em questão a opção entre os dois senhores: o dinheiro ou Deus. As observâncias religiosas podem ser um primeiro passo. O passo decisivo, a novidade do Reino, é a renúncia às riquezas e o seguimento de Jesus, onde o amor é levado à perfeição.

2 – DAR TUDO PARA DEUS

Deus nos ama com amor eterno e, por isso, quer relacionar-se conosco. A partir disso, devemos perceber qual é o verdadeiro sentido da religião. O que caracteriza o verdadeiro cristão não é a mera observância dos mandamentos, mas a busca da perfeição que está no seguimento de Jesus, portanto no relacionamento com ele. Porém, existem valores deste mundo que se tornam obstáculo para este relacionamento, como é o caso dos bens materiais, que impediram o jovem de buscar livremente a vida eterna e a perfeição, através da caridade e do seguimento de Jesus, embora observasse todos os mandamentos.

3 – FALTA-TE ALGO!

O apego exagerado aos bens materiais é um terrível empecilho para o seguimento de Jesus. A dinâmica deste seguimento vai exigindo rupturas sempre mais radicais. Quem não está livre para fazê-las, ficará na metade do caminho. Na piedade judaica tradicional, a observância dos mandamentos da Lei mosaica era o primeiro passo a ser dado pelo fiel. Muitos se contentavam com este primeiro passo. Outros, como era o caso de uma tendência do farisaísmo, reduzia a observância do Decálogo a pura exterioridade. Os mestres da Lei, por sua vez, detinham-se em interpretações minuciosas dos mandamentos, complicando ainda mais a observância deles. O mero cumprimento dos mandamentos não é suficiente para tornar alguém discípulo do Reino e herdeiro da vida eterna. Jesus desafiou um jovem a desfazer-se de tudo quanto possuía, distribuindo seus bens entre os pobres, para fazer-se discípulo do Reino e tornar-se herdeiro da vida eterna. O rapaz, que havia sido fiel em guardar os mandamentos, não se sentiu preparado para fazer o que lhe faltava. O apego aos seus bens impediu-o de aceitar a sugestão de Jesus. E foi-se embora todo perturbado! Quem talvez esperasse um elogio acabou desiludido por ter sido incapaz de optar pela liberdade radical.

4 – SENHOR, DAI-ME UM CORAÇÃO DESPRENDIDO DE TODAS AS RIQUEZAS DO MUNDO

Neste texto, Jesus nos dá a grande lição de tudo oferecer aqui na Terra, para tudo receber no Céu. Ele é o “tudo receber” de Deus, Seu Pai. E, por amor aos homens, Se converteu no “tudo dar” para que os homens recebessem tudo de Deus. Assim se você, meu irmão, quer ter como herança a vida eterna, não tem outro caminho senão “ir, vender tudo o que tens e distribuí-lo aos pobres”. O comportamento de Jesus e a Sua Palavra, as Suas ações e os Seus preceitos, constituem a regra moral da vida cristã. De fato, estas Suas ações e, particularmente, a Sua Paixão e morte na cruz, são a revelação viva do Seu amor pelo Pai e pelos homens. É precisamente este amor que Jesus pede que seja imitado por quantos O seguem. Ao chamar o jovem para O seguir pelo caminho da perfeição, Jesus pede-lhe para ser perfeito no mandamento do amor, no ‘Seu’ mandamento: para inserir-se no movimento da Sua doação total, para imitar e reviver o próprio amor do Mestre ‘bom’, d’Aquele que amou ‘até ao fim’. É o que Jesus pede a cada homem que quer segui-Lo: “Se alguém quiser vir após Mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16,24). Seguir a Cristo não é uma imitação exterior, já que atinge o homem na sua profunda interioridade. Ser discípulo de Jesus significa tornar-se conforme a Ele, que Se fez servo até ao dom de Si sobre a cruz. Pela fé, Cristo habita no coração do cristão (cf. Ef 3,17), e assim o discípulo é assimilado ao seu Senhor e configurado com Ele. O moço, ouvindo essa palavra, saiu pesaroso, pois era possuidor de muitos bens. O moço foi obediente à sua vocação? Não. Antes se retirou triste e pesaroso, porque tinha apego à sua grande fortuna. Infeliz, ele tapa os ouvidos à voz de Nosso Senhor, com o coração cheio de tristeza, porque a alegria só é possível quando há generosidade e desprendimento, quando há essa disponibilidade absoluta diante do querer de Deus que se manifesta em momentos bem precisos da nossa vida e, depois, na fidelidade ao longo dos dias e dos anos. A tristeza deste jovem leva-nos a refletir. Podemos ser tentados a pensar que possuir muitas coisas, muitos bens deste mundo, pode fazer-nos felizes. No entanto, no caso do jovem do Evangelho, as riquezas se tornaram um obstáculo para aceitar o chamado de Jesus que o convidava a segui-Lo. Não estava disposto a dizer “sim” a Jesus e “não” a si mesmo, a dizer “sim” ao amor e “não” à fuga. O amor verdadeiro é exigente. Porque foi Jesus – o próprio Jesus – quem disse: “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15,14). O amor exige esforço e compromisso pessoal para cumprir a vontade de Deus. Significa sacrifício e disciplina, mas significa também alegria e realização humana. O jovem do Evangelho se afastou tristemente de Cristo Jesus, fonte da verdadeira alegria, para buscar a felicidade nos bens passageiros desta vida. Quanta ilusão! Infeliz daquele que diz “não” ao Senhor do universo, que tapa os ouvidos ao Seu convite, que “franze a testa” perante a Sua Lei e que olha com indiferença para Aquele único Senhor que lhe pode dar a verdadeira alegria. Esse viverá em contínua frustração! Seguir a Cristo de perto é o nosso ideal supremo. Não queremos retirar-nos da Sua presença como aquele jovem, com a alma impregnada de profunda tristeza por não termos sabido desprender-nos de uns bens de pouco valor, em comparação com a imensa riqueza de Jesus. Que o Senhor nos ajude com a Sua graça para que, a cada momento, possa contar efetivamente conosco para o que queira. Livres de objeções e de laços que nos prendam. Senhor, não tenho outro fim na vida a não ser buscar-vos, amar-vos e servir-vos. Dai-me um coração desprendido de todas as riquezas do mundo. Quero ser como Vós, o puro receber de Deus, para – por amor – tudo dar aos meus irmãos, a fim de que tenha como herança a vida eterna.

5 – A ALEGRIA DO DESPOJAMENTO ESPIRITUAL

Um dia, em segredo, Bernardo aproximou-se de Francisco, que ainda não tinha nenhum companheiro. «Irmão, disse-lhe Bernardo, por amor ao meu Senhor, que nos confiou, quero distribuir todos os meus bens da maneira que te pareça mais adequada.» Francisco respondeu: «Amanhã iremos à igreja e o livro dos Evangelhos revelar-nos-á o que Senhor ensina aos Seus discípulos». Na manhã seguinte levantaram-se e, acompanhados por outro homem chamado Pedro, que também desejava tornar-se irmão, foram até à igreja. […] Entraram para orar e, porque não tinham tido instrução e não sabiam onde encontrar a palavra do Evangelho sobre a renúncia ao mundo, pediram ao Senhor que Se dignasse revelar-lhes a Sua vontade assim que abrissem o livro. Terminada a oração, Francisco tomou o livro fechado e, ajoelhando-se diante do altar, abriu-o. O primeiro texto que leu apresentava este conselho do Senhor: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu». Francisco regozijou-se com esta descoberta e deu graças a Deus. Mas como tinha verdadeira devoção pela Santíssima Trindade, quis ter a confirmação através de um triplo testemunho. Abriu então livro pela segunda e pela terceira vez. Na segunda vez, leu: «Nada leveis para o caminho» (Lc 9,3) e na terceira: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo» (Lc 9,23). […] Francisco disse: «Irmãos, eis a nossa vida e a nossa regra, e de todos os que quiserem juntar-se ao nosso grupo. Ide e fazei tudo o que aqui ouvistes!» Bernardo, que era muito rico, partiu: ao vender tudo o que possuía, obteve uma grande soma de dinheiro, que distribuiu na sua totalidade pelos pobres da cidade. […] A partir deste momento, os três viveram segundo a regra do santo Evangelho que o Senhor lhes tinha mostrado. É o que São Francisco diz no seu testamento: «Foi o próprio Senhor que me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.»

6 – QUE TENHO QUE FAZER DE BOM PARA TER A VIDA ETERNA?

Hoje a Liturgia da Palavra coloca para nossa consideração a famosa passagem do jovem rico, aquele jovem que não soube responder diante do olhar de amor com o qual Cristo olhou para ele (cf. Mc 10,21). João Paulo II lembra-nos que naquele jovem podemos reconhecer a todo homem que se aproxima de Cristo e lhe pergunta sobre o sentido de sua própria vida: «Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?» (Mt 19,16). O Papa comenta que «o interlocutor de Jesus intui que há uma conexão entre o bem moral e o pleno cumprimento do próprio destino». Hoje, há muitas pessoas que também fazem, no seu íntimo, esta pergunta! Se olharmos à nossa volta, talvez pensemos que são poucas as pessoas que veem algo a mais, ou que o homem do século XXI não precisa se fazer este tipo de pergunta, pois não encontrará respostas que lhe sirvam. Jesus respondeu ao jovem: «Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). É legítimo perguntar-se sobre o sentido da vida, pois, hoje é necessário fazê-lo! O jovem lhe perguntou o que tem que fazer de bom para chegar à vida eterna, e Cristo respondeu-lhe que tem que ser bom. Nos dias de hoje, para alguns ou para muitos? Tanto faz! Parece ser impossível? Ser bom?… Ou melhor, pode parecer até algo sem sentido: uma bobagem! Hoje, como há vinte séculos, Jesus Cristo segue nos lembrando que para entrar na vida eterna é necessário cumprir os mandamentos da Lei de Deus: não se trata do “ótimo”, mas de seguir o caminho necessário para que o homem se assemelhe a Deus e assim possa entrar na vida eterna de mãos dadas com seu Pai-Deus. Efetivamente, «Jesus mostra que os mandamentos não devem ser entendidos como um limite mínimo que não se deve ultrapassar, mas como uma vereda aberta para um caminho moral e espiritual de perfeição, cujo impulso interior é o amor» (João Paulo II).

7 – O JOVEM RICO CONVERSA COM JESUS

Bom dia! Qual seria a maior “decepção” do jovem rico após a conversa com Jesus? Será que alguém que seguia os mandamentos desde criança teria realmente dificuldade em vender tudo e seguir Jesus? Será que conseguimos imaginar que de repente o problema não era o quanto de riquezas possuía? Mateus tinha uma percepção diferente de Lucas, pois pertenceu a uma classe mais rica e poderosa. É justamente Mateus o apóstolo que narra a parábola do tesouro encontrado, que provavelmente chamou sua atenção por ser aquilo que viveu na pele: Um rico que encontrou o tesouro e vendeu tudo para segui-lo. O evangelista dessa vez empenha-se em narrar um rapaz, que como ele, encontra O tesouro, no entanto tem uma postura bem diferente do autor desse evangelho. “(…) Quando o moço ouviu isso, foi embora triste”. Na verdade, aos meus olhos, o problema não era o dinheiro e sim o apego a ele. De fato existem outros apegos que nos fazem voltar a trás e também desistir do tesouro. Alguns se apegam a elogios, “tapinhas nas costas”, reconhecimento; outros a posições de destaque, cargos, chefias; outros, porém, a coisas que de fato não possuem valor algum. Quanta gente aproveita esse ensejo político para lograr êxito através de “favores” nada legais e muitas vezes imorais, tentando “arrebanhar” gente, mas no dia-a-dia cristão não tem a mesma dedicação? Não se engane! Deus conhece bem esses frutos! “(…) Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos”. (Mateus 7, 16-18) Sim, é deprimente o que fazemos para ascender de status: Mentimos, dissimulamos, omitimos,… O engajamento político se faz necessário para tirarmos das esferas de decisão os maus representantes, mas é duro de admitir que muitas vezes somos nós mesmos “cristãos” que os colocamos naquele lugar e mais duro ainda de admitir que tudo porque não me desapeguei das coisas menores. A parábola do jovem rico é muito atual, pois ela esta batendo em nossa porta todos os dias. É preciso sim eleger pessoas com compromissos de fato com as pessoas, sejam eles católicos, evangélicos, mulçumanos, (…) e não pessoas que conhecemos que não se desapegam da riqueza, do poder, das facilidades. Se qualquer um de nós precisar trabalhar numa campanha política coloquemos Deus à frente e não SEU SANTO NOME EM VÃO, pois todo cristão é por si só modelo para outros que o seguirão. Preciso jogar limpo com as pessoas e falar o que de fato quero e não ficar “engabelando” as pessoas com promessas ou tijolos, telhas, janelas, (…). Neste instante se faz prudente recordar o triste fato noticiado nacionalmente onde três assessores “cristãos” que após um desfalque, uma fraude, rezavam a “deus” agradecendo pelo “sucesso” (hunf!). Isso é apego: DIZER SER DE DEUS, MAS NÃO SE DESAPEGAR DO QUE É INCORRETO! Talvez a reflexão tenha sido dura, mas creio também em duas coisas: Somente voltará triste quem esta vivendo isso e não tem força para se desapegar ou; Torceram a boca, fecham os ouvidos e tentarão calar a voz do profeta, mas quanto a esse último, creio profundamente que as pedras gritarão. “(…) Do meio da multidão, alguns dos fariseus interpelaram Jesus: ‘Mestre, repreende teus discípulos’! Ele, porém, respondeu: ‘Eu vos digo: se eles se calarem, as pedras gritarão’”. (Lucas 19, 39-40) Um imenso abraço fraterno.

8 – COMO GANHAR A VIDA ETERNA?

Ao ler o Santo Evangelho deparamos com uma simples cobrança: observar e cumprir os mandamentos da Lei de Deus. Quem seguir corretamente os mandamentos dirigidos ao homem e cumpri a justiça de modo agradável receberá a vida eterna. Mas se não aceitar os mandamentos e deixar ser carregado pelos ventos do mundo impregnados de ódio e malvadeza dificilmente receberá as glórias de Deus. Foi neste contexto que o jovem rico aproximou de Jesus e perguntou o que deveria fazer de bom para ganhar a vida eterna. Jesus retrucou logo no início do diálogo que somente um que é bom, este era Deus que criou tudo para o homem viver na harmonia e na paz. Porém, argumentou para o jovem rico que deveria observar bem os mandamentos como não matar, não roubar, não furtar, não levantar falsos testemunhos, honrar o pai e a mãe e amar o teu próximo como a ti mesmo. O jovem convencido de que estava observando tudo com dignidade respondeu que já estava em sintonia com os mandamentos. Entretanto, queria saber mais e perguntou a Jesus o que faltava para ter a garantia da salvação! Jesus bravamente respondeu para o jovem: vá venda tudo o que tem e entrega aos pobres. Esta resposta não agradou o jovem que saiu entristecido do encontro com Jesus. O jovem era rico e entregar sua fortuna para os pobres era pesado. Como deveria entregar tão facilmente toda a riqueza para alguém que não participou da construção da mesma? Mas Jesus foi espetacular: se quiser ganhar o tesouro no céu faça o que falei e depois vem e segue-me! Assim, o reino dos céus está para todos os cristãos que desejam ardentemente conquistá-los. Mas para ser agraciada pela plenitude divina a construção do reino deve começar aqui na terra. Todos os dias o reino está em construção a partir das práticas diárias. Quando somos solícitos ou ajudamos outro de coração, quando fazemos algo para o outro sem interesse, quando colocamos a disposição do irmão para trilhar juntos rumo ao reino, com certeza, a salvação estará sendo construída com vigor. Nada no mundo perverso deve ser maior do que a prática da justiça. Nem a riqueza, nem a luxúria, nem o poder, nem a ganância pode ser maior do que a justiça da salvação. As coisas materiais são fúteis para a vida eterna. Elas entristecem o coração do homem. Os bens materiais provocam a ira e o desrespeito entre os homens. Jesus pede e como bom servo fiel aos princípios do Evangelho deve-se observar os ensinamentos retos do Pai para viver na harmonia da felicidade juntos no céu. Portanto, se deseja ganhar a vida eterna começa hoje a cultivar o reino através da bondade e do carinho com os irmãos. Seja muito feliz na caminhada da salvação. Amém!

9 – JESUS É O ÚNICO QUE PODE NOS SALVAR, E COM ELE, NÓS NÃO PRECISAREMOS DAS RIQUEZAS AQUI DA TERRA

Jesus é afirmativo e nos avisa: não chegaremos ao céu pelo que fizermos de bom, porque só Deus é Bom. Mas nos orienta: “Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos”. Os mandamentos nos são dados para que tenhamos aqui uma vida feliz, entregues à providência de Deus. Ele nos deu a Sua Lei para que a cumpramos e possamos viver, desde já, o reino dos céus, a vida eterna. Os mandamentos são o caminho que nos levam a possuir a eternidade. A vida eterna começa aqui e, atingir a perfeição do céu, implica em desapegarmo-nos de tudo o que nos prende aqui na terra, projetos pessoais, vontade própria, ideias humanas, bens materiais e colocá-los à disposição de Deus em favor de alguém. Todas as nossas ações devem ter um motivo, uma razão de ser. O jovem da parábola, cheio de tristeza, afastou-se de Jesus, porque era muito rico. Ele não percebeu que o apego à sua riqueza estava tirando dele o direito de perseguir a perfeição seguindo a Jesus. Que Jesus é o único que pode nos salvar, e com Ele, nós não precisaremos das riquezas aqui da terra, pois o nosso tesouro está guardado no céu, para onde caminhamos. Com efeito, crer em Jesus e seguir a Sua Lei é o passaporte que nos levará a uma vida plena na casa do Pai. Reflita – Você é uma pessoa apegada ao que você possui? – Você também fica triste com esta palavra de Jesus? – O que mais prende você aqui na terra? – Para você o que significa a vida eterna? Amém! Abraço carinhoso!

10 – SE TU QUERES SER PERFEITO, VAI, VENDE TUDO O QUE TENS, E TERÁS UM TESOURO NO CÉU

Que mais se pode pedir à vida do que ser jovem e rico? Entretanto, este jovem, apesar de ter tudo assegurado, sente-se inseguro de sua religião e busca um “grande mestre” para resolver sua angústia. A resposta de Jesus não poderia ser mais simples, direta e contundente: respeitar a vida em todas suas manifestações, desde o mais elementar como “não matar” até o mais complexo como “amar ao próximo como a si mesmo”. Mas o jovem resiste a aceitar o significado dos mandamentos e o que Jesus lhe pede. Não se pode ser jovem e rico e não tornar esse capital econômico significativo para os demais. Francisco de Assis, ante um dilema semelhante, entregou sua vida ao serviço dos mais pobres e suas riquezas em função de sua missão. Pelo contrário, quando Jesus traduz ao jovem rico os ensinamentos tradicionais em termos de optar pelos pobres, o jovem fica espantado. Em nossa época, muitas pessoas se sentem cansadas da religiosidade tradicional e buscam qualquer inovação para acalmar sua angustia; entretanto, a novidade do evangelho ainda que não tenha sido completamente compreendida e o chamado a transformar este mundo continua absolutamente atual e vigente.

11 – SENHOR, DAI-ME UM CORAÇÃO DESPRENDIDO DE TODAS AS RIQUEZAS DO MUNDO

Neste texto, Jesus nos dá a grande lição de tudo oferecer aqui na Terra, para tudo receber no Céu. Ele é o “tudo receber” de Deus, Seu Pai. E, por amor aos homens, Se converteu no “tudo dar” para que os homens recebessem tudo de Deus. Assim se você, meu irmão, quer ter como herança a vida eterna, não tem outro caminho senão “ir, vender tudo o que tens e distribuí-lo aos pobres”. O comportamento de Jesus e a Sua Palavra, as Suas ações e os Seus preceitos, constituem a regra moral da vida cristã. De fato, estas Suas ações e, particularmente, a Sua Paixão e morte na cruz, são a revelação viva do Seu amor pelo Pai e pelos homens. É precisamente este amor que Jesus pede que seja imitado por quantos O seguem. Ao chamar o jovem para O seguir pelo caminho da perfeição, Jesus pede-lhe para ser perfeito no mandamento do amor, no ‘Seu’ mandamento: para inserir-se no movimento da Sua doação total, para imitar e reviver o próprio amor do Mestre ‘bom’, d’Aquele que amou ‘até ao fim’. É o que Jesus pede a cada homem que quer segui-Lo: “Se alguém quiser vir após Mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16,24). Seguir a Cristo não é uma imitação exterior, já que atinge o homem na sua profunda interioridade. Ser discípulo de Jesus significa tornar-se conforme a Ele, que Se fez servo até ao dom de Si sobre a cruz. Pela fé, Cristo habita no coração do cristão (cf. Ef 3,17), e assim o discípulo é assimilado ao seu Senhor e configurado com Ele. O moço, ouvindo essa palavra, saiu pesaroso, pois era possuidor de muitos bens. O moço foi obediente à sua vocação? Não. Antes se retirou triste e pesaroso, porque tinha apego à sua grande fortuna. Infeliz, ele tapa os ouvidos à voz de Nosso Senhor, com o coração cheio de tristeza, porque a alegria só é possível quando há generosidade e desprendimento, quando há essa disponibilidade absoluta diante do querer de Deus que se manifesta em momentos bem precisos da nossa vida e, depois, na fidelidade ao longo dos dias e dos anos. A tristeza deste jovem leva-nos a refletir. Podemos ser tentados a pensar que possuir muitas coisas, muitos bens deste mundo, pode fazer-nos felizes. No entanto, no caso do jovem do Evangelho, as riquezas se tornaram um obstáculo para aceitar o chamado de Jesus que o convidava a segui-Lo. Não estava disposto a dizer “sim” a Jesus e “não” a si mesmo, a dizer “sim” ao amor e “não” à fuga. O amor verdadeiro é exigente. Porque foi Jesus – o próprio Jesus – quem disse: “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15,14). O amor exige esforço e compromisso pessoal para cumprir a vontade de Deus. Significa sacrifício e disciplina, mas significa também alegria e realização humana. O jovem do Evangelho se afastou tristemente de Cristo Jesus, fonte da verdadeira alegria, para buscar a felicidade nos bens passageiros desta vida. Quanta ilusão! Infeliz daquele que diz “não” ao Senhor do universo, que tapa os ouvidos ao Seu convite, que “franze a testa” perante a Sua Lei e que olha com indiferença para Aquele único Senhor que lhe pode dar a verdadeira alegria. Esse viverá em contínua frustração! Seguir a Cristo de perto é o nosso ideal supremo. Não queremos retirar-nos da Sua presença como aquele jovem, com a alma impregnada de profunda tristeza por não termos sabido desprender-nos de uns bens de pouco valor, em comparação com a imensa riqueza de Jesus. Que o Senhor nos ajude com a Sua graça para que, a cada momento, possa contar efetivamente conosco para o que queira. Livres de objeções e de laços que nos prendam. Senhor, não tenho outro fim na vida a não ser buscar-vos, amar-vos e servir-vos. Dai-me um coração desprendido de todas as riquezas do mundo. Quero ser como Vós, o puro receber de Deus, para – por amor – tudo dar aos meus irmãos, a fim de que tenha como herança a vida eterna.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Bernardo (França, 1090-1153), aos 19 anos, ingressou na Ordem de Cister, recém-fundada, e tornou-se seu segundo fundador. Seus sermões são preciosos comentários à Bíblia e à liturgia. Foi homem de muito estudo e de grande contemplação.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A própria vida do profeta pode ser um sinal para que o povo deixe o caminho de morte e se converta a Deus. Para alcançar a perfeição, precisamos renunciar ao que nos mantém presos e seguir os passos de Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coração a lei de seu Deus (Sl 36,30s).

Antífona da comunhão

Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou sua casa, para dar a todos os pão de cada dia (Lc 12,42).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que fizestes do abade são Bernardo, inflamado de elo por vossa casa, uma luz que brilha e ilumina a Igreja, dai-nos, pó sua intercessão, o mesmo fervor para caminharmos sempre como filhos da luz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, ouvi o clamor de vosso povo.

— Tornai, Senhor, vossa Igreja solícita com os que sofrem.
— Concedei perseverança aos que deixam tudo para seguir os passos de Jesus.
— Cumulai-nos de força e coragem para combater a fome e a miséria.
— Dai aos ricos um coração solidário com os pobres.
— Abençoai a Congregação dos Paulinos neste dia de sua fundação.

Oração sobre as oferendas

Nós vos apresentamos, ó Deus todo-poderoso, o sacramento da unidade e da paz, neste dia em que festejamos o abade são Bernardo, que, por suas palavras e ações, procurou incansavelmente a concórdia da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que esta comunhão, na festa de são Bernardo, produza em nós os seus frutos para que, encorajados por seus exemplos e guiados por seus conselhos, sejamos arrebatados pelo amor do Verbo que se fez carne. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

KBoing (Música)

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